ACÇÃO MÉDICA. ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS PORTUGUESES Sede: Rua de Santa Catarina, porto SUMÁRIO ORGÃO E PROPRIEDADE DA A.M.C.P.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ACÇÃO MÉDICA. ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS PORTUGUESES Sede: Rua de Santa Catarina, 521 4000-452 porto SUMÁRIO ORGÃO E PROPRIEDADE DA A.M.C.P."

Transcrição

1 Abel Sampaio Tavares Laureano Santos Walter Osswald Levi Guerra Daniel Serrão ANO LXIX, Nº 1 MARÇO 2005 Fundador José de Paiva Boléo Director e Editor J. Paiva Boléo-Tomé Administradora Ana Sarmento Presidente: Vice-Presidente: Secretário: Tesoureiro: Vogais: Secretariado - Lisboa: Porto: António Sarmento Jorge Pereira Roberto Roncon de Albuquerque António Castro Ribeiro Rui Barreira António Maia Gonçalves João Amado Luís Guimarães Maria João Pestana de Vasconcelos Cidália Madeira Maria de Fátima Costa NÚCLEOS DIOCESANOS (PRESIDENTES) Aveiro: Braga: Coimbra: Évora: Lisboa: Porto: Setúbal: Viana do Castelo: Viseu: ORGÃO E PROPRIEDADE DA A.M.C.P. Redactores Conselho Científico Henrique Vilaça Ramos Jorge Biscaia José Pinto Mendes Amorim Rosa de Figueiredo António Maia Jorge Biscaia José Manuel Robles de Oliveira António Soares Franco Nuno Trigueiros Cunha Fernando J. M. Rolim António Pimenta de Castro Ovidio da Cruz Loureiro Mário Nascimento Ferreira Lesseps L. dos Reys Número de Identificação: ISSN INTERNATIONAL STANDARD SERIAL NUMBER Depósito Legal n /89 Dep. D.G.C.S. n Autorização CTT DE 0002/2005 DCN Administração: Rua de Santa Catarina, PORTO Telef Endereço na Internet: Redacção: Alameda D. Afonso Henriques, Esq LISBOA Execução Gráfica: T. Nunes, Lda - Rua Novo Horizonte, 313 Frejufe MAIA Tiragem: 1100 exemplares ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS PORTUGUESES Sede: Rua de Santa Catarina, porto DIRECÇÃO NACIONAL Vitor M. Neto José E. Pitta Grós Dias SUMÁRIO ABERTURA: O Sim e o Não - o dilema de uma cultura... J. BOLÉO-TOMÉ Matar por Amor?... Pedro VAZ PATTO Eutanásia - a morte indigna... Daniel SERRÃO O ensino da Bioética em Medicina Geral e Familiar... José Augusto Rodrigues SIMÕES No Décimo Aniversário da Carta dos Profissionais da Saúde... Walter OSSWALD DOCUMENTOS Nada pode justificar a eutanásia... Estado vegetativo persistente - parecer do CNECV... DOSSIER: CLONAGEM HUMANA - 3ª Parte Aspectos antropológicos e morais... A clonagem e a terapia celular... É missão da ONU proibir a clonagem... NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS O cinema e a eutanásia... Eutanásia e Estado Vegetativo Permanente... Que futuro para a Família?... Acção Médica hà 50 anos... Novos Associados... RESUMOS... CONDIÇÕES DE ASSINATURA Pagamento adiantado Associados da A.M.C.P.: desde que a quotização esteja regularizada recebem a revista sem mais qualquer encargo. Não Associados: Portugal Um ano (4 números) 20,00 Avulso 5,00 Estrangeiro Acrescem as despesas de envio Estudantes 10,

2 ABERTURA O SIM E O NÃO - O DILEMA DE UMA CULTURA - De novo a Vida. Não uma vida qualquer, das muitas que a natureza nos oferece sob as mais diversas formas. É a Vida Humana que continua em questão. Recorrente, qual febre ondulante, a Vida volta à ribalta para ser posta em causa. Em nome da escolha livre, em nome da autonomia da pessoa, em nome da compaixão, em nome da dignidade. No curto espaço de uma semana dois filmes premiados e um programa televisivo, assepticamente preparado para que nenhuma religião ali tivesse assento ou audiência, neste curto espaço de tempo é relançada a discussão: a Vida Humana será um bem absoluto, ou «só até certo ponto»? A Liberdade, bem precioso e exclusivo, pode pôr em causa a Vida e a sua marca de «valor absoluto»? A Autonomia individual, necessária para uma decisão livre, está presente e será mesmo possível em situações psicologicamente difíceis? Primeiro, a VIDA. Bem absoluto, constitui a base, o fundamento de todos os direitos. Acreditemos ou não num Deus Criador, a Vida é um bem que nos foi entregue para o administrarmos, para o valorizarmos, para o defendermos, em todos os componentes que a constituem - biológico, afectivo, social, psicológico, espiritual. Não somos donos da Vida, mas sim beneficiários e administradores, responsáveis pela sua conservação e aperfeiçoamento em qualidade. Quaisquer que sejam os factores exteriores que tornem difícil esta responsabilidade que nos foi entregue - doenças, agressões, dificuldades sociais, recusas, perseguições - é e será sempre obrigação nossa a sua defesa até ao último momento. Eu não posso dispor da minha vida como quem dispõe de qualquer bem material. Não tenho o direito a eliminá-la, como não tenho o direito de destruir um património que me foi confiado. Quando digo «a minha vida», estou a referir-me ao bem absoluto que administro, de que sou responsável único - ninguém pode arrogar-se o direito de dispor deste bem inteiramente pessoal. A pena de morte, qualquer que seja a forma que assuma, será sempre uma grave violação deste direito, primeiro e único, pois nele reside a base de toda a construção social justa. 3 4 Segundo, a LIBERDADE. Palavra que enche as bocas e os corações de muitos, que faz parte do vocabulário político obrigatório, seja de moderados ou de extremistas. Em nome dela se cometeram tremendos crimes, em defesa dela muitos foram sacrificados. A Liberdade é um bem precioso e exclusivo. Constituída pelos seus quatro tempos - capacidade de pensar, capacidade de escolher, capacidade de decidir, capacidade de actuar - solidamente implantados numa base de responsabilidade, a Liberdade é a característica fundamental do ser humano. É por ela e com ela que o ser humano se distingue radicalmente dos animais. A Liberdade é um bem interior. Não é política, não é social ou administrativa, não é legislável na sua essência. É um bem exclusivo, porque se encontra no interior de cada indivíduo e o caracteriza como humano. Mas, porque só é completa quando é assumida integralmente, responsavelmente, obriga o indivíduo a considerar a sua humanidade e a dos outros como geradoras de um código de deveres, dos quais o primeiro é, sem dúvida, o respeito essencial e indiscutível pela Vida Humana, seja qual for o indivíduo e a circunstância. Ao arrogar-se o poder de vida ou de morte sobre qualquer dos seus semelhantes, na saúde ou na doença, por mais grave e incapacitante que esta possa ser, o indivíduo viola gravemente a sua própria liberdade, não compreendendo que esse bem interior é intocável, se quiser continuar a ser humano. É um bem que caracteriza a humanidade, e que persiste para além do gesto perfeito ou imperfeito, da aparente capacidade limitada, da dificuldade de comunicação. É inalienável, qualquer que seja o pretexto invocado. O suicídio ou a morte por compaixão não passam de violações graves da liberdade, ao destruírem a sua essência, a Vida. Terceiro, a AUTONOMIA. A autonomia não é um bem absoluto. Seria quase possível dizer que a autonomia verdadeira não existe. Invocar a autonomia em defesa de um acto ou de um comportamento, é uma verdadeira ficção, se não mesmo uma mentira.

3 Queiramos ou não queiramos, toda a autonomia se encontra condicionada por uma enorme quantidade de factores externos e internos. Os «media» sabem-no bem e utilizam todas as formas possíveis de condicionamento intelectual para conseguirem atingir os seus objectivos - comerciais, sociais, políticos, comportamentais. Esta campanha pela eutanásia é uma amostra dos meios e técnicas utilizados para introduzir no espírito humano a mensagem condicionante. A autonomia pouco passa de uma ideia bonita, de uma figura de estilo, ou mesmo de uma fraude objectivamente estudada e montada. Mas o doente que sofre, desligado de pressões mediáticas, ou aquele que voluntariamente procura o médico, pedindo-lhe uma cirurgia, um tratamento mais ou menos complexo, terá ele a liberdade de espírito capaz de compreender os riscos, as dificuldades, que o médico pacientemente procura explicar-lhe? Alguma vez o chamado «consentimento informado» será realmente, na maior parte dos doentes, um consentimento esclarecido, completamente autónomo, livre de informações tendenciosas, tão abundantes em certas revistas? A nossa experiência profissional, às vezes bem amarga, demonstra exactamente que o doente apenas ouviu o que quis, esquecendo o que o podia incomodar. É mais do que evidente que o doente que sofre, mergulhado numa solidão afectiva que o faz sentir-se não apenas inútil mas indesejado, não dispõe de qualquer autonomia que lhe permita, em liberdade responsável, fazer a escolha terrível - a morte, a que só por escárneo alguns dão o nome de compassiva (de «compassione» = sofrimento em comum, comunidade de sentimentos...). É esta, a autonomia ausente, que se ergue como uma bandeira em defesa da eutanásia (a pedido ou sem pedido...), do aborto livre, talvez do infanticídio, talvez da limpeza étnica ou política, seguindo disfarçadamente os passos nazis da Alemanha de Hitler, ou os passos soviéticos de Estaline. Os passos, os argumentos e os resultados serão os mesmos, com outra linguagem, cobertos com a bandeira da liberdade herdada da Revolução Francesa e dos seus tremendos massacres. VIDA, LIBERDADE, AUTONOMIA. Três conceitos numa sociedade cinzenta, que recusa o Sim e o Não, cristalinos como os olhos de uma criança. Vida e Liberdade que se afundam numa autonomia feita à medida dos egoísmos e das conveniências de grupos. Vida e Liberdade, constantemente postas em causa na sua essência, a primeira como Bem Absoluto, a segunda como Bem Exclusivo. Está em discussão a humanidade da pessoa. Este é o verdadeiro dilema de uma cultura de morte, que esqueceu ou pôs de parte os valores fundamentais da existência humana. É nosso dever primeiro, levantar a voz e lutar por eles. J. BOLÉO-TOMÉ 5 6

4 8 MATAR POR AMOR? * Pedro VAZ PATTO Dois filmes actualmente em cartaz (Million Dollar Baby e Mar Adentro), ambos premiados com os óscares, trazem o tema da eutanásia para a ordem do dia. Não o fazem de modo imparcial. Em qualquer deles se descobre uma nítida intenção apologética em relação à eutanásia, com recurso à manipulação sentimental. É difícil encontrar hoje outros filmes tão ideologicamente marcados. Não é abusivo pensar numa verdadeira campanha que pretende preparar a mentalidade comum para a aceitação pacífica da legalização de mais um atentado à vida, escondido atrás da aparência de causas nobres. Parece que se quer convencer as pessoas de que a solidariedade e a compaixão podem levar a matar alguém, ou a ajudar alguém a morrer. Aquelas mesmas pessoas que sempre pensaram que o amor deve, antes, levar a ajudar as pessoas a viver, e a procurar, por exemplo, que quem manifesta o desejo de se suicidar desista da ideia, ou a impedi-lo até de a concretizar. Apresenta-se a aceitação do pedido de eutanásia como uma manifestação de respeito pela autonomia individual, valor que hoje se quer colocar acima de todos os outros. Mas não tem sentido invocar a liberdade contra a vida. A liberdade supõe a vida e, ao suprimir a vida, suprime-se a raiz da liberdade. Há, por outro lado, bens indisponíveis. A vida, como o núcleo essencial da dignidade da pessoa humana, é um bem indisponível. O consentimento do ofendido, tal como não justifica o homicídio a pedido e a eutanásia, não justifica a escravatura, a prostituição ou formas extremas de exploração económica. Os direitos humanos têm por objecto bens que conduzem à realização e aperfeiçoamento da pessoa humana enquanto tal. Por isso, como não tem sentido falar em direito à * Texto divulgado por Internet em 8/03/2005. escravatura e em direito à doença, não tem sentido falar em direito à morte, à supressão da pessoa. Em quase todos estes casos, não pode sequer falar-se do exercício livre e esclarecido da liberdade. Sabe-se que o pedido de eutanásia é, com frequência, um sinal de um estado depressivo mais ou menos transitório, ou uma manifestação de desespero que oscila com manifestações contraditórias de apego à vida. De qualquer modo, nunca é possível saber se o pedido, ainda que insistente, se manteria no futuro, ou se a pessoa que o formula não viria a arrepender-se. E as consequências da satisfação desse pedido são em absoluto irreversíveis. Também o mais comum é que quem tenta o suicídio venha depois a agradecer a quem, desrespeitando a sua pretensa autonomia, o tenha impedido de consumar os seus intentos. Há quem tenha contactado Ramon Sampredo, o protagonista do filme Mar Adentro, e duvide da sua perfeita integridade psíquica, ou esteja convencido de ele que poderia vir a mudar de ideias. Pretende-se, com a eutanásia, eliminar os sofrimentos. Mas não se trata de eliminar os sofrimentos, trata-se de eliminar a pessoa. Não se trata de proporcionar a vida em melhores condições e sem sofrimento, trata-se de suprimir a vida. Amar a pessoa que sofre é ajudá-la a viver, não ajudá-la a morrer. É eliminar o sofrimento na medida do possível e ajudá-la a encontrar um sentido para o sofrimento inevitável (aquele que acompanha sempre a vida, não só na sua fase terminal). Satisfazer o pedido de eutanásia, com o beneplácito do ordenamento jurídico, não é ser neutro diante das opções de cada um, é confirmar que, na verdade, em determinadas situações, a vida perde dignidade, a vida é indigna de ser vivida. Mas a dignidade da vida humana é-lhe intrínseca, nunca se perde com a doença. Por isso, mesmo quando não se propugna a eutanásia involuntária, a legalização da eutanásia traduz sempre uma mensagem cultural de desvalorização da vida dos doentes, dos deficientes ou dos idosos. Foi isso que, com veemência, quiseram dizer os tetraplégicos espanhóis que, através da sua associação, protestaram contra o apoio de responsáveis governamentais à mensagem do filme Mar Adentro: não queremos a eutanásia, queremos apoios que nos ajudem a viver. Do mesmo modo, várias associações americanas de deficientes têm protestado contra a mensagem do filme Million Dollar Baby, a difusão da ideia de que vale mais morrer do que ser doente ou deficiente. Pelo contrário, a associação italiana dos doentes de Parkinson manifestou recentemente o seu apreço pelo testemunho de João Paulo II nesta fase da sua vida, que tem ajudado a enaltecer a imagem de dignidade e valor das pessoas com esta doença. 7 8

5 MATAR POR AMOR? 9 10 Neste, como noutros âmbitos onde se questiona a inviolabilidade da vida humana, evoca-se com frequência a imagem da rampa deslizante: quando se quebra esse princípio, começamos a descer e não sabemos onde iremos parar. A história recente da legalização da eutanásia demonstra-o bem. Começou por se admitir, na Holanda, a eutanásia de doentes terminais. A legislação belga admite já a eutanásia de doentes incuráveis, ainda que não terminais. Na Holanda, onde a lei já permitia a eutanásia de jovens menores, um protocolo recente entre um hospital e o Ministério Público veio admitir a eutanásia de crianças. Em declarações recentes, a baronesa Warnock (uma autoridade em matéria de bioética no Reino Unido) invocou a eutanásia já não como um simples direito, mas como um dever, em determinadas situações. Estamos, pois, já fora do âmbito da eutanásia voluntária e do respeito pelo sacrossanto valor da autonomia individual. Estamos em plena rampa deslizante... EUTANÁSIA - A MORTE INDIGNA * Daniel SERRÃO ** Muito recentemente, o filme espanhol «Mar Adentro» foi galardoado com o Óscar de melhor filme estrangeiro. A sua divulgação internacional veio reacender a polémica à volta da eutanásia. O filme conta uma história real: Ramón Sampedro, tetraplégico, lutou durante anos para que os tribunais lhe reconhecessem o direito a acabar com a vida, "morrendo em paz". A defesa clara deste "direito à morte", que perpassa em todo o filme, mereceu um conjunto de respostas da parte do Professor Daniel Serrão, que não deixam margem para dúvidas. Em sua opinião, qual a oportunidade do filme "Mar Adentro"? Considero que o filme é oportuno porque a eutanásia vai ser, ou já está a ser, neste momento, um dos grandes problemas do século XXI. Em 2000, fizemos uma reunião da Academia Pontifícia sobre a questão. Já nessa altura, pensava que a eutanásia seria muito debatida neste século. Isto acontece por razões de natureza histórico-filosófica. Durante muito tempo, foram oferecidas à Humanidade grandes perspectivas colectivas de um futuro feliz, aquilo que se chama, na linguagem filosófica, escatologia, o caminho para o fim. Hoje, as grandes escatologias continuam a ser religiosas, particularmente o Cristianismo. Mas há uma certa separação das pessoas em relação a qualquer tipo de religião. Outra 9 10 * Entrevista dada a «Notícias Médicas» pelo Professor Daniel Serrão. A oportunidade e o valor desta entrevista levam-nos a transcrevê-la quase integralmente, com o destaque possível («Notícias Médicas, 9 de Março de 2005). ** Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina do Porto. É membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, do Comité Director de Bioética do Conselho da Europa, e da Academia Pontifícia.

6 EUTANÁSIA - A MORTE INDIGNA grande escatologia foi o Marxismo-Leninismo, que prometia a felicidade a todos os homens. Era, de facto, uma religião em que os crentes esperavam ganhar o céu na terra. Esta escatologia esgotou-se ao fim de 50 anos porque foi substituída por uma perspectiva diferente, que é puramente individual. Agora, cada um vai criar o seu próprio projecto de futuro e não quer saber dos outros. Actualmente, a escatologia é rigorosamente egoísta, egotista. Quando eu centro em mim próprio a qualidade do meu futuro, a minha religião é a da saúde. A saúde passou a ser uma religião! As pessoas cumprem os rituais mais estranhos para terem saúde. Há indivíduos que acham que para terem saúde têm de andar três quilómetros por dia, ou subir às montanhas, ou banhar-se em determinadas águas, comer isto ou beber aquilo. A saúde tem, ainda, um aspecto exterior, tem a ver com a aparência. Não admira que apareçam tantas anorécticas, mulheres magrinhas como as barbies Hoje faz-se cirurgia para ter o corpo que se considera perfeito Em que medida é que a obsessão por um corpo perfeito terá a ver com a eutanásia? Há pessoas que pensam: "Se eu não tenho saúde, se o meu corpo e o meu aspecto deixaram de ser bons para eu me sentir bem, se o meu corpo não presta para mim, então eu quero destruí-lo". Os suicídios têm aumentado, designadamente na Europa e em Portugal, muitos deles devido à recusa do próprio corpo. Esse era o caso do Ramón. Ele não gostava do corpo paralisado. Achava que o corpo paralisado era a negação de tudo aquilo que constituía a sua religião de saúde. Achava que aquele corpo devia ser destruído por ele próprio, se o pudesse fazer. Mas como não o podia, então pedia aos outros que lhe fizessem o favor de destruírem aquele corpo que não prestava para ele. Qual é o segredo para convencer alguém que pede a eutanásia de que esse não será o melhor caminho? É conseguir explicar à pessoa que até pode parecer que o seu corpo não presta, mas que tem um valor formidável para todos nós. Se nós formos capazes de ajudar a pessoa a construir uma imagem corporal interna que seja valiosa, uma nova visão do seu corpo, que seja tido como valioso mesmo estando paralisado, então esta pessoa não pede a morte porque encontrou uma nova forma de viver. Foi isso que faltou no caso de Ramón Sampedro? No filme, surge um padre a dizer que Ramón não tinha apoio suficiente da família, que, por sua vez, terá reagido com grande revolta e mágoa. Acho que faltou algo. Não é que ele não tivesse apoio da família. Mas a família não lhe soube dar o apoio de que realmente precisava. Com certeza que lhe dava de comer todos os dias, mas podia faltar a empatia. As pessoas que se 11 aproximavam dele deveriam conseguir colocar-se na situação em que ele estava, deveriam conseguir ver-se, elas próprias, como tetraplégicas e transmitir-lhe a leitura que estavam a fazer. Era preciso que alguém lhe dissesse que, naquela situação, poderiam fazer uma série de coisas. Mas Ramón Sampedro fez muitas coisas durante quase trinta anos. Ele escreveu livros, designadamente Cartas desde el Infierno, em que conta que queria morrer sempre que pensava que não poderia voltar a amar com o corpo, e Cuando Yo Caiga, um livro de versos de amor É verdade, mas tudo o que fazia era com o objectivo de conseguir que o matassem. O projecto de vida dele era conseguir ser morto. Mas como não conseguiu autorização das autoridades judiciais para ser morto, ficou isolado dentro dele próprio. Mas se há pessoas, nomeadamente tetraplégicos, que conseguem fazer novos projectos de vida e ser felizes, será lícito impedir que uma pessoa que não encontra um novo sentido para a vida e que se sente profundamente infeliz possa morrer dignamente, como Ramón Sampedro pretendia? A morte que nos é infligida por outra pessoa ou que nós infligimos a nós próprios é a forma mais indigna de morrer! Quando alguém se mata ou pede a outro que o mate, não morre dignamente. Morre porque o outro olhou para ele e disse-lhe, ou pensou: "você não presta para nada". Quem mata tem de reconhecer por que o faz. Aqueles que deram o veneno ao Ramón acharam que ele não prestava para nada porque, se achassem que ele ainda tinha algum valor, não o matavam. Quando um médico decide matar um doente está a dizer-lhe: "o seu corpo está um nojo, deve ser deitado fora, vamos acabar com isto já". Esta é a forma mais indigna de morrer. Um indivíduo morre ou é morto com a declaração do outro de que não presta. Essa posição sobre a eutanásia é influenciada por considerações religiosas? Nada, nada, nada! O problema da morte é um problema humano, biológico e de nossa forma de estar no mundo. A condenação da eutanásia não tem a ver com o facto de a Igreja Católica considerar o suicídio como um pecado? Para a igreja, o ser humano não vale por si próprio, vale por ser uma criatura de Deus. Portanto, depende de Deus, morre quando Deus quiser. É o que diz o Papa. O maior pecado é a negação de Deus. Quem se suicida não aceita que é filho de Deus, mata-se porque entende que é dono de si próprio. Os católicos não se 12

7 EUTANÁSIA - A MORTE INDIGNA podem matar, nem podem matar outras pessoas porque há um mandamento que vem de Moisés que diz: Não Matarás. A amiga de Ramón que lhe deu o cianeto diz que é muito católica, que a Igreja Católica está desactualizada e que não tem o direito de se meter nestas questões políticas Eu vi essas declarações. Ela está enganada. Ela pode ter, legitimamente, a convicção de que é católica, ninguém a proíbe A Igreja tem uma instituição formidável, que é a instituição do pecado e do perdão. Ela é católica, ao matar cometeu um pecado e agora tem de se arrepender dele para ser perdoada. "A morte por compaixão é a morte da compaixão!" Fora da religião católica, esta mulher que, na sua perspectiva, matou outra pessoa não poderá tê-lo feito por amor? Ouvi muitas vezes esse argumento de que a morte era executada por amor ou por compaixão. A morte por compaixão é, efectivamente, a morte da compaixão! Quando já não tenho compaixão por ti é que te mato. O que eu estou é farto de ter compaixão por ti e não quero mais manter esta situação, para me proteger. Vou-te matar porque me estás a incomodar. Portanto, a chamada morte por amor é a morte do amor pelo outro. Quando já não tenho amor pelo outro é que o mato. O que pensa de associações como aquela que apoiou Ramón Sampedro, designada "Direito a Morrer Dignamente"? Acho que todas as pessoas devem morrer dignamente. A única maneira de se morrer dignamente é com cuidados paliativos. Também se podia falar de cuidados paliativos a propósito do Ramón. Havia muita coisa que podia ser feita por ele. Mas, na realidade, não era uma pessoa que estivesse em vias de morrer. Durou quase 30 anos, poderia durar 50 ou 60 anos A tetraplegia é uma situação diferente. É diferente da situação de um doente terminal, que, faça-se o que se fizer, vai morrer num prazo limitado. É um estado a que todos nós, ou muitos de nós chegaremos um dia Os cuidados paliativos foram criados por uma senhora inglesa, Cecily Saunders, que fazia voluntariado num hospital. O primeiro doente que teve era um judeu que tinha sido operado a um cancro do recto, estava com metástases e ia morrer. Ele estava internado onde tinha sido operado. Cecily Saunders reconheceu que aquele era o sítio pior, era só gente a entrar e sair. Ela queria acolher o seu sofrimento e a sua dor e não podia. Cecily Saunders criou, então, uma rede de hospícios, em Inglaterra, e este foi o motor para que a dor passasse a ser tratada decentemente pelos cuidados de saúde. Hoje, podemos afirmar que não há nenhuma dor intratável! "É uma vergonha que não haja cuidados paliativos em Portugal" Em países como Portugal, considera que a dor ainda é menosprezada pelos cuidados de saúde? É realmente uma vergonha que não haja cuidados paliativos em Portugal! Há algumas experiências, mas não chegam. Os cuidados paliativos têm de ser feitos pelos clínicos, nomeadamente pelos médicos de família. Não há pior doença para uma família do que ter moribundo, uma pessoa a morrer em casa. Esta é uma doença da família. Por isso, os médicos de família deveriam ter como prioridade tratar e acolher os doentes terminais, que não têm nada que estar nos hospitais porque já não têm tratamento curativo, embora seja preciso cuidado médico, de enfermagem, cuidados afectivos, feitos por psicólogas ou pessoas com formação que ajudem a família a compreender o seu moribundo e a fazer o luto pela morte deles. A experiência da Dra. Isabel Galriça Neto, por exemplo, deveria ser multiplicada pelos vários centros de saúde. Nem é preciso ter uma especialidade, nem criar um serviço formidável! Os centros de saúde têm de ter equipas para os cuidados paliativos porque os doentes morrem. Cinco pessoas com um automóvel conseguem dar esse apoio. Mas, no nosso país, onde ainda quase não há cuidados paliativos, onde os doentes ainda sofrem dores terríveis, onde não há acolhimento do sofrimento, onde não há pessoas preparadas para ajudar os que vão morrer a terem algum projecto de vida, a eutanásia parece a única solução Condena aqueles que pedem a eutanásia, nestas circunstâncias? Eu não tenho moral para criticar a pessoa que pede a eutanásia. Deus me livre! A pessoa, nestas condições, tem o direito e o dever de pedir a eutanásia, em certas condições, porque nós não temos nenhuma autoridade para a forçar ao sofrimento. Isso dizia-se antigamente quando não havia tratamentos, nem para a dor, nem para o sofrimento. Dizia-se: "Sofre que vais para o céu" No entanto, considera inconcebível que alguém acate esse pedido? Acho que sim, que é inconcebível. Aí, já não é uma questão de autonomia pessoal. O que não é legítimo é que eu, em vez de resolver os problemas recorra à solução mais fácil e mais barata, que é dar o cianetozinho, e está arrumado O que é que os médicos devem fazer? Os médicos devem desenvolver as unidades de tratamento da dor, devem fazer a formação do clínico geral para o tratamento da dor e dos fenómenos associados à morte, devem ser capazes de educar as famílias para que elas compreendam e façam o luto.

8 EUTANÁSIA - A MORTE INDIGNA Os cuidados paliativos não podem surgir do dia para a noite. São um projecto a prazo. O que é que os médicos podem fazer já hoje, perante um doente cheio de dores, que não aguenta mais e pensa em morrer? Já há algumas unidades para onde os médicos podem encaminhar os doentes Mas essas unidades estão cheias É verdade. Mas eu também não sou a favor da criação de instituições. Sou a favor do cuidado domiciliário. O sítio apropriado para a pessoa morrer é em casa, rodeado pelas suas coisas, a ler os seus livros, a ouvir a sua música. O moribundo tem uma vida própria! "Os cuidados paliativos não são matéria para os burocratas" Acha que a eutanásia surge também por razões económicas? Criar uma rede de cuidados paliativos adequada, em Portugal, ficaria muito caro. Acho que os cuidados paliativos não são matéria para o serviço público, mas para as organizações da sociedade civil. As Misericórdias e as IPSS deveriam dedicar-se aos cuidados paliativos. Um programa nacional da Direcção-Geral de Saúde enreda-se em burocracias e nunca mais dá coisa nenhuma! Os cuidados paliativos e o atendimento aos doentes terminais não são matéria para os burocratas, mas para quem está no terreno, para aqueles que vêem as pessoas morrerem. Na falta de cuidados paliativos, não faz sentido discutir a legalização da eutanásia? O grande objectivo na luta contra a eutanásia é criar cuidados paliativos! Não interessa discutir-se a eutanásia deve ser ou não legalizada. Esse não é o problema Mas legalizar a eutanásia não pode ser uma saída fácil para os políticos que não estejam interessados em gastar dinheiro com cuidados paliativos? Pode. A Holanda e a Bélgica legalizaram a eutanásia. Na Holanda, a criação de cuidados paliativos ia ficar caríssima, daí a aprovação da eutanásia Acha que a eutanásia pode vir a ser legalizada em Portugal? Espero que não A nossa cultura, felizmente, é uma cultura de afectos. Ao contrário, o holandês é frio, pragmático, mas sério, gosta sempre de salvar a face. No preâmbulo da lei da eutanásia está escrito que o lugar mais apropriado para a pessoa pedir a eutanásia é nos cuidados paliativos, quer dizer, a pessoa decide morrer apesar de ter excelentes cuidados paliativos. Só que os holandeses não os têm Os espanhóis, que, à partida, não são como os holandeses, que são mais parecidos com os portugueses, já aprovaram os testamentos vitais. O que pensa disso? A Espanha não é como Portugal. A Espanha tem uma cultura de violência e crueldade. Veja-se a Guerra Civil espanhola ou as touradas. O próprio catolicismo espanhol ainda não se limpou completamente da imagem de ter sido o país onde a Inquisição mais se desenvolveu. No filme, Ramón discute com um padre, dizendo-lhe que não tinha autoridade para decidir quando ele deveria morrer, uma vez que a Igreja Católica tinha morto tanta gente na fogueira da Inquisição, nos Autos de Fé. O que pensa desse argumento? O Papa já pediu desculpa, reconheceu que tinha sido um erro. Já não pode servir aos defensores da eutanásia como arma de arremesso à Igreja Católica? Provavelmente, eles não ouviram o pedido de desculpas Regressando aos testamentos vitais ou living will, a vontade da pessoa deve ser sempre soberana? Qual a fronteira com a eutanásia? Os testamentos de vida significam a vontade da pessoa relativamente aos cuidados de saúde que entende que lhe devem ser prestados. Esse é um direito da pessoa. Nenhum médico pode fazer coisa alguma sem que a pessoa tenha dado previamente o seu consentimento informado, salvo determinadas circunstâncias especiais. Como desenvolvimento deste direito, a pessoa pode dizer que, mesmo sem ser informada e sem poder dar o seu consentimento ao médico, no caso de ficar em coma, por exemplo, não autoriza que lhe sejam aplicadas manobras de ressuscitação artificial e que deseja morrer. Isto não pode ser confundido com eutanásia! "O médico deve evitar a obstinação terapêutica" Em relação ao estado vegetativo persistente, que foi agora objecto de um parecer do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, de que o Prof. Daniel Serrão é membro, discute-se em que condições é que a alimentação e a hidratação deverão ser suspensas. Neste caso, estamos a falar em tratamento? 15 16

9 EUTANÁSIA - A MORTE INDIGNA No estado vegetativo persistente, a alimentação e a hidratação correntes não são tratamento. Mas se para tal for preciso fazer uma cirurgia, já passam a ser um tratamento médico. Não é a mesma coisa que dar comida ao bebé ou ao idoso lá em casa Uma coisa é alimentar, outra coisa é necessitar de tecnologias como por exemplo a alimentação parenteral ou por gastrostomia. A alimentação por uma sonda naso-gástrica está no limite Quando é que se deve suspender a alimentação e a hidratação? A alimentação e a hidratação devem ser suspensas quando são inúteis para o doente. Além de inúteis, podem ser prejudicais. Está-se a dar ao doente uma comida que ele não vai poder digerir, nem absorver. Neste caso, ainda é pior, a alimentação vai matá-lo mais depressa. Mas esta decisão não é fácil de tomar, nos casos concretos. Porque é que isto foi confundido com eutanásia? Porque, lamentavelmente, a eutanásia é que dá títulos nos jornais! O ENSINO DA BIOÉTICA EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR * Introdução José Augusto Rodrigues SIMÕES ** Depois de Hipócrates, a moral na prestação de cuidados de saúde, delimitou-se a algumas regras simples, ainda que inconscientemente, respeitadas: a generosidade, a compaixão, a dedicação e a abnegação. As infracções não eram invulgares, mas na essência eram respeitadas as regras morais transmitidas de geração em geração. A revolução científica do século XX faz desvanecer a moral como único conceito a seguir, fazendo renascer um outro mais abrangente: a ética. A ética, tal como surgiu pela mão de Aristóteles exige uma reflexão crítica sobre os comportamentos e um maior e melhor respeito pela individualidade humana. (1) Manter uma relação ética com os outros é estar sempre disposto a concederlhes a palavra e a pôr em palavras o que exigimos deles, o que oferecemos ou o que neles é passível de crítica. (2) A ética não é uma disposição inata nem um impulso espontâneo, mas sim uma conquista. Não pretende ser uma descrição positiva do comportamento, mas propõe um ideal. Na prática diária da medicina cada um dos nossos doentes convida-nos a uma relação interpessoal única, distinta da de outro, mais ou menos difícil e intensa. Dada a quantidade de 17 * Trabalho apresentado no Módulo XI - Pedagogia em Bioética, do II Mestrado em Bioética da Faculdade de Medicina de Lisboa, coordenado pelo Prof. Doutor João Ribeiro da Silva. ** Assistente Graduado de Clínica Geral no Centro de Saúde de Góis, Mestrando do II Mestrado em Bioética da Faculdade de Medicina de Lisboa. 18

10 O ENSINO DA BIOÉTICA EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR consultas que temos diariamente reconhecemos a necessidade de reflectir, aprender e manejar alguns conceitos éticos básicos. O conhecimento da ética não nos obriga a actuar eticamente, mas estimula a reflexão, permite emitir juízos de valor mais correctos, aumenta a sensibilidade para detectar problemas morais e melhora a capacidade para tomar decisões. Existem textos base que todo o médico deve conhecer: o Juramento de Hipócrates, a Declaração Universal dos Direitos do Homem (ONU 1948), a Declaração de Helsínquia da Associação Médica Mundial (1964, Tóquio 1975, Veneza 1983, Hong Kong 1989, Somerset West 1996 e Edimburgo 2000), a Declaração sobre os Direitos do Doente da Associação Médica Mundial (Lisboa 1981 e Bali 1995), a Declaração de Genebra (1993), a Convenção sobre os Direitos do Homem e da Biomedicina (Conselho da Europa, 1996) e o Código de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos. Decidir... Nem em Medicina nem em Bioética é possível decidir com absoluta certeza. Chegamos apenas ao provável. Cabe actuar com prudência. Devemos aprender a tomar decisões incertas, mas racionais. Os médicos de família, devem evoluir de uma atitude paternalista, que é a tradicional, para uma postura que respeite a pessoa livre do doente, com base nos princípios éticos implicados na relação médico-doente. (3) O conjunto de princípios idealizados por Beauchamp e Childress (4), respeito pela autonomia, beneficência, não maleficência e justiça; a que se adicionou a vulnerabilidade consagrada por Kemp e Rendtorff (5), trouxe um referencial de importância considerável para a Bioética. Não sendo tidos como absolutos, estes princípios são aceites como orientadores da decisão em questões éticas na prática clínica. (6) Autonomia - respeito pela legítima autonomia das pessoas, pelas suas escolhas e decisões que sejam verdadeiramente autónomas e livres (sem qualquer tipo de coacção externa). Beneficência - promover positivamente o bem do doente. Não maleficência «Primum non nocere» - ter sempre em mente a obrigação de não fazer mal a outrem (não prejudicar o doente). Justiça - considerar que todos os Homens são iguais em direitos e na justa distribuição de recursos da sociedade (cuidados de saúde). Vulnerabilidade - constatar que algumas pessoas (deficientes mentais, doentes em coma, crianças, etc.) estão particularmente fragilizadas ao ponto da sua integridade física ou psicológica estar ameaçada. Beauchamp e Childress referiram que só examinando os princípios éticos, e determinando em que medida esses princípios se aplicam individualmente, podemos ter uma verdadeira resolução dos problemas. (4) A decisão em ética clínica é casuística e pode depender: 1. Do problema em si mesmo; 2. Das suas características médicas; 3. Dos factores humanos, valores em jogo e prioridades entre eles; 4. Dos conflitos originados; 5. Dos critérios empregues. E as decisões podem ser tomadas segundo: 1. Consequências originadas por cada caso; 2. Princípios éticos; 3. Diferentes procedimentos que tenham em conta as máximas morais que condensam a sabedoria prática; 4. Hábitos (virtudes) e atitudes (carácter) que deve possuir e usar um bom médico (benevolência, veracidade, respeito, equidade, amizade, discrição, honestidade...). As questões mais tradicionais como por exemplo o aborto e a manipulação genética surgem mais noutras especialidades. No entanto encontramos diariamente na Medicina Geral e Familiar situações que nos convidam a demonstrar se estamos a trabalhar segundo princípios éticos. Será que somos honestos? Relação com a Indústria Farmacêutica Nenhum condicionante externo deve modificar a livre prescrição. A questão dos apoios à formação, de que todos necessitamos, não pode pesar na nossa decisão. Mas, temos que considerar o custo da nossa prescrição. O contrário é eticamente inadmissível. Pois, é nosso dever tentar minimizar os encargos para o doente relativamente às despesas que ele tem que suportar com a sua saúde. No entanto, não podemos deixar de, em consciência, prescrever o medicamento que melhor serve o nosso doente do ponto de vista terapêutico. (7) Implicações éticas da investigação Convém considerar algumas situações que ameaçam os princípios éticos da investigação. Inventar um projecto e os seus resultados, modificar os dados de um estudo para obter as conclusões desejadas, incluir um paciente num protocolo 19 20

11 O ENSINO DA BIOÉTICA EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR de investigação apenas a troco de algum incentivo, publicar projectos de investigação repetidos, aceitar figurar como autor em trabalhos em que não participou ou em que a participação foi mínima, são ainda situações correntes que devem ser irradicadas. Será que somos discretos? Segredo profissional O segredo profissional é uma implicação fundamental do direito à privacidade individual e deve ser observado na maioria das circunstâncias. (7) Logo, os comentários e a troca de opiniões acerca dos doentes que seguimos devem apenas ser feitos em sessões clínicas ou em locais resguardados. O conhecimento por outrem da história clínica de um doente não deverá prejudica-lo ou fazer com que ele perca a confiança no seu médico de família. Interrupções da consulta Devemos evitar interrupções durante os períodos de consulta. Pois, elas distorcem gravemente a pedra angular da relação médico-doente: a comunicação. Por isso, é nosso dever delinear estratégias para evitar as interrupções da consulta. Sugestões: estabelecer um horário para interrupções; pendurar uma bolsa na parte de fora da porta do gabinete de consulta onde os recados vão sendo depositados; entre outras igualmente funcionais e criativas. Será que somos sempre verdadeiros? Moralmente mentir nunca se justifica. No entanto, em Medicina, usamos a omissão ou a meia-verdade com alguma frequência. Podemos então dizer, como o Professor João Ribeiro da Silva, que compete ao médico transmitir ao seu doente a verdade clínica toda, ou seja, a verdade que cada homem, quando doente, tem direito a conhecer. (8) Segundo Beauchamp e Childress (4), existem duas teorias, mais evidentes: a teoria deontológica e a teoria utilitarista. Em deontologia, os julgamentos e as acções estão ambos bem ou ambos mal. O utilitarismo, por outro lado, vem referir que os fins justificam os meios. As regras, são sobretudo baseadas nas consequências que impõem e, por isso mesmo, uma acção pode ser justificada, se ela resultar melhor do que outra. Estes conceitos aplicados à prática remetem para a seguinte reflexão: em que medida o seguir rígido das regras deontológicas de falar sempre a verdade nos fornece um bom resultado terapêutico. (1) No entanto, sem uma informação verdadeira é impossível obter o consentimento informado e tomar decisões firmes e participadas, seguindo o princípio da autonomia. Não é fácil, mas o doente acredita na verdade das nossas actuações. É isso que devemos exigir de nós próprios. Por exemplo, para dar más notícias é necessário ter: sensibilidade, respeito, sinceridade, amabilidade, prudência... e tempo! Será que sabemos ajudar a aceitar a morte? Não nos sentimos preparados para assumir a responsabilidade de ajudar a morrer. Ou preferimos pensar que não estamos, ou que não é tarefa nossa. Mas o doente é nosso até ao final. É necessária uma legislação clara, mas não é suficiente. Falar da morte talvez diminua a sensação de que este tema é tabu. Uma atitude serena sobre a nossa própria morte favorecerá a relação e a comunicação com um doente que esteja a precisar de ajuda para aceitar a sua morte. Como diz o Professor João Ribeiro da Silva: Pelo direito a um pôr de vida como um pôr de sol ainda tranquilo. (9) Será que o doente tem opinião? Situações há que não podem ser omitidas e que nos obrigam a actuar. Raramente perguntamos a opinião ao doente sobre o que vamos fazer com ele. Nem sempre temos em conta as suas crenças, costumes, nível económico, social e cultural, quando tentamos modificar o seu estilo de vida ou para adequar prescrições e recomendações àquele doente específico e não a outro. E devemos tentar tratar da melhor forma os doentes pouco cumpridores e difíceis, dedicando-lhes tempo e atenção de acordo com as suas necessidades específicas. Será que sabemos ouvir? Ouvir é imprescindível. Uma atitude altiva, arrogante ou paternalista não ajuda qualquer das partes envolvidas nesta relação tão «sui generis». Se não conhecermos as expectativas, os medos, os anseios, a informação que possuem sobre a sua doença, dificilmente poderemos satisfazer as necessidades dos doentes que nos procuram. Convite à reflexão e conclusão A ética não pretende ser um manual de comportamento, mas é um saber necessário e conveniente. A prudência, a maturidade de espírito, a honestidade, uma sólida formação humanística e uma atitude crítica e pensada perante os 21 22

12 O ENSINO DA BIOÉTICA EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR nossos actos são imprescindíveis para uma medicina eticamente válida. Com certeza não é preciso lembrar que para além de qualquer outro interesse está a saúde e o bem-estar dos nossos doentes, que nos escolheram, e ao serviço dos quais nós escolhemos livremente estar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Nogueira D. Implicações éticas no exercício da profissão. Cadernos de Bioética 2000; 24: Lavinha A. Aspectos éticos em Medicina Geral e Familiar. in Manual de Medicina Geral e Familiar (CDRom Versão 0.01), Lisboa, APMCG, Serrão D. Relações entre os profissionais de saúde e o paciente. in Neves M.C. (coord) Comissões de Ética: das bases teóricas à actividade quotidiana. Centro de Estudos de Bioética / Pólo Açores, 1996; Beauchamp TL, Childress JF. Principles of Bioethics. New York. Oxford University Press Kemp P, Rendtorf J. Basic Principles in Bioethics and Biolaw: Autonomy, dignity, integrity and vulnerability. Copenhagen. Draft Report of the Biomed II Project. Centre for Ethics and Law in Nature and Society McCormick TR. Principles of Bioethics in Ethics in Medicine. University of Washington. School of Medicine Nunes R. Ética na relação com o doente. in Serrão, D., Nunes, R. (eds.) Ética em Cuidados de Saúde, Porto, Porto Editora, 1998; Ribeiro da Silva J. Bioética Contemporânea. Lisboa. Centro de Bioética, Faculdade de Medicina de Lisboa. 2000; Ribeiro da Silva J. A Ética na Medicina Portuguesa. Lisboa. Faculdade de Medicina de Lisboa. 1994; NO DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA CARTA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE * Walter OSSWALD ** Agradeço o convite para aqui estar, particularmente ao Senhor Pe Vítor Feytor Pinto, profético precursor da Pastoral da Saúde em Portugal e, simultaneamente, seu agente motor, inspirador e executor - rara convergência numa pessoa, que é ainda muito acolhedora e humana, do complexo conjunto de carismas que abrangem o pensar bem, o julgar com isenção e recta intenção e o agir em conformidade. Sei que não lhe agradam elogios nem exaltações ditirâmbicas, mas senti que devia dizer isto, aqui e agora, e pela minha boca o dizem muitos. 1. Este é o XVIII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, e já a realidade traduzida pela fria objectividade da numeração ordinal nos deveria fazer reflectir. Como foi possível, em País como o nosso, mais dado a fogachos, erupções e fugazes entusiasmos do que a perseverante empenho e esforço continuado, como foi possível levar a cabo, com impressionante regularidade, sempre na mesma altura do ano, reuniões como esta, à qual aderiram desde a primeira hora os mais variados estratos da grande família dos profissionais de saúde? Como foi e vai sendo possível mobilizar pessoas, despertar entusiasmos, acolher inovações, reflectir e partilhar, escutar e falar? A minha resposta poderia ser: é por ter havido quem dedicada e persistentemente tenha posto os seus talentos ao serviço desta organização, mas esta * Conferência de encerramento do XVIII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde (Fátima, ). ** Director do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, professor aposentado da Faculdade de Medicina do Porto

13 NO DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA CARTA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE resposta é apenas parcialmente correcta. É certo que sem organização não há vida, mas esta transcende aquela. A resposta certa é outra: tem sido possível realizar estes eventos, acontecimentos maiores na vida e projecção pública da intervenção da Igreja na realidade temporal, por ter havido quem dedicasse os seus talentos a uma tarefa imprescindível e exigida pelo próprio mandato eclesial. Por outras palavras, estes Encontros existem, realizam-se com regularidade, alimentam a esperança e fazem florir a caridade, reforçando a fé dos que neles participam, pela simples razão de serem necessários. A Igreja não se pode alhear da vida na cidade dos homens, nunca deixou de tomar nas suas mãos compassivas e curadoras as angústias, dores e sofrimentos que são herança inalienável e característica do ser-se pessoa humana. 2. Lembro aqui que o XIII Encontro teve como tema responsabilidade da Igreja na política da saúde e se realizou em Nas suas Actas, reunidas com as do XIV Encontro, dedicado à Saúde e Solidariedade, depara o leitor com importantes contributos sobre a responsabilidade, a mais valia da intervenção, a prática quotidiana, o dever de colaborar, os papeis de todos os profissionais de saúde católicos, dos capelães, dos voluntários, de todos os que de uma forma ou outra podem e devem iluminar com a clara luz de Cristo os sombrios vales do sofrimento, da solidão, do abandono, quando não do desespero. No mesmo volume encontramos referências a factos que ilustram a longa e permanente presença da Igreja no mundo da saúde, desde a criação dos hospitais, por Basílio de Cesareia, no sec. IV, à presença das primeiras prestadoras de cuidados inteiramente dedicadas a essa tarefa, a que hoje chamaríamos enfermeiras, tais como Madonna Doroteia de Vercelli, no romano Hospital de Santa Cecília do Trastevere, na época dourada do Renascimento. Médicos, enfermeiros, outros profissionais de saúde sempre os houve no povo de Deus, muitas vezes organizados e devotados à imensa e inesgotável tarefa de curar, minorar, consolar em nome e por amor do Christus Medicus. Não podia a Igreja deixar de continuar a comprometer-se com este dever inadiável e irrecusável. É por isso que aqui estamos, é por isso que este Encontro é dedicado a traçar as grandes linhas da perspectiva da Igreja quanto ao fundamental e tão importante Plano Nacional de Saúde; trata ainda este Encontro de propor as áreas da intervenção concreta da mesma Igreja na consecução dos objectivos estratégicos que o Plano, de forma generosamente idealista mas não utópica, traçou. 3. Por essas mesmas razões aduzidas, que vão desde a sólida tradição histórica à essencial responsabilidade e ao irrecusável dever, é que a Pastoral da Saúde se prepara para realizar a grande reunião que será o 2º Congresso Nacional da Pastoral da Saúde, no décimo aniversário do primeiro. Coincidência não casual, será igualmente o décimo aniversário da publicação da Carta dos Profissionais de Saúde, cuja versão portuguesa se deve, precisamente, à nossa Pastoral da Saúde. E já que falamos de aniversário, não podemos deixar de mencionar o 25º aniversário do Serviço Nacional de Saúde, ainda a procurar melhor e mais abrangente forma de servir a população. Ora, as efemérides dão origem a celebrações e estas justificam-se quando estão vivos e actuantes os acontecimentos que as pretextam. Tal é o caso, certamente, com a Carta dos profissionais de Saúde, que me incumbi de aqui muito brevemente analisar. Vejamos, pois: 4. A Carta foi publicada pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Serviços de Saúde, em 1995, era então Presidente do Dicastério o Cardeal Angelini. A sua génese e a metodologia seguida na sua preparação são esplanadas no prefácio. Foi uma equipa pluridisciplinar a que lançou ombros à obra, visando a preparação de uma espécie de código deontológico do pessoal de saúde, incisivo e breve, apoiado nos documentos emanados do Magistério, fornecedor de normas e linhas orientadoras conducentes à assunção de atitudes e gestos que sejam postos ao serviço da pessoa humana, da sua dignidade essencial, da sua vida inviolável. Representa assim a Carta uma síntese orgânica da doutrina da Igreja no domínio da saúde e da vida - da vida toda e de toda a vida humana. Trata-se, pois, de uma autorizada elaboração de um elenco de princípios morais, sempre apoiados em textos igualmente autorizados, pronunciamentos e ensinamentos dos Pontífices, do Concílio e dos Dicastérios da Cúria Romana. A Carta configura-se em quatro secções: uma, introdutória, intitula-se Ministros da vida e revê os grandes princípios norteadores do exercício das profissões de saúde pelos que se revêm como discípulos de Cristo: profissão, vocação, missão, serviço à vida, respeito pelo doente, razão de ser e centro de toda a intervenção em saúde - são os tópicos fundamentais para quem se esforça por ver no rosto interrogador e apelativo de quem sofre o próprio rosto do Cristo - Homem das Dores. À introdução seguem-se 3 capítulos, dedicados aos problemas éticos relacionados com a Procriação, a Vida e a Morte. A regulação dos nascimentos, a procriação medicamente assistida, o diagnóstico pré-natal são focados no primeiro destes capítulos. O segundo, mais vasto, inclui questões como analgesia, consentimento informado, investigação clínica, transplantação, dependências, psicoterapia, assistência espiritual e unção dos doentes. Finalmente, no último capítulo surgem temas tão importantes como morrer com dignidade, a verdade ao doente terminal, os tratamentos paliativos, a assistência aos moribundos, a eutanásia e o abortamento

14 NO DÉCIMO ANIVERSÁRIO DA CARTA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE Tudo isto em 126 páginas de um livro de pequeno formato: eis um importante aspecto a sublinhar. Tudo isto abundantemente documentado, com notas de fundo de página que remetem para os textos originais. Pessoalmente, tem-me sido extremamente útil, como livro de consulta rápida e fonte fidedigna para actualizar as posições e os ensinamentos do Magistério e completá-los e confrontá-los com a opinião de teólogos, filósofos e biólogos, no trabalho de elaboração de uma visão bioética abrangente. Claro que se não pode esperar, deste livrinho, uma informação mais detalhada sobre o fundamento teológicomoral de muitas das asserções e normas que aponta; tal só será possível através da leitura das fontes bibliográficas que, com grande fidelidade e justeza, são referidas nas já mencionadas notas de fundo de página. Lembro, a este propósito, que os interessados encontram em outras obras os textos do Magistério, seleccionados entre os que discutem as questões principais da Bioética: refiro- -me, p. ex., a Medical ethiccs: Sources of Catholic Teachings editado por Kevin O Rourke e Philip Boyle, da Georgetown University Press (1993). Permitam-me ainda que diga que o estilo é fluente e elegante, a formulação precisa e inteligível e a forma correcta e facilitadora da leitura e da consulta, graças à numeração de secções temáticas (que são 150), ao recurso a subtítulos que dão clara indicação do que é tratado no seguimento e à inclusão de curtas frases inscritas na margem do texto e que remetem, de forma explanatória, para este. 6. Concluo, provavelmente sem desculpa por longamente ter falado de um texto que certamente conhecem tão bem como eu, afirmando que considero a Carta dos Profissionais da Saúde como um excelente e utilíssimo vademecum e obra de consulta para todo o profissional de saúde que assume o seu ser católico. Se, como disse Terenciano Mauro no longínquo sec. XIII, habent sua fata libelli, ou seja os livrinhos têm o seu destino, desejamos sinceramente que o destino deste livrinho seja o de uma nova e actualizada edição, tornada necessária pelos avanços da ciência e da tecnologia; e que continue a servir de guia, luz e conforto para tantos que, como os que aqui estão, ardentemente, comprometidamente desejam servir no próximo, doente, a imagem real de Cristo incarnado. 5. Poder-se-ia, obviamente, apontar defeitos a uma obra que, como qualquer outra saída de mãos humanas, não será perfeita. Por exemplo, a separação temática entre procriação, vida e morte é, obviamente, artificial. A vida transmite-se, não acaba e a morte não é senão uma experiência vital e, para nós, transposição do limiar que nos faculta a entrada na imortalidade e no gozo da presença divina. Mas é certo que as divisões adoptadas se destinam tão só a facilitar consulta e leitura, isto é, têm justificação didáctica. Para outros, a Carta é unilateral, ignorando matizes e hermenêuticas com origem em cristãos, leigos ou presbíteros, que têm estudado estes temas e concluem pela liceidade moral de alguns procedimentos e atitudes a que o Magistério recusa pertinência e valia ética. É, por exemplo, o caso de alguma contracepção ou do recurso à procriação medicamente assistida homóloga. Reconhecendo embora a realidade da situação julgo não se justificar a crítica, dado que a Carta se perfila, desde o início e com toda a clareza, como a exposição da doutrina magisterial e não como um documento de síntese das interpretações que sobre problemas morais e bioéticos se oferecem aos cristãos

15 29 30 DOCUMENTOS BRANCA 29 30

16 DOCUMENTOS NADA PODE JUSTIFICAR A EUTANÁSIA Na manhã de sexta-feira, 12 de Novembro, Sua Santidade João Paulo II recebeu em audiência os participantes no XIX Congresso Internacional do Pontifício Conselho para a Pastoral no campo da Saúde, proferindo o Discurso que transcrevemos a seguir, tal como veio publicado em "L'Osservatore Romano", de 20/11/2004. Senhor Cardeal Venerados Irmãos no Episcopado Caríssimos Irmãos e Irmãs! 1. Sinto-me feliz por vos receber por ocasião da Conferência Internacional do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, cujos trabalhos estão a decorrer. Com esta vossa visita quisestes reconfirmar o vosso compromisso científico e humano a favor de quantos se encontram numa situação de sofrimento. Agradeço ao Senhor Cardeal Javier Lozano Barragán as gentis expressões que, em nome de todos, acabou de me dirigir. O meu pensamento agradecido e o meu apreço dirigem-se para quantos deram o seu contributo para esta assembleia, assim como para os numerosos médicos e a quantos trabalham no campo da saúde que, no mundo, dedicam as próprias capacidades científicas, humanas e espirituais ao alívio do sofrimento e das suas consequências. 2. A medicina coloca-se sempre ao serviço da vida. Mesmo quando sabe que não pode debelar uma grave patologia, dedica as próprias capacidades ao alívio dos sofrimentos. Trabalhar com paixão para ajudar o doente em qualquer situação significa ter a consciência da dignidade inalienável de cada ser humano, também nas condições extremas do estado terminal. Nesta dedicação ao serviço de quem sofre, o cristão reconhece uma dimensão fundamental da própria vocação: de facto, no cumprimento desta tarefa ele sabe que se ocupa do próprio Cristo (cf. Mt 25, 35-40). «É, pois, por Cristo que se esclarece o enigma da dor e da morte, o qual à margem do Evangelho, nos esmaga», recorda o Concílio (Gau et spes, 22). Quem se abre, na fé, a esta luz, encontra conforto no próprio sofrimento e adquire a capacidade de aliviar o sofrimento do próximo. Existe, de facto, uma relação directamente proporcional entre a capacidade de sofrer e a capacidade de ajudar quem sofre. A experiência quotidiana ensina que as pessoas mais sensíveis ao sofrimento do próximo e que mais se dedicam ao alívio das dores 31 do próximo estão também mais dispostas a aceitar, com a ajuda de Deus, os próprios sofrimentos. 3. O amor para com o próximo, que Jesus esboçou com eficiência na parábola do bom samaritano (cf. Lc 10, 29 ss.), torna capaz de reconhecer a dignidade de cada pessoa, também quando a doença começou a pesar sobre a sua existência. O sofrimento, a idade avançada, o estado de inconsciência na iminência da morte não diminuem a dignidade intrínseca da pessoa, criada à imagem de Deus. Entre os dramas causados por uma ética que pretende estabelecer quem pode viver e quem deve morrer, encontra-se o da eutanásia. Mesmo sendo motivada por sentimentos de uma mal-entendida compaixão ou de uma mal compreendida dignidade a ser perseverada, a eutanásia em vez de resgatar a pessoa do sofrimento realiza a sua supressão. A compaixão, quando está privada da vondade de enfrentar e acompanhar quem sofre, leva à eliminação da vida para aniquilar a dor, alterando assim o estatuto ético da ciência médica. 4. A verdadeira compaixão, ao contrário, promove qualquer esforço razoável para favorecer a cura do doente. Ao mesmo tempo ela ajuda a deter-se quando nenhuma acção se manifesta útil para essa finalidade. Á recusa do excesso terapêutico não é uma recusa do doente e da sua vida. De facto, o objecto da resolução sobre a oportunidade de iniciar ou prosseguir uma prática terapêutica não é o valor da vida do doente, mas o valor da intervenção médica sobre o doente. A eventual decisão de não empreender ou de interromper uma terapia será considerada eticamente correcta quando ela se manifesta ineficiente ou claramente desproporcionada para fins de apoio à vida ou de recuperação da saúde. Por conseguinte, a recusa da tenacidade terapêutica não é valor da vida do doente, mas o valor da intervenção médica no doente. Será precisamente este sentido de respeito amoroso que ajudará a acompanhar o doente até ao fim, realizando todas as acções e atenções possíveis para diminuir os sofrimentos e favorecer na última parte da existência terrena uma vida o mais serena possível, que predisponha a alma para o encontro com o Pai celeste. 5. Sobretudo naquela fase da doença, em que deixa de ser possível praticar terapias proporcionadas e eficientes, enquanto se torna obrigatório evitar qualquer forma de excesso ou insistência terapêutica, apresenta-se a necessidade de «cuidados paliativos» que, como afirma a Encíclica Evagelium vitae, são «destinados a tornar o sofrimento mais suportável na fase aguda da doença e assegurar ao mesmo tempo ao paciente um adequado acompanhamento» (n. 65). De facto, os cuidados paliativos, visam aliviar, sobretudo no doente em fase terminal, uma ampla gama de sintomas de sofrimento físico, psíquico e mental, 32

17 DOCUMENTOS exigindo por isso a intervenção de uma equipe de especialistas com competência médica, psicológica e religiosa, com um bom entendimento entre si para apoiar o doente na fase crítica. Em particular, na Encíclica Evangelium vitae, foi sintetizada a doutrina tradicional acerca do uso lícito e por vezes obrigatório dos analgésicos no respeito da liberdade dos doentes, os quais devem estar em condições, na medida do possível, «de poder satisfazer as suas obrigações morais e familiares, e devem sobretudo poder-se preparar com plena consciência para o encontro definitivo com Deus» (n. 65). Por outro lado, enquanto não se deve deixar faltar aos doentes que têm necessidade do alívio que os analgésicos dão, a sua administração deverá ser efectivamente proporcionada à intensidade e à cura da dor, evitando qualquer forma de eutanásia que se poderia verificar quando se administram grandes doses de analgésicos precisamente com a finalidade de provocar a morte. Para realizar esta articulada ajuda é necessário encorajar a formação de especialistas das curas paliativas, sobretudo estruturas didácticas às quais estejam comprometidos também psicólogos e agentes da pastoral. 6. A ciência e a técnica, contudo, nunca poderão dar uma resposta satisfatória aos interrogativos essenciais do coração humano. Só a fé pode responder a estas perguntas. A Igreja deseja continuar a oferecer o seu contributo específico através do acompanhamento humano e espiritual dos enfermos, que desejarem abrir-se à mensagem do amor de Deus, sempre atento às lágrimas de quem se dirige a Ele (cf. Sl 39, 13). Evidencia-se neste ponto a importância da pastoral da saúde, na qual desempenham um papel de especial relevo as capelanias nos hospitais que tanto contribuem para o bem espiritual de quantos se encontram nas estruturas de saúde. Depois, como esquecer o contributo precioso dos voluntários que com o seu serviço dão vida àquela fantasia da caridade que efunde esperança também à amarga experiência do sofrimento? É também por seu intermédio que Jesus pode continuar hoje a passar entre os homens, para os beneficiar e sanar (cf. Act 10, 38). 7. Desta forma, a Igreja oferece o seu contributo a esta missão entusiasmante em favor das pessoas que sofrem. Que o Senhor se digne iluminar todos os que assistem os doentes, encorajado-os a perseverar nos diferentes papéis e nas diversas responsabilidades. Maria, Mãe de Cristo, acompanhe todos nos momentos difíceis da dor e da doença, para que o sofrimento humano possa ser assumido no mistério salvífico da Cruz de Cristo. Acompanho estes votos com a minha Bênção ESTADO VEGETATIVO PERSISTENTE - PARECER DO CNECV - No passado mês de Fevereiro, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, actualmente presidido pela Drª Paula Martinho da Silva, publicou um Relatório seguido de um Parecer sobre o Estado Vegetativo persistente. O Relatório foi elaborado pelos Professores António Vaz Carneiro, João Lobo Antunes e António Falcão de Freitas, sendo o Parecer assinado pela Drª Paula Martinho da Silva. Trata-se de um Relatório prudente, em que se pode ler «a regra geral é in dubio pro reo, e assim, quando não seja possível conhecer a vontade actual da pessoa, o princípio da beneficência deve prevalecer sobre o princípio da autonomia. A questão aqui é então saber qual é o melhor bem para a pessoa e quem o determina». Transcreve-se a seguir, na íntegra, o Parecer do CNECV. Tendo em consideração: a) que o Estado Vegetativo Persistente é uma situação clínica e o seu diagnóstico pode ser alcançado com uma fiabilidade aceitável e reprodutível, sendo diferente de outras que apresentam também alterações profundas da consciência, como o estado minimamente consciente, ou o coma. b) que o prognóstico pode ser determinado com um grau aceitável de segurança, e só excepcionalmente é imprevisível. c) que a pessoa em Estado Vegetativo Persistente, embora desprovida de actividade cognitiva e de auto-consciência, não pode ser entendida como estando morta nem pode ser considerada em estado terminal. d) que a manutenção da vida da pessoa em Estado Vegetativo Persistente depende necessariamente da alimentação e hidratação artificiais. e) que não existe um entendimento uniforme relativamente a considerar nos casos concretos se a alimentação e hidratação artificiais são tratamentos ou simplesmente cuidados básicos. f) que existem discrepâncias sobre o que, para cada caso particular, se considera tratamento proporcionado ou desproporcionado, de modo a que possam ser aplicadas soluções uniformes às em Estado Vegetativo Persistente, gerando divergências sobre o que, para o caso concreto, é considerado tratamento fútil.

18 DOCUMENTOS g) que a pessoa em Estado Vegetativo Persistente guarda em qualquer circunstância a dignidade intrínseca ao ser humano, que é. h) que a pessoa em Estado Vegetativo Persistente não tem possibilidade de tomar actualmente decisões sobre a sua saúde, designadamente sobre o início ou a suspensão de tratamento e de suporte vital. i) que, não existindo manifestação de vontade anterior coloca-se a questão de saber se é do seu melhor interesse que a vida seja prolongada pela continuação do tratamento médico. O CNECV é de parecer que: 1. qualquer análise da situação relativa a uma pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve ser extremamente cautelosa e partir de um diagnóstico rigoroso sobre o seu estado clínico; 2. a pessoa em Estado Vegetativo Persistente tem direito a cuidados básicos, que incluem a alimentação e hidratação artificiais; 3. toda a decisão sobre o início ou a suspensão de cuidados básicos da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve respeitar a vontade do próprio; 4. a vontade pode ser expressa ou presumida ou manifestada por pessoa de confiança previamente designada por quem se encontra em Estado Vegetativo Persistente; 5. todo o processo de tratamento da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deverá envolver toda a a equipa médica assim como a família mais próxima e/ou a pessoa de confiança anteriormente indicada e pressupor a disponibilização da informação conveniente a todo o processo decisório, tendo em consideração a vontade reconhecível da pessoa em Estado Vegetativo Persistente nos limites da boa prática médica, e tendo em conta a proporcionalidade dos meios que melhor se adeqúem ao caso concreto. 6. em consequência, não poderão ser aplicadas soluções uniformes às pessoas em Estado Vegetativo Persistente impondo-se pois, uma avaliação criteriosa em cada situação. BRANCA Lisboa, 15 de Fevereiro de Paula Martinho da Silva Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida 35 36

19 CLONAGEM HUMANA DOSSIER CLONAGEM HUMANA - 3ª PARTE - 3. ASPECTOS ANTROPOLÓGICOS E MORAIS BRANCA 4. A CLONAGEM E A TERAPIA CELULAR 5. É MISSÃO DA ONU PROIBIR A CLONAGEM 37 38

20 CLONAGEM HUMANA ASPECTOS ANTROPOLÓGICOS E MORAIS DA CLONAGEM Roberto COLOMBO * A transposição de algumas biotecnologias reprodutivas in vitro da medicina veterinária para a humana, começada há trinta e cinco anos com as primeiras tentativas de fecundação extracorpórea e transferência de embriões humanos para o útero, alargou-se no decénio passado também às técnicas de micromanipulação dos gâmetas, e hoje não é possível excluir nem sequer a circunstância de uma reprodução sem a participação da célula germinal masculina, como já foi experimentado nalgumas espécies de animais através da clonagem. Para lá das próprias boas intenções de numerosos casais estéreis e de alguns membros do corpo médico, também não católicos, e das difíceis e dolorosas circunstâncias nas quais estas intervenções por vezes são requeridas e efectuadas, o recurso às técnicas da reprodução artificial, mesmo de tipo homólogo e no âmbito do matrimónio, constitui uma degradação objectiva da qualidade antropológica e moral da procriação humana. A ruptura da natural e fundamental correlação entre amor, sexualidade e procriação, aberta pela contracepção, alargou-se com o acontecimento da reprodução artificial humana pela via gâmica (fecundação in vitro) e alcançou em tempos muito recentes, através da possibilidade de uma reprodução artificial agâmica (clonagem), uma radical separação dos factores que constituem a relação homem-mulher e paisfilho. Na sua configuração simultaneamente como técnica de reprodução artificial e como manipulação genética, a clonagem representa um desafio à antropologia da geração sem precedentes na história da humanidade e apresenta * Membro da Pontifícia Academia para a Vida. «L'Osservatore Romano», 6 de Setembro, à consciência individual e à responsabilidade social uma gravíssima questão moral e civil acerca do respeito e da tutela da vida, do património genético, da integridade psicofísica e das relações familiares e sociais do nascituro. Face a esta perspectiva ameaçadora que a clonagem lança sobre as raízes biológicas e antropológicas da vida humana, «a Igreja não pode abandonar o homem» que é o seu «primeiro e fundamental caminho» (João Paulo II, Carta Enc. Redemptor hominis, 14). Cada homem, e em particular o mais débil e indefeso porque está exposto à manipulação e ao arbítrio de outros homens, está confiado à solicitude materna da Igreja em virtude do mistério do Verbo de Deus que se fez homem (cf. Jo 1, 14). Por isso, a ameaça que a clonagem representa para «a dignidade e a vida do homem não pode deixar de se repercutir no próprio coração da Igreja, é impossível não a tocar no centro da sua fé na encarnação redentora do Filho de Deus, não pode passar sem a interpelar na sua missão de anunciar o Evangelho da vida pelo mundo inteiro a toda a criatura (cf. Mc 16, 15)» (João Paulo II, Carta enc. Evangelium vitae, 3). Hoje, este anúncio da dignidade e preciosidade sem igual da vida humana, que a distingue da de qualquer outro ser vivo e se coloca como fundamento dos direitos da pessoa, torna-se particularmente urgente, não só devido às vozes frequentes que anunciam o nascimento de meninos clonados, que já aconteceu ou que é iminente, mas antes de mais, devido à difusão de argumentos que pretendem justificar o recurso às técnicas de clonagem pelo menos para determinadas finalidades e em particulares circunstâncias. De facto, se a alternância entre comunicados e desmentidos gera confusão na opinião pública, desacredita os patrocinadores das investigações sobre a clonagem humana e faz aumentar o receio de que ela seja realmente realizada, a assimilação acrítica de ideias que lhe são favoráveis - ou mesmo apenas a algumas das suas aplicações (como a produção de células estaminais embrionárias autólogas) - enfraquece a resposta da razão humana face à eventualidade de uma sub-reptícia introdução da clonagem humana na sociedade e favorece um clima cultural de subordinação dos meios legítimos de defesa da vida e da dignidade do homem a um projecto tecnológico, económico ou ideológico que pretendesse promover a sua legalização. Ao contrário é preciso favorecer a prática de uma crítica ponderada por parte de todos os cidadãos. Entre eles, os católicos têm o direito e o dever de intervir a propósito de certas tendências culturais permissivas da clonagem humana e de erradas teorias antropológicas e éticas que as inspiram. A sua intervenção é a expressão de uma responsabilidade em relação à comunidade civil e às suas opções e representa um contributo irrenunciável à vida social e política segundo a concepção da pessoa, da família e do bem comum que eles consideram verdadeira e justa. No âmbito do debate bioético público, a legítima pluralidade das posições que reflectem sensibilidade e culturas diferentes impõe

Requisitos para um bom Testamento vital *

Requisitos para um bom Testamento vital * Requisitos para um bom Testamento vital * DANIEL SERRÃO Professor Convidado do Instituto de Bioética da UCP 1. Sem qualquer fundamento, sou considerado como um opositor a que haja uma lei que regule as

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes

Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes Carta dos Direitos e Deveres dos Doentes INTRODUÇÃO O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa, e assenta num conjunto de valores fundamentais como a dignidade

Leia mais

Texto argumentativo sobre a Eutanásia

Texto argumentativo sobre a Eutanásia Texto argumentativo sobre a Eutanásia Trabalho elaborado por: Patrícia da Conceição Formadores. Rita Camões e Fernando Guita 23 11-2010 Como todos nós sabemos o tema da eutanásia causa muita polémica na

Leia mais

A Santa Sé DISCURSO DO CARDEAL ANGELO SODANO EM NOME DO PAPA JOÃO PAULO II NA ABERTURA DA XXIX CONFERÊNCIA DA FAO* 8 de Novembro de 1997

A Santa Sé DISCURSO DO CARDEAL ANGELO SODANO EM NOME DO PAPA JOÃO PAULO II NA ABERTURA DA XXIX CONFERÊNCIA DA FAO* 8 de Novembro de 1997 A Santa Sé DISCURSO DO CARDEAL ANGELO SODANO EM NOME DO PAPA JOÃO PAULO II NA ABERTURA DA XXIX CONFERÊNCIA DA FAO* 8 de Novembro de 1997 Senhor Presidente Senhor Director-Geral Ilustres Delegados e Observadores

Leia mais

VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG

VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG VALORES CULTURAIS (INDÍGENAS) KAINGANG Um cacique kaingang, meu amigo, me escreveu pedindo sugestões para desenvolver, no Dia do Índio, o seguinte tema em uma palestra: "Os Valores Culturais da Etnia Kaingáng".

Leia mais

Curso de Discipulado

Curso de Discipulado cidadevoadora.com INTRODUÇÃO 2 Este curso é formado por duas partes sendo as quatro primeiras baseadas no evangelho de João e as quatro últimas em toda a bíblia, com assuntos específicos e muito relevantes

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ANTÓNIO FEIJÓ DEPARTAMENTO: DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ANTÓNIO FEIJÓ DEPARTAMENTO: DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DISCIPLINA: UNIDADE AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ANTÓNIO FEIJÓ DEPARTAMENTO: DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS PLANIFICAÇÃO ANUAL - ANO LETIVO: 2015-2016 1 A PESSOA HUMANA EDUCAÇÃO MORAL E RELIGIOSA

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s...

U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s... U m h o m e m q u e v i v e u c o m o e x e m p l o r e a l d e t u d o a q u i l o q u e t r a n s m i t i u e m s u a s m e n s a g e n s... Aqui não estão as mensagens mediúnicas, mas algumas palavras

Leia mais

CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS

CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS Infância/Adolescencia MISSÃO MISSÃO. Palavra muito usada entre nós É encargo, incumbência Missão é todo apostolado da Igreja. Tudo o que a Igreja faz e qualquer campo.

Leia mais

Comissão Diocesana da Pastoral da Educação ***************************************************************************

Comissão Diocesana da Pastoral da Educação *************************************************************************** DIOCESE DE AMPARO - PASTORAL DA EDUCAÇÃO- MARÇO / 2015 Todo cristão batizado deve ser missionário Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos e fazei-me conhecer a vossa estrada! Salmo 24 (25) Amados Educadores

Leia mais

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você!

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você! MANUAL Esperança Casa de I G R E J A Esperança Uma benção pra você! I G R E J A Esperança Uma benção pra você! 1O que é pecado Sem entender o que é pecado, será impossível compreender a salvação através

Leia mais

PLANO DE ESTUDOS DE EMRC 9.º ANO

PLANO DE ESTUDOS DE EMRC 9.º ANO DE EMRC 9.º ANO Ano Letivo 2015 2016 PERFIL DO ALUNO O aluno, no final do 9.º ano, deve atingir as metas abaixo indicadas, nos seguintes domínios: Religião e Experiência Religiosa Compreender o que são

Leia mais

Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11)

Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11) Caminho, verdade e vida: Definições de Jesus; Marcas em seus discípulos (Jo.14:1-11) Mensagem 1 A metáfora do Caminho Introdução: A impressão que tenho é que Jesus escreveu isto para os nossos dias. Embora

Leia mais

Doenças Graves Doenças Terminais

Doenças Graves Doenças Terminais MINISTÉRIO DA SAÚDE Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - CONEP Universidade Federal de Minas Gerais Doenças Graves Doenças Terminais José Antonio Ferreira Membro da CONEP/ MS Depto de Microbiologia

Leia mais

Implicações pastorais do decreto-lei nº 253/2009, de 23 de Setembro.

Implicações pastorais do decreto-lei nº 253/2009, de 23 de Setembro. Implicações pastorais do decreto-lei nº 253/2009, de 23 de Setembro. Fernando Sampaio Introdução A doença e o sofrimento são sempre factores de perturbação na vida da pessoa e seus familiares. O internamento

Leia mais

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 1 a Edição Editora Sumário Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9 Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15 Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 Santos, Hugo Moreira, 1976-7 Motivos para fazer

Leia mais

PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015

PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015 PROJECTOS NACIONAIS A IMPLEMENTAR NO TRIÉNIO 2013-2015 1/10 PROJECTO 1 - Curso de Preparação para a Parentalidade Adoptiva Depois de tudo te amarei Como se fosse sempre antes Como se de tanto esperar Sem

Leia mais

Fundamentação e Contextualização do Programa de Voluntariado

Fundamentação e Contextualização do Programa de Voluntariado Fundamentação e Contextualização do Programa de Voluntariado O Programa de Voluntariado do Centro Solidariedade e Cultura de Peniche pretende ir ao encontro do ideário desta instituição, numa linha da

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade

ESCOLA SECUNDÁRIA DO MONTE DA CAPARICA Curso de Educação e Formação de Adultos NS. Tema Princípios de conduta, de igualdade e equidade 1 de 5 Princípios de conduta, de igualdade e equidade OBJECTIVO: Assumir condutas adequadas às instituições e aos princípios de lealdade comunitária. Competência e critérios de evidência Reconhecer princípios

Leia mais

José Eduardo Borges de Pinho. Ecumenismo: Situação e perspectivas

José Eduardo Borges de Pinho. Ecumenismo: Situação e perspectivas José Eduardo Borges de Pinho Ecumenismo: Situação e perspectivas U n i v e r s i d a d e C a t ó l i c a E d i t o r a L I S B O A 2 0 1 1 Índice Introdução 11 Capítulo Um O que é o ecumenismo? 15 Sentido

Leia mais

Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal. Jorge Sampaio. Assembleia Geral das Nações Unidas

Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal. Jorge Sampaio. Assembleia Geral das Nações Unidas MISSAO PERMANENTE DE PORTUGAL JUNTO DAS NaфEs UNIDAS EM NOVA IORQUE Discurso de Sua Exceléncia o Presidente de Po rtugal Jorge Sampaio Reunião de Alto Nîvel da Assembleia Geral das Nações Unidas Nova Iorque

Leia mais

BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA. O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...!

BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA. O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...! BÍBLIA E HERMENÊUTICAS JUVENIS EVANGELHO DE MARCOS - SAÚDE E VIOLÊNCIA O que procuramos? Quem procura acha. Nem sempre achamos o que procuramos...! Quem procura acha. Módulo 2 Etapa 3 Nem sempre acha o

Leia mais

Código de Ética e de Conduta

Código de Ética e de Conduta visa dar a conhecer de forma inequívoca aos colaboradores, clientes, entidades públicas, fornecedores e, de uma forma geral, a toda a comunidade os valores preconizados, vividos e exigidos pela empresa,

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos Humanos Declaração Universal dos Direitos Humanos Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

associação portuguesa de bioética

associação portuguesa de bioética associação portuguesa de bioética PROJECTO DE DIPLOMA N.º P/06/APB/06 QUE REGULA O EXERCÍCIO DO DIREITO A FORMULAR DIRECTIVAS ANTECIPADAS DE VONTADE NO ÂMBITO DA PRESTAÇÃO DE CUIDADOS DE SAÚDE E CRIA O

Leia mais

Declaração Universal dos Direitos do Homem

Declaração Universal dos Direitos do Homem Declaração Universal dos Direitos do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento

Leia mais

Estatutos da Fundação Spes

Estatutos da Fundação Spes Estatutos da Fundação Spes Por testamento de 24 08 1977, o Senhor D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto, declarou ser sua última vontade criar a Fundação SPES como instituição particular perpétua de

Leia mais

Regulamento de Funcionamento do Grupo de Voluntariado

Regulamento de Funcionamento do Grupo de Voluntariado LAHUC LIGA DOS AMIGOS DOS HOSPITAIS DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA LAHUC Gabinete de Serviço Social O MELHOR DA VIDA TODOS OS DIAS Regulamento de Funcionamento do Grupo de Voluntariado Preâmbulo O Voluntariado

Leia mais

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E ESPIRITUAL DESCUBRA A ASSINATURA DE SUAS FORÇAS ESPIRITUAIS Test Viacharacter AVE CRISTO BIRIGUI-SP Jul 2015 Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus I SABER

Leia mais

A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO. Romanos 15:13

A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO. Romanos 15:13 A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO Romanos 15:13 - Ora o Deus de esperança vos encha de toda a alegria e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo. Só Deus pode nos dar uma

Leia mais

MINISTÉRIO da SAÚDE. Gabinete do Secretário de Estado da Saúde INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE

MINISTÉRIO da SAÚDE. Gabinete do Secretário de Estado da Saúde INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE APRESENTAÇÃO DO PRONTUÁRIO TERAPÊUTICO INFARMED, 3 DE DEZEMBRO DE 2003 Exmo. Senhor Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos Exmo. Senhor Bastonário

Leia mais

LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas

LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas LIÇÃO 8 Necessidades Sociais Satisfeitas E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (Mateus 6:12). Esta é uma lição importante. Fixamos as condições para o nosso próprio

Leia mais

EVOLUÇÃO DO ENQUADRAMENTO JURÍDICO DE SERVIÇOS RELIGIOSOS NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE

EVOLUÇÃO DO ENQUADRAMENTO JURÍDICO DE SERVIÇOS RELIGIOSOS NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE EVOLUÇÃO DO ENQUADRAMENTO JURÍDICO DE SERVIÇOS RELIGIOSOS NAS INSTITUIÇÕES DE SAÚDE História ( exemplar ) de um processo de crescente abuso clerical católico 1. INTRODUÇÃO Seguir o processo de institucionalização

Leia mais

A declaração antecipada de vontade no Brasil (testamento vital) Letícia Franco Maculan Assumpção

A declaração antecipada de vontade no Brasil (testamento vital) Letícia Franco Maculan Assumpção A declaração antecipada de vontade no Brasil (testamento vital) Letícia Franco Maculan Assumpção 2015 Viver e não poder se expressar A DAV é um instrumento para a vida, não para após a morte. Vamos viver

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades...

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... 19 2. AUTOESTIMA... 23 2.1 Autoaceitação... 24 2.2 Apreço por si... 26

Leia mais

Enquanto há vida, há sexualidade! Perspectivas dos profissionais de saúde quanto à comunicação sobre sexualidade em cuidados paliativos

Enquanto há vida, há sexualidade! Perspectivas dos profissionais de saúde quanto à comunicação sobre sexualidade em cuidados paliativos Enquanto há vida, há sexualidade! Perspectivas dos profissionais de saúde quanto à comunicação sobre sexualidade em cuidados paliativos Entrevista de Estudo E06 Sexo Masculino Profissão - Médico Data 6

Leia mais

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas

- Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas - Então, pai, há alguma notícia importante nos jornais? - Nada de especial. Há muitas notícias sobre a política nacional e internacional e algumas curiosidades. Se quiseres, depois deixo-te ler. - Tu sabes

Leia mais

Ano Letivo 2011/2012 2º Ciclo 5º Ano

Ano Letivo 2011/2012 2º Ciclo 5º Ano AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DR. VIEIRA DE CARVALHO Planificação Anual EMRC Ano Letivo 2011/2012 2º Ciclo 5º Ano Tema Conteúdos Competências Específicas Avaliação Lectiva 1 Viver Juntos Mudança de ano

Leia mais

CENTRO HOSPITALAR DA COVA DA BEIRA PROJECTO DE REGULAMENTO

CENTRO HOSPITALAR DA COVA DA BEIRA PROJECTO DE REGULAMENTO CENTRO HOSPITALAR DA COVA DA BEIRA SERVIÇO DE MEDICINA PALIATIVA (HOSPITAL DO FUNDÃO) DE REGULAMENTO 1. DEFINIÇÃO O (SMP) do Centro Hospitalar da Cova da Beira SA, sediado no Hospital do Fundão, desenvolve

Leia mais

Plano Pedagógico do Catecismo 6

Plano Pedagógico do Catecismo 6 Plano Pedagógico do Catecismo 6 Cat Objetivos Experiência Humana Palavra Expressão de Fé Compromisso PLANIFICAÇÃO de ATIVIDADES BLOCO I JESUS, O FILHO DE DEUS QUE VEIO AO NOSSO ENCONTRO 1 Ligar a temática

Leia mais

Unidade Lectiva 1: Caminhar em Grupo

Unidade Lectiva 1: Caminhar em Grupo Unidade Lectiva 1: Caminhar em Grupo Um novo ano escolar Apresentação Aprendo a estudar Aprendo a viver! Integro um novo grupo Os dez Mandamentos A Biblia: O povo onde nasceu a bíblia Organização da bíblia

Leia mais

Os actuais membros do CNPMA tomaram posse no dia 22 de Maio de 2007 e logo nesse dia tiveram a sua primeira reunião. E vão concluir o seu mandato no

Os actuais membros do CNPMA tomaram posse no dia 22 de Maio de 2007 e logo nesse dia tiveram a sua primeira reunião. E vão concluir o seu mandato no Os actuais membros do CNPMA tomaram posse no dia 22 de Maio de 2007 e logo nesse dia tiveram a sua primeira reunião. E vão concluir o seu mandato no dia 14 de Maio de 2012 mas continuarão em funções até

Leia mais

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA

IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL DE BRASÍLIA ESCOLA BÍBLICA MÓDULO I - O NOVO TESTAMENTO Aula XXII A PRIMEIRA CARTA DE PEDRO E REFLEXÕES SOBRE O SOFRIMENTO Até aqui o Novo Testamento tem dito pouco sobre

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA Presidência do Conselho de Ministros 53/CNECV/07

CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA Presidência do Conselho de Ministros 53/CNECV/07 53/CNECV/07 PARECER DO CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA PARECER SOBRE OS PROJECTOS DE LEI Nº 126/X (Estabelece os Princípios da Investigação Científica em Células Estaminais e a Utilização

Leia mais

Código Deontológico. (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro)

Código Deontológico. (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro) Código Deontológico (Inserido no Estatuto da OE republicado como anexo pela Lei n.º 111/2009 de 16 de Setembro) SECÇÃO II Do código deontológico do enfermeiro Artigo 78.º Princípios gerais 1 - As intervenções

Leia mais

Uma nova vida para crianças desprotegidas

Uma nova vida para crianças desprotegidas Uma nova vida para crianças desprotegidas As Aldeias de Crianças SOS têm a sua origem na Áustria. O seu fundador Hermann Gmeiner conseguiu aplicar uma ideia fundamental e realizar um sonho: dar uma mãe,

Leia mais

LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE

LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE CAPÍTULO 11 LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE Justiça e direitos naturais Direito de propriedade. Roubo Caridade e amor ao próximo Amor maternal e filial JUSTIÇA E DIREITOS NATURAIS 873 O sentimento de justiça

Leia mais

A arte de confortar //61. Reflexões sobre Pastoral da Saúde nos hospitais. Augusto Gonçalves Vila-Chã S.J.

A arte de confortar //61. Reflexões sobre Pastoral da Saúde nos hospitais. Augusto Gonçalves Vila-Chã S.J. A arte de confortar Reflexões sobre Pastoral da Saúde nos hospitais Para que o nosso mundo seja mais feliz, bom, agradável e satisfatório deve estar mais equitativamente distribuído. É preciso que as pessoas

Leia mais

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER INTRODUÇÃO: Qualquer que seja meu objetivo, ler é a atividade básica do aprendizado. Alguém já disse: Quem sabe ler, pode aprender qualquer coisa. Se quisermos estudar a Bíblia,

Leia mais

Celebrar e viver o Concílio Vaticano II

Celebrar e viver o Concílio Vaticano II Celebrar e viver o Concílio Vaticano II Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa Celebrar os 50 anos da abertura do Concílio no Ano da Fé 1. Na Carta apostólica A Porta da Fé, assim se exprime

Leia mais

Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo

Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo Separação entre Estado e Igreja (20 de Abril de 1911) Cota CMPV/0015 Diários do Governo NEWSLETTER: Dando continuidade à nossa nova rubrica on-line: Páginas de História com Estórias, passamos a apresentar

Leia mais

Mensagem do 1º de Dezembro

Mensagem do 1º de Dezembro Mensagem do 1º de Dezembro 2011 Por S.A.R. o Duque de Bragança Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida. Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando

Leia mais

HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO?

HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO? HOJE EM DIA O ABORTO JÁ É LEGAL? COMO É A LEI DO ABORTO? Em 1984 legalizou-se o aborto em Portugal, mas os prazos dessa lei já foram alargados. Desde 1997 tornou-se legal abortar por razões de saúde da

Leia mais

XVI JORNADA SOBRE QUESTÕES PASTORAIS ENXOMIL, 16 ABRIL 2012 A ESPERANÇA NA VIDA ETERNA TEM CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS?

XVI JORNADA SOBRE QUESTÕES PASTORAIS ENXOMIL, 16 ABRIL 2012 A ESPERANÇA NA VIDA ETERNA TEM CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS? XVI JORNADA SOBRE QUESTÕES PASTORAIS ENXOMIL, 16 ABRIL 2012 A ESPERANÇA NA VIDA ETERNA TEM CONSEQUÊNCIAS PRÁTICAS? Chegou o momento, porém, de nos colocarmos explicitamente a questão: para nós, hoje a

Leia mais

Código de Conduta. INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa

Código de Conduta. INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa Código de Conduta INAPA INVESTIMENTOS, PARTICIPAÇÕES E GESTÃO, S.A. (Sociedade Aberta) Sede: Rua Castilho, n.º 44 3.º andar, 1250-071 Lisboa Capital social: 150 000 000 Número único de pessoa colectiva

Leia mais

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto. Mateus 4, 1-11 Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.». Este caminho de 40 dias de jejum, de oração, de solidariedade, vai colocar-te

Leia mais

José Antonio Pagola GRUPOS DE JESUS

José Antonio Pagola GRUPOS DE JESUS GRUPOS DE JESUS José Antonio Pagola GRUPOS DE JESUS 2014, José Antonio Pagola 2014, PPC, Editorial y Distribuidora, S.A. Título original: Grupos de Jesús Tradução: Mário José dos Santos, ssp Pré -impressão

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: Perda dos Entes Queridos Palestrante: Mauro Operti Rio de Janeiro 08/05/1998 Organizadores da palestra: Moderador: Macroz (nick:

Leia mais

10 ANOS DEPOIS: O CONTRIBUTO DOS PROGRAMAS SOCIAIS NA CONSTRUÇÃO DO ESTADO SOCIAL EM TIMOR-LESTE

10 ANOS DEPOIS: O CONTRIBUTO DOS PROGRAMAS SOCIAIS NA CONSTRUÇÃO DO ESTADO SOCIAL EM TIMOR-LESTE REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA SESSÃO DE

Leia mais

Felizes os puros de coração porque verão a Deus (Mt 5, 8)

Felizes os puros de coração porque verão a Deus (Mt 5, 8) Janeiro e Fevereiro 2015 Editorial Esta é a Síntese dos meses de Janeiro e Fevereiro, assim como a Palavra de Vida, em que o nosso diretor espiritual, Pe. Pedro, fala sobre Felizes os puros de coração

Leia mais

A Identidade da Igreja do Senhor Jesus

A Identidade da Igreja do Senhor Jesus A Identidade da Igreja do Senhor Jesus Atos 20:19-27 (Ap. Paulo) Fiz o meu trabalho como Servo do Senhor, com toda a humildade e com lágrimas. E isso apesar dos tempos difíceis que tive, por causa dos

Leia mais

Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015]

Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015] 1 Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015] Página 9 Na ilustração, Jesus está sob a árvore. Página 10 Rezar/orar. Página 11 Amizade, humildade, fé, solidariedade,

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA Presidência do Conselho de Ministros 56/CNECV/08

CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA Presidência do Conselho de Ministros 56/CNECV/08 56/CNECV/08 PARECER N.º 56 DO CONSELHO NACIONAL DE ÉTICA PARA AS CIÊNCIAS DA VIDA PARECER SOBRE VENDA DIRECTA DE TESTES GENÉTICOS AO PÚBLICO (Julho de 2008) A reflexão do Conselho Nacional de Ética para

Leia mais

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO HISTÓRIA BÍBLICA: Mateus 18:23-34 Nesta lição, as crianças vão ouvir a Parábola do Servo Que Não Perdoou. Certo rei reuniu todas as pessoas que lhe deviam dinheiro.

Leia mais

ESTUDOS PARA AS CÉLULAS AS SETE VERDADES ESSÊNCIAIS DO EVANGELHO

ESTUDOS PARA AS CÉLULAS AS SETE VERDADES ESSÊNCIAIS DO EVANGELHO 1 ESTUDOS PARA AS CÉLULAS AS SETE VERDADES ESSÊNCIAIS DO EVANGELHO LIÇÃO Nº 01 DIA 16/06/2014 INTRODUÇÃO: Vamos começar uma nova série de estudos em nossas células. Esta será uma série muito interessante

Leia mais

A violência, e em particular a violência doméstica, constitui um desses velhos / novos problemas para o qual urge encontrar novas soluções.

A violência, e em particular a violência doméstica, constitui um desses velhos / novos problemas para o qual urge encontrar novas soluções. A justiça restaurativa no combate à violência doméstica O final de uma legislatura é, certamente, um tempo propício para a realização de um balanço de actividades. Pode constituir-se como convite à avaliação

Leia mais

OBLATOS ORIONITAS. linhas de vida espiritual e apostólica

OBLATOS ORIONITAS. linhas de vida espiritual e apostólica OBLATOS ORIONITAS linhas de vida espiritual e apostólica Motivos inspiradores da oblação orionita laical O "carisma" que o Senhor concede a um fundador, é um dom para o bem de toda a Igreja. O carisma

Leia mais

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DR

INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DR INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO DR. RUI MARIA DE ARAÚJO POR OCASIÃO DA XIII REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DOS MINISTROS DO TRABALHO E DOS ASSUNTOS SOCIAIS DA CPLP A extensão da Protecção Social

Leia mais

Lição 9 Completar com Alegria

Lição 9 Completar com Alegria Lição 9 Completar com Alegria A igreja estava cheia. Era a época da colheita. Todos tinham trazido algo das suas hortas, para repartir com os outros. Havia muita alegria enquanto as pessoas cantavam louvores

Leia mais

CAPÍTULO I Disposições gerais

CAPÍTULO I Disposições gerais Resolução da Assembleia da República n.º 1/2001 Aprova, para ratificação, a Convenção para a Protecção dos Direitos do Homem e da Dignidade do Ser Humano face às Aplicações da Biologia e da Medicina: Convenção

Leia mais

As cores utilizadas - Branco, Azul e Amarelo - pretendem passar uma imagem de doação, de dignidade humana e solidariedade.

As cores utilizadas - Branco, Azul e Amarelo - pretendem passar uma imagem de doação, de dignidade humana e solidariedade. Código de Conduta Código de Conduta O nosso Símbolo Um desafio permanente O símbolo da Fundação CEBI, criado em 1993 por altura do seu 25º Aniversário, procura transmitir a imagem da natureza da sua intervenção

Leia mais

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS

questionários de avaliação da satisfação CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS questionários de avaliação da satisfação creche CLIENTES, COLABORADORES, PARCEIROS 2ª edição (revista) UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu Governo da República Portuguesa SEGURANÇA SOCIAL INSTITUTO DA

Leia mais

pensamentos para o seu dia a dia

pensamentos para o seu dia a dia pensamentos para o seu dia a dia Israel Belo de Azevedo 1Vida e espiritualidade 1 Adrenalina no tédio O interesse por filmes sobre o fim do mundo pode ser uma forma de dar conteúdo ao tédio. Se a vida

Leia mais

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki

Page 1 of 7. Poética & Filosofia Cultural - Roberto Shinyashiki Page 1 of 7 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia Cultural Educador: João Nascimento Borges Filho Poética & Filosofia

Leia mais

Entrevista 1.02 - Brenda

Entrevista 1.02 - Brenda Entrevista 1.02 - Brenda (Bloco A - Legitimação da entrevista onde se clarificam os objectivos do estudo, se contextualiza a realização do estudo e participação dos sujeitos e se obtém o seu consentimento)

Leia mais

CONSELHO JURISDICIONAL

CONSELHO JURISDICIONAL PARECER CJ 194 / 2010 SOBRE: Segurança da Informação em Saúde e Sigilo Profissional em Enfermagem O Conselho Jurisdicional, enquanto supremo órgão jurisdicional da Ordem dos Enfermeiros e decorrente da

Leia mais

REQUERIMENTO. Ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom OSVINO JOSÉ BOTH Arcebispo Militar do Brasil

REQUERIMENTO. Ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom OSVINO JOSÉ BOTH Arcebispo Militar do Brasil REQUERIMENTO Ao Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor Dom OSVINO JOSÉ BOTH Arcebispo Militar do Brasil Documento elaborado de próprio punho. Eu, inscrito no CPF sob o nº e no RG nº aluno da Escola Diaconal

Leia mais

Vamos acabar de uma vez com essa vergonha. Vergonha é a existência

Vamos acabar de uma vez com essa vergonha. Vergonha é a existência OS NOVOS DESAFIOS DO MUNDO GLOBALIZADO: O TRABALHO FORÇADO E O TRÁFICO DE SERES HUMANOS * Carmen Sottas ** Vamos acabar de uma vez com essa vergonha. Vergonha é a existência de milhares de trabalhadores

Leia mais

MISSA DE ABERTURA DA CATEQUESE

MISSA DE ABERTURA DA CATEQUESE MISSA DE ABERTURA DA CATEQUESE XXV domingo do tempo comum 23/09/2012 Igreja de Cedofeita ENTRADA Eu vi meu Deus e Senhor, aleluia, aleluia. Cantai ao amor, cantai, aleluia, aleluia. ADMONIÇÃO DE ENTRADA

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DECISÃO DO CONSELHO

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de DECISÃO DO CONSELHO COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 9.7.2003 COM (2003) 390 final 2003/0151 (CNS) Proposta de DECISÃO DO CONSELHO que altera a Decisão 2002/834/CE que adopta o programa específico de investigação,

Leia mais

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação

Curso Geral de Gestão. Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Curso Geral de Gestão Pós Graduação Participamos num processo acelerado de transformações sociais, políticas e tecnológicas que alteram radicalmente o contexto e as

Leia mais

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA

CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA CÓDIGO DE CONDUTA DOS COLABORADORES DA FUNDAÇÃO CASA DA MÚSICA Na defesa dos valores de integridade, da transparência, da auto-regulação e da prestação de contas, entre outros, a Fundação Casa da Música,

Leia mais

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele.

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele. 1 Marcos 3:13 «E (Jesus) subiu ao Monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades

Leia mais

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDO 1 NOVA VIDA O presente curso ajudará você a descobrir fatos da Palavra de Deus, fatos os quais você precisa para viver a vida em toda a sua plenitude. Por este estudo

Leia mais

OS DIREITOS DO HOMEM NO AMANHECER DO SÉCULO XXI

OS DIREITOS DO HOMEM NO AMANHECER DO SÉCULO XXI OS DIREITOS DO HOMEM NO AMANHECER DO SÉCULO XXI (Discurso do Dalai Lama na Reunião de Paris da UNESCO - Comemoração do 50º Aniversário da Declaração Universal dos direitos do Homem) O aumento da preocupação

Leia mais

III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais

III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais III Fórum Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis 15 de Outubro de 2010, Ponta Delgada, Açores Saúde em Todas as Políticas Locais I Sessão Plenária: Saúde em Todas as Políticas Locais Reduzir as Desigualdades

Leia mais

Catequese da Adolescência 7º Catecismo Documentos de Apoio CATEQUESE 1 - SOMOS UM GRUPO COM JESUS. Documento I

Catequese da Adolescência 7º Catecismo Documentos de Apoio CATEQUESE 1 - SOMOS UM GRUPO COM JESUS. Documento I CATEQUESE 1 - SOMOS UM GRUPO COM JESUS Documento I CATEQUESE 1 - SOMOS UM GRUPO COM JESUS Documento 2 CATEQUESE 1 - SOMOS UM GRUPO COM JESUS Documento 3 CATEQUESE 2 - QUEM SOU EU? Documento 1 CATEQUESE

Leia mais

Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9

Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9 Diálogo, bem comum, dignidade para todos - Papa no Congresso dos EUA 9 57 Imprimir 2015-09-24 Rádio Vaticana Francisco no Congresso Americano acolhido com grandes aplausos. É a primeira vez que um Papa

Leia mais

Nos segundos seguintes ao ter sido indigitado para estas funções de GM da GLTP, surgiram-me, de imediato, dois temas de referência.

Nos segundos seguintes ao ter sido indigitado para estas funções de GM da GLTP, surgiram-me, de imediato, dois temas de referência. Querida Vice-Grão-Mestre Potentíssimo(s) SGC, Irmão MPS Sereníssimo Grão-Mestre da CAMEA, Irmão Daniel Magiotta Altos Dignitários de Potências Estrangeiras Sereníssimo Past- GM da GLTP, I. Jaime Henriques

Leia mais

Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Conselho Mundial das Igrejas. Aliança Evangélica Mundial

Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Conselho Mundial das Igrejas. Aliança Evangélica Mundial Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso Conselho Mundial das Igrejas Aliança Evangélica Mundial A missão pertence à essência da igreja. Proclamar a palavra de Deus e testemunhá-la ao mundo é

Leia mais

interpares ajuda editorial NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS 02 Outubro 2007 Desde que o documento, Direitos e Necessidades das Pessoas com

interpares ajuda editorial NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS 02 Outubro 2007 Desde que o documento, Direitos e Necessidades das Pessoas com ajuda 02 Outubro 2007 interpares NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS editorial Desde que o documento, Direitos e Necessidades das Pessoas com Experiência de Doença Mental, elaborado pela Rede Nacional de Pessoas com

Leia mais

CUIDADOS DE SAÚDE LUGARES DE ESPERANÇA (A Saúde em Portugal)

CUIDADOS DE SAÚDE LUGARES DE ESPERANÇA (A Saúde em Portugal) CUIDADOS DE SAÚDE LUGARES DE ESPERANÇA (A Saúde em Portugal) Fátima, Centro Pastoral Paulo VI 2 a 5 de Maio de 2012. 1º Dia 2 de Maio O ESTUDO DA REALIDADE Coordenadora Prof. Doutora Ana Sofia Carvalho

Leia mais

TRÊS ESTILOS DE VIDA

TRÊS ESTILOS DE VIDA TRÊS ESTILOS DE VIDA 1 Co 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Porém o homem

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação

MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE Gabinete do Secretário de Estado do Trabalho e Formação INTERVENÇÃO DE S.EXA. O SECRETÁRIO DE ESTADO DO TRABALHO E FORMAÇÃO NO CONGRESSO DO ANO INTERNACIONAL DOS VOLUNTÁRIOS Senhora Presidente da Comissão Nacional para o Ano Internacional do Voluntariado, Senhor

Leia mais

Ética na prática profissional. Dra. Jussara Loch - PUCRS

Ética na prática profissional. Dra. Jussara Loch - PUCRS Ética na prática profissional Dra. Jussara Loch - PUCRS Conceitualização do termo ética Uma aproximação à ética do nutricionista: As bases éticas da relação clínica Mínimos e Máximos éticos O bom profissional

Leia mais