Aulas de Protagonismo Juvenil. Ensino Fundamental -6º ao 9º ano.

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1 Aulas de Protagonismo Juvenil. Ensino Fundamental -6º ao 9º ano.

2 Disciplina: Protagonismo Juvenil 1º bimestre 2013 Material estruturado para as aulas de Protagonismo Juvenil Nesta gestação de sonhos e utopias os jovens foram e continuarão sendo a vanguarda, porque, olhando para o futuro, são eles os que têm mais razões e motivos para sonhar, para fazer planos, para imaginar utopias, para fixar um norte que supere um presente de insatisfações. Juan Carlos Rodriguez Ibarra O Ensino Fundamental tem como objetivo geral para a sua estruturação curricular, a utilização de diferentes linguagens - verbal, matemática, gráfica, plástica, corporal - como meio para expressar e comunicar ideias, interpretar e usufruir das produções da cultura. Assim, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental (1999), a escola, em cumprimento ao seu papel primordial, deve pensar num currículo como instrumentação da cidadania democrática, contemplando conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, incorporando como diretrizes gerais e orientadoras as quatro premissas apontadas pela UNESCO para a educação na sociedade contemporânea: APRENDER A CONHECER saberes que permitem compreender o mundo; APRENDER A FAZER desenvolvimento de habilidades e o estímulo ao surgimento de novas aptidões; APRENDER A CONVIVER aprender a viver juntos, desenvolvendo o conhecimento do outro e a percepção das interdependências; APRENDER A SER preparar o indivíduo para elaborar pensamentos autônomos e críticos; exercitar a liberdade de pensamento, discernimento, sentimento e imaginação. A partir desses princípios gerais, o currículo deve ser articulado em torno de eixos básicos orientadores da seleção de conteúdos significativos, tendo em vista as competências e habilidades que se pretende desenvolver no Ensino Fundamental, considerando o contexto da sociedade em constante mudança e a prova da validade e de relevância social desse currículo para a vida do jovem que atuará no mundo que oferecerá cada vez mais e sempre, novos desafios. Isso exigirá que a escola ofereça a condição para que esse jovem se enxergue atuando no mundo a partir daquilo que ele projetar para si como ser humano autônomo, solidário e competente. Dessa maneira ele será dotado de condições para organizar e sistematizar seus 2

3 sentimentos e suas atitudes, harmonizando valorações e consequentemente capaz de adotar um comportamento coerente e correto, facilitando a tomada de consciência dos valores e das crenças e das opções vitais de cada pessoa. Nesse sentido, é vital a oferta de espaços que permitam que o jovem atue em situações onde ele possa planejar e executar projetos que viabilizem o exercício dos 4 Pilares e os seus saberes. Sob a forma de projetos, organizações, clubes juvenis, associações etc., o jovem aprende como se dá o processo de liderar equipes, de ser liderado, de organizar espaços e tempos, de tomar, avaliar e rever decisões, sempre apoiado pelos educadores que neste momento atuam como guias, suportes para a condução das suas ações. Nesses espaços o jovem tem a possibilidade de desenvolver a capacidade de atuar conjuntamente na resolução de problemas comuns, condição que em nosso país se encontra muito aquém dos níveis registrados se comparado com países com maiores níveis de desenvolvimento econômico, social e político. Como afirmado por Antônio Carlos Gomes da Costa...o protagonismo juvenil é a gramática e a didática da participação dos jovens em ações que visam o bem comum na escola, na comunidade e na vida social mais ampla, atuando como parte da solução, e, não do problema. Para tanto, o protagonismo juvenil precisa ser entendido como um elemento fundamental da estrutura teórico-prática da educação para valores que dotará o jovem de condições de tomar melhores decisões em sua vida, desde aquelas de menor abrangência até aquelas vitais ao desenvolvimento do seu Projeto de Vida. Assim, esse currículo deve pressupor a permanente atenção à necessidade de se buscar novas formas de relacionamento entre os estudantes, entre eles e os educadores bem como entre a escola, comunidade e famílias dos estudantes e o seu entorno escolar sócio-comunitário. Profª Thereza Paes Barreto Consultora UFPE/ICE 3

4 Aulas Aula 1: Conceitos iniciais sobre protagonismo juvenil Objetivos da aula - Apresentação da disciplina; - Trabalhar alguns conceitos e características do protagonismo juvenil; - Levantar as percepções dos estudantes quanto ao momento do acolhimento. Conceitos trabalhados - Protagonismo juvenil; - Vivências ocorridas durante o processo de acolhimento. Aula 2: A escola e o protagonismo juvenil - Reflexão sobre o papel da escola como ambiente propiciador de oportunidades para o desenvolvimento do protagonismo juvenil; - Despertar nos estudantes o interesse pela participação ativa na comunidade escolar como agente de mudança. - A escola e o Protagonismo Juvenil Aula 3: O protagonismo juvenil em nossa realidade Aula 4: As práticas e vivências do protagonismo juvenil na escola: apresentação das atividades propostas - Trazer exemplos de pessoas que atuaram e atuam como protagonistas em nossa sociedade; - Promover um debate com os estudantes e levá-los a refletir sobre como cada um pode ser agente de mudança onde vivem. - Apresentar aos estudantes as atividades propostas pela escola para o desenvolvimento do protagonismo juvenil; - Atuação do jovem na sociedade; - Perceber o quanto influímos no ambiente à nossa volta. - As oportunidades oferecidas pela escola Aula 5: As práticas e vivências do protagonismo juvenil na escola: estruturação dos grupos. Aula 6: As práticas e vivências do protagonismo juvenil na escola: estruturação dos grupos. Aula 7: As práticas e vivências do protagonismo juvenil na escola: - Estruturação dos clubes. - Organização - Responsabilidade - Gerenciamento; - Trabalho em equipe; - Liderança - Estruturação dos clubes - Organização - Responsabilidade - Gerenciamento; - Trabalho em equipe - Liderança - Estruturação dos clubes - Organização - Responsabilidade - Gerenciamento; 4

5 estruturação dos grupos. Aula 8: As práticas e vivências do protagonismo juvenil na escola: estruturação dos grupos. - Trabalho em equipe - Liderança - Estruturação dos clubes - Organização - Responsabilidade - Gerenciamento; - Trabalho em equipe - Liderança 5

6 Aula 1 Conceitos iniciais sobre Protagonismo Juvenil Reflexão para o Educador: O protagonismo juvenil * O termo Protagonismo é a palavra-chave para a conceituação de um movimento que preconiza um novo papel para o adolescente, possibilitando que ele se torne ator importante na construção de uma sociedade mais justa, harmônica e solidária. O protagonismo pode ser compreendido com alternativa eficaz na educação para a co-responsabilidade na construção do bem comum e como estratégia pedagógica de estímulo ao envolvimento do jovem em atividades que ultrapassam os limites dos seus interesses individuais e familiares, seja em escolas, igrejas, clubes, associações, organizações não-governamentais, campanhas outros espaços de participação. O jovem Protagonista é aquele que influi, especialmente através de ações concretas, não apenas nos acontecimentos que afetam sua vida diretamente, mas a vida daqueles com os quis convive. Ao estimular o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil, a escola contribui para a formação de uma nova geração de adolescentes atuantes, agentes de profundas transformações que a sociedade contemporânea exige. Assim, jovem a passa a ser ator principal de sua história, do seu desenvolvimento. Dentro da ideia de Protagonismo Juvenil proposta por Antônio Carlos Gomes da Costa, o jovem é tomado como elemento central da prática educativa, que participa de todas as fases desta prática, desde a elaboração, execução até a avaliação das ações propostas. A idéia é que o protagonismo juvenil possa estimular a participação social dos jovens, contribuindo não apenas com o desenvolvimento pessoal dos jovens atingidos, mas com o desenvolvimento das comunidades em que os jovens estão inseridos. Dessa forma, segundo o Educador, o protagonismo juvenil contribui para a formação de pessoas mais autônomas e comprometidas 6

7 socialmente, com valores de solidariedade e respeito mais incorporados, o que contribui para uma proposta de transformação social. Algumas contribuições do Protagonismo Juvenil No campo do desenvolvimento pessoal, a prática do Protagonismo contribui para o desenvolvimento do senso de identidade, da auto-estima, do autoconhecimento, da autoconfiança, da visão de futuro, do nível de aspiração vital, do projeto e do sentido da vida, da autodeterminação, da auto-realização e da busca de plenitude humana por parte dos jovens. No campo da capacitação para o trabalho, o Protagonismo propicia ao jovem, através de práticas e vivências estruturantes, o desenvolvimento de habilidades como autogestão, heterogestão (oposto de autogestão) e co-gestão (participação na gestão), ou seja, ele aprende a lidar melhor com suas potencialidades e limitações (gerir a si mesmo), a coordenar o trabalho de outras pessoas (atuar sobre a atuação de outros) e a agir conjuntamente cm outros jovens e adultos na consecução de objetivos comuns (trabalho em equipe). Como promotor de ações sociais, o Jovem Protagonista é preparado para atuar como voluntário na comunidade, sob orientação de um facilitador. Como agente multiplicador, o jovem é capacitado a repassar para outros adolescentes os conhecimentos adquiridos, seja informalmente, para amigos, colegas e familiares, seja formalmente, como monitores (nas oficinas de acolhimento dos novos estudantes, por exemplo). Como sujeito do seu processo de aprendizagem, o jovem se envolve em ações que utilizam metodologias participativas. Ao invés de palestras ou exposições, em que o adulto fala e o adolescente ouve passivamente, opta-se pelo debate, pela troca de experiências e por atividades vivenciais, como jogos e dramatizações. O Educador atua como facilitador do processo, conduzindo o grupo com sensibilidade e flexibilidade, respeitando as características de seus participantes e levando em consideração as suas necessidades específicas. 7

8 * Texto adaptado. Livro: Protagonismo Juvenil - Adolescência, Educação e Participação Democrática, de Antônio Carlos Gomes da Costa e Maria Adenil Vieira. Objetivos: Apresentar aos estudantes conceitos iniciais sobre Protagonismo Juvenil; Reflexão sobre as práticas e vivências ocorridas durante o processo de acolhimento; Compreender os objetivos dos pontos trabalhados nas dinâmicas realizadas no acolhimento. Conceitos trabalhados: - Vivências ocorridas durante o processo de acolhimento. - Protagonismo juvenil; Atividades: Conceitos sobre Protagonismo Juvenil 15 min Debate sobre o processo de acolhimento 25 min Conversa final 15 min Atividade1: Conceitos sobre Protagonismo Juvenil 10 min Desenvolvimento: O Educador deverá fazer um breve resumo do texto Reflexão para o Educador: Protagonismo Juvenil, citado anteriormente no início desta aula. Como orientação, sugerimos, além dos conteúdos trazidos no referido texto, que o Educador possa aprofundar sua explicação nos três pilares do Protagonismo Juvenil: a formação de jovens Autônomos, Solidários e Competentes. Tópicos de apoio: O jovem autônomo, solidário e competente. Jovem autônomo: Capaz de avaliar e decidir; Capaz de interferir em sua aprendizagem; 8

9 Capaz de assumir riscos e responsabilidade pelas suas ações; Capaz de tomar decisões e ter iniciativas para mudar o lugar onde vive. Jovem solidário: Capaz de envolver-se com parte da solução e não como parte do problema, atuando como fonte de iniciativa, liberdade e compromisso; Capaz de promover seu próprio desenvolvimento e o da sociedade em posição de igualdade com os outros atores sociais; Capaz de atuar como voluntário, como promotor de ações sociais; Capaz de atuar como multiplicador de conhecimentos adquiridos. Jovem Competente: Preparado para compreender as características e exigências do novo mundo do trabalho; Detentor das habilidades básicas e da gestão requeridas para um bom desempenho; Aptos para a aquisição das habilidades específicas requeridas pela opção que abraçar. Atividade 2: Debate sobre o processo de acolhimento Objetivo: Levantar a percepção dos jovens acerca dos momentos vividos durante o processo de acolhimento. Desenvolvimento: O Educador deverá estimular um debate onde os alunos possam expor suas percepções acerca doa trabalhos realizados durante os dias de acolhimento. Neste momento, o Educador pedirá que cada aluno fale uma palavra ou uma frase que expresse o que mais lhe impressionou no processo de acolhimento. Os temas abaixo devem ser abordados, de maneira que os jovens possam compreender a importância deste momento inicial de acolhimento. Temas sugeridos para o debate: 1. Por que o momento do acolhimento é uma expressão do Protagonismo Juvenil? 9

10 Ideias: O processo de acolhimento como espaço para o Jovem Protagonista atuar como multiplicador dos conhecimentos adquiridos ao longo de suas experiências na escola; A responsabilidade dos jovens protagonistas de apresentar aos novos estudantes a escola e as oportunidades que ela oferece; As responsabilidades assumidas pelos Jovens Protagonistas quanto à preparação da recepção dos novos estudantes. 2. Objetivos do acolhimento; 3. Processo de integração; 4. História de vida dos Jovens Protagonistas responsáveis pelo acolhimento; 5. A importância da oficina dos sonhos. Conversa final: Texto para reflexão do educador junto aos estudantes: A razão de ser do acolhimento. Sem conteúdos teóricos das disciplinas curriculares, os Jovens Protagonistas recebem os novos estudantes apresentando-lhes de maneira simples a filosofia e o projeto pedagógico da escola, através da perspectiva de que esta escola em tempo integral tem uma concepção diferenciada, baseada no princípio fundamental de seu modelo pedagógico, ou seja, assegurar o cumprimento de sua missão primordial que é oferecer educação pública de qualidade, produzindo e transmitindo conhecimentos aos estudantes de modo a prepará-los para a vida nos contextos produtivo e pessoal. Essa preparação será expressa através da atuação de jovens autônomos, competentes e solidários, capazes de desenvolver seu projeto de vida e fazerem a diferença na sociedade onde estão inseridos. Este acolhimento consiste em atividades que promovem o diálogo entre os Jovens Protagonistas e os novos estudantes através da realização de dinâmicas que objetivam despertar nos estudantes valores e pilares essenciais para sua formação e proporcionem 10

11 integração entre eles. Além destas atividades, neste momento de recepção acontece a Oficina dos Sonhos, onde os estudantes são levados a refletir sobre seus sonhos e objetivos de vida, e a expressar os seus ideais através da apresentação de trabalhos e projetos que concretizam as expectativas dos jovens em relação à escola, enxergando agora neste ambiente as oportunidades que contribuirão para a realização destes sonhos. Essa reflexão é a semente plantada no início da vivência escolar, e mais tarde, com o apoio da TGE, se transformará nos Projetos de Vida de cada estudante. 11

12 Aula 2 A escola e o Protagonismo Juvenil Reflexão para o Educador: A escola como um espaço para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil A escola deve ser o ambiente que oferecerá aos jovens a base que lhes permita transformar sua passagem pelo Ensino Fundamental em variadas oportunidades de aprendizagem, sempre projetadas para a elaboração e execução do seu Projeto de Vida, sendo o Protagonismo Juvenil a premissa que fundamenta sua ação. Ela deve prover-lhes, através do seu projeto pedagógico, as condições ideais para a plena fruição do projeto escolar como forma de participação e de promoção do seu autodesenvolvimento. Essas condições, essencialmente vinculadas aos três elementos que fundam o projeto escolar - Formação Acadêmica de Excelência, Formação Profissional e Preparação para a Vida, atuam de maneira interdependente e se relacionam de forma dinâmica, expressas nos desenhos curriculares, nas metodologias de ensino, e, sobretudo, nas Atividades Pedagógicas Integradas. Todo o ambiente escolar - gestão e educadores - deve estar focado no atendimento das necessidades, desejos e projetos dos jovens que se realiza através do projeto pedagógico sustentado pelo modelo de gestão. Nessa escola, os aspectos inovadores em conteúdo, método e gestão devem estar presentes na plenitude de suas ações. E os adultos nesta história? No contexto da educação em tempo integral, que tem como um de seus principais alicerces a ação protagonista dos estudantes, o Professor, Diretores e demais funcionários da comunidade escolar, que antes representavam a figura daqueles que são detentores do poder e do conhecimento absoluto, para agora a adotarem a figura de Educadores, deixando de serem o referencial absoluto de autoridade e permitindo que o jovem possa atuar como sujeito de seu processo de aprendizagem, participante ativo em fóruns de discussão dentro e fora da escola, 12

13 co-autor de materiais educativos, agente multiplicador e promotor de ações voltadas para o desenvolvimento e o bem-estar coletivo. Este é o jovem autônomo. Isto não quer dizer que os adultos (que na comunidade escolar são os Professores, Diretores e demais funcionários) irão se demitir do seu papel e jogar sobre os jovens o peso total da responsabilidade do que ocorreu ou deixou de ocorrer. Trata-se do estabelecimento de uma co-responsabilidade entre jovens e adultos pelo curso dos acontecimentos, que resulta de sua atuação conjunta. Para que se desenvolva o Protagonismo Juvenil é necessário desenvolver um novo tipo de relacionamento entre jovens e adultos, em que o adulto deixa de ser um transmissor de conhecimentos para ser um colaborador e um parceiro do jovem na descoberta de novos conhecimentos e na ação comunitária. Para que isso aconteça, é necessário, no entanto, que haja uma mudança na visão do educando, em que este possa ser visto como fonte de iniciativa, fonte de liberdade e de compromisso. Isso quer dizer que os jovens devem ser estimulados a tomarem iniciativa dos projetos a serem desenvolvidos, ao mesmo tempo em que devem vivenciar possibilidades de escolha e de responsabilidades. Outras observações: A concepção da educação, que está na base da prática do Protagonismo Juvenil, é aquela que vê na educação um instrumento de desenvolvimento do potencial humano, ou seja, o ato de educar como sendo aquele capaz de transformar o potencial do ser humano em competências, habilidades e capacidades; Nesta concepção, educar é criar espaços e condições para que o educando possa empreender, ele próprio, a construção de seu ser em termos pessoais e sociais; O Educador é visto, aqui, como um líder, um organizador, um co-criador de acontecimentos junto aos jovens; O protagonismo se estrutura tendo a participação do jovem como base, a cooperação Educador-Educando como meio, e por último a autonomia do jovem como fim; A autonomia plena do jovem não é uma condição para iniciação prática no protagonismo, mas um objetivo a ser alcançado com a prática desta modalidade educativa; No protagonismo juvenil, o educando deve ser visto como fonte de iniciativa (ação), de liberdade (opção) e de compromisso (responsabilidade); 13

14 Na prática do protagonismo, a postura do Educador diante da vida, de situaçõesproblema e de seus educandos é uma pauta de referências para os educandos; No protagonismo, vale muito a afirmação de Sartre: Não se ensina somente aquilo que se quer ensinar. Ensina-se aquilo que se é. Objetivos Reflexão sobre o papel da escola como ambiente propiciador de oportunidades para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil; Despertar nos estudantes o interesse pela participação ativa na comunidade escolar como agente de mudança. Conceitos trabalhados: A escola e o Protagonismo Juvenil Atividades: Comentário sobre o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil na escola 10 min Dinâmica - A escola dos meus sonhos 20min Dinâmica - O que vale e o que não vale a pena na escola- 15 min Conversa final 05 min Atividade 1: Comentário sobre o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil na escola Nesta atividade, o Educador poderá fazer um resumo do texto Reflexão para o Educador: A escola como espaço para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil citado na abertura desta aula, e apresentá-lo de maneira resumida e simples aos estudantes. O importante deste momento é que os jovens entendam e percebam a escola como: Espaço que oferecerá oportunidades para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil; Espaço que não visa apenas garantir que os jovens tenham uma formação acadêmica de excelência, mas sim prepará-los para sua caminhada profissional, prepará-los para a vida e mostrar a eles que eles são capazes de construírem seu próprio futuro sendo protagonistas de sua história; 14

15 Espaço onde todos os agentes da comunidade escolar (equipe gestora, Educadores, e demais funcionários) e parceiros trabalharão dia a dia para apoiá-los em suas iniciativas e buscarão fazer da escola o lugar que propiciará a eles a realização de seus sonhos; Espaço para compartilhar experiências, conhecimentos e sonhos; Espaço para exercício da ética e da cidadania. Conversa final: Como resumo, o jovem deverá compreender que é na escola que ele deverá encontrar um rol diversificado e rico de atividades que o orientarão através de uma formação acadêmica de excelência, de uma formação profissional que o introduza no mundo do trabalho e de práticas e vivências que enriqueçam a sua preparação para a vida dotando-o de valores e informações essenciais e que o apóiem na tomada das decisões mais acertadas e nas suas melhores escolhas sobre a condução da sua vida. Atividade 2: Dinâmica - A escola dos meus sonhos Nesta dinâmica, os jovens serão estimulados a refletir sobre o que eles pensam que a escola devem lhes oferecer, como deve ser a escola para eles. Além disso, serão estimulados a pensar como eles podem transformar a escola - com ideias e ações em num lugar agradável, onde eles poderão ter oportunidades de se desenvolverem e se prepararem para o s próximos passos de suas vidas. Objetivos: Levantar as características que se tem da escola que se tem e da escola que se gostaria de ter; Discutir as formas de participação possíveis para que os jovens possam contribuir para a transformação da escola que se tem; Estimular o Protagonismo Juvenil na escola; Despertar o senso de responsabilidade de cada jovem na construção de uma escola cada vez melhor para todos. 15

16 Material a ser utilizado: Folha de flip chart (duas unidade), hidrocor (o suficiente para todos os alunos) e fita crepe, pedaços de papel recortados em formato retangular (o dobro da quantidade de estudantes da sala). Desenvolvimento: 1º momento, distribua dois pedaços de papel para cada estudante, em seguida peça que cada um escreva em um pedaço de papel sua opinião sobre A escola que gostaria de ter, e em outro pedaço peça que escrevam respostas para a pergunta: O que posso fazer para minha escola ser melhor? No instante em que os alunos estiverem escrevendo, cole no quadro ou na parede duas folhas de flip chart, onde em uma delas deverá estar escrito: A escola que eu gostaria de ter, e na outra O que posso fazer para minha escola ser a melhor?, e também poderá já ir cortando pedaços de fita crepe que serão utilizados pelos estudantes no próximo passo da dinâmica; Após todos terem concluído, peça que cada um se dirija ao local onde foi colada as duas folhas de flip chart citadas no passo anterior, leia sua frase e em seguida cole-as na folha de flip chart correspondente; Plenário: discutir com o grupo como a escola que se tem pode se transformar na escola que se gostaria de ter, e como cada um pode participar desta transformação. Comentário sobre a dinâmica A escola é um espaço privilegiado de participação social e exercício de cidadania para os adolescentes. O ponto principal deste trabalho é comprometê-los com o processo de transformação da escola que freqüentam. O Educador deverá promover a discussão e reflexão sobre as várias possibilidades de atuação dos jovens, com o objetivo de melhorar as condições físicas, materiais, relacionais e pedagógicas do seu ambiente escolar. É importante incentivar ações que possam ser planejadas, executadas e avaliadas pelos próprios adolescentes. O jovem precisa perceber que é co-responsável por tudo aquilo que vive, dando-se conta da importância da sua ação, desde a manutenção da limpeza, conservação dos materiais, cumprimento de tarefas escolares, atenção às aulas, convivência solidária e respeitosa com os 16

17 Educadores e colegas a te a participação criativa e crítica em atividades estudantis, como assembléias, grêmios, grupos de jornal, música, teatro e as demais atividades que poderão ser oferecias pela escola. Atividade 3: Dinâmica - O que vale e o que não vale a pena na escola Nesta dinâmica, os jovens serão levados a refletir sobre temas a conduta no ambiente escolar, levantando que tipos de atitudes não devem se tomadas por eles no ambiente escolar (ex: riscar as paredes, destruir os quadros, quebrar o banheiro, etc), bem como refletir sobre que atitudes serão válidas para a construção de um ambiente escolar agradável. O mural de ideias, que será tido como produto final desta dinâmica, servirá como uma espécie de contrato de convivência, e os jovens poderão ser estimulados pelo Educador assumir o compromisso de cumprir aquilo que sugeriram sobre o que vale e o que não vale a pena na escola. Objetivos: Estimular os jovens a percepção de atitudes e práticas não devem fazer parte do convívio escola; Discutir sobre direitos e deveres de cada um para se construir um ambiente escolar agradável para todos; Despertar nos jovens o senso de responsabilidade de cada um na construção de um ambiente escolar agradável. Material a ser utilizado: Folha de flip chart (duas unidade), hidrocor (o suficiente para todos os alunos) e fita crepe. Desenvolvimento: 1. Peça para o alunos formarem 5 grupos; 2. Distribua dois pedaços de papel para cada grupo; 3. Peça para cada grupo escrever nos papéis distribuídos suas opiniões sobre os temas: O que vale a pena na escola e O que não vale a pena na escola, sendo um tema em um papel e outro tema em outro papel (cada grupo deve ter recebido dois pedaços de papel); 4. No instante em que os grupos estiverem escrevendo, cole no quadro ou na parede duas folhas de flip chart, onde em uma delas deverá estar escrito: O que vale a pena na escola e na outra O que não vale a pena na escola, 17

18 5. Após todos terem concluído, peça que cada grupo eleja um representante, e este deverá se dirigir ao local onde foram coladas as duas folhas de flip chart citadas no passo anterior, ler as opiniões do grupo escritas nos pedaços de papel, e em seguida colar estes papéis na folha de flip chart correspondente; 6. Plenário: Discutir com os grupos as opiniões levantadas. 7. Guardar as folhas de flip chart com as ideias dos estudantes, e se possível, fazer um grande mural juntando os materiais gerados em todas as turmas e expor em algum local da escola onde os estudantes possam estar sempre em contato com o material que eles produziram. Comentários sobre a dinâmica Neste trabalho, o Educador precisa estar atento para reforçar, em todas as oportunidades, o fato de que a construção de uma escola de qualidade envolve a participação de vários, atores: pais, professores, diretores, funcionários, parceiros, comunidade e o próprio jovem. A ação do jovem é fundamental para as transformações que podem e devem ocorrer na sala de aula e na escola, visando a melhoria contínua da educação. 18

19 Aula 3 O Protagonismo Juvenil em nossa realidade Nesta aula, o educador trará aos estudantes exemplos de pessoas que atuaram e atuam com uma postura protagonista em nossa sociedade. Objetivos Trazer exemplos de pessoas que atuaram e atuam como protagonistas em nossa sociedade; Promover um debate com os estudantes e levá-los a refletir sobre como cada um pode ser agente de mudança onde vivem. Conceitos trabalhados: - Atuação do jovem na sociedade; - Perceber o quanto influímos no ambiente à nossa volta. Atividades: Exemplos de pessoas que atuaram (e atuam) como Protagonistas - 10 min Dinâmica - O mundo que nós queremos 20min Dinâmica - O que vale e o que não vale a pena na escola- 15 min Conversa final 05 min Atividade 1: Exemplos de pessoas que atuaram (e atuam) como protagonistas Nesta atividade, o Educador apresentará aos jovens exemplos de pessoas que fazem a diferença onde vivem, mostrando as características e a histórias destas pessoas, e como elas se destacaram em suas ações que visam transformar o local onde vivem num ambiente de igualdade e de oportunidades para todos. É importante criar um debate com os estudantes sobre estes exemplos destas pessoas. Objetivos: Trazer exemplos de pessoas que fizeram e fazem a diferença onde vivem; Levar os estudantes a perceberem que podem contribuir para mudar/melhorar o local onde vivem. Atividade 2: Dinâmica - O mundo que nós queremos... 19

20 Nesta dinâmica, os jovens serão estimulados a refletir sobre o mundo ao seu redor e perceber aspectos que precisam ser melhorados para que tenhamos uma sociedade melhor para se viver, e ao levantarem estas problemáticas, serão levados a refletir de que maneira cada um deles poderá atuar para transformar a realidade onde vivem. Objetivos Tomar consciência do espaço em que vive, refletindo suas problemáticas de modo a perceber as mudanças que o jovem deseja que ocorram e o que se faz necessário para que elas aconteçam; Estimular os jovens a refletirem como eles podem atuar como agentes de mudança; Despertar o senso de responsabilidade nos jovens; Mostrar aos jovens que eles são capazes de contribuir com suas ideias para a construção de um mundo melhor; Mostrar aos jovens que cada pessoa é agente de transformação da própria vida e do mundo em que vive. Material utilizado: Folha de flip chart (duas unidade), hidrocor (o suficiente para todos os alunos), cola, tesoura, revistas e jornais e fita crepe. Desenvolvimento: Peça que os estudantes falem que coisas precisam ser mudadas para que tenhamos um mundo melhor para se viver. Escreva no quadro as ideias dos estudantes. Em seguida, peça que se forme equipe de 7 pessoas. Cada equipe escolher uma ideia escrita no quadro. Distribua com todas as equipes uma folha de flip chart (uma para cada equipe), revistas, tesoura, hidrocor e cola. A proposta é que cada equipe demonstre, através de frases, palavras e figuras o que eles podem fazer para mudar a realidade (Ex: O tema da equipe x é violência. A equipe terá de dizer como cada um pode contribuir para acabar com a violência no mundo). Após todas as equipes terem acabado, o Educador deve promover um debate sobre as ideias levantadas pelas equipes. É importante destacar a responsabilidade de cada um do processo de transformação social com ações concretas. Os jovens precisam se enxergar como agente de mudança capaz de contribuir para a construção de um mundo melhor para todos. 20

21 Comentários Nesta atividade, o estudante se depara com a realidade em que vive e com os compromissos que precisa assumir com ela. Ao projetar sua realidade no futuro, entra em contato com o desejo e a necessidade de mudança. A partir daí, pode refletir sobre sua participação nesse processo de transformação. É um trabalho interessante, pois permite perceber que desejar por si só não produz mudança. É preciso iniciar ações coletivas que possibilitem transformações. Cabe ao Educador estimular o Protagonismo nos seus alunos, no sentido de buscar soluções para alguns problemas diagnosticados, considerando-se os limites e a possibilidade da ação do jovem. Não se deve exigir do estudante papéis e responsabilidades não compatíveis com seu nível de desenvolvimento, tendo sempre em mente que hã muitas maneiras e gradações de contribuir com uma causa. Na reflexão desta dinâmica, é importante destacar o papel do jovem protagonista no processo de transformação social, onde este é capaz de identificar pontos de melhorias à sua volta e de propor ações para que ele mesmo possa fazer sua parte no processo de construção de um mundo melhor para todos. É importante estimular o Protagonismo Juvenil como exercício da cidadania, envolvendo o jovem na discussão e resolução de problemas concretos do seu cotidiano, assim como nas questões de interesse coletivo, incentivando sua participação com ideias e ações que visem contribuir para o bem-estar coletivo. 21

22 Aula 4 As práticas e vivências do Protagonismo Juvenil na escola: apresentação das atividades propostas Reflexão para o Educador Nesta aula, o Educador deverá apresentar aos estudantes um resumo de cada atividade proposta para o desenvolvimento do protagonismo juvenil na escola. É importante relembrar brevemente alguns temas vistos nas aulas anteriores sobre o papel do jovem protagonista e sobre o papel da escola como espaço onde os jovens terão a oportunidade de desenvolver a capacidade de atuar conjuntamente como um jovem autônomo, solidário e competente. É primordial que o jovem consiga associar os conceitos trabalhados nas aulas anteriores com as práticas e vivências oferecidas pela escola. Neste momento, os jovens precisarão ser estimulados a participar das vivências dos clubes, pois será através destas que eles poderão desenvolver habilidades, adquirir conhecimentos, e agir como atores principais de suas histórias. Além de ser um espaço para o desenvolvimento do protagonismo juvenil, que tem como premissa a formação de jovens autônomos, solidários e competentes, deve-se destacar também que os clubes, em seus objetivos gerais e específicos, oferecerão aos jovens um espaço para: Descoberta de aptidões que auxiliarão a escolha profissional do jovem; Busca de conhecimentos e aquisição de habilidades para a realização de seus projetos de vida; Construção de laços afetivos de amizade e companheirismo; Desenvolvimento pessoal e profissional; Aquisição de conhecimentos que ajudarão o jovem em sua inserção no mercado de trabalho; Desenvolvimento do senso de responsabilidade; Estimular o jovem para o trabalho voluntário; Participação ativa como ator principal no contexto escolar, familiar e social em seu sentido mais amplo; 22

23 Aprendizagem prática de conceitos de Ética e cidadania; Construção de valores e formação de uma conduta coerente com a educação do jovem protagonista; Descoberta da importância do trabalho em equipe, bem como a compreensão de como a contribuição individual afeta o trabalho coletivo; Exercitar as relações interpessoais, as habilidades de comunicação, de liderança, etc; Estimular a atitude dos jovens na resolução de problemas e na busca de alternativas; Entender, na prática, como funciona a auto-gestão e a gestão de equipes; Atuação do jovem como multiplicador dos conhecimentos adquiridos. Atividade 1: Apresentação das atividades propostas Neste momento, o Educador deverá fazer uma abordagem resumida das práticas e vivências que serão oferecidas pela escola e que servirão como espaço para o desenvolvimento do Protagonismo Juvenil. Objetivos: Apresentar aos estudantes as atividades propostas; Facilitar o processo de escolha dos clubes por parte dos estudantes, à medida que se for apresentando o que é e como cada um deles funciona. Apresentação das atividades: Ao apresentar as atividades, o Educador deverá falar os seguintes aspectos: O que é a atividade? O que é feito na atividade? Que características o jovem deve ter para participar da atividade? (Exemplo: Para participar do Clube do jornal, o jovem deve gostar de escrever, ser comunicativo, etc). 23

24 Lista de atividades: a) Acolhimento dos novos estudantes ; b) Líderes de turma ; c) Clube do Jornal; d) JAP Jovens em ação pelo patrimônio; e) JAMA Jovens em ação pelo meio ambiente; f) Redes sociais; É importante frisar que os estudantes poderão propor a criação de novos clubes Observação Para os itens Acolhimento de novos estudantes e Líderes de turma não haverá formação de clubes de atividades ao longo do ano. O processo seletivo para participação do Acolhimento dos novos estudantes acontecerá no fim de cada ano letivo, e será a formação de uma equipe de trabalho por tempo determinado (apenas para recepção dos novos estudantes). Assim, todos os estudantes que tiverem interesse em participar deste momento terão a oportunidade de se inscreverem no final do ano letivo, e a sugestão é que a equipe gestora juntamente com os Educadores possa fazer a seleção dos jovens que irão compor a equipe de acolhimento dos novos estudantes, de acordo com os critérios sugeridos nas próximas páginas. Em relação aos Líderes de turma, também não haverá a formação de um clube específico com atividades semanais como o Clube do jornal, por exemplo. A orientação é que nesta aula, após a explicação do Educador sobre o funcionamento de cada atividade, seja feita a eleição do líder da turma, que também poderá participar as outras práticas e vivências oferecidas pela escola. O importante é que os estudantes entendam porque ser líder de turma é considerado uma atividade oferecida pela escola que propicia a atuação do jovem como protagonista. A eleição poderá acontecer na próxima aula (aula 5). Assim, é importante que o 24

25 Educador oriente os jovens a refletirem se querem se candidatar aos cargos em questão e já se prepararem para a aula seguinte. * Texto de orientação sobre Líder de turma O Líder de Turma é a pessoa indicada e eleita pelos colegas para representá-los, tendo o importante papel de colaborar de maneira corresponsável na formação e no desenvolvimento deles próprios e dos demais colegas através de vivências de liderança como protagonistas. São muitas as atividades de um líder: integrar a turma; sondar as dificuldades e buscar suas superações; participar das reuniões solicitadas pela Gestão e fazer o devido repasse das informações; orientar e acompanhar o planejamento e a execução das diversas atividades da turma; facilitar o contato e a relação entre estudantes, professores, gestão; e, principalmente: falar e responder em nome da turma em toda e qualquer situação, buscando sempre o bem estar coletivo. Dentre outras atitudes, o líder de turma precisa estar sempre disposto a ouvir e considerar as opiniões e sugestões dos colegas, discutir e encaminhar os assuntos à gestão, vivenciar a constante resolução de conflitos e mal-entendidos e buscar, juntamente com toda a comunidade, uma relação de amizade, harmonia, solidariedade, confiança e respeito. Algumas qualidades devem ser inerentes a um líder de turma: responsabilidade, disposição em servir, boa educação, organização, honestidade, senso de justiça, dinamismo, assiduidade, firmeza, postura crítica, etc. O líder também tem uma grande responsabilidade no sentido de incentivar os estudantes a fazerem importantes reflexões sobre estudos, atitudes, comportamento, ética e vida social e profissional no contexto do seu Projeto de Vida. Características identificadas no Líder de turma: Bom relacionamento com os colegas; Presteza; Tolerância; 25

26 Organização; Boa capacidade para se comunicar; Imparcialidade. É importante também que haja eleição para Vice-líder de turma. Este estará apoiando e auxiliando o trabalho do líder de turma, e representando a turma na ausência do líder. Como sugestão, posteriormente, após a eleição dos líderes, pode-se formar o Conselho dos líderes, tendo como representantes os líderes e vice-líderes de todas as turmas da escola. Estes poderão se reunir semanalmente ou até quinzenalmente para discutirem sobre o andamento dos trabalhos de liderança em cada turma, compartilharem experiências vividas em suas turmas, se apoiarem na resolução de possíveis conflitos entre turmas, discutirem sobre algum problema do contexto escolar que esteja causando polêmica entre os estudantes e se apresentarem junto à equipe gestora para solucionarem problemas na rotina escolar, etc. Caso surja alguma questão no contexto escolar onde o Conselho de líderes acredite que deva representar os estudantes junto à equipe gestora, este poderá se reunir em caráter extraordinário para discussão do assunto. Outra sugestão é que a escola possa oferecer aos líderes e vice-líderes de turma, capacitações na TGE, bem como propiciar aos mesmos a participação em oficinas e palestras sobre liderança. Atividade 2: Preenchimento da folha de interesse Objetivos: Iniciar o processo seletivo para divisão dos estudantes nas atividades oferecidas. Material necessário: Ficha de interesse impressa em quantidade suficiente para todos os estudantes. 26

27 Descrição: O Educador deverá distribuir uma ficha de interesse (semelhante ao modelo inserido na seção Anexos deste material para cada estudante preencher com suas preferências em relação às atividades propostas. Após todos preencherem, recolha as fichas e informe aos estudantes que antes do próximo encontro, as equipes para cada clube estará formada. 27

28 Aula 5 As Práticas e Vivências do Protagonismo Juvenil na escola: estruturação dos grupos Nas aulas 5, 6, 7 e 8, os estudantes selecionados para cada clube deverão realizar o processo de estruturação dos mesmos. Neste momento, a presença do Educador será muito importante para o bom andamento do trabalho, mas este assumirá o papel de Consultor e não deverá interferir no processo de implantação dos clubes, e sim orientar os estudantes na condução deste momento tão importante que antecede o início efetivo das atividades propostas. Nestas três aulas, os estudantes começarão a estruturar o trabalho para o início do funcionamento dos clubes. Será o momento no qual os estudantes poderão: Realizar as eleições para os cargos de liderança dos clubes; Estabelecer as parcerias necessárias para o funcionamento dos clubes; Definição das rotinas de trabalho de cada equipe; Divisão das atividades e responsabilidades entre os participantes; Realização de reuniões para elaboração de planos e ação para as atividades do ano; Traçar objetivos e metas de atuação dos clubes. Atividades Eleição do Líder e Vice-líder de turma Estruturação dos grupos Atividade 1: Eleição do Líder e Vice-líder de turma Parte1: Dinâmica Eleição ideal Objetivo Refletir sobre valores e qualidades de eleitores e candidatos em um processo de eleição 28

29 Material utilizado: Papel ofício, lápis, hidrocor, folhas de flip chart e fita crepe. Desenvolvimento 1. Peça aos estudantes que formem um círculo, todos sentados; 2. Entregar a cada estudante uma folha de papel e lápis, solicitando que descreva como imagina ser o candidato ideal e o eleitor ideal (características, atitudes, capacidades); 3. Após concluído o passo anterior, peça que se formem subgrupos e que os estudantes discutam a descrição feita individualmente até conseguir listar s qualidades essenciais do candidato e eleitor ideais. Cada subgrupo coloca seus resultados na folha de flip chart; 4. Peça para cada subgrupo apresentar suas conclusões, expondo os motivos da escolha de cada qualidade; 5. Após a apresentação, o Educador destaca as qualidades mais evidenciadas, analisando com o grupo como essas qualidades se manifestam no cotidiano; 6. Fechamento: O Educador ressalta para o grupo que, numa democracia, diversos candidatos se apresentam para cargos eletivos e que cada eleitor tem o direito e o dever de observar, questionar, analisar e avaliar quais deles atuarão em prol do bemestar coletivo com maior eficiência e compromisso. Chamar a atenção, também, para a necessidade do eleitor continuar acompanhando a atuação do seu candidato, caso este seja eleito. Portanto, para que uma eleição produza o melhor resultado para a sociedade, a qualidade dos eleitores é tão importante quanto a qualidade dos candidatos. Comentários Esta dinâmica possibilita a reflexão sobre o processo eleitoral, trabalhando a questão dos valores individuais e coletivos, a partir de uma situação idealizada. É importante que o Educador explore as qualidades escolhidas para os candidatos e eleitores, tomando como referência os valores implícitos nessa escolha. 29

30 Parte 2: Eleição Após a realização da dinâmica citada anteriormente, pode-se iniciar a eleição para a escolha do Líder e Vice-líder de turma. Assim, o educador deve solicitar que os estudantes interessados possam se apresentar para a turma. Quando todos os candidatos tiverem se apresentado, a eleição poderá começar. Objetivo: Eleger o Líder e o Vice-líder de turma. Material utilizado: Folha de ofício Desenvolvimento 1. Escreva no quadro o nome dos candidatos; 2. Distribua um pedaço de folha de ofício para cada estudante; 3. Peça para cada um escrever no papel o nome do candidato que deseja que assuma a liderança e vice-liderança da turma; 4. Após todos terem entregue o papel, faça a contabilização dos votos, abrindo cada papel e marcando no quadro a pontuação para cada candidato; 5. Pronto! Estão eleitos os representantes da turma! O candidato mais votado será o Líder da turma, e o segundo candidato mais votado será o Vice-líder de turma; 6. Caso a votação fique empatada, faça uma nova votação. Atividade 2: Estruturação dos grupos Neste momento, inicia-se a estruturação dos clubes. Abaixo seguem as orientações e o passo-a-passo para implantação de cada clube. O Educador deverá orientar os estudantes neste 30

31 processo de estruturação, não esquecendo que estará atuando apenas como Consultor, auxiliando nas possíveis dúvidas, mostrando aos jovens como fazer, mas deixando que eles faça 31

32 Aulas 6 Acolhimento de novos estudantes Passo - a - passo para implantação das atividades: a) Acolhimento de novos estudantes O que é? É uma atividade pedagógica que acontece nos dois primeiros dias de aula destinada aos estudantes que estão ingressando na escola. Durante dois dias, os estudantes são recepcionados por um grupo de Jovens Protagonistas de escolas já instaladas e que já vivenciaram os conceitos do Protagonismo Juvenil e as demais premissas do Programa. Este acolhimento consiste em atividades que promovem o diálogo entre os Jovens Protagonistas e os novos estudantes através da realização de dinâmicas que objetivam despertar nos estudantes valores e pilares essenciais para sua formação e proporcionem integração entre eles. Além destas atividades, neste momento de recepção acontece a Oficina dos Sonhos, onde os estudantes são levados a refletir sobre seus sonhos e objetivos de vida, e a expressar os seus ideais através da apresentação de trabalhos e projetos que concretizam as expectativas dos jovens em relação à escola, enxergando agora neste ambiente as oportunidades que contribuirão para a realização destes sonhos. Essa reflexão é a semente plantada no início da vivência escolar, e mais tarde, com o apoio da TGE, se transformará nos Projetos de Vida de cada estudante. Importância O acolhimento com a Oficina dos Sonhos tem uma grande importância, pois, além de ser o primeiro contato dos novos estudantes com a escola e com o seu modelo de ensino, é também o divisor de águas que indica que é chegado um novo tempo nas suas vidas. É neste tempo que eles poderão sonhar e traçar metas para realizá-los, pois receberão o apoio necessário para o seu desenvolvimento através do trabalho ao longo de três anos de uma 32

33 equipe dedicada e focada na missão da escola: prepará-los para uma formação acadêmica, para inserção no mundo do trabalho e para atuar na vida. Para o grupo de Protagonistas Juvenis que coordenam essa atividade, esse também é um momento de enriquecimento e aprendizado, pois assumem a responsabilidade de apresentar para os novos estudantes, o que aprendem nessa escola. É o momento de deixar para os novatos uma herança de sua consciência pessoal, da cidadania que desenvolveram e dos valores que construíram e que eles viverão não só naquele momento, mas ao longo do tempo em que estudarão naquela escola. E no ano seguinte, esses novatos passarão essas vivências para outros novatos e assim por diante. Como fazer? 1. Escolha dos participantes: É sugerido que se divulgue entre os alunos a seleção, e que os interessados possam se inscrever. Posteriormente, será feita uma avaliação dos inscritos por parte da equipe gestora juntamente com os demais Educadores. A dica é selecionar estudantes que ao longo de sua vivência na escola vêm demonstrando características essenciais para a prática do Protagonismo Juvenil: perfil empreendedor, capacidade de liderança, atitude proativa, participação positiva em outras atividades promovidas pela escola, capacidade de assumir responsabilidade, conhecimento do projeto pedagógico da escola, habilidades na resolução de problemas, dentre outras características. Os Jovens Protagonistas que participam deste acolhimento são selecionados aproximadamente um mês antes do início das aulas. 2. Execução das atividades do acolhimento: Planejamento: Após a seleção dos Jovens Protagonistas, tem início a fase de planejamento e preparação das atividades a serem realizadas nos dois dias de acolhimento. Os jovens são divididos em seis equipes, e cada equipe será responsável por um grupo de novos estudantes. Normalmente, divide-se a quantidade total dos estudantes ingressos também em seis equipes. Cada uma delas pode ser formada por três Jovens Protagonistas, que serão chamados de monitores e serão responsáveis pela turma durante os dois dias de recepção, conduzindo junto à sua turma, os trabalhos, as dinâmicas e a Oficina dos Sonhos. 33

34 Equipes de Trabalho: As equipes são caracterizadas por uma palavra que será o tema central do trabalho dos monitores, e também serão identificadas por uma cor. Cada equipe terá uma sala exclusiva e caracterizada para a realização dos trabalhos no decorrer dos dois dias. O objetivo em caracterizar o grupo de estudantes e seus respectivos monitores por temas é trabalhar, neste primeiro momento, os valores que serão essenciais para a construção da convivência entre os membros da comunidade escolar. As equipes serão estruturadas com os seguintes temas: Materiais: Após a formação da equipe de monitores, cada grupo irá trabalhar na confecção dos materiais a serem utilizados. Dias antes da recepção, todos os grupos de monitores se reúnem na escola onde acontecerá o acolhimento paracaracterizar a sala de acordo com o tema de cada equipe com cartazes de boas vindas e com palavras e imagens que remetam ao tema que será trabalhado na sala, além de prepararem textos reflexivos sobre o tema do grupo, descrever as dinâmicas a serem realizadas e seus objetivos e receberem 34

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