Competitividade Chinesa e Impactos Ambientais

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1 Seminário FIESP A competitividade industrial chinesa no século XXI Competitividade Chinesa e Impactos Ambientais Prof. Moacir de Miranda Oliveira Junior São Paulo, 04 de setembro de 2012

2 Agenda Questões preliminares Questão ambiental e a China: ontem e hoje Considerações finais: reflexões

3 Questões preliminares

4 Novos temas e novas questões na agenda internacional Questões emergentes Sustentabilidade: pensar da perspectiva da continuidade das atividades econômicas com racionalidade no uso e comprometimento de recursos no longo prazo, preservando condições para gerações futuras; Emergência do Triple Bottom Line: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica ; Novo papel das organizações empresariais: desafios de ordem econômica, social e ambiental; Cobranças de vários atores, novos padrões institucionais, normativos e éticos.

5 Questão ambiental e a China: ontem e hoje

6 A China de Ontem Percepção de comportamento antiético das empresas chinesas: Motivação desenfreada do lucro a qualquer custo - o que, em geral, explica o comportamento de várias empresas independentemente da sua nacionalidade; Compreensão comprometida das relações entre estado e empresas, e, particularmente, do papel dos governos na responsabilidade social das empresas, somada, ainda, a falta de leis para coibir a irresponsabilidade; Falta de cultura corporativa de integridade e responsabilidade social e ambiental empresarial.

7 A China de Ontem As práticas empresariais chinesas somadas às maneiras desenfreadas e por vezes predatórias do consumo de seus recursos posicionou o país como a nação mais poluidora do mundo na opinião e dados internacionais.

8 Consumo total de energia (milhões de toneladas equivalente em petróleo) 2500,0 2000,0 1500,0 1000,0 500, Europa Estados Unidos China

9 Energia produzida versus consumo de energia (mi ton equivalentes em petróleo) 2500,0 2000,0 1500,0 1000,0 500,0 0, Consumo Produção

10 Milhões China e Meio Ambiente Emissão de CO2 (kt) Brasil China Índia Rússia Estados Unidos

11 Fontes de energia da indústria chinesa (2008) Óleo Diesel 3% Gasolina 2% Petróleo Bruto 9% Coke 7% Eletricidade 9% Carvão 69%

12 Pegada ecológica A Pegada Ecológica é expressa por um indicador métrico caracterizado pelo número de hectares de terra/área bioprodutiva necessários para proverem os recursos naturais renováveis que sustentem, por prazo indeterminado, o padrão de consumo de bens e serviços da população considerada.

13 Aumentou seu consumo de energia em 246,5% entre 1990 e 2010 (Europa e Estados Unidos cresceram 6,2% e 14,2%, respectivamente); Começa a consumir mais energia do que consegue produzir - maior consumidora de energia do mundo (20,3%); Matriz energética concentrada em carvão arcaica, poluente e provedora de um dos ramos industriais recordistas de acidentes e mortes: mineiro; 121ª país em performance ambiental dentre 163 países (Fórum Econômico Mundial) - maior emissor mundial; Resultados na China Antes de 1970 a Pegada Ecológica inferior à sua biocapacidade - superávit ecológico. Desde 1970 o superávit ecológico vem diminuindo e a demanda sobre os recursos naturais excede a oferta.

14 Consequências Pressões internacionais: Barreiras verdes ao comércio chinês custo da competitividade!; Questionamentos internacionais; Acordos internacionais. Questões internas: Problemas respiratórios e baixos níveis de qualidade do ar; Chuva ácida; Biodiversidade em declínio; Resíduos sólidos e líquidos.

15 A China de Hoje

16 A China de Hoje Os líderes chineses têm dado crescente atenção aos problemas ambientais do país; A China busca conter o aumento da poluição industrial por meio da mudança de procedimentos administrativos, regulamentação política e iniciativas para despertar a consciência pública; O governo procurou responder agressivamente aos avanços dos problemas ambientais em três níveis: i) em nível estratégico o desenvolvimento sustentável foi tido como meta nacional, ii) em nível político foi criado o Plano de Controle do volume total dos maiores componentes poluentes da China e iii) em um nível regulatório, instruções foram feitas para esferas governamentais para fechar fábricas que geravam problemas de poluição hídrica;

17 A China de Hoje Questão ambiental passa a ser considerada prioritária em seu Décimo Segundo Plano Qüinqüenal de Desenvolvimento Econômico; Políticas chinesas voltadas ao desenvolvimento sustentável, sintetizando as políticas industriais, comerciais e tecnológicas sustentáveis; O tema da sustentabilidade é inserido em suas políticas educacionais, de construção de infraestrutura e regulatórias; Implementa parques industriais ecológicos como forma de abordar a questão ambiental sem depender do trade off industrialização x sustentabilidade, auferindo ganhos de competitividade ao agregar indústrias sinérgicas que possam fornecer alternativas válidas à degradação ambiental;

18 A China de Hoje Investe de maneira intensiva em novas tecnologias em todos os campos econômicos, com expectativas de gerar ganhos de produtividade e, por consequência, aumento da competitividade; A presença do tema ambiental tem sido valorizada no currículo escolar nacional no longo prazo como forma de abordar a questão. A curto prazo, a maior difusão de informações de desempenho ecológico do governo e de empresas procura criar na sociedade maior conscientização em relação ao tema. Sistema regulatório cada vez mais presente, em especial pela difusão dos problemas ambientais que ocorrem no país. As principais leis ambientais e o tripé de políticas regulatórias - Política das Três Sincronizações, Política de Impactos Ambientais e Política de Carga da Poluição - mudaram o ambiente competitivo, de maneira a reestruturar as premissas ambientais seguidas pelas empresas.

19 Considerações finais: reflexões

20 Reflexões Uma certa competitividade socioambiental? A despeito de consideráveis gargalos energéticos e problemas ambientais, a China inicia novo curso: Suas grandes corporações passam a atuar com a intenção de se alinhar a diretrizes governamentais de redução da intensidade energética, redução da poluição, promoção de uma economia e de produtos verdes, e adequação a demandas de mercado, muitas vezes localizados em países desenvolvidos; Inicia forte inserção tecnológica e inovativa em energia renováveis, destacadamente solar; Os aspectos socioambientais se no curto prazo podem impactar a antiga competitividade provida a custos predatórios, o horizonte apontam que não serão determinantes do arrefecimento da competitividade global do país, pelo contrário, tem gerado inovações em processos e produtos que propiciam ganhos de escala, continuam a diminuir preços e são positivamente assimilados no mercado doméstico e internacional.

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