GASTRONOMIA. Cer ti fi que-se de que está es cre ven do de acor do com o tema pro pos to e dê um tí tu lo a seu tex to.

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1 GASTRONOMIA Instruções Cer ti fi que-se de que está es cre ven do de acor do com o tema pro pos to e dê um tí tu lo a seu tex to. Res pe i te mar gens e en tra das de pa rá gra fo. Use as in for ma ções dis po ní ve is na pro va da for ma que con si de rar mais ade qua da a seus pro pó si tos, mas evi te a sim ples có pi a. De sen vol va o tex to no li mi te de 30 a 35 li nhas, em le tra de ta ma nho regular. Uti li ze a nor ma cul ta da lín gua por tu gue sa. Pas se a lim po seu tex to, na fo lha do tex to de fi ni ti vo, a ca ne ta, em le tra le gí vel e sem ra su ras. Não será for ne ci da ou tra fo lha para pas sar o tex to a lim po. Na fo lha do tex to de fi ni ti vo, es cre va seu nú me ro de iden ti fi ca ção não o nome e o nú me ro da sala. Ao en tre gar a re da ção, as si ne a ata de com pa re ci men to. A du ra ção da pro va é de 2 ho ras e 30 minutos. Ao ter mi nar, le van te o bra ço e aguar de para en tre gar sua re da ção. Ao si nal para o tér mi no da pro va, o Pro fes sor Che fe de Sala re co lhe a re da ção dos can di da tos que, por - ven tu ra, ain da se en con tra rem na sala. Este ca der no você pode le var con si go. Boa Pro va!

2 Leia o se guin te tex to e, de po is, ob ser ve as ima gens. DIZE-ME O QUE COMES E TE DIREI QUEM ÉS... Nos sos há bi tos ali men ta res, nos so com por ta men to fren te aos ali men tos, a es co lha de de ter - mi na do in gre di en te ou tem pe ro, a ma ne i ra como nos com por ta mos à mesa não são es co lhas ale - a tó ri as. Por trás de cada es co lha ali men tar, exis tem inú me ras de ter mi nan tes, que têm sua ori - gem em nos so pas sa do fa mi li ar, em nos sa re gi o na li da de e em nos sas pos si bi li da des eco nô mi - cas. Comer não é meramente um ato fisiológico, e sim uma construção cultural alicerçada na geografia, na his tó ria, na eco no mia e, in clu si ve, em nos sas cren ças re li gi o sas. No en tan to, na ma i o - ria das ve zes em que nos sen ta mos à mesa, não con se gui mos apre ci ar o nú me ro de in for ma - ções que o pra to fu me gan te nos for ne ce, um so ma tó rio de múl ti plas con tri bu i ções: me mó ria, tra - di ção e iden ti da de per me i am nos sas es co lhas ali men ta res. O Bra sil é exem plar nes se sen ti do, um país de di men sões con ti nen ta is que ab sor veu a in - fluên cia de dis tin tos po vos e que, a par tir das con tri bu i ções dos que aqui che ga ram e se es ta be - le ce ram, cri ou e re cri ou pra tos e sa bo res, e im pri miu uma es té ti ca sin gu lar ao pre pa ro de ali men - tos. Os re cur sos na tu ra is for ne ce ram uma iden ti da de pró pria aos car dá pi os re gi o na is: flo res tas, pam pa, cer ra do, li to ral, ser tão, cada um com fa u na e flo ra di fe ren tes. As li mi ta ções eco nô mi cas tam bém con tri bu em com a cons tru ção dos nos sos há bi tos, li mi tan do e res trin gin do o con su mo de de ter mi na dos ali men tos; no en tan to, a cri a ti vi da de é so be ra na na co zi nha, e a ne ces si da de tor na o ho mem cri a ti vo e ino va dor. So mos con di ci o na dos pelo meio, pelo lu gar onde nas ce mos e cres ce mos. As par ti cu la ri da - des cli má ti co-re gi o na is nos in for mam a res pe i to dos ve ge ta is, dos ani ma is que ali cres cem e se de sen vol vem, e que com põem e de ter mi nam nos sas es co lhas ali men ta res. Tam bém so mos de - ter mi na dos pela his tó ria: guer ras, in va sões, mi gra ções. Duas co or de na das, tem po e es pa ço, nos pre dis põem para um tipo de ter mi na do de cul tu ra ali men tar e, em bo ra es te ja mos no meio de um pro ces so glo ba li za dor e de ho mo ge ne i za ção dos há bi tos ali men ta res, ain da guar da mos ca rac te - rís ti cas pró pri as quan do se tra ta de co mi da. No sé cu lo XVII, o juiz fran cês Bril lat-sa va rin, gas trô no mo e es cri tor con ce i tu a do das ar tes cu li ná ri as, não exa ge ra va ao afirmar: Dize-me o que co mes e te di rei quem és. Sa va rin es ta va cer to: nos sos há bi tos ali men ta res po dem re ve lar in for ma ções pre ci o sas. So mos o so ma tó rio de mu i tas co i sas; no en tan to, a ali men ta ção ocu pa um lu gar fun da men tal em nos sas vi das. De - ve mos res ga tar a di men são sim bó li ca do ali men to e da ali men ta ção, nos en xer gar a par tir de nos sos há bi tos ali men ta res, exer ci tar a com pre en são so ci o cul tu ral da co mi da. Só as sim po de - re mos co mer em ple ni tu de e acres cen tar uma di men são cul tu ral ao ato de co mer. Po de mos ade rir à moda, ao mar ke ting de ali men tos rá pi dos e con ge la dos que hoje ocu pam as prate le i ras

3 2 GASTRONOMIA REDAÇÃO das grandes redes de supermercados. Porém, o que não podemos é nos dissociar da nossa cultura, do nosso passado, das características regionais. Devemos tentar compreender a complexidade de informações que emana de cada receita, de cada ingrediente, de cada técnica culinária, de cada prato. Nesse sentido, compreender o que comemos, onde comemos, quando e como comemos é uma saborosa e palatável maneira de nos apropriarmos de informações ricas, diferenciadas e valiosas. Esse exercício poderá nos levar à compreensão das nossas raízes, do lugar em que fomos criados. Só assim o ato de comer terá a dimensão cultural que merece. Prof. MS Marcelo Fernando Gonzalez da Costa Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia Unisinos (Acesso em 20 maio 2009) (Acesso em 20 maio 2009)

4 GASTRONOMIA REDAÇÃO 3 (Acesso em 20 maio 2009) (Acesso em 20 maio 2009) TAREFA: Sa be mos que os há bi tos ali men ta res são de ter mi na dos por ques tões ge o grá fi cas, his tó ri cas e eco - nô mi cas e que as ca rac te rís ti cas re gi o na is têm um peso sig ni fi ca ti vo em se tra tan do de es co lhas ali men ta res. Con si de re esses ele men tos e ima gi ne que você es te ja em uma das re giões que as ima gens ilus tram (no Pam pa ga ú cho, na Ser ra, no Li to ral do Rio Gran de do Sul ou na Itá lia, em Pisa). Está pres tes a fa - zer um al mo ço para fa mi li a res e ami gos que mo ram em al gum de sses lu ga res. Esco lha uma de ssas re giões e, uti li zan do sua ima gi na ção, co men te como se ria esse al mo ço e qua is as pes so as que con - vi da ria, e ex pli que o por quê das es co lhas do cardápio.

5 4 GASTRONOMIA REDAÇÃO RASCUNHO

6 GASTRONOMIA REDAÇÃO

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