ENCONTROS E DESENCONTROS NAS PRIMEIRAS EXPERIMENTAÇÕES CLÍNICAS 1

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1 1 ENCONTROS E DESENCONTROS NAS PRIMEIRAS EXPERIMENTAÇÕES CLÍNICAS 1 Ângela Vieira da Silva, Angélica Nakazone, Bárbara Kelly dos Santos, Clarissa Resende Batistela, Diego Napolitano Curceli, Larissa Camatta Zambon, Larissa Lara Reis, Ludimila Palucci Calsone, Marília Muylaert, Priscila Tamis de Andrade Lima e Rafael de Oliveira Rodrigues. RESUMO:Este é um Projeto de Atendimento em Clínica da Diferença que ocorre na Clínica-Escola da Universidade Estadual Paulista Campus de Assis. Focaremos aqui as primeiras experimentações dos estagiários no Encontro Clínico, orientados pelo Paradigma Ético-Estético- Político. Ético, porque se propõe a pensar a vida deixando de lado valores da Verdade e julgamentos a priori, considerando as pessoas em relação. Estético, na medida em que concebe a vida como obra de arte (Deleuze, 1992) e, desta forma, produz outros modos de pensar, sentir e estar no mundo. Político, a partir da afirmação dos processos coletivos, múltiplos e heterogêneos que atravessam cada existência, tendo contornos nas práticas sociais. Os primeiros encontros dão procedimento a um arranjo de trabalho em grupos terapêuticos, de todas as faixas etárias. Problematizamos nossas práticas orientados pelo referencial da Esquizoanálise e utilizamos nesse processo o método clínico-cartográfico como possibilidade de liberação das problemáticas existenciais da forma sintoma/cura, para práticas e modos de viver outros, com outras regras, menos aflitivas e mais inventivas para todos. A questão do psicodiagnóstico afirmado de maneira hegemônica no processo de Recepção do Usuário é deslocada para cartografia dos modos de viversentir-estar no mundo. Tudo nos interessa enquanto materiais de enunciação: não apenas os fluxos desejantes, que podem se conectar da forma mais criativa possível, como também as conexões mais enrijecidas, captura para a patologização do cotidiano. E, o processo de cartografar este encontro, é ao mesmo tempo, um encontro com o que em nós é afetado. Logo, enquanto clínicos/parceiros nos implicamos com o outro no acompanhar dos múltiplos movimentos do desejo e suas possibilidades de conexão. Atravessamos então o Encontro Clínico como um encontro da vida. O outro é parceiro nas formas, contornos e movimentos. Estar numa relação de parceria com outro será sempre um movimento a se fazer junto, um caminho que se faz caminhando, um encontrar-se que produz saber, conhecimento. Objeto e método se estabelecendo num só e mesmo movimento: um outro paradigma também de Ciência produzindo outras tecnologias de vida. Nossos primeiros Encontros Clínicos se inscrevem não apenas como um aprendizado de estar nesta relação, mas sobretudo, como uma decisão, uma implicação nos processos de existencialização do mundo. 1

2 2 ENCONTROS E DESENCONTROS NAS PRIMEIRAS EXPERIMENTAÇÕES CLÍNICAS Ângela Vieira da Silva, Angélica Nakazone, Bárbara Kelly dos Santos, Clarissa Resende Batistela, Diego Napolitano Curceli, Larissa Camatta Zambon, Larissa Lara Reis, Ludimila Palucci Calsone, Marília Muylaert, Priscila Tamis de Andrade Lima e Rafael de Oliveira Rodrigues. Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências e Letras Júlio de Mesquita Filho - Campus de Assis A partir dos Estágios Curriculares em Psicologia Clínica 2, que visam não só a formação teórico-prática dos estagiários ali inseridos, como também o oferecimento de Serviço de Saúde Pública à comunidade, está vinculado o Projeto de Atendimento em Clínica da Diferença que tem a proposta de trabalhar em grupos terapêuticos, em todas as faixas etárias. A decisão por trabalhos em grupo é tomada na medida em que entendemos as práticas como recortes do mundo, onde diferentes modos de sentir se encontram. Este trabalho é a narração das cartografias destas primeiras experimentações dos estagiários no Encontro Clínico, orientados pelo Paradigma Ético-Estético-Político. Ético, porque se propõe a pensar a vida deixando de lado valores da Verdade e julgamentos a priori, considerando as pessoas e os acontecimentos não apenas em si mesmos, mas em relação. Estético, na medida em que concebe a vida como obra de arte (Deleuze, 1992) e, desta forma, produz outros modos de pensar, sentir e estar no mundo, investindo na invenção e criação destes fazeres. Político, a partir da afirmação dos processos coletivos, múltiplos e heterogêneos que atravessam cada existência, tendo contornos nas práticas sociais. Problematizando nossas práticas orientadas pelo referencial da Esquizoanálise, adotamos o método clínico-cartográfico como possibilidade de liberação das problemáticas 2 Realizados no Centro de Pesquisa e Psicologia Aplicada (CPPA) da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Campus de Assis).

3 3 existenciais da forma sintoma/cura, para práticas e modos de viver outros, com outras regras, menos aflitivas para todos. Cartografar não implica em sistematizar, tampouco em organizar, e tampouco em atitude neutra por parte do sujeito-cartógrafo. Na cartografia, percorre-se os espaços de ruptura e de propagação. Procura-se desaprender os códigos, embaralhá-los mesmo, aguçar as sensações, abrir o corpo, para torná-lo passagem das vozes/imagens do mundo ainda não conhecido e experimentado 3. Cartografar usando O Encontro Clínico como espaço/dispositivo, um lançar-se em mar aberto, sem objetivo de chegada ou ponto de partida, sentindo a afetação das múltiplas afecções desse constante movimento - em que o corpo em conexão/relação com esta ambiência é atravessado por um devir intenso, onde o essencial é o percurso em si. A questão do psicodiagnóstico afirmado de maneira hegemônica no processo de Recepção do Usuário é deslocada para cartografia dos modos de viver-sentir-estar no mundo. Tudo nos interessa enquanto materiais de enunciação: não apenas os fluxos desejantes, que podem se conectar da forma mais criativa possível, como também as conexões mais enrijecidas, captura para a patologização do cotidiano. Acolher a dor como uma das produções intensivas da vida, entre várias outras afetações e potências. A dor é vida pedindo passagem. E, o processo de cartografar este encontro, é ao mesmo tempo, um encontro com o que em nós é afetado. Enquanto efeitos de viver as dores são singulares e coletivas....o trabalho do clínico é enfrentar o pedido de ajuda e combatê-lo, enquanto expressão de uma vontade que diz nada poder (...) Não há possibilidade de encontro se não há igualdade de potência, ou seja, se os articuladores dessa cena não enfrentam as 3 FONSECA, T. & KIRST, P. O desejo de mundo: um olhar sobre a clínica. In: Psicologia & Sociedade; 16 (3): 29-34; set-dez

4 4 diferenças, partindo de potências que equivalem (...) toda vida tem potência que se exerce nas articulações que capacitam modos de vida, os mais diversos. (Muylaert, 2000). Em nossa proposta de parceria, os terapeutas estão no encontro pela vida, encontro desde o início marcado por intensidade num ininterrupto devir, afetações como via de mão dupla que se estabelecem entre os corpos que ali se dispõem a encontrar. Enquanto clínicos/parceiros nos implicamos com o outro no acompanhar dos múltiplos movimentos do desejo e suas possibilidades de conexão, percebendo as forças organizadoras de sensibilidade e privilegiando as conexões criativas que no próprio encontro se produzem. Atravessamos então o Encontro Clínico como um encontro da vida. O outro é parceiro nas formas, contornos e movimentos. Considerá-lo enquanto tal é (...) estabelecer laços (ligações feitas com capricho); admitir e suportar a impotência de não ter respostas; lutar para não estabelecer regras à priori; insistir em composições que potencializam a vida; duros passos cambaleantes e movediços no traçado de trilhas provisórias...(muylaert, 2000, p.27). 4. Estar numa relação de parceria com outro será sempre um movimento a se fazer junto, um caminho que se faz caminhando, um encontrarse que produz saber, que produz conhecimento. Objeto e método se estabelecendo num só e mesmo movimento: um outro paradigma também de Ciência produzindo outras tecnologias de vida. Estamos atrasados em relação a nós mesmos se ainda pensamos que só se pode transformar o social, a cultura, os comportamentos depois de conhecê-los, para, então, dominá-los. Ora, as transformações se fazem no seio próprio da ação, o fazer impõe uma ordem, engendra encontros, compõe e decompõe. Trata-se fundamentalmente de uma questão de implicação ética (Giacomel, 2003, p.147) 5. 4 MUYLAERT, M. Corpoafecto: o psicólogo no hospital geral. São Paulo: Escuta, GIACOMEL, A. et al. Trabalho e Contemporeneidade: o trabalho tornado vida. In: FONSECA, T.; KIRST,P Cartografias e devires: A construção do presente. RS: Editora UFRGS, 2003.

5 5 Desse lugar de terapeuta-parceiro-cartógrafo, em que ambos se entreolham do mesmo nível, falar sobre emoções, angústias e ressentimentos, faz-se intenso e difícil na medida em que as problemáticas trabalhadas são sempre existenciais, da vida que nos atravessa (terapeuta e cliente). Estabelecer parcerias, nesse local socialmente construído, à primeira vista, pode parecer simplório e simplista, mas, considerando que o socius se faz a partir de processos hegemônicos regidos por uma produção capitalística de subjetividade, estar disponível de igual para igual (Muylaert, 2000) na relação, é impor um outro movimento, um outro regime de sensibilidade que turva a ordem dominante do Capital. Através de palavras de ordem, modelos, paradigmas de referência, que a produção de subjetividade capitalística nos diz como amar, como estabelecer relações, como alcançar formas prazerosas de encontros, enfim, qual o modo certo de viver. Encontrar o que há de devir revolucionário nas ações desse estar no mundo é afirmar os processos desviantes e singularizantes, vivendo-os dia após dia. Nossos primeiros Encontros Clínicos se inscrevem não apenas como um aprendizado de estar nesta relação, mas sobretudo, como uma decisão, uma implicação nos processos de existencialização do mundo. Podemos pensar essa ação tal qual nos instiga o poeta Fernando Pessoa quando escreve: (...) a lucidez só deve chegar ao limiar da alma. Nas próprias antecâmaras do sentimento. É proibido ser explícito. Sentir é compreender. Pensar é errar. Compreender o que outra pessoa pensa é discordar dela. Compreender o que outra pessoa sente é ser ela. Ser outra pessoa é de uma grande utilidade metafísica. Deus é toda a gente 6. 6 PESSOA, F. In: GISMONTI, E. Fantasia. São Bernado do Campo: Emi-Odeon, 1982.

6 6 BIBLIOGRAFIA DELEUZE, G. Conversações. Rio de Janeiro: Ed. 34, DELEUZE, G. & GUATTARI, F. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Vol.4. São Paulo: Ed. 34, FONSECA, T. & KIRST, P. O desejo de mundo: um olhar sobre a clínica. In: Psicologia & Sociedade; 16 (3): 29-34; set-dez GIACOMEL, A. et al. Trabalho e Contemporeneidade: o trabalho tornado vida. In: FONSECA, T.; KIRST,P Cartografias e devires: A construção do presente. Rio Grande do Sul: UFRGS editora, GUATARRI, F & ROLNIK, S. Micropolítica: Cartografias do desejo. Petrópolis: Vozes, LINS, D. & GADELHA, S. Nietzsche e Deleuze: o que pode o corpo. Rio de Janeiro: Relume Dumará, MUYLAERT, M. Corpoafecto: o psicólogo no hospital geral. São Paulo: Escuta, DISCOGRAFIA PESSOA, F. In: GISMONTI, E. Fantasia. São Bernado do Campo: Emi-Odeon, 1982.

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