MONITORIA: EXPERIENCIA DA PESQUISA EM SALA DE AULA NO CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA. Resumo

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1 1 MONITORIA: EXPERIENCIA DA PESQUISA EM SALA DE AULA NO CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Resumo Patricia Santos de Barros/UFRJ A nossa vivência pedagógica situa-se no âmbito do curso de Licenciatura de Pedagogia da Faculdade de Educação- UFRJ. Alunos da disciplina Didática da Matemática ministrada no primeiro semestre de As reflexões que ocorreram trouxeram mudanças com as experiências vividas em sala de aula sobre o método, que diz respeito à implementação de uma aprendizagem significativa. O trabalho em grupo, as interações entre a arte e a matemática e principalmente considerar o aluno como uma pessoa sensível e aberta a novos conhecimentos necessitando de mediação do professor para desenvolver o seu potencial criativo. A mudança que ocorreu em relação ao aluno tradicional foi constatada nas avaliações e trabalhos que apresentamos nesta vivência pedagógica. Palavras-chave: Monitoria; Identidade; Formação e Pesquisa. Apresentação Sou aluna do curso de Licenciatura em Pedagogia, na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A trajetória até aqui me fez pensar no conhecimento construído para minha formação como pedagoga. Estas reflexões foram intensificadas pela proximidade do processo ensino-aprendizagem, que se deu mediante minha experiência como Monitora. Acreditamos na valorização da pesquisa e da prática, no desejo de aprender, e na busca de embasamento pedagógico. Estes são os meios ou algum deles para se mudar a realidade. Faremos nesse trabalho o relato de situações educativas e pedagógicas vividas numa turma da disciplina de Didática da Matemática do primeiro semestre de 2010 na Faculdade de Educação da UFRJ, onde foi desenvolvida a experiência com os alunos do curso de Licenciatura em Pedagogia. Na área de atuação da educação infantil e ensino fundamental (séries iniciais). A turma durante este período foi assistida pelo professor Manoel Teixeira e pela monitora Patricia Santos de Barros, cujo contrato de monitoria com a UFRJ teve inicio no mês de março, primeiro semestre do ano letivo com término previsto para o final do

2 2 segundo semestre do mesmo ano. Ensinar a condição humana proposta no saber III foi nossa escolha por acentuarmos na nossa atuação como monitora, o desenvolvimento da qualidade do ser humano. Pautada em valores que privilegiem a sensibilidade a ternura como fatores intrínsecos a aprendizagem do ensino da matemática. Uma visão nova da matemática na educação A escolha do nome, "Monitoria: experiência da pesquisa em sala de aula no curso de licenciatura em pedagogia." traduz as nossas inquietações a respeito da formação do professor da educação infantil e séries iniciais, principalmente na disciplina de didática da matemática, na qual fui monitora. Quando ainda era aluna da disciplina, surpreendime com a novidade da abordagem proposta na matemática, ao mesmo tempo era levada a pesquisar, a fim de aprofundar a compreensão dos tópicos/temas apresentados. Apesar da surpresa com o novo, da proposta abordada na matemática, ao mesmo tempo era levada a pesquisar. Pela dificuldade em aceitar essas propostas pedagógicas "experimentais" e, por esse motivo acredito que meu interesse foi além, das aulas ministradas de forma teórica e prática. A monitoria possibilitou conhecer melhor a proposta do professor de quem fui aluna no semestre anterior. Com este fato, podemos entender o processo de formação continuada do profissional da educação. Nossa identidade é construída a cada aula pensada e pesquisada tornando-se objeto de estudo constante para viabilizar mudanças. A identidade, não é dado adquirido, não é uma propriedade, não é um produto a identidade é um lugar de lutas e de conflitos, é um espaço de construção de maneiras de ser e de estar na profissão. (NÓVOA, 1995b, p. 16) Precisamos inovar, seja no currículo ou nas propostas didáticas para a sala de aula, criando ações pedagógicas que promovam mudanças nesse estado em que se encontra a educação. A linguagem matemática começa a esboçar as suas primeiras nuanças na leitura e escrita dos números. (...) A multiplicidade de papéis assumidos pelo ser humano como, por exemplo, o pai, a mãe, o motorista, o contador de histórias, o professor, etc., é função que se caracteriza na relação com o outro. Estas diferentes facetas são traços marcantes de nossa vida

3 3 profissional. Segundo Sacristan, essa multiplicidade de papéis deve ser assumida pelo professor. (TEXEIRA. 2008) Durante o primeiro semestre de 2010 tive a oportunidade de colocar em prática uma visão nova da matemática na educação. Isto me permitiu junto com o professor traçar situações didáticas, no intuito de facilitar o entendimento da proposta apresentada em sala de aula. O currículo da matemática tem mudado em relação a sua apresentação. Os professores usam da brincadeira, o lúdico, jogos em geral relacionados com outras áreas para apresentar os conteúdos matemáticos. Tópicos como números, antecessor, sucessor e muitos outros são apresentados numa relação da teoria com a prática pedagógica. O campo construtivista e as escolhas didáticas Para os sócio-interacionistas, a aprendizagem se inicia a partir da interação com situações diversificadas, o que leva o aluno a atribuir e desenvolver seus próprios conceitos e significados. O fator social tem grande importância na formação da inteligência. Segundo Vygotsky (1989), a brincadeira envolve desafios, desenvolve a imaginação, constrói relações reais e elabora regras de relações e convivências. No lúdico, o jogo dos papéis, através da interação e comunicação, cria uma situação imaginária em que o aluno incorpora elementos do seu contexto cultural, formando o pensamento. Assim como Vygotsky, Piaget (1975) também entende que o lúdico tem grande importância no desenvolvimento da criança. Entretanto, existem algumas diferenças entre eles. Enquanto Vygotsky se refere ao lúdico como brincadeira, Piaget o menciona utilizando o termo jogo. O social e o histórico são contingências da existência do ser humano, são os pilares teóricos do construtivismo interacionista. Formação do professor e a pesquisa em sala de aula Acreditamos na história de vida do professor, relatos de experiências e o resgate de sua prática educativa podem contribuir na formação da identidade profissional, revelando valores e crenças, fazendo-o posicionar-se como ser humano, suscetível às mais complexas experiências com o público estudantil.

4 4 A partir desses relatos, vem à tona a reflexão sobre questões como: o que essas experiências significaram em minha vida? Como me sentia na época em que vivia estas experiências? Quais influências esses momentos tiveram em minhas escolhas pessoais e profissionais? Quais as minhas memórias em situação de ensino. Trabalho e monitoria Nossa relação de trabalho na monitoria foi costurada como uma rede ligando assuntos da disciplina Didática da Matemática, enfatizando a possibilidade de recriar o que foi feito pelo aluno. Por meio da pesquisa, plano de ensino, programa e roteiro de aula os mais diversos temas ligavam o trabalho a ação educativa. Tudo se liga a tudo de forma complexa, numa rede relacional e interdependente de maneira recíproca. No Cosmo, nada está isolado, mas sempre em relação a algo. O indivíduo, ao mesmo tempo em que é autônomo, é dependente numa circularidade que o singulariza e distingue simultaneamente. Como indica o termo latino: "Complexus - o que é tecido junto" (MORAIN, 1997, p. 44). A seguir apresentamos alguns dos aspectos previstos e praticados no trabalho acadêmico do dia a dia. Os discursos oficiais sobre educação apresentam uma distância uma distancia em relação ao que acontece em sala de aula. O mesmo ocorre entre a pesquisa e a sala de aula. O movimento de articular a superação desses problemas requer do professor ou dos que estão envolvidos com a educação mudanças significativas e efetivas voltadas para orientação das sociedades menos valorizadas. Quais os sentidos e significados que os professores experimentam quando trabalham com a prática e a teoria em sua formação. Sentimentos, emoções e não só racionalidade e técnica. Essas razões das atuações profissionais são bem colocadas por Guérios (2002). Teixeira enfatiza a idéia de rede, que se forma pelas relações estabelecidas, sujeitos, saberes, suas conexões e interconexões. Na rede, cada fio é tecido com o objetivo de formar o todo, passando pelas etapas das ligações e construção de uma configuração. Nos roteiros especificamos os itens que iremos abordar na sala de aula. O primeiro roteiro, enviado para monitora, trata de assuntos ligados ao encaminhamento do curso durante o semestre com algumas tarefas. No plano de ensino ficou especificado que os trabalhos aconteceriam em pequenos grupos, com pesquisa em revistas ou livros sobre o ensino da matemática e o papel do jogo. Relatório de monitoria

5 5 A monitoria é oferecida pela universidade para oportunizar ao estudante a realização de um trabalho junto com o professor em sala de aula. Podendo ser remunerado por uma bolsa mensal mediante uma carga horária de oito a 12 horas semanal. O trabalho é realizado em sala de aula da disciplina já estudada pelo monitor que deve ter obtido boas notas. O processo de seleção acontece através de uma prova escrita. Depois de aprovado inicia-se o trabalho que pode permanecer por um ano, desde que, ao término do primeiro semestre seja entregue um relatório para pr1 apresentando o seguinte: A avaliação da experiência com o monitor, os aspectos positivos e negativos, sugestões para melhorias do programa, avaliação do programa pelo monitor, atividades desenvolvidas, avaliação da experiência adquirida levantando aspectos positivos e negativos Objetivos: Relatar as situações educativas e pedagógicas vividas na turma da disciplina de Didática da Matemática do primeiro semestre de Aprofundar a pesquisa visando compreender a formação do pedagogo. Comunicar experiências vivenciadas em situações pedagógicas, destacando aspectos positivos através do exercício da pesquisa e monitoria. Conclusão Professor que comunica, cria suas maneiras de lidar com o estudante extrapolam a linguagem, trabalha com o imaginário, a consciência, tem que viver num mundo transcendente que ultrapasse as normas e costumes, para se aliar ao conhecimento novo que faz a diferença. A dinâmica da sala de aula, quando optamos por uma pedagogia crítica, muda o espaço de atuação do professor e do aluno, nessa versatilidade de ações, as diversidades metodológicas acontecem. Os alunos ao serem sensibilizados despertam para o mundo em sua volta, e, com isto, trazem muitas informações.

6 6 Referências NÓVOA, Antonio (org.). Profissão Professor. Porto: Porto Editor, 1995a. TEIXEIRA, Manoel Lima Cruz. Ateliê de Matemática: Transdisciplinaridade e educação matemática. Doutorado em educação matemática. Pontifícia universidade católica São Paulo, VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. (trad. Luis Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche, José Cipolla Neto, ed. orig. 1960). São Paulo: Martins Fontes, PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Imitação, Jogo e Sonho, Imagem e Representação. 2. ed. Tradução Álvaro Cabral; Christiano Oiticica. Rio de Janeiro: Zahar, MORIN, Edgar. Introdução ao Pensamento complexo. Lisboa, Instituto Piaget, Complexidade e Transdisciplinaridade: a reforma da universidade e do ensino fundamental. Natal, EDUFRN, GUÈRIOS, Ettiène. Espaços oficiais e intersticiais da formação docente. Histórias de um grupo de professores na área de Ciências e Matemática. Tese(Doutorado, Educação) Faculdade de Educação. Campinas: UNICAMP, 2002.

7 7 MONITORIA: EXPERIENCIA DA PESQUISA EM SALA DE AULA NO CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA Patricia Santos de Barros /UFRJ Orientador:Professor Dr.Manuel Teixeira INTRODUÇÃO A nossa vivência pedagógica situa-se no âmbito do curso de Licenciatura de Pedagogia da Faculdade de Educação- UFRJ. Alunos da disciplina Didática da Matemática ministrada no primeiro semestre de As reflexões que ocorreram trouxeram mudanças com as experiências vividas em sala de aula sobre o método, que diz respeito à implementação de uma aprendizagem significativa. O trabalho em grupo, as interações entre a arte e matemática e principalmente considerar o aluno como uma pessoa sensível e aberta a novos conhecimentos necessitando de mediação do professor para desenvolver o seu potencial criativo. Proposta didática diferenciada Nossa identidade é construída a cada aula pensada e pesquisada tornando-se objeto de estudo constante para viabilizar mudanças. Aulas de didática da matemática QUESTÕES O que essas experiências significaram em minha vida? Como me sentia na época em que vivia estas experiências? Quais influências esses momentos tiveram em minhas escolhas pessoais e profissionais? Quais as minhas memórias em situação de ensino? Acreditamos na história de vida do professor, relatos de experiências e o resgate de sua prática educativa podem contribuir na formação da identidade profissional, revelando valores e crenças, fazendo-o posicionar-se como ser humano, suscetível às mais complexas experiências com o público estudantil. METODOLOGIA Nossa relação de trabalho na monitoria foi costurada como uma rede ligando assuntos da disciplina Didática da Matemática, enfatizando a possibilidade de recriar o que foi feito pelo aluno. Por meio da pesquisa, plano de ensino, programa e roteiro de aula os mais diversos temas ligavam o trabalho a ação educativa. A trajetória até aqui me fez pensar no conhecimento construído para minha formação como pedagoga. Momentos estes, de reflexões vivenciadas com proximidade deste processo por meio de experiência como monitora.

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