FAQ- FACULDADE XV DE AGOSTO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA CONTROLE DO FLUXO DE HOSPEDAGEM EM UMA POUSADA NO INTERIOR DE SÃO PAULO

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1 FAQ- FACULDADE XV DE AGOSTO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA CONTROLE DO FLUXO DE HOSPEDAGEM EM UMA POUSADA NO INTERIOR DE SÃO PAULO CRISTINA APARECIDA AVONA BRIZOLA SOCORRO 2012

2 FAQ- FACULDADE XV DE AGOSTO SISTEMA DE INFORMAÇÃO PARA CONTROLE DO FLUXO DE HOSPEDAGEM EM UMA POUSADA NO INTERIOR DE SÃO PAULO Aluno: CRISTINA APARECIDA AVONA BRIZOLA Orientadores: Profª. Ms. Claudia Cobêro Prof. Ms. Laszlo Peter Andras Urmenyi Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Faculdade XV de Agosto como um dos prérequisitos para a obtenção do grau de bacharel em Administração. SOCORRO 2012

3 Dedico este trabalho a Deus, a toda minha família e a todas as pessoas que fazem parte da minha vida e em especial àquelas que tenho certeza que me querem bem!

4 AGRADECIMENTO Primeiramente agradeço a Deus por ter me dado saúde, persistência e sabedoria para que pudesse conclui assim, com muita satisfação, este trabalho e o curso de administração de empresas. Agradeço também a todos os professores da instituição onde consegui absorver um imenso conteúdo didático que só poderia ter resultado do esforço e dedicação de todos estes profissionais. De modo muito especial, quero agradecer a Professora Ms. Cláudia Cobêro, que se mostrou mais do que uma professora, logo uma grande amiga que me orientou e me mostrou não o que eu queria ouvir, mas sim o que era necessário ouvir contribuindo assim, para o meu desenvolvimento pessoal, sem falar que, ela não mediu esforços para a contribuição do trabalho realizado. Uma pessoa que conquistou minha amizade e admiração e, não posso deixar de agradecer, é o Mestre e Professor Laszlo Peter Andras Urmenyi, onde contribuiu demais para o desenvolvimento acadêmico e realização deste trabalho. É, e será sempre, um grande Amigo e exemplo de pessoa e de profissional que acreditou em mim e esteve ao meu lado durante todo o curso, onde o meu crescimento resultou também dos ensinamentos e das orientações deste grande profissional. Por fim, quero agradecer ainda, a todos que estiveram comigo nesses anos, se mostrando parceiros e amigos em que, de alguma forma, contribuíram para a realização deste trabalho.

5 "Os mais inesquecíveis encontros, já foram programados sem mesmo que os corpos se vissem".

6 RESUMO O presente trabalho trata de métodos e ferramentas necessárias no desenvolvimento e implantação do Sistema de Informações para o controle do fluxo de hospedagens efetuadas em uma empresa do ramo hoteleiro. A empresa está sediada no interior de São Paulo, cujo trabalho abrange desde os cadastros básicos de referência até a contabilidade de serviços como: CheckIn e CheckOut que são visualizados através da emissão de relatórios. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um sistema de informação que servisse de apoio administrativo às atividades rotineiras do hotel analisado. Para tanto, no desenvolvimento do sistema foi preciso conhecer a política de serviços da empresa e realizar a coleta de informações necessárias a respeito do ambiente que recebeu o sistema. Tendo em mãos todos os elementos solicitados foi possível recorrer aos recursos benéficos da Modelagem de Dados apoiada em técnicas atuais de Integridade Relacional que fornece um modelo gráfico mostrando a amplitude e complexidade do sistema. Após a implantação, os colaboradores passaram por um adequado treinamento para utilização do sistema. Além de conferir maior agilidade no atendimento aos hóspedes, o sistema proporcionou confiabilidade e segurança nas informações obtidas, sem falar que, ele se tornou um forte auxiliador nas atividades de gerenciamento estratégico.

7 SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO Empresa Analisada REFERENCIAL TEÓRICO Conceitos de sistema Conceitos de Informação Conceitos de Sistemas de Informações Gerenciais Componentes e Recursos do Sistema de Informação Gerencial Conceitos de Modelagem de Dados Conceitos de Banco de Dados Desenvolvimento de Sistemas de informações Ferramenta de Desenvolvimento METODOLOGIA Desenvolvimento de Sistema Implantação do Sistema RESULTADOS E ANÁLISE DOS RESULTADOS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

8 7 1 - INTRODUÇÃO A expansão mundial da economia trouxe como resultado o fenômeno hoje bastante conhecido por globalização, que nada mais é de que um universo de diversidades, onde tem sido cada vez mais integrado pela agilidade dos avanços tecnológicos, cujos promovem a chegada da informação até as Organizações. Hoje o que mais importa não é a quantidade de dados que a Organização detém, e sim, a rapidez com que esses dados cheguem juntamente com a rapidez em convertê-los em informações objetivas e eficientes. É neste cenário que as Organizações devem estar alinhadas para atender e responder prontamente aos clientes e fornecedores, aonde a área de TI vem ao encontro disto, com todos os seus recursos e atributos, de maneira a atender o que é solicitado, com isso, garantirá credibilidade, transparência, vantagens competitivas e o alcance de metas. No âmbito das organizações do ramo hoteleiro a incorporação de software na execução de suas tarefas vem crescendo a cada ano, afinal tais organizações estão percebendo que suas atividades realmente precisam ser mais velozes a fim de atender seus clientes e seus fornecedores. Todavia, uma maneira de organizar e agilizar estas atividades é necessário recorrer a ferramentas destinadas justamente a este fim. Em virtude disso, a criação de software consegue suprir essa necessidade, mostrando assim, que é possível proporcionar um ambiente que organize os dados e que acelere as atividades o que aperfeiçoa todo o processo. Alem do mais, convém dissertar que a importância de software nos hotéis encontra-se na segurança dos dados armazenados e na capacidade de processá-los simultaneamente, resultando na disponibilidade das informações demandadas. Assegurando, antes de tudo, a qualidade, a competitividade, redução de custos e, inclusive, a satisfação dos desejos dos clientes, que são a verdadeira razão dos hotéis. Partindo deste quadro de necessidades, foi realizado um estudo para o desenvolvimento e implantação de um sistema de informação em uma pousada. O presente trabalho teve a finalidade de analisar o seguinte problema de pesquisa: Quais as possíveis ferramentas para obter o controle do fluxo de hospedagem na pousada analisada? E teve por objetivo desenvolver um sistema de informação para controle do fluxo de hospedagem, onde forneça informações em tempo real o que facilita a administração dos dados desde as entrada (check-in) até a saída (check-out) dos hóspedes, visando assim, maior agilidade, confiabilidade, padronização e segurança no controle de fluxo de hóspedes.

9 8 1.1 Empresa Analisada A empresa analisada é uma pousada, de pequeno porte e localizada no interior do Estado de São Paulo. Inaugurada há poucos meses, mais precisamente, no início do mês de março deste ano. Com somente um proprietário e com quatro colaboradores, além de outros funcionários contratados temporariamente. Possui 12 chalés e com capacidade de receber 46 hospedes. O marketing desta empresa prestadora de serviços é promovido por diversas mídias tais como: internet, radio, jornais da cidade e em pontos de referência de pousadas presentes na região. O objetivo da empresa é satisfazer sempre os hospedes, promovendo assim, o bem estar tanto dos hospedes como, e inclusive, dos colaboradores que são à base da empresa e, que precisam de todo respaldo para exercer suas tarefas com eficácia. Com isso, percebendo, já de início, uma deficiência no processo de hospedagem e uma nítida dificuldade em organizar, e armazenar com segurança, todos os dados necessários para o processo de hospedagem. O proprietário viu que a solução estava nos recursos e benefícios oferecidos pela tecnologia da informação.

10 9 2 - REFERENCIAL TEÓRICO Este capítulo irá abordar as teorias e conceitos relevantes, baseados em pesquisas de autores e obras referentes ao tema, utilizados no desenvolvimento deste estudo Conceitos de Sistema Conforme Oliveira D. (2004), o sistema pode ser definido como um conjunto de partes interagentes e interdependentes que, em conjunto, formam um todo unitário com determinado objetivo e efetuam determinada função. Assim sendo, na próxima figura são visualizados os componentes de um sistema e, em seguida, a explicação de cada um deles. Figura1: Componentes de um sistema Fonte: Oliveira, D (2004, p.24) Objetivos: se referem tanto do usuário como do próprio sistema, ou seja, é a finalidade para qual o sistema foi criado; Entradas: é a informação bruta (os dados) que o sistema precisará no processamento em si, atingindo assim a sua função pré-determinada; Processamento: é o processo de transformação, tem a colocação de transformar um dado (entradas) em um produto, serviço ou resultado (saída); Saídas: são os resultados do processamento, isto é, aquilo que o usuário solicitou do sistema;

11 10 Controle de avaliação: como o nome já diz, é onde verifica se as saídas estão coerentes com os objetivos estabelecidos e; Retroalimentação: é a forma de controlar os resultados da saída através de um retorno e uma modificação da entrada, dessa forma, quando for necessário obter uma nova informação na saída basta modificar os dados que alimentam a entrada, reduzindo assim ao mínimo as discrepâncias e tornando o sistema cada vez mais regulador daquilo que solicita. Já para Bio (2008), a palavra sistema envolve diversos tipos de ideias, em que se pode pensar em sistema solar ou ainda, ver o corpo humano como um sistema. Também é citado que, diariamente depara-se com sistemas como, o de transporte, de comunicação, o sistema econômico etc. Em fim, é considerado sistema para ele, um conjunto de elementos interdependentes ou partes que interagem formando assim, um todo organizado. Todavia existem dois tipos de sistema: sistema fechados, como relógio e, sistema abertos, como sistemas biológicos - homem. É de suma importância apresentar ainda, que os sistemas dependem de recursos e tecnologia para o seu desempenho. Sendo assim, é um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicação e recursos de dados onde coleta, transforma e distribui as informações pelos departamentos da organização. (O BRIEN, 2004) Conceitos de Informação Inicialmente, torna-se essencial conceituar os elementos que conduzem as empresas nos seus negócios. De acordo com Bazzotti e Garcia (2012), existem dois elementos fundamentais para a tomada de decisões: os canais de informação e as redes de comunicação, ou seja, é através dos canais de informação que as organizações definem de onde serão adquiridos os dados, e serão as redes de comunicação que definirão para onde os dados serão encaminhados. Conforme a abordagem de Cassarro (1999), a informação é a matéria prima e produto acabado da atividade de sistemas, onde ela sendo adequadamente estruturada contribui, significativamente, para o bom comportamento nas tomadas de decisões da empresa. Cassarro mostra ainda, o conceito genérico da informação, onde pode ser entendida

12 11 como: atos ou fatos, no entanto a informação só se torna válida se estes atos ou fatos forem comunicado. Para melhor compreensão é necessário explanar outro conceito: a informação, como um todo, é um recurso vital da empresa quando devidamente estruturada entre os departamentos administrativos. A informação não pode ser confundida com dado, pois o dado é qualquer elemento identificado, onde isolado não conduz a compreensão de certa situação. Todavia a informação é considerada um dado trabalhado, ou melhor, dizendo, é o resultado da análise desses dados que, por sua vez, influencia no comportamento da empresa. (OLIVEIRA D. 2004) Sistemas de Informações Gerenciais Para Melo (2006), sistema de informação nada mais é do que todo e qualquer sistema que tem informações como entrada recursos lógicos, visando gerar outras informações de saída, lembrando que, há expectativa de se obter tais informações corresponde ao objetivo geral do sistema e, ainda, tem que satisfaz determinadas necessidades do usuário, orientando assim as suas futuras decisões. Segundo a abordagem de Cassarro (1999, p. 52), um sistema de informação é composto por um conjunto de dados que entram no sistema e outros conjunto de dados mantidos em tabelas e sobre os quais se aplica uma rotina de trabalho, um programa, um processamento de modo a obtermos informações de saída. É considerado sistema de informação gerencial um conjunto de pessoas, equipamentos, procedimentos, documentos e comunicações que coleta, valida, executa operações, transforma, armazena, recupera e mostra informações para serem utilizadas e usadas no planejamento, orçamento, contabilidade e em outros processos gerenciais, o que garante a tomada da empresa (SCHWARTZ, 1970, apud OLIVEIRA D. 2004). Oliveira D. ainda frisa que, Sistema de Informações Gerenciais (SIG) é todo processo de transformação de dados em informações que, posteriormente, terão influência na estrutura decisória da empresa, promovendo assim, a sustentação administrativa a fim de aperfeiçoar e otimizar os resultados esperados. Ressalvando que, o objetivo é fornecer suporte

13 12 para as funções de planejamento, controle e operação da organização, através da disponibilidade de informações no tempo adequado para orientar o tomador de decisões. Muitas organizações veem o sucesso dos sistemas de informações na eficiência da redução de custos, no menor tempo utilizado e no uso dos recursos da informação. Contudo, O Brien (2004) afirma que, o seu bom desempenho deve ser medido pela eficácia da tecnologia da informação no apoio às estratégias administrativas, na capacidade de seus processos empreendedores, no reforço das operações organizacionais e na ampliação do valor comercial da empresa. Os profissionais de TI (Tecnologia da Informação) juntamente com os Sistemas de Informações Gerenciais são de grande importância para as organizações, no que diz respeito às mudanças da economia global e das empresas comerciais, afinal proporcionam o impulso das atividades diárias e fundamentam os novos produtos e serviços baseados em economias de conhecimento. Portanto, as organizações tornam-se cada vez mais competitivas e eficientes, transformando-se em empresas digitais, em que quase todos os processos de negócios e relacionamentos com clientes, fornecedores e colaborados são habilitados digitalmente (LAUDON e LAUDON, 2004). E, o conceito de Bazzotti e Garcia (2012), as diversas formas de atuação dos sistemas de informação permitem que as empresas conheçam o seu potencial interno, e fiquem preparadas para atuar no meio externo e sobreviver aos incessantes ataques do mercado competitivo Componentes e Recursos do Sistema de Informação Gerencial Para ajudar a compreender melhor como funciona um sistema de informação gerencial é preciso saber quais são os componentes e recursos que ele necessita para a sua execução. Para tanto, figura 2 ilustra um modelo de sistema de informação, onde destaca as relações entre os seus componentes e as suas atividades em concordância com seus recursos principais.

14 13 Figura 2: Componentes e recursos do sistema de informação gerencia Fonte: O Brien (2004, p.20) Como mostra a imagem, O Brien (2004) explica que todos os sistemas de informação utilizam recursos humanos, de hardware, software, dados e rede para executar atividades de entrada, processamento, saída, armazenamento e controle que transformam os recursos de dados em produtos de informação. Recursos Humanos: Especialistas (analistas de sistemas, programadores, operadores de computadores) e Usuários (todos os demais que utilizam o sistema); Recursos de Hardware: Máquinas (computadores, monitores de vídeo, unidades de disco magnético, impressoras, scanners óticos) e Mídias (CD, DVD, pen drives, cartões de plásticos, formulários de papel); Recursos de Softwares: Programas (sistemas operacionais, planilhas eletrônicas, programas de processamento de textos e folhas de pagamentos) e Procedimentos (entrada de dados, correção de erros e distribuição de contracheques); Recursos de Dados: Descrição de produtos, cadastro de clientes, arquivos de colaboradores e banco de dados;

15 14 Recursos de Rede: Meios de comunicação (internet, intranets e extranets); Conceitos de Modelagem de Dados De acordo com Laudon e Laudon (2004), para criar um banco de dados há necessidade, antes de tudo, o desenvolvimento de um projeto de bancos de dados, em outras palavras modelagem de dados, em que se divide em dois tipos de exercício: um projeto conceitual e um projeto físico. Na perspectiva empresarial o projeto conceitual ou lógico é um modelo abstrato do banco de dados, onde requer uma descrição detalhada das informações que o usuário final precisará para realização de suas atividades. Já, o projeto físico apresenta a forma física como os dados que são armazenados. O projeto conceitual do banco de dados descreve como os elementos deverão ser agrupados, os quais são organizados, refinados e simplificados até surgir uma visão lógica das relações entre todos os elementos do banco de dados. Para isso, os projetistas utilizam o Diagrama de Entidade de Relacionamento (DER) que é a representação gráfica do banco de dados, onde ilustra as tabelas (grupo de elementos) e as suas relações internas. As tabelas internas dos sistemas de gerenciamento de dados além de serem classificadas por assunto, devem ser projetadas de maneira específica e pré-determinada a fim de fornecer aos usuários finais o fácil e rápido acesso, otimizando assim, o uso da disponibilidade de informações no banco de dados. (BEAL, 2004). Com relação ao ponto de vista de O Brien (2004), a estrutura de dados se estrutura nas relações que existem entre muitos registros individuais do banco de dados que são baseados em diversos modelos lógicos. Por ser um modelo orientado ao objeto, existe a possibilidade de serem automaticamente criados novos objetos (tabelas filho) mediante a herança de algumas ou todas as informações obtidas do objeto pai (tabelas pai), isso se dá através da presença de chaves de relacionamento entre tabelas (chaves indexadoras). Por exemplo: para a tabela de conta corrente (tabela filho) mostrar o extrato mensal precisa herdar alguns atributos (informações) da tabela de conta bancária (tabela pai), como: de qual cliente se trata, quais operações foram efetuadas em determinado período, o saldo, juros etc.

16 15 Além disso, Oliveira D. (2004) considera modelagem de dados sendo um modelo de representação abstrata e simplificada do sistema, cuja função é explicar e testar o comportamento do mesmo, em seu todo ou em partes. Tendo como objetivo básico obter uma ideia preliminar e geral do volume e da complexidade do projeto em desenvolvimento e da implementação do sistema de informação gerencial na empresa Conceitos de Banco de Dados Um banco de dados é visto como um repositório digital de dados, onde os aplicativos podem consultar e moldar informações através de chaves indexadoras e relacionamentos entre tabelas internas. Os dados armazenados no banco de dados são independentes dos programas aplicativos que os utilizam e também do tipo de dispositivos de armazenamento secundário nos quais são armazenados. (O BRIEN, 2004). Banco de dados é uma coleção organizada de dados e informações que pode atender as necessidades de muitos sistemas, com um mínimo de duplicação, que estabelece relações naturais entre dados e informações (OLIVEIRA D. 2004, p. 57). Para Cassarro (1999), o conceito banco de dados é como uma reunião, um agrupamento de dados inter-relacionados, baseados em uma estrutura lógica previamente definida, facilitando assim, o acesso às informações por parte um ou vários sistemas, simultaneamente. Os bancos de dados podem ser organizados em duas formas: hierarquicamente ou relacionalmente. Os bancos de dados hierárquicos mantém uma estrutura de dados organizados conforme uma hierarquia da empresa cuja consulta de informações apenas ocorrerá descendo (de cima para baixo) ou subindo (de baixo para cima) a hierarquia. Teoricamente se consegue armazenar mais dados neste tipo de banco de dados, no entanto, o tempo de acesso às informações é consideravelmente mais demorado. Já os bancos de dados relacionais, permitem acessos mais rápidos e com maior facilidade, por sua vez são os que mais atendem o mercado. Com base na teoria de Bio (2008), a moderna tecnologia da informação permite os bancos de dados nas empresas arquivarem dados sobre diversas operações em grande volume, alta velocidade de atualização e recuperação e por meio de acesso aleatório. Em síntese, o

17 16 banco de dados, pode ser entendido também como uma coleção de arquivos estruturados, e não redundantes que proporciona uma fonte única de dados para uma variedade de aplicações. Além disso, os Softwares de Gerenciamento de Banco de Dados (SGBD) contemplam funções que visam garantir a segurança e recuperação de dados. Um SGBD, como o próprio nome diz, auxilia o usuário a gerenciar o banco de dados através de ferramentas para o conjunto de dados que constitui e preenche a base de dados, bem como a manipulação de seu conteúdo através de consultas, a atualização de dados e a geração de relatórios, que se dá pela padronização de banco de dados (SQL Structured Query Language), em outros termos, SGDB servem como interface entre o usuário e o banco de dados. Outra tarefa do SGBD é permitir apenas acesso autorizado aos dados, onde os usuários são cadastrados junto ao SGBD e têm acesso protegido por senhas, em que certos dados são acessíveis somente a determinada categoria de usuários, enquanto outros, a outra categoria. Além disso, o SGBD promovem recursos para backup da base de dados em meio magnético off-line, assim como sua recuperação posterior. (GUIMARÃES, 2003) Desenvolvimento de Sistemas de Informações Quando os sistemas são projetados com base na análise de requisitos de informação de uma organização, é chamado de desenvolvimento de sistemas ou desenvolvimento de aplicações. Para o desenvolvimento de um sistema de informação é fundamental o mapeamento das necessidades e requisitos de informação, ou seja, identificar e coletar dados a respeito das necessidades dos grupos e indivíduos que integram a organização para que possam ser desenvolvidos produtos orientados especificamente para cada grupo e necessidade. Este mapeamento de necessidades permite planejar com mais eficácia o desenvolvimento de sistemas e garante a resolução do problema certo (BEAL, 2004). Outro conceito envolvido é apresentado por Melo (2006), após a etapa de planejamento, deverão ser realizados testes para cada sub-rotina informatizada, a partir de massas de dados coletados, onde devem ser projetadas saídas correspondentes, a fim de compará-las ao resultado do processamento, assegurando dessa forma a validade do sistema.

18 17 Além disso, devem-se desenvolver especificações para os recursos de hardware, software, pessoal, rede e dados e os produtos de informação que atendem os requisitos funcionais do sistema proposto (O BRIEN, 2004). A etapa da implantação é o período de maior movimentação e requer a maior atenção. Na ocorrência de uma falha qualquer, em um dos passos da implantação, deve-se examinar qual é a extensão do problema, para que não se deixe de tomar providências com relação aos reflexos causados no ambiente (MELO, 2006). No contexto da implantação é preciso dar ênfase ao treinamento dos colaboradores, onde são emitidos e divulgados normas de procedimentos para cada área e nível de responsabilidade e, também, são executadas simulações de atividades operacionais, a fim consolidar o treinamento. Já com o sistema implantado e com o pessoal utilizando-o devidamente na execução de suas tarefas, devem ser emitidos manuais de procedimentos, em sua versão final, e toda a responsabilidade pela execução do sistema passará para as respectivas áreas usuárias, pois o computador é apenas um meio que serve a empresa para solução de seus sistemas, cabendo às áreas à responsabilidade pela a execução dos mesmos. Cassaro (1999), conclui dizendo que quanto melhor tiver sido o plano elaborado para execução da implantação e o treinamento dos colaboradores melhores serão os resultados da implantação e menor será o trabalho de acerto e concretização de procedimento. Tento o sistema implantado e funcionando normalmente, é preciso utilizar um processo de revisão pós-implantação para minitorar, avaliar e modificar o sistema conforme for necessário promovendo assim, melhorias no mesmo. Dessa forma, os objetivos da manutenção do sistema de informações são: comprovar a veracidade das informações e prevenir fraudes, localizar e corrigir erros e desperdícios brotados das mudanças do ambiente - mercado (BIO, 2008). Os frutos do desenvolvimento de sistemas podem ser extraordinariamente abundantes e variados. Acontece que, na maioria das vezes, esses frutos são avaliados somente no aspecto de redução de custos. Todavia sua avaliação deve ser completa, que abranja a melhoria da qualidade das informações, o aumento da eficiência da organização e no aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e da imagem da empresa.

19 Ferramenta de Desenvolvimento Segundo O Brien (2004), as ferramentas de desenvolvimento de sistemas permitem que o programador encontre possíveis falhas no período de desenvolvimento, alem disso, essas ferramentas proporcionam um ambiente de desenvolvimento assistido pelo computador, onde seu objetivo é abrandar os esforços de programar e aumentar a produtividade do programador. Para o desenvolvimento do presente sistema foi empregado a ferramenta de desenvolvimento Clarion 5.5 Enterprise Edition, que pertence a classe de linguagens orientada ao objeto, reforçando o que foi textualizado anteriormente, tal linguagem apresenta maior facilidade no seu uso e eficiência nos resustados, além de promover a reutilização de objetos que é considerado um dos principais benefícios da programação orientada a objetos (CLARION 5.5, 2004). Clarion é uma ferramenta CASE/RAD (Rapid ApplicationDevelopment) da SoftVelocity, a qual sendo uma grande e poderosa ferramenta no desenvolvimento de aplicações clássicas do banco de dados. Suas aplicações são produzidas em 16 ou 32 bits, para Windows e suas versões, onde é tolerado pelo mesmo código fonte, e que ainda, pode acessar qualquer base de dados. Sem falar que é um ambiente de múltiplas linguagens que suporta C/C++, Módula-2, Clarion e Assembler (CLARION, 2012). Com o Clarion é possível distribuir a aplicação com um enxuto e simples executável já preparado para qualquer tipo de rede. Outro diferencial é o modo como favorece a produtividade do desenvolvedor, o que evita ao máximo a necessidade de codificação. Devido à tecnologia de teamplates programáveis, o Clarion permite que o desenvolvedor crie ao mesmo tempo, a inteface gráfica e a funcionalidade de sua aplicação. Explanando que os templates são uma série de modelos prontos e pré-testados que definem o código-fonte a ser gerado para programar as mais diversas funcionalidades que são requeridas por uma aplicação típica de acesso a bancos de dados.

20 19 3 METODOLOGIA A pesquisa realizada para executar este trabalho foi a Pesquisa exploratória, que segundo Oliveira S. (2004): é a ênfase dada à descoberta de praticas ou diretrizes que precisam modificar-se na elaboração de alternativas que possam ser substituídas Desenvolvimentos do sistema Para o desenvolvimento do sistema foram efetuadas reuniões com o proprietário, coletando, dessa maneira, informações necessárias sobre as rotinas de funcionamento e sobre as dificuldades vivenciadas pela empresa, tendo por finalidade obter o cadastro de hospedes e o cadastro das reservas de hospedagem realizados pela empresa. A partir dessas informações foi feita a modelagem de dados, que nada mais é do que uma forma ilustrativa do projeto a ser desenvolvido, com o propósito de estabelecer regras de reacionamentos e definir o seu conteúdo informacional. Ressalvando que modelagem de dados é a criação do Diagrama Entidade Relacionamento, onde podemos visualizar as tabelas, seus respectivos campos, relacionamentos e índices. O Diagrama Entidade Relacionamento DER, foi desenvolvido com o apoio de uma ferramenta de modelagem - o software Dia Portable, é um programa com download gratuito compatível com o Sistema Operacional Windows, e que permite a criação de diagramas e fluxogramas. Com ele foi possível obter uma visão espacial das tabelas, seus respectivos campos e relacionamentos, conforme mostra a figura 3 abaixo:

21 20 Figura 3: Diagrama Entidade Relacionamento. Fonte: Dados de pesquisa elaborados pelo autor. Após a criação do Diagrama Entidade Relacionamento, foi adotado um driver de dados do tipo ISAM (Indexed Sequential Access Method), e TopSpeed Database file system, um driver de dados de alta performance e alta segurança, compatível com o Clarion, ferramenta escolhida para o desenvolvimento da aplicação. A linguagem Clarion 5.5 Interprise Edition distribuída pela empresa Soft Velocity, foi escolhida por ter sido utilizada no curso de graduação. Trata-se de uma linguagem de desenvolvimento de sistemas que emprega tecnologia de ponta. Criado em 1983, seu mérito atual principal é a capacidade de criar executáveis compilados extremamente pequenos e velozes, pois o compilador converte a peça final C++, onde é uma das linguagens mais velozes e eficientes que se conhecem atualmente. Por ser uma linguagem Orientada ao Objeto, as peças do programa criado são obtidas e combinadas na forma de edição de imagens. Essas imagens geram automaticamente o código analítico responsável pela existência da aplicação, onde vale a reciprocidade de montar objetos para obter códigos, ou escrever códigos de programação para obter objetos funcionais. Sem falar que, o Clarion é um software totalmente profissional, capaz de produzir executáveis autônomos mediante a compilação dos objetos, isto é, tanto em redes locais como em grandes aglomerados de redes a execução do aplicativo ocorre normalmente,

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