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1 ECE 2003/4 1 ISEG UTL conomia do Comércio Electrónico Optativa G3-2º semestre /2004 Jorge Rosario (resp.) Guiões desenvolvidos

2 I. Introdução Velha economia Produtos padronizados Oferta orienta processo Bens tangíveis Automação de processos Cadeia de Valor lineares Unidades orgânicas - Economia Digital Novos mercados em rede Acesso global, imediato e permanente Modificação na intermediação Organização em rede Sistemas virtuais - Mercado Escolha dos consumidores Transacções electrónicas Interactividade Redução dos custos de transacção Concorrência pelos preços - Produtos Personalização do conteúdo Oferta multimédia Redução dos custos marginais de reprodução e distribuição Interactividade - Tecnologia Normalização Digitalização e miniaturização Sistemas virtuais Nova Economia Produtos personalizados Procura orienta processo económico Intangíveis Informação molda a organização Redes colaborativas e sistemas virtuais Eco-sistemas de empresas ECE 2003/4 2

3 A.Transformações estruturais: Economia e sociedade Internet Convergência das Telecomunicações, informática e média Comércio electrónico Mudanças organizacionais, mercados e modelos de negócio Implicações sócio-económicas Sociedade da informação, Organização em rede e Economia do conhecimento ECE 2003/4 3

4 ECE 2003/4 4 I.A.1. Aspectos essenciais Mercado digital: emergência de formas de intermediação e desaparecimento de outras. Relação espaço /tempo, função comunicação Crescimento da interactividade na sociedade e na economia. Processamento e tratamento da informação; papel do conhecimento. Acelerador de certas transformações; globalização, qualificações, trabalho, processos organizativos... Estratégias em rede e novas formas de relacionamento, parcerias e concorrência.

5 I.A.2. Consequências na sociedade de informação Plataforma global de informação Aprendizagem interactiva com múltiplas origens e formas. Massificação do acesso e difusão do saber Reorganização dos modelos de interactividade Alteração das escalas de funcionamento das organizações Incerteza: Muitos produtos não atingiram a maturidade Experimentação nas formas de relacionamento Insuficiências em algumas tarefas essenciais Enquadramento legal e comercial Dados e estudos fiáveis para avaliar e medir as consequências. ECE 2003/4 5

6 ECE 2003/4 6 I.A.3. Digitalização e convergência A digitalização (ou numeração) permite o transporte, o armazenamento, a difusão e a colocação mais fácil dos conteúdos. A digitalização é a base da convergência tecnológica A Internet permitiu a combinação de serviços que anteriormente funcionavam em sistemas e mercados separados. Convergência de mercado e de infra-estrutura implica uma maior convergência na oferta (e nos operadores) e na procura de serviços de comunicação integrados. UMTS (Sistema Universal de Telecomunicações Moveis): Tecnologia de 3ª geração que alia telecomunicações móveis e banda larga, e permite transmitir voz, dados e multimédia a uma velocidade superior. No entanto, software de compressão de dados e melhoria na velocidade de transmissão permite ainda muito da 2G melhorada.

7 ECE 2003/4 7 Digitalização e convergência Telecomunicações: equipamento celular, fixo e móvel Acesso Web Interoperabilidade UMTS difusão HTML, XML, WML Tecnologias de Informação: comutação por pacotes, IP, miniaturização, digitalização Média: Distribuição, conteúdo

8 Convergência multidimensional Tecnologias: telemoveis e Internet (WAP ) fixo e móvel satelite e radio digital computador e TV Voz Dados Radio Video Transmissão de banda larga / Interoperabilidade Digitalização Rede fibra optica,... IP Comutação por pacotes ECE 2003/4 8

9 I.A.4. Sistemas artificiais e concepção Sistemas e leis naturais, necessidade vs. Sistemas artificiais, contingência e objectivos Descritivo e normativo Ciência do natural e do artificial Interfaces e objectos artificiais ECE 2003/4 9

10 ECE 2003/4 10 I.B. Arquitectura de rede: Internet, a rede das redes Internet é uma rede de centenas de milhares de redes interconectadas Network Service Providers (NSPs ou NAPs) Gere os backbones (coluna vertebral). Ex. EBONE na Europa, MCI, AT&T, PT Internet Service Providers (ISPs) Fornece acesso às subredes locais, senhas, identificações, programas Ex. Telepac, Clix, AOL Utilizadores finais

11 Arquitectura da rede Internet ISP ISP ISP ISP NSP NSP ISP ISP NSP NSP ISP ISP ISP ISP Backbone ECE 2003/4 11

12 I.B.1. Princípios básicos Primazia do utilizador final (end-to-end argument) nas decisões finais. IP sobre tudo: protocolo único entre redes e acima de qualquer tecnologia, mecanismo de comunicação entre plataformas heterogéneas e interoperabilidade entre computadores o o o o A Web / WWW, navegadores ( browser ) e sites HTML, HTTP, XML. Hiperligação / hipertexto Comunicação na Internet ECE 2003/4 12

13 ECE 2003/4 13 I.B.2. Conectividade e estrutura Estrutura da rede - sistemas abertos onde cada nível tem funcionalidades precisas - comunicação através de protocolos entre nós do mesmo nível. - os computadores na rede são chamados de nós ( nodes ). Computadores e aparelhos que afectam recursos numa rede são chamados de servidores. Modelo de referência da International Organization for Standardization.

14 ECE 2003/4 14 I.B.2.a. Modelo OSI (Open System Interconnection) Físico Físico Ligação Rede Transporte... Apresentação Aplicação Ethernet, PPP IP TCP, UDP Protocolos - Internet DNS, HTTP, FTP Ligação Rede Transporte... Apresentação Aplicação Interfaces

15 ECE 2003/4 15 Estrutura da rede: Princípios do modelo OSI Hierarquia possui 7 camadas ou níveis (layers) e cada uma delas cumpre uma função especifica. Interface constitui o conjunto de operações e serviços que um nível inferior oferece ao superior Protocolo são as regras e convenções que possibilitam a comunicação entre nós do mesmo nível. O nível físico representa os cabos e circuitos, os protocolos descrevem como os bits devem materializados nos computadores e sistemas de transmissão. O nível ligação descreve o modo agrupamento dos bits e sua transferência. A rede implica a formação e entrega de pacotes e informação. O transporte, que inclui o encaminhamento, gere a emissão, a recepção e o congestionamento das mensagens entre utilizadores finais. Nas camada superiores de apresentação e aplicação procede-se à formatação e codificação dos dados e a sua aplicação de rede como transferência de ficheiros e mensagens.

16 ECE 2003/4 16 I.B.2.b. Níveis de protocolos Internet Os protocolos Internet não estão estruturados segundo o modelo de referência OSI (7 níveis) mas dispões de todas as funcionalidades necessárias. O TCP/IP utiliza diversos protocolos conforma o suporte físico: protocolo PPP (point-to-point protocol) é utilizado nas linhas telefónicas com suporte modem (nível 6 de ligação modelo OSI). Ethernet em suporte coaxial ou FDDI em fibra óptica. O protocolos tcp/udp situam-se ao nível do transporte. UDP - User Datagram Protocol - permite desagregar e dimensionar as mensagens em vários pacotes ao nível do transporte O nível da aplicação corresponde ao tipo de escolha do utilizador; , navegação Web, transferência de ficheiro. O protocolo DNS (Domain Name Service) permite converter o endereço IP do nível 6 - uma serie de 4 conjuntos de números- num nome mais explicito para o utilizador (ex.iseg.utl.pt). POP é um protocolo de gestão de s. HTTP é um protocolo associado e mensagens de aplicação de Web.

17 ECE 2003/4 17 I.B.2.c. Sistemas de comunicação na Internet A Internet permite um conjunto de capacidades onde se incluem os seguintes serviços Telnet: dialogo de acesso entre computadores distantes com autorização de acesso (catálogos de biblioteca, base de dados...) FTP: transferência de ficheiros para transmissão (cópias) de ficheiros entre computadores. Troca de mensagens escritas quase instantâneas (SMTP, POP). Chat (conversa) e vídeo-conferência: Os chats permitem os utilizadores de comunicarem em tempo real por escrito (IRC) via computador. O mesmo é possível em formato áudio-visual. WWW (World Wide Web). Sistema de informação mais popular baseado em funções multimédia e hiperligações. Endereços URL. Forneceu a base para a utilização crescente das aplicações comerciais e para o comércio electrónico.

18 I.B.2.d. Meios de comunicação e tecnologias Rede cobre, coaxial e fibra óptica. Largura de banda. Rede sem fio (Wi-Fi, GPS, GPRS, UMTS) Fluxo continuo ( streaming ) Redes dedicadas e partilhadas Encaminhamento ( routing ) Multiplexagem, largura de banda Modems: conversão dos sinais digitais e analógicos ECE 2003/4 18

19 ECE 2003/4 19 I.B.3. Funcionamento da rede: alguns aspectos Ligação origem destino o Controle do congestionamento e dos erros o Garantia da entrega de pacotes o Dimensão dos pacotes o Definição de prioridades dos pacotes Esquema de endereçamento o Circuito virtual (recursos reservados e validos durante a transmissão de toda a mensagem) o Datagramas (diferentes pacotes encaminhados de forma independente, não existe conceito de circuito)

20 ECE 2003/4 20 Funcionamento da rede Encaminhamento (routing) o Algoritmos estáticos com decisões já determinadas: Shortest Path Routing (nº de hops) e Flow based Routing (fluxo médio das linhas conhecido anteriormente) o Algoritmos dinâmicos baseados na topologia e tráfego Distance vector routing (ex. RIP Routing information protocol) Cada router contem tabelas actualizadas para os diferentes destinos com indicação da linha e da métrica). Link State Routing (ex. OSPF Open Shortest Path First) Cada nó tem um mapa de distribuição da rede actualizada sob a forma de base de dados. o Encaminhamento hierárquico, os encaminhadores ( routers ) são divididos em regiões e quase todos só conhecem e trocam informações com os da mesma região. Qualidade do serviço (tempo de transito dos pacotes, nível de segurança, prioridade, custo,...)

21 ECE 2003/4 21 I.B.4. Tipologia da rede Tipos de rede e Critérios: a - dimensão b - topologia ou estrutura física c Transmissão de dados d Métodos e normas de comunicação I.B.4.a. - Dimensão LAN: Local Area Network ( utiliz.) Redes privadas Interligação de computadores numa organização Instaladas dentro de uma sala, edifício ou campus univ. MAN: Metropolitan Area Network ( utiliz.) Instalações próximas ou cidade Utiliza meios públicos e privados Normas específicas WAN: Wide Area Network ( utiliz.) Grande área geográfica País, Continente Tecnologias específicas

22 ECE 2003/4 22 I.B.4.b. Topologia de rede A topologia é um mapa físico, é definida pelo modo como cada aparelho está conectado e disposto na rede. Os nós podem utilizar um canal único broadcast - (ex.bus) ou estar ligados ponto a ponto (ex. star) Bus Tree (arvore)

23 ECE 2003/4 23 b. Topologia Ring (anel) Star (estrela)

24 ECE 2003/4 24 I.B.4.c. Transmissão de dados: Comutação em pacote ( Packet switching ) Mensagens divididas em pacotes (datagramas - UDT) etiquetados com endereço do expedidor, do destinatário e com a ordem de recepção. Pacotes enviados aleatoriamente, escolhendo vias menos ocupadas, permitindo o rápido estabelecimento da ligação.

25 ECE 2003/4 25 I.B.4.c. Transmissão de dados: Comutação em circuito ( Circuit Switching ) Necessário estabelecer o circuito antes da comunicação, tempo para o estabelecimento de ligação elevado, elevada disponibilidade de ligações físicas, maior segurança (ex. rede telefonica ou de cobre).

26 ECE 2003/4 26 I.B.4.d. Métodos e meios de comunicação As redes utilizam protocolos, um conjunto de regras e sinais, para comunicar. Um dos mais populares protocolos para LANs é a Ethernet. As redes que utilizam protocolos TCP/IP de transporte de ligação para a partilha de informação numa mesma organização;as Intranet. A associação entre a Web e as redes TCP/IP facilitam a manutenção das interfaces utilizadas. Alguns dados podem ser partilhados com parceiros e com clientes da organização, criando por exemplo uma base de dados federada por várias Intranets. Trata-se de Extranet. A principal diferença reside nos direitos de acesso à informação. Existem tecnologias que permitem fazer funcionar diferentes redes privadas na Internet enquanto VPN (Virtual Private Network) através de reserva de largura de banda ( tunneling ) para ficheiros especiais ou prioritários. Cf.WebEDI As VAN (Value Added Network) são redes proprietárias, cujo acesso está restringido aos subscritores, não funcionam segundo os princípios da Internet. São utilizadas pelo comércio electrónico tradicional nas trocas de EDI entre parceiros comerciais.

27 ECE 2003/4 27 I.B.5. Organização de rede: (a) cliente/servidor e (b) P2P, peer-to-peer (a) (b)

28 ECE 2003/4 28 I.B.5.a. Organização cliente /servidor Em geral o modelo cliente/servidor é uma arquitectura onde a aplicação electrónica é dividida em duas partes: uma é utilizada pelo cliente, front-end (frente) - que corre no sistema do utilizador final, e outra, que é utilizada por todos os utilizadores - servidor, backend (rectaguarda) -. O termo cliente/servidor pode ser utilizado para descrever uma estrutura de rede, mas também pode ser entendido como um modelo de actividade. A ideia é optimizar os sistemas de recursos envolvidos. Um computador fornece recursos partilhados para os usuários da rede. Integrar as vantagens dos computadores hospedeiros (host) multiutilizadores (computadores centrais) com capacidade para gerir uma rede onde se incluem p.ex. PC, impressoras, fax, modems e ligações à Internet). Serviços de acesso WEB e sistemas operativos

29 ECE 2003/4 29 Arquitectura cliente /servidor: niveis e funções A divisão de funções numa aplicação entre uma componente solicitadora de serviços (cliente) e uma componente fornecedora de serviços (servidor) não é, contudo, visível para o cliente. As funções disponíveis no sistema servidor (base de dados, comunicação, etc.) podem ser processadas de forma distribuída e descentralizada, e independente da distância. Normalmente, o cliente é uma aplicação que corre num PC e está ligado a um servidor para desempenhar certas operações. O servidor é um aparelho que gere recursos (ex.ficheiros, base de dados, trafego) de uma rede. Frequentemente, são aparelhos dedicados, desempenham unicamente tarefas de servidor.

30 ECE 2003/4 30 Arquitectura cliente /servidor A arquitectura cliente/servidor estão baseados no facto que uma distinção pode ser efectuada entre diferentes níveis num programa de aplicação. Ou seja é possível atribuir ao utilizador um acesso rápido e simples apenas a certa funções e minimizar o carregamento na rede. Normalmente a estrutura do software define os seguintes níveis e funções: Armazenamento de dados (data storage) e ficheiros. Funções de aplicação específicas o Gestão do acesso aos dados (segurança, integridade...) o Lógica dos processos de negócios Apresentação, interface gráfico utilizador (GUI). Dependendo como os diferentes níveis estão distribuídos entre cliente e servidor, define-se servidor activo ou passivo.

31 Servidor activo e passivo Cliente Interface utilizador Cliente Interface utilizador Funções rede Servidor rede Servidor Data storage Funções Data storage Servidor passivo Servidor activo ECE 2003/4 31

32 ECE 2003/4 32 Vantagens Vantagens e inconvenientes Redução do congestionamento e dos tempos de espera dos sistemas centralizados. Configuração de redes heterogéneas de computadores e possibilidades de especialização; Melhor adaptação de aplicações à organização de acordo com funções e necessidades. Introdução de interfaces mais amigáveis Diminuição das estruturas hierárquicas associadas aos computadores centrais. Inconvenientes Tecnicidade e custo elevado Estruturação rede a partir de um corpo central

33 ECE 2003/4 33 I.B.5.b. Arquitectura peer-to-peer (P2P ou interpares) Tipo de rede onde cada computador e estação de trabalho têm capacidades e responsabilidades semelhantes e são capazes de: efectuar o mesmo tipo de funções em paralelo ou executar partes de uma mesma tarefa. (cf. computação distribuida) Partilha de ficheiros e de capacidade computacional Na rede P2P, a comunidade de utilizadores pode Partilhar e fazer replicas dos conteudos (ex. MP3) e, distribuir e armazenar estes num conjunto de nós que formam uma rede. (cf. Usenet, Gnutella, Napster, Kaaza). Por vezes estas cópias envolvem problemas legais.

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