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3 apresentação Desde a sua fundação, há 21 anos, o CEMPRE tem tradição de realizar pesquisas e estudos que ajudam a definir estratégias empresariais e governamentais na área de reciclagem. Graças à proatividade do setor empresarial e ao esforço dos catadores, muito se avançou na reciclagem de embalagens pós-consumo no país. Ao longo do tempo, o trabalho junto aos setores que compõem o mercado de coleta seletiva, triagem e processamento de materiais para fabricação de produtos reciclados tornou-se uma referência. O modelo inspirou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que veio em boa hora, a fim de impulsionar a reciclagem a partir da definição de regras claras dentro do princípio da responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população. Construir bases sólidas para que esse mercado emergente e promissor se desenvolva com viabilidade técnica e econômica é um dos principais desafios atuais. Esta publicação é a primeira de uma série que tem por objetivo analisar e atualizar o panorama da reciclagem de embalagens pós-consumo no Brasil. Além de um diagnóstico de mercado, contextualizado a partir dos aspectos econômicos, ambientais e sociais, a proposta é apresentar caminhos e subsidiar decisões no horizonte de três anos para o incremento dos índices de recuperação de embalagens e para a formulação de políticas públicas de incentivos, inclusive tributários, necessários para o combate à informalidade e crescimento do setor com geração de renda. Victor Bicca Neto Presidente do CEMPRE Compromisso Empresarial para Reciclagem

4 expediente índice CEMPRE Review é uma publicação do CEMPRE Compromisso Empresarial para Reciclagem* Presidente Victor Bicca Neto Diretor executivo André Vilhena 1 Cenário O contexto histórico, a evolução e as perspectivas do mercado de resíduos recicláveis no Brasil 6 Coordenação editorial e texto Sérgio Adeodato Direção de arte, projeto gráfico e ilustração digital Walkyria Garotti Capa Walkyria Garotti e Sandro Falsetti Revisão José Julio do Espirito Santo Produção gráfica Bel Brunharo 2 3 Pilares Catadores O papel dos municípios, empresas e consumidores para avanços na cadeia produtiva da reciclagem 18 Tratamento de imagem Momédio Nascimento Impressão Gráfica Pigma selo FSC A força de trabalho que se organiza e ganha reconhecimento para a expansão econômica da atividade 36 CEMPRE Compromisso Empresarial para Reciclagem Rua Bento de Andrade, 126, Jd. Paulista, São Paulo-SP, CEP Informações em ou * Publicação elaborada com base em dados gerais consolidados até 2012 em estudo da LCA Consultores. Para informações atualizadas, consulte: e Associações setoriais: e

5 cenário O evolução a contexto histórico, perspectivas recicláveis no Brasil e as do mercado de resíduos O Brasil dá passos importantes para ocupar posição de destaque no cenário global da reciclagem. Isso se deve não apenas aos índices já alcançados de retorno de embalagens, a exemplo das latas de alumínio e das garrafas PET. O potencial do setor é proporcional ao desenvolvimento econômico, aos avanços nas práticas de sustentabilidade das empresas, às ações de governo bem construídas e a uma maior conscientização por parte do consumidor. A tendência é o crescimento ser acelerado à medida que a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos é colocada em prática dentro de um ambiente regulatório favorável a novos investimentos. Projeções realizadas pela LCA Consultores com base em dados públicos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e de associações empresariais mostram que 27% dos resíduos recicláveis (fração seca) coletados nas cidades foram efetivamente recuperados em 2012 ou seja, foram desviados dos lixões e aterros, retornando à atividade produtiva. No caso específico das embalagens, o índice de recuperação foi de 65,3%. O retrato do mercado brasileiro da reciclagem e sua perspectiva de futuro estão alicerçados em um processo histórico marcado, desde o início, por uma atitude proativa do meio empresarial no sentido de se antecipar a medidas legais e contribuir no desenho de um caminho ambientalmente adequado, socialmente benéfico e economicamente viável para a gestão dos resíduos no Brasil, respeitando a realidade e as peculiaridades nacionais. Nas últimas duas décadas, o país desenhou seu modelo de reciclagem baseado na coleta seletiva e no trabalho dos catadores. Após a nova legislação, a expectativa é o crescimento do mercado com investimento público e empresarial nessa base já construida. 6 cempre review 2013 cempre review istockphoto

6 Coleta e geração estimada de resíduos sólidos no Brasil Um pouco de história lixo gerado (ton/dia) cobertura da coleta lixo coletado (ton/dia) 87,4% Fonte: SNIS (2010), Censo 2010, LCA O quadro atual resulta do debate intensificado nas décadas de 1970 e 1980, quando os riscos da poluição, do desperdício e do uso excessivo de recursos naturais municiavam as ações ambientalistas. Logo, a questão entrava para a agenda de governos e empresas. Marco desse processo foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), onde os países debateram caminhos para colocar o planeta nos trilhos de uma prosperidade econômica com menos destruição ambiental e desigualdade social, mudando padrões de produção e consumo. A Agenda 21, reunindo ações a serem adotadas em cada país, incluiu a gestão do lixo como tema prioritário. Naquele ano de 1992, antes da conferência, um grupo de empresas com visão sobre o cenário que se apresentava criou o CEMPRE Compromisso Empresarial para Reciclagem, tendo como um dos objetivos a promoção da atividade sob o ponto de vista social e econômico, com a construção de indicadores capazes de orientar e dar suporte a iniciativas legais e ao mercado que emergia. Logo nasceu o Ciclosoft um sistema destinado a medir os índices da coleta seletiva, seus custos e a composição do lixo com o percentual dos diferentes materiais recicláveis. Adaptada às condições brasileiras, a iniciativa teve como base o método desenvolvido originariamente pela ERRA (European Recovery and Recycling Association). 8 cempre review 2013 cempre review

7 O impulso com a nova lei Após a aprovação da nova lei de resíduos, em 2010, o trabalho de construir indicadores e fazer diagnósticos de mercado é estratégico para induzir o desenvolvimento da reciclagem sobre pilares sólidos e mensuráveis, importantes para a maior transparência, segurança nos investimentos e melhoria contínua, com estabelecimento de metas. A legislação prevê a responsabilidade compartilhada entre governo, empresas e população na questão dos resíduos urbanos, determinando o fim dos lixões até 2014 e o descarte em aterros sanitários apenas dos materiais que não podem ser reciclados. A logística reversa, ou seja, a coleta e o retorno de materiais à indústria após o consumo, passou a ser obrigatória para alguns setores. O mercado se movimenta para a aplicação da lei e para o aproveitamento de novas oportunidades de negócio que devem surgir para dar vazão ao maior volume de resíduos separados nas residências e coletados pelas prefeituras. O CEMPRE estima que, em 2012, a coleta, a triagem e o processamento dos materiais em indústrias recicladoras geraram um faturamento de R$ 10 bilhões no Brasil. A expectativa para os próximos anos é de uma significativa expansão, no ritmo da maior escala e do desenvolvimento do parque industrial de reciclagem. Nesse caminho, identificar obstáculos e gerar dados úteis a políticas de incentivos e de investimentos, visando o equilíbrio entre oferta e demanda, a redução de custos e o máximo de benefícios sociais e econômicos, é uma rotina que se integra à gestão do lixo no Brasil. 10 cempre review 2013 cempre review

8 mudanças com a lei de Resíduos antes depois poder público Pouca prioridade para a questão do lixo urbano A maioria dos municípios destinava os dejetos para lixões a céu aberto Sem aproveitamento dos resíduos orgânicos Coleta seletiva ineficiente e pouco expressiva Falta de organização Municípios devem traçar um plano para gerenciar os resíduos da melhor maneira possível, buscando a inclusão dos catadores Lixões passam a ser proibidos e devem ser erradicados até 2014, com a criação de aterros que sigam as normas ambientais Municípios devem instalar a compostagem para atender a toda a população Prefeituras devem organizar a coleta seletiva de recicláveis para atender toda a população, fiscalizar e controlar os custos desse processo Municípios devem incentivar a participação dos catadores em cooperativas a fim de melhorar suas condições de trabalho empresas Inexistência de regulação sobre os investimentos privados na administração de resíduos Poucos incentivos financeiros Desperdício de materiais e falta de processos de reciclagem e reutilização Sem regulação específica Legislação prevê investimentos das empresas no tratamento dos resíduos Novos estímulos financeiros para a reciclagem A reciclagem estimulará a economia de matérias-primas e colaborará para a geração de renda no setor Empresas apoiam postos de entrega voluntária e cooperativas, além de garantir a compra dos materiais a preços de mercado catadores Manejo do lixo feito por atravessadores, com riscos à saúde Predominância da informalidade no setor Problemas tanto na qualidade como na quantidade dos resíduos Catadores sem qualificação Catadores deverão se filiar a cooperativas de forma a melhorar o ambiente de trabalho, reduzir os riscos à saúde e aumentar a renda Cooperativas deverão estabelecer parcerias com empresas e prefeituras para realizar coleta e reciclagem Aumento do volume e melhora da qualidade dos dejetos que serão reaproveitados ou reciclados Os trabalhadores passarão por treinamentos para melhorar a produtividade população Separação inexpressiva de lixo reciclável nas residências Falta de informações Atendimento da coleta seletiva pouco eficiente População separará o lixo reciclável na residência Realização de campanhas educativas sobre o tema Coleta seletiva será expandida 12 cempre review 2013 cempre review

9 Indicadores para os negócios com resíduos O que acontece com os resíduos no Brasil Está em jogo não apenas a viabilidade econômica da reciclagem, mas também a geração de empregos e o bem-estar de milhares catadores, organizados em cooperativas. Das caixas de suco às garrafas de refrigerantes, o que antes era visto como lixo sem valor vira fonte de riquezas e como tal começa a ser tratado pelas estatísticas. Em 2012, pesquisa encomendada pelo CEMPRE à consultoria LCA cruzou dados pré-existentes sobre saneamento e gerou informações inéditas sobre o mercado da reciclagem no Brasil, desde a coleta até o destino final dos resíduos, que em grande parte (40%) acabam em lixões e aterros sem os cuidados ambientais necessários. Neste quesito, de acordo com o estudo, o Brasil se encontra no meio do caminho entre os países desenvolvidos e a África, mas com tendência de evoluir para melhores índices. 80,3% recolhido por caminhões e levado para lixões, aterros ou reciclagem Em um país como o Brasil, medir a reciclagem é um trabalho complexo por vários motivos: o grau de informalidade do mercado, a inexistência de dados oficiais consistentes e abrangentes, a dimensão territorial e suas diferentes realidades, e a diversidade de atores que participam do mercado catadores, atacadistas de materiais recicláveis, indústrias recicladoras de pequeno, médio e grande porte, prefeituras, empresas de coleta, entre outros. Um dos poucos estudos sobre aspectos econômicos da reciclagem foi realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2010, com a constatação de que o país perde anualmente R$ 8 bilhões ao enterrar o lixo que poderia ser reciclado. O país perde anualmente R$ 8 bilhões ao enterrar o lixo que poderia ser reciclado queimado na propriedade disposto em caçamba jogado em terreno baldio ou logradouro enterrado na propriedade Outra destinação jogado em rios, lagos ou mar 14 cempre review 2013 cempre review Fonte: Censo ,6% 7,2% 2% 0,6% 0,2% 0,1%

10 A tendência é o desperdício diminuir a partir das iniciativas impulsionadas pela nova lei de resíduos, notadamente até 2014 horizonte de tempo considerado chave para o avanço da reciclagem no país. Até lá, os municípios precisam acabar com os lixões. E naquele ano acontecerá no país a Copa do Mundo da FIFA, um evento esportivo de potencial para a geração de legados estruturantes. É oportunidade para as cidadessede atraírem investimentos, planejarem a gestão dos resíduos e serem estimuladas a aumentar a coleta seletiva, mobilizando a população para a nova prática. Os materiais mais descartados 0,6% alumínio O valor econômico e social dos resíduos O tema da sustentabilidade ganha espaços diferenciados na agenda do setor produtivo. As ações se tornam abrangentes e participativas, com maior equidade na distribuição de benefícios entre os elos das diferentes cadeias produtivas. Não mais se restringem a filtrar fumaça das chaminés ou não sujar os rios. Zelar pelo bem-estar da humanidade, gerar postos de trabalho e ter boa reputação junto a novos consumidores mais conscientes e conectados em rede é também uma condição para ser lucrativo e garantir a sobrevivência do negócio. O mercado de resíduos é transversal aos novos desafios e pode contribuir com transformações efetivas e duradouras para o planeta virar o jogo da degradação dos recursos em benefício das gerações atuais e futuras. Hoje, a humanidade consome 30% a mais do que o planeta pode naturalmente repor e é necessário reduzir a desigualdade no acesso a esses recursos. O crescimento do mercado da reciclagem é termômetro dessas transformações. 2,3% aço 2,4% vidro 13,1% papel, papelão e longa-vida 13,5% plástico 16,7% outros 51,4% matéria orgânica Fonte: IPEA, 2010 samara assi/cempre 16 cempre review 2013 cempre review

11 pilares O papel dos municípios empresas e consumidores para avanços na cadeia da reciclagem, O país tem avançado na reciclagem de embalagens pós-consumo e o potencial é de um crescimento crescente em resposta à nova lei de resíduos. Será necessário investimento na coleta seletiva e na ampliação do parque industrial que reprocessa os resíduos separados pela população. 18 cempre review 2013 cempre review

12 coleta seletiva em resposta à lei de resíduos, aprovada em 2010, é crescente o número de cidades que se movimentam para fazer planos municipais de gestão do lixo e implementar a coleta seletiva com objetivo de aproveitar materiais antes despejados em lixões. o ritmo da corrida para adequação legal aumentou em 2013, após as eleições e a transição para a nova gestão municipal. Apesar do avanço, o caminho para se atingir uma maior escala, compatível com o tamanho do desafio, é longo: apenas 14% dos municípios brasileiros oferecem serviço de coleta seletiva, de acordo com o estudo ciclosoft (2012). Desse total, 86% estão nas regiões sul e sudeste. cempre review

13 A elaboração de planos municipais de gerenciamento de resíduos é condição legal para o acesso a recursos públicos federais, como os que se destinam à estrutura de coleta e aterros sanitários. O Programa Recicla Brasil, do Ministério do Meio Ambiente, prevê repasse financeiro para a implantação de aterros sanitários, com meta de cobrir 73% da população urbana do país (118 milhões de habitantes). No caso da coleta seletiva, o plano é atender 59% dos habitantes que vivem em cidades, somando 94 milhões de brasileiros. Hoje são atendidos 27 milhões, segundo o Ciclosoft. Em complemento, o Programa Pró-Catador, do Ministério do Trabalho e Emprego, reservou R$ 185 milhões para os governos estaduais apoiarem municípios. A injeção de investimentos na estruturação da reciclagem inclui ainda recursos de empresas estatais, como Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). 12% População brasileira atendida pela coleta seletiva em 2012 A coleta seletiva municipal é imprescindível como fonte de abastecimento do mercado da reciclagem. A maior parte dos municípios realiza a coleta de porta em porta (88%), mas cresce a alternativa de recolhimento por meio dos Postos de Entrega Voluntária (PEVs), onde a população deixa resíduos recicláveis. Também aumenta a participação de cooperativas de catadores contratadas para a coleta seletiva municipal alternativa já adotada por mais da metade das cidades que oferecem o serviço. Municípios com coleta seletiva no Brasil % Agentes executores da coleta seletiva municipal empresa particular 52% 62% prefeitura cooperativa Fonte: CEMPRE/Ciclosoft Fonte: CEMPRE/Ciclosoft 22 cempre review 2013 cempre review

14 240 Evolução da média de custos da coleta seletiva (US$/ton) Um desafio é a redução de custos e o aumento da produtividade para que o modelo se torne viável e menos dependente de subsídios. Em 2012, o custo da coleta seletiva ainda se mostrava 4,5 vezes superior ao da coleta convencional de resíduos. Um caminho é a estruturação de consórcios municipais para a gestão conjunta dos resíduos urbanos, estratégia capaz de viabilizar escala, custos e investimentos. No Amazonas, por exemplo, 56 dos 61 municípios se uniram para a elaboração de um plano único. A tomada de decisão sobre o modelo mais adequado de reciclagem para o município também deve levar em conta a composição do lixo separado pela população. Quase metade (45,9%) do volume coletado é papel e papelão, seguido pelos plásticos (15,6%). O plano municipal deve embutir a preocupação de manter os preços da sucata atrativos para o mercado. Fonte: CEMPRE/Ciclosoft O aumento da escala na oferta de materiais, com reflexos na consolidação da cadeia produtiva da reciclagem no país, depende da evolução da coleta seletiva nos grandes centros urbanos, que concentram o maior percentual do consumo de embalagens e são irradiadores de tendências e novos modelos de gestão para outras regiões. No Rio de Janeiro, 1% dos resíduos foi coletado seletivamente pela prefeitura em 2012, no total de 30 toneladas diárias, em média. A meta é aumentar o índice para 25% até 2016, quando a cidade sediará os Jogos Olímpicos. A expansão da coleta seletiva recebe R$ 50 milhões da prefeitura e do BNDES, prevendo a instalação de seis centrais de reciclagem em diferentes pontos da capital para o processamento de 150 toneladas diárias. Em São Paulo, a capital mais populosa e industrializada, a coleta seletiva abrange apenas 2% do lixo gerado pela população. O serviço cobre 42% dos domicílios, uma vez por semana. O material é levado para 20 centrais de triagem mantidas por cooperativas de catadores. A administração pública alega falta de áreas urbanas disponíveis para novos galpões. Existem 3,8 mil PEVs e 2,8 mil contêineres que recebem embalagens pós-consumo entregues pela população. Nesse mercado a ser explorado para o alcance de um patamar satisfatório na gestão dos resíduos, as soluções passam por decisões políticas e novos modelos de gestão capazes de gerar oportunidades de negócios. Eficiência na coleta São José dos Campos (SP) é um dos municípios que mais coletam materiais para reciclagem em relação ao tamanho da população. São 99 toneladas por dia, recolhidas em todos os bairros por caminhões da empresa municipal de limpeza, a Urban. Os resíduos são levados para um centro de triagem, operado por 186 funcionários contratados pela prefeitura, com vendas de R$ 191 mil mensais. Uma quantidade adicional, equivalente ao dobro da coleta municipal, é operada por cooperativas de catadores, com foco na sucata de maior valor comercial. Em 2012, a quantidade recolhida para reciclagem cresceu 14%, quatro vezes mais do que a expansão dos volumes do serviço convencional. O custo da coleta seletiva, três vezes maior em comparação à comum, é compensado pelos ganhos sociais e ambientais, além do aumento da vida útil do aterro sanitário. Força do pioneirismo Porto Alegre está entre as capitais pioneiras em coleta seletiva no Brasil. Iniciado em 1990, o serviço tomou corpo após a aprovação de uma lei municipal para o gerenciamento integrado do lixo, prevendo soluções além do descarte em aterros. A iniciativa teve forte adesão popular por meio de campanhas educativas. Em 2008, a coleta seletiva já era realizada duas vezes por semana em todos os bairros. Os resíduos são recolhidos por uma empresa contratada pela prefeitura e levados para 18 cooperativas onde trabalham 700 catadores. Os materiais recicláveis misturados ao lixo da coleta convencional são separados em estações de transbordo antes do despejo em aterro. Contratadas pelo município, as cooperativas de catadores recebem um valor mensal para cobrir custos com a estrutura. 24 cempre review 2013 cempre review

15 O conceito de logística reversa a coleta de embalagens e outros materiais após o consumo para retorno como matériaprima à produção industrial se torna comum no vocabulário e nas práticas empresariais. O sistema pode ser operacionalizado seguindo diferentes modelos, mais ou menos adequados conforme as realidades locais. Ele ilustra como a gestão dos resíduos incorpora-se ao planejamento e à visão de cadeia de valor. Arranjos produtivos que consideram os elos e engrenagens da atividade, desde o insumo básico até o reprocessamento da sucata para fabricação de novos produtos, são estratégicos para a expansão do mercado da reciclagem. A responsabilidade compartilhada pelos resíduos, eixo central da nova legislação para o setor, reforça a importância dos atores e seus diferentes papéis. No caso das empresas, a expectativa é fazer o processo seguir as regras de mercado, com preços atrativos e equilíbrio entre oferta e demanda. Eficiência no uso de recursos, geração de emprego, planejamento e produtividade são fatores que se incorporam à gestão do lixo que deixa de ir para vazadouros a céu aberto e passa a ser tratado como matéria-prima industrial. logística reversa fotos: 123rf A tarefa não se restringe em encontrar caminhos técnica e economicamente viáveis para a coleta de embalagens após o consumo. Na ponta final da cadeia, é necessário consolidar o parque industrial de reciclagem para que a demanda por resíduos seja compatível com a maior escala da oferta, com a expansão do mercado diante do maior número de municípios que cumprem a lei e aumentam a coleta seletiva. A tendência é o expressivo aumento do volume de resíduos disponíveis para reciclagem. Não há fórmulas mágicas. Mais do que tecnologias caras e importadas, às vezes inadequadas ao cenário brasileiro, o esforço se concentra na melhor gestão, na qualificação e na busca inteligente e criativa de soluções viáveis. Nas últimas décadas, os produtos reciclados ganharam qualidade e valor. Fabricantes investem no design e desenvolvimento de embalagens que utilizam menos insumos e podem ser recicladas. A partir da agenda da sustentabilidade das empresas e dos rumos da chamada economia verde, setores produtivos rompem barreiras e passam a empregar matéria-prima reciclada como estratégia de ganhos ambientais, sociais, econômicos e de reputação no mercado. De embalagens de alimentos a automóveis e eletroeletrônicos, o espectro de aplicações se amplia a cada dia. O processo se desenvolve na medida em que as indústrias assumem responsabilidades, reportam compromissos e buscam alternativas para o resíduo gerado após o consumo de seus produtos. 26 cempre review 2013 cempre review

16 Ao reduzir o uso de insumos extraídos da natureza com risco de impactos ambientais, evitar danos à biodiversidade, economizar energia e diminuir emissões de gases do efeito estufa, a reciclagem representa uma vantagem competitiva para as empresas. Cada vez mais, as decisões de compra levam em conta os impactos em todo o ciclo de vida dos produtos, da matéria-prima à destinação final. Além dos ganhos ambientais e sociais, há redução de custos. A substituição da celulose virgem por fibras recicladas, por exemplo, permite economia de R$ 331 por tonelada, metade do custo sem a reciclagem (R$ 687 por tonelada). Para o caso do alumínio, o valor cai de R$ 6,1 mil para R$ 3,4 mil por tonelada, segundo dados do IPEA. Projeções feitas pela LCA indicam que o mercado brasileiro de reciclagem registrará um benefício econômico de R$ 1,1 milhão por dia em 2014, caso 90% da população das cidades-sede da Copa do Mundo seja atendida por coleta seletiva. Os dados consideram os ganhos econômicos com a substituição de matéria-prima virgem por reciclada, emissões de carbono, energia e impactos à biodiversidade. Benefícios econômicos da reciclagem* material reciclagem incremental (ton/dia) insumos (r$) Ambiental (co2, energia e biodiversidade) (r$) custo adicional da reciclagem (r$/ton)** Benefício total (r$/dia) Aço Alumínio celulose plástico vidro total Fonte: IPEA/LCA Benefício econômico por dia * Projeção com base na cobertura de 90% da população das cidades-sede da Copa do Mundo com coleta seletiva Rota do papel: das caixas de leite para as embalagens de curativos Desenhar parcerias envolvendo os diferentes elos da cadeia de reciclagem tem sido uma estratégia de sucesso para se viabilizar novos produtos reciclados, na lógica do ganha-ganha. caixas de suco e leite aparentemente nada têm a ver com embalagens de curativos e muito menos com telhas para granjas. No entanto, os três produtos estão mais próximos do que se imagina graças à construção de cadeias produtivas. A unidade da suzano em embu das Artes (sp) extrai fibras de papel das embalagens longa-vida. com o material, descartado após o consumo dos alimentos e fornecido por cooperativas de catadores, é produzido o papel-cartão pcr. para fabricar 1 mil toneladas mensais, são utilizadas 37 milhões de caixas de suco e leite. De lá, o cartão reciclado segue para transformação em embalagem de Band-Aid, curativo fabricado pela Johnson & Johnson. Após a separação do papel, a liga de plástico com alumínio, existente nas caixas longavida, é vendida para produção de telhas pela recicladora ciclo, em Araçariguama (sp), onde são produzidas 25 mil unidades por mês, principalmente para galpões de granjas. A tecnologia foi desenvolvida nos últimos anos pela tetra pak, fabricante das embalagens, cuja reciclagem passou a gerar oportunidades de negócio à indústria papeleira. No Brasil existem 35 recicladoras de caixas longa-vida, com faturamento de r$ 80 milhões por ano. Hoje, 29% dos 12 bilhões de embalagens que entram no mercado anualmente são recicladas. A meta é aumentar para 35% até ** Custo da coleta seletiva (R$136/ton) menos custo da disposição em aterro (R$ 23/ton) 28 cempre review 2013 cempre review

17 O Brasil é líder mundial de recuperação de latas de alumínio, consequência entre outros fatores do preço atrativo da sucata, que acompanha os valores da commodity no mercado internacional. A reciclagem de garrafas PET é crescente, impulsionada pelo consumo de fibras sintéticas pelo setor têxtil e outras aplicações que se diversificam. Nos últimos dez anos, a taxa de recuperação do material aumentou de 32,9% para 57,1%, totalizando um mercado anual de R$ 1 bilhão. Em 2012 existiam no país 93 indústrias recicladoras com mais de cinco anos de existência. Em 2004, eram 32. O crescimento poderia ser maior: há uma demanda reprimida devido à baixa oferta do material pela coleta seletiva municipal. Segundo pesquisa divulgada em 2013 pela associação empresarial que agrupa o setor, 49% das recicladoras consideram que está cada vez mais difícil o acesso ao PET para reciclar. No cenário de demanda superior à oferta, os preços do material reciclado, antes mais baratos, se equiparam aos da resina virgem. Transformações nos supermercados Em tempos de novas atitudes de consumo em favor do meio ambiente, os supermercados abrem espaço para atividades que vão além da venda de produtos. É comum encontrar nas lojas os chamados Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde o consumidor deixa embalagens após o uso dos produtos. O serviço é um instrumento do varejo e indústria para colocar em prática a responsabilidade compartilhada pelos resíduos gerados a partir de seus negócios. Entre as iniciativas mais antigas está o programa de estações de reciclagem mantido por Pão de Açúcar e Unilever. Em 12 anos, foram recolhidas mais de 67 mil toneladas de materiais recicláveis e o número de lojas participantes aumentou de 12 para 123 em todo o Brasil. Perfil da triagem (2012) Os resíduos são doados para 36 cooperativas. Além dos benefícios econômicos com a venda dos resíduos, o programa estimula consumidores a mudar práticas de descarte inclusive do óleo de cozinha usado, recebido nas estações. No total, foram recolhidos mais de 1,2 milhão de litros, grande parte encaminhada para a produção de biocombustível. população urbana (ibge) (mil habitantes) Número de cooperativas Número de catadores em cooperativas total de resíduos sólidos coletados (ton/dia) fração seca reciclável (% total) 31,9% fração molhada e outros (% total) 68,1% triagem/recuperação (fração seca) (ton/dia) cooperativas outros canais de triagem percentual de triagem/recuperação total 26,9% Fonte: IBGE, SNIS (2010) e LCA Consultores Com o avanço da logística reversa, o crescimento da oferta pode reduzir o preço dos materiais recicláveis. Além disso, é natural um aumento da parte mais pobre do lixo reciclável, aquela que contém materiais menos valiosos. A gestão dos resíduos no novo cenário da legislação deve considerar medidas para garantir esse equilíbrio. Há previsão de políticas para que os valores não desestimulem a triagem e venda pelas cooperativas, bem como o desenvolvimento de novos usos e até exportação. Projeções feitas pela consultoria LCA, considerando o aumento de 20% da taxa de recuperação de resíduos recicláveis entre 2010 e 2014, apontam para uma redução média de 10,4% nos preços da matéria-prima reciclada. o aumento da reciclagem depende de incentivos fiscais e creditícios do governo, previstos na lei de resíduos. De acordo com o estudo da LCA, os benefícios teriam potencial de elevar em até 31,5% a renda gerada pela coleta, triagem e venda de materiais recicláveis. 30 cempre review 2013 cempre review

18 consumidor Cada brasileiro gera em média 1 quilo de resíduos por dia. Um africano, 650 gramas, quase um quarto do que produz um europeu. Quanto maior a renda de um país, maiores são o consumo e a quantidade de resíduos que precisa de solução para retornar ao mercado e não causar impactos negativos ao meio ambiente. Nas regiões menos desenvolvidas, é menor a presença de embalagens e maior o volume de matéria orgânica no lixo. Enquanto no Brasil a fração seca dos resíduos urbanos representa 50% de tudo que é gerado, nos Estados Unidos a parcela é de 88%. Com o desenvolvimento econômico, a tendência é o padrão brasileiro se aproximar do americano e europeu, o que significa novos desafios para a gestão dos resíduos. A legislação estabelece como prioridade reduzir o lixo na fonte; depois, reutilizar e reciclar. Além do poder público e das empresas, também o comportamento da população é chave para o mercado da reciclagem crescer sobre base sólida. Enquanto o governo cria regras e incentivos, as prefeituras fazem a coleta seletiva e o meio empresarial investe na logística reversa, o consumidor entra em cena desempenhando papel protagonista. Ele tem poder de compra (preferindo produtos bons para o meio ambiente e para a renda dos catadores) e é essencial na separação dos resíduos para a coleta seletiva. compra descarte Estudos de consultorias dimensionam o novo contingente de brasileiros que ascende ao consumo. Entre 2001 e 2010, a classe E diminuiu de 17,3 milhões para 7 milhões de brasileiros, migrando para as classes D e C. A base da pirâmide social, ou seja, a camada mais pobre da população, representa hoje menos de 1% dos domicílios do país. Nas últimas décadas, avanços foram conquistados na redução da mortalidade infantil e do analfabetismo, bem como no aumento da expectativa de vida. Com o padrão mais elevado de consumo e as pessoas vivendo mais tempo, aumenta a necessidade de investimentos na infraestrutura de distribuição de água, redes de esgoto e coleta e reciclagem de lixo. O aumento da população, cada vez mais concentrada em cidades, acelera a busca por soluções que devem considerar as disparidades regionais de um país de dimensões continentais, como o Brasil. A maior conscientização do consumidor, exigente e atento para o que pode interferir na qualidade de vida e no futuro do planeta, pressiona o mercado a dar passos mais largos e inspira novos investimentos. 32 cempre review 2013 cempre review

19 A composição do lixo e o nível de renda Geração per capita de resíduos no Brasil e no mundo (kg) ocde europa e ÁsiA central NÍvel De renda metais papel plástico vidro matéria orgânica outros Baixa 3% 5% 8% 3% 64% 17% 2,20 1,10 0,95 ÁsiA oriental média (inferior) 2% 9% 12% 3% 59% 15% 1,10 0,45 sul AsiÁtico média (superior) 3% 14% 11% 5% 54% 13% Alta 6% 31% 11% 7% 28% 17% Fonte: Banco Mundial/LCA 1,10 AmÉricA latina 1,03 0,65 ÁfricA oriente médio BrAsil Fonte: SNIS (2010) e Banco Mundial (2012) FOTOS: 123RF cempre review

20 catadores A força de trabalho que se organiza ganha reconhecimento para a expansão da atividade e Quando os resíduos ganham valor como matéria-prima e deixam de ser enterrados como algo indesejável, desponta no cenário um contingente de trabalhadores que existe nas cidades desde a Revolução Industrial, mas agora ganha reconhecimento como fornecedor estratégico do mercado de reciclagem. São os catadores de materiais recicláveis. No Brasil, eles somam 800 mil, sendo cerca de 30 mil organizados em cooperativas. Em 2012, elas foram responsáveis por 18% dos resíduos separados para reciclagem no Brasil, ficando o restante a cargo dos atacadistas de materiais recicláveis, que muitas vezes incorporam catadores autônomos como mão de obra. A estimativa consta no estudo realizado pela LCA Consultores para o CEMPRE, que calculou em R$ 712 milhões o faturamento total com a coleta e venda de materiais recicláveis, ficando as cooperativas com a fatia de R$ 56,4 milhões. Com o apoio do governo e empresas, as cooperativas de catadores se estruturam e avançam na gestão dos resíduos com viabilidade econômica, expandindo a comercialização em rede para o aumento do poder de venda e melhoria de preços. Estima-se que o aumento da coleta seletiva se reflita positivamente na renda e na melhor qualidade de vida dos catadores. 36 cempre review 2013 cempre review

21 Investimentos na compra de veículos e maquinário, e na qualificação das cooperativas para melhorar a eficiência na gestão dos resíduos têm o potencial de aumentar significativamente a renda. O levantamento da LCA indicou que em metade das doze capitais que sediarão a Copa do Mundo de 2104 a eficiência das cooperativas é baixa-baixíssima. O estudo diz que programas de qualificação têm capacidade de aumentar a produtividade, reduzindo pela metade a diferença entre os resultados das cooperativas de baixa e alta eficiência. A renda média dos catadores nessas cidades poderia até dobrar se os materiais fossem comercializados por preços iguais aos vendidos pelos atacadistas diretamente para a indústria. É possível aumentar o ganho por meio de alianças com atacadistas para a comercialização com a indústria e a exportação de sucata. Cenário da separação * QUANTIDADE (ton/dia) TRIAGEM NAS COOPERATIVAS PERCENTUAL DO RESÍDUO RECICLÁVEL Impulso para a geração de renda O apoio a cooperativas de catadores para o aumento da produção e da renda é um caminho trilhado por empresas para operar a logística reversa, com benefícios sociais e maior recuperação de embalagens após o consumo. No Programa Reciclou, Ganhou, iniciado em 1996, a Coca-Cola Brasil investe na infraestrutura de coleta e triagem com cessão de prensa, balança, elevadores e caminhões em comodato, treinamento para gestão, e avaliação de metas das cooperativas. Em parceria com a ONG Doe seu Lixo, foram beneficiadas 211 cooperativas envolvendo 5 mil pessoas em todo o país. Até 2012 foram recicladas 180 milhões de embalagens pós-consumo pelo programa, que em sua atual fase prioriza a geração de valor com redes de cooperativas. QUANTIDADE (ton/dia) TRIAGEM FORA DAS COOPERATIVAS PERCENTUAL DO RESÍDUO RECICLÁVEL Produtividade das cooperativas COOPERATIVAS (ton/cooperativa/dia) CATADORES (kg/catador/dia) * QUANTIDADE (ton/dia) PERCENTUAL DO RESÍDUO RECICLÁVEL ,2% ,7% ,9% ,8% ,5% ,3% 2,6 52,4 2,9 57,8 4 79,3 TRIAGEM TOTAL Fonte: SNIS/LCA *Projeção para o país baseada no aumento da coleta seletiva nas cidades da Copa do Mundo A reciclagem como negócio Quando retornou da Europa, onde viveu por alguns anos, o supervisor de manutenção de aviões Marcelo Mello assumiu o desafio de buscar uma solução para algo que o incomodava em sua nova cidade no Brasil: o excesso de lixo nas ruas. O projeto se concretizou depois que perdeu o emprego e se tornou catador de materiais recicláveis, articulando a criação da CooperBen, no Guarujá (SP). O empreendedor leu livros sobre gestão de resíduos e frequentou cursos para o negócio gerar bom retorno. Hoje, com 29 catadores, a cooperativa recebe orientação técnica do CEMPRE e recicla 70 toneladas mensais, proporcionando renda média de até R$ 1,2 mil mensais por trabalhador. Além da venda dos materiais, os catadores são remunerados pela prefeitura a partir de um contrato de serviço para coleta seletiva. Um carrinho elétrico cedido pela Nestlé permitirá o recolhimento de resíduos em bairro com 25 mil residências, podendo dobrar a renda. Faturamento das cooperativas e atacadistas COLETA E TRIAGEM R$ 712,3 mi (R$ milhões, a preços de 2011) POR MATERIAL 38 cempre review 2013 cempre review ,4 COOPERATIVAS 656 OUTROS CANAIS Metais Aço 32 Alumínio 195 Papel e papelão 264 Plástico 201 PET 101 Outros 100 Vidro 21 R$ 227 mi Fonte: SNIS/IPEA/LCA

22 40 cempre review 2013

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