Estratégias, Competências e Crescimento: Uma visão sobre o segmento de supermercados.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Estratégias, Competências e Crescimento: Uma visão sobre o segmento de supermercados."

Transcrição

1 Estratégias, Competências e Crescimento: Uma visão sobre o segmento de supermercados. Autoria: Alexandre Werner e Lidia Micaela Segre Resumo O trabalho faz uma análise das estratégias que estão sendo adotadas pelas empresas no atual contexto de alta concorrência, baseadas na adoção de tecnologias de informação e comunicação, de novos processos organizacionais e na valorização dos recursos humanos. Inicialmente enfocamos nossos estudos às estratégias que podem ser adotadas, pelas empresas, como: estratégia competitiva na busca da excelência operacional, estratégia competitiva na inovação de produtos e/ou estratégia competitiva orientada para serviços. Para isto, o Planejamento Estratégico é a ferramenta a ser utilizada para decidir qual a estratégia a ser implementada. Em seguida analisamos as questões relativas ao desenvolvimento das competências do indivíduo e da organização, que têm como objetivo garantir uma competitividade para a empresa. Focalizamos em nosso trabalho um estudo sobre o setor de supermercados e as estratégias que estão sendo implantadas neste segmento, que sofre uma intensa reestruturação num cenário de aumento do nível de competição. Neste segmento, no ambiente interno, as empresas profissionalizam suas estruturas gerenciais, inovam na adoção de marca própria e adotam novas tecnologias. Em relação ao ambiente externo as organizações buscam otimizar as parcerias com fornecedores, criar novos formatos de lojas e desenvolver a fidelização dos clientes. Introdução O nível de competição entre as empresas tem levado as organizações a desenvolver estratégias, que visam torná-las menos vulneráveis as mudanças que vêem ocorrendo no ambiente (externo e interno) das organizações. O processo de globalização (financeiro, produtivo e comercial), a introdução de novas tecnologias e a implantação de novos processos organizacionais levam, alguns segmentos, a um cenário com fusões, incorporações, e reestruturação, com objetivo de ser manter competitivos. Para minimizar os efeitos negativos deste ambiente turbulento deve-se estimular a elaboração de uma planejamento estratégico. Este planejamento deve ser desenvolvido levando em consideração os cenários político, econômico e cultural na qual a empresa planeja atuar. O objetivo do trabalho é apresentar uma análise das estratégias empresariais que podem ser desenvolvidas pelas organizações. Apresentaremos dois modelos de ação estratégica e a importância da formação de competências do indivíduo e da organização. Na última parte do trabalho será apresentado um estudo do setor de supermercados. Num projeto de ação estratégica é importante a definição do objetivo que se pretende atingir. O planejamento deve direcionar a organização à adoção das estratégias competitivas que podem ser: para a Excelência Operacional, para a Inovação do Produto e/ou Orientada para Serviços. Em qual o enfoque atuar, é a questão que deverá ser discutida por toda a organização. Como ferramenta de análise, para uma melhor condução do processo, tem-se os modelos de Planejamento Estratégico. Em conjunto com o plano de ação deve-se estimular a formação de competências do indivíduo e da organização, pois estas são importantes para que a empresa tenha condições de se manter competitiva. Essas competências devem ser desenvolvidas no interior da organização, garantindo assim uma agregação de valor aos clientes da empresa. 1

2 No segmento de supermercados encontramos um cenário de mudanças com a entrada de novos atores, concentração e elevada competição. Estes fatores levam as organizações a se reestruturarem através de fusões, incorporações, profissionalização do corpo gerencial e na montagem de um plano de ação estratégico. Para este segmento o enfoque do planejamento tem sido o de adotar uma estratégia orientada para serviços. Pois a melhora no nível de serviço e a fidelização do cliente visam o aumento da competitividade. No entanto, o setor não pode se afastar da busca por uma excelência operacional. Diversas ações estratégicas estão sendo adotadas pelas empresas do setor de supermercados, como: lançamentos de marca própria, adoção de novas tecnologias, introdução de novos processos organizacionais, enfoque logístico, comércio eletrônico, ECR (Resposta Eficiente ao Consumidor), CRM (Gerenciamento da Relacionamento com o Consumidor), novos formatos de lojas, segmentação de mercado e profissionalização do corpo gerencial que têm como objetivo aumentar a competitividade da organização. Os dados e as informações relativas ao setor foram pesquisadas em revistas especializadas, no jornal Gazeta Mercantil, nos sites relacionados ao setor e dos Congressos da ABRAS. A primeira parte do trabalho tem o objetivo de analisar a adoção de um plano estratégico. Este planejamento deve ser considerado de extrema importância, pois dele resultará a definição de qual ou quais estratégias a empresa deve se orientar, bem como o desenvolvimento das competências necessárias para a organização. 1- Estratégias empresariais e formação de competências 1.1 Estratégia empresarial Nesta parte do trabalho vamos conceituar o que se denomina estratégia. Para isto iremos trabalhar com dois autores que se dedicam a estudar este tema. Primeiro abordaremos Bethlem (1998), em seguida Porter (1986). O Planejamento Estratégico tradicional é quase sempre adotado pelas empresas em período qüinqüenal, e as etapas e ações a ser implantadas seguem a rotina de planejamento, elaboração, execução, implantação, acompanhamento, controle e avaliação. Hoje, novas formas de planejamento já estão sendo difundidas dentro das organizações, e buscam tornar o planejamento mais dinâmico e capaz de se adequar às mudanças no ambiente interno e externo da empresa. Visão Estratégica, Pensamento Estratégico, e Balanced Scorecard (KAPLAN e NORTON, 1997) são conceitos introduzidos nos anos recentes na área de Estratégias. Na visão de Bethlen, abaixo apresentada, a estratégia deve ser montada a partir de fatos claros e bem definidos. Para isto devemos considerar que: 1 Estratégia é um conceito que precisa ser aprendido (aprender significa saber utilizar; sem saber utilizar um conceito não há como aplicá-lo). 2 Estratégia para ser tornada real, ou seja, bem executada, tem que ser aprendida por várias pessoas e aceita por todas elas. 3 A transformação de idéias estratégicas em ações estratégicas que venham dar aos estrategistas os resultados que almejam deverá ser realizada em três etapas, ou seja: (1) um processo intelectual individual ou coletivo de geração de propostas de ação, (2) um processo comportamental social de obtenção de concordância e apoio às propostas e (3) um processo de concretizar no mundo real essas propostas. O conceito de Michael Porter apresenta uma metodologia analítica para compreender e avaliar os ramos de negócio e a posição competitiva das empresas nestes ramos. Para Porter, duas 2

3 questões centrais são os principais determinantes da estratégia competitiva de uma empresa. A primeira é como determinar a atratividade de um ramo de negócio e a segunda é como determinar a posição competitiva relativa de uma empresa dentro de um dado ramo de negócio. No seu modelo são descritas cinco forças competitivas que determinam a atratividade de um ramo de negócio, as características da competição dentro dele e suas causas. Essas cinco forças são: a entrada de novos competidores; a ameaça de produtos substitutos; o poder de negociação dos compradores; o poder de negociação dos fornecedores; e a rivalidade entre os competidores existentes. A partir dos modelos apresentados, poderíamos enfatizar que os mesmos podem ser trabalhados em conjunto, em uma abordagem estratégica da organização. Portanto através do enfoque das cinco forças competitivas que determinam a rentabilidade da indústria/empresa teríamos uma avaliação do ambiente externo da organização. E com o modelo Bethlem uma visão clássica de planejamento, onde são abordados: a missão da empresa, a sua visão e seus objetivos organizacionais e funcionais. Teríamos então a descrição da situação atual e a concepção da empresa que se quer. 1.2 O Planejamento das estratégias No livro de Afonso Fleury e Maria Tereza L. Fleury, a busca atual por uma estratégia eficiente para a organização é conseqüência de uma nova visão sobre a competição entre as empresas que ocorre em decorrência de mudanças nas regras do jogo nestes últimos 30 anos. A primeira grande turbulência ocorreu nos anos 70 com uma alteração nas regras do mercado, passando de um mercado vendedor para comprador, isto é: a oferta tornou-se maior que a demanda. Surge então a necessidade de focar no cliente e orientar-se para o cliente. A segunda turbulência se iniciou na década de 80 com a globalização. Numa primeira fase podemos considerar que globalização se deu a partir da desregulamentação dos mercados financeiros ocorridos no início da década de 80. A essa desregulamentação se acrescentou a introdução de novas tecnologias de informação e de telecomunicações que garantiram uma maior velocidade nas transações financeiras internacionais. Já no início dos anos 90 se verifica a abertura do mercado internacional de produtos e serviços com a redução das barreiras nacionais ao comércio internacional. No estágio atual temos as empresas transnacionais. Estas buscam desenvolver novos mercados, a disponibilidade de recursos naturais (celulose, alumínio, petróleo), mão de obra mais barata e atratividade local. Sendo este movimento considerado como uma direção a uma nova divisão internacional da competência, isto é: pensar globalmente, agir localmente. Para Cassiolato, 1999, o conteúdo efetivo da globalização se dá não pela mundialização das trocas comerciais, mas sim por aquela das operações de capital tanto sob a forma industrial quanto financeira. Como terceiro processo turbulento temos o advento da economia baseada em conhecimento. Este novo paradigma incentiva o trabalho intelectual. Empresas e países buscam desenvolver atividades que sejam realmente agregadoras de valor, ou seja, nas atividades que são mais intensivas em inteligência. As transformações ocorridas no cenário político, econômico e social impactaram diretamente no ambiente de competição entre as organizações. Tanto em relação ao ambiente interno como no ambiente externo, as empresas foram obrigadas a se reestruturar. Surge então a necessidade das empresas adotarem estratégias, para se manter competitivas. Para isto é importante que a empresa defina com clareza qual será o objetivo da estratégia a ser adotada. Portanto o nível de competitividade da organização é, em parte, conseqüência da decisão acertada 3

4 da estratégia a ser desenvolvida pela organização. Como indicado a seguir a estratégia pode ser direcionada para: a Excelência Operacional, pela Inovação de Produtos ou Orientada para Serviços. (1) Estratégia competitiva em Excelência Operacional Esta estratégia explora o desenvolvimento da competência organizacional nas atividades operacionais. No que tange as operações de produção o objetivo é dotar a empresa com níveis de desempenho mundial. Visa atingir indicadores internacionais de preço e qualidade, através da racionalização do sistema de produção, com programas de produtividade e qualidade de inspiração japonesa e à adoção de processos participativos, principalmente nos setores operacionais da organização. O objetivo é garantir uma total eficiência entre as atividades de suprimento, produção, distribuição e pós-venda, que pode ser alcançado através da adoção de sistemas integrados de gestão (ERP). (2) - Estratégia competitiva em Inovação de Produtos O foco desta estratégia objetiva explorar e desenvolver uma excelência na inovação de novos produtos. Busca-se com isto a liderança em introdução de novos produtos, criando uma ruptura com os padrões existentes e um efeito de obsolescência no mercado. As ações a ser tomadas, pelas organizações, devem incentivar o desenvolvimento interno de uma cultura de inovação, o direcionamento em pesquisa e desenvolvimento e um trabalho eficiente do departamento de marketing para a introdução destes novos produtos no mercado, bem como, para a identificação de clientes potenciais a serem impactados pelos lançamentos. (3) Estratégia competitiva Orientada para Serviços A competência essencial nesta estratégia é a capacidade da organização em conhecer seus clientes e seus mercados, identificar suas necessidades e antecipar de forma proativa para agregar valor aos serviços oferecidos. Nesta estratégia busca-se antecipar as necessidades do mercado. O foco passa a ser a estrutura de marketing. Ao contrário das estratégias de Excelência Operacional e Inovação em Produto, a Orientação para Serviços deve valorizar a proximidade com o cliente. O resultado desta atitude irá garantir à organização um estreito relacionamento com seus clientes, possibilitando a identificação em tempo real de suas necessidades.(teboul, 1999 e Zarifian, 1998) O sucesso da estratégia competitiva a ser adotada e implementada pela organização está diretamente relacionado à capacidade da organização em explorar e desenvolver suas competências. É fundamental que a organização tenha uma política interna de estimular o desenvolvimento e o uso das competências do indivíduo, bem como a própria organização desenvolver suas capacidades gerais. 1.3 As competências do indivíduo O conceito de competência em relação ao indivíduo pode ser compreendido a partir da evolução do conceito de qualificação. A qualificação é usualmente definida pelos requisitos associados à posição, ou ao cargo, ou pelos saberes ou estoque de conhecimento da pessoa, os quais podem ser classificados e certificados pelo sistema educacional. Já o conceito de competência procura ir além das atividades prescritas, ser capaz de compreender e dominar novas 4

5 situações no trabalho, ser responsável e ser reconhecido por isso. A competência não se limita, portanto, a um estoque de conhecimentos teóricos e empíricos detidos pelo indivíduo, nem se encontra encapsulada na tarefa.(fleury e Fleury 2000). O modelo de competência está sendo difundido nas organizações em conseqüência de um novo mundo do trabalho, onde a complexidade das situações conduz a esta necessidade. Abaixo, são indicados três fatores que levam a esta nova visão do mundo do trabalho: 1 - a noção de incidente, aquilo que ocorre de forma imprevista, não programada, vindo a perturbar o desenrolar normal do sistema organizacional, ultrapassando a capacidade rotineira de assegurar sua auto-regulação; isso implica que a competência não pode estar contida nas predefinições da tarefa; a pessoa precisa estar sempre mobilizando recursos para resolver as novas situações de trabalho. 2 - comunicação: comunicar implica compreender o outro e a si mesmo; significa entrar em acordo sobre objetivos organizacionais, partilhar normas comuns para sua gestão. 3 - serviços: a noção de serviço, de atender a um cliente externo ou interno à organização, precisa ser central e estar presente todas as atividades; para tanto, a comunicação é fundamental. Portanto, as exigências, hoje, extrapolam as qualificações do profissional e entram num campo subjetivo. Não somente são necessárias a sua formação educacional, a sua experiência profissional e pessoal, como também seu modo de articular as exceções que ocorrem no mundo do trabalho. Do indivíduo são cobradas ações como: saber agir, saber mobilizar, saber transferir, saber engajar-se, ter visão estratégica e assumir responsabilidades. A noção de competência não encontra limites e leva o indivíduo a busca de uma formação que vai além da sua educação formal. 1.4 As competências da organização A busca pela competência organizacional é a própria busca da sobrevivência no mercado. Adquirir uma vantagem competitiva, isto é: desenvolver um diferencial em relação aos concorrentes tem levado as organizações a um profundo estudo das condições de operação dos mercados que atuam. Também, o conhecimento interno da organização, no que se refere ao domínio dos processos e atividades da empresa e a busca pela eficiência e eficácia, são fatores que estimulam as empresas a buscar a competência organizacional. Fleury e Fleury e outros autores citados, em seu livro, como: Prahalad, Hamel e Zarifian buscam conceituar as competências em uma organização. Para Prahalad e Hamel, as competências deveriam responder a três critérios: oferecer reais benefícios aos consumidores, ser difícil de imitar e prover acesso a diferentes mercados. No conceito de Zarifian, as competências numa organização são desenvolvidas a partir do conjunto de fatores abaixo descritos: Competência sobre processos: os conhecimentos sobre o processo de trabalho; Competência técnica: conhecimentos específicos sobre o trabalho que deve ser realizado; Competências sobre a organização: saber organizar os fluxos de trabalho; Competências de serviço: aliar a competência técnica à pergunta: qual o impacto que este produto ou serviço terá sobre o consumidor final?; Competências sociais: saber ser, incluindo atitudes que sustentam os comportamentos das pessoas. O autor identifica três domínios dessas competências: autonomia, responsabilidade e comunicação. As competências são antes de tudo a capacidade da empresa em identificar com clareza sua cadeia de valor (Porter 1986). Portanto, as competências de uma organização estão também vinculada à capacidade da empresa em se relacionar com o ambiente externo, isto é: com seus 5

6 principais fornecedores e clientes. A competência da organização deve ser trabalhada tanto no ambiente interno (com eficiência de gestão em sua cadeia de valor), como em relação ao ambiente externo (comunicando com seus principais parceiros, através da tecnologia de informação). É a partir desta configuração que segmentos industrias e de serviços alcançam um excelente nível de competência e vantagens competitivas. A segunda parte deste trabalho é um estudo direcionado para o segmento de supermercados. Temos o objetivo de retratar as estratégias que estão sendo desenvolvidas neste importante setor na economia nacional.. 2 As estratégias e competências desenvolvidas pelo setor de supermercados Estratégia de fusões e incorporações A concentração no segmento de supermercados é uma tendência mundial. No Brasil, em apenas dez anos, o índice de concentração em relação às cinco maiores redes passou de menos de 30% para mais de 40%. Este fenômeno ainda está a meio caminho se tomarmos como parâmetro os Estados Unidos e a Europa, onde a concentração das maiores redes se aproxima da casa dos 70%. Mas precisamente no Brasil, em 1995, 27,8% do setor supermercadista estava nas mãos das cinco maiores redes. Em 1999, a concentração cresceu para 39,2% e em 2000, segundo dados da ABRAS (www.abras.com.br), atingiu 41%. Nos concentramos, nesta seção, os cinco maiores supermercados instalados no mercado brasileiro em 2000 que são: CBD (Companhia Brasileira de Distribuição - Grupo Pão de Açúcar), Carrefour, Bompreço, Sonae, e Sendas. O relatório da ABRAS, divulgado em maio de 2001, fornece o ranking do setor relativo a A lista dos líderes por faturamento é a seguinte: 1 Pão de Açúcar R$ 9,55 bilhões ; 2 Carrefour R$ 9,52 bilhões; 3 Bompreço R$ 3,04 bilhões; 4 Sonae R$ 3,00 bilhões e 5 Casas Sendas R$ 2,47 bilhões. O grupo Carrefour contesta o critério utilizado pela ABRAS para a definição do ranking oficial do setor. O grupo Pão de Açúcar A Companhia Brasileira de Distribuição, opera em 11 estados brasileiros, sob 4 diferentes formatos de segmentação de mercado. Além do formato supermercado encontrado nas divisões Pão de Açúcar e Barateiro, o grupo opera hipermercados através da bandeira Extra, lojas de produtos eletrônicos/eletrodoméstico sob a bandeira Eletro e comércio eletrônico através da Divisão amélia.com. O crescimento do grupo CBD nos últimos 5 anos foi significativo. Em 1995, o grupo dispunha de 218 lojas e em 2000, 415 lojas. Os dados indicam que entre 1994 e 1999 houve um incremento de 60% no número de lojas do grupo; se considerarmos o ano de 2000 a expansão passa para 90%. Nos últimos dois anos, o Pão de Açúcar comprou 110 lojas espalhadas pelo país e arrendou outras 27. A expansão rápida do grupo teve como conseqüência a necessidade de buscar parceiros, que iriam garantir suporte financeiro para a organização. Com isto, o Grupo teve uma parte das suas ações (24%) adquiridas, em setembro de 1999, pelo Grupo Casino (faturamento mundial em 1999 de US$ 16,6 bilhões), de origem francesa. Segundo a Revista EXAME, edição 738 de abril de 2001, a rede francesa Casino injetou desde 1999 o valor de 1,5 bilhões de dólares no Pão de Açúcar e a participação na companhia pode chegar a 35,4% em Supermercados Carrefour 6

7 O grupo Carrefour possui mais de lojas, em 27 países, e um faturamento mundial de US$ 37,6 bilhões. Sua estratégia de crescimento no Brasil, onde iniciou suas atividades em 1975, esteve até 1998 concentrada em investimentos em hipermercados. O grupo contava em 1995 com 38 lojas e em 1999 o grupo totalizava 82 lojas. Destas 82 lojas, 70 eram hipermercados. No entanto, a partir de 1998 o grupo direciona sua estratégia de crescimento na incorporação de lojas de tamanhos menores. Nos últimos dois anos o Carrefour comprou 116 lojas. As lojas adquiridas serão formatadas para os padrões de Hipermercados Carrefour e para o formato de supermercados com bandeira Champion, de menor porte e modelo de supermercado de bairro. O objetivo da bandeira Champion é ser o supermercado com o menor preço do bairro e ter um mix de 15% de produtos de marca própria. A expansão da bandeira Champion é uma resposta ao crescimento dos Supermercados Pão de Açúcar, também focados no segmento de supermercados de bairro. Supermercados Bompreço Terceiro colocado no ranking de supermercados no Brasil, o Bompreço, líder consolidado na região nordeste, conta com 100 lojas distribuídas em oitos estados do nordeste brasileiro. O grupo sempre esteve entre os cinco principais supermercados em faturamento. Sua participação no varejo nacional se consolidou em dezembro de 1996, quando foi formalizada uma aliança estratégica com o Grupo Royal Ahold, um dos principais grupos internacional de varejo sediado em Zaandam, Holanda, sendo considerado o terceiro grupo no mercado mundial, com faturamento global, em 1999, de US$ 33,8 bilhões. Supermercados Sonae O grupo Português SONAE teve como estratégia de entrada no mercado de varejo brasileiro a adoção em 1995 de 30 lojas dos Supermercados Real, localizadas no Rio Grande do Sul. Seu crescimento se consolidou nos últimos três anos com a compra de mais 30 lojas dos supermercados Big e com a compra do Mercado Rama, com mais 13 lojas, ambas as lojas localizadas no RS. O grupo português assim se consolida na região sul do país. Sua última investida foi a compra de quatro lojas dos supermercados Cândia em São Paulo. O grupo teve em 1999 um faturamento mundial de US$ 4.6 bilhões, com lojas em Portugal (onde é o líder neste segmento), Espanha e Reino Unido. Em 2001 o grupo planeja abertura de mais 10 lojas, no Brasil, a maioria em São Paulo. Supermercados Sendas Considerado o único grupo com capital totalmente nacional, o grupo Sendas, se mantém entre os cinco primeiros em faturamento. Em 1995 o grupo era o terceiro colocado com 55 lojas e em 2000 o grupo é o quinto colocado, em faturamento, e conta com 82 lojas. O grupo tem sua participação predominantemente no Estado do Rio de Janeiro, onde é o supermercado com o maior faturamento no Estado e de diferentes formatos. A partir dos dados acima, podemos identificar que a estrutura competitiva neste segmento mostra-se num momento de posicionamento do principais lideres mundiais no mercado brasileiro. É uma estratégia de marcar presença em um país com uma população de 169 milhões de pessoas. Os principais players internacionais como Carrefour, Royal Ahold, Sonae, Casino e o Grupo nacional Sendas buscam consolidar suas presenças nas regiões já ocupados e ao mesmo tempo que investem em novos mercados e parcerias. De acordo com o jornal GAZETA MERCANTIL de 27 de abril de 2001, o faturamento do setor em 2000 foi de R$ 59,4 bilhões, com lojas, caixas registradoras, funcionários e 14,3 milhões de m 2 de área de vendas, demonstrando ser um setor de extrema relevância na economia do país. 7

8 Uma importante estratégia é definir formatos de lojas em relação ao nicho de mercado que se quer atingir. Neste sentido as ações tomadas direcionam a criação de lojas em basicamente três formatos; o chamado hipermercado, com foco no cliente que procura conforto, estacionamento amplo e uma variedade de produtos e marcas. Um segundo formato com lojas de bairro, o supermercado de vizinhança, com uma estrutura menor, com a oferta de produtos de marca própria e um atendimento mais personalizado. E por último o formato voltado para a faixa de supermercados populares, tradicionalmente formado, até o momento, por pequenas mercearias. Este segmento popular está se consolidando como uma estratégia a ser adotada pelo setor supermercadista. Temos assim, o Barateiro, pelo grupo Pão de Açúcar e o Dia Brasil, pelo grupo Carrefour. Direcionado a este segmento ocorreu a inauguração de 6 lojas, em São Paulo, do supermercados Econ, do grupo americano Bank of America. E por último a americana Wal- Mart, com vendas mundiais de US$ 165 bilhões, a primeira no segmento de varejo no mundo, que planeja importar para o país o formato de loja de descontos Bodegas Aurrerá, um sucesso no México, igualmente direcionada para o segmento popular. No Brasil o grupo Wal-Mart lança seu formato de lojas para o varejo popular com a rede Todo Dia, já com lojas em construção na Cidade de São Paulo, especificamente na zona leste, que concentra população de baixa renda. A estratégia de fusão e incorporação pode ser entendida a partir de três enfoques. (1) Para os grupos internacionais foi a melhor opção para se estabelecer rapidamente no Brasil. (2) Por parte dos grupos nacionais foi a oportunidade de se capitalizarem. (3) E para o grupos já instalados no país foi a opção de se expandir a nível nacional. Ainda fora da competição por um posicionamento estável, a nível de mercado interno, o gigante Wal-Mart, no Brasil desde 1995, tem hoje 20 lojas e teve faturamento de R$ 956 milhões, em 2000, através das bandeiras Wal- Mart e Sam s Club. No ranking nacional é o sexto em faturamento e planeja a abertura de oito lojas em 2001, devendo ocupar nos próximos anos um lugar de destaque neste segmento Estratégia de lançamentos de marca própria O lançamento de marca própria pelos supermercados é uma tendência mundial e no Brasil tem sido adotada, mais fortemente, nos últimos três anos. Esta estratégia busca aumentar o poder de força dos supermercados junto aos principais fornecedores e oferecer aos clientes produtos que podem chegar a ser 30% mais baratos em relação à marca líder. Estes produtos de marca própria são mais oferecidos aos clientes nas lojas de formato como supermercados de bairro e no segmento popular. O lançamento de produtos com nome próprio visa fortalecer a marca e a imagem da empresa junto a seus clientes. A estratégia se concentra geralmente nos produtos de alimentação, limpeza caseira, higiene, bazar e têxtil. A consolidação desta estratégia é uma conseqüência do fortalecimento e concentração decorrente das fusões e incorporações pela qual passa o segmento no Brasil. Neste quadro, os supermercados impõem as regras do jogo e concorrem com seus fornecedores num ambiente focado na competição e na busca de tornar o cliente fiel ao supermercado e não a marca Estratégia de adoção de tecnologias O setor de supermercados, no Brasil, é considerado como um dos segmentos que mais utiliza tecnologias na realização dos serviços prestados. Mesmo considerando que o uso da tecnologia está sendo mais difundido no sentido de automatizar processos e operações, do que propriamente agregar informações para um melhor gerenciamento e condução dos negócios. De 8

9 acordo com a EAN BRASIL Associação Brasileira de Automação Comercial, (www.eanbrasil.org.br), entidade responsável pela administração e implantação do código de barras no país o setor supermercadista lidera o ranking de segmentos que mais utilizam a leitura óptica, com 38% do total de lojas automatizadas, seguido pelas lojas de departamento e eletrodoméstico (21%), pelas drogarias (13%) e pelas lojas de conveniência (12%). De acordo com balanço realizado pelo órgão, o número de lojas com caixas dotadas de leitura óptica atingiu 17,6 mil em 1999, um aumento de 26% em relação ao ano anterior. O número de produtos identificados com código de barras também cresceu. Saltou de 410 mil para 500 mil, uma expansão de 22%. (fonte: Gazeta Mercantil 17 de outubro de 2000 Automação dispara nos supermercados). O uso de tecnologias de informação no setor, iniciou-se na retaguarda (back office) da organização nos departamentos de finanças, recursos humanos, contabilidade, e de forma burocrática nos setores de compras e controle de estoque. Numa segunda fase deu-se início a automatização das frentes da lojas. Esta etapa culminou com a introdução massiça de tecnologias como: código de barras, leitura óptica/scanners, PDV/check out (com balanças eletrônicas e preenchimento de cheques), etiquetas eletrônicas nas prateleiras, transferência eletrônica de fundos, smatcard e outras tecnologias que objetivam otimizar a passagem dos clientes pelos caixas e tornar os PDV mais produtivos (Segre e Moura,1999). Já a fase atual da introdução de tecnologias visa garantir ao supermercado um ganho de escala e uma maior eficiência em toda a organização. Neste sentido a tecnologia é hoje vista pelo setor como agregadora de valor e não somente para automatizar tarefas. A importância estratégica do uso de tecnologia pelo segmento de varejo está concentrada em três atividades fundamentais que são: a logística (Supply Chain), a implantação do conceito de ECR (Efficient Consumer Response, ou Resposta Eficiente ao Consumidor) e no Comércio Eletrônico. Supply Chain O supply chain (gerenciamento da cadeia de abastecimento) tem a função de tornar a cadeia de suprimento eficiente, reduzir perdas, evitar a burocracia, garantir o abastecimento e diminuir o preço final do produto. O uso de tecnologias de informação é fator primordial para a eficácia deste novo conceito de administração de compras, estoques e de distribuição. O EDI (Eletronic Data Interchange) é ainda a ferramenta mais importante e mais utilizada na relação entre o supermercado, os principais fornecedores, o Centro de Distribuição (CD) do grupo e as empresas de transportes. Este conjunto de agentes pode ser caracterizado como a estrutura logística da organização. O uso de EDI é utilizado no processo de compras das empresas (comércio eletrônico B2B - business to business). Todo o processo comercial (cotação, orçamento, fechamento do pedido, emissão de ordem de compra e envio de nota fiscal) entre supermercados e fornecedores é realizado de forma eletrônica. A adoção desta estratégia garante um maior dinamismo e eficiência no processo de compra, o que impacta diretamente na diminuição dos níveis de estoque nas lojas e das faltas dos produtos nos pontos de vendas, permitindo uma reposição contínua. Para isto os principais fornecedores devem estar integrados com os principais varejistas e de forma direta ou indireta controlar os estoques nas lojas. Existem duas principais redes com uma estrutura eficiente de EDI. Uma é a Companhia Brasileira de Supermercados, que tem a loja Extra, Barateiro, Pão de Açúcar e o CD do grupo, integrados eletronicamente de maneira que os dados podem ser consultados pelos fornecedores 9

10 que estejam integrados a rede. O outro grupo importante na vanguarda de EDI é o supermercado atacadista MAKRO, que tem seu foco de vendas para pequenos e médios comerciantes. O supply chain com o uso de EDI tem sua expansão dificultada pelos altos investimentos que devem fazer fornecedores e varejistas. A saída que está sendo montada para ultrapassar esta barreira é a introdução da chamada Web EDI. Esta tecnologia mescla o conceito original de EDI e a Internet. O uso de EDI está concentrado nos grandes fornecedores como Gessy Lever, Panamco (engarrafadora da Coca-Cola), Nabisco, Nestlé e outros gigantes da indústria. O desenvolvimento do uso de Web EDI seria uma solução para que pequenos e médios fornecedores e varejistas se integrem dentro de uma estrutura que aumente a abrangência do fornecimento e de compras por meio eletrônica (web/internet). Nesta tendência sai na frente a CBD (grupo Pão de Açúcar) que lançou em janeiro de 2000 o que visa interligar a empresa com seus fornecedores por meio da INTERNET. Trata-se de um processo de compra eletrônica contando com seis mil fornecedores, que atendem mais de 400 lojas em 11 estados brasileiros. O projeto permite a troca de informações entre a companhia e os fornecedores, além de permitir realizar pedidos de compra e venda, emitir e processar notas fiscais, fazer aviso de pagamento e trocar informações em tempo real sobre vendas e posição de estoque, agilizando e reduzindo os custos da cadeia de fornecimento (Revista Tecnologística janeiro 2001). Ferramenta baseada na tecnologia internet que garante ao fornecedor utilizar via extranet o setor de compras da empresa, garantindo ao grupo um amplo leque de fornecedores de médios e pequenos portes. ECR (Efficient Consumer Response) O ECR é uma ferramenta estratégica de gestão que tem o objetivo de identificar o perfil dos clientes e suas necessidades. Tem como foco montar o mix ideal de linhas de produtos para cada loja, onda se possa conhecer quais são os produtos mais vendidos por dia de semana e por período do dia (manhã, tarde e noite). Esta ferramenta não só indica o mix de produtos adquiridos pelos clientes como também as relações de categorias vendidas em conjunto. Na definição de Ching (1999), o consumidor final dá início a cadeia de distribuição no momento em que suas mercadorias passam pelo check out. As informações relativas a essas compras são então compartilhadas com todos os componentes da cadeia em tempo real. Quando o estoque do supermercado é baixado por leitores de códigos de barra, o fornecedor começa o processo de ressuprimento. Em suma, as mercadorias somente serão demandadas pelo supermercado e produzidas pelo fornecedor quando o consumidor passar a mercadoria no check out. O conceito de ECR (Ching, op. cit) pode ser implantado visando a adoção de quatro estratégias abaixo descriminadas. Para isto é necessária a utilização de ferramentas que vão suportar a implantação destas estratégias. Estratégias do ECR: 1 Introdução eficiente de produtos - Maximiza a eficiência do desenvolvimento e do lançamento de novos produtos. 2 Sortimento eficiente da loja - otimiza estoques, prateleiras e espaços da loja, objetivando encontrar o mix ideal de mercadorias que satisfaça às necessidade dos consumidores. 3 Promoção eficiente - busca a eficiência de promoção de venda do atacadista/fabricante em relação ao cliente. 4 Reposição eficiente - otimiza a eficiência da reposição dos produtos nas prateleiras. As ferramentas que dão suporte à visão global do ECR e às estratégias são as seguintes: 10

11 1 Gerenciamento de categorias: forma dos varejistas gerenciarem categorias de produtos para maximizar a eficiência e a lucratividade; 2 Reposição contínua: metodologia just in time para o segmento de supermercados; 3 Custo Baseado em Atividades (ABC): forma de entender os custos e a rentabilidade associada aos produtos, serviços, canais, clientes e processos da empresa; 4 Benchmark das melhores práticas: maneira das empresas compararem suas performance em certas áreas com as melhores práticas da indústria; 5 Pedido acompanhado por computador: automação da emissão de pedido por computador e movimentação de mercadorias realizada por leitura óptica e recebimento eletrônico. O conceito de ECR está sendo difundido no Brasil, mais efetivamente a partir de 1997, pela Associação ECR Brasil, grupo composto de varejistas, atacadistas, indústrias do ramo de varejo, bancos, consultorias e empresas de hardware e software (www.ecrbrasil.com.br). A Associação busca implantar uma filosofia/estratégia entre os supermercados, os distribuidores e os fornecedores para que, em conjunto, desenvolvam um trabalho de parceria, proporcionando maior valor ao consumidor. O objetivo é garantir uma eficiência na cadeia de suprimento como um todo, e não na eficiência individual das partes. Portanto, reduzem-se os custos totais de sistema, dos estoques e bens físicos, ao mesmo tempo em que o consumidor tem a possibilidade de escolher produtos mais frescos, de maior qualidade e com uma maior opção de produtos ofertados. É importante considerar que o conceito ECR necessita para a sua efetiva implantação que se desenvolva uma cultura de parceria entre os principais agentes, isto é: indústria e varejo devem trabalhar em conjunto trocando informações estratégicas sobre o mercado, sobre o comportamento dos clientes e de custo/preço dos seus produtos e serviços. Assim, deixa-se de lado a filosofia de: quando um ganha o outro perde; para a filosofia de quando um ganha o outro também ganha; e quando um perde o outro também perde. Entretanto, os resultados ainda são pouco expressivos no país. As estratégias do ECR são de grande importância para eficiência do varejo, mas elas precisam de uma mudança nos processos, na cultura e de um investimento em novas tecnologias de informação. Neste ponto vão sobressair as empresas com competências individuais e organizacionais capazes de realizar uma profunda mudança no seu modo de realizar suas tarefas. No entanto, fica difícil visualizar, neste momento, uma mudança significativa na adoção desta estratégia, principalmente, como já vimos, pela concentração do varejo e dos lançamentos de marca própria, fatos que dificultam uma maior aproximação entre as partes. No segundo Congresso ECR realizado em 22 e 23 de novembro de 2000, em São Paulo, foram apresentados os principais trabalhos desenvolvidos até o momento pela Associação. Os resultados mostram que as indústrias mais atuantes neste processo são: Nestlé, Panamco (Coca- Cola) e Gessy Lever, e por parte dos supermercados destacam-se o Makro atacadista, Sonae, Zona Sul, e a CBD. As estratégias implantadas se direcionam na reposição eficiente e no gerenciamento por categorias. Comércio Eletrônico (CE) A adoção do comércio virtual, direcionado ao consumidor (Business to Consumer, B2C), é uma estratégia ainda pouco explorada pelo setor supermercadista. De acordo com a revista SuperHiper de setembro/2000, em pesquisa realizada junto a 52 redes de varejo, 1% das vendas ocorrem pela Internet e 4% por telefone. A previsão para 2003 é que a Internet seja responsável por 9% das vendas e o telefone e fax por 10%. 11

12 Segundo especialistas do CE as principais limitações do comércio B2C, no varejo, são: resistência do cliente em comprar o produto sem vê-lo; lentidão nos procedimentos de compra ( navegação lenta); equipamentos não compatíveis dos usuários; credibilidade e segurança; e a dificuldade de se atender 100% da compra. Durante o Congresso da Abras/2000, realizado no RJ, Deborah Wright, Gerente do site Amelia.com, do Grupo Pão de Açúcar, informou que o portal tem 140 mil clientes cadastrados, o gasto médio é de R$ 240,00, sendo que este valor supera em mais de dez vezes o registro nas lojas, que é de R$ 17,00 no Pão de Açúcar e R$ 36,00 no Extra. A gerente salientou que a freqüência de compras do cliente Amelia.com ainda é considerada baixa: apenas uma vez por mês. Apenas 0,5% das vendas do Grupo Pão de Açúcar acontecem pela via eletrônica. Outros trabalhos apresentados neste Congresso indicam também que o site para ser rentável deve corresponder a um atendimento de pelo menos cinco lojas se não o custo de manutenção pode ser muito alto. Fator importante à ser considerado na estratégia da montagem de vendas on line é que o CE é um novo canal de vendas, e sendo assim, deve ser desenvolvido. Os resultados ainda são tímidos, mas o CE é uma tendência a se desenvolver e se consolidar principalmente para aquelas organizações que já contam com uma estrutura física montada. E neste sentido o setor sai na frente. Mesmo considerando que exista uma nova cultura e novos processos em relação as vendas on line, os supermercados já conhecem a necessidade de uma estrutura logística eficiente, um controle de estoque e uma reposição de mercadorias dinâmica. Fatores fundamentais para o sucesso em vendas virtuais. O importante no CE é identificar o que leva o consumidor a comprar pela Internet, ao invés de ir ao supermercado, e quais são as expectativas do consumidor nas compras on line. Portanto, voltamos a falar de competências. As respostas à estas perguntas vão depender da capacidade da organização em compreender o cliente e suas necessidades dentro do mundo virtual. Outro fator que motiva a adoção do CE são os dados que serão gerados e armazenados em relação ao mercado. Neste sentido as organizações podem identificar o perfil do cliente, mix de compras e suas necessidades em tempo real. Também, a adoção do CE possibilita uma atualização de preço e um controle de estoque, ambos on line. O importante neste caso é que a organização desenvolve uma cultura mais moderna. Com isto pode-se aos poucos implantar novos programas e soluções como ERP (Enterprise Resource Planning) e CRM (Costumer Relationship Management) buscando integrar informações entre o cliente, a organização e os fornecedores. Conclusão A montagem de uma estratégia eficiente, para a organização, passa pela capacidade da mesma em desenvolver as competências necessárias para que a implantação das estratégias tenha o resultado esperado. Para o setor de supermercados a estratégia competitiva deve estar orientada para os serviços. Neste ponto a qualidade do atendimento, o preço praticado, o mix de produtos de cada loja, a identificação do perfil do cliente e suas necessidades são atributos que devem ser desenvolvidos por cada rede de supermercados. A adoção da estratégia de competitividade orientada para serviços implica na participação dos funcionários da empresa no desenvolvimento e implantação das estratégias. Pois como definiu Teboul, no segmento de serviços (como é o caso dos supermercados), o cliente está presente no momento da realização da produção. Sendo assim deve existir uma sinergia entre 12

13 clientes e supermercado (organização e indivíduos). Isto terá como conseqüência a tão procurada fidelização. Entretanto, o segmento passa por um processo de terceirização de sua mão de obra operacional. Assim, se de um lado tem-se a valorização e profissionalizam do corpo gerencial, na contramão tem-se a contratação de mão de obra não vinculada a empresa. Este processo ocorre principalmente nas operadoras de caixa. Estes postos de trabalho são de extrema importância dentro do varejo, pois deve ser visto como um dos únicos elo de ligação entre o cliente e o supermercado. Ao contrário deste processo o segmento deve valorizar o copo operacional, através de treinamento, reciclagem e desenvolvendo suas competências individuais. Na busca pela competitividade, este setor não pode deixar de lado a excelência operacional. O uso de tecnologias nos processos administrativos, bem como na integração com os clientes e fornecedores pode ser considerado fundamental na consolidação da estratégia orientada para os serviços. Este segmento deve ter uma visão global da sua cadeia de valores, pois a eficiência de cada loja depende da eficiência do conjunto de atores que compõem o ciclo produtivo. Tem-se então a necessidade de uma dupla ação estratégica: orientada para o serviço mas com uma excelência operacional. O processo de fusões e incorporações deve estender pelos próximos anos. Após esta reorganização restará a cada grupo desenvolver suas competências para atrair os consumidores. Para isto é importante que ocorra uma sinergia entre as competências individuais e da organização. Estas competências devem ser desenvolvidas em conjunto, pois não existe empresa competente sem trabalhadores eficientes, como não existe empresa competitiva sem uma estrutura que valorize o capital humano da organização. Estratégias de lançamentos de marcas próprias, lançamento de cartão de fidelidade/smart card, formatos de lojas para diferentes segmentos de consumidores, montagem de projeto de CRM (incluindo call center e SAC), estrutura logística integrada com os principais fornecedores e comércio eletrônico devem ser estruturadas a partir de um grande projeto de integração da empresa. Neste sentido deve-se pensar na montagem de um Sistema Integrado de Gestão capaz de organizar a empresa e garantir uma eficiência na ligação com fornecedores. Em paralelo a organização deve desenvolver o conceito de ECR para buscar uma proximidade com o cliente, a formação de um banco de dados com o histórico de compras por loja e por região e um mix de produtos mais adequados às suas necessidades, isso gera um nível maior de demanda. O resultado deste projeto irá garantir os produtos nas gôndolas a preços competitivos e um nível de serviço que tenha como conseqüência a fidelização do cliente. Outras estratégias estão sendo timidamente adotadas pelo setor. O associativismo, reunião de pequenos varejistas que se formam para ter mais poder de barganha junto aos fornecedores, é uma ação que está sendo adotada no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O objetivo principal é criar escala, evitar intermediários e comprar produtos básicos e de alto giro diretamente da indústria, podendo ter uma economia média de 10% no preço. O marketing social é uma estratégia que tem o objetivo de criar um laço emocional entre o supermercado e a clientela de bairro e tem sido adotada pelos supermercados Sendas e Pão de Açúcar. A contração de idosos, principalmente para trabalho em fim de semana, tem como objetivo criar um relacionamento com a comunidade local, mas também diminuir custos com horas extras e contração de novos funcionários para o quadro efetivo da empresa. Criação de um portal, apoiado pela ABRAS, com enfoque no comércio eletrônico B2B: Este portal pretende possibilitar um acesso as compras on line para pequenos comerciantes. No entanto toda estratégia a ser elaborada deve levar em consideração o porte da empresa, o mercado que se quer atingir e as competências necessárias para a implantação dos objetivos. A 13

14 não observância destes aspectos pode levar ao fracasso o planejamento e a instabilidade da organização. Bibliografia SEGRE, L.M., BASTOS, R.M., Modernização produtiva nos supermercados: a adoção de tecnologias de informação e comunicação, Revista de Administração, volume 35, número 4 outubro/dezembro 2000, FEA/USP. BETHLEM,.A, Estratégia Empresarial, São Paulo, Atlas, CASSIOLATO J.E.: A Economia do Conhecimento e as Novas Políticas Industriais e Tecnológicas.In: Helena M.M. Lastres e Sarita Albagli, Informação e Globalização na era do conhecimento, Campus, CHING, Honh Yuh, Gestão de Estoques na cadeia logística integrada, São Paulo, Atlas, FLEURY, A., FLEURY, M.T. L., Estratégias empresariais e formação de competências, São Paulo, Atlas, KAPLAN, R.S., NORTON, D.P., A Estratégia em Ação, Campus, PORTER, Michael E., Estratégia Competitiva, Rio de Janeiro, Campus, TEBOUL, J., A Era dos Serviços, São Paulo, Qualitymark, ZARIFIAN, P., Mutação dos sistemas produtivos e competências profissionais: a produção industrial de serviço, intervenção durante o Seminário Internacional Reestruturação produtiva, flexibilidade do trabalho e novas competências profissionais, COPPE/UFRJ, 1998, mimeo. Sites Consultados: Revistas Consultadas: SuperHiper, ano 26 número 301 setembro de 2000 divulgação ABRAS. Automação ano VII número 77 março de Revista da ASSERJ ano 4 número 36 agosto de 1998 Varejo e Tecnologia abril de Distribuição janeiro de

Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas. Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação Érico Veras Marques FGV/CIA/UFC

Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas. Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação Érico Veras Marques FGV/CIA/UFC Seminário GVcev Varejo e Tecnologia: Presente e Perspectivas Panorama de Utilização da Tecnologia da Informação FGV/CIA/UFC Gastos e Investimentos % do Faturamento Média Grandes Empresas: 5,3% Média Indústria:

Leia mais

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação

Módulo 15 Resumo. Módulo I Cultura da Informação Módulo 15 Resumo Neste módulo vamos dar uma explanação geral sobre os pontos que foram trabalhados ao longo desta disciplina. Os pontos abordados nesta disciplina foram: Fundamentos teóricos de sistemas

Leia mais

Prof. Jean Cavaleiro. Unidade I LOGÍSTICA INTEGRADA:

Prof. Jean Cavaleiro. Unidade I LOGÍSTICA INTEGRADA: Prof. Jean Cavaleiro Unidade I LOGÍSTICA INTEGRADA: PRODUÇÃO E COMÉRCIO Introdução Entender a integração logística. A relação produção e demanda. Distribuição e demanda. Desenvolver visão sistêmica para

Leia mais

Sociedade e Tecnologia

Sociedade e Tecnologia Unidade de Aprendizagem 15 Empresas em Rede Ao final desta aula você será capaz de inovações influenciam na competitividade das organizações, assim como compreender o papel da Inteligência Competitiva

Leia mais

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos Prof. Paulo Medeiros Introdução nos EUA surgiram 100 novos operadores logísticos entre 1990 e 1995. O mercado para estas empresas que

Leia mais

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning

Balanced Scorecard. Planejamento Estratégico através do. Curso e- Learning Curso e- Learning Planejamento Estratégico através do Balanced Scorecard Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa

Leia mais

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio

Capítulo 12. Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente. Acadêmica: Talita Pires Inácio Capítulo 12 Dimensão 7: Aprendizado com o Ambiente Acadêmica: Talita Pires Inácio Empresa ABC Crescimento atribuído a aquisições de empresas de menor porte; Esforços de alianças estratégicas e joint-ventures

Leia mais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Enterprise Resource Planning. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para integrar os diversos departamentos de uma empresa,

Leia mais

ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial

ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial ERP Enterprise Resourse Planning Sistemas de Gestão Empresarial Prof. Pedro Luiz de O. Costa Bisneto 14/09/2003 Sumário Introdução... 2 Enterprise Resourse Planning... 2 Business Inteligence... 3 Vantagens

Leia mais

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico.

Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. Aula 7 Aplicações e questões do Comércio Eletrônico. TENDÊNCIAS NO COMÉRCIO ELETRÔNICO Atualmente, muitos negócios são realizados de forma eletrônica não sendo necessário sair de casa para fazer compras

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial UNOESTE. E mail: joselia@unoeste.br Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 141 A LOGÍSTICA COMO DIFERENCIAL COMPETITIVO Douglas Fernandes 1, Josélia Galiciano Pedro 1 Docente do Curso Superior

Leia mais

APLICATIVOS CORPORATIVOS

APLICATIVOS CORPORATIVOS Sistema de Informação e Tecnologia FEQ 0411 Prof Luciel Henrique de Oliveira luciel@uol.com.br Capítulo 3 APLICATIVOS CORPORATIVOS PRADO, Edmir P.V.; SOUZA, Cesar A. de. (org). Fundamentos de Sistemas

Leia mais

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1

SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 SPEKTRUM SOLUÇÕES DE GRANDE PORTE PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS SPEKTRUM SAP Partner 1 PROSPERE NA NOVA ECONOMIA A SPEKTRUM SUPORTA A EXECUÇÃO DA SUA ESTRATÉGIA Para as empresas que buscam crescimento

Leia mais

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica

Ementários. Disciplina: Gestão Estratégica Ementários Disciplina: Gestão Estratégica Ementa: Os níveis e tipos de estratégias e sua formulação. O planejamento estratégico e a competitividade empresarial. Métodos de análise estratégica do ambiente

Leia mais

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras?

Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Operadores Logísticos : uma tendência nos sistemas de distribuição das empresas brasileiras? Introdução O Contexto econômico do mundo globalizado vem sinalizando para as empresas que suas estratégias de

Leia mais

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS

SISTEMAS DE NEGÓCIOS. a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1 SISTEMAS DE NEGÓCIOS a) SISTEMAS DE APOIO EMPRESARIAIS 1. COLABORAÇÃO NAS EMPRESAS Os sistemas colaborativos nas empresas nos oferecem ferramentas para nos ajudar a colaborar, comunicando idéias, compartilhando

Leia mais

ERP. Planejamento de recursos empresariais

ERP. Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de recursos empresariais ERP Enterprise Resource Planning -Sistema de Gestão Empresarial -Surgimento por volta dos anos 90 -Existência de uma base de dados

Leia mais

de frente Na linha Automação e expansão ABAD ENTREVISTA

de frente Na linha Automação e expansão ABAD ENTREVISTA Na linha Como a automação contribuiu para o desenvolvimento das empresas de distribuição e atacadistas? A automação foi fundamental para o crescimento e fortalecimento do setor. Sem o uso intensivo da

Leia mais

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial Sistemas de Informação Empresarial SIG Sistemas de Informação Gerencial Visão Integrada do Papel dos SI s na Empresa [ Problema Organizacional ] [ Nível Organizacional ] Estratégico SAD Gerência sênior

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade IV DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Trade Marketing é confundido por algumas empresas como um conjunto de ferramentas voltadas para a promoção e a comunicação dos produtos. O

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Introdução à Unidade Curricular

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Introdução à Unidade Curricular SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Introdução à Unidade Curricular Material Cedido pelo Prof. Msc. Ângelo Luz Prof. Msc. André Luiz S. de Moraes 2 Materiais Mussum (187.7.106.14 ou 192.168.200.3) Plano de Ensino SISTEMAS

Leia mais

Gestão estratégica em finanças

Gestão estratégica em finanças Gestão estratégica em finanças Resulta Consultoria Empresarial Gestão de custos e maximização de resultados A nova realidade do mercado tem feito com que as empresas contratem serviços especializados pelo

Leia mais

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010 Enterprise Resource Planning - ERP Objetivo da Aula Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 2 1 Sumário Informação & TI Sistemas Legados ERP Classificação Módulos Medidas

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA

ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA ADMINISTRAÇÃO DA INFORMÁTICA A informação sempre esteve presente em todas as organizações; porém, com a evolução dos negócios, seu volume e valor aumentaram muito, exigindo uma solução para seu tratamento,

Leia mais

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid

TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid TOTVS COLABORAÇÃO 2.0 FISCAL powered by NeoGrid Recebimento de NF-e e CT-e Emissão de NF-e, CT-e, MDF-e e NFS-e Integração nativa com o seu ERP Exija a solução que é o melhor investimento para a gestão

Leia mais

Soluções de Tecnologia da Informação

Soluções de Tecnologia da Informação Soluções de Tecnologia da Informação Software Corporativo ERP ProdelExpress Diante da nossa ampla experiência como fornecedor de tecnologia, a PRODEL TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO oferece aos seus clientes

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 1 OBJETIVOS 1. Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? 2. Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 1 2.1. COMPETINDO COM TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fundamentos da Vantagem Estratégica ou competitiva Os sistemas de informação devem ser vistos como algo mais do que um conjunto de tecnologias que apoiam

Leia mais

A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo.

A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo. A Logística de Cargas Fracionadas e Novas Configurações do Mercado de Varejo. Cristian Carlos Vicari (UNIOESTE) viccari@certto.com.br Rua Engenharia, 450 Jd. Universitário C.E.P. 85.819-190 Cascavel Paraná

Leia mais

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado.

Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. TECNICAS E TECNOLOGIAS DE APOIO CRM Situação mercadológica hoje: Era de concorrência e competição dentro de ambiente globalizado. Empresas já não podem confiar em mercados já conquistados. Fusões e aquisições

Leia mais

Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso

Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso Os Sistemas de Informação para as Operações das Empresas e o Comércio Eletrônico Simulado Verdadeiro ou Falso 1. Muitas organizações estão utilizando tecnologia da informação para desenvolver sistemas

Leia mais

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Estratégia Competitiva é o conjunto de planos, políticas,

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello

Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS. Prof. Roberto Marcello Unidade II GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Prof. Roberto Marcello SI Sistemas de gestão A Gestão dos Sistemas Integrados é uma forma organizada e sistemática de buscar a melhoria de resultados.

Leia mais

Sistemas de Informação. O uso de sistemas de informações como ferramentas de gestão

Sistemas de Informação. O uso de sistemas de informações como ferramentas de gestão Sistemas de Informação O uso de sistemas de informações como ferramentas de gestão Objetivos Impactos na gestão das empresas: Macro mudanças no ambiente Novas tecnologias de comunicação e informática Macro

Leia mais

Líder em consultoria no agronegócio

Líder em consultoria no agronegócio MPRADO COOPERATIVAS mprado.com.br COOPERATIVAS 15 ANOS 70 Consultores 25 Estados 300 cidade s 500 clientes Líder em consultoria no agronegócio 1. Comercial e Marketing 1.1 Neurovendas Objetivo: Entender

Leia mais

Tecnologia da Informação

Tecnologia da Informação Tecnologia da Informação Gestão Organizacional da Logística Sistemas de Informação Sistemas de informação ERP - CRM O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para

Leia mais

O impacto do e-procurement na obtenção de insumos hospitalares: o caso de um hospital da rede particular da cidade de João Pessoa

O impacto do e-procurement na obtenção de insumos hospitalares: o caso de um hospital da rede particular da cidade de João Pessoa O impacto do e-procurement na obtenção de insumos hospitalares: o caso de um hospital da rede particular da cidade de João Pessoa Andrea Regina Monteiro (UFPB) areginamonteiro@bol.com.br Mariana Moura

Leia mais

MAIS AGILIDADE, CONTROLE E RENTABILIDADE NA SUA CONSTRUTORA E INCORPORADORA.

MAIS AGILIDADE, CONTROLE E RENTABILIDADE NA SUA CONSTRUTORA E INCORPORADORA. MAIS AGILIDADE, CONTROLE E RENTABILIDADE NA SUA CONSTRUTORA E INCORPORADORA. SANKHYA. A nova geração de ERP Inteligente. Atuando no mercado brasileiro desde 1989 e alicerçada pelos seus valores e princípios,

Leia mais

TRANSFORME INFORMAÇÕES EM RESULTADOS

TRANSFORME INFORMAÇÕES EM RESULTADOS TRANSFORME INFORMAÇÕES EM RESULTADOS Hoje, mais do que nunca, o conhecimento é o maior diferencial de uma organização, mas somente quando administrado e integrado com eficácia. Para melhor atender os seus

Leia mais

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis:

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Canais de marketing Prof. Ricardo Basílio ricardobmv@gmail.com Trade Marketing Trade Marketing Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Distribuidores; Clientes; Ponto de venda.

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA 2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA EMPRESA OBJETIVOS Quais são as principais aplicações de sistemas na empresa? Que papel eles desempenham? Como os sistemas de informação apóiam as principais funções empresariais:

Leia mais

CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT

CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT O resultado prático para as empresas que adotam esse conceito de software, baseado no uso da tecnologia é conseguir tirar proveito dos dados de que dispõem para conquistar

Leia mais

Estratégia De Diferenciação Competitiva Através Do Marketing De Relacionamento. Profa. Dra. Maria Isabel Franco Barretto

Estratégia De Diferenciação Competitiva Através Do Marketing De Relacionamento. Profa. Dra. Maria Isabel Franco Barretto Estratégia De Diferenciação Competitiva Através Do Marketing De Relacionamento Profa. Dra. Maria Isabel Franco Barretto CURRÍCULO DO PROFESSOR Administradora com mestrado e doutorado em engenharia de produção

Leia mais

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Módulo 4.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EVOLUÇÃO DA COMPETIÇÃO NOS NEGÓCIOS 1. Revolução industrial: Surgimento das primeiras organizações e como consequência, a competição pelo mercado de commodities. 2.

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO EMPRESARIAL E A ADMINISTRAÇÃO DE PATRIMÔNIO ALUNO: SALOMÃO DOS SANTOS NUNES MATRÍCULA: 19930057

SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO EMPRESARIAL E A ADMINISTRAÇÃO DE PATRIMÔNIO ALUNO: SALOMÃO DOS SANTOS NUNES MATRÍCULA: 19930057 INTRODUÇÃO SISTEMAS INTEGRADOS DE GESTÃO EMPRESARIAL E A ADMINISTRAÇÃO DE PATRIMÔNIO ALUNO: SALOMÃO DOS SANTOS NUNES MATRÍCULA: 19930057 Há algum tempo, podemos observar diversas mudanças nas organizações,

Leia mais

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes

Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes Atendimento ao canal de Hotéis e Restaurantes AGENDA - MERCADO DE FOOD SERVICE - MODELO ABASTECIMENTO ATUAL E ENTENDIMENTO CADEIA DE ABASTECIMENTO - MODELO PROPOSTO - PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO MODELO -

Leia mais

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras

A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras A Importância do CRM nas Grandes Organizações Brasileiras Por Marcelo Bandeira Leite Santos 13/07/2009 Resumo: Este artigo tem como tema o Customer Relationship Management (CRM) e sua importância como

Leia mais

ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING

ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CÂMPUS CANOAS ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING RENAN ROLIM WALENCZUK Canoas, Agosto de 2014 SUMÁRIO 1 INTODUÇÃO...03 2 ERP (ENTERPRISE

Leia mais

Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional

Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional Por existir diferentes níveis em uma organização, existem diferentes tipos de sistemas servindo cada nível organizacional Fonte: Tipos de Sistemas de Informação (Laudon, 2003). Fonte: Tipos de Sistemas

Leia mais

FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM

FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM FUND DE SI SISTEMAS INTEGRADOS ERP SCM CRM 5/5/2013 1 ERP ENTERPRISE RESOURCE PLANNING 5/5/2013 2 1 Os SI nas organizações 5/5/2013 3 Histórico Os Softwares de SI surgiram nos anos 60 para controlar estoque

Leia mais

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1

Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva. Resposta do Exercício 1 Respostas da Lista de Exercícios do Módulo 2: Vantagem Competitiva 1 Resposta do Exercício 1 Uma organização usa algumas ações para fazer frente às forças competitivas existentes no mercado, empregando

Leia mais

PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO. ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br

PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO. ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br PROCESSOS PODEROSOS DE NEGÓCIO ideiaconsultoria.com.br 43 3322 2110 comercial@ideiaconsultoria.com.br POR QUE ESCREVEMOS ESTE E-BOOK? Nosso objetivo com este e-book é mostrar como a Gestão de Processos

Leia mais

CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes

CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes Mais que implantação, o desafio é mudar a cultura da empresa para documentar todas as interações com o cliente e transformar essas informações em

Leia mais

E-Business. Parte 2. Prof. Marcílio Oliveira marcilio.oliveira@gmail.com

E-Business. Parte 2. Prof. Marcílio Oliveira marcilio.oliveira@gmail.com Parte 2 Prof. Marcílio Oliveira marcilio.oliveira@gmail.com As dimensões do E-Commerce (Comércio Eletrônico). SCM - Supply Chain Management (Gerenciamento de Cadeia de Fornecimento) ERP - Enterprise Resourse

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a SISTEMAS INTEGRADOS Prof. Eduardo Oliveira Bibliografia adotada: COLANGELO FILHO, Lúcio. Implantação de Sistemas ERP. São Paulo: Atlas, 2001. ISBN: 8522429936 LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PLANO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA Flash Lan House: FOCO NO ALINHAMENTO ENTRE CAPITAL HUMANO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP

Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP ERP Tecnologia da Informação. Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com

Sistema Integrado de Gestão ERP. Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Sistema Integrado de Gestão ERP Prof: Edson Thizon ethizon@gmail.com Tecnologia da Informação. O que é TI? TI no mundo dos negócios Sistemas de Informações Gerenciais Informações Operacionais Informações

Leia mais

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Artigo para a Revista Global Fevereiro de 2007 DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O conceito de Supply Chain Management (SCM), denominado Administração da Cadeia de Abastecimento

Leia mais

Líder em consultoria no agronegócio

Líder em consultoria no agronegócio MPRADO COOPERATIVAS mprado.com.br COOPERATIVAS 15 ANOS 70 Consultores 25 Estados 300 cidade s 500 clientes Líder em consultoria no agronegócio 3. Gestão empresarial 3.1 Gestão empresarial Objetivo: prover

Leia mais

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) Material de Apoio Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações.

Leia mais

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve.

Balanced Scorecard BSC. O que não é medido não é gerenciado. Medir é importante? Também não se pode medir o que não se descreve. Balanced Scorecard BSC 1 2 A metodologia (Mapas Estratégicos e Balanced Scorecard BSC) foi criada por professores de Harvard no início da década de 90, e é amplamente difundida e aplicada com sucesso em

Leia mais

Gestão de Fornecedores

Gestão de Fornecedores Treinamento Presencial: Gestão de Fornecedores Data: 20 de Maio de 2015 Carga horária: 8 horas Local: São Paulo/ SP Procurement Business School Quem somos: Procurement Business School é a mais completa

Leia mais

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. "Uma arma verdadeiramente competitiva"

Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos. Uma arma verdadeiramente competitiva Logística e a Gestão da Cadeia de Suprimentos "Uma arma verdadeiramente competitiva" Pequeno Histórico No período do pós-guerra até a década de 70, num mercado em franca expansão, as empresas se voltaram

Leia mais

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014

Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro 16 a Edição 2014 Resumo Introdução O Comércio Eletrônico é um dos aspectos relevantes no ambiente empresarial atual e tem recebido atenção especial das empresas nos últimos anos, primeiro por ser considerado como uma grande

Leia mais

Quem somos? Por que a sua empresa merece o Sistema de Gestão ERP da Otimizy?

Quem somos? Por que a sua empresa merece o Sistema de Gestão ERP da Otimizy? Por que a sua empresa merece Quem somos? A Otimizy Sistemas Inteligentes é a desenvolvedora do software ErpSoft, um Sistema de Gestão Empresarial voltado a resultados, que automatiza processos operacionais

Leia mais

Logística Empresarial

Logística Empresarial Logística Empresarial Aula 05 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades, conteúdos

Leia mais

Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações.

Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações. Supply Chain Finance 2011 Supply Chain Finance 2011 3 Supply Chain Finance 2011 Um olhar sobre a implantação do conceito de integração financeira na cadeia de suprimentos das organizações. Autor: Vanessa

Leia mais

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0. Bloco Comercial. CRM e AFV

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0. Bloco Comercial. CRM e AFV Bloco Comercial CRM e AFV Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre os Módulos CRM e AFV, que fazem parte do Bloco Comercial. Todas informações aqui disponibilizadas foram retiradas

Leia mais

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza

LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza LOGÍSTICA Prof. Edwin B. Mitacc Meza Prova 1 09 de Maio de 2013 Nome: 1ª QUESTÃO (1,0) Segundo os dados divulgados pela ood and Agriculture Organization (AO, 2011) sobre as exportações brasileiras, em

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO @ribeirord FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Rafael D. Ribeiro, M.Sc,PMP. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br Sistemas de Informação Sistemas de Apoio às Operações Sistemas

Leia mais

Sistemas Integrados ASI - II

Sistemas Integrados ASI - II Sistemas Integrados ASI - II SISTEMAS INTEGRADOS Uma organização de grande porte tem muitos tipos diferentes de Sistemas de Informação que apóiam diferentes funções, níveis organizacionais e processos

Leia mais

ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação

ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação ADM041 / EPR806 Sistemas de Informação UNIFEI Universidade Federal de Itajubá Prof. Dr. Alexandre Ferreira de Pinho 1 Componentes de uma empresa Organizando uma empresa: funções empresariais básicas Funções

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING

Gestão de Negócios. Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING Gestão de Negócios Unidade III FUNDAMENTOS DE MARKETING 3.1- CONCEITOS DE MARKETING Para a American Marketing Association: Marketing é uma função organizacional e um Marketing é uma função organizacional

Leia mais

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce).

Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). Poucas inovações na história da humanidade reúnem tantos benefícios potenciais quanto o Comércio Eletrônico (também conhecido como e-commerce). A natureza global da tecnologia, a oportunidade de atingir

Leia mais

Tecnologias e Sistemas de Informação

Tecnologias e Sistemas de Informação Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

Empresas que atuavam fora do Brasil, começam a olhar para o nosso mercado e investem na busca de crescer a sua base de clientes, tais como:

Empresas que atuavam fora do Brasil, começam a olhar para o nosso mercado e investem na busca de crescer a sua base de clientes, tais como: TENDÊNCIAS 1. Globalização Empresas que atuavam fora do Brasil, começam a olhar para o nosso mercado e investem na busca de crescer a sua base de clientes, tais como: Grupo Casino Carrefour Wal-Mart C&A

Leia mais

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO

CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO CURSOS DE PÓS - GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM ECOTURISMO Objetivo: O Curso tem por objetivo capacitar profissionais, tendo em vista a carência de pessoas qualificadas na área do ecoturismo, para atender,

Leia mais

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010

Metodologia. Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Público Alvo: Amostra: 500 entrevistas realizadas. Campo: 16 a 29 de Setembro de 2010 Metodologia Pesquisa Quantitativa Coleta de dados: Através de e-survey - via web Público Alvo: Executivos de empresas associadas e não associadas à AMCHAM Amostra: 500 entrevistas realizadas Campo: 16

Leia mais

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM

Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Universidade Federal do Vale do São Francisco Tecnologia e Sistemas de Informações ERP e CRM Prof. Ricardo Argenton Ramos Aula 6 ERP Enterprise Resource Planning Sistemas Integrados de Gestão Empresarial

Leia mais

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos

Capítulo 2. Logística e Cadeia de Suprimentos Capítulo 2 Logística e Cadeia de Suprimentos Prof. Glauber Santos glauber@justocantins.com.br 1 Capítulo 2 - Logística e Cadeia de Suprimentos Papel primordial da Logística na organização Gestão da Produção

Leia mais

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010 Artigo publicado na edição 17 Assine a revista através do nosso site julho e agosto de 2010 www.revistamundologistica.com.br :: artigo 2010 Práticas Logísticas Um olhar sobre as principais práticas logísticas

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO - ERP

SISTEMAS DE GESTÃO - ERP A IMPORTÂNCIA DA CONSULTORIA NA SELEÇÃO / IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO - ERP Para as corporações, as mudanças são absorvidas pelas equipes internas, envolvendo tecnologia, contabilidade, logística

Leia mais

Evolução da Disciplina. Logística Empresarial. Aula 1. O Papel dos Sistemas Logísticos. Contextualização. O Mundo Atual

Evolução da Disciplina. Logística Empresarial. Aula 1. O Papel dos Sistemas Logísticos. Contextualização. O Mundo Atual Logística Empresarial Evolução da Disciplina Aula 1 Aula 1 O papel da Logística empresarial Aula 2 A flexibilidade e a Resposta Rápida (RR) Operadores logísticos: conceitos e funções Aula 3 Prof. Me. John

Leia mais

Planejamento Estratégico

Planejamento Estratégico Planejamento Estratégico Análise externa Roberto César 1 A análise externa tem por finalidade estudar a relação existente entre a empresa e seu ambiente em termos de oportunidades e ameaças, bem como a

Leia mais

II. Visão Geral do e-business

II. Visão Geral do e-business II. Visão Geral do e-business 1. e-commerce X e-business 2. Vantagens do e-business 3.Problemas na Internet 4. Tipos de e-business 5. Categorias de e-business 6. Ferramentas de Comércio Eletrônico 7. Dimensões

Leia mais

SISTEMAS DE GESTÃO - ERP

SISTEMAS DE GESTÃO - ERP A IMPORTÂNCIA DA CONSULTORIA NA SELEÇÃO / IMPLANTAÇÃO DE SISTEMAS DE GESTÃO - ERP Alinhamento das expectativas; O por que diagnosticar; Fases do diagnóstico; Critérios de seleção para um ERP; O papel da

Leia mais

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING

Conceitos e tarefas da administração de marketing DESENVOLVIMENTO DE ESTRATEGIAS E PLANOS DE MARKETING Sumário Parte um Conceitos e tarefas da administração de marketing CAPITULO I MARKETING PARA 0 SÉCULO XXI A importância do marketing O escopo do marketing 0 que é marketing? Troca e transações A que se

Leia mais

oftware Totvs, Linx e Crivo foram os Destaques do Ano entre as empresas desenvolvedoras de software de grande, médio e pequeno portes, de acordo com

oftware Totvs, Linx e Crivo foram os Destaques do Ano entre as empresas desenvolvedoras de software de grande, médio e pequeno portes, de acordo com 73 oftware Totvs, Linx e Crivo foram os Destaques do Ano entre as empresas desenvolvedoras de software de grande, médio e pequeno portes, de acordo com os dados de balanço analisados pela equipe do Anuário

Leia mais

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Esta seção apresenta alguns dos problemas da gestão da cadeia de suprimentos discutidos em mais detalhes nos próximos capítulos. Estes problemas

Leia mais

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CONCEITOS 1. Sabe-se que o conceito de Sistema de Informação envolve uma série de sistemas informatizados com diferentes características e aplicações, os quais, porém, têm em comum

Leia mais

O que é Balanced Scorecard?

O que é Balanced Scorecard? O que é Balanced Scorecard? A evolução do BSC de um sistema de indicadores para um modelo de gestão estratégica Fábio Fontanela Moreira Luiz Gustavo M. Sedrani Roberto de Campos Lima O que é Balanced Scorecard?

Leia mais

Soluções em Tecnologia da Informação

Soluções em Tecnologia da Informação Soluções em Tecnologia da Informação Curitiba Paraná Salvador Bahia A DTS Sistemas é uma empresa familiar de Tecnologia da Informação, fundada em 1995, especializada no desenvolvimento de soluções empresariais.

Leia mais

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

OPERADORES LOGÍSTICOS. Realidade, Perspectivas e Expectativas no Brasil!

OPERADORES LOGÍSTICOS. Realidade, Perspectivas e Expectativas no Brasil! OPERADORES LOGÍSTICOS Realidade, Perspectivas e Expectativas no Brasil! OPERADOR LOGÍSTICO PROVEDOR DE SERVIÇOS LOGÍSTICOS TERCEIRIZADOS QUE, COM BASE EM CONTRATO, ATENDE A VÁRIAS OU TODAS AS NECESSIDADES

Leia mais

Módulo 5. Composto de Marketing (Marketing Mix)

Módulo 5. Composto de Marketing (Marketing Mix) Módulo 5. Composto de Marketing (Marketing Mix) Dentro do processo de administração de marketing foi enfatizado como os profissionais dessa área identificam e definem os mercados alvo e planejam as estratégias

Leia mais