Creche Municipal Pequeno Príncipe

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1 DESCRIPCIÓN DE LA INSTITUCIÓN UBICACIÓN GEOGRÁFICA Região: Centro Oeste Município: Porto dos Gaúchos MT Título da experiência: Construindo sua identidade no universo da brincadeira Autoras: Claudiane Eidt Bertol, Elizabete Inácio Castro Alves e Leniana Heinen Feitosa CONTEXTO INSTITUCIONAL O Projeto que se apresenta demonstra como é desenvolvida a Proposta Pedagógica na Creche Municipal Pequeno Príncipe, no Município de Porto dos Gaúchos-MT. A inclusão de uma criança com deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades superdotação no sistema regular de ensino é um dos mais importantes desafios vivenciados por nós educadores. Em nossa Instituição de Educação Infantil, sentimos algumas dificuldades em atender uma criança com Síndrome de Down, sendo um verdadeiro desafio a ser vencido, pois a teoria e os conhecimentos adquiridos por meio de leituras e pesquisas nos preparam de uma maneira teórica, mas é somente na prática e no desenvolvimento do trabalho no cotidiano com estas crianças que desenvolvemos nossos próprios métodos Diante disto, nossa instituição tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais. 1

2 EQUIPE DE TRABALHO A equipe de profissionais que desenvolve o trabalho diretamente com a criança é formada por cinco profissionais, em horários alternados, sendo duas professoras pedagogas e três auxiliares do apoio educacional, que nos auxiliam em todas as atividades desenvolvidas. Não deixando de enfatizar a importância de todos os profissionais da instituição, que é composta pela diretora, por 6 pedagogas, 8 apoios educacionais, 4 apoios administrativos, 1 secretária escolar, 2 cozinheiras, 1 auxiliar de cozinha e 2 vigias que, de maneira direta ou indireta, contribuem para o desenvolvimento das crianças. Eu Leniana sou professora da turma, Pedagoga com Especialização em Psicopedagogia e Educação Infantil. POPULAÇÃO BENEFICIADA Na instituição são atendidas, na maioria, crianças oriundas de famílias de baixa renda. No entanto, a visão de Educação Infantil e Creche vem mudando em nossa sociedade, onde vem havendo significativa procura por vagas de outras classes sociais, valorizando e reconhecendo o trabalho da instituição em nosso Município. Há na instituição cerca de oitenta crianças matriculadas no ano letivo de 2010, sendo uma com Síndrome de Down frequentando a creche há três anos. Neste ano de 2010, houve a inclusão de uma criança com hidrocefalia e outra com esquisencefalia, onde estão sendo feitas as adaptações necessárias para que cada uma desenvolva suas habilidades, sendo estimulada em todos os aspectos. OBJETIVO GERAL DA EXPERIÊNCIA Temos por objetivo propiciar condições de cuidado e aprendizagem significativas, de respeito ao caráter lúdico e prazeroso das atividades, de ações planejadas e intencionais, de atitudes de aceitação, respeito e confiança, de auxílio à apropriação de potencialidades corporais, afetivas, emocionais e éticas, estimulando o contato da criança com deficiência com os colegas, permitindo a troca de idéias, a expressão de emoções e o contato físico, auxiliando nas diversas atividades na perspectiva de contribuir para a formação e o desenvolvimento das crianças. 2

3 DESENVOLVIMENTO DA EXPERIÊNCIA E ACTIVIDADES O meio onde a criança com Deficiência Intelectual está integrada é de fundamental importância, onde passa a ser incentivada a superar seus obstáculos, melhorando sua auto-estima e suas capacidades, havendo assim a necessidade de integrá-las na escola desde cedo, pois terão mais oportunidades de independência nos laços de amizades que serão construídos durante esse caminho. São de grande importância as classes heterogêneas, pois possibilitam o sucesso da integração, no qual todos aprendem juntos, respeitando e considerando as diferenças e dificuldades. A importância da inclusão desde a Educação Infantil contribui na construção da sociedade na qual pessoas sentem orgulho em ajudar a criar oportunidades e a superação do medo das diferenças, valorizando e apoiando um ao outro. Superando assim as barreiras da exclusão. É necessário que o educador estabeleça vínculos afetivos num ambiente saudável, que favoreça a criança com Deficiência Intelectual na sua independência e autonomia. É necessário auxiliar a criança com Síndrome de Down. desde cedo a desenvolver os interesses e habilidades necessárias para a realização de uma variedade de atividades que causam alegria e satisfação derivadas do uso efetivo do corpo contribuirão no sentido de tornar as experiências futuras de vida da criança mais recompensadoras. (Pueschel p.37). A estimulação desde o nascimento proporciona condições para que a criança desenvolva suas capacidades e o seu potencial, respeitando sua individualidade e suas características. Boa parte das crianças com Síndrome de Down demonstra uma atividade lúdica adequada ao nível cognitivo. É por meio do brincar que devemos observar o padrão de desenvolvimento da criança, pois ela explora os objetos de acordo com suas habilidades motoras. Observando o modo de agir e brincar, de acordo com suas necessidades é que contribuímos na estimulação e no desenvolvimento de suas habilidades. É dessa forma que a nossa instituição apresenta, em sua metodologia, o educar e o cuidar, ações presentes no desenvolvimento das atividades lúdicas. A partir desta visão, são desenvolvidas atividades pedagógicas e recreativas por meio de projetos que propiciam a interação e socialização entre as crianças. São elaborados Projetos Pedagógicos envolvendo a formação pessoal e social, conhecimento 3

4 de mundo e de algumas datas comemorativas significativas às crianças, onde são desenvolvidas atividades sobre os temas trabalhados a partir das rodas de conversas, músicas, imitações, expressão corporal, coordenação motora, histórias com fantoches e avental de histórias, jogos, brincadeiras, atividades com espelho, jogos de encaixe, jogos da memória, recortes, colagens, pinturas... cada atividade realizada apresenta um objetivo específico. A mala é composta por sapatos, roupas, chapéus, lençóis onde as crianças brincam livremente desenvolvendo o faz-de-conta e sua imaginação. Nas atividades de recreação utilizamos arcos, bolas, circuito, balanços, pula-pula, casinha de bolinhas, gangorra, escorregador..., onde determinadas atividades são dirigidas. Em outro momento, as crianças têm a oportunidade de brincar livres pelo pátio para que optem como e com o que desejam brincar. Na caixa de areia as crianças tem a disposição brinquedos de areia, onde desenvolvem sua imaginação, criatividade, coordenação motora e socializam com as crianças das outras turmas. As atividades pedagógicas e recreativas são planejadas antecipadamente pelas professoras, sendo integradas juntamente a rotina da instituição, onde são adaptadas conforme a disposição e interesse das crianças. Durante as atividades vemos que a criança com Síndrome de Down não quer ser tratada de forma especial ou diferenciada. Ela realmente deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. Percebemos isso com a criança com Síndrome de Down de nossa instituição, pois ela realiza todas as atividades propostas às demais crianças, não com a mesma agilidade e coordenação, mas com muito interesse. As demais crianças aceitam igualmente o diferente e o tratam com carinho e respeito, colaborando também nos cuidados com o colega. Houve grandes avanços com esse aluno em nossa instituição, pois quando ingressou, com 1 ano e 8 meses, não sabia andar, falar e nem se alimentar sozinho. Hoje, com 3 anos e 6 meses, é uma criança ativa, esperta e independente, muitas vezes não aceita a ajuda ou o cuidado que queremos oferece-lo, quer fazer sozinho como os outros, suas habilidades motoras e intelectuais estão se desenvolvendo a cada dia que passa. 4

5 Após a inclusão da criança com Síndrome de Down, tivemos a oportunidade de desenvolver melhor nossa pratica pedagógica e possibilitando adaptações ao ambiente, dando assim mais condições para que possamos desenvolver este trabalho com as demais crianças com deficiência que neste ano de 2010 estão inclusas nesta instituição. 5

6 EVALUACIÓN DE LA EXPERIENCIA RESULTADOS E AVALIAÇÃO A escola deve permitir que a criança se desenvolva de acordo com suas necessidades e interesses, expressando seus sentimentos e emoções, na qual possibilite a motivação, a relação pessoal, assumindo tarefas e enfrentando situações mais complexas. Compreendemos que os resultados que estamos tendo com a criança é satisfatório e positivo, pois a cada dia que passa vemos novos avanços em seu desenvolvimento. As crianças com Síndrome de Down podem desenvolver suas habilidades tanto quanto as demais crianças. Toda criança é capaz de aprender, sendo necessário estímulo e valorização. De todas as experiências que surgem para nós, professoras da Educação Infantil, trabalhar com a inclusão e receber um aluno com deficiência intelectual foi e é um grande desafio que está sendo superado ao longo do processo educativo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados nos possibilitam constatar que a inclusão de crianças com deficiência intelectual foi percebida como construtiva para o desenvolvimento dos professores e para as outras crianças. A convivência com colega com Síndrome de Down proporcionou maior grau de interação na turma, a construção de vínculos afetivos e a diminuição de preconceitos em relação a colegas com deficiência. As crianças mostram-se interessadas, curiosas e disponíveis para a convivência com o colega com deficiência, estabelecendo uma relação de colaboração e cooperação. 6

7 EVALUACIÓN DE LA EXPERIENCIA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Fernandes, Sueli. Fundamentos para Educação Especial. Ed. IBPEX. Pueschel, Siegfrid. Síndrome de Down. Guia para pais e educadores. 4ª ed. São Paulo: Campinas, Papirus, Nova Escola Ed. Especial Inclusão. Ed. Abril. Jul Nova Escola Ed. Especial Educação Infantil Creche até 03 anos. Ed. Abril. Agos

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