A colaboração entre as ONGD e as Empresas na promoção do desenvolvimento Internacional. Possíveis Termos de Engajamento

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1 A colaboração entre as ONGD e as Empresas na promoção do desenvolvimento Internacional Possíveis Termos de Engajamento

2 Introdução A conjuntura actual Insustentabilidade do sistema de financiamento a projectos de ONGD As empresas como actores de desenvolvimento A dimensão tripartida do desenvolvimento sustentável Ciclo de apoio acaba quando começa o desenvolvimento (económico)

3 As áreas de convergência

4 O que podem oferecer as ONGD? 1. Aproximam a Empresa das comunidades e autoridades locais; 2. Ajudam a Empresa na identificação de oportunidades de negócio direccionadas a segmentos das populações excluídos do acesso a produtos e serviços, básicos ou não; 3. Ajudam a Empresa a abordar esse mercado, construindo uma oferta adequada ao respectivo perfil como novos consumidores; 4. Ajudam a empresa e as comunidades locais a construir cadeias de valor económico e social que integram essas comunidades nos mercados internacionais de exportação; 5. Ajudam os stakeholders a prevenir, gerir, mitigar os riscos de impactos negativos e a potenciar os impactos positivos, nomeadamente através de um envolvimento mais próximo com a comunidade e as organizações locais; 6. Identificam e acedem a fontes de financiamento a que as empresas não acedem só por si.

5 O que podem oferecer as Empresas? 1. Ajudam a garantir as condições para que o ciclo chegue verdadeiramente ao fim; 2. Garantem a perdurabilidade do projecto e o investimento para a sustentabilidade; 3. Garantem à comunidade local o acesso aos mercados externos; 4. Identificam e acedem a modelos e fontes de financiamento inovadoras, numa lógica de investimento social, a que as ONGD não acedem só por si.

6 Princípios orientadores 1. Garanta a participação activa dos beneficiários na identificação dos problemas e na construção das soluções para os mesmos; 2. Sejam prévia e mutuamente identificadas quais as necessidades que não serão atendidas sem a parceria e, como tal, que oportunidades de negócio se estão a perder, por um lado, e que possibilidades de eficácia no desenvolvimento social e humano de determinada população ficarão sem resposta; 3. Sejam inequivocamente win/win/win (para a empresa, para a ONGD, para as populações beneficiárias); 4. Seja feita a avaliação prévia dos riscos e aceitação dos mesmos de parte a parte;

7 Princípios orientadores 5. Poderão as ONGD intervir nos negócios da empresa, por solicitação destas, quando, nos países onde as ONGD trabalhem, seja necessário uma intervenção social e ambiental na qual a ONGD constitua valor acrescentado; 6. Poderão as empresas intervir na fase do projecto da ONGD quando seja necessária a garantia de continuidade e sustentabilidade do investimento social feito pela ONGD; 7. Contudo, poderão/deverão iniciar os processos em conjunto para evitar o risco de não estar garantida a apropriação dos processos pelas comunidades beneficiárias do projecto/ pelos clientes potenciais do novo negócio e, como tal, falhar; 8. Qualquer acção deverá primordialmente assegurar o respeito pela dignidade e os direitos humanos.

8 A operacionalização - MAPI Mecanismo de Apoio às Parcerias Internacionais 1. Identificar oportunidades de investimento; 2. Identificar financiamentos internacionais; 3. Criar mecanismo de apoio à avaliação e gestão de risco integrando as várias partes envolvidas e assistir sempre que necessário ou requerido os projectos em parceira; 4. Criar mecanismos e critérios para a avaliação das práticas em parceria (peer review) e efectuá-la; 5. Criar mecanismos e critérios para fazer benchmarking das boas práticas em parceria e efectuá-lo; 6. Criar um think thank fornecedor de massa crítica em termos de produção de instrumentos e assessoria técnica.

9 Obrigado!!!

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