ENADE COMENTADO 2007 Nutrição

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2 ENADE COMENTADO 2007 Nutrição

3 Chanceler Dom Dadeus Grings Reitor Joaquim Clotet Vice-Reitor Evilázio Teixeira Conselho Editorial Ana Maria Lisboa de Mello Elaine Turk Faria Érico João Hammes Gilberto Keller de Andrade Helenita Rosa Franco Jane Rita Caetano da Silveira Jerônimo Carlos Santos Braga Jorge Campos da Costa Jorge Luis Nicolas Audy Presidente José Antônio Poli de Figueiredo Jurandir Malerba Lauro Kopper Filho Luciano Klöckner Maria Lúcia Tiellet Nunes Marília Costa Morosini Marlise Araújo dos Santos Renato Tetelbom Stein René Ernaini Gertz Ruth Maria Chittó Gauer EDIPUCRS Jerônimo Carlos Santos Braga Diretor Jorge Campos da Costa Editor-chefe

4 Ana Maria Pandolfo Feoli Alessandra Campani Pizzato Raquel El Kik Milani Raquel da Luz Dias (Organizadoras) ENADE COMENTADO 2007 Nutrição Porto Alegre 2010

5 EDIPUCRS, 2010 CAPA Vinícius de Almeida Xavier DIAGRAMAÇÃO Rodrigo Valls REVISÃO Rafael Saraiva EDIPUCRS Editora Universitária da PUCRS Av. Ipiranga, 6681 Prédio 33 Caixa Postal 1429 CEP Porto Alegre RS Brasil Fone/fax: (51) Questões retiradas da prova do ENADE 2007 da área de Nutrição Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) E56 ENADE comentado 2007 : nutrição [recurso eletrônico] / organizadoras, Ana Maria Pandolfo Feoli... [et al.]. Dados eletrônicos. Porto Alegre : EDIPUCRS, p. Sistema requerido: Adobe Acrobat Reader Modo de Acesso: <http://www.pucrs.br/edipucrs/enade/nutricao2007.pdf> ISBN (on-line) 1. Ensino Superior Brasil Avaliação. 2. Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. 3. Nutrição Ensino Superior. I. Feoli, Ana Maria Pandolfo. CDD Ficha Catalográfica elaborada pelo Setor de Tratamento da Informação da BC-PUCRS.

6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO... 7 COMPONENTE ESPECÍFICO QUESTÃO Alessandra Campani Pizzato e Ana Maria Feoli QUESTÃO Maria Rita Macedo Cuervo QUESTÃO Maria Rita Macedo Cuervo QUESTÃO Raquel da Luz Dias QUESTÃO Luciana Dias de Oliveira QUESTÃO Luísa Castro QUESTÃO Luciana Dias de Oliveira QUESTÃO Luísa Castro QUESTÃO 19 - ANULADA QUESTÃO Luísa Castro QUESTÃO Maria Rita Cuervo e Ana Maria Feoli QUESTÃO Sônia Alscher QUESTÃO Denise Zaffari QUESTÃO Sônia Alscher

7 QUESTÃO Alessandra Campani Pizzato e Vanuska Lima da Silva QUESTÃO Raquel Milani El Kik QUESTÃO Raquel da Luz Dias QUESTÃO Denise Zaffari e Sônia Alscher QUESTÃO Sônia Alscher QUESTÃO Ana Maria Feoli e Raquel da Luz Dias QUESTÃO Raquel Dias e Sônia Alscher QUESTÃO Raquel Dias e Sônia Alscher QUESTÃO Vanuska Lima da Silva QUESTÃO Vanuska Lima da Silva QUESTÃO Denise Zaffari QUESTÃO Luísa Castro QUESTÃO 37 DISCURSIVA Raquel Milani El Kik QUESTÃO 38 DISCURSIVA Luísa Castro QUESTÃO 39 DISCURSIVA Raquel Milani El Kik QUESTÃO 40 DISCURSIVA Luciana Oliveira e Luísa Castro LISTA DE CONTRIBUINTES... 95

8 APRESENTAÇÃO A formação dos(as) profissionais da Saúde, em nível de Graduação, está amparada pela Lei nº 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases, que fundamenta a Educação Superior no Brasil, e nas Políticas de Saúde vigentes. Considerando os desafios de formar profissionais/cidadãos com competências e habilidades para dar conta da complexa realidade da saúde, nacional e mundial, a criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES, Lei nº /2004 propõe parâmetros essenciais para a avaliação da Educação Superior. O SINAES preconiza uma formação que atenda a princípios de qualidade e relevância voltados para as necessidades de desenvolvimento do país. Assim, a avaliação permanente de todos os processos formativos precisa estar incorporada no cotidiano das instituições de ensino, aproximando-a da realidade social de cada área. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes ENADE constitui-se em uma das etapas de avaliação do SINAES. Seu propósito é avaliar o desempenho dos estudantes, identificando se as condições de ensino, o conhecimento, as competências e as habilidades pretendidas e a metodologia utilizada estão em conformidade com os princípios e orientações das Diretrizes Curriculares do Curso em avaliação. As Diretrizes Curriculares da Área da Saúde orientam para a formação de um novo profissional/cidadão, alinhando-a aos princípios do Sistema Único de Saúde SUS, para atender às demandas da saúde, na sociedade contemporânea. Para isso, e também conforme as referidas diretrizes, é necessária a formação generalista com o desenvolvimento de competências comuns às profissões, bem como as específicas de cada uma delas para que a saúde seja atendida de maneira integral. Portanto, a premissa da interdisciplinaridade como forma de ser, de fazer, de conhecer e de conviver, precisa estar incorporada na concepção dos profissionais, a qual também está subjacente na avaliação da qualidade dos cursos nessa área. O ENADE Comentado, do Curso de Graduação em Nutrição, da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia FAENFI tem como propósito discutir, com a comunidade acadêmica da Faculdade, as questões que compuseram o ENADE 2007, promovendo e ampliando debates relativos às práticas e ao cenário ENADE Comentado 2007: Nutrição 7

9 da Saúde no qual se insere a Nutrição. Ao mesmo tempo como instrumento de avaliação, oportuniza reflexões acerca do processo pedagógico desenvolvido ao longo do Curso. A prova do ENADE/2007 do Curso de Nutrição é composta por 40 questões assim constituídas: 10 questões de formação geral, 30 questões de conteúdo específico, sendo 26 com respostas objetivas e 4 questões discursivas. Também integra a Prova do ENADE um questionário no qual o estudante refere sua percepção acerca do curso e estrutura do mesmo, no contexto da Universidade. Nesta publicação são apresentadas e discutidas as 30 questões específicas da área da Nutrição do ENADE As discussões estão fundamentadas em publicações e nas políticas de saúde vigentes, devidamente referenciadas para que o leitor possa ampliar a reflexão acerca das temáticas abordadas pelas questões. As referências foram inseridas conforme as orientações de Vancouver, comumente utilizadas na documentação em Saúde. Ressaltamos que a realização deste e-book só foi possível pelo envolvimento do corpo docente do Curso de Nutrição. Agradecemos de maneira muito especial a toda equipe da FAENFI que assumiu com responsabilidade e competência a elaboração do presente e-book. Nosso agradecimento à Prof.ª Dr. Solange Medina Ketzer, Pró-Reitora de Graduação/PUCRS, extensivo à sua equipe pelo apoio e estímulos permanentes. Esta publicação eletrônica ENADE Comentado 2007: Nutrição FAENFI insere-se na coleção da EDIPUCRS. Almejamos que o referido material possa ser um instrumento de consulta para estudantes, docentes e profissionais de saúde, bem como de revisão e reformulação de metodologias de ensino e de aprendizagem. Beatriz Sebben Ojeda Diretora da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia FAENFI 8 Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

10 COMPONENTE ESPECÍFICO

11 QUESTÃO 11 Considere que tenha sido solicitado a um grupo de alunos de nutrição, como trabalho de uma disciplina do último semestre de uma faculdade, o desenvolvimento de um projeto de pesquisa cujo objetivo seja realizar uma avaliação antropométrica de crianças de 0 a 6 anos de idade atendidas em uma creche pública. Nessa situação e com relação a projetos de pesquisa dessa natureza, é correto afirmar que: (A) (B) a submissão do referido projeto a um comitê de ética em pesquisa é opcional, uma vez que a antropometria é considerada procedimento não-invasivo e o projeto de pesquisa tem cunho acadêmico. o professor da disciplina deverá assumir a autoria principal da pesquisa, pelo fato de que projeto desse tipo deve ser desenvolvido sob a responsabilidade de profissional formado na área de nutrição. (C) a produção de conhecimento sobre alimentação e nutrição e a busca de aperfeiçoamento técnico-científico estão previstas no Código de Ética do nutricionista, o que poderia justificar o treinamento de alunos de nutrição em atividades de pesquisa. (D) informações obtidas nesse tipo de projeto devem ser confidenciais, o que justifica o impedimento do acesso a essas informações por parte dos pais dos alunos e dos responsáveis pela creche. (E) é necessário, para a realização da pesquisa, termo de consentimento livre e esclarecido, que, no caso em questão, deve ser assinado pelo responsável pela creche ou por seu diretor. Gabarito: C Autores: Alessandra Campani Pizzato e Ana Maria Feoli Comentário: A resposta baseia-se na Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde 1 (CNS) e no Código de Ética do Nutricionista Resolução CFN N 334/2004 2, com alteração do parágrafo único na Resolução 399/ A alternativa A está errada porque a submissão de projetos de pesquisa a um Comitê de Ética é obrigatória conforme a Resolução 196/96 do CNS, independente de procedimentos invasivos ou de cunho acadêmico. A alternativa B está incorreta, uma vez que, apesar da necessidade de ter um profissional como pesquisador responsável, não exige que este seja um profissional da área de nutrição. Além disso, o professor da disciplina deverá ser o pesquisador 10 Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

12 responsável pelo projeto de pesquisa, mas não necessariamente o autor principal nas publicações do estudo. A alternativa C é a correta. Conforme o Art. 2 do Código de Ética do Nutricionista Resolução CFN N 334/2004: ao nutricionista cabe a produção do conhecimento sobre a Alimentação e a Nutrição nas diversas áreas de atuação profissional, buscando continuamente o aperfeiçoamento técnico-científico, pautando-se nos princípios éticos que regem a prática científica e a profissão. Porém, salienta-se que o cumprimento de questões legais e bioéticas devem ser garantidos. Além disso, conforme o Art.3º, do mesmo documento, o nutricionista tem compromisso de conhecer e pautar a sua atuação nos princípios da bioética, nos princípios universais dos direitos humanos, na Constituição do Brasil e nos preceitos éticos contidos nesse Código. Assim, o projeto de pesquisa citado na questão deveria ser aprovado por um Comitê de Ética. A alternativa D está errada. Conforme a Resolução 196/96 do CNS, a pesquisa deve dar garantia de sigilo que assegure a privacidade dos sujeitos quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa. Entretanto, os dados das crianças deverão estar disponíveis para seus pais, que assinarão o termo de consentimento livre e esclarecido para a participação da criança sob sua responsabilidade. Todavia, num projeto de pesquisa, os autores devem declarar que os resultados da pesquisa serão tornados públicos, sejam eles favoráveis ou não. Além disso, a pesquisa deve: garantir que as pesquisas em comunidades, sempre que possível, traduzam em benefícios cujos efeitos continuem a se fazer sentir após sua conclusão. garantir o retorno dos benefícios obtidos através das pesquisas para as pessoas e as comunidades nas quais as mesmas forem realizadas. Quando, no interesse da comunidade, houver benefício real em incentivar ou estimular mudanças de costumes ou comportamentos, o protocolo de pesquisa deve incluir, sempre que possível, disposições para comunicar tal benefício às pessoas e/ou comunidades; assegurar aos sujeitos da pesquisa os benefícios resultantes do projeto, seja em termos de retorno social, acesso aos procedimentos, produtos ou agentes da pesquisa; ENADE Comentado 2007: Nutrição 11

13 assegurar aos sujeitos da pesquisa as condições de acompanhamento, tratamento ou de orientação, conforme o caso, nas pesquisas de rastreamento; demonstrar a preponderância de benefícios sobre riscos e custos. Assim, o acesso às informações e resultados obtidos na pesquisa deve estar disponível aos sujeitos de pesquisa ou seus representantes legais. A alternativa E está errada, pois a Resolução 196/96 preconiza que a pesquisa deve garantir a anuência do sujeito da pesquisa e/ou de seu representante legal, nesse caso dos pais das crianças, após explicação completa e pormenorizada sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar, formulada em um termo de consentimento, autorizando sua participação voluntária na pesquisa. Referências 1. Brasil. Conselho Nacional de Saúde. RESOLUÇÃO Nº 196 DE 10 DE OUTUBRO DE Disponível em: Acesso em 16/10/ Conselho Federal de Nutricionistas. RESOLUÇÃO CFN N 334/2004. Disponível em: Acesso em 16/10/ Conselho Federal de Nutricionistas. RESOLUÇÃO CFN N 399/2007. Disponível em: Acesso em 16/10/ Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

14 QUESTÃO 12 Texto I Já nas primeiras horas de vida, o mundo entra pela boca. Junto com o leite, o bebê recebe o calor, o toque e o cheiro de quem o alimenta. Sente, ainda que de forma sutil, a presença ou a falta do afeto. E, depois das primeiras mamadas, a fome jamais será apenas de alimento. Ao longo da existência, as relações continuam permeadas pelos significados simbólicos que a comida assume na vida de cada um, seja na recusa do anoréxico, seja na voracidade do bulímico, seja na relação de amor e ódio dos obesos com os alimentos. Texto II LEAL, Gláucia. In: Mente e cérebro. Edição especial n.º 11, p. 41 (com adaptações). Combinação tipicamente nacional, a dupla feijão e arroz foi citada, mas não o suficiente para integrar a lista dos 15 alimentos que deveriam estar no cardápio do brasileiro pelo menos uma vez por semana. A seleção foi o resultado de pesquisa realizada com especialistas médicos, nutricionistas e nutrólogos. MANTOVANI, Flávia e DÁVILA, Marcos. In: Folha de S. Paulo, 13/10/2005 (com adaptações). Considerando os textos I e II acima, assinale a opção correta. (A) (B) Ao afirmar que, depois das primeiras mamadas, a fome jamais será apenas de alimento, o texto I se refere a aspectos das dimensões sociais e antropológicas que influenciam a alimentação. A ingestão do leite pelo bebê, referida no texto I, constitui comportamento nãoautomático relacionado à vida e que envolve respiração, digestão e alimentação. (C) A busca pela modernidade alimentar, que se traduz pela praticidade e rapidez de refeições compostas de alimentos prontos e pela garantia de alimentação saudável e variada, justifica, com relação ao feijão e ao arroz, o resultado da pesquisa referida no texto II. (D) Especialistas apresentam preocupação com as quantidades de arroz e feijão consumidas pelos brasileiros, como pode ser inferido do texto II. (E) O resultado da pesquisa mencionado no texto II é conseqüência do que se denomina atualmente prática reconstruída e confirma a idéia de que um bom almoço se compõe de arroz, feijão, carne e salada. Gabarito: A Autora: Maria Rita Macedo Cuervo ENADE Comentado 2007: Nutrição 13

15 Comentário: A questão correta é a alternativa A, porque a alimentação além de uma necessidade biológica é um complexo sistema simbólico de significados sociais, sexuais, políticos, religiosos, éticos entre outros. Os significados são construídos através das relações sociais e culturais. 1,2 A alimentação é a primeira aprendizagem social do ser humano. O comportamento alimentar da criança é submetido a determinantes fisiológicos, alternância entre a sensação de fome e saciedade. A sensação de fome gera comportamentos como choro e gritos, e depois a mãe busca regular esses comportamentos com ritmos sociais (dia e noite, trabalho, repouso). Depois com introdução dos alimentos complementares, a criança desenvolve seu gosto, aprendendo a gostar daquilo que é bom na sua cultura. 3 Referências 1. Maciel ME. Identidade Cultural e alimentação. In: Antropologia e nutrição: um diálogo possível. Canesqui AM. Rio de Janeiro: FIOCRUZ, Carneiro H. Comida e Sociedade: uma história da alimentação. Rio de Janeiro: Elsevier, Paulin JP, Proença RPC. O espaço social alimentar: um instrumento para os estudos de modelos alimentares. Rev. Nutr., Campinas, 16(3): , jul./set., Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

16 QUESTÃO 13 Muitos foram os avanços no campo da segurança alimentar e nutricional no Brasil, em decorrência da Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Com relação a esse tema, julgue os itens seguintes. I II III O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) foi criado com o objetivo de assegurar o direito humano à alimentação adequada (DHAA). De acordo com a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, são deveres do poder público a promoção, o monitoramento e a avaliação do DHAA. Participam do SISAN, entre outros, os conselhos de segurança alimentar e nutricional, nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Assinale a opção correta. (A) Apenas um item está certo. (B) Apenas os itens I e II estão certos. (C) Apenas os itens I e III estão certos. (D) Apenas os itens II e III estão certos. (E) Todos os itens estão certos. Gabarito: E Autora: Maria Rita Macedo Cuervo Comentário: A participação do governo brasileiro na Cúpula Mundial de Alimentação, em Roma em 1994, já mostra o compromisso com a questão da Segurança Alimentar e Nutricional, quando em seu relatório afirma:... O acesso à alimentação é um direito humano em si mesmo, na medida em que a alimentação constitui-se no próprio direito à vida... negar este direito é, antes de mais nada, negar a primeira condição para a cidadania, que é a própria vida. 1 A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), aprovada em 1999, compõe o conjunto de políticas do governo voltadas à concretização do direito universal humano à alimentação e nutrição adequadas. O propósito da PNAN é a garantia da qualidade dos alimentos colocados para consumo no País, a ENADE Comentado 2007: Nutrição 15

17 promoção de práticas alimentares saudáveis e a prevenção e o controle dos distúrbios nutricionais, bem como o estímulo às ações intersetoriais que propiciem o acesso universal aos alimentos 1. As diretrizes da PNAN têm como fio condutor o direito humano à alimentação e a Segurança Alimentar e Nutricional. 1 A lei de 2006 cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional SISAN. O art. 1 o estabelece as definições, princípios, diretrizes, objetivos e composição do SISAN, por meio do qual o poder público, com a participação da sociedade civil organizada, formula e implementa políticas, planos, programas e ações, visando assegurar o direito humano à alimentação adequada. 2 Segundo o art. 11 o, integram o SISAN os órgãos e entidades de segurança alimentar e nutricional da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entre outros. 2 No 2 o parágrafo do art. 2 o, consta que é dever do poder público respeitar, proteger, promover, prover, informar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade. 2 Assim, todos os itens I, II e III estão corretos. Referências 1. Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de alimentação e nutrição. 2 o ed. rev. Brasília: Brasil. Lei de setembro de Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. Diário Oficial da União em 18/9/ Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

18 QUESTÃO 14 Com relação à ocorrência de inapetência na fase pré-escolar, analise as asserções a seguir. Na fase pré-escolar, é freqüente a ocorrência da inapetência, que pode ser classificada como orgânica ou comportamental, sem que seja descartada sua ocorrência simultânea porque é comum que o pré-escolar se alimente preferencialmente de alimentos, tais como batata e legumes, na forma de sopas liquidificadas, o que dificulta o estímulo do paladar. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. (A) (B) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. (C) Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas. (D) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. (E) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. Gabarito: D Autora: Raquel da Luz Dias Comentário: A inapetência é uma característica da fase pré-escolar e pode estar relacionada a aspectos orgânicos e comportamentais. É importante considerar que a criança, nessa fase da vida, apresenta um ritmo de crescimento menor, quando comparado com a velocidade de crescimento e ganho de peso no primeiro ano de vida. Até 1 ano de idade, o lactente triplica seu peso e praticamente dobra seu comprimento. A partir dos 2 anos de idade, esse ritmo de crescimento sofre uma ENADE Comentado 2007: Nutrição 17

19 desaceleração e o pré-escolar ganha cerca de 1/3 do peso que ganhou no primeiro ano. Essa mudança no padrão de crescimento reflete diretamente na necessidade calórica e por consequência, no apetite da criança. Pré-escolares necessitam de menos energia por unidade de peso para cobrir seus requerimentos diários. 1,2 Nesse período, o apetite é irregular e o consumo de alimentos durante as refeições pode ser prejudicado em função do maior interesse da criança por outros objetos e pelo mundo que a cerca. Esses fatores, quando somados a outros aspectos podem refletir numa perda de apetite significativa, que pode, inclusive, impactar negativamente no crescimento e desenvolvimento da criança. A inapetência comportamental geralmente tem origem na dinâmica familiar e sua base é psicogênica. Como uma forma de chamar a atenção, deixa de alimentar-se ou de ingerir determinados alimentos, fato que gera enorme preocupação por parte dos pais, que temem que a criança nunca mais se alimente de maneira adequada e venha adoecer por isto. Isso desencadeia um segundo comportamento: pelo grande temor de que a criança não se alimente, os pais, na tentativa de nutrir o filho que nada come, incluem da dieta do pré-escolar apenas os alimentos preferidos ou compensa as refeições não realizadas com mamadeiras. Para o manejo adequado desse tipo de inapetência é fundamental que esse ciclo vicioso se quebre. Para isso, é necessário o estabelecimento de rotinas alimentares e a presença de alimentos saudáveis nas refeições. A inapetência orgânica tem sua origem na deficiência de alguns micronutrientes, em especial a deficiência de ferro. Outro micronutriente que possui uma relação direta com o apetite, principalmente para refeições salgadas é o zinco. Como nessa faixa etária essas deficiências são comuns, é fundamental que seja realizado um acompanhamento do perfil desses micronutrientes na dieta do pré- -escolar. A falta de apetite que causa maior preocupação é aquela que é acompanhada por ingestão alimentar insuficiente para cobrir as necessidades nutricionais, refletindo em baixo ganho de peso e diminuição do ritmo de crescimento. Por esses motivos é provável que a criança apresente os dois tipos de inapetência: a comportamental e a orgânica. Assim, a primeira asserção é verdadeira. 3 A segunda asserção é falsa e não justifica a primeira, pois não reflete as preferências alimentares de crianças em idade pré-escolar. Segundo Skinner e cols. 18 Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

20 (2002), crianças com idade entre 2 e 3 anos tem preferência por refrigerantes, pipoca bolinhos, bolachas salgadas, batata chips e chocolates. Os alimentos menos apreciados são os vegetais. 4 Parte da explicação para esse padrão alimentar pode estar no comportamento neofóbico da criança em idade pré-escolar, em experimentar alimentos novos. A neofobia é mínima até o primeiro ano de vida, mas intensifica-se a partir dos 2 anos, idade em que a criança começa a explorar o ambiente e alimentar-se sozinha. Esse comportamento pode ser um mecanismo de proteção contra alimentos possivelmente tóxicos. Além disso, o paladar infantil é mais sensível a alimentos que tenham sabores pronunciados, como doces e salgados. 5 Referências 1. Lacerda EMA, Accioly E. Alimentação do Pré-escolar e escolar. In: Nutrição em obstetrícia e Pediatria. Rio de Janeiro: Cultura Médica, Lucas BL. Nutrição na Infância. In: Mahan LK, Escott-Stump S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11ª ed, São Paulo: Roca, Vítolo MR. Práticas alimentares na infância. In: Vítolo MR. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rubio, Skinner JD, Ziegler P, Ponza M. Transitions infants and toodlers beverage patterns. J Am Diet Assoc, v. 104 (suppl 1), p. S45-S50, Feldens CA, Vítolo MR. Hábitos alimentares e saúde bucal na infância. In: Vítolo MR. Nutrição: da gestação ao envelhecimento. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rubio, ENADE Comentado 2007: Nutrição 19

21 QUESTÃO 15 Reflexo da produção e da descida do leite O aleitamento materno, processo que envolve fatores fisiológicos, ambientais e emocionais, é cercado de mitos e crenças que podem provocar práticas equivocadas e desmame precoce. Além disso, muitas mães não acreditam que são capazes de amamentar ou duvidam da qualidade do seu leite. A figura acima ilustra a fisiologia da lactação, identificando estímulos cerebrais (setas, e ) e respostas hormonais (seta ) correspondentes aos reflexos da produção e da descida do leite materno. A partir dessas informações, assinale a opção correta acerca da lactação. (A) (B) O estímulo gerado pela sucção, indicada por, é prescindível para uma lactação bem-sucedida, uma vez que são os hormônios prolactina e ocitocina, indicados por, os responsáveis, respectivamente, pela produção e pela descida do leite materno. Estímulos auditivos e visuais, indicados, respectivamente, por e, assim como sentimentos maternos de ansiedade, dor ou dúvidas, podem interferir no reflexo da descida do leite, diminuindo a produção de ocitocina. (C) O esquema apresentado corresponde ao início do período de lactação, quando é produzido o colostro, pois, para a produção do leite maduro, há queda significativa da concentração dos hormônios envolvidos na lactação. (D) O leite materno produzido pela lactante adolescente apresenta teor protéico mais baixo que o de uma lactante adulta, devido, principalmente, a diferenças na produção de hormônios, indicada por. (E) Do ponto de vista fisiológico, é aconselhável que a mãe amamente seu filho em intervalos regulares, para potencializar os estímulos indicados pelas setas e e manter uma boa produção de leite materno. 20 Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

22 Gabarito: B Autora: Luciana Dias de Oliveira Comentário: A alternativa A está incorreta já que o estímulo gerado pela sucção é imprescindível para uma lactação bem sucedida, pois a produção de prolactina e de ocitocina se dá quando as terminações nervosas do mamilo e da aréola são estimuladas pela sucção do bebê. Quando o bebê suga, há o contato com terminações nervosas na derme do mamilo e aréola e a produção de estímulos que percorrem as fibras nervosas, alcançam a medula espinhal e se conectam com o hipotálamo, estimulando a hipófise anterior a produzir a prolactina e hipófise posterior a produzir a ocitocina para, então, iniciar a produção e descida do leite. 1,2 Sobre o item B, que é a alternativa correta, pode-se afirmar que além do estímulo gerado pela sucção do bebê no mamilo e aréola, o contato entre a mãe e o bebê influencia de maneira positiva a produção de ocitocina. A mãe estimulada por seu bebê (olhando para ele, ouvindo seu choro, sentindo seu cheiro) apresenta alterações neuroendócrinas positivas e há o condicionamento do reflexo de descida do leite. Como o hipotálamo participa, tanto do controle das emoções quanto da amamentação, entende-se que estímulos emocionais negativos como frustração, estresse, dor, medo, ansiedade ou raiva podem inibir a liberação de ocitocina, impedindo o reflexo de ejeção do leite. 1,2 A alternativa C está incorreta considerando-se que a produção de leite ocorre em três etapas: Lactogênese I: dá-se a partir da vigésima semana de gestação quando é produzido o pré-colostro em pequena quantidade, pois a presença da placenta e, consequentemente de progesterona, inibe a prolactina, hormônio responsável pela produção de leite. Lactogênese II após o parto, com a saída da placenta, cai o nível sanguíneo de progesterona e ocorre uma rápida elevação na concentração de prolactina no sangue que induz o começo da síntese de leite (colostro). Entre 24 e 48 horas a mama fica cheia por causa da grande migração de água, atraída pela força hiperosmolar da lactose com dilatação dos ductos e alvéolos e ocorre a descida do leite (apojadura). A partir de então, a regulação passa a se dar em função da demanda e é diretamente proporcional ao número de mamadas. Lactogênese III é a manutenção da secreção de leite ENADE Comentado 2007: Nutrição 21

23 outros. 2 A alternativa E também está incorreta já que do ponto de vista fisiológico, é através do eixo hipotalâmico-pituitário que regula os níveis de prolactina e ocitocina que requer estímulo frequente. Falta de estímulo de sucção significa falta de liberação de prolactina. 1 Tendo em vista a descrição desses processos pode-se afirmar que, tanto para a produção de colostro quanto para a produção de leite maduro os hormônios prolactina e ocitocina estão presentes em grandes quantidades e sua liberação em quantidade maior ou menor se dá em função do estímulo que a mãe recebe. 1 A afirmação descrita no item D está incorreta, pois a produção e liberação dos hormônios prolactina e ocitocina agem na produção e descida do leite e não em sua composição química. A variação de concentração de macro e micronutrientes pode ocorrer em função de fatores como estado nutricional e dieta da mãe, dentre aconselhável que a mãe amamente o bebê em livre demanda, pois a produção e descida do leite estão diretamente relacionadas ao estímulo de sucção na mama, ou seja, quanto mais o bebê mama, maior o estímulo nervoso, maior a produção e liberação de prolactina e ocitocina e consequentemente, maior é a produção de leite. 1,2 Referências 1. Rego JD. Anatomia da mama e fisiologia da lactação. In: Aleitamento Materno. 1ª ed. São Paulo: Atheneu, Carvalho MR, Tamez RN. Anatomia e fisiologia da lactação. In: Amamentação: bases científicas para a prática profissional. 1ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, Ana Maria Pandolfo Feoli et al. (Orgs.)

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