ETIVA JURÍDICA REVISTA FACULDADE OUT/2014 ELETRÔNICA RIO VERDE - GOIÁS. Vol. 1 N.º 1 ISSN:

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1 ETIVA JURÍDICA OB REVISTA ELETRÔNICA Vol. 1 N.º 1 OUT/2014 ISSN: FACULDADE RIO VERDE - GOIÁS

2 Expediente FACULDADE OBJETIVO ASSOCIAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DE GOIÁS AESGO DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Paulo Gomes DIREÇÃO ACADÊMICA Stefane Barbosa COORDENADORA DO CURSO Helena Maria Campos COORDENAÇÃO DA REVISTA Helena Maria Campos Hadassa Ester David Paulo Antonio Rodrigues Martins REVISÃO Stefane Barbosa CONSELHO EDITORIAL Eduardo Saraiva Elza Miranda Schmidt Hadassa Ester David Helena Maria Campos Jammes Miller Bessa Murilo Couto Lacerda Paulo Antonio Rodrigues Martins Ricardo Luiz Nicoli Rosangela de Paiva Leão Cabrera Warley Augusto Pereira PARECERISTAS/COLABORADORES Anielle Aparecida de Morais Marcolina Cândida de Jesus Neto Mônica Gomes Roberta Moraes Stefane Barbosa Warley Augusto Pereira CONTATO Por telefone: (64) (64) Por ENDEREÇO Rua 12 de Outubro, Nº. 40, Qd.: 64, Lt.: 02 Jardim Adriana CEP: Rio Verde/GO Fone: (64) Fax (64)

3 OB ETIVA JURÍDICA Sumário EDITORIAL A Faculdade Objetivo apresenta o periódico do seu curso de Direito, a Revista Objetiva Jurídica de publicação semestral, com a finalidade de divulgar artigos originais, procedentes de pesquisas realizadas por seu corpo acadêmico, tanto de docentes como discentes. O desígnio é estimular a pesquisa científica em uma área do conhecimento que se encontra em constantes mudanças e que requer sempre atualizações desse saber específico. Além disso, é de extrema importância para a comunidade acadêmica difundir suas produções e contribuições para o campo jurídico. Os artigos publicados na Revista Objetiva Jurídica não expressam necessariamente as opiniões do coletivo da revista. A reprodução dos textos, no todo ou em parte, é permitida desde que citada a fonte, e os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. O curso de Direito da Faculdade Objetivo lança a edição piloto da revista, que conta com 7 (sete) artigos produzidos exclusivamente por acadêmicos da instituição em conjunto com professores orientadores de trabalhos de conclusão de curso A (in) existência da estabilidade provisória nos contratos a termo - por Patrícia Gouveia Appollonio e Rosângela de Paiva Leão Cabrera Direito de vizinhança: uso anormal da propriedade - por Paulo César de Souza Costa e Rodrigo Ferreira Rodrigues Doação de órgãos: o princípio da dignidade humana sobre a disposição do corpo ou parte em vida ou post mortem - por Juarez Caçula de Oliveira Júnior e André Cavichioli Brito Imperativo de consciência: e agora Bilac? - por Nathan Porto Lima e Allan Pereira Vilela O arresto eletrônico como mecanismo de aplicação do princípio da efetividade e da celeridade no processo de execução extrajudicial - por Denise Facco e Ricardo Luiz Nicoli O papel do juiz na implementação de políticas públicas de acordo com as normas programáticas da CF/88 - por Flávio Ribeiro Martins e Jammes Miller Bessa Responsabilidade tributária do sócio na execução fiscal - por Diego Guimarães Paiva e Vanderlan dos Santos de Lima Júnior Capa:

4 POLÍTICA EDITORIAL Regras para Publicação Da Revista A Revista Objetiva Jurídica, de periodicidade semestral, constitui um espaço aberto à divulgação de conhecimentos e seu projeto de edição corrobora os interesses da Faculdade Objetivo de Rio Verde, ao estimular e divulgar a produção científica na academia. Os trabalhos aceitos para publicação na Revista serão submetidos à avaliação do Conselho e dos Pareceristas/Colaboradores. Os trabalhos serão aceitos com base na originalidade, significância e contribuição científica. Cabe ao Conselho Editorial sugerir retificações e/ou modificações nos textos, desde que não altere o conteúdo científico, com a devida concordância do autor (a). Das normas para publicação 1- Os autores cedem os direitos de reprodução para a Revista Objetiva Jurídica. Quanto aos direitos autorais, os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo das publicações. 2- Os dados, conceitos e opiniões emitidos nos trabalhos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores. 3- Os artigos deverão ser remetidos à Revista Objetiva Jurídica por meio do 4- Os artigos submetidos à Revista Objetiva Jurídica serão inicialmente examinados pelo Conselho Editorial, para verificar a conformidade com as normas aqui apresentadas, as possíveis melhorias quanto à forma e ao conteúdo do texto, serão sugeridas pelos pareceristas/colaboradores. 5- Os trabalhos deverão ser inéditos, apresentados em língua portuguesa, exceto casos excepcionais a critério do conselho editorial. 6- Os trabalhos poderão ter no mínimo 09 e no máximo 18 páginas em formato Word for Windows. 7- O resumo em português deverá conter um único parágrafo, em arial 12, espaçamento simples, com o limite de 150 a 250 palavras e até cinco palavras-chave separadas por ponto. O título, arial 14, em caixa alta. 8- O(s) nome(s) completo(s) do(s) autor(es) deve(m) constar abaixo do título, alinhando a direita e com nota de rodapé com mini currículo de até três linhas para informar a titulação, cargo que exerce e a instituição a qual está ligado, entre outras. 9- O artigo deve estar em consonância com as Diretrizes para Elaboração de Trabalhos Acadêmicos e Científicos da Faculdade Objetivo: downloads/diretmono.pdf. 10- O texto deve ser formatado em papel tamanho A4, com margem superior de 3,0 cm, inferior 2,0cm, esquerda 3,0cm, direita 2,0cm, em fonte arial 12, espaçamento entrelinhas 1,5cm. O espaçamento entre os subtítulos e o texto deverá ser de dois espaços de 1,5cm. 11- Citações de até três (3) linhas deverão estar dispostas no corpo do texto entre aspas. Excedendo essa quantidade precisam ser formatadas em espaço simples, arial 10, com recuo de 4cm em relação à margem esquerda. 12- As ilustrações (quadros, tabelas, figuras etc.), quando houver, deverão ser apresentadas no corpo do texto, identificadas com legenda e numeração sequencial (Quadro 1, Quadro 2, Tabela 1, Tabela 2, Figura 1, Figura 2, etc.). 13- As Referências Bibliográficas devem seguir as especificações da ABNT (NBR 6023) e listadas, em ordem alfabética, ao final do texto.

5 A (IN) EXISTÊNCIA DA ESTABILIDADE PROVISÓRIA NOS CONTRATOS A TERMO Patrícia Gouveia Appollonio 1 Rosângela de Paiva Leão Cabrera 2 RESUMO O presente artigo visa abordar a problemática acerca da existência ou inexistência da estabilidade provisória nos contratos a termo, pois parte da doutrina e da jurisprudência negam a concessão da estabilidade provisória aos empregados contratados por tempo determinado. Ocorre que esses trabalhadores exercem as mesmas atividades dos demais, devendo receber as mesmas garantias, então é preciso fazer um estudo dos entendimentos aplicáveis a esse tipo de contratação, pois negar essa garantia fere os ditames constitucionais que prezam pela redução dos riscos inerentes ao trabalho, bem como a garantia da dignidade da pessoa humana. Para tanto, a pesquisa foi desenvolvida por meio da técnica de coleta de dados: documental indireta (bibliográfica e documental), onde foi realizado um estudo teórico sobre o tema, mostrando o posicionamento atual do Tribunal Superior do Trabalho. Palavras-chave: Contrato a termo. Estabilidade. Estabilidade provisória. 1 INTRODUÇÃO A necessidade de se estudar a estabilidade provisória nos contratos a termo se dá pelo fato do empregado contratado por tempo determinado estar mais vulnerável em relação aos outros tipos de trabalhadores. Pois, apesar de exercerem as mesmas atividades dos demais trabalhadores, os empregados contratados por tempo determinado não possuem o mesmo amparo legal, como no caso da estabilidade provisória. Nesse sentido, foi desenvolvido um estudo conceituando e classificando estabilidade no emprego, buscando a compreensão do referido instituto nos contratos a termo. 1 Bacharel em Direito pela Faculdade Objetivo/ IESRIVER - Instituto de Ensino Superior de Rio Verde. 2 Professora especialista em Direito Administrativo Contemporâneo.

6 Uma das classificações da estabilidade no emprego é a estabilidade provisória, que se trata do direito de permanecer no emprego durante certo período de tempo, em virtude de uma circunstância especial, mesmo que seja contra a vontade do empregador. Outro tema que foi estudado é o contrato de trabalho por tempo determinado ou a termo, que é aquele que tem data de início e término prefixados antecipadamente entre empregador e empregado, onde será demonstrada a forma de sua pactuação, a previsão legal, e as hipóteses que servirão para justificar o prazo determinado. Ocorre que a regra é de que não existe previsão legal de estabilidade provisória ao trabalhador contratado por tempo determinado, que fica desamparado ao se deparar com alguma causa relevante que poderia permitir a sua dispensa, como no caso de gravidez ou acidente no trabalho. Muitos empregados que trabalham por tempo determinado sofreram por não terem nenhum amparo legal ao encontrar-se em algumas situações de risco e, por isso, é tão importante discutir sobre os direitos desses trabalhadores. Diante de todo o exposto, foi desenvolvido um estudo acerca da problemática da existência ou inexistência da estabilidade provisória nos contratos a termo, onde foi demonstrado que atualmente a jurisprudência trabalhista possui um entendimento inovador e revolucionário pautado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da continuidade da relação de emprego. 2 ESTABILIDADE NO EMPREGO A estabilidade estudada neste artigo é a jurídica, aquela que impede a dispensa do empregado e que acarreta a aplicação do princípio da continuidade no emprego, onde é assegurada uma maior possibilidade de permanência do trabalhador em seu emprego. Nas palavras de Nascimento (2011, p. 394), estabilidade é o direito do trabalhador de permanecer no emprego, mesmo contra a vontade do empregador, enquanto existir uma causa relevante expressa em lei e que permita a sua dispensa. É o direito ao emprego.

7 Ou seja, não permite que o empregado seja dispensado diante das situações garantidas por lei, isso é a chamada estabilidade no emprego, onde o empregado não poderá ser despedido sem justa causa, desse modo, restringindo o poder que o empregador tem de dispensar o empregado. 2.1 Estabilidades previstas no Brasil A legislação brasileira prevê algumas modalidades de estabilidades no emprego, que serão tratadas a seguir Estabilidade Celetista A estabilidade celetista de acordo com o art da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é aquela onde o empregado que contar mais de 10 (dez) anos de serviço na mesma empresa não poderá ser despedido senão por motivo de falta grave ou circunstância de força maior, devidamente comprovadas (BRASIL, 1943). 2 Art.: é a abreviatura da palavra artigo que nos textos jurídicos, leis, decretos e códigos é cada uma das divisões do texto numeradas ordinalmente. A Lei nº 5.107/66 criou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço FGTS e estabeleceu que a estabilidade celetista só atingisse os empregados não optantes pelo sistema do FGTS. A Constituição Federal de 1988, por sua vez, tornou o regime do FGTS obrigatório. Atualmente, só possuem estabilidade celetista aqueles que adquiriram 10 (dez) anos de serviço até 04/10/1988, e que não fizeram a opção pelo sistema do FGTS Estabilidade do Artigo 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Federal de 1988

8 Os servidores públicos civis da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da administração direta, autárquica e das fundações públicas, em exercício na data da promulgação da Constituição Federal 1988 (CF/88), há pelo menos cinco anos continuados, e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. 37 da CF/88, são considerados estáveis no serviço público (art. 19 do ADCT). Depreende-se que os servidores não concursados, contratados pelo regime celetista, que trabalham há mais de cinco anos contínuos na mesma função, possuem estabilidade, em igualdade com os demais servidores concursados. O que busca essa estabilidade é garantir à boa-fé do servidor, que dedicou anos de serviço à administração pública, ao invés, de prestar concurso público para obter sua estabilidade Estabilidade do Artigo 41 da Constituição Federal de 1988 De acordo com essa estabilidade, são estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público (caput 3, art. 41, CF/88). A Súmula 390 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) garante essa estabilidade não só ao servidor estatutário, mas também ao servidor público da administração direta, autarquia ou fundacional. E diz ainda que o empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista, ainda que admitido mediante aprovação em concurso público, não possui a referida estabilidade. Ressalta-se que o servidor público poderá perder o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado, mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada a ampla defesa e mediante avaliação periódica de desempenho. 3 Caput: enunciado de artigo de lei ou regulamento (HOUAISS, 2009, p. 397).

9 2.2 Estabilidade provisória (garantias de emprego) Além das estabilidades no emprego, existe também a estabilidade provisória, além das chamadas garantias de emprego, que para Delgado (2012, p. 1276): É a vantagem jurídica de caráter transitório deferida ao empregado em virtude de uma circunstância contratual ou pessoa obreira de caráter especial, de modo a assegurar a manutenção do vínculo empregatício por um lapso temporal definido, independentemente da vontade do empregador. Trata-se do direito de permanecer no emprego, durante certo período de tempo, salvo algumas exceções legais, pois, por não se tratar de uma estabilidade absoluta, o empregado pode ser despedido, por exemplo, por justa causa, por motivo de força maior ou em decorrência de apuração de uma falta grave. Além disso, diz Cassar (2010, p. 1108), a garantia de emprego é uma política socioeconômica, enquanto a estabilidade é um direito do empregado. Nesse sentido, a garantia de emprego é mais do que uma estabilidade, pois além de garantir o emprego temporariamente ao empregado ela também exerce uma função de promover a inclusão das pessoas no mercado de trabalho. Quando uma lei obriga as empresas a contratarem determinado número de menores, por exemplo, essa inclusão de menores no mercado de trabalho se trata de uma garantia de emprego Estabilidades provisórias constitucionais Existem diversas estabilidades provisórias asseguradas pelo Direito brasileiro, algumas delas estão previstas no próprio texto da Constituição. São elas: a) Empregado sindicalizado O art. 8º da CF/88, art. 543, 3º da CLT e a Súmula 369, inciso I do TST, veda a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, o empregado passa a

10 gozar da estabilidade provisória até um ano após o final do mandato, atingindo inclusive os suplentes. Essa estabilidade visa proteger a classe que defende os interesses dos trabalhadores, garantindo a eles o direito de permanecer no emprego, prevalecendo assim o princípio da continuidade no emprego. b) Membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa, desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato (art. 10, II, a, do ADCT). O TST tem entendido que os suplentes também gozam dessa garantia. (Súmula 339 TST). De acordo com o art. 165 da CLT, o membro da CIPA só poderá ser despedido em decorrência de motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Tanto a estabilidade provisória do dirigente sindical como do membro da CIPA, trata-se de estabilidade coletiva, por comunicar-se com os demais membros envolvidos na mesma área. c) Empregada gestante Em relação à empregada gestante é vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto (art. 10, II, b, do ADCT). A Súmula 244 do TST, também, prevê essa garantia quando diz em seu inciso III que a empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no art. 10, inciso II, alínea b, do ADCT, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado. Ressalta-se que as referidas estabilidades provisórias não são absolutas, podendo haver a dispensa em caso de justa causa; em relação aos dirigentes sindicais, a apuração da falta grave deve ocorrer mediante a abertura de inquérito judicial nos termos do art. 482 da CLT.

11 2.2.2 Estabilidades provisórias infraconstitucionais A legislação prevê, ainda, outras garantias de emprego, ainda que não se trate apenas de leis trabalhistas. Sendo elas: a) Empregado acidentado O empregado que sofreu acidente do trabalho tem garantido, pelo prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente (art. 118 da Lei nº 8.213/91). Mas para concessão dessa garantia é importante observar que o inciso II da Súmula 378 do TST, que prevê como pressuposto o afastamento superior a 15 dias e a consequente percepção do auxílio-doença acidentário, salvo se constatada, após a despedida, doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. O art. 60, 1º da Lei nº 8.213/91, dispõe que: Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. 1º Quando requerido por segurado afastado da atividade por mais de 30 (trinta) dias, o auxílio-doença será devido a contar da data da entrada do requerimento (BRASIL, 1991). Aos demais segurados (empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso, especial e facultativo), o benefício será concedido a contar da data do início da incapacidade ou da data da entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de 30 dias. A Súmula 378 do TST, com a inserção do inciso III, passou a entender que o empregado submetido ao contrato de trabalho por tempo determinado, também, tem direito à garantia de emprego decorrente de acidente do trabalho, prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/91. b) Trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado

12 É vedada a dispensa do trabalhador reabilitado ou deficiente habilitado ao final do contrato por prazo determinado de mais de 90 (noventa) dias, e a imotivada, no contrato por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de condição semelhante (art. 93, 1º, da Lei nº 8.213/91). Essa vedação faz com que as vagas destinadas aos deficientes e aos reabilitados não deixem de ser preenchidas, garantindo o direito ao trabalho a essa classe de trabalhadores. c) Representantes dos trabalhadores em atividade no Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) Enquanto representantes dos trabalhadores em atividade, titulares e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo judicial (art. 3º, 7º, da Lei nº 8.213/91). d) Representantes dos empregados nas Comissões de Conciliação Prévia É vedada a dispensa dos representantes dos empregados membros da Comissão de Conciliação Prévia, titulares e suplentes, até um ano após o final do mandato, salvo se cometerem falta grave, nos termos da lei (art. 625-B, 1º da CLT). e) Membros do Conselho Curador do FGTS A Lei nº 8.036/90 em seu art. 3º, 9º prevê que aos membros do Conselho Curador do FGTS, enquanto representantes dos trabalhadores, efetivos e suplentes, é assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo sindical. f) Empregados eleitos como diretores de sociedades cooperativas

13 Os empregados eleitos como diretores de sociedades cooperativas farão jus à estabilidade prevista para os dirigentes sindicais (art. 55 da Lei nº 5.764/71), gozando de estabilidade provisória até um ano após o final do mandato. g) Estabilidade provisória determinada em acordo ou convenções coletivas e em regulamentos de empresa Os sindicatos, com a intenção de assegurar aos empregados, a garantia de emprego e salário, podem determinar algumas estabilidades, sendo elas: garantia do empregado em vias de aposentadoria, aviso prévio, retorno das férias, auxílio doença, estabilidade da gestante, entre outros. Existe também o regulamento interno das empresas que é o meio utilizado pelo empregador para estabelecer direitos e obrigações, como promoções, prêmios, regras sobre faltas e atrasos, licenças, estabilidade, dentre outros. 3 CONTRATO DE TRABALHO A TERMO O contrato de trabalho por tempo determinado ou a termo é aquele que tem data de início e término prefixados antecipadamente entre empregador e empregado. Esse tipo de contrato se refere geralmente a atividades temporárias ou transitórias. Barros (2011. p. 381) diz que: [...] os efeitos do contrato determinado dependem de um termo futuro, que poderá ser certo quanto a unidade de tempo ou quanto ao serviço a ser executado (dies certus na et quando). Aqui, tanto o tempo como o evento são certos. Poderá ocorrer, entretanto, de o trabalhador saber que o contrato se extinguirá, mas não quando (dies certus na etincertus quando). Isso poderá ser verificado quando o empregado for contratado para a construção de um edifício. Sabe-se que a obra terminará, mas não sabe quando. O mesmo ocorre com os serviços executados durante uma safra. O art. 443, 1º da CLT, traz o conceito de contrato de trabalho por tempo determinado sendo o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada (BRASIL, 1943).

14 Onde termo prefixado é um termo certo em que as partes têm certeza de que o evento irá ocorrer, e de quando irá ocorrer, pois foi tudo predefinido. A execução de serviços especificados é um termo incerto, pois as partes sabem que a atividade será desenvolvida, mas não se sabe quando. E a realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada, significa dizer que não dá pra saber o dia exato do início ou término do contrato, em decorrência de alguns fatores, mas sabe-se que ele irá ocorrer. Existem três hipóteses de contrato a termo previsto na CLT, sendo eles o serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a determinação do prazo (art. 443, 2º a da CLT), as atividades empresariais de caráter transitório (art. 443, 2º b da CLT) e o contrato de experiência (art. 443, 2 c da CLT). Outras formas de contrato a termo também estão presentes na Lei n 9.601/98 (estímulo a novos empregos), Lei n 2.959/56 (obra certa), parágrafo único do art. 14 da Lei n 5.889/73 (safra), Decreto-Lei n 691/69 (técnico estrangeiro), Lei n 6.019/74 e Decreto-Lei nº /74 (trabalho temporário), Lei n 7.064/82 (trabalho no exterior), art. 428, 3, da CLT e Lei n /00 (aprendizagem), Lei n /08 (trabalhador rural temporário), art. 30 da Lei nº 9.615/98 (contrato de atleta profissional), Lei n 6.354/76 (jogador de futebol), art. 9º da Lei nº 6.533/78 (contrato de artistas), dentre outros. Observa-se que são várias as modalidades de contrato a termo, o que ajuda a diminuir o quadro de trabalhadores irregulares, sendo assim, um instituto favorável para o desenvolvimento social, que beneficia ambas as partes. 4 A (IN) EXISTÊNCIA DA ESTABILIDADE PROVISÓRIA NOS CONTRATOS A TERMO A estabilidade provisória é uma garantia do empregado de não ser despedido sem justa causa, prevalecendo assim o princípio da continuidade no emprego, protegendo as pessoas economicamente mais fracas, e promovendo a dignidade da pessoa humana, pois, o desemprego prejudica a autoestima da pessoa e a sua dignidade.

15 Ao passo que o contrato a termo é uma das modalidades de contrato de trabalho, sendo essa por prazo determinado, onde o empregado é contratado temporariamente em decorrência de um dos diversos motivos descritos em linhas pretéritas, para prestação de um serviço que tem data para seu início e seu término. A princípio, a estabilidade provisória é garantida apenas aos empregados contratados por tempo indeterminado, sob a justificativa de que as pessoas que trabalham temporariamente não podem ter estabilidade provisória, pois seu contrato teve as datas de início e término prefixadas antecipadamente entre as partes. Ocorre que os trabalhadores temporários também podem vir a precisar de uma das modalidades de estabilidade provisória, uma vez que desenvolvem as mesmas atividades dos demais trabalhadores, e que estão passíveis de sofrer os mesmo riscos, e sendo trabalhador não deve receber tratamento diferenciado dos demais, sob pena de ferir princípios constitucionais. Então, sob essa ótica, a jurisprudência tem inovado seu entendimento, e com a mudança ocorrida na Súmula 378 do TST em 17 de setembro de 2012, por exemplo, o empregado contratado temporariamente que venha a sofrer algum acidente decorrente do trabalho, não fica mais desamparado, recebendo o direito de permanecer no emprego por mais 12 (doze) meses após a cessação do auxíliodoença, previsto no art. 118 da Lei nº 8.213/91. Pois, ainda que o empregado tenha sido contratado temporariamente, ele está sob os riscos de sofrer acidente laboral desde o primeiro dia de trabalho. A mudança no entendimento do TST foi amparada, entre outros argumentos, pela Convenção 168 da Organização Internacional do Trabalho OIT, que trata a respeito dos trabalhadores doentes, nos princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e a valorização do trabalho e também pelo fato da Lei nº 8.213/91, não falar a que modalidade contratual se vincula o direito a tal garantia, entendendo-se então que deve abranger todas as modalidades de emprego. Outro exemplo é o da empregada gestante, onde até setembro de 2012 a Súmula 244 do TST, na redação do item III não garantia à empregada gestante estabilidade provisória quando admitida através de contrato por prazo determinado. Mas com a nova redação do item III da Súmula, a empregada gestante passa a ter o direito à estabilidade provisória prevista constitucionalmente, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo determinado.

16 Então, observa-se que existe a estabilidade provisória nos contratos a termo, e que o empregado contratado por tempo determinado vem aos poucos conquistando seu espaço, e as mesmas garantias dos demais trabalhadores, fazendo assim, com que diminua o receio das pessoas de serem contratadas temporariamente, com o medo de virem a ficar desempregados ou desamparados. A jurisprudência concedeu a estabilidade da empregada gestante e do empregado acidentado, que são as duas formas de estabilidade provisória mais genéricas, por atingir a todas as modalidades de contrato a termo. As outras modalidades de estabilidade provisória, citadas anteriormente neste artigo, por serem específicas, não podem atingir as demais modalidades de contrato a termo. Mas, preenchidos os requisitos, as mesmas deverão ser respeitadas e cumpridas. 5 CONCLUSÃO Conforme foi demonstrado no presente artigo, os trabalhadores contratados por tempo determinado obtiveram uma grande conquista nos últimos anos, que foi o reconhecimento da estabilidade provisória da empregada gestante e do empregado acidentado. A estabilidade provisória objetiva assegurar ao empregado, contratado por certo período de tempo, o direito de permanecer no emprego. Só que até então, os empregados contratados por tempo determinado ficavam desamparados, por não possuir a referida estabilidade. Foram necessários vários casos concretos, de pessoas passando por dificuldades e ficando desamparadas, para o TST perceber que a vedação à estabilidade provisória nos contratos a termo viola todas as garantias constitucionais que visam preservar a dignidade da pessoa humana, a saúde e a segurança do trabalhador. Essas garantias devem prevalecer sobre qualquer modalidade de contrato de trabalho, afinal, os empregados contratados por tempo determinado realizam as mesmas atividades dos empregados contratados por tempo indeterminado.

17 Foi nesse sentido que o TST reconheceu a estabilidade provisória à empregada gestante com a reforma da Súmula 244 do TST e ao empregado acidentado através da Súmula 378 do TST, contratado por tempo determinado. É muito comum o trabalhador sofrer danos que o fará necessitar de uma garantia, seja ele admitido por tempo determinado ou indeterminado. Então, a lei tem o dever de proteger o trabalhador frente às situações de abuso do poder, violação dos direitos e garantias, realizados pelos empregadores, pois é incontestável que o empregado acaba sofrendo danos irreparáveis em razão dessa falta de estabilidade expressa em lei. REFERÊNCIAS BARROS, Alice Monteiro de. Curso de Direito do Trabalho. 7. ed. São Paulo: Ltr, BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de Brasília: Senado Federal, 05 de outubro de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 21 set Decreto-Lei nº 5.452, de 01 de maio de Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Rio de Janeiro: Senado Federal, 01 de maio de Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm>. Acesso em: 20 set Lei nº de 13 de setembro de Cria o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências. Brasília: Senado Federal, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5107.htm>. Acesso em: 15 out Lei nº 5.764, de 16 de dezembro de Define a Política Nacional de Cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas, e dá outras providências. Brasília: Senado Federal, Disponível em: <http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l5764.htm>. Acesso em: 01 out Lei nº 8.036, de 11 de maio de Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências. Brasília: Senado Federal, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8036consol.htm#art32>. Acesso em: 30 set Lei nº 8.213, de 24 de julho Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Brasília: Senado Federal, Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8213cons.htm>. Acesso em: 24 set Tribunal Superior do Trabalho. Súmula nº 244. Gestante. Estabilidade provisória (redação do item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em ) -Res. 185/2012, Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, set Disponível em: <http://www.tst.jus.br/sumulas>. Acesso em: 15 out

18 . Tribunal Superior de Trabalho. Súmula nº 369. Dirigente sindical. Estabilidade provisória. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, set Disponível em: <http://www.tst.jus.br/sumulas>. Acesso em: 15 out Tribunal Superior de Trabalho. Súmula nº 378. Estabilidade provisória. Acidente do trabalho. Art. 118 da Lei nº 8.213/1991. (inserido item III) -Res. 185/2012, Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, set Disponível em: <http://www.tst.jus.br/sumulas>. Acesso em: 15 out Tribunal Superior de Trabalho. Súmula nº 390. Estabilidade. art. 41 da cf/1988. celetista. administração direta, autárquica ou fundacional. Aplicabilidade. Empregado de empresa pública e sociedade de economia mista. Inaplicável. Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho, abr Disponível em: <http://www.tst.jus.br/ sumulas>. Acesso em: 15 out CASSAR, Vólia Bomfim. Direito do Trabalho. 4. ed. Niterói: Impetus, DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 11. ed. São Paulo: LTr, HOUAISS, Antônio. Dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao Direito do Trabalho. 36. ed. São Paulo: Ltr, OIT Organização Internacional do Trabalho. Convenção n Promoção do emprego e proteção contra o desemprego. Brasília: OIT, 1991.

19 DIREITO DE VIZINHANÇA: uso anormal da propriedade Paulo César de Souza Costa 1 Rodrigo Ferreira Rodrigues 2 RESUMO Este artigo trata do direito de vizinhança decorrente do uso anormal da propriedade. Para tanto, foi necessário o cunho norteador estabelecido pelo princípio da função social da propriedade, de modo que, entre a compatibilidade da normalidade e da tolerabilidade no uso da propriedade, uma vez excedida ensejará na indenização cabal. Ressalvou-se o caso do interesse público no uso anormal. Por derradeiro, consignou-se sobre as ações decorrentes do uso anormal da propriedade. Um estudo de cunho bibliográfico norteou esta pesquisa. Palavras-chave: Função social. Indenização. Normalidade. Propriedade vizinha. Tolerância. 1 INTRODUÇÃO As normas que formam o direito de vizinhança propõem resguardar e compor casuais conflitos de interesses entre proprietários de imóveis adjacentes. No geral, as fronteiras ou medidas são determinadas como imposição, a fim de permitir o mecanismo de certas condutas ou atos pelo vizinho e de renunciar e privar-se do exercício de outros. O direito de vizinhança deriva da lei, suas regras originam e alicerçam direitos e deveres bilaterais, isto é, para ambas as partes, sendo o proprietário e o proprietário vizinho. São ainda de seu objeto, as responsabilidades, compromissos e atribuições decorrentes entre o dever e coisa que acompanham o encargo, porquanto a obrigação vincula a quem quer que se depare na condição de vizinho, transferindo ao seu legatário a titulação exclusiva. Por tais razões, o direito de vizinhança merece ser objeto de estudo, aliás, nessa parte do direito, em especial o uso anormal da propriedade. 1 Bacharel em Direito pela Faculdade Objetivo/IESRIVER- Instituto de Ensino Superior de Rio Verde. 2 Especialista em Constituição, Processo e Sociedade.

20 2 PROPRIEDADE VIZINHA O direito de propriedade é estável, por ser um direito constatável pela coisa, o próprio objeto material, pertencente ao ramo de direito real. Não obstante, o direito de propriedade ainda tem por objetivo o domínio da coisa. Sendo a propriedade gênero e o domínio espécie. Antes mesmo de se tratar da propriedade vizinha, é necessário definir a própria propriedade, como faz Monteiro (2009 p ): Sua importância - O direito de propriedade, o mais importante é o mais sólido de todos os direitos subjetivos, o direito real por excelência, é o eixo em torno do qual gravita o direito das coisas. Dele pode dizer-se, com SCUTO, ser a pedra fundamental de todo o direito privado. Sua importância é tão grande no direito como na sociologia e na economia política. Suas raízes aprofundam-se tanto no terreno do direito privado como no direito público. Do ponto de vista jurídico, cumpre desde logo salientar as duas acepções do direito de propriedade. Num sentido amplo, estesrecai tanto sobre coisas corpóreas tem a denominação como incorpóreas. Quando recai exclusivamente sobre coisas tem a denominação peculiar de domínio. A noção de propriedade mostra-se, destarte, mais ampla e mais compreensiva do que a de domínio. Aquela representa o gênero de que este vem a ser espécie. Para melhor definir a propriedade, tarefa que não é fácil, urge que se conheçam seus caracteres e elementos constitutivos. Realmente, num certo sentido, o direito de propriedade é de fato absoluto, não só porque oponível erga omnes, como também porque apresenta caráter de plenitude, sendo, incontestavelmente, o mais extenso e o mais completo de todos os direitos reais. A propriedade é a parte nuclear ou central dos demais direitos reais, que pressupõem, necessariamente, o direito de propriedade, do qual são modificações ou limitações, ao passo que o direito de propriedade pode existir independentemente de outro direito real em particular. A propósito, BONFANTE estabelece sugestivo paralelo entre a propriedade e os direitos reais que dela se desmembram, na esfera do direito privado, e a soberania e os direitos que dela resultam, na esfera do direito público. A soberania é o conjunto dos direitos reais unidos e conglomerados. Pode-se, pois ao direito de propriedade atribuir, em primeiro lugar, caráter absoluto. O proprietário pode dispor da coisa como entender, sujeito apenas a determinadas limitações, impostas no interesse público ou pela coexistência do direito de propriedade dos demais indivíduos. O segundo atributo desse direito é ser exclusivo. A mesma coisa não pode pertencer com exclusividade e simultaneamente duas ou mais pessoas. O direito de um sobre determinada coisa exclui o direito de outro sobre essa mesma coisa (duorum vel plurium dominium in solidum esse non potest). proprietário pode excluir da coisa, objeto de seu direito, a ação de outrem. O jos excludendi alios constitui a substância do direito de propriedade. O Código Civil de 2002 reconhece expressamente esse característico, quando declara, no art. 1231: A propriedade presume-se plena e exclusiva,

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