CENÁRIOS ENERGÉTICOS 2020

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4 Federação das Indústrias do Estado do Paraná - FIEP 2007 CENÁRIOS ENERGÉTICOS 2020 EQUIPE TÉCNICA Marília de Souza Organizador Técnico Gina Gulineli Paladino Ariane Hinça Schneider Clarisse Bruning Schmitt Roepcke Fabiana Cristina de Campos Skrobot Ronivaldo Steingraber Hartmut Dück (Tradução) Depósito legal junto à Biblioteca Nacional, conforme Lei nº de 14 de dezembro de Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Index Consultoria em Informação e Serviços S/C Ltda. - Curitiba-PR SENAI. Departamento Regional do Paraná. Cenários Energéticos Globais ed., rev. ampl. / SENAI. Departamento Regional do Paraná, Instituto Euvaldo Lodi. Núcleo Regional do Paraná. Curitiba : SENAI/IEL/PR, p. ; 19x26cm. 1. Energia. 2. Brasil Indústrias. I. SENAI. Departamento Regional do Paraná. II. Instituto Euvaldo Lodi. Núcleo Regional do Paraná. III. Título. IMPRESSO NO BRASIL/PRINTED IN BRAZIL CDU As idéias e os conceitos veiculados nesta publicação são de inteira responsabilidade do conferencista.

5 APRESENTAÇÃO A questão energética é cada vez mais vital para todos os países do mundo. Prova concreta disso são os atuais conflitos geopolíticos ligados aos combustíveis fósseis, que impactam em todos nós, podendo até degenerar em uma crise planetária. O Brasil tem uma matriz energética diversificada e goza de uma relativa auto-suficiência nessa área. Temos sido expectadores das disputas por petróleo travadas no mundo. Vale lembrar que, quando o assunto é energia renovável, somos líderes no desenvolvimento de pesquisa e produção de biodiesel, bem como de outras alternativas. Os especialistas concordam que o Brasil é um player importante no mundo. Deixamos de ser expectadores e passamos a ser um protagonista relevante. Em 2005 realizamos no Paraná um estudo prospectivo para identificar os setores portadores de futuro onde as energias renováveis apareceram como estratégicas, tanto como nicho de mercado quanto como impulsionadoras do desenvolvimento dos demais setores industriais. Por isso, em agosto de 2006, promovemos a palestra Global Energy Cenários Energéticos do Millennium Project para o ano 2020 com o objetivo de fomentar as reflexões sobre o futuro da energia no

6 planeta. O evento reuniu empresários, especialistas, representantes do governo e estudantes. O palestrante venezuelano José Luis Cordeiro, Mestre pelo Massachusetts Institute of Technology MIT, professor, escritor e pesquisador, é um dos autores do Estudo de Futuro 2020 Global Energy Scenarios, do Projeto Millennium, da Universidade das Nações Unidas. Foram apresentados, em grandes linhas, os quatro cenários sobre energia elaborados para O primeiro, Business as usual, é um cenário tendencial, normativo, de grande moderação. O segundo, Environmental Backlash, é um cenário de crescimento que traz à tona o meio ambiente, o impacto energético e as reações da humanidade diante de acidentes ambientais e mudanças climáticas. O terceiro, High-tech Economy, é um cenário tecnológico de grande vigor. Economia em ascensão, convergência tecnológica, inteligência artificial, grandes debates éticos. Finalmente, no quarto cenário, Political Turmoil, as questões políticas e inter-relações geo-econômicas desenham quadros internacionais tensos. Em um esforço conjunto, publicamos ainda em 2006 o livro Cenários Energéticos 2020, contendo a íntegra da palestra proferida por José Cordeiro. Nosso objetivo era disseminar os conteúdos abordados no encontro, ampliando a possibilidade de contato com esta visão de futuro sobre questões energéticas. A receptividade foi excelente. Decidimos então reeditar a publicação, mas, desta vez, com a tradução integral dos cenários construídos para o 2020 Global Energy Scenarios, do Projeto Millennium, da Universidade das Nações Unidas. O Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP, nodo brasileiro do Projeto Millenium, ajudou-nos a conseguir a autorização para tradução e publicação em língua portuguesa, sendo também responsável pela aprovação do texto traduzido para a publicação. Ficam aqui nossos agradecimentos a Rosa Alegria, por sua contribuição inestimável. 6

7 Esta nova edição chega então contendo a palestra do José Cordeiro e os cenários completos para leitura e reflexão. Os cenários para 2020 indicam que o etanol é uma tendência duradoura e o Brasil é reconhecido como líder mundial em sua produção. Ressaltamos que o Pró-álcool foi lançado em 1975, em meio a uma crise do preço do petróleo. Por isso, segundo José Cordeiro, é só seguir liderando. Não podemos ficar na zona de conforto, mesmo porque esta é uma janela de oportunidade aberta para inúmeros países que também estão construindo suas estratégias de ocupação deste espaço global. As perspectivas precisam ser consideradas e identificados mecanismos mais apropriados de indução do desenvolvimento. Esta publicação patrocinada pelo Sistema FIEP nos proporciona uma reflexão e gera subsídios para a indústria paranaense enfrentar os desafios do futuro. Todos os esforços empreendidos rumo ao desenvolvimento sustentável são insuficientes se o diálogo entre todos os atores não for efetivo. Por isso, esperamos que esta publicação contribua para demonstrar a importância de se pensar o futuro e definir estratégias hoje que ajudem a concretizar o porvir que pensamos desejável. O nosso grande desafio é realizar as escolhas certas que preservem as gerações futuras e promovam a prosperidade e a eqüidade social. Rodrigo da Rocha Loures Presidente do Sistema FIEP 7

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9 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 5 Rodrigo Rocha Loures Futuros da Energia THE Millennium Project 11 Démarche metodológica 13 Business as Usual 15 Environmental Backlash 17 High-tech Economy 20 Political Turmoil 31 comentários do debate em torno do futuro da energia 35 O CONFERENCISTA 47 cenários energéticos globais INTRODUÇÃO quatro cenários energéticos 55 Cenário 1: Business as Usual 55 Cenário 2. Environmental Backlash 81 Cenário 3: High-tech Economy 117 Cenário 4. Political Turmoil 150 9

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11 Futuros da Energia 2020 José Luis Cordeiro THE Millennium Project O Milennium Project é uma combinação de organizações das Nações Unidas, de governos, ONGs, corporações e universidades e está sob a responsabilidade do American Council for the United Nations University. O Millennium Project tem conexões em todo o mundo e nós o classificamos como uma trans-instituição. A cada ano publicamos um estudo sobre o futuro, 1 sempre enfocando um tema especial. No ano de 2004, a reflexão foi sobre ciência e tecnologia, Science and Technology. No ano de 2005, o tema foi a ética do futuro, Future Ethical Issues. Como a ética vai mudar com a clonagem, com a inteligência artificial. Como a ética em si mesma vai mudar. Em 2006, estudamos o tema da energia, 2020 Global Energy Scenarios. 2 1 Sobre o futuro da humanidade no ano 3000, acessar no site < > Global Scenarios e os artigos Science and Technology, Anti-Terrorism, Scenario for 2050 e Long-Range Scenarios for O conteúdo desta palestra pode ser encontrado na Internet e também no livro State of the Future 2006, publicado em Toronto, Canadá. O estudo completo, de 400 páginas, está em CDRom. 11

12 Há dez anos, quando o Millennium Project começou, nós identificamos 15 desafios globais. Alguns deles são: desenvolvimento sustentável, água, população etc. O desafio número três é energia. Para colocar isso em perspectiva, recorremos a um expert petroleiro muito famoso, o Xeque saudita Zaki Yamani, que foi Ministro do Petróleo da Arábia Saudita e Presidente da OPEP. Ele disse: A Idade da Pedra acabou e não por falta de pedras, e a Idade do Petróleo vai terminar em breve e não por falta de petróleo. Este é um pensamento muito interessante de um árabe preocupado com a perspectiva de a Idade do Petróleo terminar em 20 anos. A pergunta que está embutida nesta reflexão é: o que fará a Arábia Saudita e o que fará o mundo quando houver outras energias? As implicações dessa questão vão muito além do que se pode imaginar inicialmente. Primeiro, porque o mundo não pode continuar dependente do petróleo, e isto não pelo risco de escassez do produto, mas pela fragilidade que impõe às economias. Segundo, porque é preciso descarbonizar as energias em uso, pois o planeta não consegue processar as emissões de carbono atuais. E, terceiro, porque teremos um agravamento importante dos problemas geopolíticos que já estamos enfrentando. Por isso, nós, no Millenium Project, trabalhamos com assuntos como células a combustível, economia do hidrogênio, seqüestro de carbono, energia solar, transmissão sem fio, remessa por microondas, conceito beyond petroleum, morte da OPEP Organização dos Países Produtores de Petróleo, Protocolo de Kyoto, mudança tecnológica e supervisão energética. No estudo Global Energy Scenarios, realizado em 2005, desenhamos quatro cenários 3 possíveis sobre o futuro energético do mundo para o ano 3 Entre os usuários de cenários, os trabalhos feitos pela multinacional Shell são muito conhecidos. A cada cinco anos a Shell faz estudos de longo prazo, desenhando cenários futuros, de forma que popularizou o conceito de cenários durante os anos Eles começaram a projetar 12

13 2020. O primeiro, Business as usual, é um cenário tendencial, normativo. O segundo, Environmental Backlash, é um cenário que aborda os problemas ambientais. O terceiro, High-tech Economy, é um cenário tecnológico. E o quarto, Political Turmoil, é um cenário político. Démarche metodológica O estudo durou um ano inteiro, contou com a colaboração de experts de todo o mundo e foi estruturado em três fases. Na primeira fase, fizemos um levantamento bibliográfico, identificando os cenários energéticos significantes. Buscamos, por país, todos os cenários existentes relacionados à energia e procedemos à identificação dos pesquisadores da área. Entrevistamos personalidades do mundo da energia. Falamos, entre outros, com representantes da Petrobras e do governo brasileiro, para saber suas expectativas sobre o futuro da energia no Brasil e no mundo. Finalmente, selecionamos os quatro grandes eixos para os cenários Ambiental, Econômico, Geopolítico e Tecnológico. A composição dos cenários foi feita por meio de uma combinação dos dados mais interessantes e plausíveis dentro de cada tema, para que pudessem gerar as melhores discussões dentro do processo de mudança da política energética mundial. A segunda fase contemplou a realização de duas rodadas de Delphi 4 para coletar os julgamentos (opiniões) de experts em energia e áreas correlatas. Na primeira rodada foram passadas palavras-chave dentro dos cenários globais e coletadas informações dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores nessas determinadas áreas. Os 131 respondentes são reconhecidos experts em energia da Europa, América cenários no ano de Agora trabalham com dois cenários para o ano de 2050, Dynamics as Usual, e o cenário The Spirit of the Coming Age, que combina mudanças ambientais e mudanças tecnológicas. 4 Metodologia para tratamento de opiniões de especialistas sobre prováveis eventos futuros. 13

14 Latina, América do Norte, Ásia, África, Pacífico, Oriente Médio, divididos em organizações internacionais, governos, organizações não-governamentais, academia e setor privado. Tivemos muitas respostas do setor privado, o que é importante. Representantes da Shell, da British Petroleum e da Exxon participaram ativamente. Na segunda rodada foram coletados os comentários (dos mesmos pesquisadores) dos cenários já construídos a partir dos resultados da primeira rodada Delphi. Foram três mil comentários ao todo. Na terceira fase, os resultados das duas rodadas Delphi foram utilizados para a construção final dos cenários. Usamos um software que se chama IFs (Internacional Future Model), para simulação e prospecção em geral. E, finalmente, escrevemos os cenários finais e o relatório. A bibliografia anotada tem 85 páginas e nós consideramos estudos tradicionais de organizações como The World Energy Council, International Energy Agency, Energy Information Administration, US Department of Energy, entre outros. Consideramos todos os cenários mundiais, China, Rússia, Brasil. Analisamos o que pensam os outros países sobre o futuro energético da humanidade, não somente para o ano 2020, também estudamos o ano 2030, o ano Estudamos todos os cenários de longo prazo já esboçados. O resultado desse trabalho são os quatro cenários seguintes: Business as Usual é o cenário central. Tudo é moderado: crescimento moderado, ambiente moderado, economia moderada, geopolítica moderada. Tudo é tendencial. No Environmental Backlash encontramos um cenário ambientalista, com mudanças tecnológicas, altos impactos ambientais, crescimento econômico e mudança geopolítica moderados. No cenário High-tech Economy, aparecem grandes e decisivas mudanças tecnológicas. Finalmente, no cenário político, Political Turmoil, fortes tensões geopolíticas conferem um tom preocupante. 14

15 Vou apresentar rapidamente agora os quatro cenários me concentrando especialmente no cenário tecnológico, que eu penso ser o mais importante para Paraná e para o Brasil. Business as Usual A idéia de um cenário não é dizer o que vai acontecer, mas abrir a mente a alternativas possíveis. Este é o primeiro cenário tendencial do que poderá ocorrer no futuro e, por isso, o chamamos de Business as Usual ou The Skeptic. Neste cenário cético, a economia move-se sem vigor, a inflação aumenta um pouco, o progresso tecnológico é modesto. Nas perguntas que fizemos para os cenários, questionávamos sobre a probabilidade de que as coisas fossem melhores ou piores. 37% responderam que as coisas estão melhores hoje do que estarão em Somente 40% deles disseram que as coisas estarão melhores no ano de Isto é para ver como as pessoas se posicionam no ano de 2020, olhando para trás e para adiante. Neste cenário, a demanda de energia vai seguir crescendo. Somente em alguns países como Estados Unidos e Japão e na União Européia, ela permanecerá estável. Se olharmos a demanda energética desses países, veremos que ela permanece relativamente estável, enquanto a China passa de um índice de um a quatro, ou seja, um aumento incrível. Os chineses estão passando de bicicletas a carros e eles são 1 bilhão e trezentos milhões de pessoas! O mesmo vai ocorrer em 10 ou 15 anos na Índia. Estamos falando de países muito populosos. Esse é o cenário tendencial, o Business as Usual. O que se espera que possa ocorrer normalmente. Os preços, em média, vão seguir aumentando, a inflação também. Nos Estados Unidos, o Consumer Price Index estima que a inflação vai atingir cerca de 10% na próxima década. Estes são estudos de economistas 15

16 dos Estados Unidos, que pensam que em cinco anos a inflação voltará a subir um pouco naquele país e, portanto, em grande parte do mundo. É interessante observar que a eficiência energética mundial vem melhorando há dois anos. Os British Termal Units por mil dólares dos Estados Unidos indicam que a eficiência esteve aumentando. Mas neste momento, com o crescimento da produção da China e da Índia, que são relativamente ineficientes, deverá subir um pouco o nível de consumo energético mundial. A China também, queiramos ou não, está desenvolvendo novos carros e vai converter-se em um grande produtor e importador de carros de todos os tipos, desde carros pequenos até carros de corrida. Se há algo em que todos os experts em energia estão de acordo é sobre o etanol. Nos próximos 10 ou 20 anos o etanol será uma fonte de combustível muito importante. E hoje o Brasil é o líder mundial, não há ninguém que tenha mais etanol que o Brasil. Há muitas maneiras de fazer etanol. Pode-se retirá-lo do lixo, da celulose, do milho, da cana-de-açúcar, do óleo de palma, de diferentes tipos de grãos, biomassa. Além disso, existem políticas públicas agrícolas que permitem aumentar a importância do etanol. Outro fator fundamental é a pesquisa genética para gerar novos tipos de plantas que produzam mais etanol, mais eficiente e mais barato. As pesquisas genéticas são fundamentais. Por essa razão, estão mudando os projetos de motores do Brasil e do mundo, e o Brasil é o líder sem discussão. Os africanos, os chineses e até os russos estão de acordo de que o Brasil é atualmente o líder mundial em produção de etanol. Tudo isso é importante para vocês e para o Estado do Paraná, é só seguir liderando. Os flex-fuel cars, automóveis movidos a álcool e gasolina, foram produzidos massivamente no Brasil. A União Européia também está estudando diferentes maneiras de fazer isto. O fato é que o etanol veio para ficar. Está aqui para continuar em longo prazo, e o Brasil é o líder mundial hoje. 16

17 Environmental Backlash Vamos ao cenário número dois, que aborda a questão ambiental. Vou iniciar este tema fazendo referência a um conjunto de projeções elaboradas, em 1997, pela Companhia Shell, chamado de Cenário de Crescimento Sustentável até o ano de Gostaria de reforçar que a Shell é muito importante porque foi uma companhia que introduziu os cenários em nível corporativo já no começo dos anos Partindo do cenário da Shell, se nos situarmos agora no começo do ano 2000, temos basicamente combustíveis fósseis carvão, petróleo e gás que ainda permanecem estáveis. O que cresce são algumas das fontes de energia que vão se agregando às primeiras. O interessante, no entanto, é que este cenário não é sustentável. Chamam este cenário de sustentável, mas ele não é. E por que não? Porque do ano 2000 até agora nós já tivemos problemas importantes com os combustíveis fósseis. Imaginem o que vai acontecer nos próximos anos, considerando: os conflitos, existentes ou não, em torno do petróleo; todas as reservas que ainda existem de combustíveis fósseis; e o conflito de interesses que haverá com o uso massivo de energias renováveis? Por esta e por outras, esse cenário sustentável da Shell não é sustentável. O meio ambiente, obviamente, está recebendo todo o impacto energético produzido pela humanidade hoje em dia. E à parte do problema ambiental externo, está o problema de como se gera esta eletricidade e esta energia. O Paquistão e a Índia têm cinco reatores nucleares que desembocam no Oceano Índico. Um reator em Karachi, dois perto de Bombaim, outro em Kerala e outro em Madras. A Índia ainda tem critérios de segurança insuficientes. Eles já tiveram o equivalente de Chernobil, que foi o acidente de Bophal, 5 produzido por uma empresa dos Estados 5 Tragédia de Bophal, Índia, em dezembro de 1984, na fábrica de pesticidas da Union Carbide, resultante de atenção deficiente a treinamento e manutenção e a terem as chefias ignorado as auditorias internas. < 4tri04/deal.html >. 17

18 Unidos, a Union Carbide, que tinha sérios procedimentos de segurança implantados, e ainda assim tiveram um acidente. Imaginem o que vai acontecer agora com os reatores na Índia. Um desses reatores inclusive isto foi proposto por um dos experts indianos consultados vai explodir nos próximos dias/anos. O que vai acontecer quando um dos reatores da Índia ou do Paquistão explodir no Oceano Índico? Isto vai gerar uma onda, um backlash, uma reação terrível em nível mundial. Então, esta é uma questão fundamental que depende de fatores externos. E este é o pano de fundo do cenário Environmental Backlash. Existem diferentes visões do mundo, visões muito pessimistas e muito otimistas. Proponho começarmos por uma visão muito pessimista, que é a de Jeremy Rifkin. Ele fala que, como não temos energia suficiente, a única maneira de sobreviver é mudando para a economia do hidrogênio. Suas idéias estão publicadas em um livro interessante, chamado The Hydrogen Economy. Outra visão, totalmente contrária, está no livro do dinamarquês Bjorn Lomborg, The Skeptical Environmentalist, no qual ele defende que tudo tem melhorado e que a humanidade tem progredido ao longo do tempo. São duas percepções muito contraditórias em se tratando de mudança climática. Outro dado sobre mudança climática: Não sei se vocês sabem a idade do petróleo. Eu sei porque trabalhei muitos anos na indústria petrolífera. O petróleo normal, quantos anos tem? O petróleo que a Petrobras produz nas bacias brasileiras, quantos anos tem? Quando se criou? Vocês devem ter escutado que o petróleo vem do tempo dos dinossauros. Ele geralmente tem entre 100 e 300 milhões de anos. O Período Jurássico é muito interessante, pois, naquela época a temperatura da Terra era 10 graus superior à atual. Aqueles que pensam que agora há muito calor, que é muito quente, saibam que era muito mais quente no passado remoto. Por isso, quando fazemos estudos climáticos de longo 18

19 prazo, temos que ter presente as mudanças na Terra. Uma mudança que se espera nos próximos séculos é que comece uma nova Idade do Gelo. A cada cento e poucos mil anos começa uma Idade do Gelo e estamos às portas de uma delas. O que eu quero dizer é que sobre mudança climática sabemos muito pouco. Não sabemos quando começará a próxima glaciação, não sabemos por que na época dos dinossauros a temperatura era 10 graus superior à atual... Então, é preciso olhar a mudança climática com muita humildade, porque não sabemos, dentro do prisma da ciência, realmente o que a produz. Se voltarmos aos anos 1800, a temperatura era estável e, em seguida, quando começa a aparecer o petróleo, a temperatura sobe. Isso é correto. O ilógico é que os anos 1930, 1940 e 1950, quando há mais carros, a temperatura baixou. E, em parte dos anos 1970 e 1980, a temperatura voltou a subir. Então não está totalmente clara a relação entre os combustíveis fósseis e a temperatura. Não há uma correlação direta. Se olharmos mais atrás, como nos referimos, a cada cem mil anos há uma glaciação grande e estamos em um destes momentos. A temperatura está subindo agora e estamos historicamente no momento de uma glaciação. Eu não quero dizer que ela vai ocorrer, o que quero dizer é que não sabemos quando vai começar a próxima. O que é pior, no ano de 2006 ninguém sabe, cientificamente, o que gera a glaciação. E por isso, talvez, esteja havendo um aumento da temperatura da Terra. Logo, não estamos muito longe de passar da temperatura atual para estar no nível do período jurássico. Talvez estejamos começando uma glaciação em breve. O ponto aqui, para nos situarmos ambientalmente, é que sabemos pouco sobre essas questões, há necessidade de mais pesquisas para compreender a mudança climática, pois não a compreendemos ainda. Outra coisa que não compreendemos são as manchas solares. Por exemplo, o ano de 1997 comparado ao ano de Em 1997 houve 19

20 pouca atividade solar e em 1999 houve muita. Por isso a temperatura da Terra em 1999 foi muito maior que em E agora está ocorrendo o mesmo: em 2006 há mais atividade solar que em 1999, e não sabemos o que causa as manchas solares. Não só não sabemos como tampouco podemos controlá-las. Então, o problema ambiental de longo prazo precisa ser investigado profundamente. O que está ocorrendo, que é importante e sem nenhuma dúvida preocupante, é que as emissões de carbono estão aumentando e isto não é bom porque muda a atmosfera. Entre os anos 1950 e os anos 2000, passamos de 2 milhões de toneladas de carbono para 7 milhões de toneladas por ano. Nesse ritmo, chegaremos a mais de 14 milhões de toneladas por ano e isto a nossa atmosfera não pode processar. A atmosfera terrestre pode reciclar biologicamente, de forma natural, somente 4 milhões de toneladas de carbono por ano. Já estamos em um ponto crítico, atualmente já são mais de 4 milhões de toneladas carbono por ano, emitidas pelos combustíveis fósseis, que a atmosfera não consegue processar, e isto é uma realidade. Não sabemos se podemos controlar a atmosfera ou se podemos entender os processos de mudança climatológica no longo prazo. Encerro aqui meus comentários sobre o cenário ambiental. Informo que este é um cenário muito longo e detalhado. Convido todos a ler o documento completo do cenário. Vamos passar ao cenário mais interessante para mim e para o Brasil, que é o cenário tecnológico. High-tech Economy O que vai ocorrer tecnologicamente nos próximos anos? Vou começar com esta pergunta tirada do famoso relatório do Clube de Roma do ano de 1972, denominado The Limits to Growth, que pode ser acessado pela Internet, e tem um update de 30 anos. Quando começaram, entre 20

21 1968 e 1972, os estudiosos fizeram todas as simulações e disseram que ocorreria uma queda dos recursos, um pico e uma queda da população, aumento da poluição e diminuição dos alimentos. Tudo isto ocorreria no começo do século XXI. O interessante é que nada disso ocorreu. O Clube de Roma disse que no ano de 2001 acabaria o petróleo e nunca tivemos tanto petróleo quanto hoje. Quem escreveu isso foram cientistas do MIT, meus professores. Jay Forrester escreveu o relatório, fez o software que se chama System Dynamics e é, portanto, o pai do System Dynamics. A razão para esse erro de previsão é que eles esqueceram de incorporar a mudança tecnológica. Essa é a chave de tudo. A mudança tecnológica altera os dados e eles não a incorporaram. O interessante é que agora a tecnologia está alargando os limites do crescimento. Como a tecnologia vai mudar esses limites? Vejamos quais são os energy drivers deste século: mudanças tecnológicas; novas descobertas; substituição de recursos para criar uma matriz energética melhor; mais gás; energia renovável e novas forças energéticas. Digo para vocês que vai acontecer muita coisa, pois a tecnologia está ampliando e muito os limites do crescimento. Vamos fazer então uma descrição de como será a economia no ano O que vai ocorrer de mais contundente nos próximos 15 anos? A economia mundial vai chegar a 80 trilhões de dólares. O planeta tem hoje uma economia em torno de 200 milhões de dólares. A Internet 4.0 (muito além da Internet 2.0 e da Internet 3.0) vai conectar metade da humanidade e vamos ter uma população de 7,5 bilhões de habitantes no ano

22 A convergência tecnológica se acelera e haverá quatro grandes tecnologias no futuro: micro ou nanotecnologia, biotecnologia, infotecnologia e cognotecnologia. Essas três grandes tendências estão profundamente inter-relacionadas e uma potencializa a outra. As quatro tecnologias do futuro, NBIC, nano-bio-info-cognotecnologias, foram identificadas pela National Science Foundation, que é uma instituição semelhante ao Ministério de Ciência e Tecnologia de vocês. A nano estuda os átomos, a bio estuda as células, a info estuda os bits e a cogno estuda os neurônios. Estas quatro tecnologias estarão se convertendo, nos próximos 20 anos, nas principais tecnologias e, segundo os cientistas, espera-se que elas mudem não somente a humanidade, mas também os seres humanos. Vão mudar cada um de nós. Esta mudança não será no sentido esotérico, mas no sentido prático de cada ser humano. Sobre isto há um livro que se chama The Singularity is Near. É de um cientista, Ray Kurzweil, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Recomendo-o para leitura. É um dos melhores livros existentes atualmente sobre o que vai ocorrer no futuro, nos próximos 20 anos. Segundo Ray Kurzweil, a inteligência artificial vai alcançar a inteligência humana entre o ano 2029 e o ano Se outra pessoa dissesse isso, passaria despercebido, mas Ray Kurzweil faz esses prognósticos há 20 anos. Ele prognosticou quando o primeiro computador ganharia de um homem jogando xadrez. Ele predisse isso dez anos antes de ocorrer, porque essas tendências são passíveis de previsão. Sabemos o volume de programação requerida para jogar xadrez e podemos calcular quando um computador tem esse nível de performance, esse nível de atividade. As quatro tecnologias NBIC estarão se convertendo, nos próximos 20 anos, em tecnologias motrizes, e eu fico feliz de ver que o Brasil está investindo em várias dessas tecnologias do futuro. Então vamos continuar falando da convergência tecnológica. 22

23 Já ouviram falar da Lei de Moore? O que nos diz a Lei de Moore? Para explicar, vou fazer antes um exercício de memória com vocês. Lembram-se dos primeiros copydisk de 30 anos atrás? Vocês se lembram de quanta memória tinha um floppy disk? Tinha 1024 bites. Quanto é bites? É um kilobite. Isto é um museu, bites, um kilobite há 30 anos. Mas essa foi a grande memória, o primeiro floppy disc do mundo, era muito grande e era muito floppy. Em seguida vieram os disquetes de 5 e ¼, menores e menos floppy. E quanto de memória tinha isso? A última geração chegou a 512 kilobites. Então passamos de 1K a 500K. Em seguida, vieram outros, ainda menores, mais fortes, menos floppy e com mais memória. E quanta memória tinham estes? 1.4 Mega. E hoje temos os pen drives. Quem não tem um pen drive hoje em dia? Qual é a memória? Um Giga. Passamos desde o primeiro floppy disk de 8 polegadas, que era de 1K, a este pequenino pen drive, forte, resistente e que nunca falha. Tínhamos que levar sempre cinco disquetes porque todos falhavam. O primeiro dispositivo de memória tinha 1 Kilobite e este último tem 1 Gigabite. Quanto existe entre um K e um G? Temos um milhão de vezes. Um milhão de vezes! Isto é mudança acelerada, diminuição de preço e aumento da capacidade. A Lei de Moore explica que a cada 18 meses a capacidade de processamento dos computadores dobra, enquanto os custos permanecem constantes. Segundo o próprio Moore, que foi o fundador da Intel, o princípio deve vigorar ainda por mais vinte anos. Em vinte anos teremos flash memories ou pen drives que deverão ter tantos transistores quanto você tem neurônios em seu cérebro. O que está por vir em vinte anos, segundo a Lei de Moore, é fascinante, porque vão ocorrer desenvolvimentos com a computação quântica. Conhecem a computação quântica? A computação digital é zero e um, zero ou um. A computação quântica trabalha com múltiplas possibilidades. Além disso, há os circuitos tridimensionais. Hoje, todos os circuitos dos computadores têm duas 23

24 dimensões. Imaginem quando ganharem uma terceira dimensão? Quando forem elevados ao cubo? Inimaginável a potência que está por chegar. E por último, têm as partículas subatômicas. Hoje em dia trabalhamos com elétrons, mas os elétrons têm muitos elementos, como os quarks, que ainda serão trabalhados. Os estudos sobre o cérebro têm evoluído muito. Nos Estados Unidos foi realizado um experimento de implante cerebral de um chip de computador. Um jovem tetraplégico teve um chip conectado a seu cérebro. Um chip muito pequeno, com 100 bits. E por meio desses bits ele controla uma tela, a televisão e escreve cartas eletrônicas com seu pensamento. O chip recebe os impulsos dos neurônios e os processa. Ele, por exemplo, diz: escreva um a minha mãe e o computador escreve o . Pensa abre a porta e a porta se abre. E já estão fazendo experiências com braços artificiais comandados pelo cérebro. Ele pensa que quer fechar ou abrir o braço artificial e o braço artificial fecha e abre. É realmente incrível e é somente o primeiro exemplo de um implante cerebral. E vão haver muitos e muitos mais. Isto se fez há pouco menos de um ano e realmente é fascinante para mostrar o que virá no futuro, porque pela primeira vez na história estamos começando a estudar o cérebro humano. Outra coisa que vai ocorrer é a inteligência artificial chegando aos níveis da inteligência humana. Espera-se uma singularidade tecnológica a qualquer momento. Chama-se singularidade tecnológica o momento em que a inteligência artificial supera a inteligência humana. Quando a inteligência artificial superar nossa inteligência, vai continuar se superando. A evolução biológica é lenta e errática, e é superada pela evolução tecnológica, que é rápida e desenhada. Este é um ponto fundamental porque nós continuamos evoluindo biologicamente, mas isso leva milhões de anos e hoje se pode fazer evolução tecnológica muito mais rapidamente. Hoje sabemos como funciona o genoma e podemos fazer mudanças nele de forma rápida e objetiva. 24

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