TEXTO PARA DISCUSSÃO Nº 8 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E O APREÇAMENTO DE ATIVOS. São Paulo, setembro de 2007

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "TEXTO PARA DISCUSSÃO Nº 8 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E O APREÇAMENTO DE ATIVOS. São Paulo, setembro de 2007"

Transcrição

1 TEXTO PARA DISCUSSÃO Nº 8 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E O APREÇAMENTO DE ATIVOS Joe Akira Yoshino São Paulo, setembro de 2007 Universidade de São Paulo, FEA - Departamento de Economia Avenida Professor Luciano Gualberto, São Paulo, Brasil

2 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 2 1. INTRODUÇÃO 3 2. O MODELO 9 3. ESTIMAÇÃO 10 CONCLUSÕES 17 REFERÊNCIAS 18 i

3 RESUMO Este trabalho faz a conexão entre o modelo de apreçamento de ativos de Lucas (1985) e a dinâmica macroeconômica para alguns países em desenvolvimento (Brasil, Chile, China, Índia, México e Coréia do Sul) de modo a comparar com os Estados Unidos. Esta abordagem foi sugerida por Cochrane (2005a). A versão relativa ao risco ao sintetizar o comportamento do consumidor é o ponto chave para entendermos algumas variáveis macroeconômicas, tais como, o consumo das famílias e a taxa de juro real. Ademais, o consumo do governo piora o chamado equity premium-interest rate puzzle ao aumentar a aversão relativa ao risco. Finalmente, a primeira raiz da equação polinomial quadrática que explica a taxa de juro real produz o puzzle (γ>>10). Por outro lado, a segunda raiz soluciona o puzzle. Keywords: Asset Pricing, Relative Risk Aversion, Interest Rate Puzzle, Growth and Savings in Developing Countries. JEL Code: D52; D58; E2; E62 1

4 APRESENTAÇÃO Este trabalho procura entender a decisão de poupança em alguns países em desenvolvimento (Brasil, Chile, China, Índia, México, e Coréia do Sul) em comparação aos Estados Unidos. A análise é feita à luz do modelo de apreçamento de ativos de Lucas (1978). Esta abordagem foi sugerida por Cochrane (2005a). Na literatura econômico-financeira, a taxa de aversão relativa ao risco ou o comportamento do investidor explica o excesso de retorno de um ativo com risco em relação ao ativo sem risco. Neste trabalho, mostramos também que esta taxa pode explicar certas variáveis macroeconômicas, tais como, o fluxo de consumo das famílias, a criação da poupança privada, e as diferentes taxas de juros reais nos mercados emergentes, inclusive a elevada taxa no Brasil. Constatamos que os gastos governamentais com consumo pioram o problema do puzzle em todos os países. Por outro lado, este tipo de política pública tem o efeito positivo de suavizar a taxa de crescimento do consumo final intertemporal (efeito de segunda ordem) em termos da redução da variância com relação à da série de consumo das famílias. Finalmente, mostramos que as duas raízes da equação polinomial quadrática que explica o juro real em função tanto da taxa de crescimento do consumo intertemporal (média e variância) como da aversão relativa ao risco podem produzir ou não o chamado enigma Equity Premium- Interest Rate Puzzle. 2

5 1. INTRODUÇÃO Desde os anos 1960s, alguns países em desenvolvimento, em particular, China, Coréia do Sul e Chile apresentam uma tendência ascendente para a taxa de investimento (formação bruta de capital fixo/ PIB). Incrível, pela primeira vez na história econômica mundial, esta taxa atingiu 45% do PIB na China. Vide a figura I1A abaixo. 1 Por outro lado, existe outro grupo de países em desenvolvimento (Brasil e México) e inclusive os Estados Unidos, cujos investimentos são cíclicos, mais especificamente, decrescentes nos anos recentes. Vide a figura I1B abaixo. Estes resultados decorrem das diferentes escolhas das suas populações com relação ao fluxo temporal de consumo. 2 Figura I.1A - Taxa de Investimento nos Países em Desenvolvimento Dinâmicos 45 Formação Bruta de Capital Fixo/ PIB % China Coréia do Sul India Chile Anos 1 Fonte de dados: World Bank National Accounts Data. WDI - World Development Indicators. 2 Gasto com Consumo Final (antes chamado de consumo total) é a soma do gasto das famílias com consumo e o gasto governamental com consumo. 3

6 Figura I.1B - Taxa de Investimento nos Países com Baixo Crescimento 29 Formação Bruta de Capital Fixo/ PIB % Brasil México Estados Unidos 15 Anos A figura I.2 confirma a tendência decrescente em termos do consumo final como percentagem do PIB para China, Coréia do Sul, Chile e Índia. Em outras palavras, uma maior proporção da produção é destinada à poupança e, conseqüentemente, ao investimento produtivo - se o governo não produzir um déficit fiscal operacional, que gera o chamado efeito crowding-out. 4

7 Figura I.2. Gasto em Consumo Final. Países em Desenvolvimento Consumo Final /PIB % Estados Unidos BraSil México Índia Chile Coréia do Sul China Anos As figuras I3 e I4 mostram as componentes do consumo final: i) Gasto governamental com consumo; e ii) Consumo das famílias. De acordo com a figura I3, exceto a China, Chile e Estados Unidos, os demais países estão aumentando seus gastos governamentais com consumo nos anos recentes. 3 Conforme a figura I4, os Estados Unidos são o único país na nossa amostra que aumenta o consumo das famílias como percentagem do PIB. 4 Por outro lado, China e Coréia do Sul têm drasticamente reduzido o consumo das famílias respectivamente em 25% e 30% do PIB. Em outras palavras, os países em desenvolvimentos estão aumentando suas poupanças privadas. Mas, infelizmente, o gasto governamental com consumo está neutralizando parte da poupança privada que seria destinada ao investimento produtivo, exceto na China. 3 Para a economia brasileira, esta tendência tornou-se pior após a implementação da Constituição Federal de Atualmente, esta percentagem atingiu o índice recorde de 25% do PIB. 4 Fonte de dados: World Bank. World Development Indicators. O gasto das famílias em consumo é o valor de mercado de todos os bens e serviços, incluindo produtos duráveis (carros, máquina de lavar roupa e computadores domésticos), que são adquiridos pelas famílias. 5

8 Figura I.3 - Consumo do Governo 21 Consumo do Governo/PIB % Brasil Chile China India Mexico Estados Unidos Coréia do Sul. 6

9 Figura I.4 - Consumo das Famílias 90 Consumo das Famílias/PIB % Argentina Estados Unidos México Chile India Brasil Coréia do Sul. China A figura I5 apresenta a evolução das taxas reais de juros nos mercados emergentes. 5 A economia brasileira tem demandado enormes taxas de juros reais em termos das suas médias (primeiro momento), volatilidades (segundo momento) e picos durante as recentes crises. 5 Fonte de dados: International Financial Statistics. IFS/IMF. Para cada país, estimamos os juros reais com base nas seguintes séries: 1. Brasil: Juro nominal do over-selic menos inflação (deflator do PIB); 2. Chile: Juro nominal do mercado monetário menos inflação (deflator do PIB); 3. China: Juro nominal do depósito menos inflação (deflator do PIB); 4. México: Juro nominal do custo do fundo do BC menos inflação (deflator do PIB); 5. Estados Unidos: Juro nominal do Treasury Bill menos inflação (deflator do PIB); 6. Coréia do Sul: Juro nominal do mercado monetário menos inflação (deflator do PIB). 7

10 Figura I.5- Taxas de Juros Reais Chile, China, Coréia do Sul, India, Estados Unidos Taxa de juro real % ao ano 12% 8% 4% 0% -4% -8% -12% 700% 600% 500% 400% 300% 200% 100% 0% -100% México, Brasil Taxa de juro real % ao ano Anos Chile China Coréia do Sul India Estados Unidos México Brasil Os fatos estilizados acima sugerem a formulação das seguintes perguntas: A elevada taxa de juro real nos diversos países, inclusive no Brasil, decorre do excesso de consumo e da elevada aversão relativa ao risco? Por que a China comporta-se tão diferentemente das demais economias? O que as economias com baixas taxas de crescimento (Brasil, México e Estados Unidos) têm em comum e que diferem do grupo mais dinâmico composto pela China, Índia e Coréia do Sul? Em suma, este trabalho verifica no fundo se a fórmula tradicional de apreçamento de ativos de Lucas (1978) em Finanças pode explicar a dinâmica dos países em desenvolvimento, em particular, envolvendo as variáveis macroeconômicas, tais como, a poupança e a taxa de real de juros. 8

11 2. O MODELO De acordo com o modelo de apreçamento de ativos de Lucas (1978), e reescrito por Cochrane (2005a), segundo a sua equação 9, na página 20, temos r f 1 2 = Ln( β ) + γe ( LnC ) γ (1 + γ ) σ ( LnC 2 ) (1) Onde f r é o juro real médio do ativo sem risco na data; C é o consumo real per capita; β é o fator de desconto subjetivo da função de utilidade; γ é a aversão relativa ao risco; é o operador de primeira diferença, i.e., LnC = LnC t +1 LnC ; E ( LnC ) é a taxa média de crescimento do t consumo real per capita; e σ 2 ( LnC) representa a variância da taxa de crescimento do consumo. 9

12 3. ESTIMAÇÃO Esta seção envolve a calibração de um modelo simples de apreçamento de ativos de modo a entender a dinâmica macroeconômica nos países em desenvolvimento vis-a-vis a economia norteamericana. O ponto chave que estamos tratando é "Qual é o poder explicativo de um modelo de Finanças (apreçamento de ativos) acerca das diferentes economias em desenvolvimento em termos das suas decisões de consumo, investimento e juros reais?" Consideramos duas séries de consumo per capita C : i) Consumo final; e ii) Consumo das famílias. Estas duas séries mudam a aversão relativa ao risco. Estas simulações permitem também verificar se a política governamental de gasto com consumo pode afetar o apreçamento de ativos, em particular, a aversão relativa ao risco. A tabela III1 apresenta os dados necessários para calibrar a aversão relativa ao risco, conforme a equação 1. As linhas 1 e 2 mostram as taxas de juros reais (média e desvio-padrão). O Brasil tem a maior taxa real de juros entre os países considerados (média de 13% real ano e variância de 33% ao ano). De acordo com as linhas 4 e 6, ao agregar o consumo do governo ao consumo das famílias, o efeito positivo é a diminuição da volatilidade do consumo final com relação à volatilidade do consumo das famílias (efeito de segunda ordem). A exceção é a Coréia do Sul. Tabela III.1 - Juros Reais e Consumo per Capita. Estatísticas Básicas Estados País Estados Unidos Unidos Chile Índia China Coréia do Sul México Brasil Linha Período Juro real: média 0,01 0,02 0,00 0,00 0,01 0,04 0,00 0,13 2 Juro real - desvio padrão 0,05 0,02 0,01 0,05 0,04 0,03 0,11 0, Taxa de crescimento per capita: Gastos da família em consumo (anual) - média 0,011 0,025 0,034 0,017 0,070 0,051 0,013 0,023 Taxa de crescimento per capita: Gastos da família em consumo (anual). Desvio padrão 0,04 0,05 0,07 0,02 0,55 0,60 0,59 0,62 Taxa de crescimento per capita: consumo final (anual) - média - 0,022 0,031 0,020 0,071 0,049 0,012 0,022 Taxa de crescimento per capita: consumo final (anual). Desvio padrão - 0,01 0,06 0,02 0,03 0,04 0,04 0,04 10

13 A tabela III2 mostra: i. Cabe lembrar que a equação (1) produz duas raízes para a aversão relativa ao risco. A primeira raiz resulta no chamado equity premium-interest rate puzzle (γ>>10), mas não a segunda raiz, pois γ<10 para todos os países. A figura III1 ilustra as aversões relativas ao risco (com e sem puzzle) nos diversos países em função do seu juro real médio; 6 ii. iii. iv. Se β diminui (aumenta a impaciência na postergação do consumo), aumenta linearmente a aversão relativa ao risco na primeira raiz da equação (1), i.e., piora o puzzle (γ aumenta). O contrário ocorre na segunda raiz (sem puzzle), inclusive o investidor pode ficar amante do risco, em particular, vide a figura III2 para o caso norte-americano com os dados de Mehra e Prescott (1985); Para os investidores continuarem sendo aversos ao risco nos Estados Unidos e na China (no caso γ<10 na segunda raiz) requer que β De modo similar, Chile, Índia e México exigem β=1, i.e., os investidores são bastante pacientes na postergação do consumo. De modo similar, os investidores Sul Coreanos e Brasileiros apresentam respectivamente β=0.96 e β=0.87. Portanto, o investidor brasileiro é o mais impaciente na postergação do consumo, que acaba aumentando o juro real de modo a fazer com que os consumidores sejam estimulados a poupar; Brasil pode ter raízes complexas na equação (1), que determina a aversão relativa ao risco, se for satisfeita a condição = b 2 4ac < 0 [E( LnC t+1 ) - σ²( LnC t+1 )/2] 2 < 2σ²( LnC t+1 )*(Lnβ+r f ). Esta condição é satisfeita no caso brasileiro devido à alta volatilidade da taxa de crescimento do consumo, ao juro real elevado e à alta β (impaciência em postergar consumo). Figura III.3 ilustra esta condição para o caso brasileiro; 7 6 Esta tabela considera a equação (1) em termos da aversão relativa ao risco em função do juro real. Assume também β=0.99 e os dados de cada país acerca do consumo das famílias (média e variância) reportados na tabela 1. 7 Esta tabela considera a equação quadrática (1). Assume também β=1 e taxa de crescimento médio do consumo das famílias de 2,3% ao ano. 11

14 v. Conforme a linha 2.2 da tabela III.2 (segunda raiz e sem puzzle), os países com as menores aversões relativas ao risco são Chile (γ=0), China (0), Índia (0.1), México (0.29), e Coréia do Sul (0.8). Depois, temos os Estados Unidos (0.9) e Brasil (9.7); vi. Os Estados Unidos podem ter tanto a aversão relativa ao risco usual 1.2 γ 3 (se for considerada a segunda raiz da equação 1 - sem puzzle) como γ >> 10 (primeira raiz - com puzzle). O mesmo fenômeno ocorre para os demais países. Vide as linhas da tabela III. Ademais, a junção do consumo do governo ao consumo das famílias acaba piorando o problema do puzzle (γ fica sendo muito acima de 10) em todos os países. Vide a figura III.4 para o caso norte-americano; vii. O Brasil tem a mais alta taxa de juros reais (média de 13,3% ao ano) em função tanto da elevada aversão relativa ao risco (γ=9.7 na segunda raiz com a série de consumo final); viii. Na primeira raiz (caso sem puzzle), o Brasil tem o maior valor 9 γ 12 para justificar o seu elevado juro real. Vide as linhas 1.2 e 2.2 na tabela III.2; ix. A China tem a menor taxa de aversão relativa ao risco γ = 0. 3 (segunda raiz e sem puzzle). Nesta condição, este país apresenta os seguintes resultados: a menor taxa de consumo das famílias como percentagem do PIB, sua taxa real de juros é baixa, a taxa de investimento (formação bruta de capital fixo/pib) é a mais elevada, e a taxa de crescimento do consumo per capita é de 7% ao ano (recorde mundial); e x. Finalmente, a figura III.5 ilustra a equação 1 no espaço composto pela aversão relativa ao risco, taxas de juro real e taxas de crescimento do consumo (médias e variâncias) para o caso norte-americano. Esta figura simula os dados usados por Mehra e Prescott (1985) para a série de consumo das famílias. Eles encontraram apenas a primeira raiz que acaba produzindo o puzzle, mas não identificaram a segunda raiz - solução sem puzzle. 12

15 Tabela III.2 - Aversão Relativa ao Consumo Estados Unidos Fator de desconto da utilidade Estados Unidos Chile India China Coréia do Sul Brasil México Raízes: aversão Linha Tipos de consumo (β) relativa ao risco Consumo 1.00 primeira raiz , i = das famílias 1.00 segunda raiz , i Consumo 1.00 primeira raiz , ,7 2.2 final 1.00 segunda raiz , , Consumo 0.99 primeira raiz , i = das famílias 0.99 segunda raiz , i Consumo 0.99 primeira raiz , ,4 4.2 final 0.99 segunda raiz , , Consumo 0.98 primeira raiz , i = das famílias 0.98 segunda raiz , i Consumo 0.98 primeira raiz , ,2 6.2 final 0.98 segunda raiz , , Consumo 0.96 primeira raiz , i = das famílias 0.96 segunda raiz , i Consumo 0.96 primeira raiz , ,7 8.2 final 0.96 segunda raiz , ,8 9.1 Consumo 0.9 primeira raiz , das famílias 0.9 segunda raiz , Consumo 0.9 primeira raiz , , final 0.9 segunda raiz , , Consumo 0.8 primeira raiz , das famílias 0.8 segunda raiz , Consumo 0.8 primeira raiz , final 0.8 segunda raiz , Figura III.1 Aversão Relativa ao Risco e Juro Real. Série de consumo das famílias Aversão Relativa ao Risco Estados Unidos México Brasil India Região com puzzle. Primeira raiz Coréia do Sul 5 Chile Região sem-puzzle. Segunda raiz China Taxa de juro real faixa observada 13

16 14

17 15

18 16

19 CONCLUSÕES Este trabalho faz uma simples aplicação da abordagem sugerida por Cochrane (2005a) no uso do modelo de apreçamento de ativos para entender a dinâmica macroeconômica nos países em desenvolvimento relativamente aos Estados Unidos. O consumo do governo tem o efeito positivo de suavizar a taxa de crescimento do consumo final (menor volatilidade efeito de segunda ordem) com relação à variância da taxa de crescimento do consumo das famílias. A exceção entre os países é a Coréia do Sul. Por outro lado, o problema do puzzle (aumento da aversão relativa ao risco) se acentua quando o consumo do governo é agregado ao consumo das famílias. Os investidores chineses têm a menor aversão relativa ao risco γ = Conseqüências: i) A mais baixa razão consumo/pib (52%); ii) O seu juro real anual é de somente 0.7% em comparação aos 2% nos Estados Unidos no período A recente taxa de investimento (formação bruta de capital físico/pib) na China é a mais elevada em termos mundiais de 45% do PIB. A taxa de crescimento médio do consumo per capita é também a maior de 7% ao ano. Por outro lado, o investidor brasileiro tem a mais alta aversão relativa ao risco. Dado o polinômio quadrático na equação que explica o juro em função da aversão relativa ao risco e da taxa de crescimento do consumo (média e desvio-padrão), a segunda raiz não produz o enigma dos juros, mas a primeira raiz sim. A principal conclusão é que Mehra e Prescott (1985) identificaram apenas a solução implausível com puzzle, mas não a outra solução que apresenta uma taxa de aversão relativa ao risco usual. 17

20 REFERÊNCIAS Cochrane, J. H. (2005a). Financial Markets and the Real Economy. Working paper National Bureau of Economic Research. Cochrane, J. H. (2005b). Asset Pricing. Princeton University Press. Hansen, L.P. and Singleton, K.J. (1983). Stochastic Consumption, Risk Aversion and the Temporal Behavior of Asset Returns, Journal of Political Economy 91, Lucas, R.E., Jr. (1978). Asset Prices in an Exchange Economy, Econometrica, vol. 46, nº. 6 (November): Mehra, Rajnish (2003). The Equity Premium:Why is it a Puzzle? National Bureau of Economic Research, Working Paper nº Mehra, R., and E.C. Prescott (1985). The Equity Premium: A Puzzle, Journal of Monetary Economics, vol. 15, nº. 2 (March): Weil, P. (1989). The Equity Premium Puzzle and the Risk-Free Rate Puzzle, Journal of Monetary Economics, vol. 24, no. 3 (November):

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1 Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Introdução No início de 2007 surgiram os primeiros sinais de uma aguda crise

Leia mais

Orçamento Público, Investimento e Visão de Longo Prazo para a Economia Brasileira. Roberto Ellery Jr, ECO/UnB

Orçamento Público, Investimento e Visão de Longo Prazo para a Economia Brasileira. Roberto Ellery Jr, ECO/UnB Orçamento Público, Investimento e Visão de Longo Prazo para a Economia Brasileira Roberto Ellery Jr, ECO/UnB Investimento no Brasil Investimento no Brasil é Baixo: Dados do FMI mostram que em 2010 a taxa

Leia mais

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA. Henrique Meirelles

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA. Henrique Meirelles PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA Henrique Meirelles 28 de agosto, 2015 AGENDA CURTO PRAZO (2015/2016): AJUSTES MACROECONÔMICOS PROJEÇÕES LONGO PRAZO: OBSTÁCULOS AO CRESCIMENTO PROPOSTAS DE POLÍTICA

Leia mais

Efeitos da Desaceleração Econômica Internacional na Economia Brasileira

Efeitos da Desaceleração Econômica Internacional na Economia Brasileira Efeitos da Desaceleração Econômica Internacional na Economia Brasileira Períodos de deterioração da conjuntura macroeconômica requerem de bancos centrais aprofundamento dos processos analíticos. Nesse

Leia mais

ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL*

ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL* ÍNDICE DE CONDIÇÕES MONETÁRIAS PARA PORTUGAL* Paulo Soares Esteves** 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem como objectivo calcular um Índice de Condições Monetárias (ICM) para a economia portuguesa, o qual constitui

Leia mais

Macroeconomia - Lição 3 - Oferta e Procura Global

Macroeconomia - Lição 3 - Oferta e Procura Global Macroeconomia - Lição 3 - Oferta e Procura Global João Sousa Andrade 18 de Novembro de 2004 Faculdade de Economia - Mestrado de Economia Ano Lectivo de 2004/05 Texto com carácter provisório para acompanhamento

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

TÓPICO ESPECIAL Julho

TÓPICO ESPECIAL Julho Julho O SAMBA do Banco Central brasileiro José Luciano Costa Thiago Pereira A estimativa do impacto de choques, inclusive externos, em uma economia é um exercício complexo, que pode ser auxiliado pelo

Leia mais

ATAQUE TRIBUTÁRIO À INFORMALIDADE

ATAQUE TRIBUTÁRIO À INFORMALIDADE LC/BRS/R.171 Dezembro de 2006 Original: português CEPAL COMISSÃO ECONÔMICA PARA A AMÉRICA LATINA E O CARIBE Escritório no Brasil ATAQUE TRIBUTÁRIO À INFORMALIDADE Samuel Pessoa Silvia Matos Pessoa Documento

Leia mais

Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento

Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento Volume 11, Number 4 Fourth Quarter 2009 Conjuntura Global Dá uma Guinada Rumo ao Desenvolvimento As economias pelo mundo estão emergindo da recessão, embora em diferentes velocidades. As economias em desenvolvimento

Leia mais

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em geral as estatísticas sobre a economia brasileira nesse início de ano não têm sido animadoras

Leia mais

INSTITUTO INSPER SÃO PAULO. Programa de Mestrado Profissional em Economia. Marianna de Oliveira Costa

INSTITUTO INSPER SÃO PAULO. Programa de Mestrado Profissional em Economia. Marianna de Oliveira Costa INSTITUTO INSPER SÃO PAULO Programa de Mestrado Profissional em Economia Marianna de Oliveira Costa Teoria da Renda Permanente, restrição de crédito e formação de hábito: uma análise usando dados trimestrais

Leia mais

Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China

Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China Eduardo Costa Pinto Técnico de pesquisa e planejamento DINTE/IPEA 05 de outubro de 2011 Salvador/Ba Estrutura da Apresentação Parte I

Leia mais

DEMOGRAFIA, ECONOMIA E MERCADOS FINANCEIROS

DEMOGRAFIA, ECONOMIA E MERCADOS FINANCEIROS 9 de setembro de 2011 Página 1 de 21 De Olho Na Bolsa "A relação entre economia e demografia não é, efetivamente, muito percebida pela maior parte dos economistas, haja vista que poucos são os cursos que

Leia mais

CONJUNTURA DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2015: CONTEXTUALIZAÇÃO VIA RESTRIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS

CONJUNTURA DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2015: CONTEXTUALIZAÇÃO VIA RESTRIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS CONJUNTURA DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2015: CONTEXTUALIZAÇÃO VIA RESTRIÇÕES INTERNAS E EXTERNAS OBJETIVO: ILUSTRAR CONCEITOS TRABALHADOS EM MACROECONOMIA Patricia Bonini - patriciabonini@gmail.com Roteiro

Leia mais

Avaliação Distribuída 2º Mini-Teste (30 de Abril de 2007 15h00) Os telemóveis deverão ser desligados e guardados antes do início do teste.

Avaliação Distribuída 2º Mini-Teste (30 de Abril de 2007 15h00) Os telemóveis deverão ser desligados e guardados antes do início do teste. LICENCIATURA EM ECONOMIA MACROECONOMIA II LEC 206 (2006-2007) Avaliação Distribuída 2º Mini-Teste (30 de Abril de 2007 15h00) Duração: 60 minutos Não é permitida qualquer forma de consulta. Os telemóveis

Leia mais

OS DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ROBERTO CASTELLO BRANCO FGV CRESCIMENTO FLORIANÓPOLIS OUT 2015

OS DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ROBERTO CASTELLO BRANCO FGV CRESCIMENTO FLORIANÓPOLIS OUT 2015 OS DESAFIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA ROBERTO CASTELLO BRANCO FGV CRESCIMENTO FLORIANÓPOLIS OUT 2015 1 SOB O DOMÍNIO DA INCERTEZA Inflação alta e resiliente às elevadas taxas de juros reais Recessão teve

Leia mais

Indicadores de Risco Macroeconômico no Brasil

Indicadores de Risco Macroeconômico no Brasil Indicadores de Risco Macroeconômico no Brasil Julho de 2005 Risco Macroeconômico 2 Introdução: Risco Financeiro e Macroeconômico Um dos conceitos fundamentais na área financeira é o de risco, que normalmente

Leia mais

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO 7 ECONOMIA MUNDIAL SUMÁRIO A situação econômica mundial evoluiu de maneira favorável no final de 2013, consolidando sinais de recuperação do crescimento nos países desenvolvidos. Mesmo que o desempenho

Leia mais

A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais

A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais 10 set 2007 Nº 36 A especialização do Brasil no mapa das exportações mundiais Por Fernando Puga Economista da SAE País tem maior difersificação em vendas externas em nações onde predominam recursos naturais

Leia mais

5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias)

5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias) 5 Viés de Sobrevivência (Survival Bias) A análise até agora tem se baseado na hipótese aparentemente inócua de que é apropriado utilizar dados históricos dos Estados Unidos para se estimar o equity risk

Leia mais

CENÁRIO ECONÔMICO BRASILEIRO ANÁLISES DO PERÍODO 1996/2014

CENÁRIO ECONÔMICO BRASILEIRO ANÁLISES DO PERÍODO 1996/2014 CENÁRIO ECONÔMICO BRASILEIRO ANÁLISES DO PERÍODO / BOLETIM: OUTUBRO/2015 PESQUISA DE PRODUTIVIDADE SOBRE A EQUIPE TÉCNICA DA FUNDAÇÃO DOM CABRAL (FDC) COORDENAÇÃO TÉCNICA DA PESQUISA DE PRODUTIVIDADE:

Leia mais

POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S.

POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S. POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S. Souza e Silva ** Nos últimos anos, tem crescido a expectativa em torno de uma possível

Leia mais

Indicadores de Desempenho Junho de 2014

Indicadores de Desempenho Junho de 2014 Junho de 2014 PANORAMA CONJUNTURAL FIEA Lenta recuperação da economia global Os dados do último relatório World Economic Outlook do FMI, como podem ser observado nos gráficos nº 1 e 2, deixam claro que

Leia mais

O papel anticíclico dos investimentos públicos e as perspectivas econômicas

O papel anticíclico dos investimentos públicos e as perspectivas econômicas O papel anticíclico dos investimentos públicos e as perspectivas econômicas Luciano Coutinho Rio de Janeiro, 14 de julho de 2009 Limitação da política monetária após crises financeiras Processos de desalavancagem

Leia mais

NOTA CEMEC 05/2015 INVESTIMENTO E RECESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2015: 2015: UMA ANÁLISE SETORIAL

NOTA CEMEC 05/2015 INVESTIMENTO E RECESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2015: 2015: UMA ANÁLISE SETORIAL NOTA CEMEC 05/2015 INVESTIMENTO E RECESSÃO NA ECONOMIA BRASILEIRA 2010-2015: 2015: UMA ANÁLISE SETORIAL Agosto de 2015 O CEMEC não se responsabiliza pelo uso dessas informações para tomada de decisões

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Setembro 2011 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS GRADUADOS

Leia mais

Risco sistemático das commodities agropecuárias brasileiras e internacionais

Risco sistemático das commodities agropecuárias brasileiras e internacionais 345 Risco sistemático das commodities agropecuárias brasileiras e internacionais Recebimento dos originais: 27/07/2014 Aceitação para publicação: 28/11/2015 Janaina Ottonelli Doutoranda em Administração

Leia mais

O mercado de bens CAPÍTULO 3. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard

O mercado de bens CAPÍTULO 3. Olivier Blanchard Pearson Education. 2006 Pearson Education Macroeconomia, 4/e Olivier Blanchard O mercado de bens Olivier Blanchard Pearson Education CAPÍTULO 3 3.1 A composição do PIB A composição do PIB Consumo (C) são os bens e serviços adquiridos pelos consumidores. Investimento (I), às vezes

Leia mais

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade

VERSÃO PRELIMINAR. Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade Notas sobre Redes de Proteção Social e Desigualdade 1) Nos últimos dez anos a renda media dos brasileiros que caiu a taxa de 0.6% ao ano, enquanto o dos pobres cresceu 0.7%, já descontados o crescimento

Leia mais

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli

Unidade I. Mercado Financeiro e. Prof. Maurício Felippe Manzalli Unidade I Mercado Financeiro e de Capitais Prof. Maurício Felippe Manzalli Mercado Financeiro O mercado financeiro forma o conjunto de instituições que promovem o fluxo de recursos entre os agentes financeiros.

Leia mais

Produto Vendas Custo da matéria-prima

Produto Vendas Custo da matéria-prima Conceitos básicos de economia A economia pode ser subdividida em dois grandes segmentos: - Macroeconomia: trata da evolução da economia como um todo, analisando a determinação, comportamento e relações

Leia mais

Tema 3 Tópicos Especiais. 3º Lugar. Seguro Desemprego Ótimo em uma Economia com Alta Rotatividade da Mão de Obra. Autor G USTAV O M OREIRA DE SOUZ A

Tema 3 Tópicos Especiais. 3º Lugar. Seguro Desemprego Ótimo em uma Economia com Alta Rotatividade da Mão de Obra. Autor G USTAV O M OREIRA DE SOUZ A Tema 3 Tópicos Especiais 3º Lugar Seguro Desemprego Ótimo em uma Economia com Alta Rotatividade da Mão de Obra. Autor G USTAV O M OREIRA DE SOUZ A XX PRÊMIO TESOURO NACIONAL Seguro Desemprego em uma Economia

Leia mais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais Número 01/2008 Cenário Moveleiro Número 01/2008 1 Cenário Moveleiro Análise econômica e suporte para as decisões empresariais

Leia mais

Modelos de Mundell-Fleming

Modelos de Mundell-Fleming Modelos de Mundell-Fleming de Bens e Serviços com Mobilidade Perfeita de Capitais Abril 2013 1 O equilíbrio simultâneo nos 3 mercados Equilíbrio nos mercados de bens e serviços, cambial e monetário 2 3

Leia mais

Paridade do poder de compra, renda per capita e outros indicadores econômicos

Paridade do poder de compra, renda per capita e outros indicadores econômicos Paridade do poder de compra, renda per capita e outros indicadores econômicos Samuel Kilsztajn Resumo: antes do desenvolvimento do conceito e da mensuração da Paridade do Poder de Compra para uso internacional,

Leia mais

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam.

é de queda do juro real. Paulatinamente, vamos passar a algo parecido com o que outros países gastam. Conjuntura Econômica Brasileira Palestrante: José Márcio Camargo Professor e Doutor em Economia Presidente de Mesa: José Antonio Teixeira presidente da FENEP Tentarei dividir minha palestra em duas partes:

Leia mais

Fevereiro/2014. Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento. Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos

Fevereiro/2014. Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento. Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos Fevereiro/2014 Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Retrospectiva 2013 Frustração das Expectativas 2 Deterioração das expectativas

Leia mais

Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro

Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro Boletim Econômico Edição nº 91 dezembro de 2014 Organização: Maurício José Nunes Oliveira Assessor econômico Os altos juros pagos pelo Estado brasileiro Neste ano de 2014, que ainda não terminou o Governo

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

Desenvolvimento Sustentado: Conceito e Exemplos de Atuação

Desenvolvimento Sustentado: Conceito e Exemplos de Atuação Desenvolvimento Sustentado: Conceito e Exemplos de Atuação Fernando Blumenschein 1 Crescimento ou desenvolvimento sustentado significa considerar o acesso dos indivíduos a serviços e oportunidades, tanto

Leia mais

Crédito Imobiliário. Propostas para torná-lo um efetivo instrumento promotor do desenvolvimento econômico e social do País. 09 de Novembro de 2007

Crédito Imobiliário. Propostas para torná-lo um efetivo instrumento promotor do desenvolvimento econômico e social do País. 09 de Novembro de 2007 Crédito Imobiliário Propostas para torná-lo um efetivo instrumento promotor do desenvolvimento econômico e social do País 09 de Novembro de 2007 3893 Países que apresentam uma elevada relação Crédito Privado

Leia mais

LISTA 5A. Conceitos importantes: 1) Determinantes da produção e da produtividade de um país 2) Financiamento do investimento: poupança

LISTA 5A. Conceitos importantes: 1) Determinantes da produção e da produtividade de um país 2) Financiamento do investimento: poupança LISTA 5A Conceitos importantes: 1) Determinantes da produção e da produtividade de um país 2) Financiamento do investimento: poupança 3) Poupança, crescimento econômico e sistema financeiro 4) Mercado

Leia mais

Artigo do Mês - Ano IX Nº 103 Outubro de 2010

Artigo do Mês - Ano IX Nº 103 Outubro de 2010 Artigo do Mês - Ano IX Nº 103 Outubro de 2010 HAYEK, O EFEITO RICARDO E O EFEITO CONCERTINA Ubiratan J. Iorio I. Introdução No debate travado entre ambos, nos anos trinta do século passado, Keynes afirmava

Leia mais

Uma estratégia para sustentabilidade da dívida pública J OSÉ L UÍS O REIRO E L UIZ F ERNANDO DE P AULA

Uma estratégia para sustentabilidade da dívida pública J OSÉ L UÍS O REIRO E L UIZ F ERNANDO DE P AULA Uma estratégia para sustentabilidade da dívida pública J OSÉ L UÍS O REIRO E L UIZ F ERNANDO DE P AULA As escolhas em termos de política econômica se dão em termos de trade-offs, sendo o mais famoso o

Leia mais

NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007

NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007 NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007 Introdução Guilherme R. S. Souza e Silva * Lucas Lautert Dezordi ** Este artigo pretende

Leia mais

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO)

AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) AS FUNÇÕES PROCURA E OFERTA AGREGADAS (1ª VERSÃO) 1 A FUNÇÃO PROCURA AGREGADA No final deste texto o leitor deverá ser capaz de: Compreender o conceito de função de procura agregada. Entender a curva de

Leia mais

Envelhecimento da População e Crescimento Econômico: A Experiência Chinesa do Modelo de Solow

Envelhecimento da População e Crescimento Econômico: A Experiência Chinesa do Modelo de Solow Envelhecimento da População e Crescimento Econômico: A Experiência Chinesa do Modelo de Solow Diogo Ambrosio 1 Artigo: HAIMING, L.; ZHANG, Xiuli. Population Aging and Economic Growth: The Chinese Experience

Leia mais

Gestão Financeira de Organizações

Gestão Financeira de Organizações Gestão Financeira de Organizações Módulo 7 - Custo de Capital e Estrutura de Capital Prof. Luiz Antonio Campagnac e-mail: luiz.campagnac@gmail.com Livro Texto Administração Financeira: princípios, fundamentos

Leia mais

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP ANEXO ESTATÍSTICO Produto Interno Bruto Tabela 1. Produto Interno Bruto Em R$ milhões Em U$ milhões 1 (último dado: 3º trimestre/) do índice de volume 2009 2010 (3ºtri) 2009 2010 (3ºtri) Trimestre com

Leia mais

Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição

Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição Previsão da taxa de juros Selic e do câmbio nominal a partir de um modelo Var com restrição Luciano D Agostin * José Luís da Costa Oreiro ** Os indicadores macroeconômicos de emprego, produto e inflação

Leia mais

A nova classe média vai às compras

A nova classe média vai às compras A nova classe média vai às compras 18 KPMG Business Magazine Cenário é positivo para o varejo, mas empresas precisam entender o perfil do novo consumidor Nos últimos anos o mercado consumidor brasileiro

Leia mais

Economia. Contabilidade Social. Introdução. Prof.Carlos Nemer j20@momentus.com.br 1. Sumário. Contabilidade Social. Capítulo 12:

Economia. Contabilidade Social. Introdução. Prof.Carlos Nemer j20@momentus.com.br 1. Sumário. Contabilidade Social. Capítulo 12: Economia Carlos Nemer 3ª Ed. Contabilidade Social Capítulo 12: Contabilidade Social Poli-UFRJ Copyright 2005. Direitos Autorais reservados ao Prof.Carlos NEMER Parte III-2-Slide 1 de 54/2005.1 Sumário

Leia mais

CONTABILIDADE SOCIAL: CONCEITOS, INSTRUMENTOS E AVALIAÇÃO. Profa.: Enimar J. Wendhausen

CONTABILIDADE SOCIAL: CONCEITOS, INSTRUMENTOS E AVALIAÇÃO. Profa.: Enimar J. Wendhausen CONTABILIDADE SOCIAL: CONCEITOS, INSTRUMENTOS E AVALIAÇÃO Profa.: Enimar J. Wendhausen TEORIA MACROECONÔMICA A partir da teoria macroeconômica foram empregados esforços para a construção de um sistema

Leia mais

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017

Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 Projeções para a economia portuguesa: 2015-2017 As projeções para a economia portuguesa em 2015-2017 apontam para uma recuperação gradual da atividade ao longo do horizonte de projeção. Após um crescimento

Leia mais

Prefeitura Municipal de Castro

Prefeitura Municipal de Castro ANEXO DE METAS FISCAIS LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS - 2015 (Art. 4º, 1º, inciso II do 2º da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000) DEMONSTRATIVO I ANEXO DE METAS ANUAIS Em cumprimento ao disposto

Leia mais

Extrato de Fundos de Investimento

Extrato de Fundos de Investimento São Paulo, 01 de Setembro de 2015 Prezado(a) FUNDO DE PENSAO MULTIPATR OAB 03/08/2015 a 31/08/2015 Panorama Mensal Agosto 2015 O mês de agosto novamente foi marcado por grande volatilidade nos mercados

Leia mais

Contrastação empírica do modelo CAPM aplicada ao mercado bolsista português

Contrastação empírica do modelo CAPM aplicada ao mercado bolsista português Contrastação empírica do modelo CAPM aplicada ao mercado bolsista português Tânia Cristina Simões de Matos dos Santos Instituto Politécnico de Leiria 2012 Working paper nº 83/2012 globadvantage Center

Leia mais

Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro?

Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro? Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro? Política industrial é um conjunto de medidas para o desenvolvimento de

Leia mais

Revisão Tarifária Escelsa. Etapa I. Reposicionamento Tarifário. Metodologia e Critérios

Revisão Tarifária Escelsa. Etapa I. Reposicionamento Tarifário. Metodologia e Critérios Revisão Tarifária Escelsa Etapa I Reposicionamento Tarifário Metodologia e Critérios APRESENTAÇÃO A ESCELSA foi privatizada em 11 de julho de 1995, sendo as concessões outorgadas pelo Decreto de 13 de

Leia mais

Renda Fixa. ASSAF NETO, Alexandre. MERCADO FINANCEIRO. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006.

Renda Fixa. ASSAF NETO, Alexandre. MERCADO FINANCEIRO. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. ASSAF NETO, Alexandre. MERCADO FINANCEIRO. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2006. Renda Fixa Bônus são títulos de renda fixa representativos de contratações de empréstimos pelas empresas, os quais prometem pagar

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL

6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL 6 OS DETERMINANTES DO INVESTIMENTO NO BRASIL Este capítulo procurará explicar os movimentos do investimento, tanto das contas nacionais quanto das empresas abertas com ações negociadas em bolsa através

Leia mais

01 RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES

01 RELACIONAMENTO COM OS AUDITORES INDEPENDENTES RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO Senhores Acionistas A Administração da Construtora Lix da Cunha S.A., em cumprimento às disposições legais e estatutárias, vem submeter a V.Sas., o Relatório da Administração

Leia mais

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011

Visão. O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada. do Desenvolvimento. nº 96 29 jul 2011 Visão do Desenvolvimento nº 96 29 jul 2011 O papel anticíclico do BNDES e sua contribuição para conter a demanda agregada Por Fernando Puga e Gilberto Borça Jr. Economistas da APE BNDES vem auxiliando

Leia mais

PANORAMA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO E O BRASIL: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS

PANORAMA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO E O BRASIL: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS PANORAMA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO E O BRASIL: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS Márcio de Souza Pires, Dr.¹ A educação mundial é fortemente analisada e acompanhada por importantes instituições, em busca de avanços no

Leia mais

ANATOMIA DA DESACELERAÇÃO RECENTE DA ECONOMIA Nova matriz econômica ou contrato social? Samuel Pessoa

ANATOMIA DA DESACELERAÇÃO RECENTE DA ECONOMIA Nova matriz econômica ou contrato social? Samuel Pessoa ANATOMIA DA DESACELERAÇÃO RECENTE DA ECONOMIA Nova matriz econômica ou contrato social? Samuel Pessoa ANATOMIA DA DESACELERAÇÃO RECENTE DA ECONOMIA Nova matriz econômica ou contrato social? Samuel Pessoa

Leia mais

A RELEVÂNCIA DA ESTRUTURA PRODUTIVA NA FORMAÇÃO DA TAXA DE JUROS

A RELEVÂNCIA DA ESTRUTURA PRODUTIVA NA FORMAÇÃO DA TAXA DE JUROS A RELEVÂNCIA DA ESTRUTURA PRODUTIVA NA FORMAÇÃO DA TAXA DE JUROS Ney Roberto Ottoni de Brito Ph.D., Stanford University Sócio-Diretor, Ney O. Brito e Associados Foi Professor Titular da UFRJ e Associado

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

BRASIL Julio Setiembre 2015

BRASIL Julio Setiembre 2015 Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julio Setiembre 2015 Prof. Dr. Rubens Sawaya Assistente: Eline Emanoeli PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE

Leia mais

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira e Fluxos de Capital Wilhelm Eduard Meiners IBQP/UniBrasil/Metápolis Referências Bibliográficas Referências Bibliográficas Chesnais, F. Mundialização Financeira, cap.1 Baumann, Canuto e Gonçalves. Economia

Leia mais

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1

O Comportamento da Taxa de Juros. Introdução. Economia Monetária I (Turma A) - UFRGS/FCE 6/10/2005. Prof. Giácomo Balbinotto Neto 1 O Comportamento da Taxa de Juros Prof. Giácomo Balbinotto Neto Introdução A taxa de juros é o preço que é pago por um tomador de empréstimos a um emprestador pelo uso dos recursos durante um determinado

Leia mais

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil

O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil CRISTINA FRÓES DE BORJA REIS (*) O investimento público e o desenvolvimento econômico do Brasil Esse artigo apresenta as relações entre investimento público e desenvolvimento econômico no Brasil entre

Leia mais

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES ANÁLISE FUNDAMENTALISTA COM FOCO PARA A RECOMENDAÇÃO DE COMPRA / VENDA DE AÇÕES! A análise do desempenho histórico! Análise setorial! Análise de múltiplos! Elaboração de projeções de resultados! Determinação

Leia mais

2) Identifique na lista abaixo que transação ou atividade não seria computada nos cálculos das contas nacionais e do PIB:

2) Identifique na lista abaixo que transação ou atividade não seria computada nos cálculos das contas nacionais e do PIB: Cap 2 1) Considere que numa economia em determinado ano ocorreu uma severa epidemia, que ocasionou um aumento na demanda de serviços médico-hospitalares e por medicamentos. Considerando todo o resto constante,

Leia mais

CSHG Strategy II FIC FIA Comentário do Gestor

CSHG Strategy II FIC FIA Comentário do Gestor A presente Instituição aderiu ao Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para os Fundos de Investimento. CSHG Strategy II FIC FIA Comentário do Gestor Agosto 2010 Em Agosto, o fundo CSHG Strategy

Leia mais

Comitê de Política Cambial para as reservas do Banco Central: uma proposta

Comitê de Política Cambial para as reservas do Banco Central: uma proposta Comitê de Política Cambial para as reservas do Banco Central: uma proposta 1. Introdução 12 Ilan Goldfajn A grande acumulação de reservas internacionais associada à elevada flutuação cambial tem desafiado

Leia mais

Destaques do 3º trimestre de 2015

Destaques do 3º trimestre de 2015 Destaques do 3º trimestre Principais Destaques Manutenção dos níveis de EBITDA consolidado e de margem EBITDA, apesar da sobreoferta de aço mundial e das adversidades econômicas no Brasil. Redução de 5,9%

Leia mais

Contas dos Sectores Institucionais

Contas dos Sectores Institucionais Contas dos Sectores Institucionais Plano de Apresentação Enquadramento Sectorização da economia Composição, fontes de informação básica e tratamento Principais resultados Perspectivas Enquadramento O Quadro

Leia mais

Decomposição da Inflação de 2011

Decomposição da Inflação de 2011 Decomposição da de Seguindo procedimento adotado em anos anteriores, este boxe apresenta estimativas, com base nos modelos de projeção utilizados pelo Banco Central, para a contribuição de diversos fatores

Leia mais

2. São grupos, respectivamente, de crédito na Conta 1 (PIB) e débito na Conta 2 (RNDB) das Contas Nacionais:

2. São grupos, respectivamente, de crédito na Conta 1 (PIB) e débito na Conta 2 (RNDB) das Contas Nacionais: UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa em Economia Mestrado Profissional em Desenvolvimento Regional e Gestão de Empreendimentos Locais

Leia mais

A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL

A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL A CIRCULAÇÃO FINANCEIRA NO MUNDO ATUAL 1 -- SISTEMA FINANCEIRO E SEUS COMPONENTES BÁSICOS: >> Sistema financeiro = é formado pelo conjunto de mercados e instituições que servem para relacionar poupadores

Leia mais

Por que não crescemos? NOVEMBRO DE 2014

Por que não crescemos? NOVEMBRO DE 2014 Por que não crescemos? NOVEMBRO DE 2014 1979 1981 1983 1985 1987 1989 1991 1993 1995 1997 1999 2001 2003 2005 2007 2009 2011 2013 O Brasil não cresce suficientemente há mais de 30 anos % a.a. 10,0 8,0

Leia mais

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão

Cenário Global e Implicações para o Brasil. Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Cenário Global e Implicações para o Brasil Luiz Ribeiro - Deutsche Bank S.A. - Banco Alemão Percepção e realidade Ciclo da Tartatuga A economia mundial segue se recuperando* * Estimativas do Deutsche AWM

Leia mais

O desenvolvimento da China e suas consequências globais

O desenvolvimento da China e suas consequências globais O desenvolvimento da China e suas consequências globais XIAOQIN DING Resumo: O desenvolvimento econômico e social da China vem merecendo atenção mundial. Apesar da recente crise, a economia chinesa permanece

Leia mais

MESTRADO EM ECONOMIA APLICADA

MESTRADO EM ECONOMIA APLICADA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Coordenadoria de Pós-Graduação Prova de Conhecimentos Específicos do Processo Seletivo Stricto Sensu UFAL 2012.1 CADERNO DE PROVA

Leia mais

Financiamento para o desenvolvimento. Novembro/2012

Financiamento para o desenvolvimento. Novembro/2012 Financiamento para o desenvolvimento Novembro/2012 Agenda Contexto dos investimentos em infraestrutura no Brasil Desafios para a realização de investimentos em infraestrutura 1 Brasil Média Global Países

Leia mais

Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016

Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016 Projeções para a Economia Portuguesa: 2014-2016 1 Projeções para a economia portuguesa: 2014-2016 As projeções para a economia portuguesa apontam para uma recuperação gradual da atividade ao longo do horizonte.

Leia mais

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB

Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional. Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB Despesas em Propaganda no Brasil e sua Interligação com a Economia Internacional Fábio Pesavento ESPM/SUL André M. Marques UFPB O NÚCLEO DE ECONOMIA EMPRESARIAL ESPM-SUL PESQUISA E APOIO 1. Despesas em

Leia mais

Desafios do Segundo Mandato da Presidente Dilma Rouseff

Desafios do Segundo Mandato da Presidente Dilma Rouseff CURRENT ECONOMIC ISSUES BKR Desafios do Segundo Mandato da Presidente Dilma Rouseff José Luis Oreiro* Resumo Este artigo discute os desafios que a Presidente da República, Dilma Rouseff, enfrentará no

Leia mais

Tendências e perspectivas

Tendências e perspectivas Economia brasileira Tendências e perspectivas Apresentação para o VIII Seminário Econômico da Fundação CEEE Gustavo H. B. Franco Porto Alegre, 23 de novembro de 2006 4 Temas Fundamentais Para entender

Leia mais

2. O que representa e como é calculado o valor de uma empresa na Teoria Financeira? Exemplifique.

2. O que representa e como é calculado o valor de uma empresa na Teoria Financeira? Exemplifique. Prova Parcial Malvessi Questão 1 (15%) 1. A teoria moderna de administração financeira consagra 3 decisões estratégicas básicas para a tomada de decisão do administrador financeiro. Conceitue-as claramente.

Leia mais

Questão 1 O que é Fluxo Circular da Renda? O que são fluxos reais e fluxos monetários? Desenhe um e pense sobre como isso resume a economia real.

Questão 1 O que é Fluxo Circular da Renda? O que são fluxos reais e fluxos monetários? Desenhe um e pense sobre como isso resume a economia real. Faculdade de Economia UFF Monitoria 3 Teoria Macroeconômica I (SEN00076) Professor: Claudio M. Considera Monitor: Vítor Wilher (www.vitorwilher.com/monitoria) E-mail: macroeconomia@vitorwilher.com Atendimento

Leia mais

Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil. Taxa de câmbio volta a superar 2,30 reais por dólar

Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil. Taxa de câmbio volta a superar 2,30 reais por dólar Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil Publicamos nesta semana nossa revisão mensal de cenários (acesse aqui). No Brasil, entendemos que o espaço para expansão adicional da política

Leia mais

BANRISUL AUTOMÁTICO FUNDO DE INVESTIMENTO CURTO PRAZO CNPJ/MF nº 01.353.260/0001-03

BANRISUL AUTOMÁTICO FUNDO DE INVESTIMENTO CURTO PRAZO CNPJ/MF nº 01.353.260/0001-03 BANRISUL AUTOMÁTICO FUNDO DE INVESTIMENTO CURTO PRAZO CNPJ/MF nº 01.353.260/0001-03 PROSPECTO AVISOS IMPORTANTES I. A CONCESSÃO DE REGISTRO PARA A VENDA DAS COTAS DESTE FUNDO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA

Leia mais

Riscos versus Oportunidades. Riscos versus Oportunidades no BRASIL

Riscos versus Oportunidades. Riscos versus Oportunidades no BRASIL Riscos versus Oportunidades Riscos versus Oportunidades no BRASIL Um parceiro de confiança / www.portugalglobal.pt Riscos versus Oportunidades no BRASIL Tendências de Mercado CURTO E MÉDIO PRAZOS Contração

Leia mais

CNPJ 05.086.234/0001-17 PERIODICIDADE MÍNIMA PARA DIVULGAÇÃO DA CARTEIRA DO FUNDO

CNPJ 05.086.234/0001-17 PERIODICIDADE MÍNIMA PARA DIVULGAÇÃO DA CARTEIRA DO FUNDO BRB FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO EM RENDA FIXA DI LONGO PRAZO 500 FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES Competência: 19/01/2016 CNPJ 05.086.234/0001-17 PERIODICIDADE MÍNIMA

Leia mais

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001 Economia dos EUA e Comparação com os períodos de - e - Clara Synek* O actual período de abrandamento da economia dos EUA, iniciado em e previsto acentuar-se no decurso dos anos /9, resulta fundamentalmente

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais