UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ENGENHARIA CIVIL ALEXANDRA LOCKS

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1 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ENGENHARIA CIVIL ALEXANDRA LOCKS PROPOSTAS DE MEDIDAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM EMPRESA CONSTRUTORA DE EDIFÍCIOS. ESTUDO DE CASO RESIDENCIAL BAVIERA CRICIÚMA - SC CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009

2 ALEXANDRA LOCKS PROPOSTAS DE MEDIDAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM EMPRESA CONSTRUTORA DE EDIFÍCIOS. ESTUDO DE CASO RESIDENCIAL BAVIERA CRICIÚMA - SC Trabalho de Conclusão do Curso apresentado para obtenção do grau de Engenheira Civil no Curso de Engenharia Civil, da Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC. Orientadora: Engª Paula Tramontim Pavei CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2009

3 2 ALEXANDRA LOCKS PROPOSTAS DE MEDIDAS DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO EM EMPRESA CONSTRUTORA DE EDIFÍCIOS. ESTUDO DE CASO RESIDENCIAL BAVIERA CRICIÚMA - SC Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Engenheira Civil no Curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, com Linha de Pesquisa em Gestão de Resíduos. Criciúma, 08 de dezembro de BANCA EXAMINADORA Profª Engª Paula Tramontim Pavei Mestre (UNESC) Orientadora Profª Engª Monica Elizabeth Daré Especialista (UNESC) Profª Engª Marta Valéria Guimarães de Souza Hoffmann Mestre (UNESC)

4 3 Dedico este trabalho aos meus professores por apoiarem meus esforços e compreenderem minhas deficiências nas fases que mais exigiram de mim. De forma especial a Deus, aos familiares e amigos que tanto me apoiaram, pois sem eles, eu não teria realizado este curso.

5 4 AGRADECIMENTOS Qualquer trabalho de pesquisa não funciona se realizado de forma individual. Esta foi uma longa e importante etapa em minha vida e por muitas vezes pareceu custosa, envolveu muitas pessoas direta ou indiretamente ao longo de todo o período de elaboração do estudo. Não é possível citar a todos, mas alguns agradecimentos são imprescindíveis. Primeiramente agradeço a Deus, pela companhia diária, trazendo-me paciência e paz nos momentos de apreensão, bem como pelo incentivo e encorajamento nos momentos de dúvida, permitindo que seguisse firme nesta empreitada. À minha família, pelo suporte emocional e pelo apoio durante todo o período em que estive envolvida com os estudos e com a elaboração deste trabalho. À Profª. Paula Tramontin Pavei, que em todos os momentos trouxe uma palavra de incentivo, sem a qual teria sido muito mais difícil finalizar este trabalho de conclusão de curso. Pela sua cuidadosa e detalhada leitura, disponibilidade para ouvir, discutir e contribuir para o trabalho. Aos meus amigos, funcionários da Construtora Locks e SETEP pela paciência, especialmente a Diretoria da empresa, por permitir a utilização da documentação necessária para o estudo. Aos professores, colegas e amigos do Curso de Engenharia Civil da UNESC. Por fim, agradeço a todas as pessoas que acreditaram e contribuíram para minha formação profissional e que me permitiram chegar a este momento.

6 5 O planeta é considerado um ser vivo, onde estão presentes as capacidades de realimentação e auto organização para a manutenção de vida do sistema maior. Paulo Figueiredo, 1995.

7 6 RESUMO A construção civil é uma das mais importantes indústrias do país na geração de emprego e renda. Aliado aos benefícios, este setor da economia é considerado um dos maiores consumidores de recursos naturais, causando impactos diretos ao meio ambiente na realização de suas atividades, englobando toda a sua cadeia produtiva, desde a concepção da obra a ser executada até sua demolição. Um dos principais problemas está associado à geração e disposição inadequada dos RCC. Com base neste contexto, o Ministério Público Estadual da Comarca de Criciúma, em 13 de abril de 2009, estipulou que a Fundação do Meio Ambiente, Prefeitura Municipal, Sindicato da Indústria da Construção Civil e empresas privadas de coleta, transporte e destinação final de RCC do município (tele-entulho) assinassem o Termo de Ajustamento Conduta do município de Criciúma, estabelecendo uma data para a adequação das empresas do segmento de construção para cumprimento das cláusulas estabelecidas no ato da assinatura. Com vistas a adequar uma das empresas envolvidas, este Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo avaliar o sistema de gestão de resíduos sólidos aplicado na construção de um edifício multifamiliar, caracterizando os resíduos gerados durante a edificação e propondo melhorias no programa utilizado. Para atingir tais objetivos, a pesquisa foi realizada em 6 etapas, que contemplaram a elaboração de um fluxograma das etapas construtivas, analisando o processo produtivo; caracterização de entrada de materiais utilizados no processo de edificação do empreendimento; levantamento, classificação e quantificação dos resíduos gerados; diagnóstico do método de gestão de RCC aplicado na obra e proposição de medidas de redução, reutilização e reciclagem dos resíduos gerados durante a execução do edifício em estudo. Os resultados alcançados possibilitaram a identificação de algumas deficiências no método de gestão empregado pela construtora e subsidiaram a proposição de medidas para redução, reutilização e reciclagem, tendo como prioridade a organização no canteiro de obra, através de treinamentos sobre aspectos de gestão de resíduos de construção civil para os funcionários e implantação de tecnologias de produção mais limpa. Tais resultados poderão contribuir para um melhor desempenho da empresa, redução de custos e benefícios ao meio ambiente. Palavras-chave: Resíduos da construção civil; Gestão de Resíduos Sólidos; Edifício multifamiliar.

8 7 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Análise de Composição Gravimétrica em Florianópolis...19 Figura 2 - Caracterização dos Geradores...20 Figura 3 - Resíduos da construção civil depositados irregularmente na malha urbana de Criciúma, SC Figura 4 - Agregado reciclado...28 Figura 5 - Diferenças entre a abordagem convencional e a P+L...39 Figura 6 - Área de estudo, Edifício Residencial Baviera Figura 7 - Sede do Grupo SETEP...50 Figura 8 - Fluxograma do estudo de caso...53 Figura 9 - Processo Construtivo...57 Figura 10 - Características construtivas da obra...58 Figura 11 - Entrada de materiais de construção e insumos das diferentes fases da edificação...61 Figura 12 - Saída de resíduos sólidos nas diferentes etapas da edificação e suas classificações de acordo com as resoluções CONAMA nº. 307/2002 e nº. 348/ Figura 13 - A - Palestra sobre gestão de resíduos da construção civil e o uso de EPIs; B - Armazenamento de Cerâmica...76 Figura 14 - A - Local sem triagem; B - Material argamassa do acondicionamento inicial; C - Madeira no acondicionado inicial; D - Diversos tipos de RCC no acondicionamento intermediário...78 Figura 15 - A - Armazenamento incorreto de sacos de cimento e outros materiais; B - Caçamba estacionária...79 Figura 16 - A - Madeira classificada para reutilização; B - Estoque de Diversos Materiais...80

9 8 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Diferentes fases de um empreendimento e a ocorrência de perda de materiais...22 Tabela 2 - Perdas de materiais em construções convencionais...22 Tabela 3 - Índice de geração de resíduo da construção em municípios brasileiros..24 Tabela 4 - Meios sobre os quais atuam impactos ambientais relacionados às classes de atividades da construção civil...26 Tabela 5 - Principais aspectos e impactos causados ao meio ambiente pela construção civil...27 Tabela 6 - Potencialidade da aplicação de alguns reciclados de RCC Tabela 7 - Prazos estabelecidos pela Resolução CONAMA nº. 307/ Tabela 8 - Dispositivos e acessórios usados na gestão de resíduos de demolição e construção...43 Tabela 9 - Sugestões de acondicionamento inicial de resíduos na obra...44 Tabela 10 - Recomendações para transporte interno de resíduos...45 Tabela 11 - Acondicionamento final de resíduos produzidos nas obras de construção...46 Tabela 12 - Materiais ou resíduos com possibilidades de reutilização e cuidados exigidos...47 Tabela 13 - Caracterização do Edifício Residencial Baviera, empreendimento em estudo...51 Tabela 14 - Principais resíduos gerados durante a construção do Edifício Residencial Baviera...64 Tabela 15 - Levantamento do Quantitativo de Caçambas Estacionárias Utilizadas..65 Tabela 16 - Cronograma de coleta de caçambas estacionárias por etapa construtiva Tabela 17 - Cronograma de coleta de RCC da obra analisada...67 Tabela 18 - Quantitativo de Embalagens...74

10 9 LISTA DE SIGLAS ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas CETESB Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente CTR Controle de Transporte de Resíduo EPI Equipamento de Proteção Individual FAMCRI Fundação do Meio Ambiente HBPQP-H Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat I&T - Informações e Técnicas e Obra Limpa Comércio e Serviços Ltda ISO Internacional Organization for Standartization MPE Ministério Público Estadual NBR Norma Brasileira Regulamentada P+L Produção Mais Limpa PGRCD Projeto de Gerenciamento dos Resíduos da Construção e Demolição PIB Produto Interno Bruto PIGRCD Plano Integração de Gerenciamento dos Resíduos e Demolição PL Produção Limpa PNUMA Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente PRAD Plano de Recuperação de Áreas Degradadas RCC Resíduo da Construção Civil SGA Sistema Gestão Ambiental SINDUSCON Sindicato da Indústria da Construção Civil TAC Termo de Ajustamento de Conduta UTT Unidade de Transbordo e Triagem

11 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Problema de Pesquisa Justificativa OBJETIVOS Objetivo Geral Objetivos Específicos FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Resíduos Sólidos Classificação dos Resíduos Sólidos Resíduos de Construção Civil (RCC): características e origens Perda na Construção Civil e Geração de Resíduos Impactos da Geração do RCC Potencial de Aproveitamento do RCC Legislações Ambientais relacionadas à Gestão do RCC Gestão Ambiental Estratégias e Ferramentas de Gestão Ambiental ISO Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat Produção Mais Limpa (P+L) Gestão de Resíduos na Construção Civil Gestão no Canteiro de Obra Organização do Canteiro de Obra Dispositivos e acessórios Limpeza Estabelecimento do fluxo dos resíduos Possibilidades de Reutilização e Reciclagem dos Resíduos METODOLOGIA Área de estudo Pesquisa bibliográfica Estudo de caso Residencial Baviera Etapas da pesquisa...53

12 11 5 APRESENTAÇAO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Fluxograma do Processo Construtivo Métodos e Etapas do Processo Construtivo Caracterização da entrada de materiais de construção e insumos Caracterização dos resíduos sólidos gerados Quantificação dos resíduos sólidos gerados Resíduos sólidos destinados à caçamba estacionária Resíduos sólidos destinados à doação ou comercialização Diagnóstico do método de gestão de RCC aplicado na obra Proposta de melhorias Programa de gestão de resíduos da construção civil Técnica de produção mais limpa Reutilização de resíduos Reciclagem do RCC CONSIDERAÇOES FINAIS...85 REFERÊNCIAS...87 ANEXOS...93

13 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 Problema de Pesquisa Nos últimos anos o homem baseou-se na idéia que o planeta Terra teria uma capacidade infinita, sendo uma fonte inesgotável de matéria-prima e que poderia assimilar os resíduos indefinidamente, considerando que a geração destes materiais seria inevitável. No entanto, as reservas de matéria-prima são limitadas e não estão suportando sua exploração. Atualmente observa-se a escassez de determinados recursos e a necessidade de um planejamento de utilização dos mesmos, visto a impossibilidade de produção de bens e serviços sem a exploração e o lançamento de resíduos, efluentes e emissões atmosféricas. A construção civil é uma das mais importantes indústrias do país, respondendo por 15% do Produto Interno Bruto (PIB), gerando direta e indiretamente muitos empregos no Brasil. Aliado aos benefícios, este setor da economia é considerado um dos maiores consumidores de recursos naturais, causando impactos diretos ao meio ambiente na realização de suas atividades, seja no uso e ocupação do solo, nas demandas de mananciais de água e extração de recursos como matéria-prima. Esses impactos ocorrem em toda a sua cadeia produtiva, desde a concepção da obra a ser executada até sua demolição (SOUZA, 2006). A indústria da construção civil destaca-se pela enorme quantidade de resíduos que produz, decorrentes de perdas causadas por falhas ou omissões nos projetos e execução, por má qualidade dos materiais empregados, método de acondicionamento impróprio, mão-de-obra não qualificada, falta de equipamentos e ausência de uma cultura de reaproveitamento e reciclagem de materiais (FERREIRA et al., 2003 apud SCHENINI, 2004). Além disso, a carência de gerenciamento dos resíduos de construção e demolição acarreta na deposição indevida de materiais em terrenos baldios, beira de estradas, córregos, banhados e próximos às nascentes. Isso faz com que seja comum o fato de os resíduos de construções virem acompanhados de materiais perigosos, os quais deveriam receber um tratamento adequado, antes de sua destinação final.

14 13 É perceptível que o método de produção adotado pelas empresas afastase cada vez mais no que se refere ao desenvolvimento sustentável, pois é um objetivo que somente pode ser atingido por ações em múltiplas dimensões. Uma das alternativas para a minimização destes problemas é a implantação de programas de gestão de resíduos nas empresas construtoras, visto que estes sistemas têm a tendência de reduzir a geração de resíduos, e consequentemente, diminuir os impactos ambientais causados pela atividade. O sistema de gestão de resíduos objetiva a organização e adequação das atividades, visando a redução, reutilização e reciclagem dos materiais oriundos da construção de edificações, colaborando na redução do custo de execução da obra, sem que haja a perda da qualidade. Para isso devem ser implantados processos que envolvam a compatibilização de projetos, planejamento e organização, qualificação da mão-de-obra, levantamento de medidas corretas de acondicionamentos, acompanhamento técnico durante a execução do empreendimento e adequação dos sistemas de segregação e disposição dos resíduos, respeitando-se as leis e normas referentes a tal tema. Com estes programas, as empresas construtoras tendem a desenvolver uma nova cultura, podendo haver uma redução significativa nos custos das edificações, além da importância da redução dos impactos ao meio ambiente. Dentro deste contexto, este trabalho de conclusão de curso objetiva a adequação de um sistema de gestão de resíduos de construção civil e demolição. Essa adequação será realizada por meio de uma análise do programa empregado em determinado empreendimento e proposição de melhorias na metodologia aplicada no processo de edificação, visando a redução dos custos na construção e dos impactos ambientais decorrentes de suas atividades.

15 Justificativa Uma das grandes dificuldades ambientais nos dias de hoje refere-se ao destino dos resíduos sólidos gerados pelas indústrias, domicílios e principalmente, por demolições e construções de obras civis. Tais condições representam aos municípios sérios problemas de ordem ambiental e de risco à saúde pública, além de acarretarem um custo significativo para o recolhimento destes materiais dispostos ilegalmente. Dentro deste contexto, foi assinado em abril de 2009 o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) (ANEXO I) pelos agentes envolvidos no processo de construção civil, juntamente com a Prefeitura Municipal de Criciúma, com o objetivo de implantar o Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos e Demolição (PIGRCD) no município. Para cumprir as exigências estabelecidas no TAC, as empresas construtoras da região tiveram que se readequar, assumindo as responsabilidades de suas operações construtivas e tendo o compromisso de desenvolver e incorporar modelos de gestão ambiental em suas atividades. Assim, o presente trabalho busca analisar um empreendimento por meio das verificações do método de gestão de resíduos adotado pela empresa, propondo melhorias para o gerenciamento dos resíduos originados durante os procedimentos construtivos, sem que haja interferências em suas atividades processuais.

16 15 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Avaliar o sistema de gestão de resíduos sólidos aplicado na construção de um edifício multifamiliar, caracterizando os resíduos gerados durante a edificação e propondo melhorias no programa utilizado. 2.2 Objetivos Específicos Avaliar o processo construtivo de um edifício multifamiliar, identificando as principais etapas da edificação e materiais de construção utilizados; Caracterizar os resíduos oriundos do canteiro de obras da construção de um edifício multifamiliar; Identificar e descrever o sistema de gestão de resíduos de construção civil aplicados na obra, por meio da análise dos procedimentos de segregação, manejo e destinação final desenvolvidos; Levantar propostas de melhorias para o sistema de gestão de RCC seguido pela empresa construtora em análise.

17 16 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 Resíduos Sólidos A definição de resíduos sólidos, popularmente denominados como lixo, é apresentada por diferentes autores. Segundo Calderoni (2003), pode variar conforme a época e o lugar, em função de fatores jurídicos, econômicos, ambientais, sociais e tecnológicos. Na linguagem corrente, o termo resíduo é tido praticamente como sinônimo de lixo. Lixo é todo material inútil. Designa todo material descartado posto em lugar público. Lixo é tudo que se joga fora. É o objeto ou substância que se considera inútil ou cuja existência em dado meio é tida como nociva. Resíduo é palavra adotada muitas vezes para significar sobra no processo produtivo, geralmente industrial. É usada também como equivalente a refugo ou rejeito (CALDERONI, 2003, p. 49). Segundo a Norma Brasileira Regulamentada (NBR) de 2004, resíduos sólidos são aqueles resíduos que se encontram no estado sólido e semisólido, resultantes de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviço e de varrição (ABNT, 2004). Schimidt e Silva (2000, p. 15), definem resíduos como todo material ou substância restante de qualquer atividade humana, que não se prestem para o uso, consumo ou reincorporação no circuito produtivo em seu estado original. Outro documento que conceitua resíduo sólido é a Agenda 21 (BRASIL, 1992), cujo conteúdo foi elaborado através de um programa de ações, realizadas pelos principais líderes mundiais na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. A Agenda 21 informa que independente da região, clima e cultura, o resíduo apresentará características diversas e ressalta ainda a importância da classificação desses materiais, visto que, se apresentarem componentes de origem perigosa deverá ser tratado de forma particular, com cuidados específicos, evitando futuros danos à saúde da população e ao ambiente.

18 Classificação dos Resíduos Sólidos De acordo com a NBR (ABNT, 2004), o processo de classificação dos resíduos ocorre através da análise de suas características físicas e químicas, por meio da avaliação do nível de riscos ao meio ambiente e à saúde pública, além da forma de manuseio e de sua destinação adequada. Para efeito, essa Norma classifica os resíduos sólidos como sendo: Resíduo de classe I Perigoso: São aqueles que, em função de suas propriedades físicas, químicas e infectocontagiantes, tais como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxidade e patogênicidade, podem apresentar riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Resíduo de classe II - Não Perigoso, se subdivide em: Classe II A Não Inertes: São os resíduos que apresentam propriedades de biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água e não se enquadram na classificação dos Resíduos de Classe I e nos Resíduos de Classe II B. Classe II B Inertes: Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa, segundo a ABNT NBR , e submetidos a um contato dinâmico e estático com a água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, conforme ABNT NBR , não tiver nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor, conforme anexo G da representativa norma (ABNT, 2004, p. 03). Estes resíduos, independente da classificação, quando dispostos de forma inadequada estarão diretamente relacionados à degradação do meio ambiente, influenciando na saúde, segurança e bem-estar da população. Conforme Cherubini (2008, p.11), a disposição incorreta no solo destes materiais poderá acarretar na alteração das características químicas, físicas e biológicas deste compartimento ambiental, como também poderá afetar a qualidade dos recursos hídricos através da lixiviação de poluentes e trazer riscos à saúde pública, sobretudo por meio da proliferação de vetores, tais como roedores, moscas, vírus e bactérias. 3.2 Resíduos de Construção Civil (RCC): características e origens Dentre os diferentes tipos de resíduos e suas origens, um percentual significativo do volume destes materiais refere-se aos resíduos da construção civil (RCC). Neste grupo estão inclusos todos os materiais provenientes das diversas

19 18 fases da construção, incluindo as etapas construtivas, de reforma e demolição (ÂNGULO et al, 2001). O Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, através da Resolução nº. 307 (BRASIL, 2002, p.1), adota a seguinte definição em relação à origem dos RCC, [...] são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes de preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolo, bloco cerâmico, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeira e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas pavimento asfáltico, vidros, plástico, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulho de obras, caliça ou metralha. A indústria da construção é uma imensa fonte geradora de resíduos em todas as suas fases de construção, manutenção e demolição. O consumo dos recursos naturais ou industrializados para a utilização durante os processos executivos está muito elevado e vem crescendo cada vez mais ao longo dos tempos (ÂNGULO, 2001). Dentre os diversos materiais consumidos no segmento industrial da construção citam-se o uso de combustíveis derivados do petróleo, materiais extraídos de jazidas como areia e brita, aglomerantes como o cimento, materiais extraídos de minerais tais como cal, gesso e argamassa, produtos manufaturados, blocos, telhas, tubos de diversos materiais, cerâmicas de revestimento, fios, entre outros. Consequentemente, o aumento do consumo destes materiais acarreta no crescimento da quantidade de resíduos gerados por esse meio (REZENDE, 2007). É importante ressaltar ainda, que boa parte destes produtos vem acondicionada em embalagens, compostas por diversos materiais, tais como plásticas, polímeros (isopor, polipropileno, etc.), metálicas e de papel, produzindo mais resíduo durante o processo, e que em muitos casos são contaminadas impedindo o reaproveitamento desses materiais (PESSOA, 2006). Considerando a alta variabilidade dos resíduos gerados, conforme exposto anteriormente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente elaborou uma classificação para os RCC, apresentadas no art. 3º da Resolução 307 de julho de 2002, classificando-os da seguinte maneira,

20 Classe A são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento, etc.), argamassa e concreto; c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios, etc.) produzidos nos canteiros de obras. Classe B são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras e outros. Classe C são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso. Classe D são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros (BRASIL, 2002, p. 3). 19 A Resolução CONAMA nº. 348 de 16 de agosto de 2004 (BRASIL, 2004) complementa a classificação estipulada na Resolução CONAMA nº. 307/2002, incluindo os resíduos de amianto na Classe D, devido a sua periculosidade. Esta alta variabilidade dos resíduos gerados nas diferentes etapas da construção civil é apresentada por Carneiro (2005, apud KARPINSK et al, 2009), que realizou a caracterização dos RCC em obras desenvolvidas no município de Florianópolis, SC, conforme ilustra a figura 1. Figura 1 - Análise de Composição Gravimétrica em Florianópolis Fonte: Adaptado de Carneiro (2005, apud, KARPINSK et al, 2009, p. 24).

21 20 Tal pesquisa possibilitou a constatação que os materiais cimentícios (concreto e argamassa) apresentam uma taxa elevada no percentual de resíduo de construção originada na referida cidade, cerca de 37%, seguida de solo e areia com 15% e resíduos compostos por materiais cerâmicos, com 12%. Pinto (2004) ressalta que a maior parte da geração de resíduos de construção é oriunda das obras de reforma, ampliação e demolição dos empreendimentos para uma nova adequação, ou manutenção de sua construção, superando as construções de edifícios e residências novas, conforme demonstra a figura 2. Figura 2 - Caracterização dos Geradores Fonte: Pinto (2004, p.2) Observa-se que aproximadamente 60% da origem dos RCC são referentes a processos de mudanças em instalações já prontas, como reformas, ampliações e demolições, seguidas por empreendimentos novos, que juntos correspondem a 41% dos resíduos gerados por esta atividade Perda na Construção Civil e Geração de Resíduos As perdas e desperdícios têm origens nas mais diferentes etapas do ciclo de vida da construção, sendo inevitável a sua ocorrência e difícil a quantificação de seu volume. Souza (2006), em uma de suas pesquisas define a perda na

22 21 construção civil como toda a quantidade de material consumido, além do teoricamente necessário, que é aquela indicada no projeto e seus memoriais ou demais prescrições do executor. Considerando a perda de material na construção um processo inevitável, pode-se transformá-la para que seja aceitável, reduzindo conforme o desenvolvimento tecnológico e gerencial nas indústrias. Segundo Alves (2007), as perdas na construção civil podem ser classificadas como: perdas naturais: ocorrem quando o investimento para realizar a redução é maior que a economia gerada; perdas evitáveis: ocorrem quando são empregados valores em materiais inadequados e mão-de-obra desqualificada, ocasionando perda além do percentual considerado inevitável para o processo de execução, tornando nesse caso o gasto no investimento maior que o custo para a prevenção; perdas por superprodução: ocasionadas pela produção superior à necessária para execução do processo construtivo; perdas por espera: ocasionadas pela paralisação do serviço pela falta de recurso; perdas por transporte: decorrentes da movimentação e manuseio excessivo dos materiais por diversos fins; perdas por estoque de material: ocorrem muitas vezes por acondicionar o material inadequadamente sem seguir a instruções para estocagem ou perda pelo produto extinguir; perda pela falta de compatibilização e detalhamento do projeto arquitetônico, estrutural e complementares; outras perdas: ocasionadas por roubo, vandalismo, acidentes, entre outros. Para realizar uma análise do índice de perda e consumo dos materiais utilizados na obra deve-se estabelecer um histórico das fases da vida do empreendimento. Desse modo, pode-se identificar onde está ocorrendo o consumo excessivo de materiais nas diferentes fases de construção do mesmo. Agopyan et al. (2003, p. 227) estabelece as diferentes fases da vida do empreendimento, abrangendo concepção, execução e utilização, conforme ilustrado na tabela 1.

23 Tabela 1 - Diferentes fases de um empreendimento e a ocorrência de perda de materiais. FASES CONCEPÇÃO EXECUÇÃO UTILIZAÇÃO 22 Caracterização da Perda Diferença entre a quantidade de material previsto num projeto otimizado e a realmente necessária, de acordo como projeto idealizado Diferença entre a quantidade prevista no projeto idealizado e a quantidade efetiva consumida Diferença entre a quantidade de material prevista para manutenção e a quantidade efetiva consumida num certo período Parcela de perdas Material incorporado Fonte: Agopyan et al. (2003, p. 227) Material incorporado e entulho Material incorporado e entulho Para Agopyan et al. (2003), na análise das diferentes fases de vida do empreendimento pode-se relatar que o desperdício ocasionado na concepção deste ocorre quando o projetista não realiza os procedimentos adequados de cálculo e de informações necessárias de materiais utilizados, levando a uma condição inadequada para a realização dos serviços. Observa ainda, que no caso da execução e utilização, compreende-se que a perda pode ocorrer por diversas formas, desde a recepção do material, podendo haver uma entrega com quantidade menor no qual foi solicitada; estocagem em local ou de forma inadequada do material; transporte por equipamentos de maneiras inadequadas; manuseio de materiais produzidos in loco realizando um maior consumo de material e produção excessiva de materiais com pouco tempo de vida útil para aplicação, podendo gerar uma grande quantidade de material endurecido e não utilizado. Soibelman (1993) e Souza et al. (1998) apud Pinto (1999), apresentam a significativa variabilidade do percentual de perda em alguns materiais comuns à atividade construtiva (tabela 2). Tabela 2 - Perdas de materiais em construções convencionais Materiais Pinto 1 Soibelman 2 FINEP/TQC 3 Concreto usinado 1,5% 13% 9% Aço 26% 19% 11% Blocos e tijolos 13% 52% 13% Cimento 33% 83% 56% Cal 102% % Areia 39% 44% 44% Fonte: Pinto (1999, p. 17)

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