Os principais aspectos da NR 22 e sua importância na proteção dos trabalhadores na mineração 3,8

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1 Os principais aspectos da NR 22 e sua importância na proteção dos trabalhadores na mineração 3,8 Acimarney Correia Silva Freitas¹, Ione Medeiros Alves², Jéssica Santos Lima 3, Lucélia Rodrigues da Silva 4, Millena Samara Reis Silva 5, Mônica leite Chaga 6, Rhaian Souza Cajahiba 7 ¹Orientador deste Artigo e Professor de Direito - IFBA. ²Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. ³Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. 4 Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. 5 Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. 6 Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. 7 Discente do Curso Técnico em Mineração - IFBA. Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar alguns dos principais aspectos relacionados à saúde e a segurança do trabalhador no ramo da mineração conforme a NR 22, prezando o bemestar no ambiente de trabalho, totalizando a coletividade. As normas vigentes prezam não só a aplicação das leis, mas também a conscientização do trabalhador e empregador devido a um histórico crônico de acidentes na mineração com perdas consideráveis na produtividade, no cotidiano das empresas e a integridade física dos mesmos. Levando em consideração o principal objetivo da NR 22, será apresentado as principais medidas de prevenção dos acidentes visando ao máximo a sua minimização. Palavras-chave: SEGURANÇA, NR 22, ACIDENTES, SAÚDE, PREVENÇÃO, MINERAÇÃO 1. INTRODUÇÃO Sabe-se que no setor da mineração há uma crescente preocupação relacionada com a segurança e saúde do trabalhador, uma vez que há uma conscientização por parte dos empregadores para estarem de acordo com as normas exigidas por lei, e os empregados para zelar pela sua integridade física. Tais conscientizações têm por objetivo buscar medidas mitigadoras para problemas decorrentes de um histórico de descaso no setor, e evitar os crescimentos dos mesmos, fazendo assim com que os trabalhadores dos empreendimentos atingidos, respeitem as novas legislações, proporcionando as mudanças não só físicas, mas também comportamental e psicológica.

2 Com o intuito de sanar os números exponenciais de acidentes e doenças ocupacionais causadas pela devida falta de regulamentação do setor, o ministério do trabalho organizou a Norma Regulamentadora (NR) 22 voltada para a segurança e a saúde do trabalhador minerador, prezando uma adequação geral dos envolvidos em busca de melhorias contínuas. Sobre isso, Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores. (NR 22, 1978) Diante disso, pode-se inferir que as adoções de tais medidas exigem tempo, mão de obra qualificada e especializada e alto comprometimento de profissionais voltados para a implementação das regras e fiscalização. Contudo, se realizadas adequadamente são muito eficazes na preservação da segurança e saúde dos trabalhadores, permitindo a diminuição do número de acidentes, evitando perdas de produção ou alterações na rotina de trabalho e na vida pessoal. 2. METODOLOGIA Esse artigo foi elaborado com base na NR 22 vigente, sendo observados alguns aspectos da segurança e saúde do trabalhador na mineração e analisados os principais setores com risco iminente à funcionalidade do trabalho. Como complementações, foram realizadas pesquisas na web, em sites especializados e em dados levantados. 3. DESENVOLVIMENTO Sabe-se que a saúde ocupacional está relacionada com a qualidade de vida do trabalhador em seu local de trabalho. Como meio de proteger a saúde dos mesmos e promover o bem-estar físico, mental e social, precavendo e controlando os acidentes e as doenças através da redução das condições de risco, as empresas e o permissionário da lavra garimpeira tem que zelar pelo exato implemento da presente norma (NR 22), dando toda as informações necessárias aos órgãos

3 fiscalizadores sobre cada setor. Cabe também a empresa ou permissionário obstruir qualquer atividade que arrisque a saúde e segurança do trabalhador às condições de risco grave. E, para que isso não aconteça, devem-se passar informações a empresa sobre os riscos que podem acontecer nas áreas onde serão desenvolvidas suas atividades. É de responsabilidade também organizar e praticar o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional PCMSO (segundo a Norma Regulamentadora n 7) e elaborar o Programa de Gerenciamento de Risco (PGR) que inclui riscos físicos, químicos e biológicos; atmosferas explosivas; deficiência de oxigênio; ventilação; planos de emergência; entre outros. O Programa de Gerenciamento de Riscos deve considerar os níveis de ação acima dos quais devem ser desenvolvidas ações preventivas, de forma a minimizar a probabilidade de ultrapassagem dos limites de exposição ocupacional, implementando medidas para o monitoramento periódico da exposição, informação dos trabalhadores e o controle médico. É de responsabilidade do trabalhador zelar não só pela sua segurança e saúde, mais sim a de terceiros que podem ser afetados por suas ações ou falhas no trabalho. Os trabalhadores têm o direito de interromper suas atividades se a mesma apresentar situações de riscos graves para sua saúde e segurança e a de terceiros, comunicando de imediato ao supervisor para tomar medidas aceitáveis. Partindo para algumas medidas preventivas no setor da mineração, especificamente nas atividades realizadas no subsolo, o mesmo deve dispor de sistema de ventilação e que acarreta os seguintes requisitos: auxílio de oxigênio, renovação sucessiva do ar, ser conservado e operado de forma regular e contínua entre outros. Esse processo de ventilação deve ser operado e elaborado para cada mina, sendo atualizado periodicamente e obtendo os seguintes dados como a localização, extração e pressão dos ventiladores principais, direção e sentido do fluxo de ar. Nos locais onde as pessoas estiverem trabalhando, o oxigênio no ar não deve ser baixo de dezenove por cento em volume. Nos locais de trabalho onde as pessoas circulam devem ter sistema de iluminação, e caso não tenha os trabalhadores devem usar equipamentos individuais de iluminação. No setor da mineração, os empregadores e trabalhadores precisam estar atentos tanto com a organização como os métodos de trabalho, para que assim não afete de maneira negativa a

4 saúde e segurança dos mesmos. Sabe-se que os mineiros, na maioria das vezes, trabalham em ambientes sem ventilação, fazem escavações, extraem minérios, e ao mesmo tempo, tomam medidas para impedir que se produza uma reação imediata da degradação do meio ambiente. Além disso, a atividade mineradora submete os trabalhadores a permanecerem dentro de minas subterrâneas provocando vários tipos de doenças pulmonares, devido à exposição a agentes químicos, físicos e biológicos, que na maioria das vezes, dependendo do tempo de exposição e do tipo de minério a ser explorado, não há um tratamento adequado para sua cura. Segundo a NR 22, nos locais onde haja geração de poeiras na superfície ou no subsolo, a empresa ou Permissionário de Lavra Garimpeira deverá realizar o monitoramento periódico da exposição dos trabalhadores, através de grupos homogêneos de exposição e das medidas de controle adotadas [...]. É necessária a adoção de medidas que eliminem ou reduzam os efeitos sobre a saúde dos trabalhadores, como a utilização de equipamentos de proteção individual considerando os níveis da ação, e sendo que esses locais de trabalho sejam equipados de forma que os trabalhadores possam desempenhar as funções que lhes forem confiadas. Um exemplo está nos trabalhos realizados em superfícies inclinadas, na qual o trabalhador corre o risco de quedas superior a dois metros, sendo assim necessário adotar uma medida obrigatória do uso de cinto de segurança, adequadamente fixado, conforme solicitado pela NR 22. Outra medida adotiva para uma melhor segurança dos mineiros, conforme a NR 22 é controlar a estabilidade do maciço, analisando critérios de engenharia, incluindo ações para monitorar o movimento dos estratos; tratar de forma adequada o teto e as paredes dos locais de trabalho e de circulação de pessoal; monitorar e controlar as bancadas e taludes das minas a céu aberto; verificar o impacto sobre a estabilidade de áreas anteriormente lavradas e verificar a presença de fatores condicionantes de instabilidade dos maciços, em especial, água, gases, rochas alteradas, falhas e fraturas. Com relação às áreas de utilização de material inflamável, assim como aquelas sujeitas à ocorrência de explosões ou incêndios, as mesmas devem estar sinalizadas, com indicação de área de perigo e proibição de uso de fósforos, ou outros meios que produzam calor, faísca ou chama. Em depósitos de substâncias tóxicas e de explosivos e nos tanques de combustíveis inflamáveis devem ser fixados, em local visível, indicações do tipo do produto. Os dispositivos de sinalização

5 devem ser mantidos em perfeito estado de conservação. As áreas mineradas ou desativadas, que ofereçam perigo devido a sua condição ou profundidade, devem ser cercadas e sinalizadas ou vigiadas contra o acesso de pessoas não autorizadas. Todas as operações envolvendo explosivos e acessórios devem observar as recomendações de segurança do fabricante. É importante saber manusear e utilizar o material explosivo, por isso deve ser efetuado por pessoas devidamente treinadas. A execução do plano de fogo deve ser supervisionada ou executada pelo encarregado do fogo, também chamado de blaster. Os depósitos de explosivos e acessórios, no subsolo, não podem estar localizados junto a galerias de acesso de pessoal e de ventilação principal da mina, pois alguns explosivos são muito sensíveis e nos acessos dos depósitos de explosivos e acessórios devem estar disponíveis dispositivos de combate a incêndios. Somente pessoas devidamente qualificadas podem acessar esses depósitos. Nas minas e instalações sujeitas a emanações de gases tóxicos, explosivos ou inflamáveis, o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deverá incluir ações de prevenção e combate a incêndio e de explosões acidentais. As ações de prevenção e combate a incêndio acidentais são implementadas pelo responsável da mina e inclui no mínimo a indicação de um responsável pelas equipes, serviços e equipamentos para realizar as medições permanentemente organizadas, atualizadas e disponíveis à fiscalização. Toda a mineração deve possuir uma equipe treinada de combate a incêndio e sistema de alarme, sendo que as equipes deverão ser treinadas por profissional qualificado e fazer exercícios periódicos de simulação. Outro requisito de segurança a ser analisados se refere à proteção contra inundações, cuja empresa ou o permissionário de lavra garimpeira deve adotar medidas que previnam as inundações acidentais nas instalações. No subsolo serão adotadas as providências de controlar a quantidade de água e suas variações ao longo do tempo; adotar sistema de comunicação sempre que houver risco iminente de inundação das galerias de acesso ou saída de pessoal. Com relação às operações de emergência, em toda mina tem que se elaborar, implementar e manter um plano de emergência, identificando os riscos maiores, normas de incêndio, inundações, explosões, desabamentos, simulação de salvamento, sinalização de energia, entre

6 outros requisitos, competindo ao supervisor conhecer e divulgar esses procedimentos. A empresa deve treinar semestralmente à brigada de emergência, e anualmente, simulações de plano de emergência. Além disso, deve existir uma área reservada para refúgio, em caso de emergência, devidamente construída e equipada para abrigar o pessoal e prestação de primeiros socorros, isso nas minas de subsolo. Toda mina subterrânea deve conter obrigatoriamente duas vias de acesso á superfície, uma via principal e uma de emergência, separadas entre si. As vias primárias e secundárias deve haver alternativas de trânsito, e as saídas de emergência deve ser direcionadas para o exterior, sendo sinalizadas e mantidas desobstruídas. No subsolo, os locais de trabalho devem possibilitar a imediata evacuação, em condições de segurança para os trabalhadores. Chaminés e planos inclinados à saída de emergência devem a ver escadas construídas e instaladas. Levando em consideração todos os riscos que o ambiente de trabalho nos oferece, foi criada a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na Mineração (CIPAMIN), que tem por objetivo observar e relatar esses riscos, tendo como foco a preservação de acidentes e doenças do trabalho na mineração tornando compatível com a segurança e saúde dos trabalhadores. As regras em função da (NR) 22, voltadas para instalações, maquinários e operação, exige certo rigor da sua aplicação, pois envolvem diretamente as atividades rotineiras de uma mina, a integridade física do trabalhador e o grupo no qual ele está inserido. Com relação ao trânsito terrestre em uma mina, as regras requerem toda uma atenção para que os diferentes tipos de veículos possam trafegar em conformidade. Veículos de transporte de carga, trabalhadores, máquinas de grande porte como perfuratrizes, caminhões, guindastes, veículos pequenos com sinalização adequada para uma melhor visualização com o uso de bandeiras e sistema de antena telescópica devem ser operados por pessoal habilitado e treinamento devido, caso, haja necessidades. O dimensionamento das vias e estradas deve ser proporcional aos maiores veículos da mina, e, com as margens de segurança respeitadas, cujas sinalizações devem estar estrategicamente posicionadas para uma melhor visualização de todos que a utilizam. Placas e avisos devem estar em bons estados de conservação, e com características de visualização reflexivas para à noite, e também para os dias de mal tempo, com neblina e chuva, havendo também a sinalização de áreas restritas.

7 As instalações que contenham sistema de correntes, polias e correias transportadoras, devem ser projetadas e instaladas conforme recomendam as normas e especificações técnicas vigentes que atendam as necessidades ergonômicas e dispositivos de proteção ao operador. Sistemas de acionamento dos equipamentos devem estar em locais estratégicos e só podendo ser acionado por pessoal autorizado. Para equipamentos que tenham funcionamento automático, devem conter dispositivos de fácil acesso espalhado do decorrer do processo, que interrompam o seu funcionamento quando for necessário; sinalizações visuais e sonoras devem avisar sobre perigos, quando um sistema for interrompido e previamente quando voltar a seu funcionamento. Operações que exigem o uso de equipamentos de guindar devem possuir indicações de carga máxima e velocidade máxima de operação, e como motivo de segurança, dispositivos que paralisem as operações, caso seja ultrapassado os limites indicados, a exemplo de caminhões guindastes e guincho de plataforma fixa. Para meio de transporte vertical e extração de subsolo acionado por guincho, deve possuir sistema de velocidade conforme o peso sustentado, carregado com, no mínimo, cento e cinquenta por cento da carga máxima recomendada, nunca excedendo o limite máximo de carga, e sistema de frenagem que possibilite a sustentação parado em qualquer posição quando desejado ou em situações de risco como, houver interrupção de energia, ultrapassado o limite de velocidade e carga máxima permitida. Em instalações elétricas nas minas, a manutenção do sistema elétrico deve ser executada com o equipamento desligado, bloqueado e aterrado. A energia elétrica instalado no teto de galerias para alimentar equipamentos deve ser equipada com proteção automática, caso haja curto circuito ou sobrecarga, este deve estar a uma altura compatível como o trânsito seguro de pessoas. 4. CONCLUSÃO Percebe-se que no setor da mineração, o termo segurança é totalmente vinculado ao cotidiano do trabalho realizado. O risco nesse ramo não pode ser descartado, pois todas as atividades realizadas requerem um cuidado específico que tem como referência a NR 22, norma esta que tem como objetivo abordar as principais medidas preventivas referentes aos altos riscos

8 da mineração, pois como se sabe esse setor apresenta um elevado grau de risco de número 4. A partir daí, tais medidas apresentadas objetivam minimizar e/ou eliminar quaisquer efeitos negativos provocados no trabalhador. Sendo assim, foi visto que a conscientização é essencial para que haja uma diminuição gradativa dos acidentes relacionados, sem contar com a fiscalização periódica que é uma ferramenta de total importância para que sejam cumpridas as normas em prol do coletivo, como treinamentos específicos para determinadas funções, e em operações de máquinas de grande porte é outro fator que determina como essa atividade irá ser realizada com segurança. A busca por esse equilíbrio entre trabalho e segurança é o que irá determinar o modo como esse setor é visto por terceiros, uma vez que ele mesmo reconheça os efeitos gerados pela falta dessa sintonia.

9 REFERÊNCIAS 22%20(atualizada%202014).pdf, acessado em 23/05/14 às 14hs.

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