LEI Nº 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE Insti tui o Código de Processo Ci vil.

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1 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira ares, me diante a exibição de ofí cio ou mandado em forma regular. 1º So men te se ex pe di rá pre ca tó ria, quando, por essa for ma, for mais eco nô mi ca e expedita a reali - zação do ato ou di li gên cia. 2º As di li gên ci as em ou tras Seções sempre que possível, serão solicitadas por via telegráfica ou postal com avi so de recepção. 3º As ma las dos serviços da Jus ti ça Fe de ral te rão franquia pos tal e gozarão de preferência em qua is quer serviços públicos de trans por te. 4º A Justi ça Federal go za rá, também, de fran - quia telegráfica.... LEI Nº 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973 Insti tui o Código de Processo Ci vil.... Art , As car tas pre ca tó ri as, citatórias, pro - ba tó ri as, exe cu tó ri as e ca u te la res, ex pe di das pela Justiça Federal, poderão ser cum pri das nas co mar - cas do in te ri or pela Justiça Estadual.... (À Co mis são de Constituição, Jus ti ça e Cidadania.) PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 811, DE 2003 (Nº 947/2003, na Câmara dos Deputados) Aprova o texto do Protocolo de Car - tagena so bre Bi os se gu ran ça da Con ven - ção so bre Diversidade Biológica, ce le bra - do em Montreal, em 29 de janeiro de O Congresso Na ci o nal decreta: Art. 1º Fica aprovado o tex to do Pro to co lo de Car ta ge na sobre Biossegurança da Convenção so - bre Di ver si da de Biológica, celebrado em Montreal, em 29 de ja ne i ro de Parágrafo único. Fi cam sujeitos à aprovação do Congresso Na ci o nal qua is quer atos que pos sam re - sul tar em revisão do re fe ri do Protocolo, bem como qua is quer ajustes complementares que, nos termos do inciso I do art. 49 da Constituição Federal, acarre - tem encargos ou compromissos gravosos ao pa tri mô - nio nacional. Art. 2º Este decreto legislativo en tra em vigor na data de sua publicação. PROTOCOLO DE CARTAGENA SOBRE BIOSSEGURANÇA DA CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA As Par tes do pre sen te Protocolo, Sendo Par tes da Convenção so bre Di ver si da de Bi o ló gi ca, doravante denominada a Convenção, Recordando o art. 19, 3º e 4º, e os arts. 8º g e 17 da Convenção, Recordando também a Decisão II/5 da Confe - rência das Partes da Convenção, de 17 de novembro de 1995, sobre o desenvolvimento de um Protocolo sobre biossegurança, es pe ci fi ca men te centrado no movimento trans fron te i ri ço de qualquer organismo vivo mo di fi ca do re sul tan te da bi o tec no lo gia moderna que possa ter efe i tos adversos na con ser va ção e no uso sustentável da diversidade bi o ló gi ca, que estabe - leça em particular, procedimentos apro pri a dos para acordo pré vio informado, Reafirmando a abordagem de precaução con ti - da no Prin cí pio 15 da De cla ra ção do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Ciente de que a bi o tec no lo gia moderna se de - senvolve ra pi da men te e da crescente preocupação da so ci e da de sobre seus po ten ci a is efe i tos adversos sobre a di ver si da de biológica, levando tam bém em consideração os ris cos para a sa ú de hu ma na, Reconhecendo que a bi o tec no lo gia mo der na oferece um potencial con si de rá vel para o bem-estar hu ma no se for de sen vol vi da e utilizada com medidas de se gu ran ça ade qua das para o meio ambiente e a saúde hu ma na, Reconhecendo também a importância crucial que têm para a hu ma ni da de os centros de ori gem e os centros de diversidade ge né ti ca, Levando em con si de ra ção os meios li mi ta dos de mu i tos países, es pe ci al men te os países em de - senvolvimento, de fazer fren te à na tu re za e dimensão dos riscos co nhe ci dos e potenciais as so ci a dos aos organismos vivos modificados, Reconhecendo que os acordos de comércio e meio ambiente de vem se apo i ar mu tu a men te com vistas a alcançar o desenvolvimento sustentável, Salientando que o pre sen te Pro to co lo não será interpretado no sen ti do de que mo di fi que os di re i tos e obrigações de uma Parte em re la ção a qua is quer ou - tros acordos in ter na ci o na is em vigor. No en ten di men to de que o texto acima não visa subordinar o pre sen te Protocolo a outros acor dos in - ter na ci o na is, Acordaram no se guin te:

2 34352 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de 2003 Arti go 1º Objetivo De acor do com a abor da gem de pre ca u ção con - tida no Princípio 15 da De cla ra ção do Rio sobre Meio Ambi en te e Desenvolvimento, o objetivo do presente Pro to co lo é contribuir para assegurar um nível ade - qua do de pro te ção no campo da transferência, da manipulação e do uso se gu ros dos organismos vivos modificados resultantes da bi o tec no lo gia moderna que pos sam ter efe i tos adversos na con ser va ção e no uso sus ten tá vel da diversidade bi o ló gi ca, levando em con ta os ris cos para a sa ú de hu ma na, e enfocando es pe ci fi ca men te os movimentos trans fron te i ri ços. Arti go 2º Disposições Gerais 1. Cada Par te tomará as medidas jurídicas, ad - ministrativas e outras ne ces sá ri as e apro pri a das para implementar suas obri ga ções no âmbito do presente Protocolo. 2. As Partes velarão para que o desenvolvimento, a manipulação, o transporte, a utilização, a transferên - cia e a liberação de todos organismos vivos modificados se realizem de maneira a evitar ou a reduzir os riscos para a diversidade biológica, levando também em con - sideração os riscos para a saúde humana. 3. Nada no presente Pro to co lo afetará de algum modo a soberania dos Estados so bre seu mar ter ri to - ri al es ta be le ci da de acor do com o direito internacio - nal, nem os di re i tos so be ra nos e nem a ju ris di ção que os Estados têm em suas zonas econômicas exclusi - vas e suas pla ta for mas continentais em virtude do di - reito in ter na ci o nal, nem o exercício por navios e aero - naves de todos os Estados dos di re i tos e liberdades de navegação conferidos pelo di re i to in ter na ci o nal e refletidos nos instrumentos in ter na ci o na is relevantes. 4. Nada no pre sen te Protocolo será in ter pre ta do de modo a res trin gir o di re i to de uma Par te de adotar me di das que sejam mais rigorosas para a con ser va - ção e o uso sus ten tá vel da diversidade biológica que as pre vis tas no pre sen te Protocolo, des de que essas me di das se jam compatíveis com o ob je ti vo e as dis - po si ções do pre sen te Protocolo e estejam de acordo com as obri ga ções dessa Parte no âm bi to do direito in ter na ci o nal. 5. As Partes são encorajadas a levar em consi - deração, conforme o caso, os conhecimentos especi - alizados, os instrumentos disponíveis e os trabalhos re a li za dos nos fóruns in ter na ci o na is com pe ten tes na área dos ris cos para a sa ú de humana. Arti go 3º Utilização dos Termos Para os propósitos do presente Pro to co lo: a) por Conferência das Partes se en - tende a Conferência das Par tes da Conven - ção; b) por uso em contenção se entende qualquer operação, realizada den tro de um local, ins ta la ção ou outra estrutura física que envolva manipulação de or ga nis mos vi - vos mo di fi ca dos que se jam controlados por me di das es pe cí fi cas que efetivamente li mi - tam seu con ta to com o am bi en te ex ter no e seu impacto no mesmo; c) por ex por ta ção se en ten de o movi - men to trans fron te i ri ço in ten ci o nal de uma Parte a outra Parte; d) por ex por ta dor se entende qual - quer pessoa física ou jurídica, su je i ta à ju ris - dição da Par te ex por ta do ra, que providencie a ex por ta ção do organismo vivo mo di fi ca do; e) por im por ta ção se entende o movi - men to trans fron te i ri ço in ten ci o nal para uma Parte de ou tra Par te; f) por im por ta dor se entende qual - quer pessoa física ou jurídica, su je i ta à ju ris - dição da Par te im por ta do ra, que providencie a im por ta ção do or ga nis mo vivo mo di fi ca do; g) por or ga nis mo vivo modificado se en ten de qual quer or ga nis mo vivo que tenha uma combinação de ma te ri al genético iné di - ta ob ti da por meio do uso da biotecnologia mo der na; h) por or ga nis mo vivo se entende qualquer en ti da de bi o ló gi ca ca paz de trans - ferir ou re pli car ma te ri al genético, inclusive os or ga nis mos estéreis, os ví rus e os vi rói - des; i) por bi o tec no lo gia moderna se en - tende: a. a aplicação de técnicas in vitro, de ácidos nucleicos inclusive ácido de so xir ri bo - nu cle i co (ADN) re com bi nan te e injeção di re - ta de ácidos nucleicos em cé lu las ou or ga - nelas, ou b. a fusão de cé lu las de or ga nis mos que não pertencem à mesma fa mí lia ta xo - nô mi ca, que superem as barreiras na tu ra is da fi si o lo gia da re pro du ção ou da re com bi -

3 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira nação e que não sejam técnicas uti li za das na re pro du ção e seleção tra di ci o na is; j) por or ga ni za ção re gi o nal de integra - ção econômica se en ten de uma or ga ni za - ção constituída por Esta dos so be ra nos de uma determinada região, a que seus Esta - dos-mem bros transferiram com pe tên cia em re la ção a as sun tos regidos pelo pre sen te Pro to co lo e que foi devidamente autorizada, de acordo com seus procedimentos in ter - nos, a assinar, ra ti fi car, aceitar, apro var o mes mo ou a ele ade rir; k) por mo vi men to transfronteiriço se en ten de o mo vi men to de um organismo vivo modificado de uma Parte a outra Parte, com a exceção de que para os fins dos ar ti gos 17 e 24, o mo vi men to transfronteiriço in clui tam bém o movimento entre Par tes e não-partes. Arti go 4º Esco po O pre sen te Protocolo apli car-se-á ao movimen - to transfronteiriço, ao trânsito, a manipulação e à uti li - zação de to dos os or ga nis mos vivos mo di fi ca dos que pos sam ter efeitos adversos na con ser va ção e no uso sustentável da diversidade biológica, levando tam - bém em con ta os ris cos para a saúde humana. Arti go 5º Fár ma cos Não obstante o disposto no art. 4º e sem prejuí - zo ao direito de qualquer Par te de sub me ter todos os organismos vivos mo di fi ca dos a uma ava li a ção de ris - co an tes de to mar a decisão so bre sua im por ta ção, o presente Protocolo não se apli ca rá ao movimento trans fron te i ri ço de or ga nis mos vi vos modificados que sejam fár ma cos para se res humanos que es te jam contemplados por outras organizações ou outros acordos in ter na ci o na is relevantes. Arti go 6º Trân si to e uso em con ten ção 1. Não obs tan te o dis pos to no art. 4º e sem pre - juízo de qualquer direito de uma Parte de trân si to de regulamentar o trans por te de or ga nis mos vivos modi - ficados em seu ter ri tó rio e disponibilizar ao Mecanis - mo de Inter me di a ção de Informação so bre Bi os se gu - rança, qual quer de ci são da que la Parte, sujeita ao art. 2º, 3º, so bre o trân si to em seu ter ri tó rio de um orga - nismo vivo mo di fi ca do específico, as dis po si ções do presente Protocolo com respeito ao pro ce di men to de acordo pré vio informado não se aplicarão aos orga - nis mos vivos modificados em trânsito. 2. Não obs tan te o disposto no art. 4º e sem pre - juízo de qualquer direito de uma Parte de submeter to dos os or ga nis mos vivos modificados a uma avalia - ção de risco antes de to mar uma decisão so bre sua importação e de es ta be le cer nor mas para seu uso em contenção dentro de sua jurisdição, as disposições do presente Protocolo com relação ao procedimento de acordo pré vio in for ma do não se apli ca rão ao movi - men to trans fron te i ri ço de or ga nis mos vi vos modifica - dos destinados ao uso em contenção realizado de acordo com as nor mas da Parte importadora. Arti go 7º Aplicação do Procedimento de Acordo Pré vio Informado 1. Su je i to ao dis pos to nos arts. 5º e 6º, o procedi - men to de acor do pré vio in for ma do cons tan te dos arts. 8º a 10 e 12 apli car-se-ão ao primeiro movimento trans fron te i ri ço in ten ci o nal de organismos vi vos mo - di fi ca dos destinados à in tro du ção deliberada no meio am bi en te da Parte importadora. 2. A in tro du ção deliberada no meio ambiente a que se refere o 1º acima, não se refere aos organis - mos vivos mo di fi ca dos des ti na dos ao seu uso direto como ali men to hu ma no ou ani mal ou ao be ne fi ci a - mento. 3. O art. 11 apli car-se-á an tes do primeiro movi - men to trans fron te i ri ço de or ga nis mos vi vos modifica - dos destinados ao uso di re to como ali men to humano ou ani mal ou ao beneficiamento. 4. O procedimento de acordo pré vio in for ma do não se apli ca rá ao mo vi men to transfronteiriço intenci - onal de organismos vivos modificados incluídos numa de ci são ado ta da pela Conferência das Partes atuan - do na qua li da de de re u nião das Partes do presente Protocolo, na qual se declare não ser provável que te - nham efeitos adversos na conservação e no uso sus - tentável da diversidade bi o ló gi ca, levando em consi - deração os riscos para a saúde hu ma na. Arti go 8º No ti fi ca ção 1. A Par te ex por ta do ra notificará, ou exi gi rá que o ex por ta dor assegure a no ti fi ca ção por escrito, à au - to ri da de nacional competente da Par te importadora an tes do mo vi men to trans fron te i ri ço in ten ci o nal de um or ga nis mo vivo modificado contemplado no art. 7º, 1º A no ti fi ca ção con te rá, no mínimo, as informa - ções especificadas no Ane xo I.

4 34354 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de A Parte ex por ta do ra assegurará que exis ta uma de ter mi na ção legal quanto à pre ci são das infor - ma ções for ne ci das pelo exportador. Arti go 9º Acu sa ção do Recebimento da Notificação 1. A Par te im por ta do ra acusará o re ce bi men to da notificação, por escrito, ao no ti fi ca dor no prazo de noventa dias a par tir da data do recebimento. 2. Cons ta rá na acusação: a) a data de recebimento da no ti fi ca - ção; b) se a no ti fi ca ção contém, prima fa - cie, as informações referidas pelo art. 8º; c) se se deve proceder de acordo com o ordenamento jurídico interno da Parte im por - tadora ou de acordo com os procedimentos especificados no art O or de na men to jurídico in ter no a que se re - fere o 2º (c) acima será compatível com o pre sen - te Protocolo. 4. A fal ta de acusação pela Par te im por ta do ra do re ce bi men to de uma no ti fi ca ção não im pli ca rá seu con sen ti men to a um mo vi men to trans fron te i ri ço in - tencional. Arti go 10 Procedimento para To ma da de De ci sões 1. As decisões tomadas pela Par te im por ta do ra serão em con for mi da de com o art A Par te im por ta do ra informará, dentro do pra - zo es ta be le ci do pelo art. 9º o notificador, por escrito, se o mo vi men to trans fron te i ri ço intencional poderá prosseguir: a) unicamente após a Parte im por ta do - ra ha ver dado seu consentimento por es cri - to; ou b) trans cor ri dos ao menos no ven ta dias sem que se haja re ce bi do um con sen ti - men to por es cri to. 3. No prazo de duzentos e setenta dias a par tir da data do re ce bi men to da notificação, a Parte im por - tadora comunicará, por escrito, ao no ti fi ca dor e ao Mecanismo de in ter me di a ção de Informação sobre Biossegurança a decisão referida pelo 2º (a) aci ma: a) de aprovar a im por ta ção, com ou sem condições, inclusive como a de ci são será aplicada a im por ta ções pos te ri o res do mes mo organismo vivo mo di fi ca do; b) de pro i bir a im por ta ção; c) de solicitar informações relevantes adi ci o na is de acor do com seu or de na men to jurídico in ter no ou o Anexo I; ao cal cu lar o prazo para a res pos ta não será levado em con ta o nú me ro de dias que a Par te im por - tadora tenha esperado pelas in for ma ções relevantes adicionais; ou d) de informar ao notificador que o pe - río do especificado no presente parágrafo seja pror ro ga do por um pe río do de tempo determinado. 4. Salvo no caso em que o con sen ti men to seja incondicional, uma decisão no âmbito do parágrafo 3º aci ma especificará as razões em que se funda - men ta. 5. A au sên cia da co mu ni ca ção pela Par te impor - tadora da sua decisão no prazo de duzentos e setenta dias a par tir da data de recebimento da notificação não im pli ca rá seu con sen ti men to a um movimento trans fron te i ri ço in ten ci o nal. 6. A au sên cia de certeza ci en tí fi ca de vi da à in - suficiência das in for ma ções e dos conhecimentos ci - entíficos relevantes sobre a dimensão dos efe i tos ad - versos potenciais de um or ga nis mo vivo modificado na con ser va ção e no uso sustentável da diversidade bi o ló gi ca na Parte im por ta do ra, levando tam bém em con ta os ris cos para a sa ú de humana, não impedirá esta Parte, a fim de evitar ou minimizar esses efeitos adversos potenciais, de to mar uma de ci são, confor - me o caso, so bre a im por ta ção do or ga nis mo vivo mo - di fi ca do em ques tão como se in di ca no parágrafo 3º aci ma. 7. A Conferência das Par tes atu an do na qualida - de de reunião das Partes de ci di rá, em sua primeira reunião, os procedimentos e me ca nis mos apropria - dos para fa ci li tar a tomada de de ci são pelas Par tes de importação. Arti go 11 Procedimento para os organismos vivos mo di fi ca dos des ti na dos ao uso di re to como alimento humano ou ani mal ou ao beneficiamento 1. Uma Par te que tenha tomado uma decisão definitiva em relação ao uso interno, inclusive sua co - lo ca ção no mercado, de um organismo vivo modifica - do que pos sa ser objeto de um mo vi men to transfron - te i ri ço para o uso direto como ali men to humano ou ani mal ou ao beneficiamento, in for ma la-á às Partes, no prazo de quinze dias após to mar essa decisão, por

5 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira meio do Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biossegurança. Essas in for ma ções conterão, no mí ni mo, os dados es pe ci fi ca dos no Ane xo II. A Parte for ne ce rá uma cópia das in for ma ções por es cri - to ao ponto fo cal de cada Par te que informe ao Se cre - ta ri a do de antemão de que não te nha acesso ao Me - canismo de Intermediação de Informação sobre Bios - segurança. Essa dis po si ção não se apli ca rá às deci - sões sobre ensaios de campo. 2. A Par te que to mar uma decisão no âmbito do 1º acima, assegurará que exis ta uma determinação legal quan to à precisão das in for ma ções fornecidas pelo requerente. 3. Qu al quer Parte poderá solicitar informações adi ci o na is da autoridade identificada no parágrafo (b) do Ane xo II. 4. Uma Par te po de rá tomar uma decisão sobre a im por ta ção de organismos vivos modificados destina - dos ao uso direto como ali men to humano ou animal ou ao beneficiamento, sob seu ordenamento jurídico in ter no que seja compatível com o objetivo do presen - te Protocolo. 5. Cada Par te tor na rá disponível para o Meca - nismo de Inter me di a ção de Informação sobre Biosse - gurança exem pla res de to das as leis, re gu la men tos e diretrizes na ci o na is que se apli cam à im por ta ção de organismos vivos mo di fi ca dos destinados ao uso di - reto como alimento humano ou animal ou ao benefici - amento, se disponíveis. 6. Uma Par te país em desenvolvimento ou uma Parte com economia em transição poderá, na ausên - cia de um or de na men to ju rí di co in ter no referido no 4º aci ma, e no exer cí cio da sua ju ris di ção in ter na de - clarar por meio do Mecanismo de Inter me di a ção de Informação sobre Biossegurança que sua decisão an tes da primeira im por ta ção de um organismo vivo modificado des ti na do ao uso di re to como alimento hu ma no ou animal ou ao beneficiamento, so bre o qual te nha sido pro vi do in for ma ções no âmbito do 1º aci ma, será tomada de acor do com o se guin te: a) uma ava li a ção de ris co realizada de acordo com o Anexo III; e b) uma decisão tomada den tro de um prazo previsível de não mais do que du zen - tos e setenta dias. 7. A ausência de comunicação por uma Par te de sua decisão de acordo com o 6º acima, não im - pli ca rá seu con sen ti men to ou sua recusa à im por ta - ção de um organismo vivo mo di fi ca do destinado ao uso di re to como ali men to humano ou animal ou ao beneficiamento, salvo se especificado de ou tra for - ma pela Par te. 8. A au sên cia de cer te za ci en tí fi ca de vi da à in - su fi ciên cia das in for ma ções e dos co nhe ci men tos ci en tí fi cos re le van tes so bre a di men são dos efe i tos ad ver sos po ten ci a is de um or ga nis mo vivo mo di fi - ca do na con ser va ção e no uso sus ten tá vel da di ver - si da de bi o ló gi ca na Par te im por ta do ra, le van do tam bém em conta os ris cos para a sa ú de hu ma na, não im pe di rá esta Parte, a fim de evi tar ou mi ni mi - zar es ses efe i tos ad ver sos po ten ci a is, de tomar uma de ci são, con for me o caso, so bre a im por ta ção do or ga nis mo vivo mo di fi ca do des ti na do ao uso di - re to como ali men to hu ma no ou ani mal ou ao be ne fi - ci a men to. 9. Uma Par te poderá manifestar sua necessida - de de assistência fi nan ce i ra e téc ni ca e de desenvol - vi men to de ca pa ci da de com re la ção aos organismos vivos modificados des ti na dos ao uso di re to como ali - men to humano ou animal ou ao beneficiamento. As Partes irão cooperar para satisfazer es sas exigências de acor do como os arts. 22 e 28. Arti go 12 Revisão das Decisões 1. Uma Par te importadora po de rá, a qualquer momento, à luz de novas informações ci en tí fi cas so - bre os efe i tos adversos po ten ci a is na con ser va ção e no uso sustentável da di ver si da de biológica, levando em con ta os ris cos para a saúde hu ma na, re vi sar e modificar uma de ci são relativa ao mo vi men to trans - fron te i ri ço intencional. Nesse caso, a Par te informará, num prazo de trin ta dias, todos os no ti fi ca do res que an te ri or men te ha vi am no ti fi ca do movimentos do or - ga nis mo vivo modificado referido nessa decisão, bem como o Me ca nis mo de Inter me di a ção de Infor ma ções sobre Biossegurança, e especificará as ra zões de sua decisão. 2. Uma Par te exportadora ou um no ti fi ca dor po - derá solicitar à Par te im por ta do ra que revise uma de - cisão tomada em virtude do art. 10 com re la ção a essa Parte ou exportador, quan do a Par te ex por ta do - ra ou o notificador considerar que: a) tenha ocor ri do uma mu dan ça nas cir cuns tân ci as que possa in flu en ci ar o re sul - tado da ava li a ção de risco sobre as quais a de ci são se fundamentou; ou b) se tornaram disponíveis informa - ções adi ci o na is ci en tí fi cas ou técnicas rele - vantes.

6 34356 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de A Parte im por ta do ra res pon de rá por es cri to a tal so li ci ta ção num prazo de noventa dias e espe - ci fi ca rá as razões de sua decisão. 4. A Par te im por ta do ra po de rá, a seu critério, so - licitar uma ava li a ção de risco para im por ta ções sub - seqüentes. Arti go 13 Procedimento Sim pli fi ca do 1. Uma Par te im por ta do ra po de rá especificar antecipadamente ao Mecanismo de Intermediação de Informação so bre Biossegurança, des de que me - didas adequadas sejam aplicadas para as se gu rar o movimento transfronteiriço in ten ci o nal seguro de or - ga nis mos vivos mo di fi ca dos de acordo com o objetivo do pre sen te Protocolo: a) os casos em que o mo vi men to trans fron te i ri ço in ten ci o nal a essa Par te po - derá ser realizado ao mes mo tem po em que o mo vi men to seja notificado à Par te im por - tadora; e b) as im por ta ções de organismos vi - vos mo di fi ca dos a essa Parte que se jam isentas do procedimento de acor do pré vio informado. As no ti fi ca ções no âmbito do subparágrafo (a) aci ma, po de rão apli car-se a movimentos subse - qüentes se me lhan tes à mes ma Par te. 2. As informações relativas a um mo vi men to trans fron te i ri ço in ten ci o nal que se rão for ne ci das nas notificações referidas pelo parágrafo 10 (a) aci ma, se - rão as informações especificadas no Ane xo 1. Arti go 14 Acordos e Ajus tes Bilaterais, Re gi o na is e Multilaterais 1. As Partes poderão con clu ir acordos e ajus tes bilaterais, regionais e multilaterais sobre movimentos trans fron te i ri ços in ten ci o na is de organismos vivos modificados, compatíveis com o objetivo do presente Pro to co lo e desde que es ses acordos e ajus tes não re sul tem em um nível de pro te ção inferior àque le pro - vido pelo Protocolo. 2. As Partes informarão umas às outras, por meio do Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biossegurança, so bre quaisquer acor dos e ajustes bilaterais, regionais e mul ti la te ra is que te - nham concluído an tes ou após a data de entrada em vigor do presente Protocolo. 3. As disposições do presente Protocolo não afetarão os mo vi men tos trans fron te i ri ços intencionais re a li za dos em con for mi da de com es ses acor dos e ajustes entre as Par tes desses acordos ou ajus tes. 4. Toda Par te po de rá de ter mi nar que suas nor - mas in ter nas apli car-se-ão a cer tas im por ta ções es - pe cí fi cas des ti na das a ela e notificará o Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biosseguran - ça de sua decisão. Arti go 15 Avaliação de Ris co 1. As ava li a ções de risco re a li za das em confor - mi da de com o pre sen te Protocolo serão conduzidas de maneira ci en ti fi ca men te sólida, de acordo com o Anexo III e levando em con ta as técnicas reconheci - das de ava li a ção de risco. Essas ava li a ções de risco serão ba se a das, no mínimo, em informações forneci - das de acor do com o art. 8º e em outras evidências ci - entíficas a fim de identificar e ava li ar os possíveis efe i - tos adversos dos or ga nis mos vivos mo di fi ca dos na conservação e no uso sus ten tá vel da di ver si da de bio - lógica, levando tam bém em con ta os ris cos para a sa - úde hu ma na. 2. A Par te im por ta do ra ve la rá para que se jam re - a li za das as ava li a ções de risco para a tomada de de - cisões no âm bi to do art. 10. A Par te im por ta do ra po - derá solicitar ao ex por ta dor que realize a ava li a ção de risco. 3. O custo da ava li a ção de ris co será arcado pelo no ti fi ca dor se a Parte importadora assim o exigir. Arti go 16 Manejo de Ris cos 1. As Partes, levando em conta o art. 8º (g) da Convenção, estabelecerão e manterão mecanismos, me di das e estratégias apro pri a das para~ regular, ma - nejar e con tro lar os riscos iden ti fi ca dos nas disposi - ções de avaliação de ris co do presente Protocolo as - so ci a dos ao uso, à ma ni pu la ção e ao movimento trans fron te i ri ço de or ga nis mos vivos modificados. 2. Se rão im pos tas medidas baseadas na ava li a - ção de risco conforme seja necessário para evi tar os efeitos adversos do organismo vivo modificado na conservação e no uso sus ten tá vel da di ver si da de bio - lógica, levando tam bém em con ta os ris cos para a sa - úde hu ma na, no ter ri tó rio da Par te im por ta do ra. 3. Cada Par te tomará as medidas apro pri a das para prevenir os mo vi men tos transfronteiriços não-in - ten ci o na is de organismos vivos modificados, inclusi - ve medidas como a exigência de que se realize uma

7 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira avaliação de risco antes da primeira liberação de um organismo vivo modificado. 4. Sem pre ju í zo ao 2º aci ma, cada Par te velará para que todo organismo vivo modificado, quer im por - tado ou desenvolvido localmente, seja submetido a um pe río do de ob ser va ção apro pri a do que cor res - pon da ao seu ciclo de vida ou tem po de geração an - tes que se dê seu uso previsto. 5. As Partes cooperarão com vis tas a: a) iden ti fi car os organismos vivos mo - di fi ca dos ou traços específicos de or ga nis - mos vi vos mo di fi ca dos que pos sam ter efe i - tos adversos na con ser va ção e no uso sus - tentável da diversidade bi o ló gi ca, le van do tam bém em conta os ris cos para a sa ú de humana; e b) tomar me di das apro pri a das relativas ao tratamento des ses or ga nis mos vivos mo - di fi ca dos ou traços específicos. Arti go 17 Movimentos Trans fron te i ri ços Não-Intencionais e Me di das de Emergência 1. Cada Par te tomará me di das apro pri a das para no ti fi car os Estados afetados ou potencialmente afe - tados, o Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biossegurança e, conforme o caso, as or ga ni - zações internacionais relevantes, quan do tiver co - nhecimento de uma ocorrência dentro de sua ju ris di - ção que te nha re sul ta do na liberação que conduza, ou possa conduzir, a um mo vi men to transfronteiriço não-in ten ci o nal de um or ga nis mo vivo modificado que seja provável que tenha efeitos adversos significati - vos na conservação e no uso sustentável da diversi - dade bi o ló gi ca, levando também em con ta os riscos para a saúde humana nes ses Estados. A notificação será for ne ci da tão logo a Par te tenha conhecimento dessa situação. 2. Cada Par te co mu ni ca rá, no mais tar dar na data de en tra da em vigor do pre sen te Protocolo para ela, ao Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biossegurança os detalhes relevantes sobre seu pon to de con ta to para os pro pó si tos de recebi - men to das no ti fi ca ções no âmbito do pre sen te artigo. 3. Toda notificação emitida de acordo com o 1º aci ma, deverá in clu ir: a) as in for ma ções dis po ni ve is relevan - tes so bre as quantidades estimadas e ca - racterísticas e/ou traços relevantes do or ga - nismo vivo modificado; b) as informações sobre as cir cuns tân - cias e data estimada da liberação, as sim como sobre o uso do or ga nis mo vivo mo di fi - cado na Par te de origem; c) todas informações disponíveis so bre os possíveis efeitos adversos na con ser va - ção e no uso sustentável da diversidade bi o - lógica, levando também em con ta os ris cos para a saúde hu ma na, bem como as in for - ma ções disponíveis so bre possíveis me di - das de ma ne jo de risco; d) qualquer outra informação relevan - te; e e) um pon to de con ta to para ma i o res informações. 4. A fim de mi ni mi zar qualquer efeito adverso na con ser va ção e no uso sustentável da diversidade biológica, levando também em conta os ris cos para a sa ú de hu ma na, cada Par te em cuja ju ris di ção te - nha ocorrido a liberação do or ga nis mo vivo modifi - cado referida pelo 1º acima con sul ta rá imediata - men te os Estados afe ta dos ou po ten ci al men te afeta - dos para lhes per mi tir de ter mi nar as intervenções apropriadas e dar início às ações necessárias, inclu - sive medidas de emer gên cia. Arti go 18 Manipulação, Transporte, Emba la gem e Iden ti fi ca ção 1. A fim de evi tar os efeitos adversos na con ser - vação e no uso sustentável da diversidade biológica, levando tam bém em con ta os ris cos para a sa ú de hu - ma na, cada Parte to ma rá as me di das necessárias para exigir que to dos os or ga nis mos vivos modifica - dos objetos de um mo vi men to transfronteiriço intenci - onal no âm bi to do pre sen te Pro to co lo se jam manipu - lados, embalados e trans por ta dos sob con di ções de segurança, levando em consideração as regras e nor - mas internacionais relevantes. 2. Cada Par te tomará me di das para exi gir que a documentação que acompanhe: a) os or ga nis mos vivos modificados destinados para usos de ali men to humano ou ani mal ou ao beneficiamento identifique claramente que es ses conter or ga nis mos vivos modificados e que não es tão des ti na - dos à introdução in ten ci o nal no meio am bi - ente, bem como um pon to de contato para

8 34358 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de 2003 maiores informações. A Conferência das Partes atu an do na qualidade de re u nião das Partes do pre sen te Protocolo to ma rá uma de ci são so bre as exigências de ta lha das para essa finalidade, inclusive especificação sobre sua identidade e qualquer iden ti fi ca - dor úni co, no mais tardar dois anos após a entrada em vi gor do pre sen te Protocolo; b) os or ga nis mos vi vos mo di fi ca dos destinados ao uso em contenção os iden ti fi - que cla ra men te como or ga nis mos vivos mo - dificados; e es pe ci fi que to das as exi gên ci as para a segura manipulação, ar ma ze na men - to, trans por te e uso des ses or ga nis mos, bem como o pon to de con ta to para ma i o res informações, incluindo o nome e en de re ço do in di ví duo e da instituição para os qua is os or ga nis mos vivos modificados estão con - signados; e c) os or ga nis mos vi vos modificados que sejam destinados para a in tro du ção in - ten ci o nal no meio ambiente da Parte im por - tadora e quaisquer outros organismos vi vos modificados no âmbito do Protocolo, os iden ti fi que cla ra men te como or ga nis mos vi - vos modificados; es pe ci fi que sua iden ti da de e seus tra ços e/ou características re le van - tes, to das as exigências para a segura ma - ni pu la ção, armazenamento, trans por te e uso; e indique o pon to de contato para ma i o - res in for ma ções e, conforme o caso, o nome e endereço do im por ta dor e do ex por ta dor; e que con te nha uma declaração de que o movimento esteja em con for mi da de com as exigências do pre sen te Protocolo apli cá ve is ao exportador. 3. A Conferência das Par tes atuando na qua li - dade de re u nião das Par tes do presente Protocolo considerará a necessidade de elaborar nor mas para as prá ti cas de identificação, ma ni pu la ção, em ba la - gem e trans por te, bem como as modalidades dessa elaboração, em consulta com ou tros órgãos in ter na - ci o na is relevantes. Arti go 19 Autoridades Na ci o na is Competentes e Pontos Focais Na ci o na is 1. Cada Par te de sig na rá um pon to fo cal nacio - nal que realizará, em seu nome, a ligação com o Se - cre ta ri a do. Cada Par te também de sig na rá uma ou mais autoridades na ci o na is com pe ten tes que serão os responsáveis pela re a li za ção das funções admi - nistrativas exigidas pelo presente Protocolo e que se - rão au to ri za das a agir em seu nome em re la ção a es - sas funções. Uma Parte poderá designar uma única en ti da de para pre en cher as fun ções tan to de ponto focal como de autoridade na ci o nal com pe ten te. 2. Cada Par te no ti fi ca rá o Secretariado, no mais tar dar na data de entrada em vigor do presente Proto - colo para aquela Parte, os no mes e endereços de seu ponto focal e de sua autoridade ou autoridades nacio - nal(is) competente(s). Se uma Par te de sig nar mais de uma au to ri da de na ci o nal competente, comunicará ao Secretariado, junto com sua notificação, informações relevantes sobre as res pon sa bi li da des respectivas daquelas autoridades. Conforme o caso, essas infor - ma ções especificarão, no mínimo, qual autoridade competente é responsável por qual tipo de organismo vivo modificado. Cada Par te no ti fi ca rá imediatamente ao Se cre ta ri a do qualquer mu dan ça na de sig na ção de seu pon to fo cal ou no nome e endereço ou nas res - pon sa bi li da des de sua au to ri da de ou au to ri da des na - ci o nal(is) competente(s). 3. O Secretariado in for ma rá ime di a ta men te as Partes das no ti fi ca ções que receba em virtude do pa - rágrafo 2º acima, e tam bém tor na rá es sas informa - ções disponíveis por meio do Me ca nis mo de Interme - di a ção de Informação so bre Biossegurança. Arti go 20 Intercâmbio de Infor ma ções e o Mecanismo de Intermediação de Informação Sobre Biossegurança 1. Um Mecanismo de Inter me di a ção de Informa - ção so bre Biossegurança fica por meio deste estabe - le ci do como parte do me ca nis mo de fa ci li ta ção referi - do no artigo 18, parágrafo 3º da Convenção, a fim de: a) facilitar o in ter câm bio de informa - ções ci en tí fi cas, técnicas, ambientais e ju rí - dicas sobre organismos vivos mo di fi ca dos e experiências com os mesmos; e b) auxiliar as Par tes a implementar o Protocolo, levando em con si de ra ção as ne - cessidades es pe ci a is das Partes países em desenvolvimento, em particular as de menor desenvolvimento eco nô mi co relativo e os pequenos Estados insulares em desenvolvi - men to entre elas, e os pa í ses com eco no mi - as em tran si ção bem como os países que sejam centros de origem e cen tros de di ver - si da de genética.

9 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira O Mecanismo de Inter me di a ção de Informa - ção so bre Biossegurança servirá como um meio de tor nar informações disponíveis para os fins do pará - grafo 1º acima. Fa ci li ta rá o acesso às informações proporcionadas pe las Par tes de interesse para a im - plementação do Protocolo. Tam bém fa ci li ta rá o aces - so, quando possível, a ou tros me ca nis mos internacio - nais de intercâmbio de in for ma ções sobre bi os se gu - ran ça. 3. Sem pre ju í zo à pro te ção de in for ma ções con fi den ci a is, cada Parte pro por ci o na rá ao Me ca nis - mo de Inter me di a ção de Infor ma ção so bre Bi os se - gu ran ça qual quer in for ma ção que deva for ne cer ao Me ca nis mo de Inter me di a ção de Infor ma ção sobre Bi os se gu ran ça no âm bi to do pre sen te Pro to co lo, e tam bém: a) todas as leis, regulamentos e di re tri - zes na ci o na is existentes para a im ple men ta - ção do Protocolo, bem como as informações exi gi das pelas Par tes para o pro ce di men to de acor do pré vio informado; b) todos acordos e ajustes bilaterais, re gi o na is e mul ti la te ra is; c) os re su mos de suas ava li a ções de ris co ou ava li a ções ambientais de or ga nis - mos vi vos mo di fi ca dos que tenham sido re a - li za das como par te de sua regulamentação e re a li za das de acor do com o ar ti go 15, in - clusive, quan do apropriado, informações re - levantes so bre pro du tos deles de ri va dos, a saber, ma te ri a is be ne fi ci a dos que têm como ori gem um or ga nis mo vivo modificado, con - tendo com bi na ções novas detectáveis de ma te ri al genético replicável ob ti do por meio do uso de bi o tec no lo gia moderna; d) suas decisões definitivas sobre a im por ta ção ou a liberação de or ga nis mos vi - vos modificados; e e) os re la tó ri os por ela sub me ti dos em conformidade com o ar ti go 33, inclusive aque les so bre implementação do pro ce di - men to de acor do pré vio informado. 4. As modalidades da operação do Me ca nis mo de Intermediação de Informação sobre Biosseguran - ça, inclusive re la tó ri os sobre suas ati vi da des serão consideradas e de ci di das pela Conferência das Par - tes atuando na qualidade de re u nião das Par tes do presente Protocolo em sua primeira sessão, e serão objeto de exames pos te ri o res. Arti go 21 Informações Con fi den ci a is 1. A Par te im por ta do ra per mi ti rá que o notifica - dor identifique informações apre sen ta das em virtude dos procedimentos estabelecidos no presente Proto - colo ou exi gi das pela Par te im por ta do ra como parte do pro ce di men to de acor do pré vio informado estabe - le ci do no Protocolo a serem con si de ra das como infor - ma ções confidenciais. Nes ses casos, quando as sim solicitado, se rão apre sen ta das justificativas. 2. A Par te im por ta do ra consultará o no ti fi ca dor se de ci dir que as in for ma ções iden ti fi ca das pelo noti - ficador como sendo confidenciais não me re çam esse tratamento e informará o no ti fi ca dor de sua decisão an tes de di vul gar as informações, explicando, quando solicitado, suas ra zões, e fornecendo uma oportuni - dade para re a li za ção de con sul tas e de uma revisão in ter na da decisão antes de divulgar as informações. 3. Cada Par te protegerá in for ma ções confiden - ciais recebidas no âmbito do presente Protocolo, in - clusive qual quer in for ma ção con fi den ci al re ce bi da no contexto do procedimento de acor do pré vio informa - do es ta be le ci do no Protocolo. Cada Par te assegurará que dispõe de pro ce di men tos para pro te ger es sas in - formações e protegerá a confidencialidade des sas in - formações de forma não menos favorável que seu tra - ta men to de informações confidenciais relacionadas aos seus or ga nis mos vi vos mo di fi ca dos produzidos internamente. 4. A Parte im por ta do ra não usa rá es sas infor - ma ções para fins co mer ci a is, salvo com o consenti - men to por escrito do notificador. 5. Se um no ti fi ca dor retirar ou tiver retirado a no - tificação, a Par te im por ta do ra res pe i ta rá a con fi den ci - alidade das informações comerciais e in dus tri a is, in - clusive informações de pesquisa e desenvolvimento, bem como in for ma ções so bre as quais a Parte e o no - ti fi ca dor não estejam de acordo so bre sua con fi den ci - alidade. 6. Sem pre ju í zo do dis pos to no parágrafo 5º aci - ma, as seguintes informações não se rão considera - das confidenciais: a) o nome e en de re ço do no ti fi ca dor; b) uma descrição geral do or ga nis mo ou organismos vivos mo di fi ca dos; c) um re su mo da ava li a ção de risco sobre os efe i tos na conservação e no uso sustentável da di ver si da de biológica, levan - do também em con ta os riscos para a saúde humana; e

10 34360 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de 2003 d) os métodos e pla nos de res pos ta em caso de emergência. Arti go 22 Desenvolvimento de Capacidade 1. As Partes cooperarão no desenvolvimento e/ou fortalecimento dos re cur sos hu ma nos e capaci - dades institucionais em ma té ria de biossegurança, in - clusive biotecnologia na me di da que seja necessária para a biossegurança, para os fins da implementação efetiva do pre sen te Protocolo, nas Par tes pa í ses em desenvolvimento, em particular nas de menor desen - volvimento eco nô mi co re la ti vo e nos pe que nos Esta - dos insulares em desenvolvimento en tre elas, e nas Partes com eco no mi as em tran si ção, inclusive por meio de ins ti tu i ções e or ga ni za ções glo ba is, re gi o na - is, sub-re gi o na is e nacionais existentes e, conforme o caso, fa ci li tan do a participação do setor privado. 2. Para os propósitos da implementação do pa - rágrafo 1º aci ma, em relação à cooperação para o de - senvolvimento de ca pa ci da des em biossegurança, serão levadas plenamente em consideração as ne - cessidades das Par tes pa í ses em desenvolvimento, em particular nas de me nor desenvolvimento econô - mi co relativo e nos pe que nos Estados insulares em desenvolvimento en tre elas, de re cur sos fi nan ce i ros e acesso à tec no lo gia e know-how, e de sua transferên - cia, de acor do com as dis po si ções relevantes da Con - venção. A co o pe ra ção no desenvolvimento de capaci - dades incluirá, levando em con ta as diferentes si tu a - ções, capacidades e ne ces si da des de cada Parte, treinamento ci en tí fi co e técnico no ma ne jo adequado e se gu ro da biotecnologia, e no uso de avaliações de ris co e manejo de ris co para biossegurança, e o forta - le ci men to de capacidades institucionais e tecnológi - cas em biossegurança. As necessidades das Partes com eco no mi as em tran si ção também serão levadas plenamente em con si de ra ção para esse desenvolvi - men to de ca pa ci da des em biossegurança. Arti go 23 Cons ci en ti za ção E Participação Pública 1. As Partes: a) promoverão e facilitarão a cons ci en - tização, educação e par ti ci pa ção públicas a respeito da transferência, da ma ni pu la ção e do uso seguros dos organismos vivos mo di - ficados em re la ção à con ser va ção e ao uso sustentável da diversidade biológica, le van - do também em con ta os riscos para a saúde humana. Ao fazê-lo, as Partes cooperarão, con for me o caso, com ou tros Estados e ór - gãos in ter na ci o na is; b) procurarão assegurar que a consci - en ti za ção e edu ca ção do pú bli co in clu am acesso à informação so bre os or ga nis mos vivos modificados iden ti fi ca dos de acordo com o pre sen te Protocolo que possam ser im por ta dos. 2. De acor do com suas res pec ti vas leis e re - gu la men tos, as Par tes con sul ta rão o pú bli co duran - te o pro ces so de tomada de de ci são so bre os orga - nis mos vi vos mo di fi ca dos e to ma rão pú bli cos os re - sul ta dos des sas de ci sões, res pe i tan do as in for ma - ções con fi den ci a is de acor do com o dis pos to no ar - tigo Cada Par te ve la rá para que seu pú bli co co - nheça os me i os de ter aces so ao Mecanismo de Inter - me di a ção de Informação sobre Bi os se gu ran ça. Arti go 24 Não-Partes 1. Os movimentos trans fron te i ri ços de organis - mos vi vos mo di fi ca dos en tre Par tes e não-par tes se - rão compatíveis com o ob je ti vo do pre sen te Protocolo. As Par tes poderão concluir acor dos e ajustes bilate - rais, regionais e multilaterais com não-partes sobre es ses movimentos trans fron te i ri ços. 2. As Partes encorajarão as não-partes a ade rir ao presente Protocolo e a contribuir com informações apropriadas ao Mecanismo de Inter me di a ção de Informação sobre Biossegurança sobre os organis - mos vivos mo di fi ca dos li be ra dos ou in tro du zi dos em áreas sob sua ju ris di ção in ter na, ou transportados para fora de las. Arti go 25 Movimentos Transfronteiriços Ilí ci tos 1. Cada Par te ado ta rá me di das in ter nas apropri - adas com o objetivo de impedir e, conforme o caso, penalizar os movimentos trans fron te i ri ços de organis - mos vivos mo di fi ca dos re a li za dos em contravenção das medidas in ter nas que regem a im ple men ta ção do presente Protocolo. Esses movimentos serão consi - derados mo vi men tos transfronteiriços ilícitos. 2. No caso de um mo vi men to transfronteiriço ilí - cito, a Par te afetada po de rá so li ci tar à Parte de ori - gem para dar fim, com ônus, ao or ga nis mo vivo modi - ficado em questão por meio de re pa tri a ção ou destrui - ção, conforme o caso. 3. Cada Par te tornará disponível ao Mecanismo de Intermediação de Informação sobre Biosseguran -

11 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira ça as informações sobre os ca sos de movimentos trans fron te i ri ços ilí ci tos que lhe digam respeito. Arti go 26 Con si de ra ções Sócioeconômicas 1. As Partes, ao to mar uma de ci são so bre im - por ta ção no âmbito do pre sen te Protocolo ou de suas me di das in ter nas que implementam o Protocolo, po - derão levar em conta, de forma compatível com suas obri ga ções in ter na ci o na is, con si de ra ções so ci o e co - nômicas ad vin das do im pac to dos organismos vivos modificados na conservação e no uso sustentável da diversidade bi o ló gi ca, es pe ci al men te no que tan ge ao valor que a diversidade biológica tem para as comuni - dades in dí ge nas e locais. 2. As Partes são encorajadas a cooperar no in - ter câm bio de informações e pesquisas sobre os im - pac tos socioeconômicos dos or ga nis mos vivos modi - ficados, es pe ci al men te nas comunidades indígenas e locais. Arti go 27 Responsabilidade e Compensação A Conferência das Partes atuando na qua li da de de re u nião das Par tes do pre sen te Pro to co lo adotará, em sua pri me i ra re u nião, um processo em re la ção à elaboração apropriada de normas e procedimentos in ter na ci o na is no campo da responsabilidade e com - pen sa ção para da nos que resultem dos movimentos trans fron te i ri ços de organismos vivos modificados, analisando e levando em devida consideração os pro - ces sos em andamento no direito in ter na ci o nal sobre es sas matérias e procurará con clu ir esse processo num prazo de qua tro anos. Arti go 28 Me ca nis mo Financeiro e Recursos Fi nan ce i ros 1. Ao considerar os re cur sos financeiros para a im ple men ta ção do pre sen te Pro to co lo, as Par tes le - varão em con ta as disposições do artigo 20 da Con - venção. 2. O mecanismo fi nan ce i ro estabelecido no ar ti - go 21 da Convenção será, por meio da es tru tu ra insti - tu ci o nal en car re ga da de sua ope ra ção, o mecanismo fi nan ce i ro para o presente Protocolo. 3. Com re la ção ao desenvolvimento de capaci - dades referido no ar ti go 22 des te Protocolo, a Confe - rência das Partes atuando na qualidade de reunião das Partes do pre sen te Protocolo, ao proporcionar ori en ta ções sobre o mecanismo fi nan ce i ro referido no parágrafo 2º acima para consideração pela Conferên - cia das Partes, levará em conta a necessidade de re - cur sos financeiros pelas Partes países em desenvol - vimento, em particular as de me nor desenvolvimento relativo e os pequenos Estados insulares em desen - volvimento en tre elas. 4. No contexto do parágrafo lº aci ma, as Par tes tam bém le va rão em con ta as ne ces si da des das Par - tes países em desenvolvimento, em particular as de menor desenvolvimento relativo e os pe que nos Esta - dos insulares em desenvolvimento en tre elas, e das Partes com eco no mi as em tran si ção, em seus esfor - ços para de ter mi nar e satisfazer suas necessidades de desenvolvimento de ca pa ci da des para as finalida - des da im ple men ta ção des te Protocolo. 5. A ori en ta ção para o me ca nis mo financeiro da Convenção nas decisões relevantes da Conferência das Partes, inclusive aquelas acordadas an tes da ado ção do pre sen te Protocolo, aplicar-se-ão, mutatis mu tan dis, às dis po si ções des te artigo. 6. As Partes países desenvolvidos tam bém po - derão proporcionar recursos financeiros e tecnológi - cos dos qua is as Partes países em desenvolvimento e as Partes com economias em tran si ção poderão dispor para a implementação das disposições do pre - sen te Protocolo por meio de ca na is bi la te ra is, regio - nais e multilaterais. Arti go 29 Conferência das Partes atu an do na qualidade de Reunião das Partes do pre sen te pro to co lo 1. A Conferência das Par tes atu a rá na qualidade de reunião das Par tes do presente Protocolo. 2. As Partes da Convenção que não se jam Par - tes do pre sen te Pro to co lo po de rão participar como observadoras du ran te as deliberações de qualquer re u nião da Conferência das Par tes atu an do na quali - dade de re u nião das Par tes des te Protocolo. Quando a Conferência das Partes atuar na qualidade de reu - nião das Par tes do pre sen te Protocolo, as decisões no âmbito deste Protocolo só serão tomadas por aque las que sejam Partes do Protocolo. 3. Quando a Conferência das Partes atuar na qua li da de de re u nião das Partes do presente Proto - co lo, qualquer mem bro da mesa da Conferência das Partes que re pre sen te uma Par te da Convenção mas que, na que le momento, não seja Parte des te Protoco - lo, será substituído por um mem bro a ser ele i to por e entre as Par tes do presente Protocolo. 4. A Conferência das Par tes atu an do na qualida - de de re u nião das Partes do pre sen te Protocolo exa - minará re gu lar men te a implementação deste Proto -

12 34362 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de 2003 colo e tomará, de acordo com seu mandato, as deci - sões ne ces sá ri as para promover sua efetiva imple - mentação. A Conferência das Par tes re a li za rá as fun - ções a ela de sig na das pelo pre sen te Protocolo e irá: a) fazer recomendações so bre os as - sun tos ne ces sá ri os para a im ple men ta ção do pre sen te Pro to co lo; b) estabelecer os órgãos sub si diá ri os que se jul guem ne ces sá ri os para a im ple - men ta ção do pre sen te Protocolo; c) bus car e utilizar, conforme o caso, os serviços, a cooperação e as in for ma ções fornecidas pe las organizações in ter na ci o na - is com pe ten tes e órgãos intergovernamen - ta is e não-go ver na men ta is; d) estabelecer a for ma e os in ter va los para trans mis são de in for ma ções a se rem submetidas de acor do com o artigo 33 do pre sen te Protocolo e considerar essas in for - ma ções, bem como re la tó ri os sub me ti dos por qualquer órgão sub si diá rio; e) considerar e adotar, conforme ne - ces sá rio, emendas ao presente Protocolo e seus Anexos, bem como outros Anexos adi - ci o na is a este Pro to co lo, que se julguem ne - ces sá ri os para a sua implementação; e f) re a li zar outras funções que pos sam ser ne ces sá ri as para a im ple men ta ção do pre sen te Protocolo. 5. As regras de procedimento da Conferência das Partes e as regras fi nan ce i ras da Convenção aplicar-se-ão, mutatis mu tan dis, no âmbito do pre - sen te Protocolo, sal vo se decidido de outra forma por consenso pela Conferência das Par tes atuando na qualidade de re u nião das Partes do presente Protocolo. 6. A primeira reunião da Conferência das Par tes atuando na qualidade de reunião das Partes do presen - te Protocolo será convocada pelo Secretariado junta - mente com a primeira sessão da Conferência das Par - tes prevista para ser realizada após a entrada em vigor do presente Protocolo. Reuniões ordinárias subseqüen - tes da Conferência das Partes atuando na qualidade de reunião das Partes do presente Protocolo realizar-se-ão juntamente com as sessões ordinárias da Conferência das Partes, salvo se decidido de outra forma pela Con - ferência das Partes atuando na qualidade de reunião das Partes do presente Protocolo. 7. Re u niões ex tra or di ná ri as da Conferência das Partes atu an do na qualidade de re u nião das Partes do pre sen te Protocolo realizar-se-ão quando fo rem consideradas ne ces sá ri as pela Conferência das Par - tes atuando na qualidade de re u nião das Par tes do presente Protocolo, ou quando forem solicitadas por es cri to por qualquer Par te, des de que, no prazo de seis meses da co mu ni ca ção da so li ci ta ção às Partes pelo Se cre ta ri a do, seja apoiada por pelo me nos um terço das Partes. 8. As Nações Uni das, suas agên ci as especiali - zadas e a Agência Internacional de Ener gia Atômica, as sim como os Estados que se jam membros ou ob - servadores dessas organizações que não se jam Par - tes da Convenção, podem estar representados como ob ser va do res nas reuniões da Conferência das Par - tes atuando na qualidade de re u nião das Par tes do presente Protocolo. Todo órgão ou agên cia, quer na - ci o nal ou in ter na ci o nal, governamental ou não-gover - na men tal, com competência nas ma té ri as co ber tas pelo pre sen te Pro to co lo e que te nha informado ao Se - cre ta ri a do de seu in te res se em se fazer representado em uma re u nião da Conferência das Partes atuando na qualidade de re u nião das Par tes do presente Pro - tocolo como observador, poderá ser admitido, a não ser que pelo menos um terço das Partes pre sen tes se oponham. Salvo disposto de ou tra forma neste artigo, a ad mis são e par ti ci pa ção de observadores estarão sujeitas às regras de pro ce di men to referidas pelo pa - rágrafo 5º aci ma. Arti go 30 Órgãos Sub si diá ri os 1. Qu al quer órgão sub si diá rio es ta be le ci do pela Convenção ou no seu âm bi to, po de rá mediante deci - são da Con fe rên cia das Par tes atuando na qualidade de re u nião das Par tes do presente Pro to co lo, prestar ser vi ços ao Protocolo, e neste caso, a re u nião das Partes especificará as fun ções a serem desempenha - das por esse órgão. 2. As Partes da Convenção que não se jam Par - tes do presente Protocolo poderão participar como ob - servadores nos debates das reuniões de qualquer um desses órgãos subsidiários. Quando um órgão subsi - diário da Convenção atuar como órgão subsidiário do presente Protocolo, as decisões no âmbito do Protoco - lo só serão tomadas pelas Partes do Protocolo. 3.Quando um órgão subsidiário da Convenção desempenhe suas funções em relação a matérias que dizem respeito ao presente Protocolo, os membros da mesa desse órgão subsidiário que representem Partes da Convenção mas que naquele momento, não sejam Partes do Protocolo, serão substituídos por membros eleitos por e entre as Par tes do Protocolo.

13 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira Arti go 31 Se cre ta ri a do 1. O Secretariado es ta be le ci do pelo ar ti go 24 da Convenção amará como Secretariado do presente Protocolo. 2. O artigo 24, parágrafo 1º, da Convenção so - bre as funções do Secretariado aplicar-se-á, mutatis mutandis, ao presente Pro to co lo. 3. Na medida em que seja possível diferen - ciá-los, os cus tos dos ser vi ços do Secretariado para o presente Protocolo serão arcados pelas Par tes deste. A Conferência das Partes atuando na qualidade de re u nião das Partes do pre sen te Protocolo decidirá, em sua primeira reunião, as disposições or ça men tá ri - as ne ces sá ri as para essa finalidade. Arti go 32 Re la ção com a Convenção Salvo disposto de ou tra for ma no pre sen te Pro - tocolo, as disposições da Convenção relacionadas aos seus Protocolos apli car-se-ão ao presente Proto - co lo. Arti go 33 Mo ni to ra men to e Informes Cada Parte monitorará a implementação de suas obri ga ções no âmbito do pre sen te Pro to co lo, e in for ma rá à Conferência das Par tes atu an do na qua li - dade de re u nião das Par tes do pre sen te Protocolo, em in ter va los a se rem de ci di dos por esta, so bre as me di das tomadas para implementar o Protocolo. Arti go 34 Cum pri men to A Conferência das Partes atuando na qua li da de de reunião das Par tes do presente Pro to co lo conside - rará e apro va rá, em sua primeira re u nião, procedi - men tos de co o pe ra ção e mecanismos ins ti tu ci o na is para promover o cumprimento das dis po si ções do presente Protocolo e para tra tar dos ca sos de não-cumprimento. Esses procedimentos e mecanis - mos in clu i rão disposições para prestar as ses so ria ou assistência, con for me o caso. Esses se rão dis tin tos e não prejudicarão os pro ce di men tos e mecanismos es ta be le ci dos pelo artigo 27 da Convenção so bre so - lução de controvérsias. Arti go 35 Avaliação e Revisão A Conferência das Partes atuando na qua li da de de reunião das Par tes do presente Protocolo re a li za - rá, cinco anos após a en tra da em vigor do presente Protocolo e pelo menos a cada cinco anos subse - qüentes, uma ava li a ção da efetividade do Protocolo, in clu in do uma avaliação de seus pro ce di men tos e Anexos. Arti go 36 Assinatura O pre sen te Protocolo estará aber to à assinatura por Estados e organizações regionais de integração econômica no Escritório das Na ções Unidas em Na i - robi de 15 a 26 de maio de 2000, e na Sede das Na - ções Unidas em Nova Ior que de 5 de ju nho de 2000 a 4 de junho de Arti go 37 Entrada Em Vi gor 1. O presente Pro to co lo entrará em vigor no no - na gé si mo dia após a data de depósito do qüin qua gé - simo ins tru men to de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão por Esta dos ou organizações regionais de integração econômica que sejam Partes da Conven - ção. 2. O pre sen te Protocolo entrará em vi gor para um Estado ou uma organização regional de integra - ção econômica que ratifique, aceite ou aprove o pre - sen te Protocolo ou a ele adira após sua en tra da em vigor em conformidade com o parágrafo 1º aci ma, no no na gé si mo dia após a data na qual aquele Estado ou or ga ni za ção re gi o nal de integração econômica de - posite seu instrumento de ratificação, aceitação, aprovação ou adesão, ou na data em que a Conven - ção en tre em vigor para aquele Estado ou or ga ni za - ção regional de integração econômica, o que for pos - terior. 3. Para os propósitos dos parágrafos 1º e 2º aci - ma, qualquer instrumento depositado por uma organi - zação regional de integração econômica não será considerado adicional àque les depositados por Esta - dos-mem bros da que la organização. Arti go 38 Reservas Ne nhu ma re ser va pode ser fe i ta ao pre sen te Protocolo. Arti go 39 Denúncia 1. Após dois anos da en tra da em vigor do pre - sen te Pro to co lo para uma Parte, essa Par te po de rá a qualquer momento denunciá-lo por meio de notifica - ção escrita ao Depositário.

14 34364 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de Essa denúncia tem efe i to um ano após a data de seu recebimento pelo Depositário, ou em data pos - te ri or se as sim for es ti pu la do na no ti fi ca ção de denún - cia. Arti go 40 Textos Autênticos O ori gi nal do pre sen te Protocolo, cu jos tex tos em ára be, chinês, inglês, francês, russo e espanhol são igual men te autênticos, será de po si ta do jun to ao Se cre tá rio-ge ral das Na ções Uni das. Em testemunha do qual os abaixo assinados, devidamente au to ri za dos para esse fim, as si na ram o presente Protocolo. Feito em Montreal neste vigésimo nono dia de janeiro do ano de dois mil. ANEXO I INFORMAÇÕES EXIGIDAS NAS NOTIFICAÇÕES DE ACORDO COM OS ARTIGOS 8º, 10 E 13 a) Nome, endereço e detalhes de con - tato do exportador. b) Nome, en de re ço e detalhes de con - tato do importador. c) Nome e identidade do or ga nis mo vivo modificado, bem como da classificação na ci o nal, se houver, do nível de bi os se gu - rança do or ga nis mo vivo mo di fi ca do no Esta do de exportação. d) Data ou da tas previstas do movi - men to trans fron te i ri ço, se co nhe ci das. e) Situação ta xo nô mi ca, nome vulgar, ponto de co le ta ou de aquisição e ca rac te - rís ti cas do or ga nis mo receptor ou dos or ga - nis mos parentais relacionadas a bi os se gu - ran ça. f) Centros de ori gem e centros de di - ver si da de ge né ti ca, se co nhe ci dos do or ga - nismo re cep tor e/ou dos or ga nis mos pa ren - ta is e uma des cri ção dos habitats onde os organismos podem persistir ou proliferar. g) Situação ta xo nô mi ca, nome vulgar, ponto de co le ta ou aqui si ção e ca rac te rís ti - cas do organismo ou or ga nis mos do a do res relacionadas a biossegurança. h) Des cri ção do ácido nucléico ou da modificação in tro du zi da, da téc ni ca usa da e das características resultantes do or ga nis - mo vivo modificado. i) Uso previsto do organismo vivo mo - di fi ca do ou pro du tos dele derivados, a sa - ber, ma te ri a is be ne fi ci a dos que têm como ori gem um organismo vivo modificado, con - tendo com bi na ções novas detectáveis de ma te ri al genético replicável ob ti do pelo uso de bi o tec no lo gia moderna. j) Qu an ti da de ou volume do or ga nis mo vivo modificado a ser transferido. k) Um re la tó rio an te ri or e exis ten te da avaliação de risco de acor do com o Anexo III. l) Mé to dos su ge ri dos para a manipula - ção, o armazenamento, o trans por te e o uso seguros, inclusive embalagem, rotulação, documentação e procedimentos de eli mi na - ção e de emer gên cia, quan do apropriados. m) Con di ção le gal do organismo vivo modificado no Esta do ex por ta dor (por exem - plo, se está proibido no Estado ex por ta dor ou se está sujeito a outras res tri ções ou se foi aprovado para liberação ge ral) e, caso o organismo vivo mo di fi ca do tiver sido pro i bi - do no Esta do de ex por ta ção, as razões des - sa proibição. n) O resultado e o propósito de qual - quer no ti fi ca ção do ex por ta dor a ou tros Esta dos em relação ao or ga nis mo vivo mo - di fi ca do a ser transferido. o) Uma de cla ra ção de que os da dos in clu í dos nas informações men ci o na das aci - ma es tão corretos. ANEXO II INFORMAÇÕES EXIGIDAS SOBRE OS ORGANISMOS VIVOS MODIFICADOS DESTINADOS AO USO DIRETO COMO ALIMENTO HUMANO OU ANIMAL OU AO PROCESSAMENTO DE ACORDO COM O ARTIGO 11 a) O nome e detalhes de contato do requerente de uma decisão para uso na ci o - nal. b) O nome e detalhes de contato da autoridade responsável pela decisão. c) O nome e iden ti da de do organismo vivo modificado. d) Descrição da modificação ge né ti ca, da téc ni ca usa da e das características re sul - tantes do or ga nis mo vivo modificado.

15 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira e) Qu al quer iden ti fi ca ção exclusiva do organismo vivo modificado. f) Situação ta xo nô mi ca, nome vulgar, ponto de co le ta ou aqui si ção e ca rac te rís ti - cas do or ga nis mo receptor ou dos organis - mos parentais re la ci o na das à bi os se gu ran - ça. g) Centros de origem e cen tros de di - ver si da de ge né ti ca, se co nhe ci dos do or ga - nismo re cep tor e/ou dos or ga nis mos pa ren - ta is e uma des cri ção dos habitats onde os organismos podem persistir ou proliferar. h) Situação ta xo nô mi ca, nome vulgar, ponto de co le ta ou aqui si ção e ca rac te rís ti - cas do organismo ou or ga nis mos do a do res relacionadas à biossegurança. i) Usos aprovados do or ga nis mo vivo mo di fi ca do. j) Um re la tó rio de ava li a ção de risco de acordo com o Anexo III. l) Mé to dos su ge ri dos para a manipula - ção, o armazenamento, o trans por te e o uso se gu ros, inclusive embalagem, rotulação, documentação e procedimentos de eli mi na - ção e de emer gên cia, quan do apro pri a dos. ANEXO III AVALIAÇÃO DE RISCO Objetivo 1. O objetivo da ava li a ção de risco, no âmbito do presente Protocolo, é identificar e ava li ar os efeitos adversos potenciais dos or ga nis mos vi vos modifica - dos na con ser va ção e no uso sustentável da diversi - dade biológica no provável meio receptor, levando tam bém em conta os ris cos para a sa ú de hu ma na. Uso da avaliação de risco 2. A ava li a ção de risco é, en tre outros, usa da pe - las au to ri da des com pe ten tes para to mar decisões in - for ma das so bre os organismos vi vos modificados. Princípios ge ra is 3. A avaliação de ris co deverá re a li zar-se de ma - neira trans pa ren te e cientificamente só li da e poderá levar em con ta o assessoramento es pe ci a li za do de or ga ni za ções in ter na ci o na is relevantes e diretrizes por elas elaboradas. 4. A fal ta de conhecimentos científicos ou de con sen so científico não será ne ces sa ri a men te in ter - pretada como indicativo de um nível de ter mi na do de risco, uma ausência de risco ou de um ris co aceitável. 5. Os riscos associados aos or ga nis mos vivos modificados ou aos produtos de les de ri va dos, a sa - ber, ma te ri a is beneficiados que têm como ori gem um organismo vivo modificado, contendo combinações novas detectáveis de ma te ri al genético replicável ob - tido por meio do uso de biotecnologia mo der na, de - vem ser considerados no contexto dos riscos apre - sentados pe los re cep to res não-mo di fi ca dos ou orga - nis mos parentais no pro vá vel meio receptor. 6. A ava li a ção de ris co de ve rá re a li zar-se caso a caso. As in for ma ções requeridas podem variar em na - tu re za e nível de detalhe de caso a caso, dependendo do or ga nis mo vivo mo di fi ca do em questão, seu uso previsto e o provável meio receptor. Metodologia 7. O pro ces so de avaliação de ris co po de rá, por um lado, dar origem à ne ces si da de de maiores infor - ma ções so bre aspectos específicos, que po dem ser identificados e solicitados durante o pro ces so de ava - liação, en quan to por ou tro lado, informações sobre ou tros as pec tos po dem não ser relevantes em certos casos. 8. Para alcançar seu objetivo, a ava li a ção de ris - co compreende, conforme o caso, os seguintes pas - sos: a) uma iden ti fi ca ção de qualquer ca - racterística ge no tí pi ca ou fenotípica nova as so ci a da ao organismo vivo modificado que possa ter efe i tos adversos na diver si da - de biológica no provável meio receptor, le - vando tam bém em con ta os ris cos para a saúde hu ma na; b) uma ava li a ção da pro ba bi li da de de es ses efeitos adversos se concretizarem, le - vando em con ta o nível e tipo de exposição do provável meio re cep tor ao organismo vivo modificado; c) uma avaliação das con se qüên ci as caso esses efeitos adversos de fato ocor - rem; d) uma estimativa do ris co ge ral apre - sentado pelo or ga nis mo vivo modificado com base na ava li a ção da pro ba bi li da de dos efeitos adversos iden ti fi ca dos ocorrerem e de suas con se qüên ci as; e) uma re co men da ção sobre se os ris - cos são aceitáveis ou manejáveis ou não, inclusive, quando necessário, a identificação de estratégias para manejar es ses riscos; e

16 34366 Sexta-feira 31 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Outubro de 2003 f) quan do houver in cer te za a respeito do nível de risco, essa in cer te za poderá ser tratada so li ci tan do-se maiores in for ma ções sobre as pec tos pre o cu pan tes es pe cí fi cos ou pela im ple men ta ção de es tra té gi as apro pri a - das de ma ne jo de ris co e/ou mo ni to ra men to do organismo vivo modificado no meio re - ceptor. Aspec tos a con si de rar 9. Dependendo do caso, a ava li a ção de risco leva em con si de ra ção os detalhes científicos e técni - cos relevantes so bre as características dos seguintes elementos: a) ornanismo re cep tor e or ga nis mos parentais. As ca rac te rís ti cas bi o ló gi cas do organismo re cep tor ou dos or ga nis mos pa - rentais, inclusive in for ma ções so bre a si tu a - ção ta xo nô mi ca, nome vulgar, ori gem, cen - tros de origem e centros de diversidade ge - né ti ca, se co nhe ci dos, e uma des cri ção de onde os organismos podem per sis tir ou pro - li fe rar; b) or ga nis mo ou organismos doadores. Si tu a ção ta xo nô mi ca, nome vulgar, fon te e as características bi o ló gi cas relevantes dos organismos do a do res; c) vetor. Características do vetor, in clu - sive, se houver, sua fon te ou ori gem e área de dis tri bu i ção de seus hos pe de i ros; d) inserção ou in ser ções e/ou caracte - rís ti cas de modificação. As ca rac te rís ti cas ge né ti cas do ácido nucleico in se ri do e da função que es pe ci fi ca, e/ou as ca rac te rís ti - cas da modificação introduzida; e) organismo vivo modificado. Iden ti da - de do organismo vivo modificado, e as dife - renças entre as características bi o ló gi cas do organismo vivo mo di fi ca do e da que las do organismo re cep tor ou dos or ga nis mos pa - ren ta is; f) de tec ção e iden ti fi ca ção do or ga nis - mo vivo modificado. Mé to dos su ge ri dos para a de tec ção e iden ti fi ca ção e sua es pe ci fi ci - dade, sensibilidade e con fi a bi li da de; g) informações sobre o uso previsto. As in for ma ções so bre o uso previsto do or - ga nis mo vivo modificado, inclusive usos no - vos ou mo di fi ca dos comparados ao or ga nis - mo re cep tor ou or ga nis mos parentais; e h) meio receptor. Infor ma ções sobre a localização, características ge o grá fi cas, cli - má ti cas e ecológicas, inclusive in for ma ções relevantes sobre a diversidade biológica e cen tros de origem do provável meio re cep - tor. MENSAGEM Nº 349, DE 2003 Se nho res Membros do Congresso Na ci o nal, Nos termos do dis pos to no art. 49, inciso I, com - binado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição Fe - deral, submeto à elevada con si de ra ção de Vossas Excelências o tex to do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança da Convenção sobre Di ver si da de Bio - lógica, celebrado em Montreal, em 29 de ja ne i ro de Brasília, 25 de julho de Luiz Inácio Lula da Silva. EMI Nº 157 MRE/MMA/MAPA/MS/MCT/MDIC Brasília, 12 de ju nho de 2003 Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Con for me previsto no Art da Convenção sobre Diversidade Bi o ló gi ca, que en trou em vi gor em dezembro de 1993, a co mu ni da de in ter na ci o nal de - bru çou-se so bre a ne go ci a ção de um protocolo inter - nacional que viesse a con tem plar modalidades para a transferência, ma nu se io e uti li za ção se gu ros de orga - nis mos ge ne ti ca men te mo di fi ca dos (OGM s), que pos sam ter efeitos adversos seja para a saúde huma - na, seja para o meio ambiente, par ti cu lar men te no que se refere à con ser va ção e ao uso sustentável da diversidade biológica. 2. Em 1995, iniciou-se pro ces so ne go ci a dor que se es ten deu por vá ri os anos e culminou com a ado - ção, em 29 de janeiro de 2000, do Protocolo de Carta - gena sobre Biossegurança à Convenção sobre Diver - si da de Biológica, em re u nião ex tra or di ná ria da Confe - rência das Partes da que la Convenção. Não obstante às di ver gên ci as que o as sun to re la ti vo à OGM s sucita in ter na men te, o Bra sil par ti ci pou ativamente daquele processo negociador. Nessa tarefa, o Itamaraty con - tou com a in pres cin dí vel co la bo ra ção de representan - tes não só dos Mi nis té ri os do Meio Ambiente, Ciência e Tec no lo gia, Agricultura, Abas te ci men to e Pecuária, Saúde e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas tam bém do Instituto Bra si le i ro do Meio Ambiente e Recursos Na tu ra is Renováveis (IBAMA), da Empre sa Bra si le i ra de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e da Co mis são Téc ni ca Nacional de Bi - ossegurança (CNTBio).

17 Outubro de 2003 DIÁRIO DO SENADO FEDERAL Sexta-feira A adoção do Protocolo de Cartagena pe los Estados-Parte da Convenção, so bre Diversidade Bio - ló gi ca foi con si de ra da um im por tan te passo para a cri a ção de um mar co normativo in ter na ci o nal que leva em consideração as necessidade de pro te ção do meio ambiente e da saúde hu ma na, ao mesmo tempo em que cria uma instância in ter na ci o nal para dis cus - são, pe los Estados-Parte, dos procedimentos que de - verão nortear a introdução de organismos genetica - men te modificados em seus territórios. 4. A adesão tempestiva do Brasil àquele protoco - lo viria ao encontro das preocupações internas que têm movimentado a opinião pública e suscitado preo - cupação por parte dos setores governamentais envol - vidos nas decisões quanto à liberação da produção e da importação de OGM s no país. O envio ao Congres - so Nacional da mensagem sobre a adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança sinaliza - rá a atenção de Vossa Excelência e de seu Governo aos avanços tecnológicos e suas repercussões para o meio ambiente, ao mesmo tempo em que visa a asse - gurar a participação ativa e plena do Brasil nas negoci - ações internacionais sobre biossegurança. 5. É ne ces sá rio sublinhar que o Pro to co lo de Car ta ge na se dis põe tão somente a regular o movi - men to trans fron te i ri ço da que les organismos, re me - tendo toda a qualquer de ci são so bre sua even tu al au - to ri za ção de in tro du ção e/ou de liberação nos países à le gis la ção nacional de cada Estado. No que tange ao Bra sil, fi cam, as sim, in te i ra men te res guar da das as respectivas competências da CTNBio, de emi tir pare - ce res prévios técnicos conclusivos, e às dos Mi nis té ri - os do Meio Ambi en te, da Agri cul tu ra, Pe cuá ria e Abas te ci men to e da Saúde, de au to ri zar ou não a im - por ta ção e/ou li be ra ção desses or ga nis mos em terri - tório na ci o nal. 6. Por ou tro lado, se o Bra sil vier a ser, no fu tu - ro, um ex por ta dor de pro du tos ge ne ti ca men te modi - fi ca dos, os se to res com pe ten tes na ci o na is deverão ne ces sa ri a men te ade quar-se às even tu a is exi gên ci - as que ve nham a ser acor da das tão logo o Pro to co lo de Car ta ge na entre em vi gor, caso o país de se je ex - por tar com mo di ti es ge ne ti ca men te mo di fi ca dos aos Esta dos-par tes da que le ins tru men to in ter na ci o - nal. A par ti ci pa ção do Bra sil nas de ci sões que ema - na rão das Re u niões das Par tes do Pro to co lo po de - rá, por tan to, vir a ga ran tir-lhe van ta gens com pa ra ti - vas adi ci o na is. 7. A Co mis são Téc ni ca Nacional de Biossegu - rança-ctnbio, em sua 48ª Reunião Ordi ná ria, mani - festou-se de forma favorável à assinatura do Pro to co - lo, cha man do a atenção, inter alia, para as ne ces si - dades de capacitar recursos humanos para atender às de man das específicas do Protocolo e integrar as ações dos órgãos governamentais. Por outro lado, do ponto de vis ta do desenvolvimento científico e tecno - lógico, vislumbram-se be ne fí ci os advindos da adesão do Bra sil ao citado acordo. 8. O prazo para assinatura do Protocolo encer - rou-se em 4 de ju nho de 2001, o que não per mi tiu ao Brasil as si ná-lo em tempo hábil, em vir tu de das dis - cus sões in ter nas que ain da se desenrolavam. Regis - tro, entretanto, que o Protocolo so men te en tra rá em vigor 90 dias após o, depósito do 50º, ins tru men to de ratificação, aprovação ou adesão. Como até a data de hoje, 48 pa í ses já o fizeram, se ria im por tan te que o Brasil ade ris se ao Protocolo an tes da re a li za ção da Pri me i ra Re u nião das Par tes, pre vis ta para ocor rer no período de 22 a 26 de março de Como mencionado, a adesão tempestiva ao Protocolo reveste-se de grande importância para o Brasil, haja vis ta sua enor me biodiversidade que deve ser protegida e sua condição de grande ex por - tador de alimentos. É im por tan te res sal tar que o Bra - sil es ta rá impedido de ver suas preocupações e ne - cessidades atendidas se não for Parte do Protocolo quando da re a li za ção da Primeira Re u nião das Par - tes, ocasião em que serão definidas não só o meca - nismo de votação dos pa í ses, se não também os re - quisitos para manuseio, trans por te e rastreabilidade dos OGM s, todos assuntos de enor me relevância para o país. 10. Assim sendo, e tendo em vista que a adesão do Protocolo depende da prévia autorização do Con - gresso Nacional,nos termos do inciso I, Artigo 49, com - binado com o Artigo 84, inciso VIII da Constituição Fe - deral, submetemos à alta apreciação de Vossa Exce - lência o anexo projeto de Mensagem Presidencial para encaminhamento do Protocolo de Cartagena sobre Bi - ossegurança à apreciação do Poder Legislativo. Respeitosamente, Celso Luiz Nu nes Amorim Hum ber to Ser gio Cos ta Lima Roberto Rodri - gues Ro ber to Ati la Ama ral Vieira Luiz Fernan - do Furlan. (À Co mis são de Relações Exte ri o res e Defesa Na ci o nal.) O SR. PRESIDENTE (Eduardo Siqueira Cam - pos) O Expe di en te lido vai à publicação. O SR. PRESIDENTE (Eduardo Siqueira Cam - pos) o Pro je to de Lei da Câmara nº 78, de 2003, que acaba de ser lido, terá tra mi ta ção com prazo de ter mi - nado de quarenta e cinco dias, nos ter mos do art. 64,

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