FELIPE SCOTTI CALBUCCI

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3 Boas notícias animam o mercado de imóveis. A Caixa reduziu as taxas de juros do financiamento imobiliário desde o início de maio, quando se iniciou o 8º Feirão da Casa Própria em cinco capitais. A redução chega a até 21% sobre as taxas praticadas, para financiamentos com recursos do SFH. As maiores reduções são para detentores de relacionamento e conta salário. Para imóveis de até R$ 500 mil dentro do SFH, os juros passaram de 10% ao ano para 9%. Com relacionamento e conta salário, a taxa caiu para 7,9%. Se o cliente financiar imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do FGTS, e possuir relacionamento e conta salário, a taxa máxima diminuiu para 7,9%. E caiu para 7,4% se o cliente também for cotista do FGTS, inclusive para os financiamentos enquadrados no Programa Minha Casa Minha Vida, na faixa de renda acima de R$ Para imóveis fora do SFH (valor superior a R$ 500 mil), as taxas também caíram para 10% ao ano, ou para 9% com relacionamento e conta salário. Essas medidas permitirão que mais famílias comprem moradias e em condições melhores, bem como estimularão outras instituições financeiras a reduzirem os juros nos seus financiamentos imobiliários. Outra boa notícia: os financiamentos para aquisição e construção de imóveis no primeiro trimestre alcançaram R$ 17,6 bilhões, num aumento de 9,9% comparado ao mesmo período de Nos últimos 12 meses até março, os financiamentos evoluíram de R$ 62,2 bilhões para R$ 81,5 bilhões, crescendo 31% sobre os 12 meses anteriores. Ao divulgar estes dados, a Abecip anunciou que em março os depósitos na Poupança superaram os saques pela primeira vez em Com isso, a captação líquida do trimestre atingiu R$ 1,9 bilhão e o saldo das cadernetas era 11% superior ao de março de Como a Poupança é a principal fonte de financiamento do mercado imobiliário, é necessário manter a atratividade deste investimento. Ao mesmo tempo, os fundos voltados à aquisição de títulos públicos precisam reduzir suas taxas de administração. Isso evitará que, em nova redução dos juros, esses fundos percam investidores para a Poupança, o que poderia prejudicar o financiamento da dívida do governo. Neste sentido, a Caixa corretamente reduziu as taxas de administração de dois fundos de investimento. Foi uma forma inteligente de manter o financiamento da dívida interna, sem mexer na atratividade da Caderneta de Poupança. Contudo, diante da trajetória declinante de juros, chegou o momento em que se faz necessário mexer na remuneração da Poupança. Uma ideia interessante é remunerar os depósitos em um percentual da Selic mais TR. Outra é elevar para 70% a fatia dos recursos destinados ao financiamento imobiliário, e diminuir o compulsório da Poupança no Banco Central. Mas seria negativo se o governo permitir que os administradores da Poupança direcionem fatias maiores desses recursos ao financiamento da dívida interna, diminuindo a parcela do crédito para aquisição de imóveis. O financiamento imobiliário é hoje um dos pilares mais sólidos do crescimento do país.

4 CAPA SÃO PAULO TESTA EDITAL DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA NA HABITAÇÃO BB inancia convênio PMCMV-São Paulo Caixa busca tranquilizar construtoras Como construir em um mercado aquecido Norma orienta como deve ser o telhado Qualidade do concreto: debate prossegue Contra atrasos, agilizar processos Transporte do solo requer monitoramento Estônia busca oportunidades no Brasil Comasp divulga Madeira é Legal TRT debate prevenção de acidentes Estudo sobre PCDs é divulgado Capacitação é a palavra de ordem Painel recomenda diálogo com isco Informo a aprovação, por unanimidade, do requerimento do vereador Petiti Farmácia Comunitária (PSDB), de cumprimentos ao SindusCon-SP, pela publicação da revista Notícias da Construção março de 2012, que traz matérias de interesse do ramo da construção no Estado de São Paulo. Vereador Juvenil Silvério Presidente da Câmara Municipal de São José dos Campos CORREIO: R. Dona Veridiana 55, 2º andar, , São Paulo-SP Assinado acordo com trabalhador da Capital Prevenção de acidentes em obras da Copa Receita lança iscalização em Bauru Cursos e treinamentos agitam Ribeirão Campinas forma mestres de obras ROBSON GONÇALVES MARIA ANGELICA COVELO SILVA MARCOS MINICHILLO DE ARAÚJO MARIA ANGELICA L. PEDRETI ANTONIO JESUS DE BRITTO COSENZA JOSÉ ALFREDO PENTEADO ROSILENE CARVALHO SANTOS GILBERTO DE RANIERI CAVANI E OSMAR BECERE FELIPE SCOTTI CALBUCCI PRESIDENTE Sergio Tiaki Watanabe VICE-PRESIDENTES Cristiano Goldstein Eduardo May Zaidan Francisco Antunes de Vasconcellos Neto Haruo Ishikawa João Claudio Robusti João Lemos Teixeira da Silva Luiz Antonio Messias Luiz Claudio Minniti Amoroso Maristela Alves Lima Honda Maurício Linn Bianchi Odair Garcia Senra Paulo Rogério Luongo Sanchez Yves Lucien de Melo Verçosa DIRETORES Paulo Brasil Batistella (Jurídico) Salvador de Sá Benevides (Relações Internacionais) DIRETORES DAS REGIONAIS Antonio Carlos Ribeiro Abibe (Sorocaba) Eduardo Nogueira (Ribeirão Preto) Emilio Carlos Pinhatari (São José do Rio Preto) José Luiz Goulart Botelho (São José dos Campos) Luís Gustavo Ribeiro (Presidente Prudente) Márcio Benvenutti (Campinas) Renato Tadeu Parreira Pinto (Bauru) Ricardo Beschizza (Santos) Sergio Ferreira dos Santos (Santo André) REPRESENTANTES JUNTO À FIESP Titulares: Eduardo Ribeiro Capobianco, Sergio Porto Suplentes: João Claudio Robusti; José Romeu Ferraz Neto ASSESSORIA DE IMPRENSA Rafael Marko - (11) Nathalia Barboza - (11) Fabiana Holtz - (11) CONSELHO EDITORIAL Delfino Teixeira de Freitas, Eduardo May Zaidan, José Romeu Ferraz Neto, Maurício Linn Bianchi, Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, Odair Senra, Salvador Benevides, Sergio Porto SUPERINTENDENTE Antonio Laskos SECRETARIA Marcia Laurino EDITOR RESPONSÁVEL Rafael Marko REDAÇÃO Nathalia Barboza e Fabiana Holtz (São Paulo) com colaboração das Regionais: Ester Mendonça (São José do Rio Preto); Giselda Braz (Santos); Homero Ferreira (Presidente Prudente); Enio Machado, Pasquarelli Junior e Denise Kelen, Tatiana Vitorelli (São José dos Campos); Marcio Javaroni (Ribeirão Preto); Nerli Peres (Sorocaba); Sabrina Magalhães (Bauru); Sueli Osório (Santo André); Vilma Gasques (Campinas) ARTE E DIAGRAMAÇÃO Marcelo da Costa Freitas/Chefe de Arte Sanders Caparroz Giuliani/ Designer Gráfico PUBLICIDADE Vanessa Dupont (11) Pedro Dias Lima (11) Bruna Batista Avelino (11) ENDEREÇO R. Dona Veridiana, 55 CEP , São Paulo-SP Centro de Atenção ao Associado (11) CTP/ impressão: Pancrom Indústria Gráfica Tiragem desta edição: 13 mil exemplares Opiniões dos colaboradores não refletem necessariamente posições do SindusCon-SP O papel desta revista foi feito com madeira de florestas certificadas FSC e de outras fontes controladas.

5 Depois de várias medidas no âmbito da guerra cambial, o governo brasileiro mudou de tática e centrou fogo no front da competitividade. Essa foi a tônica do Plano Brasil Maior anunciado em abril. Indiretamente, é uma forma de reconhecimento da dificuldade do país em enfrentar os efeitos cambiais do tsunami monetário de quase US$ 9 trilhões promovido pelos países desenvolvidos desde Com isso, sem deixar de se preocupar com a valorização do real, o governo priorizou questões tão ou mais importantes, como os diferenciais em termos de custos de mão de obra e nossas carências de infraestrutura. A decisão é acertada. Em boa medida porque nem só de câmbio vive a competitividade. Além disso, o arsenal do governo brasileiro é mais vasto e pode ser mais eficaz quando a discussão vai além da esfera cambial. A linha de ação adotada se concentra em desoneração e estímulo ao investimento. No primeiro caso, o foco são os segmentos da indústria mais atingidos pela concorrência externa. No segundo, a logística de transporte e o crédito do BNDES. A manutenção do IPI reduzido para a linha branca e materiais de construção tem impactos relevantes. Segmentos como pisos cerâmicos e material plástico sofrem com a concorrência asiática. Já a troca da contribuição à Previdência por uma alíquota sobre o faturamento das empresas é mais ousada e de maior impacto. Pode ser um tiro certeiro para reduzir uma de nossas maiores vulnerabilidades, o custo de mão de obra. Mas seria importante que a medida também sirva como teste para mudar esses custos em todos os setores da economia. O que mais beneficia o trabalhador é o crescimento do emprego e dos salários em um contexto de formalização do emprego, caso típico da construção civil. Assim, se o custo a ser pago é a redução de alguns encargos, a troca é justa e favorável para empregados e empregadores. O estímulo ao investimento é um desafio maior. A melhor forma de avaliar suas chances de sucesso é olhar para o passado recente. Impulsionada pela ação do BNDES, a produção de máquinas e equipamentos, principal componente do investimento produtivo, cresceu 3,3% em Parece um bom desempenho, dado que o PIB teve alta de 2,7%. No entanto, se excluirmos os veículos pesados, houve queda de 2,2%. Ao mesmo tempo, a construção civil, segundo maior componente do investimento total, cresceu mais de 3,5% segundo o IBGE. Por que esse bom desempenho nos dois casos? Não há dúvida de que a expansão do crédito dos bancos oficiais foi decisiva. Mas tanto construção quanto veículos pesados estão mais protegidos da concorrência estrangeira do que a média da indústria. Se medidas cambiais têm fôlego curto e o protecionismo é indesejável, só resta mesmo ao governo centrar fogo na carga tributária e nos custos trabalhistas, dois pilares frágeis da competitividade industrial brasileira, ao mesmo tempo em que reforça o caixa do BNDES. O estímulo ao investimento com consequente alta da competitividade e da inovação será resultado desse conjunto de ações e não de nenhuma delas isoladamente.

6 Uma iniciativa cheia de boas intenções, mas que ainda precisará de ajustes para se tornar plenamente viável. Esta foi a impressão inicial dos empresários da construção civil frente ao lançamento da primeira Parceria Público-Privada (PPP) voltada à habitação de interesse social (HIS) do país, anunciada em abril pelo governo do Estado de São Paulo. Em princípio, PPP é sempre uma boa coisa. Mas esta é a primeira direcionada à área de HIS e, portanto, nem nós nem o governo temos vivência para saber se o que foi proposto está adequado, afirma João Claudio Robusti, vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP. O chamamento público para construção e reforma de 10 mil unidades habitacionais na cidade de São Paulo veio via Conselho Gestor das Parcerias Público-Privadas. A PPP será executada pela Secretaria Estadual da Habitação, por meio da Casa Paulista (Agência Paulista de Habitação Social). Os adquirentes dos empreendimentos serão financiados em 25 anos, com prestações fixas proporcionais à sua renda, seguindo o exemplo do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Os imóveis serão destinados prioritariamente (90% da demanda) às famílias com renda bruta de até cinco salários. Os demais 10% podem ser ofertados a famílias de até 10 salários. Para as menores faixas salariais, o comprometimento da renda não deve ultrapassar 20%. A preferência será dos que trabalham na região, como os funcionários públicos. No entanto, diferentemente do que ocorre com os conjuntos habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), a carteira de mutuá rios será administrada pelo investidor. O governo inverteu a lógica do investimento ao entrar só depois do fim das obras com o subsídio de parte do valor gasto pelo empreen dedor. Este montante será pago em 25 anos. Não dá para o Estado bancar sozinho um investimento deste tamanho, reconheceu Reinaldo Iapequino, subsecretário da Casa Paulista. A iniciativa privada pode apresentar projetos para unidades nos distritos da Sé e República e nos bairros do entorno do Brás, Bela Vista, Belém, Bom Retiro, Cambuci, Liberdade, Mooca, Pari e Santa Cecília, na capital paulista. As áreas foram escolhidas a partir de estudos encomendados pela Secretaria da Habitação, que revelaram o potencial para a oferta de moradias. As linhas de crédito poderão ser promovidas pelos parceiros privados, por investidores ou instituições financeiras a eles associados. Pontos essenciais A segurança jurídica do negócio e as garantias que o governo dará aos investidores serão fundamentais para mostrar às empresas que o modelo de PPP vale mais a pena do que o de contratação tradicional, pondera José Carlos Molina, conselheiro do Sindus Con- SP. Segundo ele, pontos essenciais, como o percentual de subsídio que será fornecido pelo governo e o limite de cobertura por inadimplência, ainda não estão definidos. Em entrevista exclusiva para Notícias da Construção, o secretário estadual de Habitação, Silvio Torres, mostrou-se otimista com a modelagem, mas manteve algumas dúvidas no ar: Estamos estudando o percentual máximo para o Fundo Garantidor. Ainda vamos estipular um limite, mas é certo que quanto

7 mais o parceiro privado incluir de risco no empreendimento, mais vai onerar o projeto, revelou. Segundo ele, ainda, na composição financeira da PPP, o montante de lucratividade que passar de percentual de retorno estipulado para o investidor será abatido do subsídio que seria dado pelo Estado. Entre as estratégias para seduzir a iniciativa privada, apontou Torres, está a promessa de agilizar, em favor de empreendedores, a desapropriação de terrenos ou prédios vagos e a execução por eles do direito de superfície sobre estes bens imóveis. O custo do terreno deve ser pago integralmente pelo investidor. Para Torres, o diferencial da PPP habitacional é que ela alia subsídio público à rapidez de planejamento e execução típica da iniciativa privada, atingindo as camadas de baixa renda com mais celeridade. Segundo ele, esta também é uma forma de o Estado ampliar seus investimentos. O governo reservou 3% da sua receita líquida para as PPPs. São R$ 30 bilhões. Temos de aproveitar estes recursos, afirmou Torres. Esperamos com esta PPP criar um caminho alternativo para que o setor privado atue em um segmento até agora pouco atrativo. Segundo ele, mais do que atacar o déficit habitacional, a PPP visa à reurbanização do centro com a mudança para lá dos trabalhadores da região. Por isso, terão prioridade projetos que incluam soluções criativas de melhoria da mobilidade urbana, acesso a equipamentos públicos, aperfeiçoamento da estrutura local e oferta e ampliação do comércio e serviços. Entre os projetos incentivados está o de manter espaços comerciais no andar térreo e apartamentos nos demais pavimentos. Para Torres, esses fatores também aumentam a atratividade para os empreendedores, que multiplicarão as suas possibilidades de receita. A iniciativa privada poderá prestar outros serviços, como a regularização de áreas ou a gestão condominial, lembrou. Propostas mescladas Pelo edital, empresas interessadas devem entregar seus projetos até setembro. As propostas aprovadas terão suas obras iniciadas em 2013, após processos licitatórios. Segundo Torres, inicialmente, empresas de engenharia e projetos poderão fazer estudos e apresentar modelagens para a PPP, incluindo o desenho de captação de recursos. O governo vai examinar e selecionar livremente as propostas, podendo se decidir pelos estudos de uma ou de várias empresas, e até mesclá-los (uma proposta de modelagem jurídica de um projeto com a financeira de outro). A licitação vem logo a seguir. Para mapear os locais que poderiam ser aproveitados, a secretaria contratou uma empresa que catalogou prédios, barracões, estacionamentos e terrenos. Entre eles há vários às margens de linhas de trem. Quem se candidatar a investir terá acesso ao estudo completo, garantiu Torres. No total, 50 mil unidades A expectativa do governo é que a iniciativa da PPP seja replicada para outras regiões do Estado. Além das 10 mil unidades na Capital, outras 40 mil devem ser disponibilizadas em parceria com empresas em dois novos chamamentos públicos, para projetos ao longo do litoral paulista ou em áreas de risco e favelas na Região Metropolitana de São Paulo.

8 Desde o início de maio, o Banco do Brasil (BB) recebe pedidos para financiar projetos habitacionais destinados a famílias com renda mensal de até R$ do Programa Minha Casa, Minha Vida, dentro da parceria com governo do Estado de São Paulo, que complementa em até R$ 20 mil o subsídio para esta faixa. O anúncio foi feito pelo diretor de Crédito Imobiliário do BB, Gueitiro Matsuo Genso, em reunião com 70 empresários da Apeop e do SindusCon-SP, na sede do sindicato, transmitida simultaneamente para 7 Regionais, em abril. Por sugestão do presidente do Sindus Con- SP, Sergio Watanabe, ao final da reunião ficou acertada a realização de novos encontros entre a Diretoria de Crédito do BB, o SindusCon-SP e a Apeop, para trocar ideias sobre o financiamento imobiliário do banco. Os vice-presidentes do SindusCon-SP João Claudio Robusti e Luiz Antonio Messias destacaram a necessidade de o BB atualizar periodicamente a avaliação sobre a capacidade da construtora de empreender diversas obras simultaneamente. O presidente da CompraCon-SP (Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo), Alexandre de Oliveira, ofereceu a colaboração das construtoras para esclarecer dúvidas sobre aspectos de engenharia e orçamentação das obras. Em sua apresentação, o gerente de Crédito Imobilário, Fabio Queiroz Alves, explicou que, para avaliar a capacidade de empreendimento da construtora, o banco leva em consideração fatores como o histórico dos últimos 5 empreendimentos concluídos, a carteira de empreendimentos em andamento, a disponibilidade de caixa e os limites de créditos abertos em outras instituições financeiras. Segundo ele, o crédito correspondente a essa capacidade de empreender é estipulada pelo período de um ano, mas pode ser revisto para cima antes disso. É como um cheque especial: se a empresa demonstrar que tem mais capacidade, reavaliaremos para aumentar o limite, disse. Já Genso informou que, das 73 mil unidades habitacionais do convênio com o governo paulista no âmbito do PMCMV, o BB pretende financiar 20 mil. Ele se dispôs a um diálogo permanente com o setor, para viabilizar as metas do programa no Estado, levando sugestões tanto ao governo estadual como ao federal. De seu lado, o gerente geral de Crédito Imobiliário, Jorge Atílio Cury, explicou que o sistema de financiamento disporá de ferramentas para que o tomador do crédito acompanhe on line todo o andamento, agilizando etapas até o repasse, inclusive. E o diretor de Distribuição de São Paulo, Walter Malieni Jr., colocou-se à disposição para enviar equipes do banco às construtoras interessadas, a fim de informar sobre todos os detalhes operacionais necessários. Participaram também o vice-presidente do SindusCon-SP João Lemos Teixeira, o vice-presidente da Apeop Osvaldo Garcia e o gerente executivo de Crédito Imobiliário da Caixa, Hamilton Rodrigues da Silva. (Rafael Marko) inanciamentos do BB

9 Em reunião com representantes da Apeop e do SindusCon-SP em abril no sindicato, dirigentes da Caixa procuraram tranquilizar as construtoras sobre a adoção do VPC (Valor Potencial de Contratação), o montante máximo de crédito estipulado pela Caixa para a contratação de financiamentos à produção pelas construtoras. O vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, externou a preocupação de que a instituição do VPC, ao limitar a concessão de crédito na faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (moradias destinadas a famílias com até R$ de renda mensal), crie insegurança entre os empresários, desestimulando-os e colocando em risco a meta de contratar 1,2 milhão de unidades habitacionais dentro dessa faixa até Reforçando, o vice-presidente de Obras Públicas, Luiz Antonio Messias, o presidente da Associação de Compras da Construção no Estado de São Paulo, Alexandre de Oliveira, e outros presentes informaram que, desde a adoção do VPC, alguns financiamentos, inclusive para a faixa 1, somente estão sendo aprovados mediante um aporte extra de recursos por parte das empresas solicitantes o que não acontecia anteriormente. Estes aportes acabam pesando no fluxo de caixa das empresas, em vez de fortalecê-lo, ponderaram eles. O superintendente de Risco da Caixa, Jair Mahl, afirmou que as considerações feitas serão levadas em conta. Segundo ele, 55% das construtoras que operam na faixa 1 têm VPC, e destas, 77% dispõem de um montante de crédito maior do que o utilizado. Além disso, 68% têm VPC disponível maior que seu faturamento e 32% igual ou menor que seu faturamento. Mahl argumentou que, até o momento, nenhum financiamento da segunda fase do PMCMV para a faixa 1 foi negado. Disse que a instituição está aberta para discutir casos pontuais e buscar soluções. E recomendou que haja muita conversa prévia para se mitigarem eventuais fatores que inibam a concessão dos financiamentos. No fechamento desta edição, a Caixa previa lançar uma cartilha orientativa sobre o VPC. O encontro foi aberto pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, e coordenado por Robusti. Além de Messias e Oliveira, participaram, entre outros, o coordenador do Comitê de Meio Ambiente, André Aranha, e o vice-presidente de Obras Públicas da Apeop, Osvaldo Garcia. Pela Caixa, compareceram, entre outros, o superintendente nacional, Mauricio Quarezemin, representando o presidente Jorge Hereda; o consultor da Vice-Presidência de Governos, Luiz Sugahara; o superintendente regional, Paulo Galli; o gerente de Engenharia, Sandro Gabrin, além de cerca de 20 diretores e gerentes da instituição e de mais 3 representantes da Casa Paulista. O evento contou com a participação de 80 pessoas e foi transmitido simultaneamente pela internet para 6 Regionais do SindusCon-SP. (Rafael Marko) Veja a apresentação da Caixa em construmail/img/1808/vpc_siduscon_se- COVI.pdf

10 A tentativa de mudança radical no escopo de contratação de terceiros para dar por finalizado o serviço somente após o andar ser concluído e não por metro quadrado é apenas uma das soluções na gestão de produção encontradas por uma das maiores empresas de construção civil do país para gerir 78 canteiros no trabalho de construção simultânea de mais de 28 mil unidades habitacionais. No Encontro sobre Projeto, Planejamento e Gestão de Obras que o CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) promoveu em abril, com o apoio do SindusCon-SP, a iniciativa serviu de exemplo para inspirar outras construtoras que vêm enfrentando a pressão do aumento da demanda por imóveis, dos atrasos nas obras e do surgimento de novas patologias antes e depois da entrega. O conselheiro do sindicato e diretor da Tecnisa Fabio Villas Bôas falou sobre os caminhos escolhidos pela empresa para resolver ou evitar estes problemas. A mudança no modelo de contratações é uma das oito soluções que ele apresentou. Além dela, a Tecnisa busca eliminar os próprios erros exigindo que as etapas de desenvolvimento de projetos, definição de equipes e integração dos que cuidarão do empreendimento sejam 100% feitas antes do início da obra. Mobilizamos a equipe muito antes de a obra começar. Assim, quando o canteiro for aberto, ela já saberá o que é o projeto e o que virá pela frente. Com isso, evitamos que os trabalhos iniciem efetivamente um mês depois, afirmou Villas Bôas. Os detalhes de logística, como a instalação da central de fôrmas ou de pré-moldados ou os cuidados com a periferia do canteiro, também são avaliados com antecedência. A organização de uma central de fôrmas, segundo Villas Bôas, é capaz de diminuir em 20% ou mais o custo de produção. Com a industrialização do canteiro, a Tecnisa também conseguiu baixar de 25% a 30% o tamanho das equipes de carpintaria. Tudo o que reduz a dependência de mão de obra é importante, comentou. Segundo o executivo, a comunicação entre o canteiro e o escritório também é essencial. Toda a documentação técnica deve ser descrita em linguagem adequada, no nível do trabalhador. Os desenhos e as explicações precisam ser mais simples e sempre usamos filmes para ilustrar as instruções, disse. Todas as ferramentas de controle disponíveis também servem de instrumento para que a produção seja mais eficiente, e o planejamento é a chave de tudo. Pensar antes custa menos. O planejamento tem de ser dinâmico. Se preciso for, deve receber ajustes todos os dias, afirmou. Simplificar e prever problemas Villas Bôas também aponta a simplificação dos projetos como um desafio das empresas. Não vamos conseguir atender a demanda se não tivermos menos personalizações nas plantas ou detalhes de fachada, mais industrialização e projetos para produção e se não eliminarmos os duplex, que agregam sozinhos mais um mês ao cronograma da obra, disse. Para a sobrevivência das empresas, também é fundamental fazer análises antes do lançamento, até porque depois dele o preço já está formado e a margem de manobra fica muito reduzida. Estamos fazendo cada vez mais estudos e simulações computadorizadas, o que sugere mais tempo despendido na fase de projeto, afirmou. Simpliicação de

11 Planejar também significa considerar o entorno da obra. Muitas vezes não dá para fazer uma parede de diafragma. Isso tem sérias implicações no projeto e na obra, lembrou. Da mesma forma, tornou-se essencial fazer sondagens e estudos de fundações cada vez mais aprofundados. Numa só obra encontramos sete diferentes tipologias de solo. Um deles era rochoso e deu trabalho para escavar, contou. A previsão inicial indicava o uso de 289 estacas escavadas, 162 hélices contínuas, 433 estacas raiz e 294 sapatas. Após o início dos serviços, usamos apenas 49 estacas escavadas, 107 hélices contínuas e 144 sapatas, mas fomos obrigados a instalar 828 estacas raiz, revelou. As restrições legais, como especificidades municipais, proibições de tráfego e regras das normas regulamentadoras do setor, não podem ser deixadas de lado. É preciso planejar com muita antecedência os pedidos de licença e incluir em contratos toda documentação necessária para atendimento às NRs. Segundo Villas Bôas, uma obra da Tecnisa continuava parada por nove meses à espera da aprovação da descontaminação do solo, providência que havia sido tomada dois anos antes. A NR 35, que regula o trabalho em altura exige treinamento de toda a equipe. Isso terá de ser levado em conta na confecção do cronograma, completou. No rol dos problemas, Villas Bôas enumerou ainda o enorme tempo gasto por engenheiros com burocracia e retrabalhos e a baixa qualidade de parte do concreto enviado às obras, aumentando o custo com ensaios, recuperação e, às vezes, meses de atraso. Gestão de operação Yorki Estefan, membro do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do Sindus- Con-SP e diretor da construtora e incorporadora Conx, também palestrou no evento sobre planejamento e gestão de operação de empresas do setor. Um bom sistema gerencial aumenta a velocidade e dá ritmo constante à produção, disse. A Conx criou um departamento com o objetivo de ter um sistema gerencial de informações que possibilitasse a tomada de ações e garantisse a velocidade e a fluência da produção dos demais departamentos. A empresa também adotou um sistema on line de pontuação de fácil operação e visualização atrativa. Na coleta de dados, cada gestor envia todo mês os relatórios do seu departamento ao gestor do sistema. A data do envio das informações é acertada com cada responsável de área, conforme fechamento dos resultados do mês anterior. Se a área de planejamento consegue fazer o fechamento até dia 10 de cada mês, o gestor da operação recebe na mesma data todas as informações para avaliação do indicador, exemplificou Estefan. A Conx trabalha com indicadores de metas corporativos e departamentais. Já os indicadores de planejamento físico garantem o prazo da obra (obras com mais de 6 meses para finalizar). Se o indicador mostrar até 3% de deslocamento da curva básica (verde), a obra está correndo no prazo adequado; se estiver entre 3,1% e 5%, acende o sinal amarelo; e, se for maior que 5,1%, liga o sinal vermelho, enumera Estefan. Cada departamento tem indicadores de metas específicas, que são comparadas com as expectativas iniciais da empresa. Além disso, reuniões de análise e resultados são feitas sistematicamente. São fundamentais para redirecionar rapidamente os trabalhos se as métricas não foram alcançadas. Além disso, os encontros promovem mais sinergia entre os setores e estimulam a geração de ideias para a melhoria dos processos. Territorial No Encontro do CTE também palestrou Ana Cristina Chalita, membro do CTQ do SindusCon-SP e executiva da Cyrela Brazil Realty. Ela discutiu os desafios de manter a qualidade e o bom nível de gerenciamento ao mesmo tempo em que expande territorialmente os negócios pelo Brasil. (Nathalia Barboza) airmou Yorki Estefan

12 Atualizada e modernizada. Assim ficou a Parte 5 (Requisitos para sistemas de coberturas) da norma técnica ABNT NBR /2008 Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos Desempenho, depois da revisão concluída em março. Segundo Ricardo Pina, membro do Comasp (Comitê de Meio Ambiente) do SindusCon-SP e coordenador da Parte 5 da revisão da Norma de Desempenho, muitos detalhes dos 18 tópicos da seção foram mudados para que entrasse em consonância com os requisitos de conforto acústico, este sim um dos temas mais polêmicos enfrentados pela Comissão de Estudo da NBR. A maior alteração ocorreu no item 8 (Segurança contra incêndio). Reescrevemos tudo, lembra Pina. O trecho foi realinhado para entrar em acordo com as normas brasileiras. Mudamos os indicadores e agora o item aponta para ensaios de materiais que constituem a estrutura contra o fogo. Também falamos do fogo na face externa da cobertura, do tempo mínimo de resistência às chamas e dos ensaios de avaliação de resistência a incêndios, enumera. No tópico de Termos e Definições, um dos primeiros do texto normativo, pequenas alterações conceituais também foram feitas. Havia termos em desuso, como telheiro, que significa o telhado com uma só água (lado), conta Pina. Já os critérios de avaliação do risco de arrancamento de componentes do sistema de cobertura agora fazem referência a alguns anexos. O texto está mais didático e aponta as premissas para os projetos, diz. Há também mais detalhes sobre as expectativas de desempenho do forro em relação a cargas fixadas nesta estrutura. Segundo a norma, os forros devem suportar a ação da carga vertical correspondente ao objeto que se pretende fixar, adotando-se coeficiente de majoração no mínimo igual a 3,0. A NBR também dá parâmetros para a carga de serviço e carga mínima de uso e determina que o construtor/incorporador informe a carga máxima de projeto no manual de operação, uso e manutenção. No item 7.5 (Requisito Ação do granizo e outras cargas acidentais em telhados), o texto ficou mais informativo e adequado ao tema em questão, admitindo pequenas avarias, contanto que não comprometam a estanqueidade do sistema, comenta Pina. Deslizamento O item 9 (Segurança no uso e na operação) é uma novidade. Entre os critérios, pedimos atenção a riscos de deslizamento de componentes e escorregamentos. Como premissa de projeto, por exemplo, exige-se estabelecer a inclinação máxima da cobertura a fim de evitar o deslizamento dos componentes ou que o projeto tenha meios de fixação, revela. Além disso, a norma abre espaço para a utilização de sistemas de coberturas que permitam acesso de veículos e cargas e a instalação de guarda-corpos.

13 O sistema deve propiciar condições seguras em manutenção e operação, bem como para a operação de dispositivos instalados sobre ou sob a cobertura, completa. Desempenho térmico A norma indica que, sendo o sistema de cobertura a parte do edifício habitacional mais exposta à radiação direta do sol, ele exerce predominante influência na carga térmica transmitida aos ambientes, influenciando diretamente no conforto térmico dos usuários e no consumo de energia para acionamento de equipamentos de ventilação forçada e/ou condicionamento artificial do ar. Por isso, o item 11 (Desempenho térmico) é um dos mais importantes da Parte 5. Os critérios de avaliação para determinar o nível de desempenho da isolação térmica da cobertura foram simplificados e agora são definidos segundo bases que proporcionem um desempenho térmico apropriado para cada zona bioclimática do país. No caso de coberturas que não atendam a esse critério simplificado, a verificação do atendimento ou não do desempenho térmico da edificação como um todo deve ser realizada de acordo com a parte 1 da NBR Já a parte de desempenho lumínico teve seu texto simplificado e a de desempenho acústico foi realinhada com as normas ISO. Por também pertencer à envoltória da edificação, usamos os mesmos parâmetros adotados para as fachadas, o que facilita a avaliação do todo, justifica Pina. Anexos Os anexos da Parte 5 estão mais robustos. A ideia, diz Ricardo Pina, é oferecer mais e melhores informações e inserir metodologias de ensaio baseados em resultados de testes que só ficaram prontos depois da elaboração da primeira versão da Norma de Desempenho. (Nathalia Barboza) Em abril, o SindusCon-SP, por meio do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade), promoveu uma nova rodada de conversas com representantes das entidades ligadas ao concreto, para discutir os transtornos causados às construtoras pelo recebimento de carregamentos de concreto com resultado baixo. O problema tem provocado a perda de prazo das obras e a elevação dos custos, porque exige a recuperação de estruturas já erguidas às vezes é preciso demolir uma peça ou reforçá-la com um anel de concreto armado. A nova reunião sobre a questão envolveu o coordenador do CTQ, Jorge Batlouni, e o coordenador do grupo de trabalho de Estruturas e Fundações do Comitê, Luiz Lucio, além de representantes da Abesc (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem do Brasil), Abramat (Associação Brasileira de Fabricantes de Materiais de Construção) e Abece (Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural). Na ocasião, os construtores voltaram a externar preocupação em relação à qualidade do material que chega aos canteiros de obra. Entenda o caso A grande pressão de demanda de concreto tem espremido o tempo de fabricação do insumo, fazendo com que o cimento chegue ainda quente aos silos das concreteiras, acelerando o processo de endurecimento do concreto. Qualquer mudança da composição do cimento obriga o tecnologista da concreteira a mudar o traço do concreto. Estas mudanças podem gerar concretos cujo traço não esteja bem aferido, resultando em produto não-conforme. (NB)

14 A avaliação do estágio atual dos projetos de edifícios para assegurar o desempenho ao longo da vida útil e contribuir com a racionalização e elevação da produtividade tem sido objeto de debate em vários ambientes da construção civil. De um modo geral, nossos projetos deixam lacunas importantes do ponto de vista de soluções tecnológicas para atender requisitos de desempenho, para assegurar a construtibilidade e a produtividade no processo produtivo. As reclamações de empresas construtoras sobre as deficiências dos projetos decorrem da constatação de problemas de várias naturezas que se manifestam durante a execução da obra e após a entrega, causando atrasos, custos, patologias, insatisfação dos clientes finais e comprometimento da vida útil com custos pós-entrega significativos. Por sua vez, as empresas de projeto reclamam das formas de contratação, remuneração incompatível com as responsabilidades que lhes são exigidas e planejamento e coordenação do desenvolvimento dos empreendimentos, entre outros aspectos da forma de organização do mercado. Sem julgamento de valor sobre as partes envolvidas, é preciso atuar corajosamente com mudanças da estrutura de mercado que gera estas condições. Em primeiro lugar, faltam-nos mecanismos regulamentares adequados para que riscos e responsabilidades sejam compartilhados de forma equilibrada no mercado. Os mecanismos como seguros de responsabilidade civil, seguro desempenho, certificação de desempenho seriam auxiliares para depurar o mercado, de modo a induzir que os projetos não apresentem problemas tão precocemente. Depurar o mercado significa ter exigências que permitam a permanência no mercado somente de profissionais com o conhecimento necessário, o que induzirá à busca de capacitação. Por outro lado, um reequilíbrio das relações entre projeto e incorporação/construção passa necessariamente por uma revisão na atividade de projeto sob a ótica dos efeitos sobre os empreendimentos, numa revisão completa e detalhada das lacunas de conhecimento que as empresas de projeto apresentam para a realidade atual dos empreendimentos e nas relações contratuais. Por sua vez, o conhecimento de quem contrata projeto e de quem coordena é fundamental para que as decisões como contratante privilegiem a boa arquitetura e a boa engenharia, sinalizando que quem tiver a capacitação necessária é valorizado por isso. Novas formas de remuneração de projeto são urgentes. A lógica do desenvolvimento de projeto nada tem a ver com o custo da obra, e o preço de qualquer produto ou serviço precisa ser formado a partir dos seus insumos que, neste caso, são basicamente horas e conhecimento técnico. E os riscos e responsabilidades precisam ser devidamente valorados. Mas o mais importante é que sejam estruturadas ações eficazes para se romper o círculo vicioso de atribuição de culpas por uma situação de mercado que precisa de atitude de todos os lados.

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18 Excesso de demanda impulsionada pelo crédito fácil e maior renda da população, combinada aos programas de incentivo do governo, levou ao cenário que vemos hoje no mercado de imóveis. Depois de ganhar velocidade sem precedentes em 2010, a indústria da construção civil agora começa a pisar no freio, pressionada pela escassez de trabalhadores qualificados, problemas de planejamento e riscos de execução. Entre os fatores que contribuíram para os atrasos na entrega de imóveis, a temporada de chuvas mais intensa, principalmente em 2009, é lembrada por Jorge Batlouni, coordenador do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP. Nesse sentido, ele acredita que a prefeitura deveria atuar de maneira mais preventiva. As galerias da cidade estão no limite, transbordam, estão entupidas ou com diâmetro insuficiente. É o caso de regiões como a Lapa, diz. Em termos estruturais, os profissionais do setor acreditam que os bancos e órgãos públicos deveriam ter se preparado melhor para esse crescimento. Sabíamos que o mercado ia crescer, portanto era preciso contratar mais gente para analisar financiamento, para liberar documentação. Não é possível crescer apenas em número de canteiros, cobra Maurício Bianchi, vice-presidente de Imobiliário do SindusCon-SP. A expansão dos quadros de funcionários das prefeituras responsáveis pela aprovação de projetos muitas vezes não acompanhou o ritmo de crescimento do mercado. Nós da iniciativa privada já subsidiamos o Plantas On Line, na década passada. Pagamos para fazer a uniformização de processos, lembra Bianchi. O programa Plantas On Line (www. prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao/plantas_on_line/) surgiu a partir da assinatura de um protocolo de cooperação técnica entre a Prefeitura de São Paulo e um consórcio de entidades da sociedade civil ligadas à construção. Ao ser lançado, sua principal meta era informatizar a aprovação de projetos para agilizar os prazos de licenciamento, trazendo transparência para todas as fases de aprovação, com prazos de análise pré-fixados. No site, construtores e incorporadores podem consultar a legislação municipal de uso e ocupação do solo e obras, além de acompanhar o andamento de seus processos durante a sua tramitação. À sua disposição os usuários também encontram ferramentas de busca, guias de aprovação e manuais de orientação. Na busca por orientações, os interessados também podem contar com um manual disponível na página do SindusCon-SP (www. sindusconsp.com.br/msg2.asp?id=2145). Nas cidades do interior do Estado, em especial, o vice-presidente aponta um

19 risco complementar, ao perceber que os cartórios e as prefeituras não estão muito habituados ao registro de incorporação. Tivemos que levar gente daqui para conversar com o cartorário. Experiência Na avaliação de Batlouni, o que ainda mais tem pesado nos atrasos é a falta de mão de obra de qualidade. A necessidade de profissionais qualificados é tanta que muitos acabaram queimando etapas. Hoje um engenheiro com cinco anos de experiência está assumindo responsabilidades de um profissional que deveria ter pelo menos dez anos de janela. O mesmo está acontecendo com mestres de obra, pedreiros, assistentes, azulejistas e assim por diante, destaca, ao afirmar que não há falta de pessoas, mas falta de capacidade. Bianchi concorda. Temos um problema estrutural enorme, mas acredito que a evolução do processo construtivo está ajudando a corrigir essa curva aos poucos, pondera. Hoje a remuneração de um engenheiro com dois, três anos de formado está muito superior ao que ele tem para oferecer, e esse profissional está assumindo responsabilidades acima de sua capacidade. Financeiramente, o atraso de uma obra não prejudica somente o comprador do imóvel, mas a construtora e a incorporadora também, que pagam multa por atraso, juros do financiamento no banco, têm seu custo fixo elevado e o lucro reduzido. Bianchi lembra ainda que na entrega o comprador do imóvel receberá um bem que seguiu reajustado pelo INCC índice que rendeu praticamente 7,5%, 8% ao ano durante toda a vigência do contrato. Nesse sentido, ambos citam a questão da transparência. Considero a falta de transparência um risco. As empresas precisam ter um canal mais próximo com o cliente, para dar satisfação sobre o empreendimento, diz Bianchi, ao reforçar que esse ponto não é uma questão de mercado, mas de ética. O vice-presidente avalia que, felizmente, o mercado da construção civil está menos vulnerável à atuação de oportunistas. Não vejo mais espaço para isso. Desoneração Diante da dimensão dos gargalos estruturais enfrentados pelo setor, Bianchi acredita que parte do problema poderia ser resolvida se o governo desonerasse todo e qualquer material pré-fabricado. Isso iria fomentar a industrialização de processos. Segundo Batlouni, a grande saída para a escassez de trabalhadores qualificados é a industrialização, que resultará em um produto final mais barato para o consumidor. Em termos gerais, para se consolidar no atual patamar em que se encontra, a construção civil brasileira precisa urgentemente do apoio do poder público para superar os atuais gargalos estruturais que se apresentam.

20 Por iniciativa do Comasp (Comitê de Meio Ambiente), o SindusCon-SP reu niuse com a Apetres (Associação Paulista das Empresas de Tratamento e Destinação de Resíduos Urbanos) e a Cetesb para discutir a gestão e o controle sobre a destinação de solo retirado dos canteiros de obra. O problema, segundo Horácio Pedro Peralta, diretor da Apetres, é que parte do solo contaminado fruto de escavações de obras não tem sido deposto nos aterros, que são o lugar correto de tratamento e disposição final de resíduos sólidos. Segundo Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do Comasp, o objetivo do grupo é evitar surpresas futuras com a geração de propostas de mecanismos públicos e privados para monitorar a destinação dos resíduos. Uma das sugestões é a de que as construtoras exerçam um controle maior sobre a destinação do solo. No caso de envio para aterros, a construtora precisa se certificar de que os mesmos são licenciados e verificar se o comprovante do recebimento é de fato emitido pelo aterro. A maior aproximação entre construtoras e aterros para troca de informações poderá garantir a legitimidade da documentação, afirma Lilian. No caso de envio para obras de nivelamento topográfico, é importante que a obra que esteja recebendo o material tenha autorização emitida pela prefeitura, que pode ser o alvará de movimentação de terra ou o alvará de aprovação, desde que conste em algum documento técnico a indicação da etapa de nivelamento topográfico, diz Lilian. Mesmo no caso de transferência de terra entre obras da mesma empresa, deve haver o controle da origem e destino do material. Outro cuidado importante é com a qualidade do material. A Resolução Conama 307/2002 define o solo proveniente de escavação como resíduo Classe A, ou seja, que pode ser destinado a um Aterro de Resíduos Classe A (nova denominação para o Aterro de Resíduos de Construção) onde a terra é armazenada para a reutilização futura. Outra destinação possível, não considerando o solo como resíduo e sim como insumo, é o seu uso em obras de nivelamento topográfico. A Resolução nº 56 (10/7/2010), da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, estabelece as diretrizes. Segundo Peralta, há informações de que parte dos caminhões com solo contaminado é mandada para cidades da Região Metropolitana ou para o Interior, onde a fiscalização é menor. Nossa preocupação é com o controle do contingenciamento da massa bruta dos resíduos orgânicos e químicos. Muita coisa está indo parar em local inadequado, o que vai gerar um enorme passivo ambiental em muitas cidades, disse. Peralta lembrou ser cada vez mais comum terrenos na Capital (áreas da avenida Luis Carlos Berrini, das marginais e à beira de linha férreas, por exemplo) com algum teor de contaminação. Outro problema tem sido o excesso de carga em caminhões que retiram a terra dos canteiros. Alguns deles carregam até 30% mais do que o volume máximo permitido pelo Conselho Nacional de Trânsito, comentou. Apetres e SindusCon-SP estudam uma ação conjunta informativa sobre os riscos legais, ambientais e de imagem de práticas assim. O grupo pretende sugerir à Prefeitura que fiscalize o transporte destas cargas e pede às construtoras que declarem a fonte do solo que ela possui e para onde ele foi encaminhado. (Nathalia Barboza)

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