Medidas para superação de obstáculos para redução de emissões

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1 MODERNIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL Medidas para superação de obstáculos para redução de emissões Túlio Jardim Raad e Vamberto de Melo Seminário CGEE & DECOI da SDP/MDIC - Brasília,

2 OBJETIVO Ø Reavaliar os pontos mais importantes do Plano Siderurgia (Plano Nacional de Redução de Emissões da Siderurgia Brasileira), no que diz respeito à orientação da atuação do MDIC, contextualizada na polí>ca do incremento da u>lização do carvão vegetal Ø Discorrer sobre os obstáculos econômicos, técnicos e regulatórios à meta de redução das emissões; Bene=cios sócio ambientais do a>ngimento das metas de redução; Regulamentações, financiamentos e esamulos para o setor

3 SUMÁRIO 1 Introdução 2 Desenvolvimento O consumo de florestas na0vas e plantadas para a produção de carvão vegetal siderúrgico Potenciais de ganhos para tornar a indústria siderúrgica a carvão vegetal auto sustentável em florestas plantadas 3 Conclusões Avaliação do Plano Setorial de Redução de Emissões da Siderurgia Obje0vo 1 - Promover a redução das emissões de CO Obje0vo 2 Evitar desmatamento de mata na0va Obje0vo 3 Incrementar a compe0vidade brasileira da indústria de ferro e aço no contexto da economia de baixo carbono 4 Recomendações

4 INTRODUÇÃO Florestas Plantadas x Cobertura de Área do Brasil (8,5 milhões km 2 ) 33,5% 0,8% 65,7% Florestas Naturais Agricultura, Pecuária, áreas urbanas e redes de infra- estrutura Florestas Plantadas Ø Uso Comercial: Início Eucalipto em 1949 e Pinus em 1959 FLORESTAS PLANTADAS Ø Plan0o em larga escala a par0r da década de 60 Ø Total em 2013 = 6,7 milhões ha

5 INTRODUÇÃO Evolução das Florestas Plantadas por Estado (1000 ha) Tocan0ns, Piauí e outros Mato Grosso Goiás Amapá Maranhão Pará Mato Grosso do Sul Espírito Santo Rio Grande do Sul Bahia Santa Catarina Paraná São Paulo Minas Gerais FLORESTAS PLANTADAS Ø Crescimento médio de 3,9% de 2005 a 2013 Ø Destaque para Mato Grosso do Sul que quadriplicou sua área plantada

6 INTRODUÇÃO Evolução das Florestas Plantadas por Estado (%) 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 3% 4% 6% 11% 11% 14% 20% 4% 4% 7% 11% 14% 19% 5% 3% 7% 14% 19% 5% 3% 7% 14% 19% 6% 3% 7% 13% 19% 7% 3% 7% 13% 18% 9% 3% 7% 9% 12% 18% Tocan0ns, Piauí e outros Mato Grosso Goiás Amapá Maranhão Pará Mato Grosso do Sul Espírito Santo Rio Grande do Sul Bahia 0% 24% % % % % % % 2012 Santa Catarina Paraná São Paulo Minas Gerais

7 INTRODUÇÃO Consumo anual de madeira proveniente de Floresta Plantada por Setor Total de 163 milhões de m 3 /ano 51% 37% 12% Papel e Celulose Carvão Vegetal Madeira Industrial Madeira para Carvão Vegetal: 20 milhões de m 3 /ano

8 DESENVOLVIMENTO O Consumo de Florestas Plantadas x Na>vas para Carvão Vegetal 10,0 56% 60% Produção de Carvão Vegetal (Mt) 9,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 53% 52% 51% 51% 45% 38% 38% 40% 36% 32% 33% 32% 33% 35% 33% 33% 25% 27% 3,7 3,7 3,7 3,7 3,7 4,0 3,8 3,6 3,6 3,6 4,7 3,7 4,5 4,0 4,1 3,8 4,2 4,0 3,8 3,6 3,6 4,0 3,9 2,3 1,8 1,3 1,4 2,1 1,9 1,8 2,2 2,4 2,9 1,4 3,0 1,9 2,0 1, Carvão de Madeira Na0va Carvão de Florestas Plantadas % Madeira Na0va 50% 40% 30% 20% 0% Uso de Na>va (%) Ø Uso de Na>va aumentou significa>vamente nos anos de alta produção de ferro gusa

9 DESENVOLVIMENTO Melhoria da Eficiência da Carbonização x Déficit de Madeira Melhor tecnologia de produção do Carvão Vegetal Linha de Base Controle da Carbonização Fornos Metálicos Produção média anual de ferro gusa Mton/ano Consumo específico do Alto Forno kg CH / t PI Necessidade de Carvão Vegetal Mton/ano 7,1 6,9 6,7 Rendimento Gravimétrico % 26% 35% 38% Massa de madeira necessária (base seca) Mton/ano 27,4 19,8 17,8 Densidade da Madeira (base seca) ton/m 3 Volume de madeira necessária Mm 3 /ano 49,8 36,0 32,3 Área de floresta plantada para carvão vegetal Área de floresta plantada colhida para carvão vegetal Produtividade Florestal disponível no mercado ha ha/year m 3 /ha Potencial de volume disponível anualmente Mm 3 /ano 32,2 32,2 32,2 Deficit anual de madeira para carvão vegetal Mm 3 /year - 17,6-3,8 0 Área equivalente a ser plantada anualmente ha/year ,50 0,55 280

10 CONCLUSÕES Avaliação do Plano Setorial de Redução de Emissões da Siderurgia Principais Obje>vos Ø 1 - promover a redução das emissões de CO 2 Ø 2 - evitar o desmatamento de floresta na0va Ø 3 - incrementar a compe0vidade brasileira da indústria de ferro e aço no contexto da economia de baixo carbono Cenário Mt CO 2 eq. Base Intervenção 1 15,97 13,32 Intervenção 2 Intervenção 3 5,60 2,94 Ø Adotado o Cenário de Intervenção 3: meta conservadora = redução de 8 a 10 Mt CO 2 eq.

11 CONCLUSÕES Obje>vo 1 Promover a redução das emissões de CO 2 A Melhoria da Eficiência da Carbonização Ficou demonstrado o potencial de redução das emissões no caso do aumento de rendimento gravimétrico (RG) na conversão de madeira em carvão e u0lizando- se a equação advinda da metodologia aprovada para créditos de carbono MDL AM0041, pode- se pontuar: ( kg CH / t carvão) Emissão CH4 = 217,12 534,76 RG 4. Ø Melhoria: RG de 26% como linha média de base nacional para um RG de 35% Ø Método: controles mais eficientes e modernos do processo de produção do carvão vegetal (monitoramentos da temperatura e modelos matemá0cos da ciné0ca de secagem da madeira e carbonização), Ø Resultado Específico: mudança no patamar de emissões de metano de 78 kg CH 4 / t. carvão para 30 kg CH 4 / t. carvão, um delta de redução de 48 kg CH 4 / t. carvão.

12 CONCLUSÕES Obje>vo 1 Promover a redução das emissões de CO 2 A Melhoria da Eficiência da Carbonização Ø Resultado Quan>ta>vo: Para produção anual de 6,9 milhões de toneladas, a redução potencial seria de cerca de 7 milhões de CO 2 equivalentes. Ø Potencial de Sucesso: Considerando- se que o controle de processo sugerido como mi0gador das emissões, de fornos pequenos (0po rabo quente) até fornos retangulares de grande porte, são de fácil acesso, de baixo inves0mento e de alto retorno financeiro, avalia- se que o a>ngimento deste potencial de redução até 2020 é facavel e de alto índice de sucesso, principalmente porque já existem empresas benchmark no mercado que podem ser mul0plicadoras de resultado.

13 CONCLUSÕES Obje>vo 1 Promover a redução das emissões de CO 2 B Queima das fumaças da carbonização Ø Resultado Quan>ta>vo: No caso da subs0tuição dos sistemas convencionais de produção de metano por novas tecnologias que permitam a queima dos gases, o potencial passará a ser de 11,3 milhões de CO 2 equivalentes. Ø Potencial de Sucesso: A obtenção desta redução de emissões em larga escala para 2020 é de dilcil sucesso devido principalmente a: o subs0tuição do parque industrial atual, onde já foram feitos altos inves0mentos e que ainda não foram depreciados (grandes fornos retangulares de alvenaria); o dificuldade de se implementar tecnologias de ponta em pequenos fazendeiros florestais devido à baixa escala de produção, o que acaba por exigir tempos muito longos do retorno de inves0mento (CAPEX) e/ou custos operacionais elevados (OPEX);

14 CONCLUSÕES Obje>vo 2 Evitar desmatamento da mata na>va Ø Mantendo- se a linha de base de RG = 26% e sem melhoria do incremento de produ0vidade florestal = necessidade de adicional de 1,2 a 1,5 milhão ha de florestas plantadas para total subs0tuição da mata na0va u0lizada para carvão vegetal Ø Elevando- se o patamar do RG = 32 a 35%, aliado ao melhor incremento de produ0vidade dos clones de eucaliptos IMA = 40 m 3 /ha/ano, a necessidade adicional de florestas plantadas reduz sensivelmente para ha. Ø Mensurações nacionais das médias de rendimento gravimétrico, devidamente norma0zadas por sistemas de medição auditáveis, e periodicamente publicadas por ins0tuições credenciadas pelo MDIC, deverão ditar o planejamento estratégico quan>ta>vo de implantação de novos estoques florestais. Ø Inclusão deste indicador nos relatórios estans0cos de associações como IABr, AMS e Reflore visando maior asser>vidade de planos estratégicos futuros de aumento de estoque florestal.

15 CONCLUSÕES Obje>vo 3 Incrementar a compe>vidade brasileira da indústria de ferro e aço no contexto da economia do baixo carbono Item Unidade Valores Base Ideal Madeira Carbonizada (bs) ton mad/ mês Carvão Produzido (bs) ton cv/ mês Rendimento Gravimétrico % 25% 35% Custo da Madeira dentro do forno R$ Custo da Fase Carbonização R$ Custo Total R$ Custo do Carvão R$/ton Ganho na redução do custo do carvão % 22,3% Ø Como o carvão representa de 40 a 50% do custo do ferro gusa, esta economia tem forte impacto na sua compe00vidade.

16 CONCLUSÕES Obje>vo 3 Incrementar a compe>vidade brasileira da indústria de ferro e aço no contexto da economia do baixo carbono Item Unidade Base Valores Ideal Produção de Ferro Gusa ton fg/ano Consumo Específico de carvão kg cv/ton.gusa Carvão total consumido ton./ano Custo do Carvão R$/ton Custo do Frete até a Usina R$/ton Custo de produção além do carvão (50%) Milhões R$/ano 37,5 Custo do Carvão Vegetal no gusa Milhões R$/ano 37,5 30,8 Custo total do Ferro Gusa Milhões R$/ano 75,0 68,3 Custo unitário do Ferro Gusa R$/ton.gusa Ganho na redução do custo do gusa % 9% Ø Para preço do ferro gusa R$855/t. (U$380/t.), a margem de lucro (antes dos impostos) passaria de 12% para 20% do faturamento bruto, um valor considerado por muitas indústrias como rentabilidade mínima para garan0r crescimento sustentável do negócio.

17 RECOMENDAÇÕES Estratégia 1: Ø Plano: Conscien0zação do empresariado brasileiro sobre o enorme ganho social, ambiental e financeiro que projetos desta natureza trazem para o negócio, fazendo que ocorra uma mobilização em massa visando a mudança de paradigmas do processo de produção de carvão vegetal atual e seu rudimentar e empírico procedimento operacional; Ø Meio de Ação: mídia e organização de seminários específicos;

18 RECOMENDAÇÕES Estratégia 2: Ø Plano: Desburocra0zação do fornecimento de linhas de crédito para os pequenos produtores, (um vez que as grandes empresas do setor já vem se mobilizando para mudar seus processos) aumentando a atra0vidade e a quan0dade dos inves0mentos em sistemas de controle do seus sistemas produ0vos de carvão vegetal. Ø Meio de Ação: regulamentação de prá0cas mais obje0vas e de fácil acesso ao pequeno produtor com redução de nível de exigências de garan0as de recursos, via análise de risco do empreendimento (avaliado atualmente como baixo risco devido a vários casos de sucesso hoje com resultados estáveis e auditáveis);

19 RECOMENDAÇÕES Estratégia 3: Ø Plano: Treinamento e reciclagem de todo o corpo técnico de toda a cadeia de transformação da madeira em carvão vegetal, desde a preparação da matéria prima (madeiras mais secas e limpas), passando pela mudança radical do procedimento operacional (aumentar rendimentos) até a melhoria da qualidade do produto ob0do (visando redução do consumo específico nos Altos Fornos). Ø Meio de Ação: : já existem empresas especializadas no setor que podem fazer parceiras público- privadas

20 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES MUITO OBRIGADO!

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#$%&'()%*!+,!-!./$)(*!012 ! Sugestões de medidas para superação dos obstáculos econômicos, técnicos e regulatórios à meta de redução de emissões, com avaliação dos benefícios sócio-ambientais. #$%&'()%*!+,!-!./$)(*!01"2 Nota Técnica

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