Palavras- Chaves: Cavalhadas. Festa do Divino. Musica. Pirenópolis. Tradição.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Palavras- Chaves: Cavalhadas. Festa do Divino. Musica. Pirenópolis. Tradição."

Transcrição

1 A LUTA ENTRE MOUROS E CRISTÃOS: CAVALHADAS DE PIRENÓPOLIS GOIÁS Ronypeterson Morais Miranda (Mestrando, TECCER, U.E.G.) Aline Santana Lôbo (Mestranda, TECCER, U.E.G.) Pirenópolis, assim como outras cidades goianas data do século XVIII, tornando-se muito comum o grande volume de produção historiográfica à respeito desse município. É indubitável o importante papel que essa cidade desempenhou durante o processo de ocupação do Estado de Goiás e nos séculos subsequentes, passando por profundas mudanças, desde a dinamização do seu espaço urbano, o desenvolvimento de seus esteios econômicos até à continuidade de práticas culturais e religiosas. Atualmente, é um dos 65 destinos indutores de atividade turística, além de ser muito associado ao seu extenso calendário festivo. Em sua festa maior, a Festa do Divino Espírito Santo Patrimônio Cultural Imaterial desde 2010 inúmeras foram as alterações e ressignificações ocorridas devido a dinamização da identidade local. A presente pesquisa visa abordar de forma específica a prática teatral durante as festividades do Divino Espírito Santo, uma tradição iniciada em 1826 e mantida até os tempos atuais, visando discutir o processo de continuação dessa prática teatral. Assim posto, é salutar informar que no decorrer dos séculos, cerca de 22 peças teatrais foram realizadas simultaneamente com a Festa do Divino. Não obstante, uma delas é tradicionalmente realizada até hoje: As Cavalhadas, que trata-se da encenação da batalha entre Mouros e Cristãos na Península Ibérica. Abordar-se-á nesse estudo aspectos do gênero artístico, musical e algumas alterações ocorrentes nessa encenação equestre. Apontar-se-á também como esse enredo veio a compor a identidade local. Palavras- Chaves: Cavalhadas. Festa do Divino. Musica. Pirenópolis. Tradição. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Os estudos festivos e suas diversas análises, sejam elas antropológicas, geográficas, históricas ou estéticas se tornou uma tendência em meios aos estudos acadêmicos. Em Goiás, é relativamente nova a tendência de estudos acadêmicos acerca de festividades de cunho popular. Todavia, para algo considerado inovador, existe um significativo número de pesquisas que já foram conduzidas a respeito do agitado calendário cultural de Pirenópolis. Exemplo disso é a obra de Carlos Rodrigues Brandão (1974), que já na década de 70 buscava descrever de forma etnológica as Cavalhadas, e mais tarde, em 1978 descrevia as Festas de Negros que aconteciam em conjunto com a Festa do Divino. Acerca das Cavalhadas, citar-se-á o trabalho de doutoramento de Carlos Eduardo Santos Maia (2002), que fez uma análise da tradição Cavalheiresca, amalgamando a teoria das redes de tradição e ruptura. Lôbo (2006) ao pesquisar as Festas de Negros em Pirenópolis associa o lugar festivo

2 e o processo de continuidade das tradições e a dinamização das mesmas. Silva (2001) ao abordar a Festa do Divino expõe as alterações ocorridas nos festejos durante a Romanização da Igreja Católica. Assim posto, reconhece-se as inúmeras contribuições acerca das celebrações pirenopolinas. E o município não apenas é percebido por suas festas, como existem também uma grande demanda de pesquisas sobre as atividades comerciais e turísticas, além de grande produção historiográfica do município e o importante papel desempenhado durante o período de dinamização do Estado de Goiás. Dito isso, Pirenópolis é conhecido não apenas por suas belezas naturais, como também por sua história e cultura. Popularmente afamado por Berço da Cultura goiana, a cidade desde seus primórdios possui um rico calendário festivo, além de ser sede do primeiro jornal goiano Matutina Meiapontense. As artes eram difundidas entre as famílias locais, pois em todas as casas, por mais humildes que fossem, sempre havia alguém que se dedicava à música, à pintura, aos bordados, às leituras e aos trabalhos artesanais (CURADO e LÔBO, 2011, p. 85). Desta forma, evidencia-se que uma das práticas executadas em Pirenópolis é o teatro festivo, isto é, a associação e encenação de peças teatrais à alguma celebração local, normalmente festa do catolicismo popular. Nesse município, a Festa maior é a em louvor do Divino Espírito Santo que acontece desde o século XIX. Uma das performances mais tradicionais executadas junto com esse festejo é as Cavalhadas 1, uma representação da Batalha entre Mouros e Cristãos na Península Ibérica. As primeiras notícias sobre as cavalhadas no Brasil são fornecidas pelo padre Fernão Cardim (1925) que assistiu a jogos de canas, patos e argolinhas em Pernambuco, em No casamento de moça honrada com um viannez, que são os principais da terra... se fizeram correr touros, jogaram cannas, pato e argolinhas. Na forma de jogo de argolinhas, portanto, entraram as cavalhadas em nosso país (PEREIRA, 1935, p. 15) Para aspectos gerais, pode-se afirmar que as Cavalhadas pirenopolinas foi e é objeto de pesquisas acadêmicas, assim como também é alvo constante das mídias, reforçando a imagem dessa Festa 2 popular como identidade local. Logo, ao que tange à historiografia e as 1 No presente artigo, as Cavalhadas são entendidas como uma festa, desse modo optou-se por referir-se a ela no singular onde as concordâncias seguiram no singular. 2 Nota-se que ao escrever a palavra festa com F maiúsculo, referimos às Cavalhadas enquanto manifestação cultural pirenopolina. As demais festividades, estas escritas com f minúsculo se refere às festividades alheias às Cavalhadas.

3 diversas analises acerca as cavalhadas como um todo, citar-se-á Brandão (1974) que relata a difusão das cavalhadas que ocorreu quase que todo o território brasileiro, alastrando-se de forma mais representativa durante o século XVIII. No Rio de Janeiro e no ano de 1641, são vistas corridas de manilhas (hoje parte de torneios de Cavalhadas). Segundo o padre Manuel de C. Torres, corridas de Argolinhas são vistas na Bahia pela mesma época. Em 1810 e novamente no Rio de Janeiro, Debret descreve torneios eqüestres dentro de festas preparadas para acontecimentos que envolviam a família real (BRANDÃO, 1974, p. 13). Assim, a partir de pesquisas realizadas, foi possível encontrar relatos de Cavalhadas em diversos estados brasileiros; tais como Tocantins, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. À grosso modo, pode-se dizer que não se encontra cavalhadas apenas no estado do Amazonas. Desta forma, a presente pesquisa visa expor de forma objetiva a disseminação das cavalhadas no território brasileiro, especificamente em Goiás, na cidade de Pirenópolis. Abordar-se-á, então, o habito teatral durante as festividades em louvor ao Divino Espírito Santo, considerando esse espetáculo equestre a céu aberto, englobando elementos como a paisagem festiva e sonora, perpassando também a tradição cavalheiresca e como ela foi se fundindo e constituindo parte da identidade local. A CIDADE E A FESTA Apesar de já existirem diversas civilizações em terras do Brasil Central anteriores à colonização, foram mais de duzentos anos até que a primeira bandeira pisasse nesse solo, sendo que os paulistas teriam sidos os primeiros a percorrerem o território goiano, cujo trajeto seguiu desde o Araguaia até o Tocantins. Pirenópolis Goiás, assim como outras cidades goianas, surgiu durante o período mineratório, quando a ganância do homem o trouxe em busca de ouro e outros minérios. Os paulistas teriam sidos os primeiros a percorrerem o território goiano, cujo trajeto seguiu desde o Araguaia até o Tocantins. As bandeiras que vinham para as novas terras eram expostas às doenças, à fome, às feras e tribos indígenas selvagens, pois os bandeirantes eram encorajados pela cobiça e tinham como objetivo específico o ouro (JAYME, 1971). Assim posto, em 1727 Manoel Rodrigues Tomar registra o descobrimento das Minas de Nossa Senhora do Rosário, atual Pirenópolis (PALACIN, 1994). Já em 1737 o então Arraial desenvolve-se aponto de ser considerada um dos núcleos populacionais mais desenvolvidos da Capitania.

4 mais cêntrica [sic.], com melhor clima, no ponto de confluência dos grandes caminhos São Paulo, Minas, Rio de Janeiro, Bahia Meia Ponte torna-se logo rival de Santa Anna. Quando em 1737 o conde Sarzedas vem a Goiás para erigir a primeira vila, são muitos os que pensam que deve ser Meia Ponte e não Sant Anna a sede do novo município (1994, p. 26). Durante o clímax da atividade aurífera em Goiás que se estendeu por aproximadamente 50 anos (ALMEIDA, 2009) o povoado de Meia Ponte desenvolveu-se não só sua economicamente, como também aprimorou sua estrutura arquitetônica contando com diversas igrejas e casarões. O Arraial de Meia Ponte, até meados do século XVIII, contava com cinco igrejas. A Matriz, tendo como filiais: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, erigida entre 1743 e 1757 pela irmandade de mesmo nome; a Igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, sem data precisa de construção, mas foi a terceira a ser edificada; a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, construída entre os anos de 1750 e 1754; e a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte da Lapa, erigida pela extinta Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Pretos Livres, fundada em 1760 (CURADO; LÔBO, 2011, p. 83) Todavia, o período áureo não durou muito, pois com o exaurir da atividade de mineração a economia de Meia Ponte vê-se em meio a decadência (OLIVEIRA, 2011), precisando então firma-se em outros esteios de movimentação econômica. Dessa forma, atividades já existentes como a agricultura, a pecuária e o comércio começaram a desenvolver esse papel. O fato de a cidade ser cruzada por duas rotas comerciais muito importantes daquela época, provavelmente influenciou para que o lugar crescesse economicamente. No século XIX, sob esse novo contexto que moldava a cidade, o Engenho de São Joaquim na direção do Comendador Joaquim Alves de Oliveira foi um importante produtor de açúcar e algodão, cujo comércio dos mesmos possivelmente não permitiu com que a cidade estagnasse economicamente (ASSIS, 2007). Já no século XX, com a dinamização das novas cidades goianas como Anápolis, Goiânia, Pirenópolis veio à estagnação. E perceptível foi a migração de pirenopolinos para os novos centros urbanos, o qual acarretou na diminuição do número de habitantes na cidade. Apenas com a construção de Brasília, e o desenvolvimento da atividade turística associado com a extração do quartzito foi que Pirenópolis, então, firma-se novamente no comércio. Ao que tange sobre a Festa do Divino, é salutar expor que na liturgia católica essa celebração acontece durante Pentecostes, ou seja, 50 dias após a Páscoa. Desta forma, o culto ao Divino Espírito Santo é uma comemoração com data móvel, sendo comemorada em maio,

5 ou começo de junho. Sua origem, segundo pesquisadores como Cascudo (1978), Brandão (1978), Maia (2002) e Silva (2001) datada século XIII, e foi instituída em Portugal com o auxílio do Rei D. Luiz e da Rainha Santa Izabel de Aragão em 1296, como afirma Lima (1981), no entanto, a festa tinha dimensões outras, pois, de começo um simples bodo, ou seja, singela distribuição de esmolas, só se tornaria assembléia festiva e alvissareira no século XVII, sob o reinado de D. João IV, o primeiro rei português a ter tratamento de Vossa Majestade, segundo Cascudo. É na euforia da Restauração que o Divino toma ares de festa majestática, com corte organizada, seu principal personagem ganhando o título de Imperador, título que Carlos V popularizaria na península ibérica, como Imperador do Sacro Império Romano e Rei da Espanha.(LIMA, 2001:8) No estado de Goiás, um dos registros mais antigos de Festa do Divino data de 1819, na antiga Meia Ponte, atual Pirenópolis. Segundo Jayme (1971), Aquela festa cristã que foi introduzida, na segunda metade do século XVIII, a serem precedentes informações que nos foram prestadas por pessoas cuja existência datada dos primórdios do século XIX [...] a despeito de perseverantes e cuidadosas indagações, notícias exatas, anteriores ao ano de 1819, dessa festa popular, para, para qual ocorrem prosélitos de todos os pontos do município e das povoações vizinhas. (JAYME, 1971, p. 610). No entanto, assim como Silva (2001) advoga, a Festa do Divino de Pirenópolis passou por várias alterações, desde o agregar de novos folguedos até a intervenção da Igreja romanizada. Desta forma, elementos com as Cavalhadas não surgiu, necessariamente, junto com o culto ao Divino, mas foi introduzida às festividades com o passar dos anos. Schipanski (2009) ao retratar as cavalhadas em Guarapuava PR, faz um levantamento histórico das origens desse folguedo equestre. Segundo o autor, a inspiração lendária das cavalhadas portuguesas e também para as que foram transplantadas pelos colonizadores das terras do Novo Mundo, se dá pela literatura onde registram-se as sucessivas vitórias nas batalhas travadas desde o fim do século VIII pelo Rei dos Francos, Carlos Magno 3, que, conduzindo seu exército ao lado dos 12 cavaleiros, os Doze Pares de França, conseguiu conter o avanço dos sarracenos sobre o leste europeu e estabeleceu a Marca da Espanha (2009, p. 83). 3 Carlos Magno ( ), filho de Pepino O Breve, tornou-se Rei dos Francos ( ) após a morte de seu pai em 768. Durante seu reinado empenhou-se em dilatar as fronteiras de seu reino, adquirindo novas para doação em benefício à aristocracia, objetivando o fortalecimento dos laços de dependência pessoal. Graças as suas vitorias contra as populações infiéis, aproximou o Estado com a Igreja, sendo coroado, no dia 25 de dezembro de 800, pelo Papa Leão III, o Imperador do Novo Império Romano do Ocidente, como reconhecimento pelo ato de fé (SCHIPANSKI, 2009, p. 83).

6 O autor ainda discorre que as cavalhadas portuguesas foram desde o início da colonização um importante meio de dominação e catequização, pois era através delas que os europeus não apenas rememoravam seu passado de gloria como também legitimavam de forma sucinta suas novas conquistas territoriais. Ainda sobre as cavalhadas no geral, Mendonça (1983) salienta que em Goiás é algo extremamente comum ser encontrada tal manifestação, o que de fato se prova pelo número de municípios goianos dos quais ainda se realiza essa encenação. Cidades como Corumbá de Goiás, Jaraguá, Pirenópolis e Palmeiras de Goiás são nacionalmente conhecidas por tal festividade. Emanuel Pohl, viajante europeu que esteve em Goiás em meados do século XIX relatou tal manifestação em Santa Cruz de Goiás. t [...] Na parte de cima da praça, estavam os cavaleiros, vestidos com o uniforme português, em formatura e saudaramnos com as suas espadas. A praça, muito espaçosa, estava repleta de espectadores. Tomamos assento numa elevada tribuna de ramos. Os ramos de palmeiras protegiam-nos ao mesmo tempo contra o sol. Mais abaixo estavam os soldados. Por meio de uma risca traçada a cal a praça estava dividida em forma de cruz. O jogo foi iniciado com o aparecimento de estranhos mascarados, que, com as caretas e chicotes, provocavam gargalhadas, especialmente um deles que representava um mestre-de-dança francês (POHL, 1951, p ). É importante expor que aqui em Goiás, por algum motivo intrínseco, as Cavalhadas permaneceram como parte da identidade local, e que em alguns outros estados o mesmo não aconteceu. No Rio Grande do Sul, municípios como Santo Antônio da Patrulha, Caçapava do Sul, São Francisco de Paula, Glorinha e demais cidades, as Cavalhadas não mais são realizadas, talvez por elas não representarem de forma eficaz a identidade dos moradores locais. Em Porto Alegre, por exemplo, essa teatralização foi encenada pela última vez em 1935 (MACEDO, 2000). Em Pirenópolis Goiás, as Cavalhadas foram instituídas juntamente com a Festa do Divino, e aparecem pela primeira vez em 1826, na Festa do Imperador do Divino Padre Manuel Amâncio da Luz. No referido ano, a cidade ainda era um pequeno Arraial com Julgado próprio e chamava-se Meia Ponte e ainda não era tradição se encenar tal peça, pois se tratava de algo muito caro, e toda manifestação durante a Festa do Divino era financiada pelo Imperador.

7 CAVALHADAS: SONS E CENAS PIRENOPOLINAS Apesar de ser algo integrado à identidade cultural pirenopolina, as Cavalhadas enquanto tradição é algo recente. De fato, ela primeiro apareceu m 1826, entretanto, sua representação anual só veio a acontecer a partir da década de É benéfico expor também que a criação do lugar das Cavalhadas contribuiu de forma imprescindível para a constituição da mesma como tradição, pois como salienta Carney, o lugar não é apenas onde algo está situado; o próprio lugar incorpora significado, que depende da história pessoal que uma pessoa traz para ele. É através dessas interações pessoas-lugar que desenvolvemos uma profunda associação psicológica com um lugar específico, seja ele lar, rua, cidade, zona rural, estado, região ou nação (CARNEY, 2007, p.128) Longo foi o processo de formatação para com as Cavalhadas pirenopolinas até que a mesma chegasse ao formato registrado no Dossiê da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis (2010). Esse documento teve processo iniciado em 2007, obedecendo às normativas do Inventário Nacional de Referências Culturais INRC (2000). Após o término desse dossiê, a Festa foi registrada como Patrimônio Imaterial Brasileiro em É importante ressaltar que cada cavalhada assumi suas especificidades de acordo com o lugar que a mesma acontece. Schipanski (2009) afirma, que assim também era em Portugal, quando no século XII ao XV, essas celebrações eram executadas por incentivos das autoridades locais, assumindo dentro do reino diferenças distintas de cada região. Em várias cidades goianas, como Palmeiras, a cavalhada se inicia pelo rapto da princesa Floripa, que é devolvida pelos mouros no final da representação (MENDONÇA, 1981, p. 251). Entretanto, em Pirenópolis ela apenas inicia com a morte do espião mouro, este representado por um mascarado vestido com uma masca de onça. Neste município, as Cavalhadas dura três dias consecutivos. À representação da luta, propriamente dita, com a morte do espia, mouro, embaixadas de ambas as partes, encontro de reis e simulação de luta, derrota dos mouros, conversão ao cristianismo e consequentemente batismo, seguem-se torneios, semelhantes às justas medievais, com corridas de Tira- Cabeça, de Argolinhas, troca de flores entre os ex-inimigos e entrega de flores a pessoas na platéia. Finalmente a despedida, com aceno de lenços brancos (PEREIRA e JARDIM, 1978, p. 82). Dessa forma, várias foram as alterações ocorridas no enredo das Cavalhadas, desde as vestimentas, do seu espaço até mesmo dos elementos sonoros que compõe essa manifestação. Ao que tange à paisagem sonora, a grande responsável por ela, atualmente, é a Banda

8 Phoenix, banda centenária da cidade. Ao toque de galopes e quadrilhas a banda acompanha as carreiras realizadas pelos cavaleiros mouros e cristãos. É crucial expor que a música é um dos itens que compões essa paisagem, desenvolvendo o papel de reprodutora da cultura local. Cada paisagem é produto e produtora da cultura, e é possuidora de formas e cores, odores, sons e movimentos, que podem ser experienciados por cada pessoa que nela se insira (...) A paisagem é um complexo de formas e relações culturais (TORRES, 2010, p.72-73). A banda entra no campo das Cavalhadas ao som de dobrados. Em seguida, executa o Rio de Lágrimas música que avisa os mascarados que é chegada a hora de entrar no campo. Com suas roupas extravagantes e máscaras com cara de boi, onça, gente e outra que a criatividade permitir, fazem algazarras. Ora montado a cavalo, ora a pé. Na sequencia é executado o Hino do Divino, composta em 1899 por Antônio da Costa Nascimento, popularmente conhecido com Tonico do Padre. Vinde, Óh! Espírito Divino, Consolador, descei lá do Céu A dar-nos riquezas do Vosso amor. É essencial esclarecer que em Meia Ponte, a tradição musical se inicia em 1830, com a Banda da Guarda Nacional de Joaquim Alves, montada quatro anos depois da realização da primeira Cavalhada no município. De 1830 até tempos atuais, a cidade possuiu três outras bandas: A Banda de Música Euterpe, surgida em 1861, a Banda Babilônia ou Banda do Padre Simião, de 1890 e a Banda de Música Phoenix de 1893, que é responsável pela sonorização das Cavalhadas atualmente. Tonico do Padre compôs grande parte dos galopes e quadrilhas executados pela Banda Phoenix atualmente. A Banda trabalha em conjunto com as Cavalhadas, uma vez que algumas carreiras da encenação possuem músicas predefinidas. No primeiro dia de Cavalhadas é encenada a batalha entre os mouros e cristãos com cerca de 8 carreiras cada uma com um nome específico. O dia termina com a embaixada de trégua. No segundo dia, reinicia a batalha com aproximadamente 11 carreiras onde há encenação da captura do último cavaleiro cristão. Em seguida, há a recuperação do cavaleiro e a dominação dos mouros pelos cristãos. Após o cumprimento dessa carreira, executa-se o batismo. O Segundo dia termina com a carreira de amizade entre os cavaleiros, comemorando a conversão dos mouros. Nessa carreira, intercala-se os cavaleiros: Rei Cristão, Rei Mouro, Embaixador Cristão, Embaixador Mouro, cavaleiro cristão e cavaleiro mouro sucessivamente.

9 O terceiro dia inicia-se com a carreira de troca de flores, que passa de mão em mão pelos dos cavaleiros e em seguida são oferecidas para o público. Logo em seguida, inicia-se os amistosos que testam a destreza de cada cavaleiro. É nos jogos que há as carreiras de arrancar máscara e a esperada tira argolinha, na qual o cavaleiro tenta por três vezes retirar com sua lança uma argolinha pendurada em um arco montado no meio do campo. Ao final dos jogos, há a carreira de despedida, na qual os cavaleiros descarregam suas armas de balas de festim, novamente intercalados, um cristão e um mouro. O espetáculo termina ao som do galope Cavalhada acabou onde os participes que se encontram nos camarotes, agitam lenços, panos e chapéus, se despedindo dos cavaleiros e cantando internamente os versos Cavalhada acabou... Só no ano que vem. A sonoridade da Festa junto com as Cavalhadas compõe a identidade local, algo que pode ser percebido na fala de Melo, ex-maestro da Banda Phoenix, colhida em entrevista no dia 25 de agosto de Quando se fala do Hino do Divino, o maestro afirma que ali nós tocávamos sim porque a Bandeira do Divino entrava em campo na frente da Banda. Mas o Hino do Divino tinha uma devoção ainda maior que o hino nacional. (Entrevista colhida em 25/08/2014). O discurso do maestro serve de base para apontar o elemento que torna perceptível a formação da identidade local pela manifestação cultural, sedo este o sentimento de pertencimento. Hall (2003) advoga que essa identidade cultural só é possível a partir desse elo formado entre o indivíduo e tal celebração. Poder-se-ia, talvez levantar a hipótese de que esse sentimento está ligado com a construção, legitimação e continuação das tradições. Pois a partir do momento em que há o envolvimento, há a necessidade de perpetuação dos costumes, das tradições, das festas, fazendo da manifestação um objeto de identificação. Entretanto, para que haja a legitimação da manifestação cultural como identidade, não basta que apenas uma pessoa sinta-se representada por ela. É preciso que esse afeto para com a cultura seja coletivo, formando assim o que Halbwachs (2004) denomina de memória coletiva. Essa coletividade também torna-se também importante ferramenta na perpetuação da identidade cultural. Pois segundo o autor, a partir do momento em que a comunidade não mais se vê representada por tal manifestação, ela deixa de compor o imaginário cultural local e deixa de existir. Em Pirenópolis, os elementos festivos que compõe as Cavalhadas, seja a encenação em si, a sonoridade, os mascarados e seus tantos outros folguedos integram de forma consistente o imaginário cultural local, logo a continuidade da tradição é garantida. É benéfico expor que a tradição não consiste apenas no simples fato da perpetuação da cultura ao longo dos tempos. Para Giddens (1997), trata-se de uma tarefa contínua de integração e interpretação que é realizado para identificar os laços que ligam o presente ao

10 passado (p. 82). Para isso, acerca das Cavalhadas já foi citado acima a inserção da mesma no Dossiê de registro como Patrimônio Imaterial Cultural brasileiro juntamente com a Festa do Divino de Pirenópolis. CONSIDERAÇÕES FINAIS Quando toma-se as Cavalhadas como festejo popular, entende-se que ela é um organismo vivo, assim como a cultura. Ambos estão sujeitos ao dinamismo de uma determinada comunidade, e que ela em seu auge de efervescência possui uma aura própria, que só pode ser percebida no momento em que acontece, pois é algo espontâneo. O Brasil possui politicas de conservação da cultura material e imaterial, e de fato elas são importantes ferramentas de proteção dos bens culturais de uma nação. Entretanto, nada adiantaria preservar uma cultura a partir do momento em que a mesma deixa de representar seu povo. Pois a reprodução dela seria considerada um pastiche, ou seja, uma manifestação sem aura ou autenticidade (SANTOS, 2000). Na festa, delimita-se novos espaços, reafirma lugares e legitima-se a identidade. Nela é possível esclarecer os mecanismos de interação nas mais diferentes escalas, do universal e global às tensões locais entre os diferentes indivíduos e grupos envolvidos no evento (2006, p. 78). Nas Cavalhadas de Pirenópolis é possível comungar a tradição e a mutação da mesma, onde se conjuga a prática religiosa, o profano, a devoção e a diversão. Essa Festa, não apenas é vista como um mero momento necessário para que a sociedade extravase suas diferenças e igualdades (DURKHEIM, 1989), como é integrante nata do imaginário coletivo de Pirenópolis. Para os moradores locais, ela os representa, e prova disso talvez seja o fato de que a própria Festa tem dimensões completamente maiores do que a festa da Padroeira da Cidade. E embora ela tenha se tornado tradição local, as Cavalhadas ainda está em constante processo de ressignificação, incorporando novos elementos, destituindo-se de outros, expandindo e retraindo seu recorte espacial e/ou temporal. Pois, para que ela permaneça existindo há a necessidade de pensa-la enquanto identidade mutável (BERND, 2004, p. 100). Pois, tanto o identidade cultural, quanto a manifestação em si se mostraram igualmente flexíveis, no qual a tradição não para de evoluir [...]. A imobilidade é impossível (HATZFELD, 1993, p. 57).

11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Maria Geralda de. Nova Marcha para o Oeste : turismo e roteiros para o Brasil Central. In: STEINBERG, Marilia (org.). Territórios Turísticos no Brasil Central. Brasília: LGE Editora, ASSIS, Wilson Rocha. Os Moradores e as Representações de Goiás n A Matutina Meiapontense ( ). Goiânia, (Dissertação de Mestrado) BERND, Zilá. O elogio da crioulidade: o conceito de hibridação a partir dos autores francófonos do Caribe. IN: ABDALA JÚNIOR, Benjamim (Org.). Margens da Cultura: mestiçagem, hibridismo & outras misturas. São Paulo, Boitempo, 2004, p BRANDÃO, Theo. As Cavalhadas de Alagoas. In: Revista do Folclore Brasileiro, ano II, n.3, maio/agosto, CARNEY, George O. Música e Lugar. In: CORRÊA, Roberto Lobato; ROSENDAHL, Zeny (Orgs.). Literatura, Música e Espaço. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2007 CASCUDO, Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. 3ª ed. Rio de Janeiro, Tecnoprint, CURADO, João Guilherme da Trindade; LÔBO, Tereza Caroline. Festas do Catolicismo Popular: Expressões Identitárias Presentes em Pirenópolis-Goiás. In Ciberteologia Revista de Teologia & Cultura. Ano VII, nº 35, p , DURKHEIM, Émile. Formas Elementares da Vida Religiosa. (Trad. Joaquim Pereira Neto). São Paulo: Edições Paulinas, GIDDENS, Anthony. A vida em uma sociedade pós tradicional. In: BECK, Ulrich, GIDDENS, Anthony, LASH, Scott. Modernização Reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna. Trad. Magda Lopes. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Dossiê da Festa do Divino Espírito Santo, Pirenópolis GO. Brasília: INVENTÁRIO NACIONAL DE REFERÊNCIAS CULTURAIS - INRC, Manual de Aplicação, MinC/IPHAN, JAYME, Jarbas. Esboço Histórico de Pirenópolis. Goiânia, UFG, 1971, vol. I e II. HALBWACHS, Maurice. A memória Coletiva. São Paulo: Centauro, HALL, Stuart. A identidade Cultural na Pós-Modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A ed., HATZFELD, Henri. As raízes da Religião: tradição ritual valores. (Trad. Armando Pereira da Silva). Lisboa: Instituto Piaget, 1993.

12 LÔBO, Tereza Caroline. A Singularidade de um Lugar Festivo: O Reinado de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o Juizado de São Benedito em Pirenópolis Goiás. Goiânia: UFG, (Dissertação de Mestrado). MACEDO, José Rivair. Mouros e Cristãos: a Ritualização da Conquista no Velho e no Novo Mundo. In: ALVES, Francisco das Neves (Org.), Brasil 2000 Quinhentos Anos do Processo Colonizatório: Continuidades e Rupturas, Rio Grande-RS, Fundação Universidade Federal do Rio Grande FURG, 2000, pp MAIA, Carlos Eduardo Santos. Enlaces geográficos de um mundo festivo Pirenópolis: a tradição cavalheiresca e sua rede organizacional. Rio de Janeiro: UFRJ, Tese (Doutorado em Geografia) MENDONÇA, Belkiss Spencière Carneiro de. A música em Goiás. 2. ed. Goiânia: Ed. UFG, OLIVEIRA, Eliézer C. Vivendo sem um Tostão Furado : O uso Cotidiano do Dinheiro em Goiás ( ). In Revista de História Regional, v 16, p , PALACÍN, Luís; MORAES, M. A. Sant Anna. História de Goiás. 6. ed. Goiânia: UCG, PEREIRA, Niomar de Souza. Cavalhadas no Brasil: de cortejo a cavalo a lutas de mouros e cristão. São Paulo: Escola de Folclore, PEREIRA, Niomar de Souza; JARDIM, Mára Públio de Souza Veiga. Uma Festa Religiosa Brasileira: Festa do Divino em Goiás e Pirenópolis. São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, POHL, Emanuel. Viagem ao interior do Brasil. Rio de Janeiro: MEC-INL, SANTOS, Milton. Da cultura à Indústria Cultural. Folha de S. Paulo, São Paulo, 19 mar. 2000, Caderno Mais. SCHAFER, R. Murray. Ouvido Pensante. Trad. Marisa Trench de Oliveira Fonterrada. São Paulo: Edunesp, SILVA, Mônica Martins da. A festa do Divino: romanização, patrimônio & tradição em Pirenópolis ( ). Goiânia: AGEPEL, p. TORRES, Marcos Alberto. Da paisagem sonora à produção musical: contribuições geográficas para o estudo da paisagem. In: Revista Geografar. Curitiba, v. 5, n. 1, p , jan./jun

Arte e Arquitetura Sacra

Arte e Arquitetura Sacra Arte e Arquitetura Sacra A história da Festa do Divino, considerada uma das festas de caráter popular mais antigas do Brasil, tem a sua origem nas festas religiosas da Europa, mais especificamente na tradição

Leia mais

197º Festa do Divino Espírito Santo 2015 Imperador: João Geraldo Costa Pina

197º Festa do Divino Espírito Santo 2015 Imperador: João Geraldo Costa Pina 197º Festa do Divino Espírito Santo 2015 Imperador: João Geraldo Costa Pina Programação: 05 de abril - Domingo de Páscoa 12h - Saída da Coroa e tocata com a Banda Phôenix na frente da Matriz 20h - Missa

Leia mais

Estudar as heranças formativas que caracterizam a grande maioria das festas brasileiras;

Estudar as heranças formativas que caracterizam a grande maioria das festas brasileiras; Objetivos Estudar as heranças formativas que caracterizam a grande maioria das festas brasileiras; Estruturar o profissional de eventos para compreender os mecanismos formadores da identidade festiva do

Leia mais

A TRADIÇÃO FESTIVO-RELIGIOSA PRESENTE NA FESTA DA CAPELA (PIRENÓPOLIS/GO) Palavras-chave: Lugar, Festas, Cultura Popular, Capela do Rio do Peixe.

A TRADIÇÃO FESTIVO-RELIGIOSA PRESENTE NA FESTA DA CAPELA (PIRENÓPOLIS/GO) Palavras-chave: Lugar, Festas, Cultura Popular, Capela do Rio do Peixe. A TRADIÇÃO FESTIVO-RELIGIOSA PRESENTE NA FESTA DA CAPELA (PIRENÓPOLIS/GO) Tereza Caroline Lôbo 1 ; Carlos Eduardo Santos Maia 2 No presente trabalho, procura-se refletir sobre a Festa de Santana na Capela

Leia mais

PRIMEIRA CIRCULAR. Período de realização: 3, 4, 5, 6 e 7 de setembro de 2013

PRIMEIRA CIRCULAR. Período de realização: 3, 4, 5, 6 e 7 de setembro de 2013 PRIMEIRA CIRCULAR Período de realização: 3, 4, 5, 6 e 7 de setembro de 2013 Após a primeira edição, em 2011, na Cidade de Juiz de Fora, promovido pelo Departamento de Geociências da UFJF, com apoio da

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

Boletim Goiano de Geografia E-ISSN: 1984-8501 boletimgoianogeo@yahoo.com.br Universidade Federal de Goiás Brasil

Boletim Goiano de Geografia E-ISSN: 1984-8501 boletimgoianogeo@yahoo.com.br Universidade Federal de Goiás Brasil Boletim Goiano de Geografia E-ISSN: 1984-8501 boletimgoianogeo@yahoo.com.br Universidade Federal de Goiás Brasil Messias Bonjardim, Solimar Guindo GIL FILHO, Sylvio Fausto. Espaço sagrado: estudo em geografia

Leia mais

Palavras-chave: Música caipira. Literatura. Valores. Imaginário. Cultura.

Palavras-chave: Música caipira. Literatura. Valores. Imaginário. Cultura. A MÚSICA CAIPIRA E A LITERATURA: do imaginário à representação cultural Meire Lisboa Santos Gonçalves Resumo: As manifestações sobre a tradição e cultura caipira e o seu reconhecimento são temáticas muito

Leia mais

Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural

Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural Marlene Flauzina OLIVEIRA Mestranda em Geografia - Programa de Pós-Graduação Campus Jataí/UFG mflauzina@hotmail.com Eguimar

Leia mais

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80 6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º Valor: 80 1. A invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ao longo do século XVII, está relacionada com a exploração de um produto trazido para o Brasil pelos portugueses. Que

Leia mais

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA

EUROPA BRASIL SÉCULO XIX AMÉRICA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA O BRASIL NO FINAL DO SÉCULO XVIII SÉCULO XVIII FINAL DA IDADE MODERNA EUROPA Expansão dos Ideais Iluministas Revolução Francesa Fim do Antigo regime Ascensão da Burguesia ao poder Revolução Industrial

Leia mais

O SAGRADO E O PROFANO: PERFORMACE RITUALÍSTICA EM PIRENÓPOLIS

O SAGRADO E O PROFANO: PERFORMACE RITUALÍSTICA EM PIRENÓPOLIS 1 O SAGRADO E O PROFANO: PERFORMACE RITUALÍSTICA EM PIRENÓPOLIS Maria Cristina de Freitas Bonetti 1 Resumo Este ensaio trata de uma manifestação da Religiosidade Popular em Pirenópolis, Goiás; objetiva

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes Árabes Componentes: Sabrina, Lucille,Giovana, M, Lucas C, João Vitor Z, Samuel. Disciplina: Estudos Sociais, Informática Educativa, Língua Portuguesa. Professores: Uiliam Michael, Cristiane Keller, Daniele

Leia mais

13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão

13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão 13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão Festa popular, que acontece de 12 a 29 de maio de 2012 no Espaço Cachuera!, apresenta tradição

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

LISTA DE RECUPERAÇÃO 8º ANO

LISTA DE RECUPERAÇÃO 8º ANO 1 Nome: nº Data: / /2012 ano bimestre Profa.: Denise LISTA DE RECUPERAÇÃO 8º ANO Nota: 1) A arte barroca ganhou espaço e passou a inaugurar um novo período na arte européia, que já havia experimentado

Leia mais

Amone Inacia Alves Graduada em História - UESB Especialista em Ciência Política - IBPEX Mestre em Sociologia das Organizações - UFPR

Amone Inacia Alves Graduada em História - UESB Especialista em Ciência Política - IBPEX Mestre em Sociologia das Organizações - UFPR Folclore Mede-se a inteligência de um povo pela sua capacidade de não só ser gente. Nascemos gente ao acaso, ao natural e transformamos em povo na busca perfeita pelas formas, curvas e cores. São as cores

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 6 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP UNIDADE DE ESTUDO 06 OBJETIVOS - Localizar, na História, a Idade Média;

Leia mais

Questões - Festas populares do mês de junho

Questões - Festas populares do mês de junho Questões - Festas populares do mês de junho 1. Descreva os elementos característicos da Festa Junina presentes nas imagens. Abertura de São João 2011, no Pelourinho http://commons.wikimedia.org/wiki/file:s%c3%a3o_jo%c3%a3o_no_pel%c3%b4_2.jpg

Leia mais

RIF Ensaio Fotográfico

RIF Ensaio Fotográfico RIF Ensaio Fotográfico Documento Visual da Procissão dos Passos em Braga/Portugal Fotos: Itamar de Morais Nobre 1 Texto: Élmano Ricarte de Azevêdo Souza 2 Após quarenta dias de quaresma com jejuns e reflexões

Leia mais

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano 1 SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano assumiu o compromisso de fazer memória da vida singular

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A Palestra: História da Cana-de de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A ORIGEM DA CANA-DE-AÇÚCAR A cana-de de-açúcar é uma planta proveniente

Leia mais

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma Dança Desde 1982, no dia 29 de abril, comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean- Georges Noverre. A Dança é a arte de mexer o corpo,

Leia mais

IX FESTIVAL REGIONAL DE QUADRILHAS DO ARAGUAIA 2ª Edição em Ribeirão Cascalheira MT. De 25 a 27 de junho de 2010

IX FESTIVAL REGIONAL DE QUADRILHAS DO ARAGUAIA 2ª Edição em Ribeirão Cascalheira MT. De 25 a 27 de junho de 2010 IX FESTIVAL REGIONAL DE QUADRILHAS DO ARAGUAIA 2ª Edição em Ribeirão Cascalheira MT. De 25 a 27 de junho de 2010 Mais uma vez, em Ribeirão Cascalheira, realizamos o Festival Regional de Quadrilhas de Araguaia,

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil.

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. ATIVIDADE 01 MANIFESTAÇÕES DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. Com eles

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

A expansão da América Portuguesa

A expansão da América Portuguesa 8 ANO A/B RESUMO DA UNIDADE 1 DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSORA: SUELEM *Os índios no Brasil A expansão da América Portuguesa Violência contra os povos indígenas; - Doenças, trabalho forçado; - Foram obrigados

Leia mais

O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA

O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA O FIM DO FEUDALISMO E A CENTRALIZAÇAO POLÍTICA O sistema feudal entra em crise com o advento das cidades e a expansão do comércio, somados a outros fatores. 1) Necessidade de moedas, crescimento das cidades

Leia mais

E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE

E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE De inicio nos reunimos com alguns monitores do Programa Mais Educação para realizarmos a

Leia mais

Valéria Carrilho da Costa

Valéria Carrilho da Costa A FOLIA NA ESCOLA: ENTRE CORES E CANTOS Valéria Carrilho da Costa gmacala@netsite.com.br Prefeitura Municipal de Uberlândia E.M. Profª Maria Leonor de Freitas Barbosa Relato de Experiência Resumo O projeto

Leia mais

UM OLHAR DO TURISMO HISTÓRICO SOBRE AS PRINCIPAIS IGREJAS CATÓLICAS EM CUIABÁ - MT. Natalie Borges D Elia PET Geografia; GECA/UFMT kinzes@hotmail.

UM OLHAR DO TURISMO HISTÓRICO SOBRE AS PRINCIPAIS IGREJAS CATÓLICAS EM CUIABÁ - MT. Natalie Borges D Elia PET Geografia; GECA/UFMT kinzes@hotmail. UM OLHAR DO TURISMO HISTÓRICO SOBRE AS PRINCIPAIS IGREJAS CATÓLICAS EM CUIABÁ - MT Natalie Borges D Elia PET Geografia; GECA/UFMT kinzes@hotmail.com Julyanne Adalgiza de Almeida e Silva GECA/UFMT julyanne_almeida@hotmail.com

Leia mais

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção?

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção? Material elaborado pelo Ético Sistema de Ensino Ensino fundamental Publicado em 2012 Prova bimestral 3 o Bimestre 4 o ano história Data: / / Nível: Escola: Nome: Memórias de um Brasil holandês Nessa terra

Leia mais

VERIFICAÇÃO GLOBAL 4 HISTÓRIA 2ª ETAPA 7 a SÉRIE OLÍMPICA ENSINO FUNDAMENTAL

VERIFICAÇÃO GLOBAL 4 HISTÓRIA 2ª ETAPA 7 a SÉRIE OLÍMPICA ENSINO FUNDAMENTAL 1. Analise os quesitos a seguir e assinale, nos itens I e II, a única opção correta: (1,0 ponto) I. Observe a tirinha do Hagar e o texto de Alberto Caeiro: Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

Solenidade de Nossa Senhora Auxiliadora

Solenidade de Nossa Senhora Auxiliadora BELO HORIZONTE, 21 DE MAIO DE 2010 Nº 002 Prezados Salesianos, demais grupos da Família Salesiana e Leigos, No dia 24 de maio, celebramos a Solenidade de Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira de toda a

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

AGENCIA DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO SUSTENTABILIDADE DOS CAMPOS GERAIS ROTA DOS TROPEIROS : ANÁLISE DE CONTEXTO ATUAL

AGENCIA DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO SUSTENTABILIDADE DOS CAMPOS GERAIS ROTA DOS TROPEIROS : ANÁLISE DE CONTEXTO ATUAL AGENCIA DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO SUSTENTABILIDADE DOS CAMPOS GERAIS ROTA DOS TROPEIROS : ANÁLISE DE CONTEXTO ATUAL Graziela Scalise Horodyski Tatiene Konig da Silva RESUMO: Este trabalho consiste

Leia mais

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas.

XVIII) e D. Pedro I (século XIX) defenderam posições políticas opostas e foram protagonistas de ações bastante distintas. Atividade extra Fascículo 2 História Unidade 4 Questão 1 Na unidade que você estudou, você pôde observar a foto da Praça Tiradentes no Rio de Janeiro, com a estátua de D. Pedro I ao centro. Tiradentes

Leia mais

a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere.

a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere. Revisão Específicas 1. (FUVEST) Observe esta charge: a) Identifique e caracterize a situação histórica a que a charge se refere. b) Explique quais são os principais elementos do desenho que permitem identificar

Leia mais

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA ESCOLA DAS ARTES

UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA ESCOLA DAS ARTES UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA ESCOLA DAS ARTES LICENCIATURA DE ARTE - CONSERVAÇÃO E RESTAURO HISTÓRIA DAS ARTES METÁLICAS ANO LECTIVO 2013/2014 Docente: Prof. Doutor Gonçalo de Vasconcelos e Sousa OBJECTIVOS:

Leia mais

Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014

Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014 Trabalho apresentado no VI Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo Winnipeg/Canadá 11 a 15 de junho 2014 Festa do Divino Espírito Santo e seu registro fotográfico. Jairton Ortiz

Leia mais

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO

PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A. (sujeita a reajustamentos) 1º PERÍODO PLANIFICAÇÃO A LONGO PRAZO HISTÓRIA A 10º Ano Ano Lectivo - 2012/2013 (sujeita a reajustamentos) Prof. ª Irene Lopes 1º PERÍODO MÓDULO 0 ESTUDAR E APRENDER HISTÓRIA MÓDULO 1 RAÍZES MEDITERRÂNICADA CIVILIZAÇÃO

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril

DATAS COMEMORATIVAS. CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril CHEGADA DOS PORTUGUESES AO BRASIL 22 de abril Descobrimento do Brasil. Pintura de Aurélio de Figueiredo. Em 1500, há mais de 500 anos, Pedro Álvares Cabral e cerca de 1.500 outros portugueses chegaram

Leia mais

INICIATIVAS PREMIADAS

INICIATIVAS PREMIADAS INICIATIVAS PREMIADAS Gestão Pública 1º LUGAR Programa de Valorização das Culturas Regionais: Cultura em Movimento Secretaria da Cultura do Estado do Ceará 184 municípios (CE) A iniciativa surgiu em 2003

Leia mais

PROJETO RELATÓRIO DE ATIVIDADES OUTUBRO DE 2014. Goiás-GO Novembro de 2014.

PROJETO RELATÓRIO DE ATIVIDADES OUTUBRO DE 2014. Goiás-GO Novembro de 2014. PROJETO RELATÓRIO DE ATIVIDADES OUTUBRO DE 2014 Goiás-GO Novembro de 2014. RELATÓRIO DE ATIVIDADES OUTUBRO DE 2014 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Durante o mês de outubro de 2014, o projeto FICA NA COMUNIDADE,

Leia mais

Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande:

Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande: Memória coletiva: entre a resistência cultural e a criação do produto turístico na Ilha Grande: HELENA CATÃO H. FERREIRA * Ao mesmo tempo em que podemos observar um refazer constante de resgates de memórias

Leia mais

O Brasão e a Bandeira Nacional da Polônia

O Brasão e a Bandeira Nacional da Polônia O Brasão e a Bandeira Nacional da Polônia O BRASÃO O brasão da República da Polônia é representado por uma águia branca coroada, com as asas abertas, sobre fundo vermelho. Oficialmente é a Águia branca

Leia mais

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares.

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares. O mestre morreu. Viva o novo mestre. Jorge das Graças Veloso Programa de Pós-Graduação em Artes VIS/IdA UnB. Professor Adjunto Doutor em Artes Cênicas UFBA. Ator, diretor, dramaturgo, professor/unb. Resumo:

Leia mais

DATA: 06 / 12 / 2013 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE GEOGRAFIA 5.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR: 10,0 MÉDIA: 6,0 RESULTADO: %

DATA: 06 / 12 / 2013 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE GEOGRAFIA 5.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR: 10,0 MÉDIA: 6,0 RESULTADO: % SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA UNIDADE: DATA: 06 / 12 / 2013 III ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE GEOGRAFIA 5.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: PROFESSOR(A): VALOR:

Leia mais

ASPECTOS DAS LEIS VOLTADAS À PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO E DAS MEMÓRIAS URBANAS: PORTO NACIONAL (TO)

ASPECTOS DAS LEIS VOLTADAS À PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO E DAS MEMÓRIAS URBANAS: PORTO NACIONAL (TO) ASPECTOS DAS LEIS VOLTADAS À PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO E DAS MEMÓRIAS URBANAS: PORTO NACIONAL (TO) Napoleão Araújo de Aquino Introdução A idéia de escrever este texto abordando aspectos do patrimônio histórico

Leia mais

SANTA CATARINA EM CENA 2003

SANTA CATARINA EM CENA 2003 SANTA CATARINA EM CENA 2003 Com média de 19 pontos de audiência e 63% de share e grande repercussão junto ao público, o projeto Santa Catarina em Cena, levou para os lares catarinenses, no ano de 2002,

Leia mais

A MÚSICA LITÚRGICA NO MAGISTÉRIO DA IGREJA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX ATÉ O CONCÍLIO VATICANO II. Anderson Luís Moreira

A MÚSICA LITÚRGICA NO MAGISTÉRIO DA IGREJA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX ATÉ O CONCÍLIO VATICANO II. Anderson Luís Moreira A MÚSICA LITÚRGICA NO MAGISTÉRIO DA IGREJA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX ATÉ O CONCÍLIO VATICANO II. Anderson Luís Moreira Pe. José Humberto Motta / Pe. Antonio Élcio De Souza Faculdade Católica de Filosofia

Leia mais

Roteiro semanal. 3º ano Matutino. Deus é bom e sua bondade dura para sempre. (Salmos 106:1)

Roteiro semanal. 3º ano Matutino. Deus é bom e sua bondade dura para sempre. (Salmos 106:1) Roteiro semanal 3º ano Matutino De 23 a 27 de fevereiro Colégio Guilherme Ramos. Goiânia, 23 de fevereiro de 2015. Professora: Nome: Turma: 3 ano Ensino Fundamental Segunda-feira 23/02/2015 Português no

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

ÁREA: RESENHA CRÍTICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB

ÁREA: RESENHA CRÍTICA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA UESB PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PET ECONOMIA UESB Tutor: Gildásio Santana Júnior Bolsista: Iago Fernandes Botelho e Silva Resenha da

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro As festas juninas fazem parte da tradição católica, mas em muitos lugares essas festas perderam essa característica.

Leia mais

PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FEDERAL FERNANDO DE FABINHO SOBRE ESTRADA GERAL DO SERTÃO SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR.

PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FEDERAL FERNANDO DE FABINHO SOBRE ESTRADA GERAL DO SERTÃO SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR. PRONUNCIAMENTO DO EXCELENTÍSSIMO DEPUTADO FEDERAL FERNANDO DE FABINHO SOBRE ESTRADA GERAL DO SERTÃO SRAS. DEPUTADAS, SRS. DEPUTADOS, SR. PRESIDENTE Participamos hoje, na Câmara dos Deputados do lançamento

Leia mais

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA

PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA PAISAGEM URBANA A IDENTIDADE CULTURAL E SOCIAL LAPEANA, ATRAVÉS DO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA CIDADE DA LAPA Karin Comerlatto da Rosa kcomerlattodarosa@yahoo.com.br Resumo: A história da Lapa está presente

Leia mais

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS PORTEIRINHA - MG MARÇO DE 2002 INTRODUÇÃO Este dossiê contém as informações sobre as três imagens dos Santos Reis, que pertencem a Igreja de Santos

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NA CIDADE DE AREIA-PB: DO MUSEU PARA A COMUNIDADE

A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NA CIDADE DE AREIA-PB: DO MUSEU PARA A COMUNIDADE A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NA CIDADE DE AREIA-PB: DO MUSEU PARA A COMUNIDADE Resumo Natália Cândido da Cruz Silva 1 - UFPB Márcia Verônica Costa Miranda 2 - UFPB Rebeca Nogueira Martins 3 -

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito.

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito. Objetivos Proporcionar o entendimento das características gerais do processo folclórico brasileiro; Estruturar o profissional de Eventos para conhecer particularidades de alguns acontecimentos que envolvem

Leia mais

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO

EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO EXERCÍCIOS SOBRE RENASCIMENTO TEXTO O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650. Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse

Leia mais

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i LUÍS CARLOS SANTOS luis.santos@ese.ips.pt Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal 1- Agostinho da Silva, um adepto da Educação

Leia mais

Juniores aluno 7. Querido aluno,

Juniores aluno 7. Querido aluno, Querido aluno, Por acaso você já se perguntou algumas destas questões: Por que lemos a Bíblia? Suas histórias são mesmo verdadeiras? Quem criou o mundo? E o homem? Quem é o Espírito Santo? Por que precisamos

Leia mais

Saber Viver promoveu grande festa de São João. pág. 7. Palestra e exposição ensinaram sobre a importância do exército

Saber Viver promoveu grande festa de São João. pág. 7. Palestra e exposição ensinaram sobre a importância do exército ano 2 n 5 - abr/mai/jun 2012 Saber Viver promoveu grande festa de São João pág. 7 Alunos vivenciaram a Páscoa de forma especial este ano pág. 3 Palestra e exposição ensinaram sobre a importância do exército

Leia mais

Nome: José Aldenir Aguiar

Nome: José Aldenir Aguiar Mestres de 2004 Nome: José Aldenir Aguiar Nome Artístico: Mestre Aldenir Data de Nasc.: 20/08/1933 Tradição Cultural Desenvolvida: Reisado "Reisado Folguedo do ciclo natalino, que representa o cortejo

Leia mais

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo

Mineração e a Crise do Sistema Colonial. Prof. Osvaldo Mineração e a Crise do Sistema Colonial Prof. Osvaldo Mineração No final do século XVII, os bandeirantes encontraram ouro na região de Minas Gerais Grande parte do ouro extraído era de aluvião, ou seja,

Leia mais

Porque Deus mandou construir o tabernáculo?

Porque Deus mandou construir o tabernáculo? Aula 39 Área da Adoração Êxodo 19:5~6 Qual o significado de: vós me sereis reino sacerdotal? Significa que toda a nação, não parte, me sereis reino sacerdotal, povo santo, nação santa. Israel era uma nação

Leia mais

HAITI INTERCESSORES: AGENTES DE MUDANÇA. Tema

HAITI INTERCESSORES: AGENTES DE MUDANÇA. Tema 35 HAITI INTERCESSORES: AGENTES DE MUDANÇA Tema Eis o grito dos teus atalaias! Eles erguem a voz, juntamente exultam, porque com seus próprios olhos veem o retorno do Senhor a Sião. Rompei em júbilo, exultai

Leia mais

Congado de Uberlândia ] livro 01/02

Congado de Uberlândia ] livro 01/02 Congado de Uberlândia ] livro 01/02 1 2 Trocar foto >> sumário 3 livro 01/02 1. Introdução 1.1 Apresentação 1.2. Pesquisa: reconhecimento dos sujeitos 1.2.1. Metodologia Geral 1.2.2. Metodologia dos Inventários

Leia mais

CONFEITARIA COLOMBO. Rio de Janeiro

CONFEITARIA COLOMBO. Rio de Janeiro CONFEITARIA COLOMBO Rio de Janeiro A Confeitaria Colombo é a memória viva da belle époque do Rio de Janeiro antigo, situada na rua Gonçalves Dias e foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges

Leia mais

Sugestões de avaliação. História 7 o ano Unidade 3

Sugestões de avaliação. História 7 o ano Unidade 3 Sugestões de avaliação História 7 o ano Unidade 3 5 Nome: Data: Unidade 3 1. Relacione as colunas a seguir, que apresentam algumas inovações tecnológicas utilizadas a partir do século X. (a) Moinho de

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS?

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS? EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor

Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor Curso: Fundamental I Ano: 5º ano Componente Curricular: História Professor (a): Cristiane

Leia mais

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM

A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM R E S E N H A A PRESENÇA NEGRA NO PARÁ: RESENHA DE UM TRABALHO PIONEIRO SALLES, VICENTE. O NEGRO NO PARÁ. SOB O REGIME DA ESCRAVIDÃO. 3ª EDIÇÃO. BELÉM: INSTITUTO DE ARTES DO PARÁ, 2005. JOSÉ MAIA BEZERRA

Leia mais

A Formação do Território Brasileiro.

A Formação do Território Brasileiro. A Formação do Território Brasileiro. A primeira fronteira do Brasil Fernando e Isabel 1492 - Colombo 1493 papa Alexandre VI (espanhol) editou a Bula Inter Coetera 1494 - Tratado de Tordesilhas. 1530 no

Leia mais

24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950. Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício.

24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950. Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício. Salvador da Bahia Leitura: atividades RESPOSTAS Pula a fogueira, João! 1. 24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950 Data Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício.

Leia mais

TUDO COMEÇOU... Após alguns meses...

TUDO COMEÇOU... Após alguns meses... TUDO COMEÇOU... Muitas pessoas participaram pra que a igreja São José Operário existisse, no início a irmã Catarina saiu de casa em casa convidando os moradores do bairro pra participar de um culto dominical,

Leia mais

Trens turísticos e o patrimônio cultural. Roberta Abalen Dias

Trens turísticos e o patrimônio cultural. Roberta Abalen Dias Trens turísticos e o patrimônio cultural Roberta Abalen Dias Atualmente o Turismo é considerado uma atividade de grande importância econômica, responsável por geração de emprego e renda. Tal atividade

Leia mais

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados,

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados, Dircurso proferido Pela Dep. Socorro Gomes, na Sessão da Câmara dos Deputados do dia 08 de novembro de 2006 acerca da 19ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio

Leia mais

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso

Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola Básica de Custóias/ Faculdade de Letras da Universidade do Porto Núcleo de Estágio em História e Geografia 2011/2012 Estagiária: Diana Barroso Escola: Básica de Custóias (sede) Ano: 8º ano Turma:

Leia mais

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era?

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Era Colonial Era Nacional Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? Evolução Política Evolução Econômica Essas eras apresentam

Leia mais

Congada PROJETOS CULTURAIS. e ucáçá~o I fa til. Justificativa

Congada PROJETOS CULTURAIS. e ucáçá~o I fa til. Justificativa Congada e ucáçá~o I fa til Justificativa PROJETOS CULTURAIS O Brasil é um país com grande diversidade étnica e cultural. É preciso dar importância e valorizar a cultura dentro e fora da escola, criando

Leia mais

MÁSCARAS, FLORES E DIVINOS: A CULTURA MATERIAL DA FESTA DO ESPÍRITO SANTO DE PIRENÓPOLIS

MÁSCARAS, FLORES E DIVINOS: A CULTURA MATERIAL DA FESTA DO ESPÍRITO SANTO DE PIRENÓPOLIS MÁSCARAS, FLORES E DIVINOS: A CULTURA MATERIAL DA FESTA DO ESPÍRITO SANTO DE PIRENÓPOLIS AMANDA ALEXANDRE FERREIRA GERALDES A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis é uma festa religiosa que acontece

Leia mais

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS 1 LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS Lc 19 1 Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. 2 Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores

Leia mais

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS

SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA FAMÍLIA GOYOS Por Durval de Noronha Goyos Jr. O Instituto Português de Heráldica e a Universidade Lusíada de Lisboa reeditaram o Livro de linhagens de Portugal, em 2014, numa

Leia mais

www.portaledumusicalcp2.mus.br

www.portaledumusicalcp2.mus.br Apostila de Educação Musical 1ª Série Ensino Médio www.portaledumusicalcp2.mus.br O QUE É MÚSICA? A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constituise basicamente de uma sucessão

Leia mais

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS

MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS MÓDULO 03 CICLOS ECONÔMICOS E REBELIÕES COLONIAIS 3.1- A AGROMANUFATURA AÇUCAREIRA O COMPLEXO AÇUCAREIRO ( XVI / XVII ) - Pré-condições favoráveis( solo, clima, mão-deobra,mercado externo ) - Participação

Leia mais

Forma de organização econômica e tutorial rural na qual o trabalhador arrenda uma porção de terreno sob condição de reservar parte de sua produção como pagamento ao proprietário. O colono é denominado

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUIUNA MG

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUIUNA MG IPAC/MG INVENTÁRIO DE PROTEÇÃO DO ACERVO CULTURAL Ipuiuna Minas Gerais Brasil BENS IMATERIAIS Celebrações Código: BI-01 1. Município: Ipuiuna. 2. Distrito/Povoado: Sede. 3. Designação: Festa de São Benedito

Leia mais

- Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o Descobrimento do Brasil. - Fotografias da posse do presidente do Brasil

- Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha sobre o Descobrimento do Brasil. - Fotografias da posse do presidente do Brasil MATERIAL DE REVISÃO PARA RECUPERAÇÃO FINAL 6 ANO 1) Classifique as fontes listadas abaixo em primarias e secundárias: - Vídeo do atentado terrorista ao World Trade Center em 2001 - Trecho da Carta de Pero

Leia mais

DO RURAL AO URBANO: GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DO SAMBA PAULISTA

DO RURAL AO URBANO: GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DO SAMBA PAULISTA GRUPO DE TRABALHO: CULTURA E TRADIÇAO DO RURAL AO URBANO: GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DO SAMBA PAULISTA Palavras-chave: samba paulista, samba de bumbo, samba rural, cultura popular, tradição popular. Resumo:

Leia mais

Breve Apontamento Biográfico

Breve Apontamento Biográfico Breve Apontamento Biográfico José Rodrigues de Sucena No 80º. Aniversário do seu Falecimento 15.Abril.2005 Conde de Sucena. Quem foi? O que fez? Quando? Serão perguntas que as próximas gerações farão,

Leia mais