IX EEONG SÃO PAULO. Encontro Estadual das ONG/AIDS do Estado de São Paulo. 15 a 17/08/2013. São Paulo - SP

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1 IX EEONG SÃO PAULO Encontro Estadual das ONG/AIDS do Estado de São Paulo 15 a 17/08/2013 São Paulo - SP

2 PROGRAMAÇÃO

3 Dia 15/08/ :30 às 13:00 Bloco: Assistência em Saúde 13:00 - Almoço 14:30 às 18:00 Bloco: Prevenção Dia 16/08/ :30 às 13:00 Bloco: Direitos Humanos em HIV/AIDS 13:00 - Almoço 14:30 às 18:00 Bloco: Controle Social Dia 17/08/ :30 às 12:00 Apresentação e aprovação dos encaminhamentos e representações

4 REGIMENTO INTERNO

5 IX Encontro Estadual de Ongs/Aids de São Paulo 15 á 17 de Agosto de Local: Hotel Marabá Av. Ipiranga, 757 Centro São Paulo Regimento Capítulo I - Da finalidade Artigo 1º O IX Encontro Estadual de ONG/Aids de São Paulo, a ser realizado nos dias 15, 16 e17 de agosto de 2013, no Hotel Marabá, cidade de São Paulo/SP, é um encontro Propositivo e Deliberativo sobre temas atuais do movimento de luta contra a AIDS, preparatório ao VI Encontro Regional de ONGS/AIDS do Sudeste (ERONG). Capítulo II - Da convocação e organização Artigo 2º O IX Encontro Estadual de ONG/AIDS, foi convocado e está sendo organizado pelo Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo, através de suas ONG filiadas. Capítulo III - Dos participantes Artigo 3º Participará do IX ENCONTRO ESTADUAL DE ONG/AIDS, as Organizações Não Governamentais que atuam no movimento de luta contra a AIDS, com CNPJ ativo, e que tenham apresentado a inscrição de participação nos prazos previstos pela Comissão Organizadora e estejam dentro dos critérios de seleção, tendo direito a voz e voto. Artigo 4º Cabe a ONG indicar apenas um(a) delegado(a) (representante oficial) com direito a voz e voto que terão sua hospedagem e alimentação custeadas pela organização do Encontro Estadual. Artigo 5º Poderá inscrever-se outros (as) representantes de ONG na condição de participantes, com direito apenas a voz, mas sem cobertura pela organização do IX Encontro Estadual. Artigo 6º Convidados - Serão a critério da Comissão Organizadora.

6 Artigo 7º A participação no IX ENCONTRO ESTADUAL DE ONG/AIDS fica assim estabelecida: a) Comissão Organizadora, com direito a voz. b) Delegados(a), com direito a voz e voto e anuência em moções, propostas e indicações. c) Participantes, com direito a voz. d) Convidados(a), com direito a voz. Parágrafo único: A participação no evento está condicionada ao credenciamento e uso do crachá de identificação. Capítulo IV - Da estrutura e funcionamento Artigo 8º O IX ENCONTRO ESTADUAL DE ONG/AIDS, está estruturado da seguinte forma: 1. Credenciamento. 2. Leitura e aprovação do Regimento Interno. 3. Mesas Temáticas 4. Grupos de Trabalho 5. Sistematização 6. Plenária Final 7. Encerramento e entrega de certificado Parágrafo único: A programação oficial fica a critério da Comissão Organizadora. Artigo 9º As sessões plenárias serão com mesas-expositivas, as mesas contarão com coordenador (a), expositor(a), debatedor e relator (a) escolhidos (as) pela Comissão Organizadora. Artigo 10º A Comissão Relatora e de Sistematização será constituída por um (a) coordenador (a) e auxiliares designados pela Comissão Organizadora, que se dará logo após o termino de cada mesa e grupo de trabalho de forma dinâmica em local reservado para: 1. Organizar as propostas de encaminhamento para deliberação na Plenária Final.

7 2. Apresentar relatórios das Mesas 3. Sistematizar a votação da Plenária Final. Artigo 11º Entende se: 1. Por moção a manifestação de caráter político sobre assuntos diversos, que deverá ser divulgada após o Encontro pela Comissão Organizadora. 2. Por propostas a manifestação indicativa sobre assuntos relacionados direta ou indiretamente à epidemia do HIV/AIDS que deverá ter como conseqüência, pelo menos, a indicação do órgão correspondente à qual ela é dirigida. 3. Por indicação a pré-candidatura de representantes (titulares e suplentes) para as representações que se fizerem necessárias e acordadas pela plenária. 4. Por Documento Final uma compilação das propostas, por áreas temáticas, sistematizadas e levadas para possíveis emendas e aprovação da Plenária Final. Parágrafo Primeiro: Outras indicações poderão ocorrer por deliberação da Plenária. Parágrafo Segundo: As moções e propostas deverão ser encaminhadas à Secretaria do IX ENCONTRO ESTADUAL DE ONG/AIDS, por escrito até o dia 16 de agosto de 2013 ás 13:00hs: Parágrafo Terceiro: As indicações deverão ser encaminhadas à Secretaria do IX ENCONTRO ESTADUAL DE ONG/AIDS, por escrito, redigidas em formulário próprio, em letra legível e conter o nome da ONG proponente, nome da pessoa indicada e a representação a que se destina, subscritas por (oito) 08 ONG até as 13:00hs do dia 16/08. Parágrafo Quarto: As moções e propostas deverão estar redigidas em formulário próprio, em letra legível e conter o nome da ONG proponente, do destinatário da proposta e subscritas por pelo menos mais oito (08) ONG, com as assinaturas dos respectivos delegados. Inciso I : As Moções e Propostas originadas dentro dos grupos de trabalho, desde que no grupo tenham participado e assinado presença no mínimo oito (08) delegados, não necessitarão de assinaturas de apresentação.

8 Parágrafo Quinto: As propostas e moções deverão ser de caráter estadual e/ou regional no âmbito do estado de São Paulo. Inciso I- As propostas que extrapolem o âmbito do estado de São Paulo, sendo aprovadas, serão encaminhadas para o VI ERONG, e lá sendo aprovadas serão encaminhadas para o ENONG. Parágrafo Sexto: As moções, propostas e/ou documento final e indicações serão apresentadas e votadas na Plenária Final. Parágrafo Sétimo: As Moções e Propostas ficarão sob a responsabilidade da ONG proponente, que deverão encaminhá-las aos destinatários por meio de carta registrada, com confirmação de aviso de recebimento, com prazo para envio de máximo 10 (dez) dias após o término deste Encontro. Uma cópia desta correspondência deverá ser encaminhada ao Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo. Parágrafo Oitavo: As Moções e Propostas que obtiverem/caberem respostas daqueles a quem foram destinadas, num prazo de 60 dias após o seu envio, deverão ser encaminhadas ao Fórum de ONG/AIDS de São Paulo que se encarregará de divulgar as devolutivas aos Participantes e a Sociedade. Capítulo V - Da plenária final Artigo 12º Antes da Plenária Final será afixado em lugar visível, as moções e propostas para a apreciação dos Delegados (as) e dos Participantes a partir das 08:00hs do dia 17de agosto de A Plenária Final, para efeitos de votação, será instalada, em primeira chamada às 9:30 hs do dia 16 de agosto de 2013, com a presença de 50% mais um dos (as) delegados(as) credenciados(as) e, em segunda chamada, quinze minutos após, com qualquer número de delegados(as). Artigo 13º A Plenária Final tem caráter deliberativo. Artigo 14º A Mesa Diretora da Plenária Final será composta pela Comissão Organizadora ou por seus (as) representantes indicados (as), cabendo-lhes encaminhar às discussões e votação. Artigo 15º A Mesa Diretora será auxiliada pela Comissão Relatora e de Sistematização.

9 Artigo 16º Após a leitura das moções e propostas, em caso a Plenária não se sinta esclarecida, o (a) autor (a) da proposta terá até 2 minutos para sua apresentação. Consultada a Plenária, a Mesa poderá, antes da votação, conceder um minuto para defesa e outro para réplica à proposta. No caso das indicações, serão concedidos dois minutos para a apresentação da ONG candidata, e mais dois minutos para defesa da candidatura, feita por representante de outra ONG. Artigo 17º A votação da Plenária Final seguirá a seguinte ordem: 1. Apresentação e aprovação do Documento Final e/ou; 2. Votação das moções 3. Votação das propostas 4. Votação de indicações de ONG do Estado de São Paulo para representações nacionais que serão apresentadas, eleitas e ou indicadas durante o ERONG Sudeste de Ongs/AIDS na cidade de Domingos Martins\ES. Artigo 18º Os critérios para aprovação das moções, propostas e indicações serão os seguintes: 1. A aprovação das moções será por aclamação de todos os delegados presentes. 2. A aprovação das propostas será por maioria simples. 3. A aprovação das indicações será por maioria simples. 4. Primeiramente, será feita a leitura do Documento Final, em blocos; 5. Haverá proposição de destaques aditivos, supressivos ou modificativos pelos(as) delegados (as); e estas serão separadas e discutidas individualmente antes da votação 6. Dar-se-á a votação mediante o levantamento do crachá dos(as) delegados(as); 7. Todas as moções e/ou propostas que não apresentarem destaque serão consideradas aprovadas em bloco; os pontos que não forem destacados serão considerados aprovados por unanimidade; 8. As moções serão apresentadas na íntegra, nos moldes anteriormente mencionados, assim como foram conduzidas à Mesa Sistematizadora, podendo ser aprovadas ou suprimidas;

10 9. A ausência do(a) destacante na ocasião da discussão de destaque implica na desistência e a mesma será apresentada em sua redação inicial para a votação, não cabendo recurso desta medida. Artigo 19º Compete à Comissão Organizadora apresentar Relatório Final às ONG/Aids antes do VI Encontro Regional de ONG/AIDS - SUDESTE. Artigo 20º Compete à Comissão Organizadora prestar contas aos apoiadores que financiaram o IX EEONG, bem como disponibilizar planilha orçamentária a quem possa interessar. Artigo 21º Qualquer assunto não previsto neste Regulamento será definido em Plenária. IX Encontro Estadual das ONG/AIDS do Estado de São Paulo Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo A Comissão Organizadora São Paulo, 14 de Agosto de 2013.

11 RELATORIAS

12 BLOCO: ASSISTÊNCIA EM SAÚDE Moderador: Alexandre Macedo Rosa Alencar - SAE-SP, segundo tipo de gestão: Estado 16, Município 165, universidade 10, outros 11; - SAE, segundo tipo de unidade: 94 ambulatórios de assistências, 29 estão na Unidade Básica de Saúde, representando 14,5%; SAEs no Estado de São Paulo; - 74% das Unidades já oferecem teste HIV; municípios trabalham com o teste rápido, dos 645 do Estado; - Dos 145 municípios com PAM, 50% tratam DST nas UBS; - 81% das UBS trabalham com prevenção a populações vulneráveis; - Acesso ao preservativo 95% das UBS tem e ofertam; - construindo um espaço comum entre DST/AIDS e atenção básica: - atenção básica e as ações preventivas em DST/AIDS no SUS: interfaces, desafios e potencialidades; - fatores importantes para estabelecer uma rede integrada de cuidado nesta área; - a importância da gestão em saúde no contexto do SUS; - identificação de problemas e alternativas para o enfrentamento da vulnerabilidade programática das DST//AIDS.

13 - é necessário que cada vez mais haja uma integração da atenção básica nas DST/AIDS como forma mais eficaz para prevenção, assistência e adesão; - a incorporação nas UBS e no programa saúde da família é fundamental para um bom acompanhamento; - integração com AB: condicionantes -> trabalho multiprofissional, casos menos complexos, matriciamento com SAE, capacitação dos profissionais, assistência farmacêutica e direitos humanos; - pacientes sem nenhum tipo de manifestação clínica são pessoas indicadas para serem acompanhadas pela atenção básica; - matriciamento: as pessoas sem manifestação nas UBs e integrado com os SAEs para atendimento a maiores complexidades; - a vantagem do acesso é o principal ganho com esse trabalho desenvolvido pelas UBS, a questão da prevenção, da distribuição de insumos, entre outros; - Alexandre Granjeiro - Agradece pelo convite e reforça a necessidade desses espaços para construção das pautas que iremos trabalhar no Encontro Regional e posteriormente no Encontro Nacional; - É necessário pensar nos dois temas: sustentabilidade e assistência; - quando falamos em assistência, o que falamos? A assistência envolve tudo o que se refere o momento do diagnostico, tudo aquilo que diz respeito as pessoas infectadas para que elas não adoeçam, ofertando todos os atendimentos, e se adoecem que seja atendido em suas especificidades; - diagnostico inicial -> vinculação para não adoecer -> atender não morrer;

14 - sustentabilidade é apoiar e manter, hoje queremos manter a assistência que temos no Estado de SP e no Brasil; - ela é capaz de manter que as pessoas não adoeçam? Que as pessoas não morram? - sustentabilidade também é a viabilidade de manter ao longo do tempo; - a assistência hoje tem condições necessárias para se manter? O que nos temos hoje da conta do futuro? - sustentabilidade é o equilíbrio: se estamos conseguindo equilibrar as questões no meio em que estamos. Estamos utilizando na potencialidade as tecnologias? A assistência permite utilizarmos todos os nossos conhecimentos para garantir a vida das pessoas com HIV? - hoje não temos garantido para nenhuma dessas questões a sustentabilidade, e a tendência é só piorar a assistência; - 1-) utilizar toda potencialidade: a maior parte dos estudos que conhecemos tem mostrado que o diagnostico inicial, quando aplicado as novas tecnologias tem mostrado que uma pessoa com HIV viva normalmente como qualquer pessoa sem HIV; - morresse mais de AIDS hoje do que antes dos ARVs, no nordeste essa proporção é o dobro; - não estamos utilizando completamente todos os nossos conhecimentos, primeiro porque descobrimos tardiamente, com um quadro avançado. Também temos dificuldade de manter as pessoas no tratamento. - 2-) mudança drástica no perfil, aumenta a expectativa de vida, não tendo as doenças oportunistas, mas trazendo outras doenças em decorrência do próprio

15 uso dos ARVs. Além disso as pessoas estão envelhecendo, trazendo consigo outras demandas, mudando a características da assistência que esta sendo prestada; - a rede hoje é insuficiente, não atende, tem que mudar a cara dos serviços porque mudou o perfil; - nos últimos anos há um aumento das pessoas infectadas, porem permanecendo o mesmo número das redes. Com um des-financiamento das ações, reduz recurso, reduz profissional, perde-se a capacidade de atendimento com qualidade; - como solução o governo oferece a Atenção Básica, mas tem sentido organizar uma rede ampla para atender um numero pequeno com especialidade e particularidades? - quando menor a experiência do médico, menor estes profissionais conheceram e irão se aprimorar nesse atendimento; - não podemos assumir uma coisa homogênea para todo o Brasil. É necessário regional e local de acordo com a complexidade do atendimento de sua rede e público. Jorge Beloqui - dados mostram que 25% das pessoas diagnosticadas em SP, traz que essas pessoas morrem no período de um ano após seu diagnóstico; - o diagnostico tardio, será que a atenção básica dará conta? - só 40% de pessoas com HIV são testadas da tuberculose;

16 - sobre mortalidade é interessante lembrar que tanto para homens como mulheres, entre idade de 30 anos, é a principal doença que mata; - entre pessoas com anos é a AIDS é terceira doença que mais mata no Estado de São Paulo; - se passarmos para a atenção básica essa estatística ira melhorar? - essa mudança para a atenção básica é feita para melhorar a assistência das pessoas com HIV? Embasado em que evidencia? - as pessoas não querem ser atendidas próximas de casa. Foi perguntado para as pessoas se elas querem ser atendidas pela Atenção Básica? - os serviços com numero inferior a 100 pacientes tem menor qualidade do serviço se comparado a lugares com mais de 500 pacientes; - isso tem haver com o profissional que não será especialista, com a falta de padronização nas condutas, entre outras; - o governo federal não quer investir na saúde, e voltamos a pergunta: lugar de atender é nas unidades básica? Por que? Elas estão ociosas a espera das pessoas com HIV? Saturação nos SAEs? - regulamentação 29 e 10% para a saúde; - 45% que são gastos efetivamente com saúde; - SUS não é só direito, é também dinheiro. O que plantamos agora será o que iremos colher no futuro.

17 DEBATE: - Rodrigo: como que o Estado de São Paulo esta pensando sobre a proposta do Departamento no que se refere ao aconselhamento? - Paulo: a realidade daqui para pacientes com CD4 acima de 400 estão sendo encaminhadas para a Atenção Básica. Como que iremos para atenção básica se essas não estão fazendo abordagem sindrômica das DST? Qual a diretriz do Estado para essa questão? - Jô: Se está confuso na capital, pensam no interior com relação ao profissional, que muitas vezes é um para atender todas as necessidades. A atenção básica não da atenção nem para a hipertensão. Isso tudo sem contar com a questão do preconceito. Se for para atenção básica ai sim será muito maior o número de mortos por AIDS. - Baseado em que fazer essa alteração? - Albert: o que irá acontecer com os SAEs com relação aos recursos? Como ficara o compromisso dos gestores?

18 RESPOSTAS: - Rosa: - Mesmo São Paulo tendo indicadores melhores no Brasil, temos enormes desafios, considerando o acesso ao teste, epidemia concentrada; - O aconselhamento tem que ser reformulado para que seja dada atenção aquelas pessoas com vulnerabilidades e especificidades; - como ampliar o teste de forma geral? São desafios que temos que vencer; - com o departamento ouvimos, acompanhamos e debatemos, levando como prioridade a autonomia do Estado. - para Paulo: os municípios são autônomos, o Estado não pode interferir, eles que tem que garantir e ver o fluxo que será utilizado para tratar da abordagem ou das diretrizes. - é um direito que tem que ser respeitado a questão do sigilo; - investimento em gestão, em trabalhadores, em equipe, sempre está bastante comprometido o recurso e acaba ficando a desejar; - o diagnostico precoce, a adesão ao tratamento, a incorporação nas unidades básica de saúde e a convivência são os desafios que temos. - Alexandre: - estão colocando o movimento social contra a atenção básica; - talvez não se deva aumentar serviços, e sim dar qualidade para os existentes; - temos que questionar que atenção básica queremos? Como queremos? - é possível diagnosticar o hiv, trabalhar com direitos humanos numa politica governamental que reforça o preconceito?

19 - Jorge: - o Ministro atual é candidato ao governo de SP, terminando com os direitos humanos e precarizando a saúde em SP; - temos que nos posicionar muito claramente contra o Padilha a luz do que ele vem fazendo no governo federal. - A saúde adverte: Padilha faz mal para o Estado de São Paulo.

20 BLOCO: PREVENÇÃO Moderadora: Margareth Brito Paula Souza - Monitoramento da Atenção Básica: trabalho com população vulnerável; - Jovens Gays: ação conjunta com a ONG Koinonia com jovens de diversos grupos religiosos e organizações de juventude da Zona Leste para ações de prevenção com jovens e jovens gays que não tem seu local de socialização no centro, e sim na própria Zona Leste; - Seminário realizado 10/08 e 2 oficinas a serem realizadas 21/09 e 05/10; - População Masculina: GT masculinidades, população de trabalhadores na lavouras e construção civil; - Pré-natal do homem inserido na linha de cuidado da gestante do Estado; - Seminário Estadual em Agosto; - População Prisional: testagem de HIV e sífilis no sistema prisional feminino, dados já foram apresentados. Preservativos disponibilizados; - População em Situação de Pobreza: projeto realizado no grupo 5, município de Itaquaquecetuba, trabalho com PVHA do SAE e no bolsão de pobreza em parceria com a UBS. Mario Scheffer - Estamos diante de novas oportunidades técnicas e cientificas, mas ao mesmo tempo com grandes problemas políticos;

21 - os programas estão incapazes de dar resposta na prevenção, estamos com os índices estagnados; - a forma de fazer política de AIDS que defendemos estamos sendo vencidos e perdendo com a banalização; - por decisão política a AIDS vem sendo deixada de ser vista como política de interesse ou prioridade; - a resposta a AIDS é o SUS sendo levando a serio, com legislações específicas como conseguimos tantos avanços; - taxados pejorativamente como primos ricos dentro de um sistema caótico, hoje temos sinais que estamos perdendo isso: fechamento das ONGs, desvalorização dos trabalhos das ONGs, difícil dialogo com o poder publico, enfraquecimento dos programas de AIDS dentro dos governos, falta de autonomia, dificuldade na questão e ser visto como urgência excepcional como a AIDS deveria ser tratada; - não temos mais financiamentos como tínhamos, talvez seja retomada a política de incentivo, porem ainda com retrocessos; - um dos grandes entraves ainda é acerca dos recursos humanos, a falta desses nos serviços e em nossas ONGs, bem como falta de renovação; - os espaços de controle social cada vez mais estão enfraquecendo, temos que reaprender a fazer o ativismo; - é do nosso feitio ficarmos parados? Não! - no mundo ideal e sem AIDS todas as pessoas que vivem com HIV deviam ser tratadas, e as que não tem, usarem preservativos em todas as relações. Mas não é isso que esta acontecendo, não falamos mais de sexo e sexualidade, nem dos

22 novos comportamentos sexuais. Falamos de uma velha prevenção que ainda trazemos; - sem abandonar a prevenção antiga, temos que inovar e conhecer as novas formas de prevenção, como o tratamento enquanto prevenção; - acertamos muito na prevenção, aprendemos que temos que respeitar as diferenças entre as pessoas, aprendemos a incluir as PVHA para fazer e falar em prevenção, ampliamos o uso da preservativo; - erramos muito quando não percebemos a tempo a falência de nossas ONGs, a fragilidade hoje de executar a prevenção; - o futuro da prevenção: como incorporar e ampliar a testagem, sem receios de apresentarmos propostas de como executar; - campanhas em massa ficam bem na mídia, porem não acessa as populações vulneráveis onde a epidemia esta concentrada; - prevenção combinada: estratégias de tratamento, com a PEP e PrEP, o uso ampliado do preservativo e novas formas de comunicação para chegarmos nas populações mais vulneráveis; - é necessário um consenso formal de prevenção. Chamar todos e criar um consenso com evidencias científicas que resultem um protocolo nacional.

23 DEBATE: - Lino: É necessário ser feito prevenção positiva, ajudamos a ser tudo construído numa época que era questão de vida ou morte. - Jorge: Onde esta a prevenção para os profissionais do sexo masculino? O sistema prisional masculino? Recomenda a leitura dos documentos como Vacinas, PEP, PrEP, tratamento como prevenção. Temos muitas ferramentas em nossas mãos, mas se não atacarmos o preconceito, estigma e a vulnerabilidade, não estaremos entendendo nada sobre a AIDS. - Paulo: É interessante quando os trabalhos de prevenção das ONGs são incorporadas nos programas municipais, porém hoje isso não existe. Teríamos que retomar o trabalho de prevenção que é das ONGs que tem mais facilidade de chegar até as populações; - As campanhas devem ser dirigidas as populações vulneráveis; - Não da para gente aceitar um teste de farmácia sem aceitar e ter uma retaguarda, de aconselhamento por exemplo. - Sandra: Estamos perdendo a capacidade mobilizadora, será que é por causa da política que estamos vivendo ou sobre a banalização? - Alexandre: Aonde está essa cura? E a que interesse que esta sendo tão amplamente divulgado? - Margarete: Falta sustentabilidade técnica, financeira e politica de nossas ONGs? Qual a interlocução de prevenção em nossas Escolas? - Adriana: Relata sobre um caso verídico, e de como poderá ser prejudicial para o tratamento e adesão essa questão das UBS e das campanhas de prevenção que vem se apresentando muito pejorativas.

24 RESPOSTAS: - Paula: - Existe uma grande dificuldade em trabalhar no sistema prisional masculino, o máximo que conseguiu avançar foi capacitar os profissionais que atuam nos presídios a fazerem o teste rápido; - A relação entre as secretarias para avançar com a educação, também não caminha. Existe um trabalho feito nas escolas e buscaram outros espaços que pudessem atender e buscar os jovens; - Tratamento como prevenção, PEP, tem sido conversado e discutido com os serviços, e o retorno é positivo; - Hoje existe uma dificuldade de contratar agentes de prevenção como era antigamente. Uma boa estratégia é o contato com a Ação Social para que se utilize da abordagem de rua; - A parceria com as ONGs é fundamental; - Com relação a material é necessário avançarmos e ampliarmos o debate; - Estão voltando casos de UDI s; - Com relação a testagem nas farmácias, na verdade sempre existiram, pois se a pessoa faz particular, ira receber seu diagnóstico sem aconselhamento. - Mário: - Nós enquanto movimento ativo, temos que identificar novas formas, não é algo paralisante;

25 - Reforça a questão de se ter um consenso de prevenção. Não é verdade que a banalização aumenta a contaminação e sim as vulnerabilidades e práticas sexuais da atualidade; - Nosso papel não é de sermos meros telespectadores da prevenção e sim atores atuantes, principalmente com a prevenção combinada: teste, camisinha e tratamento.

26 BLOCO: DIREITOS HUMANOS EM HIV/AIDS Moderador: Sérgio Rodrigues Aurea Abbade - O que foi conquistado medicamentos e tratamento, onde inclusive hoje outras patologias tentam seguir; - O direito a vida, a preservação, no artigo 5º, como a vida sendo um bem maior, se a gente não o tiver na sua essência não teremos como lutar por outros direitos; - ninguém nos deu nada, a constituição nos garante; - temos que reivindicar pelo nosso direito a saúde. Na saúde conseguimos bastantes coisas, mas ainda temos muito a conquistar; - devemos marcar nossa posição, sair nunca, o diálogo é a melhor posição. Sair do campo e deixar outras pessoas ocuparem, não é legitimo; - no inicio não tínhamos hotel, nossa reunião era nas escadarias, temos que mostrar força em realmente aqui que a gente quer; - olhando pelo lado de fora da a impressão que está tudo bom, enquanto está degringolando; - será que esses direitos humanos que queremos? Nosso melhor programa de AIDS esta se tornando o pior. Claudio Toledo - a partir de 1996, quando foi implementada a lei que os pacientes recebessem os medicamentos, o acesso não foi tão fácil e nem simples;

27 - o Departamento ira ter que publicar em jornal dizendo que não pode haver falha e tem que receber a medicação; - diante de uma luta aqui em São Paulo, há 3 anos atrás, foi mudado a logística de distribuição de medicamentos. Havia gasto para o Estado com as ações judiciais para o acesso pleno aos medicamentos; - na constituição temos direito, mas se um medicamento, por exemplo, que não é liberado pela ANVISA, não se tem acesso; - mudanças que vão acarretando através de lutas; - dentro de uma constituição não pode haver discordância: se temos direitos não teríamos que ficar sem acesso; - no Brasil em determinado momento estava bastante avançado a distribuição de medicamentos, que foi falado no Brasil como com o melhor programa de AIDS do Mundo; - como que fica um direito das pessoas e dos cidadãos quando por exemplo é vetada uma campanha de prevenção, indo contra a própria constituição e leis que fornecem claramente que quando fazemos campanhas temos que levar em conta indicadores de maiores vulnerabilidades; - temos uma demanda que viole, é necessário colocarmos no papel e encaminhar para o Ministério Público para que seja feita a coisa devida; - orai e vigiai se não ficarmos atentos, muitas pessoas irão querer tirar os direitos que já foram conquistados. O simples fato de estarmos aqui já demonstra que existem pessoas preocupadas com as outras, para que não haja propagação, continuando lutando;

28 - outra coisa que ofende diretamente as pessoas vivendo é a questão da previdência. Por mais que tenhamos avançado ainda existe preconceito, discriminação e violências; - hoje não existe uma lei que garanta estabilidade no trabalho para as pessoas vivendo com HIV/AIDS, são lutas que devemos estar sempre atentos, nas demandas, para que possamos encaminhar e com isso garantir o mínimo de direitos.

29 DEBATE: - Rodrigo: Uma das grandes dificuldades que a gente tem é a garantia dos nossos direitos, minha pergunta é dentro da história do movimento como que isso vem sendo trabalhado, se comparado; - Claudio: a estória às vezes tem idas e vindas, as vezes mais liberais outras mais conservadoras. Quando nessa ultima é mais trabalhoso no sentido de necessitar de maior interlocução de nossa parte; - temos falhas enormes não só na atenção básica, acesso a medicamento de outras patologias, como por exemplo; - temos uma realidade bastante complicada quando nos referimos a tempo, e temos sim que lutar para que seja para todos, não somente para o HIV; - Como será o atendimento nos SAEs? - Ana Paula: O HIV/AIDS indo para a atenção básica, agora com nosso novo secretário, mais próximo, será que irá melhorar? - Claudio: há cerca de 4 meses numa reunião da CNAIDS já foi colocado a questão da atenção básica, onde a idéia era que as pessoas iniciando o tratamento que seriam as enviadas para a atenção básica; - ainda existe uma grande discussão, o governo estadual é contra, o municipal e nacional se colocam a favor; - Aurea: se você pleiteia hoje um medicamento, tem tantas comissões que te que passar que deixa muito mais burocrático; - vendo pelo principio do direito, o que é democracia? Todo mundo tem que ter o mesmo acesso, então porque políticos vão para determinados hospitais, enquanto a população enfrentando a pauperização?

30 - o Brasil se intitulou o melhor programa do mundo, e temos realmente no papel. Temos que continuar reinvidicando para que seja implementado; - temos que chamar a mídia para divulgar nossas reivindicações; - sobre a previdência, teve revisão dos benefícios e hoje já está disponível um formulário para solicitar antecipação; - sobre o novo secretario, temos que provocar escândalo para sermos atendidos, ele é acessível, porem já houve embates; - Claudio: essa questão da previdência, vale lembrar que foi conquistada após muita intervenção do Renato da Matta do Rio de Janeiro; - criação das varas de saúde hoje nos Fóruns é um avanço interessante para que os processos sejam mais ágeis; - temos que acompanhar em quem a gente votou, acionar o ministério público para que sejamos atendidos e respeitados.

31 BLOCO: CONTROLE SOCIAL Moderadora: Ana Paula Jean Dantas - Como fazer se sustentar? O governo tem que adequar a legislação para parcerias com OSC que atendam as especificidades de instituições; - Assumir o financiamento de projetos de OSC que estão sendo realizados no campo de atuação de cada ministério/secretaria; - Apoiar ações para sustentabilidade e fortalecimento das ONGs/Fóruns/Redes; - Reflexões sobre a sustentabilidade de ONG: aprimoramento técnico e político contínuo para acessar os fundos de financiamento; - ampliar a sua área de atuação? - prestador de serviço, parceiro conveniado ou parceiro? - posso ser prestador e exercer o controle social? - acessar outras fontes de recursos vinculadas a políticos? José Araújo - Enquanto nas OSs você tem profissionais ganhando um salário justo, nas ONGs salário de miséria; - Estamos vivendo um momento do ERONG em Vitória, que remete que foi no ENONG em Vitória que conquistou a representação da sociedade civil na CNAIDS, que foi Paulo Lombo;

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