Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático"

Transcrição

1 Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Fernando Del Guerra Prota O presente trabalho surgiu das questões trabalhadas em cartel sobre pulsão e psicossomática. Não se trata de uma produção de final de cartel, mas de um trabalho que pude produzir ao introduzir os questionamentos que aparecem no cotidiano da clínica ao assunto estudado no cartel. As características peculiares do crescente número de pessoas que procuram atendimento apresentando quadros que, dentro de uma perspectiva da classificação psiquiátrica atual, padecem de Transtorno de Stress Pós traumático, levaramme a pensar tal fenomenologia a partir da teoria psicanalítica, verificando que se constituia em um importante campo de intersecção entre os saberes psiquiátrico e psicanalítico. Transtorno de Stress Pós Traumático (TSPT) O TSPT é uma entidade que está muito em voga devido aos acontecimentos do 11 de setembro de Inúmeros sites científicos na internet se propõe a divulgar estudos e discussões sobre o assunto, sempre voltando a atenção para os sobreviventes ao ataque terrorista ao World Trade Center e ao Pentágono, assim como para os familiares das vítimas. Segundo o DSM-IV o Transtorno de Stress Pós Traumático caracteriza-se por exposição a evento traumático onde a pessoa foi confrontada com a morte ou grave ferimento reais ou ameaçados, em si ou em pessoas próximas, com resposta envolvendo intenso medo, impotência ou horror. O evento traumático é persistentemente revivido em recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas; sonhos aflitivos recorrentes com o evento; agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente (flashback); presença de esquiva a estímulos relacionados ao trauma e entorpecimento da responsividade geral; e ainda sintomas persistentes de excitabilidade aumentada. Um fenômeno frequente e aparentemente paradoxal em várias destas pessoas é a reexposição compulsiva a novos eventos potencialmente traumáticos semelhantes a situação vivida no trauma. Uma primeira abordagem psicanalítica sobre esta classificação é apontar que ela coloca no mesmo plano as vítimas do ataque terrorista ao WTC, as vítimas do holocausto, ou vítimas de abuso e violência domésticos, eliminando toda dimensão histórica possível, toda significação possível para o sujeito reconstruir sua relação simbólica com o trauma. No entanto tomá-los no mesmo plano, no intuito da pesquisa e não do tratamento, traz a possibilidade de uma investigação metapsicológica dos fatores comuns envolvidos nestes casos Para fazer uma leitura psicanalítica de alguns dos fenômenos descritos na sucinta apresentação fenomenológica acima, é preciso retomar alguns conceitos psicanalíticos como trauma, desamparo e compulsão a repetição.

2 Trauma Lacan nos diz que o trauma é o encontro com o Real, o Real do sexo mas também o Real da morte, ambas figuras do impossível. Do impossível de se representar, de fazer existir no simbólico, no mundo das representações, na realidade psíquica (ou seja, em qualquer realidade, pois toda realidade é uma realidade psíquica). O encontro com o Real da castração. É importante ressaltar que algo só adquire seu valor traumático a posteriori, quando numa repetição, já no simbólico, a cena anterior é retomada e resignificada, entrando na cadeia significante com seu peso de trauma, ou seja, como algo que excede as representações. A tentativa de dar conta de representar este Real, possibilitando para o sujeito se situar no mudo, Lacan vai chamar de fantasma fundamental. O fantasma fundamental então é uma matriz imaginária na qual o sujeito se posiciona frente ao enigma de seu desejo, do desejo do Outro, dos gozos (formas de satisfação pulsional) envolvidos, dando uma resposta a estes enigmas na forma de uma configuração, uma matriz que vai coordenar sua relação com as demandas do Outro, sua construção da realidade, a formacão do seu mundo simbólico durante toda a sua vida. O fantasma fundamental será sua janela para o mundo. Voltando ao Transtorno do Stress Pós Traumático, várias pesquisas atuais no campo da psiquiatria clínica mostram que mais importante que a intensidade do trauma sofrido pelo indivíduo que sofre de T.S.P.T. são suas características de personalidade, seu neuroticism, termo inglês utilizado pelos pesquisadores desta área, sem tradução para o português, que poderiamos traduzir como quão neurótico é um indivíduo. Proponho entender este quão neurótico é um indivíduo como quão pouco um indivíduo confia, ou se fia, no seu fantasma como sustentáculo da sua realidade. Quanto menos uma pessoa confia no seu fantasma como fonte de garantia para sua relação com o Outro e de constituição da realidade, mais ela vai precisar se utilizar de recursos defensivos, ditos neuróticos, para se sustentar no mundo. Por outro lado existem pessoas que estão tão seguras de seus fantasmas, estão tão adaptadas, que nada pode vir a balançar o seu mundo, introduzir questões sobre seu modo de se relacionar com o Outro e de sua satisfação pulsional. Nada pode traumatiza-las. Com essa ênfase no neuroticism o que se mostra é que o trauma atual tem seu valor em relação com o trauma inaugural do indivíduo, reatualizando-o. Esta é a tese psicanalítica tradicional. Mas o que gostaria de por em relevo é que, no Transtorno de Stress Pós Traumático não há um movimento dialético, uma significação de algo anterior, como ocorre frequentemente em nossas vidas. Há um transbordamento quantitativo que fica além da reatualização simbólica do trauma. Tal transbordamento quantitativo se mostra nos sonhos repetitivos que guardam relação com o sofrimento da situação traumática porém não evidenciam nenhuma elaboração desta situação. Também são exemplos deste transbordamento as revivescências (flashbacks) nas quais o indivíduo revive a situação tal qual ela aconteceu sem uma subjetivação da mesma, subjetivação que ocorre por exemplo nas recordações encobridoras em que uma cena infantil é retomada mas o sujeito se coloca em primeira e terceira pessoa, não mais apenas como objeto da ação.

3 Porém além deste transbordamento do Real em relação a capacidade de simbolização, que abordarei mais a fundo através do uso do conceito de desamparo, verifica-se na clínica que as situações de encontro com o real traumático nestes casos de Transtorno de Stress Pós Traumático, são sempre vividos como uma experiência intensa de ser colocado na posição de objeto de gozo do Outro. Como uma afirmação vinda do real, uma confirmação da fantasia, de que o Outro goza, se satisfaz, com o corpo do sujeito, com a sua morte. Deste modo como uma insuportável e mortífera realização fantasmática. Essa posição de gozo do sujeito com relação a vivência traumática fica muito clara na repetição compulsiva de alguns destes pacientes a situações que guardam exatamente as mesmas características, transpostas para outros contextos, da situação traumática onde ele foi colocado, ou se colocou, radicalmente, na posição de objeto de gozo de um Outro sádico. Assim, e esta é a tese do presente texto, convergem para o mesmo ponto duas correntes psíquicas: uma da insuficiência do aparato simbólico, a partir do fantasma fundamental, de gerar representações, ou seja, dar uma significação para o Real em jogo, e outra da própria realização fantasmática radical, levando a fixação em um gozo mortífero. Estas duas vertentes têm que ser levadas em conta na condução do tratamento destes sujeitos. Desamparo O termo Desamparo (hilflosigkeit) é introduzido por Freud na teoria psicanalítica no texto Inibição, Sintoma e Angústia de 1926, apesar de seus pressupostos remontarem à sua teoria a respeito da Neurose de angústia. Freud desenvolve este conceito inicialmente para dar conta da explicação psicanalítica dos acessos de angústia (Angstanfall), dos quais ele mesmo sofria, e que hoje classificaríamos como ataques de pânico. O termo desamparo refere-se a situação subjetiva em que o aparelho psíquico encontra-se em um estado de impossibilidade de controle de uma invasão pulsional, e o afeto que lhe é próprio é o terror (Schreck). Em outras palavras, trata-se de uma invasão brutal da pulsão que não encontra uma rede representacional para acolhê-la. Este conceito é utlizado para a abordagem metapsicológica do transtorno do pânico, porém me parece muito adequado para a abordagem do Transtorno de Stress Pós Traumático, uma vez que a vivência da pulsão sem o intermédio do Simbólico, tem a mesma estrutura de encontro inesperado e horror que a vivência do trauma. (uma vez superada a falsa divisão e comprensão daquilo que consideramos interno ou externo). Tal noção se sustenta tomando-se o conceito de angústia como o afeto específico do encontro do sujeito com o impossível de representar da relação sexual e da morte. Fenomenologicamente o T.S.P.T e o Transtorno do Pânico se cruzam também na observação de que, apesar dos ataques de pânico serem em grande parte "espontâneos", Freud observa que em um grande número de indivíduos com os Ataques de angústia, há uma "situação de choque"(trauma), na história da pessoa onde há um confronto direto e pouco metafórico do sujeito com a perda brutal e concreta de um ente querido ou de uma situação estável de vida. Tratam-se de situações onde o sujeito perde a proteção psíquica que até então lhe permitia manter uma relação entre suas pulsões e a sua ancoragem representacional em nível psíquico.

4 O sujeito descobre subitamente a radical falta de garantias sobre a qual sua vida psíquica e toda a sua existência se desenvolvem. Ele está "sem pai e sem mãe". Esta noção do desamparo ajuda então a entender a apresentação fenomenológica do Transt. Stress Pós Traumático no que se refere ao comportamento de esquiva, aos sintomas depressivos, a diminuição das relações interpessoais e no entorpecimento da responsividade geral. Todas tentativas de limitar o campo de relação com o Outro e com as próprias pulsões, na tentativa de preservar e manter a construção de um eu que está com os alicerces bastante frágeis. No entanto estas alterações que lembram o processo de luto, convivem no mesmo sujeito com vivências opostas a estas que visam reviver continuamente o trauma, impedindo que ele se torne uma memória e fazendo com que fique sempre no tempo presente. Tais vivências são os pesadelos, os flashbacks e as reexposições compulsivas. São os fenômenos que indicam uma fixação fantasmática, um gozo envolvido no Póstraumático. Compulsão à repetição Freud começou a conceituar a noção de Repetição em 1914, no seu artigo "Recordar, repetir e elaborar". Ele percebeu que algo escapava ao seu método de livre associação, que nem tudo pode ser rememorado, e mais ainda que o que não pode ser rememorado retorna de outra forma, por meio da repetição, por aquilo que se repete na vida do sujeito, sem que ele o perceba. Porém foi a partir de 1920 com seu texto "Além do princípio do prazer", que a função da repetição adquire todo o seu peso na teoria analítica, com a formulação do conceito de pulsão de morte. Através da análise de repetições nos atos dos sujeitos, nos sonhos, nas neuroses de guerra ou traumáticas, e principalmente a partir da análise das brincadeiras de crianças (fort - da), Freud percebe um princípio de funcionamento psíquico diferente daquele que ele havia descrito desde o início de seu ensino, a saber, os princípios do prazer e da realidade. A repetição de algo essencialmente desagradável e que causa sofrimento é debitado na conta de uma pulsão mais primitiva que o princípio do prazer: a pulsão de morte ou princípio do nirvana. Uma tendência última de voltar ao estado inanimado, de anulação das faltas e consequentes desejos, marca essencial da vida. A repetição então seria a reatualização contínua desta pulsão de morte. Sua função seria a tentativa contínua de reduzir o trauma, endireitá-lo, integrá-lo a ordem simbólica. Porém como se trata de algo impossível de ser simbolizado (em última instância a própria morte), essa repetição se torna inoperante e gera um automatismo que acaba por se perpetuar. Lacan retoma este momento do ensino Freudiano como eixo central de seu "retorno a Freud". Ele desenvolve o conceito de repetição em duas vertentes. A repetição no simbólico e no real.

5 No simbólico temos que a repetição está no princípio do funcionamento da cadeia significante. Os significantes constantemente retornam, em última instância porque dependem de um significante primeiro desaparecido, recalcado, e que por deslocamento metonímico insiste na cadeia. Qual seja este significante: o significante do desejo da mãe. Assim na ordem simbólica, na ordem dos laços sociais, aqueles que determinam os papéis e os lugares nos quais nos colocamos na relação com o Outro, os significantes se repetem para o sujeito, marcando os caminhos pelos quais ele trilha em busca das satisfações de seus desejos. Então para um sujeito que em um momento ama Maria e depois Estela e posteriormente Joana, em contextos completamente diversos, a análise revela o traço que se repete em cada uma das situações, por exemplo a constante dúvida da traição, evidenciando uma repetição no posicionamento subjetivo frente à mulher que pode, mas não necessariamente, remeter a sua relação com a mãe. (Exemplo que se encontra em O osso de uma análise J.A.M.) Na ordem do Real a repetição se inscreve, para Lacan, também como a assinatura da pulsão de morte, do impossível de se simbolizar. Mas além desta repetição automática e ineficaz, Lacan sublinha e enfatiza a presença de um gozo. De um prazer no sofrimento. Não se trata da posição subjetiva do masoquista, mas de uma condição estrutural, de um masoquismo primário, utilizando as palavras de Freud. A compulsão à repetição verificada na escuta analítica de pessoas com Transtorno de Stress Pós Traumático, deixa clara esta dimenção do prazer na dor, do gozo. E mais, parece ocorrer uma fixação maciça neste gozo sintetizado numa frase: O Outro goza as expensas de mim, do meu corpo, do meu ser. A posição de objeto do Outro é comum a todo fantasma neurótico, uma vez que todo fantasma é perverso. Porém nestes casos de T.S.P.T. a dialética entre gozo e desejo, evidenciada por fenômenos como a repulsa histérica ou a moral obsessiva, é suprimida por uma certeza intensa da perversidade do Outro. Um verdadeiro "Empuxo a gozar". Assim o trauma reatualizado no T.S.P.T. encontra dificuldades de ser simbolizado, porém é absorvido pelo fantasma do sujeito, fixando sua posição de gozo. Uma questão que surge disto e que tendo em vista que o caráter das pessoas dependem das suas formas de satisfação pulsional (gozo) desenvolvidas ao longo da vida, será que no TSPT podemos pensar num remodelamento do caráter e falar em "caráter pós traumático"? É uma questão a ser investigada, apesar de que, muitos autores relatam uma mudança de "personalidade" nestas pessoas. No entanto para tal investigação deve-se levar em consideração esta difícil distinção do que é caráter e o que se chama de personalidade. Esta distinção se torna mais difícil ainda quando vários campos do conhecimento como a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise utilizam os mesmos termos com definições diversas. A guiza de conclusão A tentativa de elaborar o que quer que seja de extrapolação metapsicológica, por se tratar de uma generalização, esbarra na questão de obliterar a subjetividade, ou seja, as intensas particularidades dos sujeitos dos quais o material é

6 obtido. No entanto tem a importante função de funcionar como baliza, pontos orientadores da prática clínica na escuta e tratamento de cada sujeito. Minha tese neste texto é que um importante intercâmbio psicanálise/psiquiatria pode se estabelecer ao articular a descrição fenomenológica psiquiátrica do Transtorno de Stress Pós Traumático, estabelecida com os propósitos de readaptação, em geral através do uso do uso de psicofármacos, a uma abordagem psicanalítica que pode dividir estes mesmos sintomas em dois conjuntos: um conjunto como manifestação de uma insuficiência do simbólico (desamparo) e outro como fixação e satisfação pulsional (gozo). A abordagem do tratamento deve assim visar por um lado a subjetivação/elaboração do ocorrido possibilitando ao sujeito historificar o trauma e se posicionar frente a ele, possibilitando inclusive ao sujeito se responsabilizar por ele, não somente no sentido das possíveis determinações inconscientes que levaram ao ocorrido, mas também à responsabilização no sentido de que todo sujeito é um sujeito em formação, ou seja, após o trauma não existe mais o sujeito não traumatizado, e ele tem que posicionar no mundo apartir disto. Por outro lado o psicanalista precisa estar atento a posição de intensa fixação pulsional, de empuxo a gozar destes sujeitos e da certeza da perversidade do Outro. Sem aceder a dimensão pulsional do problema o tratamento fica exposto às repetições que podem estagnar a vida do indivíduo. No horizonte fica a questão a se pesquisar se a experiência do trauma e também do tratamento psicanalítico, na medida em que o psicanalista pode ocupar o lugar do trauma, podem alterar o caráter de uma pessoa, para além das formações sintomáticas. Esta me parece ser uma aposta da psicanálise, claramente da psicanálise Lacaniana. Cabe ao analista assumir tal aposta na pratica clínica. Referências bibliográficas 1. Revista Brasileira de Psiquiatria. Numero. Ano 2. Psicoses. E. Laurent. Agente. Minas Gerais. Ano 3. O seminário livro 5. Jaques Lacan. Jorge Zaar Editor Manual diagnóstico e estatísitco de Transtornos Mentais - 4 edição.(dsm IV) 5. Panico. Uma abordagem metapsicológica. Mario Eduardo Costa Pereira. Editora Lemos. Ano 6. Além do Princípio do Prazer. S. Freud. Edição eletrônica das obras completas de S.Freud. 7. O osso de uma análise. J.A. Miller. Biblioteca Agente. Bahia

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da Introdução O interesse em abordar a complexidade da questão do pai para o sujeito surgiu em minha experiência no Núcleo de Atenção à Violência (NAV), instituição que oferece atendimento psicanalítico a

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 Elza Macedo Instituto da Psicanálise Lacaniana IPLA São Paulo, 2008 A angústia é um afeto Lacan (2005) dedica o Seminário de 1962-1963 à angústia. Toma a experiência

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

A fala freada Bernard Seynhaeve

A fala freada Bernard Seynhaeve Opção Lacaniana online nova série Ano 1 Número 2 Julho 2010 ISSN 2177-2673 Bernard Seynhaeve Uma análise é uma experiência de solidão subjetiva. Ela pode ser levada suficientemente longe para que o analisante

Leia mais

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental

Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Clínica Psicanalítica e Ambulatório de Saúde Mental Trabalho apresentado na IV Jornada de Saúde Mental e Psicanálise na PUCPR em 21/11/2009. A prática da psicanálise em ambulatório de saúde mental pode

Leia mais

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 Celso Rennó Lima A topologia..., nenhum outro estofo a lhe dar que essa linguagem de puro matema, eu entendo por aí isso que é único a poder se ensinar: isso

Leia mais

MESA-REDONDA. Corpo: cenário de amor, gozo e sofrimento. Amor e compulsão: figuras contemporâneas do trabalho de jovens executivos.

MESA-REDONDA. Corpo: cenário de amor, gozo e sofrimento. Amor e compulsão: figuras contemporâneas do trabalho de jovens executivos. IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental Tema: O amor e seus transtornos Curitiba, de 04 a 07 de setembro de 2010 MESA-REDONDA Corpo:

Leia mais

O BRINCAR E A CLÍNICA

O BRINCAR E A CLÍNICA O BRINCAR E A CLÍNICA Christine Nunes (psicóloga clínica, candidata da SPRJ) RESUMO: O presente trabalho, propõe a uma breve exposição do que pensa Winnicott sobre o brincar e a sessão analítica estendendo

Leia mais

2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania?

2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania? 2- Ruptura com o Gozo Fálico: como Pensar a Neurose e a Psicose em Relação à Toxicomania? Giselle Fleury(IP/UERJ), Heloisa Caldas(IP/UERJ) Para pensar, neste trabalho, a neurose e a psicose em relação

Leia mais

O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa

O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa No decorrer dos séculos, a histeria sempre foi associada a uma certa imagem de ridículo que por vezes suas personagens

Leia mais

Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha

Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha Aríete Garcia Lopes Vera Vinheiro Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha o horizonte do discurso psicanalítico. Situada aquém do inconsciente e do recalque, ela escapa

Leia mais

O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE. Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se

O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE. Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se 1 O SER WINNICOTTIANO E A CLÍNICA DA PÓS-MODERNIDADE Nahman Armony Winnicott viveu em uma época em que a concepção de pós-modernidade estava se formando, e, sabedor ou não disto, contribuiu com conceitos

Leia mais

Depressão não é sintoma, mas inibição

Depressão não é sintoma, mas inibição 4 (29/4/2015) Tristeza Atualmente denominada de depressão, por lhe dar por suporte o humor, a tristeza é uma covardia de dizer algo do real. Seu avesso, no sentido moebiano, a alegria, pode ir até a elacão.

Leia mais

Considerações acerca da transferência em Lacan

Considerações acerca da transferência em Lacan Considerações acerca da transferência em Lacan Introdução Este trabalho é o resultado um projeto de iniciação científica iniciado em agosto de 2013, no Serviço de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia

Leia mais

A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE.

A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE. A BOCA CALA, O CORPO FALA: VIOLÊNCIA SEXUAL, SEGREDO E PSICANÁLISE. Desde os primeiros passos de Freud em suas investigações sobre o obscuro a respeito do funcionamento da mente humana, a palavra era considerada

Leia mais

PODERES DO PSICANALISTA

PODERES DO PSICANALISTA Estados Gerais da Psicanálise: Segundo Encontro Mundial, Rio de Janeiro 2003 PODERES DO PSICANALISTA Nelisa Guimarães O título tem o duplo sentido de discutir o que pode um psicanalista na clínica a partir

Leia mais

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira

A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira A Psiquiatria e seu olhar Marcus André Vieira Material preparado com auxílio de Cristiana Maranhão e Luisa Ferreira Transtornos Neuróticos Aspectos históricos A distinção neuroses e psicoses foi, durante

Leia mais

A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO

A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO A DOENÇA O REAL PARA O SUJEITO 2014 Olga Cristina de Oliveira Vieira Graduada em Psicologia pela Universidade Presidente Antônio Carlos. Docente no Centro Técnico de Ensino Profissional (CENTEP). Especialização

Leia mais

Gilberto Gobbato A mulher sem pecado: fantasia rodrigueana

Gilberto Gobbato A mulher sem pecado: fantasia rodrigueana Gilberto Gobbato A mulher sem pecado: fantasia rodrigueana Trata-se da mostração da fantasia fundamental, tal qual Freud propõe a partir dos três tempos da gramática da fantasia, na peça teatral A mulher

Leia mais

Diagnóstico: um sintoma? O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal função é de ser um instrumento

Diagnóstico: um sintoma? O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal função é de ser um instrumento Diagnóstico: um sintoma? Larissa de Figueiredo Rolemberg Mendonça e Manoel Tosta Berlinck (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP) O diagnóstico em psiquiatria tem uma história. Sua principal

Leia mais

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM Maria Elisa França Rocha A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da sexualidade, bem como conhecer suas fantasias e as teorias que

Leia mais

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler?

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? Sonia Campos Magalhães Em seu artigo Uma dificuldade da psicanálise de criança, Colette Soler 1 lança uma questão aos psicanalistas que se ocupam desta prática,

Leia mais

Resistência e dominação na relação psicanalítica 1

Resistência e dominação na relação psicanalítica 1 1 Estados Gerais da Psicanálise: Segundo Encontro Mundial, Rio de Janeiro 2003 Resistência e dominação na relação psicanalítica 1 Maria Izabel Oliveira Szpacenkopf izaszpa@uol.com.br Psicanalista, Membro

Leia mais

Dra. Nadia A. Bossa. O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem

Dra. Nadia A. Bossa. O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem Aprendizagem humana Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o antecede e ao qual necessita ter acesso. Porém falta

Leia mais

Clarice Gatto. O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável

Clarice Gatto. O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável Clarice Gatto O traumático que a experiência psicanalítica torna comunicável Trabalho a ser apresentado na Mesa-redonda Poder da palavra no III Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental e IX

Leia mais

A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE

A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE A CORAGEM DE TOMAR A PALAVRA: REPRESSÃO, EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE Autores: Gleici Kelly de LIMA, Mário Ferreira RESENDE. Identificação autores: Bolsista IN-IFC; Orientador IFC-Videira. Introdução Qual seria

Leia mais

A atuação do Residente de Psicologia nos Grupos de Pré-consulta *

A atuação do Residente de Psicologia nos Grupos de Pré-consulta * ARTIGOS A atuação do Residente de Psicologia nos Grupos de Pré-consulta * Raquel Moreira Pádova ** Introdução A questão que analiso neste trabalho, se refere à atuação do psicólogo nos grupos de pré-consulta

Leia mais

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap.

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap. GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS 3º Encontro - 31 de agosto 2015 No começo era o amor (Cap.I) No primeiro capítulo do Livro 8, Lacan (1960-1961) inicia com

Leia mais

Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise

Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise Manoel Tosta Berlinck Um projeto de pesquisa é um objeto escrito que resulta de um processo de elaboração, esclarecimento e precisão.

Leia mais

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 Miriam A. Nogueira Lima 2 1ª - O corpo para a psicanálise é o corpo afetado pela linguagem. Corpo das trocas, das negociações. Corpo

Leia mais

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA MARIA DA GLORIA SCHWAB SADALA 1. BREVE CURRICULO PSICÓLOGA E PSICANALISTA DOUTORA, MESTRE E ESPECIALISTA PELA UFRJ COORDENADORA DO MESTRADO EM PSICANÁLISE

Leia mais

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET TRAUMA)

TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET TRAUMA) TRAUMA PSÍQUICO ORIENTAÇÕES GERAIS AOS MÉDICOS NÚCLEO DE ESTUDOS E TRATAMENTO DO TRAUMA (NET TRAUMA) SERVIÇO DE PSIQUIATRIA HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA UNIVERSIDADE

Leia mais

Histeria e Corporalidade: O Corpo histérico através dos tempos

Histeria e Corporalidade: O Corpo histérico através dos tempos Histeria e Corporalidade: O Corpo histérico através dos tempos Este trabalho tem por intuito verificar quais as transformações sofridas pelos sintomas histéricos ao longo dos anos. Esta indagação se deve

Leia mais

AFORISMOS DE JACQUES LACAN

AFORISMOS DE JACQUES LACAN AFORISMOS DE JACQUES LACAN Marco Antonio Coutinho Jorge (org.) O texto de Lacan, assim como o de Swedenborg, segundo Borges, é daqueles que expõe tudo com autoridade, com uma tranqüila autoridade. Ciente,

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE Maria Fernanda Guita Murad Pensando a responsabilidade do analista em psicanálise, pretendemos, neste trabalho, analisar

Leia mais

Prevenção em saúde mental

Prevenção em saúde mental Prevenção em saúde mental Treinar lideranças comunitárias e equipes de saúde para prevenir, identificar e encaminhar problemas relacionados à saúde mental. Essa é a característica principal do projeto

Leia mais

Entrevista com Pierre Fédida

Entrevista com Pierre Fédida Rev. Latinoam. Psicopat. Fund., IV, 1, 168-174 Entrevista com Pierre Fédida (Concedida a Paulo Roberto Ceccarelli em Paris, no dia 27 de julho de 2000) 168 Há algum tempo o Sr. tem utilizado a expressão

Leia mais

PERDÃO E SAÚDE: TENSÕES ENTRE MEMÓRIA E ESQUECIMENTO

PERDÃO E SAÚDE: TENSÕES ENTRE MEMÓRIA E ESQUECIMENTO PERDÃO E SAÚDE: TENSÕES ENTRE MEMÓRIA E ESQUECIMENTO Andréa Lima do Vale Caminha A temática do Perdão tem nos atraído nos últimos tempos e para atender a nossa inquietação, fomos investigar esse tema no

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 15 DE MARÇO DE 1977. IMPROVISO NO

Leia mais

Título: Entrevista com Fabián Naparstek

Título: Entrevista com Fabián Naparstek Título: Entrevista com Fabián Naparstek Autor: Didier Velásquez Vargas Psicanalista em Medellín, Colômbia. Psychoanalyst at Medellín, Colômbia. E-mail: didiervelasquezv@une.net.co Resumo: Entrevista com

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS

Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS Samyra Assad Abrir o Iº Colóquio sobre Psicanálise e Educação é, dar início não somente aos trabalhos que a partir de agora se seguirão,

Leia mais

escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico

escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico Meu objetivo aqui é estabelecer um ponto de convergência entre a apropriação da linguagem escrita, o fracasso escolar e os conceitos

Leia mais

moralista para com os idosos. Não é muito fácil assumir o ódio contra a natureza do humano quando ele se refere à velhice. Existe uma tendência a

moralista para com os idosos. Não é muito fácil assumir o ódio contra a natureza do humano quando ele se refere à velhice. Existe uma tendência a José Carlos Zeppellini Junior: Especialista em Psicopatologia pelo NAIPPE/USP, Mestrado em Psicologia Clínica realizado no Laboratório de Psicopatologia Fundamental da PUCSP e Segundo Secretário da Associação

Leia mais

Jacques Lacan, La Chose Freudienne

Jacques Lacan, La Chose Freudienne N O T A S Jacques Lacan, La Chose Freudienne JACQUES LABERGE Tivemos ocasião de apresentar nesta revista obras de Françoise Dolto e de Maud Mannoni. Como o nome de vários lacanianos são e serão comuns

Leia mais

PARECER TÉCNICO. Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (NAVES) Rua Tibagi, 779, Gabinete 803, Centro, Curitiba PR, telefone 3250-4022.

PARECER TÉCNICO. Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (NAVES) Rua Tibagi, 779, Gabinete 803, Centro, Curitiba PR, telefone 3250-4022. PARECER TÉCNICO Atendendo à solicitação da Procuradora de Justiça Coordenadora do Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (NAVES), Dra. Rosângela Gaspari, eu, Erica A. C. M. Eiglmeier, psicóloga, venho apresentar

Leia mais

A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA

A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA 1 A INFLUÊNCIA DE JACQUES LACAN NA PSICANÁLISE BRASILEIRA A presença do ensino de Lacan na psicanálise brasileira é hoje absoluta. Prova disso foi a recente participação brasileira no I Congresso da Convergencia

Leia mais

Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos?

Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos? Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos? Luciana Silviano Brandão Lopes Quem já não teve a sensação de ter tido muitos

Leia mais

O Planejamento Participativo

O Planejamento Participativo O Planejamento Participativo Textos de um livro em preparação, a ser publicado em breve pela Ed. Vozes e que, provavelmente, se chamará Soluções de Planejamento para uma Visão Estratégica. Autor: Danilo

Leia mais

8 Andréa M.C. Guerra

8 Andréa M.C. Guerra Introdução A loucura sempre suscitou curiosidade, temor, atração. Desde a época em que os loucos eram confinados em embarcações errantes, conforme retratado na famosa tela Nau dos loucos, de Hieronymus

Leia mais

A PSICANÁLISE E OS MODERNOS MOVIMENTOS DE AFIRMAÇÃO HOMOSSEXUAL 1

A PSICANÁLISE E OS MODERNOS MOVIMENTOS DE AFIRMAÇÃO HOMOSSEXUAL 1 A PSICANÁLISE E OS MODERNOS MOVIMENTOS DE AFIRMAÇÃO HOMOSSEXUAL 1 Este artigo trata da difícil relação entre a teoria psicanalítica, que tradicionalmente considerava os comportamentos eróticos entre pessoas

Leia mais

"Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1

Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica. 1 V Congresso de Psicopatologia Fundamental "Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1 Autora: Lorenna Figueiredo de Souza. Resumo: O trabalho apresenta

Leia mais

Encontros de vida que se faz vivendo.

Encontros de vida que se faz vivendo. Encontros de vida que se faz vivendo. Thatiane Veiga Siqueira 1 A menina do coração de chocolate. Juliana tem nove anos, é uma menina de olhos esbugalhados, com sorriso fácil, ao primeiro olhar já se vê

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

Entrevista com Petra Costa por Tânia Abreu

Entrevista com Petra Costa por Tânia Abreu ADiretoria Boletim da Escola Brasileira de Psicanálise! na Rede Outubro 2013 Boletim eletrônico das Bibliotecas da EBP Maria Josefina Fuentes (Diretora Secretária da EBP) Tânia Abreu (Coordenadora da Comissão

Leia mais

O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA. Adriana Grosman

O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA. Adriana Grosman O DE SEJO QUE (LHE ) RESTA Adriana Grosman Pretendo tratar de um caso clinico que coloca em evidencia que não é só a questão fálica que está em jogo na maternidade se não o resto do desejo, algo que escapa

Leia mais

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas

Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas Título: Adolescência, violência e responsabilidade Atualmente a responsabilidade na adolescência tem sido alvo de amplas discussões nos meios de comunicação. O estudo teórico deste tema vem sendo recebido

Leia mais

PROJETO PARA UMA PSICOLOGIA CIENTÍFICA: ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO APARELHO PSÍQUICO

PROJETO PARA UMA PSICOLOGIA CIENTÍFICA: ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO APARELHO PSÍQUICO Lucy_de_Castro_O_Caso _Emma_uma ilustração_do_projeto 1 Emma_Projeto_Primeira_mentira_ O caso Emma ilustra o capítulo II do Projeto para uma Psicologia Científica, desenvolvido por Freud a partir de suas

Leia mais

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010.

IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. IV Congresso Internacional de Psicopatologia Fundamental X Congresso Brasileiro de Psicopatologia Fundamental. Curitiba, de 04 a 07 de Julho de 2010. Os nomes dos modos de sofrimentos atuais, ou, Transtornos

Leia mais

CUIDADO COM O CUIDADO: O CASO DA FILA DO TOQUE E A IMPLICAÇÃO DO ATO DE CUIDAR. Emerson Elias Merhy médico sanitarista (formado em 1976)

CUIDADO COM O CUIDADO: O CASO DA FILA DO TOQUE E A IMPLICAÇÃO DO ATO DE CUIDAR. Emerson Elias Merhy médico sanitarista (formado em 1976) CUIDADO COM O CUIDADO: O CASO DA FILA DO TOQUE E A IMPLICAÇÃO DO ATO DE CUIDAR Emerson Elias Merhy médico sanitarista (formado em 1976) Lá pelos anos 1971, vivi uma experiência que sempre me incomodou.

Leia mais

A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação. com a função paterna

A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação. com a função paterna www.franklingoldgrub.com Édipo 3 x 4 - franklin goldgrub 7º Capítulo - (texto parcial) A tópica lacaniana - simbólico, imaginário, real - e sua relação com a função paterna (Salvo menção expressa em contrário,

Leia mais

De onde vem a resistencia? 1

De onde vem a resistencia? 1 De onde vem a resistencia? 1 Maria Lia Avelar da Fonte 2 1 Trabalho apresentado na Jornada Freud-lacaniana. 2 M dica, psicanalista membro de Intersecção Psicanalítica do Brasil. De onde vem a resistência?

Leia mais

Tratamento do TCAP. Psicologia: como os processos mentais interferem na vida do sujeito. História individual, singularidade.

Tratamento do TCAP. Psicologia: como os processos mentais interferem na vida do sujeito. História individual, singularidade. Tratamento do TCAP Psicologia: como os processos mentais interferem na vida do sujeito História individual, singularidade Psicoterapia: Tratamento: multidisciplinar Equipe coesa Importância de entender

Leia mais

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r

Marcelo Ferrari. 1 f i c i n a. 1ª edição - 1 de agosto de 2015. w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Marcelo Ferrari 1 f i c i n a 1ª edição - 1 de agosto de 2015 w w w. 1 f i c i n a. c o m. b r EUSPELHO Este livro explica como você pode usar sua realidade para obter autoconhecimento. Boa leitura!

Leia mais

Desdobramentos: A mulher para além da mãe

Desdobramentos: A mulher para além da mãe Desdobramentos: A mulher para além da mãe Uma mulher que ama como mulher só pode se tornar mais profundamente mulher. Nietzsche Daniela Goulart Pestana Afirmar verdadeiramente eu sou homem ou eu sou mulher,

Leia mais

A FORMAÇÃO DAS NEUROSES E SUA CONSTITUIÇÃO NA INFÂNCIA: IMPLICAÇÕES NA VIDA ESCOLAR

A FORMAÇÃO DAS NEUROSES E SUA CONSTITUIÇÃO NA INFÂNCIA: IMPLICAÇÕES NA VIDA ESCOLAR A FORMAÇÃO DAS NEUROSES E SUA CONSTITUIÇÃO NA INFÂNCIA: IMPLICAÇÕES NA VIDA ESCOLAR Jane Kelly de Freitas Santos (apresentador) 1 Maria Cecília Braz Ribeiro de Souza (orientador) 2 1 Curso de Pedagogia

Leia mais

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica.

O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. O papel do corpo na contemporaneidade, as novas patologias e a escuta analítica. Silvana Maria de Barros Santos Entre o século XVI a XIX, as transformações políticas, sociais, culturais e o advento da

Leia mais

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Alfredo estava na casa dos 30 anos. Trabalhava com gesso. Era usuário de drogas: maconha e cocaína. Psicótico, contava casos persecutórios,

Leia mais

Mentira - o avesso da Verdade?

Mentira - o avesso da Verdade? Mentira - o avesso da Verdade? Christian Ingo Lenz Dunker A educação formal e informal nos ensina que não devemos mentir. A mentira deve ser evitada e a sinceridade prezada acima de tudo. Se exigirmos

Leia mais

Reconhecida como uma das maiores autoridades no campo da análise infantil na

Reconhecida como uma das maiores autoridades no campo da análise infantil na 48 1.5. Aberastury: o nascimento de um neo-kleinianismo Reconhecida como uma das maiores autoridades no campo da análise infantil na Argentina, Arminda Aberastury fazia parte do grupo de Angel Garma, que

Leia mais

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial

O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial O que diferencia uma abordagem fenomenológicoexistencial das demais? Ari Rehfeld Publicado no livro Gestalt-terapia : e apresentado no Congresso Latino de Gestalt Maceió, 20 a 24 out 2004 Abertura Começo

Leia mais

2.1. Freud e os pilares do gozo

2.1. Freud e os pilares do gozo 2.1. Freud e os pilares do gozo O prazer de chupar o dedo, o gozo da sucção, é um bom exemplo de tal satisfação auto-erótica partida de uma zona erógena. (Freud, 1910[1909]/1996) Na frase escolhida para

Leia mais

Terapia Analítica. Terapia analitica (S. Freud) (Conferências introdutórias à Psicanálise, Teoria Geral das Neuroses, 1916/17)

Terapia Analítica. Terapia analitica (S. Freud) (Conferências introdutórias à Psicanálise, Teoria Geral das Neuroses, 1916/17) Terapia Analítica Terapia analitica (S. Freud) (Conferências introdutórias à Psicanálise, Teoria Geral das Neuroses, 1916/17) A sugestão. O caráter transitório de seus efeitos lembra os efeitos igualmente

Leia mais

CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE SEÇÃO RIO DE JANEIRO PROGRAMAÇÃO 2012.2. INÍCIO: 07 de agosto FORMAÇÃO BÁSICA

CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE SEÇÃO RIO DE JANEIRO PROGRAMAÇÃO 2012.2. INÍCIO: 07 de agosto FORMAÇÃO BÁSICA CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE SEÇÃO RIO DE JANEIRO PROGRAMAÇÃO 2012.2 INÍCIO: 07 de agosto FORMAÇÃO BÁSICA MÓDULO: REAL, SIMBÓLICO E IMAGINÁRIO Quintas-feiras, horário: 9:30 às 11:30h, semanal

Leia mais

Nada a Ver. Nunca entenderei muito bem por que os pássaros são considerados símbolos de despreocupação,

Nada a Ver. Nunca entenderei muito bem por que os pássaros são considerados símbolos de despreocupação, Parte I: Língua Portuguesa Texto I Universidade Federal Fluminense Nada a Ver 5 10 Nunca entendi muito bem por que os pássaros são considerados símbolos de despreocupação, Não conheço um passarinho que

Leia mais

AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO

AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO Lucia Serrano Pereira 1 Afirmo em nada mais ser entendido, senão nas questões do amor. Isso é o que está dito por Sócrates na obra de Platão O Banquete. O Banquete nos é indicado

Leia mais

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Entrevistada: Elisa Alvarenga Diretora Geral do IPSM-MG e Presidente da FAPOL (Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana). E-mail:

Leia mais

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA Doris Rinaldi 1 A neurose obsessiva apresenta uma complexidade e uma riqueza de aspectos que levou, de um lado, Freud a dizer que tratava-se do tema mais

Leia mais

Claudio C. Conti www.ccconti.com. Transtorno do Pânico e Fobias

Claudio C. Conti www.ccconti.com. Transtorno do Pânico e Fobias Claudio C. Conti www.ccconti.com Transtorno do Pânico e Fobias Transtorno do pânico definição CID-10: F41.0 [ansiedade paroxística episódica] A característica essencial deste transtorno são os ataques

Leia mais

O trauma da poesia inconsciente

O trauma da poesia inconsciente O trauma da poesia inconsciente Marlise Eugenie D Icarahy Psicanalista, doutoranda do Programa de pós-graduação em Psicanálise da UERJ e psicóloga da Prefeitura do Rio de Janeiro. O complexo de Édipo,

Leia mais

ELEMENTOS DA HOMINIZAÇÃO

ELEMENTOS DA HOMINIZAÇÃO 1 ELEMENTOS DA HOMINIZAÇÃO Ao descobrir a Psicanálise Freud se defrontou com a inesperada necessidade de lançar mão de conceitos que pertencem a outras ciências como a Antropologia e a Lingüística, já

Leia mais

EX-SISTO, LOGO SÔO. O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de

EX-SISTO, LOGO SÔO. O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de EX-SISTO, LOGO SÔO Eriton Araújo O modo como soa o título do presente trabalho já nos faz suspeitar de que se trata de um aforismo. Mas, para que mais um aforismo para o sujeito da psicanálise? Se considerarmos

Leia mais

outrarte: estudos entre arte e psicanálise

outrarte: estudos entre arte e psicanálise outrarte: estudos entre arte e psicanálise Álvaro de Campos, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, é quem nos diz que Fernando Pessoa não existe, propriamente falando. Também já foi dito que o Livro do

Leia mais

SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2

SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2 SOFRIMENTO PSÍQUICO NA ADOLESCÊNCIA Marcia Manique Barreto CRIVELATTI 1 Solânia DURMAN 2 INTRODUÇÃO: Durante muitos anos acreditou-se que os adolescentes, assim como as crianças, não eram afetadas pela

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica.

Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica. Obesidade: um sintoma convertido no corpo. Os sentidos e os destinos do sintoma em indivíduos que se submeteram à cirurgia bariátrica. REI, Vivian Anijar Fragoso [1] ; OLIVEIRA, Paula Batista Azêdo de

Leia mais

O sujeito e os gozos #08

O sujeito e os gozos #08 nova série @gente Digital nº 8 Ano 2 Abril de 2013 Revista de Psicanálise O sujeito e os gozos Pierre Skriabine Isso goza e não sabe, nota Lacan na página 104 do seu Seminário Encore, no capítulo intitulado

Leia mais

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial.

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. Claudia Wunsch. Psicóloga. Pós-graduada em Psicanálise Clínica (Freud/Lacan) Unipar - Cascavel- PR. Docente do curso de Psicologia da Faculdade

Leia mais

TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E DA PERSONALIDADE

TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E DA PERSONALIDADE 1 TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E DA PERSONALIDADE José Henrique Volpi A idéia de buscar fora da pessoa os elementos que explicassem seu comportamento e sua desenvoltura vivencial teve ênfase com as teorias

Leia mais

Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil

Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil Integração social e Segregação real: uma questão para as medidas socioeducativas no Brasil Fídias Gomes Siqueira 1 Andréa Maris Campos Guerra 2 [...] a gente carecia de querer pensar somente nas coisas

Leia mais

Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica

Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica Clínica-Escola de Psicologia: Ética e Técnica Carlos Henrique Kessler Foi com muita satisfação que recebi o convite para colaborar com este Informativo, abordando o tema Clínica-escola de psicologia: ética

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - Almanaque On-line n o 8

Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais - Almanaque On-line n o 8 Título: O corpo adolescente Autor: Musso Greco: psiquiatra, psicanalista, aderente da Escola Brasileira de Psicanálise-Seção MG, mestre em Psicologia, doutor em Ciências da Saúde. Endereço: Rua dos Dominicanos,

Leia mais

Unidade II TEORIAS PSICOLÓGICAS. Profa. Dra. Mônica Cintrão França Ribeiro

Unidade II TEORIAS PSICOLÓGICAS. Profa. Dra. Mônica Cintrão França Ribeiro Unidade II TEORIAS PSICOLÓGICAS DO DESENVOLVIMENTO Profa. Dra. Mônica Cintrão França Ribeiro Ementa Estudo do desenvolvimento do ciclo vital humano a partir de diferentes teorias psicológicas. Compreender

Leia mais

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Uma intervenção Carlos Augusto Nicéas * Escolhi trazer para a nossa Conversação 1, alguns fragmentos do tratamento de um jovem de dezenove anos atualmente, dependente

Leia mais