A ATUAÇÃO DO VISITADOR DO PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA RS (2012)¹

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1 A ATUAÇÃO DO VISITADOR DO PROGRAMA PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA RS (2012)¹ VIERA², Géssica Bordin; MACHADO², Rafaela Oliveira; PASIN³, Juliana Saibt Martins. 1 Trabalho de Pesquisa - UNIFRA 2 Acadêmicas do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil 3 Fisioterapeuta docente do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS, Brasil. RESUMO O Primeira Infância Melhor (PIM) é uma política desenvolvida no Rio Grande do Sul (RS), cujo objetivo é orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências. O Visitador é a pessoa que atua diretamente com estas, através de visitas semanais que busquem auxiliá-las a orientar o desenvolvimento infantil. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo descrever a atuação do visitador no programa do PIM, na cidade de Santa Maria, RS. Esta pesquisa caracterizou-se por possuir metodologia descritiva tendo como base a procura de artigos na base de dados Bireme e Google Schoolar utilizando-se o descritor Primeira Infância Melhor e no site do programa. A literatura descreve as atividades desenvolvidas pelos visitadores do PIM que ocorrem em outras localidades, porém há falta de artigos que abordem o PIM Santa Maria. Palavras-chave: Primeira Infância Melhor; Visitador; Santa Maria; Desenvolvimento infantil. 1. INTRODUÇÃO O Programa Primeira Infância Melhor (PIM) integra a política de governo do Estado do Rio Grande do Sul. Desenvolvido desde 2003, constitui um programa institucional de ação socioeducativa que abrange famílias com crianças de zero até seis anos e gestantes em situação de vulnerabilidade social. O programa foi criado com base na metodologia do Projeto cubano Educa a tu Hijo do Centro de Referencia Latinoamerica para La Educación Preescolar (CELEP); estando voltado para o desenvolvimento das capacidades físicas, intelectuais, sociais e emocionais das crianças atendidas (PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR, 2012). 1

2 Seu caráter intra e intersetorial integram as Secretarias Estaduais da Educação, da Cultura, do Trabalho e Desenvolvimento Social e da Saúde, sendo esta a responsável pela coordenação do Programa. O programa foi adaptado para a realidade do Rio Grande do Sul, tendo como objetivo orientar as famílias, a partir de sua cultura e experiências, para que promovam o desenvolvimento integral de suas crianças desde a gestação até os seis anos de idade (CARVALHO, SANTOS, 2011). O desenvolvimento infantil adequado é uma necessidade e um direito de toda criança. para que esse direito seja exercido é que o visitador do PIM insere-se no contexto familiar para orientar as famílias sobre como auxiliar o desenvolvimento das crianças, através de atividades lúdicas. O Visitador é a pessoa que atua diretamente com as gestantes, famílias e/ou cuidadores e suas crianças, nas comunidades vinculadas ao Programa, por meio de atividades específicas. As famílias recebem do Visitador orientações semanais visando à promoção das habilidades/capacidades das crianças e/ou gestantes, em seu contexto cultural. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo descrever a atuação do visitador no programa Primeira Infância Melhor (PIM), na cidade de Santa Maria, RS. 2. METODOLOGIA Esta pesquisa caracterizou-se por possuir metodologia descritiva tendo como base a procura de artigos na base de dados Bireme e Google Schoolar utilizando-se o descritor Primeira Infância Melhor e no site do programa. Posteriormente as experiências relatadas nestes artigos foram comparadas com as vivenciadas pelas autoras deste estudo, como visitadoras na comunidade Nova Santa Marta, na cidade de Santa Maria, RS. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram encontrados dois artigos na base de dados Bireme, a partir do descritor Primeira Infância Melhor. Destes artigos somente um estava disponível para a visualização integral. A partir da busca no Google Schoolar foram selecionados 5 artigos. Dos artigos disponibilizados no site do programa foi selecionado 1 artigo. Na cidade de Santa Maria, RS o PIM atende a comunidade Nova Santa Marta, priorizando os Bairros Alto da Boa Vista e Pôr do Sol, totalizando em média 400 famílias. Os visitadores são acadêmicos do Centro Universitário Franciscano-UNIFRA, dos cursos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Serviço Social, Pedagogia, Psicologia, Enfermagem. O que difere da maioria dos outros municípios onde Os Visitadores, 2

3 profissionais em sua maioria com nível médio de formação, são uma ponte entre a família e a equipe da rede municipal de serviços (ZORZAN, 2011). Segundo, Marin e Ottonell (2008), relatam em seu estudo que as visitadoras do PIM que trabalham diretamente com as mães das crianças de 0 a 6 anos de idade, o que vai de encontro ao objetivo do trabalho do visitador é orientar a atividades que estimulem o desenvolvimento integral e o crescimento saudável e feliz da criança, através do contato direto com a família. Para Scherer (2009), o papel do visitador é orientar as famílias por meio de atividades específicas, quanto às formas adequadas de estimulação das crianças de zero a três anos, conforme suas necessidades. As crianças de três a seis anos são atendidas juntamente com seus pais, em grupo, na própria comunidade. O mesmo ocorre na cidade de Santa Maria com as visitas que são realizadas. Esse trabalho realizado diretamente com as famílias, orienta e capacita as famílias e/ou os cuidadores para que sejam realizadas atividades de estimulação para o desenvolvimento integral da criança, desde a gestação. Visando sempre o desenvolvimento integral da criança (CARVALHO e SANTOS, 2011). O visitador, sendo a pessoa que irá trabalhar no Programa, em contato com as famílias, visitando e orientando sobre o desenvolvimento infantil aquelas que se encontram em situação de pobreza, necessita de um olhar humanizado e integral da situação que cerca a família (KAISER e FREITAS, 2010). Dessa forma, o visitador usufrui de capacitações, reuniões semanais com o seu monitor, utilizando guias, que auxilia nos seus conhecimentos, abordagens e condutas para cada fase, desde a gestação até seis anos de idade. As atividades buscam desenvolver todas as capacidades e habilidades, como escrever, caminhar, entre outras, de acordo com cada faixa etária. Podendo ser realizadas através de brincadeiras, orientações, conversas. A partir disto se constrói um vínculo entre visitador e família, apostando nesta como educadora primária de suas crianças (CAMPOS e CAMPOS, 2009). As primeiras visitas tem como objetivo, fazer com que os visitadores conheçam, estabeleçam vínculo para que esta família tenha confiança no trabalho deste. Posteriormente a isto, é preenchido um CENSO para identificar essa família, e inseri-la em um banco de dados. A cada três meses deve ser preenchido um acompanhamento do desenvolvimento desta criança, de seus ganhos, dificuldades e como a família está percebendo esses avanços e se está cooperando ou não com esse trabalho. É nas visitas domiciliares que a visitadora tem a oportunidade de sensibilizar gestantes, pais e cuidadores não conseguem cuidar da criança, pois em muitos casos, também sofreram negligências, maus tratos e abusos na infância. Segundo KAISER e FREITAS, 2010, o visitador deve atuar diretamente com as gestantes, pais ou cuidadores e 3

4 crianças nas comunidades vinculadas ao Programa, por meio de atividades específicas, estimulação para o desenvolvimento infantil. O trabalho é desenvolvido com gestantes e crianças de 0 a 6 anos, na residência das famílias, semanalmente e cada visitador tem como responsabilidade 20 famílias. A duração das visitas são de 30 minutos e são divididas entre fazer atividades para ser realizada com a criança, aumentar ou criar vínculo entre a família e esta criança e deixar uma atividade para que a família faça durante o resto da semana até a próxima visita. O objetivo das visitas domiciliares na gestação é orientar e informar a futura mãe sobre as características desse período do ciclo vital (SCHNEIDER,2010). As faixas etárias possuem suas próprias particularidades, por exemplo, no período de 0 a 3 anos, percebe-se grande evolução no desenvolvimento motor, na fala e na linguagem. Nesta fase, a criança apresenta uma grande plasticidade cerebral, sendo o cérebro capaz de realizar novas funções, formando de maneira duradoura e sob pressão do meio uma vasta rede de conexões. Por isso, quanto mais a criança for estimulada, desafiada e questionada nesta faixa etária, maior será a rede de conexões elaboradas em seu cérebro. O período de 3 a 6 anos é ideal para trabalhar a socialização. Nesta fase, as crianças cadastradas no PIM participam de encontros grupais onde o principal objetivo é possibilitar um processo de humanização, através do qual a criança vai adquirindo maior capacidade para mover-se, coordenar, sentir, pensar e interagir com outros e com o meio que a rodeia. Através das brincadeiras, irá aprender regras, limites e outras atitudes que são indispensáveis para viver em sociedade. A partir disso, fica-se evidente que a falta de publicações sobre a atuação do visitador na cidade de Santa Maria, dificulta a divulgação do programa, bem como, a credibilidade do mesmo. 5. CONCLUSÃO Devido a existência de uma política estadual para o desenvolvimento das práticas pelos visitadores do PIM, as atividades executadas por esses profissionais são padronizadas por todo Estado, respeitando as particularidades de cada família. A literatura descreve as atividades desenvolvidas pelos visitadores do PIM que ocorrem em outras localidades assim como em Santa Maria; de forma a estimular o desenvolvimento integral das crianças. Dessa forma, a partir das experiências proporcionadas pelas práticas, o visitador do PIM aprende a trabalhar em equipe, consegue ter um novo olhar sobre as pessoas e abranger todos os cuidados que essa família necessita para auxiliar no desenvolvimento de suas crianças. Portanto, as considerações 4

5 apresentam-se como possibilidades para futuros estudos e pesquisas que tenham como intencionalidade aprofundar este tema, principalmente no referido município. REFERÊNCIAS CAMPOS, Rosânia. CAMPOS, Roselane Fátima. A educação das famílias pobres como estratégia política para o atendimento das crianças de 0. 3 anos: uma análise do Programa Família brasileira Fortalecida Pro-Posições, Campinas, v. 20, n. 1 (58), p , jan./abr CARVALHO, Andrea Leusin; SANTOS, Marília Ache Carlotto Brum. O visitador do PIM como ferramenta para a detecção precoce da surdez na primeira infância. Primeira Infância Melhor. Abr Disponível em: Acessado em: 14 Jul KAISER, Dagmar Elaine; FREITAS, Talita Cristiane Sutter. Programa primeira infância melhor: percepções do visitador. Cienc Cuid Saude 2010 Jan/Mar; 9(1): MARIN, Solange; OTTONELLI, Regina Janaina. Medida Multidimensional da Pobreza: um exercício em Palmeira das Missões RS; REDES, Santa Cruz do Sul, v. 13, n. 3, p , set/dez PRIMEIRA INFÂNCIA MELHOR. Quem Somos? Disponível em: Acessado em: 14 Jul SCHERER, C. O processo de implementação do Sistema Único de Assistência Social no Município de Entre-Ijuís/RS junto à proteção integral das crianças e adolescentes. Revista Textos & Contextos Porto Alegre v. 8 n.2 p jul./dez SCHNEIDER, Alessandra. Percepções sobre visitas domiciliares na gestação e no primeiro ano de vida do bebê: um estudo com mães no programa primeira infância melhor. Dissertação (mestrado psicologia clínica) Programa de pós-graduação em psicologia mestrado em psicologia clínica. São Leopoldo: Universidade do Vale do Rio dos Sinos, ZORZAN, Scheila Paula. Programa Primeira Infância Melhor: um exemplo de boas práticas em Educação Revista Educação por Escrito PUCRS, v.2, n.1, jun

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