Uma análise da cadeia de suprimentos da indústria siderúrgica: Estudo de caso no grupo ARCELOR BRASIL

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1 Uma análise da cadeia de suprimentos da indústria siderúrgica: Estudo de caso no grupo ARCELOR BRASIL Marcos Antonio Colombo Moraes (CST) Patrícia Alcântara Cardoso (UVV) Resumo Para as indústrias siderúrgicas brasileiras tornarem-se competidoras internacionais é fundamental introduzir novos conceitos de gestão, com visões mais abrangentes, sem fronteiras internas e externas, como o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Essa visão difere de uma concepção anterior, que limitava a logística as suas funções básicas de administração de materiais e distribuição. Com o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, a visão de negócio se amplia e abrange toda a cadeia de suprimentos, desde o fornecedor de matéria-prima até o cliente e o consumidor final. Este trabalho apresenta um Estudo de Caso no Grupo ARCELOR Brasil utilizando o Modelo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos de Cooper, Lambert e Pagh. Dos Processos de Negócio do modelo, ênfase é dada ao Processo de Negócio Gestão de Relacionamento com Clientes uma vez que existem empresas diferentes gerenciando de formas diferentes os mesmos clientes. Os resultados da pesquisa mostram que é possível identificar a dinâmica do Grupo ARCELOR Brasil dentro do Modelo de Lambert, Cooper e Pagh, bem como facilitar a visualização de todos os membros dessa cadeia na busca de otimização de seu nível de serviço. Palavras-chave: Gerenciamento da cadeia de suprimentos, logística, indústria siderúrgica. 1. Introdução A indústria siderúrgica é considerada uma indústria de base, uma vez que fornece produtos semi-acabados e equipamentos para muitas outras indústrias. Na sociedade moderna, a produção e consumo de aço e ferro fundido são indicadores de desenvolvimento econômico de um país, uma vez que tal consumo cresce proporcionalmente aos investimentos em construção de edifícios, execução de obras públicas, instalação de infra-estrutura como redes de transmissão de energia, torres de telecomunicações, ferrovias, torres e plataformas de exploração de petróleo, gasodutos, implantação de parques industriais, etc. Mourão (2005) afirma que as matérias primas básicas do processo siderúrgico são minério de ferro, carvão mineral e calcário, dentre muitos outros insumos e utilidades, sendo que o processo inicia fora da usina, com a seleção, compra e transporte de todos os materiais necessários. As imensas quantidades de materiais requeridos pelos processos siderúrgicos (em geral, as usinas siderúrgicas demandam grandes investimentos, que se justificam apenas para produção em larga escala), bem como a enorme multiplicidade de processos, variedade de produtos gerados e aplicações do aço nas diversas indústrias tornam a cadeia de suprimentos da indústria siderúrgica em particular um interessante caso de estudo. Este trabalho realiza um estudo de caso na cadeia de suprimentos da indústria siderúrgica, focando duas empresas pertencentes à Arcelor Brasil: a CST Arcelor Brasil que produz semiacabados de aço (placas e aços planos laminados a quente) e a Vega do Sul Arcelor Brasil, que produz aços planos laminados a frio e galvanizados. 1

2 Cada uma das empresas citadas possui sua própria configuração de cadeia de suprimentos, quando analisadas como empresas focais na cadeia separadamente. No entanto, as mesmas também estão entrelaçadas numa única cadeia, pelo fato da primeira ser fornecedora de matéria prima para a segunda. Além disso, as empresas possuem intercessões em seus conjuntos de fornecedores e clientes. A justificativa desse trabalho se apóia na importância de uma cadeia produtiva que movimenta tão grandes quantidades de materiais, desde a extração das matérias primas até a entrega dos produtos semi-acabados e acabados aos consumidores, demandando intensamente operações logísticas de transporte, armazenagem, importação e exportação de produtos, gerando um enorme fluxo financeiro e movimentando diversos setores da economia. É de grande relevância o estudo e mapeamento dessa cadeia, para que através da análise e compreensão da mesma, possam ser identificados os pontos críticos, oportunidades de melhorias, aproveitamento de sinergias, com vistas a uma maior eficiência na utilização de recursos, e de forma a possibilitar menores custos e maior lucratividade na cadeia de suprimento. Um estudo dessa natureza contribui ainda para a disseminação no ambiente acadêmico dos processos e práticas da indústria siderúrgica sob o foco do gerenciamento da cadeia de suprimentos. O objetivo deste trabalho é aplicar o modelo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos proposto por Lambert, Cooper e Pagh (1998) e realizar o mapeamento da cadeia de suprimentos para as seguintes empresas do Grupo Arcelor Brasil: CST Arcelor Brasil e Vega do Sul Arcelor Brasil. No mapeamento será caracterizado o processo chave de negócios Gestão da Relação com os Clientes da cadeia entre os atores de primeiro nível à montante e à jusante na cadeia. Este trabalho tem muitas simplificações oriundas, principalmente, da necessidade de conclusão em tempo finito e da necessidade de síntese das informações nos estudos de casos. A coleta de um maior número de dados motivaria o envolvimento de novos recursos e tempo de análise. Por exemplo, a identificação e descrição exaustiva de todos os atores da cadeia e suas interfaces não são possíveis face à característica de relacionamento um para muitos ou um para n em cada elo da cadeia de suprimentos. A perfeita caracterização dos atores (nomes das empresas, números envolvidos, etc) das cadeias de suprimentos não será possível devido aos termos de confidencialidade inerentes aos negócios entre as empresas. A caracterização das mesmas se dará por seus ramos de negócios, de forma a possibilitar o entendimento do mapeamento da cadeia de suprimentos, sem, contudo citar os nomes das empresas (salvo algumas exceções). 2. Referencial Teórico 2.1 Siderurgia A Siderurgia é o ramo de atividade humana dedicada à obtenção de ferro metálico e suas ligas a partir de fontes chamadas primárias, que se constituem de minérios, ou secundárias, pela reciclagem de sucatas (MOURÃO, 2005). Embora seja o quarto elemento mais abundante presente na crosta terrestre, o ferro, por ser um elemento muito reativo, não é encontrado na forma metálica, ou seja, sem estar ligado quimicamente a outro elemento. 2

3 O aço é um material único, que pode ter suas propriedades variando em grande amplitude em função da composição química, a adição de elementos de liga, tipo de processo de conformação (laminação a quente ou a frio, forjamento, estampagem ou trefilação), diversos tipos de tratamentos térmicos (têmpera, recozimento ou revenido), revestimentos (galvanização, zincagem, niquelagem e cromagem dentre outros). 2.2 Cadeia de Suprimentos A cadeia de suprimentos se inicia na extração e aquisição de matérias primas e se estende até o consumidor final de produtos acabados, suportando todas as operações logísticas de trocas de materiais e informações e interligando diversas empresas, sejam fornecedores de materiais ou serviços, produtores, distribuidores ou consumidores (CSCMP, 2006). Taylor (2005) descreve a cadeia de suprimentos como uma rede de instalações e rotas de transporte que transformam matérias-primas em produtos acabados e os entrega aos consumidores. Para Chopra (2003), uma cadeia de suprimentos engloba todos os estágios envolvidos direta ou indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente. Inclui fornecedores, fabricantes, transportadoras, depósitos, distribuidores, varejistas e os próprios clientes. Dentro de cada uma dessas organizações, a cadeia de suprimentos inclui as funções envolvidas no pedido do cliente: P&D, marketing, operações, distribuição, finanças, serviço de atendimento ao cliente, etc. Novaes (2001) e Ballou (2001) destacam que outros aspectos a serem considerados na cadeia de suprimentos são a logística reversa e as operações pós-venda, uma vez que a vida de um produto não termina na entrega do mesmo ao cliente, pois podem tornar-se obsoletos ou serem danificados, e dessa forma necessitarem de retorno ao ponto de origem para reparo ou descarte. Focando a terminologia, o termo cadeia pode criar a idéia de organizações interligadas uma a uma e infere que apenas um responsável (elo) é envolvido em cada estágio. No entanto, um fabricante pode receber material de diversos fornecedores, e depois abastecer diversos distribuidores. Portanto, a maioria das cadeias de suprimento é na verdade, composta por redes (CHOPRA, 2003). Lambert (2001) afirma que cadeias de suprimento assemelham-se mais a árvores com ramos e raízes do que a linhas contínuas, correntes, ou cadeias. Por esse motivo, alguns autores preferem utilizar a expressão rede de suprimentos para descrever a estrutura da maioria das cadeias de suprimentos (PIRES, 2004). A figura abaixo representa conceitualmente uma cadeia de suprimentos genérica. 3

4 Empresa Foco segunda camada primeira camada Clientes de primeira camada Clientes de segunda camada Sentido Montante (Upstream) Sentido Jusante (Downstream) Figura 1 Representação de uma Cadeia de Suprimentos Adaptado de Lambert et al (1998, p. 3) A Figura 1 representa uma cadeia de suprimentos e os múltiplos relacionamentos entre a empresa que se objetiva focar e seus fornecedores e clientes. Os fornecedores e clientes que atuam diretamente com a empresa foco são qualificados como pertencentes à primeira camada. Os fornecedores dos fornecedores e clientes dos clientes são chamados de segunda camada e assim sucessivamente. Um aspecto ilustrado pela Figura 1 é o sentido dos relacionamentos na cadeia de suprimentos. Segundo Pires (2004) os relacionamentos no sentido dos fornecedores são chamados a montante (Upstream) e com os clientes, a jusante (Downstream) na cadeia. Esse direcionamento é uma analogia à correnteza de um rio e se refere ao fluxo dos produtos na cadeia. Observa-se que existem, no entanto, fluxos de materiais ou mesmo de produtos no sentido contrário, no caso da logística reversa, assim como o fluxo de informações em geral é maior também no sentido reverso, uma vez que as cadeias de suprimentos são norteadas pelos requisitos do cliente final, que segundo Lambert (2001), tem o poder na cadeia. 2.2 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos A gestão da logística inclui tipicamente atividades gerenciamento do transporte de abastecimento (inbound) e de distribuição (outbound), gerenciamento de frota e de fretes, armazenagem, manuseio de material, preenchimento de pedidos, desenho da malha logística, gestão de estoques, planejamento da demanda, e gestão dos operadores logísticos terceirizados. Em diferentes graus, a função logística também inclui desenvolvimento de fornecedores, planejamento e programação da produção, montagem e embalagem de produtos e serviço ao cliente. Todos os níveis de planejamento e execução (estratégico, tático e operacional) são envolvidos. A gestão da logística coordena e otimiza as atividades logísticas, e inclui integração com outras áreas da empresa como marketing & vendas, produção, finanças e tecnologia da informação (CSCMP, 2006). Por sua vez, os membros do Global Supply Chain Fórum assim definem SCM (LAMBERT, 2001): 4

5 SCM é a integração dos processos-chave de negócios até o consumidor final, desde o fornecedor inicial de produtos, serviços e informações que adicionam valor para os consumidores e demais partes interessadas nos negócios (stakeholders). Segundo o CSCMP, o gerenciamento da cadeia de suprimentos é uma função integradora responsável pela interligação dos principais processos de negócio intra e inter-empresariais, num modelo coeso e de alta performance. 2.4 O modelo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos proposto por Lambert, Cooper e Pagh (O Modelo LCP) O modelo LCP define o gerenciamento da cadeia de suprimentos como a integração dos processos chave de negócios dos clientes finais aos fornecedores iniciais que provêem produtos, serviços e informação que adicionam valor aos clientes e outros interessados como acionistas e a sociedade (LAMBERT, 1998). Sua implementação é suportada por três elementos principais: a) A estrutura da cadeia de suprimentos; b) Os processos chave de negócios; c) Componentes de gerenciamento. A estrutura da cadeia de suprimentos consiste nos membros da cadeia e seus relacionamentos, em que os processos de negócios deverão ser interligados. Processos de negócios são atividades que produzem saídas específicas de valor para o cliente. Componentes de gerenciamento são variáveis de gestão pelas quais os processos de negócio são estruturados e gerenciados ao longo da cadeia. Processos chave de negócios na cadeia de suprimentos Lambert (2001) identifica oito processos chave de negócios que devem ser gerenciados sob a ótica da cadeia, extrapolando as barreiras da empresa focal: Gestão das Relações com os Clientes: Esse processo provê a estrutura para o desenvolvimento e manutenção de relacionamento com os clientes. São identificados os clientes chave ou grupos de clientes que a organização considere como críticos em seus objetivos de negócio. Gestão do Serviço ao Cliente: Serviço ao cliente provê um ponto único e simplificado de informações ao cliente, disponibilizando em tempo real informações sobre datas de entrega ou disponibilidade de produtos, sendo assim a interface com outras áreas funcionais da empresa, como produção e logística. Gestão da Demanda: Para um gerenciamento efetivo da cadeia de suprimentos, é essencial balancear a demanda dos clientes com a capacidade de fornecimento dos insumos e matériasprimas por parte dos fornecedores. Parte desse esforço pode se constituir em determinar o que e quando os clientes irão comprar. Atendimento dos Pedidos: É um processo chave de sucesso do gerenciamento da cadeia de suprimentos, pois objetiva o atendimento das necessidades dos clientes em vários aspectos, como quantidade, qualidade, prazo. Gestão do Fluxo de Manufatura: Processo que inclui todas as atividades necessárias para obter, implementar e gerenciar a flexibilidade na produção e movimentação dos produtos entre plantas na cadeia de suprimentos. Gestão das Relações com os Fornecedores: Processo que provê a estrutura para criação e manutenção de relacionamentos com os fornecedores, que são categorizados em função de diversas dimensões, como sua criticidade para a organização, contribuição, especialização ou até exclusividade. Desenvolvimento do Produto e Comercialização: Processo que trata do esforço conjunto de clientes e fornecedores para o desenvolvimento e lançamento de novos produtos. Uma vez que os ciclos de vida dos produtos têm diminuído, é de suma importância o lançamento de novos produtos no mercado em períodos cada vez menores, para manter a organização competitiva. 5

6 Gestão dos Retornos: Inclui todas as atividades referentes a retorno de materiais, embalagens, logística reversa, devoluções, etc. Em alguns casos, o retorno pode ser obrigatório para um apropriado descarte de materiais, em função de questões ambientais. Tal processo deve ser explorado pela organização como uma vantagem competitiva. Os processos chave estão representados na Figura 2. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos integrando e gerenciando processos ao longo da cadeia de suprimentos. Fluxo de Informações Fábrica Fornecedor de 2 a camada Fornecedor de 1 a camada Logística Marketing Compras e Vendas Fluxo do Produto Produção Finanças P & D Cliente Cliente Final Processos de Negócios da Cadeia de Suprimentos Gestão das Relações com os Clientes Gestão do Serviço ao Cliente Gestão da Demanda Atendimento dos Pedidos Gestão do Fluxo de Manufatura Gestão das Relações com os Fornecedores Desenvolvimento do Produto e Comercialização Gestão dos Retornos 3. Metodologia Figura 2 Representação dos processos de negócios na cadeia de suprimentos Adaptado de Lambert et al (1998). A classificação da pesquisa utiliza a taxonomia proposta por Vergara (2000), que a qualifica segundo dois critérios básicos: quanto aos fins e quanto aos meios. Quanto aos fins, a pesquisa é exploratória, pois embora haja estudos sobre o assunto, há pouco conhecimento explorado e sistematizado sobre a aplicação de modelos de gestão de cadeias de suprimentos para a indústria siderúrgica. Quanto aos meios, a pesquisa é bibliográfica, documental e estudo de caso. Bibliográfica, porque a fundamentação teórico-metodológica do trabalho demandou a investigação de assuntos como: logística, cadeia de suprimentos, gestão da cadeia de suprimentos, modelos de gestão das cadeias de suprimentos, assuntos esses encontrados em livros, artigos, revistas, dissertações e outros materiais acessíveis ao público em geral. A pesquisa é documental, uma vez que as fontes de dados para a geração das análises são predominantemente relatórios, bases de dados e outros documentos provenientes das empresas estudadas. É também estudo de caso, pois está circunscrita a poucas empresas e tem caráter de profundidade e detalhamento (VERGARA, 2000). O universo da pesquisa se configura no conjunto de indústrias siderúrgicas integradas e semiintegradas de aço carbono no Brasil. A amostra se constitui das empresas: 1) CST Arcelor Brasil (ES e SP); 2) Vega do Sul Arcelor Brasil (SC). 4. Estudo de Caso A Arcelor Brasil tem uma capacidade instalada de produção de 11 milhões de toneladas/ano de aços planos e longos. O grupo é resultado da união da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, Cia. Siderúrgica de Tubarão (CST) e Vega do Sul e conta com 25 unidades industriais que 6

7 produzem e beneficiam todos os tipos de aço. Neste estudo de caso, foi escolhida como empresa focal a CST Arcelor Brasil, cuja cadeia de suprimentos está representada conforme o modelo CLP na Figura 3. Estrutura da Supply Chain Siderúrgica não integradas Chapa grossa Naval Mineradora de carvão Mineradora de Minério de Ferro de pelotização fundentes ferros-ligas refratários Sucateiros sobressalentes materiais gerais equipamentos Posição Horizontal da Empresa em foco PLACA CST Centro de Decapagem D Clientes SPOT Auto Peças Relaminadores (VEGA) Tubos e vasos de pressão Perfis / Telhas / Aço Constr. Civil Centros de Serviço (GONVARRI) Maq. Elétricas Automobilistica Linha Branca Maq. Elétricas Constr. Civil Maq. pesadas Metal Mecânica Concessionárias CD s Estrutura Vertical Varejo utilidades Distribuidores CO-PRODUTOS Clientes de Co-Produtos -Ind. Química- -Ind. Cimenteira- -Construção civil- Estrutura Horizontal Figura 3 Cadeia de Suprimentos d a CST Arcelor Brasil Conforme citado anteriormente, não é viável integrar e gerenciar todos os processos ao longo da cadeia de suprimentos. A gestão da cadeia é muito mais complexa que a gestão de uma única empresa e os recursos disponíveis são os mesmos. Dessa forma, a empresa focal deverá definir quais níveis, em quais processos de negócios e com que membros da cadeia irá implementar o gerenciamento. Para esse estudo de caso definiu-se quatro modelos de gerenciamento de processos: Processos gerenciados: São aqueles que a empresa focal considera essenciais para o gerenciamento e a integração. Processos gerenciados integrados: Além de abarcar o conceito anterior, os processos gerenciados integrados estão suportados nas empresas em foco por sistemas de informação, cuja abrangência das informações transcende os limites das empresas (observação: este conceito não está originalmente definido no modelo CLP). Processos monitorados: são considerados menos críticos que os gerenciados pela empresa focal, mas ao mesmo tempo é importante para a mesma que tais processos sejam apropriadamente integrados e gerenciados por outras empresas da cadeia. Processos não gerenciados: são os que a empresa focal não está diretamente envolvida, ou que não são críticos o bastante para justificar a aplicação de recursos para gerenciar e monitorar. 7

8 Para representar a aplicação do modelo LCP no caso ARCELOR BRASIL, escolheu-se o primeiro processo de negócio Gestão das Relações com os Clientes, apresentado na Figura 4. Gestão das Relações com os Clientes Siderúrgica não integradas Chapa grossa Naval Mineradora de carvão Mineradora de Minério de Ferro de pelotização Clientes SPOT Auto Peças Automobilistica Concessionárias fundentes Relaminadores (VEGA) Linha Branca CD s ferros-ligas refratários Sucateiros PLACA CST Tubos e vasos de pressão Perfis / Telhas / Aço Constr. Civil Maq. Elétricas Constr. Civil Varejo sobressalentes materiais gerais equipamentos Centro de Decapagem D Centros de Serviço (GONVARRI) Maq. Elétricas Maq. pesadas Metal Mecânica utilidades Distribuidores CO-PRODUTOS Clientes de Co-Produtos -Ind. Química- -Ind. Cimenteira- -Construção civil- Processos gerenciados integrados Processos gerenciados Processos monitorados Processos não gerenciados Figura 4 Cadeia de Suprimentos d a CST Arcelor Brasil A CST Arcelor Brasil Gerencia as Relações com todos os clientes dos produtos placas e bobinas a quente, através de células de atendimento aos clientes, em que figuram profissionais de várias áreas, como executivos de vendas, analistas de logística, analistas de produção e analistas de assistência técnica. Essas equipes prospectam as necessidades dos clientes, avaliam as aplicações a que se destinam os aços a serem fabricados, até mesmo sugerem melhorias nos processos dos clientes. Para alguns clientes, existe não só o gerenciamento do processo, mas também integração entre sistemas de T.I., em que o próprio processo produtivo e logístico é acompanhado por ambas as empresas. 5. Conclusão Essa pesquisa teve como objetivo aplicar o modelo de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos proposto por Lambert, Cooper e Pagh (1998) e realizar o mapeamento da cadeia de suprimentos para as empresas do Grupo Arcelor Brasil. No mapeamento foi caracterizado o processo chave de negócios Gestão das Relações com os Clientes da cadeia entre os atores de primeiro nível à montante e à jusante na cadeia. O modelo CLP possibilitou a identificação, de uma forma sistêmica os diferentes tipos de gerenciamento do processo chave. A apresentação do modelo, durante as entrevistas, facilitou para os entrevistados visualizarem os processos atravessando as funções internas da CST Arcelor Brasil, assim como das funções que dão apoio às funções que participam diretamente do processo. 8

9 Considerando que o modelo de Cooper, Lambert e Pagh é estruturado para uma cadeia de suprimentos gerenciada, com as decisões analisadas em grupo, onde os riscos são divididos e principalmente onde as informações fluem normalmente ao longo da cadeia de suprimentos, e que o Grupo ARCELOR Brasil possui essas característica básicas de gestão, essa pesquisa mostrou que o modelo LCP é adequado para a análise. Com a identificação dessa dinâmica, foram visualizadas formas de vislumbrar o aumento da rentabilidade dos negócios do Grupo mediante um estudo detalhado dos demais Processos Chaves de Negócio do Modelo LCP. Referências BALLOU, R.H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, CHOPRA, S. & MEINDL, P. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: estratégia, planejamento e operação. Tradução de Cláudia Freire. São Paulo: Prentice Hall, CSCMP (Council of Supply Chain Management Professionals). Supply chain management/logistics Definitions. Disponível em: < Acesso em: 04 jan LAMBERT, D.M. Supply chain management: what does it involve? Supply Chain & Logistics Journal, Disponível em: < Acesso em: 04 jan LAMBERT, D.M.; COOPER, M.C.; PAGH, J.D. Supply chain management: Implementation issues and research opportunities. The International Journal of Logistics Management, v. 9, n. 2, NOVAES, A.G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus, PIRES, S.R.I. Gestão da cadeia de suprimentos: conceitos, estratégias, práticas e casos. São Paulo: Atlas, TAYLOR, D.A. Logística na Cadeia de Suprimentos: uma perspectiva gerencial. Tradução de Cláudia Freire. São Paulo: Pearson Addison-Wesley, VERGARA, S.C. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 3. ed. São Paulo: Atlas,

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