UNIMINAS SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE E PRODUÇÃO DA FÁBRICA BRASILEIRA DE AERONAVES ÉRICA TIAGO MOREIRA SANTOS RAQUEL MAGRI TEMPORAL

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1 UNIÃO EDUCACIONAL MINAS GERAIS S/C LTDA FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE MINAS Autorizada pela Portaria no 577/2000 MEC, de 03/05/2000 BACHARELADO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE E PRODUÇÃO DA FÁBRICA BRASILEIRA DE AERONAVES ÉRICA TIAGO MOREIRA SANTOS RAQUEL MAGRI TEMPORAL Uberlândia 2008

2 ÉRICA TIAGO MOREIRA SANTOS RAQUEL MAGRI TEMPORAL SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE E PRODUÇÃO DA FÁBRICA BRASILEIRA DE AERONAVES Trabalho de Final de curso submetido à como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Esp. Carlos Henrique de Barros Uberlândia 2008

3 ÉRICA TIAGO MOREIRA SANTOS RAQUEL MAGRI TEMPORAL SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE E PRODUÇÃO DA FÁBRICA BRASILEIRA DE AERONAVES Trabalho de Final de curso submetido à como parte dos requisitos para a obtenção do grau de Bacharel em Sistemas de Informação. Orientador: Prof. Esp. Carlos Henrique de Barros Banca Examinadora: Uberlândia, 06 de setembro de Dra. Kátia Lopes Silva M.Sc. Sílvio Bacalá Júnior Esp. Carlos Henrique de Barros Uberlândia 2008

4 A todos que se empenharam, disponibilizando grande parte de seu tempo para a concretização do projeto, aos professores e orientadores que nos auxiliaram durante a realização do mesmo.

5 AGRADECIMENTOS Ao professor Carlos Henrique de Barros pelo braço amigo de todas as etapas deste trabalho. À Faculdade de Ciências Aplicadas de Minas () e aos professores da graduação do curso de Sistemas de Informação, por terem proporcionado condições para nosso desenvolvimento pessoal e intelectual. Às nossas famílias, pela confiança e motivação e aos nossos colegas pelo companheirismo e determinação.

6 RESUMO Este trabalho apresenta um projeto para desenvolvimento de um software para o gerenciamento da produção e do estoque da Fábrica Brasileira de Aeronaves, uma indústria situada na cidade de Uberlândia que fabrica aviões agrícolas e executivos. Na elaboração do projeto várias tarefas foram envolvidas como: reuniões com o cliente, estudo das necessidades da empresa, entendimento dos processos dos setores relacionados com a linha de produção, busca de soluções para problemas encontrados e estudos aprofundados para a implementação do software. No desenvolvimento da análise foi utilizado o paradigma orientado a objetos. No projeto foram utilizados vários padrões de projetos e para implementação do software foi utilizada a linguagem Java. Com a implementação do software e futura implantação do mesmo, acredita-se que haja uma significativa redução de custos nos processos atendidos pelo mesmo. Palavras Chave: padrões de projeto, Java.

7 ABSTRACT This paper presents a project for development of software for the management of production and stock of Fábrica Brasileira de Aeronaves, an industry located in the city of Uberlândia which manufactures aircraft agricultural and executives. In preparing the project several tasks were involved as: meetings with the customer, study the needs of the company, understanding the processes of the sectors related to the production line, finding solutions to problems encountered and in-depth studies for the implementation of the software. In the development of the analysis was used paradigm oriented to objects. In this project were used several design patterns and for implementation of the software was used the Java language. Then with the implementation of the software and future deployment of the same, it is believed that there is a significant reduction of costs in proceedings attended by the same. Key Words: design patterns, Java.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 Avião Falcão AG Figura 2 Avião Falcão AC Figura 3 Avião Bumerangue EX Figura 4 Prêmio de primeiro lugar na categoria Aeronave Experimental...14 Figura 5 Diagrama de Caso de Uso...24 Figura 6 Detalhe do caso de uso CSU Figura 7 Detalhe do caso de uso CSU Figura 8 Detalhe do caso de uso CSU Figura 9 Detalhe do caso de uso CSU Figura 10 Detalhe do caso de uso CSU Figura11 Detalhe do caso de uso CSU Figura 12 Detalhe do caso de uso CSU Figura 13 Detalhe do caso de uso CSU Figura 14 Detalhe do caso de uso CSU Figura 15 Detalhe do caso de uso CSU Figura 16 Detalhe do caso de uso CSU Figura 17 Diagrama de Classes de Negócio...37 Figura 18 Diagrama de Pacotes (Classes)...41 Figura 19 Classes de Análises...43 Figura 20 Diagrama Controlar Tempo de Produção...52 Figura 21 Diagrama Consultar Tempo de Produção...52 Figura 22 Diagrama Testar Qualidade...53 Figura 23 Diagrama Controlar Estoque...53 Figura 24 Diagrama Emitir Relatório...54 Figura 25 Diagrama Inserir Dados de Compra...54 Figura 26 Diagrama Efetuar Login...55 Figura 27 Diagrama Consultar Funcionário...55 Figura 28 Diagrama Manutenir Funcionário...56 Figura 29 Diagrama Controlar Teste de Vôo...56 Figura 30 Diagrama Cadastrar Fornecedor...57 Figura 31 Diagrama de Seqüência Controlar Tempo de Produção...58 Figura 32 Diagrama de Seqüência Consultar Tempo de Produção...60 Figura 33 Diagrama de Seqüência Testar Qualidade...62

9 Figura 34 Diagrama de Seqüência Controlar Estoque...63 Figura 35 Diagrama de Seqüência Emitir Relatório...65 Figura 36 Diagrama de Seqüência Inserir Dados de Compra...67 Figura 37 Diagrama de Seqüência Efetuar Login...69 Figura 38 Diagrama de Seqüência Consultar Funcionário...70 Figura 39 Diagrama de Seqüência Manter Funcionário...71 Figura 40 Diagrama de Seqüência Controlar Teste de Vôo...73 Figura 41 Diagrama de Seqüência Cadastrar Fornecedor...74 Figura 42 Diagrama de Pacotes (Projeto)...75 Figura 43 Tela Login...79 Figura 44 Código da Tela de Login...80 Figura 45 Tela Menu de Dados...81 Figura 46 Código da Tela Menu de Dados...81 Figura 47 Tela Funcionários...82 Figura 48 Código da Tela Funcionários...83 Figura 49 Tela Fornecedores...84 Figura 50 Código da Tela Fornecedores...85 Figura 51 Tela Compras...86 Figura 52 Código da Tela Compras...86 Figura 53 Tela Peças...88 Figura 54 Código da Tela Peças...89 Figura 55 Diagrama de Entidade e Relacionamento...91 Figura 56 Código de Configuração Hibernate...94 Figura 57 Código de Configuração do Funcionário...95 Figura 58 Código de Configuração de Peças...95 Figura 59 Modelo de Arquitetura...97 Figura 60 Arquitetura MVC...99 Figura 61 Diagrama de Análise em Nível de Projeto Figura 62 Código Fonte...105

10 LISTA DE ABREVIATURAS E SÍMBOLOS CAD Computer Aided Design CEP Código e Endereçamento Postal CNPJ Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CPF Cadastro de Pessoa Física CSS Cascading Style Sheets DAO Data Access Object EJB Enterprise Java Bean ELU - Experimental Leve de Uberlândia FABE Fábrica Brasileira de Aeronaves HTML Hypertext Markup Language HTTP Hypertext Transfer Protocol JDBC Java Database Connectivity JEE Java Enterprise Edition JSP Java Server Pages JSTL Java Standard Template Library MVC Model View Controller SQL Structured Query Language UML - Unified Modeling Language XML Extensible Markup Language XSTL Extensible Style Sheet Language

11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CENÁRIO ATUAL IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA OBJETIVOS DO TRABALHO Objetivo Geral Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA PARA A PESQUISA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA ESPECIFICAÇÃO DE REQUISITOS Requisitos Funcionais Requisitos Não Funcionais Regras de Negócio ANÁLISE E PROJETO INTRODUÇÃO DIAGRAMA DE CASO DE USO Especificação dos Casos de Uso DIAGRAMA DE CLASSES DE NEGÓCIO Especificação das Classes de Negócio DIAGRAMA DE PACOTES Descrição dos Pacotes CLASSES DE ANÁLISE Classe de Fronteira Classe de Fronteira do caso de uso Controlar Tempo de Produção Classe de Fronteira do caso de uso Consultar Tempo de Produção Classe de Fronteira do caso de uso Testar Qualidade Classe de Fronteira do caso de uso Controlar Estoque Classe de Fronteira do caso de uso Emitir Relatório Classe de Fronteira do caso de uso Inserir Dados de Compra Classe de Fronteira do caso de uso Efetuar Login Classe de Fronteira do caso de uso Consultar Funcionário Classe de Fronteira do caso de uso Manter Funcionário Classe de Fronteira do caso de uso Controlar Teste de Vôo Classe de Fronteira do caso de uso Cadastrar Fornecedor Classe de Controle Classe de Controle do caso de uso Controlar Tempo de Produção Classe de Controle do caso de uso Consultar Tempo de Produção Classe de Controle do caso de uso Testar Qualidade Classe de Controle do caso de uso Controlar Estoque Classe de Controle do caso de uso Emitir Relatório Classe de Controle do caso de uso Inserir Dados de Compra Classe de Controle do caso de uso Efetuar Login Classe de Controle do caso de uso Consultar Funcionário Classe de Controle do caso de uso Manter Funcionário Classe de Controle do caso de uso Controlar Teste de Vôo Classe de Controle do caso de uso Cadastrar Fornecedor Classe de Entidade Classe de Entidade do caso de uso Controlar Tempo de Produção Classe de Entidade do caso de uso Consultar Tempo de Produção Classe de Entidade do caso de uso Testar Qualidade Classe de Entidade do caso de uso Controlar Estoque...50

12 Classe de Entidade do caso de uso Inserir Dados de Compra Classe de Entidade do caso de uso Efetuar Login Classe de Entidade do caso de uso Consultar Funcionário Classe de Entidade do caso de uso Manter Funcionário Classe de Entidade do caso de uso Controlar Teste de Vôo Classe de Entidade do caso de uso Cadastrar Fornecedor DIAGRAMAS DE CLASSES DE ANÁLISES DOS CASOS DE USO Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Controlar Tempo de Produção Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso ConsultarTempo de Produção Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Testar Qualidade Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Controlar Estoque Diagrama de Classe de Análise do Caso de Inserir Dados de Compra Diagrama de Classe de Análise do Caso de Efetuar Login Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Consultar Funcionário Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Manter Funcionário Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Controlar Teste de Vôo Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Cadastrar Fornecedor Diagrama de Classe de Análise do Caso de Uso Controlar Teste de Vôo COMPORTAMENTO DINÂNICO COMPORTAMENTO ESTÁTICO Diagrama de Classes de Projeto Especificação da Classes de Projeto Pacote Controler Pacote Business Pacote Command Pacote ClassesDAO PROJETO DE INTERFACE PERSISTÊNCIA DE DADOS DIAGRAMA DE ENTIDADE E RELACIONAMENTO MAPEAMENTO OBJETO RELACIONAL UTILIZANDO HIBERNATE Arquivo de configiração do hibernate Arquivo de mapeamento entre o objeto funcionário e a tabela FUNCIONARIO Arquivo de mapeamento entre o objeto peças e a tabela PECAS ARQUITETURA INTRODUÇÃO Padrão MVC Camada View Camada Controller Camada Model Padrões de Projeto JEE Banco de Dados CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO A - DIAGRAMA DE CLASSES EM NÍVEL DE PROJETO ANEXO B - CÓDIGO FONTE...105

13 12 INTRODUÇÃO 1.1 Cenário atual A FABE surgiu em 1985 com a construção do primeiro ultraleve - o Experimental Leve de Uberlândia (ELU). Por se tratar de um modelo que possuía um bom desempenho e um design inovador, surgiram as primeiras encomendas. Assim iniciou-se a busca por investimentos que viabilizassem a produção de aeronaves em alta escala. Conforme o proprietário da FABE, Erick Nilson Rodrigues da Cunha (2006), para viabilizar uma produção em escala, seria necessária a alocação de um valor expressivo de capital, o que não dispúnhamos naquela época. A solução mais viável foi buscar investimentos. O Grupo Constrular, formado por empresas tradicionais que atuavam no mercado da construção civil em Uberlândia, adquiriu os direitos de fabricação do ELU, que após sofrer pequenas modificações para atender às exigências da legislação que regia a construção das aeronaves UTL (Ultraleves), conseguiu o licenciamento e a autorização para a montagem da sua fábrica, a ASA INDÚSTRIA AERONÁUTICA LTDA.. Segundo Erick, a partir de 1988 foram desenvolvidos novos projetos de aeronaves que desde então são comercializados. Tais projetos são determinados pelos modelos agrícola e executivo. No modelo agrícola encontram-se os aviões Falcão AG-21 (Figura 1) e o Falcão AC-22 Treinador (Figura 2). Na linha executiva encontra-se o modelo Bumerangue EX-25 Cross Contry (Figura 3). Figura 1 Avião Falcão AG-21

14 13 Figura 2 Avião Falcão AC-22 Figura 3 Avião Bumerangue EX-25 Com o Bumerangue EX-25 Erick recebeu o prêmio de primeiro lugar no Projeto Inovador na categoria Aeronave Experimental. Durante a Expo Aero Brasil 2006, a maior feira de aviação geral da América Latina, o Bumerangue EX-25 recebeu o prêmio de Primeiro Lugar na Categoria Aeronave Experimental. (FABE, 2006). O prêmio foi concedido na Expo Aero Brasil de 2006 na cidade de Araras SP. Figura 4.

15 14 Figura 4 Prêmio de primeiro lugar na categoria Aeronave Experimental A necessidade de um sistema de gestão que controlasse o estoque e a produção surgiu com o crescimento da fábrica, pois na área de fabricação e desenvolvimento de aeronaves é de extrema importância um sistema que ofereça o controle total das atividades realizadas na empresa, e que garanta a qualidade e a confiabilidade do produto final. Apesar dos inúmeros sistemas de gestão encontrados no mercado, tais como Vantive e JDEdwards, os proprietários da FABE optaram por um sistema personalizado e que atendesse suas necessidades imediatas, bem com seu orçamento. 1.2 Identificação do problema A Fábrica Brasileira de Aeronaves é uma indústria de aviões situada na cidade de Uberlândia com foco na fabricação de aviões agrícolas e executivos. Atualmente a empresa não possui sistema informatizado para controle de estoque e produção de aeronaves. Todos os processos da empresa são executados manualmente, fato que acarreta informações distorcidas. Diante desse cenário foi proposto à FABE o desenvolvimento de um sistema capaz de possibilitar a gestão informatizada do controle de produção dos

16 15 aviões e do estoque, além de oferecer rotinas informatizadas para controlar os testes dos aviões fabricados. A fábrica não trabalha com estocagem de grandes quantidades de um mesmo item. Muitas peças utilizadas em seu processo de fabricação são fabricadas na própria FABE. A empresa trabalha somente com a quantidade necessária de peças para a produção dos aviões salvo, algumas exceções, as relativas às peças que são comuns a todos os aviões, tais como parafusos, porcas e outras. 1.3 Objetivos do trabalho 1.3.1Objetivo Geral Implementar um aplicativo com suporte a Web para gestão de produção e controle de estoque da Fábrica Brasileira de Aeronaves 1.3.2Objetivos Específicos Para que o objetivo geral seja alcançado, este trabalho apresenta os seguintes objetivos específicos: Implementar o aplicativo em três camadas; Implementar o sistema utilizando a linguagem de programação Java; Utilizar Padrões de Projeto para as camadas; Utilizar uma base dados para armazenamento de dados Utilizar o framework Hibernate para mapeamento objeto-relacional;

17 Justificativa para a pesquisa A FABE é uma empresa nova, mas com grande tradição e respeito no mercado de ultraleves. Com uma equipe técnica experiente e capacitada, a empresa tem se destacado a cada dia, apresentando soluções inovadoras e perfeitamente adequadas à realidade brasileira. A falta de um software de gestão ocasiona processos muito lentos e desordem no almoxarifado, pois as etapas de produção ainda são realizadas manualmente. Com a proposta do projeto esse cenário será corrigido, aumentando consideravelmente o controle de qualidade da FABE. O projeto prevê a utilização da linguagem Java, de vários recursos tecnológicos como: hibernate, struts, banco de dados, arquitetura MVC e a utilização dos seguintes padrões de projeto: Aplication Controler, Front Controler, Business Delegate, Command, DAO (Data Acess Object) e Business Object. Desta forma, o sistema a ser implementado, além de solucionar os problemas apontados, irá contribuir para o crescimento da qualidade na empresa. 1.5 Organização do Trabalho O capítulo 2 apresenta a descrição do problema e as especificações dos requisitos. O capítulo 3 consiste na análise e projeto do sistema, feita através do estudo de casos de uso. São apresentados os diagramas da UML (Unified Modeling Language) e suas respectivas especificações. No capítulo 4 é apresentado o projeto de interface com todas as telas do sistema, suas funcionalidades e trechos de códigos associados a cada uma delas.

18 17 No capítulo 5 encontra-se a persistência de dados. Esse capítulo contém o Diagrama de Entidade e Relacionamentos e a explicação de cada tabela do diagrama. O capítulo 6 refere-se à arquitetura do projeto, apresentando todas as tecnologias utilizadas. No capítulo 7 são apresentadas as conclusões obtidas no trabalho e sugestões para a continuidade do sistema desenvolvido.

19 18 2 ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA A Fábrica Brasileira de Aeronaves, apesar de trabalhar com tecnologia avançada, não possui um sistema de gestão integrado. Diante desse fato foi proposto junto ao cliente o desenvolvimento de um software que atendesse suas necessidades imediatas. Inicialmente foram feitas reuniões com o responsável pela fábrica e levantadas algumas funcionalidades, as quais são realizadas manualmente e que necessitam ser automatizadas. A principal requisição da empresa foi desenvolver um sistema que controlasse o estoque das mercadorias em seu almoxarifado e que gerenciasse a produção de seus aviões. O controle do almoxarifado é realizado de acordo com a quantidade de peças que entram e saem do estoque, as quais não devem ultrapassar um limite mínimo e máximo, determinado pelo gerente da fábrica. Tanto a falta, quanto o excesso, afetam negativamente o capital da empresa. Também é feito um controle de armazenamento no almoxarifado, onde cada peça será localizada através de um endereço, que é determinado por sala, corredor, estante, prateleira, gaveta e área da gaveta. A partir do momento que uma nova peça chega à fábrica, é realizado um cadastro de acordo com seu endereçamento, quantidade e fornecedor. Já na retirada das peças deverá ser registrado o decréscimo no seu estoque. O gerenciamento da produção é iniciado com a etapa de transformação da matéria prima, ou seja, algumas peças que são utilizadas nesse processo são produzidas na própria fábrica. Esse processo é relacionado diretamente ao controle de estoque, pois ao mesmo tempo em a matéria-prima utilizada será retirada do mesmo, uma nova peça será inserida. Além disso, é preciso que haja um controle do tempo gasto em cada etapa da produção, a quantidade de matéria-prima, o peso de cada peça (se está de acordo com o padrão) e todas as peças que foram ou não utilizadas. É preciso documentar tanto o processo de controle de estoque quanto o de produção, pois é importante para a fábrica armazenar informações relevantes em cada etapa. Essa documentação será utilizada caso ocorra alguma fatalidade, indicando possíveis pontos de falha e para rastrear os dados relacionados a essa

20 19 vulnerabilidade. Assim esse processo facilitará na identificação do problema, e conseqüentemente, na tentativa de sua correção. No processo de compra de peças um técnico analisa a etapa de produção com antecedência e faz uma requisição para seu superior de sessão das peças que serão utilizadas. A partir daí o responsável pelo almoxarifado, com base no estoque já existente, efetua a programação da compra destas peças. O almoxarife faz um processo de cotação com pelo menos três fornecedores com intuito de encontrar um melhor preço. Mesmo que a compra não seja efetuada a FABE deseja manter essas cotações arquivadas para servirem de referências futuras. No momento da entrega das peças é feita uma conferência. Caso uma ou mais peças estejam em desacordo com a nota fiscal de compra, que é o documento que formaliza essa operação, a fábrica emitirá uma nota fiscal de devolução dessas mercadorias para o fornecedor. O mesmo procedimento é realizado quando há peças defeituosas. A fábrica agrupa os fornecedores com base nas cotações. Eles são agrupados nas categorias A, B e C, que são ordenadas por prioridade de compra. Para a separação desses grupos é analisada a qualidade da matéria prima, o custo e a rapidez na entrega. As peças são identificadas por códigos, ou seja, um código que a empresa cria para o controle interno e outro, referente à fábrica que produziu a peça (código de fabricação). As peças estão divididas em grupos e conjuntos. Por exemplo, uma peça usada para construir o flap (uma estrutura da asa do avião), estará no conjunto flap e no grupo asa. Para o almoxarifado é necessária a informação do momento que a peça atingiu o limite mínimo e máximo no estoque. Também é necessário o controle de endereço (sala, corredor, estante, prateleira, gaveta e área da gaveta). Quando chegarem peças novas, as mesmas devem ser cadastradas junto com seu endereço e logo após, as mesmas devem ser guardadas no endereço referenciado. O sistema deverá ter um módulo de produção, o qual apresentará a capacidade de transformar uma peça em um avião produzido. O sistema controlará

21 20 o tempo gasto em cada etapa da produção, a quantidade de matéria-prima utilizada nessas etapas, o peso de cada peça (se estão de acordo com o padrão) e todas as peças que foram ou não utilizadas. A linha de produção do avião é desenvolvida por etapas, as quais possuem características específicas. A primeira etapa de produção tanto dos aviões agrícolas (Falcão) quanto executivos (Bumerangue), é a fase do projeto. Nessa fase os aviões são construídos em um aplicativo CAD, que segundo a definição encontrada, computer-aided Design (CAD), ou desenho auxiliado por computador, é o nome genérico de sistemas computacionais (software) utilizados pela engenharia, geologia, arquitetura, e design para facilitar o projeto e desenho técnicos. No caso do design, este pode estar ligado especificamente a todas as suas vertentes (produtos como vestuário, eletroeletrônicos, automobilísticos, etc.), de modo que os jargões de cada especialidade são incorporados na interface de cada programa. (CAD, 2008). Passada a fase de projetos inicia-se a produção do avião. Essa etapa é separada por várias fases que serão detalhas abaixo. Na etapa de produção a fábrica já é capaz de analisar e fazer o controle de todas as peças que irá utilizar. São definidas quais peças serão produzidas pela FABE e quais serão necessárias comprar. Assim já estarão disponíveis as peças que irão integrar o avião, começando então, a montagem dos conjuntos das peças. Os técnicos montam os conjuntos formando-se os grupos. A partir daí o avião começa a ganhar forma, podendo ser iniciada a etapa de acoplamento dos grupos para terem forma definida. Cumprida essa fase o avião é passado por um teste de peso a fim de verificar sua capacidade. Com isso os acessórios são inseridos e os acabamentos são feitos (pintura e parte elétrica). Após a conclusão de todas as etapas citadas acima o avião passa por uma fase muito importante, a de testes. Nela, o piloto deverá ter em mãos uma planilha de testes. Através dessa planilha ele confere todos os aspectos do avião. Caso algum problema seja identificado, o mesmo deve ser reportado aos responsáveis a fim de que sejam feitas as devidas correções.

22 Especificação de Requisitos Requisitos funcionais Os requisitos funcionais especificam as ações que um sistema deve ser capaz de executar, sem levar em consideração restrições físicas. A seguir são listados os requisitos levantados junto ao proprietário da FABE. Controlar tempo gasto em cada etapa de produção. Consultar tempo de produção. Testar qualidade processo de verificação de qualidade. Controlar estoque controle de endereço de cada peça em estoque. Emitir relatórios. Inserir dados de compra inserção dos dados relativos às compras. Efetuar login processo de login de funcionários. Consultar funcionário consulta de dados de funcionários. Manutenir funcionário descreve o índice de rejeição de cada peça testada. Controlar teste de vôo controle dos testes realizados nas aeronaves. Cadastrar fornecedor cadastramento de funcionário para obter acesso ao sistema Requisitos não funcionais Os requisitos não funcionais descrevem atributos do sistema, bem como atributos do ambiente do sitema. Abaixo, são listados os requisitos nãofuncionas da Fábrica Brasileira de Aeronaves.

23 22 Implementar o sistema utilizando a linguagem de programação Java; Implementar o aplicativo em três camadas; Utilizar Padrões de Projeto para as camadas; Utilizar o banco de dados MySQL; Utilizar o framework Hibernate para mapeamento objeto-relacional; Regras de Negócio As Regras de Negócio referem-se a todas as regras de um sistema. Elas definem como o negócio funciona. No software desenvolvido, inicialmente foi analisado uma Regra de Negócio. A partir de projetos futuros, outras regras serão analisadas de acordo com a necessidade do cliente. Segue a explicação da Regra de Negócio identificada. Login inválido - Caso o usuário erre sua senha 03 vezes, seu login será bloqueado pelo sistema. Os requisitos vistos neste capítulo foram levantados através de entrevistas com o cliente. Os mesmos serão apresentados com maior nível de detalhamento no Diagrama de Caso de Uso e nas especificações dos casos de uso no capítulo seguinte.

24 23 3 ANÁLISE E PROJETO 3.1 Introdução A análise consiste na investigação do problema do cliente e nas atividades necessárias para entender o que deve ser feito. Trata-se de um processo importante, pois um erro ocorrido nessa fase afetará todas as fases seguintes. Segundo Wazlawick (2004, p 21), pode-se dizer que o resultado da análise é o enunciado do problema, e o projeto será a sua resolução. Problemas mal enunciados podem até ser resolvidos, mas a solução não corresponderá às expectativas. A qualidade do processo de análise é importante porque um erro de concepção resolvido na fase de análise tem um custo; na fase de projeto, um custo maior; na fase de implementação, maior ainda; e na fase de implantação do sistema, um custo relativamente astronômico.. Após a fase de análise, vem à elaboração do projeto que é usada na representação do código a ser desenvolvido. O projeto modela a solução e refere-se às atividades de criação. A fase de projeto enfatiza a proposta de uma solução que atenda aos requisitos da análise. Então, se a análise é uma investigação para tentar descobrir o que o cliente quer, o projeto consiste em propor uma solução com base no conhecimento adquirido na análise.. WAZLAWICK, (2004, p 22). Para o desenvolvimento da análise e do projeto, foi utilizada a Linguagem de Modelagem Unificada (UML - Unified Modeling Language) que garantiu a melhor visualização e compreensão dos elementos do sistema. 3.2 Diagrama de Casos de Uso O diagrama de Caso de Uso representa a interação entre os atores, que são os agentes externos ao sistema, e o sistema. Segundo Gilleanes Guedes (2008), o diagrama procura identificar os atores, que utilizarão de alguma forma o sistema e seus serviços. Com base nas informações obtidas nas reuniões com o cliente foi

25 24 possível construir o Diagrama de Caso de Uso do sistema da FABE. Figura 5 Diagrama de Caso de Uso A Figura 5 permite uma visão geral das funcionalidades do sistema. No diagrama são apresentadas as funcionalidades, as quais são detalhadas na especificação do caso de uso. Essas atividades são realizadas pelo ator funcionário, o qual possui acessos restritos a determinadas rotinas do sistema dependendo do seu papel na empresa. Ele pode assumir o papel de operador do sistema ou de gerente.

26 Especificação dos Casos de Uso Para se obter um melhor detalhamento dos Casos de Uso é preciso detalhá-los de acordo com a análise realizada. As especificações dos casos de uso estão apresentadas a seguir. Nome Controlar tempo de produção CSU-01 Este caso de uso descreve o processo de controle do tempo gasto em Sumário uma etapa de produção de uma aeronave. Ator primário: Funcionário Ator (es) secundário(s): - Pré-condição: O funcionário deve estar logado no sistema. Pós-condição: O sistema armazena e exibe os resultados. Fluxo Principal 1.O funcionário seleciona a opção Controlar Tempo de Produção. 2.O sistema disponibiliza as opções possíveis. 3.O funcionário seleciona a etapa de produção a qual deseja efetuar o cálculo do tempo gasto para a mesma. 4.O sistema solicita a data e hora de início e de término da etapa selecionada. 5.O funcionário informa os dados solicitados. 6.O sistema calcula o tempo gasto entre as datas informadas e exibe o resultado. 7.O funcionário confirma os dados. 8.O sistema armazena as informações e exibe uma mensagem de sucesso. 9.O funcionário encerra o caso de uso. Fluxo Alternativo [ ]: Inexistente Fluxo de Exceção [EX01]: Hora inválida a. Caso a hora digitada seja inválida o sistema envia uma mensagem de erro e retornar ao passo 4. Regras de Negócio Associadas Figura 6 - Detalhe do caso de uso CSU-01

27 26 Na Figura 6 é descrito passo a passo o processo de controle do tempo gasto em cada etapa de produção de uma aeronave. Para que o sistema calcule e retorne o tempo gasto é preciso informar a data e hora de início do processo, bem como a data e hora de término do mesmo. A pré-condição para a execução do caso de uso é que o funcionário esteja logado no sistema. Já a pós-condição é o armazenamento e exibição das informações. Nome Consultar tempo de produção CSU-02 Sumário Este caso de uso descreve o processo para estimar o tempo gasto em uma etapa de produção de uma aeronave. Ator primário: Funcionário Ator (es) secundário(s): - Pré-condição: O funcionário deve estar logado no sistema. Pós-condição: O sistema exibe os resultados. Fluxo Principal 1.O funcionário seleciona a opção Consultar Tempo de Produção. 2.O sistema disponibiliza as opções possíveis. 3.O funcionário seleciona a etapa de produção a qual deseja estimar o tempo a ser gasto e confirma. 4.O sistema exibe a estimativa de tempo referente à etapa escolhida. 5.O funcionário encerra o caso de uso. Fluxo Alternativo [ ]: Inexistente. Fluxo de Exceção [ ]: Inexistente. Regras de Negócio Associadas Figura 7 - Detalhe do caso de uso CSU-02 Na Figura 7 é apresentado o processo de estimativa do tempo gasto em cada etapa de produção de uma aeronave. Para que o sistema exiba as informações desejadas o usuário deve escolher uma etapa de produção e assim visualizar os dados referentes à mesma.

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