Projecto de Modelação, Engenharia de Software e Sistemas Distribuídos Requisitos para a 3ª entrega do projecto.

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1 Departamento de Engenharia Informática Modelação, Engenharia de Software, Sistemas Distribuídos Requisitos para a 3ª entrega do projecto Test O Matic 10 de Maio de Índice 1 Índice Sumário Requisitos Registo de serviços Tolerância a Faltas por Replicação Passiva Segurança Blocos de requisitos Gestão do projecto Aplicação da metodologia SCRUM Trabalhadores-estudantes Entrega Avaliação

2 2 Sumário Este documento descreve os requisitos para a terceira entrega do projecto de Mod/ES/SD. Os requisitos da terceira entrega incidem sobre aspectos não funcionais de segurança e tolerância a faltas; cujo objectivo é garantir uma melhor qualidade de serviço. O principal mecanismo a explorar para a implementação destes aspectos são as STEP Framework Extensions. As Extensions permitem acrescentar código à camada de serviços e à camada de Web Services de forma ortogonal ao código existente, sendo possível a sua activação ou desactivação por simples alteração dos ficheiros de configuração. Os requisitos a satisfazer são descritos na secção seguinte. Depois são também indicados os blocos de requisitos para os quais terão que ser nomeados responsáveis dentro da equipa de desenvolvimento e outras observações relevantes para a realização do trabalho. Para a cadeira de Modelação esta terceira fase consistirá na entrega de dois artefactos: Mantêm-se os requisitos do segundo enunciado, aos quais se devem juntar agora os apresentados no resto deste documento (em caso de conflito, deve ser considerado o que consta deste documento). Pretende-se que agora os alunos revejam o que foi entregue na segunda fase e que modelem pela primeira vez as vistas ainda não modeladas do comportamento e estrutura de todos os sistemas envolvidos. No caso dos sistemas modelados em UML, deve ser feita ainda a modelação da respectiva arquitectura. Tudo isto deve ser modelado na ferramenta Enterprise Architect, devendo cada grupo entrega o respectivo ficheiro de projecto. Pretende-se ainda que, nesta fase, os alunos modelem uma ontologia, na ferramenta Portégé, devendo cada grupo entregar também o respectivo ficheiro. Os detalhes sobre esta entrega são descritos num documento complementar específico de Modelação. 3 Requisitos 3.1 Registo de serviços Os Web Services do projecto têm que passar a ser localizados dinamicamente, por intermédio de um servidor UDDI. A sua utilização torna o sistema mais flexível, permitindo aos Web Services mudarem de localização, e também mais aberto, permitindo ao cliente optar por uma de entre múltiplas instâncias de cada Web Service (por exemplo, Banco de Perguntas ou Gestão de Modelos de Teste). O servidor de UDDI é central 1, de endereço bem conhecido, definido nos ficheiros de configuração da aplicação. 1 Por razões de gestão, cada grupo deverá usar um servidor UDDI próprio. Em está disponível um servidor UDDI autónomo que depois de instalado recebe pedidos no endereço que pode ser consultado com o utilitário jaxr-browser. 2

3 Para tornar possível a descoberta, os Web Services têm que se registar previamente, indicando o seu endereço (URL) de localização. O registo UDDI tem que ser preenchido com os elementos que caracterizam a business entity e os respectivos Web Services, nomeadamente o seu nome e classificação. A classificação a utilizar para o registo do SUID deve ser Computer or network or internet security: A classificação a utilizar para os restantes serviços deve ser escolhida de entre a listagem completa disponível em: /jwsdp-essd-2009-docs/jaxr/docs/taxonomies/unspsc.xml 3.2 Tolerância a Faltas por Replicação Passiva A disponibilidade do SUID é fundamental para o serviço Test O Matic. O serviço tipicamente utilizado por clientes que estabelecem sessões curtas para, durante poucos minutos, invocar serviços do Test O Matic. Como cada sessão começa necessariamente pela autenticação do cliente junto do SUID, os períodos em que o web service do SUID estiver indisponível (por exemplo, por falha de algum componente do servidor) significam também impossibilidade do cliente em estabelecer novas sessões para invocar os outros web services do Test O Matic (mesmo quando esses web services sejam oferecidos em máquinas que se executam sem faltas no momento em que o SUID está indisponível). Torna-se, portanto, assegurar uma alta disponibilidade do SUID, pois dele depende todo o serviço distribuído. Pretende-se que tal requisito não-funcional seja assegurado por replicação passiva do servidor do SUID, usando uma solução baseada no protocolo apresentado nas aulas teóricas. A solução deve permitir a instalação de dois servidores SUID, um dos quais inicia a sua execução como primário, o outro como secundário. Cada réplica deverá utilizar uma base de dados própria, que deverá manter valores consistentes com as outras réplicas SUID; ou seja também haverá replicação das bases de dados. Apenas o servidor primário actual poderá servir pedidos vindos directamente do cliente. Por esta razão, quando o servidor primário falha e o secundário toma o seu lugar, o cliente deverá passar a invocar os pedidos no endereço do novo servidor primário. Tanto quanto possível, tal mudança deverá ser transparente, tanto para o utilizador como para o programador da aplicação. O modelo de faltas é o seguinte. Assume-se que o sistema é síncrono, havendo um tempo máximo de latência (que é configurável), os relógios de cada servidor estão sincronizados, e que os servidores apenas podem falhar silenciosamente. Mais: após falha, um servidor pode recuperar, sendo que se assume que, a qualquer momento, há no máximo um dos dois servidores em falha. Não sendo obrigatória, sugere-se fortemente a seguinte abordagem faseada ao problema: Etapa 1: Replicação de servidores SUID sem replicação de bases de dados. Nesta etapa apenas haverá uma base de dados para o SUID. Num dado momento, apenas uma réplica é o servidor primário. Apenas o servidor primário recebe os pedidos do cliente, e apenas o servidor primário acede à BD (tanto para leitura como escrita). O sistema deve deve implementar um detector de falhas do servidor primário, através do envio de mensagens assíncronas I m alive. No caso de falha detectada, o servidor secundário deve assumir o lugar do primário, passando a 3

4 oferecer os serviços do SUID através do acesso à BD única. A mudança de servidor primário deve ser anunciada aos clientes através do UDDI. O cliente deverá tomar reagir a essa mudança de forma o mais transparente possível. Etapa 2: Replicação de servidores SUID e respectivas bases de dados, sem recuperação de servidores. Nesta etapa haverá N bases de dados. Cada réplica (tanto servidor primário como secundário(s)) apenas tem acesso à BD respectiva. As bases de dados replicadas deverão estar consistentes (tanto quanto possível), usando o protocolo de replicação passiva apresentado nas aulas teóricas. No caso de falha de uma réplica de servidor ou da respectiva BD, nesta etapa assume-se que a falha não é recuperável (i.e. é permanente). Etapa 3: Replicação de servidores SUID e respectivas bases de dados, com recuperação de servidores. Finalmente, esta etapa deve suportar a recuperação de um servidor que tinha falhado, permitindo que ele se junte ao conjunto de servidores secundários de forma correcta. 3.3 Segurança Naturalmente, os serviços do Test O Matic devem ser assegurados de forma segura. Uma vez que os servidores do Test O Matic se encontram ligados pela Internet, há várias ameaças sobre o sistema. Nomeadamente, escuta, modificação ou inserção de mensagens, repetição de mensagens antigas, ou servidores fictícios que falsamente assumem a identidade dos servidores legítimos. Em particular, o trabalho a desenvolver nesta componente foca a comunicação entre os servidores do Test O Matic. Pretende-se assegurar a confidencialidade, integridade e frescura dos dados trocados entre os servidores, assim como a autenticidade dos mesmos, por forma a proteger o sistema das ameaças acima enumeradas. Para esse fim, pretende-se que: Se implemente um protocolo de autenticação de servidores e de distribuição de chaves de sessão entre servidores, baseado em cifra simétrica. Esse protocolo deve tirar partido da existência de chaves secretas de longa duração associadas a cada servidor, e pré-conhecidas pelo(s) servidor(es) de autenticação do protocolo. Com base nas chaves de sessão distribuídas pelo protocolo anterior, se implemente canais seguros entre os servidores do Test O Matic. Tais canais seguros devem assegurar confidencialidade, integridade e frescura das mensagens SOAP trocadas nos pedidos e respostas aos Web Services dos servidores. Não sendo obrigatória, aconselha-se fortemente a seguinte abordagem faseada: Etapa 1: Canal seguro entre cliente e serviços, assumindo chave de sessão préconhecida. Assumindo uma chave simétrica pré-conhecida entre os servidores do Test O Matic, assegurar confidencialidade, integridade e frescura dos dados trocados em pedidos e respostas aos Web Services respectivos. Etapa 2: Autenticação e distribuição de chaves de sessão Implementar autenticação e distribuição de chaves de sessão (que substituem a chave pré-conhecida da etapa 1), usando um protocolo baseado em cifra simétrica que considere apropriado. Deverá considerar os protocolos de 4

5 autenticação e distribuição de chaves de sessão apresentados nas aulas teóricas (ou variantes dos mesmos). O protocolo deverá usar um (ou mais) novo(s) servidor(es). Deverá assumir que esses servidores conhece a priori, para cada servidor do Test O Matic, a sua chave secreta (de longa duração). Tal chave de longa duração é permanente. Em ambos os componentes de segurança descritos de seguida, os algoritmos de criptografia a utilizar são os implementados na biblioteca JCE do Java. Para a comunicação entre o browser e os servidores do Test O Matic deverá passar a usar-se o suporte HTTPS do Tomcat (se estiver correctamente configurado, basta aceder com o protocolo HTTPS no porto 8443, em vez de HTTP no porto 8080). 4 Blocos de requisitos A divisão dos membros do grupo pelos blocos de requisitos de que são responsáveis tem que ser equilibrada. Para começar, os grupos da entrega anterior serão também responsáveis pela concretização do registo e pesquisa no UDDI do seu Web Service: Banco de Perguntas e Gestor de Modelos de Teste. Para esta entrega os seguintes blocos de requisitos terão que ter responsabilidade explícita, decidida dentro do grupo e definidas as respectivas equipas na ferramenta de gestão de projecto, até à data da próxima reunião de gestão de projecto com o docente de laboratório: 1. Implementar tolerância a faltas por replicação equipa replic 2. Implementar a segurança equipa sec Cada grupo de responsáveis terá que elaborar um breve relatório (com 4 páginas no máximo, excluindo índices) explicitando em detalhe qual o problema que resolveram e apresentando a solução produzida, indicando as suas principais virtudes, limitações e quais os aspectos não implementados. O relatório terá de seguir uma template que será fornecida posteriormente. Cada grupo terá também que conhecer a solução implementada pelos restantes grupos para os outros blocos de requisitos. Não se exige aos elementos de um grupo que influenciem ou defendam as opções tomadas por outro grupo, mas sim que tenham uma opinião crítica sobre as mesmas. 5 Gestão do projecto Nesta terceira fase, a avaliação dos alunos de Engenharia de Software centra-se na capacidade de gestão do projecto da equipa. Os alunos que apenas estão a realizar a cadeira de Sistemas Distribuídos ficam dispensados da avaliação da componente de gestão do projecto, efectuando apenas uma gestão informal com os docentes do laboratório. Em resumo, pretende-se que os alunos sejam capazes de efectuar o levantamento de requisitos, modelar os diversos componentes a desenvolver, e estruturar o trabalho necessário em conjuntos de tarefas que demonstrem um evoluir constante do trabalho, ao longo do tempo disponível para a sua realização. É fundamental ser capaz de estruturar e dividir o trabalho por forma a conseguir uma evolução incremental e 5

6 sustentada do trabalho. O docente do laboratório fará o acompanhamento dessa gestão, em reuniões semanais. 5.1 Aplicação da metodologia SCRUM O projecto encontra-se dividido em quatro sprints, sempre com início à 2ª feira. Todos os sprint devem ter a mesma duração (com a possível excepção do último sprint, que terá obrigatoriamente que terminar na 6ª feira, dia 5 de Junho). O planeamento deve ser realizado usando o template da folha de cálculo scrum.xls fornecida. Antes de cada sprint (exceptuando o 1º sprint, em que o prazo é o final de 3ª-feira, dia 12 de Maio), devem ser feitos o planeamento do novo sprint (em XLS) e a sprint restrospective incluindo conclusões da reunião relativas ao sprint anterior (em formato PDF). Estes dois documentos devem ter o nome grupo-sprint (em que grupo é o nome do grupo, correspondente ao módulo CVS; e sprint é o número do novo sprint exemplo: A seria o nome dos ficheiros do grupo A relativo ao 3º sprint) e ser compactados num ficheiro ZIP com o mesmo nome. Este ficheiro deve ser submetido via Fénix, na página da cadeira de Engenharia de Software. Na reunião semanal, cada grupo deve apresentar em papel o estado actual do sprint e fazer uma demonstração sumária das histórias concretizadas no sprint anterior. 6 Trabalhadores-estudantes Os alunos trabalhadores-estudantes (só-sd) a realizar o projecto individualmente terão que satisfazer apenas os requisitos de UDDI para o Banco de Perguntas e o bloco de requisitos de segurança. 7 Entrega A data limite para entrega é 5 de Junho de 2009 às 23:59. A entrega do trabalho é realizada através do repositório de CVS seguindo as regras descritas no documento Utilização do CVS no projecto (ver O projecto terá que usar a versão mais recente da framework (.jar) e do import-ant. Estas poderão ser encontradas nos sites das disciplinas. A etiqueta a colocar para indicar a entrega desta fase é RELEASE_3. O alvo build tem que efectuar as operações necessárias para produzir aplicações que possam ser instaladas num servidor Web, isto é, efectuar ant build deve produzir os ficheiros WAR nos respectivos directórios dist. 8 Avaliação A avaliação desta terceira fase do projecto será feita da seguinte forma: 1. Avaliação do código desenvolvido; 2. Apresentação do projecto preparada pelos alunos, demonstrando o seu funcionamento em situações básicas, intermédias e avançadas; 3. Discussão com perguntas individuais a cada elemento do grupo. O calendário de avaliações e mais pormenores sobre o processo serão publicados mais tarde. A nota final de cada aluno nas alíneas 2 e 3 será ponderada sobre a nota atribuída na alínea 1, somada às notas das 1ª e 2ª entrega. -- Fim do enunciado 6

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