Palavras Chaves: Administração da Produção, Qualidade, Gestão da Qualidade Total.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras Chaves: Administração da Produção, Qualidade, Gestão da Qualidade Total."

Transcrição

1 PROCESSOS DA QUALIDADE APLICADO À PRODUÇÃO DE DUTOS DE AR CONDICIONADO: UM ESTUDO SOBRE A EFETIVIDADE NA APLICAÇÃO DA QUALIDADE COMO ESTRATÉGIA E EFICÁCIA OPERACIONAL EM UMA FÁBRICA X DE PERNAMBUCO Claudia Clemente Pereira Administradora graduada pela Faculdade Maurício de Nassau - PE Patrícia Barbosa de Albuquerque Administradora graduada pela Faculdade Maurício de Nassau - PE Janaina dos Santos Pereira Simões Administradora graduada pela Faculdade Maurício de Nassau - PE Emerson de Souza Barros Professor do Departamento de Administração da Faculdade Maurício de Nassau Mestre (UFPE) RESUMO O presente trabalho trata da importância do Sistema de Qualidade Total como estratégia e ferramenta para proporcionar vantagem competitiva às empresas na busca intensa de seus objetivos de satisfação dos clientes. Descreve como uma fábrica utilizou as ferramentas de qualidade para conquistar diferencial competitivo e organizar, melhorar a qualidade, a produtividade e competitividade em relação ao mercado. O estudo de caso mostrou a relação entre o Sistema de Gestão da Qualidade como estilo de gestão, a transformação do processo produtivo e o aumento da produtividade. A metodologia utilizada para tal, quanto aos fins, foi a pesquisas exploratória, descritiva e explicativa; e, quanto aos meios, bibliográfica baseada em consultas a livros e sites correlatos. Identificou-se que as indústrias conseguem obter melhoria significativas em seus processos pela aplicação estratégica das ferramentas da qualidade. Palavras Chaves: Administração da Produção, Qualidade, Gestão da Qualidade Total. ABSTRACT This paper deals of the importance of Total Quality System as strategy and tool for realize competitive advantage for companies in the intensive search of its goals of customer satisfaction. Its describe how a manufacture factory used quality tools to achieve competitive advantage and organize, improve the quality, productivity and competitiveness in relation to the market. The case study showed the relationship between the Quality Management System as a style of management, the transformation of the production process and increasing productivity by aplication of strategt and operational efficiency. The methodology used for such purposes have been to exploratory research, descriptive and explanatory, and, as to the means, based on bibliographical queries related to books and websites. It was found that the industry can achieve significant improvement in its processes through strategic application of quality tools. Keywords: Production Management, Quality, Total Quality Management.

2 1. INTRODUÇÃO Administrar hoje é enfrentar muitos e diferentes desafios, isto é, resolver problemas que exigem conhecimentos e técnicas administrativas multidisciplinares. Nos dias de hoje, a administração revela-se como uma área do conhecimento humano repleta de complexidade e desafios. (CHIAVENATO, 2003, p.2). Um mercado cada vez mais competitivo e exigente obriga as empresas a buscarem técnicas e adotarem práticas que as faça cada fez mais competitivas. Uma dessas técnicas é a Gestão da Qualidade Total GQT ou TQM, adotada por empresas de todo mundo para melhorar seus sistemas e processos produtivos, Argumenta-se que a administração da qualidade total (TQM total quality management) seja a mais significativa das novas idéias que apareceram no cenário da administração da produção nos últimos anos. (SLACK et al., 2009, p.502). Mas como o gerenciamento da Qualidade pode ajudar a melhorar a produção e aumentar a competitividade das empresas? E como utilizar esta ferramenta? Este artigo apresenta uma proposta de pesquisa que tem por objetivo analisar como a Gestão da Qualidade Total pode melhorar a eficiência, eficácia e produtividade de uma fábrica de Dutos de Ar Condicionado e aumentar sua vantagem competitiva. A Gestão da Qualidade está se tornando uma das mais importantes ferramentas para melhoria da competitividade das empresas, Parece que estamos vivendo uma revolução da de qualidade. Há uma crescente consciência de que bens e serviços de alta qualidade podem dar a uma organização considerável vantagem competitiva. (SLACK et al., 2009, p.411)., atualmente, empresas certificadas são consideradas possuidoras de um diferencial competitivo diante da concorrência. Saber como gerenciar processos, como reduzir custos e como gerenciar os colaboradores pode fazer toda a diferença para conquistar o cliente, Boa qualidade reduz custos de retrabalho, refugo e devoluções e, mais importante, boa qualidade gera consumidores satisfeitos. (SLACK et al., 2009, p.411). Pois as empresas míopes, que não estão levando em consideração este cenário, estão correndo o risco de em curto espaço de tempo simplesmente ficarem fora do mercado. Toda empresa precisa definir sua estratégia de negócios de forma consciente, definir seu público alvo, conhecer o mercador que pretende atuar e como se comporta a concorrência que vai enfrentar. Para atingir o sucesso e se posicionar no mercado, é necessário definir a estratégia e implementar a gestão adequada, saber qual a sua realidade atual, ou seja, onde está, para poder estabelecer onde deseja chegar, quais seus objetivos. Definidos os objetivos, devem ser traçados os planos para atingir esses objetivos. A Gestão de Qualidade pode ser usada como um dos pilares desta estratégia a ser definida, pois influencia na definição do foco e da busca da excelência no que realmente importa: a satisfação do cliente. As atividades manufatureiras e operacionais passam a contribuir também com eficácia, uso de critérios de desempenho com base em indicadores de qualidade como: confiabilidade, prazos, flexibilidade, etc., as atividades operacionais passam a ser pensadas de forma estratégica. Este estudo se justifica porque se pretende mostrar como a gestão da qualidade pode melhorar produtividade e transformar o sistema de produção de uma fábrica de dutos. A Gestão da Produção é uma das principais funções de uma empresa, e o estudo de suas técnicas e conceitos são aplicáveis à tomada de decisão estratégica. Por conseqüência a área de produção é cada vez mais exigida e são necessários esforços cada vez mais apurados para conseguir melhores resultados de produtividade no cumprimento das prioridades competitivas. Com isso, a importância da gestão da produção fica ressaltada dentro das empresas, que se vê obrigada a procurar melhores custos, melhores prazos de entrega, e flexibilidade no atendimento das necessidades do cliente.

3 A evolução dos negócios e o aumento da concorrência vêm obrigando organizações a se preocuparem cada vez mais com a produção de seus produtos e serviços, gerando uma constante busca na melhoria da qualidade. Os consumidores estão a cada dia mais exigentes e a concorrência cada vez mais acirrada. Qualidade proporciona uma melhor condição de concorrência e competitividade. A Gestão de Qualidade proporciona redução de desperdícios e elimina retrabalho, resultando em redução de custos produtivos. Além de conquistar da confiabilidade e satisfação das necessidades dos clientes. Como pano de fundo para elencar as transformações oriundas do uso dos Processos da Qualidade está a empresa X, uma fábrica de Dutos para Sistemas de Ar Condicionado. Embora seja uma das poucas empresas do estado de Pernambuco e região a produzir este tipo de produto, perdia muitos negócios para empresas de outros estados e regiões devido ao alto custo de produção que resultava em produtos mais caros que os da concorrência. O fato comumente veiculado no meio acadêmico e científico é que a implantação de um sistema de de Qualidade proporciona redução de desperdícios com refugo, retrabalho, produtos com defeituosos e com falta de qualidade, resultando em redução de custos produtivos e dos prazos de entrega da produção, levando a uma melhoria da competitividade no mercado e na confiabilidade e o benefício percebido pelo cliente. Com o mundo globalizado onde, de um lado existem oportunidades inéditas de prosperidade econômica, e por outro lado é extremamente exigente e competitivo, a Gestão de Qualidade tornou-se uma importante estratégia de negócio para usufruir das novas oportunidades. Dessa forma lançou-se o seguinte problema de pesquisa: Como a aplicação efetiva de Processos de Qualidade na Produção modificou os processos produtivos diretamente na Fábrica X pernambucana? Para auxiliar na pesquisa em questão formatou-se o seguinte objetivo: Mostrar como a implantação dos Processos de Qualidade transformou o modo de produção da fábrica de Dutos em Pernambuco, através da implantação de estratégia para qualidade e eficácia operacional, tendo aumentado sua produtividade de forma efetiva. 2. REVISÃO DA LITERATURA 2.1 GESTÃO / ADMINISTRAÇÃO Administrar nada mais é do que a condução racional das atividades de uma organização seja ela lucrativa ou não lucrativa. A administração trata do planejamento, da organização (estruturação), da direção e dos controles de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorram dentro de uma organização. Assim, a administração é imprescindível para existência, sobrevivência e sucesso das organizações. (CHIAVENATO, 2003, p. 2) Administrar é o processo de tomar, realizar e alcançar ações que utilizam recursos para alcançar objetivos (MAXIMIANO, 2000, p. 25) citado por (DA SILVA e RIBEIRO, 2010, p. 112). A principal razão de estudar gestão como administração é por certo seu impacto sobre o desempenho das organizações (MAXIMIANO, 2000, p. 25) citado por (DA SILVA e RIBEIRO, 2010, p. 112). Gestão é a habilidade e a arte de liderar pessoas e coordenar processos, a fim de realizar a missão de qualquer organização. O termo gestão é a tradução atualizada da palavra inglesa management. Por muito tempo, no Brasil, usou-se outra palavra: administração. Mas ela tinha a desvantagem de aludir, sobretudo, ao patrimônio

4 físico e monetário. Ainda hoje, os dois termos alternam-se. Vários livros traduzidos do inglês usam tanto gestão quanto administração para management (MURAD, 2007, p. 71) citado por (DA SILVA e RIBEIRO, 2010, p. 109). Administrar é planejar a estrutura e a estratégia da organização, é tomar decisões e gerenciar atividades que tornam possível atingir os objetivos traçados no planejamento. Para isso utiliza a gestão de pessoas que o principal recurso da organização e coordena processos. A Administração é a função essencial, não apenas para a continuidade, mas para o sucesso da organização. 2.2 ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO A administração da produção trata da maneira pela qual as organizações produzem bens e serviços. (SLACK et al., 2009, p. 25). As atividades desenvolvidas por uma empresa visando atender seus objetivos de curto, médio e longo prazos se inter-relacionam, muitas vezes, de forma extremamente complexa. Como tais atividades, na tentativa de transformar insumos, tais como matérias primas, em produtos acabados e / ou serviços, consomem recursos e nem sempre agregam valor ao produto final. É o objetivo da administração da produção a gestão eficaz dessas atividades. Dentro desse conceito encontramos a administração da produção / operações em todas as áreas de atuação dos diretores, gerentes, supervisores e / ou qualquer colaborador da empresa (MARTINS e LAUGENI; 2005, p. 6). Em uma empresa, a área de produção é responsável por desenvolver produtos ou serviços a partir de insumos (materiais, informações, consumidores) através de um sistema lógico criado racionalmente para realizar essa transformação. Slack (1999, p. 25) simplifica o conceito de administração da produção dizendo que se trata da maneira pela qual as organizações produzem bens e serviços. (GUEDES; 2008). A organização por sua fez precisa desenvolver produtos ou até mesmo serviços através de um sistema lógico, isto é, que raciocina com justeza, exatidão, coerência, para que assim haja a transformação perfeita. O sistema de produção por sua vez divide-se em partes como a macro operações e micro operações onde respectivamente uma corresponde á produção principal e a outra refere-se as produções menores que alimentam e ao mesmo tempo dá o sustento a macro organização. 2.3 PRODUTIVIDADE A produtividade gera lucro que, reinvestido, é o único caminho seguro para geração de empregos. (CAMPOS, 1992, p.11). Aumentar a produtividade é produzir cada vez mais e / ou melhor com cada vez menos. Pode-se pois, representar produtividade como o quociente entre o que a empresa produz ( OUTPUT ) e o que ela consome ( input ). (CAMPOS, 1992, p.2). Produtividade é a proporção entre o que é produzido e os recursos utilizados para se atingir esta produção. 2.4 CADEIA DE SUPRIMENTO

5 À medida que as empresas se têm tornado mais focalizadas num conjunto restrito e bem definido de tarefas, comprando cada vez mais materiais e serviços de fornecedores especiais, a contribuição das funções de compra e suprimentos tem aumentado de importância Pelo lado da demanda da empresa, aceita-se que até 25% dos custos totais recaem sobre a cadeia de distribuição que distribui os bens e serviços aos clientes. Esse fluxo de materiais e informações que flui através da empresa, desde a atividade de compras, passando pela produção e indo até os clientes, mediante uma atividade de distribuição ou serviço de entrega, é a rede ou cadeia de suprimentos imediata. (SLACK et al., p. 304). Uma cadeia de suprimentos como um todo pode ser vista como o fluxo de água num rio: organizações localizadas mais perto da fonte da original do suprimento são descritas como estando à jusante, enquanto aquelas localizadas mais próximas dos clientes finais estão à montante (entretanto, o fato de uma empresa ser considerada como estando à jusante ou à montante depende da exata posição de sua unidade produtiva dentro do fluxo). (SLACK et al., p. 307). A gestão da cadeia de suprimentos apresenta-se no atual ambiente de negócios como uma ferramenta que permite ligar o mercado, a rede de distribuição, o processo de produção e a atividade de compra de tal modo que os consumidores tenham um alto nível de serviço ao menor custo total, simplificando assim o complexo processo de negócios e ganhando eficiência. (Balllou et al., 2000; Chistopher, 2001; Bowersox e Closs, 2001) citados por (COSTA, RODRIGUEZ e LADEIRA, 2005, p. 1) A cadeia de suprimento pode ser considerada como uma rede na organização, onde estão envolvidos vários processos e também atividades, com objetivo o fornecimento de produtos e serviços e a finalidade de ligar o mercado, distribuição, processo de produção, atividade de compra e os consumidores, cada vez mais com uma variedade de serviços de alto nível e menor custo, simplificando o complexo processo de negócios e ganhando mais eficiência de forma a satisfazer os clientes. 2.5 QUALIDADE A ASQ 2010 (American Society for Quality Sociedade Americana para a Qualidade) define Qualidade como Um termo subjetivo, para o qual cada pessoa, ou setor, tem a sua própria definição. Em sua utilização técnica, a qualidade pode ter dois significados: 1 As características de um produto ou serviço, que dão suporte (ou sustentação), à sua habilidade em satisfazer requisitos especificados ou necessidades implícitas e; 2 Um produto ou serviço livre de deficiências. Com a contribuição de autores como Juran, Deming e Feigenbaun, a partir da década de 50, o conceito de qualidade foi ampliado de perfeição técnica em projeto e fabricação para adequação do produto ao uso, a partir da perspectiva do mercado, incluindo outros atributos, mais amplos e não necessariamente com ênfase em desempenho técnico superior. (CARPINETTI, 2010, p.1). O verdadeiro critério da boa qualidade é a referência do consumidor. É isso que garantirá a sobrevivência da empresa: a preferência do consumidor pelo seu produto em relação ao seu concorrente, hoje e no futuro. (CAMPOS, P.2).... alguns conceitos da qualidade bem aceitos (e corretos), sempre envolvendo a figura do cliente, como os seguintes:

6 Qualidade é a condição necessária de aptidão para o fim a que se destina (EOQC Organização Européia de Controle da Qualidade, 1972). Qualidade é adequação ao uso (Juran e Gryna, 1991). Qualidade é o grau de ajuste de um produto à demanda que pretende satisfazer (Jenkins, 1971) Nesses conceitos, há várias indicações de ações para Gestão de Qualidade. (PALADINI, P. 31). Qualidade então é simplesmente o atendimento das exigências dos clientes e isso tem sido expresso de muitas maneiras por outros autores: adequação á finalidade ou uso Juram. a totalidade dos aspectos e características de um produto ou serviço, importantes para que ele possa satisfazer ás necessidades exigidas ou implícitas BS- 4778,1987 (ISSO 8404,1986) Vocabulário da Qualidade: Parte I Termos Internacionais. a qualidade deve ter como objetivo as necessidades do usuário, presente e futuras - Deming. o total das características de um produto e de um serviço referentes a marketing, engenharia, manufatura e manutenção, pelas quais o produto ou serviço, quando em uso, atenderá ás expectativas do cliente Feigenbaum. conformidade com as exigências - Crosby. (OAKLAND, 1994, p.15). Qualidade é uma das variabilidades do serviço, e que faz parte das características esperadas dos produtos. Qualidade é um conceito subjetivo que depende diretamente de fatores individuais e está relacionado às percepções de cada indivíduo em qualquer situação, depende sempre de alguns fatores, que se alterados, podem modificar a nossa percepção da qualidade. Diversos fatores como cultura, modelos mentais, tipo de produto ou serviço prestado, necessidades e expectativas influenciam diretamente nesta definição. 2.6 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL Juran conceituou a GQT como o sistema de atividades dirigidos para se atingir clientes satisfeitos (delighted) empregados com responsabilidade e autoridade (empowered), maior faturamento menor custo. Já o Departamento de Defesa dos EUA conceituou a GQT como atividades de melhoria continua envolvendo todos em uma organização em um esforço totalmente integrado na direção da melhoria do desempenho em cada nível da organização. Esta melhoria de desempenho é direcionada para satisfazer objetivos como qualidade, custo, prazo, missão e objetivos. [...] Essas atividades são focadas no aumento da satisfação do cliente / usuário. (CARPINETTI, P.23). O conceito básico a ser adotado será o apresentado pela NBR ISO 9000, que define qualidade como grau no qual um conjunto de características inerentes satisfaz a requisitos (Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2000:7). A partir dessa definição, pode-se resumir gestão da qualidade, portanto, como a forma de gestão de uma organização, definida pela alta direção, tendo como base as necessidades dos seus clientes, baseada na identificação de requisitos de qualidade do produto ou serviço, no estabelecimento de um planejamento para que esse padrão seja atingido e na constante busca pela melhoria, em todos os seus aspectos, visando à satisfação dos clientes e a eficácia da organização. (VALLS, P.173)

7 Na prática Qualidade Total é uma técnica administrativa formada por um conjunto de Programas, Ferramentas e Métodos, aplicados de planejamento de objetivos, controle do processo e melhoria contínua, para obter bens e serviços de melhor qualidade e custos reduzidos, objetivando atender as exigências e a satisfação dos clientes e a eficácia da organização. 2.7 CERTIFICAÇÃO A certificação envolve um processo longo (1 a 2 anos), que, para ser levado a bom termo, necessita desenvolvimento de toda a organização na questão. A certificação é importante porque facilita a comercialização dos produtos na comunidade européia e em outros países. O certificado pode servir como uma referencia entre empresas e cliente potenciais, especialmente quando o fornecedor é novo para o cliente, ou distante geograficamente. (MARTINS e LAUGENI, 2005, p. 513). A certificação dos Sistemas de Gestão atesta a conformidade do modelo de gestão de fabricantes e prestadores de serviço em relação a requisitos normativos. Os sistemas clássicos na certificação de gestão são os de gestão de qualidade, baseado nas normas NBR ISO 9001 e os sistemas de gestão ambiental, conforme as normas NBR ISO (INMETRO, 2010) Podemos interpretar certificação como sendo a avaliação de um processo, seguindo algumas normas e critérios, no intuito de verificar o cumprimento dos requisitos solicitados, e ao final emite um certificado que atesta a capacidade da empresa em fabricar produtos e realizar serviços que atendem as normas solicitadas, transmitindo a certeza de uma marca de conformidade, que será associada a imagem da instituição. 2.8 ISO Como "International Organization for Standardization" teria diferentes siglas em diferentes idiomas ("IOS" em Inglês, "OIN" em francês para a Organização Internacional de Normalização), seus fundadores decidiram dar-lhe também um nome curto, para todos os fins. Eles escolheram o "ISO", derivado do grego isos, que significa "igual". Seja qual for o país, seja qual for a língua, a forma abreviada do nome da organização é sempre ISO.. (INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, 2010, tradução nossa). A ISO, cuja sigla significa International Organization for Standardization, é uma entidade não governamental criada em 1947 com sede em Genebra - Suiça. O seu objetivo é promover, no mundo, o desenvolvimento da normalização e atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. (ISRAELIAN et al., 1996) ISO é uma sigla que representa um instituto internacional não governamental a International Organization for Standardization", que está presente em vários países e tem o objetivo de desenvolver normas a atividades para padronização de processos, que representem e traduzam o consenso dos diferentes países do mundo. 2.9 ISO 9001:2008 Modo de gestão de um organismo centrado na qualidade, baseado na participação de todos os seus membros e que visa ao sucesso a longo prazo pela satisfação do cliente, e vantagens para todos os membros dos organismo e para sociedade. (WEILL, 2005, p. 12).

8 Estabelece um conjunto de atividades interdependentes, que interagem formando um sistema de atividades (requisitos) de gestão da qualidade, com o objetivo comum de gerenciar o atendimento dos requisitos dos clientes na realização do produto e entrega de pedidos. (CARPINETTI, P. 51). A ABNT NBR ISO 9001 especifica requisitos para um sistema de gestão da qualidade que podem ser usados pelas organizações para aplicação interna, para certificação ou para fins contratuais. Ela está focada na eficácia do sistema de gestão da qualidade em atender aos requisitos dos clientes. (NORMA BRASILEIRA ABNT NBR ISO9001, 2008, p. viii) A ABNT NBR ISO 9001 é a versão brasileira da norma internacional ISO 9001 que estabelece requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) de uma organização, não significando, necessariamente, conformidade de produto às suas respectivas especificações. (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMA TÉCNICAS/CB-25, 2008, p. 1) A ISO 9001:2008 é uma norma da série ISO 9000 que especifica requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade, tem o objetivo de estabelecer normas de padronização e controle de processos que venha a garantir que a empresa trabalha em conformidade com os padrões de qualidade, leis e regulamentos aplicáveis. Conquistando a confiança do mercado para o fato que a empresa fornece produtos e ou serviços capazes de atender as necessidades e expectativas dos clientes. 3. ESTUDO DE CASO Para comprovarmos a importância da implantação de um Sistema de Qualidade, faremos um estudo na fábrica de dutos X em Pernambuco, que implantou o sistema em suas instalações. A Fábrica X é uma empresa de engenharia, especializada em obras de sistema de climatização para fins de conforto e processos, em hotéis, indústrias, etc. Sua fábrica é pioneira no Nordeste na produção de dutos ovais e circulares, conformados a frio. Produz toda a sua linha para condução de ar em aço galvanizado ou alumínio. Os dutos, tanto ovais, redondos e convencionais hoje são produzidos por processo contínuo não poluente, garantindo alta qualidade, exatidão nas medidas, economia e rapidez na execução. Além dos dutos, são fabricados acessórios como: perfis, cantos e garras para flangeamento de dutos do sistema TDC. Porém, até 2008, a produção não era diversificada, e nem controlada efetivamente segundo os rigorosos ditames de um Sistema de Qualidade aplicado aos processos de fabricação. Contudo, existiam dificuldades que aumentavam os custos de fabricação do produto, problemas como desperdício de material na fabricação, falta de peças no conjunto enviado a obra, peças defeituosas ou com qualidade de acabamento reprovada, problemas no lay out da fábrica que causava atrasos no processo, acúmulo de entulho e material sem utilidade. A partir da implantação do sistema de qualidade a empresa passou a utilizar várias ferramentas de qualidade oriundas do modelo japonês de produção, passando a trabalhar com as técnicas de produção Just in Time, 5S e Kanban, mapeou otimizou e documentou seus processos, implantou o PDCA de melhoria contínua de qualidade. 3.1 PROGRAMA 5S

9 Etapa inicial e base para implantação da Qualidade Total, o Programa 5S é formado por cinco passos e seu nome é devido cada passo ser iniciado pela letra S das 5 palavras japonesas: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. O programa 5S tem como objetivo mobilizar, motivar e conscientizar toda a empresa para a Qualidade Total, através da organização e da disciplina no local de trabalho. Significado das Palavras: Seiri - SENSO DESCARTE: Separar o útil e descarta o desnecessário. Seiton - SENSO ARRUMAÇÃO: Ordenar o útil em seu devido lugar. Seiso - SENSO LIMPEZA: Limpar e cuidar do ambiente de trabalho. Seiketsu - SENSO SAÚDE: Não permita quea sujeira entre. Shitsuke - SENSO DISCIPLINA: Manutenção, rotinizar e padronizar a aplicação dos "S" anteriores. O resultado da implantação do programa de 5S foi uma transformação no layout da fábrica e o descarte de todo entulho, bem como a organização e otimização dos espaços. Alocou-se cada atividade de produção em centros específicos de produção. Homens, máquinas e materiais começaram a ser agrupados em centros de trabalho que promoviam agilidade de produção e escoamento contínuo de peças do almoxarifado. Práticas como essa são altamente benéficas no meio industrial, uma vez que pessoas e máquinas convivem com uma série de materiais, componentes e processos que precisam estar alinhados com a filosofia de produção da empresa, sendo esta voltada para a qualidade e produtividade, sem excessos e com promoção da qualidade de vida no trabalho. 3.2 FLUXOGRAMA DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO Representação gráfica da rotina de um processo de produção através de símbolos padronizados. Permite o mapeamento individualizado de cada etapa e, quando necessário, o estudo e racionalização de tempos e movimentos do processo. Os diagramas de fluxo de processos permitem detalhar mais o projeto e sua avaliação. (SLACK et al., p. 307). Foi realizado um mapeamento do processo de fabricação dos Dutos e o resultado foi um fluxograma que mostrou um processo sem nenhuma forma de controle ou verificação de variabilidade ou falha nos produtos conforme mostra a Figura 1.0, o que resultava em muito desperdício. Após uma análise do processo existente e a descoberta de todas suas falhas, foi elaborado um novo fluxograma de processo de acordo com as necessidades de controle verificadas Figura 2.0.

10 Figura 1.0 Fluxograma de processo de fabricação de dutos antes da implantação do TQM Início 1 Oportunidade de negócio Licitação Prospecção Orçamento 1 Não Contrato efetivado? Sim Fornecedores Pedido de compra Compra de materiais e qualificação de fornecedores 2 Planejamento do processo de fabricação Fabricação Entrega do produto Recebimento de materiais Recebimento e armazenagem de materiais Fim 2 Fonte: Elaborado pelos autores com base em observação Direta na Fábrica X (2010)

11 Figura 2.0 Fluxograma de processo de fabricação de dutos depois da implantação do TQM Início 1 Oportunidade de negócio Licitação Prospecção Orçamento 1 Não Contrato efetivado? 3 Sim Planejamento do processo de fabricação Fornecedores Compra de materiais e qualificação de fornecedores Pedido de compra Não Ferramental Próprio? Manual de Descrição de Cargos Recebimento de materiais Sim Treinamento Registro de inspeção Inspeção de Materiais Análise e disposição de produto não conforme Não Recebimento conforme? Sim Recebimento e armazenagem de materiais Controle de medições Ordem de Fabricação Fabricação Controle de produto fornecido pelo cliente Procedimento operacional Inspeção de tarefas e sua situação Registro de inspeção Identificação e rastreabilidade Inspeção OK? Sim Não Análise e disposição de produto não conforme Relatório de Ação Corretiva 2 Fonte: Elaborado pelos autores com base em observação Direta na Fábrica X (2010)

12 2 Check-list de Inspeção Final Inspeção final para entrega do produto ao cliente Inspeção OK? Não Análise e disposição para produto não conforme Relatório de melhoria Sim Entrega do produto Satisfação do cliente 3 Retroalimentação Fonte: Elaborado pelos autores com base em observação Direta na Fábrica X (2010) 3.3 ESTRUTURA DOCUMENTAL O Sistema da Qualidade da empresa, além de outros recursos, apóia-se num conjunto de documentos normativos padronizados e documentados envolvendo neste nível: Manual da Qualidade (MQ): é o documento que estabelece o Sistema de Gestão da Qualidade da empresa; Procedimento Sistêmico (PS): é o documento que descreve as atividades dos departamentos e/ou setores da empresa envolvidos nos processos necessários para implantar os elementos do sistema da qualidade; Registros da Qualidade: parte da documentação que fornece evidência objetiva de atividades realizadas ou resultados obtidos; Procedimento Operacional (PO): é o documento que descreve as rotinas de execução dos serviços controlados, ou seja, aqueles que interferem na qualidade do produto final; Catálogo de Material (CM): é o documento que descreve as condições de aquisição, recebimento, armazenamento e manuseio dos materiais controlados; Catálogo de Equipamento de Inspeção (CEI): é o documento que determina os equipamentos necessários à inspeção dos materiais, processos e produtos, e suas formas de calibração e/ou verificação; Manual de Descrição de Cargos (MDC): é o documento que determina as competências exigidas para os cargos e funções definidos pela empresa; Documentos de Origem Externa (Normas, Códigos, Requisitos Legais etc.).

13 Figura 3.0 Mostra a estrutura da documentação de qualidade MQ PS PO / CM / CEI / MDC REGISTRO Fonte: Elaborado pelos autores com base em observação Direta na Fábrica X (2010) Procedimentos aplicáveis São os seguintes os Procedimentos Sistêmicos: IDENTIFICAÇÃO PS. 01 PS. 02 PS. 03 PS. 04 PS. 05 PS. 06 PS. 07 PS. 08 PS. 09 PS. 10 PS. 11 DESCRIÇÃO Controle de documentos e registros da qualidade Recrutamento e Seleção Treinamento e Desenvolvimento de Pessoal Processos relacionados a Clientes Aquisição de material, Qualificação e Avaliação de Fornecedores Recebimento, Inspeção, Manuseio e Armazenamento de materiais Identificação e rastreabilidade Controle de Dispositivos de Medição e Monitoramento Auditoria Interna Controle de Produto Não - Conforme, de Ações Corretivas, Preventivas e de Melhorias Análise Crítica pela Direção Dessa forma a empresa padronizou, documentou e possibilitou o controle de seus processos, permitindo assim que o trabalho fosse realizado de forma mais eficaz e diminuindo a possibilidade de erro e não conformidade. E o manual da Qualidade permite que todos os funcionários tenham uma fonte de consulta sobre como proceder em relação à Política de Qualidade da empresa.

14 3.4 CONTROLE JUST IN TIME A empresa passou a utilizar o método Just in Time, que visa à produção exatamente no momento necessário, para evitar estoque, entregando os produtos no prazo solicitado pelo cliente. Um acordo com os fornecedores principais possibilitou a utilização deste método, pois quando o suprimento de matéria prima (chapa de aço galvanizada, chapa inox e chapa de alumínio) está na quantidade limite o fornecedor é imediatamente avisado e a entrega é efetuada na quantidade desejada para a produção acontecer em ritmo normal. O Just in Time (JIT) é uma abordagem disciplinada, que visa aprimorar a produtividade global e eliminar os desperdícios. Ele possibilita a produção eficaz em termos de custo, assim como o fornecimento apenas da quantidade necessária de componentes, na quantidade correta, no momento e local corretos utilizando o mínimo de instalações, equipamentos, materiais e recursos humanos. (SLACK et al., 2009, p. 355). 3.5 CONTROLE KANBAN O controle Kanban é utilizado na empresa, pois a produção passou a ser puxada, uma etapa da fabricação puxa o produto semi-acabado da etapa anterior, possibilitando o Just in time ocorrer em seu fluxo normal, haja vista processo semi automatizados ou manuais manipularem a informação de demanda de um centro de trabalho a outro dentro da fábrica. Esse sistema tem promovido ganhos significativos, uma vez que O controle kanban é um método de operacionalizar o sistema de planejamento e controle puxado. Kanban é a palavra japonesa para cartão ou sinal (SLACK et al., 2009, p. 368). 3.6 PDCA O método mais genérico de processo de melhoria contínua é o PDCA, ou ciclo Deming. (CARPINETTI, P.14). Método de melhoria contínua PDAC consiste em quatro etapas: Planejamento (PLAN) - Etapa de identificar o problema, pesquisar suas causas e planejamento das soluções, definindo metas e os métodos pelos quais estas serão atingidas. Execução (DO) - Etapa de treinamento do método para executado, execução do plano e coleta de dados para verificação do processo. Verificação (CHECK) - Etapa que verifica se o plano está sendo executados de acordo com o planejado e compara se os resultados estão de acordo com a meta. Ação Corretiva (ACTION) - Etapa que atua sobre os desvios verificados na etapa anterior, atua para corrigi-los e se necessário reiniciar o ciclo PDCA. Com a política e os objetivos da qualidade, os resultados de auditorias, a análise de dados, as ações corretivas e preventivas e a análise crítica da administração a Fábrica X utiliza o PDCA como processo para melhoria contínua. São mantidos procedimentos documentados, e há um esforço contínuo por parte da gestão e colaboradores envolvidos, em interpretá-los, de acordo com os manuais e procedimentos elucidados anteriormente, para análise crítica de não-conformidades e implementação de ações corretivas e preventivas. Para identificação de problemas ocorridos em qualquer etapa da produção para se achar uma solução adequada é usado uma ferramenta de qualidade chamada de PDCA. É reunida toda a equipe de produção envolvida na determinada não conformidade faz-se um

15 estudo com analise da causa raiz e soluções encontrada e aprovada por todos componentes da equipe. Segue abaixo a estrutura do PDCA utilizado na Fábrica X: Figura 4.0 exemplo do PDCA utilizado na empresa Fonte: Elaborado pelos autores com nos Manuais na Fábrica X (2010) Ação Preventiva As ações Preventivas tomadas pela Fábrica X são apropriadas ao impacto dos problemas, visando eliminar as causas de não-conformidades potenciais para prevenir sua ocorrência conforme definido no PS.09 - Controle de Produto Não - Conforme, de Ações Corretivas, Preventivas e de Melhorias. Ação Corretiva As ações corretivas tomadas pela Fábrica X, são apropriadas ao impacto dos problemas encontrados nos processos, visando eliminar a causa das não-conformidades de forma a prevenir sua repetição conforme definido no PS.09 - Controle de Produto Não - Conforme, de Ações Corretivas, Preventivas e de Melhorias. Desta forma a Fábrica X consegue, atualmente, com a implantação do sistema de Gestão da Qualidade evidenciar de forma clara as ações para melhoria contínua, identificar, resolver e eliminar problemas de não conformidade em seus produtos, melhorando os processos a cada dia. Evitando que peças não conforme cheguem ao cliente, obtendo confiabilidade de seus produtos perante o mercado. Depois de efetuadas todas as adequações, foi alcançado um ganho econômico ainda maior que o previsto, já que a produção media da empresa aumentou consideravelmente, o desperdício e índice de retrabalho diminuiu proporcionalmente com uma alta confiabilidade na qualidade do produto final.

16 Figura 5.0 Comparativo mensal de produção Fonte: Elaborado pelos autores com nos Manuais na Fábrica X (2010) De acordo com a planilha acima, nota-se nitidamente a evolução da produção, mesmo apresentando altos e baixo devido à demanda da produção e o período de implantação dos procedimentos de qualidade. A média geral do ano de 2008 foi de ,70 kg e a de 2007 foi de ,00 o que dá uma diferença de 4.624,71kg a uma custo médio de R$ 7,00, gerando um faturamento de aproximadamente R$ ,00. Analisando ainda a tabela a Fábrica X teve uma diminuição no desperdício de 3% em relação à média anual de 2007, ou seja, uma economia em torno de R$ 5.600,00. Comparando a produtividade de kg por dia a um acréscimo produtivo ao redor de 600 kg por dia no último mês deste trabalho, em agosto. Analisando alguns pontos de melhoria que poderiam ser implantados pela empresa, entendemos que a Fábrica X deveria utilizar, como sugestão e em complementação ao Sistema de Gestão adotado, a ferramenta Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) que é a extensão da prática de controle da qualidade e é formado por um pequeno grupo entre 3 e 7 funcionários que se unem para conduzir atividades de controle dentro da sua área da empresa, propondo melhorias e alterações nos procedimentos e em qualquer área da empresa. Essas idéias poderiam ser recompensadas com prêmios, conforme ocorre em grandes organizações. A implantação dessa ferramenta estimularia a criatividade, motivaria e criaria uma sensação de valorização do colaborador. A valorização do colaborador está intimamente ligada a produtividade devido ao fato do mesmo, quando motivado, capacitado e reconhecido na organização, pode ser diferencial e ferramenta para competitividade no mercado. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Administrar para a competitividade e ter bons retornos é um desafio que se torna cada dia mais complexo, principalmente quando se trabalha os aspectos da produção, que cria bens destinados a clientes em massa ou específicos, na quantidade exigida e com as preferências que desejam, pois o mercado está mais exigente o que obriga as empresas a buscarem técnicas e ferramentas para o desenvolvimento da organização. Os sistemas de qualidade são um conjunto de técnicas e procedimentos administrativos definidos pela alta direção, composta por ferramentas que tem o objetivo de auxiliar no planejamento dos objetivos de qualidade tendo como base as necessidades do cliente.

17 Apresentamos neste artigo o caso de uma empresa que implantou o Sistema de Qualidade em seus processos, mudou a cultura organizacional da empresa e seu modo de administrar passando a se preocupar com qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes. A introdução do sistema 5S transformou o layout da fábrica, reorganizando os espaços, eliminando entulhos, limpando e deixando a empresa pronta para iniciar o próximo passo, que foi um mapeamento de processos que identificou que o processo de fabricação era completamente falho e sem nenhum tipo de controle ou verificação de falhas. Essas descobertas levaram a elaboração de um novo processo com todo controle e verificações necessários a eliminar falhas e não conformidades. O Controle Just in Time foi implantado na fábrica, fabricando apenas conforme a demanda, eliminando estoque e depósito de matériaprima. Combinado com o controle Kanban de produção puxada completa o controle físico implantado na fábrica. Foram criados documentos de controle normativos e padronizados que garantem o controle de todos os processos da empresa não apenas de fabricação. A última etapa foi a implantação do método PDCA de melhoria contínua, que atua sobre os desvios verificados nas etapas anteriores, atua para corrigi-los e se necessário reiniciar o ciclo de Planejamento, Execução do Plano, Verificação do desempenho do plano, e Ação de corrigir ou reiniciar o plano. A implantação de todas essas ferramentas de Qualidade proporcionou transformação no seu modo de produção, padronizou dos processos, melhorando a qualidade dos produtos e a eficácia dos processos, diminuindo os desperdícios e aumentou a produtividade. O que resultou em uma melhora no desempenho de toda empresa, inclusive aumentando a competitividade em relação aos concorrentes. Pois o Sistema de Qualidade é um diferencial competitivo que proporciona a satisfação dos clientes que é o objetivo de toda a empresa. 5.REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS/CB-25, O que significa a ABNT NBR ISO 9001 para quem compra? Disponível em <http://www.inmetro.gov.br /qualidade/cb25docorient.pdf> Acessado em 23/10/2010 CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: Controle da Qualidade Total. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Engenharia da UFMG, 1992 (Rio de Janeiro: Bloch Ed.) CARPINETTI, Luiz Cesar Ribeiro. Gestão da Qualidade, Conceitos e Técnicas. São Paulo: Atlas S.A., CHIAVENATO, Idalberto, Introdução à teoria geral da administração. Rio de Janeiro: Elsevier: COSTA, Jaciane Cristina; RODRIGUEZ, Jorgelina Beltrán; LADEIRA, Wagner Junior. A Gestão da cadeia de suprimento: teoria e prática. XXV Encontro Nacional de Engenharia de Produção Porto Alegre, RS, Brasil, 29 de out a 01 de Nov de Disponível em <http://hermes.ucs.br/carvi/cent/dpei/odgracio/ensino/gestao%20estrategica%20custos%20 Unisc%202005/Artigos/Artigos%20ENEGEP%202005/A%20gest%E3o%20da%20cadeia%2 0de%20suprimentos%20-%20teoria%20e%20pr%E1tica.pdf> Acessado em 23/10/2010 DA SILVA, Geoval Jacinto e RIBEIRO, Otoniel Luciano. Gestão e serviço: administração nas organizações religiosas sem fins lucrativos Disponível em

18 <https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ca/article/viewfile/1599/1862> Acessado em 23/10/2010 GUEDES, Ronaldo. Administração da Produção. [S.l.]: Administradores o portal da administração, Disponível em <http://www.administradores.com.br/informee/artigos/administracao-da-producao/25634/>. Acessado em 07/11/2010 INMETRO. Certificação de Produtos e Serviços. Disponível em <http://www.inmetro.gov.br/qualidade/certificacao.asp > Acessado em 15/11/2010 INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. Discover ISO. Disponível em <http://www.iso.org/iso/about/discover-iso_isos-name.htm> Acessado em 30/10/2010 ISRAELIAN, Eliane; BECKER, Karin Suzana, SEIXAS, Maria de Lourdes S. A. e ROPKE, Sascha. Uma Introdução às Normas da Série ISO Disponível em <http://allchemy.iq.usp.br/sedimentando/iso.htm> Acessado em 29/10/2010 MARTINS, Petrônio Garcia; LAUGENI, PIERO, Fernando. Administração da Produção. São Paulo: Saraiva, NORMA BRASILEIRA, ABNT NBR ISO9001. Segunda edição Válida a partir de, OAKLAND, John. Gerenciamento da qualidade total. São Paulo: Nobel, PALADINI, Edson Pacheco. Gestão de Qualidade: Teoria e Prática. 2. ed.. São Paulo: Atlas, QUALIDADE.ENG.BR. QUALIDADE - CONCEITO E DEFINIÇÃO. Disponível em <http://www.qualidade.eng.br/artigos_qualidade_conceito.htm > Acessado em 23/10/2010 SLACK, Nigel; CHAMBERS, Stuart; HARLAND, Christine, HARRISON, Alan; JOHNSTON, Robert. Administração da Produção (Edição Compacta). São Paulo: Atlas S.A., SASHKIN, Marshall e KISER, Kenneth J., Gestão da Qualidade Total, Na Prática. Rio de Janeiro: Campus, VALLS, Valéria Martin. O enfoque por processos da NBR ISO 9001 e sua aplicação nos serviços de informação*. São Paulo: Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a18v33n2.pdf>. Acessado em 15/11/2010 WEILL, Michel, Gestão da Qualidade. São Paulo: Loyola, 2005.

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade

FTAD. Formação Técnica em Administração de Empresas. Gestão da Qualidade FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Gestão da Qualidade Aula 5 O PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO Objetivo: Compreender os requisitos para obtenção de Certificados no Sistema Brasileiro de Certificação

Leia mais

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009.

INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. INTRODUÇÃO E CAPÍTULO 1 (parcial) CARPINETTI, L.C.R., MIGUEL, P.A.C., GEROLAMO, M.C., Gestão da Qualidade: ISO 9001:2000, São Paulo, Atlas, 2009. Introdução Segundo as informações disponíveis no site do

Leia mais

TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008. Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov.

TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008. Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov. TREINAMENTO ITAIM INTERPRETAÇÃO DA NORMA NBR ABNT ISO 9001:2008 Maria das Graças Ferreira mgferreira@prefeitura.sp.gov.br 11 3104-0988 Este treinamento tem por objetivo capacitar os participantes para

Leia mais

ISO NAS PRAÇAS. Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade. Julho/2011

ISO NAS PRAÇAS. Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade. Julho/2011 Oficina ISO 9001-2008 Formulação da Política da Qualidade Julho/2011 GESPÚBLICA Perfil do Facilitador Servidor de carreira que tenha credibilidade Bom relacionamento interpessoal Acesso a alta administração

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL. ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL. ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS CURSO DE ENGENHARIA CIVIL ENG-1530 Administração e Finanças para Engenharia Professor: Luis Guilherme Gestão de Qualidade Alunos: Bruna Bastos Bruno Avelar Giacomini

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: UM PLANEJAMENTO INDISPENSÁVEL

ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: UM PLANEJAMENTO INDISPENSÁVEL ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: UM PLANEJAMENTO INDISPENSÁVEL DUMAS, Ana Carolina¹ Guirado CALDAMONE,Camila¹ Guerino FRANCO, Nathália¹ Ribeiro; Acadêmicos do curso de Administração da Faculdade de Ciências

Leia mais

Treinamento Gestão da Qualidade - Cartilha

Treinamento Gestão da Qualidade - Cartilha Treinamento Gestão da Qualidade - Cartilha Apresentação A AGM está se estruturando nos princípios da Qualidade Total e nos requisitos da Norma NBR ISO 9001:2000, implantando em nossas operações o SGQ Sistema

Leia mais

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000)

MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) MÓDULO 14 Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9000) Ao longo do tempo as organizações sempre buscaram, ainda que empiricamente, caminhos para sua sobrevivência, manutenção e crescimento no mercado competitivo.

Leia mais

Análise da Utilização de Conceitos de Produção Enxuta em uma Pequena Empresa do Setor Metal Mecânico

Análise da Utilização de Conceitos de Produção Enxuta em uma Pequena Empresa do Setor Metal Mecânico Análise da Utilização de Conceitos de Produção Enxuta em uma Pequena Empresa do Setor Metal Mecânico Matheus Castro de Carvalho (matheus_c_carvalho@hotmail.com / CESUPA) Resumo: A aplicação dos conceitos

Leia mais

NBR ISO 9001:2008. Prof. Marcos Moreira

NBR ISO 9001:2008. Prof. Marcos Moreira NBR ISO 9001:2008 Sistema de Gestão da Qualidade Prof. Marcos Moreira História International Organization for Standardization fundada em 1947, em Genebra, e hoje presente em cerca de 157 países. Início

Leia mais

NORMA NBR ISO 9001:2008

NORMA NBR ISO 9001:2008 NORMA NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema

Leia mais

livros indicados e / ou recomendados

livros indicados e / ou recomendados Material complementar. Não substitui os livros indicados e / ou recomendados Prof. Jorge Luiz - 203 Pág. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE - SGQ Sistema de Gestão da Qualidade SGQ é a estrutura a ser criada

Leia mais

QUALIDADE: NÃO MAIS UM DIFERENCIAL, E SIM UMA SOBREVIVÊNCIA PARA AS INSTITUIÇÕES

QUALIDADE: NÃO MAIS UM DIFERENCIAL, E SIM UMA SOBREVIVÊNCIA PARA AS INSTITUIÇÕES UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ CENTRO DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MBA EM GESTÃO DA QUALIDADE ELISANGELA ELIAS FERNANDES QUALIDADE: NÃO MAIS UM DIFERENCIAL, E SIM UMA SOBREVIVÊNCIA PARA

Leia mais

ABNT NBR ISO 9001:2008

ABNT NBR ISO 9001:2008 ABNT NBR ISO 9001:2008 Introdução 0.1 Generalidades Convém que a adoção de um sistema de gestão da qualidade seja uma decisão estratégica de uma organização. O projeto e a implementação de um sistema de

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE MQ 01 Rev. 07 MANUAL DA QUALIDADE

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE MQ 01 Rev. 07 MANUAL DA QUALIDADE Rev. Data. Modificações 01 14/09/2007 Manual Inicial 02 12/06/2009 Revisão Geral do Sistema de Gestão da Qualidade 03 22/10/2009 Inclusão de documento de referência no item 8. Satisfação de cliente, Alteração

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO

A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO A IMPORTÂNCIA DO TESTE DE SOFTWARE PARA A QUALIDADE DO PROJETO Autora: LUCIANA DE BARROS ARAÚJO 1 Professor Orientador: LUIZ CLAUDIO DE F. PIMENTA 2 RESUMO O mercado atual está cada vez mais exigente com

Leia mais

Modelo da Série NBR ISO 9000

Modelo da Série NBR ISO 9000 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CEAP CURSO DE ADMINISTAÇÃO Prof a : NAZARÉ DA SILVA DIAS FERRÃO GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL Modelo da Série NBR ISO 9000 Origem da Norma para Sistemas da Qualidade ISO

Leia mais

APRESENTAÇÃO INICIAL. Empresa: IMAGO Norma: ISO 9001:2008

APRESENTAÇÃO INICIAL. Empresa: IMAGO Norma: ISO 9001:2008 APRESENTAÇÃO INICIAL Empresa: IMAGO Norma: ISO 9001:2008 IMAGO Consultoria M.E Colaborou com a certificação de empresas em diversas áreas: Metalúrgica Têxtil Médica Educação Terceirização de mão de obra

Leia mais

TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL

TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL TQC- CONTROLE DE QUALIDADE TOTAL OLIVEIRA,Ana Paula de¹ OLIVEIRA,Dirce Benedita de¹ NERY,Miriã Barbosa¹ SILVA, Thiago² Ferreira da² RESUMO O texto fala sobre o controle da qualidade total, como ela iniciou

Leia mais

ISO 9000 para produção de SOFTWARE

ISO 9000 para produção de SOFTWARE ISO 9000 para produção de SOFTWARE A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral, qualquer que seja o seu tipo ou

Leia mais

9001:2000 - EPS - UFSC)

9001:2000 - EPS - UFSC) Implantação de um sistema de gestão da qualidade conforme a norma ISO 9001:2000 numa pequena empresa de base tecnológica, estudo de caso: Solar Instrumentação, Monitoração e Controle Ltda. Gustavo Slongo

Leia mais

Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000

Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000 2 Visão Geral do Sistema da Qualidade ISO 9001: 2000 Para a gestão da qualidade na realização do produto a ISO 9001: 2000 estabelece requisitos de gestão que dependem da liderança da direção, do envolvimento

Leia mais

Surgimento da ISO 9000 Introdução ISO 9000 ISO 9001 serviços 1. ABNT NBR ISO 9000:2000 (já na versão 2005):

Surgimento da ISO 9000 Introdução ISO 9000 ISO 9001 serviços 1. ABNT NBR ISO 9000:2000 (já na versão 2005): Surgimento da ISO 9000 Com o final do conflito, em 1946 representantes de 25 países reuniram-se em Londres e decidiram criar uma nova organização internacional, com o objetivo de "facilitar a coordenação

Leia mais

Ferramentas da Qualidade: Uma visão Aplicada a Laboratórios de Ensaios Químicos

Ferramentas da Qualidade: Uma visão Aplicada a Laboratórios de Ensaios Químicos Ferramentas da Qualidade: Uma visão Aplicada a Laboratórios de Ensaios Químicos Resumo Com a globalização da economia e a formação de blocos econômicos, têm surgido barreiras técnicas e comerciais para

Leia mais

5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE

5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE 5 ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE 5.1 INTRODUÇÃO Todas as pessoas convivem sob a sombra da palavra qualidade. Não é para menos, a qualidade tornou-se alicerce fundamental para as organizações, onde ganhou destaque

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA AUMENTO DA PRODUTIVIDADE EM EMPRESA DO SEGMENTO METAL MECÂNICA.

SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA AUMENTO DA PRODUTIVIDADE EM EMPRESA DO SEGMENTO METAL MECÂNICA. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA AUMENTO DA PRODUTIVIDADE EM EMPRESA DO SEGMENTO METAL MECÂNICA. Elton Dias Paz Aluno de administração das Faculdades Integradas de Três Lagoas AEMS. Elton.paz@fibria.com.br

Leia mais

ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL

ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE EM UMA EMPRESA DE CONSULTORIA EM ENGENHARIA CIVIL ANA LAURA CANASSA BASSETO (UTFPR) alcanassa@hotmail.com Caroline Marqueti Sathler (UTFPR)

Leia mais

Curso e- Learning Sistema de Gestão da Qualidade NBR ISO 9001:2008

Curso e- Learning Sistema de Gestão da Qualidade NBR ISO 9001:2008 Curso e- Learning Sistema de Gestão da Qualidade NBR ISO 9001:2008 Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do

Leia mais

ESTRUTURA ISO 9.001:2008

ESTRUTURA ISO 9.001:2008 Sistema de Gestão Qualidade (SGQ) ESTRUTURA ISO 9.001:2008 Objetivos: Melhoria da norma existente; Melhoria do entendimento e facilidade de uso; Compatibilidade com a ISO 14001:2004; Foco Melhorar o entendimento

Leia mais

QUALIDADE II. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves 09/08/2012. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves

QUALIDADE II. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves 09/08/2012. Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves QUALIDADE II Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves Engenheiro Agrônomo CCA/UFSCar 1998 Mestre em Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente IE/UNICAMP 2001 Doutor

Leia mais

Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço

Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2000 em uma empresa prestadora de serviço Adriana Ferreira de Faria (Uniminas) affaria@uniminas.br Adriano Soares Correia (Uniminas) adriano@ep.uniminas.br

Leia mais

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com

Qualidade de Software. Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Qualidade de Software Prof. Natália Oliveira M.Sc queiroz.nati@gmail.com Ementa Conceitos sobre Qualidade Qualidade do Produto Qualidade do Processo Garantida da Qualidade X Controle da Qualidade Conceitos

Leia mais

INTERPRETAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO

INTERPRETAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO NBR ISO 9001:2008 INTERPRETAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO 8 Princípios para gestão da qualidade Foco no cliente Liderança Envolvimento das pessoas Abordagem de processos Abordagem sistêmica para a gestão Melhoria

Leia mais

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng.

Marcos Antonio Lima de Oliveira, MSc Quality Engineer ASQ/USA Diretor da ISOQUALITAS www.qualitas.eng.br qualitas@qualitas.eng. 01. O QUE SIGNIFICA A SIGLA ISO? É a federação mundial dos organismos de normalização, fundada em 1947 e contanto atualmente com 156 países membros. A ABNT é representante oficial da ISO no Brasil e participou

Leia mais

Tradução livre Uso Exclusivo em Treinamento

Tradução livre Uso Exclusivo em Treinamento Web Site: www.simplessolucoes.com.br N786-1 ISO CD 9001 Tradução livre Uso Exclusivo em Treinamento N786-1 ISO CD 9001 para treinamento - Rev0 SUMÁRIO Página Introdução 4 0.1 Generalidades 4 0.2 Abordagem

Leia mais

Capítulo 4: ISO 9001 e ISO 90003

Capítulo 4: ISO 9001 e ISO 90003 Capítulo 4: ISO 9001 e ISO 90003 Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Conceitos Básicos Capítulo 3: Qualidade de Produto (ISO9126) Capítulo 4: ISO9001 e ISO90003 Capítulo 5: CMMI Capítulo 6: PSP Capítulo

Leia mais

O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE

O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE O REFLEXO DA QUALIDADE PARA A PRODUTIVIDADE Fernanda Aparecida de SOUZA 1 RGM: 079195 Juliana Regina de ALMEIDA 1 RGM: 079247 Mary Ellen dos Santos MOREIRA 1 RGM: 079248 Renato Francisco Saldanha SILVA

Leia mais

AUTOR(ES): GISELE APARECIDA NEGREIRO ALVES, EVERTON NATAN BORGES DE SOUZA

AUTOR(ES): GISELE APARECIDA NEGREIRO ALVES, EVERTON NATAN BORGES DE SOUZA TÍTULO: INSPEÇÃO E RASTREABILIDADE CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA SUBÁREA: ENGENHARIAS INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO ANHANGUERA AUTOR(ES): GISELE APARECIDA NEGREIRO ALVES, EVERTON

Leia mais

Certificações ISO 9001 por Setor Econômico no Brasil

Certificações ISO 9001 por Setor Econômico no Brasil Certificações ISO 9001 por Setor Econômico no Brasil 9000 8000 8690 7000 6000 5000 4000 3000 4709 3948 2000 1000 29 4 0 Indústria Comércio e Serviços Agropecuária Código Nace Inválido TOTAL Fonte: Comitê

Leia mais

Normas Série ISO 9000

Normas Série ISO 9000 Normas Série ISO 9000 Ana Lucia S. Barbosa/UFRRJ Adaptado de Tony Tanaka Conteúdo Conceitos principais A série ISO9000:2000 ISO9000:2000 Sumário Princípios de Gestão da Qualidade ISO9001 - Requisitos Modelo

Leia mais

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade

Gestão da Qualidade. Evolução da Gestão da Qualidade Gestão da Qualidade Evolução da Gestão da Qualidade Grau de Incerteza Grau de complexidade Adm Científica Inspeção 100% CEQ Evolução da Gestão CEP CQ IA PQN PQN PQN TQM PQN MSC GEQ PQN PQN Negócio Sistema

Leia mais

GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL. Modelo da Série NBR ISO 9000

GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL. Modelo da Série NBR ISO 9000 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL Modelo da Série NBR ISO 9000 Modelo da Série NBR ISO 9000 A Garantia da Qualidade requer uma ação coordenada de todo sistema produtivo da empresa, do fornecedor de insumos de

Leia mais

Qualidade na empresa. Fundamentos de CEP. Gráfico por variáveis. Capacidade do processo. Gráficos por atributos. Inspeção de qualidade

Qualidade na empresa. Fundamentos de CEP. Gráfico por variáveis. Capacidade do processo. Gráficos por atributos. Inspeção de qualidade Roteiro da apresentação Controle de Qualidade 1 2 3 Lupércio França Bessegato UFMG Especialização em Estatística 4 5 Abril/2007 6 7 Conceito de Qualidade Não há uma única definição. Melhoria da Empresa

Leia mais

Revista Perspectiva em Educação, Gestão & Tecnologia, v.3, n.4, julho-dezembro/2013 QUALIDADE TOTAL

Revista Perspectiva em Educação, Gestão & Tecnologia, v.3, n.4, julho-dezembro/2013 QUALIDADE TOTAL QUALIDADE TOTAL Fabiana Neves Jussara Rodrigues Menezes Faculdade Paulo Setúbal Prof. Engo. Helder Boccaletti Faculdade Paulo Setúbal, Tatuí-SP/ Fatec Itapetininga Revista Perspectiva em Educação, Gestão

Leia mais

Cirius Quality. A Consultoria que mais cresce no Brasil. Av. José Bonifácio Nº 1076 - Diadema-SP.

Cirius Quality. A Consultoria que mais cresce no Brasil. Av. José Bonifácio Nº 1076 - Diadema-SP. CQ Consultoria Cirius Quality e Treinamento 1º Edição Interpretação da NBR ISO 9001:2008 Cirius Quality Av. José Bonifácio Nº 1076 - Diadema-SP. CEP: 09980-150 i www.ciriusquality.com.br e contato@ciriusquality.com.br

Leia mais

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA

Conceitos. Conceitos. Histórico. Histórico. Disciplina: Gestão de Qualidade ISSO FATEC - IPATINGA Disciplina: FATEC - IPATINGA Gestão de ISSO TQC - Controle da Total Vicente Falconi Campos ISO 9001 ISO 14001 OHSAS 18001 Prof.: Marcelo Gomes Franco Conceitos TQC - Total Quality Control Controle da Total

Leia mais

Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS

Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS PROVA DE EIXO - REGULAR CURSOS: ADMINISTRAÇÃO Disciplina: Gestão de Operações IV Duração: 1h30 90 minutos Professor: Número de questões: 20 Data: 12/06/2010 Nota: Aluno: RA: INSTRUÇÕES GERAIS 1. A prova

Leia mais

Modelo de Gestão KAIZEN e Sua Aplicação no Setor de Fertilizantes

Modelo de Gestão KAIZEN e Sua Aplicação no Setor de Fertilizantes Modelo de Gestão KAIZEN e Sua Aplicação no Setor de Fertilizantes ASSUNÇÃO, D. S. a ; MOURA, L. B. b ;MAMEDES, T. C. c ; SIMÕES, T. F. d a. Universidade Paulista, São Paulo, daviassuncao_logistic@hotmail.com

Leia mais

www.megacursos.com.br O QUE É ISO?

www.megacursos.com.br O QUE É ISO? 1 O QUE É ISO? ISO significa International Organization for Standardization (Organização Internacional de Normalização), seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, com

Leia mais

COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA

COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA COMO APURAR OS CUSTOS DA QUALIDADE DE FORMA A AUMENTAR A LUCRATIVIDADE DA EMPRESA Prof. Ms. Sidney E. Santana 1. Identificando os custos da qualidade Controlar a origem das receitas, produto da venda de

Leia mais

SISTEMA DE GESTÃO DE QUALIDADE ALESSANDRA TEDORO BARBARA LIMA GABRIELA SPOLAVORI LEANDRO MARTINIANO MARCUS LOURENÇO RICARDO

SISTEMA DE GESTÃO DE QUALIDADE ALESSANDRA TEDORO BARBARA LIMA GABRIELA SPOLAVORI LEANDRO MARTINIANO MARCUS LOURENÇO RICARDO SISTEMA DE GESTÃO DE QUALIDADE ALESSANDRA TEDORO BARBARA LIMA GABRIELA SPOLAVORI LEANDRO MARTINIANO MARCUS LOURENÇO RICARDO HISTÓRICO 1990 Mudanças no Pais e no Setor da Construção Civil - Abertura do

Leia mais

ISO 9001:2008 Roteiro prático para implantação

ISO 9001:2008 Roteiro prático para implantação ISO 9001:2008 Roteiro prático para implantação Marcel Menezes Fortes 1- Introdução: Em 28 de dezembro de 2008, a ABNT NBR ISO-9001:2008 entrou em vigor em substituição à Norma ABNT NBR ISO-9001:2000. Pretendemos

Leia mais

ISO 9000 ISO 9001:2008

ISO 9000 ISO 9001:2008 ISO 9001:2008 QUALIDADE II ISO 9000 A ISO 9000 - Qualidade é o nome genérico utilizado pela série de normas da família 9000 (ISO) que estabelece as diretrizes para implantação de Sistemas de Gestão da

Leia mais

Dairton Lopes Martins Filho 1

Dairton Lopes Martins Filho 1 UTILIZAÇÃO DOS CONCEITOS DE GESTÃO DA QUALIDADE PARA MELHORIA DO PROCESSO DE SOLICITAÇÃO DE DIÁRIAS E PASSAGENS DOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE MINAS GERAIS Dairton Lopes Martins Filho 1 RESUMO:

Leia mais

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade

Sistemas de Gestão da Qualidade. Introdução. Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade. Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Tema Sistemas de Gestão da Qualidade Projeto Curso Disciplina Tema Professor Pós-graduação Engenharia de Produção Gestão Estratégica da Qualidade Sistemas de Gestão da Qualidade Elton Ivan Schneider Introdução

Leia mais

15/09/2011. Historico / Conceito. Lean Production é um programa corporativo ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO II. Evolucao do Conceito LEAN THINKING

15/09/2011. Historico / Conceito. Lean Production é um programa corporativo ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO II. Evolucao do Conceito LEAN THINKING Historico / Conceito Lean : década de 80 James Womack (MIT) Projeto de pesquisa: fabricantes de motores automotivos; ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO II Lean Production é um programa corporativo composto por

Leia mais

ISO 9000. Padronização de todos os processos que afectam o produto e consequentemente o cliente;

ISO 9000. Padronização de todos os processos que afectam o produto e consequentemente o cliente; ISO 9000 A série ISO 9000 é uma concentração de normas que formam um modelo de gestão da Qualidade para organizações que podem, se desejarem, certificar seus sistemas de gestão através de organismos de

Leia mais

Sistemas de gestão da qualidade - Requisitos

Sistemas de gestão da qualidade - Requisitos DEZ 2000 NBR ISO 9001 Sistemas de gestão da qualidade - Requisitos ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 28º andar CEP 20003-900 Caixa Postal 1680 Rio

Leia mais

Procedimentos Para se Criar um Sistema de Gestão da Qualidade

Procedimentos Para se Criar um Sistema de Gestão da Qualidade Procedimentos Para se Criar um Sistema de Gestão da Qualidade Your Name Elaine G.M de Figueiredo Your Title Universidade Your Organization Federal do (Line Pará #1) 2005-12-31 Qualidade de Software Your

Leia mais

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1

ISO 14000. ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 MÓDULO C REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001 ISO 14000 Edição Junho / 2006 - Rev.0 C-1 REQUISITOS DA NORMA AMBIENTAL ISO 14001/04 Sumário A.) A Organização ISO...3 B.) Considerações sobre a elaboração

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SÃO PAULO CEFET-SP ÁREA INDUSTRIAL. Disciplina: Gestão da Qualidade

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE SÃO PAULO CEFET-SP ÁREA INDUSTRIAL. Disciplina: Gestão da Qualidade 1 de 13 Sumário 1 Normalização... 2 1.1 Normas... 2 1.2 Objetivos... 2 1.3 Benefícios de Normalização... 2 1.4 A Importância da Normalização Internacional... 3 1.5 Necessidades de Normalização Internacional...

Leia mais

MANUAL DA QUALIDADE MQ-01

MANUAL DA QUALIDADE MQ-01 Sumário 1 Objetivo 2 Últimas Alterações 3 Termos e definições 4 Sistema de gestão de qualidade 5 Responsabilidade da direção 6 Gestão de recursos 7 Realização do produto 8 Medição, análise e melhoria.

Leia mais

As Perspectivas dos Sistemas de Gestão da Qualidade Baseados na Norma NBR ISO 9001:2000

As Perspectivas dos Sistemas de Gestão da Qualidade Baseados na Norma NBR ISO 9001:2000 As Perspectivas dos Sistemas de Gestão da Qualidade Baseados na Norma NBR ISO 9001:2000 Leonardo Rospi (UNIP Universidade Paulista) lrospi@terra.com.br Oduvaldo Vendrametto (UNIP Universidade Paulista)

Leia mais

CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS RESUMO

CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS RESUMO 1 CADEIA DE SUPRIMENTOS MÉTODOS DE RECEBIMENTOS LEANDRO PANTOJO 1 PETERSON ROBERTO DE LARA 2 VAGNER FUSTINONI 3 RENATO FRANCISCO SALDANHA SILVA 4 VALDECIL DE SOUZA 5 RESUMO O objetivo deste trabalho será

Leia mais

Qual a diferença entre certificação e acreditação? O que precisamos fazer para obter e manter a certificação ou acreditação?

Qual a diferença entre certificação e acreditação? O que precisamos fazer para obter e manter a certificação ou acreditação? O que é a norma ISO? Em linhas gerais, a norma ISO é o conjunto de cinco normas internacionais que traz para a empresa orientação no desenvolvimento e implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade

Leia mais

Introdução à Qualidade. Aécio Costa

Introdução à Qualidade. Aécio Costa Introdução à Qualidade Aécio Costa O que é Qualidade? Percepções Necessidades Resultados O que influencia: Cultura Modelos mentais Tipo de produto ou serviço prestado Necessidades e expectativas Qualidade:

Leia mais

CONSULTORIA. Sistema de Gestão ISO 9001 - Lean Esquadrias

CONSULTORIA. Sistema de Gestão ISO 9001 - Lean Esquadrias CONSULTORIA Sistema de Gestão ISO 9001 - Lean Esquadrias PADRÃO DE QUALIDADE DESCRIÇÃO ISO 9001 Esse Modelo de Produto de Consultoria tem por objetivo definir e melhorar todos os processos da empresa,

Leia mais

FACULDADE DE JAGUARIÚNA

FACULDADE DE JAGUARIÚNA Redução de estoques em processos na linha de terminais móveis de pagamento eletrônico Renata da Silva Alves (Eng. De Produção - FAJ) alvesresilva@gmail.com Prof. Me. Eduardo Guilherme Satolo (Eng. De Produção

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL COMO FONTE DE TOMADA DE DECISÕES GERENCIAS Linha de pesquisa: Sistema de informação gerencial Pâmela Adrielle da Silva Reis Graduanda do Curso de Ciências

Leia mais

PREPARAÇÃO DO SETOR DE SUPORTE TÉCNICO PARA CERTIFICAÇÃO ISO 9001: O CASO DE UMA EMPRESA DE OUTSOURCING DE IMPRESSÃO

PREPARAÇÃO DO SETOR DE SUPORTE TÉCNICO PARA CERTIFICAÇÃO ISO 9001: O CASO DE UMA EMPRESA DE OUTSOURCING DE IMPRESSÃO PREPARAÇÃO DO SETOR DE SUPORTE TÉCNICO PARA CERTIFICAÇÃO ISO 9001: O CASO DE UMA EMPRESA DE OUTSOURCING DE IMPRESSÃO Alisson Oliveira da Silva (FAHOR) as000699@fahor.com.br Matheus Weizenman (FAHOR) mw000944@fahor.com.br

Leia mais

14 ANEXO 02 - NORMA ISO 9001:2000 - INTERPRETAÇÃO LIVRE

14 ANEXO 02 - NORMA ISO 9001:2000 - INTERPRETAÇÃO LIVRE 14 ANEXO 02 - NORMA ISO 9001:2000 - INTERPRETAÇÃO LIVRE Sumário Prefácio 0 Introdução 1 Objetivo 2 Referência normativa 3 Termos e definições 4 Sistema de gestão da qualidade 5 Responsabilidade da direção

Leia mais

Norma ISO 9001:2008. Gestão da Qualidade

Norma ISO 9001:2008. Gestão da Qualidade Norma ISO 9001:2008 Gestão da Qualidade Sistemas da Qualidade e Qualidade Ambiental ISO 9000 e ISO 14000 Prof. M. Sc. Helcio Suguiyama 1- Foco no cliente 2- Liderança 3- Envolvimento das Pessoas 4- Abordagem

Leia mais

ISO 9000-3 3 e ISO 9001

ISO 9000-3 3 e ISO 9001 QUALIDADE DO PROCESSO ISO 9000-3 3 e ISO 9001 Baseado no material do prof. Mario Lúcio Cortes http://www.ic.unicamp.br/~cortes/mc726/ 1 Normas da Série ISO 9000 Introdução ISO 9000 (NBR ISO 9000, versão

Leia mais

Orientações sobre. Sistema de Gestão da Qualidade 2012. Coordenação de Inovação Tecnológica - CIT

Orientações sobre. Sistema de Gestão da Qualidade 2012. Coordenação de Inovação Tecnológica - CIT Orientações sobre Sistema de Gestão da Qualidade 2012 Coordenação de Inovação Tecnológica - CIT Sistema de Gestão da Qualidade - SGQ Um Guia para a Qualidade Organizacional Ministério da Ciência, Tecnologia

Leia mais

DISCIPLINA: Controle de Qualidade na Indústria

DISCIPLINA: Controle de Qualidade na Indústria PPGE3M/UFRGS DISCIPLINA: Controle de Qualidade na Indústria Profa. Dra. Rejane Tubino rejane.tubino@ufrgs.br SATC 2013 Fone: 3308-9966 Programa da Disciplina Apresentação da disciplina Conceitos preliminares.

Leia mais

MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE. Rua Acre, 291 - CEP 83.040-030 Bairro Boneca do Iguaçu - São José dos Pinhais - Paraná.

MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE. Rua Acre, 291 - CEP 83.040-030 Bairro Boneca do Iguaçu - São José dos Pinhais - Paraná. ELABORADO POR: Carlos Eduardo Matias Enns MANUAL DO SISTEMA DA QUALIDADE APROVADO POR: Edson Luis Schoen 28/1/5 1 de 11 1. FINALIDADE A Saint Blanc Metalmecânica Ltda visa estabelecer as diretrizes básicas

Leia mais

CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE

CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE Maio de 2003 CICLO DE EVENTOS DA QUALIDADE Dia 12/05/2003 Certificação e homologação de produtos, serviços e empresas do setor aeroespacial,com enfoque na qualidade Dia 13/05/2003 ISO 9001:2000 Mapeamento

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG.

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG. Bambuí/MG - 2008 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG. Ana Cristina Teixeira AMARAL (1); Wemerton Luis EVANGELISTA

Leia mais

Garantia da qualidade em projeto de construção e montagem eletromecânica

Garantia da qualidade em projeto de construção e montagem eletromecânica Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Gestão de Projetos - Turma nº 151 30 de novembro 2015 Garantia da qualidade em projeto de construção e montagem eletromecânica Renata Maciel da Silva renata.maciel55@gmail.com

Leia mais

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA

ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA ISO 14001:2015 SAIBA O QUE MUDA NA NOVA VERSÃO DA NORMA SUMÁRIO Apresentação ISO 14001 Sistema de Gestão Ambiental Nova ISO 14001 Principais alterações e mudanças na prática Estrutura de alto nível Contexto

Leia mais

A ISO 9001:2000 O REFLEXO DO REQUISITO 6.2 DA NORMA ISO NBR 9001/2008 (RH) NA SATISFAÇÃO DO CLIENTE

A ISO 9001:2000 O REFLEXO DO REQUISITO 6.2 DA NORMA ISO NBR 9001/2008 (RH) NA SATISFAÇÃO DO CLIENTE A ISO 9001:2000 O REFLEXO DO REQUISITO 6.2 DA NORMA ISO NBR 9001/2008 (RH) NA SATISFAÇÃO DO CLIENTE Adriana Roulim Edilaine Cardoso Fábio Lima Marcos Martins Prof. Evaldo Reis RESUMO A norma ISO 9001 fornece

Leia mais

Proposta de integração de ferramentas em um sistema de gestão

Proposta de integração de ferramentas em um sistema de gestão III SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 Proposta de integração de ferramentas em um sistema de gestão Breno Barros Telles do Carmo Marcos Ronaldo Albertin Francisco José do Rêgo Coelho

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Rafael D. Ribeiro, M.Sc. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br A expressão ISO 9000 (International Organization for Standardization) designa um grupo de normas técnicas que estabelecem

Leia mais

Manual de Gestão da Qualidade MGQ Elaborado por: Representante da Direção (RD)

Manual de Gestão da Qualidade MGQ Elaborado por: Representante da Direção (RD) 1/22 Nº revisão Descrição da Revisão 00 Emissão do documento baseado nos requisitos da ISO 9001:2008 Vendas Gestão de Contratos Service Demais envolvidos na análise e aprovação Área / Processo Responsável

Leia mais

Guia básico para implementação da PRODUÇÃO ENXUTA. Reduza suas perdas e melhore seus resultados.

Guia básico para implementação da PRODUÇÃO ENXUTA. Reduza suas perdas e melhore seus resultados. Guia básico para implementação da PRODUÇÃO ENXUTA Reduza suas perdas e melhore seus resultados. INSTITUCIONAL A Consustec é uma empresa com menos de um ano de mercado, com espírito jovem e um time extremamente

Leia mais

1. Conceitos e Definições 2. Administração da Produção 3. Planejamento, Programação e Controle da Produção

1. Conceitos e Definições 2. Administração da Produção 3. Planejamento, Programação e Controle da Produção 1. Conceitos e Definições 2. Administração da Produção 3. Planejamento, Programação e Controle da Produção Administrar a produção é algo mais complexo do que simplesmente administrar. São necessários além

Leia mais

ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA

ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA Tiago Augusto Cesarin 1, Vilma da Silva Santos 2, Edson Aparecida de Araújo

Leia mais

AULA II CONTROLE E QUALIDADE. Prof.: Alessandra Miranda

AULA II CONTROLE E QUALIDADE. Prof.: Alessandra Miranda AULA II CONTROLE E QUALIDADE Prof.: Alessandra Miranda Conceitos: Controlar: estando a organização devidamente planejada, organizada e liderada, é preciso que haja um acompanhamento das atividades, a fim

Leia mais

Deming (William Edwards Deming)

Deming (William Edwards Deming) Abordagens dos principais autores relativas ao Gerenciamento da Qualidade. Objetivo: Estabelecer base teórica para o estudo da Gestão da Qualidade Procura-se descrever, a seguir, as principais contribuições

Leia mais

2 NBR ISO 10005:1997. 1 Objetivo. 3 Definições. 2 Referência normativa

2 NBR ISO 10005:1997. 1 Objetivo. 3 Definições. 2 Referência normativa 2 NBR ISO 10005:1997 1 Objetivo 1.1 Esta Norma fornece diretrizes para auxiliar os fornecedores na preparação, análise crítica, aprovação e revisão de planos da qualidade. Ela pode ser utilizada em duas

Leia mais

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO EPR 16 - SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

ENGENHARIA DE PRODUÇÃO EPR 16 - SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO EPR 16 - SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE ISO 9001:2000 Prof. Dr. João Batista Turrioni Objetivo geral Introduzir e discutir a importância da adoção de um Sistema de Gestão da Qualidade

Leia mais

Qualidade de Software

Qualidade de Software Unidade I Conceito de Qualidade Luiz Leão luizleao@gmail.com http://www.luizleao.com UNIDADE I : Conceito de Qualidade 1.1 Qualidade de processo de software 1.2 Qualidade de produto de software UNIDADE

Leia mais

FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA

FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA FACULDADE BARÃO DE RIO BRANCO UNINORTE CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO DISCIPLINA - TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO 1 (AULA 04) O que é uma Norma Aquilo que se estabelece como base ou medida para a realização

Leia mais

ORGANIZAÇÃO PÚBLICA PARA O ALCANCE DE UMA GESTÃO DE QUALIDADE

ORGANIZAÇÃO PÚBLICA PARA O ALCANCE DE UMA GESTÃO DE QUALIDADE ISSN 1984-9354 ORGANIZAÇÃO PÚBLICA PARA O ALCANCE DE UMA GESTÃO DE QUALIDADE Sandson Barbosa Azevedo, William Lisboa Ramos (Faculdade Projeção; INFRAERO) Resumo: Esse artigo visa analisar os resultados

Leia mais

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA EMPRESA... 3 1. ESCOPO... 3 2. REFERÊNCIA NORMATIVA... 4 3. TERMOS E DEFINIÇÕES... 4 4. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE...

SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA EMPRESA... 3 1. ESCOPO... 3 2. REFERÊNCIA NORMATIVA... 4 3. TERMOS E DEFINIÇÕES... 4 4. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE... 1 / 21 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO DA EMPRESA... 3 1. ESCOPO... 3 2. REFERÊNCIA NORMATIVA... 4 3. TERMOS E DEFINIÇÕES... 4 4. SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE... 4 4.1 REQUISITOS GERAIS... 4 4.2 REQUISITOS DE DOCUMENTAÇÃO...

Leia mais

Um modelo para Certificação ISO 9001:2000 em PMEs

Um modelo para Certificação ISO 9001:2000 em PMEs Um modelo para Certificação ISO 9001:2000 em PMEs Raimundo S.N. Azevedo Arnaldo D. Belchior Universidade de Fortaleza, Mestrado em Informática Aplicada, Fortaleza-Ceará, Brasil, 60811-341 sales.mia@unifor.br,

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com

SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE. Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com SISTEMAS DE GESTÃO DA QUALIDADE Isac Aguiar isacaguiar.com.br isacaguiar@gmail.com Contexto SGQ SGQ Sistema de Gestão da Qualidade Sistema (Definição do dicionário Michaelis) 1- Conjunto de princípios

Leia mais

Desenvolvimento de um sistema de tratamento de não conformidades de auditorias em uma Indústria Farmacêutica

Desenvolvimento de um sistema de tratamento de não conformidades de auditorias em uma Indústria Farmacêutica ISSN 1984-9354 Desenvolvimento de um sistema de tratamento de não conformidades de auditorias em uma Indústria Farmacêutica Priscyla Abramowicz (LATEC/UFF) Resumo: A Indústria farmacêutica deve, por legislação,

Leia mais

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA

22/02/2009 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO POR QUE A LOGÍSTICA ESTÁ EM MODA POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO A melhor formação cientifica, prática e metodológica. 1 POSIÇÃO DE MERCADO DA LOGÍSTICA Marketing Vendas Logística ANTES: foco no produto - quantidade de produtos sem qualidade

Leia mais

Sistema de Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental Objetivos da Aula Sistema de Gestão Ambiental 1. Sistemas de gestão ambiental em pequenas empresas Universidade Federal do Espírito Santo UFES Centro Tecnológico Curso de Especialização em Gestão Ambiental

Leia mais