uma festa para os olhos e ouvidos O Estado de São Paulo RADIANTE FILMES Documentário, Brasil, 82 minutos

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1 uma festa para os olhos e ouvidos O Estado de São Paulo RADIANTE FILMES RADIANTE FILMES APRESENTA APRESENTA Documentário, Brasil, 82 minutos um filme delicioso Mauro Ferreira, Notas Musicais Saí do cinema querendo mais Amir Labaki, Valor Econômico

2 Palavra (En)cantada, documentário de Helena Solberg, oferece uma reflexão sobre música popular brasileira e sua relação com a literatura e a poesia O roteiro do Palavra (En)cantada tem sua narrativa construída na costura de depoimentos, performances musicais e bela trilha sonora. A abertura do filme é surpreendente, com Adriana Calcanhotto cantando, em franco-provençal, versos de Arnaut Daniel, poeta provençal do século XII, considerado um dos maiores da história, um artesão da integração entre palavra e som. Depoimentos surpreendentes e belo repertório Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. O interesse em promover o debate e a reflexão sobre esse tema foi o ponto de partida do novo filme de Helena Solberg: o documentário Palavra (En)cantada. Dois anos depois de muita pesquisa e a filmagem de entrevistas em maio e junho de 2007, o longa chega aos cinemas no dia 13 março de O filme ganhou o prêmio de melhor direção de longametragem/documentário do Festival do Rio O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, BNegão, Black Alien, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. A maioria das entrevistas foi feita em casa e alguns deles cantaram e tocaram canções especialmente para o documentário, fato que realça a atmosfera intimista do longa-metragem. A partir da ideia sugerida por Lenine, de que os compositores brasileiros são descendentes diretos do trovador, o filme lança olhar sob diversos aspectos da formação cultural brasileira. Dos intérpretes que declamam poesia nos palcos aos cantadores nordestinos que improvisam diversos gêneros na viola, passando pelo Rap que, segundo o rapper Ferréz, é uma mera continuação do cordel, Palavra (En)cantada é uma reflexão sobre a tradição oral e a diversidade cultural brasileira, resultado do cruzamento entre as culturas erudita e popular. Criou-se no Brasil uma situação que não existe em nenhum outro país: uma canção popular fortíssima, que ganhou uma capacidade de falar e cantar para auditórios imensos, e levar para esses auditórios poesia de densa qualidade, com a leveza que a canção tem, observa no filme o músico e professor de literatura da USP, José Miguel Wisnik. Poetas-letristas, autores de livros que se tornaram compositores, poetas que tentam usar a música para ganhar mais dinheiro, poetas do morro, tudo isso é assunto do Palavra (En)cantada. O filme é costurado por passagens instigantes, como a declarada rejeição de Chico Buarque ao título de poeta, e emocionantes, como as imagens captadas de Hilda Hilst pouco antes da sua morte, reclamando que os poetas não são valorizados no Brasil e contando que, para ganhar mais dinheiro, pediu para Zeca Baleiro musicar seus poemas. Entrevistar pessoas muito assediadas e que já foram entrevistadas inúmeras vezes é um desafio. Abri o jogo com o Chico (Buarque). Ele riu muito e disse: Então pergunta alguma coisa que nunca me perguntaram. Este foi o meu fio condutor. Queria que os entrevistados sentissem que eu estava ouvindo pela primeira vez o que estavam me contando, conta Helena Solberg.

3 Filme resgata imagens raras e inéditas Palavra (En)cantada apresenta imagens inéditas no Brasil, como a encenação de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Mello Neto, no Festival de Teatro Universitário de Nancy, na França, em Merecem destaque também imagens raras, que foram restauradas pela produção do filme, de Dorival Caymmi, nos anos 40, cantando e tocando O Mar ao violão. O documentário também resgata um depoimento histórico de Caetano Veloso no Festival da Record, em 1967, logo após cantar Alegria, Alegria. Nele, Caetano fala de sua inspiração ao compor a música e ressalta a liberdade no uso da guitarra na música brasileira: No Rio de Janeiro, disseram Caetano vai usar guitarra numa música, quando chegar na Bahia vai tomar uma surra de berimbau. O que eles não sabiam é que os baianos estão além!. A ideia do projeto surgiu há mais de três anos. No começo de 2005, Marcio Debellian, autor do argumento do filme, apresentou um projeto à Bienal do Livro para realizar pocket-shows de música e poesia durante o evento. O objetivo era mergulhar no universo particular de grandes compositores brasileiros, seus livros e autores preferidos, e como a relação de cada um com a poesia / literatura influenciava o seu processo criativo. O conceito do projeto era trazer música, leitura de poesia e bate-papo para espetáculos pequenos, de atmosfera intimista. Mas acabou crescendo e se transformando em um longa-metragem. Acesse o trailer no site oficial do filme: Ponto de partida O mergulho nesta pesquisa trouxe à tona assuntos que iam além do impulso criador de nossos artistas, e que falavam de aspectos significativos da formação cultural brasileira. Achei que o assunto merecia ser documentado, diz Marcio. Ao final de 2005, Marcio Debellian e a Radiante Filmes, produtora de Helena Solberg e David Meyer, celebraram um acordo para a produção do filme. Um ano depois, haviam viabilizado os recursos para início das filmagens. Sinopse curta Palavra (En)cantada Direção de Helena Solberg (Brasil, 2008). Com depoimentos de Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes, Chico Buarque, Lenine, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Tom Zé, Zélia Duncan, entre outros. Documentário. Em um país com uma forte cultura oral como o Brasil, a música popular pode ser a grande ponte para a poesia e a literatura. O ponto de partida do filme foi interesse em promover o debate e a reflexão sobre esse tema. A maioria das entrevistas foi feita na casa dos artistas, que cantaram e tocaram canções especialmente para o documentário. 82 minutos. Sinopse longa Palavra (En)cantada é um documentário de longa-metragem (82 min), dirigido por Helena Solberg, que percorre uma viagem na história do cancioneiro brasileiro com um olhar especial para a relação entre poesia e música. Dos poetas provençais ao rap, do carnaval de rua aos poetas do morro, da bossa nova ao tropicalismo, Palavra (En)cantada passeia pela música brasileira até os dias de hoje, costurando depoimentos de grandes nomes da nossa cultura, performances musicais e surpreendente pesquisa de imagens. O filme conta com a participação de Adriana Calcanhotto, Antônio Cícero, Arnaldo Antunes, Black Alien, BNegão, Chico Buarque, Ferréz, Jorge Mautner, José Celso Martinez Correa, José Miguel Wisnik, Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Lenine, Luiz Tatit, Maria Bethânia, Martinho da Vila, Paulo César Pinheiro, Tom Zé e Zélia Duncan. Imagens de arquivo resgatam momentos sublimes de Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Tom Jobim. A maioria das entrevistas foi realizada na casa dos artistas, em atmosfera intimista, com o registro de declamações e canções especialmente para o documentário. Poemas de Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Hilda Hilst e pérolas de grandes compositores brasileiros conduzem o roteiro do filme. Entre as músicas do filme estão: Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo), Alegria, Alegria (Caetano Veloso), Alvorada (Cartola), História do Brasil (Lamartine Babo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão), 2001 (Tom Zé/Rita Lee) e O Mar (Dorival Caymmi).

4 Adriana Calcanhotto Antonio Cicero Arnaldo Antunes BNegão Tom Zé Martinho da Vila Black Alien Chico Buarque Ferréz Jorge Mautner Paulo César Pinheiro Zélia Duncan José Miguel Wisnik José Celso Martinez Correa Lenine Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) Maria Bethânia Luiz Tatit

5 Direção: Helena Solberg Biografia No mercado de cinema e TV há mais de 30 anos, dirigiu o longa-metragem Vida de Menina, lançado em 2005, baseado no famoso diário de Helena Morley. Filmado em Diamantina, MG, o filme foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2004, com os prêmios de Melhor Filme (júri oficial e popular), música, direção de arte, direção de fotografia e roteiro. Também ganhou Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival do Rio Helena também dirigiu o longa-metragem Carmen Miranda: Bananas Is My Business, filme que mistura documentário e ficção, lançado em O filme estreou no mesmo mês em Nova York e Rio de Janeiro. No Festival de Brasília, ganhou o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular, o Prêmio da Crítica e o Prêmio Especial do Júri. Nos EUA, o filme foi visto em várias salas de cinema, começando pelo Film Forum de New York, ganhou o Gold Hugo Award de Melhor Docudrama no Festival Internacional de Chicago, e foi selecionado entre os 10 melhores filmes de não ficção de 1995 pelo crítico Andrew Sarris. Entre outros prêmios, também saiu vitorioso do Festival de Havana e de Uruguai. Foi convidado para mais de 35 festivais de cinema internacionais, e foi transmitido nacionalmente nos EUA em rede de televisão. Helena Solberg também dirigiu vários filmes para HBO, PBS (EUA), Channel 4 Television (Inglaterra), Radiotelevisão Portuguesa (RTP), Corporation for Public Broadcasting, National Geographic Television, e National Film Board of Canadá. O documentário From the Ashes... Nicaragua Today ganhou o prêmio National Emmy Award, e entre seus outros filmes, Home of the Brave, The Double Day, Simplesmente Jenny, e The Emerging Woman também ganharam vários prêmios em festivais de cinema internacionais. Veja o currículo completo de Helena Solberg em Entrevista / Helena Solberg Radiante Filmes Como surgiu o projeto Palavra (En)cantada? É curioso como de repente alguns assuntos vêm à tona em sintonia, como se fosse uma grande coincidência. Acredito que na verdade houve um amadurecimento e um distanciamento que são necessários para enxergarmos à distância certos assuntos. A quantidade de filmes em 2008 que examinaram a questão da música, o processo criativo dos artistas e suas vidas, isso foi surpreendente. O Marcio (Debellian) tinha um projeto de filmar pocket shows no qual os artistas discutiriam suas relações com a literatura e a poesia durante a Bienal do Livro de No processo de repensarmos e aprofundarmos as ideias para um filme, partirmos para uma coisa mais intimista, que era o que mais me atraía e que acho que acabou dando muito certo. Com a equipe de pesquisadores liderada pelo professor Julio Diniz, da PUC, nós conseguimos mergulhar nesse universo. Acho que o espectador se sente privilegiado de estar tão próximo dessas figuras que são praticamente parte de nossas vidas, por estarem sempre tão expostos pela mídia. Você ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival do Rio Qual foi a importância e a repercussão desse prêmio? Os prêmios são sempre gratificantes, não há como negar. Às vezes me dá a impressão de que há alguma coisa quase infantil nessa satisfação. Quem sabe se é por isso que as pessoas querem sempre agradecer à mãe, o que sempre achei curioso. Do ponto de vista da divulgação, sim, os prêmios podem ser uma referência para quem procura informação sobre um filme e certamente para os festivais que disputam filmes para a sua programação. O filme traz depoimentos de artistas que pertencem a diferentes universos da música e da poesia. Quais foram os critérios usados para a escolha dos personagens? Na verdade, havia mais critérios em comum do que diferenças. Todos com uma relação forte com a literatura e com muitas influências e inúmeras referências curiosas e reveladoras. Esses depoimentos foram o caminho das pedras para a narrativa do filme. E desenvolver o projeto, convencer compositores, historiadores, poetas e escritores a participarem do filme? Os convites foram feitos quase sempre numa base pessoal. Muitos eram pessoas que eu já conhecia ou que conheciam o meu trabalho. É muito simpático no Brasil uma certa informalidade e uma disponibilidade surpreendente que não existe em outros países. Evidente que isso não ocorre em todos os casos. O filme contou com uma equipe exemplar de pesquisa. Tivemos como coordenador o Prof. Julio Diniz, Diretor do Departamento de Letras da PUC, e seus colaboradores Heloisa Tapajós e Frederico Coelho. Heloisa Buarque de Hollanda também foi uma consultora fiel. Além dos poetas e compositores, temos os nossos gurus que iluminaram o projeto com suas ideias: José Miguel Wisnik, Antonio Cícero e Luís Tatit, entre outros. Você já dirigiu documentários, além de filmes. É necessário um talento específico para se dirigir documentários? O documentário, diferentemente da ficção, é na maioria das vezes construído e desconstruído na mesa de edição. Por isso, uma pessoa como Diana Vasconcellos é um tesouro imperdível pela dedicação e capacidade de pensar o filme com uma grande clareza. Já havíamos trabalhado juntas no meu filme de ficção Vida de Menina e a convidei para o projeto pensando justamente na complexidade e desafio que seria o Palavra (En)cantada. O papel do diretor na condução das entrevistas é parecido às vezes com o de um psicanalista ou um detetive. Temos que seguir pistas e aprender a ouvir. Fiz isso durante muitos anos e todas as vezes parece ser a primeira. Todas as pessoas são especiais e únicas e você tem que acreditar nisso. Qual o depoimento mais divertido? Definitivamente foi o do Tom Zé. A sua falta total de auto censura é contagiante. É como se fosse um adolescente impossível de ser controlado. Sua mulher Neusa é como se fosse o seu alter ego e ele a consultava mesmo durante a entrevista. É um casal lindo!

6 Produção: David Meyer - Radiante Filmes Biografia Produtor do documentário Palavra (En)cantada e sócio da Radiante Filmes, o americano radicado no Brasil David Meyer assina as produções de filmes como Vida de Menina (2005) e Carmen Miranda: Banana Is My Business (1995), ambos dirigidos por Helena Solberg. David também esteve à frente da direção, roteiro e produção de outros títulos internacionais, como Into the Volcano, Paradise Lost, Jungle Pilots e Profiles: Ronis da Silveira, para a National Geographic Television. Ganhou o Emmy Award por direção do seu filme Doc Pomus. Veja o currículo completo de David Meyer em Quais as principais dificuldades de se produzir um filme hoje no Brasil? Eu não gosto de pensar em dificuldades, mas sim em soluções. Claro que é difícil captar dinheiro e, principalmente, lidar com um mercado tão precário. Mas é difícil em qualquer país do planeta. Por outro lado, temos excelentes diretores, diretores de arte, figurinistas, cenógrafos, técnicos de som, diretores de produção e montadores. É possível montar uma equipe altamente profissional. Ainda somos mais fracos no campo de roteiro, mas tem alguns roteiristas muito bons e uma nova geração que está levando essa questão muito a sério. Com Palavra (En)cantada tivemos o privilégio de trabalhar de novo, em São Paulo, com o fotógrafo Pedro Farkas, que foi diretor de fotografia do nosso filme Vida de Menina. Pedro trouxe sua marca de qualidade para o filme. No Rio, o fotógrafo Luis Abramo também carimbou o projeto com muita qualidade. Como será a distribuição de Palavra (En)cantada? Estamos lançando o filme em salas de projeção digital da Rain e a distribuidora é a Filmes do Estação. O filme será lançado na sexta-feira, dia 13 de março, dia de sorte, primeiramente no Rio (capital), São Paulo, Campinas e Santos e Brasília. Em seguida, segue para Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Bahia e Fortaleza. Estamos trabalhando também no DVD que será lançado em agosto com alguns extras. Entrevista / David Meyer O filme terá uma carreira no exterior? Acredito que será exibido na minha cidade natal de Nova York, no MoMa, e também em festivais na França (Paris e Toulouse) e em outras cidades e países. Acho importante que o filme tenha sua carreira brasileira antes de qualquer coisa. Depois, se puder viajar, ótimo. Quais são as diferenças entre o mercado audiovisual brasileiro e americano? Essa pergunta realmente precisa de várias páginas para ser respondida. Falando somente de cinema, o Brasil tem mais ou menos 2 mil cinemas no país inteiro, enquanto existem milhares nos Estados Unidos. A indústria cinematográfica de Hollywood é exatamente isso: uma indústria que envolve bilhões de dólares e milhares de profissionais. Aqui estamos apenas começando a construir um pequeno espaço para o cinema. Os filmes americanos dependem de um mercado mundial. Os filmes brasileiros mal têm um mercado interno. São muitas as diferenças. Aqui no Brasil temos um sistema de financiamento tão barroco e sufocado pela burocracia que pode levar qualquer um à loucura. Mas a gente vai acertando. Marcio Debellian tem 30 anos, fez graduação em Economia e pós-graduação em Marketing pela PUC-RJ e formação em Teatro na CAL Casa de Cultura de Laranjeiras - e Laura Alvim. É sócio-fundador da Debê, empresa que atua em consultoria em comunicação e produção cultural para empresas como Saraiva, Souza Cruz, Light, Redecard, OdontoPrev, entre outras. Na área musical, foi responsável pela seleção do repertório do novo CD/DVD do saxofonista Leo Gandelman, Sabe Você, que conta com a participação de Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, entre outros. Ao final de 2008, dirigiu o show de lançamento do novo disco de Rodrigo Bittencourt e já está trabalhando na direção da turnê que Rodrigo e Thais Gullin, compositores da nova geração, farão juntos a partir de abril. Entrevista / MArcio Debellian A ideia inicial era produzir um longa-metragem? Não. A pessoa que sugeriu transformar esta ideia num filme foi a Maria Arlete, do Oi Futuro. Inicialmente, eu queria produzir shows com roteiros costurados por poesia e música. Fazer cada artista escolher um livro ou um autor e entrelaçar os dois trabalhos. Já estava há algum tempo fascinado pelas constatações sobre este encontro entre poesia e música, não parava de pesquisar o assunto. Nunca me esqueço quando li o encarte do disco do Lenine falando sobre o trovador provençal. Aquilo foi uma surpresa. No mesmo dia li o Caetano falando sobre As Palavras, de Sartre, dizendo que dali tinha tirado os versos Nada nos bolsos ou nas mãos de Alegria, Alegria. Eram várias formas de ligação entre música, literatura e poesia estimulando a minha curiosidade. Fiz um demo em DVD, com material (depoimentos, músicas) que eu tinha em casa, mostrando vários destes exemplos e fui ter uma reunião com a Arlete para tentar um patrocínio para o projeto. Quando ela viu o DVD, disse: acho que você deveria fazer um documentário, olha quanta coisa legal você reuniu neste demo. Depois disso, liguei para a Helena e fui a casa dela mostrar a minha pesquisa. Convidei a ela e ao David para fazermos uma parceria e realizarmos o Palavra (En)cantada. Argumento e co-produção: MArcio Debellian Biografia Como surgiu a parceria com Helena Solberg? Eu conheci a Helena na época do lançamento do seu último longa, Vida de Menina. Fiz uma consultoria para o plano de divulgação do projeto e acabamos ficando amigos. Acho que tinha uma troca interessante em diversos aspectos, inclusive por sermos de gerações tão diferentes. Quando veio a ideia de fazer o Palavra (En) cantada, ela foi a única cineasta que procurei e apresentei o projeto. foto Tomas Rangel

7 Num país que tem uma forte cultura oral, qual é a importância da música na formação cultural dos brasileiros? A música é a forma de arte que mais toca o brasileiro. É parte importante da nossa identidade. O Brasil é um país que canta. A música leva coisas boas a todos nós. Pensa na alegria do carnaval, no humor das marchinhas, na qualidade poética das nossas letras de música, nas nossas festas populares... É uma expressão ampla, de fácil compreensão, que está presente em tudo. Mesmo o rap e o funk, que têm vertentes mais engajadas, outras mais violentas, e algumas consideradas de mau gosto, estão refletindo o ambiente e as questões de onde estas pessoas vivem. A música foi a forma que eles encontraram para se expressar, ganhar voz. De que maneira a música pode levar os jovens a conhecer e se interessar mais por literatura? A música é leve, envolvente, arrebata. Pensa nos fãs de Legião Urbana cantando versos de Camões achando que eram do Renato Russo! No filme, gosto do depoimento da Adriana Calcanhotto quando ela diz que chegou ao Fernando Pessoa via música, por conta de um disco de Maria Bethânia. A mesma coisa aconteceu comigo. Quando li Pessoa na escola, aquilo não me emocionou. Eu era muito novo e, muitas vezes, as coisas nos são apresentadas de forma equivocada. Quando tinha 18 anos, fui ao Imitação da Vida, show da Bethânia todo costurado por poemas de Pessoa, e tive um baque. No dia seguinte, voltei novamente ao show e comprei a obra poética de Pessoa. A própria Adriana está sempre incorporando poetas aos seus discos. Neste último, Maré, trouxe poemas (letras) de Torquato Neto, Waly Salomão, Antônio Cícero, Augusto de Campos, Ferreira Gullar... Alguns se dão conta e vão procurar saber mais sobre eles. Como foi sua passagem do mundo corporativo para o cinema? Não acho que existe uma passagem. Como escreveu Fernando Pessoa, quanto fui e quanto não fui, tudo isso eu sou. Ter me formado em economia e trabalhado no mundo corporativo me deu conhecimento para ajudar a realizar este projeto, conseguir falar a mesma língua dos patrocinadores, convencê-los a apoiar o filme e, sobretudo, pensar estratégias de comunicação para o lançamento do Palavra (En)cantada. Carrego esta vivência aonde for. Por outro lado, não virei cineasta e nem quero este enquadramento. Foi a paixão pela música que me levou ao cinema. Meu próximo impulso tem a ver com teatro, estou adaptando um texto literário para o palco. Tenho trabalhado em direção de shows musicais e na concepção de projetos como foi o último CD/DVD do Leo Gandelman. O audiovisual é uma linguagem que hoje em dia me sinto mais confortável de utilizar, alguma hora posso querer fazer outro filme, produzir para TV, mas não creio numa passagem de uma coisa à outra. Este é um traço da nossa época: vejo muitos artistas da minha geração trabalhando em várias frentes, escrevendo, filmando, fazendo música e aprendendo a se produzir. Como foi captar para esse filme? Conseguir patrocínio significa gastar sola de sapato, pegar muitos aviões para São Paulo, persistir bastante e ter muitos santos protetores abrindo caminho. Entrei em contato com mais de 40 empresas, tive muitas reuniões e, em um ano, conseguimos levantar todo o orçamento do filme. Não ganhamos nenhum edital público, todos os nossos patrocinadores são empresas privadas que não tinham tradição de apoiar cinema. Para você ter uma ideia, a primeira vez que a Livraria Saraiva usou lei de incentivo foi com o Palavra (En)cantada, então, o trabalho de convencimento foi dobrado. Entrevista / Diana Vasconcellos Montagem: Diana Vasconcellos Biografia Começou como produtora e assistente de montagem em Belo Horizonte, cidade onde nasceu, em Formada em Comunicação Social pela UFMG em 1981, Diana mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a se dedicar exclusivamente à montagem cinematográfica. O primeiro longa-metragem em que assinou a edição foi Banana Split, de Paulo Sérgio Almeida. Seguiu editando filmes dos Trapalhões, Os Fantasmas Trapalhões, de J. B. Tanko, O Casamento dos Trapalhões, Os Heróis Trapalhões e Robin Hood Trapalhão, dirigidos por José Alvarenga Jr.. Na década de 90, editou vídeos institucionais, minisséries para TV, curtas, médias e longas-metragens, entre estes: O Homem Nu, de Hugo Carvana, O Noviço Nebelde, Tizuka Yamasaki, Amor & Cia, de Helvécio Ratton, entre outros. Editou filmes como Tainá - Uma Aventura na Amazônia, de Tânia Lamarca e Sérgio Bloch, o documentário de média-metragem Samba (2000), de Teresa Jessouroun, e O xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr.. Em 2001, montou um filme para National Geographic com direção de David Meyer. Em 2004, montou Vida De Menina, longa-metragem de Helena Solberg. Em 2005, montou e ajudou no roteiro de Vinicius, de Miguel Faria Jr.. Montou ainda os longas Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella, A Casa do Tom documentário de Ana Jobim, Divã, de José Alvarenga, Se Eu Fosse Você 2 e Tempos de Paz, de Daniel Filho, entre outros. O que é diferente na montagem de um documentário que tem a música como fio condutor? É mais difícil? A montagem do documentário Palavra (En)cantada foi difícil pelas escolhas que tivemos que fazer. Para cada depoimento editado tantos outros não menos interessantes deveriam ser excluídos. Certamente foram muitas as dúvidas que acompanharam as escolhas. Quanto mais aprofundávamos no conhecimento das letras da canção popular brasileira e sua relação com a literatura mais percebíamos que o filme seria apenas um olhar entre tantos possíveis. As ideias tinham que ser organizadas enquanto nos aproximávamos do universo criativo de cada entrevistado deixando que o trabalho e a reflexão de cada um deles construíssem o caminho reflexivo do filme. O filme tem muitos entrevistados, imagens antigas de arquivo e músicas. Como o processo para chegar ao corte final? Trabalhar com a diversidade do material bruto e principalmente com as diferenças entre as experiências de cada artista foi o grande desafio, assim como somar ideias específicas sobre letra e música a outras muito amplas sobre a nossa cultura musical e literária. A edição do filme Palavra (En)cantada foi um processo fascinante e enriquecedor, especialmente por buscar na mesma fonte o conhecimento e o encantamento.

8 Trecho de As Palavras de Joaquim, no poema Os Três Mal-Amados, de João Cabral de Melo Neto (declamado por Lirinha, do grupo Cordel do Fogo Encantado): O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome. O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos. Eros e Psique, de Fernando Pessoa(declamado por Maria Bethânia): Conta a lenda que dormia Uma Princesa encantada A quem só despertaria Um Infante, que viria De além do muro da estrada. Ele tinha que, tentado, Vencer o mal e o bem, Antes que, já libertado, Deixasse o caminho errado Por o que à Princesa vem. A Princesa Adormecida, Se espera, dormindo espera, Sonha em morte a sua vida, E orna-lhe a fronte esquecida, Verde, uma grinalda de hera. Longe o Infante, esforçado, Sem saber que intuito tem, Rompe o caminho fadado. Ele dela é ignorado, Ela para ele é ninguém. Um filme de Helena Solberg e Marcio Debellian Direção: Helena Solberg Produção: David Meyer Argumento e Co-Produção: Marcio Debellian Roteiro: Diana Vasconcellos, Helena Solberg e Marcio Debellian Montagem: Diana Vasconcellos Coordenador de Pesquisa: Júlio Diniz Pesquisadores: Frederico Coelho e Heloísa Tapajós Pesquisa de Arquivo: Antônio Venâncio Equipe São Paulo: Diretor de fotografia - Pedro Farkas A.B.C. Câmera - André Luiz de Luiz Logagem - Fernando Rozzo Assistente de câmera / logagem - Thais Taverna Eletricista - Fernando Baia Maquinária - Neto (José Dantas de Assis Neto) Som Gabriela Cunha Assistente de montagem Welington Dutra Projeto gráfico e videografismos: Tecnopop Música Incidental Leo Gandelman e Nico Rezende Finalizador Marcelo Pedrazzi, Afinal Filmes Edição de som/mixagem Denilson Campos Laboratório: Labo Cine do Brasil Assessoria jurídica: Correa e Figueiredo Advogados Rights Clearance: Solberg, Soares e Chafir Advogados Associados Assessoria de imprensa: PALAVRA Assessoria em Comunicação O Palavra (En)cantada conta com o patrocínio e Mas cada um cumpre o Destino Ela dormindo encantada, Ele buscando-a sem tino Pelo processo divino Que faz existir a estrada. E, se bem que seja obscuro Tudo pela estrada fora, E falso, ele vem seguro, E vencendo estrada e muro, Chega onde em sono ela mora, Assistente de som - Vinícius Casimiro Direção de produção - Maria Farkas Equipe Rio de Janeiro: Diretor de fotografia Luis Abramo Câmera Stefan Kolumban Hess Assistente de câmera / logagem Reginaldo Lopes Elétricista Hélio Xerem Assistente elétrica - Dininho Som Cristiano Maciel apoio das seguintes empresas: Editora Apoio de Divulgação: E, inda tonto do que houvera, À cabeça, em maresia, Ergue a mão, e encontra hera, E vê que ele mesmo era A Princesa que dormia. Direção de produção Marcelo Ferrarini Assistente de produção Liana Frota Codina Fotografia adicional - Mustapha Barat Som adicional Heron Alencar, Toninho Murici Agradecimento Especial: Vale

9 Zélia Duncan, Maria Bethânia e Lirinha declamando algumas de Choro Bandido (Chico Buarque/Edu Lobo) Morte e Vida Severina (João Cabral de Mello Neto / Chico Buarque) Jura (Sinhô) Jack Soul Brasileiro (Lenine) Meu Amanhã (Lenine) Alegria, Alegria (Caetano Veloso) Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) Fábrica do Poema (Adriana Calcanhotto/Waly Salomão) 2001 (Tom Zé/Rita Lee) Jimi Renda-se / Moeda Falsa (Tom Zé) O Mar (Dorival Caymmi) Maracatu Atômico (Jorge Mautner) Eu Vi o Rei (Marina Lima e Antonio Cícero) Metáfora (Gilberto Gil) Além das músicas cantadas pelos artistas exclusivamente para o filme, e das muitas canções que costuram o roteiro, Palavra (En)cantada mostra artistas como Adriana Calcanhotto, suas poesias prediletas. PATROCÍNIO Editora REALIZAÇÃO apoio

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