DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE."

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA URBANA - PPGEU FABIANA PADILHA CARNEIRO DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE. João Pessoa - PB Março 2005

2 FABIANA PADILHA CARNEIRO DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE. Área de Concentração: Gerenciamento e Planejamento do Uso de Água e Resíduos Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Engenharia Urbana -PPGEU da Universidade Federal da Paraíba, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA URBANA. Orientador: Prof. Dr. Aluísio Braz de Melo Co-Orientador: Prof. Dr. Béda Barkokébas Jr. João Pessoa Paraíba Março de 2005

3 FABIANA PADILHA CARNEIRO DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE. Apresentada ao programa de Pós-Graduação em Engenharia urbana do Centro de Tecnologia da Universidade Federal da Paraíba, em 18 de março de BANCA EXAMINADORA: Prof. Dr. Aluísio Braz de Melo Orientador PPGEU/UFPB Prof. Dr. Béda Barkokébas Jr. Co-Orientador POLI/UPE Profa. Dra. Claudia Coutinho Nóbrega Examinadora Interna PPGEU/UFPB Prof. Dr. Emerson de Andrade Marques Ferreira Examinador Externo UFBA

4 AGRADECIMENTOS Para a conclusão deste trabalho foram indispensáveis a colaboração e o incentivo de diversas pessoas e entidades, seja de forma direta ou indireta. Dessa forma, muitos são os agradecimentos que precisam ser feitos, dentre os quais estão: Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, pelo suporte financeiro. Ao meu orientador Prof. Dr. Aluísio Braz de Melo, pela paciência e competência com a qual conduziu minha orientação, sempre com muita presteza e sabedoria. Ao co-orientador e amigo, Prof. Dr. Béda Barkokébas Junior, inicialmente por me introduzir ao mundo acadêmico, ainda na iniciação científica, por ter sempre acreditado no meu potencial e por todos os ensinamentos dados. Agradeço também por ter aceitado me acompanhar, como co-orientador, no meu mestrado, atividade que desenvolveu sempre com muita competência. Ao Prof. Dr. Alexandre Duarte Gusmão, por todos os ensinamentos e conselhos dados e pelo reconhecimento do meu trabalho desde o início. Aos professores do Mestrado em Engenharia Urbana por todos os ensinamentos e amizade ao longo do curso. Em especial ao Prof. Eduardo Viana, pela ajuda no tratamento das informações geográficas. À Escola Politécnica de Pernambuco da Universidade de Pernambuco (POLI/UPE), responsável não somente por minha formação superior, mas também pela construção de minha base acadêmica. Agradeço também por todo apoio dado para a realização de toda pesquisa de campo necessária à conclusão deste estudo. Ao Núcleo de Pesquisas em Segurança e Higiene do Trabalho - NSHT da POLI, não somente pela disponibilidade para uso de toda sua estrutura, mas também pelo calor humano com que cada um de seus integrantes, atuais ou antigos, sempre me acolheram, em especial aqueles iv

5 com quem tive maior convivência: Juliana, Giuliana, Wilker, Felipe, Eliane, Paula, Pedro, Claudinha e Renata. Ao SEBRAE/PE e ao SINDUSCON/PE, pelo apoio financeiro e técnico concedido através do PROJETO ENTULHO LIMPO/PE. À empresa Via Limpa, na pessoa de Luís Valença, por nos receber sempre com muita boa vontade e por apresentar-se sempre disposto a colaborar com o desenvolvimento deste estudo. Ao Laboratório de Ensaios de Materiais e Estruturas LABEME da Universidade Federal da Paraíba, pela disponibilidade na realização dos ensaios. Ao Laboratório de Tecnologias Habitacionais - LTH do Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco ITEP, na pessoa do professor Carlos Wellington, pela disponibilidade do espaço e dos equipamentos para realização de ensaios e atividades de laboratório e pelas diversas discussões a cerca dos resultados encontrados. À amiga de todas as horas Paula Christyan de Medeiros Souza, principalmente por sua amizade, presença e disposição para realização das atividades deste trabalho, pois sem ela a conclusão do mesmo seria muito mais difícil. Aos amigos do mestrado pela amizade, companheirismo, ajuda, conversas, trabalhos em grupo e momentos em que a saudade de casa quase nos faziam fraquejar. Em especial à Viviani Guerra, que além de companheira de estudos se tornou uma verdadeira amiga. Aos meus pais, Ednalda Padilha Carneiro e Geraldo Souto Carneiro, pelos incansáveis esforços empregados na minha educação, pelo exemplo de integridade que sempre me foi dado e pelos inestimáveis conselhos que me conduziram sempre a decisões coerentes e corretas. Aos meus irmãos, Júnior e André, pelo incentivo, amizade e também por representarem para mim um exemplo a ser seguido. Aos meus familiares que estiveram sempre presentes me incentivando, em especial aos meus tios Anna Maria e Antônio Vilanova, por acreditarem sempre em mim. Aos meus avós, v

6 Américo, Amália e Nevinha e a minha tia Júlia, pelos poucos, mas saudosos, momentos que passamos juntos. Ao meu namorado George, por todo apoio, amizade, compreensão, incentivo e amor durante o mestrado. A todos os meus amigos, que somente com sua amizade contribuíram de forma imensurável para a realização deste sonho. vi

7 DIAGNÓSTICO E AÇÕES DA ATUAL SITUAÇÃO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DO RECIFE. Fabiana Padilha Carneiro RESUMO Na maioria dos centros urbanos brasileiros, os resíduos de atividades construtivas já representam um grave problema, o que vem se agravando cada vez mais com o crescente adensamento das cidades e a falta de espaço para a destinação final desses resíduos. O presente estudo visou fazer uma análise preliminar da situação ambiental dos Resíduos de Construção e Demolição - RCD na Cidade do Recife. A metodologia do trabalho consistiu na revisão da literatura e legislação, caracterização dos resíduos, mapeamento dos pontos de deposição legais e ilegais, identificação de impactos ambientais gerados pelos RCD, estimativa da geração de RCD na região, identificação de ações de adequação à Resolução CONAMA Nº 307 por parte dos agentes envolvidos e a realização de um estudo visando comprovar a viabilidade técnica de uma alternativa de utilização do RCD reciclado (fabricação de blocos de concreto de vedação com agregados reciclados). Após a caracterização dos RCD, verificou-se que apesar do alto potencial de reciclagem apresentado, cerca de 91% de sua composição é potencialmente reciclável, na maioria dos casos seu destino são áreas públicas contribuindo para o agravamento de diversos problemas do meio urbano, tendo sido mapeados nesse estudo 174 pontos de deposição, dos quais somente um estava apto a receber este tipo de resíduo. Porém, mesmo apresentando uma situação bastante preocupante, foram identificadas na região algumas ações de adequação à Resolução CONAMA Nº 307, com destaque para a elaboração do Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, na forma da Lei Nº , e a implantação da prática da coleta seletiva por parte de algumas construtoras. A estimativa de RCD depositado clandestinamente na região levou a um valor de toneladas no ano de 2004, o que isoladamente já representa um volume suficiente para a implantação de unidades de beneficiamento desses resíduos. Os resultados obtidos para os blocos de concreto de vedação comprovaram a potencialidade do uso dos agregados reciclados na produção de artefatos de concreto sem função estrutural, uma vez que nos testes de resistência à compressão tanto os blocos produzidos com 30% de substituição do agregado natural pelo agregado reciclado de RCD, quanto aqueles com 60% de substituição, apresentaram f c superior ao estabelecido por norma (2,5 Mpa), o mesmo acontecendo para os resultados de absorção de água por imersão, cujo valor limite máximo é de 10%. Dessa forma, o presente trabalho espera contribuir para a definição de um modelo de gestão dos RCD adequado às características regionais da Cidade do Recife, assim como para o aumento da credibilidade processos de reciclagem e redução dos impactos ambientais gerados pela disposição inadequada de tais resíduos. Palavras-chave: resíduos de construção e demolição, Resolução CONAMA Nº 307, reciclagem. vii

8 DIAGNOSIS AND ACTION OF THE CURRENT SITUATION OF THE CONSTRUCTION RESIDUES AND DEMOLITION IN THE CITY Of RECIFE. ABSTRACT The residues of constructive activities represent a serious problem in the majority of the Brazilian urban centers. This problem comes increasing because the growth of the cities and the scarcity of places for the final deposition of these residues.this study had as objective to make a preliminary analysis of the eviroment situation of the Construction and Demolition Residues - RCD in the City of Recife. The methodology used in this study consisted in the revision of literature and legislation, characterization of the residues, mapping of the legal and illegal points of deposition, identification of enviromental impacts caused by the RCD, estimate of the generation of RCD in the region, identification of action for adaption to Resolution CONAMA Nº 307 for the involved agents and studies with focus in the evidence of the viability technique for use of the recycled residues (manufacture of blocks of concrete with recycled aggregate). After the characterization of the RCD, was verified that despite the high potential of presented recycling, about 91%, in the majority of the cases its destination are public areas contributing for the aggravation the problems for city. In Mapping carried through in the city they had been found 174 points of deposition of residues, but only one is apt to receive this type of residue. Although to verify a very preoccupying situation, some actions of adequacy had been identified in the region to Resolution CONAMA Nº 307, the best exemple is the Program of Management of Residues of the Civil Construction, in the form of the Law Nº 17,072, and the implantation of the selective collection practises in some construction companies.the estimate of RCD deposited in illegal places in the region was of tons in 2004, that it represents a significant volume to justify the implantation of recycling centers. The results gotten for the concrete blocks had proven the potentiality of the use of recycled aggregates in the production of devices of concrete without structural function, therefore in the compressive tests strength in the blocks produced with 30% and 60% of substitution of the natural aggregate for the recycled aggregate of RCD had gotten the resistence factor bigger that the established for norm (2,5 Mpa), the same happening for the results of water absorption for immersion test, whose boundary-value is of 10%. This work hopes to contribute for the definition a model of management of the RCD to adapt to the regional characteristics of the City of Recife, and increase of the credibility processes of recycling and reduction of the enviroment impacts produced by the inadequate disposal. Key-Words: residues of construction and demolition, Resolution CONAMA Nº 307, recycling. viii

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Estrutura de gestão dos resíduos, conforme a Resolução CONAMA Nº 307 (OH, et al., 2003) Figura 2 Fluxograma do planejamento das atividades da pesquisa Figura 3 Diferenciação dos Pontos de Deposição de RCD de acordo com a Natureza Figura 4 Tabela de Atributos com Detalhes dos Pontos de Deposição Considerados Críticos Figura 5 Amostras de RCD Figura 6 Separação Visual e Posterior Pesagem dos Materiais que Compões a Amostra Figura 7 Agregados Miúdo e Graúdo Utilizados Figura 8 Triturador de Mandíbulas Utilizado no Beneficiamento do RCD Figura 9 Separação Manual dos Materiais que Compõe o RCD Beneficiado Figura 10 Composição da Amostra de RCD a ser Beneficiada Figura 11 Procedimentos experimentais para determinação do teor ideal de água Figura 12 Balança utilizada na pesagem dos materiais Figura 13 Betoneira Utilizada para Mistura dos Materiais Figura 14 Vibro-prensa utilizada na fabricação dos blocos de concreto de vedação Figura 15 Processo de cura dos blocos (câmara úmida e submerso) Figura 16 Capeamento e ruptura dos blocos Figura 17 Composição de Custos das Empresas Coletoras Figura 19 Aterro Controlado da Muribeca, Vista Geral e Local de Deposição dos RCD Figura 20 Lixão de Aguazinha (Olinda-PE) Figura 21 Mapa Hídrico e Localização dos Pontos de Deposição na Cidade do Recife Figura 22 Aterramento por RCD de uma Lagoa em Cajueiro Seco Figura 23 Aterramento de Mangue na Zona Sul do Recife, no Bairro de Boa Viagem Figura 24 Degradação do Açude de Apipucos pelos RCD Figura 25 Deposições Clandestinas nas Margens do Rio Capibaribe Figura 26 Localização dos Pontos de Deposição de RCD na Cidade do Recife Figura 27 Participação dos Diversos Materiais na Composição das Amostras de RCD Fase de Fundação Figura 28 Participação dos Diversos Materiais na Composição das Amostras de RCD Fase de Estrutura Figura 29 Participação dos Diversos Materiais na Composição das Amostras de RCD Fase de Alvenaria Figura 30 Participação dos Diversos Materiais na Composição das Amostras de RCD Fase de Acabamento Figura 31 Participação dos Diversos Materiais na Composição das Amostras de RCD da Cidade do Recife Figura 32 Curvas Granulométricas de Acordo com a Fase de Produção em que as Amostras Foram Coletadas Figura 33 Curva Granulométrica Geral do RCD Gerado na Cidade do Recife Figura 34 Coleta Seletiva Realizada sem Nenhum Planejamento Figura 35 Baias Utilizadas para Armazenamento dos RCD Figura 36 Amostra de RCD Bruto, Beneficiamento e Amostra Final de Agregado Reciclado Figura 37 Valores de Absorção de Água para Blocos de Concreto Produzidos com Agregado Reciclado de RCD Figura 38 Resistência à Compressão Simples para Blocos de Concreto de Vedação, Moldados com Tempo de Vibração de 1 Minuto Figura 39 - Resistência à Compressão Simples para Blocos de Concreto de Vedação, Moldados com Tempo de Vibração de 30 Segundos Figura 40 Resistência à Compressão Simples para Blocos de Concreto de Vedação, aos 7 Dias Figura 41 Resistência à Compressão Simples para Blocos de Concreto de Vedação, aos 28 Dias ix

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Perdas de materiais em processos construtivos convencionais, conforme pesquisa nacional em 12 estados e pesquisas anteriores Tabela 2 Participação dos RCD nos RSU em diversas localidades (em %) Tabela 3 Composição, em porcentagens, do RCD de diversas cidades brasileiras Tabela 4 RCD Participação (%) dos resíduos de atividades de construção e demolição nos RCD Tabela 5 Requisitos gerais para agregado reciclado destinado a pavimentação Tabela 6 Requisitos específicos para agregado reciclado destinado a pavimentação Tabela 7 Requisitos para agregado reciclado destinado ao preparo de concreto sem função estrutural Tabela 8 Ensaios de caracterização dos materiais realizados Tabela 9 Determinação da melhor proporção entre areia e cascalho, através do ensaio de massa unitária no estado compactado seco Tabela 10 Definições das dosagens adotadas no estudo Tabela 11 Determinação do teor de água ideal na mistura para os blocos com agregados reciclados de RCD (Tempo de vibração de 1 minuto) Tabela 12 - Determinação do teor de água ideal na mistura para os blocos com agregados reciclados de RCD (Tempo de vibração de 30 segundos) Tabela 13 Índices de Perdas Não Incorporadas ao Produto por Fase de Produção (2 Canteiros de Obras) Tabela 14 Índices Médios Geração de RCD Tabela 15 Características das hipóteses adotadas Tabela 16 Estimativa de Geração de RCD Segunda a Hipótese Tabela 17 Estimativa da Geração de RCD Segundo a Hipótese Tabela 18 Produção Diária de RCD Tabela 19 Composição do RCD em % Tabela 20 Composição Granulométrica das Amostras de RCD Fase de Fundação Tabela 21 Composição Granulométrica das Amostras de RCD Fase de Estrutura Tabela 22 Composição Granulométrica das Amostras de RCD Fase de Alvenaria Tabela 23 Composição Granulométrica das Amostras de RCD Fase de Acabamento Tabela 24 Massas Unitárias no Estado Solto por Fase de Produção Tabela 25 Resultado do Ensaio de Massa Unitária no Estado Solto para o RCD da RMR Tabela 26 Características físicas do cimento Tabela 27 Composição química do cimento Tabela 28 Composição Granulométrica do Agregado Miúdo Natural (Areia) Tabela 29 Composição Granulométrica do Agregado Graúdo Natural (Cascalho) Tabela 30 Massa Específica e Massa Unitária dos Agregados Naturais Tabela 31 Teor de Materiais Pulverulentos e Teor de Argila em Torrões de Areia Tabela 32 Composição Granulométrica do Agregado Reciclado de RCD Tabela 33 Massa Específica e Massa Unitária do Agregado Reciclado de RCD x

11 SUMÁRIO Resumo...vii Abstract...viii Lista de Figuras... ix Lista de Tabelas... x Capítulo I - Introdução I.1. Justificativa I.2. Objetivos Capítulo II - Fundamentação Teórica II.1. Perdas e Desperdício de Materiais na Construção Civil II.2. Resíduos de Construção e Demolição II.3. Composição dos RCD Brasil e Mundo II.4. Legislação Vigente II.4.1. Nacional II.4.2. Estadual II.4.3. Municipal II.4.4. Normas Técnicas II.5. Gestão dos RCD no Brasil II.5.1. Experiência Nacional no Gerenciamento dos RCD II São Paulo II Belo Horizonte II Salvador II Recife II.6. Impactos Ambientais Gerados pelos RCD II.7. Reciclagem de RCD II.7.1. Vantagens Potenciais da Reciclagem de RCD II.7.2. Barreiras Encontradas para a Reciclagem de RCD II.7.3. Possibilidades de Aproveitamento do RCD II Aterramento II Base e Sub-base de Pavimentação II Na Produção de Componentes de Concreto II.7.4. A Reciclagem de RCD no Mundo II.7.5. A Reciclagem de RCD no Brasil Capítulo III - Metodologia III.1. Estimativa da Geração de RCD III.1.1. Estimativa da Geração de RCD a partir de Entrevista Realizada com as Empresas Coletoras III.1.2. Estimativa de Geração de RCD a Partir da Área Total Licenciada para Construção X Índice de Perdas de Materiais III.1.3. Estimativa de Geração de RCD a Partir dos Dados de Recebimento de RCD do Aterro da Muribeca III.2. Mapeamento dos Pontos de Deposição de RCD III.3. Caracterização do RCD III.4. Identificação das Ações de Adequação à Resolução CONAMA Nº III.4.1. Setor Público Administração pública municipal (EMLURB) III.4.2. Setor Privado Empresas Construtoras e Coletoras de RCD III.4.3. Entidades e Instituições: Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Pernambuco SINDUSCON/PE e Universidades (UPE e UFPE) III Reciclagem de RCD para uso como agregados na fabricação de blocos de concreto para alvenaria sem função estrutural Estudo experimental Materiais Utilizados Cimento Portland Agregados Naturais Agregado Reciclado de RCD Estudo de Dosagem para Produzir Blocos de Concreto Capítulo IV Resultados e Discussões IV.1. Situação Atual dos RCD na Cidade do Recife IV.1.1. Estimativa do Volume de RCD Gerado na Cidade do Recife IV Empresas Coletoras IV Área Total Licenciada para Construção x Índice de Perdas de Materiais xi

12 IV Aterro da Muribeca IV.1.2. Mapeamento dos Pontos de Deposição de RCD IV.1.3. Caracterização do RCD IV.1.4. Ações de Adequação à Resolução CONAMA Nº IV Setor Público Administração pública municipal (EMLURB) IV Setor Privado Empresas Construtoras e Coletoras de RCD IV Uso de Agregados Reciclados de RCD na Fabricação de Blocos de Concreto para Alvenaria sem Função Estrutural (Estudo Experimental) Caracterização dos Materiais Caracterização quanto à Absorção de Água dos Blocos de Concreto de Vedação Caracterização quanto à Resistência à Compressão Simples (f c ) dos Blocos de Concreto de Vedação Capítulo V - Conclusões Sugestões para Trabalhos Futuros Referências Bibliográficas Apêndices Anexos xii

13 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO CAPÍTULO I - INTRODUÇÃO O fenômeno de urbanização das cidades e o conseqüente adensamento das mesmas levaram a uma mudança no sentido da palavra progresso, quando se passou a perceber que o mesmo só acontece em sua plenitude quando também são consideradas as questões ambientais. Em 1987, o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável no Relatório de Brundtland, como um modelo de desenvolvimento que visa não apenas o momento atual, mas também garante condições às próximas gerações de se desenvolverem, fez com que grande parte de sociedade se tornasse cada vez mais exigente em relação ao meio ambiente. Todas as atividades atualmente desenvolvidas pela sociedade, em especial no meio urbano, são potencialmente geradoras de impactos ambientais negativos, que vão desde o consumo descontrolado de recursos naturais até situações alarmantes de poluição, chegando a causar acidentes de proporções catastróficas. Nesse contexto, tem-se a problemática dos resíduos sólidos, que vêm tomando proporções alarmantes nos últimos anos, principalmente no que se refere aqueles gerados nos grandes centros urbanos, onde os mesmos além de serem produzidos em grandes quantidades, muitas vezes, são depositados em locais inadequados em virtude da escassez de grandes espaços, dentro da área urbana, destinados a disposição final desses resíduos (BARKOKÉBAS Jr. et al., 2002). A preocupação com os Resíduos Sólidos Urbanos RSU no Brasil, começou a ser percebida somente nas últimas décadas, quando os problemas causados pelo mal gerenciamento dos resíduos passou a influenciar negativamente na qualidade de vida da população. Assim como a maior parte das atividades industriais, a indústria da construção civil também é responsável por diversos impactos ambientais negativos. Por estar predominantemente inserida dentro dos limites urbanos, seus resíduos são considerados parte dos RSU. Porém, 13

14 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO segundo PINTO (1999), para os resíduos de construção e demolição há agravantes: o profundo desconhecimento dos volumes gerados, dos impactos que eles causam, dos custos sociais envolvidos e, inclusive, das possibilidades de seu reaproveitamento fazem com que os gestores dos resíduos se apercebam da gravidade da situação unicamente nos momentos em que, acuados, vêem a ineficácia de suas ações corretivas. Um importante avanço na gestão dos resíduos provenientes de atividades construtivas, são as diretrizes e procedimentos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA, em sua Resolução Nº 307, de julho de 2002, cujos princípios são baseados em um modelo de gestão diferenciada, ou seja, uma gestão sustentável, contrária ao modelo até então adotado pela maior parte das cidades brasileiras (gestão corretiva). I.1. Justificativa A indústria da construção civil é uma das grandes fontes de geração de resíduos sólidos no meio urbano, uma vez que seus resíduos são muito volumosos e em algumas cidades brasileiras representam mais da metade do total da produção de RSU. Por esse motivo a construção civil muitas vezes é vista pela sociedade apenas por seus impactos negativos, não levando em consideração os inúmeros benefícios por ela proporcionados. Nesse contexto é indispensável que sejam adotados modelos de gestão apropriados e que sejam desenvolvidas técnicas e procedimentos que permitam o progresso desse setor indispensável ao desenvolvimento urbano, e que eliminem ou minimizem ao máximo seus impactos. No que se refere aos procedimentos e técnicas a serem adotadas pode-se destacar a racionalização dos processos de produção, que já se encontra em estágio mais avançado, a prática da coleta seletiva e a reciclagem dos RCD, uma vez que de acordo com a Resolução 14

15 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO CONAMA Nº 307, deve-se priorizar a não geração dos resíduos, sua reutilização, reciclagem e, somente nos casos em que nenhum dos procedimentos anteriores possam ser adotados, a destinação final em aterros para inertes. Porém, para a adoção de qualquer modelo de gestão é indispensável que se conheça as particularidades do tema a ser tratado, uma vez que a simples importação de modelos aplicados com sucesso em outras cidades podem não obter êxito em outras localidades, tendo em vista as características regionais e os processos construtivos adotados. Para os Resíduos de Construção e Demolição RCD, há a necessidade desde uma análise da situação ambiental dos RCD na área a ser implantado o modelo quanto o conhecimento das características de geração dos resíduos gerados na região. A escolha da Cidade do Recife como área de estudo foi realizada com base em diversos fatores, dentre os quais pode-se citar o fato da mesma ser o centro de uma metrópole, apresentando assim um elevado índice de novas construções e um acelerado processo de verticalização e por apresentar um contínuo crescimento de sua população e atividades, aumentando assim a necessidade por novas habitações. Na Cidade do Recife, a situação é bastante preocupante, visto que, até o ano de 2004, só existia na região uma área para deposição de todos os tipos de resíduos gerados na cidade (Aterro da Muribeca), além da presença de inúmeras deposições irregulares e da falta de fiscalização no que se refere ao cumprimento das leis vigentes. Vale ainda salientar que um estudo preliminar nessa área foi desenvolvido pela mestranda durante sua iniciação científica, através de um grupo de pesquisas em meio ambiente existente na Escola Politécnica de Pernambuco UPE, do qual faz parte. Um outro fato importante a ressaltar é o apoio que o presente estudo recebe do SEBRAE, através de um projeto já em andamento cuja temática é a questão dos RCD. 15

16 CAPÍTULO I INTRODUÇÃO I.2. Objetivos O presente trabalho tem por objetivo principal a realização de uma análise da atual situação ambiental da cidade do Recife, no que diz respeito aos resíduos provenientes de atividades de construção, reforma e demolição, visando fornecer subsídios que venham a contribuir para o desenvolvimento de soluções adequadas para a gestão desses resíduos por parte dos diversos agentes envolvidos no processo. Para a viabilização do objetivo principal desse estudo, o mesmo foi desmembrado nos seguintes objetivos específicos: Mapear os locais de deposição dos RCD no Recife (Regularizados e ilegais) e levantar os impactos causados no entorno dessas deposições; Realizar uma entrevista estruturada junto às empresas coletoras dos RCD atuantes na região; Quantificar o volume de RCD depositado regularmente e realizar uma estimativa do volume de RCD depositado clandestinamente pelas empresas coletoras licenciadas pelo poder público na região; Caracterizar os RCD provenientes da área de estudo e beneficiar uma amostra desse resíduo sob a forma de agregado para concreto; Identificar as Ações de Adequação à Resolução CONAMA Nº 307; Analisar o desempenho dos blocos de concreto, utilizando diferentes proporções de agregado reciclado, quanto à resistência à compressão e absorção de água; Fornecer subsídios à tomada de decisões adequadas para um eficaz modelo de gestão dos RCD na Cidade do Recife. 16

17 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA CAPÍTULO II - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA II.1. Perdas e Desperdício de Materiais na Construção Civil Atualmente a indústria da construção civil vem sofrendo forte pressão para adequação de seus processos construtivos de forma a garantir um uso mais racional de seus materiais nos canteiros de obras. Tal pressão se deve principalmente ao fato do setor vir sendo apontado muitas vezes como um grande vilão no que se refere às questões de consumo de recursos naturais e de desperdício e perdas dos materiais por ela utilizados. Apesar dos altos índices de desperdício não serem uma exclusividade da indústria da construção, estes são destaque porque o consumo desnecessário de material resulta numa alta produção de resíduos, causa transtornos dos mais diversos nas cidades, reduz a disponibilidade futura de materiais e energia e provoca uma demanda desnecessária no sistema de transporte, além da alta participação dos materiais na composição do Custo Unitário Básico CUB. Reduzir os índices de perdas de materiais é extremamente desejável levando-se em consideração os aspectos econômicos e ambientais. Sob o ponto de vista econômico tal redução pode ser determinante para a sobrevivência das empresas diante de um mercado cada vez mais competitivo. Sob o ponto de vista ambiental, a redução das perdas de materiais traz como benefício a redução do consumo de recursos naturais, além da redução do entulho, cujas áreas para sua deposição estão se exaurindo, principalmente nos grandes centros urbanos (PALIARI et al. 2002). O conceito de perdas está diretamente relacionado com o consumo excessivo de um recurso quando comparado com um consumo padrão (de referência). No caso específico dos materiais de construção, é possível diferenciar as perdas ocorridas em dois tipos: a primeira é a perda 17

18 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA incorporada, ou seja, o material que fica incorporado em excesso na edificação (como, por exemplo, na forma de sobreespessuras de revestimento); a segunda é aquela que sai do canteiro sob a forma de entulho. Segundo PINTO (1999, p. 16) a questão das perdas em processos construtivos vem sendo tratada de forma suficiente no Brasil, em processos de pesquisa cada vez mais abrangentes, sendo aceitável a afirmação de que para a construção empresarial a intensidade de perda se situe entre 20 e 30% da massa total de materiais, dependendo do patamar tecnológico do executor. De acordo com uma pesquisa intitulada Alternativas para a Redução do Desperdício de Materiais nos Canteiros de Obra, desenvolvida durante três anos pelo ITQC Instituto Brasileiro de Tecnologia e Qualidade na Construção Civil, em 12 estados brasileiros, existe uma variabilidade muito grande quando se trata dos índices de desperdício entre as construtoras, podendo, por exemplo, no caso do concreto, existir índices de desperdício que variam de 2 a 28%. Tal fato se deve principalmente à variabilidade no nível de tecnologia empregada nos canteiros de obras de cidades brasileiras, que vão desde processos quase artesanais até tecnologias construtivas que se assemelham a linhas de montagem. Existe ainda, no Brasil, uma forte carência no que diz respeito a disponibilidade de dados de desperdício referentes a outras tipologias de construção, uma vez que a grande maioria das pesquisas desenvolvidas nessa área são voltadas para as construções de edifícios. Na Tabela 1 são apresentados índices de perdas de materiais obtidos por algumas pesquisas já realizadas, para construção empresarial, para alguns materiais comuns às atividades construtivas, onde é possível observar a significativa variabilidade dos valores encontrados para alguns materiais. É possível ainda concluir com base nos índices apresentados na Tabela 1, que a composição dos resíduos gerados varia consideravelmente nas diversas localidades, o que pode ser 18

19 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA explicado em parte pela utilização de diferentes técnicas construtivas, uma vez que nesse setor coexistem processos produtivos dos mais tradicionais aos mais modernos. Apesar da variabilidade apresentada na composição dos resíduos, verifica-se que para todas as localidades, a maior parte dos resíduos gerados é formada por parcelas potencialmente recicláveis. Tabela 1 Perdas de materiais em processos construtivos convencionais, conforme pesquisa nacional em 12 estados e pesquisas anteriores Materiais Pinto (1) Soibelman (2) FINEP/ITQC (3) Concreto usinado 1,5% 13% 9% Aço 26% 19% 11% Blocos e tijolos 13% 52% 13% Cimento 33% 83% 56% Cal 102% - 36% Areia 39% 44% 44% FONTE: PINTO (1999). 1 Valores de um obra (PINTO, 1989) 2 Média de 5 obras (SOIBELMAN, 1993) 3 Mediana de diversos canteiros (SOUZA et al., 1998) Em virtude de tal variabilidade, é necessário que os construtores foquem suas atenções na determinação de seus índices próprios, podendo dessa forma canalizar suas ações de melhorias para as atividades onde foram detectados os maiores índices. Apesar da importância dessas ações locais, acredita-se que também é possível, através de um pensamento em nível estratégico, o desenvolvimento de soluções partilhadas por todo setor, minimizando assim o problema e suas implicações sociais. Uma vez percebida a importância da melhoria na qualidade do produto gerado e com a busca cada vez mais intensa, por parte das construtoras, por programas de certificação de qualidade, tal realidade vem dando sinais de mudanças, uma vez que com a padronização dos procedimentos utilizados, tem-se conseguido uma redução significativa do desperdício incorporado e da quantidade de resíduos gerada, reduzindo assim o custo final da obra. 19

20 CAPÍTULO II FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA II.2. Resíduos de Construção e Demolição Somente nas últimas décadas a questão da geração de Resíduos Sólidos Urbanos RSU vêm sendo vista como parte importante do saneamento dos ambientes urbanos, uma vez que tem influência direta na qualidade de vida da população. Entre os resíduos gerados no ambiente urbano, estão os chamados Resíduos de Construção e Demolição RCD, que de acordo com a Resolução nº 307 do CONAMA são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc. De acordo com sua origem, os RCD podem ser classificados em: Material de escavação, podendo ser ainda classificados em contaminados e nãocontaminados; Restos de materiais oriundos de construção de estradas; Restos de materiais provenientes de obras de construção de edifícios, os quais incluem todos os materiais relativos às atividades de construção, renovação ou demolição de edifícios (KARTAM et al., 2004). Quanto ao seu potencial de reciclagem, os RCD são classificados, segundo a Resolução nº 307 do CONAMA, em quatro classes distintas: (Classe A) são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis, tais como: a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem; b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, etc.), argamassa e concreto; 20

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA Resolução nº 307, de 5 de Julho de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações

Leia mais

RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96

RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 RESOLUÇÃO N o 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 Publicada no DOU nº 136, de 17/07/2002, págs. 95-96 Correlações: Alterada pela Resolução nº 448/12 (altera os artigos 2º, 4º, 5º, 6º, 8º, 9º, 10 e 11 e revoga os

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002)

RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) RESOLUÇÃO Nº 307, DE 5 DE JULHO DE 2002 (DOU de 17/07/2002) Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Correlações: Alterada pela Resolução nº 469/15

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE RESOLUÇÃO N. 307, DE 05 DE JULHO DE 2002 Alterações: Resolução CONAMA n. 348, de 16.08.04 Resolução CONAMA n. 431, de 24.05.11 Resolução CONAMA n. 448, de 18.01.12 Resolução

Leia mais

Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM)

Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM) Resíduos da Construção Civil INEA DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL (DILAM) Legislação e Normas Resolução CONAMA n 307 de 04 de Maio de 2002 Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão

Leia mais

PEC I - Primeiro Painel Temático de Pesquisa da Engenharia Civil da UNIJUÍ 14 de Outubro de 2014

PEC I - Primeiro Painel Temático de Pesquisa da Engenharia Civil da UNIJUÍ 14 de Outubro de 2014 PEC I - Primeiro Painel Temático de Pesquisa da Engenharia Civil da UNIJUÍ 14 de Outubro de 2014 NOME: AVALIAÇÃO DO USO DE AGREGADO MIÚDO OBTIDO ATRAVÉS DA RECICLAGEM DE ENTULHOS EM CONCRETO DE CIMENTO

Leia mais

ULC/0417 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. 1.0 18/08/09 Ajuste de layout para adequação no sistema eletrônico.

ULC/0417 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. 1.0 18/08/09 Ajuste de layout para adequação no sistema eletrônico. CONTROLE DE REVISÃO Código do Documento: Nome do Documento: ULC/0417 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Responsável pela Elaboração: Gerente de Segurança e Meio NE/SE Responsável

Leia mais

ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina

ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS GERADOS POR RESÍDUOS DE

Leia mais

RESÍDUOS SÓLIDOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: Diagnóstico do Cenário atual de Três Lagoas MS.

RESÍDUOS SÓLIDOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: Diagnóstico do Cenário atual de Três Lagoas MS. RESÍDUOS SÓLIDOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: Diagnóstico do Cenário atual de Três Lagoas MS. Ana Cláudia Santos da Silva Graduanda em Engenharia Ambiental e Sanitária Faculdades Integradas de Três Lagoas - AEMS

Leia mais

Caracterização dos resíduos de construção e demolição na unidade de recebimento de resíduos sólidos no município de Campo Mourão PR

Caracterização dos resíduos de construção e demolição na unidade de recebimento de resíduos sólidos no município de Campo Mourão PR Maria Cristina Rodrigues Halmeman 1 ; Paula Cristina de Souza 2 ; André Nascimento Casarin 3 1 Professora Mestre, Universidade Tecnológica Federal Campo Mourão, Departamento de Engenharia de Produção Civil.

Leia mais

Gestão Ambiental de Resíduos na Construção Civil e Benefícios para o Meio Ambiente

Gestão Ambiental de Resíduos na Construção Civil e Benefícios para o Meio Ambiente - SEPesq Gestão Ambiental de Resíduos na Construção Civil e Benefícios para o Meio Ambiente Micheli Gonçalves Zamarchi Arquiteta e Urbanista Centro Universitário Metodista - IPA arquiteta.mz@gmail.com

Leia mais

ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB

ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB ESTUDO DA GERAÇÃO E DISPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BAIRRO DA LIBERDADE EM CAMPINA GRANDE-PB Autoria: Rosa do Carmo de Oliveira Lima¹ (Orientadora) - Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas

Leia mais

GESTÃO INTELIGENTE DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO

GESTÃO INTELIGENTE DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO GESTÃO INTELIGENTE DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO Problema transformado em oportunidade Hewerton Bartoli Presidente hewerton@abrecon.org.br Panorama da apresentação O que é RCC Legislação

Leia mais

MANEJO E GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCD) Ministério das Cidades Secretaria de Saneamento Ambiental

MANEJO E GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCD) Ministério das Cidades Secretaria de Saneamento Ambiental MANEJO E GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCD) RESOLUÇÃO CONAMA 307 Art. 3 o Os resíduos da construção civil deverão ser classificados, para efeito desta Resolução, da seguinte forma: I-Classe

Leia mais

DECRETOS E RESOLUÇÕES - RESÍDUOS INERTES / CONSTRUÇÃO CIVIL

DECRETOS E RESOLUÇÕES - RESÍDUOS INERTES / CONSTRUÇÃO CIVIL Decreto / Norma Emissor Assunto Diretrizes e procedimentos / Resíduos da Construção Civil. Define a tipologia de resíduos da construção civil Artigo2º, tem I: Resíduos da construção civil: São os provenientes

Leia mais

RESÍDUOS DE GESSO NA CONSTRUÇÃO CIVIL COLETA, ARMAZENAGEM E DESTINAÇÃO PARA RECICLAGEM

RESÍDUOS DE GESSO NA CONSTRUÇÃO CIVIL COLETA, ARMAZENAGEM E DESTINAÇÃO PARA RECICLAGEM RESÍDUOS DE GESSO NA CONSTRUÇÃO CIVIL COLETA, ARMAZENAGEM E DESTINAÇÃO PARA RECICLAGEM Produção: Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall. Apoio Institucional: Sindicato da Indústria

Leia mais

SEMMA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 018, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2005.

SEMMA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 018, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2005. SEMMA INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 018, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2005. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para gestão dos resíduos da construção civil, disciplinando as ações necessárias de forma a

Leia mais

Conteúdo. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil.

Conteúdo. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil. RESÍDUOS SÓLIDOSS 1 Conteúdo Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do lixo domiciliar. Resíduos de Construção Civil. 2 Conteúdo Política Nacional de Resíduos Sólidos. Características do

Leia mais

LEI Nº 10.847, DE 9 DE MARÇO DE 2010.

LEI Nº 10.847, DE 9 DE MARÇO DE 2010. LEI Nº 10.847, DE 9 DE MARÇO DE 2010. Institui o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil do Município de Porto Alegre, estabelece as diretrizes, os critérios e os procedimentos

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DA CIDADE DE CRICIÚMA/SC

CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DA CIDADE DE CRICIÚMA/SC 1 CARACTERIZAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DA CIDADE DE CRICIÚMA/SC Tatiane Gomes Nazário: tatinazario@gmail.com Ednilson Viana: ednilson.viana@gmail.com Teresinha Maria Gonçalves: tmg@unesc.net

Leia mais

REAPROVEITAMENTO E RECICLAGEM DE ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTUDO DE CASO EM PASSO FUNDO, RS

REAPROVEITAMENTO E RECICLAGEM DE ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTUDO DE CASO EM PASSO FUNDO, RS REAPROVEITAMENTO E RECICLAGEM DE ENTULHOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTUDO DE CASO EM PASSO FUNDO, RS Evanisa F. R. Q. Melo (1); Rubens M. Astolfi (2); Leunir Freitas (3); Ricardo Henryque Reginato Quevedo

Leia mais

ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina

ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina ICTR 2004 CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA EM RESÍDUOS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Costão do Santinho Florianópolis Santa Catarina AVALIAÇÃO DO POTENCIAL QUANTITATIVO DO ENTULHO DE CONSTRUÇÃO

Leia mais

DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Claudiceia Silva Mendes 1 Resumo: A construção civil é reconhecida como uma das mais importantes

Leia mais

PLANO MUNICIPAL INTEGRADO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E COLETA SELETIVA. São José, dezembro de 2012.

PLANO MUNICIPAL INTEGRADO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E COLETA SELETIVA. São José, dezembro de 2012. PLANO MUNICIPAL INTEGRADO DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E COLETA SELETIVA 1 São José, dezembro de 2012. CONSIDERAÇÕES INICIAIS: Atendendo às determinações do Contrato 697/2012, as informações

Leia mais

Gerenciamento e Reciclagem de Resíduos de Construção & Demolição no Brasil. Dr. Eng. Sérgio Angulo scangulo@ipt.br (11) 3767 4151

Gerenciamento e Reciclagem de Resíduos de Construção & Demolição no Brasil. Dr. Eng. Sérgio Angulo scangulo@ipt.br (11) 3767 4151 Gerenciamento e Reciclagem de Resíduos de Construção & Demolição no Brasil Dr. Eng. Sérgio Angulo scangulo@ipt.br (11) 3767 4151 PROBLEMATIZAÇÃO Coleta do RCD: um problema logístico Uma empresa de coleta

Leia mais

RESOLUÇÃO CONSEMA N 109, 22 de setembro de 2005.

RESOLUÇÃO CONSEMA N 109, 22 de setembro de 2005. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE - CONSEMA RESOLUÇÃO CONSEMA N 109, 22 de setembro de 2005. "Estabelece diretrizes para elaboração do Plano Integrado

Leia mais

Investigação Laboratorial do Uso de Resíduo da Construção Civil como Agregado Graúdo em Estaca de Compactação Argamassada

Investigação Laboratorial do Uso de Resíduo da Construção Civil como Agregado Graúdo em Estaca de Compactação Argamassada Investigação Laboratorial do Uso de Resíduo da Construção Civil como Agregado Graúdo em Estaca de Compactação Argamassada Ronaldo Alves de Medeiros Junior Universidade de Pernambuco-UPE, Recife, Brasil,

Leia mais

Eloisa Maria Wistuba Dezembro/2014

Eloisa Maria Wistuba Dezembro/2014 Eloisa Maria Wistuba Dezembro/2014 1. Marcos legais no município 2. Resoluções Conselho Nacional do Meio Ambiente 3. Classificação dos resíduos de construção civil 4. Plano Integrado de Gerenciamento de

Leia mais

Gestão, Arquitetura e Urbanismo

Gestão, Arquitetura e Urbanismo CONCURSO PETROBRAS ENGENHEIRO(A) CIVIL JÚNIOR ENGENHEIRO(A) JÚNIOR - ÁREA: CIVIL Gestão, Arquitetura e Urbanismo Questões Resolvidas QUESTÕES RETIRADAS DE PROVAS DA BANCA CESGRANRIO Produzido por Exatas

Leia mais

Gerenciamento dos Resíduos da Construção

Gerenciamento dos Resíduos da Construção Gerenciamento dos Resíduos da Construção Resíduos da Construção e Demolição Engenheiro Civil e Doutor em Engenharia Ambiental Joácio Morais Júnior João Pessoa - 2013 Problemática 2 ANÁLISE DO CICLO DE

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC)

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC) TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC) 1 JUSTIFICATIVA Este Termo de Referência tem como finalidade orientar os grandes e pequenos geradores

Leia mais

GESTÃO DE REJEITOS DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL: Impactos no Empreendimento Way Pampulha

GESTÃO DE REJEITOS DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL: Impactos no Empreendimento Way Pampulha GESTÃO DE REJEITOS DE MADEIRA NA CONSTRUÇÃO CIVIL: Impactos no Empreendimento Way Pampulha Andrew Motta Daher 1 Érika Silva Fabr2 RESUMO: A geração de rejeitos oriundos da construção civil promove severos

Leia mais

Seminário CBCS Inauguração do Comitê Temático Gerenciamento de Riscos Ambientais Estratégias para a gestão de RCD em pequenos e grandes municípios Sérgio Angulo Prof. Dr., Poli USP Fluxo do RCD Gerador

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA CONSTRUÇÃO CIVIL

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA CONSTRUÇÃO CIVIL UNIVERSIDADE: Universidade Estadual de Campinas UNICAMP TÍTULO DO TRABALHO: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NA CONSTRUÇÃO CIVIL AUTORES: Paulo Sérgio Bardella; Gladis Camarini E-MAIL DOS AUTORES: pbardela@uol.com.br

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE RECICLADOS DE CERÂMICA VERMELHA

UTILIZAÇÃO DE RECICLADOS DE CERÂMICA VERMELHA UTILIZAÇÃO DE RECICLADOS DE CERÂMICA VERMELHA OLIVEIRA, André, S.¹ Discente da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva- FAIT SANTOS, Ivan, R.² Docente da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias

Leia mais

RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NOS CENTROS URBANOS - UMA AMEAÇA À SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NOS CENTROS URBANOS - UMA AMEAÇA À SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO NOS CENTROS URBANOS - UMA AMEAÇA À SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL Maria Bernadete Fernandes Vieira de Melo (UFPB) beta@ct.ufpb.br

Leia mais

Gestão de Resíduos nos Canteiros: Resultados e Continuidade. Engª Tatiana G. de Almeida Ferraz, MSc. SENAI - BA

Gestão de Resíduos nos Canteiros: Resultados e Continuidade. Engª Tatiana G. de Almeida Ferraz, MSc. SENAI - BA Gestão de Resíduos nos Canteiros: Resultados e Continuidade Engª Tatiana G. de Almeida Ferraz, MSc. SENAI - BA Impacto dos Resíduos de Construção Resíduos nas obras Impacto dos Resíduos de Construção Resíduos

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE APUCARANA

CÂMARA MUNICIPAL DE APUCARANA www.apucarana.pr.leg.br - Centro Cívico José de Oliveira Rosa, ~5A - 86800-235 - Fone (43) 3420-7000 ESTADO DO PARANA SÚMULA - Institui o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil

Leia mais

ESTUDO DA RECICLAGEM DO RESÍDUO DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA USO EM ESTACA DE COMPACTAÇÃO

ESTUDO DA RECICLAGEM DO RESÍDUO DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA USO EM ESTACA DE COMPACTAÇÃO ESTUDO DA RECICLAGEM DO RESÍDUO DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA USO EM ESTACA DE COMPACTAÇÃO Ronaldo Alves de Medeiros Junior Escola Politécnica de Pernambuco Universidade de Pernambuco (POLI/UPE), Recife, Brasil,

Leia mais

Art. 1 Para efeito do disposto nesta lei, ficam estabelecidas as seguintes definições:

Art. 1 Para efeito do disposto nesta lei, ficam estabelecidas as seguintes definições: Página 1 de 9 Lei Ordinária nº 5159/2004 de 24/12/2004 Ementa Institui o Sistema para a Gestão Sustentável de Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos no Município de Joinville e dá outras providências.

Leia mais

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁ- PIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES.

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁ- PIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES. RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁ- PIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES. Arq. Tarcísio de Paula Pinto Mestre e Doutor pela USP Diretor da I&T Informações e Técnicas O

Leia mais

PROPOSTA DE GERENCIAMENTO DE RCD PARA OBRAS DE EDIFICAÇÕES VERTICAIS DE MACEIÓ-AL

PROPOSTA DE GERENCIAMENTO DE RCD PARA OBRAS DE EDIFICAÇÕES VERTICAIS DE MACEIÓ-AL PROPOSTA DE GERENCIAMENTO DE RCD PARA OBRAS DE EDIFICAÇÕES VERTICAIS DE MACEIÓ-AL Nelma Miriam Chagas de Araújo (1); Tânia Maria Gomes Voronkoff Carnaúba (2); (1) Instituto Federal de Educação, Ciências

Leia mais

ESTABELECE O SISTEMA MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO, DEMOLIÇÃO E RESÍDUOS VOLUMOSOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

ESTABELECE O SISTEMA MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO, DEMOLIÇÃO E RESÍDUOS VOLUMOSOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. 1/11 LEI Nº 3645, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2012. (Regulamentada pelo Decreto nº 6101/2015) ESTABELECE O SISTEMA MUNICIPAL DE GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO, DEMOLIÇÃO E RESÍDUOS VOLUMOSOS E DÁ OUTRAS

Leia mais

RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: CLASSIFICAÇÃO, NORMAS E RECICLAGEM

RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: CLASSIFICAÇÃO, NORMAS E RECICLAGEM RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: CLASSIFICAÇÃO, NORMAS E RECICLAGEM 1 Régis Budke, 1 Jackson Rainério Cardoso & 2 Silvio Bispo do Vale 1 Graduandos em Engenharia de Minas e Meio Ambiente - UFPA. 2 Prof. da

Leia mais

23º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental

23º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental III-194 - PROPOSTA DE PROGRAMA DE RECICLAGEM DE RESÍDUOS ORIUNDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL PARA A GRANDE JOÃO PESSOA PB: UM ESTUDO PRELIMINAR QUANTO À VIABILIDADE Nelma Mirian Chagas de Araújo (1) Engenheira

Leia mais

CARTILHA DA LEI DO ENTULHO FERNANDÓPOLIS, SP ORIENTAÇÃO EM BUSCA DA CIDADANIA

CARTILHA DA LEI DO ENTULHO FERNANDÓPOLIS, SP ORIENTAÇÃO EM BUSCA DA CIDADANIA CARTILHA DA LEI DO ENTULHO FERNANDÓPOLIS, SP ORIENTAÇÃO EM BUSCA DA CIDADANIA - (17) 3463-9014 TEL. (17) 3463-1495 O CER também comercializa materiais reciclados para obra de ótima qualidade como areia,

Leia mais

DESAFIOS DA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RCC CASE GR2 SANTA MARIA

DESAFIOS DA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RCC CASE GR2 SANTA MARIA DESAFIOS DA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RCC CASE GR2 SANTA MARIA PALESTRANTES GILSON TADEU AMARAL PIOVEZAN JUNIOR Engenheiro Civil - UFSM Especialista em Gestão de Recursos Hídricos - UFSM

Leia mais

TÍTULO: CONFECÇÃO DE TIJOLOS ECOLÓGICOS COMO ALTERNATIVA PARA REUTILIZAÇÃO DOS RESÍDUOS PRODUZIDOS POR CENTRAIS DOSADORAS DE CONCRETO.

TÍTULO: CONFECÇÃO DE TIJOLOS ECOLÓGICOS COMO ALTERNATIVA PARA REUTILIZAÇÃO DOS RESÍDUOS PRODUZIDOS POR CENTRAIS DOSADORAS DE CONCRETO. TÍTULO: CONFECÇÃO DE TIJOLOS ECOLÓGICOS COMO ALTERNATIVA PARA REUTILIZAÇÃO DOS RESÍDUOS PRODUZIDOS POR CENTRAIS DOSADORAS DE CONCRETO. CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA SUBÁREA: ENGENHARIAS

Leia mais

Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e a Alemanha GTZ

Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e a Alemanha GTZ PROJETO COMPETIR Projeto COMPETIR Acordo de Cooperação Técnica entre o Brasil e a Alemanha SENAI GTZ SEBRAE OBJETIVO Ampliar a competitividade das empresas da cadeia produtiva da Construção Civil, visando:

Leia mais

O REAPROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG

O REAPROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG O REAPROVEITAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SÓCIOAMBIENTAL NA CIDADE DE MONTES CLAROS-MG Warley Barroso Silva Acadêmico do 2 Período do Curso de Engenharia Civil das

Leia mais

Resíduos de Construção e. Vanderley M. John Dr.Eng., Prof. Associado Depto. Eng. Construção Civil Escola Politécnica da USP

Resíduos de Construção e. Vanderley M. John Dr.Eng., Prof. Associado Depto. Eng. Construção Civil Escola Politécnica da USP Resíduos de Construção e Demolição Vanderley M. John Dr.Eng., Prof. Associado Depto. Eng. Construção Civil Escola Politécnica da USP Roteiro Desenvolvimento sustentável Resíduos e desenvolvimento sustentável

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº 2.336, DE 22 DE JUNHO DE 2004 PROJETO DE LEI N 030/2004. (nº 019/2004, na origem) INSTITUI O SISTEMA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DE

LEI MUNICIPAL Nº 2.336, DE 22 DE JUNHO DE 2004 PROJETO DE LEI N 030/2004. (nº 019/2004, na origem) INSTITUI O SISTEMA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DE LEI MUNICIPAL Nº 2.336, DE 22 DE JUNHO DE 2004 PROJETO DE LEI N 030/2004. (nº 019/2004, na origem) INSTITUI O SISTEMA PARA GESTÃO SUSTENTÁVEL DE RESÍDUOS SÓLIDOS e dá outras providências. JOSÉ DE FILIPPI

Leia mais

Gerenciamento de Resíduos

Gerenciamento de Resíduos Gerenciamento de Resíduos GESTÃO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: UMA ANÁLISE DO MODELO APLICADO EM OBRAS DE EDIFÍCIOS MULTIPISO NA CIDADE DO RECIFE Paula Christyan de Medeiros Souza UFPB PG paulasouza_5@hotmail.com

Leia mais

PRODUÇÃO DE BLOCOS DE CONCRETO E PAVERS UTILIZANDO AGREGADOS RECICLADOS RESUMO

PRODUÇÃO DE BLOCOS DE CONCRETO E PAVERS UTILIZANDO AGREGADOS RECICLADOS RESUMO PRODUÇÃO DE BLOCOS DE CONCRETO E PAVERS UTILIZANDO AGREGADOS RECICLADOS *Acadêmicos do Centro Universitário Filadélfia UniFil **Docente do Centro Universitário Filadélfia UniFil. faganello.adriana@unifil.br

Leia mais

ENTECA 2003 IV ENCONTRO TECNOLÓGICO DA ENGENHARIA CIVIL E ARQUITETURA

ENTECA 2003 IV ENCONTRO TECNOLÓGICO DA ENGENHARIA CIVIL E ARQUITETURA 614 LEVANTAMENTO E ANÁLISE COMPARATIVA DA CONSTITUIÇÃO DO RCD DE OBRAS DE REFORMA E DEMOLIÇÃO NA CIDADE DE LONDRINA-PR MENDES, Thiago Melanda 1 & MORALES, Gilson 2 1.Aluno de Iniciação Científica e bolsista

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS 1. JUSTIFICATIVA O presente Termo de Referência tem por fim orientar a elaboração do PGRS conforme previsto no

Leia mais

GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL

GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL O Ministério Público e a implementação da Resolução CONAMA 307/2002 Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Ministério

Leia mais

1.2 Número de cursos sobre resíduos da construção civil realizados 5 1.3. Número de intervenções realizadas em canteiros de obras de construção civil

1.2 Número de cursos sobre resíduos da construção civil realizados 5 1.3. Número de intervenções realizadas em canteiros de obras de construção civil SISEMA Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos Sensibilização para o Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil Edvaldo Sabino 04/06/2013 + = TERMO DE PARCERIA 022/2008 Sensibiliz. para

Leia mais

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS. Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins

PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS. Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS A atuação do TCE-RS Arq. Andrea Mallmann Couto Eng. Flavia Burmeister Martins BASE LEGAL Lei Federal 11.445/2007 e Decreto 7.217/2010 Lei Federal

Leia mais

III-100 PROPOSTA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL MO MUNICÍPIO DE FORTALEZA.

III-100 PROPOSTA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL MO MUNICÍPIO DE FORTALEZA. III-100 PROPOSTA DE GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL MO MUNICÍPIO DE FORTALEZA. Viviane de Sena Barros Mestre em Engenharia Civil, área de concentração em Saneamento Ambiental,

Leia mais

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A GESTÃO DOS MUNICÍPIOS. Marcos Vieira Analista Ambiental GELSAR/INEA

CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A GESTÃO DOS MUNICÍPIOS. Marcos Vieira Analista Ambiental GELSAR/INEA CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA A GESTÃO DOS MUNICÍPIOS Marcos Vieira Analista Ambiental GELSAR/INEA Março/2012 Gerência ESTRUTURA GELSAR 1 Gerente SERURB SERVIÇO DE RESÍDUOS URBANOS 1 Chefe de Serviço, 5 analistas

Leia mais

LEI Nº 14.803, DE 26 DE JUNHO DE 2008

LEI Nº 14.803, DE 26 DE JUNHO DE 2008 LEI Nº 14.803, DE 26 DE JUNHO DE 2008 (Projeto de Lei nº 136/08, do Vereador Chico Macena - PT) Dispõe sobre o Plano Integrado de Gerenciamento dos Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos e seus

Leia mais

Estudo Geotécnico sobre a Utilização de Resíduos de Construção e Demolição como Agregado Reciclado em Pavimentação

Estudo Geotécnico sobre a Utilização de Resíduos de Construção e Demolição como Agregado Reciclado em Pavimentação Estudo Geotécnico sobre a Utilização de Resíduos de Construção e Demolição como Agregado Reciclado em Pavimentação Mariana Santos de Siqueira Departamento de Engenharia Civil, Universidade de Pernambuco,

Leia mais

SESSÃO TÉCNICA G E G S E T S Ã T O Ã O D E D R ES E ID I U D OS O D E D C O C N O ST S R T UÇÃO Ã O E D E D MOL O IÇ I ÃO Ã O (R ( C R D) D )

SESSÃO TÉCNICA G E G S E T S Ã T O Ã O D E D R ES E ID I U D OS O D E D C O C N O ST S R T UÇÃO Ã O E D E D MOL O IÇ I ÃO Ã O (R ( C R D) D ) SESSÃO TÉCNICA GESTÃO DE RESIDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO (RCD) Fundamentoda Sessão; - Esta iniciativa partiu no âmbito do processo de RVCC Profissional onde o tema foi abordado por uma empresa parceira

Leia mais

Reciclagem e Reaproveitamento de resíduos sólidos da construção civil em São Luís MA: um processo sustentável 1

Reciclagem e Reaproveitamento de resíduos sólidos da construção civil em São Luís MA: um processo sustentável 1 REVISTA DO CEDS Periódico do Centro de Estudos em Desenvolvimento Sustentável da UNDB N. 1 agosto/dezembro 2014 Semestral Disponível em: http://www.undb.edu.br/ceds/revistadoceds Reciclagem e Reaproveitamento

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - PGRCC. (folha de 8 itens)

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - PGRCC. (folha de 8 itens) PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - PGRCC 1.0 DADOS DO GERADOR/CONSTRUTOR (folha de 8 itens) PROCESSO Nº: CAD Nº: 1.1. Razão Social: 1.2 Endereço: 1.3 Fone: Fax: 1.4 E-mail: 1.5 CPF:

Leia mais

GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL

GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL GESTÃO E MANEJO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO BRASIL O Ministério Público e a implementação da Resolução CONAMA 307/2002 Ministério das Cidades Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental Ministério

Leia mais

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS LEI FEDERAL 12305/2010 POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ARTIGO 13 -ORIGEM RSU(domiciliares e de limpeza pública) Comerciais e Prestadores de Serviços Serviços Públicos de Saneamento Básico Industriais

Leia mais

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA COORDENAÇÃO GERAL DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM ENGENHARIA CIVIL. Genilson Correia Pontes

PRÓ-REITORIA ACADÊMICA COORDENAÇÃO GERAL DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM ENGENHARIA CIVIL. Genilson Correia Pontes PRÓ-REITORIA ACADÊMICA COORDENAÇÃO GERAL DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO EM ENGENHARIA CIVIL Genilson Correia Pontes AVALIAÇÃO DO GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO EM EMPRESAS CONSTRUTORAS

Leia mais

PROJETO DE LEI N., DE 2015 (Do Sr. DOMINGOS NETO)

PROJETO DE LEI N., DE 2015 (Do Sr. DOMINGOS NETO) PROJETO DE LEI N., DE 2015 (Do Sr. DOMINGOS NETO) Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para gestão e aproveitamento dos resíduos da construção civil e dá outras providências. O CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

REAPROVEITAMENTO DOS ENTULHOS DE CONCRETO NA CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES

REAPROVEITAMENTO DOS ENTULHOS DE CONCRETO NA CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES REAPROVEITAMENTO DOS ENTULHOS DE CONCRETO NA CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES Maria Edelma Henrique de Carvalho Porto (ISECENSA) maria_edelma@hotmail.com Simone Vasconcelos Silva (ISECENSA) simonevsinfo@yahoo.com.br

Leia mais

FORTALEZA (AMARA MUNICIPAL DE

FORTALEZA (AMARA MUNICIPAL DE (AMARA MUNICIPAL DE FORTALEZA Dispõe sobre a obrigatoriedade de utilização, pelo Município de Fortaleza, de material agregado reciclado nas obras municipais., Art. 1 Fica instituída a obrigatoriedade da

Leia mais

Destinação legal. de 7 24/11/2010 10:19. Por Telma Egle

Destinação legal. de 7 24/11/2010 10:19. Por Telma Egle Destinação legal A nova lei de destinação de resíduos sólidos desperta a necessidade de criação de políticas estaduais e municipais para reforçar práticas sustentáveis na cadeia produtiva Por Telma Egle

Leia mais

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁPIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES.

RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁPIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES. RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL NOVA LEGISLAÇÃO PERMITE RÁPIDO AVANÇO PARA NORMAS TÉCNICAS E NOVAS SOLUÇÕES. Arq. Tarcísio de Paula Pinto Mestre e Doutor pela USP Diretor da I &T Informações e Técnicas -

Leia mais

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO: ESTUDO DE CASO DA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO: ESTUDO DE CASO DA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DEMOLIÇÃO: ESTUDO DE CASO DA RESOLUÇÃO 307 DO CONAMA Edieliton Gonzaga de Oliveira 1 Osmar Mendes 2 CIVIL CONSTRUCTION AND DEMOLITION RESIDUE MANAGEMENT:

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA FERRAMENTA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE POMBAL

A IMPORTÂNCIA DA FERRAMENTA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE POMBAL A IMPORTÂNCIA DA FERRAMENTA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE POMBAL Erica Bento SARMENTO 1 Diêgo Lima CRISPIM 2 Jucielio Calado ALVES 3 Alan Del Carlos Gomes

Leia mais

ESTUDO DO CONCRETO UTILIZANDO AGREGADO MIÚDO RECICLADO: Avaliação da Resistência Mecânica

ESTUDO DO CONCRETO UTILIZANDO AGREGADO MIÚDO RECICLADO: Avaliação da Resistência Mecânica ESTUDO DO CONCRETO UTILIZANDO AGREGADO MIÚDO RECICLADO: Avaliação da Resistência Mecânica Danielle OLIVEIRA(1); Munique LIMA (2); Gibson MEIRA(3) ; Raphaele LIRA (4) Marcos PADILHA(5) (1) Centro Federal

Leia mais

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Antonio Fernando Pinheiro Pedro Pinheiro Pedro Advogados OBRIGAÇÕES LEGAIS As empresas de construção civil estão sujeitas a elaboração

Leia mais

LEI Nº 14.418 DE 05 DE OUTUBRO DE 2012

LEI Nº 14.418 DE 05 DE OUTUBRO DE 2012 LEI Nº 14.418 DE 05 DE OUTUBRO DE 2012 (Publicação DOM 08/10/2012: 03) INSTITUI O PLANO INTEGRADO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A Câmara Municipal aprovou e

Leia mais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Período: 2º semestre de 2014 Docente: Priscila Borges Alves Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Prontuário: 20.006-2 Regime de trabalho: [ X ] RDE [ ] 40h [ ] 20h Área: [ ]

Leia mais

ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS CLASSE A: AVALIAÇÃO DA RECICLAGEM EM CANTEIROS DE OBRAS

ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS CLASSE A: AVALIAÇÃO DA RECICLAGEM EM CANTEIROS DE OBRAS ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA DESTINAÇÃO DE RESÍDUOS CLASSE A: AVALIAÇÃO DA RECICLAGEM EM CANTEIROS DE OBRAS Patricia P. A. Evangelista (1); Dayana Bastos Costa (2); Viviana Maria Zanta (3) (1) Área de

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS PREFEITURA MUNICIPAL DE TUCURUÍ PARÁ SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE TUCURUÍ SEMMA / TUCURUÍ PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESIDUOS SOLIDOS URBANOS APRESENTAÇAO O presente documento consolida o diagnóstico

Leia mais

CADERNO DE DIAGNÓSTICO. Resíduos da Construção Civil. Equipe Técnica: Jaqueline Aparecida Bória Fernandez Pesquisadora PNPD/IPEA

CADERNO DE DIAGNÓSTICO. Resíduos da Construção Civil. Equipe Técnica: Jaqueline Aparecida Bória Fernandez Pesquisadora PNPD/IPEA CADERNO DE DIAGNÓSTICO Resíduos da Construção Civil Equipe Técnica: Jaqueline Aparecida Bória Fernandez Pesquisadora PNPD/IPEA Júlio César Roma Adriana M. M. Moura Técnicos de Planejamento e Pesquisa /IPEA

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC)

TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC) TERMO DE REFERÊNCIA PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (PGRCC) Prefeitura Municipal de Fortaleza Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente - SEUMA Coordenadoria

Leia mais

LEI Nº 6.126, DE 27 DE ABRIL DE 2006.

LEI Nº 6.126, DE 27 DE ABRIL DE 2006. LEI Nº 6.126, DE 27 DE ABRIL DE 2006. Autoria: Prefeito Municipal. INSTITUI O PLANO INTEGRADO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E VOLUMOSOS E DÁ PROVIDÊNCIAS CORRELATAS. O Prefeito do Município

Leia mais

BLOCOS DE VEDAÇÃO COM ENTULHO

BLOCOS DE VEDAÇÃO COM ENTULHO BLOCOS DE VEDAÇÃO COM ENTULHO 2 nd International Workshop on Advances in Cleaner Production Orientadora: Profª.Dra. Ana Elena Salvi Abreu, Ricardo M. a ; Lopes, Ricardo W. b ; Azrak, Roberto c a. Universidade

Leia mais

II Jornadas do Curso do de Engenharia do Ambiente e Biológica Sustentabilidade, Recursos e Resíduos

II Jornadas do Curso do de Engenharia do Ambiente e Biológica Sustentabilidade, Recursos e Resíduos II Jornadas do Curso do de Engenharia do Ambiente e Biológica Sustentabilidade, Recursos e Resíduos Humberto Marques e Humberto Gonçalves Tomar, 3 de Março 2012 INDUSTRIA DA CONSTRUÇÃO A indústria da construção

Leia mais

Diagnóstico Ambiental Inerente a Gestão de Resíduos da Construção Civil na Cidade de Toledo-PR

Diagnóstico Ambiental Inerente a Gestão de Resíduos da Construção Civil na Cidade de Toledo-PR Diagnóstico Ambiental Inerente a Gestão de Resíduos da Construção Civil na Cidade de Toledo-PR MOREJON, C. M. F.,a, BIANCO, T. S. D b, LIMA, J. F.. c, PLEC, O. d a. Universidade Estadual do Oeste do Paraná,

Leia mais

Situação Atual do Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Município de Toledo-PR

Situação Atual do Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Município de Toledo-PR Situação Atual do Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Município de Toledo-PR Débora de Oliveira Fernandes Geotécnica, Paraná, Brasil Daniela Fabiane Ely Bióloga, Toledo, Paraná, Brasil.

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS

PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS Sumário 1. IDENTIFICAÇÃO... 1 2. INTRODUÇÃO... 2 3. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL... 2 3.1. DEFINIÇÕES... 2 3.2. Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil PGRCC...

Leia mais

PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado.

PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado. PMGIRS e suas interfaces com o Saneamento Básico e o Setor Privado. Ribeirão Preto, 08 de junho de 2011 Semana do Meio Ambiente AEAARP Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DO ENTULHO VISANDO A SUA UTILIZAÇÃO COMO AGREGADO GRAÚDO PARA CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND

CARACTERIZAÇÃO DO ENTULHO VISANDO A SUA UTILIZAÇÃO COMO AGREGADO GRAÚDO PARA CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND CARACTERIZAÇÃO DO ENTULHO VISANDO A SUA UTILIZAÇÃO COMO AGREGADO GRAÚDO PARA CONCRETO DE CIMENTO PORTLAND Adailton de O. Gomes; (2) Cleber M. R. Dias; (3) Alexandre T. Machado; (4) Roberto J. C. Cardoso;

Leia mais

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE RCD NOS MUNICÍPIOS E A PARTICIPAÇÃO DAS CONSTRUTORAS. Urbanista Tarcísio de Paula Pinto I&T Gestão de Resíduos

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE RCD NOS MUNICÍPIOS E A PARTICIPAÇÃO DAS CONSTRUTORAS. Urbanista Tarcísio de Paula Pinto I&T Gestão de Resíduos SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE RCD NOS MUNICÍPIOS E A PARTICIPAÇÃO DAS CONSTRUTORAS Urbanista Tarcísio de Paula Pinto I&T Gestão de Resíduos RCD NA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS PLANOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS Plano

Leia mais

RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Antonio Marcel Nascimento Gradin 1 Paulo Sérgio Nunes Costa 2 Resumo: A produção e disposição de Resíduos da Construção e Demolição - RCD na Construção

Leia mais

PROJECTO REAGIR RECICLAGEM DE ENTULHO NO ÂMBITO DA GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS LIFE 03 ENV/P/000506

PROJECTO REAGIR RECICLAGEM DE ENTULHO NO ÂMBITO DA GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS LIFE 03 ENV/P/000506 PROJECTO REAGIR RECICLAGEM DE ENTULHO NO ÂMBITO DA GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS LIFE 03 ENV/P/000506 Câmara Municipal de Montemor-o-Novo Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos O PROJECTO PROJECTO REAGIR

Leia mais

ESTRATÉGIAS E DESAFIOS PARA A IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

ESTRATÉGIAS E DESAFIOS PARA A IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ESTRATÉGIAS E DESAFIOS PARA A IMPLANTAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Geraldo Antônio Reichert Coordenador da Câmara Temática de Resíduos Sólidos ABES Associação Brasileira de Engenharia Sanitária

Leia mais