7. IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS

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1 7. Existe atualmente um considerável acúmulo de experiência relativa aos aspectos técnicos e ambientais envolvidos em empreendimentos dutoviários e de construção de Terminais documentados em publicações científicas especializadas, dissertações, relatórios e estudos de impacto ambiental, acessíveis em diferentes fontes, relacionadas ao empreendedor em questão. De outra parte, existe também, um grande volume de conhecimento bastante organizado e sistematizado, relativo a componentes e processos físicos, biológicos e socioeconômicos da Baía da Guanabara. Tal circunstância torna facilitada a tarefa de avaliação dos impactos ambientais deste empreendimento, até mesmo a prognose por meio de comparação e acesso aos programas de monitoramento prévios e em desenvolvimento na área em estudo (vide PETROBRAS/BIODINÂMICA, 2007a, 2007b; PETROBRAS/BOURSCHEID, 2007; PETROBRAS/CONCREMAT, 2007, 2008; PETROBRAS/MINERAL, 2007). No presente Capítulo estão apresentados os impactos ambientais, decorrentes das Atividades de Implantação, Operação e Desativação (quando for o caso) do Sistema de Dutos e Terminais do COMPERJ, tanto para a Diretriz Norte quanto para a Diretriz Sul, sobre os meios socioeconômico, físico e biótico. Importante ressaltar que a Diretriz Norte se caracteriza como componente das alternativas de sistemas A, B e C e a Diretriz Sul de sistemas B e C. Estes Sistemas são caracterizados no capítulo 8 Análise das Alternativas Tecnológicas e Locacionais e os impactos associados a cada uma serão aqui considerados especificamente. As principais determinantes foram estabelecidas pela Instrução Técnica da FEEMA nº 13/2008 de 27/05/2008, que atende a determinação da Resolução CONAMA nº 001/86, da Lei Estadual 1.356/88, alterada pela Lei nº 2.535/96 e da Diretriz da FEEMA DZ-041.R-13 Diretriz para Implementação do Estudo de Impacto Ambiental EIA e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental RIMA, aprovada pela deliberação CECA nº 3.667/97. O atendimento desta instrução técnica foi baseado nas premissas contidas no Capítulo II, referente à Caracterização do Empreendimento e no Diagnóstico Ambiental (Capítulo V), que avaliou as condições atuais da Área de Influência, considerando também a compatibilidade dos planos e programas ambientais com o empreendimento proposto. Além da análise dos impactos sobre os meios socioeconômico, físico e biótico das Áreas de Influência das / 2009

2 alternativas de sistemas estudadas, a Identificação e Avaliação dos Impactos Ambientais referenciam as medidas mitigadoras e projetos de controle e monitoramento específicos para cada impacto, visando evitá-los, minimizá-los ou compensá-los, estando esses descritos no Capítulo METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DE As metodologias aplicadas para avaliação dos impactos devem apresentar a abrangência do conjunto de atributos (intensidade, dimensão temporal, periodicidade, ordem de interação, natureza, grau de reversibilidade, benefícios etc.) considerados na caracterização dos impactos. Conforme citado por Moreira (apud IAP, 1992), denominam-se métodos de avaliação de impacto ambiental (métodos de AIA) os mecanismos estruturados para coletar, analisar, comparar e organizar informações e dados sobre os impactos ambientais de uma proposta (...) e a seqüência de passos recomendados para colecionar e analisar os efeitos de uma ação sobre a qualidade ambiental e a produtividade do sistema natural, e avaliar os seus impactos nos receptores natural, sócio-econômico e humano (...). Segundo Moreira, nenhum método pode ser considerado o melhor. Também não existe método que sirva para o tratamento de todas as etapas e tarefas de um estudo de impacto ambiental ou que seja apropriado à avaliação de qualquer tipo de empreendimento. A mesma autora afirma que a concepção do método a ser empregado em um determinado estudo deve levar em conta aspectos específicos tais como recursos, tempo e termos de referência. O conhecimento dos métodos de avaliação de impactos divulgado em livros, relatórios e artigos técnicos pode ser útil apenas à medida que os seus princípios básicos auxiliem a visão global e interdisciplinar dos sistemas ambientais e possam ser adaptados às condições particulares de cada estudo. Este estudo abrange uma metodologia qualitativa a fim de listar e mensurar os impactos provenientes da implantação do Sistema de Dutos e Terminais do COMPERJ. METODOLOGIA QUALITATIVA Para este estudo foi utilizado uma matriz de interação denominada Matriz de Leopold (IAP, 1992; LEOPOLD et al., 1971) que constitui-se de listagens de controle bidimensionais, sendo / 2009

3 que as linhas apresentam os fatores ambientais e as colunas as ações do projeto onde cada célula de interseção representa a relação de causa e efeito geradora do impacto. Foram identificados os impactos positivos e negativos e classificados, conforme apresentado na Matriz de Impactos, de acordo com os critérios listados a seguir: Reversibilidade: Classifica os impactos em irreversíveis (IRR) ou reversíveis (REV), após manifestados seus efeitos. Permite identificar que impactos poderão ser integralmente evitados ou poderão apenas ser mitigados ou compensados. Duração: Divide os impactos em permanentes (PER) e temporários (TEM), ou seja, aqueles cujos efeitos manifestam-se indefinidamente ou durante um período de tempo determinado. Natureza: Indica quando o impacto tem efeitos benéficos/positivos (POS) ou adversos/negativos (NEG) sobre o componente socioambiental. Forma: Como se manifesta o impacto, ou seja, se é um impacto direto (DIR), decorrente de uma ação do Empreendimento, ou se é um impacto indireto (IND), decorrente de um ou mais impactos gerados diretamente ou indiretamente. Temporalidade: Diferencia os impactos segundo os que se manifestam imediatamente após a ação impactante (IME), a curto prazo (CP) e aqueles cujos efeitos só se fazem sentir após decorrer um período de tempo em relação à sua causa (LP). Abrangência: Indica os impactos cujos efeitos se fazem sentir localmente (LOC) ou que podem afetar áreas geográficas mais abrangentes (REG). Considerou-se como efeito local aquele que se restringe à Área de Influência Direta e regional àquele que afeta as Áreas de Influência Indireta. Importância: Refere-se ao grau de interferência do impacto ambiental sobre diferentes fatores ambientais. Ela é grande (GRA), média (MED) ou pequena (PEQ), na medida em que tenha maior ou menor influência sobre o conjunto da qualidade ambiental local. Magnitude: Refere-se ao grau de incidência de um impacto sobre o fator ambiental, em relação ao universo desse fator ambiental. Ela pode variar de grande (GRA), média / 2009

4 (MED) ou pequena (PEQ), segundo a intensidade de transformação da situação préexistente do fator ambiental impactado. A magnitude de um impacto é, portanto, tratada exclusivamente em relação ao fator ambiental em questão, independentemente da sua importância por afetar outros fatores ambientais. Efeito: Classifica os impactos em cumulativo (CUM) ou sinérgico (SIN). Um impacto é considerado cumulativo quando resulta da soma de outros impactos gerados por um ou mais empreendimentos isolados, porém em um mesmo sistema ambiental, seja por ações passadas, presentes ou futuras. Já o impacto sinérgico é o resultante da presença simultânea de um ou mais fatores, inclusive de outros empreendimentos, cuja associação não apenas potencializa a sua ação, como também produz um efeito distinto. Significância: A significância pode ser classificada em três graus, de acordo com a combinação dos níveis de magnitude, importância, ou seja, pouco significativo (PS), medianamente significativo (MS) e grandemente significativo (GS). Se a magnitude ou a importância apresentar níveis elevados, o impacto é grandemente significativo; se apresentar níveis médios é medianamente significativo; e, finalmente, se a magnitude e/ou a importância forem pequenas, o impacto poderá ter pouca significância. Quadro Classificação da significância dos impactos Magnitude Importância Grande Média Pequena Grande GS GS MS Média GS MS PS Pequena MS PS PS Legenda: GS - Grandemente Significativo; MS Medianamente Significativo e PS - Pouco Significativo Para cada impacto avaliado, foram identificadas as medidas e ações necessárias a serem implantadas por parte do empreendedor e a fase em que deverão ser implantadas. As ações visam o controle do impacto avaliado, no sentido de minimizar o impacto ou adotar compensação caso isso não seja possível. Assim classificam-se as ações de controle a adotar em: / 2009

5 Medidas Preventivas: aquelas destinadas a evitar a ocorrência de impactos negativos. Medidas Mitigadoras: aquelas destinadas a corrigir impactos negativos ou a reduzir sua magnitude. Medidas Compensatórias: aquelas destinadas a compensar a sociedade ou um grupo social pelo uso de recursos ambientais não renováveis, ou pelos impactos ambientais negativos inevitáveis. 7.2 A avaliação dos impactos ambientais relacionados à implantação do Sistema Dutoviário do COMPERJ foi elaborada com base na Instrução Técnica da FEEMA nº 13/2008 de 27/05/2008, que atende a determinação da Resolução CONAMA nº 001/86, da Lei Estadual 1.356/88, alterada pela Lei nº 2.535/96 e da Diretriz da FEEMA DZ-041.R-13 Diretriz para Implementação do Estudo de Impacto Ambiental EIA e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental RIMA, aprovada pela deliberação CECA nº 3.667/97. Para a identificação dos impactos utilizou-se a seguinte definição de impacto ambiental: qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetem: a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; a qualidade dos recursos ambientais Assim, foi possível distribuir os impactos ambientais em três grupos principais: impactos no meio físico, abrangendo efeitos sobre solos, rochas, águas e ar; impactos no meio biótico, relativos aos efeitos sobre a vegetação e fauna; impactos sobre o meio antrópico, referentes aos efeitos incidentes sobre as atividades humanas. Os impactos gerados pelo empreendimento em questão foram detectados e avaliados por uma / 2009

6 equipe multidisciplinar, através de diagnósticos ambientais realizados nas áreas de influência direta e indireta. Os impactos identificados para os meios físico, biótico e antrópico foram classificados quanto ao local de ocorrência, ação impactante e principalmente quanto à sua magnitude e significância Identificação dos Impactos Ambientais O ponto inicial para a detecção das principais atividades capazes de gerar impactos ambientais correspondeu àquelas associadas à implantação, operação e desativação do Sistema de Dutos e Terminais do COMPERJ (fases terrestre e submarina), conforme listagem abaixo: 1. FASE DE IMPLANTAÇÃO 1.1 Pré-implantação/Mobilização Levantamentos topográficos e sondagens; Aquisição de terras; Mobilização de equipamentos; Mobilização de mão-de-obra; Implantação de canteiros de obra e alojamentos (refeitórios, sistemas de tratamento, áreas de apoio e administração); 1.2 Implantação (Construção e Montagem) Implantação de sinalizadores no trecho marítimo da Baía de Guanabara; Ampliação do Terminal Aquaviário da Ilha Comprida (TAIC) e do píer de atracação dos navios; Implantação de sistemas de recebimento e transferência dos produtos petroquímicos para os navios; Construção de Drenagem e de Despejos Líquidos em Unidades Industriais para os líquidos combustíveis, inflamáveis, tóxicos ou poluentes hídricos; Construção de trecho aéreo entre o a Ilha Redonda e a Ilha Comprida para suprimento de utilidades (energia, água e outros); Construção do Terminal de São Gonçalo; / 2009

7 Implantação de tanques no TECAM para recebimento do petróleo (óleo cru) enviado pelo Terminal da Baía da Ilha Grande (TEBIG); Implantação do Ponto de Entrega do COMPERJ (gasoduto) para controle e medição de vazão; Abertura/melhoria de acessos terrestres; Drenagem de áreas alagadas; Construção de proteções adicionais (jaqueta de concreto, tubo camisa e/ou aumento de profundidade) nas travessias de rodovias, ferrovias e outros dutos, bem como rios e mangues; Limpeza e abertura da faixa; Nivelamento da pista; Abertura da vala; Movimentação e estocagem de materiais/ desfile da tubulação; Soldagem da tubulação; Implantação de dutos submarinos; Abaixamento da tubulação; Cobertura da vala; Recobrimento de dutos submarinos; Limpeza/recomposição da faixa; Teste hidrostático; Proteção catódica; Implantação das válvulas de bloqueio intermediário para manutenção dos trechos dos dutos que transportarão líquidos; Implantação de válvula de bloqueio automático na área de lançador de pigs do gasoduto; Manuseios de óleos e derivados pelo uso de máquinas; / 2009

8 Movimentação de veículos e equipamentos; Geração de efluentes e resíduos; Desmobilização da mão-de-obra (da construção); 2. FASE DE OPERAÇÃO Alocação de mão-de-obra (operação); Manutenção da faixa de dutos; Manutenção dos dutos e terminais; Transporte de produtos líquidos e gás natural; Tancagem/armazenamento de produtos químicos; Exportação de produtos via TAIC (navios); 3. FASE DE DESATIVAÇÃO Desmobilização de mão-de-obra (operação); Retirada das instalações aparentes dos terminais; Renegociação das áreas da faixa de servidão; Estas atividades foram previamente observadas para o diagnóstico de suas interferências a campo, através de conhecimento ad hoc da equipe multidisciplinar, bibliografia prévia e sobrevôos na área realizados pela equipe técnica da Bourscheid S.A e Petrobras Avaliação dos Impactos Ambientais Levantados os principais aspectos e impactos, estes foram avaliados pelos técnicos e classificados de acordo com as metodologias acima descritas. A seguir são avaliados os impactos identificados para as diferentes etapas (implantação, operação, desativação) do Sistema de Dutos e Terminais do COMPERJ, sendo separados em Meio Biótico, Meio Físico, Meio Socioeconômico e Potenciais/Acidentais. Estes impactos foram avaliados para ambas Diretrizes, Norte e Sul, sendo então classificados para os três sistemas estudados, A, B e C, e paras as diferentes fases do empreendimento, sendo a compilação desta análise apresentada na Matriz de Impactos / 2009

9 A) MEIO BIÓTICO I. ALTERAÇÃO NA COMPOSIÇÃO PLANCTÔNICA DE RIOS A alteração da composição planctônica se dará no cruzamento de dutos com os cursos d água e será originada a partir da atividade de implantação dos dutos terrestres (abertura e cobertura da vala), em função da pequena ressuspensão do sedimento, que será restrita ao local da travessia, e conseqüentemente da alteração temporária dos parâmetros físico-químicos da água. O coeficiente de extinção da luz, que varia com a profundidade, é função principalmente da quantidade de material em suspensão (vivo e não vivo), e das características físico-químicas da água, que tendem a extinguir a luz. O pequeno aumento da turbidez e conseqüentemente pequena variação da qualidade da água não vai apresentar reflexo sobre o ictioplâncton, e conseqüentemente, a população nectônica dos rios. Este impacto ocorrerá apenas na fase de implantação de dutos e terminais. Alterações na fase de operação poderão ocorrer em cenários acidentais, tratados no item Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. II. ALTERAÇÃO NA COMPOSIÇÃO PLANCTÔNICA MARINHA A alteração da composição planctônica será originada a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos submarinos, em função da pequena ressuspensão do sedimento e, conseqüentemente, da alteração temporária dos parâmetros físico-químicos da água. O coeficiente de extinção da luz, que varia com a profundidade, é função principalmente da quantidade de material em suspensão (vivo e não vivo), e das características físico-químicas da água, que tendem a extinguir a luz. No caso da implantação dos dutos que será feita através de rebocamento e assentamento no leito marinho, a variação no coeficiente de extinção da luz será mínimo e não interferirá de forma significativa nas concentrações de fitoplâncton e / 2009

10 conseqüentemente na densidade do zooplâncton. O pequeno aumento da turbidez e conseqüente variação da qualidade da água não vão apresentar reflexo sobre o ictioplâncton, e por conseguinte, de forma indireta, os estoques pesqueiros da região. Este impacto ocorrerá nas atividades de implantação e recobrimento de dutos submarinos. Alterações na fase de operação poderão ocorrer em cenários acidentais, tratados no item Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. III. REDUÇÃO DAS POPULAÇÕES DE ORGANISMOS BENTÔNICOS DE RIOS A alteração da comunidade bentônica será originada a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos, no leito dos rios. De acordo com as informações contidas no diagnóstico ambiental, essas comunidades, na região onde ocorrerá o impacto, apresentam, de modo geral, baixos índices de riqueza e diversidade. Estes índices serão pouco afetados em virtude do assentamento dos dutos no leito dos rios. Este impacto ocorrerá na fase de implantação de dutos e terminais. Alterações na fase de operação poderão ocorrer em cenários acidentais, tratados no item Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto, imediato, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. IV. REDUÇÃO DAS POPULAÇÕES DE ORGANISMOS BENTÔNICOS MARINHOS A alteração da comunidade bentônica será originada a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos submarinos, no leito da Baía de Guanabara / 2009

11 De acordo com as informações contidas no diagnóstico ambiental, essas comunidades, na região onde ocorrerá o impacto, apresentam, de modo geral, baixos índices de riqueza e diversidade. Estes índices serão pouco afetados em virtude do assentamento dos dutos no leito marinho. Este impacto ocorrerá durante a fase de implantação. Alterações na fase de operação poderão ocorrer em cenários acidentais, tratados no item Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, imediato, direto, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. V. AFUGENTAMENTO DA COMUNIDADE NECTÔNICA DE RIOS Este impacto será originado a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos, no leito dos rios. Este impacto está relacionado à alteração da qualidade da água, em decorrência do aumento de turbidez devido à suspensão do sedimento, e à movimentação de maquinário inerente a esta implantação, fatores que tendem a ocasionar deslocamento da ictiofauna para outras regiões do rio. O afugentamento das espécies deverá ser bastante restrito, pois ocorrerá apenas no local da travessia dos dutos. Este impacto ocorrerá na fase de implantação de dutos e terminais. Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativa e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, pequena importância, média magnitude, cumulativa e pequena significância. VI. AFUGENTAMENTO DA COMUNIDADE NECTÔNICA E MASTOFAUNA MARINHA Este impacto será originado a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos submarinos, no leito submarino e operação do TAIC / 2009

12 Este impacto está relacionado à alteração da qualidade da água, em decorrência do aumento de turbidez devido à suspensão do sedimentos, fator que tende a ocasionar deslocamento da ictiofauna, bem como ao deslocamento dos barcos que lançarão os dutos no leito marinho durante a fase de implantação e que se dirigirão ao TAIC para carregamento de produtos, durante a fase de operação. A perturbação da mastofauna aquática se dá ainda em função do aumento da atividade de navegação e da utilização de ecossonda para monitoramento da profundidade de deslocamento, a qual interfere na audição e no sonar dos botos. Conforme o diagnóstico ambiental, a população de Sotalia guianensis (boto-cinza) ocorrente na Baía de Guanabara utiliza estas águas para deslocamento, forrageio, reprodução e socialização, sendo alguns indivíduos conhecidos há pelo menos doze anos (AZEVEDO et al., 2004). Esse impacto se dará na implantação dos dutos submarinos e operação do TAIC e pode ser considerado como negativo: a perturbação pode afastar a população nectônica que utiliza a Baía de Guanabara; local: o impacto ocorrerá apenas no local de implantação do empreendimento e trânsito de embarcações e os grupos afugentados utilizarão áreas adjacentes para suas atividades; permanente: o aumento do trânsito de embarcações se dará de forma contínua durante a operação do terminal; reversível: os locais impactados poderão voltar a ser utilizados após a cessão da operação do terminal; imediato: o impacto se iniciará já na implantação do terminal e tubulações. Este impacto ocorrerá tanto para a Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C) quanto para a Diretriz Sul, sendo que a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) está localizada em uma das áreas de maior ocorrência dos botos cinza. IMPLANTAÇÃO: para o sistema A, o impacto é classificado como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, de média importância, pequena magnitude, cumulativo e pouco significativo. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, de grande importância, média magnitude, cumulativo e grande significância / 2009

13 OPERAÇÃO: Para os sistemas A, B e C, é classificado como reversível, permanente, negativo, direto/indireto, imediato, local, de grande importância, média magnitude, cumulativo e grande significância. VII. ELIMINAÇÃO DE HABITATS E AFUGENTAMENTO DA FAUNA Populações animais terão seus estoques reduzidos devido à supressão da vegetação, fragmentação e perda de habitats de vegetação florestal secundária, campos, manguezais e várzeas e áreas úmidas, além de serem afugentadas devido à movimentação de máquinas e pessoal, emissão de ruído e perturbação durante as obras de implantação de dutos e terminais. A remoção de áreas com habitats campestres, em sua maioria com pastagens de gramíneas exóticas, poderá alterar em caráter local populações de pequenos mamíferos (roedores, marsupiais), répteis ofídios (colubrídeos) e répteis lacertílios. As populações animais que utilizarem em alguma fase de seu ciclo biológico as áreas de implantação do empreendimento perderão habitat, sendo deslocadas, provocando competição e impacto em áreas limítrofes. Contudo, as espécies em questão são, em sua maioria, taxa típicos de áreas degradadas, muitos deles, espécies pioneiras de colonização relativamente recente. Os habitats originais não mais existem na região, apenas remanescentes secundários de corte relativamente recente e que se encontram desconexos em sua maioria. Durante a fase de implantação dos dutos e terminais haverá aumento do número de pessoas que trabalham na região O aumento da presença humana em decorrência da permanência de contingentes de trabalhadores aumenta a exposição à caça, especialmente de espécies cinegéticas. Ao mesmo tempo, atividades de caça ilegal tendem a aumentar com a supressão da cobertura vegetal, gerando também maior exposição da fauna. Durante o evento de retirada da vegetação, as próprias espécies tendem a correr para os espaços abertos, tornando-se presas extremamente fáceis para os trabalhadores da obra ou moradores do entorno. A área de implantação do empreendimento atravessa áreas urbanas e periurbanas com a presença constante de instituições governamentais da área ambiental que poderão inibir ações de caça no local. Durante a fase de implantação o impacto é considerado negativo: algumas populações locais serão deslocadas e indivíduos serão perdidos pela implantação dos dutos e terminais; local: o impacto ocorrerá apenas na AID do empreendimento; permanente: as populações não voltarão a recolonizar a área de implantação; reversível: as populações impactadas são de espécies / 2009

14 típicas de ambientes antropizados e se recomporão e estabilizarão na área de entorno; imediato: ocorrerá apenas no momento da implantação do empreendimento; de pequena magnitude: o impacto não é representativo, uma vez que as espécies impactadas em questão são abundantes e suas populações representativas no entorno do empreendimento. A exceção a esta condição pode ser representada por indivíduos de Lontra longicaudis em áreas de manguezal e de transição, registradas através de vestígios junto à porção final terrestre da Diretriz Sul. Esta espécie cinegética, que utiliza ambientes transicionais marinhos e de água doce, sofre pressão também devido à competição com o homem pelo recurso pesqueiro. À exceção desta situação em área de transição, as características dos ambientes terrestres permitem inferir que esse impacto será de reduzidas proporções. As áreas atingidas têm, em sua maior parte, caráter antropizado. A magnitude desse impacto é baixa pela dominância de habitats abertos ou muito antropizados, onde a fauna é pouco afetada pela supressão. As espécies da fauna registradas nos ambientes amostrados são, em sua maioria, características de habitats alterados e, em decorrência disto, pouco sensíveis à fragmentação. Este impacto ocorrerá durante a fase de implantação dos terminais e dutos terrestres, em ambas as Diretrizes, tendo significado distinto entre os sistemas avaliados, visto que no Sistema A será verificado apenas ao longo da Diretriz Norte, e nos sistemas B e C, ao longo das diretrizes Norte e Sul. Para os sistemas A, B e C, caracteriza-se como um impacto reversível, permanente, negativo, direto, imediato, local e sinérgico. Para o sistema A será de média importância, pequena magnitude, e pouco significativo. Para os sistemas B e C será de média importância, média magnitude, e medianamente significativo. VIII. SUPRESSÃO DA VEGETAÇÃO DE MANGUEZAL Este impacto ocorrerá em virtude da abertura da faixa para implantação dos dutos terrestres sobre os bosques das áreas de manguezais localizadas no traçado da dutovia. Na Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C), a área onde haverá supressão de vegetação lenhosa corresponde a aproximadamente 17,55% da área de intervenção (faixa). Considerando-se as tipologias alvo de supressão, aproximadamente 11,87% está representada por manguezais (3,18ha) / 2009

15 De acordo com o diagnóstico ambiental, os dados levantados para as avaliações da estrutura e fitossociologia dos bosques de manguezal amostrados na Diretriz Norte (com ênfase na AID), permitem dizer que todos os trechos se encontram alterados. Na Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) predomina uma matriz herbácea na maior parte da faixa, com reduzida cobertura florestal, exceto no trecho final, onde se verifica a ocorrência de manguezais. A área de supressão representa cerca de 15,95% da área de intervenção (faixa), representada em 16,09% por manguezais (2,49ha). A partir dos dados levantados para a elaboração do diagnóstico ambiental, foi possível verificar que, para a Diretriz Sul, as informações obtidas fundamentam a existência de vegetação em processo de regeneração, cujo passado tem uma história de intenso desmatamento, ainda avistado nos dias atuais em menor escala. Em síntese: Sistema A = supressão de vegetação de manguezal em um total de 3,18ha. Sistema B e C = supressão de vegetação de manguezal em um total de 5,67ha. Tal impacto ocorrerá na fase de implantação do duto terrestre, sendo classificado, para todos os sistemas em análise, como: irreversível, permanente, negativo, direto, imediato, local, grande importância, pequena magnitude, cumulativo e medianamente significativo. IX. MODIFICAÇÃO DA POPULAÇÃO DA CARCINOFAUNA DOS MANGUEZAIS Este impacto ocorrerá em virtude da abertura da faixa para implantação do duto terrestre no manguezal. Os caranguejos de manguezal são organismos extremamente territorialistas e vivem, em sua maioria, em tocas no sedimento. A abertura da faixa do duto irá afetar a população destes organismos provocando uma modificação desta população no trecho determinado esta faixa, principalmente das espécies exclusivas de manguezal como o Ucides cordatus (caranguejo uca). Possíveis modificações no regime hídrico de regiões adjacentes a faixa de servidão também poderão causar alterações nas condições ambientais locais e modificação de suas populações. Tal impacto ocorrerá no duto terrestre durante a fase de implantação de dutos. Para os sistemas A, B e C é classificado como reversível, temporário, negativo, direto, imediato, local, média importância, média magnitude, sinérgico e média significância / 2009

16 X. SUPRESSÃO DE VEGETAÇÃO TERRESTRE E REDUÇÃO DA COBERTURA VEGETAL NATURAL A supressão de vegetação terrestre para implantação do empreendimento ocasionará descaracterização da fisionomia e da paisagem atual, promovendo a redução da cobertura vegetal e, em alguns casos, a fragmentação e o isolamento de remanescentes, com conseqüente alteração na estrutura florestal; aumento no efeito de borda; modificação na proporcionalidade entre os grupos de espécies e formas de vida, redução na riqueza e abundância de espécies e redução e/ou ausência de conectividade entre remanescentes florestais nativos. A intensidade de todas estas alterações varia em função da tipologia florestal em destaque, sua flora característica e seu estado de conservação. Considerando-se a distribuição da vegetação florestal existente nas duas Diretrizes (AID), os maiores remanescentes se concentram na Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C). De maneira geral, a vegetação se caracteriza por formações secundárias, em estágio inicial a médio de regeneração. Os remanescentes em estágio médio a avançado encontram-se distribuídos de maneira dispersa ao longo do traçado em estudo (tabela ) e apresentam, predominantemente, características estruturais que permitem sua classificação nestes estágios. Contudo caracteres funcionais estão ausentes em alguns deles. Destaca-se, entre os caracteres funcionais a presença e abundância de epífitas, onde o número máximo de espécies registradas foi igual a 4 (no ponto P4). No remanescente avaliado no ponto P5, em estágio médio a avançado de regeneração, não foram registradas espécies epífitas. Tabela : Síntese da cobertura vegetal diagnosticada na AID da Diretriz Norte. Trecho (Km) Até km 11,5 Entre km 11,5 e 17,5 Entre km 17,5 e 22,6 Entre km 22,6 e 27,0 Vegetação Diagnosticada Predominam campos e pastagens, com pequena representatividade, se diagnostica a presença de remanescentes florestais em estágios inicias de desenvolvimento, vegetação, de maneira geral, bastante antropizada Observam-se áreas alagadas e vegetação secundária pioneira Áreas urbanas com remanescentes de florestas secundárias em estágios iniciais de desenvolvimento Área de transição campo-encostas degradadas, com cobertura vegetal bastante / 2009

17 Trecho (Km) Entre Km 27,0 e 30,2 Entre Km 30,2 e 33,8 Entre Km 32,0 e 33,4 Entre Km 33,4 a 36,4 Entre o km 36,4 até o final Vegetação Diagnosticada empobrecida por uso do fogo e agropecuária intensiva sem adequado manejo do solo. Predominam manguezais, em conjunto com vegetação secundária, encostas degradadas, áreas alagadas e várzeas Predomínio de áreas de vegetação secundária e encostas degradadas São encontrados remanescentes de Floresta Ombrófila Densa em melhor estado de conservação (estágio médio e avançado), porém ameaçados frente à expansão urbana Áreas urbanas, com um remanescente de Floresta Ombrófila Densa na altura do km 35 Predominam formações florestais secundárias em estágio inicial, intercaladas a campos e várzeas Na Diretriz Norte, a área onde haverá supressão de vegetação lenhosa corresponde a aproximadamente 17,55% da área de intervenção (faixa). Considerando-se as tipologias alvo de supressão, aproximadamente 67,10% (17,97ha) se caracterizam pela presença de Floresta Ombrófila Densa (vegetação secundária não florestal), enquanto 21,02% (5,63ha) estão representadas por remanescentes de Floresta Ombrófila Densa (estágios inicial, médio e avançado) e 11,87% por manguezais (3,18ha) (Mapa 5.2-4A). Na Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) predomina uma matriz herbácea na maior parte da faixa, com reduzida cobertura florestal, exceto no trecho final, onde se verifica a ocorrência de manguezais (Tabela ). Tabela : Síntese da cobertura vegetal diagnosticada na AID da Diretriz Sul. Trecho (Km) Até o km 3,0 Entre km 3,0 e 18,0 Entre km 18,0 e 21,0 Entre km 21,0 e 22,5 Entre km 22,5 e 23,5 Entre km 23,5 e 24,0 Entre km 24,0 e 25,0 Entre km 25,00 até o final Vegetação Diagnosticada Predomínio de campos e várzeas alagadas Presença de manguezais Transição entre vegetação terrestre descaracterizada e manguezais, com manguezais degradados próximos a áreas urbanas Ocorrência exclusiva de manguezais, em diversos estágios de degradação, com a proximidade de áreas urbanas Passam a dominar florestas secundárias inicias e vegetação pioneira, constituindo áreas de transição entre manguezais e vegetação terrestre Domínio de áreas inundáveis, com ocorrência pontual de florestas secundárias e manguezais Presença de manguezais e vegetação secundária Predomínio de vegetação secundária, com vegetação aberta e degradada (pioneira) / 2009

18 A área de supressão representa cerca de 15,95% da área de intervenção (faixa), representada em 83,91% (12,99ha) por Floresta Ombrófila Densa (vegetação secundária não florestal) e 16,09% por manguezais (2,49ha) (Mapa 5.2-4B). Em síntese: - Sistema A = estimativa de supressão de vegetação secundária de Floresta Ombrófila Densa em 23,6ha. - Sistemas B e C = estimativa de supressão de vegetação secundária de Floresta Ombrófila Densa em 36,6ha. Não se prevê supressão de vegetação com porte florestal na área destinada ao TECAM e ao TEGON. A intervenção em ambientes úmidos (drenagens de várzeas e áreas inundáveis) pode ocasionar uma redução na riqueza de espécies de plantas aquáticas e descaracterização e/ou destruição de hábitats sujeitos a variações sazonais ou delas dependentes, com conseqüente redução na cobertura vegetal natural. Sempre que houver travessias em áreas alagadas, ocorrerão alterações na dinâmica e estruturação, tanto física quanto biológica, com uma re-configuração espacial verificada em função da abertura da faixa - colocação de estiva e aterro - e escavação da vala, que promoverão o assoreamento e conseqüentemente o soterramento de parte das comunidades. Em áreas mais extensas, onde se realizará aterro para trânsito de máquinas e equipamentos para rebaixamento dos dutos, mesmo que temporariamente, será criada uma barreira física, que atuaria de forma a alterar a dinâmica local. Esta situação foi diagnosticada especialmente na área do Macacu-Caceribu. Estas tipologias são mais representativas da Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C), e encontram-se bastante alteradas e descaracterizadas floristicamente. A supressão da vegetação e redução da cobertura vegetal natural presente na área diretamente afetada é um impacto que ocorrerá no momento da realização da limpeza e abertura da faixa/drenagem de áreas alagadas para a implantação do empreendimento (fase de implantação de dutos e terminais). Para os sistemas A, B e C o impacto caracteriza-se como direto, negativo, local, permanente, imediato, irreversível, média importância, pequena magnitude, cumulativo / 2009

19 e pouco significativo. XI. INTERVENÇÃO EM ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) A legislação ambiental brasileira considera as Áreas de Preservação Permanente (APP s) como bens de interesse nacional e espaços territoriais especialmente protegidos, cobertos ou não por vegetação, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. Em função de sua singularidade - e do valor estratégico das APPs elas estão caracterizadas, como regra geral, pela intocabilidade e vedação de uso econômico direto. Os casos excepcionais, de utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP) são regulamentados pela Resolução CONAMA Nº 369/2006. Esta resolução determina que as medidas de caráter compensatório consistam na efetiva recuperação ou recomposição de APP e deverão ocorrer na mesma sub-bacia hidrográfica, e prioritariamente, na área de influência do empreendimento, ou nas cabeceiras dos rios. Na área diretamente afetada pelo empreendimento (faixa), delimitam-se APPs ao redor de nascentes ou olhos d água, ao longo dos cursos de água, ao redor de lagos e lagoas, e nos manguezais. Considerando-se a Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C), estima-se que aproximadamente 15,38% da área onde haverá supressão encontram-se em Área de Preservação Permanente (4,12ha). As principais travessias são apresentadas na tabela , a seguir. Tabela : Principais travessias para implantação do empreendimento (partindo do COMPERJ) na Diretriz Norte. Diretriz Norte Km duto Vegetação Diagnosticada rio Macacu Áreas com vegetação pioneira, antropizada rio Guapiaçu Áreas com vegetação pioneira, antropizada rio Guapimirim Áreas com vegetação pioneira, antropizada rio Santo Aleixo Áreas com vegetação pioneira, antropizada rio Iriri Áreas com vegetação pioneira, antropizada; / 2009

20 Diretriz Norte Km duto Vegetação Diagnosticada presença de pequeno remanescente florestal rio Suruí rio Estrela Áreas com vegetação pioneira, antropizada; presença de pequeno remanescente florestal Áreas com vegetação pioneira, antropizada; presença de remanescentes de manguezal Para a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C), este valor atinge 21,25% da área de supressão de vegetação lenhosa (cerca de 3,29ha). As principais travessias são apresentadas na tabela , a seguir. Tabela : Principais travessias para implantação do empreendimento (partindo do COMPERJ) na Diretriz Sul. Diretriz Sul Km Vegetação Existente rio Caceribu Áreas de brejo, antropizada rio Porto das Caixas Áreas de brejo, antropizada rio Aldeia Áreas de brejo e vegetação pioneira, antropizada rio Goiânia Áreas com vegetação pioneira, antropizada rio Guaxindiba Áreas com vegetação pioneira, antropizada afluente do rio Guaxindiba Áreas com vegetação pioneira, antropizada A intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APPs) é um impacto que ocorrerá no momento da realização da limpeza (supressão) e abertura da faixa para a implantação do empreendimento (fase de implantação de dutos). Assim: Sistema A = Interferência em APP cerca de 4,12ha. Sistema B e C = Interferência em APP cerca de 7,41ha. Caracteriza-se, para o sistema A, como um impacto direto, negativo, local, permanente, imediato, irreversível, grande importância, pequena magnitude, cumulativo e mediamente significativo. Para os sistemas B e C, como um impacto direto, negativo, local, permanente, imediato, / 2009

21 irreversível, grande importância, média magnitude, cumulativo e grandemente significativo. XII. INTERFERÊNCIA EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (UC) As Unidades de Conservação são espaços territoriais, incluindo as águas jurisdicionais e seus componentes, com características naturais relevantes, de domínio público ou privado, legalmente instituído pelo Poder Público para a proteção da natureza, com objetivos e limites definidos e com regimes específicos de manejo e administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção (Lei 9.985/2000). A faixa terrestre do empreendimento irá interceptar a APA do Suruí, APA do rio Estrela, APA Guapi-Guapiaçu, APA Bacia do Rio Macacu e APA Guapi-Mirim. Os dutos submarinos e o Terminal Aquaviário da Ilha Comprida estão totalmente inseridos na Área de Relevante Interesse Ecológico da Baía de Guanabara (Quadro ). A Diretriz Norte (duto terrestre que compõe as alternativas de sistemas A, B e C) intercepta Unidades de Conservação em 38km de extensão (APA do Rio Estrela, APA do Suruí, APA Bacia do Rio Macacu e APA Municipal Guapi-Guapiaçu) e a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) em aproximadamente 2,2km (APA de Guapi-Mirim); os dutos submarinos correspondem a 11,7km na Diretriz Norte e 7,6km na Diretriz Sul (ARIE Baía de Guanabara), em um total de 49,7km e 9,8km (74,50% e 14,95% do total do traçado), respectivamente. Quadro Interferências do empreendimento com Unidades de Conservação. Unidade de Conservação Extensão aproximada de interferência Biótopo APA de Guapi-Mirim 2,2 km (Diretriz Sul Sistemas B e C) Estuário e Manguezal APA do Rio Estrela APA do Suruí APA Bacia do Rio Macacu APA Municipal Guapi-Guapiaçu ARIE Baía de Guanabara 5,9 km (Diretriz Norte - Sistemas A, B e C) 15,40 km (Diretriz Norte - Sistemas A, B e C) 6,65 km (Diretriz Norte - Sistemas A, B e C) 10,64 km (Diretriz Norte- Sistemas A, B e C) 11,7 (Diretriz Norte submarino) 7,6 (Diretriz Sul submarino) Estuário e Manguezal Estuário e Manguezal Mata Atlântica Mata Atlântica, Manguezal Manguezais e Área Estuarina / 2009

22 Na Diretriz Norte, o empreendimento segue em paralelo à faixa do GASDUC, em parte do trecho que atravessa a APA do Suruí e a APA do Rio Estrela. Os dutos submarinos estão completamente inseridos na área da ARIE Baía de Guanabara. No primeiro caso, a maior parte da região está representada por várzeas e áreas descaracterizadas em sua fisionomia original (fato igualmente verificado para a APA Bacia do Rio Macacu), mas se registra um remanescente de manguezal entre os km 28,6 e 29,1 (500 m 3,25% da extensão total de interferência) e Floresta Ombrófila Densa entre o km 34,0 e 34,6 (600m 3,90% do total). No segundo, o duto intercepta remanescente de Floresta Ombrófila Densa em aproximadamente 700m (km 39,7 40,4, cerca de 11,85% do total). Na Diretriz Sul, a faixa margeia a APA de Guapi-Mirim na maior parte de seu trecho de interferência com a Unidade, estando representada, nesta região, por áreas inundáveis e pastagens. Apenas nos 400m finais, entre o km 29,4 e 29,8 (18,20% do total), a faixa intercepta vegetação de manguezal. Os dutos submarinos estão completamente inseridos na área da ARIE Baía de Guanabara. Para os sistemas em análise, se diagnostica, quantitativamente, o seguinte cenário: Sistema A = intercepta Unidades de Conservação em 38km de extensão de dutos terrestres e 11,7km de dutos submarinos (total de 49,7km). Sistema B e C = intercepta Unidades de Conservação em 40,2km de extensão de dutos terrestres e 19,3km de dutos submarinos (total de 59,5km). A interferência em Unidade de Conservação é um impacto que ocorrerá na implantação de dutos terrestres, submarinos e operação do TAIC. Na implantação do TECAM e TEGON não se verifica interferência em Unidades de Conservação. Destaca-se que os sistemas B e C têm uma interferência maior na APA de Guapimirim, uma Unidade de Conservação efetivamente foi implantada, situação não identificada em outras APAs da área de influência. O carreamento de sólidos também pode interferir na APA de Guapimirim e na ESEC, pois haverá obras a montante dos rios que drenam para esta unidade de conservação. Sistema A, B e C = caracteriza-se como um impacto direto, negativo, local, permanente, imediato, irreversível, média importância, média magnitude, cumulativo e / 2009

23 medianamente significativo. B) MEIO FÍSICO XIII. ALTERAÇÃO DA TAXA DE DEPOSIÇÃO DE SEDIMENTOS NO LEITO DOS RIOS Este impacto será ocasionado pela atividade de assentamento dos dutos no leito dos rios. A dinâmica sedimentar dos rios é caracterizada por variações em diferentes escalas temporais, induzidas pelo clima, pelo regime pluviométrico e por outros fatores dinâmicos. A maioria dos trechos dos dutos encontra-se em áreas de baixo hidrodinamismo. Nas áreas onde serão realizados os assentamentos dos dutos, o pequeno revolvimento do fundo permitirá o carreamento mínimo desse material, provocando um efeito deposicional estritamente local. Este impacto ocorrerá na fase de implantação dos dutos sobre o leito dos rios. Para o sistema A, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto, imediato, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, é classificado como reversível, temporário, negativo, direto, imediato, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. XIV. ALTERAÇÃO DA TAXA DE DEPOSIÇÃO DE SEDIMENTOS NO LEITO SUBMARINO Este impacto será gerado a partir da atividade de assentamento dos dutos no leito submarino. A dinâmica sedimentar dos sistemas estuarinos é caracterizada por variações em diferentes escalas temporais, induzidas pelo clima, pelas marés e por outros fatores dinâmicos. A maioria dos trechos dos dutos encontra-se em áreas de baixo hidrodinamismo, apenas o trecho mais perto do Terminal Flexível de GNL situados no final do canal central da Baía de Guanabara, apresentam uma condição hidrodinâmica mais intensa. Nas áreas onde serão realizados os assentamentos dos dutos, embora em sua grande maioria dos trechos tem-se um hidrodinamismo pouco acentuado, o pequeno revolvimento do fundo permitirá o carreamento mínimo desse material, provocando um efeito deposicional estritamente local. Este impacto ocorrerá na fase de implantação dos dutos sobre o leito submarino da Baía de Guanabara, sendo classificado, para o sistema A, como reversível, temporário, negativo, de curto prazo, direto, regional, média importância, média magnitude, cumulativo e média / 2009

24 significância. Para os sistemas B e C, como reversível, temporário, negativo, de curto prazo, direto, regional, média importância, grande magnitude, cumulativo e grande significância. XV. ALTERAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA CONTINENTAL A alteração da qualidade das águas será originada a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos, sendo que os principais impactos na qualidade da água serão relacionados à ressuspensão de sedimentos na coluna d água. Na qualidade da água, o aumento da turbidez será o principal impacto detectado, porém devido a sua pequena escala temporal é possível prever que não haverá prejuízo local para a comunidade biológica (produtora de oxigênio), que depende de luz. Outros efeitos principais na qualidade das águas estarão relacionados ao impacto das substâncias contidas nos sedimentos. Porém, em virtude das técnicas de assentamento dos dutos atualmente utilizadas, frações mínimas destas substâncias poderão ser liberadas e/ou remobilizadas na coluna d água. Considerando os metais pesados, é consenso entre os trabalhos que no sedimento anóxico e rico em sulfetos e matéria orgânica, a maior parte dos metais é observada sob a forma de sulfetos pouco solúveis ou associadas ao particulado orgânico e, portanto, não disponível à biota. Porém, o revolvimento induzido pelo assentamento dos dutos poderá favorecer a remobilização de frações mínimas destes metais, introduzindo pequenas concentrações de metais pesados na coluna d água. O impacto sobre a qualidade das águas ocorrerá na fase de implantação dos dutos e terminais, em todos os sistemas. Para o sistema A, é caracterizado como: reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, como reversível, temporário, negativo, direto/indireto, imediato, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. XVI. ALTERAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA MARINHA A alteração da qualidade das águas será originada a partir da atividade de implantação e recobrimento de dutos submarinos, sendo que os principais impactos na qualidade da água serão relacionados à ressuspensão de sedimentos na coluna d água. Na qualidade da água, o / 2009

25 aumento da turbidez será o principal impacto detectado, porém devido a sua pequena escala temporal é possível prever que não haverá prejuízo local para a comunidade biológica (produtora de oxigênio), que depende de luz. Outros efeitos principais na qualidade das águas estarão relacionados ao impacto das substâncias contidas nos sedimentos. Porém, em virtude das técnicas de assentamento dos dutos atualmente utilizadas, frações mínimas destas substâncias poderão ser liberadas e/ou remobilizadas na coluna d água. Considerando os metais pesados, é consenso entre os trabalhos existentes sobre a Baía de Guanabara que no sedimento anóxico e rico em sulfetos e matéria orgânica, a maior parte dos metais é observada sob a forma de sulfetos pouco solúveis ou associadas ao particulado orgânico e, portanto, não disponível à biota. Porém, o revolvimento induzido pelo assentamento dos dutos poderá favorecer a remobilização de frações mínimas destes metais, introduzindo pequenas concentrações de metais pesados na coluna d água. O impacto sobre a qualidade das águas ocorrerá na fase de implantação dos dutos, sendo caracterizado, para o sistema A, como: reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, média importância, média magnitude, cumulativo e média significância. Para os sistemas B e C, como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, média importância, grande magnitude, cumulativo e grande significância. XVII. IMPACTOS SOBRE A QUALIDADE DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS Considerando que a água atua como integrador de ciclos biogeoquímicos, conclui-se que um dos principais receptores naturais da possível contaminação por hidrocarbonetos emitidos pelo empreendimento esteja representado pelas águas subterrâneas. Variáveis que determinam a possibilidade de contaminação das águas subterrâneas estão relacionadas essencialmente às falhas humanas. A concepção do projeto, o emprego de materiais de qualidade especificada, elementos relacionados à construção, manutenção e operação constituem as principais variáveis, além da possibilidade de eventos indesejados que liberem hidrocarbonetos para o meio ambiente, na forma de acidentes ou vazamentos inicialmente despercebidos. As considerações relativas aos possíveis impactos à qualidade de Águas Subterrâneas baseou / 2009

26 se no estudo de Caracterização de Solo e Água Subterrânea na Área de Implantação da Infraestrutura de Dutos e Terminais do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro apresentado no Anexo 4. Como indicador da possibilidade de contaminação de águas subterrâneas utiliza-se a capacidade de infiltração do solo, característica determinada por diversos fatores. Entre estes fatores cita-se a textura, estrutura, disposição do espaço poroso, mineralogia e umidade inicial para solos com presença de argila expansiva, além da topografia, tipo de ocupação, clima e regime pluviométrico. Quanto às características do solo junto às áreas dos Terminais de São Gonçalo e TECAM determinou-se permeabilidade elevada e litologias com composições mais arenosas, determinando elevadas capacidades de infiltração. Desta forma deverão ser tomadas medidas preventivas e de monitoramento que evitem qualquer tipo de perda de hidrocarbonetos para o solo. Nestas áreas, a recarga dos aquíferos foi caracterizada de potencialidade média a boa, com solo que apresenta boa permeabilidade. A análise de vulnerabilidade à contaminação dos aquíferos adotou a metodologia GOD, proposta por Foster e Hirata (1998). O estudo indica que em caso de vazamento, o aquífero e o subsolo sejam contaminados rapidamente, em virtude das características geológica e hidrogeológica da região em que se insere o empreendimento. Quanto à classificação de uso e ocupação do solo, enquadrada segundo a NBR , o estudo indica que as Diretrizes percorrerão regiões predominantemente de Classe 0 e 1, com exceção da proximidade com o Aterro Sanitário de São Gonçalo e área da REDUC/TECAM, que estão próximas a áreas industriais. A ocupação do solo atual e pregressa explica os valores ultrapassados para alguns parâmetros de contaminantes observados. Nas áreas ocupadas por atividades de agricultura, pelo uso de agrotóxicos e pela presença de contaminantes orgânicos gerados pela queima de madeira, determinou-se a presença de compostos como acenafteno, benzo(a)antraceno, benzo(a)pireno, criseno, fluoreno, pireno e heptacloro-epóxido. Nos pontos de sondagem foi determinada a presença de TPH, próximos à faixa de dutos, no entanto ressalta-se que em nenhum dos pontos ocorre ultrapassagem dos valores de referência em comparação com as listas de comparação / 2009

27 Implantação Durante as atividades de construção e implantação do duto deve-se considerar que serão realizadas escavações ao longo do traçado e nas tancagens dos Terminais. A possibilidade de contaminação das águas subterrâneas poderá ocorrer por contaminantes orgânicos ou substâncias utilizadas na operação e manutenção de máquinas e equipamentos, tanto nos locais de implantação dos dutos e terminais como nos canteiros de obras. Os contaminantes orgânicos poderiam originar da inexistência ou condições inadequadas de sistemas de efluentes sanitários e inadequado gerenciamento de resíduos sólidos. Todos os resíduos sólidos e efluentes líquidos gerados durante as etapas de implantação devem estar contemplados pelo sistema de gerenciamento, priorizando a minimização de impactos ambientais. Operação Durante a operação do empreendimento poderão ocorrer falhas com possibilidade de vazamento de menor e maior magnitude. Fontes de contaminação poderão ocasionar vazamentos por falhas na manutenção, por desgaste, fadiga ou exposição a condições adversas aos componentes do sistema do duto, bombeamento e tancagem. A ocorrência nas áreas de tancagem que possam originar assentamento, compactação ou transporte parcial de solo sob o piso dos tanques, exige o monitoramento periódico das condições de integridade dos fundos e paredes de tanques. Na ocorrência de cenários emergenciais as bacias de contenção poderão ser contaminadas por hidrocarbonetos que poderão infiltrar no solo e atingir o lençol freático, caso não sejam adotadas medidas adequadas para evitar e minimizar a contaminação. Pelo fato das instalações serem monitoradas remotamente destaca-se a necessidade de teste periódico, manutenção preditiva e preventiva de instrumentação de controles e medida de nível do tanque, além dos demais acessórios que compõe o sistema de bombeamento e tancagem. Durante a operação também serão gerados efluentes líquidos e resíduos sólidos que devem estar contemplados pelo sistema de gerenciamento. Os efluentes líquidos e resíduos sólidos deverão ser segregados e destinados adequadamente, de acordo com sua classificação / 2009

28 O descomissionamento do duto e tancagem deverá ser elaborado no momento que as instalações se tornarem inadequadas ou houver desativação. Para o descomissionamento deverá ser elaborado plano específico que contemple os possíveis impactos ambientais, indicando as ações de desativação, destino de resíduos e se necessário monitoramentos ambientais em áreas contaminadas. O impacto sobre a qualidade das águas subterrâneas é um impacto potencial, e poderá ocorrer na fase de implantação e operação dos dutos e terminais. Para o sistema A, caracteriza-se como: reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, média importância, média magnitude, cumulativo e média significância. Para os sistemas B e C, como reversível, temporário, negativo, imediato, direto/indireto, local, média importância, grande magnitude, cumulativo e grande significância. XVIII. IMPERMEABILIZAÇÃO DE SOLO, ALTERAÇÃO DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL E MOVIMENTAÇÃO DE SOLO (ÁREAS DE EMPRÉSTIMO E BOTA-FORA) A pavimentação das áreas destinadas à ampliação do TECAM e implantação do TEGON para a construção de tanques de armazenamento provocará a impermeabilização do solo, aumentando o escoamento superficial no local. A alteração no escoamento superficial pode promover a dinamização de processos erosivos, especialmente desestruturação, compactação (redução da infiltração) e erosão do solo. Os processos para obtenção de solo de áreas de empréstimo estão associados à execução de escavações e desmontes, que podem promover a degradação física dos solos, em geral, erosão e compactação. O armazenamento ou disposição inadequada do solo em áreas de bota-fora pode ocasionar contaminação do solo e contaminação e assoreamento de corpos d água. Estas modificações, de maneira indireta, podem causar alteração na destinação futura destas áreas, se não tomadas às medidas adequadas de recuperação ambiental. Considerando os efeitos das obras sobre os aspectos estruturais dos solos e o baixo potencial erosivo da região, os impactos são mitigáveis com medidas preventivas durante a fase de implantação do empreendimento (terminais e áreas de empréstimo e bota-fora). Este impacto ocorrerá na fase de implantação dos terminais para todos os sistemas em avaliação / 2009

29 Para o sistema A, caracteriza-se como: irreversível, permanente, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para os sistemas B e C, como irreversível, permanente, negativo, imediato, direto/indireto, local, pequena importância, média magnitude, cumulativo e pequena significância. XIX. AUMENTO DOS RISCOS DE OCORRÊNCIA DE PROBLEMAS GEOTÉCNICOS Este impacto é definido pelo aumento da possibilidade, induzida por atividades do empreendimento, de ocorrências de problemas geotécnicos na área de influência. Na área de influência do empreendimento, os problemas geotécnicos existentes e que podem ser influenciados pela implantação do mesmo são os escorregamentos e os recalques diferenciais. Além do aumento da possibilidade de ocorrência destes problemas geotécnicos, este impacto também avalia o aumento das conseqüências destes eventos, em termos de danos a vidas e, principalmente, propriedades. Aumento dos riscos de escorregamentos Os escorregamentos são processos de movimentação de pacotes de solos das encostas, de maneira rápida ou lenta, com possibilidade de causar danos a elementos ambientais ou humanos. Este tipo de movimento ocorre nas áreas de encostas, podendo atingir as áreas de baixada circunvizinhas. Em geral todos os terrenos elevados apresentam alguma possibilidade de sofrerem escorregamentos, porém em alguns terrenos esta possibilidade possa ser considerada irrelevante. Este impacto refere-se ao aumento da possibilidade de ocorrência de escorregamentos e/ou aumento dos danos diretos ao ambiente e elementos antrópicos determinados pela ocorrência de escorregamentos. Trata-se de um impacto potencial, uma possibilidade, pois a efetiva ocorrência de escorregamentos está associada a uma série de circunstâncias detonadoras não ligadas ao empreendimento. O que está se medindo neste impacto é o aumento das condições propícias à ocorrência de escorregamentos ou da ocorrência de maiores danos devido aos escorregamentos. Um empreendimento pode alterar as condições para a ocorrência de escorregamentos das seguintes formas: alteração da morfologia da encosta, alteração das coberturas protetoras dos / 2009

30 solos (principalmente a vegetação), alterações na hidrografia das encostas, alteração da coesão dos solos, e disposição de materiais inconsolidados em encostas. O empreendimento tende a realizar uma ou mais ações listadas acima na fase de implantação do empreendimento, mais especificamente nas fases de limpeza de pista e escavação de vala. Assim, na análise deste impacto devem ser distinguidos entre os impactos ocorrentes na fase de obras e que serão totalmente revertidos na fase de operação e os impactos cuja reversão tende a não ser completa, permanecendo um risco residual, ainda que muito baixo, mesmo após as obras de contenção. Na área de interesse do atual projeto, os riscos de escorregamentos podem ser considerados pequenos devido à baixa densidade urbana e pela baixa possibilidade de ocorrência de escorregamentos, pois grande parte encontra-se em área de baixada, e as áreas de colinas apresentam encostas com declives medianos e solos residuais coerentes. Aumento dos riscos de recalques diferenciais Os recalques diferenciais são definidos como movimentos verticais de pacotes de solos em função da alteração das cargas aplicadas a um determinado solo, ou devidas a alterações na estrutura dos solos, estando normalmente associadas a terrenos argilosos ou arenosos saturados. Um empreendimento tende a causar um aumento dos problemas de recalques em função da colocação de aterros, seja para passagem de máquinas (estivas) na faixa, seja para a própria passagem dos dutos e implantação dos terminais por áreas alagadas ou argilosas, e pela sobrecarga do próprio duto. Quanto à sobrecarga dos dutos, esta depende dos fluidos que estão sendo movimentados na dutovia. Em geral, dutos de gases (gasodutos) apresentam um peso neutro, pois tendem a ser implantados com ancoragem (revestidos por concreto) para que não flutuem dentro de matrizes de solos argilosos ou arenosos com lençol freático aflorante ou sub-aflorante. Para o empreendimento, a possibilidade de ocorrência de recalques diferenciais é um risco, tendo em vista que, se colocando esforços sobre os dutos, os riscos de acidentes crescem, assim como a necessidade de manutenção. Na área atravessada pelo empreendimento a possibilidade de ocorrência de recalques é alta, pois grande parte da faixa atravessa planícies fluvio-marinhas argilosas, ou planícies fluvio / 2009

31 marinhas recobertas com depósitos fluviais mais arenosos, mas que se encontram em grande parte do tempo saturadas. A ocorrência efetiva de recalques diferenciais pode ser atestada pelo estado da estrada que liga Tribobó a Guapimirim (estrada do contorno) que apresenta várias irregularidades verticais em função de recalques diferenciais. Inventário de Problemas e Impactos Geotécnicos para a Diretriz Norte - compõe as alternativas de sistemas A, B e C (incluindo ampliação do TECAM) Trecho 1: este trecho atravessa terrenos de baixadas fluvio-marinhas planas, com aterros industriais (A) ou urbanos (C) ou próximas ao seu estado natural. Margeiam colinas isoladas como em (2) e (D). Duque de Caxias Diretriz Norte TECAM Rio Estrela A possibilidade atual de ocorrência de escorregamentos é muito restrita, pois mesmo as áreas de encostas encontram-se estabilizadas. Somente a área (D) apresenta possibilidade de ocorrência de escorregamento, ainda que pequena. No entanto, dois pontos merecem atenção. O ponto 1 taludes dos aterros da área de tanques do terminal de Campos Elíseos, que pode ser descalçado caso seja necessária a execução de cortes. O ponto 2 taludes de morrotes isolados, tangenciado pelo traçado, que também pode sofrer descalçamento, caso necessário a execução de cortes. A possibilidade de indução de ocorrência de recalques ocorre nas áreas apontadas como as letras B e C. Na área C esta possibilidade deve ser considerada com maior cuidado, pois existem casas próximas (e suas infra-estruturas associadas), em que pese à existência de dutos / 2009

32 já implantados e a possibilidade de remanejamento das casas. Trecho 2: neste trecho a dutovia atravessa um terreno de colinas com topos arredondados e encostas de declives entre 30 e 45 graus, com áreas urbanas (C). A possibilidade de ocorrência de escorregamentos atual é pequena, devido à conformação das encostas e coerência dos solos (problemas podem ocorrer apenas em cortes verticais e sub-verticais ainda raros neste trecho). TECAM Diretriz Norte A possibilidade de estabilização causada pelo duto é pequena, pois as alterações de cobertura serão pequenas, assim como as alterações de morfologia devido a cortes. Neste trecho este impacto deve ser considerado muito baixo. Deve ser destacada a travessia da estrada de Mauá, em que um talude de 45 graus será atravessado. Este talude é formado por solo residual coerente e já é atravessado por um duto. Há aumento da possibilidade de ocorrência de escorregamentos devido ao duto existe (principalmente na fase de obras), com risco de se atingir a estrada a jusante. Medidas específicas terão de ser tomadas para este local. Não haverá aumento expressivo dos riscos associados a recalques provocados pelo empreendimento neste trecho. Trecho 3: este trecho atravessa compartimentos geotécnicos de morros com solos residuais de menor espessura (A), colinas, baixadas urbanizadas (B), planícies de inundação, e baixadas argilosas (E) / 2009

33 Magé Diretriz Norte Rio Suruí Rio Iriri A possibilidade de ocorrência de escorregamentos é mediana, no trecho marcado com a letra A. O empreendimento tende a aumentar este potencial, caso seja necessária a execução de cortes na base do talude (este tipo de implantação deve ser evitado). Apesar disso apenas em alguns pontos (2) existem casas que podem ser afetadas. No trecho B o duto cortará colinas isoladas, com baixo potencial de escorregamentos, que será muito pouco modificado. Deve ser destacado que no ponto 1 o duto cortará uma encosta de 45 graus com uma via de acesso a jusante. Esta encosta apresenta baixa possibilidade de ocorrência de escorregamento, com aumento, ainda que pequeno, na fase de implantação do empreendimento. Medidas de controle tendem a reverter este impacto. A possibilidade de ocorrência de recalques diferenciais no trecho marcado com B é pequena, e tende a não ser alterada pelo empreendimento, tendo em vista as características do solo. No trecho junto ao rio a possibilidade de ocorrência de recalques é mais acentuada (mas ainda pequena), pois o solo encontra-se saturado em várias épocas do ano. O empreendimento tende a aumentar de maneira pouco significativa este risco, que não terá conseqüências ambientais, sociais e institucionais. No trecho marcado com E ocorre uma baixada argilosa, onde a ocorrência de recalques foi diagnosticada. A passagem do duto tende a aumentar os recalques existentes, sem conseqüências ambientais, sociais e institucionais. Trecho 4: este trecho atravessa áreas de colinas de encostas suaves (declives máximos de 45 graus) (A, C, D), planícies de inundação (B), e vales fluviais (E) / 2009

34 Magé Diretriz Norte Rio Santo Aleixo Nos trechos A, C, D, de colinas, a possibilidade de ocorrência de escorregamentos é pequena, e o empreendimento não irá modificar isto de maneira significativa (em que pese as alterações no período de obra), sendo o impacto considerado pequeno. A área marcada com 1 apresenta encostas de 45 graus, próximas a estrada que liga a BR-116 a Magé, a possibilidade de ocorrência de escorregamentos é pequena, e o empreendimento não irá alterar este quadro de forma significativa, sendo o impacto pequeno. Nas áreas indicadas pela letra B, planície fluvial, a possibilidade de ocorrência de recalques é pequena e o duto não trará alterações neste quadro. No segmento indicado pela letra E a situação é a mesma. Trecho 5: este trecho esta situado sobre terrenos semi-planos de planícies fluvio-marinhas recobertas por depósitos fluviais, sem ocupação humana relevante. Guapimirim Diretriz Norte Rio Guapiaçu Cachoeiras de Macacu Rio Guapimirim Rio Macacu Itaboraí COMPERJ Apenas no segmento marcado com a letra C existem possibilidades de ocorrência de escorregamentos, mesmo assim muito baixas, e sem tendência a haver uma piora em função do empreendimento, sendo o impacto irrelevante. Nos segmentos A, B, D existe possibilidade baixa de ocorrência de recalques, mas esta / 2009

35 possibilidade não se alterará em função do empreendimento, sendo o risco irrelevante. Nos segmentos E, F a possibilidade de ocorrência de recalques deve ser considerada mediana, com tendência a ocorrência de recalques provocados pelo empreendimento, sem conseqüências sociais, ambientais e institucionais. Inventário de Problemas e Impactos Geotécnicos para a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) Trecho 6: este trecho atravessa áreas de planície fluvio-marinha argilosa e plana, não existindo riscos de escorregamentos. Itaboraí Diretriz Sul Rio Caceribu A possibilidade de ocorrência de recalques é alta em toda a área, seja pela presença de argila, seja pela saturação dos solos. Os segmentos marcados com A e B apresentam baixos riscos devido a inexistência de ocupação urbana ou industrial. O empreendimento tende a aumentar a possibilidade de ocorrência de recalques, mas sem conseqüências institucionais, ambientais e sociais. A área C é uma área de maior sensibilidade, devido a possibilidade de ocorrência de recalques, associada à presença de casas e infra-estruturas relevantes. O empreendimento pode induzir a ocorrência de recalques, podendo causar danos às casas e infra-estruturas existentes. Recomenda-se a adoção de medidas de mitigação e de controle caso sejam realizadas obras nesta área. Trecho 7: este trecho atravessa uma área plana não existindo, portanto, problemas de escorregamentos. Por ser um trecho que corta uma planície fluvio-marinha, argiloso, os / 2009

36 problemas de recalques são comuns. São Gonçalo Diretriz Sul TEGON Itaboraí Rio Guaxindiba São identificados três diferentes formas de impactos neste trecho. No segmento A e D as possibilidades de ocorrência de escorregamentos são baixas e o empreendimento tende a não alterar esta situação (sem impacto ou impacto irrelevante). No segmento B as possibilidades de ocorrência de recalques são altas, e o empreendimento tende a aumentá-las, mas sem conseqüências sociais, ambientais e institucionais. No segmento C as possibilidades de ocorrência de recalques são medianas a altas, com o empreendimento tendendo a piorar a situação, com conseqüências sociais e institucionais relevantes (impacto alto). Trecho 8: este trecho atravessa planícies fluvio-marinhas de solos argilosos e saturados, com áreas urbanizadas, e áreas de morros degradados. APA Guapi-Mirim São Gonçalo Diretriz Sul Praia de Itaóca TEGON No que se refere aos escorregamentos os impactos do empreendimento neste trecho são os / 2009

37 seguintes: no segmento que corta encostas degradas (F) a possibilidade de ocorrência de escorregamentos é mediana a baixa, e o empreendimento tende a aumentar esta possibilidade, com conseqüências sociais relevantes. No segmento (H) a possibilidade de ocorrência de escorregamentos é baixa, com aumento pouco expressivo desta possibilidade causada pelo empreendimento (baixo impacto). Quanto aos problemas de recalques, os impactos do empreendimento serão os seguintes: Segmento A: área de baixo risco de recalques devido aos aterros humanos; empreendimento não causará alterações; Segmentos B e D: segmentos de média a alta possibilidade de recalque; empreendimento aumentará este risco; mas sem conseqüências ambientais, sociais e institucionais; Segmento C: segmento com altos riscos associados a recalques devido à alta possibilidade de ocorrência e presença de casas; o empreendimento tende a aumentar as possibilidades de recalques; com conseqüências sociais relevantes; Segmento G: alta possibilidade de ocorrência de recalques; o empreendimento tende a aumentar esta possibilidade; sem conseqüências sociais, mas com pequenas conseqüências ambientais (possibilidade remota de alteração do curso do rio). A partir do inventário dos impactos ao longo da faixa, pode-se concluir que: Sobre a dimensão profundidade do impacto: o empreendimento não criará novas áreas de impacto, apenas causará uma piora nos problemas já ocorrentes; em relação à área total afetada as áreas de impactos são muito pouco expressivas; assim, o impacto deve ser considerado de baixa profundidade; Sobre a dimensão temporal: este impacto se iniciará e será mais intenso na fase de obras, com sensível diminuição na fase de operação devido a medidas de mitigação; Sobre a dimensão relevância na AII e AID: estes impactos ocorrerão em uma porção muito pequena da AII e da AID, devendo ser considerado pouco relevante; Sobre a dimensão conseqüência: este impacto apresenta-se como sem conseqüências na faixa como um todo, ocorrendo apenas 12 pontos em que este impacto apresenta conseqüências sociais; / 2009

38 Classificação dos Impactos Para o sistema A: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorrer determinará a piora no aproveitamento de um importante recurso natural ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apenas na faixa de servidão (variável); Nos segmentos de dutos em que este impacto ocorre, será um impacto permanente; Trata-se de um impacto de temporalidade imediata, com efeito cumulativo; Trata-se de um impacto reversível, pois, existem várias formas de mitigação já testadas e de boa funcionalidade; A magnitude deste impacto pode ser considerada pequena, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem pequena de segmentos da faixa; A importância e deste impacto deve ser considerada mediana, pois nos pontos em que ocorrem os problemas mais agudos apresentam conseqüências relevantes do ponto de vista social; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois sua magnitude e intensidade são baixas, apesar das conseqüências sociais relevantes. Para os sistemas B e C: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorrer determinará a piora no aproveitamento de um importante recurso natural ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apenas na faixa de servidão (variável); Nos segmentos de dutos em que este impacto ocorre, será um impacto permanente; Trata-se de um impacto de temporalidade imediata, com efeito cumulativo; / 2009

39 Trata-se de um impacto reversível, pois, existem várias formas de mitigação já testadas e de boa funcionalidade; A magnitude deste impacto pode ser considerada média, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem média de segmentos da faixa; A importância e deste impacto deve ser considerada mediana, pois nos pontos em que ocorrem os problemas mais agudos apresentam conseqüências relevantes do ponto de vista social; A significância deste impacto deve ser considerada média, pois sua magnitude e intensidade são medianas, apesar das conseqüências sociais relevantes. XX. ALTERAÇÃO DOS ASPECTOS FISIOGRÁFICOS E GEOMORFOLÓGICOS Este impacto descreve as seguintes alterações ambientais geradas por um empreendimento: (a) alteração da morfologia em função de ações diretas sobre a paisagem, como a execução de cortes, terraplanagem, desterros, e aterros, com diferentes materiais, canalização de rios e dragagens; e (b) alterações nos processos de erosão, transporte e deposição, associados a diferentes agentes, que levem à alterações na morfologia do terreno, como descrito acima; As ações que têm potencial para gerar este tipo de impacto no empreendimento em estudo são: [a] Terraplanagem e Limpeza de faixas e áreas destinadas a implantação dos terminais, considerando que para a execução das obras a vegetação de cobertura deverá ser retirada; [b] Exposição e modificação da superfície do solo durante a fase de obras, já que a passagem de máquinas e equipamentos tende a manter os solos expostos, e muitas vezes desagregados, durante toda a fase de obras; [d] Manutenção da faixa limpa; esta operação somente pode ser considerada impactante nos processos geomorfológicos caso ocorra em áreas com vegetação diferente das normalmente utilizadas para recobrimento das faixas (gramíneas). Apenas em áreas de vegetação arbórea ou arbustiva é que esta atividade pode ser considerada alteradora; [e] Realização de cortes em encostas para passagem dos dutos e implantação de terminais; Na avaliação deste impacto devem ser levadas em conta as ações mitigadoras já planejadas / 2009

40 para a obra; e normalmente utilizada pela empresa Petrobras em seus empreendimentos; são elas: [a] Colocação de leiras e barragem de sedimentos, nos terrenos mais íngremes das encostas; [b] Recuperação das áreas degradadas pelo empreendimento e plantio de gramíneas na faixa; [c] Programa de controle de processos erosivos; [d] Recuperação de encostas submetidas a cortes (programa de recuperação de áreas degradadas); Este impacto pode apresenta duas dinâmicas distintas de ocorrência; são elas: [a] Alterações diretas do empreendimento sobre as morfologias existentes, como a execução de cortes e aterros nas encostas e baixadas. Este tipo de alteração é muito reduzido em obras deste tipo. Os cortes e aterros realizados são locais e de pequena magnitude. Estes cortesaterros podem ocorrem nos locais de colinas e morros e determinaram a alteração de feições existentes, principalmente nas encostas (com impactos apenas nas paisagens); os aterros podem ocorrer nas áreas de baixada, mas contribuem de maneira muito pequena para alteração da morfologia ou de processos que determinem a alteração das formas; [b] Alterações nos processos de mobilização-transporte-deposição (ambiente geomorfológico), tornando-os contraditórios com as formas existentes, e com poder suficiente, para determinação alterações de curto e médio prazo (considerando um prazo de 10 anos, tempo muito curto para alterações geomorfológicas). O atual empreendimento não afetará de forma determinante os processos já implantados (ou seja, iniciar processos de deposição ou mobilização em áreas onde estes processos inexistem; ou aumentar os processos de deposição mobilização onde estes processos já existem). Nas planícies tendem a ser manter os ambientes de sedimentação; nas encostas tendem a se manter os processos de mobilização e transporte, sem nenhuma alteração significativa, tendo em vista a situação já existente (de alta taxa de mobilização-transporte). Além disto, serão adotadas medidas preventivas e corretivas, como o controle de processos erosivos durante as obras, ação que mitiga diretamente as ações impactantes, impedindo a ocorrência de problemas; as ações de mitigação estão nos projetos de recuperação de áreas degradadas, que impediram o incremento dos processos de mobilização-transporte após o final das obras, com a colocação / 2009

41 de gramíneas sobre as áreas de faixa; Para este empreendimento as alterações dos aspectos fisiográficos e geomorfológicos estão limitados a alterações diretas das formas de relevo, através de cortes e aterros, cuja freqüência e magnitude neste empreendimento são pequenas, determinando uma pequena profundidade do impacto. A área de ocorrência efetiva deste impacto (área onde o impacto efetivamente será sentido) se limitará aos locais onde forem realizados cortes e aterros, e não passará da própria largura da faixa, e nas áreas destinadas a implantação dos terminais. Inventário dos impactos nos aspectos fisiográficos e geomorfológicos (Diretriz Norte que compõe as alternativas de sistemas A, B e C): TRECHO 01: neste trecho se apresentarão os seguintes impactos: -Nas baixadas antropizadas, com processos deposicionais sem magnitude para causar a modificação das formas existente, a conformação atual não será alterada pelo empreendimento (A); -Nas baixadas dominadas por processos deposicionais sem magnitude para causar a alteração das formas existentes (B) a conformação atual não será alterada pelo empreendimento; -Nas baixadas urbanizadas onde predominam processos deposicionais pluviais e processos de arraste de materiais antrópicos e naturais sem magnitude para causar alterações nas formas existentes (C), a conformação atual não será alterada pelo empreendimento; -Nas colinas altamente degradas por processos de mobilização e transporte pluvial, que podem causar alterações nas formas apenas em médio e longo prazo (D), a conformação atual não será alterada pelo empreendimento / 2009

42 Duque de Caxias Diretriz Norte TECAM Rio Estrela TRECHO 02: neste trecho as conformações formas-processos são as seguintes: -Na calha do rio Estrela (A) ocorrem processos deposicionais e de transporte em períodos de chuvas intensas, com potencial de alteração de médio prazo, o empreendimento não alterará a conformação existente; -No ponto (B) ocorre uma colina degradada pela ação antrópica, onde os processos de transporte pluvial são predominantes, mas não têm magnitude para determinar alterações de curto e médio prazo, esta conformação não será alterada pelo empreendimento; -No segmento de domínio de colinas e vales intercolinas, com predomínio de processos de mobilização e transporte sem potencial para alterar as formas existentes a curto e médio prazo, e processos de deposição e remobilização nos vales intercolinas, também sem potencial de transformação a curto e médio prazo (C). O empreendimento modificará esta conformação de forma pouco expressiva através da execução de corte e aterros nas colinas, seguidos de recuperação, com algumas encostas passando a apresentar patamares de pequena expressão (menores que 0,5 metros). -No segmento final (D) a conformação é de colinas suaves e baixadas intercolinas, com predomínio de processos de transporte nas áreas de colinas e deposição nos vales intercolinas; o empreendimento tende a não causar alterações fundamentais nesta situação geomorfoprocessual / 2009

43 Diretriz Norte TECAM TRECHO 03: neste trecho ocorrerão as seguintes alterações nas conformações formasprocessos: -Nas conformações de colinas com processos de mobilização e transporte, sem magnitude para alterar a curto e médio prazo as morfologias existentes; ocorrerá a implantação na paisagem de novas morfologias secundárias (de corte e aterro de pequena monta), sem consequências ambientais, sociais ou institucionais (A); -Nas conformações de baixadas urbanizadas dominadas por processos deposicionais pluviais, que contribuem para a manutenção das formas existentes, não ocorrerão impactos do empreendimento(b); -O ponto (C) representa o rio Iriri, cuja conformação é de rio canalizado com predomínio de processos erosivos, sem potencial para alteração efetiva da morfologia existente; este ponto não sofrerá alteração associada ao empreendimento. -As baixadas com predomínio de processos deposicionais conformes a morfologia existente, não serão alteradas pelo empreendimento (D); -As baixadas inundáveis dominadas por processos deposicionais conformes a morfologia existente (E), não serão alteradas pelo empreendimento. Magé Diretriz Norte Rio Suruí Rio Iriri / 2009

44 TRECHO 04: neste trecho ocorrem as seguintes conformações forma x relevo: -Colinas com predomínio de processos denudacionais e baixadas intercolinas com predomínio de processos deposicionais, em ambos os casos, os processos não apresentam magnitude para alterar as formas existentes (A); os impactos do empreendimento se resumem a alterações marginais nas formas existentes nas colinas, com acréscimo de estruturas de pequena magnitude (cortes e aterros), sem consequências ambientais, sociais ou institucionais; -Em (B) está situada a planície do Rio Bananal, caracterizada por conformações de planícies de inundação com processos deposicionais conformes as formas existentes e uma calha retificada com predomínio de processos deposicionais desconformes, mas sem magnitude para causar alterações nas formas existentes; estas conformações não serão modificadas pelo empreendimento; -Colinas vegetadas com predomínio de processos denudacionais conformes, mas sem magnitude para alterar as morfologias existentes (D), em que as alterações na morfologia causadas pelo empreendimento se resume a introdução de formas secundárias de pequena relevância, sem consequências ambientais, sociais ou institucionais; -A morfologia em (E) é de baixadas fluviais semiplanas dominadas por processos deposicionais conformes, que não serão alterados pelo empreendimento. Magé Diretriz Norte Rio Santo Aleixo TRECHO 5: este trecho apresenta um predomínio de planícies fluviais dominadas por processos deposicionais conformes (A, E), que não serão alteradas pelas ações do empreendimento; os segmentos indicados por B, D, F são calhas de rios retificados dominados por processos deposicionais com tendência de assoreamento a médio prazo, mas que não serão alterados pela implantação do empreendimento; a letra C indica segmento de colinas suaves com predomínio de processos denudacionais desconformes mas sem / 2009

45 magnitude para causar alterações, que será alterado pelo empreendimento pelo acréscimo de formas secundárias, muito discretas na morfologia, e sem consequências ambientais, sociais e institucionais. Guapimirim Diretriz Norte Rio Guapiaçu Cachoeiras de Macacu Rio Guapimirim Rio Macacu Itaboraí COMPERJ Inventário dos impactos nos aspectos fisiográficos e geomorfológicos (Diretriz Sul que compõe as alternativas de sistemas B e C): TRECHO 6: este trecho é caracterizado por planícies fluviomarinhas com predomínio de processos deposicionais conformes (B,D), que não serão alteradas pelo empreendimento; também ocorrem canais retificados de baixa energia e dominados por processos deposicionais (que tendem a assoreamento a médio prazo), que não serão afetados pelo empreendimento. Na lateral esquerda da imagem (E) ocorre uma área antropizada, semiplana, dominada por processos deposicionais, conformação que não será alterada pelo empreendimento. Itaboraí Diretriz Sul Rio Caceribu TRECHO 7: este trecho apresenta um predomínio de planícies fluviomarinhas onde ocorrem processos deposicionais conformes (B), conformação esta que não sofrerão alterações em função do empreendimento; os pontos A e C indicam baixadas fluviomarinhas urbanizadas ou em processo de urbanização, em que ocorrem processo deposicionais conformes (em que pesem os processos antrópicos que tendem a altear as áreas), esta conformação que não será / 2009

46 alterada pelo empreendimento. No ponto D a morfologia é de baixada fluviomarinha com ocorrência de processos deposicionais pluviais e fluviais conformes. Esta última área será totalmente transformada, com a implantação de aterros antrópicos acima do nível atual, e implantação de processos de transporte de sedimentos sobre terrenos impermeabilizados. São Gonçalo Diretriz Sul TEGON Itaboraí Rio Guaxindiba TRECHO 8: este trecho apresenta uma variedade de conformações em função das condições naturais e antrópicas. -Nos ponto A e C ocorrem baixadas fluviomarinhas antropizadas ou em processo de urbanização, dominadas por processos deposicionais conformes, e por processos de transporte sem magnitude para alterar as formas existentes; esta conformação não será alterada pelo empreendimento; -No ponto B ocorrem baixadas fluviomarinhas em processo de urbanização dominadas por processos deposicionais conformes, esta conformação não será alterada pelo empreendimento; -O ponto D apresenta uma morfologia de baixada fluviomarinha cortada por canal retificado, onde predominam processos deposicionais conformes, mas com tendência ao assoreamento do canal existente, está área não será alterada pelo empreendimento; -O ponto E apresenta uma baixada fluviomarinha antropizada com predomínio de processos de arraste de materiais antrópicos. Os impactos do empreendimento nesta área são irrelevantes; -O segmento F aponta uma área de baixada urbanizada com predomínio de processos de transporte desconformes, mas sem potencial de alteração das formas existentes; esta situação / 2009

47 geomorfo-processual não será alterada pelo empreendimento; -A letra F aponta um segmento de encostas suaves degradadas, onde predominam processos de denudação, sem magnitude suficiente para causar alterações profundas nas formas de relevo existentes, o empreendimento tende a alterar esta morfologia de forma secundária e pouco relevante na paisagem, com consequências ambientais, sociais e institucionais pouco expressivas; -A letra G aponta um segmento em baixada fluviomarinha, vegetada, dominada por processo deposicionais conformes, conformação que não será alterada pelo empreendimento. -Por fim, a letra H aponta um segmento com colinas dominadas por processos denudacionais e por baixadas marinhas onde predominam processos deposicionais conformes, a conformação de encostas será alterada de maneira secundária e de pouca relevância pela execução de cortes e aterros, sem consequências ambientais, sociais e institucionais. APA Guapi-Mirim São Gonçalo Diretriz Sul Praia de Itaóca TEGON A profundidade/efetividade média deste impacto deve ser analisada levando em conta; Percentual de alteração direta da morfologia pelo empreendimento (alteração total ou parcial das formas de relevo já existentes); Percentual de introdução de novos processos geradores de alterações morfológicas; Percentual de introdução de novos processos de grande intensidade de geração de alterações morfológicas; Percentual de áreas onde os processos já existentes de modificação do relevo serão intensificados pelas ações do empreendimento; Levando em conta estas situações a profundidade/efetividade deste impacto se comporta da / 2009

48 seguinte maneira: A alteração direta da morfologia ocorrerá apenas em áreas de colinas e morros, sendo a possibilidade de alterações totais inexistente, ocorrendo apenas pequenas alterações em elementos das encostas, sem alterações profundas de morfologia; A alteração de processos e ambientes não ocorrerá ao longo da faixa; ou seja, não existem situações de introdução de novos ambientes-processos na área pesquisada; as áreas de sedimentação e mobilização-transporte tendem a se manter na faixa; A intensificação de processos de baixa importância (do ponto de vista da alteração do relevo) para processos de alta intensidade também tende a não ocorrer. Esta situação apenas poderá ocorrer em encostas íngremes que ficaram totalmente desprotegidas pela limpeza de pista e movimentação de equipamentos na faixa e escavação da vala, mas esta situação ocorrerá apenas na fase de obras. Logo esta situação apresenta uma permanência insuficiente para alterar as formas de relevo existentes. Tendo em vista o exposto acima, a profundidade do impacto deve ser considerada pequena, mesmo nas áreas onde poderá ocorrer. A reversibilidade deste impacto pode ser vista de dois modos: Aplicação de técnicas construtivas que minimizem as necessidades de corte aterro; ou seja, limitem a ação direta de alteração das morfologias; Aplicação de tecnologias que previnam a ocorrência de alterações nos processos geodinâmicos que levem a alteração dos relevos; Aplicação de projetos de recuperação de áreas degradadas que permitam recuperar as formas de relevo eventualmente alteradas; Aplicação de projeto que evitem a continuidade de processos geodinâmicos que potencializem a alteração do relevo; Na área do empreendimento, os impactos deste tipo ocorrerão em poucos locais, e com uma profundidade pequena. Neste sentido, as técnicas de reversão indicadas e já testadas em outras obras, são suficientes para que os impactos, já limitados, sejam totalmente revertidos; A análise de consequências está calcada na avaliação da participação do impacto na qualidade / 2009

49 ambiental, na condição de vida das populações e nos aspectos legais-institucionais das áreas onde ocorrerão. As consequências deste impacto na qualidade ambiental da área deve ser considerada insignificante, não contribuindo para a alteração nem dos processos geológicosgeomorfológicos, nem nos demais fluxos e elementos ambientais existentes; As consequências para a qualidade de vida se limitam a alterações nas formas componentes da paisagem, alterações estas pontuais e de pequena possibilidade de percepção. O impacto, para o sistema A, é considerado como direto, negativo, local, imediato e temporário (manifestando-se apenas na fase de obras), sinérgico e reversível. Sua magnitude deve ser considerada pequena, sua importância é pequena, e sua significância pequena. Para os sistemas B e C, é considerado como direto, negativo, local, imediato e temporário (manifestando-se apenas na fase de obras), sinérgico e reversível. Sua magnitude deve ser considerada média, sua importância é pequena, e sua significância pequena. XXI. ACELERAÇÃO DOS PROCESSOS DE EROSÃO DOS SOLOS Este impacto refere-se à indução ou aumento da intensidade da remoção das camadas superficiais do solo em função das chuvas. O empreendimento pode alterar a cobertura vegetal de forma a induzir processos erosivos em locais onde antes estes processos não existiam, ou aumentar a intensidade dos processos já ocorrentes através de alterações ambientais que facilitem os processos erosivos. Este tipo de impacto apresenta uma ocorrência sensivelmente diferente quando são comparadas as fases de implantação e operação, pois na fase de implantação ocorrerá a exposição do solo, e na fase de operação, a exposição dos solos será muito reduzida (em função da revegetação da faixa e recuperação de áreas degradadas). As diversas situações de ocorrência dos impactos de erosão estão listadas na tabela abaixo: / 2009

50 Tabela Situações de ocorrência dos impactos de erosão. De Para Impacto Observações Sem erosão Sem erosão Sem Impacto Sem erosão Baixa erosão Baixo Impacto Sem erosão Média erosão Médio Impacto Sem erosão Alta erosão Alto impacto Crítico - Alto impacto Baixa erosão Baixa erosão Sem impacto Baixa erosão Média erosão Baixo Impacto Baixa erosão Alta erosão Alto Impacto Crítico - Alto impacto Baixa erosão Sem erosão Positivo Média erosão Média erosão Sem impacto Média erosão Alta erosão Baixo Impacto (Critico det. Emp.) Média erosão Baixa erosão Positivo Média erosão Sem erosão Positivo Alta erosão Alta erosão Sem impacto (crítico) Alta erosão Média erosão Positivo (critico) Alta erosão Baixa erosão Positivo (critico) Alta erosão Sem erosão Positivo (critico) Erosão do Solo na Fase de Implantação: Na fase de implantação os processos erosivos são determinados ou acelerados pelo empreendimento em função das atividades de limpeza da vegetação, abertura de pista/faixa, da própria manutenção da faixa livre durante da fase de obras, revolvimento dos solos em função da circulação de maquinário pesado e alocação de material inconsolidado ao longo da faixa e das áreas destinadas a implantação dos terminais. Estas múltiplas atividades determinam um aumento da incidência das chuvas diretamente nos solos, disponibilização de superfícies de escoamento mais amplas, disponibilidade de material com baixa resistência a mobilização pluvial, o que determina a inicialização de processos em áreas onde estes não ocorriam, e aceleração dos processos onde estes já estavam implantados. A área efetivamente afetada por este impacto se limita ao próprio local onde serão realizadas as atividades impactantes / 2009

51 Erosão dos Solos na Fase de Operação: Na fase de operação consideramos a faixa já totalmente recuperada, ou seja, com colocação de gramíneas de enraizamento denso, bermas e drenagem adequada nas áreas de maior declividade. Nas áreas destinadas aos terminais, considera-se a execução de sistema de escoamento e drenagem adequado. A atividade potencialmente impactante neste caso é a manutenção da faixa (com gramíneas), uma vez que, não se pode revegetar a faixa com espécies vegetais de maior porte, que seriam mais efetivas frente ao processo de erosão. Neste caso, entendemos que a cobertura de gramíneas é muito efetiva nos terrenos de menor declive, gerando uma erosão irrelevante. Nos terrenos em encostas, a remoção de sedimentos superficiais pela ação das águas pluviais continuará a ocorrer, mas de maneira pouco importante (isto é, a camada a ser retirada será inferior a alguns milímetros). Inventário para a Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C) na Fase de Implantação: O inventário dos impactos de erosão na Diretriz Norte para a fase de implantação apresentou os seguintes resultados: Sem Impacto, situação sem erosão para situação sem erosão: nesta situação o empreendimento não causará alterações em locais onde não ocorrem processos erosivos; esta situação está associada a áreas de baixadas inundáveis, ou travessias de rios e canais; esta situação tende a estar associada a baixadas com ocupação urbana e travessias de canais; a relevância deste tipo de situação é pequena; Sem impacto, situação de baixa erosão para situações de baixa erosão: esta situação caracteriza-se pela alteração de pequena relevância na intensidade da erosão em áreas onde está já ocorre de maneira pouco expressiva (com movimentação de sedimentos pequena). Esta situação ocorre em aproximadamente 26% da área; esta situação está associada a baixadas com cobertura de pastos; Nas situações acima descritas o impacto do empreendimento pode ser considerado irrelevante, tanto por não haver alteração da situação, quanto pela situação permanecer pouco relevante. Esta avaliação se aplica a cerca de 32% da área. Sem impacto, situação de média erosão para situações de média erosão: nesta situação, / 2009

52 apesar do empreendimento não causar alterações, a situação permanece negativa, ainda que não em situação crítica. Este tipo de situação ocorre em apenas 0,5% da área da área; Baixo impacto, sem erosão para baixa erosão: nesta situação a alteração do empreendimento é pouco expressiva, gerando uma situação de pequena criticidade. Este tipo de situação está associada a áreas de baixada com algum tipo de vegetação protetora (excetuando-se pastos) e áreas de deposição acima dos níveis de base locais (planícies fluviais alteadas em relações aos rios locais). Baixo impacto, situação de baixa erosão para situação de média erosão: esta situação está associada a baixadas cobertas com patos e baixadas intercolinas cobertas com pastos. Também este impacto pode ser considerado de baixa relevância, pois a alteração causada pelo empreendimento é pequena e a situação final da área pouco crítica; As situações de baixo impacto perfazem aproximadamente 45% da área total, o que somado aos 32% das situações sem impacto, representam 77% do total da área, o que indica um baixo impacto global do empreendimento. Baixo impacto relevante, situação de média erosão para situação de alta erosão: esta situação deve ser considerada separadamente, pois a alteração provocada pelo empreendimento é pequena, mas a situação final é relevante. Um total de 28% da área apresenta esta situação; Apesar de gerar situações de alta degradação, a alteração associada ao empreendimento é pequena, devendo a situação final ser creditada a situação já degradada das áreas impactadas. Alto impacto, situações sem erosão para situações da alta erosão: esta situação deve ser considerada crítica, sendo necessário trabalho posterior de recuperação, além daqueles elencados no início deste texto. Ocorre em áreas de colinas com cobertura vegetal de grande densidade. Esta situação é bastante rara, ocupando apenas 1% da área total; Alto impacto, situações de baixa erosão para situações de alta erosão: neste tipo de situação o empreendimento tende a causar impactos relevantes; esta situação está associada a colinas com cobertura vegetal a serem cortadas pelo empreendimento; esta situação ocorre em 14% da área; Sem impacto relevante: neste tipo de situação a erosão no segmento já é crítica, e durante a fase de obras não haverá possibilidade de mitigação de grande efetividade. Esta situação / 2009

53 ocorre em 1,6% da área; Situações de impactos positivos: na área analisada foram encontradas áreas em que os impactos do empreendimento, mesmo na fase de obras são pequenos; são situações de alta erosão (situação crítica) que, com as medidas da obra, tendem a se tornar situações de média erosão (0,5% dos segmentos da faixa). As situações de impacto identificadas acima formam um quadro de impacto que pode ser consolidado da seguinte maneira: Dimensão profundidade - espacialidade: o binômio profundidade-espacialidade determina a ocorrência do impacto. Foi identificada uma anisotropia da profundidade do impacto ao longo da área. Ocorrem situações de alto impacto em apenas 10% do total da área, em áreas de encostas vegetadas a serem cortadas pelo empreendimento; as situações de baixo impacto, nas quais os processos erosivos já existem e serão apenas incrementados até uma situação não crítica, ocorrem em 40% da área. Nos demais 50%, este tipo de impacto não ocorrerá, pois o empreendimento não causará alteração da erosão existente, o que ocorrerá em locais muito planos e altimetria próxima ao do nível de base, ou em locais onde a erosão já ocorre. Dimensão temporal: este impacto ocorrerá praticamente durante toda a obra, principalmente em função da retirada da vegetação e alteração da coesão superficial dos solos. No entanto, em alguns momentos da obra, sua intensidade tende ficar um pouco mais aguda. São os momentos em que são executadas tarefas de abertura da pista, devido a falta de coesão do solo após a utilização de bulldozers e moto-niveladoras, e na fase de abertura de vala, em que são alocadas as pilhas de material proveniente da abertura na lateral da faixa. Após estas atividades, a intensidade decresce, pela recomposição parcial da faixa e da vala, até a recuperação da faixa após a obra. Dimensão reversibilidade: o processo gerador deste impacto é parcialmente reversível. Como a faixa deve permanecer limpa, durante toda a fase de obra, os processos erosivos tendem a ocorrer. A execução da obra no menor tempo possível e a execução de recuperações parciais em locais críticos são as formas de reversão mais eficazes. A correta gestão da abertura da vala, reduzindo ao máximo o tempo de permanência de pilhas na lateral da faixa também tende a reverter parcialmente os impactos (as medidas acima colocadas são efetivas reversões pois impedem a ocorrência dos processos erosivos). A / 2009

54 colocação de leiras e degraus na faixa revertem parcialmente os efeitos dos processos erosivos. Já para a área dos terminais o processo é reversível, com a impermeabilização do terreno e instalação de sistema de drenagem adequado. Relevância na AII e AID: a área de ocorrência deste impacto é a própria área a ser utilizada pela obra, sendo que em grande parte, o impacto é de baixa intensidade ou inexistente, pode-se considerar que a relevância deste impacto na área de influência direta é muito pequena. Dimensão conseqüência na qualidade ambiental: as conseqüências ambientais potenciais dos processos erosivos são elevadas, pois o solo é o próprio suporte de grande parte da vida, e os processos erosivos eliminam as camadas superficiais mantenedoras da vida. No caso específico deste empreendimento as conseqüências são muito limitadas em função: (a) da pequena área efetivamente afetada pela erosão, (b) das medidas mitigadoras a serem implantadas, (c) e da pequena profundidade do aumento da erosão na maior parte da área; Dimensão conseqüência na qualidade de vida: assim como as conseqüências ambientais potenciais, as conseqüências sociais dos processos erosivos são altas, principalmente em função da eliminação de áreas agrícolas e pelos estragos em áreas urbanas, residenciais e industriais, gerando degradação da qualidade de vida, seja por perdas diretas, seja pela necessidade de gastos com remediação. Neste caso, as conseqüências sociais deste impacto são pequenas, em função da severidade pequena do impacto e da pequena área atingida. Dimensão conseqüências institucionais: não existe uma agência de controle ou legislação específica focada na mitigação da erosão do solo, no entanto uma série de dispositivos se refere à proteção do ambiente exatamente pare evitar a erosão do solo. Nenhum destes dispositivos está sendo efetivamente impactado por este projeto. Inventário para a Diretriz Norte na Fase de Operação: A partir do inventário dos impactos ao longo da faixa, pode-se concluir que: Mais de 50% da área continuará com níveis baixos ou inexistentes de erosão, situação em que se encontravam antes da execução da obra; Uma porcentagem expressiva da área (quase 30%) passará de uma situação de erosão mediana para situação de baixa erosão, configurando um impacto positivo muito relevante / 2009

55 (principalmente no que tange as conseqüências socioambientais associadas a questão de assoreamento); soma-se a isto, pontos específicos, de alta taxa de erosão, que serão tratados pela obra e passarão a uma situação de erosão menor; Em apenas uma pequena parte da área (aproximadamente 8% do total) os impactos de erosão tendem a aumentar, mesmo assim de maneira pouco intensa (a taxa de remoção de sedimentos superficiais pelas águas pluviais será inferior a alguns milímetros). Estas são áreas de encostas vegetadas, Note-se que nestas áreas haverá obras especiais para mitigar ainda mais este impacto já de baixa relevância. A partir das situações de impacto identificadas no inventário pode-se chegar as seguintes conclusões: Dimensões profundidade espacialidade o binômio profundidade-espacialidade determina a relevância do impacto. Foi identificada uma anisotropia da profundidade do impacto. Deve-se destacar que, considerando apenas a fase de operação comparada com a fase anterior a implantação, o empreendimento não determina o surgimento de novas áreas de erosão. Na maior parte da área, a situação de erosão permanece a mesma. Apenas em uma pequena área ocorre uma piora pequena da intensidade dos processos erosivos (aproximadamente 8% da área). Deve ser observado o alto índice de impactos positivos alcançados (redução da intensidade da remoção das camadas superficiais), bem como a inexistência de surgimentos de áreas de alta intensidade de processos erosivos. Dimensão temporal: a situação criada com a operação tende a se manter durante toda a fase. A remoção das camadas superficiais, ainda que muito pequena, ocorre apenas nos eventos pluviais de maior magnitude, ao contrário da situação atual. Dimensão relevância na AII e AID: a área efetivamente impactada pelo empreendimento é muito reduzida (10% do total da área, de forma pouco profunda), o que torna o impacto irrelevante dentro da AID e AII, pois a área já representa uma parcela pouco significante destas áreas; Dimensão conseqüência na qualidade ambiental: tendo em vista que em quase 30% da área haverá uma diminuição de intensidade de processos erosivos, as conseqüências ambientais gerais deste impacto podem ser consideradas positivas. Mesmo nos locais de piora identificada, as conseqüências ambientais dos processos ocorrentes são irrelevantes; / 2009

56 Dimensão conseqüência na qualidade de vida: este impacto será irrelevante na qualidade de vida das populações envolvidas, pois não implicará em nenhuma piora ou melhora nos problemas ambientais existentes; Dimensão conseqüências institucionais: não haverá conseqüências institucionais para este impacto; Classificação do Impacto para o sistema A - Fase de Implantação: Tendo em vista o exposto acima, pode-se classificar este impacto da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apenas na área em que serão realizadas as atividades impactantes; além de local, é um impacto com grande variedade espacial, pois ocorrerá de forma diferente ao longo da área diretamente afetada. Em aproximadamente metade da área este impacto será inexistente (baixadas com pasto ou muito próximas ao nível de base), em aproximadamente 40% da área o impacto será de pequena relevância, apenas em uma pequena parcela haverá impactos relevantes (em torno de 5% da extensão). É um impacto temporário. Na fase de obras, nos locais onde ocorrerá, pois as medidas mitigadoras potencialmente empregáveis tendem a não eliminar totalmente o problema, mas sim diminuir suas conseqüências. Mas ao final da obra serão executadas medidas de recuperação, o que permitirá a eliminação dos processos de erosão relevantes, ou retornálos aos níveis existentes anteriormente a obra. É um impacto irreversível e imediato, pois será causado de maneira direta pelas primeiras atividades do empreendimento; A magnitude deste impacto pode ser considerada pequena, pois sua abrangência é local, e está associado, na maioria dos segmentos, a atividades realizadas apenas durante as obras; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois será inexistente e de / 2009

57 baixa relevância na maior parte da área (áreas já sujeitas a processos de erosão e zona de baixo greide junto aos níveis de base locais), e nos segmentos onde atuará de forma mais intensa tende a não determinar uma perda total dos horizontes superficiais do solo; O efeito é cumulativo; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa magnitude e importância, suas conseqüências sociais, ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas. Classificação do Impacto para os sistemas B e C - Fase de Implantação: Tendo em vista o exposto acima, pode-se classificar este impacto da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apenas na área em que serão realizadas as atividades impactantes; além de local, é um impacto com grande variedade espacial, pois ocorrerá de forma diferente ao longo da ADA. Em aproximadamente metade da área este impacto será inexistente (baixadas com pasto ou muito próximas ao nível de base), em aproximadamente 40% da área o impacto será de pequena relevância, apenas em uma pequena parcela haverá impactos relevantes (em torno de 5% da extensão). É um impacto temporário. Na fase de obras, nos locais onde ocorrerá, pois as medidas mitigadoras potencialmente empregáveis tendem a não eliminar totalmente o problema, mas sim diminuir suas conseqüências. Mas ao final da obra serão executadas medidas de recuperação, o que permitirá a eliminação dos processos de erosão relevantes, ou retornálos aos níveis existentes anteriormente a obra. É um impacto irreversível e imediato, pois será causado de maneira direta pelas primeiras atividades do empreendimento; A magnitude deste impacto pode ser considerada média; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois será inexistente e de / 2009

58 baixa relevância na maior parte da área (áreas já sujeitas a processos de erosão e zona de baixo greide junto aos níveis de base locais), e nos segmentos onde atuará de forma mais intensa tende a não determinar uma perda total dos horizontes superficiais do solo; O efeito é cumulativo; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da média magnitude e pequena importância, suas conseqüências sociais, ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas. Classificação do Impacto para o sistema A - na Fase de Operação: Pode-se classificar este impacto para a fase de operação da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorre contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância, e em que pese a grande quantidade de segmentos que serão positivamente impactados pelo empreendimento; É um impacto local, pois será sentido apenas na área em que serão realizadas as atividades impactantes; É um impacto permanente e irreversível; É um impacto de longo prazo, pois apenas começará a ocorrer após as obras e principalmente, após a plena implantação da vegetação de recuperação; A magnitude deste impacto pode ser considerada pequena, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem pequena de segmentos; O efeito é cumulativo; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois mesmos nas áreas em que ocorre a remoção de sedimentos superficiais (mesmo em chuvas mais intensas) será pequena, e em grande parte não haverá alteração ou a alteração será positiva; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa / 2009

59 magnitude e intensidade, suas conseqüências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas. Classificação do Impacto para os sistemas B e C - na Fase de Operação: Pode-se classificar este impacto para a fase de operação da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorre contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância, e em que pese a grande quantidade de segmentos que serão positivamente impactados pelo empreendimento; É um impacto local, pois será sentido apenas na faixa área em que serão realizadas as atividades impactantes; É um impacto permanente e irreversível; É um impacto de longo prazo, pois apenas começará a ocorrer após as obras e principalmente, após a plena implantação da vegetação de recuperação; A magnitude deste impacto pode ser considerada média, pois ocorre numa porcentagem média de segmentos; O efeito é cumulativo; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois mesmos nas áreas em que ocorre a remoção de sedimentos superficiais (mesmo em chuvas mais intensas) será pequena, e em grande parte não haverá alteração ou a alteração será positiva; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa magnitude e intensidade, suas conseqüências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas / 2009

60 Inventário para a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C) na fase de implantação O inventário dos impactos de erosão na Diretriz Sul para a fase de obras apresentou os seguintes resultados: Sem Impacto, situação sem erosão para situação sem erosão: nesta situação o empreendimento não causará alterações em locais onde não ocorrem processos erosivos; esta situação está associada a área de baixada inundáveis, ou travessias de rios e canais; esta situação tende a estar associada a baixadas com ocupação urbana e travessias de canais; a relevância espacial deste tipo de situação nesta alternativa é alta; Sem impacto, situação de baixa erosão para situações de baixa erosão: esta situação caracteriza-se pela alteração de pequena relevância na intensidade da erosão em áreas onde está já ocorre de maneira pouco expressiva (com movimentação de sedimentos pequena). Esta situação está associada a baixadas com cobertura de pastos, muito comuns nesta faixa, principalmente em seu trecho inicial; Nas situações acima descritas o impacto do empreendimento pode ser considerado irrelevante, tanto por não haver alteração da situação, quanto pela situação permanecer pouco relevante. Esta avaliação se aplica a 50% da área; Sem impacto, situação de média erosão para situações de média erosão: nesta situação, apesar do empreendimento não causar alterações, a situação permanece negativa, ainda que não em situação crítica. Este tipo de situação ocorre em uma área bastante restrita da área; Baixo impacto, sem erosão para baixa erosão: nesta situação a alteração do empreendimento é pouco expressiva, gerando uma situação de pequena criticidade. Este tipo de situação está associada a áreas de baixada com algum tipo de vegetação protetora (excetuando-se pastos) e áreas de deposição acima dos níveis de base locais (planícies fluviais alteadas em relações aos rios locais); Baixo impacto, situação de baixa erosão para situação de média erosão: esta situação está associada a baixadas cobertas com patos e baixadas intercolinas cobertas com pastos. Também este impacto pode ser considerado de baixa relevância, pois a alteração causada pelo empreendimento é pequena e a situação final da área pouco crítica; / 2009

61 As situações de baixo impacto perfazem aproximadamente 40% da área, o que somado aos 50% das situações sem impacto, representam 90% do total, o que indica um baixo impacto global do empreendimento. Baixo impacto relevante, situação de média erosão para situação de alta erosão: esta situação deve ser considerada separadamente pois a alteração provocada pelo empreendimentos é pequena, mas a situação final é relevante. Apenas pequena área apresenta esta situação; Alto impacto, situações sem erosão para situações da alta erosão: esta situação deve ser considerada crítica, porém não ocorre na área estudada; Alto impacto, situações de baixa erosão para situações de alta erosão: neste tipo de situação o empreendimento tende a causar impactos relevantes; esta situação esta associada a colinas com cobertura vegetal a serem cortadas pelo empreendimento; esta situação ocorre em área bastante restrita; Sem impacto relevante: neste tipo de situação a erosão no segmento já é crítica, e durante a fase de obras não haverá possibilidade de mitigação de grande efetividade. Esta situação não ocorre na área; As situações de impacto identificadas acima formam um quadro de impacto que pode ser consolidado da seguinte maneira: Dimensão profundidade espacialidade: o binômio profundidade-espacialidade determina a ocorrência do impacto ao longo da área. Foi identificada uma anisotropia da profundidade do impacto. As situações de impacto inexistente e de baixo impacto são amplamente predominantes, com situações de impactos significativos atuando em apenas 2% da área; Dimensão temporal: este impacto ocorrerá praticamente durante toda a obra, principalmente em função da retirada da vegetação e alteração da coesão superficial dos solos. No entanto, em alguns momentos da obra, sua intensidade tende ficar um pouco mais aguda. São os momentos em que são executadas tarefas de abertura da pista, devido a falta de coesão do solo após a utilização de bulldozers e motoniveladoras, e na fase de abertura de vala, em que são alocadas as pilhas de material proveniente da abertura na / 2009

62 lateral da faixa. Após estas atividades, a intensidade decresce, pela recomposição parcial da faixa e da vala, até a recuperação da faixa após a obra. Dimensão reversibilidade: o processo gerador deste impacto é parcialmente reversível. Como a área deve permanecer limpa, durante toda a fase de obra, os processos erosivos tendem a ocorrer. A execução da obra no menor tempo possível e a execução de recuperações parciais em locais críticos são as formas de reversão mais eficazes. A correta gestão da obra, reduzindo ao máximo o tempo de permanência de pilhas na lateral da faixa também tende a reverter parcialmente os impactos (as medidas acima colocadas são efetivas reversões, pois impedem a ocorrência dos processos erosivos). A colocação de leiras e degraus na faixa reverte parcialmente os efeitos dos processos erosivos. Relevância na AII e AID: a área de ocorrência deste impacto é a própria área a ser utilizada pela obra. Esta área é aproximadamente 2,5% da área de influência direta considerada inicialmente no trabalho, e que em grande parte é de baixa intensidade ou inexistente, pode-se considerar que a relevância deste impacto na área de influência direta é muito pequena. Da mesma forma, para a área de influência indireta, a área representará apenas aproximadamente 0,2% do total. Dimensão consequência na qualidade ambiental: as consequências ambientais potenciais dos processos erosivos são elevadas, pois o solo é o próprio suporte de grande parte da vida, e os processos erosivos eliminam as camadas superficiais mantenedoras da vida. No caso específico deste empreendimento as consequências são muito limitadas em função: (a) da pequena área efetivamente afetada pela erosão, (b) das medidas mitigadoras a serem implantadas, (c) e da pequena profundidade do aumento da erosão na maior parte da área; Dimensão consequência na qualidade de vida: assim como as consequências ambientais potenciais, as consequências sociais dos processos erosivos são altas, principalmente em função da eliminação de áreas agrícolas e pelos estragos em áreas urbanas, residenciais e industriais, gerando degradação da qualidade de vida, seja por perdas diretas, seja pela necessidade de gastos com remediação. Neste caso, as consequências sociais deste impacto são pequenas, em função da severidade pequena do impacto e da pequena área atingida / 2009

63 Dimensão consequências institucionais: não existe uma agencia de controle ou legislação específica focada na mitigação da erosão do solo, no entanto uma série de dispositivos se refere a proteção do ambiente exatamente pare evitar a erosão do solo. Nenhum destes dispositivos está sendo efetivamente impactado por este projeto. Inventário para a Diretriz Sul (parte dos sistemas B e C) na fase de operação A partir do inventário dos impactos ao longo da área, pode-se concluir que: Mais de 90% da área continuará com níveis baixo ou inexistente de erosão, situação em que se encontravam antes da execução da obra; Uma porcentagem da área passará de uma situação de erosão mediana e baixa para situação de erosão baixa ou inexistente, configurando um impacto positivo relevante; soma-se a isto, pontos específicos, de alta taxa de erosão, que serão tratadas pela obra e passarão a uma situação de erosão menor; Em apenas uma pequena parte da área (aproximadamente 2% do total) os impactos de erosão tendem a aumentar, mesmo assim de maneira pouco intensa (a taxa de remoção de sedimentos superficiais pelas águas pluviais será inferior a alguns milímetros). Estas são áreas de encostas vegetadas, Note-se que nestas áreas haverá obras especiais para mitigar ainda mais este impacto já de baixa relevância; A partir das situações de impacto identificadas no inventário pode-se chegar as seguintes conclusões: Dimensões profundidade espacialidade: o binômio profundidade-espacialidade determina a relevância do impacto ao longo da área. Foi identificada uma anisotropia da profundidade do impacto. Deve-se destacar que, considerando apenas a fase de operação comparada com a fase anterior a implantação, o empreendimento não determina o surgimento de novas áreas de erosão. Na maior parte da área, a situação de erosão permanece a mesma. Apenas em uma pequena área ocorre uma piora pequena da intensidade dos processos erosivos (aproximadamente 2%). Deve ser observado o alto índice de impactos positivos alcançados (redução da intensidade da remoção das camadas / 2009

64 superficiais), bem como a inexistência de surgimentos de áreas de alta intensidade de processos erosivos. Dimensão temporal: a situação criada com a operação tende a se manter durante toda a fase. A remoção das camadas superficiais, ainda que muito pequena, ocorre apenas nos eventos pluviais de maior magnitude, ao contrário da situação atual. Dimensão relevância na AII e AID: a área efetivamente impactada pelo empreendimento é muito reduzida (2% do total área, de forma pouco profunda), o que torna o impacto irrelevante dentro da AID e AII, pois a área já representa uma parcela pouco significante destas áreas; Dimensão consequência na qualidade ambiental: tendo em vista que em quase 90% da área haverá uma diminuição de intensidade de processos erosivos, as consequências ambientais gerais deste impacto podem ser consideradas positivas. Mesmo nos locais de piora identificada, as consequências ambientais dos processos ocorrentes são irrelevantes; Dimensão consequência na qualidade de vida: este impacto será irrelevante na qualidade de vida das populações envolvidas, pois não implicará em nenhuma piora ou melhora nos problemas ambientais existentes; Dimensão consequências institucionais: não haverá consequências institucionais para este impacto; Classificação do Impacto para os sistemas B e C na Fase de Implantação: Tendo em vista o exposto acima, pode-se classificar este impacto da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apenas na ADA onde serão realizadas as atividades impactantes; além de local, é um impacto com grande variedade espacial, pois ocorrerá de forma diferente ao longo da área. Em aproximadamente metade da área este impacto será inexistente (baixadas com pasto ou muito próximas ao nível de base), em / 2009

65 aproximadamente 40% da área o impacto será de pequena relevância, apenas em uma pequena parcela haverá impactos relevantes (em torno de 5% da extensão), ocorrendo pontos de impacto positivo. É um impacto temporário. Na fase de obras, nos locais onde ocorrerá, pois as medidas mitigadoras potencialmente empregáveis tendem a não eliminar totalmente o problema, mas sim diminuir suas consequências. Mas ao final da obra serão executadas medidas de recuperação, o que permitirá a eliminação dos processos de erosão relevantes, ou retornálos aos níveis existentes anteriormente a obra. Em muitos segmentos haverá uma melhoria após a efetivação das medidas de recuperação; É um impacto imediato, pois será causado de maneira direta pelas primeiras atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto irreversível, pois as ações que podem ser tomadas na obra, pra contenção da erosão nas áreas onde efetivamente será relevante (aproximadamente 5% da área) atuam apenas na mitigação das consequências dos processos de erosão e não em sua gênese. A magnitude deste impacto pode ser considerada baixa, pois sua abrangência é local, e está associado, na maioria dos segmentos, a atividades realizadas apenas durante as obras; A intensidade deste impacto deve ser considerada pequena, pois será inexistente e de baixa relevância na maior parte da área (áreas já sujeitas a processos de erosão e zona de baixo greide junto aos níveis de base locais), e nos segmentos onde atuará de forma mais intensa tende a não determinar uma perda total dos horizontes superficiais do solo; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa magnitude e intensidade, suas consequências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado por sua geração nas intensidades indicadas. Classificação do impacto para os sistemas B e C na Fase de Operação: Pode-se classificar este impacto para a fase de operação da seguinte maneira: / 2009

66 Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorre contribui para a piora da qualidade ambiental, ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância, e em que pese a grande quantidade de segmentos que serão positivamente impactados pelo empreendimento; É um impacto local, pois será sentido apenas na área em que serão realizadas as atividades impactantes; É um impacto permanente; É um impacto de médio prazo, pois apenas começará a ocorrer após as obras e principalmente, após a plena implantação da recuperação; Trata-se de um impacto irreversível, pois para a eliminação das áreas de processos erosivos deveriam ser tomadas ações de grande dificuldade para operação do empreendimento, o que não se justifica tendo em vista a baixa importância do impacto mesmo nas áreas onde ocorre; A magnitude deste impacto pode ser considerada baixa, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem pequena da área; A intensidade deste impacto deve ser considerada pequena, pois mesmos nas áreas em que ocorre a remoção de sedimentos superficiais (mesmo em chuvas mais intensas) será pequena, e em grande parte não haverá alteração ou a alteração será positiva; A importância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa magnitude e intensidade, suas consequências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado por sua geração nas intensidades indicadas. XXII. DESVALORIZAÇÃO DO RECURSO SOLO PARA ATIVIDADES AGRÁRIAS O solo é um recurso natural de importância fundamental para a atividade econômica agrária. Não estamos tratando aqui das condições do terreno, fundamentais nas áreas urbanas, mas sim da capacidade do solo de facilitar, dificultar ou mesmo determinar as atividades agrárias. A noção de recurso natural está intimamente associada à noção de aproveitamento em atividades / 2009

67 produtivas. Esta mesma noção, utilizada desde a década de 1920, destaca que o recurso natural deve ser analisado em duas vertentes. A primeira física, que enfatiza sua ocorrência, facilidade de aproveitamento e rendimento. A segunda é social, e enfatiza as possibilidades práticas de seu aproveitamento, levando-se em conta limitantes sociais, culturais, econômicos e tecnológicos. Neste contexto, apesar da consideração das condições sociais objetivas, tratarse-á mais detalhadamente dos aspectos físicos do aproveitamento dos solos para fins agrários em geral e agrícolas em particular. Devido as diversas polêmicas associadas aos usos dos termos potencial agrícola, utilizar-se-á a noção de valor do recurso solo, que nada mais é do que a possibilidade de utilização deste recurso em função das suas condições próprias (potenciais e limitantes) e das condições sociais envolvidas. Este impacto refere-se à inviabilização de atividades agrárias e agrícolas pelo empreendimento, ou da diminuição do rendimento destas atividades em função de limitantes determinadas pelo empreendimento. Um empreendimento pode alterar o valor do recurso solo diretamente ou indiretamente. Indiretamente iniciando ou intensificando processos que possam destruir os solos, como os processos erosivos e de escorregamentos. Também podem ser considerados impactos indiretos a indução de usos residenciais e industriais, que levam a alteração negativa (do ponto de vista agrário) da estrutura do solo, ou mesmo inviabiliza economicamente a atividade agrária. De maneira direta, o impacto está relacionado à modificação da estrutura do solo e do terreno, que diminua a fertilidade natural do solo (modificando sua estrutura), introduza fatores limitantes de utilização de técnicas agrícolas (como utilização de cercas e estrutura superficiais), e a pela limitação legal ou administrativa de realizar uma atividade, seja ela potencialmente perigosa para o empreendimento ou não. No caso específico deste empreendimento, está se tratando de uma limitação de ordem administrativa e legal, pois é vedado o uso da faixa para uma série de culturas, especialmente aquelas que utilizem espécies de enraizamento mais profundo. O fato de a faixa determinar limitantes físicas no terreno, como colocar marcos no terreno e dificultar a implantação de infra-estruturas de grande porte para a agricultura (como pivôs centrais), não é relevante no atual estudo, tendo em vista a própria condição agrária da área atingida. Também será dado um maior peso nas alterações das condições agrícolas, uma vez que, as alterações causadas por faixas de dutos em áreas pastoris são praticamente irrelevantes, pois se pode manter uma área de pasto com faixa, praticamente sem nenhuma alteração na forma de aproveitamento / 2009

68 A área efetivamente afetada por este impacto se limita a própria faixa dos dutos e área dos terminais, pois existe uma série de restrições ao seu uso agrícola. Estas limitações se aplicam apenas a faixa de servidão estabelecida nas licenças e autorizações para implantação e operação do empreendimento. Foi realizado um inventário dos impactos no valor do recurso solo, para a Diretriz Norte (compõe as alternativas de sistemas A, B e C), e os seguintes resultados foram atingidos: Situação de áreas sem valor para área sem valor; sem impacto; aproximadamente 26%; As áreas sem valor do recurso solo (áreas urbanizadas, áreas alagadas, áreas de alto declive, áreas degradadas) que se transformarão em áreas sem valor do recurso solo perfaz aproximadamente 26% da área total da faixa; pode-se considerar este um índice alto indicando uma baixa importância deste impacto; Situação de áreas de baixo valor para área de baixo valor; sem impacto, aproximadamente 16%; Observação: as áreas onde não haverá impactos no valor do recurso solo perfazem aproximadamente 43% da área total da faixa. Este fato aponta para uma pequena relevância do impacto; Situação de baixo valor para situação sem valor; baixo impacto; aproximadamente 19%; As áreas consideradas de baixo impacto, em que situações de baixo valor que se transformarão em áreas sem valor para agricultura (como colinas de maior declive) perfazem aproximadamente 16% da faixa. Estes impactos podem ser considerados de baixa relevância, tendo em vista a baixa supressão de produção efetiva; Observação: As áreas de baixo valor do recurso solo (encostas de colinas, áreas de pequena extensão) que continuarão na mesma situação (impacto inexistente) perfazem aproximadamente 20% da área da faixa; nestas áreas o baixo valor final é determinado pela possibilidade de plantios específicos na faixa; Situação de médio valor para situação de baixo valor; baixo impacto; aproximadamente 9%; As áreas de médio valor que serão transformadas em áreas de baixo valor, gerando um impacto de baixa relevância, perfazem 9% da área da faixa. São áreas planas, mas sem ocupação agrícola efetiva. Mesmo este impacto pode ser considerado de baixa relevância, pois a produção efetivamente inviabilizada é pequena; / 2009

69 Situação de alto valor para situação de baixo valor; alto impacto; aproximadamente 30%; As áreas de alto valor do recurso solo (planícies fluviais) que serão transformadas em áreas de baixo valor, gerando um impacto de alta profundidade, perfazem 29% da área total da faixa, estando concentrada no trecho final da faixa, nas planícies do rio Macacu. Nestas áreas deverão ser verificados quais os plantios que poderão ser ainda podem ser realizados. Deve-se lembrar que já existem faixas na área, e que os agricultores locais têm conhecimentos de como utilizar estas faixas. Para a Diretriz Sul (compõe as alternativas de sistemas B e C), o inventário dos impactos apresentou os seguintes resultados: Situação de áreas sem valor para área sem valor; sem impacto; aproximadamente 30%; referem-se as áreas urbanas, industriais, rios e estradas, trecho final; a percentagem de 30% de áreas sem valor indica que o impacto global será pouco expressivo; Situação de áreas de baixo valor para área de baixo valor; sem impacto, aproximadamente 20%; referem-se as planícies inundáveis, de difícil aproveitamento, mas que permanecerão na mesma situação após a implantação do empreendimento; Situação de baixo valor para situação sem valor; baixo impacto; aproximadamente 20%; referem-se às áreas de colinas com pastos, de difícil aproveitamento e que a implantação da faixa tende a inviabilizar novos aproveitamentos agrícolas; Situação de alto valor para situação de baixo valor; alto impacto; aproximadamente 30%; este impacto ocorrerá nas áreas de planície fluvio-marinha dos rios Macacu e Caceribu, áreas estas com aproveitamento muito pouco expressivo (pastos), com forte tendência a urbanização; A partir dos inventários realizados acima, as seguintes conclusões podem ser determinadas: Dimensão profundidade do impacto: o impacto médio do empreendimento no valor do recurso solo pode ser considerado efetivo em apenas 30% da faixa total, onde o impacto foi considerado alto, pois nestas áreas pode haver uma necessidade de alteração radical do aproveitamento do solo; nas áreas consideradas de baixo impacto 30% da área da faixa a potencial alteração de aproveitamento tende a ser pequena; Dimensão temporal: este impacto varia ao longo da execução e operação do empreendimento. Na fase de implantação o impacto é mais intenso, não havendo / 2009

70 possibilidade de aproveitamento agrário. Neste período a condição do valor do recurso solo deve ser considerado nulo. Porém, na maior parte da vida útil do empreendimento haverá possibilidade de aproveitamento do solo, com restrições, com exceção das áreas em que este aproveitamento cause processos destrutivos a faixa (como o aproveitamento de áreas de altos declives); Dimensão relevância na AII e AID: pode-se afirmar que este impacto não é relevante na faixa, na área de influência direta e na área de influência indireta; na faixa efetivamente afetada por este impacto, ele é relevante em apenas 30% da área; a área com impacto relevante é cerca de 1,7% da AID; a faixa efetivamente afetada representa cerca de 0,05% do corredor de 10 km da área de influência indireta. Dimensão conseqüência na qualidade ambiental: este impacto terá uma conseqüência ambiental muito pequena, pois não provocará alterações nos compartimentos ambientais atravessados. Dimensão conseqüência na qualidade de vida: este impacto não causará alterações na qualidade de vida das populações uma vez que a área efetivamente inviabilizada para atividades agrárias é pequena, e as atividades desenvolvidas na região não são de alta intensidade (alta dependência do recurso solo para sua sustentabilidade). Dimensão conseqüências institucionais: este impacto não determina consequências institucionais; Tendo em vista o exposto acima, pode-se classificar este impacto, para o sistema A, da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorrer determinará a piora no aproveitamento de um importante recurso natural ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apena na faixa de 20 metros em que serão realizadas as atividades de limpeza de pista, manutenção de pista, e abertura de vala (com impacto relevante em apenas 30% da faixa, e sem impacto importante nas atividades agrárias); / 2009

71 Nos segmentos de dutos em que este impacto ocorre, será um impacto permanente e irreversível; Trata-se de um impacto de ocorrência imediata, pois assim que a faixa for definida o aproveitamento do recurso passará a sofrer limitações; A magnitude deste impacto pode ser considerada pequena, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem pequena de segmentos da faixa; A importância deste impacto deve ser considerada mediana, pois muitos tipos de aproveitamento podem ser mantidos na faixa, e de forma geral, não existem limitações para as atividades nas áreas vizinhas imediatas; O efeito é sinérgico; A significância deste impacto deve ser considerada pequena, pois além da baixa magnitude e intensidade, suas conseqüências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas. Tendo em vista o exposto acima, pode-se classificar este impacto, para os sistemas B e C, da seguinte maneira: Trata-se de um impacto direto, pois guarda uma relação de causa e efeito direta com as atividades do empreendimento; Trata-se de um impacto negativo, pois onde ocorrer determinará a piora no aproveitamento de um importante recurso natural ainda que de forma pouco profunda e de pequena relevância; É um impacto local, pois será sentido apena na faixa de 20 metros em que serão realizadas as atividades de limpeza de pista, manutenção de pista, e abertura de vala (com impacto relevante em apenas 30% da faixa, e sem impacto importante nas atividades agrárias); Nos segmentos de dutos em que este impacto ocorre, será um impacto permanente e irreversível; Trata-se de um impacto de ocorrência imediata, pois assim que a faixa for definida o aproveitamento do recurso passará a sofrer limitações; / 2009

72 A magnitude deste impacto pode ser considerada mediana, pois sua abrangência é local, e ocorre numa porcentagem média de segmentos da faixa; A importância deste impacto deve ser considerada mediana, pois muitos tipos de aproveitamento podem ser mantidos na faixa, e de forma geral, não existem limitações para as atividades nas áreas vizinhas imediatas; O efeito é sinérgico; A significância deste impacto deve ser considerada média, pois além da baixa magnitude e intensidade, suas conseqüências sociais e ambientais são pequenas, e não existe nenhum dispositivo legal impactado pela geração deste impacto nas intensidades indicadas. XXIII. EMISSÃO DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS A- IMPLANTAÇÃO Haverá emissões atmosféricas de gases decorrentes das obras de implantação do empreendimento, provenientes do trânsito de veículos e dos maquinários utilizados, principalmente os que utilizam combustíveis pesados, como é o caso do óleo diesel, e em áreas de fluxo intenso. Também haverá emissões de particulados originários de atividades realizadas durante as obras, tais como: peneiramento; abertura de valas; transferência e manuseio de agregados; pilhas de estocagens; terraplanagem; emissão veicular e de equipamentos; transporte de materiais finos - como areia e terra. Durante os trabalhos de abertura de valas e com o tráfego veicular em estradas não pavimentadas, poderá ocorrer emissões de particulados pelo desprendimento do solo, principalmente nos períodos secos. A emissão de particulados também poderá ocorrer durante o transporte de materiais finos destinados e gerados na obra / 2009

73 Locais onde as emissões de gases e material particulado, provavelmente, serão mais intensas são: canteiros de obra, usinas de concretagem, caminhos de serviços, frentes de terraplenagem. Estas emissões podem causar alteração da qualidade do ar e ter reflexos sobre a saúde da população local e dos trabalhadores. O impacto ocorrerá na fase de implantação dos dutos e terminais, sendo caracterizado como: reversível, temporário, negativo, imediato, direto, local. Para a Alternativa A terá média importância, pequena magnitude, cumulativo e pequena significância. Para as Alternativas B e C terá média importância, média magnitude, cumulativo e média significância. B- OPERAÇÃO Durante a fase de operação do empreendimento ocorrerão emissões evaporativas e fugitivas dos terminais de estocagem. Estas emissões estimadas para a fase de operação foram modeladas, considerando as diferentes alternativas avaliadas e cenários possíveis. As fontes consideradas são as emissões resultantes da estocagem de petróleo, benzeno, para-xileno e etilenoglicol. Os fatores de emissão foram apresentados na Caracterização do empreendimento (Capítulo 2) e o diagnóstico atual da qualidade do ar foi descrito no Capitulo 5. Aqui serão apresentados os principais resultados da modelagem simulada para diferentes cenários de operação dos terminais do COMPERJ, como subsídio para avaliação do impacto. O estudo de dispersão encontra-se na íntegra no Anexo 2. As emissões provenientes destas tancagens foram consideradas em relação às três alternativas de implantação do empreendimento analisadas, da seguinte forma: a. Alternativa do Sistema A: utilizando-se da Diretriz Norte para implantação dos dutos, e com tancagem de benzeno, para-xileno e etilenoglicol na própria área do COMPERJ (bombeamento direto até o TAIC); Nesta alternativa foi modelada a emissão proveniente de dois tanques de petróleo localizados no TECAM e sua previsão em conjunto com emissões provenientes do tráfego de veículos automotores nas rodovias BR-040 e BR-493. b. Alternativa do Sistema B: utilizando-se tanto da Diretriz Norte (com armazenamento de petróleo no TECAM), como da Diretriz Sul para implantação dos dutos e com / 2009

74 tancagem dos três produtos no Terminal de São Gonçalo (TEGON); Nesta alternativa foram modeladas as emissões provenientes das tancagens de benzeno, para-xileno e etilenoglicol no Terminal de São Gonçalo, bem como sua interação com as emissões provenientes do tráfego de veículos automotores nas rodovias BR-101, RJ-106 e BR-493. c. Altenativa do Sistema C: configura-se a mesma situação da Alternativa B, porém sem a tancagem de benzeno no Terminal de São Gonçalo, que abrigaria apenas os tanques de para-xileno e etilenoglicol. Nesta alternativa foram modeladas as emissões provenientes das tancagens de paraxileno e etilenoglicol no Terminal de São Gonçalo, bem como sua interação com as emissões provenientes do tráfego de veículos automotores nas rodovias BR-101, RJ-106 e BR-493. Ressalta-se que, na hipótese de seleção da Alternativa A para implantação, a tancagem de petroquímicos na própria área do COMPERJ (hipótese de bombeamento direto de produtos) pode ser aqui considerada com valores similares aos calculados para o Terminal de São Gonçalo. Foi utilizado o software de simulação fornecido pela Lakes Environmental, AERMODView, versão 6.2, que usa o modelo AERMOD distribuído pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA -USEPA como padrão para a avaliação dos impactos sobre a qualidade do ar de emissões de fontes fixas e móveis. Com relação as emissões provenientes de outras indústrias, para aárea do TECAM foram utilizados os dados provenientes do monitoramento realizado pela ASSECAMP; já para a área do TEGON, como não existem fontes pontuais industriais significativas no seu entorno imediato, foi considerada a isopleta das concentrações máximas de HCT a serem geradas pela futura operação do COMPERJ, disponível no EIA desse Complexo. Os resultados obtidos nas simulações realizadas foram confrontados com os padrões listados a seguir : HCT 0,24 ppm ou 706 µg/m 3 quando expresso como pentano a 25ºC ( ou 431 µg/m 3 a 25ºC quando se expressa o conjunto HCT como propano, gás usado na calibração dos detectores) no período de três horas (antigo padrão US-EPA); / 2009

75 Benzeno - 5 µg/m 3 (1,57 ppb, a 25ºC) em 24 horas (CEPRAM); Tolueno µg/m 3 (66 ppb, a 25 ºC) em 24 horas (CEPRAM); Xileno µg/m³ (284 ppb, a 25ºC) em 24 horas (CEPRAM). Em todos os cenários, foram identificados os impactos na qualidade do ar, concentrações máximas e concentrações sobre receptores discretos selecionados e mapa de isopletas de concentrações esperadas para 3h e, 24h para poluentes. Devido à distância entre os Terminais de Campos Elíseos e de São Gonçalo, cerca de 29 km em linha reta, optou-se por considerar os impactos de cada terminal isoladamente para as simulações de emissões. As simulações realizadas consideraram todas as emissões como HCT, inclusive aquelas de benzeno, xileno e etileno-glicol dos tanques petroquímicos, sendo os resultados para COV e BTX para Campos Elíseos com tanques de petróleo inferidos a partir de considerações técnicas. As emissões dos tanques de estocagem de petróleo Marlim, benzeno, para-xileno e etilenoglicol foram determinadas através do programa TANKS 4.0, que é o modelo mais atualizado hoje disponível. Foram adotados os dados meteorológicos relativos à cidade do Rio de Janeiro e de Niterói. Receptores discretos Para o TECAM: como receptores discretos de maior interesse, foram identificadas e codificadas nas simulações com o AERMOD as estações de monitoramento da qualidade do ar da rede da ASSECAMP, a saber: Escola Municipal Adelina de Castro; CIEP Cora Coralina; Polícia Rodoviária Federal (PRF); Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMA); e Hilda do Carmo (TERMORIO). Como áreas sensíveis para efeito de análise de impactos foram selecionadas uma parte da área urbana de Duque de Caxias - até a estação de trem situada ao lado da Avenida Nelson Mauro, o Jardim Ana Clara, e o conjunto industrial e urbano centrado na REDUC e demais empresas localizadas no Distrito de Campos Elíseos. Para o TEGON a malha de receptores utilizados na simulação contou com receptores / 2009

76 discretos, dispostos a cada 500 metros a partir do centro de gravidade das fontes consideradas. A localização da área sensível no estudo, área urbana pertencente ao município de São Gonçalo, localizada entre as rodovias BR-101, RJ-116 e BR-493. As primeiras habitações humanas situam-se a cerca de 300 m do tanque mais próximo e a área se estende em todas as direções radiais, com os maiores adensamentos populacionais próximos ocorrendo nas direções sudoeste, sul e sudeste. A seguir são apresentados os resultados do estudo de dispersão atmosférica para os tanques de petróleo (TECAM) e para os tanques de paraxileno, benzeno e etilenoglicol (TEGON) somando-se cenários com emissões provenientes da frota veicular das rodovias associadas. TERMINAL DE CAMPOS ELÍSEOS - TECAM Os resultados da modelagem realizada para as tancagens de petróleo no TECAM, considerando apenas as emissões dos tanques e emissões dos tanques mais das rodovias (ano 2009), são apresentados na tabela abaixo: Tabela : Valores máximos de concentração encontrados para as simulações realizadas com o modelo AERMOD 6.2, para HCT (Hidrocarbonetos Totais), COV (Compostos Orgânicos Voláteis), Benzeno, Tolueno, Xileno - TECAM. CENÁRIO Tanques de Petróleo Tanques de Petróleo + rodovias (2009) PADRÃO Cmáx. (Média Máxima em 3 h) Cmáx. (Média Máxima em 24 h) (µg/m 3 ) (µg/m 3 ) HCT COV BENZENO TOLUENO XILENO 21,6 22,7 0, , , , ,9 7, ,8933 0, µg/m 3 3h (US EPA) 5 µg/m 3 24h(CEPRAM) 250 µg/m 3 24h (CEPRAM) µg/m³ 24h (CEPRAM) Em relação aos HCT, os dados da Tabela revelam, de modo claro, que a maior concentração de HCT (1.154,7 µg/m 3, registrado nas coordenadas ; ), é esperada no Cenário Tanques de Petróleo + rodovias (2009), que inclui as fontes móveis, além das fixas, revelando que o impacto advindo do tráfego de veículos é significativamente / 2009

77 superior ao decorrente da estocagem de petróleo. Essa conclusão é confirmada pela análise do resultado da simulação do Cenário Tanques de Petróleo, que inclui somente o impacto causado pelo funcionamento dos tanques de estocagem de petróleo, e no qual o valor de concentração de HCT em 3 horas encontrado foi de 21,6 µg/m3. O valor máximo de HCT na baixa atmosfera ocasionado pela tancagem de petróleo é ainda muito inferior a 0,24 ppm ou 431 µg/m 3, limite historicamente recomendado pela US-EPA, embora a introdução do tráfego rodoviário de 2009 já indique a superação desse limite. As concentrações derivadas de benzeno, quando são introduzidas as rodovias, também já apresentam resultados superiores ao limite CEPRAM de 5 µg/m3, como demonstrado a seguir. A partir dos dados de tráfego previstos para o ano de 2016, que prevêem aumentos no volume de tráfego variando entre 22% a 26%, em relação ao tráfego previsto para o ano de 2009, pode-se estimar que as concentrações atmosféricas de HCT serão, em 2016, proporcionalmente maiores. Assumindo-se a posição mais conservadora, ou seja, aumento de 26% nas concentrações de HCT, pode-se calcular que o valor máximo de concentração de HCT (média de três horas), em 2016, considerando-se apenas a estocagem de petróleo e as rodovias principais atingiria 1.454,9 µg/m3 ( 0,74 ppm) mais de 3 vezes o limite EPA. A análise desses dados revela que o anterior limite de 0,24 ppm ou 431 µg/m3 definido pela EPA continuará a ser superado em muito na região, tendo em vista apenas o aumento das emissões de HCT decorrentes do tráfego rodoviário mais intenso previsto para o ano de Consideradas as fontes fixas não simuladas neste estudo, bem como as emissões difusas das áreas urbanas, a situação certamente tende a piorar. Note-se mais uma vez que os HCT são co-responsáveis, juntamente com os óxidos de nitrogênio, pela formação de ozônio na baixa atmosfera, e que ambos têm apresentado seguidas violações nas medições disponíveis na região do TECAM. A análise da Tabela mostra que a contribuição, em termos de aumento das concentrações de benzeno na atmosfera resultantes da operação do terminal de estocagem em Campos Elíseos, é relativamente pouco significativa frente às emissões provenientes do tráfego de veículos. A região do TECAM já apresenta, atualmente, concentrações de hidrocarbonetos totais / 2009

78 (HCT), na atmosfera, mais elevados do que o padrão de 0,24 ppm (698 µg/m3) em 3 horas historicamente adotado pela agência ambiental dos Estados Unidos da América (USEPA); Essa região também apresenta diversas violações para o padrão de benzeno na atmosfera, de 5 µg/m3 em média de 24 horas, estabelecido pelo CEPRAM. A simulação através do AERMOD revelou que a implantação do terminal de estocagem de petróleo em Campos Elíseos poderá elevar minimamente a concentração de HCT no ar, em 3 horas, em cerca de 21,6 µg/m3, contra níveis máximos atuais de até 34 ppm ou milhares de µg/m3; os níveis de benzeno em média de 3 horas e diária, oriundos dos 2 tanques de petróleo em tela, poderiam atingir, respectivamente, 0,20 e 0,09µg/m3, uma fração pouco significativa dos 5 µg/m3 em média diária do padrão CEPRAM e um incremento marginal dos níveis medidos de benzeno na atmosfera local; A consideração das emissões provenientes da estocagem de petróleo associada ao tráfego rodoviário previsto para o ano de 2009, sem contar o aumento previsível nas emissões de outras indústrias, bem como das áreas urbanas de Duque de Caxias, conduziria a uma concentração atmosférica máxima de HCT, em média de 3 horas, de cerca de µg/m 3 ou cerca de 0,6 ppm. Estes valores são inferiores aos valores medidos nas estações de monitoramento, conforme esperado, uma vez que não incorporam as emissões de outras fontes fixas e móveis de áreas urbanas na região. Os níveis de benzeno, quando são consideradas as rodovias, em média de 24 horas atingiriam um máximo de 7,8 µg/m3, valor superior ao padrão CEPRAM mas também bastante inferior aos medidos na região.. A bacia aérea da área em Campos Elíseos já apresenta grande número de violações para o padrão horário de ozônio (160 µg/m 3 ou 81,6 ppm). Tendo em vista que a formação de ozônio é fortemente influenciada pelo aumento das concentrações de HCT, notadamente os Compostos Orgânicos Voláteis (COV), na presença de altas concentrações de NOx, é possível esperar que, na região de Campos Elíseos, a tancagem de petróleo considerada isoladamente não implicará aumento na freqüência de violações do padrão nacional de 160 µg/m 3 para ozônio em média horária; TERMINAL DE SÃO GONÇALO TEGON Os resultados da modelagem realizada para as tancagens de benzeno, paraxileno e etilenoglicol no TEGON, considerando diferentes cenários, são apresentados na Tabela / 2009

79 7 abaixo: Tabela : Valores Máximos de Concentração Encontrados para as Simulações Realizadas com o Modelo AERMOD 6.2, HCT (Hidrocarbonetos Totais), COV (Compostos Orgânicos Voláteis), Benzeno, Tolueno, Xileno - TEGON. CENÁRIO Cmáx. (Média Máxima em 3 h) (µg/m 3 ) HCT COV Tanques de paraxileno e etilenoglicol 3,74 3,8961 Tanques de paraxileno e etilenoglicol + rodovias (2009) Tanques de benzeno, paraxileno e etilenoglicol Tanques de benzeno, paraxileno e etilenoglicol + rodovias (2009) PADRÃO 256,45 265,36 12,34 12, ,56 274, µg/m 3 3h (US EPA) Os dados da Tabela revelam, de modo claro, que a maior concentração de HCT (260,56 µg/m 3 ), registrado nas coordenadas ( ; ), é esperada no cenário que inclui as fontes móveis, além dos 3 tanques de petroquímicos, revelando que o impacto advindo do tráfego de veículos é significativamente superior ao decorrente da estocagem de petroquímicos. A análise dos resultados revela que o antigo limite de 0,24 ppm historicamente definido pela EPA para HCT não é superado em qualquer dos cenários simulados, mesmo considerando-se o tráfego veicular nas estradas principais da região. A análise das curvas de concentração máxima de HCT em 3 horas indica que as áreas urbanas sensíveis não são significativamente afetadas pela tancagem de petroquímicos e só sofrem impacto significativo do tráfego veicular, mesmo assim nas proximidades imediatas das rodovias principais, que sozinhas respondem pela quase totalidade das concentrações máximas simuladas em 3 horas para todas as fontes em conjunto. Em que pese a ausência de dados de monitoramento de HCT no entorno do empreendimento, a análise dos dados disponíveis para dióxido de nitrogênio (principal precursor do ozônio na baixa atmosfera) e ozônio em São Gonçalo, indica forte presença de hidrocarbonetos reativos / 2009

80 na baixa atmosfera. As concentrações máximas estimadas para o período de 3 horas, quando são consideradas as rodovias, situam-se na faixa de 260 µg/m 3, mas pode-se afirmar que subestimam a concentração efetiva, por não considerarem outras fontes fixas e sobretudo móveis na área urbana de São Gonçalo. A partir dos dados de tráfego previstos para o ano de 2016, que prevêem aumentos no volume variando entre 22% a 26%, em relação ao tráfego previsto para o ano de 2009, pode-se estimar que as concentrações atmosféricas de HCT serão, em 2016, proporcionalmente maiores, sem considerar as emissões das áreas urbanas e de outras indústrias a serem implantadas. Assumindo-se a posição mais conservadora, ou seja, aumento de 26% nas concentrações de HCT, pode-se estimar que os valores máximos de concentração de HCT (média de três horas) oriundos da tancagem em tela e das rodovias principais atingiria cerca de 327 µg/m 3 ou cerca de 75% do limite histórico de HCT estabelecido pela US-EPA, de 431 µg/m 3. Aumentos semelhantes ocorreriam nas concentrações de BTX, sendo o benzeno a espécie crítica, no caso de sua estocagem em São Gonçalo. A implantação do Terminal de estocagem de petroquímicos com tanques de paraxileno e etilenoglicol em São Gonçalo poderá acarretar pequeno aumento na concentração média em 3 horas de HCT no ar ambiente, da ordem de 3,7 µg/m3, de modo semelhante ao aumento da concentração de HCT resultante da estocagem adicional de benzeno, da ordem de 8,6 µg/m3, enquanto a associação dessas emissões com as oriundas do tráfego rodoviário principal previsto em 2009 poderá levar a uma concentração atmosférica de HCT de 260,6 µg/m3. Essas concentrações no ar ambiente são provavelmente bastante inferiores às já existentes, pelas razões já apontadas, e ocorreriam em área urbana de receptores críticos. No que concerne à tancagem de benzeno, a opção de estocagem em São Gonçalo, poderá contribuir, sem considerar o tráfego veicular atual e futuro, para aumentos da concentração atmosférica de benzeno de até 3,7 µg/m 3 para a média de 24 horas, que é um valor inferior porém próximo ao padrão de 5 µg/m 3 definido pela CEPRAM. Quando é eliminada a tancagem de benzeno não haveria contribuição significativa dos tanques de paraxileno e etilenoglicol para as concentrações de benzeno no ar ambiente, passando a preocupar apenas a contribuição do tráfego veicular capaz de levar a concentrações médias diárias superiores ao limite CEPRAM de 5 µg /m 3 de ar. A bacia aérea da área de São Gonçalo já apresentava até 2004, último ano de funcionamento da estação FEEMA, o segundo maior número de violações para o padrão horário de ozônio (160 µg/m 3 ou 81,6 ppm) no estado do Rio de Janeiro e elevadas / 2009

81 concentrações de dióxido de nitrogênio, principal precursor, juntamente com os HCT, do ozônio na baixa atmosfera. Tendo em vista que a formação de ozônio é fortemente influenciada pelo aumento das concentrações de HCT, notadamente os Compostos Orgânicos Voláteis (COV), na presença de óxidos de nitrogênio, é possível esperar um aumento na freqüência de violações do padrão nacional de 160µg/m 3 para ozônio, independentemente da tancagem de petroquímicos em tela, em função da urbanização e do aumento do tráfego veicular. O estudo evidencia a sinergia negativa das emissões em análise com aquelas provenientes do COMPERJ, no caso deste Complexo não dispor dos sistemas de inertização e recuperação de voláteis na tancagem propostos no EIA do Complexo. Mesmo assim constata-se que as áreas de maior concentração de HC no presente estudo receberiam contribuição máxima de concentrações de HC, resultantes da operação dos tanques do COMPERJ sem a introdução dos sistemas de redução de emissões evaporativas e fugitivas, da ordem de 50 µg/m 3 a 75 µg/m 3 de HCT em 3 horas, ou no máximo 20 a 30 µg/m 3 em 24 horas, estimando-se que as concentrações de benzeno responderiam por no máximo 6 a 9 µg/m 3 desses totais. Mas notese que as concentrações simuladas no EIA do COMPERJ e as obtidas neste estudo não podem ser simplesmente somadas pois os tanques simulados para o COMPERJ incluem a estocagem de petroquímicos considerada neste estudo. Lembre-se ainda, aqui, que os tanques em estudo para o Terminal de São Gonçalo, implicariam concentrações máximas diárias de HCT da ordem de 1 µg/m 3 no caso de paraxileno e etilenoglicol e 3,7 µg/m 3 no caso do benzeno. Ressalta-se aqui que todos os resultados simulados neste estudo tiveram como premissa a utilização de taxas de emissão brutas, ou seja, como se nenhum tipo de sistema ou controle de emissões fosse utilizado nos tanques considerados. Considerando as alternativas de sistemas avaliadas neste Estudo, com respeito às emissões atmosféricas teríamos então as seguintes possibilidades: Alternativa A: Tancagem de petróleo no TECAM e de três petroquímicos dentro da área do COMPERJ: Cmáx. (Média Máxima em 3 h) (µg/m 3 ) HCT COV Benzeno Tolueno Xileno Tanques de Petróleo no TECAM 21,6 22,7 0,2 2,41 0,2 Tanques de benzeno, paraxileno e etilenoglicol no COMPERJ 12,34 12,95 8,6 0 2, / 2009

82 Alternativa B: Tancagem de petróleo no TECAM e de três petroquímicos na futura área do TEGON: Tanques de Petróleo no TECAM Tanques de benzeno, paraxileno e etilenoglicol no TEGON Cmáx. (Média Máxima em 3 h) (µg/m 3 ) HCT COV Benzeno Tolueno Xileno 21,6 22,7 0,2 2,41 0,2 12,34 12,95 8,6 0 2,3 Alternativa C: Tancagem de petróleo no TECAM, na futura área do TEGON e benzeno dentro da área do COMPERJ: Cmáx. (Média Máxima em 3 h) (µg/m 3 ) HCT COV Benzeno Tolueno Xileno Tanques de Petróleo no TECAM 21,6 22,7 0,2 2,41 0,2 Tanques de paraxileno e etilenoglicol no TEGON 3,74 3,8 2,3 Tanques de benzeno dentro COMPERJ 8,60 9,05 8,6 Conforme demonstrado nos quadros acima e no Anexo 2, as emissões provenientes da operação das tancagens será semelhante entre as três alternativas de sistemas avaliadas. Todavia, a diferenciação se dá em função da localização dos receptores destas emissões, principalmente no que tange aos voláteis. No sistema B, com a tancagem dos três petroquímicos no Terminal de São Gonçalo, haverá uma maior proximidade das fontes emissoras dos compostos tóxicos de seus receptores, sendo uma área densamente ocupada em seu entorno. Assim, esta alternativa foi considerada como a menos adequada, devido à maior proximidade a uma área com grande densidade populacional, principalmente no que tange ao benzeno. Já no sistema A, as tancagens de todos os petroquímicos (benzeno, paraxileno e etilenoglicol) se daria dentro da área do COMPERJ, cujo entorno se encontra com ocupação extremamente rarefeita e distante. Considerando os resultados e conclusões deste estudo de dispersão, este impacto, que ocorrerá durante a fase de operação, foi classificado como reversível, permanente, negativo, de curto prazo, direto, regional, cumulativo, sinérgico. Dados os resultados obtidos para os diferentes cenários avaliados, o impacto, considerado em uma avaliação integral, foi classificado diferentemente para as alternativas avaliadas: / 2009

83 Para o Sistema A terá média importância, média magnitude, e média significância; Para o Sistema B terá grande importância, média magnitude e grande significância Para o Sistema C terá média importância, média magnitude, e média significância Tendo em vista a localização proposta do Terminal de São Gonçalo em área próxima a grandes adensamentos populacionais, considerou-se como medida mitigadora a estocagem dessas substâncias na própria área do COMPERJ, que hoje apresenta uma escassa ocupação demográfica em seu entorno. Esta medida se refere a um maior distanciamento das fontes emissoras de voláteis da população receptora de uma área densamente ocupada, sem, contudo propiciar nenhuma diferenciação quanto à incremento em Bacia Aérea, já que o COMPERJ e a área do TEGON situam-se na mesma Bacia Aérea. XXIV. EMISSÃO DE RUÍDO A emissão de ruídos ocorrerá na fase de implantação do empreendimento, em decorrência das obras para implantação dos dutos e terminais, e na fase de operação, em decorrência das atividades de bombeamento executada nos Terminais. Para avaliação deste impacto foram utilizadas modelagens acústicas utilizando o programa computacional Cadna/A da DataKustik GmbH (versão ), que permite efetuar cálculos, apresentações, avaliação e previsão do ruído ambiental. O nível de pressão sonora é incluído no sistema juntamente com as características físicas do terreno, da atmosfera e das construções, simulando a propagação de ruído à rede de receptores. O Cadna/A emprega vários padrões internacionais, especialmente a norma ISO 9613, para simular a propagação de ruído à rede de receptores. São consideradas no cálculo a reflexão, blindagem e absorção acústica. Os níveis de ruído a serem emitidos na fase de implantação e operação do empreendimento foram apresentados no Capitulo 2 Caracterização do empreendimento, e os níveis de ruído atuais medidos nas áreas de influência foram apresentados no Capítulo 5 Diagnóstico. Neste ítem de impactos serão apresentados os resultados das modelagens simuladas para avaliação do impacto acústico a ser gerado em cada fase. As condições meteorológicas usadas para a modelagem consideraram condições de vento a favor, o que favorece a transmissão do som das instalações para os receptores. O terreno da obra foi modelado como plano, por produzir um resultado mais conservador e por eliminar os / 2009

84 efeitos de proteção do terreno. O ruído ambiental não está incluído no modelo, e, portanto, os resultados apresentam a contribuição de ruído das bombas em cada estação de bombeamento. O ruído ambiental é caracterizado pela atividade humana, tráfego, vento, etc., nas comunidades ao redor de cada localização específica, e não é caracterizável por poucas fontes mensuráveis. Por essa razão, não foi incluído na modelagem. Os parâmetros de entrada para o modelo estão apresentados na Tabela abaixo. Tabela : Parâmetros de Modelagem. Item Informação de entrada da Modelagem Terreno do Local Temperatura Plano 30 o C Umidade Relativa 70% Vento 3,6 a 18 km/h, da implantação ao receptor * Atenuação do Solo Número de Reverberação do Som 2 Altura do Receptor Condições de Operação 0,6 média a alta densidade da vegetação 1,5 m acima do terreno Construção e Operação Normal *Cálculos de Propagação pelo padrão ISO 9613 incorpora os efeitos adversos de certas condições atmosférica e meteorológica na propagação do som, tal como brisa suave de 1 a 5 m/s (ISO : 1987 e ISO :1996, medida entre 3 m e 11 m acima do terreno) da fonte ao receptor. Os níveis de pressão sonora previstos foram modelados para a fase de implantação, considerando Fontes temporárias construção do sistema dutoviário e canteiro de obras e para a fase de operação, considerando Fontes Permanentes Operação dos Terminais. Fase de Implantação A) Fontes temporárias construção do sistema dutoviário A implantação do duto caracteriza emissão de ruído temporária pelo uso de máquinas, equipamentos e veículos ao longo do traçado. Para fins da modelagem consideraram-se como fontes lineares o uso de conjunto de 5 máquinas de assentamento de tubos e duas retroescavadeiras, com avanço estimado do desfile de tubos de 200 metros em período de 8 horas / 2009

85 Os níveis de pressão sonora previstos nas distâncias crescentes do centro da construção do sistema dutoviário estão apresentados na Tabela abaixo. Suplementar a isso, um mapa de contorno de ruído para um instante da construção pode ser visto na Figura Tabela : Níveis de Pressão Sonora na Construção, Sistema Dutoviário (dba re 20 µpa). Distância do sistema dutoviário (m) Nível de Pressão Sonora (dba) / 2009

86 Figura : Contorno de ruído para um instante de construção da faixa de dutos resultante da modelagem simulada. O nível de pressão sonora devido a construção dos dutos será de 73 dba a 50 metros do centro da construção, decrescendo a 36 dba a 1400 metros desse, ressaltando-se que o decréscimo do nível de pressão sonora ocorre em escala logarítmica. Está apresentado nas Figuras e a seguir mapas de contornos de ruído exemplificando os efeitos previstos da construção na comunidade residencial adjacente para duas áreas críticas. Cada linha de contorno de ruído apresentada nas figuras representa um aumento de 1 dba no nível da pressão sonora. A localização geográfica de cada comunidade está apresentada no Diagnóstico / 2009

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