Festa do Divino, de Planaltina Reinvenção de uma tradição

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Festa do Divino, de Planaltina Reinvenção de uma tradição"

Transcrição

1 Brasil Festa do Divino, de Planaltina Reinvenção de uma tradição Introdução O Distrito Federal, território de 5.814km2, foi nos anos 50 destinado à construção de Brasília, nova capital da República Federativa do Brasil. Incorporou à sua jurisdição cidades que pertenciam ao estado de Goiás. Arraigadas a estruturas rurais e isoladas até da capital estadual, Goiânia, as cidades lidaram repentinamente com o progresso urbano imposto pela construção de Brasília. Concebida nos parâmetros da arquitetura modernista para ser centro administrativo do Estado brasileiro, a nova capital dirige-se para o progresso e para uma sociedade construída em moldes europeus com conotações de desenvolvimento. A negação dos princípios artísticos e históricos que a precederam, somada à intenção política do desbravamento e à idéia da modernização, deixou nas populações preexistentes do Distrito Federal (DF) a imagem de que a ocupação urbana da região começa com a construção da cidade, nos anos 60. Ainda não amplamente estudada, sua força como pólo irradiador de religião, educação e justiça para as estruturas rurais das localidades que a partir de sua

2 Festa do Divino, de Planaltina. Reivenção de uma tradição delimitação foram incorporadas à sua área é sentida não só nas construções de pequenas moradias que imitam as linhas arrojadas de ministérios e palácios do Plano Piloto 1, mas em todo um imaginário criado pelo desejo de ser moderno como a capital. Ao se buscar a imagem de desenvolvimento e progresso para a sede do governo, relegou-se a memória das cidades como se a história da região fosse escrita a partir da construção de Brasília. A visão contemporânea que prevalece na metrópole de assimilação capitalista redefine o mapa simbólico da região. A festa Esta comunicação faz a etnografia de uma festa tradicional de Planaltina, município a 40km do Plano Piloto. Atrelada à agropecuária e aos latifúndios, tenta apagar seu passado e construir nova identidade, espelhando-se numa realidade desenvolvimentista que a fragmenta socialmente. O primeiro contato pesquisadora x fenômeno deu-se em maio de 1999, quando se planejava que um grupo de estudantes de Música observasse a procissão de encerramento da Festa do Divino, em Planaltina. Tendo como ápice Pentecostes (data religiosa comemorada sete semanas após o domingo de Páscoa), as homenagens ao Divino Espírito Santo são bastante populares na região centro-oeste. Estabelecida no séc.xiv pela rainha Isabel, de Portugal, como época de devoção, a comemoração chegou ao Brasil no séc.xvi (Cascudo, 1954), sendo logo inserida no calendário religioso da Colônia. É a festa de um imperador (criança ou adulto), sua corte de auxiliares e os homenageados que dão suporte econômico ao evento. Em nome do imperador, duas folias saem para anunciar a festa (Reily, 1995). Uma vai a cavalo, com grupos de homens que percorrem fazendas e arredores pedindo auxílio para a comemoração. Herdeiros de antigas irmandades religiosas que tinham no Espírito Santo o padroeiro, cavaleiros, músicos e cantores carregam a 1 Plano Piloto: território onde se construiu Brasília, semelhante ao desenho de uma aeronave. 2

3 bandeira-símbolo do Divino. Durante semanas, até o dia de Pentecostes, são recepcionados por toda a parte. A outra folia vai a pé, em procissão pelas ruas. Depois de uma missa, ponto alto das comemorações, o cortejo -à frente o imperador e seus auxiliares- segue visitando casas. Em atitudes de generosidade e submissão ao Espírito Santo, os donos das casas lhes oferecem farta refeição matinal. Para completar a festa, as duas folias se juntam num grande banquete, engrandecido pelas doações recolhidas nas peregrinações. A festividade tradicional apresenta diferentes momentos, em vários dias. Em Planaltina, porém, alguns caíram em desuso, restando a base. A Festa do Divino naquela cidade, como em muitas do Brasil, é um festival de abundância, oportunidade em que o povo expõe e consome os produtos do seu trabalho. É preciso que haja fogos, muita comida, procissão, leilões de prendas etc. Na religiosidade popular, o Espírito Santo é sabedoria, guia, leme e fio condutor da vida, além de mistério. É força benéfica e simbólica da fertilidade. A bandeira vermelha com uma pomba branca, um de seus ícones mais conhecidos, é o centro do cerimonial. É beijada e venerada. Visita as casas e somente pode sair delas por onde entrou. Por devoção ao Divino Espírito Santo são feitos muitos gastos; exagera-se na alegria de dar, receber ou retribuir. É também uma festa predominantemente masculina. As mulheres fazem as comidas, nas casas. Os homens vão à rua como foliões. Observe-se quão sugestiva é a figura do imperador, que prescinde de uma imperatriz. A reafirmação anual de seu império, a submissão à igreja e o apagar de seus vestígios transferindo a outro o poder podem ser vistos como alusão à continuidade da vida que se eterniza pela procriação dos que sobrevivem à morte (Etzel,1995: 81). Além disso, a música. É preciso haver música. Uma festa sem música não tem vida! No trabalho de observação percebeu-se como e quando cada gênero musical era executado e como se relacionava com o conjunto da festa. De madrugada, os fogos começavam a ecoar. Às 6h da manhã a procissão já se organizara no pátio de um colégio. Hinos e canções lentas executadas pela banda de música davam sentido ao cortejo que seguia também lentamente pelas ruas do centro histórico em direção à igreja de São Sebastião, a mais antiga da cidade. Oficiou-se uma missa com a participação de 3 Actas del III Congreso Latinoamericano de la Asociación Internacional para el Estudio de la Música Popular

4 Festa do Divino, de Planaltina. Reivenção de uma tradição todos. Interessante notar que os componentes da banda acomodaram-se para assistir à missa, deixando a função musical da cerimônia para um conjunto de duas guitarras, teclado, duas moças que faziam o vocal e o padre, que iniciava todas as músicas e as cantava junto com elas. Um repertório musical diferenciado passou a ser executado. Canções de conteúdo religioso com ritmos à moda dos anos 60 e 70, sucesso do ie-iê-iê entre os jovens 2. Depois os presentes saíram em peregrinação, à frente o imperador e a bandeira do Divino, que entrava abençoando as casas e os doentes, enquanto lhes serviam um café com produtos da terra. A banda de música colocou-se entre o séquito do imperador e o povo, retomando seu papel de liderança no cortejo. Um terceiro tipo de repertório dominou musicalmente o momento: marchas, valsas, dobrados e maxixes, tradicionalmente executado por este tipo de conjunto. Na peregrinação, à proporção que o cortejo se distanciava do centro histórico, a banda era substituída por outro instrumental, um trio elétrico 3. Em cima do caminhão de som estavam o padre (agora sem batina) e as moças que haviam cantado na missa. Suas atitudes assemelhavam-se às dos modernos ídolos da canção religiosa no Brasil, com coreografias e exortações 4. Além de tentarem equilibrar-se no carro de som, padre e moças diziam mensagens de regozijo que eram repetidas pelas pessoas e cantavam canções religiosas semelhantes às românticas ou ao gospel. Às 13h a procissão chegou à praça da igreja matriz e encontrou-se com o cortejo dos cavaleiros que vieram do campo e haviam participado das peregrinações nas fazendas. Vestidos à moda dos cowboys americanos, galopavam pelas ruas como que se anunciando. 2 Reinterpretação do gênero de rock feito pelos Beatles, e que tem no cantor Roberto Carlos seu representante mais significativo. 3 Trio Elétrico é a designação do instrumental típico do carnaval da Bahia. Montados em cima de um caminhão equipado com possantes caixas de som, percorrem as ruas seguidos pelos foliões. A possibilidade de ampliação do som destes equipamentos foi depois imitada por políticos, agencias de propaganda e hoje pelas igrejas para chamar os fiéis. 4 A igreja católica no Brasil vem também adotando a mesma extratégia das igrejas evangélicas com relação a sua liturgia; shows utilizando gêneros pop com letras religiosas, cultos performáticos e até compra de canais de televisão. 4

5 A catedral era grande e moderna. Ficava no meio de uma grande praça que estava cheia de barracas enfeitadas, onde aconteceu o tradicional banquete. Com o descanso da banda e a parada do carro de som, apareceram as duplas caipiras profissionais que têm público nas redondezas, para animar um churrasco que se estendeu pela noite. Analisando o ritual, pode-se dizer que é cumprido para garantir a participação de todos. A arena de sua ação espalha-se pela cidade com as folias, a procissão e a missa ao ar livre, o café da manhã generoso e o banquete. Um olhar mais avisado detecta que a participação tem diferentes níveis. À proporção que se observam os detalhes, as interações descortinam a verdade. Somente algumas dezenas de pessoas têm acesso às residências. Os donos da casa, o imperador e seu séquito e os convidados especiais são preferenciais. Mesmo que as comidas circulem entre os que não tiveram acesso ao altar do Divino, armado no interior das casas com mesas postas, os menos conhecidos ficam num outro círculo de vivência; do lado de fora, à espera das guloseimas servidas em bandejas, menos fartamente. Existe outro círculo de participação na festa mais afastado do imperador, obviamente marginal em relação ao centro político e eclesiástico do evento. Eles vêm apenas para se alimentar e trazem sacos plásticos para guardar e levar para casa o que conseguem. O imperador não pode ser um qualquer. A escolha sensata revela alguém de poder aquisitivo e influência política, pois é ele quem "banca as despesas". E quanto mais dinheiro der, maior será o sucesso da festa. Na prática isto se traduz em muita disputa política entre os indicados para ocupar o cargo. Afinal a cidade recebe anualmente uma verba destinada à organização do evento. Na ocasião, além de pertencer a uma das famílias tradicionais o imperador é integrante de um clube de serviço local. Os estilos musicais da festa, os diferentes conjuntos que se exibiram intrigaram os observadores. Independentemente dos motivos práticos que estivessem por trás de tanta diversidade 5, os repertórios pareciam bricolagem de diferentes épocas e gêneros 5 O descanso dos grupos musicais, por exemplo. 5 Actas del III Congreso Latinoamericano de la Asociación Internacional para el Estudio de la Música Popular

6 Festa do Divino, de Planaltina. Reivenção de uma tradição musicais. A história da formação da cidade, sua inserção no Distrito Federal e sua condição de cidade-satélite 6 pode esclarecer muita coisa. A cidade Planaltina e outras localidades mineiras e do sul goiano viveram o apogeu no séc.xviii. Inserem-se no contexto brasileiro pós-mineração, que tem bases na agricultura e na pecuária, como elementos estruturadores da economia; e na doação de lotes de terra (sesmarias) pela coroa portuguesa, para incentivar a formação de povoamentos. Originalmente, Planaltina apresentava configuração rural constituída de pequenas propriedades, gado e agricultura de subsistência. Pela tradição, seu núcleo formador data de 1790, quando se fixou à beira de um riacho um ferreiro descendente de bandeirantes, vindo de uma mina nos arredores e perito em consertar e manusear armas. Daí a região vir a ser denominada Mestre D'Armas 7. Interessante a saga do início de seu núcleo urbano, estruturado na construção de uma igreja. Em 1811, assolados por uma epidemia, os fazendeiros fizeram promessa de doar terras para se construir uma capela devotada a São Sebastião, em troca do restabelecimento da saúde de seus habitantes. Mestre D'Armas, depois chamada Planaltina, esteve sob jurisdição de outros distritos, passando à categoria de município em Os primeiros registros de conformação urbana datam de 1892, com a visita da comissão responsável pela demarcação da área onde seria implantada Brasília 9. No séc.xix, as fazendas de gado nos arredores do pequeno núcleo em torno da igreja faziam da exportação do charque e do beneficiamento do couro as principais fontes de renda. A tradição oral conta que em 1926 a população voltou a ser ameaçada. 6 Cidade-satélite: formada a partir da construção de Brasília. 7 Existe nos arredores da cidade um marco e uma escola com este nome. 8 Até 1859 a localidade pertencia a Luziânia, quando se elevou à categoria de distrito. Em 1891 torna-se vila e adquire independência. 9 A Comissão Cruls utilizou Planaltina como apoio para as pesquisas; hospedou-se onde hoje é a sede do Museu Histórico. 6

7 Quarenta dias de chuva fecharam as empresas de curtume e charque e geraram desemprego. A maioria dos habitantes se deslocou novamente para o campo. A cidade entrou então num período de "letargia". Nem mesmo a construção da capital de Goiás (Goiânia) trouxe reflexos de desenvolvimento. Cidades mais próximas desempenharam melhor o papel de base para o abastecimento de infra-estrutura de saúde e educação para as populações que ali se fixavam. As precárias estradas que se dirigiam à nova capital sequer passavam por Planaltina, contribuindo para a imagem de um lugar perdido no planalto, sem ligações com o progresso. Em meio à década de 50, a cidade é lembrada. Na delimitação feita pelo governo federal, do quadrilátero que abrigaria o novo Distrito Federal, Planaltina estava incluída 10. Mas este fato só teve mesmo conseqüências administrativas. A construção de Brasília trouxera poucas mudanças. Na primeira década pós-inauguração da capital, os incentivos dirigiam-se somente para as cidades que cresciam mais perto do Plano Piloto. As de herança goiana permaneciam recolhidas em suas estruturas oligárquicas, e quase nenhum investimento foi realizado até que o fluxo migratório da expectativa de emprego que a nova capital gerava fez surgir inúmeros agrupamentos humanos marginalizados que passaram a constituir problema econômico e social. A transformação de Planaltina em região administrativa do DF conduziu à necessidade de expansão do seu núcleo inicial. Em 1966 foi elaborado um plano de urbanização que orientou seu crescimento, adequando-a à condição de cidade-satélite de Brasília. Tinha como objetivo conceber uma nova vila modernizada para atender às exigências dos tempos. Apesar de seguir a arquitetura modernista, o plano protegia o núcleo original com casas de adobe, estrutura de madeira e telha de cerâmica. Apresentando condições de desenvolvimento independentes, a Planaltina de herança 10 Em 1945, retomada a idéia da construção da capital federal no interior do país, a cidade hospedou uma nova comissão (Poli Coelho), que confirmou a localização determinada pela Comissão Cruls. Em 1955 delimitou-se o terreno do DF, que abrangeria quase toda Planaltina. A parte de Goiás é conhecida como Brasilinha. 7 Actas del III Congreso Latinoamericano de la Asociación Internacional para el Estudio de la Música Popular

8 Festa do Divino, de Planaltina. Reivenção de uma tradição goiana agregava a si o tecido urbano moderno, com áreas diferenciadas destinadas a comércio, residências e a um centro de vivência como coração da cidade. Na prática, a união entre o tecido urbano de herança goiana e a nova proposta representam desagregação social e desvalorização da cultura preexistente à construção da capital, causando a segregação de seu núcleo antigo e criando a idéia de que representa vestígios de um passado que a população quer esquecer. No plano diretor de 1966 há distinção entre raízes goianas e a nova cultura das cidades que se propunha seguir, construindo-lhes a memória com base nas referências históricas pós-brasília. Isto se traduz na segregação dos setores: de um lado, umas poucas famílias que tendem manter suas tradições como símbolo de seu poder; de outro, as tentativas de modernização e crescimento do novo setor nos modelos da classe média da capital. Os habitantes da parte nova de Planaltina, com distantes ligações culturais e cronológicas com a antiga, associam antigo a passado, sem significados de identidade. O desconhecimento da riqueza material e espiritual da Planaltina antiga reflete a negação da história do centro-oeste como relevante em termos nacionais. Segundo depoimentos, na época, mesmo contra os desejos dos moradores do centro histórico, as Festas do Divino desapareceram. Diz-se, por falta de interesse da população ou ausência de apoio. Possivelmente, detalhes da antiga comemoração estão esquecidos ou foram retirados da festa atual, só retomada após a eleição direta para governador do DF (período ), que trouxe de volta a oligarquia goiana ao poder. Na festa de Planaltina, chamava a atenção a quantidade de camisetas e bonés com as cores do Divino (vermelho e branco), mas com propagandas de famílias ou políticos locais. Como se outras intenções fossem acrescentadas à festa, legitimando os propósitos de um representante das famílias pelo uso de propaganda em festas populares. Tal recurso tem sido usado por lideranças políticas do Brasil, nas últimas décadas. As cidades ao redor da capital federal não são exceção. A nova administração de Brasília adota também a política de atração das populações de outras regiões do país, provocando o adensamento urbano desorganizado. Planaltina viu mais uma vez aumentar sua população e serem criados bairros populares e 8

9 grupos humanos excluídos de participação social 11. No setor tradicional, uma população com raízes goianas que não reconhece as manifestações da Planaltina candanga 12. Só seu passado colonial reflete a herança goiana e constitui patrimônio da comunidade. A idéia de preservação tem gerado sentimentos de hostilidade nas novas áreas construídas. Naquela manhã, notava-se que à procissão que chegava na praça da Igreja mais antiga, juntavam-se mais dois grupos que esperavam-na em duas ruas perpendiculares. Soube-se depois que tratava-se dos fiéis moradores dos dois setores mais modernos e que esperavam o momento de juntarem-se ao cortejo. Assim ficou claro que o setor tradicional mantinha a hegemonia da festa naquele ano. Conclusão A Festa do Divino, de Planaltina, envolve elementos religiosos e seculares que se combinam. Reune trabalhadores rurais dispersos em espaço urbano oposto ao de seu cotidiano. Comparada a outras similares, como à de Pirenópolis-Goiás e às do interior de São Paulo, estudadas por Reily (1992), é menos exuberante. Muito da exuberância pode ter desaparecido na temporária estagnação. Caracteristicamente, porém, pretende reconciliar a cidade com seu contraditório sistema de valores. É também a síntese de momentos relevantes da história goiana, tendo como centro a revivência de uma época considerada de ouro, mas confirma que a ocupação urbana do DF e a nova história planaltinense começa com a construção de Brasília, criando o estigma do atraso nas outras cidades. Revela o que a população tenta esquecer, e aquela seria a ocasião para juntar-se e criar uma imagem poderosa de solidariedade entre os habitantes. A procissão, que começa no centro velho e desloca-se para a praça moderna, é uma metáfora de sua história. O Espírito Santo é guia, leme e fio condutor da vida, mesmo quando a modernidade transfere valores, símbolos e poderes de uma esfera 11 Planaltina tem hoje o maior índice de violência do DF. 12 Candango é o termo que designa os primeiros operários da construção civil de Brasília. Depois passou a designar os nascidos no Distrito Federal. 9 Actas del III Congreso Latinoamericano de la Asociación Internacional para el Estudio de la Música Popular

10 Festa do Divino, de Planaltina. Reivenção de uma tradição religiosa para outros códigos e linguagens. Ali, cada parte da história e de cada grupo de pessoas se festejava. As famílias representantes das oligarquias locais sentem-se orgulhosas da retomada do poder e se mostram na frente da procissão, engrandecendo a corte, o imperador e a banda de música; corporação que reforça a presença do poder. A multiplicidade de gêneros musicais é prova de como a população articula sua imagem de cidade. A música executada na missa é sugestiva, a mesma que circulava nas igrejas brasileiras nos fins das décadas de 60 e 70, quando o Concílio Vaticano II se reuniu sob a liderança de João XXIII e propôs uma reforma da liturgia católica. Comprovando a grande distância entre povo e igreja, a reunião propõe a participação de fiéis laicos na liturgia. As missas passam a ser ministradas na língua vernácula e a serem momentos de reflexão crítica de problemas sociais, num resgate dos preceitos originais do cristianismo. A modernização da igreja incluía a música liturgica, que deveria aproximar-se mais das músicas populares. Não se deve esquecer que foi nessa época em que iê-iê-iê dominou o mercado brasileiro. Data da mesma época, a primeira missa em português, que teve música de fundo ao estilo Jovem guarda. Tudo se deu logo após a inauguração de Brasília, quando Planaltina recebia fluxos de modernidade de um plano diretor que regulava espaços e promovia qualidade de vida para sua classe média. Relevante mencionar a transformação de detalhes do evento em função do alcance dos programas de música e dança country na TV. A folia a cavalo, que tem cavaleiros com camisas quadriculadas, calças jeans, botas, lenço e chapéu americano e um trio elétrico que mistura novas formas de religiosidade popular com a música axé. O incremento das comunicações que circulam além dos limites culturais desmantela as velhas formas de marginalização e dominação e cria formas de democratização e multiplicidade cultural. O banquete é prêmio das festividades, é satisfação das necessidades abundantemente saciadas. 10

11 Referências Brandão, Carlos Rodrigues Memória do Sagrado, Ed. Paulinas, S. Paulo A Cultura na Rua, Papirus Editora, Rio. Cascudo, C Dicionário do folclore brasileiro, Edições de Ouro, Rio de Janeiro. Etzel, Eduardo Divino-simbolismo no folclore e na arte popular, Kosmos Editora, Rio de Janeiro. Martins, Ana Maria Aragão e outros Ruas de Planaltina. Inventário do patrimônio cultural de Planaltina, Governo do Distrito Federal. Silva, Jonas Correia da Planaltina -suas bandas de música e seus compositores, Monografia apresentada no Curso de Especialização em Música da UnB. Teixeira, Sérgio Alves O recado das festas, MEC, INF. Turner, Victor Dramas, Fields and Metaphors, Cornell University Press. Reily, Suzel A "Political Implications of Musical Performance", en The World of Music, 37 (2). 11 Actas del III Congreso Latinoamericano de la Asociación Internacional para el Estudio de la Música Popular

Memória e modernidade numa festa popular do cerrado. Mércia Pinto. Introdução

Memória e modernidade numa festa popular do cerrado. Mércia Pinto. Introdução Memória e modernidade numa festa popular do cerrado. Mércia Pinto. Introdução Esta comunicação faz a etnografia da Festa do Divino Espírito Santo, festividade tradicional de Planaltina, município a 40

Leia mais

Arte e Arquitetura Sacra

Arte e Arquitetura Sacra Arte e Arquitetura Sacra A história da Festa do Divino, considerada uma das festas de caráter popular mais antigas do Brasil, tem a sua origem nas festas religiosas da Europa, mais especificamente na tradição

Leia mais

COMUNIDADE DO TAQUARAL

COMUNIDADE DO TAQUARAL COMUNIDADE DO TAQUARAL Histórico Taquaral, localizada na região da morraria era uma sesmaria, que originou aos primeiros tempos da fundação da então Vila Maria do Paraguai. É um povoado antigo e tradicional,

Leia mais

TUDO COMEÇOU... Após alguns meses...

TUDO COMEÇOU... Após alguns meses... TUDO COMEÇOU... Muitas pessoas participaram pra que a igreja São José Operário existisse, no início a irmã Catarina saiu de casa em casa convidando os moradores do bairro pra participar de um culto dominical,

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

Israel Operadora. Autoridade no Turismo Religioso. Peregrinações Religiosas no Brasil

Israel Operadora. Autoridade no Turismo Religioso. Peregrinações Religiosas no Brasil Israel Operadora Autoridade no Turismo Religioso Peregrinações Religiosas no Brasil Nossa Especialidade A Israel Operadora, empresa do Grupo Skill Supertravel é especializada em turismo religioso. Com

Leia mais

13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão

13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão 13 Festa do Divino Espírito Santo em São Paulo promove intercâmbio cultural e religioso com São Luís do Maranhão Festa popular, que acontece de 12 a 29 de maio de 2012 no Espaço Cachuera!, apresenta tradição

Leia mais

Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso

Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso Serra Gaúcha Brasil Gruta Nossa Senhora de Lourdes Parque Passo Velho do Afonso Histórico Religiosidade A religiosidade cultuada pelos imigrantes italianos ainda tem forte presença em Nova Araçá. O município

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950. Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício.

24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950. Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício. Salvador da Bahia Leitura: atividades RESPOSTAS Pula a fogueira, João! 1. 24 junho a.c 1545-1563 1584 1627 1641 1769 1808 1950 Data Acontecimento 1641 Ano da proibição do uso de fogueiras e fogos de artifício.

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro As festas juninas fazem parte da tradição católica, mas em muitos lugares essas festas perderam essa característica.

Leia mais

A urbanização Brasileira

A urbanização Brasileira A urbanização Brasileira Brasil Evolução da população ruralurbana entre 1940 e 2006. Fonte: IBGE. Anuário estatístico do Brasil, 1986, 1990, 1993 e 1997; Censo demográfico, 2000; Síntese Fonte: IBGE. Anuário

Leia mais

MENSAGEM À FAMÍLIA MARIANISTA

MENSAGEM À FAMÍLIA MARIANISTA JORNADA DE ORAÇÃO 2010 MENSAGEM À FAMÍLIA MARIANISTA Apresentação do santuário de NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO (Padroeira do Haiti) Porto Príncipe, República do Haiti Jornada Mundial de Oração 10

Leia mais

Vivendo a Liturgia Ano A

Vivendo a Liturgia Ano A Vivendo a Liturgia Junho/2011 Vivendo a Liturgia Ano A SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR (05/06/11) A cor litúrgica continua sendo a branca. Pode-se preparar um mural com uma das frases: Ide a anunciai

Leia mais

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude.

No entanto, a efetividade desses dispositivos constitucionais está longe de alcançar sua plenitude. A MULHER NA ATIVIDADE AGRÍCOLA A Constituição Federal brasileira estabelece no caput do art. 5º, I, que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações e reconhece no dispositivo 7º a igualdade de

Leia mais

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS DIAGNOSTICO SOCIO-ECONOMICO DA COMUNIDADE SÃO JORGE/RR: UMA EXPERIENCIA ACADEMICA Trabalho

Leia mais

FRANQUIA O BOTICÁRIO SÃO FRANCISCO DO SUL (SC) RELAÇÃO COM A COMUNIDADE

FRANQUIA O BOTICÁRIO SÃO FRANCISCO DO SUL (SC) RELAÇÃO COM A COMUNIDADE FRANQUIA O BOTICÁRIO SÃO FRANCISCO DO SUL (SC) RELAÇÃO COM A COMUNIDADE RESUMO A reconstituição e o resgate da memória do centro de histórico da cidade foi o audacioso trabalho que a franquia O Boticário

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

6. Considerações finais

6. Considerações finais 84 6. Considerações finais Nesta dissertação, encontram-se registros de mudanças sociais que influenciaram as vidas de homens e mulheres a partir da chegada das novas tecnologias. Partiu-se da Revolução

Leia mais

LISTA DE EXERCÍCIOS 01

LISTA DE EXERCÍCIOS 01 LISTA DE EXERCÍCIOS 01 01 - (Unicamp 2014) Desde o período neolítico, os povos de distintas partes do mundo desenvolveram sistemas agrários próprios aproveitando as condições naturais de seus habitats

Leia mais

SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva

SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva 1 SÃO JOÃO/CAÔ: FESTA RELIGIOSA DOS XUKURU DO ORORUBÁ (PESQUEIRA-PE) Edson Silva Mulheres, crianças, jovens e homens xukurus, muitas pessoas curiosas se concentram por volta da três horas da tarde do dia

Leia mais

Colégio Nossa Senhora da Soledade C O N T E Ú D O S. Eu vim para servir (cf.mc10,45) Grupo 3 EDUCAÇÃO INFANTIL

Colégio Nossa Senhora da Soledade C O N T E Ú D O S. Eu vim para servir (cf.mc10,45) Grupo 3 EDUCAÇÃO INFANTIL Colégio Nossa Senhora da Soledade C O N T E Ú D O S Eu vim para servir (cf.mc10,45) Grupo 3 EDUCAÇÃO INFANTIL Prezado(a) aluno(a): Novo ano, novas expectativas, novos desejos, novos anseios e um novo caminho

Leia mais

Questões - Festas populares do mês de junho

Questões - Festas populares do mês de junho Questões - Festas populares do mês de junho 1. Descreva os elementos característicos da Festa Junina presentes nas imagens. Abertura de São João 2011, no Pelourinho http://commons.wikimedia.org/wiki/file:s%c3%a3o_jo%c3%a3o_no_pel%c3%b4_2.jpg

Leia mais

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível

Carnaval 2014. A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Carnaval 2014 A Sociedade Rosas de Ouro orgulhosamente apresenta o enredo: Inesquecível Nesta noite vamos fazer uma viagem! Vamos voltar a um tempo que nos fez e ainda nos faz feliz, porque afinal como

Leia mais

Valéria Carrilho da Costa

Valéria Carrilho da Costa A FOLIA NA ESCOLA: ENTRE CORES E CANTOS Valéria Carrilho da Costa gmacala@netsite.com.br Prefeitura Municipal de Uberlândia E.M. Profª Maria Leonor de Freitas Barbosa Relato de Experiência Resumo O projeto

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção.

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. Modos de Produção O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus

Leia mais

Os templos religiosos e a formação das Minas Gerais

Os templos religiosos e a formação das Minas Gerais Os templos religiosos e a formação das Minas Gerais Sou apenas uma rua na cidadezinha de Minas. Cruz da Igreja de N. Sra do Carmo Ouro Preto Minas há muitas. Provavelmente a Minas que mais nos fascina

Leia mais

Servimo-nos da presente para apresentar os projetos e programas oferecidos pela Israel Operadora.

Servimo-nos da presente para apresentar os projetos e programas oferecidos pela Israel Operadora. Apresentação e projetos para Israel Prezados Senhores, Shalom. Servimo-nos da presente para apresentar os projetos e programas oferecidos pela. A atua no mercado judaico há mais de 10 anos e a partir de

Leia mais

Densidade de ocorrências de mortes violentas

Densidade de ocorrências de mortes violentas de mortes violentas Temporalidade e espaços dos homicídios dolosos na capital paulista Sérgio Adorno* No Município de São Paulo, a distribuição de ocorrências de homicídio doloso, segundo o período do

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

Urbanização Brasileira

Urbanização Brasileira Urbanização Brasileira O Brasil é um país com mais de 190 milhões de habitantes. A cada 100 pessoas que vivem no Brasil, 84 moram nas cidades e 16 no campo. A população urbana brasileira teve seu maior

Leia mais

Introdução. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ASPECTOS QUANTITATIVOS DO 26º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DA CANÇÃO FUC

Introdução. 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ASPECTOS QUANTITATIVOS DO 26º FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DA CANÇÃO FUC 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO (X) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA ASPECTOS QUANTITATIVOS

Leia mais

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS PORTEIRINHA - MG MARÇO DE 2002 INTRODUÇÃO Este dossiê contém as informações sobre as três imagens dos Santos Reis, que pertencem a Igreja de Santos

Leia mais

Câmara Municipal de Volta Redonda RJ PROGRAMA Nº - 096

Câmara Municipal de Volta Redonda RJ PROGRAMA Nº - 096 Eventos Culturais PROGRAMA Nº - 096 Levar cultura à população através de shows musicais, espetáculos teatrais, poesia, oficinas de teatro, música, artesanato, artes plásticas e outros. Contratar empresas

Leia mais

Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico

Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico introdução A Armadilha do Crédito Fundiário do Banco Mundial Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico abrangente sobre os programas do Banco Mundial para o campo no Brasil. O estudo foi realizado pela

Leia mais

INICIATIVAS PREMIADAS

INICIATIVAS PREMIADAS INICIATIVAS PREMIADAS Gestão Pública 1º LUGAR Programa de Valorização das Culturas Regionais: Cultura em Movimento Secretaria da Cultura do Estado do Ceará 184 municípios (CE) A iniciativa surgiu em 2003

Leia mais

PASCOM. A PASCOM agradece a todos que colaboraram com esta edição do INFORMATIVO DA PENHA nos mandando fotos,

PASCOM. A PASCOM agradece a todos que colaboraram com esta edição do INFORMATIVO DA PENHA nos mandando fotos, PASCOM A PASCOM agradece a todos que colaboraram com esta edição do INFORMATIVO DA PENHA nos mandando fotos, t e x t o s e i d é i a s p a r a a s matérias! Nossa Senhora da Penha, que sabe o nome de cada

Leia mais

PROGRAMAÇÃO / FALAS DA APRESENTAÇÃO

PROGRAMAÇÃO / FALAS DA APRESENTAÇÃO PROGRAMAÇÃO / FALAS DA APRESENTAÇÃO 1 de junho de 2015 (segunda-feira) Leitura da sutra sagrada Chuva de Néctar da Verdade (30 ) 00:00 - Hino Sagrado É Primavera! (5 ) Maravilhosos filhos de Deus boa tarde

Leia mais

JOÁS, O MENINO REI Lição 65. 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo.

JOÁS, O MENINO REI Lição 65. 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo. JOÁS, O MENINO REI Lição 65 1 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo. 2. Lição Bíblica: 2 Reis 11; 2 Crônicas 24.1-24 (Base bíblica para a história

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO DEPARTAMENTO DE ORÇAMENTO E CONTROLE SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA

PREFEITURA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA SECRETARIA MUNICIPAL DE PLANEJAMENTO DEPARTAMENTO DE ORÇAMENTO E CONTROLE SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA PROGRAMA Nº- 042 PALCO SOBRE RODAS Projeto inspirado no clássico modelo de teatro itinerante, através da montagem de um palco móvel que percorre os bairros da cidade, levando cultura. Levar o Palco sobre

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUIUNA MG

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUIUNA MG IPAC/MG INVENTÁRIO DE PROTEÇÃO DO ACERVO CULTURAL Ipuiuna Minas Gerais Brasil BENS IMATERIAIS Celebrações Código: BI-01 1. Município: Ipuiuna. 2. Distrito/Povoado: Sede. 3. Designação: Festa de São Benedito

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 49 Discurso no encontro com grupo

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Fundação Instituída nos termos da Lei nº 5.152, de 21/10/1966 São Luís - Maranhão.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Fundação Instituída nos termos da Lei nº 5.152, de 21/10/1966 São Luís - Maranhão. 1 de 5 Turismo e Hotelaria no contexto das cidades criativas Natalino Salgado Filho A Universidade Federal do Maranhão teve o privilégio de abrigar nesta semana o I Seminário Patrimônio Cultural & Cidades

Leia mais

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A Palestra: História da Cana-de de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A ORIGEM DA CANA-DE-AÇÚCAR A cana-de de-açúcar é uma planta proveniente

Leia mais

Identificação do projeto

Identificação do projeto Seção 1 Identificação do projeto ESTUDO BÍBLICO Respondendo a uma necessidade Leia Neemias 1 Neemias era um judeu exilado em uma terra alheia. Alguns dos judeus haviam regressado para Judá depois que os

Leia mais

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui.

mundo. A gente não é contra branco. Somos aliados, queremos um mundo melhor para todo mundo. A gente está sentindo muito aqui. Em 22 de maio de 2014 eu, Rebeca Campos Ferreira, Perita em Antropologia do Ministério Público Federal, estive na Penitenciária de Médio Porte Pandinha, em Porto Velho RO, com os indígenas Gilson Tenharim,

Leia mais

Lista de Recuperação de Arte 6º ANO

Lista de Recuperação de Arte 6º ANO 1 Nome: nº Data: / /2012 ano bimestre Profa.: Denise Lista de Recuperação de Arte 6º ANO Nota: 1) A arte fez parte da vida do homem desde a pré-história ( período anterior ao surgimento da escrita ) que

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social. O Projeto Social Luminando

Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social. O Projeto Social Luminando Lúmini Art Centro de Pesquisa, Cultura e Ação Social O Projeto Social Luminando O LUMINANDO O Luminando surgiu como uma ferramenta de combate à exclusão social de crianças e adolescentes de comunidades

Leia mais

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares.

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares. O mestre morreu. Viva o novo mestre. Jorge das Graças Veloso Programa de Pós-Graduação em Artes VIS/IdA UnB. Professor Adjunto Doutor em Artes Cênicas UFBA. Ator, diretor, dramaturgo, professor/unb. Resumo:

Leia mais

O Mistério dos Maias. O que aconteceu com os Maias?

O Mistério dos Maias. O que aconteceu com os Maias? O Mistério dos Maias O que aconteceu com os Maias? O que aconteceu com os Maias? A cultura dos Maias do Período Clássico era muito avançada. A sociedade Maia era muito estável. Eles desenvolveram arte,

Leia mais

Senhor Presidente. Senhor Presidente,

Senhor Presidente. Senhor Presidente, Intervenção proferida pelo Deputado Clélio Meneses aquando da discussão do Plano e Orçamento para 2012. Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente, Senhora e Senhores Membros do

Leia mais

Nome: 5º ano (4ª série): AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES DO CONTEÚDO DO GRUPO V 2º BIMESTRE PERÍODO DA TARDE

Nome: 5º ano (4ª série): AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES DO CONTEÚDO DO GRUPO V 2º BIMESTRE PERÍODO DA TARDE Vila Velha, de de 01. Nome: 5º ano (4ª série): AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES DO CONTEÚDO DO GRUPO V º BIMESTRE PERÍODO DA TARDE Eixo temático: Sabor de tradição regional Total de pontos Média Pontos obtidos

Leia mais

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014

7ºano 2º período vespertino 25 de abril de 2014 GEOGRAFIA QUESTÃO 1 A Demografia é a ciência que estuda as características das populações humanas e exprime-se geralmente através de valores estatísticos. As características da população estudadas pela

Leia mais

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma

A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria. Não é somente através do som de uma Dança Desde 1982, no dia 29 de abril, comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean- Georges Noverre. A Dança é a arte de mexer o corpo,

Leia mais

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1

12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( X ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

RIF Ensaio Fotográfico

RIF Ensaio Fotográfico RIF Ensaio Fotográfico Salve Jorge! Devoção popular em vermelho e branco... Em reza e samba Diego Dionísio 1 1 Graduado em Comunicação Social. Técnico de inventário do Patrimônio Imaterial na América Latina

Leia mais

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA

ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA ARTE E CULTURA AFRO-BRASILEIRA Cultura afro-brasileira é o resultado do desenvolvimento da cultura africana no Brasil, incluindo as influências recebidas das culturas portuguesa e indígena que se manifestam

Leia mais

Para onde vou Senhor?

Para onde vou Senhor? Para onde vou Senhor? Ex 40:33-38 "Levantou também o pátio ao redor do tabernáculo e do altar e pendurou a coberta da porta do pátio. Assim, Moisés acabou a obra. Então a nuvem cobriu a tenda da congregação,

Leia mais

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes Árabes Componentes: Sabrina, Lucille,Giovana, M, Lucas C, João Vitor Z, Samuel. Disciplina: Estudos Sociais, Informática Educativa, Língua Portuguesa. Professores: Uiliam Michael, Cristiane Keller, Daniele

Leia mais

Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013

Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013 Repasse da 76a. Assembléia da CNBB Sul I Aparecida de 10 a 12/06/2013 1. Finalidade do Ano da Fé; 2. O que é a Fé; 3. A transmissão da Fé enquanto professada, celebrada, vivida e rezada; 4. O conteúdo

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 25 Discurso na cerimónia de entrega

Leia mais

ADMA Manique Bicesse. Projeto pastoral Ano 2014-2015

ADMA Manique Bicesse. Projeto pastoral Ano 2014-2015 ADMA Manique Bicesse Projeto pastoral Ano 2014-2015 Conselho Animador espiritual: Pe. Luciano Miguel Presidente: Mª dos Anjos Branco Vice-presidente: Mª Ana Martins Secretária: Adelaide Martins Tesoureiro:

Leia mais

Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil

Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil Experiências Locais: Situação Atual e Futuro do ISP no Brasil Marcos Kisil idis@idis.org.br 3 de abril de 2008 5º Congresso GIFE de Investimento Social Privado 1 Contexto do Investimento Social na América

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA

A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA A REDE URBANA NO VALE DO PARAÍBA: ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA DO MUNÍCIPIO DE REDENÇÃO DA SERRA RODRIGO ALEXANDRE PEREIRA CALDERARO 1 e EVÂNIO DOS SANTOS BRANQUINHO 2 calderaro.ro@gmail.com; evanio.branquinho@unifal-mg.edu.br

Leia mais

P Como foi essa experiência com o barco da Justiça no

P Como foi essa experiência com o barco da Justiça no VISITA AO AMAPÁ FÁTIMA NANCY ANDRIGHI Ministra do Superior Tribunal de Justiça A Justiça brasileira deve se humanizar. A afirmação foi feita pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça,

Leia mais

FORMULARIO DE QUALIFICAÇÃO DE EVENTOS TURÌSTICOS 2014

FORMULARIO DE QUALIFICAÇÃO DE EVENTOS TURÌSTICOS 2014 FORMULARIO DE QUALIFICAÇÃO DE EVENTOS TURÌSTICOS 2014 Município: MORRO DA GARÇA/MG Categoria... Tipo... Nome do Evento: FESTA DA LAVOURA DE MORRO DA GARÇA Sigla: FLMG Local do Evento: PRAÇA SÃO SEBASTIÃO

Leia mais

Tema ASCENSÃO DO SENHOR

Tema ASCENSÃO DO SENHOR Encontro n. 6 ema ASCENSÃO DO SENHOR I. ACOLHIDA Ambiente: Lenço branco sobre a mesa, como sinal de despeida; uma cadeira vazia ou um banco próximo ao altar. Bíblia sobre o altar, vela acesa, com flores.

Leia mais

A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I. Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo

A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I. Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo A REPRESA CAIGUAVA E OS INDIOS GUARANI DA ALDEIA ARAÇA-I Mario Sergio Michaliszyn Antropólogo Universidade Positivo Áreas de Proteção Ambiental APAs OBJETIVOS: Conciliar o desenvolvimento econômico e a

Leia mais

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver.

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver. A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Este trabalho tem o objetivo de discutir a sustentabilidade do território A uwe- Marãiwatsédé, mediada pelas relações econômicas,

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS

A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS OS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS NOVEMBRO DE 2013 A INSERÇÃO DOS NEGROS NOS MERCADOS DE TRABALHO METROPOLITANOS A sociedade brasileira comemora, no próximo dia 20 de novembro, o Dia da

Leia mais

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I ARTES. Conteúdo: Aula 1 e 2: Canção de roda.

FORTALECENDO SABERES CONTEÚDO E HABILIDADES APRENDER A APRENDER DINÂMICA LOCAL INTERATIVA I ARTES. Conteúdo: Aula 1 e 2: Canção de roda. Conteúdo: Aula 1 e 2: Canção de roda. 2 Habilidades: H12 Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais. 3 Música clássica- baseada no folclore Heitor

Leia mais

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil.

O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. ATIVIDADE 01 MANIFESTAÇÕES DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA O nosso jeito de falar, de gesticular, de cultuar e rezar, de ser e de viver, é profundamente marcado pela presença dos africanos no Brasil. Com eles

Leia mais

Perfil Socioeconômico de Comunidades a Serem Atingidas por Empreendimentos

Perfil Socioeconômico de Comunidades a Serem Atingidas por Empreendimentos Perfil Socioeconômico de Comunidades a Serem Atingidas por Empreendimentos Perfil Socioeconômico de Comunidades a Serem Atingidas por Empreendimentos Prof. Eliane Almeida Out./2014 Perfil Socioeconômico

Leia mais

USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA

USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA An Innovations in Technology and Governance Case Study Desde o final dos anos 1980, diversos governos

Leia mais

DEDICATÓRIA. Dedico esta obra a todos os leitores de Uma. Incrível História Euro-Americana no período em

DEDICATÓRIA. Dedico esta obra a todos os leitores de Uma. Incrível História Euro-Americana no período em DEDICATÓRIA Dedico esta obra a todos os leitores de Uma Incrível História Euro-Americana no período em que esta foi postada no blog Dexaketo, tornando-a o folhetim mais lido na história do blog até meados

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com

Revista África e Africanidades Ano 2 - n. 5 - Maio. 2009 - ISSN 1983-2354 www.africaeafricanidades.com Homenagem Maria Stella de Azevedo Santos Mãe Stella de Oxossi Por Juliana Faria Escritora, Psicóloga e Presidente do Centro de Referência e Estudos da Tradição e Cultura Afro- Brasileira do Ilê-Axé Pilão

Leia mais

O Exorcista-Mor do Vaticano afirma que ainda não se fez a Consagração da Rússia

O Exorcista-Mor do Vaticano afirma que ainda não se fez a Consagração da Rússia O Exorcista-Mor do Vaticano afirma que ainda não se fez a Consagração da Rússia pelo Padre Gabriele Amorth Portanto, com a Consagração de 1984 não se realizou uma adequada Consagração da Rússia. E eu estava

Leia mais

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X

Sumário. Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X Sumário Agradecimentos II Resumo III Resumen V Abstrat X 1. Introdução Centro da investigação 01 Delimitação do campo de estudo e aproximação metodológica 02 Os percursos da investigação: o Rio Grande

Leia mais

Cerimonial religioso Texto: Kathia Pompeu Ilustração: Ricardo Rocha

Cerimonial religioso Texto: Kathia Pompeu Ilustração: Ricardo Rocha 182 Cerimonial religioso Texto: Kathia Pompeu Ilustração: Ricardo Rocha PASSO A PASSO DO CORTEJO Rico em tradições e costumes, o casamento atravessa os séculos alimentando o sonho romântico de casais apaixonados.

Leia mais

"Ajuntai tesouros no céu" - 1

Ajuntai tesouros no céu - 1 "Ajuntai tesouros no céu" - 1 Mt 6:19-21 "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a

Leia mais

Urbanização no Brasil

Urbanização no Brasil Urbanização no Brasil Urbanização é o aumento proporcional da população urbana em relação à população rural. Segundo esse conceito, só ocorre urbanização quando o crescimento da população urbana é superior

Leia mais

Algumas idéias preliminares sobre a reconstrução de São Luiz do Paraitinga

Algumas idéias preliminares sobre a reconstrução de São Luiz do Paraitinga Algumas idéias preliminares sobre a reconstrução de São Luiz do Paraitinga Primeira idéia A crise gerada pela enchente é multidimensional 1 Dimensão Patrimônios Famílias estão sem casa; Casario foi danificado;

Leia mais

Ficha de Caracterização de Projecto

Ficha de Caracterização de Projecto Ficha de Caracterização de Projecto Projecto +Skillz E5G Programa Escolhas Promotor: Associação Mais Cidadania 2 A. IDENTIFICAÇÃO GERAL DA ENTIDADE Projecto Projecto +Skillz E5G Promotor: Associação Mais

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

Uma Procissão em Comunhão a Nossa Senhora

Uma Procissão em Comunhão a Nossa Senhora Uma Procissão em Comunhão a Nossa Senhora Os Paroquianos de Canidelo, na noite de 29.05.2015 presentearam Nossa Senhora e Nossa Mãe Maria Santíssima, com uma bela e sublime procissão. Foram quatro procissões

Leia mais

Usos e Costumes. Nos Dias Atuais TIAGO SANTOS

Usos e Costumes. Nos Dias Atuais TIAGO SANTOS Usos e Costumes Nos Dias Atuais TIAGO SANTOS [ 2 ] Prefácio Nos dias atuais temos visto muitas mudanças de paradigmas nos regulamentos internos de nossas instituições. Isso tem ocorrido pela demanda de

Leia mais

Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural

Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural Festa de Nossa Senhora da Abadia no município de Jataí/GO: uma expressão cultural Marlene Flauzina OLIVEIRA Mestranda em Geografia - Programa de Pós-Graduação Campus Jataí/UFG mflauzina@hotmail.com Eguimar

Leia mais

Amone Inacia Alves Graduada em História - UESB Especialista em Ciência Política - IBPEX Mestre em Sociologia das Organizações - UFPR

Amone Inacia Alves Graduada em História - UESB Especialista em Ciência Política - IBPEX Mestre em Sociologia das Organizações - UFPR Folclore Mede-se a inteligência de um povo pela sua capacidade de não só ser gente. Nascemos gente ao acaso, ao natural e transformamos em povo na busca perfeita pelas formas, curvas e cores. São as cores

Leia mais

Time Code. Sugestão (conexões externas)

Time Code. Sugestão (conexões externas) Número da fita: 0047 Título: Entrevista com Geraldo Abel Mídia: Mini DV Time Code in out 00 20 00 06 11 S. Abel e esposa sentados, rodeados pelos instrumentos da folia e pela bandeira. S. Abel mostra passo

Leia mais

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Leonardo César PEREIRA 1 ; Revalino Antonio FREITAS (orientador) Palavras-chave: trabalho, migração, fronteira,

Leia mais

Período composto. Orações subordinadas adverbiais

Período composto. Orações subordinadas adverbiais Período composto Orações subordinadas adverbiais Orações subordinadas Orações que mantém relação de dependência sintática e semântica entre a oração subordinada e a oração principal. Ex.: Eu tenho dúvida

Leia mais

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil

Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Respostas das questões sobre as regiões do Brasil Região Norte 1. Qual a diferença entre região Norte, Amazônia Legal e Amazônia Internacional? A região Norte é um conjunto de 7 estados e estes estados

Leia mais

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados,

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados, Dircurso proferido Pela Dep. Socorro Gomes, na Sessão da Câmara dos Deputados do dia 08 de novembro de 2006 acerca da 19ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio

Leia mais

Levantamento Histórico

Levantamento Histórico Praça Roosevelt Levantamento Histórico Até o final do século XIX, o local onde se encontra a Praça Roosevelt era a chácara de Dona Veridiana Prado. Este local teve diversos usos durante este período, desde

Leia mais

TEMA: POPULAÇÃO JOVEM DE 16 A 24 ANOS

TEMA: POPULAÇÃO JOVEM DE 16 A 24 ANOS Em 5 de agosto de 2013 foi sancionado o Estatuto da Juventude que dispõe sobre os direitos da população jovem (a Cidadania, a Participação Social e Política e a Representação Juvenil, a Educação, a Profissionalização,

Leia mais