Elaborada por: Terezinha Batista de Souza - Bibliotecária

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Elaborada por: Terezinha Batista de Souza - Bibliotecária"

Transcrição

1 1

2 2

3 3

4 4 Organizadores: Paulo César Boni Juliana de Oliveira Teixeira Editores de fotografia: Paulo César Boni Juliana de Oliveira Teixeira Editores de texto: Paulo César Boni Juliana de Oliveira Teixeira Revisão: Paulo César Boni Juliana de Oliveira Teixeira Normalização: Laudicena de Fátima Ribeiro / CRB 9/108 Capa e programação visual: Heliane Miyuki Miazaki Catalogação elaborada pela Divisão de Processos Técnicos do Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Ficha catalográfica H832 Hotéis históricos do Norte do Paraná / organizadores Paulo César Boni e Juliana de Oliveira Teixeira. Londrina : Midiograf, p. : il. ; 21cm. (Fragmentos da história do Norte do Paraná em textos e imagens) ISBN: Hotéis históricos - Londrina. 2. Norte do Paraná - Hotéis - História. I. Boni, Paulo César. II. Teixeira, Juliana de Oliveira. Elaborada por: Terezinha Batista de Souza - Bibliotecária CDU:

5 5 Agradecimentos Agradecemos a todos que, direta ou indiretamente, contribuíram para a produção deste livro, especialmente às funcionárias do Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss que, mais uma vez e como sempre, nos atenderam com simpatia e disposição; aos historiadores, jornalistas e fotógrafos convidados a participar deste projeto, por acreditarem na proposta e contribuírem para sua viabilização; às fontes consultadas para acrescer informações e dirimir dúvidas, normalmente descendentes dos pioneiros do ramo de atividade hoteleira no norte do Paraná e aos colegas Widson Schwartz, jornalista, fonte permanente de consulta e responsável pelas orelhas do livro; Laudicena de Fátima Ribeiro, bibliotecária responsável pela revisão das normas da ABNT;Terezinha Batista de Souza, bibliotecária e professora aposentada da UEL, que nos auxiliou na elaboração da ficha catalográfica; e Heliane Miyuki Miazaki, responsável pela arte da capa e pela programação visual da publicação.

6 6

7 7 Dedicatória Dedicamos este livro a todos que, em tempos difíceis, ajudaram a construir e a transformar a história do norte do Paraná, e aos que, nos tempos atuais, se esforçam para recuperá-la e preservá-la.

8 8

9 9 Sumário Textos introdutórios: Hotéis: infraestrutura imprescindível para alavancar o desenvolvimento do norte do Paraná Paulo César Boni Encontrando o outro: uma breve história mundial das hospedarias Levy Henrique Bittencourt Neto Hotéis Históricos de Londrina: Hotel Luxemburgo: primeiro hotel comercial de Londrina Mário Jorge de Oliveira Tavares Hotel Triunfo: a hospitalidade da família Campana virou hospedaria Natália de Fátima Rodrigues e Paulo César Boni Hotel Cravinho: um reduto da colônia japonesa Ulisses Sawczuk Hotel dos Viajantes: uma mina de ouro para a história londrinense Vitor Hiromitsu Ferreira Oshiro Hotel Berlim: o moderno e o tradicional se contrastam na década de Juliana de Oliveira Teixeira Hotel Londrina / Coroados: um hotel de luxo para receber os investidores Luis Antonio Palma Hangai e Paulo César Boni

10 10 Hotel Tókio: a simplicidade se hospeda na capital mundial do café Rosane Mioto dos Santos Hotel Sahão: a loucura do velho Salim Gabriel Felipe Oberle e Paulo César Boni Monções: o hotel da capital do café André Dantas Hotéis Históricos de Rolândia: Fotografia e Memória: 77 anos da história do Hotel Rolândia contada em imagens Cássia Maria Popolin e Rosana Reineri Unfried Hotéis Históricos de Apucarana: Hotéis e pensões em Apucarana: uma relação de confiança entre hóspedes e proprietários Heron Heloy Costa Hotéis Históricos de Maringá: Turismo de negócios: a primazia hoteleira de Maringá Fábio Dias de Souza, Luiz Carlos Bulla Junior e Miguel Fernando Perez Silva

11 11 Hotéis: infraestrutura imprescindível para alavancar o desenvolvimento do norte do Paraná Paulo César Boni * No segundo semestre de 2009, propus aos estudantes da Oficina de Jornalismo Impresso do quarto ano do curso de Comunicação Social Habilitação Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina, pesquisarmos sobre os hotéis históricos de Londrina. Proposta aceita, eu e os estudantes convidamos a pessoa que mais escreveu sobre os hotéis (e provavelmente sobre a história da cidade e região) de Londrina, o jornalista Widson Schwartz, para uma reunião conosco no Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss. Por que no museu? Simples. Porque, além de ser um porto seguro para pesquisas históricas, acreditávamos que o assunto lhe era de peculiar interesse. Lá fomos nós, professor, estudantes, Widson Schwartz, diretora e funcionárias (da biblioteca e do setor de documentação iconográfica) do museu para a reunião que deflagraria o início de uma imensa e intensa jornada de pesquisa para recuperar e confirmar dados sobre a instalação dos primeiros hotéis e pensões de Londrina. Mais tarde, em razão de orientações * Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Líder do grupo de pesquisa Comunicação e História do CNPq. Bolsista produtividade da Fundação Araucária.

12 12 de Iniciação Científica 1, Trabalhos de Conclusão de Curso 2 e Dissertações de Mestrado 3, a pesquisa ganhou âmbito regional e se estendeu por outras cidades do norte do Paraná, como pode ser constatado neste livro. Widson Schwartz gentilmente nos emprestou o acervo de suas reportagens publicadas em ambos os jornais da cidade Folha de Londrina e Jornal de Londrina e o museu nos disponibilizou fotografias, recortes de jornais e revistas sobre os hotéis de Londrina. Mãos à obra! Lá fomos nós pesquisar sobre hotéis e pensões históricas. Além do museu, pesquisamos na Sala Londrina da Biblioteca Pública Municipal, no CDPH Centro de Documentação e Pesquisa Histórica, no Sistema de Bibliotecas da Universidade Estadual de Londrina e na internet. Além disso, procurávamos localizar os ex-proprietários (ou seus descendentes) desses hotéis e pensões para entrevistálos e, quem sabe, em um lance de sorte, conseguir algumas fotografias inéditas das famílias e seus empreendimentos comerciais. E demos essa sorte! Conseguimos localizar antigos proprietários e entrevistá-los (de 2009 para cá, infelizmente, alguns entrevistados já faleceram). Na falta destes, conseguimos encontrar descendentes que nos atenderam com a maior boa vontade. Em alguns casos, além de não encontrarmos ninguém, também não encontramos subsídios bibliográficos suficientes para sustentar a pesquisa. Com isso, alguns hotéis foram descartados da pesquisa, pois não conseguiríamos dados suficientes para justificar um capítulo de livro (desde o início, em 2009, a ideia era produzir um livro com os resultados da pesquisa). Em outros casos, como a quantidade de dados era muito pequena, optamos por publicar as informações coletadas de forma reduzida no livro Memórias fotográficas: a fotografia e fragmentos da história de Londrina, publicado em Foi o caso do Hotel Campestre, Hotel Germânia, Hotel Paulista e Hotel Avenida. 1 Iniciação Científica é uma forma oficial de introduzir jovens estudantes de graduação ao universo da pesquisa acadêmica. Normalmente, o estudante prepara e desenvolve um projeto de Iniciação Científica que, não raro, é um viés, um subprojeto do projeto de pesquisa do professor orientador. 2 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é uma exigência legal para que o estudante conclua o curso de graduação ou a pós-graduação Lato sensu, em nível de especialização. Nesse caso, os TCCs referem-se à graduação em Comunicação Social Habilitação Jornalismo e à especialização em Fotografia, ambos da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 3 Dissertação é a exigência legal para que o estudante conclua a pós-graduação Stricto sensu, em nível de mestrado. Nesse caso, as dissertações referem-se ao Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

13 Também entendíamos que seria interessante contar um pouco da história das hospedarias, pensões e hotéis no mundo para contextualizar o leitor. Para tanto, um de nossos estudantes (hoje cursando doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP), Levy Henrique Bittencourt Neto, ficou encarregado de produzir esse material. Trata-se do texto que abre este livro: Encontrando o outro: uma breve história mundial das hospedarias. Neste texto, ele comenta que a história das hospedarias está intimamente ligada à história das civilizações. Relata desde os caravanserai, postos de hospedagem à margem das rotas de comércio, que ofereciam pouso, banho, descanso e trocas de animais aos viajantes; passando pelas tabernas, que ofereciam banho, pouso e serviços de prostitutas aos fregueses em trânsito; até a chegada dos hotéis no Brasil. O primeiro hotel, com as características dos hotéis atuais, a ser construído no Brasil foi o Hotel Pharoux, que também foi o primeiro a ser fotografado. A introdução da fotografia no Brasil se deu em janeiro de 1840, quando o padre Louis Comte, de passagem pelo Rio de Janeiro, registrou cinco imagens da cidade, entre elas a do Pharoux. Foi no próprio hotel que ele exibiu suas fotografias (na época chamadas de daguerreótipos) e, entre os ilustres convidados para a exibição estava D. Pedro II, então com 14 anos. Ele se apaixonou pela nova arte e, de imediato, encomendou um daguerreótipo que, vindo da França, chegou-lhe às mãos em abril de D. Pedro II é considerado o primeiro fotógrafo brasileiro. Sempre cultuou a arte e, depois de deposto do poder e exilado, doou, em 1891, sua coleção de mais de 70 documentos iconográficos (atlas, mapas, pinturas e mais de 25 mil fotografias) para a Biblioteca Nacional. Obrigado, D. Pedro II, por sua lucidez e generosidade! Na sequência deste texto de contextualização, optamos por apresentar os hotéis por cidade e em ordem cronológica de inauguração. Portanto, começamos por Londrina, cujo primeiro hotel, o Campestre, construído em madeira pela Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP) para alojar seus funcionários e hospedar os compradores de terras, foi inaugurado em janeiro de Seu primeiro hóspede registrado, no dia 6 de janeiro de 1930, foi George Craig Smith, o chefe da caravana dos desbravadores, que chegou a Londrina em 21 de agosto de Não obtivemos informações suficientes para transformar o Hotel Campestre em um capítulo do livro, mas ele é citado no texto Hotel 13

14 14 Luxemburgo: primeiro hotel comercial de Londrina, produzido por Mário Jorge de Oliveira Tavares, fotógrafo convidado a contribuir com este livro. Inaugurado em 1932, o Hotel Luxemburgo precisou mudar de nome, depois da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, para Hotel América. Uma lei federal proibia o uso de nomes de origem alemã, italiana e japonesa países componentes do Eixo, inimigos dos Aliados, que o Brasil passou a apoiar no conflito. O mesmo aconteceu com o Hotel Germânia, inaugurado em 1933 por Carlos Rottmann, que também teve que mudar seu nome. O estabelecimento, localizado na esquina das atuais Avenida Celso Garcia Cid e Rua Mato Grosso, passou a se chamar Grande Hotel. Em 1957, o casal Franz e Alzira Hesselmann voltou à direção do Hotel América (ex-luxemburgo) e rebatizou-o de Franz Hotel. Em 2000, seu nome foi novamente alterado, desta feita para Hotel Aliança. Em 2010, o imóvel foi adquirido por Augusto Mariano Filho, que decidiu manter o hotel em funcionamento, mas voltou a chamá-lo de Franz Hotel. Ou seja, este foi o hotel que mais mudou de nome em Londrina. Confira todas essas mudanças e muito mais informações no texto de Mário Jorge. Na sequência, obedecendo a cronologia de inauguração dos hotéis, vem o texto Hotel Triunfo: a hospitalidade da família Campana virou hospedaria, produzido por mim e pela estudante Natália de Fátima Rodrigues. O título diz bem o que aconteceu: a família Campana, sempre hospitaleira, percebeu um nicho mercadológico e decidiu transformar a camaradagem em serviços, ou seja, fundou, em 1934, a Pensão Triumpho, precursora do Hotel Triunfo. Foi gratificante produzir esse texto, pois tivemos a oportunidade de entrevistar dois remanescentes dos bons tempos do Triunfo, o Sr. Vitelbino Campana e a Sra. Aida Daici Campana. O Hotel Cravinho é o próximo de nossa lista. Ele foi construído entre o final dos anos 30 e o começo da década de 40, por um proprietário cujo nome se perdeu com o passar dos anos. No entanto, ganhou notoriedade a partir de meados dos anos 40, quando foi adquirido pelo japonês Mokutaro Morikawa que o administrou, com a esposa Mura e os filhos do casal, por muitos anos, tornando o hotel uma espécie de reduto da colônia japonesa. O estabelecimento só saiu das mãos da família Morikawa em 1978, quando Kiyoshi (filho de Mokutaro) vendeu-o para Reinaldo Mathias Ferreira. Ulisses Sawczuk, responsável pela pesquisa, e pelo texto Hotel Cravinho: um reduto da colônia japonesa,

15 teve a sorte de encontrar e entrevistar a Sra. Kimiko Morikawa, viúva de Kiyoshi e nora de Mokutaro, que trabalhou no hotel por quase três décadas. O texto seguinte Hotel dos Viajantes: uma mina de ouro para a história londrinense é emblemático, pois recupera e revela dados da história de um hotel que se tornou um marco na história de Londrina, um exemplo de sucesso nos tempos áureos do café. Vitor Oshiro pesquisou fragmentos da história do Hotel dos Viajantes, que ficava na Avenida São Paulo, em frente à Praça Rocha Pombo, local privilegiadíssimo para a exploração desse ramo de atividade. O hotel foi construído em 1938 e demolido no apagar das luzes de Sua demolição foi uma perda irreparável para a memória de Londrina, tanto que a Folha de Londrina a noticiou, em 14 de janeiro de 1996, com a manchete História abaixo. O moderno e o tradicional se contrastam na década de 40 foi o subtítulo escolhido por Juliana de Oliveira Teixeira para o Hotel Berlim, o maior da cidade na década de 40, que ocupava praticamente todo um quarteirão e tinha um corredor com 115 metros de comprimento. O Berlim ficava na esquina da Rua Benjamin Constant com a Avenida Rio de Janeiro e foi demolido em 2011 para dar lugar a uma loja de departamentos. Por que o contraste entre o moderno e o tradicional? O hotel adquiriu as mais modernas tecnologias para lavar e secar roupas existentes na década de 40; sua lavanderia tornou-se referência em toda a região. Por outro lado, o tratamento pessoal dispensado aos hóspedes era uma tradição dos hotéis desse período na região. E mais: o Berlim promovia, veladamente, rinhas de galo, um esporte cultural à época. Nas décadas de 40 e 50, além da febre do café e outros produtos agrícolas, com menor intensidade Londrina vivia um bom momento na construção civil e se deliciava com a efervescência do comércio, que abastecia toda a região. Já era uma cidade polo, prestes a ser batizada de capital mundial do café, e um médico potiguar, o Dr. Newton Leopoldo da Câmara, se dizia inconformado com a simplicidade dos hotéis que a cidade dispunha para receber os investidores que para cá vinham em busca de novos negócios. Diante do cenário de oportunidades e de seu inconformismo, decidiu construir um hotel de qualidade, com boas acomodações, atendimento personalizado e bons serviços. Assim, em 1945, começou a construção do Hotel Londrina que, quando inaugurado, foi considerado o mais luxuoso da região. Eu e o estudante Luis Antonio Palma Hangai pesquisamos sua história e produzimos o texto Hotel Londrina / Coroados: 15

16 16 um hotel de luxo para receber os investidores. Em 1962, amplamente reformado e com a fachada totalmente remodelada, ele virou Hotel Coroados. Conseguimos falar com a viúva do Dr. Newton Câmara, dona Vera de Almeida Cárdia e com pessoas que lá se hospedaram nas décadas de 50 e 60. A estudante Rosane Mioto dos Santos pesquisou um dos mais simples hotéis londrinenses das décadas de 50 e 60, o Tókio. O hotel era simples, mas, em contrapartida, estava instalado nos três últimos dos 13 andares de um dos mais majestosos e imponentes edifícios da cidade naquelas décadas, como pode ser observado nas fotografias aéreas de Londrina publicadas no texto Hotel Tókio: a simplicidade se hospeda na capital mundial do café. O Tókio, pela localização (esquina da Rua Sergipe com a Avenida Rio de Janeiro), facilidade de acesso e preços baixos sempre se caracterizou como um hotel de viajantes. Ele oferecia o melhor serviço de PABX (central telefônica) da cidade, o que agradava muito os vendedores que lá se hospedavam. O hotel fechou as portas no final de 1993, mas o edifício permanece no mesmo lugar. Já não é mais tão imponente, mas é uma testemunha importante do desenvolvimento de Londrina. Em 29 de novembro de 1952, Londrina assistiria, surpresa e incrédula, à inauguração de um dos mais luxuosos estabelecimentos hoteleiros do Brasil: o Hotel São Jorge, construído por um investidor visionário, para alguns, e louco, para a maioria: Salim Sahão. Obstinado, lutou contra tudo e contra todos para construir um hotel que hospedou celebridades, como o cantor Roberto Carlos; e autoridades, como dois presidentes da República: Café Filho e Juscelino Kubitschek. A cidade não oferecia os serviços básicos que o hotel precisaria para funcionar, como rede de esgoto e energia elétrica. Salim não se fez de rogado: comprou geradores para garantir a eletricidade sem interrupções e caminhões tanques para fazer a coleta de dejetos, que despejava na área rural como adubo. O São Jorge teve seu nome alterado para Gávea Palace Hotel e, por último, em 1992, para Sahão Palace Hotel, quando um dos filho de Salim assumiu sua administração. O Sahão fechou as portas em 8 de agosto de 2002, há menos de três meses de completar 50 anos de existência. Confira estas e outras informações no texto Hotel Sahão: a loucura do velho Salim, que divido com meu ex-orientando de iniciação científica Gabriel Felipe Oberle, hoje seminarista no Paraguai.

17 Meses depois da inauguração do Hotel São Jorge, ali, bem próximo dele, seria concluída a construção do Monções Hotel, inaugurado dia 9 de maio de 1953, na Avenida Paraná, entre a Avenida Rio de Janeiro e a Rua Minas Gerais, ao lado do Cine Ouro Verde. O estudante André Dantas, no texto Monções: o hotel da capital do café, apurou que ele era o preferido dos grandes cafeicultores, que costumavam negociar suas safras no salão do hotel. Outra característica de saudosa lembrança na mente dos entrevistados era a caipirinha preparada no bar do estabelecimento, considerada a melhor caipirinha de Londrina. O Monções também era o hotel preferido pelas delegações esportivas que vinham jogar em Londrina. Na década de 70, inclusive, alguns jogadores do Londrina Esporte Clube moraram lá. A construção do Calçadão, na década de 70, impedindo o acesso de carros, feriu mortalmente sua sobrevivência econômica. A modernização da cidade e a chegada de grandes redes de hotéis foram o golpe de misericórdia: o Monções fechou suas portas na data mais triste possível: 24 de dezembro de 1983, véspera de Natal. De Londrina, direto para Rolândia. A professora Cássia Maria Popolin e a estudante Rosana Reineri Unfried (minhas ex e atual orientandas, respectivamente) pesquisaram a história do hotel que determinou a data de aniversário da cidade, o Hotel Rolândia. Esse estabelecimento hoteleiro, pertencente a Eugênio Victor Larionoff, funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná, foi a primeira edificação de Rolândia e o início de sua construção deu-se dia 29 de junho de Tudo isso está devidamente explicado no texto Fotografia e Memória: 75 anos da história do Hotel Rolândia contada em imagens. Em 1984, quando o Hotel Rolândia completou 50 anos, uma comissão de vereadores propôs a alteração da data do aniversário de Rolândia de 27 de novembro para 29 de junho, dia do início da construção do hotel. Proposta aprovada, a Câmara de Vereadores convidou Eugênio Victor Larionoff para participar das comemorações alusivas ao 50º aniversário da cidade e receber o título de Cidadão Honorário de Rolândia. Ele não só veio de São Paulo, onde residia, para receber a homenagem, como presenteou a cidade com um diário manuscrito contando sobre a construção do hotel e o desenvolvimento da cidade. Este diário, hoje, faz parte do acervo do Museu Histórico de Rolândia. Desde então (1984), o aniversário da cidade é comemorado no exato dia em que se 17

18 18 martelou o primeiro prego na construção do Hotel Rolândia, em 29 de junho de Contudo, fica difícil prever se esta data continuará sendo comemorada como a do aniversário da cidade, pois o hotel foi posto abaixo em Ao lado do Hotel Rolândia, de Eugênio Victor Larionoff, foi construído o Hotel Estrela, pertencente a outro funcionário da CTNP, Luiz Estrella. Em Londrina, o Hotel Germânia foi construído por Carlos Rotmann, também funcionário da colonizadora inglesa. Havia um termo no código de conduta que proibia seus funcionários de explorar negócios comerciais em sua área de ação. Contudo, nesses casos, excepcionalmente, foram-lhes concedidas permissões, pois a própria CTNP via os hotéis como infraestrutura imprescindível para o desenvolvimento do norte do Paraná. Porém, a mesma CTNP que enxergava os hotéis como infraestrutura imprescindível para o desenvolvimento da região, negligenciou Apucarana. Lá, ela relutou em construir um hotel. O motivo? Praticamente no meio de onde é hoje a cidade, suas terras faziam divisa com a Fazenda Três Bocas, de propriedade do ex-prefeito nomeado de Londrina (e pioneiro de Apucarana) Joaquim Vicente de Castro. A colonizadora sabia que se construísse um hotel no lugarejo estaria também, direta e indiretamente, contribuindo para o desenvolvimento da fazenda concorrente. Por isso, atrasou deliberadamente o desenvolvimento de Apucarana. Pura politicagem! Em razão dessa rusga política, a CTNP abriu a estrada de Arapongas a Mandaguari (que à época chamava-se Lovat), passando pela Caixa de São Pedro (hoje, Distrito de Apucarana), onde estavam seus interesses, deixando Apucarana sem vias de comunicação. Hoje, quem vai de carro de Londrina para Maringá, pegando o contorno que começa pouco antes de Arapongas e termina logo após Marialva, passa em frente ao Distrito de São Pedro, que fica relativamente afastado de Apucarana. Independente dessas pendengas, o estudante Heron Heloy Costa pesquisou as primeiras pensões e hotéis da cidade e os apresenta no texto Hotéis e pensões em Apucarana: uma relação de confiança entre hóspedes e proprietários. Heron teve a sorte de encontrar e entrevistar duas senhoras que viveram e trabalharam no ramo hoteleiro no início de Apucarana. Dona Vanda Flores, hoje proprietária de uma floricultura, cujo pai foi proprietário da Pensão São José, uma das primeiras do lugarejo, e dona Luísa Raduy, cuja família pioneira em Apucarana foi proprietária de dois importantes hotéis: o Central e o

19 América. O texto pesquisou e apresenta apenas a história do Hotel Central. A relação de confiança alardeada no título refere-se ao fato de as pessoas chegarem ao lugar em busca de trabalho e, em um primeiro momento, não terem dinheiro para pagar a pensão. Os proprietários faziam fiado até o hóspede arranjar emprego e ter condições de pagar a hospedagem. E mais. As duas entrevistadas disseram que, diante do cenário de dificuldades e adversidades, era comum a troca de favores entre os estabelecimentos do mesmo ramo. Bons tempos... Por fim, os professores de fotografia Fábio Dias de Souza e Luiz Carlos Bulla Junior e o criador do Projeto Maringá Histórica, Miguel Fernandes Perez Silva todos residentes e atuantes em Maringá apresentam a história das pensões e hotéis históricos da cidade no texto Turismo de negócios: a primazia hoteleira em Maringá. Turismo de negócios nas décadas de 40 e 50? Os autores explicam que, ao contrário do que aconteceu em outras regiões do Paraná, Maringá foi planejada sob conceitos modernistas à época de sua constituição. Por essa característica, e por receber agricultores, empresários e investidores, o ramo hoteleiro de Maringá sempre esteve mais voltado aos negócios. Contudo, a partir de 1955, com a inauguração do Grande Hotel Maringá um empreendimento luxuosíssimo para a época, projetado também para atender as demandas da crescente e exigente sociedade maringaense, no tocante à realização de festas e banquetes, além dos negócios a hotelaria da cidade passou a servir o turismo em sua essência mais pura. Projetado pelo arquiteto José Augusto Bellucci e construído pela Construtora de Imóveis de São Paulo, de propriedade de Cássio Costa Vidigal, o estabelecimento, além de hospedar turistas, tornou-se um ponto turístico de Maringá, tamanha era sua beleza e suntuosidade. Por sorte, o hotel continua em pé, no centro da cidade, entre a Prefeitura Municipal e a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória. Para finalizar, é importante ressaltar que este livro é resultado de mais de três anos de exaustivas pesquisas bibliográficas e documentais, muitos contatos com historiadores e colaboradores de várias cidades, e muito trabalho. Seu objetivo foi recuperar dados sobre os hotéis históricos norte paranaenses e disponibilizar os resultados à sociedade, para que essa possa conhecer, pesquisar, escrever ou reescrever a história do norte do Paraná. 19

20 20 Ele é a soma de uma série de empreendimentos educacionais: os resultados da Oficina de Jornalismo Impresso, ministrada no curso de Comunicação Social Habilitação Jornalismo da UEL, em 2009; de fragmentos resultantes de dois projetos de pesquisa por mim desenvolvidos na Universidade Estadual de Londrina: Fragmentos da História do Norte do Paraná (décadas de 30 a 60) em textos e imagens, recém-encerrado, e Gatilho da Memória: o uso da fotografia para a recuperação histórica do Norte do Paraná nas décadas de 1930 a 1960, ainda em andamento; de três projetos de iniciação científica, sob minha orientação; e da boa vontade de pessoas convidadas a participar deste livro, como Mário Jorge de Oliveira Tavares, Fábio Dias de Souza, Luiz Carlos Bulla Junior e Miguel Fernandes Perez Silva. Aos colaboradores convidados e a todos meus alunos, ex-alunos, orientandos de iniciação científica, de trabalhos de conclusão de curso de graduação, de monografias da Especialização em Fotografia e de dissertações do Mestrado em Comunicação da UEL, meus mais sinceros agradecimentos. Foi um prazer trabalhar com vocês. Espero revê-los em outras jornadas. Novas empreitadas, aliás, estão saindo da fase de planejamento para a de execução. Este livro é o segundo da série Fragmentos da História do Norte do Paraná, criada pelo Mestrado em Comunicação da UEL. O primeiro foi Certidões de nascimento da história: o surgimento de municípios no eixo Londrina Maringá. Os próximos serão sobre os fotógrafos pioneiros e as igrejas do norte do Paraná. Portanto, caros colaboradores, alunos e ex-alunos preparem-se, pois temos muito trabalho pela frente. Agradecimento especialíssimo à Juliana de Oliveira Teixeira, com quem tive a sorte e o prazer de dividir os trabalhos de edição dos textos, e a honra de compartilhar a autoria na organização deste livro. Antes disso, ela foi minha orientanda de iniciação científica na graduação e na pesquisa para a dissertação no Mestrado em Comunicação; agora, prepara-se para o doutoramento em História na Unesp Universidade Estadual Paulista de Assis (SP). Juliana está se tornando uma historiadora ímpar, de invejável consistência teórica e de exemplar capacidade de resposta às demandas de pesquisa. Boa leitura. Prof. Dr. Paulo César Boni Coordenador do projeto

21 21 Encontrando o outro: uma breve história mundial das hospedarias Levy Henrique Bittencourt Neto * A história dos povos está atravessada pela viagem, como realidade ou como metáfora, compreendendo tribos e clãs, nações e nacionalidades, colônias e impérios trabalham e retrabalham a viagem, seja como modo de descobrir o outro, seja como modo de descobrir o eu. [...] Sempre há viajantes, caminhantes, viandantes, negociantes, traficantes, conquistadores, descobridores, turistas, missionários, peregrinos, pesquisadores ou fugitivos atravessando fronteiras, buscando o desconhecido, desvendando o exótico, inventando o outro, recriando o eu. (SERRANO apud MAGALHÃES, 2002, p.31). Hotéis, hospedarias, estalagens, albergues há alguma diferença entre essas palavras? Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2004, p.1554), hotel é um estabelecimento que provê alojamento e, habitualmente, refeições, entretenimentos e outros serviços para o público. Hospedaria é o local que oferece hospitalidade, especialmente mediante pagamento. Hospedaria também pode ser sinônimo de estalagem e albergue. Todos esses termos têm em comum o ato de receber hóspedes, de forma remunerada ou não. Seja no século II, ou em um hotel luxuoso do século XXI, os lugares de hospitalidade são lugares abertos ao outro. (BAPTISTA, 2008, p.6). E é isso que qualquer * Graduado em Comunicação Social Habilitação Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Doutorando em Comunicação e Semiótica pela mesma instituição.

22 22 hotel faz, recebe de braços abertos o estrangeiro, o comerciante, o profissional liberal, o político, o turista. Os primórdios humanos A história das hospedarias está intimamente ligada à história das civilizações. Quando o homem construiu as primeiras cidades, também ali nasceram, provavelmente, as primeiras hospedarias. Antes mesmo da urbe se tornar a residência fixa de alguns grupos, ela era, inicialmente, um lugar de encontro para onde, periodicamente, as pessoas voltavam: o imã precede o recipiente, e essa faculdade de atrair os não-residentes para o intercurso e o estímulo espiritual, não menos do que para o comércio, continua sendo um dos critérios essenciais da cidade. (MUMFORD, 1982, p.16). É difícil dizer com precisão quando e onde surgiu a primeira urbe, pois as origens da cidade são obscuras, enterrada ou irrecuperavelmente apagada uma grande parte de seu passado [...]. [Mas] No alvorecer da História, a cidade já é uma forma amadurecida. (MUMFORD, 1982, p.9). Em outras palavras, muito antes de inventarmos a escrita, que marca o surgimento da história, já havíamos inventado a urbe. Segundo Benevolo (2003, p.10), há aproximadamente anos, [...] nas planícies aluviais do Oriente Próximo, algumas aldeias se transformaram em cidades; os produtores de alimentos são persuadidos ou obrigados a produzir um excedente a fim de manter uma população de especialistas: artesãos, mercadores, guerreiros e sacerdotes, que residem num estabelecimento mais complexo, a cidade, e daí controlam o campo. O surgimento da urbe força a especialização de seus habitantes em determinadas funções. É claro que antes dela já existiam guerreiros, sacerdotes, mercadores e artesãos mas essas funções estavam, até então, dispersas e desorganizadas. Essa nova ordem urbana resultou, de acordo com Mumford (1982, p.16), em um aumento das capacidades humanas em todas as direções. Com isso, a cidade efetuou uma mobilização de potencial humano, um domínio

Como chegar Gestão Estatísticas Festas Populares. Geografia História Pontos Turísticos Tradição Util Pública. Dia da Carpição

Como chegar Gestão Estatísticas Festas Populares. Geografia História Pontos Turísticos Tradição Util Pública. Dia da Carpição Como chegar Gestão Estatísticas Festas Populares Geografia História Pontos Turísticos Tradição Util Pública Dia da Carpição O Dia da Carpição, que acontece no mês de agosto no Distrito de São Francisco

Leia mais

Israel Operadora. Autoridade no Turismo Religioso. Peregrinações Religiosas no Brasil

Israel Operadora. Autoridade no Turismo Religioso. Peregrinações Religiosas no Brasil Israel Operadora Autoridade no Turismo Religioso Peregrinações Religiosas no Brasil Nossa Especialidade A Israel Operadora, empresa do Grupo Skill Supertravel é especializada em turismo religioso. Com

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

Desafíos y Gestión de la Hotelería Hospitalaria

Desafíos y Gestión de la Hotelería Hospitalaria Desafíos y Gestión de la Hotelería Hospitalaria Merielle Barbosa Lobo Pró-Saúde Hospital Materno Infantil Tia Dedé Tocantins Brasil merielle.hmitd@prosaude.org.br A ORIGEM DA ATIVIDADE HOTELEIRA O hotel

Leia mais

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.:

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.: PROFESSOR: EQUIPE DE HISTÓRIA BANCO DE QUESTÕES - HISTÓRIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Como o relevo

Leia mais

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano.

As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império romano. Trabalho realizado por: Luís Bernardo nº 100 8ºC Gonçalo Baptista nº 275 8ºC Luís Guilherme nº 358 8ºC Miguel Joaquim nº 436 8ºC Índice; Introdução; As famílias no Antigo Egipto; As famílias no Império

Leia mais

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros

REFORMA E CONTRARREFORMA. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros REFORMA E CONTRARREFORMA Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista de Montes Claros INTRODUÇÃO A Reforma Religiosa e o Renascimento ocorreram na mesma época e expressam a grande renovação de ideias

Leia mais

O MUNDO MEDIEVAL. Prof a. Maria Fernanda Scelza

O MUNDO MEDIEVAL. Prof a. Maria Fernanda Scelza O MUNDO MEDIEVAL Prof a. Maria Fernanda Scelza Antecedentes Crises políticas no Império Romano desgaste; Colapso do sistema escravista; Problemas econômicos: aumento de impostos, inflação, descontentamento;

Leia mais

HISTÓRIA REVISÃO 1. Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II

HISTÓRIA REVISÃO 1. Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II HISTÓRIA REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 Unidade II Civilização Greco Romana e seu legado. Aula 9 Revisão e avaliação da unidade II HISTÓRIA REVISÃO 1 REVISÃO 2 REVISÃO 3 Expansionismo Romano - Etapas 1ª.

Leia mais

Como chegar Gestão Curiosidades Estatísticas Festas Populares

Como chegar Gestão Curiosidades Estatísticas Festas Populares Como chegar Gestão Curiosidades Estatísticas Festas Populares Geografia História Tradição Util Pública Centro urbano Além da oferta municipal, com clima agradável, incontáveis rios, cachoeiras e vilas

Leia mais

Vila Verde recebe brasileiros de Bom Despacho

Vila Verde recebe brasileiros de Bom Despacho Vila Verde recebe brasileiros de Bom Despacho *JACINTO GUERRA, de Brasília para o Portal de Aboim da Nóbrega Em 1967, quando o Dr.Laércio Rodrigues lançou seu livro História de Bom Despacho origens e formação,

Leia mais

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram GPS Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram ferramentas importantes para nos localizarmos com mais facilidade. Agora imagine que você pudesse ter um GPS que, além de lhe fornecer

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

Os Loteamentos do Quarto Distrito de Porto Alegre

Os Loteamentos do Quarto Distrito de Porto Alegre 2160 Os Loteamentos do Quarto Distrito de Porto Alegre X Salão de Iniciação Científica PUCRS Aline de Oliveira 1, Leila Nesralla Mattar 2 (orientador) 1 Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, PUCRS. 2 Formação

Leia mais

PORTUGAL PROGRAMA I Co-financiamento Co-financiamento www.rdtours.com

PORTUGAL PROGRAMA I Co-financiamento Co-financiamento www.rdtours.com Co-financiamento DIA 1 - LISBOA Chegada ao Aeroporto de Lisboa e translado para o hotel. Tempo livre para os primeiros contatos com esta maravilhosa Capital Europeia, conhecida pela sua luminosidade única

Leia mais

Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros

Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros Educação Patrimonial / Turismo Subprefeitura de Parelheiros Bens preservados em destaque: A. Igreja e Cemitério de Parelheiros B. Igreja e Cemitério de Colônia C. Vila e Estação Ferroviária Evangelista

Leia mais

Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde Estatísticas do Turismo Movimentação de Hospedes 2º Trimestre 2015

Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde Estatísticas do Turismo Movimentação de Hospedes 2º Trimestre 2015 FICHA TÉCNICA Presidente António dos Reis Duarte Editor Instituto Nacional de Estatística Direcção de Contas Nacionais, Estatísticas Económicas e dos Serviços Divisão de Estatísticas do Turismo Av. Amilcar

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História

A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA. Profº Alexandre Goicochea História A CIVILIZAÇÃO CLÁSSICA: GRÉCIA Profº Alexandre Goicochea História ORIGENS O mundo grego antigo ocupava além da Grécia, a parte sul da península Balcânica, as ilhas do mar Egeu, a costa da Ásia Menor, o

Leia mais

Hotel das Paineiras - Varanda. Hotel das Paineiras

Hotel das Paineiras - Varanda. Hotel das Paineiras Hotel das Paineiras - Varanda Hotel das Paineiras Em janeiro de 1882, o Imperador D. Pedro II Unidos. Nesse dia, o imperador Pedro II e da Estrada de Ferro do Corcovado. O prédio concedeu aos engenheiros

Leia mais

ESTRADA REAL. Melhor época

ESTRADA REAL. Melhor época ESTRADA REAL Bem-vindo(a) ao Brasil do século XVIII. Era ao longo destes caminhos que as coisas aconteciam durante os 100 anos em que este foi o eixo produtivo mais rico do jovem país que se moldava e

Leia mais

DEZ lugares para reviver Os Maias em Lisboa Clique aqui para ver a notícia no site

DEZ lugares para reviver Os Maias em Lisboa Clique aqui para ver a notícia no site Editora Zahar Veículo: Sites Data: 27/06/2014 Tópico: Institucional Página: 00:00:00 Editoria: Saraiva Conteúdo 1 / 1 DEZ lugares para reviver Os Maias em Lisboa Clique aqui para ver a notícia no site

Leia mais

A estrutura social e as desigualdades

A estrutura social e as desigualdades 3 A estrutura social e as desigualdades Unidade As desigualdades sociais instalaram se no Brasil com a chegada dos portugueses. Os povos indígenas foram vistos pelos europeus como seres exóticos e ainda

Leia mais

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPEIA E CONQUISTA DA AMÉRICA Nos séculos XV e XVI, Portugal e Espanha tomaram a dianteira marítima e comercial europeia, figurando entre as grandes

Leia mais

Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde Estatísticas do Turismo Movimentação de Hóspedes 1º Tr. 2015

Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde Estatísticas do Turismo Movimentação de Hóspedes 1º Tr. 2015 1 FICHA TÉCNICA Presidente António dos Reis Duarte Editor Instituto Nacional de Estatística Direcção de Método e Gestão de Informação Serviço de Conjuntura Direcção de Contas Nacionais, Estatísticas Económicas

Leia mais

Rio de cara nova. Conheça dez obras que prometem mudar a cara da cidade nos próximos dez anos

Rio de cara nova. Conheça dez obras que prometem mudar a cara da cidade nos próximos dez anos Rio de cara nova Conheça dez obras que prometem mudar a cara da cidade nos próximos dez anos por Ernesto Neves 01 de Agosto de 2011 Fonte: Revista Veja Rio Cidade do Rock O terreno de 250 mil metros quadrados

Leia mais

Estrada Real é Nossa vai dar descontos em restaurantes. Passaporte ER chega ao Caminho do Sabarabuçu. Programa do IER treina condutores dos parques

Estrada Real é Nossa vai dar descontos em restaurantes. Passaporte ER chega ao Caminho do Sabarabuçu. Programa do IER treina condutores dos parques Ano 1 Nº 3 Informativo Estrada Real é Nossa vai dar descontos em restaurantes Pág. 02 Novo portal do Instituto Estrada Real é lançado Pág. 03 Passaporte ER chega ao Caminho do Sabarabuçu Pág. 05 Programa

Leia mais

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA- UNESP Prof. Msc. Francisco Nascimento Curso de Turismo 5º Semestre Disciplina Meios de Hospedagem.

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA- UNESP Prof. Msc. Francisco Nascimento Curso de Turismo 5º Semestre Disciplina Meios de Hospedagem. UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA- UNESP Prof. Msc. Francisco Nascimento Curso de Turismo 5º Semestre Disciplina Meios de Hospedagem 1º Semestre 2013 O Cadastur Registro Hotel, Hotel histórico, hotel de lazer/resort,

Leia mais

Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional

Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional Ponta do Calabouço e adjacências: história, memória e patrimônio nos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro CHAMADA PÚBLICA DE TRABALHOS A faixa de terra

Leia mais

Prof. Alexandre Goicochea História

Prof. Alexandre Goicochea História FRANCO Merovíngia Carolíngio ISLÂMICO Maomé Xiitas (alcorão) e Sunitas (suna e alcorão) BIZÂNTINO Justiniano Igreja Santa Sofia Iconoclastia Monoticismo (Jesus Cristo só espírito) Corpus Juris Civilis

Leia mais

Revista HISTEDBR On-line

Revista HISTEDBR On-line do livro: ASSUNÇÃO, P. Negócios Jesuíticos: O cotidiano da administração dos bens divinos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. 512 p. por Flávio Massami Martins Ruckstadter Mestrando

Leia mais

O SISTEMA BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM E A HOTELARIA NO BRASIL

O SISTEMA BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM E A HOTELARIA NO BRASIL O SISTEMA BRASILEIRO DE CLASSIFICAÇÃO DE MEIOS DE HOSPEDAGEM E A HOTELARIA NO BRASIL Anna Carolina do Carmo Castro Larissa Mongruel Martins de Lara RESUMO: O presente estudo tem por objetivo explicar a

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

O pequeno aventureiro

O pequeno aventureiro O pequeno aventureiro a a Guilherme Carey era um menino muito ativo. Morava em Paulerspury, uma pequena vila na Inglaterra. Todos os dias, Guilherme ia para a escola, onde seus colegas o apelidaram de

Leia mais

ALSÁCIA E FLORESTA NEGRA

ALSÁCIA E FLORESTA NEGRA ALSÁCIA E FLORESTA NEGRA STRASBOURG * COLMAR * FREIBURG * TITISEE Luxembourg * Baden-Baden * Heidelberg 7 Dias / 6 Noites 1º DIA LISBOA / LUXEMBOURG Comparência no Aeroporto da Portela. Formalidades e

Leia mais

HOTELARIA CLÁSSICA X HOTELARIA HOSPITALAR

HOTELARIA CLÁSSICA X HOTELARIA HOSPITALAR HOTELARIA CLÁSSICA X HOTELARIA HOSPITALAR Palestrante: Marilia Mills CONCEITOS Hotelaria Clássica é a reunião de serviços com características próprias e que tem por finalidade oferecer hospedagem, alimentação,

Leia mais

Mercado Municipal do Estado de Sa o Paulo

Mercado Municipal do Estado de Sa o Paulo Mercado Municipal do Estado de Sa o Paulo O Mercado Municipal de São Paulo é uma construção histórica localizada na região central da capital. Obra projetada pelo arquiteto Franscisco de Paula Ramos de

Leia mais

CHIPRE. Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul.

CHIPRE. Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul. CHIPRE Chipre é uma ilha com 9.251km². A distância entre os seus extremos Leste e Oeste é de 240 Km e de 100 km entre Norte e Sul. Ocupa uma posição estratégica no Mediterrâneo Oriental próxima das grandes

Leia mais

TÉCNICO EM HOSPEDAGEM

TÉCNICO EM HOSPEDAGEM Imagens para explicar que às vezes o turista quer um lugar simples, no meio da natureza para descansar, basta estar limpo, asseado e arejado, nem todos querem luxo, existe vários perfis de clientes.(grifo

Leia mais

MUDANÇAS NO FEUDALISMO. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José de Montes Claros - MG

MUDANÇAS NO FEUDALISMO. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José de Montes Claros - MG MUDANÇAS NO FEUDALISMO Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José de Montes Claros - MG MUDANÇAS NO FEUDALISMO A partir do século XI Expansão das áreas de cultivo, as inovações técnicas.

Leia mais

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA PERÍODO PRÉ-HISTÓRICO

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA PERÍODO PRÉ-HISTÓRICO HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA INTRODUÇÃO A História da Educação Física relaciona-se com todas as ciências que estudam o passado e o presente das atividades humanas e a sua evolução. O homem, condicionado

Leia mais

Receita infalível para uma boa viagem

Receita infalível para uma boa viagem Receita infalível para uma boa viagem Para que a tão sonhada viagem de férias não se transforme em um pesadelo, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Pensando no seu conforto e na sua segurança nesse

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro

DATAS COMEMORATIVAS. FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro FESTAS JUNINAS 12 de junho Santo Antônio 24 de junho São João 29 de junho São Pedro As festas juninas fazem parte da tradição católica, mas em muitos lugares essas festas perderam essa característica.

Leia mais

PERÍODO DE 22 À 26/10/14

PERÍODO DE 22 À 26/10/14 BELO HORIZONTE + CONGONHAS + TIRADENTES + SÃO JOÃO DEL REI + MARIANA + OURO PRETO Viagem no Túnel do tempo para conhecer parte da História do nosso Brasil e vivenciar pessoalmente tudo aquilo que está

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 02/04/2011 Nota: Professora: Ivana Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

Neoclássico. França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264

Neoclássico. França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264 Neoclássico França: Panteão de Paris (Soufflot) Brasil: Casa França (Montigny) Bruno Maxwel 5715682 Franciele Santana 5935510 Lucas Calixto 5847264 Definição Neoclássico Movimento cultural dado no século

Leia mais

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática

O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática Neusa Chaves Batista 1 1. Introdução O modelo de gestão para a escola pública requerido na atualidade encontra-se expresso no ordenamento

Leia mais

IN STITU TO N A C IO N A L D E ESTA TISTIC A CABO VERDE DOCUMENTO METODOLÓGICO ESTATÍSTICAS DO TURISMO

IN STITU TO N A C IO N A L D E ESTA TISTIC A CABO VERDE DOCUMENTO METODOLÓGICO ESTATÍSTICAS DO TURISMO IN STITU TO N A C IO N A L D E ESTA TISTIC A CABO VERDE DOCUMENTO METODOLÓGICO ESTATÍSTICAS DO TURISMO 1999 I. ÁREA ESTATÍSTICA / LINHAS GERAIS DA ACTIVIDADE ESTATÍSTICA NACIONAL 1998-2001 O Conselho Nacional

Leia mais

BOLETIM MUSEU DA IMIGRAÇÃO Novembro/Dezembro 2013

BOLETIM MUSEU DA IMIGRAÇÃO Novembro/Dezembro 2013 17 O Boletim do Museu da Imigração chega à sua décima sétima edição. Junto com a proposta de manter as comunidades e o público geral informados sobre o processo de restauro das edificações e reformulação

Leia mais

CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA. Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG CURSO DE HISTÓRIA GRÉCIA ANTIGA Professor Sebastião Abiceu 6º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG LOCALIZAÇÃO E POVOAMENTO A Grécia antiga localizava-se em sua maior parte do sudeste da Europa

Leia mais

IGREJA NA BAIXA IDADE MÉDIA

IGREJA NA BAIXA IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA -Características: *Grandes transformações no sistema feudal; *aumento da produção agrícola; *aparecimento da burguesia; *crise de poder da nobreza feudal. IGREJA NA

Leia mais

CONFEITARIA COLOMBO. Rio de Janeiro

CONFEITARIA COLOMBO. Rio de Janeiro CONFEITARIA COLOMBO Rio de Janeiro A Confeitaria Colombo é a memória viva da belle époque do Rio de Janeiro antigo, situada na rua Gonçalves Dias e foi fundada em 1894 pelos portugueses Joaquim Borges

Leia mais

Crise no Império Romano. Capítulo 6

Crise no Império Romano. Capítulo 6 Crise no Império Romano Capítulo 6 A falta de escravos leva ao aparecimento do sistema do colonato. Corte nas verbas do exército, gera revolta e briga entre os generais. Os generais passam a não obedecer

Leia mais

UNIDADE I HISTÓRIA DA CIDADE. 1.1 Urbanização e Classes Sociais. 1.2 Cidade Pré- industrial 1.3 Cidade Industrial (Liberal) 1.4 Cidade Pós-Liberal

UNIDADE I HISTÓRIA DA CIDADE. 1.1 Urbanização e Classes Sociais. 1.2 Cidade Pré- industrial 1.3 Cidade Industrial (Liberal) 1.4 Cidade Pós-Liberal Como originaram as primeiras cidades? O que veio antes? campo ou cidade? 1.1 Urbanização e Classes Sociais HISTÓRIA DA CIDADE UNIDADE I 1.1 Urbanização e Classes Sociais 1.2 Cidade Pré- industrial 1.3

Leia mais

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação

A defesa militar da Amazônia. Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação A defesa militar da Amazônia Celso Castro e Adriana Barreto de Souza Quem defendia a Amazônia brasileira, antes de o Brasil existir como nação independente? A pergunta, contraditória em seus próprios termos,

Leia mais

IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA (SÉC. XI XV)

IDADE MÉDIA BAIXA IDADE MÉDIA (SÉC. XI XV) 1 CARACTERÍSTICAS GERAIS: Decadência do feudalismo. Estruturação do modo de produção capitalista. Transformações básicas: auto-suficiência para economia de mercado; novo grupo social: burguesia; formação

Leia mais

Centenário da Imigração Japonesa:

Centenário da Imigração Japonesa: Centenário da Imigração Japonesa: 2008 PODE SER O ANO DA BEATIFICAÇÃO DE MONS. NAKAMURA Álvares Machado, uma cidade batizada com o nome de Brejão em 1916, recebeu seus primeiros habitantes. Eram autênticos

Leia mais

COLÔNIA DO SACRAMENTO

COLÔNIA DO SACRAMENTO COLÔNIA DO SACRAMENTO Esta é uma viagem para: Voltar aos anos 20, Comer queijo colonial, Caminhar bastante pelas ruas de pedra, sentir vontade de fotografar cada esquina. Há várias formas de incluir Colônia

Leia mais

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista

A era dos impérios. A expansão colonial capitalista A era dos impérios A expansão colonial capitalista O século XIX se destacou pela criação de uma economia global única, caracterizado pelo predomínio do mundo industrializado sobre uma vasta região do planeta.

Leia mais

Amares Caniçada Júnias - Régua Pinhão Foz Côa - Amarante

Amares Caniçada Júnias - Régua Pinhão Foz Côa - Amarante Amares Caniçada Júnias - Régua Pinhão Foz Côa - Amarante INTRODUÇÃO Algumas maravilhas de Portugal! Uma viagem ao interior de Portugal. A sua genuinidade, as suas tradições. Uma viagem por duas regiões

Leia mais

Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL

Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL Educador: Luciola Santos C. Curricular: História Data: / /2013 Estudante: 7 Ano Estudo Dirigido - RECUPERAÇÃO FINAL 7º Ano Cap 1e 2 Feudalismo e Francos Cap 6 Mudanças no feudalismo Cap 7 Fortalecimento

Leia mais

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS

DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS DOSSIÊ DE TOMBAMENTO DAS IMAGENS DOS TRÊS REIS MAGOS PORTEIRINHA - MG MARÇO DE 2002 INTRODUÇÃO Este dossiê contém as informações sobre as três imagens dos Santos Reis, que pertencem a Igreja de Santos

Leia mais

EM JUNHO: BEST WESTERN LINHARES DESIGN HOTEL

EM JUNHO: BEST WESTERN LINHARES DESIGN HOTEL V I V E R C O M E S T I L O FEVEREIRO 2015 ano V I EM JUNHO: BEST WESTERN LINHARES DESIGN HOTEL NOVAS PARCERIAS BENEFICIAM INVESTIDORES. PAG. 4 VEM AÍ: BEST WESTERN VIB. PAG. 4 ARTIGO: O BRASIL NA ROTA

Leia mais

A colonização espanhola e inglesa na América

A colonização espanhola e inglesa na América A colonização espanhola e inglesa na América A UU L AL A MÓDULO 2 Nas duas primeiras aulas deste módulo, você acompanhou a construção da América Portuguesa. Nesta aula, vamos estudar como outras metrópoles

Leia mais

História. Programação 3. bimestre. Temas de estudo

História. Programação 3. bimestre. Temas de estudo História Olá, pessoal! Vamos conhecer, entre outros fatos, como era o trabalho escravo no Brasil? CHIQUINHA GONZAGA Programação 3. bimestre Temas de estudo O trabalho escravo na formação do Brasil - Os

Leia mais

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES

SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES A GUERRA DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA ANTECEDENTES SÉCULO XVII A INGLATERRA INCENTIVOU A COLONIZAÇÃO DAS TERRAS NORTE- AMERICANAS INCENTIVANDO A VINDA DE EMIGRANTES INGLESES NESSA ÉPOCA

Leia mais

O verdadeiro espírito de Natal!

O verdadeiro espírito de Natal! ROTARY DE ITAÚNA DISTRITO 4560 Ano Rotário 2014/2015 BOLETIM DE NATAL Boletim Especial de Natal Presidente: Henrique Rocha Penido - Secretária: Governadora Patrícia Gonçalves Nogueira MENSAGEM DO PRESIDENTE

Leia mais

a. Na Idade Média, a principal riqueza que um homem poderia possuir era a terra. No texto, identifique

a. Na Idade Média, a principal riqueza que um homem poderia possuir era a terra. No texto, identifique Atividade extra Vivendo a vida do seu jeito Questão 1 A agricultura para consumo era, no feudalismo, a atividade principal. O comércio, muito reduzido. As terras não tinham valor de troca, de mercado,

Leia mais

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT)

O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O CAPITALISMO E A DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO (DIT) O capitalismo teve origem na Europa, entre os séculos XIII e XIV, com o renascimento urbano e comercial e o surgimento de uma nova classe social:

Leia mais

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE

Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1. Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana Xavier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE Arcoverde: Páginas que Ninguém Leu 1 Aline de Souza Silva SIQUEIRA 2 Adriana avier Dória MATOS 3 Universidade Católica de Pernambuco, Recife, PE RESUMO Este trabalho se propõe uma jornada Arcoverde adentro

Leia mais

MERCURE SALVADOR RIO VERMELHO HOTEL

MERCURE SALVADOR RIO VERMELHO HOTEL LOCAL DO EVENTO O XLI CONSOLDA 2015 será realizado de 12 a 15 de outubro no MERCURE SALVADOR RIO VERMELHO HOTEL - Rua Fonte do Boi 215 - Rio Vermelho, Salvador-BA - 41940-360 Fone: (71) 3172-9200. Mercure

Leia mais

La Amistad. Barra do Ouro A MDARQ ARQUITETURA CONVIDA VOCÊ PARA INVESTIR EM UM CONTEXTO TERRITORIAL PRIVILEGIADO NO PLANETA

La Amistad. Barra do Ouro A MDARQ ARQUITETURA CONVIDA VOCÊ PARA INVESTIR EM UM CONTEXTO TERRITORIAL PRIVILEGIADO NO PLANETA La Amistad Barra do Ouro A MDARQ ARQUITETURA CONVIDA VOCÊ PARA INVESTIR EM UM CONTEXTO TERRITORIAL PRIVILEGIADO NO PLANETA A 140KM DE PORTO ALEGRE RS, NO MUNICÍPIO DE MAQUINÉ, O DISTRITO DE BARRA DO OURO

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA

BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA A nível mundial, o primeiro papel moeda surgiu na China, no séc. VII, na dinastia Tang, para facilitar aos comerciantes o transporte de grandes quantidades de moeda de metal,

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

TOUR FÁTIMA 13 DE OUTUBRO PEREGRINAÇÃO FÁTIMA PORTUGAL. Partidas dos locais de origem 09 de Outubro de 2015

TOUR FÁTIMA 13 DE OUTUBRO PEREGRINAÇÃO FÁTIMA PORTUGAL. Partidas dos locais de origem 09 de Outubro de 2015 TOUR FÁTIMA 13 DE OUTUBRO PEREGRINAÇÃO FÁTIMA PORTUGAL Partidas dos locais de origem 09 de Outubro de 2015 Partidas para os locais de origem 16 de Outubro de 2015 ITINERÁRIO PROGRAMA 8 DIAS DESTAQUE PORTUGAL

Leia mais

O Mistério dos Maias. O que aconteceu com os Maias?

O Mistério dos Maias. O que aconteceu com os Maias? O Mistério dos Maias O que aconteceu com os Maias? O que aconteceu com os Maias? A cultura dos Maias do Período Clássico era muito avançada. A sociedade Maia era muito estável. Eles desenvolveram arte,

Leia mais

+ Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

+ Orani João Tempesta, O. Cist. Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ AMAI-VOS Domingo passado, ao celebrar o tema da misericórdia, tive a oportunidade de estar com milhares de pessoas tanto na Catedral Metropolitana como no anúncio e instalação do Santuário da Misericórdia,

Leia mais

Arquitetura e Urbanismo nas Cidades Brasileiras Contemporâneas. Embu das Artes

Arquitetura e Urbanismo nas Cidades Brasileiras Contemporâneas. Embu das Artes Arquitetura e Urbanismo nas Cidades Brasileiras Contemporâneas Embu das Artes A produção literária referente à arquitetura e urbanismo sempre foi caracterizada pela publicação de poucos títulos, baixa

Leia mais

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL. Profª Ms. Déborah Rodrigues Borges

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL. Profª Ms. Déborah Rodrigues Borges HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL Profª Ms. Déborah Rodrigues Borges HERCULE FLORENCE: A DESCOBERTA ISOLADA DA FOTOGRAFIA NO BRASIL o Antoine Hercule Romuald Florence nasceu em Nice, na França, no dia 29

Leia mais

Museu de Arte Sacra da Sé

Museu de Arte Sacra da Sé 1 Museu de Arte Sacra da Sé Algumas notas sobre a história deste Museu e também sobre a filosofia que presidiu ao actual projecto museológico Fig.1 Museu de Arte Sacra de Évora - Exterior 1. Sua história

Leia mais

Entre o século XI e o início do século XIV houve a retomada do crescimento demográfico na Europa Ocidental. Os dados permitem uma visão mais clara

Entre o século XI e o início do século XIV houve a retomada do crescimento demográfico na Europa Ocidental. Os dados permitem uma visão mais clara ARQUITETURA GÓTICA O período conhecido por Baixa Idade Média, que se estendeu dos séculos X ao XV, foi marcado por profundas transformações na sociedade, as quais conduziram à superação das estruturas

Leia mais

Segundo Olivia, ao apontar uma fotografia sobre a um móvel da fazenda

Segundo Olivia, ao apontar uma fotografia sobre a um móvel da fazenda Sampaio Moreira: de Portugal, ao centro da cidade de São Paulo à terra roxa da Fazenda Santa Carlota No início de 2011, realizamos uma entrevista com Renato Oliva e Cecília Sampaio Moreira, ainda residentes

Leia mais

Antiguidade século IV. Arte Bizantina

Antiguidade século IV. Arte Bizantina Antiguidade século IV Arte Bizantina Na Antiguidade, além da arte Egípcia e Grega, também encontram-se a Romana, Paleocristã e Bizantina... Enquanto os romanos desenvolviam uma arte colossal e espalhavam

Leia mais

Portugal e Espanha. Conhecendo o melhor de Portugal e Santiago de Compostela.

Portugal e Espanha. Conhecendo o melhor de Portugal e Santiago de Compostela. Portugal e Espanha Conhecendo o melhor de Portugal e Santiago de Compostela. Uma viagem inesquecível pelo país da Europa que fala português. Surprenda-se com o melhor que Portugal tem a lhe oferecer. Encante-se

Leia mais

REGULAMENTO DO CONCURSO DE DECORAÇÃO NATALINA NATAL ILUMINADO MANHUAÇU 2011

REGULAMENTO DO CONCURSO DE DECORAÇÃO NATALINA NATAL ILUMINADO MANHUAÇU 2011 REGULAMENTO DO CONCURSO DE DECORAÇÃO NATALINA NATAL ILUMINADO MANHUAÇU 2011 CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DO NATAL ILUMINADO O NATAL ILUMINADO é um evento realizado e organizado pela ACLA, com apoio do Rotary

Leia mais

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras O descobrimento de novas terras e riquezas (o pau-brasil) estimulou a cobiça de várias nações européias que iniciavam as suas aventuras

Leia mais

Especialmente criado para: Soluções criativas para empresas vencedoras

Especialmente criado para: Soluções criativas para empresas vencedoras Especialmente criado para: Soluções criativas para empresas vencedoras GALIZA 04 a 07 de Junho 2015 Santiago de Compostela Cidade da província de A Corunha, é desde os anos 80, a capital da Galiza. Devido

Leia mais

ATRATIVOS TURÍSTICOS Museu da Água Francisco Salgot Castillon Instalado em 1887, no local que abrigou a primeira Estação de Captação e Bombeamento de água da cidade. O museu ocupa uma área de 12 mil m²

Leia mais

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes

Menu. Comidas típicas. Contribuições para o Brasil e Ijuí. Significado da bandeira Árabe. Costumes Árabes Componentes: Sabrina, Lucille,Giovana, M, Lucas C, João Vitor Z, Samuel. Disciplina: Estudos Sociais, Informática Educativa, Língua Portuguesa. Professores: Uiliam Michael, Cristiane Keller, Daniele

Leia mais

Evolução histórica da Moral/Ética

Evolução histórica da Moral/Ética (3) Evolução histórica da Moral/Ética Zeila Susan Keli Silva 1º Semestre 2013 1 O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: Importância

Leia mais

(Só faz fé a versão proferida)

(Só faz fé a versão proferida) Exmo. Senhor Presidente do Centro Desportivo e Cultural de Londres, Exmo. Senhor Embaixador, Exmo. Senhor Cônsul Geral, Exmo. Senhor Adido Social, Exmo. Senhor Conselheiro das Comunidades Madeirenses,

Leia mais

Expansão do território brasileiro

Expansão do território brasileiro Expansão do território brasileiro O território brasileiro é resultado de diferentes movimentos expansionistas que ocorreram no Período Colonial, Imperial e Republicano. Esse processo ocorreu através de

Leia mais

Módulo Estratégia RPG: Trabalho Final

Módulo Estratégia RPG: Trabalho Final Pontifícia Universidade Católica Departamento de Artes & Design Curso de Especialização O Lugar do Design na Leitura Nome: Giselle Rodrigues Leal Matrícula: 072.997.007 Data: 19/05/08 Módulo Estratégia

Leia mais

AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS.

AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS. AS RELAÇÕES ENTRE O TEATRO E O PODER NAS MINAS OITOCENTISTAS. Luciano Borges Muniz 1 Flávio Marcus da Silva 2 Resumo Este artigo é parte dos resultados obtidos por pesquisas desenvolvidas a cerca das relações

Leia mais

Ver também Túnel do Canal da Mancha.

Ver também Túnel do Canal da Mancha. Estrada de ferro, Sistema de transporte sobre trilhos, que compreende a via permanente e outras instalações fixas, o material rodante e o equipamento de tráfego. É também chamado ferrovia ou via férrea.

Leia mais

A em pre sa. Institucional. Edifício Waterloo

A em pre sa. Institucional. Edifício Waterloo A em pre sa Institucional Desde 2003 no mercado do Vale do Aço, a Costa Construtora investe em qualidade e tecnologia com o objetivo de atender toda a demanda na área de construção civil e melhorar o desempenho

Leia mais