CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO I

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1 UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO I Goiânia 2006/2

2 APRESENTAÇÃO No processo de ensino-aprendizagem o professor exerce o papel de mediador, facilitador, estimulador e orientador. Para exercer esse papel, ele traça metas e estratégias que o levam a produzir instrumentos necessários à consecussão da sua atividade. E neste sentido, fomos elaborando sínteses de vários autores sobre cada tema do curso de Direito Tributário, de forma a construir sinopses que proporcionam uma visão clara, rápida e didática acerca de cada um deles. Apresentamos, assim, aos alunos este singelo trabalho, que tem a pretensão apenas de facilitar a compreensão do conteúdo do curso, e de proporcionar a recuperação rápida do aprendizado construído em sala de aula e nas leituras dos autores indicados. Dando continuidade a esse processo de ensinoaprendizagem, coloco este trabalho à apreciação dos alunos, para sugestões, críticas ou observações, para que juntos cresçamos. Rodrigo Gusmão de Paula 2

3 1 Atividade Financeira do Estado, 4 2 Tributo 2.1 Conceito, Espécies, Classificação, 13 3 Direito Tributário, 20 CURSO DE DIREITO TRIBUTÁRIO I - UCG SUMÁRIO 3.1 Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar, 22 4 Fontes do Direito Tributário, 26 5 Vigência e aplicação da legislação tributária, 27 6 Obrigação Tributária, 29 7 Fato Gerador, 30 8 Sujeito Ativo Sujeito Ativo e Competência Tributária, 32 9 Sujeito Passivo da Obrigação Tributária, Crédito Tributário, Suspensão, Extinção e Exclusão do Crédito Tributário Suspensão do Crédito Tributário, Extinção do Crédito Tributário, Exclusão do Crédito Tributário, Garantias e Privilégios do Crédito Tributário, A Administração Tributária, Imposto, 43 Bibliografia, 45 3

4 1 ATIVIDADE FINANCEIRA DO ESTADO 1.1 Histórico Organização das sociedades Surgimento do Estado Constitucionalismo Necessidade-fim Necessidade-meio Necessidades coletivas necessidades públicas Básicas Serviço público Poder de polícia Intervenção no domínio econômico 1.2 Conceito É a atuação estatal voltada para obter, gerir e aplicar os recursos financeiros necessários à consecução das finalidades do Estado que, em última análise, se resumem na realização do bem comum. Kiyoshi Harada. a) Receita b) Gestão c) Despesa O que é entrada? Entrada é o mesmo que ingresso e receita? Entrada = Ingresso, mas nem sempre = Receita Entrada Provisória caução fiança empréstimos públicos empréstimo compulsório (alguns autores entendem que ele não é tributo) Definitiva = Receita Extorsão (exação violenta, imposto excessivo) Tributos Preços É toda a atividade de administração da receita frente às despesas, seguindo normas constitucionais, administrativas, contábeis, orçamentárias e específicas de direito financeiro. Constituição da República (arts. 163 a 169) Lei 4.320/64 (Estatui normas gerais de direito financeiro) Lei Complementar 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal) Aplicação de certa quantia, em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente, dentro de uma autorização legislativa, para execução de fim a cargo do Governo. Aliomar Baleeiro. 4

5 A decisão de gastar é, fundamentalmente, uma decisão política. Requisitos Vinculação constitucional. Ex.: art. 212 (educação); Regra geral: não há vinculação das receitas Autorização legislativa Licitação Empenho 1.3 Receitas Públicas É a entrada definitiva nos cofres públicos de dinheiro e bens. Classificação Quanto à periodicidade Ordinárias Extraordinárias Quanto à origem Originária Industrial Patrimonial Comercial Derivada Tributo Transferida Tributária (157 a 162) Não tributária (volunt.) 5

6 2 Tributo Conceito Introdução A palavra tributo induz a pensar em uma relação jurídica de obrigação de dar dinheiro ao Estado. Ocorre, entretanto, que tal obrigação pode originar-se de quatro situações distintas, das quais o tributo é uma delas, conforme nos ensina o prof. Geraldo Ataliba 1 : a) multa; b) obrigação convencional; c) indenização por dano e d) tributo. A primeira, é decorrente de uma sanção por prática de ato ilícito. A segunda, é decorrente de uma obrigação ex voluntate, ou voluntária, ou contratual. A terceira, nasce com a ocorrência de um fato ilícito que venha a trazer dano ao Estado. A quarta é decorrente de uma imposição legal, independentemente da vontade das partes, sem caráter punitivo, nem indenizatório, diferenciando-se da obrigacional, principalmente pelo aspecto legal impositivo. Vimos, aí, a diferenciação do tributo das outras obrigações para com o ente estatal. Mas, ainda, resta definir expressamente como se dá essa relação de pagamento de tributo ao Estado. Paulo de Barros Carvalho 2, em uma pesquisa bastante conhecida, conseguiu elencar sete empregos da palavra tributo pelos legisladores, pela doutrina e pela jurisprudência, os quais Octavio Campos Fischer 3 nos lembra, relacionando-os com os respectivos doutrinadores: a) Tributo como quantia em dinheiro entregue ao Poder Público pelo Contribuinte, é a noção adotada pelo art. 166 do CTN e, também, por autores como Alfredo Augusto Becker e Heinrich Wilhelm Kruse; b) Tributo como prestação correspondente ao dever jurídico do sujeito passivo é assim visto por Arnaldo Borges, José L. Perez de Ayala, Giuliani Fourounge, Alberto Xavier, Dino Jarach, Zelmo Denari, Ricardo Lobo Torres e Eduardo Ferreira Jardim; c) Tributo como direito subjetivo de que é titular o sujeito ativo é o conceito adotado por Ernst Blumenstein, Rubens Gomes de Souza, Amílcar de Araújo Falcão, Ruy Barbosa Nogueira, José J. Ferreiro Lapatza e José Eduardo Soares de Melo; d) Tributo enquanto relação jurídica é o conceito de Geraldo Ataliba e de Fernando Sainz de Bujanda; e) Tributo enquanto norma jurídica é a posição adotada pelo próprio Paulo de Barros, como sendo uma concepção estática do referido instituto jurídico, e, também, por José Roberto Vieira, Marco Aurelio Greco e Américo M. Lacombe; f) Tributo enquanto norma, fato e relação jurídica, segundo Paulo de Barros Carvalho, seria o conceito prescrito pelo art. 3º do Código Tributário Nacional, e que exprime toda a fenomenologia da incidência, desde a norma instituidora, passando pelo fato concreto, nela descrito, até o liame obrigacional que surde à luz com a ocorrência daquele evento ; g) Enfim, Tributo enquanto processo de positivação, noção esta desenvolvida por Souto M. Borges, no sentido de uma cadeia de normas que tem início no altiplano constitucional com regras de competência (entre elas as de imunidades) e vão progredindo para baixo, em termos hierárquicos, passando pela regra-matriz de incidência, até atingir frontalmente os comprtamentos concretos que se consubstanciam numa efetiva prestação pecuniária. (g.n.) 1 Hipótese de incidência tributária. 4. ed. São Paulo: RT, 1990, p Curso de direito tributário. Pp A contriuição ao pis. 1. ed. São Paulo: Dialética, 2000, p

7 Em meio a essa divergência conceitual sobre tributo, surge um conceito legal, prescrito no art. 3º do Código Tributário Nacional (CTN), que o faz, explicitamente. Parece, então, que toda a confusão passaria a ser resolvida por ele. Ocorre, entretanto, que não é função do legislador definir ou conceituar institutos jurídicos, mas dos operadores do direito, que realizam um exercício de interpretação das normas, alimentando a ciência jurídica. Surge, daí, uma questão que não parece estar pacífica entre os doutrinadores, que é a de se tomar o conceito legal de tributo como preceito que deve ser seguido sem questionamentos, ou se ele serve apenas como orientação didática. Conceito legal X conceito doutrinário Existem aqueles que, abraçando a primeira idéia, defendem que o conceito constante do art. 3º do CTN, veio para pôr fim às divergências doutrinárias a seu respeito, as quais não são mais úteis, após a vigência daquele dispositivo, devido o seu caráter impositivo. Dentre eles, destacam-se Hugo de Brito Machado 4, Luiz Emygdio F. da Rosa Jr 5. e Régis F. de Oliveira e Estevão Horvath 6, conforme menciona Octavio Campos Fischer 7. Hugo de Brito posiciona-se com estas palavras: Assim, já agora se mostra de nenhuma utilidade, no plano do direito positivo, o exame dos diversos conceitos de tributo formulados pelos juristas e pelos financistas. Prevalente o conceito legal, resta apenas analisá-lo, examinando os seus diversos elementos, a saber: Parece-nos um tanto extremada a afirmação acima, porquanto, ao analisar o conceito legal, o intérprete observará vários critérios de interpretação, os quais o levarão a considerações que normalmente são contraditadas por outro intérprete, que alcança conclusões diferentes. Sendo, assim, é de se concluir que, por mais expresso que o dispositivo legal seja, sempre existirá a possibilidade de haver divergências de interpretação, como há no caso presente, o que mais adiante faremos exposição. A outra corrente, defende que o referido conceito legal não pode ser visto senão como orientação didática, pois cabe apenas à ciência jurídica a construção de conceitos. Geraldo Ataliba 8, utilizando-se de expressão de Sainz de Bujanda (autor espanhol), repete, dizendo que tal dispositivo não passaria de um preceito didático. Octavio Fischer 9 nos lembra, ainda, que Marçal Justen Filho fala em conceito gentilmente sugerido 10. Como fundamento dessa argumentação, Geraldo Ataliba explica que o conceito de tributo do CTN é um conceito jurídico-positivo 11 e, não, lógico-jurídico, isto é, que evolui no tempo, à medida 4 Cusro de direito tributário, 7ª ed. São Paulo: Malheiros, 1993, p Manual de direito financeiro e direito tributário, 10ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 1995, pp. 190 e ss. 6 Manual de direito financeiro, 2ª ed. São Paulo: RT, 1997, p A contribuição ao pis, 1. ed. São Paulo: Dialética, 2000, p Hipótese de incidência tributária, 4. Ed. São Paulo: RT, 1990, p Op. cit., p Sujeição passiva tributária. Belém: Cejup, 1986, p Op. cit., p Juan Manuel Teran, insigne jurista mexicano, expõe com muita felicidade a distinção entre os conceitos lógico-jurídicos (que são conceitos apriorísticos), fórmulas de apreensão de realidade jurídica genérica, e os conceitos jurídico-positivos (conceitos a posteriori), que só podem ser construídos em face de um determinado sistema, por terem sua validez restrita no tempo e no espaço (Filosofia del Derecho, México, pp. 81 e ss.), como é o conceito de tributo do direito constitucional brasileiro, hoje O conceito de tributo é nitidamente um conceito jurídico-positivo. Há de ser formulado, hoje, de modo diverso, relativamente ao passado. Sofreu evolução. Pode modificar-se e a até desaparecer. Aquele, aqui, vigente, pode não ser extensível a todos os sistemas atuais. Sua compreensão é maior ou menor aqui e alhures. Como todo conceito jurídicopositivo, é mutável, por reforma constitucional 7

8 que evolui a sociedade em que ele será aplicado, e, não, que seja um conceito aceito independentemente de qualquer experiência, apriorístico. Entretanto, não se pode desconsiderar o caráter normativo do referido dispositivo, que impõe caracteres consonantes com a Constituição de 1988, e, por isso, recepcionado por ela, e, ainda, delimita as ações do poder tributante. Octavio Fischer 12 bem coloca a questão: Por certo que, à luz da boa ciência do Direito Tributário, os equívocos que esse conceito trouxe são criticáveis. Todavia, deve-se tentar compreender que quem faz ciência não é o legislador e, o que é mais importante, que este não legisla para o cientista, de modo que, dentro do contexto jurídico pátrio, sendo o conceito em questão direcionado, isto sim, para os órgãos aplicadores do direito, ele é de uma importância extrema. Serve, então, de norte seguro contra as arbitrárias investidas do Poder Público, na sua ganância de arrecadar mais e mais, sem freios e racionalidade. Posto isso, vemos que o conceito legal de tributo, constante do art. 3º do CTN tem caráter normativo, trazendo elementos considerados necessários e outros desnecessários, assim entendendo a doutrina moderna. Faz-se mister, pois, conhecer as expressões do conceito legal de tributo, para poderse verificar os seus equívocos. Conceito legal de tributo Conforme o disposto no art. 3º do CTN: Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Analisando cada uma das expressões desse conceito, devemos seguir o pensamento daqueles que defendem o conceito legal como prevalente, o que faremos considerando os apontamentos de Hugo de Brito Machado 13 : a) Toda prestação pecuniária. Toda refere-se às prestações pecuniárias que observem aos demais elementos do conceito. Prestação pecuniária é aquela em que a pessoa obrigada entrega ao Estado os meios financeiros que lhe cabem, para que este realize os seus objetivos. b) Compulsória. Obrigação derivada da lei. c) Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Mesmo esse autor que defende o conceito legal, admite que esta expressão nada tem de significação, posto que, pelo exposto na letra a acima, o direito tributário brasileiro não admite o tributo in natura e in labore, ou seja, pago com coisas ou com trabalho. Entende, pois, que esta expressão serve apenas para colocar o conceito de tributo em harmonia com a possibilidade excepcional de extinção do crédito respectivo mediante dação em pagamento,... d) Que não constitua sanção de ato ilícito. O tributo é obrigação decorrente de lei e, não, penalidade por prática de ato ilícito. A hipótese de incidência nunca poderá ser um ato ilícito, mas o fato que permitirá a subsunção da hipótese de incidência pode ser um ato ilícito. e) Instituída em lei. Somente a lei pode instituir tributo. 12 Op. cit., p Op. cit., p.40. 8

9 f) Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. O tributo somente pode ser cobrado mediante observação, pela autoridade administrativa, das normas legais que regulam a sua cobrança, sem qualquer discricionariedade. É o princípio da legalidade e o poder vinculado do Direito Administrativo. Crítica ao conceito legal Conforme dissemos acima, o referido conceito, perante a moderna doutrina, é muito criticado, tendo como principais observações as seguintes: a) A palavra toda é desnecessária, posto que uma definição só pode se referir a todas as situações 14 ; b) Compulsória é utilizada com redundância, pois a prestação a que ela se refere somente pode ser compulsória, como corrige Paulo de Barros 15 ; c) Segundo Luciano Amaro, as expressões em moeda e ou cujo valor nela se possa exprimir cometem dupla redundância, pois o caráter pecuniário a que se referem já está incluso no início do dispositivo. Por outro lado, segundo Paulo de Barros 16, elas teriam ampliado a compreensão do objeto da prestação, já que todos os bens podem avaliados economicamente, inclusive o trabalho humano, o que descarta esta hipótese Hugo de Brito Machado; d) Que não constitua sanção de ato ilícito é a parte do conceito mais aceita, porém, Octavio Fischer 17 nos lembra que Arnaldo Borges considera-a como a mais imprecisa do conceito, e Edvaldo Brito sustenta a sua revogação diante do inciso II do 4º do art. 182 da Constituição Federal, porquanto este dispositivo autoriza a progressão de alíquota do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, desde que o proprietário não obedeça à função social da propriedade que a Constituição apregoa. Não é válida esta observação, principalmente porque os tributos não tem apenas caráter fiscal, mas também, extrafiscal, de controle das atividades sociais e econômicas mediante exação, que redistribua a renda e a justiça social; e) A expressão instituída em lei também é desnecessária, posto que nenhuma relação jurídica existe se não prevista em lei 18 ; f) E cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada é expressão que, usando as palavras de Luciano Amaro 19, não traduz todos os entes do polo ativo, nem alcança todos os lançamentos, mas apenas aqueles praticados de ofício, e estes já são vinculados por lei. Conclusão Conclui-se, assim, que o conceito legal, constante do art. 3º do CTN está em pleno vigor, porque de acordo com o Sistema Tributário insculpido na Constituição Federal, não obstante as incorreções ou impropriedades acima reveladas, não se permitindo, em decorrência, qualquer elaboração conceitual contrária a ele ou fora dele. 14 AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. p Teoria da norma tributária, p CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. P Op. cit., p Ibidem. p Direito tributário brasileiro. p

10 2.2 - Espécies de tributos Introdução A classificação das espécies tributárias é um tema não menos contraditório na doutrina do que o do conceito de tributo. Em um levantamento realizado pelo prof. Luciano Amaro 20 podemos antecipar a grande controvérsia entre os autores a respeito da classificação das espécies de tributos: Rubens Gomes de Souza Pontes de Miranda Alfredo Augusto Becker Geraldo Ataliba Ives Gandra da S. Martins Celso Ribeiro Bastos Hugo de Brito Machado Min. Moreira Alves Fabio Fanuchi Paulo de Barros Carvalho Roque Carrazza Hamilton Dias de Souza José Afonso da Silva Luciano Amaro Impostos, taxas e contribuições como gêneros de tributos. Impostos e taxas, em função da possibilidade de distinguir as pessoas a quem o tributo aproveita. Impostos e taxas, distingüindo-se pela base de cálculo. Vinculados e não-vinculados Impostos, taxas, contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais. Impostos, taxas, contribuições e empréstimo compulsório. Imposto, taxa e contribuição de melhoria, sendo que o empréstimo compulsório pode assumir qualquer uma delas e as contribuições ou são impostos ou taxas. Impostos, taxas e a contribuição de melhria: as outras espécies se enquadram numa dessas três. Imposto, taxa e contribuições Impostos, taxas, contribuições e empréstimo compulsório, que equivale a contrato público. Impostos, taxas (de serviço, de polícia, de utilização de via pública pedágio, de melhoria), contribuições (sociais, econômicas e corporativas, todas com destinações específicas) e empréstimo compulsório, que não considera como receita. Nota-se, pois, que a discussão aprofundada sobre o tema demanda um espaço bem maior do que dispomos neste curso. Motivo pelo qual, trataremos sobre os conceitos mais utilizados de cada uma dessas classificações, sem, no entanto, prejudicar a compreensão do que seja cada uma delas. Segundo aquele autor, a Constituição Federal não se preocupou em definir as espécies tributárias, até porque não é atribuição dela estabelecer essa classificação, limitando-se a arrolá-las 21 : a) impostos (arts. 153/154 União, 155 Estados/DF, 156 Municípios/ DF; b) taxas (art. 145, II); c) contribuição de melhoria (art. 145, III); d) pedágio (art. 150, V); e) empréstimos compulsórios (art. 148); f) contribuições sociais (art. 149); 20 Ibidem, p.p. 63 e ss. 21 Direito tributário brasileiro. p

11 g) contribuições de intervenção no domínio econômico (art. 149); h) contribuições de interesse de categorias profissionais/econômicas (art.149); i) contribuição para custeio de sistemas de previdência e assistência social, em benefício dos servidores dos Estados, Distrito Federal e Municípios (art. 149, parágrafo único); j) contribuição para custeio do serviço de iluminação pública (art. 149-A). O Código Tributário Nacional elenca no seu art. 5º apenas os impostos, as taxas e contribuições de melhoria. O conceito de imposto foi prescrito no art. 16 do mesmo diploma legal e o de contribuição de melhoria no art. 81, enquanto o conceito de taxas encontra-se no art. 79 e no art. 145 da Constituição Federal. Vejamos, pois, cada um deles. Imposto Segundo o art. 16 do CTN, imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Quer isto dizer, que o imposto é aquele tributo cuja obrigação não está relacionada de forma alguma com a atividade do Estado para com o contribuinte. Este deve, simplesmente pelo fato de ter cometido um fato que gera a incidência de uma hipótese prevista na lei como capaz de criar a obrigação tributária. Dois critérios são utilizados para se analisar a classificação de tributos, quais sejam: a vinculação quanto a atividade estatal do fato gerador e fato gerador propriamente dito, conforme nos ensina Sacha Calmon Navarro Coelho 22. Assim, são vinculados os tributos que exigem uma atividade estatal diretamente oferecida ao contribuinte, e não-vinculados aqueles que não oferecem qualquer atividade estatal relacionada diretamente com o contribuinte. Através da análise do fato gerador, verifica-se se o tributo está ou não vinculado a uma atuação estatal específica, relativamente ao contribuinte. Taxa A taxa, por sua vez é um tributo vinculado, pois necessita de uma atuação estatal no exercício do poder de polícia ou pelo fornecimento, efetivo ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição (art. 145, II da CF/88, art. 77 do CTN). Merece esclarecimento o que vem a ser exercício do poder de polícia. O poder de polícia é o poder que o Estado tem de regrar o exercício individual de direitos no interesse da coletividade. A prestação de serviços públicos é uma atuação estatal consistente na execução de um serviço público diretamente ao contribuinte, que paga um valor pelo serviço. Diferente, pois, de preço público, que é uma obrigação instituída por contrato, onde há autonomia de vontade para contratar. Não se pretendendo receber mais o serviço pode-se rescindir o contrato, bem como a obrigação de pagar o preço. Já a taxa é instituída por lei, sendo que utilizado ou não um serviço posto pela administração pública é devida a taxa, conforme nos ensina Sacha Calmon 23 e Luciano Amaro 24. O Ministro Moreira Alves, em palestra no X Simpósio Nacional de Direito Tributário, conforme nos noticia Luciano Amaro, apresentou a seguinte discriminação entre taxa e preço: a) serviços ínsitos à soberania (como o serviço judiciário, a emissão de passaporte), que ensejariam taxas 22 Curso de direito tributário brasileiro. 4. ed. p.p. 398 e ss. 23 Curso de direito tributário. p.p. 414 e ss. 24 Direito tributário brasileiro. p

12 somente pela utilização efetiva; b) serviços essenciais ao interesse público, cuja prestação é do interesse geral (por exemplo, serviço de esgoto, coleta de lixo), em relação aos quais a taxa é cobrada quer o contribuinte se sirva da atividade, quer não (utilização efetiva ou potencial); c) finalmente, fora do campo das taxas, serviços públicos não essenciais (por exemplo correios), que seriam remunerados por preços públicos. Contribuição de melhoria A contribuição de melhoria é o tributo que decorre de atuação estatal de realização de uma obra pública a qual proporcione, para os proprietários de imóveis adjacentes, uma valorização de suas propriedades. Entendem alguns autores, dentre eles, e mais destacado, Sacha Calmon 25, que a omissão no art. 145, III da Constituição Federal, da valorização do imóvel do proprietário beneficiado com a obra, permite que o legislador ordinário crie esse tributo tendo por base de cálculo seja o custo da obra, seja a mais-valia causada no imóvel do particular. conclui: Octavio Fischer 26, faz um comparativo entre taxa e contribuição de melhoria e assim, Frise-se bem, que, ao contrário das taxas, à configuração da contribuição de melhoria não basta que a sua hipótese tributária descreva uma atuação estatal qualquer. Primeiro, esta atuação não poderá ser uma prestação de serviços públicos, nem o exercício do poder de polícia e nem, muito menos, a simples construção de uma obra pública. A hipótese tributária da contribuição de melhoria somente poderá descrever uma atuação estatal/realização de obra pública que cause mais-valia em imóvel do contribuinte, nestes termos: Se o Estado realizar o fato construir uma obra que valorize o imóvel do contribuinte X, nascerá uma relação jurídica pela qual o Estado deverá exigir daquele um determinado valor calculado sobre a referida valorização. Conclusão Vimos acima as principais espécies tributárias, porque elencadas, expressamente, na Constituição Federal como tributos (art. 145). Classificação essa que ninguém discorda. Porém, os outros tributos relacionados no início deste título, por não terem sido tratados na CF/88, tal como os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria, recebem uma variedade de classificações pelos doutrinadores, conforme vê-se daquele quadro comparativo. A seguir veremos um quadro onde consta cada uma das espécies de tributos, sua previsão legal, características, exemplos, comentários e o quadro comparativo entre os autores da classificação dos tributos, com algumas observações. 25 Ibidem, p A contribuição ao pis. p

13 2.2 CLASSIFICAÇÃO Impostos União (arts. 153 a 154) Estados e DF (art. 155) Municípios e DF (art. 156) Art. 16 Não há atividade estatal específica dirigida ao contribuinte (Não vinculado) Taxas (art. 145, II) Art. 77 Há uma atividade estatal específica dirigida ao contribuinte (Vinculado) - De polícia - Art. 78 do CTN; - Os direitos dos particulares afetam os interesses da coletividade, sofrem limites e restrições de ordem pública; - Exercício do poder de polícia; - Atividade do Estado que verifica o cumprimento das exigências legais pertinentes e concede a licença, a autorização, o alvará etc. - Ex.: Taxa de Licença para Funcionamento Taxa de Fiscalização de portos Taxa de Fiscalização Ambiental - De serviço - Serviço público divisível; - A atuação do Estado na prestação de um serviço, específico e divisível, efetiva ou potencialmente, ao contribuinte; - Arts. 77 a 80 do CTN - O que importa é a divisibilidade, e não a especificidade do serviço. - Ex.: Taxa Judiciária (Custas) - Taxa e Preço Público - Taxa (obrigação instituída por lei) - Preço Público (obrigação instituída por contrato) - Súmula 545/STF - Ex.: Correios (preço público) Contribuição de Melhoria art. 145, III Arts. 81 e 82 - Decorre da atuação estatal de realização de uma obra pública de que decorra, para os proprietários de imóveis adjacentes, uma valorização de suas propriedades; - A valorização é a medida da melhoria; 13

14 Pedágio art. 150, V - Não é preço público e nem taxa de serviço; - Atuação estatal específica; - É cobrado pelo tráfego pela via pública; - Não se liga ao efetivo dispêndio com restauração, mas com conservação; - O fato gerador é a utilização da via pública; - É uma modalidade de taxa não relacionada na CF Empréstimo compulsório União (art. 148) - É um ingresso temporário de recursos nos cofres do Estado; - Criado por Lei Complementar; - Não há qualquer relação com o conceito de taxa ou imposto; Contribuições sociais União (arts. 149 e 195) - Somente a União pode criá-las; - Caracterizam-se pela destinação; - Casos - Despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública e de guerra externa efetiva ou iminente; - Investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional; -Para a Seguridade Social (art. 195) - do empregador (I) - do empregado (II) - concurso de prognósticos (III) Contribuições de intervenção no domínio econômico União (art. 149, caput, 2º) - Destinam-se a instrumentar a atuação da União no domínio econômico, financiando os custos e encargos pertinentes. - Ex.: Lei /01 Contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas União (art. 149) - São destinadas ao custeio das atividades das instituições fiscalizadoras e representativas de categorias econômicas ou profissionais; - O fato gerador é o exercício de atividade profissional ou econômica - Ex.: Anuidade da OAB Contribuição para custeio de sistemas de previdência e assistência social, em benefício dos servidores dos Estados, DF e Municípios Estados (art. 149, 1º) A DOUTRINA Rubens Gomes de Souza - Impostos; - Taxas; - Contribuições Pontes de Miranda - Impostos; 14

15 - Taxas Critério: possibilidade de distinguir as pessoas a quem o tributo aproveita Alfredo Augusto Becker Geraldo Ataliba Ives Gandra Celso Ribeiro Bastos Hugo de Brito Machado Ministro Moreira Alves Fábio Fanucchi Paulo de Barros Carvalho Roque Carrazza Hamilton Dias de Souza José Afonso da Silva - Impostos; - Taxas. Critério: base de cálculo - Vinculados; - Não vinculados. Critério: regra-matriz - Impostos; - Taxas; - Contribuições de melhoria; - Empréstimo Compulsório; - Contribuições especiais. - Impostos; - Taxas; - Contribuições; - Empréstimo Compulsório. - Impostos; - Taxas; - Contribuição de melhoria Obs.: o Empréstimo Compulsório pode assumir qualquer uma delas e as contribuições ou são impostos ou taxas. - Impostos; - Taxas; - Contribuição de Melhoria; Obs.: as outras espécies se enquadram numa das três - Imposto; - Taxa; - Contribuições. - Imposto; - Taxa; - Contribuições. 15

16 - Empréstimo compulsório = contrato público Luciano Amaro Octavio Campos Fischer - Impostos; - Taxas: de serviço, de polícia, de utilização de via pública (pedágio) e de melhoria. - Contribuições: sociais, econômicas e corporativas Obs.: Empréstimo compulsório não é receita - Impostos; - Taxas; - Contribuição de Melhoria Obs.: O empréstimo compulsório e as contribuições especiais podem assumir a feição ou de imposto ou de taxa 16

17 Outras classificações foram desenvolvidas para demonstrar, sob critérios específicos, as várias características dos tributos, além do critério científico da regra-matriz: TRIBUTO Natureza Jurídica Prestação resultante de obrigação jurídica unilateralmente estabelecida pelo Estado, mediante expressa disposição de lei. Classificação Qual critério? - Utilidade? - Finalidade? - Materialidade? -Competência? É necessário fixar primeiramente um critério único para estabelecer-se uma classificação de qualquer objeto de observação científica. 17

18 TRIBUTO Classificação O cientista do Direito não pode classificar as espécies tributárias misturando os critérios que tem ao seu dispor. (Octavio Campos Fischer). Impostos; Taxas; Contribuição de melhoria; Pedágio; Empréstimos compulsórios; Contribuições Sociais; Contribuições de intervenção no domínio econômico; Contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas; Contribuições para seguridade dos servidores dos Estados, DF e Municípios; Contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública. 18

19 TRIBUTO Classificações Competência Finalidade Federais Estaduais Municipais Fiscal Extrafiscal Fixos Variáveis Sujeito Ativo Fiscal Parafiscal Direto Indireto Relação com o sujeito passivo Regressivos Progressivos Dimensão econômica do Fato Gerador Monofásico Plurifásico Fases do processo produtivo Quanto à onerosidade Seletivos Não Seletivos Quanto à essencialidade Regra-matriz Vinculado Não Vinculado 19

20 3 - Direito Tributário Direito Positivo Ciência do Direito É o complexo de normas jurídicas válidas num dado país.... um plexo de proposições que se destinam a regular a conduta das pessoas, nas relações de inter-humanidade. Paulo de Barros Carvalho Objeto: comportamento humano Linguagem: prescritiva Lógica: Deôntica (lógica do dever-ser, lógica das normas) Proposições: Válidas ou não-válidas. Se dirigem para a região material da conduta. À Ciência do Direito cabe descrever esse enredo normativo, ordenando-o, declarando sua hierarquia, exibindo as formas lógicas que governam o entrelaçamento das várias unidades do sistema e oferecendo seus conteúdos de significação. Paulo de Barros Carvalho Objeto: direito positivo. Linguagem: descritiva transmite conhecimentos; comunica informações; explica como as normas se relacionam e como elas regulam a conduta humana. sobrelinguagem. Lógica: Apofântica (lógica das ciências, lógica alética ou lógica clássica) Proposições: - verdadeiras ou falsas - simplesmente descrevem seu objeto, sem nele interferir. A LINGUAGEM DO LEGISLADOR E A LINGUAGEM DO JURISTA Os textos legislativos, ou seja, o direito positivo, são construídos por pessoas que utilizam de linguagem técnica ( discurso natural com expressões de cunho científico). O legislativo, em sentido amplo, é constituído de pessoas de diversas origens e classes sociais, trazendo consigo suas experiências, suas expectativas, seus desejos etc. Por conta disso, vemos as atecnias, impropriedades, deficiências, ambigüidades nos textos legais. A linguagem do cientista do Direito é científica, porque emite proposições descritivas que se harmonizam com os sistemas concernentes à lógica clássica. Desta forma, temos um processo de formalização da linguagem à medida que se busca as estruturas lógico-formais até alcançar, dentro do Direito, a Linguagem da Lógica Jurídica, onde os conceitos são unívocos, e, não plurissignificativos, como no plano da linguagem do Direito Positivo. Ver diagrama elaborado por Paulo de Barros Carvalho: 20

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