Leya Leituras Projeto de Leitura

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1 Leya Leituras Projeto de Leitura Nome do livro: JAPĨĨ E JAKÃMĨ Uma história de amizade Autor: Yaguarê Yamã Nacionalidade do autor: Brasileira Currículo do autor: Escritor, professor e artista plástico indígena nascido no Amazonas. Formou-se em Geografia e morou em São Paulo, onde também lecionou e palestrou sobre temáticas indígenas. Pertencente ao clã Aripunãguá, atualmente vive em aldeia localizada no município de Nova Olinda do Norte AM, onde escreve e atua na organização interna do povo maraguá. É membro da Academia Parintinense de Letras. Ilustrador: Andrea Ebert Edição inédita no Brasil. ISBN: Formato: 21x24 Páginas: 32 Datas comemorativas para trabalhar o livro: Campanha da Fraternidade 2015 Fraternidade: Igreja e Sociedade e lema Eu vim para servir (cf. Mc 10,45). Resumo: De modo singelo, o leitor entra em contato com verdades profundas, como a do despertar da compaixão, um dos caminhos que brotam do coração. Sempre é tempo de recordar a solidariedade verdadeira e de lembrar as existências mais sábias que as nossas. Também é tempo de aproveitar a riqueza do vocabulário das línguas praticadas no Brasil, essa diversidade é tão fundamental quanto a diversidade dos pássaros, plantas e histórias, da Amazônia ou das demais regiões do país. Recomendação: A partir de 8 anos. Temas transversais: Amizade, respeito às diferenças, surgimento de um mito. Temas relacionados à campanha da Fraternidade 2015: Solidariedade, respeito, amor ao próximo, liberdade, convivência.

2 Objetivo geral: O ato de ler se vincula ao desenvolvimento da linguagem que é a forma de expressão do ser humano, de seu pensamento e é o veiculo de sua reflexão. Por isso é imprescindível a apropriação e a utilização competente da linguagem escrita e oral por parte dos professores e alunos. A escola, como espaço de interação da vida em sociedade, é lugar privilegiado onde o intercâmbio e o diálogo com o outro contribuem para a constituição da identidade, da cultura e da cidadania. Por meio da obra JAPĨĨ E JAKÃMĨ Uma história de amizade o professor poderá, além de investir no desenvolvimento da competência leitora, estimular a discussão e a reflexão sobre as relações de amizade e solidariedade. A Cultura Indígena, representada na obra em palavras, expressões e ilustrações, também merece atenção, pois possibilita a ampliação do universo cultural dos alunos nos aspectos de brasilidade, diversidade cultural e conscientização cidadã. Enfim, o projeto literário da obra JAPĨĨ E JAKÃMĨ Uma história de amizade, visa ao desenvolvimento de competências que facilitem dentre outras aprender (e ensinar) a escutar, dominar a negociação e trabalhar na aula para ensinar a pensar e a atuar em sociedade. Objetivos específicos: a) Identificar a intencionalidade intrínseca ao texto na leitura de imagens. b) Confrontar pontos de vista e soluções, sendo claro em suas colocações e dando voz ao outro. c) Conhecer e valorizar elementos da cultura, por meio de lendas brasileiras e de outros povos; d) Conhecer características do gênero: uso de linguagem simbólica, movimentos de tensão, tipos de narrador; e) Descobrir significados de palavras pelo contexto e confirmá-los no dicionário/ glossário quando necessário; f) Fazer uso de elementos textuais para ativar o conhecimento prévio sobre o conteúdo do texto; g) Levantar dados explícitos e implícitos do texto; h) Utilizar o titulo do texto, o nome do autor, tipo de suporte e outros elementos para antecipação de conteúdo e forma do texto e utilizar estratégias de avanço e recuo, seleção, antecipação, inferência e verificação; i) Relacionar o texto lido às suas vivências e conhecimento de mundo; j) Identificar e representar, por meio da leitura e da dramatização, situações e atitudes que favorecem as relações de amizade e também a necessidade de respeitar às diferenças para a busca da convivência pacífica. k) Compreender a importância da solidariedade e da amizade como elementos de fortalecimento do grupo e da identidade.

3 Sugestão de sequência didática Etapa 1: Antes da leitura Com o livro em mãos, o professor deverá explorar o suporte a partir de questionamentos e respostas dos alunos: Antecipação do tema ou ideia principal a partir de elementos paratextuais, como título, subtítulo, do exame de imagens, de saliências gráficas: a partir da observação das imagens de capa e do título, levantar hipóteses sobre as personagens, o enredo e a temática principal. Explorar as palavras incomuns do título o que significam? São nomes? De que tipo de personagens? E as ilustrações? Remetem a alguma cultura específica? Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto: partindo das expectativas de leitura, incentivar os alunos a contribuírem com informações sobre amizade, sobre histórias de animais que conhecem e também sobre referências a cultura indígena. Etapa 2: Leitura da obra na íntegra Após a exploração do suporte o professor poderá encaminhar uma leitura compartilhada com a classe. 1) Leitura do texto na íntegra: uma das chaves do trabalho de formação leitora dentro da sala de aula é propiciar por parte dos professores o diálogo entre o autor e o leitor, em que a ação deste o leve a reelaborar uma proposta textual. O objetivo é formar leitores críticos mediante uma aproximação efetiva da linguagem, uma leitura cuidadosa e a apropriação de termos diante da experiência, situações importantes ligadas ao fato de que a educação deve ser um processo criativo e autônomo. Um processo que deve afiançar qualquer ação de ensino dentro da aula e que deve partir de saberes dos professores dedicados a formar um sujeito leitor independente, crítico e um cidadão responsável. 2) Ao iniciar essa etapa do trabalho, sugerimos que o professor faça primeiramente a leitura do glossário (pp. 26 e 27), explorando as palavras que são desconhecidas, os nomes das aves, grafados na língua indígena maraguá. Esse procedimento facilitará o envolvimento dos alunos no acompanhamento do enredo. 3) Após a leitura do glossário, iniciar a leitura do texto, fazendo paradas ao mudar de páginas para auxiliar na compreensão. O professor pode fazer perguntas que auxiliem na construção de sentidos ao longo da história. Algumas perguntas podem ser direcionadas para revisar os aspectos principais da trama. As crianças que compreendem melhor as histórias se transformam em leitores com mais confiança, e essa segurança pode lhes proporcionar maior prazer em suas futuras leituras. 4) Essas paradas também podem envolver questões que possibilitem conexões pessoais. O professor pode perguntar aos alunos, quando surgirem situações de tensão ou tomada de decisão, antes de prosseguir, o que fariam se fossem determinada personagem. Por exemplo, na página 13, antes de ler a finalização do urubu, questionar quais seriam as decisões que apresentariam para a situação. Tais conexões ajudam a relacionar a história com as suas vidas e contribuem para a construção do significado. É importante dar tempo para as crianças responderem. Ao perguntar, o professor pode fazer um pequeno comentário e esperar. Mostrar que sabe escutar e que os alunos são escutados também motiva e envolve.

4 Etapa 3 - Após a leitura Sugerimos a realização de atividades de compreensão, com registro escrito. É função da escola explorar a leitura em suas diferentes dimensões: ler para aprender, ler para informar-se, ler para divertir-se. Na dimensão do ler para aprender, é essencial realizar estratégias que possibilitem aos alunos discussões mais profundas a cerca do conhecimento sobre textos. Realizar atividades de registro, individual ou coletivo, contribui para o aprendizado. Os alunos poderão realizar as questões propostas no caderno. 1. Que fenômeno da natureza proporcionou o encontro entre o jakãmĩ e o japĩĩ? ( ) Uma nevasca. ( X ) Um temporal. ( ) Uma ventania. 2. Que sentimentos devem ter levado jakãmĩ a não devorar o japĩĩ? Compaixão, pena e também um instinto de proteção. 3. Segundo a história, todas as aves tinham os mesmos direitos e deveres? Indique uma personagem que tenha apresentado atitudes que justifiquem sua resposta. Os pássaros não tinham os mesmos direitos e deveres. O gavião tanto se incomodou que consegui armar uma confusão. 4. Que característica do japĩĩ incomodava outros pássaros? Sua habilidade de imitar o canto de outras aves. 5. As aves realizaram uma festa para celebrar o amor que estava surgindo entre elas. Releia as páginas 22 e 23 e faça um desenho para ilustrá-la. (Representação pessoal.) 6. Segundo o texto, quem era Monãg? Monag era o deus criador de todos os seres vivos. 7. Numere os fatos na ordem em que aparecem no texto. ( 4 ) O urubu convocou um julgamento para resolver a situação. ( 2 ) O jakãmĩ resolveu tomar conta do japĩĩ e começou a carregá-lo nas costas. ( 5 ) O jakãmĩ ensinou o japĩĩ a voar. ( 1 ) Após um temporal jakãmĩ encontrou um pequeno japĩĩ pedindo por ajuda. ( 6 ) Após dois meses do primeiro julgamento, o segundo julgamento começou. ( 3 ) Surgiu um gavião que se incomodou com a amizade entre os dois pássaros e começou a reclamar da situação. ( 7 ) O julgamento foi suspenso e os pássaros comemoraram com uma grande festa.

5 Etapa 4 - Após vivência A última etapa do trabalho consiste da ampliação da temática e na produção de um produto final. O professor deve propor uma discussão com o grupo: assim como os pássaros conseguiram perceber os sentimentos de amor, carinho, afeto e companheirismo entre eles, também podemos assumir esses sentimentos e desenvolver atitudes que melhorem a convivência mútua. Sugerimos a realização da dinâmica troca de segredo. A TROCA DE UM SEGREDO Material necessário: quadrados de papel dobradura de cores variadas (20 X 20cm) e lápis. Desenvolvimento: os participantes deverão descrever, no verso de um quadrado de papel colorido (dobradura), uma dificuldade que sentem no relacionamento e que não gostariam de expor oralmente; O papel deve ser dobrado de forma idêntica por todos, formando um triângulo (ver imagens 1, 2 e 3 da sequência de dobradura). Após todos terem escrito e dobrado o papel, o professor deverá recolhê-los. No dia seguinte, o professor misturará e distribuirá os papéis entre os alunos, que assumirão o problema que está no papel como se fossem eles mesmos os autores, esforçando-se por compreendê-lo. Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver no papel e deverá propor uma solução ao problema apresentado. O grupo deverá ser orientado a assumir os soluções propostas como compromisso de atitude solidária. Esses compromissos serão adotados durante um período determinado, que será acordado com o grupo (por exemplo: uma semana, um mês etc.) São exemplos de atitudes esperadas: Auxiliar um colega quando ele estiver com uma dúvida; Buscar auxílio de um adulto quando presenciar uma situação de conflito; Chamar um colega diferente para brincar, tomar lanche junto, realizar um trabalho etc. Depois, cada aluno fará, com o papel dobrado que recebeu, uma dobradura que represente um pássaro (ver esquema de dobradura). Para finalizar, o professor proporá a montagem um painel coletivo permitindo que as crianças desenhem um cenário e colem suas dobraduras. O painel poderá ser exposto na própria sala de aula ou em ambiente externo adequado.

6 Instruções: FAZER DOBRADURA DE PÁSSARO. Avaliação Durante o desenvolvimento do projeto, o professor avaliará se o aluno foi capaz de: a) Apresentar compreensão global do texto; b) Participar das discussões e expressar argumentos adequados à temática.

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