Economia Social UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA CENTRO REGIONAL DAS BEIRAS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA, GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS 21/03/2011

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1 Economia Social UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA CENTRO REGIONAL DAS BEIRAS DEPARTAMENTO DE ECONOMIA, GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS 21/03/2011

2 ECONOMIA SOCIAL Sumário I. Caracterização do terceiro sector em Portugal: Peso Económico e social 1. Uma breve visão histórica do sector não lucrativo português 2. Dimensão e peso económico do sector não lucrativo em Portugal (no PIB, emprego e percentagem da população activa) comparação internacional

3 RESUMO O terceiro sector abrange um conjunto alargado de entidades: organizadas, privadas, não distribuidoras de lucros, auto-governadas e voluntárias, podendo assumir várias formas jurídicas. Com este mesmo sentido, outras expressões podem usar-se: economia solidária, terceiro sistema, economia alternativa, sector não lucrativo,..

4 RESUMO:PLURALIDADE DE CONCEITOS

5 RESUMO: ÁREAS DE ACTUAÇÃO A composição do Terceiro Sector é complexa e pode ser analisada sob diversos ângulos, tais como: As áreas de actuação das organizações que o compõem: cultura, artes e recreação; educação, investigação e formação; saúde; serviços e equipamentos sociais; assistência a grupos desfavorecidos; protecção ambiental e patrimonial; desenvolvimento territorial; defesa dos direitos civis; actividades internacionais, apoio a empresas e empreendedorismo; desporto; outras.

6 RESUMO: ÁREAS DE ACTUAÇÃO As formas legais que essas organizações assumem: Associações, Fundações, Instituições de desenvolvimento local, Misericórdias, Organizações não-governamentais, Associações mutualistas e Cooperativas de solidariedade social de habitação e construção. O motivo que está na sua origem: iniciativas ligadas à igreja, às misericórdias, de desenvolvimento local, de moradores, de pais e professores; As várias funções que desempenham: prestação de serviços, defesa de causas e advocacia, expressão e criação de capital social.

7 RESUMO: PRINCIPAIS FUNÇÕES Promove: a coesão social, através do combate a diferentes formas de exclusão social, estimulando a criação de emprego e melhorando as condições de empregabilidade; a coesão económica, por via do combate das diferentes formas de marginalidade económica e da estimulação à criação de riqueza; uma cultura de participação cívica, combatendo as consequências negativas do recuo dos programas sociais universais, característicos do Estado Providência.

8 ECONOMIA SOCIAL A economia social em toda a sua diversidade unifica os aspectos económicos, civis e participativos da sociedade. No entanto, a sua importância é ainda ignorada por muitos. Os gráficos seguintes valorizam o nível de reconhecimento da Economia Social em três âmbitos relevantes: o das administracões públicas, o do mundo académico-científico e o do própio sector da Economia Social de cada país, e, também, identificam e valorizam os outros conceitos próximos.

9 NÍVEL DE RECONHECIMENTO DO CONCEITO DE ECONOMIA SOCIAL Por las autoridades públicas Por las empresas de Economía Por el mundo académico - País Social científico Bélgica ** ** *** Francia *** *** ** Irlanda ** *** ** Italia ** ** *** Portugal *** *** *** España *** *** *** Suecia ** *** ** Austria * ** ** Dinamarca * ** ** Finlandia ** ** ** Alemania * * ** Grecia ** ** ** Luxemburgo ** ** ** Países Bajos * * * Reino Unido * * ** Nuevos estados miembros Chipre ** ** ** República Checa * ** * Estonia ** * * Hungría * * * Letonia * *** ** Lituania ** * * Malta ** *** ** Polonia ** ** ** Eslovaquia n/d n/d n/d Eslovenia * ** **

10 NÍVEL DE RECONHECIMENTO DO CONCEITO DE ECONOMIA SOCIAL Identificaram-se 3 grupos de países atendendo ao seu nível de reconhecimento e aceitação do conceito de Economia Social : - Países onde o conceito de Economia Social apresenta uma maior aceitação: Em França, Itália, Portugal, Espanha, Bélgica, Irlanda e Suécia, o conceito de Economia Social goza de maior reconhecimento tanto para as administrações públicas e para o mundo académico-científico, como para o própio sector da Economia Social destes países. - Países onde o conceito de Economia Social apresenta um nível médio (relativo) de aceitação: São os casos de Chipre, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Luxemburgo, Letónia, Malta, Polónia e Reino Unido. Nestes países o conceito de Economia Social convive com outros conceitos, como o de Sector Não Lucrativo (Nonprofit sector), Sector Voluntário e o das Empresas Sociais. No Reino Unido, o reduzido nível de reconhecimento da Economia Social contrasta com a política governamental de apoio às Empresas Sociais. - Países com escasso ou nulo reconhecimento do conceito de Economia Social: Neste grupo de países integra-se a Áustria, a República Checa, a Estónia, a Alemaha, a Hungría, a Lituânia, os Países Baixos e a Eslovenia. Este grupo é integrado maioritariamente por países da última ampliação da União Europeia e pelos países germânicos. Nestes, o conceito de Economia Social é pouco conhecido, incipiente ou desconhecido, gozando de maior nível de reconhecimento relativo aos conceitos do Sector Não Lucrativo, Sector Voluntário e Sector das organizacões não governamentais.

11 VALORIZAÇÃO DE OUTROS CONCEITOS PRÓRIOS País Empresas sociales Sector No Lucrativo (Nonprofit) Tercer Sector Bélgica *** *** * Francia ** * ** Irlanda ** ** ** Italia ** ** ** Portugal ** ** *** España * * ** Suecia ** *** ** Austria ** *** * Dinamarca ** ** ** Finlandia *** ** *** Alemania ** ** ** Grecia ** ** * Luxemburgo * * * Países Bajos *** *** * Reino Unido *** ** *** Nuevos estados miembros República Checa * *** ** Estonia * ** ** Hungría * ** * Letonia ** *** n/d Lituania * ** ** Malta ** ** ** Polonia * ** ** Eslovenia * ** *

12 1. UMA BREVE VISÃO HISTÓRICA DO SECTOR NÃO LUCRATIVO PORTUGUÊS A importância da relação Estado e Sociedade Civil A influência da Igreja Católica O centralismo e o Autoritarismo O Estado de Bem-Estar e a democratização do país

13 UMA BREVE VISÃO HISTÓRICA DO SECTOR NÃO LUCRATIVO PORTUGUÊS A importância da relação Estado e Sociedade Civil No início do século XX, o Estado criou na maioria dos países um sistema de serviços sociais que permitiam emancipar parte do rendimento monetário da população. Este facto facilitou a projecção de alguns domínios na área do bem-estar social, por intermédio do conhecido Welfare State. Com o passar do tempo, as mudanças nas empresas e no trabalho provocaram transformações no ambiente do Estado. As estratégias de ajustamento estrutural que foram fixadas em diversos países têm mostrado uma variação clara nas ligações entre o Estado e a Sociedade, principalmente no que diz respeito aos gastos públicos, mas são reveladoras da diminuição dos investimentos governamentais em projectos sociais. As mais importantes linhas reguladoras das instituições internacionais mostram que a Reforma do Estado, essencialmente nos países subdesenvolvidos, está a ser encaminhada para o mercado, impondo a renúncia de meios de controlo político e a limitação de auxílios públicos, preferencialmente na esfera social. O Banco Mundial tem pronunciado uma aliança tecnocrática transaccional com intuito de tornar mais eficientes os investimentos nesse ambiente, reduzindo a função do Estado e fortificando os actos em direcção ao mercado.

14 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE CIVIL O Estado passou a ser compreendido como o meio que promove e regula, o que impõe a complementaridade entre Estado e Mercado, isto é, a acção privada surge como necessária para o cumprimento das funções públicas. Assim, a definição de políticas públicas passa a ser compreendida como uma forma de garantir a participação de todos na redução da pobreza e desigualdades. O governo e a sociedade desenvolvem uma aprendizagem mais profunda em conjunto, identificando desta forma o que de melhor cada um é capaz de fazer e adicionando esforços em favor de objectivos de interesse comum. De acordo com DRUCKER (1995), valorizar a co-responsabilidade dos cidadãos não significa eliminar o Governo de suas responsabilidades. Significa, sim, reconhecer que a parceria com a sociedade é que permite ampliar a mobilização de recursos para iniciativas de interesse público. No mundo actual, a democracia como exercício quotidiano não é possível sem a presença e acção fiscalizadora dos cidadãos. O papel de uma sociedade informada e actuante não é o de esperar tudo do Estado.

15 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE CIVIL Na última década, os principais problemas que afectam a comunidade internacional, decorrentes da globalização económica passaram a ser percebidos como questões globais, devido à marginalização dos sectores mais periféricos e pelo acentuar de uma tendência, que se julgara ultrapassada, a dualização da economia. As desconfianças e preconceitos do Estado e da Sociedade, antes existentes, têm-se diluído devido ao crescimento das parcerias e acções. O envolvimento dos governos não só facilita o trabalho, como é essencial para a obtenção de resultados palpáveis pela sociedade. O Estado começou a reconhecer que a Sociedade acumulou um capital de recursos, experiências e conhecimentos sobre as questões sociais, económicas e políticas que as qualificam como interlocutores e parceiros das políticas governamentais. O Mercado, antes distante, para não dizer indiferente às questões de interesse público, começa a ser penetrado pelas acções de responsabilidade social, e, passa a ver nas organizações sem fins lucrativos canais para concretizar o investimento do sector privado empresarial na área social, ambiental e cultural, entre outros. O Terceiro Sector começa a ampliar-se, valorizando outros actores e serviços como a filantropia empresarial, as associações beneficentes e recreativas, as iniciativas das igrejas e o trabalho voluntário.

16 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE CIVIL Surge um interesse nas potencialidades do terceiro sector não só no sentido de compensar as deficiências do Estado e do Mercado, mas também no sentido de promover a participação dos cidadãos na construção de uma sociedade mais justa e democrática. Em parte, esse interesse resulta da percepção de que nem o mercado nem o Estado se mostraram capazes de prover as necessidades sociais e de garantir níveis adequados e generalizados de bem-estar. O interesse pelo terceiro sector surge, assim, neste final de século, muito marcado pela preocupação de responder aos novos problemas com que se defrontam as sociedades mundializadas o desemprego, a pobreza e a exclusão social. Neste quadro, o terceiro sector distingue-se, pela sua dimensão mais social. No entanto, o renascimento do terceiro sector é muito mais do que uma resposta aos efeitos da globalização económica ou de uma modernização tardia mesmo em países não centrais, como os nossos. Como é amplamente reconhecido, a procura de uma terceira via, entre o público estatal e o privado mercantil, e a tentativa de construir um espaço público não estatal ou uma sociedade civil em sentido estrito, nunca foi tão forte como na actualidade.

17 A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO ESTADO E SOCIEDADE CIVIL Neste sistema de reorganização das ligações entre Estado e Sociedade, as organizações começam a preencher uma importante lacuna. A falta de eficiência e a supressão do Estado na resposta de problemas sociais, accionaram essa responsabilidade nas organizações. Em função das transformações nas empresas e das modificações na relação entre Estado e Sociedade, pode-se entender os mecanismos de acção das empresas (correspondentes às acções das ONG s) que estimulam e vêm auxiliando a implantação e implementação do conceito de responsabilidade social no momento presente. Pela primeira vez, as organizações de cidadãos desempenham um papel decisivo na definição de uma nova agenda internacional na qual democracia e direitos humanos, respeito ao meio ambiente, igualdade de género, luta contra a pobreza e exclusão social passam a ser reconhecidos como questões do interesse de toda a humanidade.

18 OS ACTORES POR DETRÁS DA SOCIEDADE CIVIL São três os principais actores que fazem a sociedade civil funcionar: AS PESSOAS Pioneiros é uma ideia concebida no estudo de Lord Beveridge, Acção Voluntária, de 1948, das pessoas que fundaram e organizaram o sector voluntário no Reino Unido. Lord Beveridge, o fundador do Estado Providência na Grã-Bretanha, era um crente fervoroso da acção voluntária, a que hoje chamamos sociedade civil, para erradicar os cinco grandes males que ele identificou como pobreza, doença, ignorância, sujidade e ociosidade. No Capítulo dos Pioneiros ele descreve as vidas de um número de pessoas, socialmente empenhadas, que criaram novas instituições, abriram novos caminhos e novas formas de pensar para resolver os problemas sociais. Os descendentes directos destes pioneiros são hoje chamados empreendedores sociais. São pessoas, dentro da sociedade civil, que aplicam as suas capacidades empreendedoras em iniciativas sociais, não para o seu proveito ou fins comerciais, mas para mudar as estruturas políticas e gerar benefícios ambientais, económicos e sociais. Existe aqui uma forte mudança da caridade tradicional para as práticas empresariais.

19 OS ACTORES POR DETRÁS DA SOCIEDADE CIVIL As FUNDAÇÕES FILANTRÓPICAS: Desempenham um papel-chave global na coordenação de esforços isolados, angariação e distribuição de fundos e constituem uma força essencial capaz de mover agendas sociais e políticas e ir ao encontro de necessidades não supridas. São a maior força por detrás das ONG s. ONG s: Como todos sabemos, as ONG s desempenham um papel crucial em democracia. Para dar apenas um exemplo emblemático, Isabel Hilton no seu artigo Made in China recorda o momento em que, em 1996, o director executivo da Nike foi questionado sobre as condições das sweatshops das fábricas da Nike na Coreia e na China e respondeu Isso não é da minha responsabilidade. Tal como a autora referiu foi como acenar uma capa vermelha a um touro. O movimento antiglobalização encontrou o ponto fraco daquela multinacional e as consequências na imagem da Nike foram devastadoras.

20 A INFLUÊNCIA DA IGREJA CATÓLICA A história da nossa política assistencial neste século revela a tendência, variável ao longo do tempo mas sempre presente, para o poder político condicionar a liberdade da acção social colectiva e ser muito selectivo nas iniciativas que se propõe favorecer. Em alguns períodos, a preocupação regulatória por parte do Estado foi muito evidente, enquanto noutros, como no presente, o Estado aparenta aceitar uma maior autonomia da iniciativa da sociedade. Aparenta porque essa aceitação não significa que deixe de operar aquela mesma tendência, na medida em que as iniciativas da sociedade só têm verdadeiramente condições de se desenvolver quando enquadradas em estruturas dominadas por certos sectores sociais a quem o Estado se permitiu delegar, expressa ou tacitamente, certas funções de controlo. É o caso, designadamente, das estruturas ligadas à Igreja Católica que, como é sabido, têm uma enorme influência em, pelo menos, duas das três principais uniões que federam e representam as instituições de solidariedade social.

21 A INFLUÊNCIA DA IGREJA CATÓLICA É com elas que o Estado concerta as grandes linhas da política assistencial e em quem delega parte das suas funções de tutela e de apoio. Mesmo que a conceitualização porventura mais correcta das relações entre o Estado e a Igreja não corresponda a uma ideia de delegação de poderes mas sim de real influência sobre o poder político derivada da autoridade, riqueza e prestígio que a Igreja detém numa sociedade reduzidamente secularizada as conclusões seriam as mesmas. O grupo das instituições pertencentes à Igreja Católica ocupa uma posição privilegiada, uma vez que lhe é reconhecido um estatuto especial que lhes permite furtarem-se a algumas obrigações de tutela. Paralelamente, no plano das relações informais, nota-se um particular constrangimento por parte da administração pública da segurança social para contrariar os excessos da autonomia de algumas instituições da Igreja, que entram em choque com regras básicas da cidadania social. As iniciativas ligadas a movimentos populares ou de natureza não confessional surgiram, assim, sobretudo, depois de 1974.

22 O CENTRALISMO E O AUTORITARISMO O Estado Novo, no contexto do projecto corporativo expresso no Estatuto Nacional do Trabalho, de 1933, que se inspira no modelo da Itália fascista, cria os seguros sociais obrigatórios e prevê que os corpos intermédios tomem a iniciativa da criação dos seguros sociais obrigatórios, através de caixas de previdência por profissão ou empresa e, para os trabalhadores rurais e pescadores, casas do povo e casas dos pescadores. No campo da assistência e da saúde é feita a assunção do princípio da subsidiariedade expresso na encíclica do papa Pio XI, Quadragesimo Anno, e no contexto da aliança entre o Estado e a Igreja Católica. Pela primeira vez uma Constituição portuguesa não reconhece o direito aos socorros públicos ou à assistência pública. Sem espaço político, em virtude do regime monopartidário criado com a União Nacional, a Igreja é remetida novamente para o campo social. A assistência é corporativa: "em vez de se dirigir ao indivíduo deve dirigir-se à família e cooperar com ela". O critério individualista da indigência e pobreza é substituído por um critério social e corporativo do homem como parte integrante de um todo orgânico.

23 O ESTADO DE BEM-ESTAR E A DEMOCRATIZAÇÃO DO PAÍS Em 1980, a 'crise' do Estado-Providência e, pouco tempo depois, a adesão à CEE, em 1986, permitem, por via dos programas europeus de luta contra a pobreza e de outros programas apoiados pelos fundos estruturais, alguma modernização e desenvolvimento de programas e medidas de luta contra a exclusão e desenvolvimento de parcerias com as instituições do terceiro sector. Estas intervenções decorrem à margem do próprio sistema de segurança social, nomeadamente do seu subsistema de acção social, sem integração na estrutura do sistema e com a assunção de um carácter provisório. Ainda que embrionário, ou em crise profunda, a forma clássica do Estado- Providência, ou do quase Estado-Providência está sob fogo de diversos ângulos. Do ângulo financeiro, a amplitude e a qualidade da intervenção do Estado no tecido social é diminuta. Da perspectiva da legitimidade, verifica-se a intratável dualização social produzida por esquemas de protecção social que estão longe de assegurar a equidade social. E, por fim, do ponto de vista da complexa realidade que é o palco da intervenção estatal e que se caracteriza, hoje em dia, pela dramática associação entre as desigualdades tradicionais, novos riscos, novas rotas de marginalização e de sub-desenvolvimento.

24 2. DIMENSÃO E PESO ECONÓMICO E SOCIAL DO SECTOR NÃO LUCRATIVO EM PORTUGAL Força de Trabalho - Comparação internacional Fontes de financiamento do terceiro sector em Portugal - Comparação internacional Portugal versus países com um modelo de estado-providência mais desenvolvido Força de trabalho e a sua distribuição Fontes de financiamento e a sua percentagem no PIB Comparação das características do terceiro sector português com Espanha e Itália Composição da força de trabalho e modelos de financiamento

25 TERCEIRO SECTOR PESO ECONÓMICO EM PORTUGAL A contribuição do terceiro sector para a economia global do país representou, em 2002, cerca de 4,2% do PIB, contribuição um pouco abaixo da média dos 38 países analisados no estudo (5%) e francamente inferior, duas ou três vezes, ao que se passa em países como a Bélgica, o Canadá ou a Holanda. Em 2002, este sector, em Portugal, empregava, a tempo inteiro, cerca pessoas, ou seja, cerca de 4% da população activa. Nesta data, o número de pessoas que o terceiro sector empregava em Portugal era bastante inferior ao que se podia encontrar na maioria dos países da Europa Ocidental. A média dos países da Europa ocidental rondava os 6,7%, com a Holanda a empregar cerca de 14,4% da população activa e a Itália apenas 3,8%. O número português representava apenas 27% do valor holandês, o mais elevado, e ainda assim apenas 60% da média dos países da Europa Ocidental. Porém, estes dados achavam-se em linha com os apresentados por outros países do sul da Europa, como a Espanha (4,3%) e a Itália (3,8%).

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28 Associações sem fins lucrativos: Cooperativas: 300 Fundações: 35 IPSS s: 3000 Mutualidades: 120 Fonte: Carlota Quintão

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30 COMPARAÇÃO COM OUTROS PAÍSES E SISTEMAS INTERNACIONAIS Portugal emprega menos força de trabalho (4,0%) nas ONL do que a maioria dos países desenvolvidos: Holanda: 14,4% Canadá: 11,1 Bélgica: 10,4% EUA: 9,8% Espanha: 4,3% Emprega mais do que os países da Europa Central e de Leste: Polónia e Roménia: 0,8%

31 Paid employment in cooperatives, mutual societies and associations. European Union ( ) * The data of Mutual societies are integrated in those of cooperatives for Italy and in those of Associations for Portugal. Country Cooperatives Mutual societies Associations TOTAL Belgium France Ireland Italy p.m.** Portugal p.m.** Spain Sweden Austria Denmark Finland Germany Greece Luxembourg 748 n/a Netherlands n/a United Kingdom Cyprus n/a n/a Czech Republic Estonia n/a Hungary n/a Latvia 300 n/a n/a 300 Lithuania n/a Malta 238 n/a n/a 238 Poland n/a Slovakia n/a Slovenia n/a TOTAL

32 TRABALHO REMUNERADO - COMPARAÇÃO COM OUTROS PAÍSES E SISTEMAS INTERNACIONAIS No total, as Associações empregam cerca de 2/3 do total dos trabalhadores remunerados. O Reino Unido, a Alemanha e a França eram os países que empregavam mais trabalhadores remunerados nas Associações, mais de metade do total. Itália é o país que mais empregava trabalhadores nas cooperativas, mais de 1/5 do total. Seguem-lhe a Alemanha, a França, a Polónia e a Espanha.

33 CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DAS ORGANIZAÇÕES NÃO LUCRATIVAS

34 IMPORTÂNCIA DO TERCEIRO SECTOR DO PONTO DE VISTA ECONÓMICO Produz bens e serviços em muitas áreas da actividade económica. As empresas sociais têm novas áreas de actividade, novos produtos e mercados. É um sector empregador: a U.E. assume que reúna aproximadamente 11 milhões de empregos. Estas organizações dedicam-se ainda à formação e à inserção socioprofissional.

35 IMPORTÂNCIA DO TERCEIRO SECTOR DO PONTO DE VISTA ECONÓMICO No potencial para a construção do modelo social europeu, luta contra a pobreza e exclusão social e cria respostas à satisfação das necessidades sociais mas também de novas soluções institucionais que desenvolvem formas de organização económica mais plurais, democráticas e participativas, alternativas à economia de mercado. No desenvolvimento local, cria respostas às situações, públicos e regiões mais deficitárias, levando à criação de emprego e ao estímulo à participação.

36 COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO NO SECTOR DOS SERVIÇOS EM %

37 CONCLUSÕES SOBRE FORÇA DE TRABALHO POR ÁREA DE ACTIVIDADE 1. Principais características distintivas: A) Cerca de 60% da força de trabalho do terceiro sector encontra-se no sector dos serviços. B) Apesar do peso dos activos no sector dos serviços ser de 60%, este é ligeiramente inferior à média dos países desenvolvidos (65%); C) O subsector serviços sociais (48%) ocupa mais do dobro da força de trabalho, relativamente aos países desenvolvidos (22%); D) Saliente-se o menor peso da saúde e da educação, relativamente aos países mais desenvolvidos.

38 COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO NA ÁREA DA EXPRESSÃO EM %

39 CONCLUSÕES SOBRE FORÇA DE TRABALHO POR ÁREA DE ACTIVIDADE 1. Principais características distintivas: A) Mais uma vez o peso dos activos nesta área é ligeiramente inferior à média dos países desenvolvidos; B) O subsector Cultura e Lazer é aquele que tem um valor maior, mas metade da força de trabalho dos países desenvolvidos (20%); C) Saliente-se o maior peso dos sindicatos e da parte cívica, relativamente aos países mais desenvolvidos.

40 DISTRIBUIÇÃO DOS TRABALHADORES REMUNERADOS E VOLUNTÁRIOS NAS ACTIVIDADES DE SERVIÇO E EXPRESSÃO

41 CONCLUSÕES SOBRE DISTRIBUIÇÃO DOS TRABALHADORES 1. Principais características distintivas: A) Dois terços dos trabalhadores remunerados trabalham no sector dos serviços; B) A percentagem de trabalhadores remunerados na área de expressão é superior à de voluntários, mas o valor é próximo; C) Quer os trabalhadores remunerados, quer os voluntários, trabalham essencialmente no sector dos serviços.

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43 VOLUNTARIADO De todas as pessoas empregues pelo terceiro sector, em 2002, 29% eram voluntários, sendo o valor do esforço do voluntariado em Portugal, segundo as estimativas, cerca de 675 milhões, ou seja, aproximadamente 0,5% do PIB. Os referidos 29% são um número bastante inferior à média dos 38 países analisados, que é de 38% e à média dos países desenvolvidos, em que o voluntariado representa 37% do total. Em termos absolutos, o voluntariado em Portugal representava 1,1% da população economicamente activa, o que é inferior à média internacional (1,6%) e à média dos países desenvolvidos (2,6%).

44 FONTES DE FINANCIAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES PORTUGUESAS

45 PROVENIÊNCIA DOS FUNDOS DAS ORGANIZAÇÕES DO TERCEIRO SECTOR: RECEITAS PRÓPRIAS: (venda de bens e serviços, quotas e rendimentos vários provenientes de investimentos); FILANTROPIA: (doações individuais, de fundações e de empresas); APOIO PÚBLICO OU GOVERNAMENTAL: (subsídios, contratos, reembolsos por serviços prestados (educação, saúde, acção social, etc.)

46 COMPARAÇÃO DAS FONTES DE FINANCIAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES PORTUGUESAS E INTERNACIONAIS

47 CONCLUSÕES DAS FONTES DE FINANCIAMENTO DAS ORGANIZAÇÕES PORTUGUESAS E INTERNACIONAIS Os países desenvolvidos têm um muito mais eficiente acesso ao financiamento público do que os países em transição, estando Portugal, nesse contexto, entre uns e outros. O Estado, nos países desenvolvidos, tende a deixar que fossem assumidas pelo Terceiro Sector tarefas que nos países em transição eram asseguradas directamente pelas entidades públicas. Portugal está em «transição» para um padrão de financiamento semelhante ao dos países desenvolvidos: a % de apoio público é comparativamente inferior em Portugal, mas é superior se compararmos com os 38 países do relatório;

48 FONTES DE FINANCIAMENTO EM PORTUGAL POR ÁREAS

49 CONCLUSÕES SOBRE AS FONTES DE FINANCIAMENTO A estrutura de fundos varia de acordo com as áreas de actividade: os fundos governamentais dominam a saúde e a educação Em Portugal, as receitas provenientes do sector público representam mais de 4/5 (82%) das receitas das instituições da economia solidária que se dedicam à saúde e cerca de 2/3 das que prosseguem objectivos educacionais. A componente pública é quase residual nas actividades de participação cívica ou de defesa de causas (12%), bem como nas culturais e de lazer (16%).

50 COMPARAÇÃO ENTRE PORTUGAL E PAÍSES COM UM MODELO DE ESTADO- PROVIDÊNCIA DESENVOLVIDO

51 COMPARAÇÃO ENTRE PORTUGAL PAÍSES COM UM MODELO DE ESTADO- PROVIDÊNCIA DESENVOLVIDO

52 PORTUGAL VERSUS PADRÕES REGIONAIS NAS CARACTERÍSTICAS DO TERCEIRO SECTOR Portugal partilha características com os países com um modelo de bem-estar desenvolvido: 1. Um peso relativamente grande ao nível do emprego; 2. Mais trabalhadores remunerados do que voluntários; 3. Uma clara orientação do emprego para os serviços, com um peso particular nos serviços sociais, saúde, educação e serviços básicos de bem-estar; 4. Apoio extensivo do governo às operações do sector.

53 COMPARAÇÃO DE PORTUGAL COM ESPANHA E ITÁLIA

54 COMPARAÇÃO DE PORTUGAL COM ESPANHA E ITÁLIA

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