PROGRAMAS TELEVISIONADOS FOMENTANDO A CRIMINALIDADE

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1 PROGRAMAS TELEVISIONADOS FOMENTANDO A CRIMINALIDADE Tarcisio Ricardo Rios Caxias da Costa 1 Resumo O presente artigo discute a questão da violência e suas representações em programas televisionados, principalmente em rede aberta, onde na maioria das vezes o consumo pela informação é imediato, não abrindo espaço para reflexões. Sugere-se que a má qualidade de alguns programas televisionados, sob o jargão de alertar a sociedade para problemas sociais atuais, acaba por fomentar a prática de condutas negativas e inaceitáveis ao olhar cidadão. Alguns destes procedimentos, rotulados como de menor poder ofensivo, mas que somados contribuem consideravelmente para a formação de uma sociedade desviada de valores positivos, a exemplo do respeito às diferenças e da solidariedade, municiam programas de gosto duvidoso, tendo por principal expectador, o jovem em formação moral e ética. Palavras-chave: televisão, juventude, sociedade, criminalidade, ética e moral. 1. INTRODUÇÃO O espaço ocupado pela televisão na atualidade excedeu, em muito, o lugar de entretenimento ou informação que a princípio lhe era delegado (SCHWERTNER, 2007, p. 48). O mundo vem passando por uma série de transformações morais e sociais, alavancadas sobremaneira com o firmamento da globalização. Este evento vem se aproveitando dos diversos canais de comunicação, principalmente da televisão, que viabiliza a multiplicação de informações de toda ordem, sem regulações éticas e morais básicas, comprometendo o bom desenvolvimento social, onde os maiores prejudicados são os jovens em formação. Diante do novo perfil familiar, onde os pais trabalham praticamente o dia todo, a televisão vem fazendo o papel de educador dos novos jovens. Segundo Kehl, hoje, para além de um locus pedagógico, a telinha (...) propõe formas de desejar, apresenta modelos de identidade, assegura companhia durante as 24 horas do dia para crianças, jovens e adultos. A questão aqui salientada é que a televisão, como aparato tecnológico criado fundamentalmente para o entretenimento das pessoas, mostra-se cada vez mais um 1 Capitão do quadro de combatentes da Polícia Militar do Estado da Bahia, Bacharel em Direito, Especialista em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor e Analista em Microinformática.

2 instrumento insinuador de ideologias, costumes, modismos e, sobremaneira, de valores que rivalizam com os da família e do salutar ambiente escolar. Silva (1997) atesta que não haveria problema se esta rivalidade viesse a reforçar valores universalmente reconhecidos como essenciais à sobrevivência e à paz da humanidade, tais como a solidariedade e o respeito às diferenças No entanto, a programação televisiva, não raramente os enaltece. Especialmente nos últimos anos, o que se tem observado é o uso das imagens não para reforçar estes e tantos outros valores, mas, sim, a exacerbação do ódio e da morte como caminho para qualquer coisa que se deseje. Assim, o que fica explicito é que o mal não está na televisão, mas no uso que dela está sendo feito. A sociedade atual é mediática, logo, dependente da televisão como fonte de informação, Entretanto, as informações elaboradas se apresentam para o receptor como de consumo imediato, não permitindo espaços para reflexões, posto que as notícias devam ser breves e objetivas. De forma quase que cartelizada, os programas jornalísticos apenas retratam os acontecimentos urbanos, não sendo violentos em si. A violência televisiva fica mais evidenciada nos programas relacionados ao entretenimento, na medida em que desrespeitam o ser humano, na maioria das vezes expondo-os a constrangimentos desnecessários. Alicerçado em programas com características sensacionalistas e traços de violência, a abordagem aqui apresentada, em síntese, buscou verificar até que ponto explorar situações constrangedoras pode de fato despertar uma reflexão mais apurada da realidade? Como as grades de programação da TV aberta, muitas vezes criticadas pela baixa qualidade, mas que apresentam índices representativos de audiência pode, de fato, fomentar o debate e reflexão sobre a sociedade atual? 2. VIOLÊNCIA E MÍDIA TELEVISIVA (...) a televisão é muito mais do que um aglomeramento de produtos descartáveis destinados ao entretenimento de massa. No Brasil, ela consiste num sistema complexo que fornece o código pelo qual os brasileiros se reconhecem brasileiros. Ela domina o espaço público (ou a esfera pública) de tal forma, que, sem ela, ou sem a representação que ela propõe do país, torna-se quase impraticável a comunicação e quase impossível o entendimento nacional.(...) O espaço público no Brasil, começa e termina nos limites postos pela televisão. (...) O que é invisível para as objetivas da TV não faz parte do espaço público brasileiro. O que não é iluminado pelo jorro multicolorido dos monitores ainda não foi integrado a ele (BUCCI, 1997, p.9-11).

3 De acordo com Tondato (2007, p. 127), a violência é representada por meio de simplificações das complexidades de uma sociedade individualista, que experimenta, nos grandes centros urbanos, momentos de heterogeneidade, anonimato, mobilidade, segregação, instabilidade e insegurança, todos eles passíveis de serem televisionados quando a violência entendida por alguns pesquisadores como um momento enlouquecido em que a sociedade se revela se manifesta na suas mais variadas formas. A partir dessas considerações, a autora trabalha com momentos de violência mais presentes no cotidiano e/ou no imaginário das pessoas: a guerra e a violência urbana. Como decorrência, tem-se três manifestações: O ato violento individual, concretizado em estupros, assassinatos em série, que seriam produtos de patologias e cuja exploração pela mídia faz parte de um processo catártico; O ato violento social, exemplificado por seqüestros e latrocínios, produto da busca pela igualdade, seja por aqueles que se sentem injustiçados em uma sociedade de consumo, seja pelo crime que se organiza paralelamente ao poder constituído; O ato violento institucionalizado, do qual as guerras são o produto mais acabado, produto da busca pelo poder político-econômico. Para a sociedade midiática, estas manifestações tornam-se parte do cotidiano através da audiência aos conteúdos jornalísticos, que oferecem em um mesmo pacote os fatos dramatizados das metrópoles, ao vivo e em cores, juntamente com os últimos lançamentos da moda, interrompidos pelo comercial do carro do ano, a um receptor que busca o equilíbrio, a segurança. Entretanto, a violência na televisão normalmente não é relacionada a programas jornalísticos, sejam eles de cunho sensacionalista ou não. A violência televisiva é associada aos maus tratos para com as pessoas no contexto dos programas, ridicularizar o cidadão comum, bem como a exploração das mazelas do cotidiano. Pode-se questionar, neste ínterim, que diante de um cenário caracterizado pela violência, vivencia-se uma cultura da violência, ou servem os cidadãos a uma ideologia que alimenta esta cultura? Os programas de maior audiência reproduzem problemas que rompem a ordem e o equilíbrio originando heróis, vilões, mediadores, ajudantes e intermediários. Geralmente o primeiro, que sai em defesa dos valores prioritários da cultura, passando por testes e provações; chega ao triunfo; a recompensa e a celebração final. De acordo Martín-Barbero (1997), as chaves para explicar a caracterização dos conteúdos dos meios de comunicação de massa pelos dramas cotidianos, violência e

4 sensacionalismo estariam na cultura popular, na estrutura da literatura de cordel e colportage 2. Nos Estados Unidos, a imprensa escrita só se populariza quando passa a divulgar histórias de interesse humano e até descrições sensacionalistas de acontecimentos chocantes. Tais características ficam evidentes quando vários estudos, sobre a programação televisiva, apontam que na televisão o sexo e a exploração da aberração são considerados temas mais violentos do que um ato criminoso em si. De acordo com Zizek (2003), numa ousada abordagem da cultura contemporânea, uma ideologia hegemônica se apropria de tragédias e impõem sua mensagem de que é preciso escolher um lado em meio às guerras urbanas. Entretanto, quando as escolhas parecem muito claras, esta mesma ideologia se encontra em seu estado mais puro, obscurecendo verdadeiras e sensatas opções. 2.1 IMAGENS E PALAVRAS NA T.V: O PODER DA MÍDIA POR TRÁS DOS SIMBOLOS Geralmente, para designar de violento um programa, as pessoas não demonstram ter uma opinião claramente identificável sobre o assunto. Embora elas tenham uma posição firmada sobre o que seja violento, nenhum programa reúne características suficientes para ser totalmente considerado violento. Tondato (2007, p.129) atesta que a interpretação da violência na televisão está relacionada com o gênero de programa, assim a violência tem aspectos diferenciados conforme o momento social do individuo. A literatura específica denota que é agressivo ao telespectador a exibição de corpos violentados, explorar situações com deficientes físicos, cenas que mostram sangue, explorar tiroteio entre polícia e bandido. Esta percepção é de certa forma prevista tendo em vista um contexto social e cultural em que, senso comum, sangue é associado a desastres e mortandades. Ao contrário, para as pessoas economicamente menos favorecidas, incêndios e enchentes são fatos violentos, o que se justifica talvez pelas implicações de tais acontecimentos em favelas e moradias sem infraestrutura, locais de moradia desta parcela da sociedade. O que ocorre com freqüência é o que Schwertner (2007) chamou de diante da dor real dos outros: a favela na sala de estar. A programação televisiva que não atende aos desejos do telespectador faz com que estes mudem de canal. Eles selecionam canais que lhes apresentem conteúdos mais interessantes ou que reforcem seus pontos de vista, suas opiniões e suas experiências. 2 Venda ambulante de impressos "em papel", ou seja, não encadernados, contendo normalmente textos de literatura popular ou de circulação clandestina. No Brasil tais características são típicas da literatura de cordel.

5 Agressões verbais são também consideradas formas de violência, a exemplo das encontradas em programas de auditório que mostram o caos e imagens consideradas grotescas. A priori, são absolutamente insuportáveis as inúmeras imagens que teledifundem o sofrimento de vítimas de violência, sob as suas mais variadas formas: guerras, atentados, atos de tortura, catástrofes naturais, dentre outros. Durante estes eventos, a captação de cenas, mesmo que de forma amadora, é objeto de comércio frente aos canais televisivos que se propõem a disseminar imagens que impressionam pela gratuidade da violência. Pode dizer-se que estes mesmos canais têm certo cuidado em não publicar algumas cenas que beirariam o circo dos horrores, visto que noticiários podem ser viabilizados a qualquer hora do dia, e/ou em edições extra-ordinárias. Mesmo obedecendo ao dever de informar, repórteres e cinegrafistas são muitas vezes colocados frente àqueles que estão à sua volta, feridos ou já mortos, com visível vigilância emocional. É verdade que não se pode visualizar o coração sólido da violência, das mutilações e assassinatos, mas a sequência das imagens divulgadas reportam o telespectador, com uma brutalidade insuportável, a sua pobre condição de observador cego, a zapear, pelo simples desejo de obter informações. 3. TELEVISÃO E JUVENTUDE: CORRELAÇÕES A cultura educacional que permeia os lares no Brasil não orienta para que, nas horas vagas, livros sejam lidos com frequência, esportes praticados, jogos educacionais executados em equipes, fortalecendo também o espírito de cooperação e colaboração, dentre outras medidas. Em que pese existir algumas ferramentas de controle, como por exemplo os canais de fechados de televisão, que podem ser monitorados por senhas, o grande colaborador educacional e ao mesmo tempo vilão é o programa televisionado em rede aberta, com um vasto leque de informações inúteis que em nada contribuem para a formação de uma sociedade culta, ordeira, equilibrada e moralmente correta. A revisão da literatura sobre esta temática, explicam essa situação: Sete em cada dez residências do mundo possuem um aparelho de televisão. Uma em cada cinco famílias do mundo inteiro está ligada ao circuito de TV a cabo ou via satélite. A indústria global da informação gerou 1 trilhão e 425 bilhões de dólares no mundo todo, dos quais cerca de 300 bilhões de dólares foram usados pelo setor audiovisual já em 1994 (GROEBEL, 1999).

6 Os valores que os jovens estão trazendo em si nos dias atuais, fruto também da construção televisionada, são muito mais materiais do que morais e éticos. A preocupação com o corpo físico escultural, vestimentas, bens materiais e modais (celular é acessório no vestir) ocuparam o lugar dos sonhos profissionais, do bem-estar coletivo (sem utopias) e das construções familiares. Buscas materiais são constantes e quase inalcançáveis, dado à dinâmica do voraz mercado capitalista de consumo, que atordoa os desequilibrados sociais e financeiros, que se contorcem pelos desejos desenfreados, contribuindo para frustrações que catalisam ações marginais por menores que sejam, como se fossem atos normais, em prol de entrar e se manter na moda; o parecer ser. Furtar, roubar, ludibriar, vender o corpo, transportar e vender drogas, para muitos já não se configuram como crime, mas um modo não careta de viver bem e sem muitas consumições. E as novelas têm fornecido notoriedade a esses comportamentos. A televisão, objeto eletrônico fantástico, do ponto de vista tecnológico, indiscutivelmente contribui para a criminalidade com alguns dos seus programas. A programação televisiva instiga, não apenas o sexo desvairado, o homossexualismo e o consumo exagerado (produtos, bens, serviços), mas também a violência transmitida até mesmo em desenhos animados, que deixaram de ser engraçados e lúdicos para serem instigadores da agressividade, onde os embates físicos são constantes. Os jovens estão entrando em contato com cenas de violência desde muito cedo, indicador esse que é preocupante. (...) O resultado foi assombroso, pois de acordo com a pesquisa, uma criança brasileira que assista a duas horas diárias de desenho animado estará exposta a 40 cenas de violência explícita, já em um mês, seriam cenas e, num ano, pasmem, seriam cenas de pura violência sendo produzidas dentro da própria sala de estar das nossas casas (MACHADO, 2011). Para Moser (1991), a carga de violência a que as crianças estão expostas na televisão está positivamente correlacionada com certos comportamentos agressivos como discutir, entrar em conflitos com os pais, ou, mesmo, cometer atos delituosos. Não se defende aqui que através da televisão só se receba informações inúteis e desnecessárias. No Brasil, por exemplo, como não louvar programas como Globo Rural, Globo Ecologia, Telecurso (todos da Rede Globo), Domingo Espetacular (Rede Record), TVE Revista (TVE), dentre tantos outros. Mas por outro lado tem o Big Brother Brasil (BBB) e Malhação (Rede Globo), A Fazenda e Rebeldes (Record), sem contar com as propagandas recheadas de imagens de exposição da mulher, mesmo sem nenhuma conexão com o assunto.

7 As telenovelas que não apenas colocam a homossexualidade como natural (e que seja), mas firmando na consciência da sociedade que comportamentos estereotipados devem ser multiplicados (legião de iguais), que a rebeldia é comportamento natural do jovem cabeça, quando não passa na verdade de uma construção de alguém deseducado, sem lastro ético e moral simples, que vê a família (pais principalmente) como instrumentos prontos e sempre disponíveis para viabilizar seus desejos mais vis. O que se percebe hoje em dia é que os programas televisivos, principalmente novelas, estão se preocupando em mostrar que a vida pode ser vivida sem grandes esforços e com resultados confortantes, onda as trapaças são executadas com requintes angelicais, onde vilões deixaram de ser os feios interpretes para serem os mais belos atores. Transportando isso para um cenário econômico, a vida marginal já não é mais engendrada apenas pelos excluídos, mas pelos privilegiados sociais. E assim se vai construindo um inconsciente coletivo de que é possível ter atividades rentáveis e fáceis no mundo real, não importando os preços morais a serem suportados; o importante é se dar bem: carros luxuosos, mansões com requintes de conforto e modernidade, festas e mais festas com pessoas bem transadas (mesmo que mudas), mas apetitosamente transadas. E os fins violentos para se almejar tudo isso justificam os meios. Tais cenários são cada vez mais comuns nos programas televisivos. Exemplificando esta assertiva, em uma das atuais novelas de uma emissora nacional, a personagem interpretada pela atriz Maria Clara Gueiros, de forma graciosa, deixa claro que a dela é se dar bem sexualmente. Em uma de suas cenas com determinado ator disse; espero que me veja apenas como um pedaço de carne. Qual a mensagem lançada então? Modernidade? Liberdade Sexual? Certamente comportamentos similares serão copiados as dezenas por entes sociais. Entretanto, diferentemente da novela, onde os participantes estão controlados, haverá por certo problemas comportamentais e respostas agressivas quando a carne não estiver sempre disponível para consumo. Em uma sociedade imediatista e descontrolada, atos de violência certamente farão parte desses cenários. A forma como a imprensa televisionada explorou o fatídico evento criminoso no Estado do Rio de Janeiro, quando o jovem Wellington Meneses de Oliveira, de posse de armas e farta munição adentrou uma escola e matou doze crianças, ferindo outras tantas, certamente irá dar vazão, mais cedo ou mais tarde a outros similares. O assunto foi veiculado, mastigado, explorado, tratado e pulverizado em praticamente todos os horários, massificando não apenas as mortes, mas a importância em apresentar a violência ainda mais cruel do que

8 foi naquele caso. É notório que este evento não colaborará em nada para a redução de ações semelhantes no futuro, mas garantiu pontos no IBOPE: é a disputa pela audiência, mesmo que deletéria para toda a sociedade diante da forma como a mesma, encara a criminalidade. Essa famigerada disputa pela audiência está fomentando outro tipo de programa televisivo falimentar da saúde social, mas saciador e realimentador da criminalidade: são os programas de cunho meramente policial. Estes eventos televisivos se destinam a publicar notícias das mazelas sociais (crimes de toda ordem) onde os protagonistas são apenas dois: o pobre social de uma das diversas classes marginalizadas e os policiais que precisam aparecer para terem notoriedade; eis o grande perigo. E na platéia, do outro lado da telinha, uma população de baixo nível cultural que precisa se nutrir desses conteúdos para tornar a vida mais próxima e condizente com aquela realidade. A polícia descobre que nesses programas famélicos ela pode se autopromover, mesmo diante de ações simplórias: prender quem está com uma pedra de crack, um cigarro de maconha, dez gramas de cocaína, ou quem em estado de embriaguez agrediu a consorte, não tão menos miserável que o agressor. Mas aparecer na TV é um grande e barato negócio! As vítimas por sua vez ganham notoriedade, passam a ser conhecidas, algumas até temidas, e aproveitam da audiência para algumas vezes sorrir da própria desgraça. E ser desgraçado desconhecido a famoso pela TV, que seja bem vinda a segunda opção. Estes eventos delineiam o cenário de uma sociedade falida educacionalmente, que através de tais programas vem formando massas de pessoas que se identificam com os famosos televisivos alçados ao sucesso à custa de violentos atos que deles fizeram parte. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS A programação televisiva vem promovendo a violência redentora, justificada pela necessidade, urgência ou extremismo. Os atos violentos aos quais estão sujeitos os cidadãos diariamente, a exemplo das injúrias, difamações, humilhações, desrespeitos, discriminações, ameaças, injustiças e frustrações em geral, municiam programas de toda sorte, evidenciando a máxima do panis et circenses, com audiência garantida, na sua maioria composta por jovens em formação. Neste cenário, só existe uma saída para pais e educadores que queiram realmente formar cidadãos e este caminho não é o de apagar a telinha ou simplesmente o de mudar o canal. A imagem é um texto e como tal precisa ser refletida e analisada, em conjunto, pelos

9 seus usuários para impedir que, especialmente, a violência continue sendo explorada de forma tão sensacionalista pela mídia. Ao finalizar este artigo, fica a certeza de que conclusões ultrapassam a análise circunstancial de fatos aqui mencionados, que levariam ao leitor deste documento, ao cerne de um dos maiores impasses do tempo atual: a televisão constrói, destrói ou corrói a reflexão mais apurada da realidade? Em tempos nos quais a busca pela realidade objetiva que há por trás das aparências é falsa, a televisão e sua programação pode funcionar como "o estratagema definitivo para evitar o confronto com a realidade. REFERÊNCIAS BUCCI, E. Brasil em tempo de TV. 3 ed. São Paulo: Boitempo, pp. GROEBEL, J. Estudo Global da UNESCO sobre Violência na Mídia. In: A criança e a violência na mídia (U. Carlsson & C. Von Feilitzen, orgs.), pp , São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, KEHL, M. R. Televisão e violência do imaginário. In: BUCCI, E.; KEHL, M. R. Videologias ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, p MACHADO, D. P. A fama e a influência da mídia na felicidade dos jovens. Site do Curso de Direito da UFSM. Santa Maria-RS, Disponível em: <http://www.ufsm.br/direito/artigos/opiniao/influencia-midia.htm>. Acesso em: 03. mai MARTIN-BARBERO, J. O medo da mídia: política, televisão e novos modos de representação. In: DOWBOR, Ladislau et all (org). Desafios da comunicação. RJ: Vozes, MOSER, G. A agressão. São Paulo: Editora Ática, SCHWERTNER, S. F. Análise das condições de produção de Cidade dos Homens: articulações entre Educação e Comunicação. Educação e Pesquisa (USP), v. 33, p , SILVA, M. B. G. O poder da imagem. Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal - FAMED/UFRGS, Disponível em < Acesso em 03. mai TONDATO, M. P. Violência na mídia ou violência na sociedade? A leitura da violência na mídia. Revista FAMECOS, v. 32, p , ZIZEK, S. Bem-vindo ao deserto do real! São Paulo: Boitempo, 2003.

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