JULIANA RUI FERNANDES DOS REIS GONÇALVES

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "JULIANA RUI FERNANDES DOS REIS GONÇALVES"

Transcrição

1 JULIANA RUI FERNANDES DOS REIS GONÇALVES

2 2

3 DIREITO À VIDA E DIREITO A VIVER MELHOR Um Conflito de Direitos Fundamentais 3

4 CAPA: _640.jpg 4

5 Juliana Rui Fernandes dos Reis Gonçalves DIREITO À VIDA E DIREITO A VIVER MELHOR Um Conflito de Direitos Fundamentais II Edição Editora Vivens O Conhecimento a serviço da Vida! Maringá PR

6 Copyright 2014 by Humanitas Vivens Ltda EDITORES: Daniela Valentini José Francisco de Assis Dias CONSELHO EDITORIAL: Prof. Dr. Daniel Eduardo dos Santos [UNICESUMAR-Maringá] Prof. Dr. José Beluci Caporalini [UEM-Maringá] Prof. Dra. Lorella Congiunti [PUU-Roma] REVISÃO ORTOGRÁFICA: Prof. Antonio Eduardo Gabriel CAPA, DIAGRAMAÇÃO E DESIGN: Rogerio Dimas Grejanim Dados Internacionais de Catalogação-na-Publicação (CIP) Gonçalves, Juliana Rui Fernandes dos Reis G635d Direito à vida e direito a viver melhor : um conflito de direitos fundamentais / Juliana Rui Fernandes dos Reis Gonçalves. 2 ed. Maringá, PR : Vivens, p. ISBN: Modo de acesso: 1.Direito à vida Aspectos jurídicos. 2. Direitos humanos. 3. Direitos fundamentais. 4. Promoção da vida. CDD-DIR 4.ed Ivani Baptista Bibliotecária CRB-9/331 Todos os direitos reservados com exclusividade para o território nacional. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. Editora Vivens, O conhecimento a serviço da Vida! Rua Sebastião Alves, nº 232-B Jardim Paris III Maringá PR CEP: ; Fone: (44)

7 Ao meu pai (in memoriam), porque este sonho foi seu, antes mesmo de ser meu, e começou a se concretizar... Ao meu marido, Marcelo, e ao meu filho, Victor Enzo, porque o seu amor, carinho e apoio em todas as coisas é que sempre fizeram a diferença. 7

8 8

9 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DO DIREITO À VIDA E O DIREITO À VIDA COM QUALIDADE O Conceito de vida Da etimologia ao conceito filosófico Conceito bioquímico Conceito biológico Conceito jurídico O direito à vida na legislação pátria (Breve) Análise do princípio constitucional da inviolabilidade do direito à vida Os artigos da Constituição Federal de 1988 que asseguram o direito à vida Os artigos da legislação civil que asseguram o direito à vida Referências à legislação penal que asseguram o direito à vida Homicídio Aborto Lesões Corporais Periclitação da vida e da saúde Rixa Crimes contra a incolumidade Pública Do direito consagrado pela norma constitucional brasileira a viver com qualidade e seus desdobramentos

10 2.4 Teorias sobre o início da vida Teoria natalista Teoria concepcionista Teoria da personalidade condicional Teoria do embrião como pessoa em potencial Teoria genético-desenvolvimentista A adoção de uma teoria como base para desenvolvimento do estudo DO CONCEITO DE PESSOA Pessoa natural As novas técnicas de reprodução humana e a pessoa natural Os embriões excedentários resultantes das técnicas de reprodução assistida: o início da busca por uma tutela da vida O que vem a ser o embrião. Sua formação inicial Como se forma o embrião, na fertilização in vitro. A transferência e a criopreservação de embriões CÉLULAS-TRONCO O que são células-tronco Células-tronco adultas Células-tronco do cordão umbilical Células-tronco embrionárias Origem e função das células-tronco Possibilidades de uso de terapia com células-tronco e seus riscos A pesquisa com células-tronco

11 4.4.1 Estágio atual das pesquisas com células-tronco Nos Estados Unidos Na Coréia do Sul A legislação em alguns países da Comunidade Européia Alemanha Inglaterra França Espanha Portugal Itália Dinamarca Finlândia Áustria Bélgica Grécia Irlanda Luxemburgo Holanda Suécia União Européia No Brasil Visão científica das pesquisas com células-tronco Visão religioso-cristã das pesquisas com células-tronco O papel das associações que lutam pela liberação da pesquisa com células-tronco A recém aprovada Lei de Biossegurança (Lei n /2005)

12 5 O DIREITO À VIDA DO EMBRIÃO E OS FUNDAMENTOS ÉTICOS RELACIONADOS À MATÉRIA Do Direito à vida do embrião, na legislação brasileira, em face das pesquisas com células-tronco embrionárias Fundamentos bioéticos para a não-realização de pesquisas com embriões humanos DO CONFLITO GERADO Do direito à vida do embrião como ser individualizado Do direito à vida dos pacientes em melhores condições Das regras de colisão para solução dos conflitos de direitos fundamentais Da supremacia do direito à vida sobre qualquer outro direito CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

13 1 INTRODUÇÃO Na obra Admirável Mundo Novo, escrita por Aldous Huxley, em 1932, o autor descreve uma sociedade na qual os seres humanos não nasceriam mais de pais e mães, mas sim de provetas, nas quais são depositados os gametas que formarão os destinados a serem embriões manipulados, geneticamente, a fim de atender as necessidades sociais, já que, desde a sua criação e até mesmo durante o seu crescimento, seriam, manipulados, constantemente, induzidos e ensinados a serem apenas aquilo que o Estado lhes permitisse ser. Descreve, ainda, a formação de um Estado totalitário que, para manter a estabilidade, tiraria toda liberdade dos cidadãos, os quais, aliás, não teriam a mínima idéia do que seja isso, já que seriam condicionados, tanto, geneticamente, como por lavagem cerebral, na infância e na puberdade, a aceitarem sua condição social. Os avanços científicos são as grandes armas usadas por esse Estado totalitário para manter a ordem por ele estabelecida. Essa estabilidade, quando abalada por algum ser humano que se insurgisse contra essa situação (o que se explicaria por meio de manipulação genética que não teria saído em conformidade com o esperado, uma vez que este ficou mais próximo da normalidade que, hoje, se conhece), seria banido, porquanto aquele ser que pensa representaria 13

14 um risco àquela sociedade e poderia ser prejudicial à forma de governo estabelecida. Valores como família, fé, amor, amor ao próximo, relacionamentos humanos de amizade e cuidado com o ambiente em que se vive seriam eliminados. A sociedade se formaria em uma base de consumo exacerbado, em que somente se priorizaria o que fosse útil, sendo descartado tudo que não fosse perfeito; na qual haveriam diversas castas, as quais seriam geneticamente desenvolvidas para desempenhar certo tipo de serviço por toda a vida, sem que houvesse qualquer oportunidade de mudanças; e na qual, ainda, os problemas surgidos seriam resolvidos com o uso de drogas que manteriam as criaturas tranqüilas, a ponto de nunca questionarem o meio em que vivem. Considerada uma obra de ficção científica, há muito tem sido analisada, causando estremecimento em relação ao que está ali descrito, tem levado a se questionar até que ponto, realmente, sugere que a humanidade deva se preocupar acerca do desenvolvimento científico. Pergunta-se, portanto, até onde deve ir o desenvolvimento da ciência? Quais são os limites a serem estabelecidos para as pesquisas científicas, principalmente, em relação àquelas que envolvem seres humanos? Esta análise deve ser realizada, exclusivamente, pelo meio científico-médico-biológico, ou indaga-se deverá ser por intermédio de uma equipe multidisciplinar, na qual profissionais de várias áreas deverão ser ouvidos e cujus pareceres deverão ser considerados para a formação de um regramento que determine os parâmetros éticos, morais e 14

15 legais a serem utilizados em pesquisas científicas que envolvam seres humanos? Essas questões, que muito têm incomodado a toda sociedade, não poderiam deixar de serem analisadas pelo Direito, tendo em vista que, nos dias atuais, a pesquisa na área biomédica tem conseguido grandes descobertas, as quais têm gerado as mais diversas discussões sobre temas que antes pareciam estar já pacificados. E, por isso mesmo, não se pode furtar o operador do Direito a delas participar, como um dos muitos colaboradores na formação de uma equipe multidisciplinar de análise dessas novas descobertas. Contudo, para tanto, entende-se necessário buscar antes o conhecimento acerca dos temas que as envolvem, para melhor colaborar com os resultados que se buscam alcançar quando se realizar a análise. E essa é a razão do presente estudo, buscar esse conhecimento de um dos assuntos que, atualmente, tem se mostrado como uma das mais recentes e prodigiosas descobertas da área biomédica, ou seja, o poder de cura das mais diversas doenças por meio da aplicação de célulastronco. Contudo, mais ainda do que analisar essa descoberta buscar-se-á tratar de um bem de suma importância a todo ser humano, ou seja, o bem jurídico vida. Esta, como é consabido, é o valor considerado primordial a todo ser humano, posto que a partir dela, tudo que é inerente ao ser humano passa a ser possibilitado, tendo em vista que todas as situações decorrem do fato de se ter ou não vida. 15

16 Em vista da sua importância, esse bem foi alçado à categoria de bem inviolável pela Constituição Federal de 1988, que determinou, claramente, em seu texto, a sua primazia, estabelecendo, ainda, em diversos artigos, situações que primam pela sua manutenção. Estatuiu, ainda, que a vida deve ter qualidade, incumbindo ao Estado tomar as providências necessárias à sua implementação e efetivação de sua garantia, adotando, assim, medidas necessárias à proteção da saúde, da moradia, educação, aposentadoria, segurança, desenvolvimento científico, econômico e produtivo equilibrado, a fim de se promover o crescimento do País voltado à sadia qualidade de vida envolto em um meio ambiente equilibrado, para formação do real Estado Democrático de Direito. O caráter fundamental do direito à vida, então, implica manter-se afastado todo ato que possa gerar uma privação arbitrária da vida a qualquer ser humano, bem como impõe ao Estado o dever de criar e implementar diretrizes destinadas a assegurar os meios necessários à sobrevivência de todos, independentemente de raça, cor, credo, religião ou estágio de desenvolvimento. Contudo, esses deveres, por vezes, podem conflitar-se e gerar situações que levem o operador do Direito a questionar quais são os valores preponderantes, considerados, mesmo, fundamentais à luz do princípio da dignidade da pessoa humana, o qual é considerado valor fundante de todo ordenamento. Em sendo assim, buscar-se-á investigar os valores descritos, e, como já foi dito, analisando-os a partir dos 16

17 grandes avanços biotecnológicos que têm, a cada dia, criado novos problemas ao Direito posto e, por isso mesmo, têm gerado diferentes posicionamentos doutrinários em relação ao que se entende como vida humana, seu início e, ainda, sobre o direito a viver em melhores condições. Contudo, para a análise em questão, entendeu-se ser necessário discorrer, anteriormente ao conflito gerado, acerca dos conceitos que permeiam as discussões, trabalhando-se desde o significado do termo vida, nas mais diversas conotações, bem como, também, as teorias sobre seu início, até o conceito de pessoa e personalidade no direito civil. Trazidas algumas considerações acerca destes temas, discorrer-se-á sobre como se forma o embrião humano, analisando-se desde a sua formação natural até aquelas realizadas em laboratório, as quais, pretende-se analisar, sucintamente. Seguindo com o raciocínio, passar-se-á ao estudo das células-tronco e nas implicações que essa descoberta tem gerado no ordenamento, a partir de princípios, tanto bioéticos como daqueles considerados alicerces da estrutura que forma o Estado brasileiro, ou seja, os direitos fundamentais. Por meio de uma breve análise desses regramentos, mais especificamente do caput do art. 5º e do 3º, do art. 1º da CF, pode-se pressupor que a intenção do legislador tenha sido a de dar proteção à vida humana e, ainda, determinar que essa seja respeitada em sua dignidade. Contudo, como anteriormente descrito, entendeu, ainda, esse mesmo criador de regras ser necessário estabelecer que esse direito à vida poderia ter, também, uma outra conotação, qual seja, a de que se deve buscar, além daquela, garantir vida com qualidade, determinando em outros artigos situações que lhe pudessem dar efetividade. 17

18 Porém, questiona-se como essas leis podem ter relação com as pesquisas com células-tronco, ao que se responde que elas são diretamente ligadas, porquanto aquelas é que devem estabelecer os limites destas. E é nessa proposição que se encontra o objetivo do presente estudo, de demonstrar os limites legais que devem nortear as pesquisas com células-tronco, que envolvam embriões humanos, discutindo-se várias questões que muito têm polemizado o assunto. Por outro lado, tais questões não poderiam ser respondidas sem antes se estabelecerem referenciais teóricos que lhe dessem fundamentação para a solução dos conflitos suscitados, o que se intenta demonstrar no estudo. Sendo assim, a primeira parte do trabalho, intitulada princípio fundamental do direito à vida e o direito à vida com qualidade, está voltada, inicialmente, a uma análise conceitual do que representa o termo vida, sobre o qual, apesar de sabido por todos do que se trata, cabe tecerem-se algumas considerações, tendo em vista que recebe os mais diversos tratamentos, nos vários campos do conhecimento e ao longo dos tempos, tendo diferentes significados a partir do observador. Mas, como não se poderia furtar o operador do Direito de o fazer, o presente trabalho põe-se o desafio de demonstrar como se encontra, no ordenamento pátrio, a consagração desse direito, apresentando-o de uma forma global, haja vista que tratará, também, do que se entende por viver com qualidade. Contudo, somente esses conceitos não seriam suficientes para se entender a ligação, antes citada, entre os artigos elencados na Constituição e as pesquisas com células-tronco, sendo necessário demonstrar-se, ainda, o que explicitam as teorias acerca do início da vida, 18

19 deixando claro, desde já, que se trabalhará apenas com aquelas mais conhecidas e respeitadas, doutrinariamente. Por fim, decidiu-se por tomar posicionamento em relação a teoria concepcionista, adentrando, com isso, à segunda parte do trabalho, a qual, por sua vez, também se presta como base para melhor explicar a ligação citada. Trata-se, assim, do conceito de pessoa, visto desde o conceito de pessoa natural, estabelecido no Código Civil, até as novas formas de concepção que a reprodução humana assistida trouxe a lume. Necessário se fará, então, discutirem-se questões como o início da personalidade na legislação em face da reprodução humana in vitro, discussão essa que abrange não somente os nascituros, senão, também, os embriões excedentários das técnicas de reprodução em clínicas de fertilização, os quais têm sido alvo de constantes polêmicas. No entanto, com alicerce na idéia inicial de se buscar um conhecimento global acerca da matéria, entendeu-se conveniente enfrentar o mister de demonstrar, de forma mais precisa, como se dá a formação de um embrião humano nos seus primeiros dias de vida, anteriormente à formação da placa neural, esclarecendo as dúvidas, com arrimo em doutrina especializada, dos acontecimentos ocorrentes no período entre a fecundação e o décimo-quarto dia de formação do embrião humano, em seu desenvolvimento normal e pleno, ou seja, dentro do corpo humano. Mas, como essa não é a única forma de desenvolvimento humano hoje existente, atentou-se para o fato de que, não se poderia deixar de descrever como se forma um embrião humano in vitro, como se verificam a sua transferência e a sua criopreservação, matérias estas que, todavia, são suscitadas mais à guiza de alargamento do 19

20 espectro da base de análise do fenômeno sob o ponto de vista genético-biológico. A partir desse entendimento, pode-se, então, lançar-se à tarefa de definir o que vêm a ser as tão comentadas células-tronco, as quais, pela sua relevância, vêm compor a parte final do terceiro módulo do trabalho. Trata-se, portanto, do seu conceito, das suas formas, das suas origem e função, para, posteriormente, se chegar à análise da possibilidade do seu uso em terapias para cura das mais diversas doenças e dos riscos que elas implicam. Por outro lado, não há como se falar nessas células sem se demonstrar em que fase se encontram suas pesquisas pelo mundo, elegendo-se, para análise dessa situação, alguns países, com maior ênfase para o Brasil. Julgou-se necessário, ainda, demonstrar-se, sucintamente, qual é a visão científica e religiosa dessas pesquisas, dando, contudo, exclusividade a cientistas nacionais, no tocante à primeira, e à visão das Igrejas Cristãs, católica e evangélicas, no tocante à segunda. Procura-se discutir, também, o papel das associações que lutam pela liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil, destacando-se o Movitae, antes da aprovação da Lei n / ou Lei de Biossegurança. 1 Em data de 03 de março de 2005, a nova Lei de Biossegurança foi votada, no Congresso Nacional em sessão extraordinária. Acompanhando esta votação, encontravam-se vários manifestantes ligados à Associação Brasileira de Distrofia Muscular e ao MOVITAE (Movimento em prol da vida), estando entre eles, ainda, o médico Drauzio Varella e a geneticista da USP, Mayana Zatz, a fim de apoiar a aprovação do projeto de lei no tocante às pesquisas com células-tronco embrionárias. Inicialmente, se discutiu sobre a manutenção do texto do art. 5, o qual trata do uso em pesquisas dos embriões congelados em clínicas de fertilização in vitro, dentro do texto de lei da forma como foi modificado no Senado Federal, mantendo, assim, o projeto integral, ou o seu destaque para ser tratado em matéria diferenciada, já que esta matéria não teria ligação alguma com os outros assuntos do texto. Tendo sido levado à discussão, somente o PRONA se manifestou contrário à manutenção do texto introduzido pelo Senado, tendo todos os outros partidos votado 20

21 Quanto a esta Lei, a qual foi votada no Congresso Nacional, em 03 de março do corrente ano, e sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 daquele mês, buscar-se-á destacar o tratamento que esta deu, em seu art. 5, ao uso de embriões humanos congelados em pesquisas com células-tronco embrionárias, os quais devem ser remanescentes de clínicas de fertilização assistida, que estejam congelados por, no mínimo, há três anos. Ressalta-se que esta Lei veio substituir a Lei n /95, que tratava, anteriormente, dessa matéria e é possibilitada pela introdução na Constituição Federal de 1988, do art. 225, 1 e incisos, que disciplinam a preservação da diversidade e da integridade do patrimônio genético do País em relação à pesquisa e manipulação de material genético, que importem em risco para a vida e a qualidade de vida assegurados no caput deste artigo e no caput do art. 5 do texto constitucional. Surge, ela então, como implementadora do mandado descrito na Carta Magna que impõe ao legislador infraconstitucional o dever de criar regras que regulem a preservação da diversidade, da integridade do patrimônio genético do País e a sua biossegurança. Dessa forma, regulou desde o uso de embriões humanos em pesquisa científica até a questão dos favorável à manutenção do art. 5 inserido no texto da lei de biossegurança. Havia naquela casa, no momento, 429 deputados votantes, dos quais 366 votaram, favoravelmente, à manutenção integral do texto; 59 votaram pelo seu destaque, e 3 deputados se abstiveram de votar. Passada a votação da lei, quando quase que se repetem os mesmos números, houve, então, a aprovação do projeto de lei n 2.401/2003 que gerou a nova Lei de Biossegurança (Lei n /2005), a qual foi sancionada pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, em 24/03/2005. A partir deste momento, os embriões que se encontram congelados, há mais de três anos, em clínicas de fertilização assistida, em todo o Brasil, poderão ser usados em pesquisas com células-tronco embrionárias, desde que sejam considerados inviáveis e o procedimento seja autorizado pelos pais. 21

22 produtos, modificados, geneticamente, ou, como são conhecidos, os transgênicos. Tratam-se ambas de matérias polêmicas, as quais suscitaram grandes questionamentos por toda a sociedade, interessando a este estudo, em específico, o tema acerca das pesquisas com embriões humanos. Tal situação, de extrema relevância, acirrou o debate acerca dos conceitos sobre o que seria a vida, como se inicia, se se pode considerar com vida um embrião congelado, que tenha menos de 14 dias, ou se este é apenas um amontoado de células, se há vida extra-uterina ou se esta se dá apenas após a nidação no útero materno e, ainda, se há preponderância da vida humana, seja ela em qualquer estágio, ou da qualidade de vida daqueles que buscam nas pesquisas embrionárias uma esperança de cura para diversas patologias. Entendendo ser esta última a discussão de maior relevância, já que, dentro dela, todas as dúvidas acima suscitadas deverão ser trabalhadas, elegeu-se esta como tema central da dissertação a ser desenvolvida, a fim de se buscarem esclarecimentos que possam responder tais questionamentos. Então, estabelecidos os conceitos, dedica-se a pesquisa, a partir do determinado no caput do art. 5 da Constituição Federal de 1988, a explorar o tema que trata da quarta parte do trabalho, o qual discorre sobre o direito à vida do embrião e sobre os fundamentos éticos relacionados à matéria, demonstrando tanto os fundamentos legais quanto os bioéticos que embasam as teorias a respeito. E, somente a partir desta, então, é que se pode chegar à citada última parte do estudo, a qual apresenta 22

23 o conflito gerado entre o direito à vida do embrião humano e o direito a um viver melhor. A vida com qualidade é buscada por todos aqueles que acreditam que, por meio das células-tronco embrionárias, poder-se-á chegar à cura das mais diversas doenças genéticas e adquiridas, bem como, também, ao tratamento de males como a tetraplegia. Para a solução do conflito, apresentam-se regras propostas, doutrinariamente, para a solução de conflitos de direitos fundamentais, posicionando-se a presente dissertação pelo que reputa ser o mais correto acerca da matéria, do ponto de vista do ordenamento nacional. Mas, por se entender que este tema tão polêmico, em que se destacam os mais diversos posicionamentos, está longe de ser superado, buscar-se-á apenas contribuir para com o desenvolvimento da matéria, sem, contudo, pretender esgotá-la, já que se entende que muito há, ainda, que se discutir e pesquisar antes de se chegar a um consenso. Cabe destacar, ainda, que do ponto de vista metodológico, se buscou orientar por meio de obras atuais de metodologia, elegendo como base de estudo aquelas que foram, seguramente, sugeridas na disciplina de Metodologia da Pesquisa Jurídica, realizada como matéria obrigatória no presente curso de Mestrado em Direito, as quais se encontram devidamente citadas na bibliografia de base do estudo, orientando-se, também, pelos ensinamentos ministrados pelo atento orientador. 23

24 24

25 2 PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DO DIREITO À VIDA E O DIREITO À VIDA COM QUALIDADE 2.1 O Conceito de vida Da etimologia ao conceito filosófico A palavra vida, como tantas outras, em cada língua tem sua forma de ser escrita. Derivada do grego ß o, escreve-se em latim e italiano como sendo vita; no inglês, life; no francês, vie e, no alemão, Leben. Mas, independentemente da forma como se escreve, indica o fenômeno que ocorre com os mais diversos seres por um determinado período de tempo, ou seja, do início ao seu término, a qual pode, ainda, transcender de acordo com a crença. Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, por vida, tem-se 1. conjunto de propriedades e qualidades graças as quais animais e plantas, ao contrário dos organismos mortos ou da matéria bruta, se mantêm em contínua atividade, manifestada em funções orgânicas tais como o metabolismo (2), o crescimento (1), a reação a estímulos, a adaptação ao meio, a reprodução (1), e outras; 25

26 existência. 2. estado ou condição dos organismos que se mantêm nessa atividade desde o nascimento até a morte; existência; 3. a flora e/ou a fauna; 4. a vida humana; 5. o espaço de tempo que decorre desde o nascimento até a morte; existência; 2, sendo, portanto, no sentido em que se analisará, uma atividade funcional peculiar aos animais, vegetais e ao homem. Na Antigüidade, os fenômenos da vida eram caracterizados com base em sua capacidade de autoprodução, vale dizer, com base na espontaneidade com que os seres vivos se movem, se nutrem, crescem, se reproduzem e morrem, de um modo que, pelo menos aparente e relativamente, não depende das coisas externas 3. O filósofo grego Platão identificava vida à alma, já que ele considerava própria da alma a capacidade de mover-se por si 4 ; Aristóteles entendia por vida a nutrição, o crescimento e a destruição que se originam por si mesmos 5. Na idade média, São Tomás de Aquino entendia que vida significava a substância à qual convém por natureza mover-se ou conduzir-se espontaneamente e de qualquer modo à ação 6, sendo a alma o seu princípio. 2 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. O Dicionário Aurélio Eletrônico (Novo Dicionário Aurélio) Século XXI. Lexicon Informática Ltda (Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira), Verbete: Vida. 3 ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, p Ibid, p Ibid, p Ibid, p

27 Com Descartes e Hobbes foi que surgiu o conceito mecanicista de vida, comparando o homem e os organismos vivos em geral à máquina bem montada, onde se manteve, portanto, o sentido de autonomia separado da ligação com a alma que fora anteriormente tratado 7. Leibniz, para quem o conceito de vida se faz de acordo com o princípio da física que diz que um corpo só se move se impelido por um corpo vizinho e em movimento, considerava que a única teoria da V. compatível com esse princípio é a da harmonia preestabelecida, segundo a qual a V. consiste na concordância da ação das substâncias, preestabelecidas por Deus 8. Kant asseverava que a vida é a capacidade de atuar segundo a faculdade de desejar 9. Hegel identificava vida com o princípio que dá início e movimento a si mesmo 10, e Bergson entendia a fonte da vida como sendo a consciência criadora que extrai de si mesma tudo o que se produz. Extrai-se, portanto, que o conceito filosófico para vida demonstra uma idéia de poder de autonomia, de se autoregular, mover-se sem depender de coisa alguma, o que, para alguns, dependia, também, da alma (do latim animus), sendo por isso ligados. 7 A disputa entre vitalismo e mecanicismo versa sobre o seguinte: o mecanicismo afirma que a V. é devida a certa organização físico-química da matéria corpórea, enquanto o vitalismo considera que essa organização não é suficiente, e que a V. depende de um princípio de natureza espiritual (Ibid, p ). 8 Ibid, p Ibid, p Ibid, p

28 2.1.2 Conceito bioquímico Para a bioquímica, vida é um processo químico envolvendo milhares de reações diferentes de forma organizada, as chamadas reações metabólicas, ou, mais simplesmente, metabolismo Conceito biológico Tendo em vista que a vida está em constante evolução, os biólogos elaboraram alguns princípios com os quais entendem poder demonstrar os requisitos para se determinar a vida, sendo eles: 1) o fato de que todo organismo vivo tem que existir tanto no tempo quanto no espaço; 2) apresentar auto-reprodução ou se reproduzir em outro organismo; 3) armazenar informações sobre si próprio; 4) alternar-se por metabolismo, sendo capaz de transformar matéria em energia; 5) agir no seu próprio ambiente; 6) conter partes interdependentes, e 7) manter a estabilidade durante as mudanças das condições ambientais, evoluir e crescer ou expandir ALARCÓN, Pietro de Jesús Lora. Patrimônio Genético Humano e sua proteção na Constituição Federal de São Paulo: Editora Método, p Conceito biológico de vida. Disponível em: <http://www.geocities.com/eureka/3211/v biol.htm>. Acesso em: 02/09/04, às 14:00 hs. 28

29 2.1.4 Conceito jurídico Pode-se afirmar que boa parte dos juristas, pelo menos os aqui consultados, não tiveram a pretensão de estabelecer um conceito para se estabelecer o que seria vida, em sua respectiva ótica, prendendo-se mais em realizar uma análise do que esta representa dentro do ordenamento pátrio (para tanto, transcreve-se o que dizem alguns doutrinadores acerca do termo). José Afonso da Silva assevera: Não intentaremos dar uma definição disto que se chama vida, porque é aqui que se corre o grave risco de ingressar no campo da metafísica supra-real, que não nos levará a nada. Mas alguma palavra há de ser dita sobre esse ser que é objeto de direito fundamental. Vida, no texto constitucional (art. 5, caput), não será considerada apenas no seu sentido biológico de incessante auto-atividade funcional, peculiar à matéria orgânica, mas na sua acepção biográfica mais compreensiva. Sua riqueza significativa é de difícil apreensão porque é algo dinâmico, que se transforma incessantemente sem perder sua própria identidade. É mais um processo (processo vital), que se instaura com a concepção (ou germinação vegetal), transforma-se, progride, mantendo sua identidade, até que muda de qualidade, deixando, então, de ser vida para ser morte. Tudo que 29

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ

NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ NOVOS INSTRUMENTOS PERMITEM CONCRETIZAR DIREITOS HUMANOS NO STF E STJ (Conjur, 10/12/2014) Alexandre de Moraes Na luta pela concretização da plena eficácia universal dos direitos humanos o Brasil, mais

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

Direitos Fundamentais i

Direitos Fundamentais i Direitos Fundamentais i Os direitos do homem são direitos válidos para todos os povos e em todos os tempos. Esses direitos advêm da própria natureza humana, daí seu caráter inviolável, intemporal e universal

Leia mais

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro

Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Validação dos tratados internacionais ambientais no ordenamento jurídico brasileiro Semana de Produção e Consumo Sustentável Mauricio Pellegrino de Souza FIEMG Convenção de Viena 1969 Direito dos Tratados

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público.

RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público. RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS ECONOMICOS E SOCIAIS DA CIDADANIA: Efetivação de Políticas de Prevenção da Criminalidade pelo Ministério Público. - Resumo e destaques objetivos da Conferência proferida no

Leia mais

A ARTE DE EDUCAR FRENTE AOS DI REITOS FUNDAM ENTAIS

A ARTE DE EDUCAR FRENTE AOS DI REITOS FUNDAM ENTAIS A ARTE DE EDUCAR FRENTE AOS DI REITOS FUNDAM ENTAIS ELIANE FLAUZINO 1 FAPI FACULDADES DE PINHAIS PINHAIS-PR DOURIVALDO TEIXEIRA DE ARAÚJO 2 FAPI FACULDADES DE PINHAIS PINHAIS-PR Área: Direito Eixo: Salud

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS BR/1998/PI/H/4 REV. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Brasília 1998 Representação

Leia mais

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem. Preâmbulo Considerando

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS UNIC / Rio / 005 - Dezembro 2000 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros

Leia mais

DIREITO CONSTITUCIONAL PROF. DRA. VÂNIA HACK DE ALMEIDA

DIREITO CONSTITUCIONAL PROF. DRA. VÂNIA HACK DE ALMEIDA 1 DIREITO CONSTITUCIONAL PONTO 1: DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS PONTO 2: a) CLASSIFICAÇÃO DOS DIR. E GARANTIAS FUNDAMENTAIS. b) PRINCÍPIOS E REGRAS ART. 5º, 3º 1 - CF - Dir. Humanos. No caput do art.

Leia mais

Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades

Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades Remédio constitucional ou remédio jurídico, são meios postos à disposição dos indivíduos e cidadão para provocar a intervenção das autoridades competentes, visando sanar ilegalidades ou abuso de poder

Leia mais

www. Lifeworld.com.br

www. Lifeworld.com.br 1 Artigos da Constituição Mundial A Constituição Mundial é composta de 61º Artigos, sendo do 1º ao 30º Artigo dos Direitos Humanos de 1948, e do 31º ao 61º Artigos estabelecidos em 2015. Dos 30 Artigos

Leia mais

Nota Técnica. Contra a Redução da Maioridade Penal

Nota Técnica. Contra a Redução da Maioridade Penal Nota Técnica Contra a Redução da Maioridade Penal A Defensoria Pública do Estado de São Paulo, por meio do Núcleo Especializado de Infância e Juventude, diante da missão de exercer a defesa dos interesses

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM com a Independência dos E.U.A. e a Revolução Francesa, a Declaração Universal dos Direitos do Homem é um documento extraordinário que precisa ser mais conhecido

Leia mais

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Preâmbulo. Considerando essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL

AULA 10 CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL Faculdade do Vale do Ipojuca - FAVIP Bacharelado em Direito Autorizado pela Portaria nº 4.018 de 23.12.2003 publicada no D.O.U. no dia 24.12.2003 Curso reconhecido pela Portaria Normativa do MEC nº 40,

Leia mais

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos

Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Naões Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas adotou

Leia mais

FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL

FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL FLÁVIO ALENCAR DIREITO CONSTITUCIONAL 78 QUESTÕES DE PROVAS DA BANCA ORGANIZADORA DO CONCURSO SEFAZ/MS E DE OUTRAS INSTITUIÇÕES DE MS GABARITADAS. Seleção das Questões: Prof. Flávio Alencar Coordenação

Leia mais

Francisco José Carvalho

Francisco José Carvalho 1 Olá caro leitor, apresento a seguir algumas considerações sobre a Teoria da Função Social do Direito, ao qual considero uma teoria de direito, não apenas uma teoria nova, mas uma teoria que sempre esteve

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Direito agrário: função social da propriedade; sua evolução e história Paula Baptista Oberto A Emenda Constitucional Nº. 10 de 10/11/64 foi o grande marco desta recente ciência jurídica

Leia mais

Prof. José Nabuco Filho. Aborto

Prof. José Nabuco Filho. Aborto Aborto Apostila 1. Introdução Sob o nomem juris de aborto, o Código Penal tipifica quatro crimes diferentes: 1 duas definidas no art. 124, tendo como sujeito ativo a gestante; outras duas, em que o sujeito

Leia mais

O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA

O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA 71 O SILÊNCIO DA LEI NA ESFERA ADMINISTRATIVA Camilla Mendonça Martins Acadêmica do 2º ano do curso de Direito das FITL AEMS Mariana Ineah Fernandes Acadêmica do 2º ano do curso de Direito das FITL AEMS

Leia mais

Declaração Universal dos. Direitos Humanos

Declaração Universal dos. Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Ilustrações gentilmente cedidas pelo Fórum Nacional de Educação em Direitos Humanos Apresentação Esta é mais uma publicação da Declaração Universal dos Direitos

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015)

PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) PROJETO DE LEI Nº 5.237, DE 2013 (Apenso: Projeto de Lei nº 385, de 2015) Acrescenta inciso V ao art. 3º da Lei 9.474, de 22 de agosto de 1997, e inciso VI e parágrafo único ao art. 7º da Lei nº 6.815,

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO

RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO RESPOSTA A QUESTÃO DE ORDEM SOBRE A INCLUSÃO DE MATÉRIA ESTRANHA À MEDIDA PROVISÓRIA EM PROJETO DE LEI DE CONVERSÃO ENVIADO À APRECIAÇÃO DO SENADO Em resposta à questão de ordem apresentada pelo Senador

Leia mais

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER

DIVISÃO ESPACIAL DO PODER DIVISÃO ESPACIAL DO PODER FORMA DE ESTADO: UNITÁRIO 1. Puro: Absoluta centralização do exercício do Poder; 2. Descentralização administrativa: Concentra a tomada de decisões, mas avança na execução de

Leia mais

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil

Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Brasil Psicologia Clínica ISSN: 0103-5665 psirevista@puc-rio.br Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Brasil Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)

Leia mais

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber:

A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos, a saber: Posição Compromissória da CRFB e a Doutrina da Efetividade A partir desta posição compromissória da Constituição de 1988, a efetividade dos direitos sociais fica submetida a uma miríade de obstáculos,

Leia mais

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014

Núcleo de Pesquisa e Extensão do Curso de Direito NUPEDIR VII MOSTRA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (MIC) 25 de novembro de 2014 SOBRE A PROTEÇÃO DA VIDA ANTES DO NASCIMENTO: DA PERSONALIDADE JURÍDICA E DOS DIREITOS DO NASCITURO Angélica Eikhoff 1 Cláudia Taís Siqueira Cagliari 2 SUMÁRIO: 1 INTRODUÇÃO. 2 A PERSONALIDADE JURÍDICA

Leia mais

BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense

BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense BIOÉTICA E MANIPULAÇÃO DE EMBRIÕES Prof. Ms. Lia Cristina Campos Pierson Professora de Medicina Forense A personalidade só começa quando o sujeito tem consciência de si, não como de um eu simplesmente

Leia mais

CÉLULAS-TRONCO - UM ENFOQUE SOBRE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E VALORES HUMANOS

CÉLULAS-TRONCO - UM ENFOQUE SOBRE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E VALORES HUMANOS CÉLULAS-TRONCO - UM ENFOQUE SOBRE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E VALORES HUMANOS Elaborado em 04.2008 Vitor Vilela Guglinski Graduado em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Vianna Júnior.

Leia mais

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas)

Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) Questões Dissertativas (máximo 15 linhas) 1) O que é tributo? Considerando a classificação doutrinária que, ao seguir estritamente as disposições do Código Tributário Nacional, divide os tributos em "impostos",

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Estado KWY editou norma determinando a gratuidade dos estacionamentos privados vinculados a estabelecimentos comerciais, como supermercados, hipermercados, shopping

Leia mais

OAB 2ª Fase Direito Constitucional Meta 4 Cristiano Lopes

OAB 2ª Fase Direito Constitucional Meta 4 Cristiano Lopes OAB ª Fase Direito Constitucional Meta Cristiano Lopes 0 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. META LEITURA OBRIGATÓRIA Legislação: CF, arts. ; Doutrina: Poder legislativo

Leia mais

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER HUMANO 1 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: DIREITO FUNDAMENTAL AO SER RESUMO HUMANO Luísa Arnold 1 Trata-se de uma apresentação sobre a preocupação que o homem adquiriu nas últimas décadas em conciliar o desenvolvimento

Leia mais

Dicas de Direitos Humanos

Dicas de Direitos Humanos Coleção Passe no Exame da OAB Dicas de Direitos Humanos Com a alteração das diretrizes do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, através do art.6 o do Provimento 136/09, é fundamental que o candidato

Leia mais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais

Juristas Leigos - Direito Humanos Fundamentais. Direitos Humanos Fundamentais Direitos Humanos Fundamentais 1 PRIMEIRAS NOÇÕES SOBRE OS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS 1. Introdução Para uma introdução ao estudo do Direito ou mesmo às primeiras noções de uma Teoria Geral do Estado

Leia mais

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série

PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série PROFª CLEIDIVAINE DA S. REZENDE Disc. Sociologia / 1ª Série 1 - DEFINIÇÃO Direitos e deveres civis, sociais e políticos usufruir dos direitos e o cumprimento das obrigações constituem-se no exercício da

Leia mais

IMUNIDADE PARLAMENTAR À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

IMUNIDADE PARLAMENTAR À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 DIVANI ALVES DOS SANTOS IMUNIDADE PARLAMENTAR À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-Graduação do Cefor como parte das exigências do curso de Especialização

Leia mais

Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores)

Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores) 53 Controle de Constitucionalidade (Princípios Norteadores) Camila Novaes Lopes Juíza de Direito do II Juizado Especial Cível - Capital Durante o curso de Controle de Constitucionalidade ministrado pela

Leia mais

DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*)

DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*) DOS DIREITOS SOCIAIS NA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL (*) Carlos Mário da Silva Velloso (**) SUMÁRIO: 1. As primeiras Declarações de Direitos: direitos de cunho individual. 2. A constitucionalização dos direitos

Leia mais

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007.

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. Aprova a Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos - PNPDDH, define prazo para a elaboração do Plano Nacional de Proteção aos Defensores

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br O direito à saúde na Constituição Federal de 1988: caracterização e efetividade Alexandre Gonçalves Lippel* 1. Caracterização do direito à saúde O direito à saúde emerge no constitucionalismo

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Declaração Universal dos Direitos do Homem Declaração Universal dos Direitos do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06)

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06) Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006 (pt. nº. 3.556/06) Constitui, na comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e dá providências correlatas. O Colégio de Procuradores

Leia mais

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades

II A realização dos direitos fundamentais nas cidades DIREITO À CIDADE UM EXEMPLO FRANCÊS Por Adriana Vacare Tezine, Promotora de Justiça (MP/SP) e Mestranda em Direito Urbanístico na PUC/SP I Introdução A determinação do governo francês de proibir veículos

Leia mais

Prof. Murillo Sapia Gutier

Prof. Murillo Sapia Gutier Prof. Murillo Sapia Gutier Conceito: Completo bem-estar físico, mental e espiritual; Constitucionalização do Direito à Saúde; Higidez como direito fundamental; Valor vida humana: acarreta no direito subjetivo

Leia mais

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS

TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Autora: Idinéia Perez Bonafina Escrito em maio/2015 TRATADOS INTERNACIONAIS E SUA INCORPORAÇÃO NO ORDENAMENTO JURÍDICO 1. DIREITOS FUNDAMENTAIS E TRATADOS INTERNACIONAIS Nas relações internacionais do

Leia mais

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de

ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de ARTIGO: Efeitos (subjetivos e objetivos) do controle de constitucionalidade Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: há diversas modalidades de controle de constitucionalidade previstas no direito brasileiro.

Leia mais

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas.

Palavras-chaves: Impeachment, Presidente da Republica, Infrações Político- administrativas. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA IMPEACHMENT Fernando França Caron Especialista em Direito Constitucional pela Faculdade Damásio de Jesus Docente do Curso de Direito da UNILAGO RESUMO A Constituição Federal de

Leia mais

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012

RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS. 1ª Edição OUT 2012 RICARDO S. PEREIRA NOÇÕES DE DIREITOS HUMANOS TEORIA 38 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS GABARITADAS Teoria e Seleção das Questões: Prof. Ricardo S. Pereira Organização e Diagramação: Mariane dos Reis 1ª

Leia mais

A EUTANÁSIA À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DIREITO À VIDA

A EUTANÁSIA À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DIREITO À VIDA A EUTANÁSIA À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DO DIREITO À VIDA Equipe: Juliana Maria Araújo de Sales Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Luana Elaine da Silva - Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)

Leia mais

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E

ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E ARTIGO: TRATADOS INTERNACIONAIS SOBRE DIREITOS HUMANOS E O ORDENAMENTO INTERNO Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: este artigo visa observar a relação existente entre os tratados internacionais sobre

Leia mais

Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento/CEFOR Especialização em Instituições e processos Políticos do Legislativo

Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento/CEFOR Especialização em Instituições e processos Políticos do Legislativo Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento/CEFOR Especialização em Instituições e processos Políticos do Legislativo Maria Amélia da Silva Castro A função controle exercida pelo parlamento: o papel

Leia mais

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice ÍNDICE Estrada Dona Castorina, 124 Jardim Botânico Rio de Janeiro RJ CEP: 22460-320 Tel.: 21 35964006 A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 e as competências florestais dos entes públicos Roberta Rubim del Giudice

Leia mais

O BIODIREITO, A BIOÉTICA E AS CÉLULAS-TRONCO

O BIODIREITO, A BIOÉTICA E AS CÉLULAS-TRONCO 1 O BIODIREITO, A BIOÉTICA E AS CÉLULAS-TRONCO FABENE, L. R. Resumo: O tema apresentado está em voga, e tem presença constante nos meios midiáticos. Isto porque a palavra célula-tronco traz esperança de

Leia mais

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito:

1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: 1. (FCC/TRT3/Analista/2009) São exemplos de atuação concreta da Administração Pública fundada no poder de polícia em sentido estrito: (A) desapropriação de terras improdutivas. (B) penhora de bens em execução

Leia mais

CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA

CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA CIDADANIA E MEIO AMBIENTE, À LUZ DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA CLOVIS BRASIL PEREIRA SUMÁRIO: 1. O conceito de cidadania e sua evolução no Brasil - 2. Os direitos fundamentais e o exercício

Leia mais

Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes. Organização do Estado Federação na Constituição de 1988

Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes. Organização do Estado Federação na Constituição de 1988 Direito Constitucional 3º semestre Professora Ilza Facundes Organização do Estado Federação na Constituição de 1988 a) CARACTERÍSTICAS I. Órgãos representativos: Câmara dos Deputados Representa o Povo

Leia mais

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal

O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal O Estudo da Proteção do Meio Ambiente Cultural Segundo a Constituição Federal Graziela Feltrin Vettorazzo Formada pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo em 2012, advogada atuando na área do

Leia mais

Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor

Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor 111 Considerações sobre Saúde Suplementar no Brasil e a incidência da Lei 9.656/98 diante dos princípios do Código de Defesa do Consumidor Daniella Alvarez Prado 1 INTRODUÇÃO A Constituição, como corpo

Leia mais

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº, DE 2015 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br Direito Ambiental Internacional e Interno: Aspectos de sua Evolução Publicado na Gazeta Mercantil em 12 de dezembro de 2002 Paulo de Bessa Antunes Advogado Dannemann Siemsen Meio

Leia mais

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 TÍTULO: O PODER JUDICIÁRIO NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS SUBÁREA: DIREITO INSTITUIÇÃO: CENTRO

Leia mais

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS

LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS LATROCÍNIO COM PLURALIDADE DE VÍTIMAS ALESSANDRO CABRAL E SILVA COELHO - alessandrocoelho@jcbranco.adv.br JOSÉ CARLOS BRANCO JUNIOR - jcbrancoj@jcbranco.adv.br Palavras-chave: crime único Resumo O presente

Leia mais

DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM

DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM DECLARAÇÃO AMERICANA DOS DIREITOS E DEVERES DO HOMEM Resolução XXX, Ata Final, aprovada na IX Conferência Internacional Americana, em Bogotá, em abril de 1948. A IX Conferência Internacional Americana,

Leia mais

1) FUNDAMENTOS: SOCIDIVAPLU

1) FUNDAMENTOS: SOCIDIVAPLU A palavra mnemônica provém do termo grego menmóne, que significa recordação. Pode se aplicar a qualquer técnica de memorização. Mesmo assim, é mais utilizada para designar técnicas baseadas em palavras,

Leia mais

O DIREITO DE ADESÃO AOS PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL POR PARTE DOS REFUGIADOS RESIDENTES NO BRASIL.

O DIREITO DE ADESÃO AOS PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL POR PARTE DOS REFUGIADOS RESIDENTES NO BRASIL. O DIREITO DE ADESÃO AOS PROGRAMAS SOCIAIS DO GOVERNO FEDERAL POR PARTE DOS REFUGIADOS RESIDENTES NO BRASIL. Carolina Scherer Procuradora Federal Procuradora-Chefe junto ao Instituto de Pesquisa Econômica

Leia mais

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça

Ministério da Justiça. Intervenção do Ministro da Justiça Intervenção do Ministro da Justiça Sessão comemorativa do 30º Aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos do Homem Supremo Tribunal de Justiça 10 de Novembro de 2008 Celebrar o

Leia mais

SABER DIREITO FORMULÁRIO

SABER DIREITO FORMULÁRIO Programa Saber Direito TV Justiça Outubro de 2010 Curso: Poder Constituinte Professor: André Alencar SABER DIREITO FORMULÁRIO TÍTULO DO CURSO PODER CONSTITUINTE PROFESSOR ANDRÉ ALENCAR TÍTULO Máximo de

Leia mais

PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA PARECER N.º P/01/APB/05 SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EMBRIÕES HUMANOS EM INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA RELATOR: RUI NUNES 1 PREÂMBULO Poucas questões têm despertado tanta controvérsia como a natureza e a atribuição

Leia mais

A CONCILIAÇÃO: DEVER ÉTICO DO ADVOGADO

A CONCILIAÇÃO: DEVER ÉTICO DO ADVOGADO A CONCILIAÇÃO: DEVER ÉTICO DO ADVOGADO EM BUSCA DA PAZ E DA JUSTIÇA Maria Avelina Imbiriba Hesketh 1 1. Introdução A prestação jurisdicional efetiva é uma questão de Justiça Social. Antes de entrar no

Leia mais

O TERCEIRO SETOR Breves considerações. Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito

O TERCEIRO SETOR Breves considerações. Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito O TERCEIRO SETOR Breves considerações Nelson R. Bugalho Promotor de Justiça e Professor Universitário Mestrando em Direito SUMÁRIO: I- Introdução; II- A ética da responsabilidade social; III- O Terceiro

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato *

A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL. Fábio Konder Comparato * A RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM MATÉRIA DE POLÍTICA INTERNACIONAL Fábio Konder Comparato * Dispõe a Constituição em vigor, segundo o modelo por nós copiado dos Estados Unidos, competir

Leia mais

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com

Reflexões sobre Empresas e Direitos Humanos. Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com Reflexões sobre Empresas e Leticia Veloso leticiahelenaveloso@outlook.com PRINCÍPIOS ORIENTADORES SOBRE EMPRESAS E DIREITOS HUMANOS (ONU, 2011): 1. PROTEGER 2. RESPEITAR 3. REPARAR Em junho de 2011, o

Leia mais

Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015

Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015 Comentários à Prova de Papiloscopista da Polícia Civil do Estado de Goiás provas em 24.03.2015 Questão FUNIVERSA/PC-GO Papiloscopista - 2015 Quanto aos Direitos Humanos na Constituição Federal de 1988,

Leia mais

EVOLUÇÃO DA APLICAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS SOCIAIS NO ORDENAMENTO JURIDICO BRASILEIRO.

EVOLUÇÃO DA APLICAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS SOCIAIS NO ORDENAMENTO JURIDICO BRASILEIRO. 1 EVOLUÇÃO DA APLICAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS SOCIAIS NO ORDENAMENTO JURIDICO BRASILEIRO. Clarissa Felipe Cid 1 Sumário:1. Introdução. 2. A distinção entre direitos humanos e fundamentais. 3. Como são aplicadas

Leia mais

História dos Direitos Humanos

História dos Direitos Humanos História dos Direitos Humanos Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Os direitos humanos são o resultado de uma longa história, foram debatidos ao longo dos séculos por filósofos e juristas. O início

Leia mais

2. O diploma legal hierarquicamente superior da ordem jurídica dos Estados Democráticos de Direito da atualidade denomina-se: Escolher uma resposta.

2. O diploma legal hierarquicamente superior da ordem jurídica dos Estados Democráticos de Direito da atualidade denomina-se: Escolher uma resposta. Direitos Humanos de 1 a 4 Aula Tema 1 1. Os direitos humanos fundamentais e o poder político coexistem sob a égide do sistema de três Poderes harmônicos e independentes entre si, formulado por Montesquieu.

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL

IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO TRIBUNAL DO JURI NA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL Jonas Guedes 1 Resumo: O tema abordado no presente artigo versará sobre a impossibilidade jurídica do Tribunal do Júri na Justiça

Leia mais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais

Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais Adotado e aberto à assinatura, ratificação e adesão pela resolução 2200A (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 16 de Dezembro

Leia mais

APRESENTAÇÃO. 1 E não é à toa. Na zona do Euro, por exemplo, em 2002, as despesas públicas com serviços de

APRESENTAÇÃO. 1 E não é à toa. Na zona do Euro, por exemplo, em 2002, as despesas públicas com serviços de APRESENTAÇÃO A Conferência Mundial sobre Direitos Humanos afirma que a pobreza extrema e a exclusão social constituem uma violação da dignidade humana e que devem ser tomadas medidas urgentes para se ter

Leia mais

KAREN ARTONI FERNANDEZ

KAREN ARTONI FERNANDEZ 1 KAREN ARTONI FERNANDEZ O direito de greve e suas principais questões polêmicas Artigo Científico Jurídico apresentado como exigência final da disciplina Trabalho de Conclusão de Curso à Universidade

Leia mais

A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA. Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1

A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA. Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1134 A LEI MARIA DA PENHA E A AÇÃO PENAL CABÍVEL À VÍTIMA Maria Eduarda Lopes Coelho de Vilela 1 1 Discente do 6º

Leia mais

Governo do Estado do Rio Grande do Norte Gabinete da Governadora

Governo do Estado do Rio Grande do Norte Gabinete da Governadora Governo do Estado do Rio Grande do Norte Gabinete da Governadora Ofício nº 030/2011-GE Natal, 07 de fevereiro de 2011. A Sua Excelência o Senhor Deputado RICARDO MOTTA Presidente da Assembléia Legislativa

Leia mais

Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL O DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA Nº 1

Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL O DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA Nº 1 Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL O DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA Nº 1 Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social Coordenadoria da Proteção

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 92/IX INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE - (ALTERAÇÃO DE PRAZOS) Exposição de motivos

PROJECTO DE LEI N.º 92/IX INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE - (ALTERAÇÃO DE PRAZOS) Exposição de motivos PROJECTO DE LEI N.º 92/IX INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE - (ALTERAÇÃO DE PRAZOS) Exposição de motivos O conhecimento da ascendência verdadeira é um aspecto relevante da personalidade individual,

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 067, DE 2011 Regulamenta o exercício das profissões de transcritor e de revisor de textos em braille. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º Na produção de textos no sistema

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

PROGRAMA DE GESTÃO EM SECRETARIADO (MODALIDADE À DISTÂNCIA) CURSO GESTÃO DE CONFLITOS E NEGOCIAÇÃO

PROGRAMA DE GESTÃO EM SECRETARIADO (MODALIDADE À DISTÂNCIA) CURSO GESTÃO DE CONFLITOS E NEGOCIAÇÃO PROGRAMA DE GESTÃO EM SECRETARIADO (MODALIDADE À DISTÂNCIA) CURSO GESTÃO DE CONFLITOS E NEGOCIAÇÃO Autoria: Anilton Sodré 1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma vez ingressante na Administração Pública (AP), o servidor

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS

DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS DIREITO PROCESSUAL PENAL COMPETÊNCIAS Atualizado em 03/11/2015 4. Competência Material Ratione Materiae: Divide-se em competência da Justiça Estadual, Federal, Eleitoral e Militar (não falamos da Justiça

Leia mais