INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA NA QUALIDADE DA VIDA DE DEFICIENTES FÍSICOS

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1 INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA NA QUALIDADE DA VIDA DE DEFICIENTES FÍSICOS Débora Lourdes Martins Graduada em Educação Física pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais Unileste-MG Ricardo José Rabelo Mestre em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília. Docente do Curso de Educação Física do Unileste-MG RESUMO O objetivo da pesquisa foi investigar se a atividade física é uma estratégia eficaz para promover a manutenção e ou melhora na qualidade de vida de portadores de deficiência física. Foi utilizada para determinar o nível da qualidade de vida a Versão Brasileira do questionário de Qualidade de Vida SF 36 no pré e pós-teste. A amostra foi composta de 20 voluntários, divididos em dois grupos, (GE) composto por 14 voluntários com idade de 26 a 60 anos e (GC) composto por 6 voluntários com idade de 25 a 37 anos, todos portadores de deficiência física, sedentários, que não fazem acompanhamento fisioterápico, membros da Associação de Cooperação e Integração dos Portadores de Deficiência Física (ACINPODE) da cidade de João Monlevade-MG. Os voluntários participaram de um programa de natação com duração de 24 semanas, duas vezes por semana, 50min cada aula,numa piscina aquecida e coberta. Pode-se conclui que o programa de natação adaptada, realizado nesta pesquisa colaborou para a melhoria da qualidade de vida dos deficientes físicos participantes do (GE). Palavras Chaves: Qualidade de vida. Deficiente físico. Natação adaptada. The objective of the research went investigate to physical activity it is an effective strategy to promote the maintenance and or to improve in the quality of life of carriers of physical deficiency. It was used to determine the level of the life quality the Brazilian Version of the questionnaire of Quality of Life - SF 36 in the initial and final tests. The sample was composed of 20 volunteers, divided in two groups, (GE) composed by 14 volunteers with age of 26 to 60 years and (GC) composed by 6 volunteers with age of 25 to 37 years, everybody physical, sedentary deficiency carriers, that don't make phisioterapic accompaniment, members of the Association of Cooperation and Integration of the Carriers of Physical Deficiency (ACINPODE) of João Monlevade s city MG state. The volunteers participated of a swimming program with 24 weeks duration, twice a week, 50 minutes each class, inside a warm and covered pool. It was concluded that the adapted swimming program accomplished in this research collaborated for the improvement of the quality of life of the volunteers analysed (GE). Key words: Life quality. Faulty physical. Adapted Swimming. 1

2 INTRODUÇÃO Com a era da informatização, cada vez menos a população utiliza esforços físicos para realização de suas tarefas profissionais e diárias. Com isso a população tem se tornado mais sedentária. O século XX I aponta a importância da construção da qualidade de vida, valorização da vida ativa, priorizando o combate ao sedentarismo. O sedentarismo é condição indesejável e representa risco a saúde (ZUCHETO e CASTRO 2002). Para Guidi e Moreira (1996), a qualidade de vida está identificada no grau de autonomia com que o mesmo desempenha as funções do dia a dia, que o fazem independente dentro do contexto sócio econômico e cultural. Para Zucheto e Castro (2002), a qualidade de vida está associada ao estado de saúde, longevidade, satisfação no trabalho, relação familiar e disposição para a vida, entre outros. Estudos recentes têm dado importância significativa à prática regular de atividade física como melhoria do bem estar do indivíduo e prevenção contra doenças. Para Guiselim (1996), ao participar de um programa cuja meta é melhorar a sua qualidade de vida, verifica-se que o exercício ajuda a controlar o estresse e reduz a tendência a depressão, permite sensação de mais energia auxilia na realização das atividades diárias, ajuda a dormir melhor e contribui na estrurturação da auto-imagem. A atividade física pode proporcionar para os deficientes físicos saúde, longevidade, autonomia entre outros, já que para Matsudo e Matsudo (2000 ) apud Assumpção (2002), os principais benefícios a saúde adivindo da prática de atividade física referem-se aos aspectos antropométricos, neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Os efeitos metabólicos apontados pelos autores são o aumento do volume sistólico, da potência aeróbica, da ventilação pulmonar, a melhora do perfil lípidico, a diminuição da pressão arterial, melhora da sensibilidade à insulina e a diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo. Com relação aos efeitos antropométricos e neuromusculares ocorre, segundo os autores, a diminuição da gordura corporal, o incremento da força e da massa muscular, da densidade óssea e da flexibilidade. Na dimensão psicológica, afirmam que a atividade física atua na melhoria da auto-estima, do auto-conceito, da imagem corporal, das funções cognitivas, da socialização, na diminuição do estresse, da ansiedade e do consumo de medicamentos. Para Chatard (1992) apud Tsutsumi (2004), a natação é um dos esportes mais apropriado para o individuo com algum tipo de deficiência, devido aos benefícios e as facilidades proporcionadas pela execução de movimentos com o corpo imerso na água. A natação desenvolve coordenação, condicionamento aeróbico, reduz a espasticidade, e resulta em menos fadiga que outras atividades. Para a Association of Swimming Therapy (1986), o milagre da água é tornar a separação ou distinção menos nítida, frequentemente impercebíveis, pois nós todos somos mais iguais na água; as muletas e as cadeiras são deixadas de lado e flutuamos, grosseiramente, no mesmo nível e deste modo, desfrutamos de igualdade de nível e de mesmo nível de fala. Segundo o autor, a água fornece muito apoio e, quando usada corretamente, pode estimular ou relaxar o nadador deficiente, proporcionando ao mesmo autonomia. 2

3 Qualidade de vida A Organização Mundial de Saúde (1999) apud Assunção (2002), definiu qualidade de vida como a vida cultural do indivíduo e os valores nos quais eles vivem, considerando objetivos, expectativa, padrões e preocupações da vida. Segundo Py e Jaques (1999), qualidade de vida na realidade é o fator que afeta ou modifica nosso bem-estar vivencial relacionado com o nível de felicidade. Para o autor, O lazer tem fundamental importância na qualidade de vida. Para Samulski e Lustosa (1996), a expressão qualidade de vida na sua abrangência aplica-se ao indivíduo saudável e se relaciona com o seu grau de satisfação com a vida nos seus vários aspectos que a integram: moradia, transporte, alimentação, lazer, satisfação/ realização profissional, vida sexual e amorosa, relacionamento com outras pessoas, liberdade, autonomia e segurança financeira. Para Zuchetto e Castro (2002), a qualidade de vida está relacionada à saúde emocional, à auto- estima, à melhor imagem corporal e um estilo de vida mais ativo, com maior mobilidade física e maior autonomia, refletindo nas realizações de tarefas diárias e resoluções de problemas pessoais do dia a dia. Para Barros apud Zuchetto e Castro (2002), a atividade física pode afetar a qualidade de vida das pessoas, promovendo importantes adaptações fisiológicas, agudas ou crônicas. Por outro lado a falta de atividade física pode causar redução à mobilidade, aumento do peso corporal e diminuição a disposições para as tarefas diárias. A prática da atividade física adaptada A busca de um bem estar físico e psicológico, visando uma melhor qualidade de vida, levou os portadores de deficiência a procurar a prática de diversas atividades físicas. (BARROS, 2000). Para Py e Jacques (1999), a atividade física melhora as condições totais do organismo. Força, agilidade, coordenação motora, flexibilidade, postura e resistência física adquiridas com a prática de exercícios são fatores importantes para o desempenho produtivo do ser humano e que o capacitam a realizar eficientemente as tarefas impostas pela vida. Para se promover vida sadia e prevenção a doenças é importante a conscientização em relação a atividade física.segundo os autores, há uma íntima relação entre doença e estilo de vida, onde a atividade física constitui fator fundamental. Segundo Tsutsumi (2004), a atividade física adaptada contínua estimula a qualidade de vida, a integração social, prevenindo complicações futuras. A atividade física regular para Shephvid (1991) apud Tsutsumi (2004), pode trazer novas perspectivas para o indivíduo com incapacidade física, incluindo novas amizades e até oportunidade de emprego, devido ao aumento da produtividade. A prática de atividades motoras permite ao portador de deficiência física testar suas potencialidades, ampliar suas respostas motrizes, prevenir deficiências secundárias, manter e melhorar as condições fisiológicas e, consequentemente, a auto-estima, auto-imagem e a integração total do individuo. 3

4 Natação Adaptada Segundo a CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) Apud Tsutsumi (2004), a natação é uma das modalidades que participa dos jogos Paraolímpicos e o Brasil possui representantes desta modalidade. Desde a primeira Paraolimpíada, em Roma, 1960, a natação está presente no programa oficial de competições. Na história paraolímpica, homens e mulheres sempre estiveram nas piscinas na luta pelos melhores tempos. A modalidade atrai grandes públicos e um expressivo número de atletas. Entre as 106 medalhas do Brasil nos Jogos, nada menos que 39 (36%) vieram das conquistas da natação. Este histórico vitorioso foi iniciado em Stoke Mandeville-84, com um ouro, cinco pratas e um bronze. Nos Jogos Paraolímpicos de Seul-88, as piscinas renderam ao País um ouro, uma prata e sete bronzes. Na Paraolimpíada de Barcelona, o esporte obteve três bronzes. Em Atlanta-96, a performance foi exatamente igual à de Seul. Sydney marcou o melhor desempenho da natação, que trouxe um ouro, seis pratas e quatro bronzes para o Brasil. As regras são as mesmas da natação convencional com alterações apenas na largada, virada e chegada. As provas são variadas e obedecem aos estilos oficiais, os atletas são separados de acordo com suas classes, podendo participar da modalidade esportiva portadores de qualquer deficiência, sendo física, mental, visual ou auditiva (MELO; LOPES,2002). Segundo a Association of Swimming Therapy (1986), a iniciação da natação para pessoas com deficiência física normalmente se dá através do Método Halliwick, que ensina desde o controle respiratório ate os movimentos básicos de um nado. A partir daí, são utilizadas técnicas de aprendizagem dos nados como na natação normal, claro que respeitando a individualidade e a capacidade de cada pessoa. O método Halliwick foi criado por James McMillan em 1949, na Halliwick School, em Londres. Esse método baseia-se nos princípios científicos da hidrostática, da hidrodinâmica e da mecânica dos corpos e seu o objetivo é de promover todos os aspectos da natação para pessoas com deficiência. As atividades ensinadas pelo método englobam muitas habilidades, como por exemplo, o aprendizado de como o empuxo e a turbulência afetam o corpo (e como responder a isso), o aprendizado do equilíbrio, as remadas e o desenvolvimento dos movimentos da natação básicos. A água apresenta propriedades que facilitam para o indivíduo sua locomoção sem grande esforço, pois sua propriedade de sustentação (empuxo) e eliminação quase total da força da gravidade pode, segundo Campion (2002), aliviar o estresse sobre as articulações que sustentam o peso do corpo, auxiliando no equilíbrio estático e dinâmico, propiciando dessa forma maior facilidade de execução de movimentos que, em terra seriam muito difícil ou impossível de serem executados. A natação desenvolve no deficiente físico capacidades para dominar o elemento água, fazendo com que se torne independente e seguro dentre suas limitações (GRASSELI; PAULA, 2002). O objetivo dessa pesquisa foi investigar se a atividade física é uma estratégia eficaz para promover a manutenção e ou melhora na qualidade de vida de portadores de deficiência física. 4

5 METODOLOGIA O presente estudo é composto por 20 voluntários divididos em 2 grupos. O primeiro, denominado grupo experimental (GE) composto por 14 indivíduos sendo 10 do sexo masculino e 4 do sexo feminino com idade entre 26 a 60 anos e o segundo, denominado grupo controle (GC), composto por 6 indivíduos, 4 do sexo masculino e 2 do sexo feminino com idade entre 25 a 37 anos, todos portadores de deficiência física, sedentários, que não fazem acompanhamento fisioterápico, membros da Associação de Cooperação e Integração dos Portadores de Deficiência Física (ACINPODE), da cidade de João Monlevade-MG. Para determinarmos o nível de Qualidade de Vida dos voluntários foi aplicado a Versão Brasileira do questionário de Qualidade de Vida SF- 36, onde os resultados foram transformados em notas de 8 domínios (Capacidade funcional, limitação, dor, estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais,saúde mental). Após o consentimento do presidente da ACINPODE e de posse do termo de participação assinados pelos voluntários foi aplicado a versão Brasileira do questionário de qualidade de vida SF-36 uma semana antes do início das aulas. O programa de natação foi ministrado pela própria pesquisadora em uma escola de natação com piscina coberta e aquecida, na cidade de João Monlevade-MG. Teve a duração de 24 semanas, com aulas duas vezes por semana (Terça e Quinta), no horário da manhã, e duração de 50 min cada aula. Os voluntários do (GE), não tinham vivência a pratica da atividade física em meio liquido, nas primeiras 4 semanas, foi trabalhado adaptação ao meio liquido, priorizado a flutuação de costas, a partir da 5º semana foi iniciado a aprendizagem do nado crawl, numa aula bem descontraída, com aquecimento, técnicas do nado crawl, brincadeiras e relaxamento. Após as 24 semanas foi aplicado no pós-teste a versão brasileira do questionário de qualidade de vida SF-36. Os dados foram analisados através da estatística descritiva, média, desvio padrão, porcentagem, teste t de Student e apresentação por meio de tabela e gráficos para melhor compreensão. Foi solicitada uma autorização ao presidente da ACINPODE, através de um termo de consentimento da ação envolvida na pesquisa, assim com todos os voluntários. Todos os objetivos e procedimentos da aula de natação foram explicados para todos os portadores de deficiência física que participaram de forma anônima e voluntária da pesquisa. RESULTADOS E DISCUSÃO Os resultados foram baseados na comparação dos dados obtidos no pré-teste e pós-teste de um programa de natação. Considerando o perfil da amostra, a análise do questionário mostrou que o (GE) é predominante adulto, com média de idade de 39,6 ±13,8 anos, o (GC) é predominante jovem com média de idade de 27,8 ± 4,6. O gráfico abaixo apresenta aos resultados relacionados ao período na qual os entrevistados adquiriram a deficiência. 5

6 Figura 01- Distribuição do Grupo Experimental quanto ao período no qual adquiriu a deficiência. Grupo Experimental 43% 43% Infância Adolescência Idade Adulta 14% Observando o gráfico verifica-se que 43% da amostra adquiriram a deficiência na idade adulta por fatores relacionados a acidente no trabalho, acidente automobilístico e violência urbana, 43% da amostra adquiriu a deficiência na infância por motivos de paralisia infantil e 14% da amostra adquiriram a deficiência na adolescência também por motivo de acidente automobilístico. Figura 02 Distribuição do Grupo Controle quanto ao período no qual adquiriu a deficiência. Grupo Controle 0% 0% 100% Infância Adolecência Idade Adulta Observando o gráfico podemos perceber que todos os participantes do grupo controle adquiriram a deficiência na fase adulta, por motivo de acidente no trabalho e acidente automobilístico. 6

7 Figura 03 - Distribuição dos indivíduos segundo o tipo de deficiência física do Grupo Experimental. Grupo Experimental Amputado 29% 14% 14% AVC Poliomielite 43% Traumatismoraquio medular Observando o gráfico de distribuição dos indivíduos segundo o tipo de deficiência física do grupo experimental podemos perceber que a poliomielite foi à causa da deficiência de 43% dos entrevistados. Antigamente essa doença infecciosa que atinge células motoras não atingindo a sensibilidade era muito temida devido o fato de que quase sempre trazia seqüelas irreversíveis às crianças (BRUKHARDT,1985). Hoje essa doença já é controlada no Brasil e no mundo devido às campanhas de vacinação. O traumatismo raquiomedular foi à causa de 29% da deficiência dos entrevistados. Palmer e Tons (1988) apud Almeida e Tonello (2007), relatam que o trauma é uma das causas mais comuns de lesão medula espinhal, se originando de ferimentos penetrantes por faca ou bala, fraturas com deslocamento resultando numa transecção de medula, compressão por tumor, osteofito, aracnoidite, abcesso extradural, hérnia de disco ou um desabamento vertebral. No Brasil, há mil portadores de lesão medular, e cada ano essa incidência vem aumentando, devido a acidentes automobilísticos e principalmente a violência. A amputação é a causa de 14% da deficiência dos entrevistados. Segundo Carvalho (2003), definiu-se como a retirada, geralmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. No caso dos entrevistados a deficiência foi causada por acidente automobilístico, mais pode ocorrer a amputação por doenças como o câncer, o diabetes e a trombose. Segundo Camargo e Gonzalez (1996), O AVC acidente vascular cerebral, conhecido também como derrame faz com que o individuo perca a sensibilidade em um lado do corpo, sendo possível sua recuperação total ou parcial através de reabilitação,sendo à causa da deficiência de 14% dos entrevistados.existem diversos fatores considerados de risco para a chance de ter um AVC, sendo o principal a hipertensão arterial sistêmica não controlada e, além dela, também aumentam a possibilidade o diabetes mellitus, doenças reumáticas, trombose, uma arritmia cárdia chamada fibrilação atrial, estenose de valva mitral entre outra. 7

8 Figura 04 Distribuição dos indivíduos segundo o tipo de deficiência física do Grupo Controle. Grupo Controle Amputado 33% 34% AVC (Derrame) 0% 33% Polimielite Traumatismo Raquiomedular Observando o gráfico de distribuição dos indivíduos segundo o tipo de deficiência física do grupo controle podemos perceber que a Amputação foi à causa da deficiência de 34% da amostra, o AVC foi à causa de 33% igualando ao Traumatismo Raquiomedular. No grupo Controle não houve indivíduos com Poliomielite. Tabela 01- Comparação do Grupo de Controle e Grupo Experimental no Pré- Teste Domínio Grupo Experimental Grupo Controle Média Desvio Padrão Média Desvio Padrão Valor de p Capacidade Funcional 26,0 12,4 29,1 3,7 0,5624 Limitação 39,2 33,5 54,1 18,8 0,3259 Dor 52,7 25,3 59,6 27,0 0,5879 Saúde 58,3 19,6 60,7 27,3 0,8564 Vitalidade 66,4 15,3 60,0 15,4 0,4036 Aspectos Sociais 58,9 26,5 66,6 10,2 0,5035 Aspectos Emocionais 38,0 36,6 61,0 13,5 0,1577 Saúde Mental 68,5 17,1 69,3 13,7 0,9245 Observa-se pelo valor (p 0,05) que o grupo experimental e controle não tiveram diferença no Pré-teste, isto é, partiu na mesma condição inicial. Tabela 02 Comparação entre o Pré-Teste e Pós-Teste no Grupo Controle Domínio Pré-Teste Pós-Teste Média Desvio Padrão Média Desvio Padrão Valor de p Capacidade Funcional 29,1 3,7 32,5 5,2 0, Limitação 54,1 18,8 54,1 18,8 0, Dor 59,6 27,0 65,8 21,2 0, Saúde 60,7 27,3 67,0 21,6 0, Vitalidade 60,0 15,4 63,3 10,8 0, Aspectos Sociais 66,6 10,2 70,8 10,2 0, Aspectos Emocionais 61,0 13,5 66,6 1,56 0, Saúde Mental 69,3 13,7 70,0 14,0 0, Observa-se pelo valor (p 0,05) que o grupo controle não teve diferença no Pré- teste e Pós-teste, o que já era esperado pois esse grupo não participou de nenhum programa durante as 24 semanas. 8

9 Tabela 03- Comparação entre o Pré-Teste e Pós-Teste no Grupo Experimental Domínio Pré-Teste Pós-Teste Média Desvio Padrão Média Desvio Padrão Valor de p Capacidade Funcional 26,0 12,4 32,5 15,0 0, * Limitação 39,2 33,5 60,7 30,5 0, * Dor 52,7 25,3 66,4 27,0 1, Saúde 58,3 19,6 64,7 18,3 0, * Vitalidade 66,4 15,3 74,2 11,7 0, * Aspectos Sociais 58,9 26,5 75,8 19,2 0, * Aspectos Emocionais 38,0 36,6 73,7 32,5 0, * Saúde Mental 68,5 17,1 76,6 7,3 0, Através dos valores (p 0,05), pode-se verificar que hove uma melhora entre o pré-teste e o pós-teste nos domínios: capacidade funcional, limitação, saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais. Não havendo melhora nos domínios: dor e saúde mental. Almeida e Tonello (2007), ao estudar um grupo de 10 alunos com lesão medular, com idades de 13 a 46 anos, que praticam natação (iniciantes, aperfeiçoamento e treinamento), observaram que em relação à qualidade de vida concordaram com as afirmativas a respeito dos benefícios físicos, atingindo 92,50% do total das respostas e a respeito dos benefícios sociais atingiram 82,73% do total das respostas. Estudos como o de Sampaio (2001) apud Franco (2005), demonstram uma melhora na funcionalidade de pacientes que sofreram traumatismo raquiomedular, o que proporciona diretamente melhoria na qualidade de vida, estando relacionada com independência nas AVDs, melhora da auto- estima, melhora da auto-imagem e da auto-confiança. Franco (2005), ao estudar dois voluntários paraplégicos, vitima de acidente automobilístico, um do sexo masculino com 26 anos e um do sexo feminino com 23 anos, durante 6 semanas, 3 vezes por semana, 45 mim cada aula, submetidos a um programa de atividades física moderada, observou através da escala de Nonthing, em que a qualidade de vida foi avaliada, o numero de respostas não, que é vista como bom critério evidenciou n=52 antes e n= 67 depois do programa de atividade física. Este resultado vem ao encontro dos resultados obtidos neste estudo, que também obteve resultados na qualidade de vida dos portadores de deficiência física no pós-teste do grupo experimental. Para Grasseli e Paula (2002), a atividade aquática satisfaz as necessidades do deficiente físico, especialmente a necessidades de ação, por isso ela deve ser vista como fator de desenvolvimento tanto fisiológico, psicológico e cognitivo. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÃO Pode-se concluir que o programa de natação adaptada realizado nesta pesquisa, colaborou para a melhoria da qualidade de vida dos deficientes físicos participantes do (GE). A prática regular de natação adaptada por deficientes físicos pode influência em suas vidas de forma positiva, contribuindo para uma maior autonomia e independência se tornando pessoas mais capazes e mais felizes. 9

10 Entretanto, há necessidade de um número maior de estudos, com um número maior de amostra, que avalie a influência da natação na qualidade de vida de deficientes físicos aqui abordados. REFERÊNCIAS ALMEIDA, Patricia Alves de e TONELLO, Maria Georgina Marques. Benefícios da Natação para alunos com Lesão Medular. Revista Digital E.F.Desportos. Buenos Aires, ano 11, nº 106, mar /2007.Disponível em: Acesso em: 14 mai ASSUMPÇÃO, Luiz Otávio Teles, MORAIS, Pedro Paulo e FONTURA, Humberto. Relação entre Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Revista Digital E.F.Desportos. Buenos Aires, ano 8, nº 52, set/ Disponível em: Acesso em: 14 mai ASSOCIATION OF SWENMING THERAPY. Natação para Deficientes. São Paulo: Manole,1986.p. 04. BARROS, Jônatas de França. Estudo Comparativo das variáveis neuro-motoras em portadores de deficiência mental. Revista Brás.Ciên e Mov. Brasília, v 8, n 1.p , mai Disponivel em: BoJ:www.ucb.br/mestradoef/RBCM/8/8%2520- %25201/completo/c_8_1_6.pdf+Estudo+Comparativo+das+vari%C3%A1veis+neuro- motoras+em+portadores+de+defici%c3%aancia+mental.&cd=1&hl=pt- BR&ct=clnk&gl=br. Acesso em: 14 mai BURKHARDT, Roberto e ESCOBAR, Micheli Ortega. Natação para Portadores de Deficiência. Rio de Janeiro: A Livro Técnico, p. CAMPION, Margaret Reid. Hidroterapia Princípios e Prática. São Paulo: Manole, 2002 p CAMARGO NETTO, Francisco e GONZALEZ, Jane da Silva. Desporto Adaptado para Portadores de Deficiência: Natação. Porto Alegre:UFGS/INDESP, p. CARVALHO, Jose Andrade. Amputações de Membros Inferiores em Busca da Plena Reabilitação. 2º Edição. São Paulo: Manole, p. CEVIDOSO, Versão Brasileira Questionário de Qualidade de vida SF-36. Disponível em: sileiradoquestionariodequalidadedevida.doc. Acesso em 28 mai FRANCO, Elizabeth. Analise do efeito Funcional e Cardiovascular Após um Programa de Atividade Física em Paraplégicos. Revista Min. Educ. Fis. Viçosa. Edição Especial nº 2 p , FREITAS,Patrícia Silvestre de e CIADADE, Ruth Eugênia Amarante. Noções sobre Educação Física e Esporte para Pessoas Portadoras de Deficiência: Uma 10

11 Abordagem para Professores de 1º e 2º grau. Uberlândia: Gráfica Brenda, 1997.p GRASSELLI, Samira Miranda e PAULA, Alexandre Henriques de. Aspectos da atividade aquática para deficientes. Revista Digital E.F Deportes: Buenos Aires, Ano 8, n. 53, outubro de Disponível em: Acesso em: 18 mai GUISELINI, Mauro. Qualidade de vida: Um Programa Prático para um corpo saudável. 2 ed. São Paulo: Gente, 1996.p GUIDI, Maria Laís Mousinho e MORERIRA, Maria Regina de Lemos. Rejuvenescer a Velhice: Novas Dimensões da vida. 2 ed. Brasília: UnB, 1996.P.250. MELO, Ana Cláudia Raposo e LOPEZ, Ramón. F. Alonso. c. Revista Digital E.F. Deportes. Buenos Aires, Ano 8, nº 51, ago Disponível em: Acesso em: 18 mai PY, Luiz Alberto e JACQUES, Haroldo. A linguagem da Saúde. 3 ed. Rio de Janeiro: Campus, p SAMULSKI, D. e LUSTOSA, L. A Importância da Atividade Física para a Saúde e a qualidade de vida. Revista Athus de Educação Física e Desporto. Vol. 17 p.60-70,1996. TSUTSUMI, Olívia. Os Benefícios da Natação Adaptada em Indivíduos com Lesão Neurológica.Revista Neurociências. Vol.12 nº 2, Disponivel em: 0RN%2012% pdf Acesso em: 18 mai ZUCHETO, Ângela Teresinha e Castro, Rosângela Laura Ventura Gomes de. As Contribuições das Atividades Físicas para a Qualidade de Vida dos Deficientes Físicos. Revista Kinesis. Santa Maria, n 26, p , mai,

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