CAE (Rev.3) 87 e 88 ACTIVIDADES DE APOIO SOCIAL

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1 O conteúdo informativo disponibilizado pela presente ficha não substitui a consulta dos diplomas legais referenciados e da entidade licenciadora. FUNCHAL CAE (Rev.3) 87 e 88 ACTIVIDADES DE APOIO SOCIAL Definição: São considerados de apoio social os serviços de apoio às pessoas e às famílias que prossigam objectivos do sistema de ação social, concretizando-se através das seguintes respostas sociais: No âmbito do apoio a crianças e jovens: Creche (CAE 88910), centro de atividades de tempos livres (CAE 88910), lar de infância e juventude e apartamento de autonomização (CAE 87901), casa de acolhimento temporário (CAE 87901). Nota: A atividade das amas e creches familiares tem regulamentação específica, constante dos seguintes diplomas: DL nº 158/84, de 17 de Maio (define o regime jurídico), Despacho Normativo nº 5/85, de 18 de Janeiro (regulamenta o exercício da atividade) e Despacho nº20044/2009 (fixa os montantes das comparticipações e subsídios devidos às amas). No âmbito do apoio a pessoas idosas: Centro de convívio, centro de dia (CAE-88101), centro de noite, lar de idosos, residência (CAE-87301). No âmbito do apoio a pessoas com deficiência: Centro de atividades ocupacionais (CAE-88102), lar residencial, residência autónoma (CAE-87302) [ficha própria 1 ], centro de atendimento, acompanhamento e animação de pessoas com deficiência (CAE-88102). No âmbito do apoio a pessoas com doença do foro mental ou psiquiátrico: Fórum sócio ocupacional (CAE-88990), unidades de vida protegida, autónoma e apoiada (CAE-87902). No âmbito do apoio a outros grupos vulneráveis: Apartamento de reinserção social, residência para pessoas com VIH/sida, centro de alojamento temporário e comunidade de inserção (CAE-87902). No âmbito do apoio à família e comunidade: Centro comunitário, casa de abrigo (CAE-87902) e serviço de apoio domiciliário (CAE e 88102) [ficha própria]. São igualmente considerados de apoio social os em que sejam desenvolvidas atividades similares, ainda que sob designação diferente. Âmbito: 1 Estruturas residenciais para pessoas com deficiência C.A. Atualizado a: 04 de setembro de

2 A legislação referente às atividades de apoio social aplica-se aos das seguintes entidades: Sociedades ou empresários em nome individual; Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) ou instituições legalmente equiparadas (Cooperativas de Solidariedade Social ou Casas do Povo); Entidades privadas que desenvolvam atividades de apoio social. Não se aplica aos organismos públicos nem aos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Requisitos e processo de licenciamento: O licenciamento de construção O licenciamento de construção é requerido à câmara municipal e está sujeito ao regime jurídico do licenciamento municipal de obras particulares (DL nº 555/99, de 16 de Dezembro republicado pela Lei nº 60/2007, de 4 de Setembro), com as especificidades previstas na legislação aplicável às atividades de apoio social. A emissão de licença, pela câmara municipal, carece dos pareceres favoráveis do Instituto da Segurança Social, I. P., do Serviço Nacional de Bombeiros e de Proteção Civil e da Autoridade de Saúde. O licenciamento da atividade O licenciamento da atividade inicia-se com a apresentação de um requerimento, em modelo próprio, junto do Instituto da Segurança Social, I. P, entregue no Centro Distrital respectivo, instruído com os instrumentos referidos no art.16 do DL nº 64/2007, de 14 de Março. O Instituto da Segurança Social, I. P profere decisão sobre o pedido de licenciamento no prazo de 30 dias a contar da data da recepção do requerimento, devidamente instruído. Os destinados à prática da atividade a licenciar só podem iniciar a respectiva atividade após a concessão de licença de funcionamento, que depende da verificação dos seguintes requisitos: Existência de instalações e equipamentos adequados ao desenvolvimento da atividade pretendida; Apresentação de projeto de regulamento interno elaborado nos termos do artigo 26º do Decreto-Lei nº 64/2007; Existência de um quadro de pessoal adequado, conforme as exigências impostas pela legislação específica aplicável à atividade a desenvolver; Regularidade da situação contributiva do requerente perante a segurança social e a administração fiscal; Idoneidade do requerente e do pessoal ao serviço do estabelecimento (artigos 13 e 14º do Decreto-Lei nº 64/2007). C.A. Atualizado a: 04 de setembro de

3 Se não estiverem reunidas todas as condições de funcionamento exigidas para a concessão da licença, mas for segura a previsibilidade de as mesmas virem a ser satisfeitas, pode ser concedida autorização provisória de funcionamento, salvo nas situações em que tal possa comprometer a saúde, segurança ou bem-estar dos utentes. A autorização provisória é concedida por um prazo de 180 dias, podendo prorrogar-se uma única vez e por igual período, findo o qual o pedido de licenciamento é indeferido. Concedida a licença e iniciada a atividade, os devem ter e disponibilizar, aos utentes, familiares e visitas, um livro de reclamações, devendo igualmente manter o cumprimento das condições que permitiram o licenciamento, sob pena de encerramento administrativo e caducidade da licença. Compete aos serviços do Instituto da Segurança Social, I. P, avaliar o funcionamento dos, proceder à sua fiscalização e desencadear ações respeitantes a atuações ilegais detectadas, nos termos do disposto nos arts. 31º e 32º do DL nº 64/2007. Legislação aplicável: Genérica/Comum a todas as atividades de apoio social DL nº 99/2011 de 28 de setembro 1 Portaria nº348/2008, de 2 de maio 2 Decreto-Lei nº 64/2007, de 14 de março 3 Decreto Legislativo Regional 16/2006 de 2 de maio Altera o regime de licenciamento e fiscalização da prestação de serviços e dos de apoio social, regulado pelo Decreto- Lei n.º 64/2007, de 14 de março, contemplando os princípios de simplificação e agilização do regime de licenciamento previstos no Decreto-Lei n.º 92/2010, de 26 de julho, e actualiza as remissões e referências legislativas constantes do Decreto-Lei n.º 64/2007, de 14 de março Taxas devidas pelos atos relativos ao processo de licenciamento dos de apoio social e modelos de formulários no âmbito desse procedimento. Regime de licenciamento e de fiscalização da prestação de serviços e dos de apoio social. É aprovado o Estatuto das Creches e dos Estabelecimentos da Educação Pré-Escolar da Revoga o Decreto-Lei maio, sem prejuízo do disposto no artigo 45º, aplicando-se o regime sancionatório constante do capítulo IV do DL maio Revoga a Portaria 364/98 de 26 de Junho e o Despacho nº8818/98 (2ª série), de 6 de maio, do secretário de Estado da Inserção Social. Revoga o Decreto-Lei maio, excepto o regime sancionatório previsto no seu capítulo IV. C.A. Atualizado a: 04 de setembro de

4 4 5 Decreto-Lei n.º 268/99, de 15 de julho Decreto-Lei nº 156/2005, de 15 de setembro de 2005 Portaria nº 1288/2005, de 15 de dezembro Decreto-Lei n.º 133-A/97, de 30 de maio Região Autónoma da Madeira, o qual faz parte integrante do presente diploma. Livro de reclamações. Regime de licenciamento e fiscalização de e serviços de apoio social no âmbito da segurança social Apenas o regime sancionatório está em vigor. Específica Pessoas com deficiência Estruturas Residenciais 1 Despacho Normativo 28/2006, Estruturas residenciais para de 3 de maio pessoas com deficiência. Atividades ocupacionais 1 Decreto-Lei nº18/89, de 11 de janeiro Idosos Lares Atividades ocupacionais de valorização pessoal e integração social das pessoas com deficiência grave Apenas podem ser exercidas em oficiais ou resultar de iniciativas de instituições particulares de solidariedade social Excepcionam-se dos 1 Despacho Normativo n.º requisitos técnicos 30/2006, de 8 de maio 2 Despacho Normativo n.º 12/98, de 25 de fevereiro Normas de implantação de correspondentes a lares de idosos. Normas reguladoras das funcionamento dos lares para idosos. definidos no Despacho Normativo 12/98, de 25 de fevereiro, a capacidade respectivos quartos C.A. Atualizado a: 04 de setembro de dos e

5 Apoio domiciliário Despacho Normativo n.º 62/99, Condições de implantação, 1 de 12 de novembro localização e funcionamento dos serviços de apoio domiciliário. Crianças e jovens Creches e centros de atividades de tempos livres Despacho Normativo n.º 99/89, Normas reguladoras das 1 de 27 de outubro funcionamento das creches com 2 Despacho Normativo n.º 96/89, de 21 de outubro Contactos: Instituto da Segurança Social, I.P. Rua Rosa Araújo, Lisboa Tel.: Fax: Centros Distritais da Segurança Social RAM: Direção Regional da Segurança Social Rua Elias Garcia, N.º Funchal Telef: Fax: Correio electrónico: Câmaras Municipais fins lucrativos. Normas reguladoras das funcionamento dos centros de atividades de tempos livres com fins lucrativos. C.A. Atualizado a: 04 de setembro de

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