2º SEMINÁRIO NACIONAL DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ÁREA TEMÁTICA: PLANEJAMENTO TERRITORIAL, POLÍTICAS PÚBLICAS

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1 2º SEMINÁRIO NACIONAL DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ÁREA TEMÁTICA: PLANEJAMENTO TERRITORIAL, POLÍTICAS PÚBLICAS DICOTOMIAS TRIBUTÁRIAS DOS MUNICÍPIOS URBANOS E RURAIS BRASILEIROS: ausência de diferenciação constitucional Natália Carolina de Oliveira Vaz 1 Dimas Eduardo Barros Araújo 2 Patrícia Luíza Kegel 3 Resumo O Estado Federativo Brasileiro é composto pela união indissolúvel da União, Estados- Membros, Distrito Federal e Municípios. Com a evolução do federalismo brasileiro, os entes federativos conquistaram autonomia, inclusive os Municípios, porém são vinculados aos entes superiores na escala e subordinação. Tal subordinação é estendida aos poderes de arrecadação e fiscalização dos impostos pertencentes a cada ente federativo. Todavia há características específicas e essenciais, que visam o interesse público, principalmente na parte de arrecadação para a manutenção dos direitos assegurados constitucionalmente que precisam ser mantidos em prol da coletividade. Ocorre que para assegurar tais direitos, o Estado necessita da arrecadação para obter a receita necessária para manter bom desempenho de seus serviços. Logo, faz-se necessário além de haver a arrecadação e fiscalização, auferição de receitas tributárias em razão da competência. Neste modelo federativo os Municípios são os menores entes, os quais não repartem sua receita. A repartição de receitas sempre é feita do ente maior para o ente menor, não necessariamente respeitando a escala federativa. Entretanto os Municípios brasileiros sofrem uma dicotomia (Município Rural x Município Urbano) que não está expressa em nossa Carta Magna, impedindo a equidade que teoricamente é garantida constitucionalmente, o que causa uma grande disparidade regional, além de êxodo rural. Daí a necessidade de reformar a repartição de receitas tributárias, pelo poder constituinte originário, para que os Municípios rurais sejam beneficiados acabando com a disparidade municipal. Palavras-chave: Federalismo brasileiro. Dualidade municipal. Disparidade de arrecadação de tributos. 1 Bacharel em Direito pela Associação Catarinense de Ensino ACE, Advogada, Aluna do Programa de Pósgraduação em Desenvolvimento Regional da FURB, 2 Bacharel em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Tocantins -UFT, Aluno do Programa de Pósgraduação em Desenvolvimento Regional da FURB, 3 Doutora em Direito Internacional e Pós-Doutora em Propriedade Intelectual e Investimentos Diretos Externos pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora do Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional na Universidade de Blumenau- FURB. Membro da lista brasileira de Terceiros Árbitros do MERCOSUL, pesquisadora no ZEI Center for European Integration Studies da Universidade de Bonn Alemanha,

2 1 Introdução A primeira federação surgiu na América do Norte, com a Constituição dos Estados Unidos da América, no ano de 1787, quando houve necessidade de revisão do tratado das treze colônias independentes. Isso aconteceu somente depois de prolongados debates e discussões. As Colônias independentes por não terem tido sucesso com a confederação, devido a sua fragilidade, reuniram-se para uma convenção na cidade de Filadélfia, em maio daquele ano. Os convencionais constituintes federalistas norte-americanos estavam fortemente influenciados por Montesquieu, pois acreditavam no principio da separação dos poderes, orientando-se por ele para a composição do estado federal (DALLARI, 2001, p ). O Federalismo é nossa forma de Estado, no Brasil esta organização é feita pela divisão dos entes federativos, cada qual com suas respectivas competências e limitações. Até o século XVIII, o direito constitucional regia-se por princípios particulares, inerentes a um determinado povo, particulares a um determinado Estado, (RUSSOMANO, 1965). Notoriamente, a federação é uma forma de estado e não de governo, entretanto há um relacionamento muito estreito entre a adoção da organização federativa e os problemas de governo (DALLARI, 2001, p.254). O Estado federal [...] a base de uma repartição de competências entre o governo nacional e os governos estaduais, de sorte que a União tenha supremacia sobre os Estados-membros, e estes sejam entidades dotadas de autonomia constitucional perante a mesma união (PINTO, 1964, p 63). É sabido que a forma de Federação Brasileira compreende a União, os Estadosmembros, o Distrito Federal e os Municípios, que também são entidades estatais, com autonomia política reconhecida pela Constituição da República (art. 18) (PINTO, 1964, p 63), o Município, embora em menor grau que a dos Estados-membros (art. 25) (PINTO, 1964, p 63). Na nossa Federação, portanto, as entidades estatais, ou seja, entidades com autonomia política (além da administrativa e financeira) são unicamente a União, os Estadosmembros, os Municípios e o Distrito Federal (PINTO, 1964, p 63). Não obstante, também, deve-se atentar ao princípio da democracia, que não é apenas o governo exercido pelo povo, via eleições diretas, mas também o governo exercido para o povo, em benefício deste, ou seja, para seu bem-estar (YAMASHITA, 2005, p. 347). Nas lições de Tércio Sampaio Ferraz Jr., trata-se da passagem marcadamente visível na vida constitucional brasileira, de um Estado liberal burguês e sua expressão tradicional num Estado de Direito, para o chamado Estado Social (YAMASHITA, 2005, p. 347). Além disso, O

3 federalismo é uma forma de organização territorial do Estado que define como as partes da nação devem se relacionar entre si. Trata-se de um modelo distinto do Estado unitário, a outra forma clássica de organizar politicamente o território (ABRUCIO, 2010, v. 1, p. 178). Dessa forma, o adjetivo democrático explicita no próprio princípio constitucional do Estado de Direito material (art. 1º, caput, da CF/88) onde está o princípio do Estado Social, verdadeira norma jurídica em prol da solidariedade. (YAMASHITA, 2005, p. 347). Sendo assim, fala-se em reafirmação do Estado Social como parte integrante do princípio do Estado de Direito, pois a idéia já é antiga, remontando principalmente ao terceiro valor fundamental da Revolução Francesa: a fraternidade, ao lado da liberdade e da igualdade. (MAUNZ, 2005, p. 348). Isto significa que [...] por força do princípio do Estado Social, o valor da fraternidade deve influenciar a compreensão de liberdade e igualdade, ou seja, destaca-se além do componente formal, o componente material, devendo-se proporcionar: i) condições reais de desenvolvimento da liberdade; ii) igualdade de chances fáticas, especialmente no acesso à profissão e à propriedade; e iii) distribuição equilibrada de riquezas. (MAUNZ, 2005, p. 348). O objeto deste artigo é a investigação acerca da repartição de receitas tributárias entre os entes e os Municípios, que são separados dicotomicamente entre municípos urbanos e rurais. O objetivo geral do trabalho é mostrar aos leitores a realidade acerca da da falta de dualidade municipal, desde os primórdios da história, bem como a evolução legislativa desde a criação do Município. Os objetivos específicos são: demonstrar os princípios constitucionais norteadores dos direitos devem ser observados para evitar desigualdades regionais em decorrência da repartição de receitas tributárias. Desta forma, os objetivos específicos desta pesquisa estão diretamente relacionados com a efetiva forma de repartição de receitas tributárias ao Municípios e a ausência de diferenciação de receitas entres Municípios rurais e municipios urbanos. No presente estudo, adotou-se a metodologia qualitativa, operacionalizado com as técnicas da pesquisa bibliográfica, fichamentos e pesquisa de campo, para tanto, dividiu-se o trabalho em três capítulos. O primeiro capítulo tratará federação como forma de estado e da criação dos Municípios. Na segunda parte serão abordadas a percepção da repartição de receitas e as receitas recebidas pelos Municípios, sem diferenciação. Já no terceiro capitulo, discutir-se-á quais são os meios disponíveis em nossa legislação para a efetividade da repartição de receitas, estudando a dualidade dos municipios e vantagens da diferenciação.

4 Findando o conteúdo investigatório, nas considerações finais será apurado o que se concluiu da presente pesquisa. 2 Receitas tributárias Não haverá acréscimo e, consequentemente, não será considerado receita quando o tesouro recebe quantia que havia emprestado a alguém, ou quando toma emprestado certo valor de um particular. (MACHADO, p. 05.). Isso porque Tais recebimentos não configuram receita. Somente quando houver o ingresso de quantia nova, que se incorpora ao patrimônio do ente que a recebe, acrescendo-o, pode se falar em receita (MACHADO, p. 05.). Inicialmente é necessário aduzir que [...] nem todo ingresso corresponde a uma receita publica (HARADA, 2005, p. 59). Assim sendo, o importante ter ciência que o conceito de receita pública não pode se confundir com o de entrada, pois todo o ingresso de dinheiro nos cofres públicos caracteriza entrada, contudo, não será toda entrada que corresponderá a uma receita pública. Visto que haverá ingressos que poderão representar meras entradas de caixa como é o caso das cauções, fianças, depósitos recolhidos ao Tesouro, empréstimos contraídos pelo Poder Público, entre outros, conforme (HARADA, p. 56). Podemos afirmar então que receita pública é o capital arrecadado da população em geral que o Estado disporá para fazer face às despesas públicas que irá aplicá-las em favor da nação. Toda entrada de quantias nos cofres públicos pode se dizer que houve um ingresso, porém nem todo ingresso poderá ser classificado como receita e sim apenas os ingressos que acrescerem o patrimônio do ente que os recebeu Atualmente, a principal característica das receitas tributárias finanças para o Estado é o caráter intervencionista realizada através da cobrança dos tributos. Seu outro traço marcante é a preocupação com a personalização do imposto, uma vez que o Estado deixou de tributar de forma igual a todos os contribuintes para, ao contrário, levar em conta, sempre que possível, na imposição da carga tributária, a sua capacidade econômica. Tornou-se mais justa a tributação porque cada cidadão passou a pagar imposto na medida de sua capacidade contributiva, de sua aptidão econômica de pagar tributos (CF, art ) (ROSA JUNIOR, p. 05). A arrecadação, que não pode ser confundido com repartição, distribuição redistribuição ou destinação Arrecadação é a primeira fase da operação, mediante a qual saem os impostos da periferia, esfera local, e convergem para o centro, os cofres públicos da União. Na segunda fase é que é a operação inversa, os cofres públicos da União.

5 (CRETELLA, 1993, p. 225). Ocorre que O importante e deixar claro que o conceito de receita publica não se confunde com o de entrada. Todo ingresso de dinheiro aos cofres públicos caracteriza uma entrada (HARADA, 2005, p. 59). Pode-se dizer, em simples palavras, que a entrada é o tributo arrecadado. É importante considerar que o Município é verticalmente o ente mais baixo da federação, portanto sua receita arrecadada e recebida através de repasse não será repartida com nenhum outro ente. O Município surgiu como entidade federativa em 1981, conquistou autonomia, tornando-se desde então extremamente indispensável ao sistema constitucional brasileiro. Diferente do que acontecia anteriormente, os Municípios recebem sua parcela repartida através da previsão constitucional, isso fez com que aumentasse consideravelmente o número de Municípios no País. Melhor do que ser um distrito ou comunidade é ser Município, pois sempre terá direito a sua fatia, no que diz respeito a repartição de receitas tributárias, além de ser dotado de competência para instituir seus próprios tributos. Vejamos que Entretanto, esse novo status federativo também gerou um estímulo à fragmentação, com uma grande multiplicação do número de Municípios. Outro problema importante foi que a nova situação autonomista veio sem a construção de incentivos à coordenação e à cooperação entre os entes federativos. (ABRUCIO,, 2010, v. 1, p. 185). Os Municípios têm embasamento legal na Lei Orgânica Municipal, conforme o art. 29 (BRASIL, 2014, p.20-22) da Constituição Federal, que é de fato a garantia dos mesmos quanto a seus direitos e deveres, funcionando também como uma forma de constituição. O constituinte inseriu na Constituição Federativa do Brasil de 1988, os moldes para repartição de receitas tributárias, ao prever a necessidade de discriminar a porcentagem de repasse dos tributos que estão sujeitos os Municípios, mencionando o ente federativo que será responsável pelo repasse dos seus tributos arrecadados e as competências tributárias pertencentes aos Municípios, no Art. 158 da Constituição Federal de (BRASIL, 2014, p.57/58) Analisando o artigo citado acima, pode-se observar que o legislador, ao redigi-lo, teve a intenção de delinear os moldes e a porcentagem dos tributos que estariam inseridos na nesta repartição, com a finalidade de repassar valores aos Municípios. Simplificando, o legislador quis dizer, em outras palavras, que a totalidade do Imposto de Renda IR, ou seja, 100% (cem por cento) dele retido na fonte sobre os rendimentos pagos, a qualquer título por eles próprios (Municípios), inclusive por suas autarquias e fundações que forem instituídas e mantidas por tais entes federativos, pertencem aos próprios Municípios

6 Veja-se que no caso específico do Imposto sobre propriedade Territorial Rural ITR há uma grande diferenciação, que deve ser observada com muita atenção e analisada com cautela, que é a quem fiscaliza e cobra o tributo, visto que é competência da União, mas pode ser facultado aos Municípios a fiscalização e arrecadação, fazendo com que percebam a totalidade da receita, de forma mais adequada à realidade nacional. Neste caso, os imóveis rurais que se situam em seu território e o próprio Município opte, na forma da lei, por fiscalizar e cobrar o mencionado tributo, ficará com 100% (cem por cento) da arrecadação desde que não implique em redução ou qualquer outra forma de renúncia fiscal, se assim não optar, receberá 50% (cinqüenta por cento) do que a União arrecadar a este título, em seu território, em razão da repartição tributária. Quanto ao Imposto sobre a propriedade de Veículos Automotores IPVA, apenas 50% (cinqüenta por cento) da sua arrecadação incidente sobre os veículos automotores licenciados em seu território, pertencem aos Municípios. No que tange ao repasse de IPVA aos Municípios: [...]no que me parece agiu bem o constituinte, visto que veículos licenciados transitam, preferencialmente, em vias municipais, que as têm que manter adequadas e transitáveis. Já no caso do Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviço ICMS, 25% (vinte e cinco por cento) será repassado ao Município em caso de prestação de serviço de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação. As parcelas mencionadas no art. 158, inciso IV, referente a ICMS, serão creditadas conforme certos critérios, no percentual de 25% do valor arrecadado pelo Estado, de maneira que pertencerão ao Município onde ocorreu o fato gerador, visto que ao menos 75% (três quartos) será especificamente descentralizado na proporção dos valores adicionados em seu território, sendo, no máximo 25% (até um quarto), conforme dispuser lei estadual, ( MARTINS, 1998, p ). Há ainda que se falar do IOF-ouro (Imposto sobre Operações Financeiras), que a União repassa diretamente 70% (setenta por cento) do IOF incidente sobre o ouro, nesse caso deve ser necessariamente definido em lei, eis que incidente IOF, como instrumento cambial ou ativo financeiro (ALEXANDRE, 2009, p. 623). Não obstante, o Estado-Membro deverá repassar 25% (vinte e cinco por cento) do produto CIDE combustível, recebido da União, aos seus respectivos Municípios, conforme art. 159, III e 3º, da atual Carta Magna ((BRASIL, 2014, p.58).

7 Até meados do ano 2004, perecia o direito dos Municípios em receber o repasse da CIDE Combustíveis, posto que não havia ainda lei editada, para que pudesse receber o repasse de recursos, a MP n. 161/2004, em 04 de maio de 2004, convertida em Lei, sob o n , que alterou a Lei n /01, assegurando seu repasse. Os avanços na aferição dos recursos percebidos pelos Municípios não supriu a necessidade de diferenciação constitucional que poderia diminuir as disparidades entre entes federativos da mesma hierarquia, mas que se desenvolveram de diferentes maneiras. Isso faz com que seja majorada a disparidade em razão da dicotomia entre Município urbano e Municípios rurais. Para amenizar tal disparidade financeira deveria ser imposta uma diferenciação constitucional buscando de forma retilínea e uniforme a equiparação da arrecadação financeira, (MARTINS, 1998, p ). Destarte, atualmente a repartição de receitas segue a forma do já citado art. 158 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, enquanto não se faz a diferenciação quanto a Municípios urbanos e Municípios rurais. 3 Dualidade municipal É inegável a necessidade de diferenciação constitucional das dicotômicas espécies de Municípios, para a arrecadação de receitas tributárias, pois caso isso não ocorra sempre haverá discrepância regional entre entes da mesma classe, que compõe o mesmo estado, rasgando o princípio da igualdade. É inegável, inequívoco que houve um avanço no que diz respeito aos recursos conferidos aos Municípios. Mas, ainda assim, as disparidades entre eles ficarão mais acentuadas, pura e simplesmente pela inexistência de um tratamento tributário dicotômico: que separasse os Municípios em Municípios urbanos e Municípios rurais. De que imposto sobre serviços de qualquer Natureza se pode cogitar nesse mesmo Município do extremo do Amazonas a que me referi a pouco? Que tipo (e que quantidade) de de transmissão inter vivos lá se realizarão? Qual potencial em que se tratando de um Município de vocação rural do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana? Qual a significação do Imposto sobre Vendas de Combustíveis a Varejo? Porque tais impostos são com eles incompatíveis, esses Municípios deveriam ser tratados de forma diferenciada na Constituição. Esse tratamento unívoco faz com que mais se acentuem as disparidades, as discrepâncias e os desníveis econômicos-financeiros e sociais. A esses Municípios deveriam ser reservados outros tributos, impostos consentâneos com suas vocações. ( MARTINS, 1998, p )

8 Enquanto não se faz a diferenciação quanto a Municípios urbanos e Municípios rurais, os municipios rurais se mantém com a ajuda de alguns fundos, que na maioria das vezes são insuficiêntes para o desenvolvimento regional igualitario entre os Municípios. Não são raras as vezes que é possível ver um Município com mais de 80% (oitenta por cento) urbano fazendo divisa com dois ou mais mnunicípios rurais. Além do ISS, temos a discrepancia de arrecadação entre o IPTU e o ITR, que tem base de cálculo bem distinta e aliquotas com grande discrepancia com referencia a apenas estes dois tributos. Isso porque é muito mais vantajoso cobrar IPTU para os municipios, que além de competencia própria tem aliquotas maiores que o ITR. O prejuizo nos casos da ausencia de diferenciação constitucional vai além da disparidades de renda dos muncipios urbanos e rurais, isso acaba prejudicando o desenvolvimento como um todo. Cabe mencionar que muitos municipios rurais acabam cobrando IPTU de forma irregular para tentar aumentar sua receita, o que acaba prejudicando áreas de reserva e preservação permanente, prejudica também quem depende da terra para sobreviver, pois em proporção de área a cobrança do IPTU em certos casos chega a ser exorbitante, provocando inclusive o exodo rural. Isso porque muitas vezes a dívida se torna tão grande que o imóvel tem que ir à asta pública, sem ter outra alternativa os produtores abandonam suas terras e vão procurar meios de sobrevivencia em cidadespredominantemente urbanas, após a desiluzão com o campo. Há necessidade de adequação constitucional para que haja equiparação regional entre os Municípios, levando-se em consideração o princípio Republicano e Federativo, apesar de não serem princípios setorialmente tributários, mas apesar disso tem vinculação direta e explicita com a matéria, sendo constitucionais e acima de tudo cláusulas pétreas de nossa Carta magna, logo, [...]lhes conferem a tônica de princípios fundamentais e mesmo por emenda Constitucional (= clausulas pétreas), [...] (TAVARES, 2006, p ). A repartição das receitas tributárias visa, antes de mais nada, assegurar recursos financeiros suficientes e adequados às entidades regionais (Estados-membros) e locais (Municípios) para o desempenho de suas atribuições constitucionais (HARADA, p. 67). Entretanto, apesar do sempre enfatizado princípio federativo, insuscetível de supressão por emenda constitucional (art. 60, 4, I, da CF), não há como deixar de reconhecer o gigantismo do poder central. A união, além de concentrar em suas mãos os principais impostos, detêm, tradicionalmente, a competência residual nessa matéria. Uma distribuição

9 equitativa dos impostos poderia prescindir desse mecanismo de repartição de receitas tributárias, em que Estados, DF e Municípios participam de certas receitas da União e os Municípios participam de algumas receitas do Estado, (HARADA, p. 67). Sabe-se que À primeira vista, pode parecer que o mecanismo de participação no produto de arrecadação de imposto alheio favorece as entidades políticas participantes, à medida que as livra dos custos de implantação, de fiscalização e de arrecadação. (HARADA, p. 68). Ocorre que Na realidade, porém, tolhem as autonomias dessas entidades, porque inúmeros entraves burocráticos, inclusive os de natureza política, se interpõe, dificultando o recebimento oportuno dessas participações[...] (HARADA, p. 68). A mudança constitucional da diferenciação dos tipos de Município e de arrecadação, só pode ser feita através do poder constituinte originário, porque a divisão da federação é clausula pétrea, portanto imutável e irrevogável, razão pela qual apenas se houvesse um novo ordenamento jurídico, com obviamente uma nova constituição, poderia haver a bipartição dos Municípios, tanto na nomenclatura, quanto na forma de repartição de receitas. Quando fosse feita essa diferenciação, poderiam ser analisados formas e tributos diferenciados, para que houvesse efetiva sustentabilidade dos Municípios rurais. Assim como a diferenciação dos Municípios, os tributos e sua incidência também são cláusulas pétreas. São notórios os benefícios das mudanças tais quais o desenvolvimento nacional, equiparação financeira, igualdade regional e a aplicação imediata quando necessário dos recursos disponíveis, buscando meios alternativos para equalizar as diferenças regionais de Municípios de diferentes naturezas. Um dos efeitos iniciais seria a diminuição de disparidades atualmente observadas nos Municípios rurais e urbanos, fazendo com que a otimização de recursos fossem diferenciadas a ponto de alterar as competências municipais de arrecadação de diferentes tipos de Municípios, bem como alterar os acessos a fundos específicos de cunho estritamente rural ou urbano, para que a sua predominância fosse desenvolvida ao máximo e houvesse a diminuição das desigualdades de renda. Além disso, poderá provocar alterações no êxodo rural causada pela cobrança de IPTU em zonas de cobrança de ITR, isso além de beneficiar o agricultor, gera receita econômica para a região produtora que aumenta a qualidade de vida e o desenvolvimento da região. Nesse caso, com a diferenciação constitucional a arrecadação municipal não seria prejudicada, vez que haveria uma diferenciação constitucional em razão de sua natureza, alterando a arrecadação. A grande complicação da mudança é a reedição, aplicação e forma de

10 organização organogramas de nossa Carta Magna, isso porque tal mudança só seria possível por meio do poder constituinte originário. 4 Considerações finais Com o surgimento do Estado Federativo no Brasil, houve necessidade de mudanças em seu ordenamento legislativo, muito embora poucos acreditassem nesta mudança de início, devido à insegurança na mudança de governo e ao status quo. Os Municípios rurais são faticamente, prejudicados na repartição de receita, como é o caso daqueles que recebem verbas insuficientes em vista da disparidade de arrecadação do Município rural para com o Município urbano, porém estão inseridas na sua legalidade, pois pouco daqueles tributos arrecadam em seu território aos outros entes federativos. Importante mencionar que o amparo e garantia constitucional da verba transferida através da repartição de receitas, inclusive estendida aos menores entes da federação, estimulou consideravelmente a criação de novos Municípios. Verba esta que mesmo pequena em alguns casos, é capaz de garantir o funcionamento das novas cidades. Torna-se essencial a análise do emprego das verbas repartidas para obter um quantum relativo ao benefício da população causado pela emancipação e sua qualidade de vida. Isso tudo porque o constituinte não conseguiu prever os diferentes tipos de entes federativos de mesma classe, em rurais e urbanos. Logo, nesses pontos merece reforma a repartição de receitas tributárias, com diferenciação dos entes, bipartindo a categoria dos Municípios, visando uma essencial equiparação econômica e financeira primando pelo desenvolvimento nacional equiparado, não apenas de regiões específicas. Inclusive, porque como a Constituição diz que a arrecadação e o orçamento deverão possuir equilíbrio econômico e financeiro entre as diversas regiões do País, esse equilíbrio pode ser buscado por aumento nas transferências de recursos, ampliação ou criação de novos fundos, ou ainda, diferenciação constitucional dos Municípios, respeitando cada qual a sua peculiaridade. Por fim, a análise demonstra que é necessário que haja uma reforma tributária para diminuir as disparidades existentes na arrecadação tributária entre Municípios urbanos e rurais. 5 BIBLIOGRAFIA CITADA

11 ABRUCIO, F. L.; FRANZESE, C.; SANO, Hironobu. Coordenação e Cooperação no Federalismo Brasileiro: avanços e desafios. In: CUNHA, Alexandre dos Santos; MEDEIROS, Bernardo Abreu de; AQUINO, Luseni Cordeiro de. (Org.). Estado Instituições e Democracia: República. BRASILIA: IPEA, 2010, v. 1, p ALEXANDRE, Ricardo. Direito Tributário Esquematizado. São Paulo: Método, ALMEIDA, Fernanda Dias de. Competências na Constituição de São Paulo: Atlas, BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Vade Mecum. 17 edª São Paulo: Saraiva, CRETELLA, J. Júnior. Curso de Direito Tributário Constitucional. 1. ed. Rio de Janeiro: Forense, DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de Teoria Geral do Estado. 22. ed. São Paulo: Saraiva, HARADA, Kiyoshi. Direito Financeiro e Tributário.7ª ed. Editora Atlas. São Paulo: HARADA, Kiyoshi. Direito Financeiro e Tributário. 14. ed. Revisada e ampliada. São Paulo: Atlas, MARTINS, Ives Gandra. Sistema Tributário na Constituição de São Paulo: Saraiva, MAUNZ, Theodor; ZIPPELIUS, Reinhold. Deutsches Staatsrecht. 29 Aulf. Munique: C.H. Beck, 1994, p. 98 apud YAMASHITA, Douglas, PINTO, Ferreira. Comentários À Constituição Brasileira. Vol I. São Paulo: Saraiva, ROSA JUNIOR, Luiz Emygdio F. Manual do Direito Financeiro & Direito Tributário. 19ª edição. Rio de Janeiro: Editora Renovar, RUSSOMANO, Rosah. O Principio do Federalismo na Constituição Brasileira. Rio de Janeiro: Freitas Batos, TAVARES, Alexandre Macedo. Fundamentos de Direito Tributário. 3. ed. Florianópolis: Momento Atual, YAMASHITA, Douglas. Estado Democrático de Direito no Sistema Constitucional. In: AMARAL, Antônio Carlos Rodrigues do; ROSAS, Roberto; VELLOSO, Carlos Mário da Silva. Princípios Constitucionais Fundamentais: estudos em homenagem ao professor Ives Granda da Silva Martins, 2005.

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