O QUE É MEDIAÇÃO? Exemplos práticos: Conflitos de vizinhança, separação, divórcio, conflitos trabalhistas, etc...

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1 O QUE É MEDIAÇÃO? A Mediação é uma forma de tentativa de resolução de conflitos através de um terceiro, estranho ao conflito, que atuará como uma espécie de "facilitador", sem entretanto interferir na decisão final das partes que o escolheram. Sua função é a de tentar estabelecer um ponto de equilíbrio na controvérsia, aproximando as partes e captando os interesses que ambas têm em comum, com a finalidade de objetivar uma solução que seja a mais justa possível para as mesmas. É uma tentativa de um acordo possível entre as partes, sob a supervisão e auxílio de um mediador. Uma das grandes vantagens da Mediação é que ela pode evitar um longo e desgastante processo judicial, pois a mesma se dá antes que as partes se definam por uma briga nos tribunais, resolvendo suas diferenças de forma extrajudicial, levando ao Judiciário apenas aquelas questões que não podem ser resolvidas de outra forma. Exemplos práticos: Conflitos de vizinhança, separação, divórcio, conflitos trabalhistas, etc... A Mediação é um meio alternativo de solução de controvérsias, litígios e impasses, onde um terceiro neutro (o Mediador), de confiança das partes (pessoas físicas ou jurídicas), por elas livre e voluntariamente escolhido, intervém entre elas (partes) agindo como um facilitador, um catalisador, que usando de habilidade leva as partes a encontrarem a solução para as suas pendências. Portanto, o Mediador não decide; ele aproxima as partes e, utilizando habilidade e as técnicas da arte de mediar, leva - as (partes) a decidirem de forma harmoniosa e de acordo com os seus interesses. O Mediador é um profissional treinado, qualificado, que conhece muito bem o universo das negociações e dos negociadores e domina a Arte da Mediação e da Negociação. Não há que se confundir Mediação e Conciliação, que são atividades semelhantes, porém não iguais, especialmente na cultura brasileira. O que difere é a atuação do terceiro. O Conciliador, é normalmente uma autoridade pública, ou autorizada por Entidade pública, que de plantão valendo-se da posição, do peso do cargo tenta com que as partes cheguem a um acordo, não raro pressionando, induzindo e inclusive propondo opções ou alternativa para solução. Na mediação, o Mediador é alguém de confiança das partes, livremente selecionado/escolhido, por elas, que atua como um facilitador, que as aproxima, ouve com paciência, tolerância e utilizando técnicas próprias da mediação, faz com que elas mesmas (as partes) consensualmente, cheguem a uma solução para o acordo, sem manipular, induzir ou propor qualquer solução, ele poderá recorrer a várias reuniões, dependendo da complexidade do caso.

2 Não é necessário que haja um procedimento ou um processo em andamento para que se instale a mediação; ela poderá ocorrer a qualquer momento, a inteiro critério/vontade das partes. A Mediação poderá ocorrer durante um procedimento de negociação, aliás, é o procedimento da negociação com a presença do Mediador. A Mediação pode e deve ocorrer em qualquer negociação em que haja dificuldades, desde as mais simples questões entre vizinhos, casais, etc até as grandes questões internacionais Iran x EUA; Venezuela x Colômbia; entre empresas x fornecedores empresas x sindicato ou trabalhadores, e etc. Vale esclarecer que por mais competente que o Mediador possa ser, nem sempre a Mediação será bem sucedida, ela poderá fracassar e fracassa, caso as partes não tenham disposição para se compor. O QUE É ARBITRAGEM? Arbitragem é o meio alternativo à Justiça Estatal para solução de controvérsias, ao qual as partes (pessoa física ou jurídica), livre e voluntariamente se submetem, para obter soluções ágeis/rápidas e de baixo custo. A Arbitragem é uma forma de resolução de conflitos na área privada, ou seja, sem qualquer ingerência do poder estatal, onde as partes litigantes (que têm um litígio a ser resolvido), de comum acordo e no pleno e livre exercício da vontade, escolhem uma ou mais pessoas, denominadas árbitros ou juizes arbitrais, estranhas ao conflito, para resolver a sua questão, submetendo-se à decisão final dada pelo árbitro, em caráter definitivo, uma vez que não cabe recurso neste novo sistema de resolução de controvérsias. Na arbitragem, a função do árbitro nomeado será a de conduzir um processo arbitral, de forma semelhante ao processo judicial, porém muito mais rápido, menos formal, de baixo custo e onde a decisão deverá ser dada por pessoa especialista na matéria objeto da controvérsia, diferentemente do Poder Judiciário, onde o juiz, na maioria das vezes, para bem instruir seu convencimento quanto à decisão final a ser prolatada, necessita do auxílio de peritos, especialistas na matéria. Na Arbitragem, podese escolher diretamente esses especialistas, que terão a função de julgadores. Exemplos práticos: Locação residencial ou comercial, compra e venda de bens em geral, contratação de serviços, conflitos trabalhistas, seguros, inventários, questões comerciais em geral, etc...

3 A Arbitragem pode ser utilizada quando no transcorrer de uma relação contratual ocorrer impasses, litígios ou controvérsias que envolvam direitos patrimoniais disponíveis, contendo ou não, o contrato, a Cláusula Compromissória, ou seja, que as partes tenham previsto que qualquer impasse, litígio ou controvérsia em decorrência daquele contrato fosse dirimido por Arbitragem, em vez do Judiciário. Não há também que se confundir Arbitragem com Mediação, pois como já vimos o Mediador não decide, ao contrário do Árbitro, que é chamado para decidir. O Árbitro age exatamente como um Juiz, com a vantagem da celeridade nas decisões, ser especialista na matéria em controvérsia, custo reduzido e de sua decisão não comportar recursos, é final. Nada impede que as partes, de comum acordo, decidam a qualquer tempo, mesmo que não exista no Contrato, a Cláusula Compromissória, recorrer à Arbitragem privada para a solução de controvérsia ou litígio, com prevê a Lei 9307/96. No caso da existência da Cláusula Compromissória, somente não haverá arbitragem se ambas assim decidirem, caso contrário haverá, mesmo que uma delas não queira. Exemplo de Cláusula Compromissória: As partes de comum acordo decidem que quaisquer dúvidas ou controvérsias relativas a interpretação e execução do presente Contrato serão dirimidas e solucionadas por Arbitragem privada, ficando desde já eleito o Departamento de Assistência Jurídica da Faculdade de Piumhi, Rua Arthur Rodrigues da Costa, 394, CEP: , Centro - Piumhi/MG, para a solução, de acordo com o seu Regulamento e Normas internas, em linha com o previsto na Lei 9307/96. A petição inicial deverá conter: os nomes, qualificações, endereços das partes, bem como os respectivos números de telefone, e fax, se houver; referência à cláusula compromissória a partir da qual o pedido se baseia, se houver; referência ao contrato do qual resulte o conflito ou com o qual esteja relacionado, se houver; histórico dos fatos e os pontos em litígio; pedido, com suas fundamentações e especificações; a indicação do valor real ou estimado da demanda; uma proposta sobre os árbitros, indicando se deseja um ou três, ou se poderão ser indicados pelo DAJ/FASPI, quando não tenha sido acordado anteriormente na cláusula compromissória; Todas as provas que darão sustentação ao seu pedido

4 O QUE É A CONCILIAÇÃO? A conciliação é Uma forma de resolução de controvérsias na relação de interesses administrada por um Conciliador investido de autoridade ou indicado pelas partes, a quem compete aproximá-las, controlar as negociações, aparar as arestas, sugerir e formular propostas, apontar vantagens e desvantagens, objetivando sempre a composição do litígio pelas partes. A conciliação tem suas próprias características onde, além da administração do conflito por um terceiro neutro e imparcial, este mesmo conciliador tem o prerrogativa de poder sugerir um possível acordo, após uma criteriosa avaliação das vantagens e desvantagens que tal proposição traria a ambas as partes. COMO É FEITA A ESCOLHA DE UM MEDIADOR OU ÁRBITRO? As partes envolvidas em algum tipo de impasse, conflitos, pendências ou controvérsias, poderão livre e voluntariamente decidir que essas questões devam ser solucionadas com ajuda de um Mediador, ou decidida por um Árbitro. Estabelecido o consenso sobre esse entendimento, entram em contato com CEASF que pela sua Câmara de Mediação e Arbitragem - órgão técnico da entidade - atuará como interveniente no processo. Inicialmente ao receber a demanda avaliará as condições de arbitrabilidade, a seguir notificará a demandada. Depois procederá a triagem de seus quadros de candidatos a Mediadores e Árbitros para localizar os especialistas na matéria em foco, competentes, neutros/imparciais, para que as partes de comum acordo selecionem aquele de sua confiança. Em algumas situações, quando não há consenso quanto à escolha do Mediador/Árbitro, cada uma das partes seleciona da relação apresentada aquele de sua confiança. A Câmara os convocará para que compareçam para assinar o Termo de Isenção e Responsabilidade, e os dois selecionaram da mesma relação de candidatos, um terceiro nome constituindo-se assim, o chamado Tribunal Arbitral. Pode ocorrer de as partes solicitarem à Câmara a indicação do Mediador/Árbitro, nesse caso a Câmara procederá um sorteio dentre os nomes selecionados na presença das partes. Há ainda a possibilidade do Árbitro vir a ser designado pelo juiz, em sentença substitutiva ao "Compromisso Arbitral". Entretanto é condição "sine qua non" que além do profissional deter a confiança das partes que seja reconhecidamente neutro/imparcial e juridicamente capaz. O DAJ zela também para que as partes, quando pessoas físicas, estejam sempre acompanhadas de seus advogados, caso não os tenham, a

5 Entidade proverá. Quando se trata de causa trabalhista, coletivas ou individuais, o DAJ solicita e orienta o trabalhador para que tenha o apoio de seu Sindicato e notifica formalmente, a respectiva Entidade Sindical para que compareça, antes do início do processo. QUEM PODE SER MEDIADOR OU ÁRBITRO? Podem ser Mediadores ou Árbitros as pessoas que exerçam ou exerceram quaisquer profissões, independentemente de sua formação acadêmica, mas especialmente que detenham a confiança das partes e sejam por elas selecionados. Portanto, alguém só será Mediador/Árbitro depois de selecionado pelas partes, enquanto isso não ocorre é apenas candidato a Mediador/Árbitro, a Mediação e Arbitragem é uma atividade e não uma profissão regulamentada. A Lei 9.307/96, que trata da Arbitragem, no Art. 13, prevê: "pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança das partes". Os interessados em atuar nessa atividade podem ser capacitados para conduzir qualquer um dos processos. Entretanto algumas condições são absolutamente indispensáveis, como por exemplo: a reputação ilibada do profissional e o reconhecimento público de sua idoneidade e neutralidade/imparcialidade em relação ao caso para o qual for chamado. A especialidade é também fator muito importante, aliás isso é umas diferenças entre um Árbitro e um Juiz. EU POSSO ELEGER OS MEDIADORES E ÁRBITROS? Sim. Se as partes optaram em resolver seu litígio no Departamento de Assistência Jurídica da Faculdade DAJ/FASPI, esta possui uma lista de mediadores e árbitros com grande conhecimento em diversos assuntos. Assim, as partes terão à sua disposição, uma relação de profissionais, especialistas naquele assunto que está sendo proposto para julgamento, onde poderão optar livremente pela escolha de qualquer deles. Os árbitros e mediadores que fazem parte do DAJ/FASPI já foram selecionados e preparados para atuarem com competência, responsabilidade, profissionalismo e dentro dos padrões éticos exigidos para esta nobre função. QUE VALOR TEM UMA DECISÃO POR ARBITRAGEM? A Lei de Arbitragem, em seu artigo 31, estabelece que a Sentença arbitral tem os mesmos efeitos da sentença judicial. A responsabilidade de se proferir uma sentença arbitral, aumenta na medida em que desta sentença não cabe recurso. É como se a decisão fosse proferida diretamente pelo Supremo Tribunal Federal, pois é em instância única e definitiva,

6 não podendo mais ser questionada, a não ser por descumprimento de algum requisito formal imprescindível. COMO SE INICIA UM PROCEDIMENTO ARBITRAL? O QUE EU TENHO QUE FAZER? A Arbitragem será iniciada com a petição inicial formal (por escrito) a ser entregue diretamente no DAJ/FASPI. De posse do pedido, e verificado que os requisitos necessários estão presentes e satisfeitos os valores atribuídos à título de custas processuais, o DAJ/FASPI aceitará, por escrito, esta responsabilidade, e dará seguimento ao processo arbitral. O QUE OCORRE SE A OUTRA PARTE NÃO QUISER CUMPRIR COM A CLÁUSULA ANTERIORMENTE ASSINADA? Se não existir uma cláusula compromissória já assinada, a única possibilidade será a de se manter um contato com a outra parte, seja pessoalmente ou através de uma entidade de arbitragem, para tentar a adesão voluntária desta, ao procedimento arbitral. Caso contrário, nada poderá ser feito e você terá que acionar a Justiça Estatal. Se já houver uma cláusula compromissória anteriormente assinada, a outra parte não poderá se negar em utilizar o procedimento arbitral. Neste caso, diante de uma cláusula arbitral perfeitamente válida, em não comparecendo para a formalização do processo arbitral, a parte será penalizada com a pena de revelia, desde que verificado, pelo árbitro, se a parte postulante tem razão ao que está pedindo, instruindo o processo com provas convincentes. Neste caso, a sentença proferida terá plena validade. QUANTO CUSTA UMA ARBITRAGEM E QUANTO TEMPO SE NECESSITA PARA REALIZÁ-LA? A pergunta comporta três colocações principais: 1 O custo para a inclusão da Cláusula Compromissória Para a inclusão de uma cláusula compromissória de Arbitragem/Mediação em quaisquer contratos, o Departamento de Assistência Jurídica da Faculdade/FASPI, oferece o assessoramento sem nenhuma despesa para as partes 2 - O tempo necessário para a realização da Arbitragem/Mediação. A duração do processo levaráo em conta a complexidade do mesmo. Em média um processo não poderá demorar mais do que seis meses para uma solução final, porém, às partes é permitido escolherem o prazo que desejarem para que o litígio seja resolvido.

7 TENHO UM LITÍGIO E MEU CONTRATO NÃO POSSUI UMA CLÁUSULA DE ARBITRAGEM. O QUE FAZER? A Lei de Arbitragem brasileira, permite submeter à Arbitragem tanto disputas que possam surgir como aquelas que já existem e até mesmo àquelas questões que já estão tramitando no Poder Judiciário, mas que ainda não tiveram uma decisão em definitivo. Para que a submissão à Arbitragem seja possível, é necessário que também a outra parte envolvida na disputa, se submeta voluntariamente ao procedimento arbitral. Não havendo uma cláusula compromissória, a submissão ao sistema arbitral fica mais difícil, especialmente quando interessa à outra parte a lentidão do procedimento judicial. Por esta razão, é recomendável que seja incluída uma cláusula de Arbitragem, no momento da formalização do contrato de negócios, pois, caso ocorra um litígio, é só acionar a cláusula compromissória e iniciar o procedimento arbitral. De qualquer modo, se não estiver presente uma cláusula compromissória, entre em contato com o DAJ/FASPI e esta se encarregará de fazer contato com a outra parte para lhe informar das vantagens da submissão a um procedimento por Mediação e/ou Arbitragem e buscar sua adesão voluntária ao processo arbitral. QUE TIPOS DE LITÍGIOS PODEM SER SUBMETIDOS À ARBITRAGEM? A Lei de Arbitragem brasileira, em seu artigo primeiro, estabelece que podem ser submetidos ao procedimento arbitral, os denominados direitos patrimoniais disponíveis, ou seja, quaisquer litígios que envolvam direitos que pertençam à pessoa, sendo ela física ou jurídica. Assim, todos os bens que fazem parte do patrimônio pessoal, e estes bens estiverem livres e desembaraçados, podem ser submetidos à Arbitragem. Exemplos: compra e venda, locação, acidente de trânsito, seguro, contrato de trabalho, contratos comerciais e de serviços em geral, internet, etc... Caso o litígio não possa ser submetido à Arbitragem, poderá, na maioria das vezes, ser utilizado o instituto da Mediação.

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