Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China"

Transcrição

1 Dinâmica Internacional: EUA e Europa estagnados e ascensão da China Eduardo Costa Pinto Técnico de pesquisa e planejamento DINTE/IPEA 05 de outubro de 2011 Salvador/Ba

2 Estrutura da Apresentação Parte I Características gerais da dinâmica internacional Parte II A depressão americana: dívida, desemprego e política Parte III Alguns elementos da crise europeia Parte IV Ascensão da China: novo papel na dinâmica internacional Parte V Macro cenários

3 PARTE I Características gerais: Dinâmica da Economia internacional

4 Dinâmica da Economia Internacional As economias centrais (EUA e Europa) não conseguiram restabelecer as taxas de crescimento anterior a crise (com a exceção da Alemanha) Economias em desenvolvimento já obtiveram crescimento próximo ao observado antes da crise Países em desenvolvimento passaram a contribuir para o crescimento numa proporção maior do que os desenvolvidos

5 Taxas de crescimento real do PIB e projeção de crescimento ( ) (em %) Projeção Dif. da projeção Período Região/país (set/2011) de jun/ Mundo 4,9 2,8-0,7 5,1 4,0 4,0-0,3 0,5 Países desenvolvidos 2,7 0,1-3,7 3,1 1,6 1,9-0,6-0,7 - Alemanha 1,2 0,8-5,1 3,6 2,7 1,3-0,5-0,7 - EUA 2,7-0,3-3,5 3,0 1,5 1,8-1,0-0,9 - Japão 2,0-1,2-6,3 4,0-0,5 2,3 0,2-0,6 - União Europeia 2,7 0,7-4,1 1,8 1,7 1,4-0,3-0,7 Países em desenvolvimento 7,5 6,0 2,8 7,3 6,4 6,1-0,2-0,3 África sub-saariana 6,4 5,6 2,8 5,4 5,2 5,8-0,3-0,1 América Latina e Caribe 5,6 4,3-1,7 6,1 4,5 4,0-0,1-0,1 Ásia 9,5 7,7 7,2 9,5 8,2 8,0-0,2-0,4 - China 11,3 9,6 9,2 10,3 9,5 9,0-0,1-0,5 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

6 Contribuição ao crescimento do PIB global (em dólar corrente) (Em %) Região/país * 2012* Países desenvolvidos 61,3 40,7-70,0 33,6 49,3 41,8 - EUA 15,9 5,5-7,5 10,8 9,9 17,0 - Japão 1,2 9,0 4,6 8,5 6,3 2,6 - União Europeia 35,5 24,9-58,6-2,6 20,4 16,5 Países em desenvolvimento 38,7 59,3-30,0 66,4 50,7 58,2 África sub-saariana 2,2 2,1-1,5 3,3 2,6 2,4 América Latina e Caribe 6,9 10,6-8,9 16,8 11,4 9,7 Ásia 15,2 24,7 14,3 30,3 18,1 27,4 - China 9,2 18,4 14,1 17,8 11,1 18,1 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

7 Dinâmica da Economia Internacional Redução do nível de comércio mundial e maior dinamismo comercial dos países em desenvolvimento Preço das manufaturas e preço das commodities Manutenção dos termos de troca favorável aos países em desenvolvimento, especialmente África e América Latina

8 Exportações mundiais (US$ trilhões) ,3 7,4 11,3 9,0 12,9 10,3 14,9 12,0 17,3 13,8 19,7 15,9 15,8 12,3 18,8 15,0 22,2 23,7 18,0 19, * 2012* Bens e serviços Bens Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011 (*) Estimado

9 Taxas de variação comércio, preço e termo de troca (Mundo) Projeção Períodos Região/país (set/2011) Volume de comércio (bens e serviços 9,1 7,7 3,0-10,7 12,8 7,5 5,8 Importações Países desenvolvidos 7,9 5,2 0,6-12,4 11,7 5,9 4,0 Países em desenvolvimento 10,8 13,8 9,1-8,0 14,9 11,1 8,1 Exportações Países desenvolvidos 9,1 6,8 2,1-11,9 12,3 6,2 5,2 Países em desenvolvimento 10,6 10,2 4,7-7,7 13,6 9,4 7,8 Preços(US$) Manufaturas 2,6 6,4 6,9-6,5 2,6 7,0 1,1 Petróleo 20,5 10,7 36,4-36,3 27,9 30,6-3,1 Commodities não combustível 23,2 14,1 7,5-15,7 26,3 21,2-4,7 Alimentos 10,5 15,2 23,4-14,7 11,5 22,1-4,4 Metal 56,2 17,4-7,8-19,2 48,2 18,6-3,5 Termos de Troca Países desenvolvidos -1,3 0,5-2,4 3,8-1,2-0,1-0,1 Países em desenvolvimento 3,1 0,3 2,9-5,7 3,3 3,6-0,9 África sub-saariana 3,2 2,0 7,1-16,6 20,1 3,4-5,7 América Latina e Caribe 7,5 2,0 3,1-9,4 11,0 5,8-1,2 Ásia -1,0-1,9-2,6 3,6-4,4-0,1 1,0 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

10 Preço ao consumidor (%) Região/país Período Projeção (se t/2011) Países desenvolvidos 2,2 3,4 0,1 1,6 2,6 1,4 1,8 - Alemanha 2,3 2,8 0,2 1,2 2,2 1,3 2,0 - EUA 2,9 2,2 1,1 1,2 2,1 1,1 1,5 - Japão -0,7-1,0-0,4-2,1-1,5-0,5 0,5 - União Europeia 2,4 3,7 0,9 2,0 3,0 1,8 2,0 Países em desenvolvimento 6,5 9,2 5,2 6,1 7,5 5,9 4,3 África sub-saariana 6,9 11,7 10,6 7,5 8,4 8,3 5,8 América Latina e Caribe 5,4 7,9 6,0 6,0 6,7 6,0 5,3 Ásia 5,4 7,4 3,1 5,7 7,0 5,1 3,5 - China 4,8 5,9-0,7 3,3 5,5 3,3 3,0 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

11 PARTE II A depressão americana: dívida, desemprego e política

12 Dilema dos EUA O problema não é o endividamento público, mas sim: A depressão econômica (baixo crescimento dos investimentos e do PIB, elevado endividamento das famílias, alto nível de desemprego); Crise política que dificulta a adoção de medidas (notadamente a fiscal) que estimulem o crescimento.

13 Teto nominal da dívida pública americana e as contas do setor público: questão de solvência? Receitas Despesas Superávit/ Totais Totais déficit (-) 1º trim./ ,6 33,9-4,3 2º trim./ ,0 34,8-6,7 3º trim./ ,4 35,0-6,6 4º trim./ ,3 36,9-8,6 1º trim./ ,7 37,6-10,9 2º trim./ ,6 39,1-12,5 3º trim./ ,8 38,6-11,8 4º trim./ ,9 38,3-11,4 1º trim./ ,4 38,3-10,9 2º trim./ ,3 38,4-11,1 3º trim./ ,6 37,9-10,3 4º trim./ ,3 37,9-10,5 1º trim./ ,6 37,5-9,9 2º trim./ ,0 - Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos Ano Dívida Líquida Federal ( %PIB) , , , , , , , , , , ,6 Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

14 Evolução das taxas de juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos 01/07/2011 a 15/09/2011 4,5 4 3, ; 3,82 3 2, ; 2,58 2 1,5 1 0,5 05/08/ S&P rebaixa a nota dos títulos do tesouro dos EUA ; 1, year 10-year 30-year Fonte: Tesouro dos Estados Unidos

15 Crescimento do PIB e de seus componentes (ajuste sazonal e anualizado) I I II IV I II II IV I II II IV I I PIB -1,8 1,3-3,7-8,9-6,7-0,7 1,7 3,8 3,9 3,8 2,5 2,3 0,4 1,3 Consumoprivado -1-0,1-3,8-5,1-1,5-1,9 2,3 0,4 2,7 2,9 2,6 3,6 2,1 0,1 Investimentos privados -12, ,5-33,9-46,7-22,8 2,9 36,831,526,4 9,2-7,1 3,8 7,1 Gastos públicos (consumoe 3,1 1,7 4,3 1,6-1,7 5,9 1,3-0,9-1,2 3,7 1,0-2,8-5,9-1,1 investimento) Defesa Nacional 8,2 5,4 17,6 8,3-7,5 16,3 8,2-1,3 0,5 6 5,7-5,9-12,6 7,3 Nãodefesa 13 3,9-0,1 10,9 6,5 10,4 1,0 9,9 7,8 14,7-1,8 3,1-2,7-7,3 Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

16 Exportações, importações e saldo comercial (bens) 1ºtrim.2008/2ºtrim.2011 (US$ bilhões; acumulado em 12 meses) Exportações (bens) Importações (bens) saldo Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

17 Lucro corporativo antes dos impostos 1ºtrim.2008/2ºtrim.2011 (US$ Bilhões) T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T T2 Financeira Não financeira Indústria doméstica Indústria doméstica Resto do mundo Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

18 Estoque de riqueza das corporações não financeiras e não agrícolas (US$ trilhões) Corporações não financeira e não agrícolas Ativo 28,7 26,7 25,7 28,0 Não financeiros 14,9 13,8 12,2 13,6 Financeiro 13,7 12,9 13,5 14,4 Depósito à vista e moeda 0,1 0,0 0,2 0,4 Depósito a prazo 0,4 0,4 0,5 0,5 Instrumentos do mercado de crédito 0,2 0,2 0,2 0,2 IDE amerciano no exterior 2,9 3,0 3,3 3,6 Passivo 12,9 13,2 13,0 13,4 Instrumentos do mercado de crédito 6,7 7,0 7,0 7,2 Patrimônio Líquido 15,8 13,6 12,8 14,6 Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

19 Famílias: fluxo e estoque de riqueza Quase estagnação dos fluxos de riqueza (renda pessoal disponível) que cresceu apenas 3% entre o 2º trimestre de 2008 e o 2º trimestre de 2001 (de US$ 11,220 trilhões para US$ 11,600 trilhões) O estoque de riqueza das famílias (patrimônio líquido) caiu 20% (de US$ 14,369 trilhões em 2007 para US$ 13,948 trilhões em 2010) Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

20 Estoque de riqueza das famílias e organizações s/ fins lucrativos (US$ trilhões) Famílias e organizações s/ fins lucrativos Ativo 78,5 65,6 68,2 71,1 Não financeiros 28,0 24,4 23,7 23,4 Financeiro 50,6 41,2 44,5 47,7 Depósito 7,4 8,0 7,9 7,9 Instrumentos do mercado de crédito 4,1 4,0 4,1 4,3 Ações (valor de mercado) 20,9 12,4 16,0 18,0 Passivo 14,4 14,3 14,1 13,9 Instrumentos do mercado de crédito 13,8 13,8 13,6 13,4 Patrimônio Líquido 64,2 51,4 54,1 57,1 Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos

21 Evolução do mercado de trabalho americano (milhões de pessoas iguais ou acima de 16 anos) Ano/mês PIA (População em Idade Ativa) População Economicamante Ativa (PEA) Total % PIA Empregados Desempregad Total % PIA Total % PEA ,9 153,1 66,0 146,0 63,0 7,1 4,6 78, ,8 154,3 66,0 145,4 62,2 8,9 5,8 79, ,8 154,1 65,4 139,9 59,3 14,3 9,3 81, ,8 153,9 64,7 139,1 58,5 14,8 9,6 83,9 Fonte: Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos Inativo

22 A economia americana A economia norte-americano está numa armadilha da liquidez O atual contexto de depressão gerou uma redução na propensão a gastar das famílias e das empresas A política fiscal deveria assumir uma centralidade na recuperação da economia norte-americana

23 Dificuldades para criar os estímulos fiscais: alguns elementos da crise política Aumento das tensões históricas da sociedade americana em virtude dos impactos da crise econômica Questão eleitoral de curto prazo em virtude da eleição presidencial de 2012 A margem de manobra do governo Obama para realizar medidas anti-crise está reduzida Os sinais são de que a economia americana poderá viver um longo período de baixo crescimento e elevado desemprego.

24 PARTE III Alguns elementos da crise europeia

25 Europa: estagnação e elevação do risco soberano O PIB previsto da região em 2011 ainda será ligeiramente menor do que o verificado em 2007 quando medido a preços constantes; As taxas de crescimento econômico previstas para os próximos anos não passaram de 2% ao ano; A taxa de desemprego da região prevista para 2013 ainda será (cerca de 30%) maior do que a verificada antes da crise;

26 Europa: estagnação e elevação do risco soberano O custo fiscal da crise (em termos de aumento do endividamento público líquido) já passa dos 14% do PIB e deve atingir 16% do PIB em 2013 O comércio internacional tem sido uma importante (e rara) fonte de dinamismo econômico para a região

27 Europa: dados macroeconômicos selecionados Ano * 2012* 2013* Var. do PIB em relação ao ano anterior (%) 2,2 0,4-4,1 1,7 1,6 1,8 1,8 Inflação (preços ao consumidor em %) 2,3 1,6 0,9 2,2 2,1 1,7 1,8 Var. das importações em relação ao ano anterior (%) 5,6 0,3-12,7 9,4 4,6 3,9 4,1 Var. das exportações em relação ao ano anterior (%) 6,0 0,4-14,3 11,5 6,4 4,9 4,7 Taxa de desemprego (% da PEA) 8,5 7,6 9,5 10,0 9,9 9,6 9,1 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

28 Europa: dados macroeconômicos selecionados Ano * 2012* 2013* Receita do governo (% do PIB) 45,1 44,9 44,5 44,4 44,8 44,9 45,0 Despesas do governo (% do PIB) 46,9 46,9 50,8 50,5 49,2 48,5 48,0 Déficit nominal (% do PIB) -1,8-2,0-6,3-6,1-4,4-3,6-3,0 Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 53,1 52,9 61,0 64,4 66,9 68,2 68,7 Dívida Bruta do Setor Público (% do PIB) 68,5 69,8 79,3 85,0 87,3 88,3 88,4 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011

29 O risco soberano dos PIGS (Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha) O desemprego atinge, atualmente, cerca de 14,5% da população economicamente ativa na Grécia e na Irlanda, 12% em Portugal e 20% na Espanha O PIB destas economias em 2011 ainda será significativamente inferior ao verificado em 2008 (cerca de 3% menor na Espanha e em Portugal e cerca de 10% menor na Grécia e na Irlanda); O aumento do endividamento público

30 Dívida pública bruta (% PIB) 165,6 105,4 109, ,3 67,4 24,9 36,1 Grécia Irlanda Portugal Espanha * Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Setembro 2011 (*) Estimado

31 Aumento do risco soberano Fonte: Apresentação de Alexandre Tombini (Presidente do BCB); dados da Bloomberg

32 Aumento do Risco dos Bancos Fonte: Apresentação de Alexandre Tombini (Presidente do BCB); dados da Bloomberg

33 PARTE IV Ascensão da China: novo papel na dinâmica internacional

34 Participação no PIB global (dólar corrente) regiões, EUA e China (em %) Região/país * Países desenvolvidos 76,4 79,7 79,9 76,2 66,5 EUA 26,1 26,2 31,0 27,8 23,6 Países em desenvolvimento 23,6 20,3 20,1 23,8 33,5 Ásia 6,2 5,1 7,3 8,9 14,7 - China 1,9 1,8 3,7 5,0 9,3 Países em desenv. (exceto China) 21,7 18,5 16,4 18,8 24,2 Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do International Monetary Fund: World Economic Outlook Database, Outubro 2010 (**) Estimativa

35 Contribuição ao crescimento do PIB global (em dólar corrente) (Em %) regiões e China Região/país * Países desenvolvidos 82,8 80,3 52,0 41,0-69,0 31,9 EUA 26,3 41,5 15,7 5,5-7,5 12,3 Países emdesenvolvimento 17,2 19,7 48,0 59,0-31,0 68,1 Ásia 4,0 12,1 22,8 24,713,2 30,6 - China 1,6 8,1 15,2 18,413,9 18,5 (*) Acumulado dos três primeiros semestres do ano Fonte: Direção de Estatísticas Comerciais/FMI. Elaboração própria

36 Evolução das exportações, importações e corrente de comércio da China - valor (em bilhões US$ corrente) e participação mundial (%) U S $ m il h õ e s E x p o r t a ç õ e s I m p o r t a ç õ e s C o r r e n t e d e C o m é r c i o V a l o r % V a l o r % V a l o r % , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , * , , , 7 (*) Acumulado dos três primeiros semestres do ano Fonte: Direção de Estatísticas Comerciais/FMI. Elaboração IPEA

37 Condicionantes internos e externos do milagre econômico chinês Como a China conseguiu em apenas três décadas mudar de forma significativa a sua importância no sistema mundial? O quê explica o milagre econômico chinês? A resposta a esta questão só pode ser compreendida a partir dos condicionantes externos e internos

38 Condicionantes internos: Reformas e Políticas por crescimento Reformas iniciadas em 1978 por Deng e aceleradas no grande compromisso de 1992: Descentralização do Planejamento Concentração dos mercados Abertura ao mundo exterior (Zonas Econômicas Especiais) Evolução pacífica

39 Condicionantes internos: Reformas e Políticas por crescimento Políticas governamentais crescimento: em prol do Políticas macroeconômicas (monetária, fiscal e cambial) que articulam o controle inflacionário e o crescimento; Processo de reformas e privatização das estatais em 1991; Crédito subsidiado para as estatais por meio dos bancos públicos que são o núcleo do sistema financeiro chinês; Barreiras tarifárias mais baixas (após ascensão à China), mas a manutenção de significativas barreiras não tarifárias; Políticas de estímulos ao IDE, especialmente em áreas de alta tecnologia; Múltiplos instrumentos que tem como objetivo criar empresas nacionais (privadas ou públicas) de classe mundial.

40 Condicionantes externos do milagre econômico chinês Aproximação entre os Estados Unidos e a China no final da década de 1970; Ofensiva comercial americana contra o Japão por meio do Acordo de Plaza em 1985; ascensão da China na OMC; Configuração do eixo sino-americano (globalização financeira americana e milagre econômico chinês).

41 Evolução da participação e da posição dos 10 principais produtos exportados pela China para os EUA (%) Produtos/Ano % Posição % Posição % Posição Máquinas automáticas para processamento de dados e suas unidades 13,5 1 1, Equipamentos de telecomunicações e suas partes e acessórios 5,9 2 0, Móveis e suas partes 4,0 3 0, Carrinhos de bebé, brinquedos, jogos e artigos esportivos 4,0 4 4,8 1 0,1 8 Calçado 3,4 5 1,9 2 0,2 2 Receptores de televisão 2, Gramofones, ditafones e outros gravadores de som 2,5 7 0, Casaco de malha não elástica e sem borracha 2, ,1 5 Casacos textil de crianças, meninas e mulheres, exceto de malha 2,2 9 0,5 10 0,1 3 Eletrodomésticos 2,2 10 0, Peças e acessórios para máquinas das posições Artigos de matérias plásticas - - 0, Artigos de vestuário, acessórios de vestuário, não-têxteis, chapelaria - - 0, Petróleo bruto e óleos de minerais betuminosos ,5 1 Crustáceos e moluscos (frescos, refrigerados, congelados, salgados, etc) ,1 4 Casacos textil de meninos e homens e mulheres, exceto malha ,1 6 Artigos de materiais têxteis (total ou principalmente) ,1 7 Tecidos de algodão (não incluindo as fitas ou especial) ,0 9 Peças de vestuário têxteis, exceto de malha ,0 10 Fonte: COMTRADE. Elaboração própria

42 Evolução da posse e participação chinesa na propriedade de títulos do Tesouro dos EUA (em US$ bilhões e em %) Títulos do Tesouro dos EUA (US$ bilhões) ,6 78,6 China 10,4 9,6 118,4 159,0 China % total 15,2 12,1 310,0 222,9 18,9 396,9 20,3 477,6 23,6 727,4 24,3 894,8 26,1 1160,1 dez.01 dez.02 dez.03 dez.04 dez.05 dez.06 dez.07 dez.08 dez.09 dez.10 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 Proporção dos Títulos EUA em mãos dos chineses (%) Fonte: Departamento do Tesouro dos EUA. Elaboração própria

43 Variação do PIB, da produção industrial e das expectativas empresariais 1º trim.2008/2º trim ,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 8, ,2 15, ,0 95 6, , , ,3 17, ,6 16,0 14,9 13,5 13, , ,0 4,0 2,0 11,3 11,0 10,6 9,6 6,6 7,5 8,2 9,2 11,9 11,1 10,6 10,3 9,7 9, ,0 0 Cresc. PIB (%) Cresc. da produção industrial (%) Expectativa empresarial (eixo da direita) Fonte: CeicData

44 Variação do Índice de Preço ao Consumidor (IPC) na China ( %; acumulado em 12 meses) 13,8 14,1 11,5 11,4 10,5 10,9 11,1 11,1 10,0 9,5 8,1 7,6 6,9 6,4 6,5 5,8 5,0 5,4 4,2 4,5 4,9 4,9 5,3 5,5 2,7 3,1 3,2 3,4 1,0 1,2 1,2 1,2 1,3 1,6 1,8 2,0 2,0 2,2 2,2 2,3 2,3 2,2 Fonte: CeicData IPC IPC (exceto alimentos e energia) IPC (alimentos)

45 Variação da base monetária (M1 e M2) e da taxa de juros (China) 1º trim.2008/2º trim ,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0-2,0 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Varia. Base monetária (M1) (%) Varia. Base monetária (M2) (%) Taxa de juros (eixo da esquerda) Fonte: CeicData

46 Exportações, importações e saldo comercial 1º trim.2008/2º trim.2011 (US$ bilhões) T T T T T T T T T T T T T T Fonte: CeicData Balança Comercial Exportações Importações

47 Balanço de pagamentos China (US$ bilhões) I. Transações Corrente 20,5 17,4 35,4 45,9 68,7 134,1 232,7 354,0 412,4 261,1 305,4 Balança Comercial 34,5 34,0 44,2 44,7 59,0 134,2 217,7 315,4 360,7 249,5 254,2 II. Conta Capital e Financeira 1,9 34,8 32,3 52,7 110,7 101,0 52,6 95,1 46,3 180,8 226,0 Resultado IED 37,5 37,4 46,8 47,2 53,1 105,9 102,9 143,1 121,7 70,3 124,9 III. Erros e omissões -11,7-4,7 7,5 38,9 10,5 15,8-0,7 11,5 20,9-41,4-59,8 Balanço de Pagamentos 10,7 47,4 75,2 137,5 189,8 251,0 284,7 460,7 479,6 400,5 471,7 Fonte: Direção de Estatísticas Comerciais/FMI. Elaboração própria

48 PARTE V Macro Cenários

49 Mudanças em Curso De forma estilizada, apresentam-se, aqui, algumas possíveis mudanças em curso, na divisão internacional do trabalho: No âmbito comercial reforçou-se o comércio no âmbito dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), em grande medida, devido a certa complementaridade produtiva desses países; No âmbito produtivo, o novo eixo sino-americano pode significar mudanças estruturais na divisão internacional do trabalho e das próprias plantas de produção; No âmbito do fluxo de capitais, essa nova dinâmica pode significar uma nova realocação dos Investimentos Externos Diretos.

50 Cenário 1 Baixo crescimento das economias desenvolvidas Desaceleração do crescimento das economias em desenvolvimento, mas com manutenção de níveis elevados Maior probabilidade

51 Cenário 2 Nova crise financeira em virtude dos problemas europeu Depressão nas economias desenvolvidas Baixo crescimento das economias em desenvolvimento Menor probabilidade (mas aumentou recentemente em virtude dos riscos soberano e bancário na Europa)

52 Cenário 3 Recuperação do crescimento das economias desenvolvidas Manutenção do crescimento elevado das economias em desenvolvimento Improvável

53 Obrigado

A crise financeira global e as expectativas de mercado para 2009

A crise financeira global e as expectativas de mercado para 2009 A crise financeira global e as expectativas de mercado para 2009 Luciano Luiz Manarin D Agostini * RESUMO - Diante do cenário de crise financeira internacional, o estudo mostra as expectativas de mercado

Leia mais

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5

Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1. Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Crise financeira internacional: Natureza e impacto 1 Marcelo Carcanholo 2 Eduardo Pinto 3 Luiz Filgueiras 4 Reinaldo Gonçalves 5 Introdução No início de 2007 surgiram os primeiros sinais de uma aguda crise

Leia mais

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP

GRUPO DE ECONOMIA / FUNDAP ANEXO ESTATÍSTICO Produto Interno Bruto Tabela 1. Produto Interno Bruto Em R$ milhões Em U$ milhões 1 (último dado: 3º trimestre/) do índice de volume 2009 2010 (3ºtri) 2009 2010 (3ºtri) Trimestre com

Leia mais

Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil. Taxa de câmbio volta a superar 2,30 reais por dólar

Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil. Taxa de câmbio volta a superar 2,30 reais por dólar Espaço para expansão fiscal e PIB um pouco melhor no Brasil Publicamos nesta semana nossa revisão mensal de cenários (acesse aqui). No Brasil, entendemos que o espaço para expansão adicional da política

Leia mais

Seminário Nacional do Setor Metalúrgico O Brasil diante da desindustrialização e o ajuste fiscal

Seminário Nacional do Setor Metalúrgico O Brasil diante da desindustrialização e o ajuste fiscal Seminário Nacional do Setor Metalúrgico O Brasil diante da desindustrialização e o ajuste fiscal Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda São Paulo, 07 de Outubro de 2015 1 2 3 4 5 O quadro internacional A

Leia mais

Fevereiro/2014. Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento. Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos

Fevereiro/2014. Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento. Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos Fevereiro/2014 Cenário Econômico: Piora das Perspectivas de Crescimento Departamento t de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Retrospectiva 2013 Frustração das Expectativas 2 Deterioração das expectativas

Leia mais

Prazo das concessões e a crise econômica

Prazo das concessões e a crise econômica Prazo das concessões e a crise econômica ABCE 25 de Setembro de 2012 1 1. Economia Internacional 2. Economia Brasileira 3. O crescimento a médio prazo e a infraestrutura 2 Cenário internacional continua

Leia mais

As mudanças estruturais da economia brasileira. Henrique de Campos Meirelles

As mudanças estruturais da economia brasileira. Henrique de Campos Meirelles As mudanças estruturais da economia brasileira Henrique de Campos Meirelles Julho de 20 Inflação 18 16 14 12 8 6 4 2 IPCA (acumulado em doze meses) projeção de mercado 0 03 06 11 Fontes: IBGE e Banco Central

Leia mais

Indicadores de Desempenho Junho de 2014

Indicadores de Desempenho Junho de 2014 Junho de 2014 PANORAMA CONJUNTURAL FIEA Lenta recuperação da economia global Os dados do último relatório World Economic Outlook do FMI, como podem ser observado nos gráficos nº 1 e 2, deixam claro que

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Situação da economia e perspectivas. Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC)

Situação da economia e perspectivas. Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC) Situação da economia e perspectivas Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC) Recessão se aprofunda e situação fiscal é cada vez mais grave Quadro geral PIB brasileiro deve cair 2,9% em 2015 e aumentam

Leia mais

Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Aula 2 Política Macroeconômica

Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Aula 2 Política Macroeconômica Escola Nacional de Administração Pública - ENAP Curso: Políticas Públicas e Desenvolvimento Econômico Professor: José Luiz Pagnussat Período: 11 a 13 de novembro de 2013 Curso de Políticas Públicas e Desenvolvimento

Leia mais

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO

7 ECONOMIA MUNDIAL. ipea SUMÁRIO 7 ECONOMIA MUNDIAL SUMÁRIO A situação econômica mundial evoluiu de maneira favorável no final de 2013, consolidando sinais de recuperação do crescimento nos países desenvolvidos. Mesmo que o desempenho

Leia mais

1. COMÉRCIO 1.1. Pesquisa Mensal de Comércio. 1.2. Sondagem do comércio

1. COMÉRCIO 1.1. Pesquisa Mensal de Comércio. 1.2. Sondagem do comércio Nº 45- Maio/2015 1. COMÉRCIO 1.1. Pesquisa Mensal de Comércio O volume de vendas do comércio varejista restrito do estado do Rio de Janeiro registrou, em fevereiro de 2015, alta de 0,8% em relação ao mesmo

Leia mais

BRASIL: SUPERANDO A CRISE

BRASIL: SUPERANDO A CRISE BRASIL: SUPERANDO A CRISE Min. GUIDO MANTEGA Setembro de 2009 1 DEIXANDO A CRISE PARA TRÁS A quebra do Lehman Brothers explicitava a maior crise dos últimos 80 anos Um ano depois o Brasil é um dos primeiros

Leia mais

A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL

A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL A COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO E DE BENS DE CAPITAL Uma análise do período 2000 2011 Abril de 2012 A competitividade da ind. de transformação e de BK A evolução do período 2000 2011, do:

Leia mais

A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN

A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN 1 A POSTURA DO GOVERNO DIANTE DA CRISE PRESERVAR O NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO EM CURSO A ATUAÇÃO CONTRADITÓRIA DO BACEN Cézar Manoel de Medeiros* O Novo Ciclo de desenvolvimento em curso no Brasil é

Leia mais

XVIIIª. Conjuntura, perspectivas e projeções: 2014-2015

XVIIIª. Conjuntura, perspectivas e projeções: 2014-2015 XVIIIª Conjuntura, perspectivas e projeções: 2014-2015 Recife, 18 de dezembro de 2014 Temas que serão discutidos na XVIII Análise Ceplan: 1. A economia em 2014: Mundo Brasil Nordeste, com ênfase em Pernambuco

Leia mais

AGÊNCIA ESPECIAL DE FINANCIAMENTO INDUSTRIAL FINAME RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2008

AGÊNCIA ESPECIAL DE FINANCIAMENTO INDUSTRIAL FINAME RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2008 AGÊNCIA ESPECIAL DE FINANCIAMENTO INDUSTRIAL FINAME RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2008 Senhor acionista e demais interessados: Apresentamos o Relatório da Administração e as informações

Leia mais

FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA

FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA FUNDAMENTOS DE TEORIA E POLÍTICA MACROECONÔMICA O que a macroeconomia analisa? Analisa a determinação e o comportamento dos grandes agregados como: renda, produto nacional, nível geral de preços, nível

Leia mais

GERDAU S.A. Informações consolidadas 1T09 07/05/09

GERDAU S.A. Informações consolidadas 1T09 07/05/09 Visão Ser uma empresa siderúrgica global, entre as mais rentáveis do setor. Missão A Gerdau é uma empresa com foco em siderurgia, que busca satisfazer as necessidades dos clientes e criar valor para os

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Novembro 2012 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013

Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Relatório de Gestão Renda Fixa e Multimercados Junho de 2013 Política e Economia Atividade Econômica: Os indicadores de atividade, de forma geral, apresentaram bom desempenho em abril. A produção industrial

Leia mais

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 O Brasil no século XXI Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 Construir o Brasil do século XXI Reduzir as Vulnerabilidades Externas; Enfrentar as desigualdades; Realizar as potencialidades; Construir

Leia mais

O País que Queremos Ser Os fatores de competitividade e o Plano Brasil Maior

O País que Queremos Ser Os fatores de competitividade e o Plano Brasil Maior O País que Queremos Ser Os fatores de competitividade e o Plano Brasil Maior Alessandro Golombiewski Teixeira Secretário-Executivo São Paulo, agosto de 2012 Introdução 1 Contexto Econômico Internacional;

Leia mais

BALANÇO ECONÔMICO 2013 & PERSPECTIVAS 2014

BALANÇO ECONÔMICO 2013 & PERSPECTIVAS 2014 BALANÇO ECONÔMICO 2013 & PERSPECTIVAS 2014 Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2014 a CENÁRIO INTERNACIONAL CRESCIMENTO ANUAL DO PIB VAR. % ESTADOS UNIDOS: Focos de incerteza Política fiscal restritiva Retirada

Leia mais

PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2016. Fábio Silva fabio.silva@bcb.gov.br

PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2016. Fábio Silva fabio.silva@bcb.gov.br PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2016 Fábio Silva fabio.silva@bcb.gov.br 27 de janeiro de 2016 Estrutura da apresentação PIB Inflação Mercado de Trabalho 1901 1907 1913 1919 1925 1931 1937 1943

Leia mais

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base

ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base ABDIB Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de base Cenário Econômico Internacional & Brasil Prof. Dr. Antonio Corrêa de Lacerda antonio.lacerda@siemens.com São Paulo, 14 de março de 2007

Leia mais

12º FÓRUM PERSPECTIVAS DE INVESTIMENTOS 2016. The asset manager for a changing world

12º FÓRUM PERSPECTIVAS DE INVESTIMENTOS 2016. The asset manager for a changing world 12º FÓRUM PERSPECTIVAS DE INVESTIMENTOS 2016 The asset manager for a changing world CENÁRIO ECONÔMICO EDUARDO YUKI ECONOMISTA CHEFE The asset manager for a changing world RITMO DE CRESCIMENTO MUNDIAL ESTÁ

Leia mais

Relatório Econômico Mensal. Abril - 2012

Relatório Econômico Mensal. Abril - 2012 Relatório Econômico Mensal Abril - 2012 Índice Indicadores Financeiros...3 Projeções...4 Cenário Externo...5 Cenário Doméstico...7 Renda Fixa...8 Renda Variável...9 Indicadores - Março 2012 Eduardo Castro

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 1 o, inciso II do 2 o da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o 101, de

Leia mais

A ECONOMIA MUNDIAL. Produção

A ECONOMIA MUNDIAL. Produção V A economia mundial / 135 V A ECONOMIA MUNDIAL Produção A crise econômica e financeira que teve início na Tailândia em meados de 1997 espalhou-se por outros países do Sudeste Asiático, incluindo Japão

Leia mais

INDICADORES ECONÔMICO-FISCAIS

INDICADORES ECONÔMICO-FISCAIS GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA SECRETARIA DE ESTADO DA FAZENDA - SEF DIRETORIA DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTÁRIO DIOR NOTA EXPLICATIVA: A DIOR não é a fonte primária das informações disponibilizadas neste

Leia mais

Economia em Perspectiva 2012-2013

Economia em Perspectiva 2012-2013 Economia em Perspectiva 2012-2013 Porto Alegre, 28 Nov 2012 Igor Morais igor@vokin.com.br Porto Alegre, 13 de março de 2012 Economia Internacional EUA Recuperação Lenta Evolução da Produção Industrial

Leia mais

Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional

Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional 9 dez 2008 Nº 58 Como as empresas financiam investimentos em meio à crise financeira internacional Por Fernando Pimentel Puga e Marcelo Machado Nascimento Economistas da APE Levantamento do BNDES indica

Leia mais

Questões Específicas. Geografia Professor: Cláudio Hansen 03/12/2014. #VaiTerEspecífica

Questões Específicas. Geografia Professor: Cláudio Hansen 03/12/2014. #VaiTerEspecífica Questões Específicas 1. Considerando os Blocos Econômicos, a União Europeia (27 países em 2011) permanece como relevante importador de mercadorias brasileiras. Considerando os países individualmente, a

Leia mais

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE ALÉM DA CONJUNTURA

PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE ALÉM DA CONJUNTURA PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE ALÉM DA CONJUNTURA PROF.DR. HERON CARLOS ESVAEL DO CARMO Dezembro de 2006 Rua Líbero Badaró, 425-14.º andar - Tel (11) 3291-8700 O controle do processo

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV CENÁRIO ECONÔMICO EM OUTUBRO São Paulo, 04 de novembro de 2010. O mês de outubro foi marcado pela continuidade do processo de lenta recuperação das economias maduras, porém com bons resultados no setor

Leia mais

2 PNE 2011-2020- Financiamento da educação Seminário estadual para debate. Porto Alegre: 27/06/2011.

2 PNE 2011-2020- Financiamento da educação Seminário estadual para debate. Porto Alegre: 27/06/2011. 2 PNE 2011-2020- Financiamento da educação Seminário estadual para debate. Porto Alegre: 27/06/2011. Darcy Francisco Carvalho dos Santos Economista e contador Junho/2011 www.darcyfrancisco.com.br Aplicação

Leia mais

abrimos mercados. 2015: Um Ano Perdido para o Brasil?

abrimos mercados. 2015: Um Ano Perdido para o Brasil? abrimos mercados. 2015: Um Ano Perdido para o Brasil? Lígia Heise Panorama Geral Brasil: Crise política agrava problemas econômicos Recessão Melhora da balança comercial Pautas-bomba Aumento do risco país

Leia mais

Carta do gestor Setembro 2013

Carta do gestor Setembro 2013 Carta do gestor Setembro 2013 Em setembro, observamos significativa desvalorização do dólar e alta dos preços dos ativos de risco em geral. Por trás destes movimentos temos, principalmente, a percepção

Leia mais

Contexto económico internacional

Contexto económico internacional 1 ENQUADRAMento MACroeConóMICO 1 ENQUADRAMento MACroeConóMICO Contexto económico internacional O ano de 21 ficou marcado pela crise do risco soberano na Zona Euro e pela necessidade de ajuda externa à

Leia mais

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000)

Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Anexo IV Metas Fiscais IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais (Art. 4 o, 2 o, inciso I, da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000) Em cumprimento ao disposto na Lei Complementar n o. 101, de 4 de maio

Leia mais

Cenário Brasileiro e Educação

Cenário Brasileiro e Educação Cenário Brasileiro e Educação Prof. José Pio Martins Economista Reitor da Universidade Positivo Agosto/2014 Observações introdutórias Missões do gestor Gerenciar o dia a dia Preparar a organização para

Leia mais

FEVEREIRO DE 2013 1 1. SUMÁRIO EXECUTIVO

FEVEREIRO DE 2013 1 1. SUMÁRIO EXECUTIVO FEVEREIRO DE 2013 1 1. SUMÁRIO EXECUTIVO A economia norte-americana ficou praticamente estagnada no último trimestre de 2012. Parte significativa desse fraco desempenho da atividade econômica pode ser

Leia mais

EIXO 2 ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO

EIXO 2 ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO EIXO 2 ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO Disciplina: D 2.2 Economia Internacional (16h) (Aula 2 - Crise internacional: medidas de políticas de países selecionados) Professora: Luciana Acioly da Silva 21 e 22

Leia mais

Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro?

Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro? Quais Foram as Principais estratégias estabelecida pela Política Industrial e Comércio Exterior, adotada pelo Governo Brasileiro? Política industrial é um conjunto de medidas para o desenvolvimento de

Leia mais

Bruna Niehues Byatriz Santana Alves Mayara Bellettini Mirela Souza

Bruna Niehues Byatriz Santana Alves Mayara Bellettini Mirela Souza Equipe: Bruna Niehues Byatriz Santana Alves Mayara Bellettini Mirela Souza Contexto global Segundo (CARNEIRO, 1999): A globalização nova ordem econômica A mobilidade dos capitais o elemento central Contexto

Leia mais

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO

A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 RESUMO 1 A EVOLUÇÃO DO INVESTIMENTO EXTERNO DIRETO (IED) NO BRASIL: 1995-2013 1 Cleidi Dinara Gregori 2 RESUMO Este artigo tem como objetivo analisar a evolução do investimento externo direto, também conhecido

Leia mais

Vulnerabilidade externa e crise econômica no Brasil Reinaldo Gonçalves 1

Vulnerabilidade externa e crise econômica no Brasil Reinaldo Gonçalves 1 Vulnerabilidade externa e crise econômica no Brasil Reinaldo Gonçalves 1 Introdução Na fase ascendente do ciclo econômico internacional (2003 até meados de 2008) a economia brasileira teve um desempenho

Leia mais

UM ROTEIRO ESTRATÉGICO PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. 31 de agosto de 2015. Sindirações

UM ROTEIRO ESTRATÉGICO PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO. 31 de agosto de 2015. Sindirações UM ROTEIRO ESTRATÉGICO PARA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO 31 de agosto de 2015 Sindirações 1 1. Cenário macroeconômico 2. Economia Implicações Brasileira para empresas 3. Um roteiro estratégico para o agronegócio

Leia mais

Conjuntura semanal. Itaú Personnalité. Semana de 12 a 16 de Agosto. Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40;

Conjuntura semanal. Itaú Personnalité. Semana de 12 a 16 de Agosto. Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40; Semana de 12 a 16 de Agosto Fatores externos e internos elevaram o dólar para perto de R$ 2,40; Curva de juros voltou a precificar mais aumentos de 0,5 p.p. para a taxa Selic; Com a presente semana muito

Leia mais

Carlos Pio. O Brasil está preparado para atender a um novo cenário de demanda?

Carlos Pio. O Brasil está preparado para atender a um novo cenário de demanda? As Novas Perspectivas do Mercado Internacional O Brasil está preparado para atender a um novo cenário de demanda? Carlos Pio Professor, UnB (Economia Política Int l) Sócio, Augurium (Risco Político) 1

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Financiamento de Investimentos no Brasil e nas Empresas -FIESP

Financiamento de Investimentos no Brasil e nas Empresas -FIESP CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC Financiamento de Investimentos no Brasil e nas Empresas -FIESP 06/03/2012 São Paulo FINANCIAMENTO DE INVESTIMENTOS NO BRASIL E NAS EMPRESAS SUMÁRIO 1. CEMEC:

Leia mais

POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S.

POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S. POLÍTICA FISCAL E DÍVIDA PÚBLICA O difícil caminho até o Grau de Investimento Jedson César de Oliveira * Guilherme R. S. Souza e Silva ** Nos últimos anos, tem crescido a expectativa em torno de uma possível

Leia mais

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N.

G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais. Boletim Mensal de Economia Portuguesa. N. Boletim Mensal de Economia Portuguesa N.º 05 Maio 2015 Gabinete de Estratégia e Estudos Ministério da Economia G PE AR I Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais Ministério

Leia mais

Financiamento, Investimento e Competitividade

Financiamento, Investimento e Competitividade Financiamento, Investimento e Competitividade João Leão Departamento de Economia ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa Conferência Fundação Gulbenkian "Afirmar o Futuro Políticas Públicas para Portugal

Leia mais

BELIZE Comércio Exterior

BELIZE Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC BELIZE Comércio Exterior Setembro de 2014 Índice. Dados Básicos.

Leia mais

BRASIL Julio Setiembre 2015

BRASIL Julio Setiembre 2015 Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Julio Setiembre 2015 Prof. Dr. Rubens Sawaya Assistente: Eline Emanoeli PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE

Leia mais

Terceira Sessão Desafios para a internacionalização dos empreendimentos brasileiros. Possibilidades e desafios da inserção produtiva

Terceira Sessão Desafios para a internacionalização dos empreendimentos brasileiros. Possibilidades e desafios da inserção produtiva Terceira Sessão Desafios para a internacionalização dos empreendimentos brasileiros. Possibilidas e safios da inserção produtiva Prof. Fernando Sarti IE-UNICAMP Fecomércio, São Paulo, 3 Agosto 2012 Estrutura

Leia mais

Indicadores Económicos & Financeiros Julho 2013. Banco de Cabo Verde

Indicadores Económicos & Financeiros Julho 2013. Banco de Cabo Verde Indicadores Económicos & Financeiros Julho 2013 Banco de Cabo Verde BANCO DE CABO VERDE Departamento de Estudos Económicos e Estatísticas Avenida Amílcar Cabral, 27 CP 7600-101 - Praia - Cabo Verde Tel:

Leia mais

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas

Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas Red Econolatin www.econolatin.com Expertos Económicos de Universidades Latinoamericanas BRASIL Junho 2013 Profa. Anita Kon PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS- GRADUADOS

Leia mais

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Os países em desenvolvimento estão se recuperando da crise recente mais rapidamente do que se esperava, mas o

Leia mais

Indicadores de Desempenho Novembro de 2014

Indicadores de Desempenho Novembro de 2014 Novembro de 2014 PANORAMA CONJUNTURAL FIEA A Economia Brasileira no terceiro trimestre de 2014 O desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre de 2014, tanto na margem como em relação ao mesmo

Leia mais

Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010

Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010 Curitiba, 25 de agosto de 2010. SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010 1) Conjuntura Econômica Em função dos impactos da crise econômica financeira mundial, inciada no setor imobiliário

Leia mais

set/12 mai/12 jun/12 jul/11 1-30 jan/13

set/12 mai/12 jun/12 jul/11 1-30 jan/13 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 1-30 jan/13 jul/11 ago/11 set/11 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12

Leia mais

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001

Economia dos EUA e Comparação com os períodos de 1990-1991 e 2000-2001 Economia dos EUA e Comparação com os períodos de - e - Clara Synek* O actual período de abrandamento da economia dos EUA, iniciado em e previsto acentuar-se no decurso dos anos /9, resulta fundamentalmente

Leia mais

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira

Globalização Financeira e Fluxos de Capital. Referências Bibliográficas. Referências Bibliográficas. 1) Mundialização Financeira e Fluxos de Capital Wilhelm Eduard Meiners IBQP/UniBrasil/Metápolis Referências Bibliográficas Referências Bibliográficas Chesnais, F. Mundialização Financeira, cap.1 Baumann, Canuto e Gonçalves. Economia

Leia mais

ASPECTOS AVANÇADOS NA ANÁLISE

ASPECTOS AVANÇADOS NA ANÁLISE ASPECTOS AVANÇADOS NA ANÁLISE! O que é Necessidade de Capital de Giro (NCG)! Como se determina a NCG! Reclassificação das contas do Ativo e Passivo Circulante! Causas das variações da NCG Autores: Francisco

Leia mais

5,1 4,9 3,4 2,9 2,4 2,0

5,1 4,9 3,4 2,9 2,4 2,0 MUNDO BRASIL PERNAMBUCO MUNDO Crescimento menor com mais protecionismo norte-americano. DESACELERAÇÃO Depois do melhor período de bonança das últimas três décadas (desde 1976, com a alta dos preços do

Leia mais

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV

RELATÓRIO MENSAL DE INVESTIMENTOS INFINITY JUSPREV São Paulo, 07 de março de 2012. CENÁRIO ECONÔMICO EM FEVEREIRO O mês de fevereiro foi marcado pela continuidade do movimento de alta dos mercados de ações em todo o mundo, ainda que em um ritmo bem menor

Leia mais

Conjuntura Dezembro. Boletim de

Conjuntura Dezembro. Boletim de Dezembro de 2014 PIB de serviços avança em 2014, mas crise industrial derruba taxa de crescimento econômico Mais um ano de crescimento fraco O crescimento do PIB brasileiro nos primeiros nove meses do

Leia mais

Exercícios sobre a China

Exercícios sobre a China Exercícios sobre a China 1. (Adaptado de SENE, Eustáquio e MOREIRA, João C. geral e do Brasil. São Paulo. Scipione, 2010.) Há trinta anos, a República Popular da China iniciou uma política de reformas

Leia mais

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Utilize apenas caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta. EXAME NACIONAL DO ENSINO SECUNDÁRIO Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de março Prova Escrita de Economia A 10.º e 11.º Anos de Escolaridade Prova 712/2.ª Fase 15 Páginas Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância:

Leia mais

Relatório Econômico Mensal DEZEMBRO/14

Relatório Econômico Mensal DEZEMBRO/14 Relatório Econômico Mensal DEZEMBRO/14 Índice INDICADORES FINANCEIROS 3 PROJEÇÕES 4 CENÁRIO EXTERNO 6 CENÁRIO DOMÉSTICO 7 RENDA FIXA 8 RENDA VARIÁVEL 8 Indicadores Financeiros BOLSA DE VALORES AMÉRICAS

Leia mais

Brasil - Síntese País

Brasil - Síntese País Informação Geral sobre o Brasil Área (km 2 ): 8 547 400 Vice-Presidente: Michel Temer População (milhões hab.): 202,8 (estimativa 2014) Risco de crédito: 3 (1 = risco menor; 7 = risco maior) Capital: Brasília

Leia mais

Custo de Capital das Empresas Industriais e as Novas Oportunidades do Mercado de Capitais -FIESP

Custo de Capital das Empresas Industriais e as Novas Oportunidades do Mercado de Capitais -FIESP CENTRO DE ESTUDOS DE MERCADO DE CAPITAIS CEMEC Custo de Capital das Empresas Industriais e as Novas Oportunidades do Mercado de Capitais -FIESP 12/03/2012 São Paulo C. A. Rocca INDICE 1. CEMEC: natureza,

Leia mais

China: novos rumos, mais oportunidades

China: novos rumos, mais oportunidades China: novos rumos, mais oportunidades Brasil pode investir em diversas áreas, como tecnologia, exploração espacial e infraestrutura 10 KPMG Business Magazine A China continua a ter na Europa o principal

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

Relatório Econômico. Bonança (quase) perfeita. Maio de 2015. bigstockphoto

Relatório Econômico. Bonança (quase) perfeita. Maio de 2015. bigstockphoto Bonança (quase) perfeita bigstockphoto Ambiente Global Alertamos em nosso último relatório para alguns riscos associados à economia norte-americana que podem implicar em um adiamento do início do ciclo

Leia mais

Classificação da Informação: Uso Irrestrito

Classificação da Informação: Uso Irrestrito Cenário Econômico Qual caminho escolheremos? Cenário Econômico 2015 Estamos no caminho correto? Estamos no caminho correto? Qual é nossa visão sobre a economia? Estrutura da economia sinaliza baixa capacidade

Leia mais

Destaques do 3º trimestre de 2015

Destaques do 3º trimestre de 2015 Destaques do 3º trimestre Principais Destaques Manutenção dos níveis de EBITDA consolidado e de margem EBITDA, apesar da sobreoferta de aço mundial e das adversidades econômicas no Brasil. Redução de 5,9%

Leia mais

CHILE Comércio Exterior

CHILE Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC CHILE Comércio Exterior Abril de 2014 Índice. Dados Básicos. Principais

Leia mais

Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas

Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas Impactos do atual modelo de desenvolvimento econômico sobre as empresas Ilan Goldfajn Economista-chefe e Sócio Itaú Unibanco Dezembro, 2015 1 Roteiro sofre de diversos desequilíbrios e problemas de competitividade.

Leia mais

Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro

Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro Impacto da recente crise financeira internacional na riqueza das famílias em Portugal e na Área do Euro Clara Synek * Resumo O aumento da incerteza relativo às perspectivas económicas, do mercado de trabalho,

Leia mais

Mudanças Recentes no Passivo Externo Brasileiro

Mudanças Recentes no Passivo Externo Brasileiro Mudanças Recentes no Passivo Externo Brasileiro As contas externas do país registraram a seqüência de cinco anos de superávits em transações correntes entre 2003 e 2007, proporcionando a ocorrência de

Leia mais

PRECIFICAÇÃO NUM CENÁRIO DE INFLAÇÃO

PRECIFICAÇÃO NUM CENÁRIO DE INFLAÇÃO PRECIFICAÇÃO NUM CENÁRIO DE INFLAÇÃO 4º. ENCONTRO NACIONAL DE ATUÁRIOS (ENA) PROF. LUIZ ROBERTO CUNHA - PUC-RIO SETEMBRO 2015 ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO I. BRASIL: DE ONDE VIEMOS... II. BRASIL: PARA ONDE

Leia mais

A taxa de câmbio na economia brasileira está fora de equilíbrio? 31/05/2007

A taxa de câmbio na economia brasileira está fora de equilíbrio? 31/05/2007 A taxa de câmbio na economia brasileira está fora de equilíbrio? 31/05/2007 Preliminares Paridade do Poder de Compra (PPC) Equilíbrio de longo prazo Bens comercializáveis (PPC) e não-comercializáveis Câmbio

Leia mais

01 _ Enquadramento macroeconómico

01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico 01 _ Enquadramento macroeconómico O agravamento da crise do crédito hipotecário subprime transformou-se numa crise generalizada de confiança com repercursões nos mercados

Leia mais

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Março / 2015. Cenário Econômico Bonança e Tempestade. Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Março / 2015 Cenário Econômico Bonança e Tempestade Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos 1 Bonança Externa Boom das Commodities Estímulos ao consumo X inflação Importações e real valorizado 2

Leia mais

Relatório TÊXTIL E CONFECÇÃO VOLUME III. Julho de 2009

Relatório TÊXTIL E CONFECÇÃO VOLUME III. Julho de 2009 Relatório de Acompanhamento Setorial TÊXTIL E CONFECÇÃO VOLUME III Julho de 2009 RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO SETORIAL TÊXTIL E CONFECÇÃO Volume III Equipe: Célio Hiratuka Samantha Cunha Pesquisadores e

Leia mais

China em 2016: buscando a estabilidade, diante dos consideráveis problemas estruturais

China em 2016: buscando a estabilidade, diante dos consideráveis problemas estruturais INFORMATIVO n.º 43 DEZEMBRO de 2015 China em 2016: buscando a estabilidade, diante dos consideráveis problemas estruturais Fabiana D Atri* Ao longo dos últimos anos, ao mesmo tempo em que a economia chinesa

Leia mais

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN

Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial. Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Econômico Brasil em uma nova ordem mundial Guilherme Mercês Sistema FIRJAN Cenário Internacional Cenário mundial ainda cercado de incertezas (1) EUA: Recuperação lenta; juros à frente (2) Europa:

Leia mais

AUSTRÁLIA Comércio Exterior

AUSTRÁLIA Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC AUSTRÁLIA Comércio Exterior Junho de 2015 Principais Indicadores

Leia mais

Desafio da qualidade e produtividade no setor público brasileiro

Desafio da qualidade e produtividade no setor público brasileiro Desafio da qualidade e produtividade no setor público brasileiro FNQ- Reunião do Conselho Curador São Paulo, 26 de agosto de 2010 Luciano Coutinho 1 Brasil retomou o ciclo de crescimento sustentado pela

Leia mais

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade

Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Plano Brasil Maior e o Comércio Exterior Políticas para Desenvolver a Competitividade Alessandro Golombiewski Teixeira Secretário-Executivo do MDIC Rio de Janeiro, Agosto de 2011 Introdução 1 Contexto

Leia mais

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal INFORMATIVO n.º 35 AGOSTO de 2015 Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal Depreciação do yuan traz incertezas adicionais à economia chinesa neste ano

Leia mais

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO 1 - CONSIDERAÇÕES INICIAIS Em geral as estatísticas sobre a economia brasileira nesse início de ano não têm sido animadoras

Leia mais