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1 ANÁLISE DA ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA COM ÊNFASE NAS MEDIDAS DE CONTROLE DA INADIMPLÊNCIA NO MUNICÍPIO DE CAMPO MOURÃO/PR Camila Mataram, (G), UNESPAR/FECILCAM, Laiza Aparecida Moreira, (G), UNESPAR/FECILCAM, Altair Casarin, (OR), UNESPAR/FECILCAM, Jorge Leandro Delconte Ferreira, (CO-OR), UNESPAR/FECILCAM, INTRODUÇÃO A arrecadação de tributos compõe uma boa parte das receitas para a Administração Pública, representando uma fonte importante no Orçamento. Em meio a essa necessidade de Receita a Administração Pública se depara com algumas barreiras, uma destas é a inadimplência, que é o não pagamento dos tributos dentro do prazo estipulado, caracterizando um fato que prejudica a gerência do Órgão Público, dificultando o atendimento da população. Essa inadimplência gera a Dívida Ativa, que é o cadastro dos tributos que foram lançados pelo município e não foram pagos em uma Secretária de Finanças, para posterior cobrança. Dessa forma o objeto de estudo em questão se propõe a analisar como foi conduzido o controle da inadimplência e qual sua eficácia no que se refere à arrecadação de três dos principais tributos municipais o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviço) que tem arrecadação significativa. Cabe à Administração impor um Planejamento Tributário efetivo, que se incumba de sanar a insuficiência de receita provocada pelo baixo nível de arrecadação e consequente inadimplência, pois quanto menor for o recolhimento tributário, mais difícil será a tarefa de cobrir o Planejamento Público financeiro. Com tudo é de extrema importância um controle efetivo da Dívida Ativa, por meio de instrumentos de cobrança eficazes que garantam um resultado positivo em sua cobrança. A Prefeitura, através do Programa de Recuperação Fiscal REFISCAM proporcionou aos devedores a possibilidade de quitar suas dívidas com descontos que alcançam a ordem de 100% de juros e multas, ou o parcelamento do débito. O programa tem como escopo principal, possibilitar aos contribuintes do Município de Campo Mourão, a alternativa de liquidar os seus débitos através de incentivo fiscal e reduzir o valor da carteira de recebíveis. 1. REFERENCIAL TEÓRICO 1.1 COMPETÊNCIAS TRIBUTÁRIAS BRASILEIRAS A Competência Tributária no Brasil é estabelecida pela Constituição Federal, na qual é

2 atribuído a um determinado ente o poder de tributar. Tal poder foi dividido entre os entes federativos: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. O poder de tributar, porém, diz respeito à cobrança dos tributos, sendo que a determinação das alíquotas e criação dos próprios tributos ficou restrita à esfera federal. No que tange ao poder de tributar, a competência tributária Municipal está prevista no Art. 156 da Constituição da Republica Federativa do Brasil, 1988 (CF/88). Os impostos que podem ser instituídos por eles são: IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) ISS (Imposto Sobre Serviços) 1.2 PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS De acordo com Quintana, et al; (2011, p.6), O Planejamento é a primeira etapa em qualquer processo de gestão, seja na entidade pública ou na empresa privada, pois por meio dele serão traçados os desejos, as intenções, as expectativas, o futuro projetado para essa entidade ou empresa. Através do planejamento que se aperfeiçoa os resultados da administração tributária. É a base para toda uma programação que abrange metodologias que consistem em estruturar o bem gerir dos recursos públicos. Para obter esse sucesso desejado a Administração Pública utiliza-se de alguns instrumentos dentre eles pode-se citar o PPA (Plano Plurianual), a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual). 1.3 PLANEJAMENTO PÚBLICO ORÇAMENTÁRIO Quanto à essência do PPA, segundo Kohama (2006, p.35) é por meio dele que se procura ordenar as ações do governo que levem o atingimento dos objetivos e metas fixadas para um período de quatro anos, em qualquer dos níveis de governo. Quanto à importância do PPA pode-se citar que ele servirá de base para a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), constituindo-se em instrumento de maior relevância na estrutura do planejamento. Conseguinte ao PPA o primeiro documento gerado é a Lei de Diretrizes Orçamentárias que elabora o Orçamento Anual. A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) tem a sua definição conforme a Constituição Federal de 1988 em seu art. 165, 2º: A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá

3 sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Assim como o PPA e a LDO tem-se outro instrumento de grande importância para a Administração Pública que vem finalizar o processo de planejamento orçamentário, a Lei Orçamentária Anual (LOA). Na Lei Orçamentária Anual são autorizadas as despesas do ente governamental, de acordo com a previsão de arrecadação. Dessa maneira a gerência do Planejamento Público torna-se mais coerente e apta para atender as necessidades da população, trazendo consigo uma base e estrutura para adequada tomada de decisões. 1.4 RECEITAS TRIBUTÁRIAS A receita pública é um conjunto de ingressos financeiros com fontes e fatores geradores próprios e permanentes, oriundos de ação e de atributos inerentes à instituição (União, Estados, Municípios), destinando-se a entender à manutenção e conservação dos serviços públicos. Que se dividem em Receitas Correntes, Receitas de Capital, Receitas tributárias e Taxas. (ANDRADE, 2010). O grande foco deste trabalho acentua-se sobre a Receita Tributária, a qual decorre da cobrança de tributos, sendo que, conforme o art. 3 do Código Tributário Nacional (CTN): Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Uma baixa arrecadação significa que o ente não arrecadou a receita prevista no orçamento, levando assim a não cobrir as despesas. Já uma arrecadação eficiente acontece quando o município arrecada toda receita que ele tem poder de tributar, não só aquela prevista no orçamento Arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) De acordo com os artigos 30 e 156 da Constituição Federal é possível identificar a competência de instituir e cobrar imposto: Art. 30. Compete aos Municípios: III instituir e arrecadar tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos estipulados. Art Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I propriedade predial e territorial urbana;

4 Caracteriza-se como contribuinte do IPTU, aquele que possui imóvel localizado em zona urbana, o titular do seu domínio útil, o titular do direito de superfície ou o seu possuidor a qualquer título (CTN, Art.34). O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) é instituído pela Constituição Federal, sua incidência se dá sobre a propriedade urbana, o qual tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de propriedade imóvel localizada em zona urbana ou extensão urbana Arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) Ao descrever o Imposto sobre Serviços, a Constituição Federal, em seu artigo 156, inciso III, delega a competência para os Municípios de instituírem o tributo: Artigo Compete aos Municípios instituir impostos sobre:... III serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar nº 116/03;... 3º - Em relação ao imposto previsto no inciso III do caput deste artigo, cabe à lei Complementar nº 116/03: I - fixar as suas alíquotas máximas e mínimas; II - excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. III - regular a forma e as condições como isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados. O ISS é um tributo de competência municipal incidente sobre os serviços elencados em lei complementar. Observa-se que a constituição do Imposto sobre Serviços de qualquer natureza tem como fato gerador a prestação de serviços, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador. De acordo com Reinaldo Luiz, O ISS onera a circulação de bens que não são mercadorias, isto é que não são bens materiais ou corpóreos, os quais ocupam um lugar no espaço o imposto sobre serviços onera a circulação de bens imateriais, incorpóreos a circulação (venda econômica) de serviços. Onera a prestação, a título oneroso realizado por uma pessoa em favor da outra, em que haja a transferência de um bem imaterial. 1.5 DÍVIDA ATIVA Dívida Ativa é todo o não pagamento, por parte do contribuinte de Impostos, Taxas, Contribuições de Melhoria, multas de qualquer natureza, inscritas no setor competente, ficando a Fazenda Pública apta a promover a execução fiscal dos inadimplentes. (ANDRADE, 2010) A Dívida Ativa classifica-se em: Dívida Ativa Tributária, proveniente de créditos relativos a tributos lançados e não arrecadados e Dívida Ativa não tributária que engloba todos os demais créditos da Fazenda Pública.

5 O Decreto-Lei nº 1.735, de 20 de Dezembro de 1979, que dá nova redação ao art. 39 da Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, institui Divida Ativa como: 2º - Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas, e Dívida Ativa não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública, tais como os provenientes de empréstimos compulsórios, contribuições estabelecidas em lei, multa de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias, foros, laudêmios, alugueis ou taxas de ocupação, custas processuais, preços de serviços prestados por estabelecimentos públicos, indenizações, reposições, restituições, alcances dos responsáveis definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, fiança, aval ou outra garantia, de contratos em geral ou de outras obrigações legais. Após a constituição do crédito tributário leva-se o mesmo para inscrição em Dívida Ativa. Conforme o Artigo nº 142 do Código Tributário Nacional: Art. 142 Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo o caso, propor a aplicação da penalidade cabível. Dessa forma cabe ao Poder Público efetuar a constatação e devido reconhecimento dos créditos tributários, a fim de inscrevê-los, ou seja, lançá-los na inscrição de Dívida Ativa, para a posterior execução. 2. METODOLOGIA Segundo Gil (1999) uma pesquisa pode ser definida como o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico, cujo objetivo principal é descobrir respostas para problemas mediante emprego de procedimentos científicos. Sendo assim a dinâmica expressa pela necessidade do conhecimento introduz no cotidiano, métodos e técnicas que busquem apresentar determinados resultados, a fim de aprimorar o conhecimento e levar ao ápice da expectativa ensejada por seus usuários. A necessidade de critérios na elaboração de pesquisas científicas torna necessária a adoção de metodologias para a realização das mesmas. De acordo com Beuren (2009) a metodologia da pesquisa e definida com base no problema formulado, também tem como principal objetivo descrever os procedimentos que serão realizados é preciso definir a tipologia da pesquisa que coaduna com a pergunta formulada (o problema) ou o afirmativo objeto de confirmação ou rejeição (as hipóteses).

6 No que se refere aos objetivos da pesquisa, o estudo adotado será a pesquisa explicativa, pois visa explicar como foi conduzido o processo de controle da Dívida Ativa dão tributos de IPTU e ISS no Município de Campo Mourão durante os anos de 2011 e Segundo Gil (1999) a pesquisa explicativa visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Quanto aos procedimentos a pesquisa é tida como documental, pois terá como base a busca em relatórios e documentos legais extraídos diretamente da fonte de estudo. O presente trabalho terá uma abordagem metodológica como qualitativa, fundamentada com documentos e organizada de forma lógica, tendo como função principal à extração de dados para que se alcance o objetivo desejado. Para Richardson (1999, p. 80). A pesquisa qualitativa se define como estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais. O levantamento de dados se deu por fonte secundária, através de observações e coletas de documentos e relatórios contábeis e gerenciais, pois de acordo com Gil (1999) as fontes secundárias são documentos de segunda mão, que de alguma forma já foram analisados. 3. ANALISE DE DADOS O presente trabalho abrangeu uma análise realizada com o Controle da Dívida Ativa dentro da arrecadação municipal de Campo Mourão/PR, no período de 2011 e 2012, focando para tanto nos principais tributos: IPTU e ISS e tendo como norte principal identificar quais as medidas tomadas para o controle da Dívida Ativa e sua eficácia no que se referem à arrecadação dos tributos de IPTU e ISS no município de Campo Mourão/PR nos anos de 2011 e Conforme embasamento teórico na Lei n. 2687, que institui o 6º Programa de Recuperação Fiscal de Campo Mourão REFISCAM VI, podemos verificar que a lei foi instituída como uma medida a fim de controlar a quantia de Dívida Ativa, propondo aos devedores negociação de seus débitos, visando parcelamento dos mesmos e pagamentos a vista. Art. 1º É instituído o 6º Programa de Recuperação Fiscal de Campo Mourão - REFISCAM VI, destinados a promover a regularização dos créditos do Município de Campo Mourão, mediante pagamento à vista, bem como, o parcelamento de débitos de natureza tributária relativos a impostos, taxas, contribuição de melhoria, contribuição para o custeio de serviços de iluminação pública e outros créditos não tributários observados o disposto no art.6º desta Lei, com vencimento

7 até 31 de dezembro de 2010, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, com exigibilidade suspensa ou não. Através dos gráficos expostos nesse trabalho, visualiza-se em números o estado da Dívida Ativa de IPTU e ISS. Gráfico 01- Arrecadação de Dívida Ativa de IPTU - Prefeitura Municipal de Campo Mourão De acordo o Gráfico 01 que demonstra a Arrecadação de Dívida Ativa de IPTU durante os anos de 2011 e 2012, Pode-se verificar que os meses de maior arrecadação no ano de 2011 foram os meses entre Maio e Novembro. O aumento de arrecadação começa a ser expressivo no mês de Maio por ser o mês de inicio ao ingresso do Programa de recuperação fiscal e Agosto por ser o prazo final da inscrição no programa (não significando que o contribuinte não possa pagar nos meses seguintes). Conforme exposto no Art.1º da Lei. Art. 2º O ingresso no REFISCAM VI dar-se-á por opção do contribuinte no período de 30 de abril de 2011 a 12 de agosto de 2011, mediante requerimento feito diretamente no serviço de atendimento de cada receita ou protocolado na Divisão de Protocolo Geral e Arquivo da Prefeitura Municipal. Em maio o valor arrecadado foi de R$ ,88 de IPTU, bem mais que o dobro de arrecadação em relação ao mesmo período do ano de 2012 que foi de R$ ,41. E no mês de Agosto, mês de maior arrecadação no exercício de 2011 a arrecadação foi de R$ ,85 que também demonstra que o REFISCAM tem muito efeito sobre a arrecadação, por ter arrecadado também mais que o dobro em relação ao mesmo mês em 2012 que foi de R$ ,57.

8 No mês de Setembro a arrecadação teve uma grande queda se em comparados aos valores arrecadados em Agosto. O valor de R$ ,53. No mesmo mês do exercício seguinte, os valores arrecadados foram de R$ ,60, tendo uma diminuição de 52,67%. Em Outubro de 2011 a arrecadação voltou a ser alta, tendo a segunda maior arrecadação do ano (Agosto é o primeiro). Em comparação ao exercício de 2012, em 2011 os valores arrecadados aos cofres do município foram de R$ ,17 e em 2012 apenas R$ ,94. Salientamos ainda que no mês de Novembro também houve um grande recebimento de dívida ativa, pelo fato de que o ingresso no programa era até o mês de Agosto, mas a partir de então se deu continuidade aos recebimentos de quem optou pelo pagamento parcelado, que no entanto tem os acréscimos de juros e multas. Todos os contribuintes que aderiram ao REFISCAM no período válido pela Lei, obrigatoriamente teve de dar uma entrada de no mínimo 10% do valor devido na Secretária de Fazenda do Município, conforme exposto no Art. 4º, 1º do Decreto 5275 que Regulamentou a Lei que instituiu o REFISCAM. 1º O contribuinte deverá pagar uma entrada, no ato do parcelamento, não inferior a dez por cento do valor do débito devidamente atualizado, conforme disposto no art. 23, inciso III, da Lei Complementar n. 19/ Código Tributário do Município de Campo Mourão. Conforme mostra o Gráfico 02 de Arrecadação de Dívida Ativa de ISS nos anos de 2011 e 2012, percebe-se a seguinte situação: Em 2011 a arrecadação de Dívida Ativa de ISS foi menor que do que o ano 2012 em que houve o programa. Gráfico 02- Arrecadação de Dívida Ativa de ISS - Prefeitura Municipal de Campo Mourão

9 Os valores de arrecadação se mantiveram na maioria do período equilibrado, tendo elevações de valores apenas nos meses de Julho, Agosto e novembro. E no ano de 2012 a arrecadação teve mais altos e baixos, porém com valores maiores que os de No final dos exercícios a arrecadação da dívida desse tributo foi no total de R$ ,18 em 2011 e de R$ ,76 em 2012, entende-se dessa forma que a arrecadação de Dívida Ativa de ISS, a qual é representada por dívidas de Pessoas Jurídicas se realizaram mais em parcelamentos do que em pagamentos a vista. Chegando à conclusão de que a Pessoa Jurídica fez mais parcelamentos do que realizou pagamento à vista. Com relação aos juros e multas, estes representam um incremento à arrecadação, uma vez solicitados o parcelamento dos débitos inscritos em divida ativa, os números dessa receita tendem a aumentar. O contribuinte que optou pelo pagamento a vista teve a anistia de 100% de juros e multas. De acordo com Art. com a Lei n. 2687: Art. 5º Para os fins do REFISCAM VI, o Poder Executivo fica autorizado a conceder anistia total ou parcial das multas e juros de mora. 1º A anistia corresponderá a 100% (cem por cento) da multa e dos juros, para pagamento à vista do débito tributário no período de 30 de abril de 2011 a 12 de agosto de O pagamento a vista tinha a extinção de 100% das multas juros e mora, mas não deixava ter a correção monetária do valor devido. Gráfico 03- Arrecadação de Dívida Ativa de Multas e Juros IPTU - Prefeitura Municipal de Campo Mourão

10 De acordo com o Gráfico 03 da Arrecadação de Dívida Ativa de Multas e Juros de IPTU nos anos de 2011 e 2012, o REFISCAM não teve muita influência, já que no gráfico é evidenciado que a arrecadação dos juros e multas no período do programa de mantiveram estáveis, dando um salto apenas no fim do exercício, nos meses de Novembro e Dezembro. Esse comportamento pode ser tido mais influência de fiscalização do que o Programa de recuperação fiscal. Gráfico 04- Arrecadação de Dívida ativa de Juros e Multas de ISS - Prefeitura Municipal de Campo Mourão Observando o Gráfico 04 de Arrecadação de Dívida ativa de Juros e Multas de ISS nos anos de 2011 e 2012, vê-se que a arrecadação de juros e multas nos dois exercícios foi inconstante, tendo oscilado muito durante esses períodos. Mas como já analisado anteriormente, os débitos de ISS foram mais parcelados do que em parcela única, então a arrecadação de juros e multas foi maior, já que não houve a isenção do mesmo. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a necessidade de uma Administração Pública eficiente, incumbida de atender a população com veemência na prestação dos serviços necessários, pode-se afirmar que a Arrecadação de Receitas torna-se uma ferramenta imprescindível para tal execução. Dessa forma a preocupação com certa parcela que se encontra em Dívida Ativa exige medidas para o controle e recuperação destes valores. Sendo assim este Trabalho teve como propósito, verificar qual a eficácia das medidas de recuperação da Dívida Ativa relacionada à IPTU e ISS no município de Campo Mourão em 2011, comparativamente ao ano de Levando em consideração que no primeiro período houve um

11 programa de recuperação fiscal, denominado REFISCAM, já no segundo período tal programa não foi continuado. Observando os resultados obtidos através das analises feitas neste trabalho percebe-se o grau de importância do programa de recuperação da Dívida Ativa, Durante o período do REFISCAM, em 2011, a arrecadação de IPTU foi bem mais expressa do que no ano de 2012, no qual não houve o mesmo programa. Quanto ao ISS. os gráficos apontam que o programa REFISCAM contribuiu para que durante seu período de vigência os contribuintes de Pessoa Jurídica pode parcelar mais seus débito, não elevando tanto a sua arrecadação em comparação a Dessa forma percebe-se que a cobrança de Dívida Ativa resultou sim em um aumento significativo para a Receita Pública do Município de Campo Mourão. Com o programa REFISCAM, além de recebimentos em parcela única, que significou aumento instantâneo para a receita, também foram contraídos parcelamentos que se constituem em receitas futuras para o órgão Público, balanceando a médio e longo prazo a entrada de Recursos. REFERÊNCIAS ARRUDA, Camila Rabelo de matos Silva; FROTA, Carlos Alberto de Alencar Figueiredo da; NOVAES, José Norberto Simões. A Cobrança da Dívida Ativa do Município de Belford roxo na Vigência da Lei nº101/00. Disponível em: http;//www.ecg.tce.rj.gov.br/arquivos/19225.pdf. Acesso em 20 de maio de BEUREN, Ilse Maria. Et al. Como elaborar trabalhos monográficos em Contabilidade: Teoria e Prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, BRASIL, Código Tributário Nacional. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de Brasília, 25 de outubro de 1966; 145º da Independência e 78º da República. BRASILÍA (Distrito Federal). Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Em matéria de Tributação. In:. Carga Tributária Brasileira. Brasília, v. 1. Disponível em: Acesso em: Junho de Decreto-Lei Nº 195, de 24 de Fevereiro de Diário oficial da União, Brasília 7 de dezembro de Constituição da Republica Federativa do Brasil: outorgada em 05 de outubro de Brasília, DF: Senado Federal.. Lei n , de 10 de julho de Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal estabelecem diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, 11 de Julho de Decreto-Lei nº 1.735, de 20 de Dezembro de 1979, que dá nova redação ao art. 39 da Lei nº 4.320, de 17 de março de Diário Oficial da União. Brasília, 20 de dezembro de CAMPO MOURÃO. Decreto-Lei nº5275, de 09 de Junho de Regulamenta as Leis n /2011 e nº 2.701/2011, que instituem o REFISCAM VI - Recuperação Fiscal de Campo Mourão e dá outras providências. Órgão Oficial do Município. 17 de Junho de Lei nº 2687 de 29 de Abril de Institui o 6º Programa de Recuperação Fiscal de Campo Mourão REFISCAM VI. Órgão Oficial do Município. 29 de Abril de GIACOMINE, James. Orçamento Público. São Paulo: Atlas, GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. São Paulo: Atlas, GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2008.

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