Campinas CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

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1 Não é possível exibir esta imagem no momento. 1 Campinas CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO GERENCIAMENTO DE MATERIAIS NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO: Substituição do Kanban de Produção pelo sistema de Máximos e Mínimos Flávio Augusto dos Santos Campinas SP Brasil Dezembro de 2012

2 Não é possível exibir esta imagem no momento. ii Campinas CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO GERENCIAMENTO DE MATERIAIS NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO: Substituição do Kanban de Produção pelo sistema de Máximos e Mínimos Flávio Augusto dos Santos Monografia apresentada à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso, do Curso de Engenharia de Produção da Universidade São Francisco, sob a orientação da Prof. Marilia Rosário Bestani, como exigência parcial para conclusão do curso de graduação. Orientador: Profa. Marilia Rosário Bestani Campinas São Paulo Brasil Dezembro de 2012

3 iii GERENCIAMENTO DE MATERIAIS NO PROCESSO DE FABRICAÇÃO: Substituição do Kanban de Produção pelo sistema de Máximos e Mínimos Flávio Augusto dos Santos Monografia defendida e aprovada em 29 de novembro de 2011 pela Banca Examinadora assim constituída: Profa.Me. Marilia Rosário Bestani (Orientador) USF Universidade São Francisco Campinas SP. Prof. Me. Helton Salles de Oliveira USF Universidade São Francisco Campinas SP. Prof. Ms. Emilio Gruneberg Boog USF Universidade São Francisco Campinas SP.

4 iv A imaginação é mais importante que o conhecimento. Conhecimento auxilia por fora, mas só o amor socorre por dentro. Conhecimento vem, mas a sabedoria tarda. (ALBERT EINSTEIN)

5 v.agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus por ter iluminado meu caminho e por ter me dado condições que possibilitou minha chegada até esse momento. Aos meus pais pelo incentivo e apoio nos momentos difíceis e nas decisões a serem tomadas, o que contribuiu e continua contribuindo em minha formação pessoal e profissional. Ao orientador de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), professora Marilia Rosário Bestani, por toda dedicação em orientar-me. incertos. Ao supervisor de TCC, professor Emilio Boog, por auxiliar nos momentos Agradeço a minha namorada que foi e é companheira nos momentos difíceis e incentiva em meus projetos. A todos os colegas e professores que fizeram parte desse período da minha vida, pela contribuição, apoio e pela troca de experiências.

6 vi Sumário Lista de Siglas... viii Lista de Figuras... ix Resumo... x Abstract... xi 1 Introdução Apresentação A indústria e o desenvolvimento na economia Estudo de Caso Problema estudado Objetivo Justificativa Revisão bibliográfica Empresa: uma visão geral Kanban Origem do sistema Toyota de Produção JIT Just in Time Surgimento e definição de Kanban Funções do Kanban Analogias do Kanban Aplicações de Kanban Princípios do Sistema Kanban As regras do Sistema Kanban Dimensionamento do Número de Kanban Conceitos de Lead-Time, Frequência e Período SET-UP-TIME Sistema de Máximos & Mínimo para controle de estoque Objetivos e funções dos estoques Custos com estoques Custos com a falta de estoques Níveis de estoque Sistema dos Máximos & Mínimos Modelos de estoques Metodologia Aplicação de Kanban e máximos & mínimos Significado das cores do colocada no quadro Kanban Cálculos das quantidades de cartões Kanban Atualização do Kanban Relatório Kanban Report... 48

7 vii 3.2 Máximos & Mínimos Definição de lote máximo e mínimo Método de trabalho com máximos e mínimos Utilização da ferramenta de máximos e mínimos Informações para cálculo dos máximos e mínimos Resultados obtidos Conclusão Considerações Finais Referências Bibliográficas Bibliografia consultada... 60

8 viii Lista de Siglas BI JIT MRP STP Business Intelligence Just-in-Time Entrega no tempo certo Material Requirement Planning Sistema Toyota de Produção

9 ix Lista de Figuras Figura 1: Fórmula matemática para cálculo de Kanban de fabricação Figura 2: Analogia dos estoques Figura 3: Fórmula matemática do comportamento do estoque Figura 4: Gráfico dente de serra Figura 5: Gráfico de Reposição Continua ou lote Padrão Figura 6: Definição/Localização de supermercados Figura 7: Fluxo do processo dividido Two Looping Figura 8: Imagem ilustrativa do quadro Kanban Figura 9: Fotos do quadro usado no processo Figura 10: Imagem ilustrativa da régua Figura 11: Modelo de cartões Kanban e cartões de reposição Figura 12: Modelo de cartões de Setup e cartões de manutenção Figura 13: Modelo de cartões de prioridade e de cartões de prioridade Figura 14: Identificação dos cartões Kanban por cores e seus significados Figura 15 Exemplo de quantidade de cartões de Kanban na parte usinagem verde e retifica Figura 16: Kanban Report Figura 17: Kanban Report detalhado Figura 18 Definição da estratégia da classificação ABC Figura 19: Relatório de máximos & mínimos Figura 20: Gráfico de máximos & mínimos Figura 21: Frequência de atualizações do sistema Kanban Figura 22: Frequência de atualizações do sistema de máximos e mínimos... 55

10 x Resumo O estudo realizado nessa monografia ocorre em uma empresa do segmento automobilístico, que tem como característica a fabricação de alguns componentes que compõem seu produto além da montagem final, trabalha com um sistema misto de programação utilizando um programa para gerar a necessidade de todos os componentes que compõem cada produto, para os componentes fabricados é utilizado o Kanban de Produção para gerenciamento no processo produtivo. Devido à necessidade de resposta no atendendo das demandas de mercado, avalia-se a possibilidade de estar substituindo a ferramenta Kanban de Produção pelo sistema de Máximos e Mínimos. O objetivo dessas analise é implantar uma ferramenta dinâmica que transmita com qualidade e velocidade as informações de demandas do mercado para a manufatura, possibilitando que decisões e ações sejam tomadas para o atendimento das necessidades dos clientes. Para essas analises, estão sendo avaliados os conceitos e as sistemáticas de trabalho e os resultados obtidos pelas ferramentas citadas, e como podem ser aplicadas no ambiente estudado. PALAVRAS-CHAVE: Kanban; Controle de estoques; Gerenciamento de materiais.

11 xi Abstract The study conducted in this monograph is a company in the automotive sector, which is characterized by the production of some components that comprise your product beyond the final assembly, works with a mixed system programming using a program to generate the need for all components compose each product is manufactured to the components used for the Kanban Production management in the production process. Due to the need to respond in light of market demands, we evaluate the possibility of replacing the tool being Kanban Production System by Maxima and Minima. The objective of these analyzes is to deploy a dynamic tool that conveys quality and speed of the information market demands for manufacturing, enabling decisions and actions are taken to meet the needs of customers. For these analyzes, are being evaluated concepts and systematic work and the results obtained by the tools mentioned, and how they can be applied in this study. KEYWORDS: Kanban, inventory control, materials management.

12 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 Apresentação As necessidades e exigências dos clientes mudam continuamente. Essa mudança no comportamento do mercado deu início a uma busca incessante das empresas para atender as exigências e necessidade de seus clientes, buscando destacar-se no segmento de atuação, com inovação em seus produtos e tornandose mais competitivos. Para conseguir tal objetivo, foi necessário criar e reinventar novos meios de gestão. Com o crescimento no mercado capitalista, empresas do mesmo segmento passaram a competir umas com as outras independentemente da distância. O cliente, que até então não opinava, passou a ter um papel fundamental dentro da economia. O setor automobilístico proporcionou grandes contribuições no que tange a inovação de conceitos de trabalho dentro das organizações. Frederick Winslow Taylor ( ), engenheiro mecânico é considerado o pai da administração científica. Com os seus trabalhos surgiu à sistematização do conceito de produtividade, gerando uma procura incessante por melhores métodos de trabalho e processos de produção, com o objetivo de maximizar a produtividade com o menor custo possível. Ainda hoje, essa busca é o objetivo principal de todas as empresas, alterando apenas as técnicas utilizadas, entre essas técnicas é importante destacar a Análise da relação entre o output. Conforme o autor Martins e Laugeni, (2005, pg. 2): [...] Análise da relação entre o output, em outros termos, medida quantitativa do que foi produzido, como quantidade ou valor das receitas provenientes das vendas dos produtos e/ou serviços finais e o input, medida quantitativa dos insumos, como quantidade ou valor das matérias-primas, mão de obra, energia elétrica, capital, instalações prediais e outras, permite quantificar a produtividade, que sempre foi o grande indicador de sucesso ou fracasso das empresas [...].

13 13 Henry Ford ( ) fez grandes contribuições quando popularizou a fabricação de automóveis, produto que até então era feito artesanalmente e destinado a quem possuía um poder aquisitivo mais elevado. Entre 1905 e 1910, Ford promoveu a inovação do século XX, o automóvel passou a ter preço mais baixo e garantia. Conforme o autor Chiavenato, (2000, pg. 42): [...] Ford promoveu a grande inovação do século XX: a produção em massa, onde o mesmo ferro que era extraído da natureza, pouco tempo depois, se transformaria em um automóvel pronto para ser entregue ao seu cliente, a preço mais acessível e assistência técnica garantida [...]. Também no século XX outra pessoa fez história quando criava o Sistema Toyota de Produção (STP). Taiichi Ohno ( ) reinventou conceitos que até então eram tidos como a melhor forma de se trabalhar e gerenciar uma fábrica. Ohno (1997) dizia que Em tempos de alta ou baixa produção eliminar desperdícios era o que mantinha uma estabilidade continua da empresa, perante o mercado e seus concorrentes. O século XX passou por várias transformações e sugiram grandes contribuições para a sociedade. Os métodos de trabalho, a criação de novos sistemas de gestão, entre outros, contribuíram fortemente para a melhoria do relacionamento entre empresa e cliente. 1.2 A indústria e o desenvolvimento na economia O desenvolvimento econômico vem gerando uma concorrência cerrada entre as empresas dentro de seus segmentos, com o objetivo de se manter e aumentar sua participação no mercado de atuação, as empresas vêm buscando atender e exceder as expectativas de seus clientes, com inovação tecnológica em seus produtos, melhorando o nível de qualidade, o prazo de entrega e com preço atrativo aos seus clientes. Hoje no Brasil, o custo operacional e o custo com matérias-primas estão muitos significativos, esse fator dificulta à produção de produtos com inovações e ao mesmo tempo mantendo os preços baixos sem que a lucratividade seja afetada, muitas vezes de tal maneira que o negócio deixe de ser viável.

14 14 Por esse motivo, várias empresas estão buscando novas alternativas, tais como: importações de componentes (matéria-prima) de outros países, onde os custos são menores, o que se tornam competidores fortes em uma batalha desleal com as empresas nacionais. Para tentar contornar essa situação, as empresas estão cada vez mais reavaliando seus processos para minimizar os custos em suas operações e tornarse competitiva perante seus concorrentes. 1.3 Estudo de Caso O estudo de caso abordado nessa monografia ocorre em uma empresa da região de Campinas, onde seu segmento de atuação é o automobilístico. A empresa FS Manufatura Ltda. é global em gerenciamento de energia e tem como finalidade contribuir para que seus clientes faça uma utilização mais eficiente, segura e sustentável de energia elétrica, hidráulica e mecânica. No Brasil, a FS Manufatura oferece soluções hidráulicas, componentes elétricos e sistemas de distribuição de energia, produtos para motores automotivos e para filtração industrial, além de sistemas de transmissão para veículos em geral. A FS Manufatura conta com aproximadamente 73 mil profissionais e comercializa seus produtos para clientes em mais de 150 países. Os seguimentos foram divididos em grupos, que formaram os grupos de Electrical, Hydraulics, Filtration e Vehicle. O desenvolvimento do estudo de caso apresentado nessa monografia será realizada na planta que pertence ao grupo Vehicle que está localizado na região de Campinas. 1.4 Problema estudado O ambiente estudado trabalha com uma programação mista, através da utilização de MRP- Material Requirement Planning que é responsável por gerar a necessidade dos componentes comprados e fabricados, utilizando as informações

15 15 do plano mestre de produção do produto final. No gerenciamento do processo de fabricação é utilizado o Kanban de Produção. O problema estudado é o período ou a frequência com que a ferramenta Kanban de Produção é calculada, seu cálculo é feito normalmente todo início de cada mês após a definição da estratégia de produção, porém essa estratégia sofre variações devido ao reflexo de mercado. Variações acima de 10% são significativas para o volume de produção, nesses casos os cálculos são refeitos considerando as novas informações, variações até 10% teoricamente podem ser absorvidas pelos parâmetros aplicados nos cálculos. 1.5 Objetivo Analisar os recursos oferecidos por outras ferramentas de gerenciamento de matérias, em busca de uma ferramenta dinâmica, que ofereça todas as características do conceito do STP, que tenha como grande diferencial transmitir as informações de demandas com qualidade e velocidade para a manufatura. 1.6 Justificativa O mercado está cada vez mais competitivo, as empresas buscam se destacar em seu segmento com foco na redução de custos, preços e velocidade no tempo de atendimento aos clientes. Algumas ações vêm sendo tomadas para diminuir os custos, ações como a redução dos níveis de inventários de componentes comprados e fabricados sem que o atendimento aos clientes seja afetado, melhoria na comunicação da manufatura com as informações de demandas do mercado, possibilitando que as decisões sejam tomadas. Alguns conceitos como o JIT do STP podem contribuir com o objetivo de redução de inventario sem afetar a qualidade de atendimento ao cliente. Um dos grandes desafios para implantação desse conceito é encontrar ferramentas que tenham todos os requisitos necessários atendendo as expectativas e que se aplique ao ambiente de trabalho requisitante.

16 16 As ferramentas que ajudam a evitar possíveis ocorrências que possam afetar os objetivos da empresa são: - Fabricação de itens e quantidades desnecessárias. - Parada de linha de montagem e consequentemente impacto com o cliente - Custos com estoques desnecessários. - Ampliação no espaço físico para aumento de capacidade produtiva. (muitas vezes o espaço que pode ser usado para esse fim, está sendo usado para estoques). 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Empresa: uma visão geral Gerenciar uma empresa não é uma tarefa fácil. Existem vários fatores que interferem no bom andamento dos negócios, por qualquer que seja seu tamanho: pequena, média ou grande porte. Segundo Chiavenato (2000, pg. 52): [...] A empresa é um tipo de empreendimento social pelo qual se reúnem recursos variados para atingir determinados objetivos. Sem recursos não há como atingir os objetivos [...]. Portanto podemos dizer que aspectos culturais, técnicos, políticos, sistemas de produções entre outros fatores, influenciam diretamente na gestão e equilíbrio dos negócios. Quando esses aspectos são detalhados, podem ser visualizados claramente os motivos que, até então, não eram compreensíveis aos olhos da razão. Caso a empresa tenha deficiência em algum fator, logo poderá ter suas atividades levadas ao fracasso, caso ações não venham a ser tomadas a tempo. Uma empresa, cuja característica seja fabricar vários tipos de produtos (mix elevado) com lotes cada vez menores, sempre buscando aumento de produtividade e redução de custos, terá de possuir ferramentas de gestão e/ou tecnologia sempre a seu favor.

17 Kanban O Kanban é um sistema que foi desenvolvido a partir do conceito simples de aplicação de gestão visual, onde seu termo é de origem japonesa, com tradução literária é registro visível de controle da produção e inventário no chão de fábrica. É um sistema relacionado com a utilização de cartões, contudo, ele pode ser qualquer sinal. Esses cartões indicam o andamento dos fluxos de produção nas empresas de fabricação em série. Autoriza a movimentação do produto entre centro fornecedor até o centro consumidor, e após o consumo do item ele retorna solicitando ao centro fornecedor que seja abastecido novamente o lote consumido. O cartão Kanban acompanha as peças ou matérias possibilitando o controle de estoque no processo, criando uma disciplina no ambiente onde os lotes estipulados sejam cumpridos. Sua sistemática de trabalho permite a avaliação de cada item por célula de fabricação. A utilização de um sistema Kanban permite o controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que produzir, além de ter informações especificas de cada item, como o número da peça, descrição, origem de fabricação, destino (centro consumidor) e lote. O Kanban e o JIT tiveram origem no sistema Toyota de produção. Onde o sistema Kanban é um dos instrumentos essenciais para implantação do conceito JIT, embora muitas pessoas confundem o conceito Kanban com o JIT Origem do sistema Toyota de Produção Após a segunda Guerra Mundial a Toyota recebeu autorização do exercito americano para produzir caminhões com o propósito de reconstruir a empresa. Na época sua produtividade era bastante baixa e a economia do Japão estava bem abalada, de tal forma que se fosse produzido apenas um modelo de caminhão não seria possível produzir outros, pois não tinha demanda de vendas para apenas um modelo de produto, e faltariam recursos para produzir outros modelos. Com essas restrições a Toyota não poderia adotar o método de produção usado pela Ford que se caracterizava em produção em massa de um único modelo a baixo custo.

18 18 Segundo Moura (2007, pg. 3): [...] Teve que desenvolver um sistema próprio para produzir veículos a baixo custo, com a mesma qualidade dos carros europeus e americanos, aumentando a produtividade mais de oito vezes. Do contrario, a indústria automobilística japonesa não conseguiria sobreviver. Portanto, a única possibilidade de sobrevivência nesta indústria era o desenvolver um sistema único de produção por eles mesmos da Toyota. [...]. A Toyota foi à primeira empresa a sentir as necessidades de estar mudando o conceito de produção empurrada para a produção puxada, isso ao longo dos anos, outras empresas passaram pelas mesmas necessidades, como a Toyota foi pioneira no conceito de produção de pequenos lotes com vários modelos de produtos na mesma linha de montagem, passou a ser referência para outras empresas com o seu sistema Toyota de produção JIT Just in Time O JIT - Just in Time é um conceito cujo objetivo é aumentar a competitividade das empresas, criando ou modificando processos a ponto de serem capazes de entregar as peças necessárias, nas quantidades e no tempo necessário. A filosofia do JIT resulta na eliminação de desperdícios que possa influenciar na produção e nos custos das empresas afetando suas receitas, ou seja, tudo aquilo que não agrega valor ao produto, alguns desperdícios citados são: Desperdício de produção (produzir o que não é necessário). Desperdícios de tempo de espera (fluxo não contínuo). Desperdícios de transportes (enviar itens errados). Desperdícios de estoques (espaço físico, custo com manutenção, matéria prima e capital parado). Desperdícios de processamentos Desperdícios de movimentos (layout e fluxos descontínuos podem gerar movimentações desnecessárias). Rejeitos (desperdícios com processo, material e tempo). Kanban e JIT tem o mesmo conceito de programação, de forma que ambos trabalham com o sistema puxado de produção e não empurrado, como era o

19 19 fordismo. O Kanban se torna uma ferramenta que possibilita que o conceito de JIT venha a ser aplicado Surgimento e definição de Kanban Em entrevista de Taiichi Ohno a Reinaldo Moura do IMAM, em Nagoya Japão -23 de Setembro de Diz que a ideia do Kanban nasceu dos Supermercados dos Estados Unidos e tinha inicialmente o nome de Sistema supermercado de produção. O Kanban é um instrumento de controle de produção. Sua principal função é de avisar o fornecedor de que a peça está sendo consumida e que em um determinado intervalo de tempo será necessário sua reposição. A ferramenta Kanban é basicamente uma gestão visual, que pode ser aplicada para o gerenciamento de componentes comprados e fabricados. Para os componentes comprados o Kanban pode ser aplicado nos seguintes formatos: - Cartões Kanban: Um cartão indicando uma necessidade especifica é enviado pelo cliente para o fornecedor indicando a necessidade de abastecimento. - Contendedores: Tem o mesmo fluxo que o cartão, mas nesse caso é usado o contendedor vazio e o mesmo é usado para transportar as peças. - Espaço demarcado: Um espaço vago (no piso, no armazém, num gabinete ou em uma prateleira) é sinal de que o reabastecimento está autorizado. Esse modelo pode ser observado nos supermercados. - E-ban: um sinal eletrônico é enviado ao fornecedor pelo cliente autorizando a produção ou abastecimento das peças nas quantidades determinadas, processo esse conhecido como (Kanban Eletrônico). Esse modelo pode necessitar do auxilio de meios de comunicações como: telefonia e internet. Para os componentes fabricados, os métodos possíveis para aplicação do Kanban são: - Cartões Kanban: Um cartão indicando uma necessidade especifica (lote) é passado ao posto de consumo junto com o material, quando o material é consumido esse cartão volta ao posto de fabricação, que indica que pode ser fabricado novamente.

20 20 - Contenedor: Um contenedor vazio autorizará a produção ou embarque de material suficiente para reabastecê-lo. - Luminosos: Um sinal luminoso elétrico, controlado pelo cliente, indica a necessidade de reabastecimento instantaneamente visível para o posto de produção. - Espaço demarcado: Desenvolvido para manter um número limitado de unidades. Um espaço vago (no piso, no armazém, num gabinete ou em uma prateleira) é sinal de que o reabastecimento está autorizado. Para essas técnicas de abastecimento de componentes fabricados, é importante que seja mantido o quadro visual no local de produção, para identificar quando é autorizado o reabastecimento do local de consumo Funções do Kanban O Kanban trabalha com produção puxada e não empurrada, tornando-se responsável pela sincronização da produção de componentes conforme demanda. Por suas características o Kanban recebe algumas funções especiais, sendo: - Aciona o processo de fabricação, apenas quando necessário (supermercado). - Não permite produção para estoque, apenas vendas já realizadas. - Permite claramente o autogerenciamento, de forma visual de cada processo. - Identificação de peças, com informações de lotes, processos subsequentes e etc. - Controle de inventario dos componentes fisicamente. - Não depende da informação de saldo sistêmico dos componentes. - Evita excesso e faltas de componentes no processo, controlando inventario desnecessário. - Nivelando a produção de componentes, protegendo os processos de oscilações. - Produção em pequenos lotes, permitindo a flexibilidade de produção e melhorando a rastreabilidade. - Produção conforme consumo, seguindo o conceito JIT.

21 Analogias do Kanban A sistemática de trabalho do sistema Kanban, muitas vezes está em algumas atividades do nosso dia-a-dia, no qual fazemos ou presenciamos sem notarmos, podemos citar essas analogias sendo: - Prateleira de supermercado: Tem uma quantia do produto estabelecida (lote) e quando retiramos alguns produtos da prateleira, esse espaço fica vazio, isso indica aos repositores e fornecedores que é necessário estar repondo o produto naquele local. - Bujão de gás: Quando chega ao fim do gás, é necessário estar substituindo por outro para não parar o processo. - Caixa d água: A caixa fica sempre cheia de água, onde seu nível é controlado por uma boia, quando o nível da água diminui, automaticamente a boia libera para estar repondo até chegar ao nível estipulado. - Mc Donald s: Preparação do lanche conforme pedido do cliente. (Sistema puxado) Aplicações de Kanban O conceito de sistema Kanban pode ser utilizado de varias maneiras, com a finalidade de controlar os materiais Sistema Kanban de Controle de Produção Esse sistema é uma aplicação ao nível de chão de fábrica para auxilio do controle da produção. Onde consiste no emprego de cartões, tanto para requisição de material de um centro produtor para um centro consumidor, quanto para ordenar o centro produtor a produzir determinado produto em determinado momento. Visando a redução dos estoques em processo a limites mínimos e a produção somente quando necessária. A principal característica dessa aplicação, é que toda a responsabilidade de inventário do chão de fábrica, passa a ser dos operadores e

22 22 coordenadores de produção, e o que diferencia do sistema tradicional de controle, é que por intermédio dele a produção é puxada e não empurrada. As características do sistema Kanban para essa aplicação são: - O uso desse sistema não admite trabalhar com previsão de vendas e sim com as vendas concretizadas, onde o que se produz hoje vende hoje, amanhã ou em um menor prazo possível, não admitindo grandes estoques. - Se na cadeia produtiva tiver alguma paralisação, automaticamente todo o processo é interrompido, evitando gargalos e movimentações de peças. - Com a padronização das embalagens, quadros Kanban e dos cartões, permite-se uma rápida e clara visualização do andamento da produção. - O sistema requer a produção de lotes equivalentes há um dia ou a frações do dia, o que restringe a produção de lotes grandes. - O centro fornecedor só produz quando o centro consumidor solicita Kanban de Produção Também conhecido como Kanban de Ordem de Produção ou Kanban de Processo, que designa o tipo e a quantidade de produto que o centro produtor deverá produzir. Sua circulação limita-se do centro produtor até o estoque pequeno de saída do centro. É essencial que o cartão possua no mínimo as seguintes informações: - Centro de Trabalho Identifica o centro produtor em que o cartão circula. - Código da Peça Identifica o código do produto que acompanha o cartão - Descrição da Peça descreve o nome do produto que acompanha o cartão - Capacidade do contêiner Informa a quantia do produto que acompanha o cartão. - Locação no Estoque Identifica o local onde o contêiner cheio vai ficar até ser transferido para o centro consumidor. - Materiais Necessários Indica o código da matéria-prima que será utilizada na fabricação daquele produto, em caso de conjunto informa o registro dos filhos.

23 Kanban de Movimentação Conhecido também por Kanban de Retirada, Kanban de Transporte ou Kanban de Recebimento, informa o tipo e a quantidade de produto que o centro consumidor deverá retirar do centro produtor, funcionando como se fosse uma requisição de material. Sua circulação restringe-se entre o centro consumidor e o centro produtor Princípios do Sistema Kanban Para poder aplicar o sistema Kanban como ferramenta de gerenciamento de componentes, existem alguns princípios básicos que devem ser seguidos para conseguir obter os melhores resultados com a implantação dessa ferramenta, alguns princípios como: - Principio da Eliminação das Perdas: Qualquer coisa, além das quantidades mínimas necessárias, tais como: espaço, material, mão de obra que são absolutamente essenciais à produção, são considerados desperdícios. - Principio da Produção e Transporte Unitário: O tamanho ideal do lote é apenas para atender as necessidades imediatas. Faça a produção fluir. Faça setup com apenas um digito (menos de dez minutos). - Principio do Supermercado: O cliente vai buscar o que necessita, na ocasião exata e na quantidade que ele determina. O supermercado repõe somente o que vende. - Princípio do Momento Exato: Fabricar apenas o necessário (a peça, a quantidade, o tempo, a qualidade e o lugar), conforme o conceito JIT. - Principio do Estoque Mínimo: Eliminar o excesso de estoque no processo. Quando os problemas ocorrerem, identifique as causas e corrija-as. O processo de correção determina a necessidade de encontrar as causas e não encobri-la. - Principio da Qualidade 100%: Peças com defeitos não devem prosseguir no processo de fabricação.

24 24 - Principio da Sincronização: Sempre siga o programa de produção, nunca atrase nem por um dia. Se uma máquina quebrar, interrompa o processo anterior e o processo posterior, essa ação evita que tenha superproduções e gargalos. - Principio da Mão de Obra Multifuncional: Nunca produza peças desnecessárias apenas para utilizar máquina ou mão de obra disponível, tente deslocar a mão de obra para outras atividades necessárias. - Principio do Contenedor Padrão: Cada contenedor deve conter a quantidade de peças especificada no cartão Kanban. - Principio da Disciplina (Postura): Disciplinas rígidas, porém simples. Não facilite exceções. - Principio da Flexibilidade: Flexibilização da produção para atender as demandas de qualquer produto, em qualquer momento, desde que os lotes sejam completados conforme especificado no Kanban, evitando perdas de rastreabilidade e desorganização no controle As regras do Sistema Kanban A utilização do sistema Kanban, exige que algumas regras básicas sejam respeitadas, tais como: - O processo que consome (cliente), deve retirar no estoque do processo que produz (fornecedor), os componentes, nas quantidades e no tempo necessário. Cada processo recebe uma ordem de produção, quando o cartão Kanban volta para o processo de origem sinaliza que pode estar produzindo novamente, seguindo o conceito de supermercado. - O processo de produção deverá fazer suas peças nas quantidades requisitadas pelo processo que consome. Isso possibilita o controle de material evitando produções desnecessárias e faltas de componentes ocasionando parada no processo produtivo, cada processo deve produzir conforme encomenda (produção puxada). - Produtos com defeito, não devem ser enviados ao processo subsequente. A identificação e a correção de defeitos constituem um grande custo e obstáculo à eficiência da produção em qualquer organização. Se for encontrado algum item com defeito no processo subsequente, corre o risco de estar parando o processo, pois

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