O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE 1970-2001"

Transcrição

1 O IMPACTO DOS INVESTIMENTOS NO ESTADO DO CEARÁ NO PERÍODO DE Ricardo Candéa Sá Barreo * Ahmad Saeed Khan ** SINOPSE Ese rabalho em como objeivo analisar o impaco dos invesimenos na economia cearense e as relações enre invesimeno público e invesimeno privado. A hipóese dese rabalho é que não há crescimeno econômico susenável sem a exisência de invesimeno público eficiene e eficaz que aenda às demandas da economia esadual. Ese rabalho verifica empiricamene a exisência de efeios de complemenariedade ou subsiuição enre invesimenos privados e públicos, considerando a hipóese de não-esacinariedade das séries econômicas. Ao mesmo empo são discuidas as co-inegrações das séries de invesimenos privados, invesimenos públicos, população economicamene aiva empregada, consumo do governo e axa de inflação para equações de curo e longo prazos do produo e invesimeno. São uilizados dados de séries emporais no período de 970/200. Palavras-chave: esacinariedade, co-inegração, efeio subsiuição, efeio complemenariedade. INTRODUÇÃO Nos úlimos anos, o papel dos invesimenos no esado do Ceará em merecido uma grande aenção para o crescimeno econômico esadual. A parir de 987, o governo do esado buscou organizar suas finanças e a adminisração pública, além de focalizar as inervenções esaais na ofera de bens e serviços públicos e de infra-esruura e na criação de um ambiene favorável ao desenvolvimeno do seor privado; realizou um grande esforço para promover o crescimeno econômico com base no seor privado. Mesmo quando o Brasil foi afeado por crises fiscais e financeiras, a economia do Ceará * Economisa/ Mesrando em Economia Rural UFC; Bolsisa da Funcap; ** Ph.D em Economia Agrícola pela Universidade Esadual da Geórgia; Professor Tiular do Deparameno de Economia Agrícola da Universidade Federal do Ceará; Bolsisa do CNPQ; Teor. e Evid. Econ. Passo Fundo v. n. 20 p maio 2003

2 58 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 coninuou a crescer. De 987 a 200, o dio governo das mudanças araiu novos significaivos invesimenos privados na indúsria e na formação de uma moderna infra-esruura, o que permiiu elevar o PIB do Ceará mais rapidamene (3,4% ao ano) que o do Brasil (,7% ao ano). Esses elemenos caracerizam a imporância do crescimeno econômico e os bons fundamenos macroeconômicos como condições necessárias, mas não suficienes, para resolver eficazmene o problema da pobreza não só nesse esado, mas em odos os países em desenvolvimeno. Vasconcelos (999) ressala o êxio do volume de invesimenos quano à geração de empregos e de ineriorização do desenvolvimeno indusrial. Esse êxio foi obido principalmene pelo Programa de Incenivos ao Financiameno de Empresas (Provin), pelo Fundo de Invesimeno do Nordese (Finor), que, a parir de 995, passou a er um fluxo de liberalização maior conforme dados da Sudene, pelo Fundo Consiucional de Financiameno do Nordese (FNE), que eve no período de cerca de 9,% do oal dos recursos conraados, e, por fim, pelo Banco Nacional do Desenvolvimeno Econômico e Social (BNDES), que obeve no período de ,57% dos desembolsos realizados para o Nordese e,49% para o Brasil. Segundo Pinho (200), os efeios esruurais sobre a ofera apresenam-se ambíguos, por haver efeios que podem levar a um aumeno da ofera global, os quais podem ser simulâneos a efeios de diminuição dessa ofera global. O invesimeno público, ao uilizar recursos limiados e ao poenciar a produção de bens que sejam concorrenes ou subsiuos dos bens produzidos pelo seor privado, pode levar a um efeio crowding-ou no invesimeno privado. O invesimeno público pode poenciar a produção de bens complemenares aos produzidos pelo seor privado, como é o caso do invesimeno em infra-esruuras sociais e econômicas, permiindo desse modo um aumeno da produividade marginal do capial privado, do qual decorrerá um aumeno do invesimeno privado, produzindo-se, dessa forma, um efeio posiivo sobre a ofera. Como o invesimeno privado é uma variável endógena, a adoção de reformas econômica voladas para o mercado provoca o aumeno da imporância na formação de capial agregado. Além disso, são relevanes o efeio da insabilidade macroeconômica no nível de invesimeno privado e a relação de complemenaridade ou de subsiuição enre o capial público e privado (Melo e Junior, 999). A complemenariedade ou subsiuibilidade enre invesimeno público e invesimeno privado, e o conseqüene impaco sobre a ofera poencial da economia, não é As políicas adoadas a parir desse ano conseguiram balancear as conas públicas do governo, promovendo uma maior capacidade de invesir (em virude de uma geração de poupança) e arair invesimenos. A políica de conenção de gasos e de aumeno das receias e a conribuição da reforma adminisraiva permiiram um maior fluxo de invesimenos em infra-esruura.

3 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de independene da composição do capial público e da sua dimensão relaiva em face da capacidade produiva privada insalada. Ese esudo em como objeivo esimar, uilizando écnicas economéricas, um modelo de deerminação do impaco dos invesimenos na produção do Ceará. A parir desse modelo, além de se compreender melhor a sua dinâmica, pois percebem-se quais as principais variáveis que nele inerferem, podem-se fazer algumas previsões sobre a performance da economia para fins de inervenção. A análise dos impacos da axa de uilização da capacidade insalada sobre o crescimeno não pode ser feia ainda, porque se dispõe apenas de informações insuficienes. A hipóese dese rabalho é que não há crescimeno econômico susenável sem a exisência de invesimenos privados e públicos 2 eficienes e eficazes que aendam às demandas da economia. O rabalho é organizado da forma que a próxima seção apresena argumenos eóricos da abordagem neoclássica; na erceira pare feia uma revisão de lieraura eórica e empírica; as seções quaro, cinco e seis apresenam a meodologia, análise empírica e conclusões, respecivamene. O ópico final reserva-se à bibliografia. 2 UMA ABORDAGEM NEOCLÁSSICA O modelo do professor Joaquim Pinho (200) decompõe capial em privado e público. Para uma análise do impaco macroeconômico das despesas de invesimeno público que podem ser efeuadas pela esimação de uma função de produção esáica, procura-se aferir a dimensão da elasicidade do capial público. Uilizando uma função de Cobb-Douglas, relaciona-se o produo com os faores de produção e com a produividade oal dos faores, incorporando-se a doação de capial público como uma variável explicaiva: ( K, L X ) Y = A f, onde A represena um faor de produividade global da economia, K é a doação de capial da economia, L é a doação de rabalho e X é um veor que inclui ourosos faores que afeam o crescimeno do produo. A função de produção assume a forma: Y= A K α L β X γ () (2) 2 Com as conas públicas regulamenadas, o governo esadual, a parir de 987, promoveu políicas de aração de invesimeno nacional e inernacional, expandindo o índice de paricipação relaiva do Ceará no PIB do Brasil. Esa caracerísica da auação do seor público é semelhane à análise da produividade nos EUA, elaborada por Aschauer que, no período , concluiu que a diminuição da produividade nos EUA se relaciona com a diminuição da formação de capial público. No esudo de Aschauer (989), o impaco do capial público no produo do seor privado é superior ao impaco do capial privado.

4 60 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 Uma vez que se preende analisar o impaco do invesimeno público no produo, é necessário decompor o capial oal em público e privado. Assim, em-se: α α 2 Y= A KP KG L β X γ Pode-se exprimir esa equação em ermos de crescimeno, (3) dy Y = d A A Y KP + A KP Y d KP Y Y KG + A KG Y d KG Y + A Y L L Y d L L Y + A X X d X Y X A equação permie, enão, comparar os efeios de cada faor de produção sobre o produo. Uma oura ransformação usual consise na logariimização da equação (3), y = 2 a + α kp + α kg + β l + γ x, (5) sendo as variáveis em minúsculas a represenação dos logarimos das variáveis referidas aneriormene. Os coeficienes α, α, β e γ são, assim, as elasicidades do produo 2 relaivamene aos respecivos faores. No ocane à eoria neoclássica de deerminação de invesimenos, Jorgenson (apud Melo e Junior, 999) modelou que o esoque de capial desejado é função do cuso do capial e do nível da produção. O cuso de uilização do capial, por sua vez, é deerminado pelo preço de capial, pela axa de juros real, pela axa depreciação e pelo nível de imposos/subsídios incidenes sobre invesimenos. (4) 3 REVISÃO DE LITERATURA Os rabalhos ciados no Quadro seguem ouras eorias, além da neoclássica. A primeira é a do Modelo Acelerador dos Invesimenos, em que o invesimeno líquido é proporcional à variação do nível de produo; a segunda é a eoria sobre invesimenos nos países em desenvolvimeno, que sugere o seor público como grande responsável pela formação brua de capial e, por fim o Modelo Acelerador Flexível, que prevê a formação de expecaivas sob o nível de produo esperado, em que apenas aumenos persisenes eriam efeio sobre o esoque de capial desejado. Nesse senido, o leno movimeno do esoque de capial em direção ao nível desejado poderia ser associado ao relacionameno de crédio e aos cusos de ajusameno. Assim, o araso no processo de omada de decisão e implemenação dos invesimenos ajusaria apenas parcialmene o esoque de capial aual em seu nível desejado (Melo e Júnior, 999). No Quadro, que descreve caracerísicas e resulados de cinco esudos economéricos sobre o comporameno do invesimeno no Brasil, os quais servirão como referência para a elaboração da esimação da função de invesimeno para o esado do

5 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de Ceará, são apresenados os resulados de regressões obidas aravés de esudos realizados no Brasil quano à deerminação dos invesimenos. Caracerísicas da pesquisa Ronci Sudar Rocha e (99) (992) Texeira (996) Jacino e Ribeiro (998) Melo e Júnior (999) Dados anuais Variável endógena IP IP lnip lnip lnip Demanda agregada Y** UTCAP * Invesimeno do seor público KG IG** Preços dos faores Disponibilidade de crédio Escassez de divisas Insabilidade econômica U/W, U -/E -** Variável omiida Variável omiida Variável omiida Variável omiida BNDES** Variável omiida IGPT ** lny* LUTCAP lny lnig -2* lnig lnig R- Variável omiida Variável omiida Variável omiida Variável omiida lnbndes Variável omiida IGPT R Variável omiida Variável omiida lnigpt Resulados da regressão R 2 = 0,90 R 2 ajus.= 0,98 R 2 = 0,98 R 2 = 0,75 R 2 = 0,89 NOTA: Os símbolos das variáveis indicam: produo inerno bruo (Y), Invesimeno Privado (IP), Grau de Uilização da Capacidade insalada (UTCAP), Esoque de Capial do Seor Público (KG), Invesimeno do Seor Público (IG), Cuso de Capial (U), Taxa Salarial (W), Cuso de Maéria Prima (E), Taxa de Juros (R), Crédios liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimeno Econômico e Social (BNDES) e Taxa de Variação do Índice Geral de Preços (IGPT). Os símbolos * e ** indicam a significância esaísica respecivamene de % e 5%. Os resulados dos rabalhos de Ronci (99), Sudar (992) e Rocha e Texeira (996) foram reirados de Melo e Júnior (999). Quadro - Esudos empíricos sobre invesimenos privados no Brasil A escolha do número de variáveis para explicar o impaco dos invesimenos na produção idenifica variáveis macroeconômicas ou políicas mais imporanes para programas que busquem a elevação da axa de invesimeno. Conforme Juso (2002), uma expansão da ofera induzirá a expansão da demanda, provocando a geração de poupança. A expansão da demanda via aumeno da ofera ocorre por rês caminhos: o primeiro é o efeio renda, em que o aumeno do produo faz aumenar a demanda por bens, embora não necessariamene; o segundo dá-se pela ampliação da demanda por insumos e maérias-primas necessárias para a produção de bens (encadeamenos para rás), cuja ofera esá sendo ampliada e, por fim, se a ampliação da ofera esiver sendo feia com cusos decrescenes, uma possível redução nos seus preços induzirá à ampliação da demanda desses produos em indúsrias que uilizem maérias-primas. A amplia-

6 62 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 ção na ofera ambém gera poupanças que podem induzir o aumeno dos invesimenos, permiindo a ampliação da capacidade produiva. A ampliação endógena da demanda (em função do aumeno da ofera) permie nova ampliação da capacidade produiva, favorecendo a coninuação do processo. A ampliação da demanda, aliada à maior disponibilidade de poupanças, cria condições favoráveis à realização de novos invesimenos. A realização de novos invesimenos, endógenos ou não, conribui para a ampliação da demanda uma vez que esses invesimenos se incorporam à capacidade produiva, permiindo a coninuação do processo. Desse modo, a expansão da capacidade produiva orna-se uma condição não apenas necessária, mas suficiene para o crescimeno econômico, dando ao invesimeno um papel crucial como variável de desenvolvimeno. Conforme Jacino e Ribeiro (998), um reflexo posiivo do invesimeno público pode ser associado à geração de infra-esruura (ranspore, comunicações, energia elérica), a qual auxilia no aumeno da produividade do capial privado. Como um componene da demanda agregada, induz o invesimeno privado, aravés do incremeno da demanda por bens e serviços desse seor, e o aumeno da disponibilidade de recursos, em razão dos efeios posiivos sobre o produo e poupança agregada, caracerizando um efeio de complemenariedade. Por ouro lado, o invesimeno por pare do seor público pode reduzir o invesimeno privado, uilizando recursos físicos e financeiros que esariam disponíveis ao seor privado. O exemplo clássico seria a elevação das axas de juros, cuja finalidade é financiar os gasos do seor público aravés de uma maior remuneração dos íulos públicos, conribuindo para a redução da disponibilidade do crédio para o seor privado, reduzindo, ambém, o invesimeno desse seor e resulando no efeio subsiuição. Conforme Telles (2000), enre ouros, os gasos governamenais (G ) significam exernalidades posiivas para invesimenos do seor privado. Deve-se noar, porém, que, diferenemene das eorias keynesianas, os gasos governamenais não buscam gerar crescimeno aravés de um impulso na demanda, mas, anes, os gasos são orienados a fim de esimular a ofera. 4 METODOLOGIA 4. Base de dados Com o objeivo de verificar a hipóese sugerida nese arigo, foram direcionados esforços no senido de colear e agrupar variáveis qualiaivamene saisfaórias e capa-

7 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de zes de guardar o máximo possível de analogia com a eoria econômica. As séries hisóricas do invesimeno governamenal (IG ), axas de juros reais (J ), consumo do governo esadual (G ), invesimeno privado (IP ), população economicamene aiva empregada (PEA ) e produo inerno bruo a preço de mercado (PIB ) foram obidos aravés do Insiuo de Planejameno do Esado do Ceará Iplance, sendo IG,G IP e PIB deflacionados expressos a preços consanes de Já as axas de inflação foram obidas como o índice de preços do IGP-DI da Fundação Geúlio Vargas FGV exraídos de Ribeiro (2002). As variáveis IP e IG foram calculadas considerando a auação do capial na consrução e na aquisição de equipamenos. 4.2 Modelo economérico O modelo economérico proposo para esudar a evolução do PIB do esado do Ceará a longo prazo (modelo de longo prazo ou modelo ), baseado em Pinho (200), Melo e Júnior (999), Juso (2002), Jacino e Ribeiro (998) e Vasconcelos (999), é o seguine: PIB f ( IP IG G PEA DM DR =,,,,, ) (6) IP = f ( PIB, IG, R, J ) (7) Em que: IP = invesimeno bruo do seor privado; PIB = produo inerno bruo a preço de mercado; IG = invesimeno bruo do seor público; J = axa real de juros (proxy para cuso de uilização do capial); G = consumo do governo esadual (variável de conrole para os ajuses fiscais); PEA = população economicamene aiva empregada; DM = variável dummy para capar a influência da adminisração governo das mudanças. Toma valor de zero no período e valor um no período de ; DR = variável dummy para capar a influência do Plano Real do governo federal. Toma valor zero no período de e valor um no período de ; = axa de inflação anual (proxy para insabilidade e incereza). R A parir da expressão anerior (equações 6 e 7), esimou-se o seguine sisema economérico para o período 970/995, com as variáveis expressas em logarimo (ex-

8 64 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 ceo a axa de juros reais), de modo a ober direamene as elasicidades das variáveis. Produo e invesimenos privados são variáveis deerminadas simulaneamene. Percebe-se isso claramene aravés do modelo (modelo de longo prazo) para o Ceará a seguir: L( PIB ) L = 0 + βl( IP ) + β 2 L( IG ) + β 3L( PEA ) + β 4L( G ) + β 5DM + β 6 β DR + υ ( IP ) 7 + β 8L( PIB ) + β 9L( IG ) + β0l( R ) + β = β ( J ) + ϖ Os parâmerosυ e ϖ são os ermos de perurbação esocásica das equações 8 e 9. e L ( IP ) são variáveis endógenas no modelo, ou seja, deerminados denro do modelo e as demais são variáveis exógenas. Na esimação do modelo economérico espera-se, conforme a eoria econômica, que β >0, ð β >0, β 2 3 >0, β >0, β 4 8 >0, β 0 <0 e β <0, enquano o sinal do coeficiene β 5, β 6 e ð β 9 pode ser negaivo ou posiivo. Espera-se que o aumeno da população economicamene aiva empregada, dos invesimenos privados e dos invesimenos públicos gere um aumeno no PIB e, ainda, segundo Melo e Júnior (999, p. 060), em conformidade com o modelo do acelerador dos invesimenos, espera-se que o aumeno do PIB gere um aumeno dos invesimenos privados, pois mais produção requer mais invesimeno. Uilizada como proxy da incereza e insabilidade, espera-se que a elevação da axa de inflação deprima os invesimenos do seor privado; a hipóese implícia aqui é que a insabilidade aumena o preço da espera por nova informação e aumena o risco empresarial. A relação enre as variáveis IP e IG é ambígua porque pode predominar ano o crowding-in como o crowding-ou enre as duas formas de invesimeno. IP é uma variável endógena porque a adoção de reformas econômicas orienadas para o mercado conduz ao aumeno da imporância relaiva dos invesimenos privados na formação de capial agregado. E IG em um papel significaivo nas economias em desenvolvimeno, pois considera-se que o IG em infra-esruura, ao elevar a produividade geral da economia, inceniva o invesimeno privado (Aschauer, 989). Uma mudança em υ (equação 8) proporcionará variações no logarimo do produo inerno bruo, o que implica que o invesimeno privado ambém se modifica. O mesmo aconeceria ao produo inerno bruo se houvesse alguma mudança em ϖ (equação 9). Dessa forma, um dos pressuposos básicos do modelo clássico de regressão linear, 3 co-variância zero enre uma variável explicaiva ou exógena e o ermo de perurbação 3 Os pressuposos do modelo clássico (Gujarai, 2000). (8) (9)

9 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de esocásica é violado, impossibiliando a uilização do méodo dos mínimos quadrados ordinários (MQO) nas equações 8 e 9, pois resularia em parâmeros viesados e inconsisenes. Nesse caso, o méodo recomendado é o de equações simulâneas. Para calcular a equação reduzida do produo, como é mosrado a seguir, subsiuindo a equação 9 na equação 8, emos: L ( PIB ) 0 + π L( IG ) + π 2L( PEA ) + π 3L( G ) + π 4DM + π 5DR + π 6L( R ) + π 7 Em que: = π ( J ) + ε π π π = β 0 + β β β β4 = β β ββ0 = β β 8 8 β 8 7 π π π 4 7 = β + β 9 β β β β5 = β β ββ = β β π π ε 2 5 β3 = β β β6 = β β β ω υ = ββ8 onde os π S são os coeficienes na forma reduzida pelos quais se esimam os coeficienes esruurais se as equações forem idenificadas. Conforme o modelo, que descreve uma relação esável de longo prazo do PIB e invesimeno privado, conforme procedimeno de um modelo de equações simulâneas, na seqüência, esuda-se a dinâmica de curo prazo por meio da consrução de um modelo de correção de erros (MCE), que é, nesse caso, chamado de modelo 2. O modelo de correção de erros a curo prazo ou modelo de correção de erros (modelo 2) é expresso a seguir: LPIB = α LIP + α LIG + α LPEA + α LG + α υ + η LPIB + φ LIP = α LPIB + α LIG + α J + α LR + α ω + η LPIB + η LPIB + η LIP + ξ (2) O modelo de correção de erros, além de considerar variáveis em primeiras diferenças, inroduz os resíduos das equações de longo prazo defasados em um período. (0) () 4.3 Teses univariados e co-inegração A análise univariada das séries esá baseada nos eses DF (Dickey Fuller) e ADF (Dickey Fuller Aumenado), para deecar a exisência de raízes uniárias. Esses eses indicam-nos para que grau de inegração as variáveis podem ser omadas como esacionárias. Os eses DF e ADF consisem em esar a hipóese H 0 : β = 0 nas equações aneriores conra a hipóese alernaiva de esacionaridade ( H : β< 0 ). Se a hipóese

10 66 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 nula não for rejeiada, isso é consisene com a série possuir uma raiz uniária, iso é, a série não é esacionária. Nos eses ADF foram considerados aé dois desfasamenos para ulrapassar a possibilidade de auocorrelação dos erros. Para eviar a possibilidade de sobrediferenciação (overdifferencing), as variáveis foram, em primeiro lugar, converidas em logarimos (naurais) e esadas em nível: no caso de acusarem a presença de uma raiz uniária, são calculadas e esadas as primeiras diferenças (ordinárias) das variáveis; caso volem a acusar a presença de uma raiz uniária, são obidas e esadas as segundas diferenças. Diferenças de ordem superior à segunda, devido a sua difícil inerpreação econômica, não são aconselhadas. Serão os resulados obidos com os eses DF e ADF que deerminarão a perinência da inclusão da endência. Trabalhar com as séries em nível, inegradas de primeira ordem, como as séries emporais desa pesquisa, embora permiam capar as relações de longo prazo enre as variáveis, produz muio provavelmene o fenômeno das regressões espúrias. Por ouro lado, a regressão uilizando a primeira diferença, uma vez que as séries emporais são esacionárias em primeira diferença, embora elimine a possibilidade de regressões espúrias, provoca a perda da relação de longo prazo. Uma siuação em que se pode rabalhar com o nível das séries sem correr o risco de regressões espúrias ocorre quando as séries são co-inegradas. Daí a imporância da análise de co-inegração, pois um ese para coinegração pode ser pensado como um pré-ese para eviar siuações de regressão espúria. (Granger apud Gujarai, 2000:732). Conforme Engle e Granger (987), a definição de co-inegração é a seguine: seja x um veor (N x ), os componenes de x são dios co-inegrados de ordem (d, b), denoado por x ~ CI (d, b), se: ) odos os componenes de x são I (d); 2) exise um veor α 0 al que z = α x ~ I (d - b), b > 0. O veor α é chamado veor de coinegração. Assim, a definição de co-inegração requer, em primeiro lugar, que odas as variáveis do modelo sejam inegradas da mesma ordem. A segunda condição é que a combinação linear das variáveis do modelo resule em uma série, cuja ordem de inegração é menor do que as das séries originais (Hendry e Juselius, 999). Isso não basa, porém, para garanir o equilíbrio de longo prazo enre as funções; é necessário que as duas manenham ao longo do empo uma disância aproximadamene consane; elas devem mover-se de forma sincronizada e, para que isso ocorra, o resíduo eð em de ser inegrado de ordem zero. Assim, se ε ~ I (0), os resíduos da regressão serão esacionários.

11 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de Uma vez que há necessidade de idenificar a esacionaridade das séries, a primeira eapa do ese de co-inegração corresponde à aplicação da raiz uniária para esar a ordem de inegração de cada série. Caso se conclua que as séries emporais apresenam a mesma ordem de inegração, passa-se para a segunda eapa, que consise em verificar se os resíduos são de ordem I (0), ou seja, se as variáveis se co-inegram conforme o procedimeno Engle-Granger. Tais resíduos são os próprios resíduos da regressão esimada por mínimos quadrados ordinários. A hipóese nula desa segunda eapa do ese de co-inegração é: H 0 : as séries não são co-inegradas, ou H : as séries são co-inegradas Engle e Granger recomendam duas formas para esar a hipóese H0, quais sejam, o ese de Dickey-Fuller Aumenado e a esaísica de Durbin-Wason, ambos elaborados sobre os resíduos. Nese rabalho, adoaremos o ese Dickey-Fuller Aumenado. Mosrando-se que as séries são co-inegradas, ou seja, que há uma relação de equilíbrio a longo prazo enre elas, a curo prazo, enreano, pode haver desequilíbrio. Porano, podemos raar o ermo erro correspondene às séries esadas, como coinegradas, como um erro de equilíbrio. E podemos usar esse erro para ligar o comporameno da série a curo prazo com seu valor a longo prazo, como um mecanismo de correção de erros, que corrige quano ao desequilíbrio, resulando em um modelo que consise num modelo de correção de erros. O resíduo desse novo modelo, por sua vez, ambém deve ser um ruído branco. No presene caso, o modelo dinâmico de curo prazo indicará como as variáveis LPIB e LIP se ajusam diane de choques aleaórios não capados pelas variáveis explicaivas e fornecem informação sobre a velocidade de ajusameno de LIP em direção ao equilíbrio de longo prazo. O coeficiene de resíduo defasado em um período, obido das equações de equilíbrio de longo prazo, represena a resposa dos desvios ano de invesimeno quano do PIB em relação ao equilíbrio. Se esse coeficiene não for esaisicamene significaivo, infere-se que PIB e invesimeno privado não se ajusam para corrigir os desvios do equilíbrio. Decidiu-se, ambém, esimar os resulados do modelo de auo-regressão veorial - VAR com aqueles obidos para a mesma economia aravés do modelo de equações simulâneas (MES) e, desse modo, idenificar qual o modelo que melhor se ajusa à realidade cearense em ermos de previsão.

12 68 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 O modelo VAR é uma generalização para séries emporais múliplas do modelo auo-regressivo univariado, onde as regressões obedecem à mesma esruura para odas as equações individuais. Nesse modelo, cada variável endógena, ou dependene, é explicada por seus valores defasados e pelos valores defasados das demais variáveis endógenas e exógenas presenes. Embora a dicoomia endógena/exógena, crucial para os modelos esruurais, perca muio o seu senido em modelos auo-regressivos. Porém a inclusão de see variáveis exógenas no VAR, variáveis presenes ambém no modelo de equações simulâneas, deve-se ao fao de que esimaivas prévias revelaram que essa inclusão melhorava sensivelmene o poder precepivo e a coerência das soluções enconradas. Modelos dessa forma são mais radicionalmene denominados Varmax, que é um VAR puro onde foi acrescenado um veor de variáveis exógenas. 5 ANÁLISE DE RESULTADOS 5. Teses de raiz uniária As séries a serem esadas são: PIB, IP,G, IG, PEA, R. Quando a denominação de uma variável aparece precedida da lera L, esa indica o logarimo da variável. Por exemplo, LIP simboliza o logarimo do invesimeno privado; quando a variável aparece precedida da lera, indica a primeira diferença da variável. Por exemplo, LIP,, simboliza a primeira diferença logarima do invesimeno privado, ou seja, é formada pela seguine diferença: LIP = LIP - LIP -. Para deerminar a ordem de inegração das séries de empo relacionadas com o PIB, foi uilizado o ese Dickey e Fuller Aumenado (ADF), incluindo uma consane. Os resulados, produos da aplicação do ese ADF, aparecem nas abelas e 2. O ese da raiz uniária no modelo DF é feio a parir da seguine relação: Y = ( ρ ) Y + µ. A hipóese nula a esar é ρ =, ambém chamada hipóese da raiz uniária, implica que, se ela é verdadeira, Y será uma variável não esacionária. Sob ese de hipóese, é incorreo o uso da disribuição -Suden para realizar previsões. No enano, muias das séries econômicas apresenam uma raiz uniária. Em ermos gerais, se Y em uma raiz uniária, será inegrada de ordem um I () e, em conseqüência, a primeira diferença desa variável ( Y ) é esacionária e inegrada de grau zero I (0).

13 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de Tabela - Seqüência de eses DF com as variáveis em nível Variável τ -adf Coeficienes Desvio-padrão Defasagens LPIB -2, LPIB LPIB LIP LIP LIP LIG LIG LIG LPEA LPEA LPEA LG LG LG LR LR LR Fone: Esimaivas próprias. Os valores críicos do ese Dickey-Fuller são os da disribuição calculada por Mackinnon, disponíveis no pacoe economérico E-views. Valores críicos -2,908 (5%) e 3,536 (%). Obs.: Valores críicos do ese DF (consane incluída). Período amosral 970 a 200. Os valores críicos ao % (*), 5%(**) e 0%(***) de nível de confiança para o esaísico DF. A disribuição correa para avaliar a presença de uma raiz uniária, no modelo ADF, é a disribuição Dickey-Fuller. 4 Os resulados do ese ADF para as variáveis ano em níveis quano em primeiras diferenças são apresenados nas abelas e 2. Os valores críicos ao % (*), 5%(**) e 0%(***) de nível de significância para o esaísico DF aparecem na Tabela. Observa-se que não é possível rejeiar a hipóese nula da exisência de uma raiz uniária nas variáveis em níveis (LPIB, LIP, LPEA, LIG, LG, LR ) em razão de o valor críico do DF ao %, em ermos absoluos, ser maior do DF calculado para cada uma dessas variáveis. Alernaivamene, observamos que a primeira diferença das mesmas variáveis ( LPIB, LG, LIP, LPEA, LR, LIG ) rejeia a possibilidade de exisência de uma raiz uniária. A parir disso, podese afirmar que as variáveis relacionadas com a produção seriam inegradas de grau um I (), iso é, não esacionárias. 4 O valor dessa esaísica depende da presença ou ausência do ermo consane e/ou endência.

14 70 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 Tabela 2 - Seqüência de eses ADF com as primeiras diferenças das variáveis Variavel τ -adf Coeficienes Desvio-padrão Defasagens LPIB * LPIB ** LPIB * LIP * LIP * LIP * LIG * LIG * LIG -3,44045** LPEA * LPEA *** LPEA LG * LG * LG ** LR * LR * LR *** Fone: Esimaivas próprias. Os valores críicos do ese Dickey-Fuller são os da disribuição calculada por Mackinnon, disponíveis no pacoe economérico E-views 2.0. Valores críicos-2,909 (5%) e 3,540 (%). Obs.: Valores críicos do ese ADF (consane incluída). Período amosral 97 a 200. Os valores críicos ao % (*), 5%(**) e 0%(***) de nível de confiança para o esaísico ADF. O ese ADF deriva do ese DF quando se adicionam as defasagens do ermo em primeiras diferenças da regressão. O propósio das defasagem é ornar os resíduos uma variável que enha comporameno de um ruído branco. Novamene, a hipóese nula a esar é a de exisência de uma raiz uniária. Assim, uma esaísica ADF significaivamene grande, em ermos de valor absoluo, rejeiaria a hipóese nula e sugeriria esacionariedade na variável em esudo. A definição do número de defasagens que esclarecem as séries esudadas, no ese ADF, deu-se aravés da maior significância (%) das defasagens (lags) incluídas na regressão. O ese ADF, com consane e uma defasagem, sugere que as séries em níveis LPI- B, LIP, LG, LPEA, LIG, LR, são inegradas de ordem um, I () ver Tabela, e as primeiras diferenças das mesmas ( LPIB, ð LG, LIP, LPEA, LR, LIG ) são inegradas da ordem zero, I (0), iso é, as séries em níveis são não esacionárias, mas se ornam esacionárias em primeiras diferenças. Em suma, os eses ADF aplicados sobre variáveis que deerminam o produo do esado do Ceará confirmam que essas podem ser descrias como um passeio aleaório

15 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de inegrado de grau, e não esacionário, que em de ser diferenciado para se ransformar em um ruído branco, iso é, numa variável esacionária. 5.2 Análise dos modelos de curo e longo prazos Foram levados em consideração, para a escolha das equações esruurais, os seguines ponos: a consisência com a eoria econômica, o poder explicaivo da regressão e o nível de significância dos parâmeros. A ransformação logarímica é aplicada às séries de empo com o propósio de esabilizar a endência crescene da variância das séries originais. Para deerminar a ordem de inegração das séries em sido uilizado o ese Dickey e Fuller aumenado (ADF), incluindo um ermo consane. A Tabela 3 apresena os resulados dos eses inegração das variáveis. Conclui-se que as séries LPIB, LG, LIP, LPEA, LR e LIG para o Ceará são inegradas de ordem um, I (), e as primeiras diferenças das mesmas séries são inegradas da ordem zero, I (0), iso é, ano o logarimo do produo inerno bruo, invesimeno privado e invesimeno público, quano o logarimo da axa de inflação são não esacionários em níveis, mas se ornam esacionários em primeiras diferenças (vide Tabelas e 2). Tabela 3 - Ordem inegração das séries relacionadas ao modelo equações simulâneas Variável Inegração Tipo Variável Inegração Tipo LPIB I () Não esacionária LPIB I(0) Esacionária LIP I () Não esacionária LIP I(0) Esacionária LIG I () Não esacionária LIG I(0) Esacionária LPEA I () Não esacionária LPEA I(0) Esacionária LG I () Não esacionária LG I(0) Esacionária J I () Não esacionária J I(0) Esacionária LR I () Não esacionária LR I(0) Esacionária Fone: Resulado dos ese AD e ADF, abelas e 2. No modelo, represena a relação de equilíbrio de longo prazo, onde se analisa o impaco dos invesimenos público e privado no crescimeno da produividade, uilizando uma abordagem da função de produção. Variáveis dummy são uilizadas para perceber mudanças macroeconômicas (governo das mudanças e Plano Real) sobre o produo. Os parâmeros esimados por MQO2, da relação de longo prazo ou equações de co-inegração (iso é, o modelo ), para o Ceará são mosrados na Tabela 4. Duas equações compõem a Tabela 4 porque as variáveis imporanes não apresenaram uma significância conjuna para explicar o comporameno do PIB.

16 72 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 Tabela 4 - Resulados do modelo de equações simulâneas de longo prazo Resulados para a equação 8 Variável Coeficiene Desvio-padrão Esaísica- Prob. C LIG LIP LPEA LG DR DM R 2 = F de Breusch -Godfrey = [ ] DW = F de Whie =.7236[ ] N=32 (970/200) F- de Senedcor = [ ] Resulados para a equação 9 Variável Coeficiene Desvio-padrão Esaísica- Prob. C LPIB LR LIG J R 2 = Fde Whie = [ ] DW = F de Snedcor = [ ] N=32 (970/200) F de Breusch -Godfrey = [ ] Fone: Esimaivas próprias. Obs.: Os resulados enre colchees mosram o nível de significância. Os resulados mosram que os sinais dos coeficienes da regressão de co-inegração ou relação de equilíbrio de longo prazo para o Ceará confirmam, de um lado, as hipóeses eóricas para as variáveis dummy, feias eoricamene, e de ouro, ouorgam efeio negaivo de DM e DR sobre LPIB. A baixa significância esaísica da variável LIG na equação 9 pode ser explicada pela crise fiscal em que o esado do Ceará passou no período de De acordo com Maia (200), a desordem das finanças impossibiliou a geração de poupança pública em cona correne, necessária para aivar os invesimenos e, dessa forma, gerou araso e fala de fomeno ao crescimeno econômico do esado do Ceará. Para que o modelo seja verdadeiramene uma relação de longo prazo, precisa-se que os resíduos da equação que o represenam sejam esacionários (conforme Tabela 5), iso é, inegradas de ordem I (0). O ese ADF aplicado aos resíduos esaria mosrando 5 Para N=3 e k=3, os valores críicos de DW l e DW u são, respecivamene,,023 e,425. E ao nível de significância de 0,0. 6 Para N=3 e k=6, os valores críicos de DW l e DW u são, respecivamene, 0,834 e,698. E ao nível de significância de 0,0.

17 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de que eses seriam inegrados de grau zero, iso é, os resíduos do modelo são esacionários. Tabela 5 - Teses ADF aplicados aos resíduos do modelo de longo prazo Variável τ -adf Coeficienes Desvio-padrão Defasagens υ -4,246322* υ -3,740956* υ -3,829535* ω -3,00475* ω -3,57224* ω -2,8837* Fone: Esimaivas próprias. Obs.: valores críicos do ese ADF (com consane e sem endência): - 2,64(%) e -,95(5%). Os valores críicos ao % (*), 5%(**) e 0%(***) de nível de confiança para o esaísico ADF. No modelo, os valores da esaísica- e coeficiene de correlação não são confiáveis em razão de as variáveis uilizadas na regressão serem inegradas da ordem um, I (), ou seja, não esacionárias em níveis, podendo a regressão apresenar resulados espúrios. Quando a regressão é feia a parir de variáveis não esacionarias, o valor da esaísica- em um viés a rejeiar a hipóese nula (H 0 : α = 0), e o R 2 viesado para valores muio alos. Porano, como as variáveis que paricipam da equação de co-inegração são da mesma ordem de inegração I () e seus resíduos são esacionários, as variáveis do modelo co-inegram. E conforme comparação do R 2 com as esaísicas (eses ) dos coeficienes de regressão, exise baixa mulicolinearidade para o modelo. Com relação ao pressuposo de variância consane dos erros (E( µ )=0), foi aceia a hipóese nula, ou seja, exise homocedasicidade. Com DW>R 2 nas duas equações que compõem o modelo de longo prazo, comprova-se a ausência de regressão espúria. E, conforme o ese de Durbin-Wason (DW), mosrou-se inconclusivo; já o ese de Bresush-Goldfrey apona ausência de auocorrelação. Os resulados da equação esruural do produo (equação 8) enconram-se na Tabela 4. O coeficiene de deerminação múlipla (R 2 ) foi de 0,97, represenando, assim, um bom ajuse. Esaisicamene, os coeficienes esimados de LIP e LPEA foram significaivos.

18 74 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 Para a equação esruural do invesimeno privado (equação 9), de acordo com a eoria econômica, quase odos os coeficienes apresenaram os sinais, esaisicamene, significanes. O coeficiene de deerminação múlipla (R 2 ) foi de 0,88, mosrando, assim, que os dados ajusaram-se bem ao modelo. Esse resulado se assemelha ao enconrado por Melo e Junior (999), que aplicaram a equação 9 para a economia brasileira (com exceção das variáveis dummy) e, no longo prazo, enconraram resulados semelhanes, demonsrando significância esaísica para a maioria das variáveis com exceção da variável axa de juros real (J ). Após concluir que o modelo descreve uma relação esável de longo prazo do PIB e invesimeno privado, na seqüência, esuda-se a dinâmica de curo prazo por meio da consrução de um modelo de correção de erros (MCE), que é, nesse caso, chamado de modelo 2. A ordem de defasagens do modelo de correção de erros foi deerminada por meio de experimenações sucessivas e buscou-se um modelo final mais represenaivo. O modelo de correção de erros, além de considerar variáveis em primeiras diferenças, inroduz os resíduos da equação de co-inegração defasados em um período. Nesse senido, emos de esruurar o modelo 2 relacionando a primeira diferença do logarimo do PIB em conjuno com a primeira diferença do logarimo do invesimeno privado, invesimeno governamenal, da população economicamene aiva empregada e do consumo do governo mais os resíduos da equação de equilíbrio de longo prazo. Esses resíduos defasados quanificam o afasameno do PIB observados (para cima ou para abaixo) em relação ao equilíbrio. Os resulados das esimações dese modelo dinâmico de curo prazo para o Ceará são apresenados na Tabela 6. A equação apresena resulados inferiores aos apresenados pelo modelo de longo prazo, mas obeve-se significância esaísica e o esperado sinal negaivo para o ermo velocidade de ajusameno (coeficiene do ermo de correção de erro - υ ), o que corrobora a hipóese de co-inegração enre as variáveis. O coeficiene esimado de sugere que cerca de 4% do desvio do sisema de seu equilíbrio de longo prazo é removido a cada ano. Os sinais obidos para os coeficienes da equação 2 de curo prazo esão de acordo com os proposos pela eoria econômica. No que diz respeio ao efeio dos invesimenos governamenais sobre as inversões do seor privado, obeve-se indicação de complemenariedade, como no modelo de longo prazo, só que agora não se enconrou significância esaísica para o respecivo coeficiene. Na equação 2, os resulados obidos não apresenam os níveis de significância do modelo longo prazo, com exceção para o invesimeno governamenal.

19 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de Tabela 6 - Resulados do modelo dinâmico de curo prazo Resulados da equação Variável Coeficiene Desvio-padrão Esaísica- Prob. C ? LIP ?LIG ?LPEA ?LG υ LPIB R 2 = N = 3(97/ 200 F de Breusch-Godfrey = [ F de Whie = [ ] DW = F de Snedcor = [ ] Resulados da equação 2 Variável Coeficiene Desvio-padrão Esaísica- Prob. C ?LPIB ?LIG ?LR ?J -2.39E E ϖ ?LPIB ?LPIB ?LIP R = N = 29(973/ 200) DW = F de Breusch-Godfrey = [ F de Whie = [ F de Snedcor = [ ] Fone: Esimaivas próprias. Obs.: Os valores enre colchees represenam o nível de significância. Confirmou-se, porém, a relação posiiva enre o crescimeno do PIB e o volume de invesimenos privados (efeio acelerador). Obeve-se significância esaísica e o esperado sinal negaivo para o ermo velocidade de ajusameno (coeficiene do ermo de correção de erro -ω ), o que corrobora a hipóese de coinegração enre as variáveis. O coeficiene esimado de sugere que cerca de 6% do desvio do sisema de seu equilíbrio de longo prazo é removido a cada ano. Quano à variável proxy do cuso de capial (J ), não foi enconrada significância esaísica, obendo-se sinal negaivo. Comparilha-se do mesmo resulado enconrado por Melo e Júnior (999), Jacino e Ribeiro (998).

20 76 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 Os eses de diagnósico não rejeiaram a hipóese de que os resíduos do modelo de longo prazo assemelham-se a um ruído branco. O valor dos parâmeros das variáveis explicaivas é esaisicamene significaivo e o valor de DW descara a presença de correlação de resíduos para as equações 2 e. Os sinais obidos para os coeficienes do modelo de curo prazo esão de acordo com os proposos pela eoria econômica. Pelo IG sobre inversões do seor privado obeve-se indicação de complemenariedade, como no modelo de longo prazo, porém com uma significância esaísica menor. Tabela 7 - Teses ADF aplicados aos resíduos do modelo de curo prazo ou modelo 2 Variável τ -adf Coeficienes Desvio-padrão Defasagens φ * φ * φ * ξ * ξ * ξ * Fone: Esimaivas próprias. Obs.: valores críicos do ese ADF (sem consane e sem endência): - 2,65 (%) e -,95 (5%). Os valores críicos ao % (*), 5% (**) e 0% (***) de nível de confiança para o esaísico ADF. Os valores do ese ADF dos resíduos do modelo 2 ( υ e ω ) mosram que esses são esacionários, iso é, são inegrados da ordem zero I (0). Dessa foram, as variáveis são co-inegradas e as esimaivas dos parâmeros das equações e 2 superconsisenes, iso é, as séries são I (), mas os resíduos são I (0); os esimadores dos parâmeros da regressão de co-inegração convergem para os valores verdadeiros a uma axa mais rápida do que se as variáveis fossem esacionárias, quando o amanho da amosra aumena (Melo e Júnior, 999). As hipóeses de ausência de auocorrelação serial e de ausência de heerocedasicidade ambém são aceias na dinâmica de curo prazo. O coeficiene do resíduo defasado num período, obido da equação de equilíbrio de longo prazo (modelo ), represena a resposa do produo (equação ) e invesimenos privados (equação 2) a seus desvios em relação ao equilíbrio. Se esse coeficiene não for esaisicamene significaivo, infere-se que eses não se ajusam para corrigir os desvios do equilíbrio. Os resulados do modelo 2 mosram que os coeficienes dos resíduos êm o sinal correo (negai-

21 3 O impaco dos invesimenos no esado do Ceará no período de vo), além de serem esaisicamene significaivos em nível de %, indicando, com isso, que as variáveis endógenas (PIB, IP ) sempre se ajusam a seus níveis de longo prazo. Com base no ese de co-inegração e visando confirmar a hipóese formulada de que PIB e IP como variáveis endógenas e de sua iner-relação, foi realizado o ese de causalidade de Granger, cujos resulados são apresenados no Anexo A. Com base nos resulados do ese, pode-se perceber que a hipóese nula de que PIB não causa o invesimeno privado foi rejeiada de acordo com o valor F; da mesma forma, ambém foi rejeiada a hipóese nula de que invesimeno privado não causa o PIB. Isso confirma a causalidade percebida e garane a consisência da análise no presene esudo. Para confirmação esaísica dessa evidência, realiza-se, enão, o ese de co-inegração proposo por Soren Johansen (Banerjee e al., 993). O Anexo B apresena os resulados dese ese. Observa-se enão, ao nível de %, que a hipóese nula de não co-inegração é rejeiada, exisindo, porano, uma relação de equilíbrio de longo prazo enre as variáveis endógenas e exógenas. O modelo VAR foi esimado no período de 972 a 200, inroduzindo um ermo consane e considerando apenas dois valores defasados de cada variável endógena da equação, a saber: PIB e invesimeno privado. Os resulados obidos esão apresenados no Anexo C. Por definição, o coeficiene de deerminação, R 2 mede a pare da variação amosral da variável dependene explicada por variações nas variáveis independenes. Os valores do R 2 nesa esimação mosram que odas as equações do modelo VAR apresenam um elevado grau de ajusameno. Segundo os resulados obidos, as variáveis independenes incluídas nas equações do modelo explicam enre 99.42% R 2 na equação do PIB do Ceará. Criérios de informação êm sido largamene aplicados em análise de séries emporais para deerminar o amanho ideal da defasagem a ser usada no modelo. O menor valor observado no criério de Akaike, AIC, indica o melhor modelo a ser uilizado em ermos de defasagem. No enano, observou-se que, com uma amosra de apenas 32 observações, seria improduivo usar esses criérios para definir a ordem das defasagens. Assim, opou-se por um modelo que combinasse parcimônia do número de parâmeros com poder de previsão. A condição necessária para que os esimadores obidos possuam as propriedades desejáveis é que as variáveis endógenas do VAR sejam esacionárias. Caso conrário, a exisência de raízes uniárias deve ser levada em consideração. No enano, essas regressões deveriam ser feias com as diferenças das variáveis e não

22 78 Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, v., n.20, maio 2003 em níveis, como foram efeivamene esimadas, gerando o que é conhecido na lieraura como represenação por um mecanismo de correção de erros. Numa siuação como essa ocorre um dilema, ou seja, o modelo em diferenças elimina o problema de raízes uniárias, enquano preserva a indeerminação de várias equações co-inegranes. Já a esimação em níveis, embora não sofra as conseqüências da indeerminação mencionada aneriormene, padece do problema de raízes uniárias. O criério usado para solucionar essa dualidade é o do poder de previsão do modelo. Quando o objeivo principal é previsão (que não é objeivo nese esudo), as propriedades dos esimadores não são um obsáculo relevane, sem mencionar que modelos em diferenças normalmene oferecem previsões menos acuradas, sobreudo pela necessidade da ransformação inversa para recuperar as variáveis originais. 6 CONCLUSÕES Nese rabalho foram analisados os efeios da formação de invesimeno privado sobre a produção da economia cearense no período A dinâmica do PIB e dos IP da economia cearense é ão complexa que o desenvolvimeno dese arigo raz luz sobre alguns de seus aspecos. Embora exisam várias explicações eóricas para encarar a dinâmica de longo e curo prazo para PIB e invesimenos, são poucos os rabalhos dedicados a esar empiricamene essas explicações. Os resulados obidos esão, no enano, condicionados quer pelos pressuposos implícios na formulação adapada, quer pela não consideração de variáveis relevanes na quesão em análise. Dese esudo, podem-se irar algumas implicações. A primeira é que os invesimenos públicos no Ceará, no período analisado, êm reflexo posiivo e complemenar que pode ser associado à geração de infra-esruura (ranspores, comunicações, energia elérica), a qual auxilia no aumeno da produividade do capial privado. E como um componene da demanda agregada, induz o invesimeno privado aravés do incremeno da demanda por bens e serviços desse seor e o aumeno da disponibilidade de recursos devido aos efeios posiivos sobre o produo e poupança agregada, caracerizando um efeio de crowding-in. Segunda, a necessidade de serem observadas as suposições implícias aos modelos economéricos esimados nese rabalho. Terceira, o invesimeno público e o consumo do governo esadual de forma agregada apresenaram significância esaísica.

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16 Equações Simulâneas Aula 16 Gujarai, 011 Capíulos 18 a 0 Wooldridge, 011 Capíulo 16 Inrodução Durane boa pare do desenvolvimeno dos coneúdos desa disciplina, nós nos preocupamos apenas com modelos de regressão

Leia mais

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração.

OBJETIVOS. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: Explicar a diferença entre regressão espúria e cointegração. Ao final desse grupo de slides os alunos deverão ser capazes de: OBJETIVOS Explicar a diferença enre regressão espúria e coinegração. Jusificar, por meio de ese de hipóeses, se um conjuno de séries emporais

Leia mais

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS

UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS UMA APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA PARA DADOS EM SÉRIES TEMPORAIS DO CONSUMO AGREGADO DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS VIEIRA, Douglas Tadeu. TCC, Ciências Econômicas, Fecilcam, vieira.douglas@gmail.com PONTILI,

Leia mais

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico 146 CAPÍULO 9 Inrodução ao Conrole Discreo 9.1 Inrodução Os sisemas de conrole esudados aé ese pono envolvem conroladores analógicos, que produzem sinais de conrole conínuos no empo a parir de sinais da

Leia mais

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECONOMIA MESTRADO EM ECONOMIA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ANÁLISE DO DESEMPENHO DA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA ESTIMAÇÕES DAS ELASTICIDADES DAS FUNÇÕES DA

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO 78 EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL Pâmela Amado Trisão¹ Kelmara Mendes Vieira² Paulo Sergio Cerea³ Reisoli

Leia mais

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo 1 VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA Anônio Carlos de Araújo CPF: 003.261.865-49 Cenro de Pesquisas do Cacau CEPLAC/CEPEC Faculdade de Tecnologia

Leia mais

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica

Taxa de Juros e Desempenho da Agricultura Uma Análise Macroeconômica Taxa de Juros e Desempenho da Agriculura Uma Análise Macroeconômica Humbero Francisco Silva Spolador Geraldo San Ana de Camargo Barros Resumo: Ese rabalho em como obeivo mensurar os efeios das axas de

Leia mais

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo Uma avaliação da poupança em cona correne do governo Manoel Carlos de Casro Pires * Inrodução O insrumeno de políica fiscal em vários ojeivos e não é surpreendene que, ao se deerminar uma mea de superávi

Leia mais

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA TÓPICOS AVANÇADOS MATERIAL DE APOIO ÁLVARO GEHLEN DE LEÃO gehleao@pucrs.br 55 5 Avaliação Econômica de Projeos de Invesimeno Nas próximas seções serão apresenados os principais

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Peloas UFPEL Deparameno de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capíulo 6 Conabilidade Ambienal Nacional Peloas, 2010 6.1 Inrodução O lado moneário

Leia mais

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste

Modelos Econométricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Eletricidade: Setor Residencial no Nordeste 1 Modelos Economéricos para a Projeção de Longo Prazo da Demanda de Elericidade: Seor Residencial no Nordese M. L. Siqueira, H.H. Cordeiro Jr, H.R. Souza e F.S. Ramos UFPE e P. G. Rocha CHESF Resumo Ese

Leia mais

Valor do Trabalho Realizado 16.

Valor do Trabalho Realizado 16. Anonio Vicorino Avila Anonio Edésio Jungles Planejameno e Conrole de Obras 16.2 Definições. 16.1 Objeivo. Valor do Trabalho Realizado 16. Parindo do conceio de Curva S, foi desenvolvida pelo Deparameno

Leia mais

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1

O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 O EFEITO DIA DO VENCIMENTO DE OPÇÕES NA BOVESPA 1 Paulo J. Körbes 2 Marcelo Marins Paganoi 3 RESUMO O objeivo dese esudo foi verificar se exise influência de evenos de vencimeno de conraos de opções sobre

Leia mais

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil

Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elétrica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Modelo ARX para Previsão do Consumo de Energia Elérica: Aplicação para o Caso Residencial no Brasil Resumo Ese rabalho propõe a aplicação do modelo ARX para projear o consumo residencial de energia elérica

Leia mais

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa?

3 O impacto de choques externos sobre a inflação e o produto dos países em desenvolvimento: o grau de abertura comercial importa? 3 O impaco de choques exernos sobre a inflação e o produo dos países em desenvolvimeno: o grau de aberura comercial impora? 3.1.Inrodução Todas as economias esão sujeias a choques exernos. Enreano, a presença

Leia mais

Artigos. Abordagem intertemporal da conta corrente: Nelson da Silva Joaquim Pinto de Andrade. introduzindo câmbio e juros no modelo básico*

Artigos. Abordagem intertemporal da conta corrente: Nelson da Silva Joaquim Pinto de Andrade. introduzindo câmbio e juros no modelo básico* Arigos Abordagem ineremporal da cona correne: inroduzindo câmbio e juros no modelo básico* Nelson da Silva Joaquim Pino de Andrade Resumo O modelo padrão da abordagem ineremporal da cona correne assume

Leia mais

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS STC/ 08 17 à 22 de ouubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil SESSÃO TÉCNICA ESPECIAL CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (STC) OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE

Leia mais

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO RICARDO SÁVIO DENADAI HÁ HYSTERESIS NO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO? UM TESTE ALTERNATIVO SÃO PAULO 2007 Livros Gráis hp://www.livrosgrais.com.br

Leia mais

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA

Capítulo 5: Introdução às Séries Temporais e aos Modelos ARIMA 0 Capíulo 5: Inrodução às Séries emporais e aos odelos ARIA Nese capíulo faremos uma inrodução às séries emporais. O nosso objeivo aqui é puramene operacional e esaremos mais preocupados com as definições

Leia mais

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA.

UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA. UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA DOS COMPONENTES QUE AFETAM O INVESTIMENTO PRIVADO NO BRASIL, FAZENDO-SE APLICAÇÃO DO TESTE DE RAIZ UNITÁRIA Área: ECONOMIA COELHO JUNIOR, Juarez da Silva PONTILI, Rosangela Maria

Leia mais

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens Esudo comparaivo de processo produivo com eseira alimenadora em uma indúsria de embalagens Ana Paula Aparecida Barboza (IMIH) anapbarboza@yahoo.com.br Leicia Neves de Almeida Gomes (IMIH) leyneves@homail.com

Leia mais

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS

COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS Naal/RN COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DO ETANOL BRASILEIRO: DETERMINAÇÃO DE VARIÁVEIS CAUSAIS André Assis de Salles Escola Poliécnica - Universidade Federal do Rio de Janeiro Cenro de Tecnologia Bloco F sala

Leia mais

Multicointegração e políticas fiscais: uma avaliação de sustentabilidade fiscal para América Latina

Multicointegração e políticas fiscais: uma avaliação de sustentabilidade fiscal para América Latina IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Mulicoinegração e políicas fiscais: uma avaliação de susenabilidade fiscal para América Laina Luís Anônio Sleimann Berussi

Leia mais

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro

Luciano Jorge de Carvalho Junior. Rosemarie Bröker Bone. Eduardo Pontual Ribeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro Análise do preço e produção de peróleo sobre a lucraividade das empresas perolíferas Luciano Jorge de Carvalho Junior Rosemarie Bröker Bone Eduardo Ponual Ribeiro Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leia mais

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo?

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo? Boom nas vendas de auoveículos via crédio faro, preços baixos e confiança em ala: o caso de um ciclo? Fábio Auguso Reis Gomes * Fabio Maciel Ramos ** RESUMO - A proposa dese rabalho é conribuir para o

Leia mais

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL

POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL POSSIBILIDADE DE OBTER LUCROS COM ARBITRAGEM NO MERCADO DE CÂMBIO NO BRASIL FRANCISCO CARLOS CUNHA CASSUCE; CARLOS ANDRÉ DA SILVA MÜLLER; ANTÔNIO CARVALHO CAMPOS; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA

Leia mais

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias **

CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** CHOQUES DE PRODUTIVIDADE E FLUXOS DE INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS PARA O BRASIL * Prof a Dr a Maria Helena Ambrosio Dias ** Resumo O inuio é invesigar como e em que grau um choque de produividade ocorrido

Leia mais

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL 1. Inrodução O presene documeno visa apresenar dealhes da meodologia uilizada nos desenvolvimenos de previsão de demanda aeroporuária no Brasil

Leia mais

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Programa de Mestrado Profissional em Economia. Bruno Russi

Insper Instituto de Ensino e Pesquisa Programa de Mestrado Profissional em Economia. Bruno Russi Insper Insiuo de Ensino e Pesquisa Programa de Mesrado Profissional em Economia Bruno Russi ANÁLISE DA ALOCAÇÃO ESTRATÉGICA DE LONGO PRAZO EM ATIVOS BRASILEIROS São Paulo 200 Bruno Russi Análise da alocação

Leia mais

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 Geovana Lorena Berussi (UnB) Lízia de Figueiredo (UFMG) Julho 2010 RESUMO Nesse arigo, invesigamos qual

Leia mais

2. Referencial Teórico

2. Referencial Teórico 15 2. Referencial Teórico Se os mercados fossem eficienes e não houvesse imperfeições, iso é, se os mercados fossem eficienes na hora de difundir informações novas e fossem livres de impedimenos, índices

Leia mais

Análise da Interdependência Temporal dos Preços nos Mercados de Cria Recria e Engorda de Bovinos no Brasil

Análise da Interdependência Temporal dos Preços nos Mercados de Cria Recria e Engorda de Bovinos no Brasil "Conhecimenos para Agriculura do Fuuro" ANÁLISE DA INTERDEPENDÊNCIA TEMPORAL DOS PREÇOS NOS MERCADOS DE CRIA RECRIA E ENGORDA DE BOVINOS NO BRASIL HENRIQUE LIBOREIRO COTTA () ; WAGNER MOURA LAMOUNIER (2)..UNIVERSIDADE

Leia mais

ANÁLISE ESTRUTURAL DA SÉRIE DE PREÇOS DO SUÍNO NO ESTADO DO PARANÁ, 1994 A 2007

ANÁLISE ESTRUTURAL DA SÉRIE DE PREÇOS DO SUÍNO NO ESTADO DO PARANÁ, 1994 A 2007 ANÁLISE ESTRUTURAL DA SÉRIE DE PREÇOS DO SUÍNO NO ESTADO DO PARANÁ, 994 A 7 ALAN FIGUEIREDO DE ARÊDES; MATHEUS WEMERSON GOMES PEREIRA; MAURINHO LUIZ DOS SANTOS; UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA VIÇOSA -

Leia mais

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO

CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO VIVIANE SEDA BITTENCOURT (IBRE/FGV) E ANDREI GOMES SIMONASSI (CAEN/UFC) RESUMO O rabalho avalia a dinâmica

Leia mais

RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S

RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S RAIZ UNITÁRIA E COINTEGRAÇÃO: TR S APLICA ES Marina Silva Cunha 1. INTRODUÇÃO Segundo Fava & Cai (1995) a origem da discussão sobre a exisência de raiz uniária nas séries econômicas esá no debae sobre

Leia mais

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios

O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios O Fluxo de Caixa Livre para a Empresa e o Fluxo de Caixa Livre para os Sócios! Principais diferenças! Como uilizar! Vanagens e desvanagens Francisco Cavalcane (francisco@fcavalcane.com.br) Sócio-Direor

Leia mais

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO

ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO ESTIMANDO O IMPACTO DO ESTOQUE DE CAPITAL PÚBLICO SOBRE O PIB PER CAPITA CONSIDERANDO UMA MUDANÇA ESTRUTURAL NA RELAÇÃO DE LONGO PRAZO Área 5 - Crescimeno, Desenvolvimeno Econômico e Insiuições Classificação

Leia mais

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney).

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney). 4. Mercado de Opções O mercado de opções é um mercado no qual o iular (comprador) de uma opção em o direio de exercer a mesma, mas não a obrigação, mediane o pagameno de um prêmio ao lançador da opção

Leia mais

Governança Corporativa, Risco Operacional e Comportamento e Estrutura a Termo da Volatilidade no Mercado de Capitais Brasileiro

Governança Corporativa, Risco Operacional e Comportamento e Estrutura a Termo da Volatilidade no Mercado de Capitais Brasileiro Governança Corporaiva, Risco Operacional e Comporameno e Esruura a Termo da Volailidade no Mercado de Capiais Brasileiro Auoria: Pablo Rogers, Cláudio Anônio Pinheiro Machado Filho, José Robero Securao

Leia mais

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000)

José Ronaldo de Castro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) José Ronaldo de Casro Souza Júnior RESTRIÇÕES AO CRESCIMENTO ECONÔMICO NO BRASIL: UMA APLICAÇÃO DO MODELO DE TRÊS HIATOS (1970-2000) Belo Horizone, MG UFMG/CEDEPLAR 2002 José Ronaldo de Casro Souza Júnior

Leia mais

Área de Interesse: Área 3 Macroeconomia, Economia Monetária e Finanças

Área de Interesse: Área 3 Macroeconomia, Economia Monetária e Finanças Área de Ineresse: Área 3 Macroeconomia, Economia Moneária e Finanças Tíulo: NOVO CONSENSO MACROECONÔMICO E REGRAS DE CONDUTA: O PAPEL DA ROTATIVIDADE DOS DIRETORES DO COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL

Leia mais

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR)

METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) METAS INFLACIONÁRIAS NO BRASIL: UM ESTUDO EMPÍRICO USANDO MODELOS AUTO-REGRESSIVOS VETORIAIS (VAR) Edilean Kleber da Silva Douorando em Economia Aplicada pela UFRGS Rua Duque de Caxias, 1515, apo. 402.

Leia mais

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal.

Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos testes de sustentabilidade da política fiscal. IPES Texo para Discussão Publicação do Insiuo de Pesquisas Econômicas e Sociais Uma revisão da dinâmica macroeconômica da dívida pública e dos eses de susenabilidade da políica fiscal. Luís Anônio Sleimann

Leia mais

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012

Centro Federal de EducaçãoTecnológica 28/11/2012 Análise da Dinâmica da Volailidade dos Preços a visa do Café Arábica: Aplicação dos Modelos Heeroscedásicos Carlos Albero Gonçalves da Silva Luciano Moraes Cenro Federal de EducaçãoTecnológica 8//0 Objevos

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...3 1 TESTES DE SUSTENTABILIDADE DA DÍVIDA PÚBLICA BASEADOS NA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA INTERTEMPORAL DO GOVERNO...5

Leia mais

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012 1 Análise econômica dos benefícios advindos do uso de carões de crédio e débio Ouubro de 2012 Inrodução 2 Premissas do Esudo: Maior uso de carões aumena a formalização da economia; e Maior uso de carões

Leia mais

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI

Espaço SENAI. Missão do Sistema SENAI Sumário Inrodução 5 Gerador de funções 6 Caracerísicas de geradores de funções 6 Tipos de sinal fornecidos 6 Faixa de freqüência 7 Tensão máxima de pico a pico na saída 7 Impedância de saída 7 Disposiivos

Leia mais

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE

PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE PREÇOS DE PRODUTO E INSUMO NO MERCADO DE LEITE: UM TESTE DE CAUSALIDADE Luiz Carlos Takao Yamaguchi Pesquisador Embrapa Gado de Leie e Professor Adjuno da Faculdade de Economia do Insiuo Vianna Júnior.

Leia mais

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973)

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973) Curva de Phillips, Inflação e Desemprego Lopes e Vasconcellos (2008), capíulo 7 Dornbusch, Fischer e Sarz (2008), capíulos 6 e 7 Mankiw (2007), capíulo 13 Blanchard (2004), capíulo 8 A inrodução das expecaivas:

Leia mais

A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO

A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO A EFICÁCIA DO CRÉDITO COMO CANAL DE TRANSMISSÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NO BRASIL: ESTRATÉGIA DE IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA E DEMANDA DE CRÉDITO Thamirys Figueredo Evangelisa 1 Eliane Crisina de Araújo Sbardellai

Leia mais

Relações de troca, sazonalidade e margens de comercialização de carne de frango na Região Metropolitana de Belém no período 1997-2004

Relações de troca, sazonalidade e margens de comercialização de carne de frango na Região Metropolitana de Belém no período 1997-2004 RELAÇÕES DE TROCA, SAZONALIDADE E MARGENS DE COMERCIALIZAÇÃO DE CARNE DE FRANGO NA REGIÃO METROPOLITANA DE BELÉM NO PERÍODO 1997-2004 MARCOS ANTÔNIO SOUZA DOS SANTOS; FABRÍCIO KHOURY REBELLO; MARIA LÚCIA

Leia mais

3 Processos Estocásticos e Aplicações em Projetos na Indústria Siderúrgica

3 Processos Estocásticos e Aplicações em Projetos na Indústria Siderúrgica 3 Processos Esocásicos e Aplicações em Projeos na Indúsria Siderúrgica 3.1 Inrodução As decisões de invesimeno ano em ações e derivaivos financeiros, como em projeos corporaivos, são afeadas por incerezas

Leia mais

Estrutura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil*

Estrutura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil* REVISTA DO BNDES, RIO DE JANEIRO, V. 15, N. 30, P. 303-345, DEZ. 2008 303 Esruura a Termo da Taxa de Juros e Dinâmica Macroeconômica no Brasil* SAMER SHOUSHA** RESUMO Exise uma relação muio próxima enre

Leia mais

O objectivo deste estudo é a obtenção de estimativas para o número de nados vivos (de cada um dos sexos) ocorrido por mês em Portugal.

O objectivo deste estudo é a obtenção de estimativas para o número de nados vivos (de cada um dos sexos) ocorrido por mês em Portugal. REVISTA DE ESTATÍSTICA 8ª PAGINA NADOS VIVOS: ANÁLISE E ESTIMAÇÃO LIVE BIRTHS: ANALYSIS AND ESTIMATION Auora: Teresa Bago d Uva -Gabinee de Esudos e Conjunura do Insiuo Nacional de Esaísica Resumo: O objecivo

Leia mais

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8

4. A procura do setor privado. 4. A procura do setor privado 4.1. Consumo 4.2. Investimento. Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capítulo 8 4. A procura do seor privado 4. A procura do seor privado 4.. Consumo 4.2. Invesimeno Burda & Wyplosz, 5ª Edição, Capíulo 8 4.2. Invesimeno - sock de capial óimo Conceios Inroduórios Capial - Bens de produção

Leia mais

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2

METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS. Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 IV SEMEAD METODOLOGIAS ALTERNATIVAS DE GERAÇÃO DE CENÁRIOS NA APURAÇÃO DO V@R DE INSTRUMETOS NACIONAIS Alexandre Jorge Chaia 1 Fábio da Paz Ferreira 2 RESUMO Uma das ferramenas de gesão do risco de mercado

Leia mais

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo O Cuso de Bem-Esar da Inflação: Cálculo Tenaivo com o Uso de um Modelo de Equilíbrio Geral José W. Rossi Resumo O cuso de bem-esar da inflação em sido calculado usando-se basicamene dois ipos de abordagem:

Leia mais

ISSN 1518-3548. Trabalhos para Discussão

ISSN 1518-3548. Trabalhos para Discussão ISSN 1518-3548 Trabalhos para Discussão Diferenças e Semelhanças enre Países da América Laina: Uma Análise de Markov Swiching para os Ciclos Econômicos de Brasil e Argenina Arnildo da Silva Correa Ouubro/2003

Leia mais

FLUTUAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: REGIÕES METROPOLITANA E NÃO-METROPOLITANA

FLUTUAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: REGIÕES METROPOLITANA E NÃO-METROPOLITANA FLUTUAÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: REGIÕES METROPOLITANA E NÃO-METROPOLITANA Camila Kraide Krezmann Mesre em Teoria Econômica pelo PCE/UEM Programa de Pós-Graduação em Economia

Leia mais

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010 AVALIAÇÃO ATUARIAL Daa da Avaliação: 3/2/200 Dados do Plano Nome do Plano: CEEEPREV CNPB: 20.020.04-56 Parocinadoras: Companhia Esadual de Geração e Transmissão de Energia Elérica CEEE-GT Companhia Esadual

Leia mais

Análise de transmissão de preços do mercado atacadista de melão do Brasil

Análise de transmissão de preços do mercado atacadista de melão do Brasil Análise de ransmissão de preços do mercado aacadisa de melão do Brasil *Rodrigo de Oliveira Mayorga **Ahmad Saeed Khan ***Ruben Dario Mayorga ****Parícia Verônica Pinheiro Sales Lima *****Mario Anônio

Leia mais

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO ALICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO OULACIONAL BRASILEIRO Adriano Luís Simonao (Faculdades Inegradas FAFIBE) Kenia Crisina Gallo (G- Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigüi/S) Resumo: Ese rabalho

Leia mais

RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS

RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS RISCO DE PERDA ADICIONAL, TEORIA DOS VALORES EXTREMOS E GESTÃO DO RISCO: APLICAÇÃO AO MERCADO FINANCEIRO PORTUGUÊS João Dionísio Moneiro * ; Pedro Marques Silva ** Deparameno de Gesão e Economia, Universidade

Leia mais

Prof. Luiz Marcelo Chiesse da Silva DIODOS

Prof. Luiz Marcelo Chiesse da Silva DIODOS DODOS 1.JUÇÃO Os crisais semiconduores, ano do ipo como do ipo, não são bons conduores, mas ao ransferirmos energia a um deses ipos de crisal, uma pequena correne elérica aparece. A finalidade práica não

Leia mais

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil

Marcello da Cunha Santos. Dívida pública e coordenação de políticas econômicas no Brasil Marcello da Cunha Sanos Dívida pública e coordenação de políicas econômicas no Brasil Belo Horizone, MG Cenro de Desenvolvimeno e Planejameno Regional Faculdade de Ciências Econômicas UFMG 4 Marcello da

Leia mais

Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016. Professor: Rubens Penha Cysne

Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016. Professor: Rubens Penha Cysne Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Geulio Vargas (EPGE/FGV) Macroeconomia I / 2016 Professor: Rubens Penha Cysne Lisa de Exercícios 4 - Gerações Superposas Obs: Na ausência de de nição de

Leia mais

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil

Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produtividade no Brasil Pessoal Ocupado, Horas Trabalhadas, Jornada de Trabalho e Produividade no Brasil Fernando de Holanda Barbosa Filho Samuel de Abreu Pessôa Resumo Esse arigo consrói uma série de horas rabalhadas para a

Leia mais

Guia de Recursos e Atividades

Guia de Recursos e Atividades Guia de Recursos e Aividades girls worldwide say World Associaion of Girl Guides and Girl Scous Associaion mondiale des Guides e des Eclaireuses Asociación Mundial de las Guías Scous Unir as Forças conra

Leia mais

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities

2 Relação entre câmbio real e preços de commodities 18 2 Relação enre câmbio real e preços de commodiies Na exensa lieraura sobre o cálculo da axa de câmbio de longo prazo, grande pare dos modelos economéricos esimados incluem os ermos de roca como um dos

Leia mais

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil Ozawa Gioielli Sabrina P.; Gledson de Carvalho, Anônio; Oliveira Sampaio, Joelson Capial de risco

Leia mais

Palavras-chave: Análise de Séries Temporais; HIV; AIDS; HUJBB.

Palavras-chave: Análise de Séries Temporais; HIV; AIDS; HUJBB. Análise de Séries Temporais de Pacienes com HIV/AIDS Inernados no Hospial Universiário João de Barros Barreo (HUJBB), da Região Meropoliana de Belém, Esado do Pará Gilzibene Marques da Silva ¹ Adrilayne

Leia mais

Perspectivas para a inflação

Perspectivas para a inflação Perspecivas para a inflação 6 Ese capíulo do Relaório de Inflação apresena a avaliação feia pelo Copom sobre o comporameno da economia brasileira e do cenário inernacional desde a divulgação do Relaório

Leia mais

Campo magnético variável

Campo magnético variável Campo magnéico variável Já vimos que a passagem de uma correne elécrica cria um campo magnéico em orno de um conduor aravés do qual a correne flui. Esa descobera de Orsed levou os cienisas a desejaram

Leia mais

TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE

TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE TAXA DE CÂMBIO, RENDA MUNDIAL E EXPORTAÇÕES DE CALÇADOS: UM ESTUDO PARA ECONOMIA CEARENSE José freire Júnior Insiuo de Pesquisa e Esraégia Econômica do Ceará jose.freire@ipece.ce.gov.br fone: (85) 30.35

Leia mais

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos

Working Paper Impacto do investimento estrangeiro direto sobre renda, emprego, finanças públicas e balanço de pagamentos econsor www.econsor.eu Der Open-Access-Publikaionsserver der ZBW Leibniz-Informaionszenrum Wirscaf Te Open Access Publicaion Server of e ZBW Leibniz Informaion Cenre for Economics Gonçalves, Reinaldo Working

Leia mais

COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAXAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL

COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAXAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL COINTEGRAÇÃO E CAUSALIDADE ENTRE AS TAAS DE JURO E A INFLAÇÃO EM PORTUGAL JORGE CAIADO 1 Deparameno de Maemáica e Informáica Escola Superior de Gesão Insiuo Poliécnico de Caselo Branco Resumo No presene

Leia mais

Elasticidades da demanda residencial de energia elétrica

Elasticidades da demanda residencial de energia elétrica Elasicidades da demanda residencial de energia elérica RESUMO O objeivo dese rabalho é esimar elasicidades de preço e renda da demanda residencial por elericidade aravés de modelos dinâmicos. Como objeo

Leia mais

Série Textos para Discussão

Série Textos para Discussão Universidade Federal do Rio de J a neiro Insiuo de Economia Teses de Racionalidade para Loerias no Brasil TD. 010/2004 Marcelo Resende Marcos A. M. Lima Série Texos para Discussão Teses de Racionalidade

Leia mais

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião Porcenagem As quaro primeiras noções que devem ser assimiladas a respeio do assuno são: I. Que porcenagem é fração e fração é a pare sobre o odo. II. Que o símbolo % indica que o denominador desa fração

Leia mais

COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE

COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE COMPORTAMENTO DO PREÇO NO COMPLEXO SOJA: UMA ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO E DE CAUSALIDADE RESUMO Ese rabalho objeiva esudar o comporameno recene dos preços dos segmenos do complexo soja, em paricular, a ransmissão

Leia mais

Testando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil

Testando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil Tesando as Previsões de Trade-off e Pecking Order sobre Dividendos e Dívida no Brasil Júlio Cesar G. da Silva Ricardo D. Brio Faculdades Ibmec/RJ Ibmec São Paulo RESUMO Ese rabalho mosra que as companhias

Leia mais

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR

POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR POLÍTICA MONETÁRIA E MUDANÇAS MACROECONÔMICAS NO BRASIL: UMA ABORDAGEM MS-VAR Osvaldo Cândido da Silva Filho Bacharel em Economia pela UFPB Mesre em Economia pela UFPB Douorando em Economia pelo PPGE UFRGS

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL DENILSON ALENCASTRO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL DENILSON ALENCASTRO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ECONOMIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DENILSON ALENCASTRO ANÁLISE EMPÍRICA DO

Leia mais

4 Cenários de estresse

4 Cenários de estresse 4 Cenários de esresse Os cenários de esresse são simulações para avaliar a adequação de capial ao limie de Basiléia numa deerminada daa. Sua finalidade é medir a capacidade de o PR das insiuições bancárias

Leia mais

12 Integral Indefinida

12 Integral Indefinida Inegral Indefinida Em muios problemas, a derivada de uma função é conhecida e o objeivo é enconrar a própria função. Por eemplo, se a aa de crescimeno de uma deerminada população é conhecida, pode-se desejar

Leia mais

Modelos de séries temporais aplicados a índices de preços hospitalares do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina

Modelos de séries temporais aplicados a índices de preços hospitalares do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina Modelos de séries emporais aplicados a índices de preços hospialares do Hospial da Universidade Federal de Sana Caarina Marcelo Angelo Cirillo Thelma Sáfadi Resumo O princípio básico da adminisração de

Leia mais

EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1

EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1 ISSN 188-981X 18 18 EFEITO DA VARIAÇÃO DOS PREÇOS DA MANDIOCA EM ALAGOAS SOBRE O VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO 1 Effec of cassava price variaion in Alagoas over producion gross value Manuel Albero Guiérrez CUENCA

Leia mais

Integração dos Preços ao Produtor e Preços da Bolsa de

Integração dos Preços ao Produtor e Preços da Bolsa de Inegração dos Preços ao Produor e Preços da Bolsa de DÊNIS ANTÔNIO DA CUNHA (1) ; MIRELLE CRISTINA DE ABREU QUINTELA (2) ; MARÍLIA MACIEL GOMES (3) ; JOSÉ LUÍZ DOS SANTOS RUFINO (4). 1,2,3.UFV, VIÇOSA,

Leia mais

INVESTIMENTO E OS LIMITES DA ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO RESUMO

INVESTIMENTO E OS LIMITES DA ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO RESUMO INVESIMENO E OS LIMIES DA ACELERAÇÃO DO CRESCIMENO RESUMO Chrisiano Penna CAEN / UFC Fabrício Linhares CAEN / UFC Ivan Caselar CAEN / UFC Nese rabalho consaa-se a evidência de uma relação não linear enre

Leia mais

MARCOS VELOSO CZERNORUCKI REPRESENTAÇÃO DE TRANSFORMADORES EM ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS ELETROMAGNÉTICOS

MARCOS VELOSO CZERNORUCKI REPRESENTAÇÃO DE TRANSFORMADORES EM ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS ELETROMAGNÉTICOS MARCOS VELOSO CZERNORUCKI REPRESENTAÇÃO DE TRANSFORMADORES EM ESTUDOS DE TRANSITÓRIOS ELETROMAGNÉTICOS Disseração apresenada à Escola Poliécnica da Universidade de São Paulo para obenção do íulo de Mesre

Leia mais

Contratos Futuros e o Ibovespa: Um Estudo Empregando Procedimento de Auto- Regressão Vetorial Estutural. Autoria: Gustavo de Souza Grôppo

Contratos Futuros e o Ibovespa: Um Estudo Empregando Procedimento de Auto- Regressão Vetorial Estutural. Autoria: Gustavo de Souza Grôppo Conraos Fuuros e o Ibovespa: Um Esudo Empregando Procedimeno de Auo- Regressão Veorial Esuural. Auoria: Gusavo de Souza Grôppo Resumo: Ese esudo em como objeivo principal verificar a relação enre conraos

Leia mais

Aula 1. Atividades. Para as questões dessa aula, podem ser úteis as seguintes relações:

Aula 1. Atividades. Para as questões dessa aula, podem ser úteis as seguintes relações: Aula 1 Para as quesões dessa aula, podem ser úeis as seguines relações: 1. E c = P = d = m. v E m V E P = m. g. h cos = sen = g = Aividades Z = V caeo adjacene hipoenusa caeo oposo hipoenusa caeo oposo

Leia mais

Medidas de Desempenho: Um Estudo sobre a Importância do Lucro Contábil e do Fluxo de Caixa das Operações no Mercado de Capitais Brasileiro

Medidas de Desempenho: Um Estudo sobre a Importância do Lucro Contábil e do Fluxo de Caixa das Operações no Mercado de Capitais Brasileiro Medidas de Desempenho: Um Esudo sobre a Imporância do Lucro Conábil e do Fluxo de Caixa das Operações no Mercado de Capiais Brasileiro Auoria: Moisés Ferreira da Cunha, Paulo Robero Barbosa Lusosa Resumo:

Leia mais

PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA

PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA 3 PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA PROJEÇÃO DO PREÇO FUTURO DE UMA AÇÃO DA USIMINAS: UMA ABORDAGEM ECONOMÉTRICA Felipe Lacerda Diniz Leroy 1 RESUMO Nese arigo,

Leia mais

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS

TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS ARTIGO: TOMADA DE DECISÃO EM FUTUROS AGROPECUÁRIOS COM MODELOS DE PREVISÃO DE SÉRIES TEMPORAIS REVISTA: RAE-elerônica Revisa de Adminisração de Empresas FGV EASP/SP, v. 3, n. 1, Ar. 9, jan./jun. 2004 1

Leia mais

ANÁLISE DA VOLATILIDADE DOS MERCADOS BRASILEIROS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL NO PERÍODO 1986-2006

ANÁLISE DA VOLATILIDADE DOS MERCADOS BRASILEIROS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL NO PERÍODO 1986-2006 ANÁLISE DA VOLATILIDADE DOS MERCADOS BRASILEIROS DE RENDA FIXA E RENDA VARIÁVEL NO PERÍODO 1986-006 RESUMO: Nara Rosei UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Mauricio Ribeiro do Valle UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Jorge

Leia mais

Fatores de influência no preço do milho no Brasil

Fatores de influência no preço do milho no Brasil Faores de influência no preço do milho no Brasil Carlos Eduardo Caldarelli Professor adjuno da Universidade Esadual de Londrina UEL Mirian Rumenos Piedade Bacchi Professora associada do Deparameno de Economia,

Leia mais

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2

A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Marta R. Castilho 1 e Viviane Luporini 2 A ELASTICIDADE-RENDA DO COMÉRCIO REGIONAL DE PRODUTOS MANUFATURADOS Mara R. Casilho 1 e Viviane Luporini 2 ANPEC 2009: ÁREA 6 RESUMO: O arigo apresena um esudo comparaivo das elaicidades-renda das exporações

Leia mais