A isenção do imposto de renda de ex-combatente

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A isenção do imposto de renda de ex-combatente"

Transcrição

1 A isenção do imposto de renda de ex-combatente Elen Cristiane Guida Vasconcellos 1 Resumo A isenção do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza dos excombatentes está circundada de imprecisões e incertezas quanto a sua efetividade, desta forma se torna imprescindível para os operadores de direito e igualmente para os leigos, um estudo sobre o tema, haja vista que há pouca doutrina específica acerca do tema em debate, apenas jurisprudências. Para que haja um entendimento sobre o alcance da isenção fiscal há de ser realizada uma análise sobre a conceituação de ex-combatente, sua distinção de veteranos de guerra, quem são os beneficiários ao qual se estende a isenção supracitada. Além de brevemente expor sobre outros direitos que fazem jus os ex-combatentes, este trabalho tem a finalidade principal de explicar sobre a isenção como matéria tributária e como ela se dá através do Decreto 3000/99 em face aos ex-combatentes, por meio de suas pensões e proventos, desde que concedidos de acordo com o Decreto-Lei nº 8.794/46 e o Decreto-Lei nº 8.795/46, e Lei nº 2.579/55, Lei nº 4.242/63, e Lei nº 8.059/90; tendo em visto o disposto na Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XII. Palavras-chave: Decreto 3000/99; direito tributário; ex-combatente; Imposto de Renda. Résumé L exonération de l impôt sur le revenu et le bénéfice de toute sorte d ex-combattants est entouré par l imprécision et l incertitude quant à leur efficacité devient donc impératif pour les opérateurs de droit et aussi pour les laïcs, une étude sur la thématique, étant donné qu il ya peu de doctrine spécifique sur le sujet en discussion, les décisions uniquement. Pour avoir une compréhension de la portée de l exemption d impôt est à effectuer une analyse de la notion d ex-combattants, indépendamment de leur vétérans de guerre, qui sont les bénéficiaires qui s étend au-dessus de l exemption. En plus d exposer brièvement sur d autres droits auxquels ils ont droit aux ex-combattants, ce document a pour but principal d expliquer comment l exonération en matière fiscale et comment elle est réalisée par le décret 3000/99 face à des ex-combattants par le biais leurs pensions et les bénéfices, car elle a accordé en conformité avec le décret n 8.794/46-loi et de décret-loi n 8.795/46 et la loi n 2.579/55, la loi n 4.242/63 et la loi n 8.059/90, en vue des dispositions de la loi n 7713, 1988, art. 6, l article XII. 371 Mots-clef: le décret 3000/99; droit fiscal; les ex-combattants; impôt sur le revenu. 1 Graduada em Licenciatura Plena em História pelo ISE e Bacharel em Direito pela FDV, (aprovada no Exame de Ordem, não exercendo), ambos pela Fundação Dom André Arcoverde, Valença/RJ.Brasil. Pós-graduada em Direito Administrativo pelas Faculdades Integradas de Jacarepaguá. Pesquisadora Concursada do Núcleo de Pesquisa Institucional da Faculdade de Direito de Valença RJ.

2 Breve histórico, principais definições e condições para a fruição da isenção fiscal e outros benefícios A história militar, e em especial a Segunda Guerra Mundial, sempre causa admiração e fascínio por tudo que representaram para a história mundial. Nasce daí a inspiração deste trabalho: analisar quem são estes homens esquecidos pela memória nacional, que desde cedo reivindicou a proteção do poder público, através de muitas lutas, motivados principalmente pelo seu próprio abandono pós a Segunda Grande Guerra. Diversas leis foram aprovadas logo após a volta dos pracinhas à pátria e outras foram conseguidas com o passar do tempo. Por todo país foram aprovadas leis, tanto em âmbito estadual como municipal, hoje em sua maioria tacitamente revogadas. Cumpre ressaltar que se pretende através deste artigo repensar seus direitos, que há tempos vem caindo em desuso e se perdendo por descuido e desinteresse da sociedade, dos governantes e do Judiciário; exemplo disto é a isenção do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza do Ex-Combatente, que aqui abordaremos. Principais definições legais A isenção do imposto de renda de ex-combatente Alcance da isenção fiscal A Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, normatiza o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza e estabelece a isenção nos seguintes casos: 372 Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguintes rendimentos percebidos por pessoas físicas: [...] XII - as pensões e os proventos concedidos de acordo com os Decretos- Leis, nºs e 8.795, de 23 de janeiro de 1946, e Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, e art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, em decorrência de reforma ou falecimento de ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira; 2 O Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Regulamento do Imposto de Renda, ao tratar a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do conhecido I.R., estabeleceu o seguinte que não entram no cômputo do rendimento bruto os proventos e pensões da FEB, repete os requisitos dispostos do art.6º da Lei 7.713/88, acrescentando o art. 17 da Lei nº 8.059, de 4 de julho de A partir de uma leitura integrada da Lei nº 7.713/1988 e do Decreto nº 3.000/1999, extrai-se que a isenção do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza contempla, no tocante à parte física, somente a Pensão Especial destinada aos ex-combatentes reformados em razão de invalidez ou incapacidade física e a pensão destinada aos herdeiros de ex-combatente falecido no teatro bélico da Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, a isenção contempla, exclusivamente, os benefícios decorrentes de falecimento, incapacidade física ou invalidez. 2 BRASIL, LEI Nº 7.713, de 22 de Dezembro de Disponível em: <https://www.planalto. gov.br/cci vil_ 03/leis/l7713.htm > Acesso em: 25 ago

3 Elen Cristiane Guida Vasconcellos Força Expedicionária Brasileira Foi através do encontro do presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, em fevereiro de 1943, na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, que surgiu a sugestão do General Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, de criar uma força militar para atuar ao lado dos Aliados contra as forças do Eixo, contudo, Vargas só aceitou com a condição de que as Forças Armadas Brasileiras fossem reaparelhadas. O professor Dr. Francisco Ferraz esclarece que o país participou de três maneiras da Segunda Guerra Mundial: [...] a primeira foi por meio do fornecimento de matéria-prima borracha e alimentos para os aliados que compreendiam os Estados Unidos da América, União Soviética, Inglaterra, França, Canadá e mais alguns países, entre os quais, o Brasil. A segunda, cedendo bases aéreas e navais aos EUA, situadas nas regiões norte e nordeste do nosso território. E a terceira maneira foi o combate direto. 3 A Força Expedicionária Brasileira foi criada no dia 09 de agosto de 1943, através da Portaria Ministerial n 47-44, publicada no Boletim Reservado do dia 13 de agosto, sendo constituída de uma Divisão de Infantaria Expedicionária, passando a se chamar 1ª DIE e órgãos não divisionários. Ex-combatente A Constituição da República Federativa do Brasil, de 24 de janeiro de 1967, trazia em seu artigo 178 diversos direitos sociais aos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira, da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e Marinha Mercante do Brasil, que tivessem participado efetivamente de operações bélicas na Segunda Guerra Mundial, como, por exemplo, o aproveitamento para o serviço público sem a exigência de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos e no caso de já ser funcionário público teria direito a estabilidade, direito à promoção se houvesse vaga; se fosse funcionário público da Administração centralizada ou autárquica teria o direito de aposentadoria com proventos integrais aos vinte e cinco anos de serviço efetivo; assistência médica, hospitalar e educacional, se carente de recursos. A Lei 5.315, de 12 de setembro de 1967, veio regulamentar o artigo supracitado e registra o conceito hodierno de ex-combatente, em seu art.1º in verbis: 373 Art. 1º Considera-se ex-combatente, para efeito da aplicação do artigo 178 da Constituição do Brasil, todo aquêle que tenha participado efetivamente de operações bélicas, na Segunda Guerra Mundial, como integrante da Fôrça do Exército, da Fôrça Expedicionária Brasileira, da Fôrça Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, e que, no caso de militar, haja sido licenciado do serviço ativo e com isso retornado à vida civil definitivamente. 3 FERRAZ, Francisco César Alves apud VACARI, Débora. A importância do resgate histórico como forma de conhecimento. Disponível em: <http://conexaociencia.wordpress.com/2010/07/31/ a-importancia-do-resgate-historico-como-forma-de-conhecimento/> Acesso em: 5 ago 2011.

4 A isenção do imposto de renda de ex-combatente 374 1º A prova da participação efetiva em operações bélicas será fornecida ao interessado pelos Ministérios Militares. 2º Além da fornecida pelos Ministérios Militares, constituem, também, dados de informação para fazer prova de ter tomado parte efetiva em operações bélicas: a) no Exército: I - o diploma da Medalha de Campanha ou o certificado de ter serviço no Teatro de Operações da Itália, para o componente da Fôrça Expedicionária Brasileira; II - o certificado de que tenha participado efetivamente em missões de vigilância e segurança do litoral, como integrante da guarnição de ilhas oceânicas ou de unidades que se deslocaram de suas sedes para o cumprimento daquelas missões. b) na Aeronáutica: I - o diploma da Medalha de Campanha da Itália, para o seu portador, ou o diploma da Cruz de Aviação, para os tripulantes de aeronaves engajados em missões de patrulha; c) na Marinha de Guerra e Marinha Mercante: I - o diploma de uma das Medalhas Navais do Mérito de Guerra, para o seu portador, desde que tenha sido tripulante de navio de guerra ou mercante, atacados por inimigos ou destruídos por acidente, ou que tenha participado de comboio de transporte de tropas ou de abastecimentos, ou de missões de patrulha; II - o diploma da Medalha de Campanha de Fôrça Expedicionária Brasileira; III - o certificado de que tenha participado efetivamente em missões de vigilância e segurança como integrante da guarnição de ilhas oceânicas; IV - o certificado de ter participado das operações especificadas nos itens I e II, alínea c, 2º, do presente artigo; d) certidão fornecida pelo respectivo Ministério Militar ao ex-combatente integrante de tropa transportada em navios escoltados por navios de guerra. 3º A prova de ter servido em Zona de Guerra não autoriza o gôzo das vantagens previstas nesta Lei, ressalvado o preceituado no art. 177, 1º, da Constituição do Brasil de 1967, e o disposto no 2º do art. 1º desta Lei.[SIC] 4 O Decreto nº , de 13 de novembro de 1967, que regulamenta a Lei nº 5.315/67 dispõe sobre o aproveitamento dos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial repete literalmente em seu artigo 1º, o artigo 1º da Lei 5.315/67 acrescido apenas de um 4º: 4º O certificado a que se refere o item II, letra a, do 2º deste artigo, será fornecido, sómente àqueles que, de fato, integraram guarnições das ilhas oceânicas e unidades, ou elementos delas, que se deslocaram de suas sedes para o litoral, em cumprimento de missões de vigilância ou segurança, por ordem dos escalões superiores, e tiveram essa ocorrência registrada em seus assentamentos.[sic] 5 4 MELLO, Luis Ribeiro. A Legislação do Ex-combatente. Editora Expedicionário. Rio de Janeiro, p BRASIL, DECRETO Nº , de 13 de novembro de Disponível em: < file:///c / Documents and Settings/decipenon.DGP/Desktop/Site antigo dcip1/dec de htm > Acesso em: 25 maio 2010.

5 Elen Cristiane Guida Vasconcellos Basicamente, pode se entender que é considerado ex-combatente aqueles que tenham participado de Operações Bélicas durante o período da Segunda Guerra Mundial, servindo pela Força Expedicionária Brasileira no Teatro de Operações da Itália, como da Força Aérea Brasileira, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante ou ainda Força do Exército, sendo ampliado posteriormente este conceito para também aqueles que ficaram em patrulhamento ou serviços de vigilância do litoral brasileiro, tese já pacificada na jurisprudência. Apesar de haver heterogeneidade dos grupos sociais de ex-combatentes, a legislação não distingue os ex-combatentes que serviram na Itália e os que serviram no litoral, sejam da Marinha, Exército e Aeronáutica. Essa distinção na sociedade se torna perceptível quando se observa a conduta que cada grupo assumiu, principalmente na escolha da Associação que o representa, materializando uma disputa interna de poder, coexistindo para uma mesma classe a Associação de Ex-Combatentes do Brasil e a Associação Nacional de Veteranos da FEB. É possível acompanhar, sobretudo em datas comemorativas, como no Dia Nacional dos Ex-Combatentes, como nos Desfiles de 07 (sete) de Setembro, uma intensa concretização dessa disputa, que permanece até os dias de hoje, principalmente pelos os Veteranos que estiveram na Itália contra os ex-combatentes que serviram no litoral, denominados praieiros. Ex-combatentes que não atendem os requisitos para o gozo da isenção fiscal, apesar de serem veteranos de guerra. Ao analisar o caput do art. 1º da Lei 5.315, de 12 de setembro de 1967, observa-se que o conceito de ex-combatente a que se refere este artigo está vinculado aos direitos que o artigo 178, da Constituição Federal vigente à época, que foi uma espécie de recompensa para estes heróis, que em julho de 1945, após as comemorações do retorno da FEB, os pracinhas tomaram conhecimento da desmobilização concretizada através da portaria Nº 8250 de 11 de maio de 1945, baixada pelo então Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, quando estes se encontravam na Itália e, rapidamente, ocorre a extinção da força expedicionária, considerada por muitos como um dos muitos golpes contra os Febianos. 6 Aspecto importante a se notar é que no do art. 1º da Lei 5.315/67 in fini, uma vez que o militar ao término daquele conflito mundial, não foi licenciado do Serviço Ativo do Exército, não tendo retornado, portanto, à vida civil não teria direito de ser considerado ex-combatente para fins específicos desta lei. 375 Não é considerado ex-combatente da Segunda Guerra Mundial o militar que, após a conflagração mundial, permaneceu na carreira até ser transferido para a reserva remunerada. 7 6 O ESTADO DE SÃO PAULO, 12 de maio de 1945, sábado. Artigo transcrito na integra, sem o nome do autor; (p. 18). BRASIL, Ministério da Guerra. Portaria N.º 8.250, publicada no Diário Oficial da União, em 11 de maio de BRASIL. SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, STJ - RECURSO ESPE CIAL: REsp RJ 2007/ Disponível em: <http:// Acesso em: 5 ago

6 A isenção do imposto de renda de ex-combatente 376 Desta forma depreende-se uma diferenciação entre ex-combatente e veterano de guerra, o Ex-combatente é o militar que participou efetivamente de operações bélicas na Segunda Guerra Mundial e foi licenciado do serviço ativo e, com isso, retornou à vida civil definitivamente e o Veterano de Guerra é o militar que da mesma forma participou da Segunda Guerra Mundial, mas permaneceu em serviço ativo até a passagem para a inatividade, mediante reserva ou reforma. A prova de ter servido em Zona de Guerra não autoriza o gozo dos benefícios concedidos aos ex-combatentes. Ao ex-combatente é assegurado, pela Constituição Federal de 1988, o direito a uma Pensão Especial correspondente ao posto de Segundo-Tenente. A habilitação a essa pensão far-se-á por meio de Certidão de Serviço de Guerra, a ser requerida pelo próprio ex-combatente ou dependente, considerado na forma do Art. 5º da Lei nº 8.059/1990. A concessão dessa pensão tem a fundamentação legal baseada no Art. 1º da Lei nº 5.315, de 12 set. 1967; Art. 53 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/1988; e Lei nº 8.059, de 04 jul Toma-se, por exemplo, o Comandante da FEB Marechal Mascarenhas de Moraes, este não foi considerado ex-combatente, nos termos específicos da lei, mesmo tendo ele participado ativamente frente à Força Expedicionária Brasileira em solo italiano durante a Segunda Guerra Mundial, pois continuou nas fileiras do Exército até ser reformado como Marechal, posto máximo do Exército Brasileiro. Esta situação provoca grandes dúvidas, principalmente no caso das viúvas e filhas, pois passaram a vida inteira ouvindo histórias de combates do marido na guerra e assim acreditam firmemente que seus companheiros são ex-combatentes e sendo assim querem os direitos reservado a estes. Beneficiários Seguindo a linha de raciocínio do tópico anterior, é mister esclarecer que esse tópico se refere aos beneficiários dos ex-combatentes conceituado na Lei 5.315/67. O artigo 30, da Lei nº 4.242/63 passou a conceder aos combatentes da 2ª GM que não percebem pelos cofres públicos a pensão correspondente à deixada por um 2º sargento, conforme o art.26 da Lei 3.765/60, que remete ao art.15 da própria lei que dispõe que a pensão militar será paga aos beneficiários. Art 30. É concedida aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, que participaram ativamente das operações de guerra e se encontram incapacitados, sem poder prover os próprios meios de subsistência e não percebem qualquer importância dos cofres públicos, bem como a seus herdeiros, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei nº 3.765, de 4 de maio de A lei 3.765, de 04 de maio de 1960, que dispõe sobre pensões militares, passa então a ser a pedra angular sobre as disposições referentes à pensão deixadas 8 MELLO, Luis Ribeiro. A Legislação do Ex-combatente. Editora Expedicionário. Rio de Janeiro, p. 80.

7 Elen Cristiane Guida Vasconcellos por ex-combatente, igualando-se neste momento os beneficiários das pensões militares. O que causou no imaginário dos beneficiários que todos que foram à guerra eram ex-combatentes, não distinguindo o sentido da lei do sentido histórico, enquanto na verdade, repetimos, para efeitos específicos da lei, no caso de militar, somente eram considerados ex-combatentes os que foram licenciados do serviço ativo e retornado à vida civil definitivamente. O Capítulo II, da Lei 3.765/65, que trata dos Beneficiários e sua habilitação, sofreu modificações em sua redação pela Lei 8.216, de 1991 e posteriormente pela Medida Provisória nº , de 31 de agosto de Com o advento da Lei 8.059, de 04 de julho de 1990, que dispõe sobre a pensão especial devida aos excombatentes da 2ª GM e já especifica em seu art. 5º quem são seus dependentes. Importante entender que a atual norma não pode alcançar uma situação jurídica já consumada na vigência de lei anterior, sendo assim é de extrema importância observar a data de óbito do instituidor da pensão, ou seja, o excombatente, para que seja examinado quem serão os beneficiários. Se o instituidor da pensão faleceu até 05 de outubro de 1988, a lei que vigora é a Lei nº 3.756/60. A isenção como matéria tributária A isenção tributária é a dispensa legal do tributo, apesar do fato gerador ter ocorrido, conforme consta no artigo 175, CTN 9 a isenção é um fenômeno que atua na exclusão do crédito tributário Dentre os princípios constitucionais que norteiam a isenção, destacamos o princípio da legalidade e o princípio da anterioridade. O princípio da legalidade, presente na o art. 150, I, da CRFB 10, exprime que nenhum tributo será instituído ou aumentado a não ser através de lei. Segundo o princípio da anterioridade, disposto no art.150, III, CRFB, é vedado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios arrecadar tributos no mesmo exercício financeiro, onde não produzirá efeitos antes que decorra 90 (noventa) dias, em relação à data de publicação da lei que os criou ou aumentou, salvo exceções expressas na própria Constituição Federal. Desta forma o princípio da anterioridade, por questões de didática foi divido em princípio da anterioridade genérica e em princípio da anterioridade nonagesimal, sendo o primeiro expresso na alínea b e o segundo na alínea c, ambas do artigo mencionado acima. Cabe observar o fenômeno da repristinação que se aplica as isenções, que é quando a lei revogada não se restaura por ter a lei que a revogou perdido a vigência, exceto se houver disposição em contrário BRASIL. LEI Nº 5.172, de 25 de outubro de Disponível em: <http://www.receita. fazenda.gov.br/legislacao/codtributnaci/ctn.htm > Acesso em: 13 set BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil De Disponível em: <http:// Acesso em: 25 ago BRASIL. Decreto-Lei 4.657/42, Art. 2º, 3º (Lei de Introdução ao Código Civil). Disponível: <http://www. jusbrasil.com.br/legislacao/103258/lei-de-introducao-ao-codigocivil-decreto-lei > Acesso em: 25 ago

8 A isenção do imposto de renda de ex-combatente 378 Os fatos escolhidos pelos legisladores como fatos geradores de algum tributo estão no campo da incidência tributária, todavia a isenção é uma exceção, o fato gerador ocorre, mas a lei dispensa o pagamento do tributo, desta forma a isenção é matéria reservada de lei (art. 176, CTN) 12, mesmo nos casos onde é prevista em contrato, sendo assim esses só possuem validade se respaldados por lei. Ressalta-se que não se deve confundir a isenção e a imunidade, esta última é deferida a nível constitucional, que exclui a possibilidade de imposição tributária por parte da União, apesar dessa ter competência residual, ou seja, é destinada ao legislador ordinário; enquanto a isenção é destinada a autoridade administrativa, e pode ser requerido pelo interessado, desde que presentes os requisitos legais que a ampare, assim ela se caracteriza pela exclusão da obrigação tributária. 13 Ainda dentro do assunto sobre as isenções, cabe ressaltar que o art. 111 do CTN expressamente define os casos em que unicamente caberá a interpretação literal da legislação tributária: suspensão, exclusão, outorga de isenção e, ainda, dispensa do cumprimento de obrigações acessórias. Normalmente há uma conjugação dos métodos de interpretação, que em geral, citados pela doutrina, são: o literal ou gramatical; o lógico-sistemático; o teleológico; e o histórico. Contudo há casos em que a própria lei determina a maneira de se interpretar, como é o caso do art. 111, do CTN, que nas palavras de Kiyoshi Hadara: prescreve o método literal na interpretação da legislação que disponha sobre [...] a outorga de isenção [...]. Não há o que se falar de ofensa ao princípio constitucional da isonomia, pois o art. 6º, XII, da Lei n 7.713/88, reflete situações bem demarcadas, em que a morte ou a incapacidade do ex-combatente surgem como causas para a concessão das pensões nestes casos instituídas, sendo que o benefício recebido pelo autor baseia-se em disposição legal de caráter geral, que necessita de prova do falecimento ou invalidez do militar para o seu recebimento. Desta forma, abstrai-se que são situações diferentes, onde apenas os casos abrangidos pelas Leis elencadas no art. 6º, XII da lei supracitada terão o direito a isenção do Imposto de Renda. Todavia, já houve julgados no sentido oposto como o da juíza Firly Nascimento Filho [SIC], 14 da 5ª Vara de Justiça Federal que entendeu que o 12 CARRAZZA explica que O art. 176 do CTN exige que a lei seja lei ordinária, lei complementar, decreto legislativo do Congresso Nacional e decreto legislativo estadual ou distrital que concedeu a isenção indique os requisitos e as condições que são necessárias para sua concessão, os tributos aplicáveis e, quando for necessário, o prazo para duração. CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 14ª ed. São Paulo: Malheiros, p CERQUINHO, Maria Cuervo Silva Vaz. Imunidades e Isenções. p <Disponível em b35d2y.pdf > Arquivo capturado no sistema de buscas da biblioteca da FAA. 14 FAYAL, Tereza Cristina. Ex-Combatente livre de imposto de renda. Jornal O DIA. ANEXO A. Apesar de termos ciência que é o Juiz Firly,(sexo masculino) e não juíza, resolvemos colocar como consta na publicação.

9 Elen Cristiane Guida Vasconcellos parecer da Marinha, que alegava que os Ex-Combatentes da Marinha não pertenciam à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e, portanto, não estariam respaldados pelo art. 39 do Decreto 3.000/99 c/c a Lei 7713/88, viola o art. 5º da Constituição Federal, que diz que todos são iguais perante a lei. Isenção do imposto de renda de ex-combatente A Constituição Federal de 1891 consentia à União e aos Estados que criassem novas receitas, apesar de discriminar as rendas tributáveis, não havia como falar ainda em Imposto de Renda, que foi apenas incorporado na Constituição de 1934, sobre a competência da União, sendo mantido nas Constituições seguintes, sendo denominado pela primeira vez na Constituição de 1965 de imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza. 15 Com o advento do Código Tributário Nacional, 16 o imposto de renda foi aperfeiçoado, traçando novas diretrizes ao sistema tributário brasileiro, atualmente está prescrita no art.153, 2, I, da CRFB/88, continuando sua competência pela União. A propósito, o art. 153, 2º, II, CRFB/88 declarava imunidade aos rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão, pagos pela previdência social a pessoa com idade superior a 65 anos, cuja renda total fosse constituída, exclusivamente, de rendimentos de trabalhos, porém a EC 20/98 revogou esse dispositivo, que, digase de passagem, era cláusula pétrea e por isso alguns doutrinadores como Ricardo Lobo Torres defendem que essa revogação foi inconstitucional. 17 Esse dispositivo era pertinente aos ex-combatentes que recebiam pela previdência social uma pensão civil, que pode ser cumulada com a militar. Deve-se observar que o conceito de renda e provento é amplo e são trabalhados pela doutrina e legislação, haja vista que a Constituição Federal não embarcou qualquer teoria sobre a renda e nem define fato gerador de tributo. Cabe a legislação ordinária a distinção entre imposto de renda de pessoa física e jurídica, desta forma os ajustes sobre as incidências não gera a necessidade de reformar a Constituição Federal ou lei complementar. 18 O especialista em Direito Tributário Kiyoshi Harada diz que o imposto de renda das pessoas físicas é o protótipo do imposto de natureza pessoal. 19 Por alguns é considerado o tributo que mais atenda a justiça social, devido a sua progressividade, desde que isso signifique que os contribuintes de renda elevada sejam tributados com mais rigor e na mesma proporção que os de menor renda, sejam menos tributados NIVEA. Isenção e Restituição do imposto de renda de pessoa física. Disponível em: < Acesso em: 12 set BRASIL, LEI Nº 5.172, de 25 de outubro de Disponível em: <http://www.receita. fazenda.gov.br/legislacao/codtributnaci/ctn.htm > Acesso em: 13 set TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e tributário. 16. ed. Ed Renovar. Rio de Janeiro, 2009.p Ibid., p HARADA, Kiyoshi. Direito Financeiro e Tributário. Ed Atlas. 10. Ed. São Paulo: p.365

10 A isenção do imposto de renda de ex-combatente Contudo, nem todas as pessoas pagam o imposto de renda, algumas têm seus rendimentos isentos, conforme expressa o art. 6º da Lei 7.713/88. O imposto de renda é marcado pelo dinamismo de sua legislação, devido as inúmeras modificações que foram inseridas no decorrer do tempo, periodicamente são editados decretos que regulam e consolidam essas alterações legais. O Decreto 3.000, de 26 de março de 1999 é o atual regulamento desse imposto. A seguir vamos nos deter apenas nas modificações atinentes aos ex-combatentes: A Lei ordinária nº 4.862, de 29 de novembro de 1965, que alterou a legislação do imposto de renda concedeu pela primeira vez a isenção do imposto de renda sobre seus proventos e pensões dos ex-combatentes, conforme esclarece seu artigo 29: Ficam isentos do impôsto de renda os proventos e as pensões, concedidos de acôrdo com os Decretos-leis ns e 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, e Lei nº 2.579, de 23 de agôsto de 1955, em decorrência de reformas ou falecimentos de ex-combatentes da F.E.B.[SIC] Notem que a isenção estabelecida no que se refere ao Decreto-Lei nº 8.794/46 é dirigido aos os herdeiros dos militares que participaram da Força Expedicionária Brasileira e falecidos no Teatro de Operações da Itália, enquanto ao Decreto-Lei nº 8.795, de 23 de janeiro de 1946, regula as vantagens a que têm direito os militares da Força Expedicionária Brasileira, incapacitados fisicamente e finalmente a Lei nº2.579, de 23 de agosto de 1955, que concede amparo aos ex-integrantes da F.E.B. julgados inválidos ou incapazes definitivamente para o serviço militar. Sendo assim, essas pensões são militares e não se enquadram no conceito de Pensão Especial de Ex-Combatente, que está relacionado com a Lei 4242/63, e, posteriormente, a Lei 8059/90. A Lei nº de 22 de Dezembro de 1988, que alterou a Legislação do Imposto de Renda, manteve as isenções do art.29 da Lei nº 4.862/65, acrescendo também a isenção da incidência do imposto de renda para excombatentes enquadrados no art. 30 da Lei 4242/63, em seu art 6º, inciso XII, ipsis litteris: Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: XII - as pensões e os proventos concedidos de acordo com os Decretos- Leis, nºs e 8.795, de 23 de janeiro de 1946, e Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, e art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, em decorrência de reforma ou falecimento de ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira; MELLO, Luis Ribeiro. A Legislação do Ex-combatente. Editora Expedicionário Ltda. Rio de Janeiro, p BRASIL, LEI Nº 7.713, de 22 de Dezembro de Disponível em: <https://www. planalto.gov.br/ccivil_ 03/leis/l7713.htm > Acesso em: 25 ago

11 Elen Cristiane Guida Vasconcellos Ulteriormente, o novo Regulamento do Imposto de Renda, o Decreto nº 3.000, 26 de março de 1999, ratificou o direito da a isenção do Imposto de renda nos proventos dos ex-combatentes e suas pensionistas, através de seu Capítulo II, Rendimentos Isentos e não Tributáveis, Seção I, Artigo 39, inciso XXXV: Art. 39. Não entrarão no cômputo do rendimento bruto: XXXV - as pensões e os proventos concedidos de acordo com o Decreto-Lei nº e o Decreto-Lei nº 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, e Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, art. 30, e Lei nº 8.059, de 4 de julho de 1990, art. 17, em decorrência de reforma ou falecimento de ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (Lei nº 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XII); 22 Conforme já exposto, o artigo 30 da Lei 4242/63, concede aos excombatentes da Segunda Guerra Mundial, da FEB, da FAB e da Marinha, pensão igual à estipulada no art. 26 da Lei n.º 3.765, de 4 de maio de 1960, pensão essa que terá a isenção da incidência do imposto de renda. Considerações finais Em virtude dos fatos mencionados, observa-se que o art. 30 da Lei 4.242/60, a que se refere à situação que autoriza a isenção do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, foi expressamente revogado pela Lei nº 8.059, de 1990, sem prejuízo, evidentemente, aos direitos adquiridos. Cumpre ressaltar, ainda, que o art. 25, da Lei nº 8.059, de 1990 havia revogado expressamente, sem prejuízo, evidentemente, aos direitos adquiridos o art. 30 da Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, a Lei nº 6.592, de 17 de novembro de 1978, a Lei nº 7.424, de 17 de dezembro de 1985, e as demais disposições em contrário. Portanto, o Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, ao regulamentar a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do imposto sobre a renda, diz que a isenção de imposto de renda somente é cabível na hipótese de o excombatente haver participado efetivamente do teatro de operações, segundo os parâmetros do Decreto-Lei nº e o Decreto-Lei nº 8.795, ambos de 23 de janeiro de 1946, e Lei nº 2.579, de 23 de agosto de 1955, Lei nº 4.242, de 17 de julho de 1963, art. 30, e Lei nº 8.059, de 4 de julho de 1990, art. 17, em decorrência de reforma ou falecimento de ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira. Observa-se que o Decreto nº 3.000/99 foi instituído após a Lei 8059/90, desta forma será que sua intenção foi beneficiar os ex-combatentes, restabelecendo BRASIL, DECRETO Nº 3.000, de 26 de março de Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_ 03/decreto/d3000.htm > Acesso em: 25 ago

12 A isenção do imposto de renda de ex-combatente desta forma o inteiro teor do art. 30, da Lei 4.242/60, ou não observaram que o artigo encontrava-se revogado pelo artigo 25 da Lei 8059/90? Levando-se em conta o que foi analisado, é uma inobservância por parte de nossos legisladores colocarem na letra da lei ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira, tendo em vista que os ex-combatentes têm um conceito amplo que integra ainda a Marinha e a FAB. É nesta frase que baseia os indeferimentos da Marinha. Em virtude do que já foi mencionado, muitos ex-combatentes com direito a isenção do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, segundo o Decreto 3000/99, estão sofrendo equivocadamente descontos diretos na fonte do imposto de renda. Verifica-se que comumente os contribuintes apenas vão à Unidade ao qual é vinculado e não reagem a essas atitudes ilegítimas através de processo administrativo fiscal ou judicial, suportando prejuízos desnecessários por má orientação ou ausência de conhecimento. A inobservância de nossos legisladores com a interpretação das leis supracitadas gerou incertezas jurídicas, o que tem levado a diversas demandas no judiciário. Eis que através das análises acima apresentadas, entende-se que o contribuinte que se sinta lesado deva fazer valer o seu direito, por isso a resolução do problema apresentaremos duas soluções: 382 1) Processo administrativo: O processo administrativo tributário não foi disciplinado pelo CTN, mas sim pela legislação dos tributos federais, no caso pelo Decreto nº , de 06 de março de 1972, baixado por delegação do Decreto-lei nº 822, de 05 de setembro de 1969 e pela Lei nº 8.748, de 09 de dezembro de 1993; sendo que cada Estadomembro possui sua legislação específica, como, por exemplo, através do Decreto nº 2.474, de 06 de março de 1979 o Estado do Rio de Janeiro estabelece as regras do processo administrativo; essa mesma especificidade acontece com os municípios. 23 O Decreto nº /72 24 concede ao contribuinte o direito de impugnar de forma administrativa a exigência tributária por meio de um requerimento dirigido ao Delegado da Receita Federal de Julgamento, devendo esta ser apresentada na unidade da Receita, no domicílio fiscal do contribuinte. Conforme prevê a Portaria SRF nº 751, de 30 de agosto de essas unidades podem ser a delegacia, agência ou inspetoria, no prazo de 30 dias a contar do auto de infração ou do lançamento notificado. Vários são os ritos para a restituição de tributo indevidamente pago. No Estado do Rio de Janeiro há algumas legislações como o Decreto-Lei nº 5, de 23 TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e tributário. 16. ed. Renovar. Rio de Janeiro, 2009.p BRASIL, DECRETO Nº , de 6 de março de Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências. Disponível em: < ccivil_03/decreto/d70235cons.htm> Acesso em: 13 set Portaria SRF nº 751, de 30 de agosto de Disponível em:http://www.receita.fazenda. gov.br/legislacao/portarias/2001/portsrf751.htm > Acesso em: 13 set

13 Elen Cristiane Guida Vasconcellos 15 de março de 1975, onde em seu art. 237, III, prevê que o litígio tributário se instaura para os efeitos legais, com a apresentação, pelo contribuinte, de impugnação da nota de lançamento ou auto de infração; do indeferimento de pedido de restituição de tributo, acréscimos ou penalidade; e pela recusa de recebimento de tributo, acréscimos ou penalidade, que o contribuinte procure espontaneamente recolher. 26 2) Processo Judicial: O processo judicial será recomendável nos casos em que a Receita Federal negar administrativamente o reconhecimento da isenção e devolução dos valores indevidamente pagos a este tributo, o contribuinte, pois o Estado proibe a autotutela, mas, lembre-se: não é necessário esgotar a via administrativa para seguir a via judicial, conforme expressa o princípio da inafastabilidade da jurisdição, disposto no Art.5º XXXV, CRFB/88 27 que diz: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. Dessa forma, esse princípio possibilita a todos, indistintamente, o acesso à justiça, podendo pleitear as suas demandas junto aos órgãos do Poder Judiciário, desde que satisfeitas as regras constituídas pela legislação processual para o pleno exercício do direito. Geralmente o processo judicial tributário se inicia depois de configurado o lançamento e o crédito tributário, é o instrumento que o contribuinte tem para exercer o seu direito de arguir sobre a legalidade do tributo, garantindo assim seu direito ao contraditório e ampla defesa, disposto no art. 5º. Caso haja alguma controvérsia ao direito material, ou haja alguma dúvida ou que seja necessário comprovar que o beneficiário faz jus da isenção fiscal em tela, deverá recorrer ao processo de conhecimento, que será regido pelo Código de Processo Civil, salvo no que diz respeito à execução fiscal e a cautelar fiscal. A ação será sempre de autoria do contribuinte, haja vista que a Fazenda Pública é quem toma as decisões do fisco, não havendo assim motivo de apelar ao judiciário. Quando o direito for líquido e certo, ou seja, quando não há nenhuma dúvida que o ex-combatente, ou seus dependentes, enquadre-se dentro dos requisitos da Lei nº 7.713/88 e do Decreto 3.000/99, estes poderão ingressar com um mandado de segurança, conforme estabelecido no art. 5º, LXIX, CRFB/88. Enfim, conclui-se que apesar das polêmicas referente a isenção sobre a renda e proventos de qualquer natureza disposto na Lei nº 7.713/88, a isenção não incide unicamente da condição de ex-combatente, se faz necessário evidenciar o que exige a norma legal, ou seja, o decreto 3000/99 para o deferimento do benefício de isenção fiscal RIO DE JANEIRO (Estado), DECRETO-LEI Nº 5, de 15 de março de Institui o código tributário do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências. Art. 237, III. Disponível em:< 511c/3997a1158a18789d03256aee00647cd6?OpenDocument> Acesso em: 05 ago BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil De Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%c3%a7ao.htm.> Acesso em: 25 ago

14 A isenção do imposto de renda de ex-combatente 384 Referências bibliográficas BRANCO, Maria Cristina dos Santos Castelo. A Imunidade Tributária nas Instituições Educacionais. (Monografia originalmente apresentada à Escola de Governo da Fundação João Pinheiro como requisito para aprovação no Curso de Especialização em Direito Tributário - II PROAP) Belo Horizonte, BRASIL, DECRETO Nº 3.000, de 26 de março de Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_ 03/decreto/d3000.htm > Acesso em: 25 ago BRASIL, DECRETO Nº , de 13 de novembro de Disponível em: < file:///c / Documents and Settings/decipenon.DGP/Desktop/Site antigo dcip1/dec de htm > Acesso em: 25 maio BRASIL, DECRETO Nº , de 6 de março de Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/decreto/d70235cons.htm> Acesso em: 13 set BRASIL, DECRETO-LEI 4.657/42, Art. 2º, 3º (Lei de Introdução ao Código Civil). Disponível: <http://www. jusbrasil.com.br/legislacao/103258/lei-de-introducao-ao-codigocivil-decreto-lei > Acesso em: 25 ago BRASIL, LEI Nº 5.172, de 25 de outubro de Disponível em: <http://www.receita. fazenda.gov.br/legislacao/codtributnaci/ctn.htm > Acesso em: 13 set BRASIL, LEI Nº 7.713, de 22 de Dezembro de Disponível em: <https://www.planalto. gov.br/ccivil_ 03/leis/l7713.htm > Acesso em: 25 ago BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil De Disponível em: <http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%c3%a7ao.htm.> Acesso em: 25 ago BRASIL. LEI Nº 5.172, de 25 de outubro de Disponível em: <http://www.receita. fazenda.gov.br/legislacao/codtributnaci/ctn.htm > Acesso em: 13 set BRASIL. SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, STJ - RECURSO ESPE CIAL: REsp RJ 2007/ Disponível em:< 913/recurso-especial-resp rj stj> Acesso em: 5 ago CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 14. ed. São Paulo: Malheiros, FERRAZ, Francisco César Alves apud VACARI, Débora. A importância do resgate histórico como forma de conhecimento. Disponível em: <http://conexaociencia.wordpress.com/2010/07/31/aimportancia-do-resgate-historico-como-forma-de-conhecimento/> Acesso em: 5 ago HARADA, Kiyoshi. Direito Financeiro e Tributário. Ed Atlas.10. ed. São Paulo: MELLO, Luis Ribeiro. A Legislação do Ex-combatente. Editora Expedicionário. Rio de Janeiro, NIVEA. Isenção e Restituição do imposto de renda de pessoa física. Disponível em: < administradores.com.br/informe-se/artigos/isencao-e-restituicao-do-imposto-de-renda-depessoa-fisica/14175/>. Acesso em: 12 set O ESTADO DE SÃO PAULO, 12 de maio de 1945, sábado. Artigo transcrito na íntegra, sem o nome do autor; (p. 18). BRASIL, Ministério da Guerra. Portaria N.º 8.250, publicada no Diário Oficial da União, em 11 de maio de Portaria SRF nº 751, de 30 de agosto de Disponível em: <http://www.receita.fazenda. gov.br/legislacao/portarias/2001/portsrf751.htm > Acesso em: 13 set RIO DE JANEIRO (Estado), DECRETO-LEI Nº 5, de 15 de março de Institui o código tributário do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências. Art. 237, III. Disponível em: <http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/decest.nsf/83b1e11a446ce7f ba c/3997a1158a 18789d03256aee00647cd6?OpenDocument> Acesso em: 05 ago TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e Tributário. 16. ed. Renovar. Rio de Janeiro, 2009.

MATERIAL DE APOIO MONITORIA

MATERIAL DE APOIO MONITORIA Delegado Federal Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.01.2010 Aula n.º 08 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Artigos Correlatos 1.1 Lançamento por homologação 2. Jurisprudência

Leia mais

Coordenação Geral de Tributação

Coordenação Geral de Tributação Fls. 2 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta nº 98 Data 3 de abril de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA FÍSICA IRPF DANO MORAL. PESSOA FÍSICA.

Leia mais

Professor Alex Sandro.

Professor Alex Sandro. 1 (OAB 2009-3 CESPE Q. 58) Considere que João e Marcos tenham deliberado pela constituição de sociedade limitada, com atuação no segmento de transporte de cargas e passageiros na América do Sul. Nessa

Leia mais

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X

CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA TEXTO X CICLOS DE DEBATES DIREITO E GESTÃO PÚBLICA CICLO 2012 TEXTO X A Previdência Social do Servidor Público Valéria Porto Ciclos de Debates - Direito e Gestão Pública A Previdência Social do Servidor Público

Leia mais

Prova Comentada TRT/SP Direito Previdenciário. XX. (Analista Judiciário Área Judiciária/TRT-2/FCC/2014):

Prova Comentada TRT/SP Direito Previdenciário. XX. (Analista Judiciário Área Judiciária/TRT-2/FCC/2014): Prova Comentada TRT/SP Direito Previdenciário XX. (Analista Judiciário Área Judiciária/TRT-2/FCC/2014): 54. Uma vez criados por lei do ente federativo, vinculam-se aos regimes próprios de previdência social

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 175 ao Art. 182 CTN Centro de Ensino Superior do Amapá Direito Financeiro e Tributário II Professora: Ilza Facundes Macapá-AP, 2013.1

Leia mais

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello

Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES. Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Unidade I DIREITO NAS ORGANIZAÇÕES Prof. Luís Fernando Xavier Soares de Mello Direito nas organizações Promover uma visão jurídica global do Sistema Tributário Nacional, contribuindo para a formação do

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL OAB PADRÃO DE RESPOSTAS PEÇA PROFISSIONAL Felipe das Neves, 20 anos, portador de grave deficiência mental, vem procurá-lo, juntamente com seu pai e responsável, eis que pretendeu adquirir um carro, para ser

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social

Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social 1.4.7.3. Contribuições do art.195 CF Trataremos nesta aula das contribuições destinadas ao custeio da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), espécies de contribuições sociais, como

Leia mais

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres.

A Constituição Federal, em seu art. 5º, LXXVI, confere a gratuidade do registro civil de nascimento aos reconhecidamente pobres. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO CONVERTIDO EM PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS. REGISTRO DE NASCIMENTO. AVERBAÇÃO DE PATERNIDADE RECONHECIDA VOLUNTARIAMENTE. GRATUIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Constituição

Leia mais

SOARES & FALCE ADVOGADOS

SOARES & FALCE ADVOGADOS SOARES & FALCE ADVOGADOS ASPECTOS LEGAIS DA CAPTAÇÃO DE RECURSOS VIA BAZARES E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Michael Soares 03/2014 BAZAR BENEFICENTE E VENDA DE PRODUTOS NAS ORGANIZAÇÕES Quais os

Leia mais

3. (OAB/CESPE 2007.3.PR)

3. (OAB/CESPE 2007.3.PR) 1. (OAB/CESPE 2007.3) Entre as seguinte vedações, não tem exceção expressa no texto constitucional A a instituição de tributo sem lei que o estabeleça. B a majoração de tributo sem lei que o estabeleça.

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte

a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o contribuinte Unidade VIII I. PROCESSO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO 1. Acepções e espécies a) conjunto de atos administrativos tendentes ao reconhecimento de uma situação jurídica pertinente à relação entre o Fisco e o

Leia mais

Coordenação-Geral de Tributação

Coordenação-Geral de Tributação Fls. 1 Coordenação-Geral de Tributação Solução de Consulta nº 242 - Data 12 de setembro de 2014 Processo Interessado CNPJ/CPF Assunto: Normas Gerais de Direito Tributário ISENÇÃO. ANALOGIA INAPLICABILIDADE.

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA O servidor público e as alterações do seu regime previdenciário Jose Luis Wagner Luciana Inês Rambo Flavio Alexandre Acosta Ramos Junho de 2009 1 1. Introdução Desde

Leia mais

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA ESTUDO ESTUDO QUADRO COMPARATIVO DA LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA Cláudia Augusta Ferreira Deud Consultora Legislativa da Área XXI Previdência e Direito Previdenciário ESTUDO ABRIL/2007 Câmara dos Deputados

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Deve-se redigir ação declaratória, cumulada com ação de repetição de indébito, endereçada à justiça federal. Fundamento de mérito: art. 6.º, inciso XIV, da Lei n.º 7.713/1988, com a redação

Leia mais

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação

CÓPIA. Coordenação Geral de Tributação Fl. 101 Fls. 1 Coordenação Geral de Tributação Solução de Consulta Interna nº 4 Data 6 de fevereiro de 2014 Origem DRF/BSB/DF (E PROCESSO Nº 10104.720008/2013 12) ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

Leia mais

ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES

ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS POR MILITARES 1. INTRODUÇÃO O presente estudo tem por finalidade analisar a possibilidade de um militar exercer, na ativa ou na reserva remunerada, outro cargo público e receber,

Leia mais

Unidade II. A afirmação pode ser comprovada da leitura do dispositivo transcrito:

Unidade II. A afirmação pode ser comprovada da leitura do dispositivo transcrito: Unidade II 4 IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS A Constituição Federal proíbe a instituição de impostos sobre certas pessoas ou situações. Baleeiro (1976, p. 87) ensina que imunidades tributárias são: vedações absolutas

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Regulamenta o inciso II do 4º do art. 40 da Constituição, que dispõe sobre a concessão de aposentadoria especial a servidores públicos que exerçam atividade de risco. O CONGRESSO

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em março de 2014, o Estado A instituiu, por meio de decreto, taxa de serviço de segurança devida pelas pessoas jurídicas com sede naquele Estado, com base de cálculo

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

Senado Federal Subsecretaria de Informações

Senado Federal Subsecretaria de Informações Senado Federal Subsecretaria de Informações Data 19/12/2003 EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41 Modifica os arts. 37, 40, 42, 48, 96, 149 e 201 da Constituição Federal, revoga o inciso IX do 3º do art. 142 da

Leia mais

Série Concursos Públicos Direito Previdenciário Wagner Balera Cristiane Miziara Mussi 11ª para 12ª edição

Série Concursos Públicos Direito Previdenciário Wagner Balera Cristiane Miziara Mussi 11ª para 12ª edição p. 32 Substituir pelo texto abaixo: 45. 2009 (15/06) Ratificada pelo Brasil, a Convenção 102, de 1952, da OIT, aprovada pelo Decreto Legislativo 269, de 19.09.2008, do Congresso Nacional. 1 46. 2011 Lei

Leia mais

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DO PIS/PASEP MEDIANTE ALÍQUOTA DE 1% (UM POR CENTO) INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIO

Leia mais

Subseção I Disposição Geral

Subseção I Disposição Geral Subseção I Disposição Geral Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leis complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias;

Leia mais

CAPÍTULO I DA CARREIRA Seção I Disposições iniciais. Seção II Do quadro

CAPÍTULO I DA CARREIRA Seção I Disposições iniciais. Seção II Do quadro LEI COMPLEMENTAR Nº 442, de 13 de maio de 2009 Procedência Governamental Natureza PLC/0006.2/2009 DO. 18.604 de 14/05/2009 *Alterada pela LC 534/11 *Ver Lei LC 534/11 (art. 72) *Regulamentada pelo Dec.

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 Emendas Constitucionais Emendas Constitucionais de Revisão Ato das Disposições

Leia mais

1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos.

1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos. Chave de Correção Direito Tributário Professor: Alexandre Costa 1) Explique o conceito de tributo. Art. 3º do CTN, prestação em dinheiro, obrigação ex lege, baseada em fatos lícitos. 2) Diferencie imposto

Leia mais

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal MANDADO DE SEGURANÇA 32.833 DISTRITO FEDERAL RELATOR IMPTE.(S) ADV.(A/S) IMPDO.(A/S) ADV.(A/S) : MIN. ROBERTO BARROSO :CARLOS RODRIGUES COSTA :LUZIA DO CARMO SOUZA :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE CONTAS DA

Leia mais

Brasília, 29 de janeiro de 2014 NOTA JURÍDICA. Assunto: Aposentadoria Especial. Abono de permanência. Orientações Normativas n. 15 e n. 16 do MPOG.

Brasília, 29 de janeiro de 2014 NOTA JURÍDICA. Assunto: Aposentadoria Especial. Abono de permanência. Orientações Normativas n. 15 e n. 16 do MPOG. Brasília, 29 de janeiro de 2014 NOTA JURÍDICA Assunto: Aposentadoria Especial. Abono de permanência. Orientações Normativas n. 15 e n. 16 do MPOG. Com o objetivo de assessorar juridicamente a ASSOCIAÇÃO

Leia mais

constitucional dos Estados e Municípios d) supletiva da legislação dos Estados e Municípios e) concorrente com os Estados e os Municípios

constitucional dos Estados e Municípios d) supletiva da legislação dos Estados e Municípios e) concorrente com os Estados e os Municípios 01- O estabelecimento de normas gerais em matéria de legislação tributária sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários, deverá fazer-se, segundo norma contida na Constituição,

Leia mais

Críticas e sugestões através do nosso e-mail: iprevi1@hotmail.com

Críticas e sugestões através do nosso e-mail: iprevi1@hotmail.com 1 CARTILHA DO SEGURADO 1. MENSAGEM DA DIRETORA PRESIDENTE Esta cartilha tem como objetivo dar orientação aos segurados do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Itatiaia IPREVI,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito

Leia mais

Planejamento Tributário Empresarial

Planejamento Tributário Empresarial Planejamento Tributário Empresarial Aula 12 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina, oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

II - Fontes do Direito Tributário

II - Fontes do Direito Tributário II - Fontes do Direito Tributário 1 Fontes do Direito Tributário 1 Conceito 2 - Classificação 3 - Fontes formais 3.1 - principais 3.2 complementares 4 Doutrina e jurisprudência 2 1 - Conceito As fontes

Leia mais

II SEMINÁRIO ZONA FRANCA DE MANAUS: Tributos e seus aspectos atuais 2013

II SEMINÁRIO ZONA FRANCA DE MANAUS: Tributos e seus aspectos atuais 2013 II SEMINÁRIO ZONA FRANCA DE MANAUS: Tributos e seus aspectos atuais 2013 A DESONERAÇÃO DO PIS E DA COFINS NAS RECEITAS DE VENDAS PARA E NA ZONA FRANCA DE MANAUS Omara Oliveira de Gusmão TESES DO SUJEITO

Leia mais

Isenção Previdenciária das Entidades Beneficentes. Adriana Gomes Rêgo

Isenção Previdenciária das Entidades Beneficentes. Adriana Gomes Rêgo Isenção Previdenciária das Entidades Beneficentes Adriana Gomes Rêgo Subtemas A certificação de entidade beneficente concedida pelos Ministérios da Educação, Saúde e Desenvolvimento Social, traduz na isenção

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os proprietários

Leia mais

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.

CONSELHO DE CONTRIBUINTES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40. Acórdão: 20.712/15/2ª Rito: Sumário PTA/AI: 16.000562964-91 Impugnação: 40.010136543-73 Impugnante: Proc. S. Passivo: Origem: EMENTA Miquelanti Ltda IE: 186946145.00-63 João Henrique Galvão DF/Contagem

Leia mais

Art. 4º As instituições de que trata o art. 1º terão o prazo de duzentos e quarenta dias para se adaptarem ao disposto nesta Lei.

Art. 4º As instituições de que trata o art. 1º terão o prazo de duzentos e quarenta dias para se adaptarem ao disposto nesta Lei. Reserva de Vagas PROJETO DE LEI 3627-2004 Institui Sistema Especial de Reserva de Vagas para estudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas, nas instituições públicas federais

Leia mais

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 213, DE 10 DE SETEMBRO DE 2004.

MEDIDA PROVISÓRIA Nº 213, DE 10 DE SETEMBRO DE 2004. MEDIDA PROVISÓRIA Nº 213, DE 10 DE SETEMBRO DE 2004. Institui o Programa Universidade para Todos - PROUNI, regula a atuação de entidades beneficentes de assistência social no ensino superior, e dá outras

Leia mais

AÇÃO DE EQUIPARAÇÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO

AÇÃO DE EQUIPARAÇÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA EM... brasileiro (a), casado (a), portador (a) da Carteira de Identidade RG nº..., expedida pela SSP/SP, inscrito (a) no

Leia mais

Questão 3. A analogia constitui elemento de

Questão 3. A analogia constitui elemento de (AFCE.ESAF.2006.44) As limitações constitucionais ao poder de tributar constituem garantias aos contribuintes de que não serão submetidos à tributação sem a estrita observância de tais princípios. Sobre

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA Nº 31.648 - MT (2010/0037619-1) RELATOR RECORRENTE ADVOGADO RECORRIDO PROCURADOR : MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES : AMAGGI EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LTDA : EUCLIDES RIBEIRO

Leia mais

LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA DEFESA CIVIL / CBMERJ CONSTITUIÇÃO FEDERAL

LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA DEFESA CIVIL / CBMERJ CONSTITUIÇÃO FEDERAL LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DA DEFESA CIVIL / CBMERJ CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art.5º Todos são iguais perante a lei.. XI a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento

Leia mais

COMUNICADO LEGISLATIVO Nº 1/2013. Projetos de Lei e Trâmites 1ª quinzena de novembro/2013

COMUNICADO LEGISLATIVO Nº 1/2013. Projetos de Lei e Trâmites 1ª quinzena de novembro/2013 Matérias na Câmara PEC 185/2012 Acrescenta parágrafos ao art. 37 da Constituição Federal para estabelecer data certa para a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos e dá outras providências.

Leia mais

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR

IMPOSSIBILIDADE DE RECOLHIMENTO DE PRESO CIVIL EM PRISÃO MILITAR ELBERT DA CRUZ HEUSELER Mestre em Direito da Administração Pública Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais Pós Graduado em Estratégia e Relações Internacionais Especialista em Globalização e Brasil

Leia mais

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial.

VI pedido de reexame de admissibilidade de recurso especial. PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, 2013 - COMPLEMENTAR Estabelece normas gerais sobre o processo administrativo fiscal, no âmbito das administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Página 1 de 7 Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 5.978 DE 4 DE DEZEMBRO DE 2006. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,

Leia mais

Especial Área Fiscal Legislação Tributária do Estado de São Paulo Professor Dermeval Frossard

Especial Área Fiscal Legislação Tributária do Estado de São Paulo Professor Dermeval Frossard 1 O que você aconselha para quem começa agora a se preparar para a área fiscal? É necessário começar a estudar Contabilidade e Direito Tributário, pois sem exceção, estas matérias entram no edital de todos

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE MATHEUS BRITO MEIRA GUIA DE ESTUDOS Aracaju 2013 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIREITO TRIBUTÁRIO. INTRODUÇÃO À DISCIPLINA 1 Matheus Brito Meira

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o

Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o Dando prosseguimento à aula anterior, neste encontro, encerraremos o art.195, CF, comentando os seus principais parágrafos, para fins de concurso público! Alberto Alves www.editoraferreira.com.br 1º As

Leia mais

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE PARECER Nº, DE 2011 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 244, de 2011, do Senador Armando Monteiro, que acrescenta os arts. 15-A, 15-B e 15-C à Lei nº 6.830, de 22 de

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA

DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA DIREITO FINANCEIRO JULIANA BRAGA CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO CONCEITO DE DIREITO FINANCEIRO Ciência das Finanças: estuda o fenômeno financeiro em geral, seus aspectos econômico,social; trata-se de uma

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 8, DE 6 DE JULHO DE 1993 I - DAS REGRAS GERAIS SOBRE A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 8, DE 6 DE JULHO DE 1993 I - DAS REGRAS GERAIS SOBRE A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 8, DE 6 DE JULHO DE 1993 O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe conferem a Lei nº 8.490, de

Leia mais

0003/09-TJAP. LEI Nº. 1.377, DE 07 DE OUTUBRO DE

0003/09-TJAP. LEI Nº. 1.377, DE 07 DE OUTUBRO DE Referente ao Projeto de Lei nº 0003/09-TJAP. LEI Nº. 1.377, DE 07 DE OUTUBRO DE 2009. Publicada no Diário Oficial do Estado nº 4597, de 07/10/2009. Autor: Tribunal de Justiça do Estado do Amapá Altera

Leia mais

LEI Nº 3308, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1999 1

LEI Nº 3308, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1999 1 LEI Nº 3308, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1999 1 REVOGADA PELO ART. 39, DA LEI Nº 5.260, DE 11 DE JUNHO DE 2008 PERMANECENDO VIGENTE, POR 90 DIAS, O ART. 10 E SEUS RESPECTIVOS INCISOS, CONTADOS DA DATA DE PUBLICAÇÃO

Leia mais

Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013

Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013 Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013 Dispõe sobre as diretrizes e os procedimentos de auditoria a serem adotados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul,

Leia mais

PARECER JURÍDICO N.º 027/2005. CONSULENTE: Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Cuiabá CUIABÁ-PREV.

PARECER JURÍDICO N.º 027/2005. CONSULENTE: Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Cuiabá CUIABÁ-PREV. PARECER JURÍDICO N.º 027/2005 CONSULENTE: Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Cuiabá CUIABÁ-PREV. ASSUNTO: Aplicabilidade do instituto da paridade as pensões derivadas de proventos

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 864.760 - GO (2006/0145586-0) RELATORA : MINISTRA JANE SILVA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/MG) RECORRENTE : UNIÃO RECORRIDO : SALVADOR LAUREANO DE ASSUNÇÃO ADVOGADO : LÁZARO SOBRINHO

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº 02/2012/CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS CONSIDERAÇÕES SOBRE A APLICAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 70, DE 29 DE MARÇO DE 2012.

NOTA TÉCNICA Nº 02/2012/CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS CONSIDERAÇÕES SOBRE A APLICAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 70, DE 29 DE MARÇO DE 2012. NOTA TÉCNICA Nº 02/2012/CGNAL/DRPSP/SPPS/MPS Brasília, 07 de maio de 2012. CONSIDERAÇÕES SOBRE A APLICAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 70, DE 29 DE MARÇO DE 2012. Diversos questionamentos têm sido apresentados

Leia mais

www.adrianamenezes.com.br www.facebook.com/profadrianamenezes DICAS DE OUTUBRO / 2014

www.adrianamenezes.com.br www.facebook.com/profadrianamenezes DICAS DE OUTUBRO / 2014 DICAS DE OUTUBRO / 2014 DICA 01 É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro

Leia mais

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros

Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Acesso ao Tribunal Constitucional: Possibilidade de ações movidas por estrangeiros Os direitos fundamentais previstos na Constituição brasileira de 1988 são igualmente garantidos aos brasileiros e aos

Leia mais

AULA 26 1. As causas que suspendem a exigibilidade do crédito tributário também impendem a fluência do lapso prescricional.

AULA 26 1. As causas que suspendem a exigibilidade do crédito tributário também impendem a fluência do lapso prescricional. Turma e Ano: Flex A (2014) Matéria / Aula: Direito Tributário / Aula 26 Professor: Mauro Luís Rocha Lopes Monitora: Mariana Simas de Oliveira AULA 26 1 CONTEÚDO DA AULA: Extinção do crédito tributário:

Leia mais

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TC 021.938/2015-6

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TC 021.938/2015-6 GRUPO II CLASSE V Segunda Câmara TC 021.938/2015-6. Natureza: Pensão Civil. Órgão: Gerência Executiva do INSS - Joinville/SC. Interessados: Carmem Lucia Schmalz (248.508.709-10); Ceres Maria Burgardt Muller

Leia mais

20/03/2014 PLENÁRIO : MIN. MARCO AURÉLIO

20/03/2014 PLENÁRIO : MIN. MARCO AURÉLIO Decisão sobre Repercussão Geral Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 20/03/2014 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 784.682 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S)

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

Regras de Aposentadorias e Pensões

Regras de Aposentadorias e Pensões Seguridade Social: A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e

Leia mais

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA CARTILHA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA O servidor público e as alterações do seu regime previdenciário Jose Luis Wagner Luciana Inês Rambo Flavio Alexandre Acosta Ramos Junho de 2009 Santa Maria Belo

Leia mais

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1

O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 O FIM DA ISENÇÃO: O PAGAMENTO DA COFINS PELOS ESCRITÓRIOS DE ADVOCACIA Danielle Becker 1 RESUMO O artigo refere-se á análise da decisão proferida, no mês de setembro de 2008, pelo Supremo Tribunal Federal

Leia mais

IMUNIDADE TRIBUTÁRIA NA VISÃO DO STF E STJ

IMUNIDADE TRIBUTÁRIA NA VISÃO DO STF E STJ IMUNIDADE TRIBUTÁRIA NA VISÃO DO STF E STJ Sequência da Palestra Tempo da Palestra: 1 hora 1ª Parte: Expositiva 2ª Parte: Perguntas e comentários FUNDAÇÕES DE APOIO LEI 8.958/94 Definição Artigo 2º INSTITUIÇÃO

Leia mais

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão

Especial Área Fiscal Direito Tributário Professor Irapuã Beltrão 1 O que você aconselha para quem começa agora a se preparar para a área fiscal? Em primeiro lugar, deve ser elaborado algum tipo de planejamento de estudo, com reserva de tempo para aulas num bom curso

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA SEAP Nº 5, DE 28 DE ABRIL DE 1999

INSTRUÇÃO NORMATIVA SEAP Nº 5, DE 28 DE ABRIL DE 1999 INSTRUÇÃO NORMATIVA SEAP Nº 5, DE 28 DE ABRIL DE 1999 Estabelece orientação aos órgãos setoriais e seccionais do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC quanto aos procedimentos operacionais

Leia mais

RESOLUÇÃO CRP16 Nº 005/2014

RESOLUÇÃO CRP16 Nº 005/2014 RESOLUÇÃO CRP16 Nº 005/2014 Dispõe sobre registro, cadastro, cancelamento e responsabilidade técnica das Pessoas Jurídicas da jurisdição do CRP16 e revoga a Resolução CRP 16 nº 004/2007, de 10 de novembro

Leia mais

Guerra fiscal continua na área do ICMS Kiyoshi Harada*

Guerra fiscal continua na área do ICMS Kiyoshi Harada* Guerra fiscal continua na área do ICMS Kiyoshi Harada* Vários artigos sobre assunto já escrevemos. A única forma de acabar com as guerras fiscais deflagradas sob diferentes espécies incentivos fiscais

Leia mais

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 01) A prestação de serviço militar é compulsória e não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de tributo porque não é prestação pecuniária. Os impostos,

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL João e José são pessoas com deficiência física, tendo concluído curso de nível superior. Diante da abertura de vagas para preenchimento de cargos vinculados ao Ministério

Leia mais

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta:

O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta: DECRETO-LEI Nº 9.295/46 Cria o Conselho Federal de Contabilidade, define as atribuições do Contador e do Guardalivros e dá outras providências. O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere

Leia mais

EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS GRAVES. ROL

EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS GRAVES. ROL PARECER N. 001/2015-SINDIJUS/MS INTERESSADO: SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL SINDIJUS/MS EMENTA: ANÁLISE JURÍDICA. ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA DE PESSOA FÍSICA POR DOENÇAS

Leia mais

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 240, DE 2015

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 240, DE 2015 COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 240, DE 2015 Redação final do Projeto de Lei de Conversão nº 3, de 2015 (Medida Provisória nº 665, de 2014). A Comissão Diretora apresenta a redação final do Projeto de Lei

Leia mais

TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015

TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015 TRIBUTAÇÃO DE RECEITAS FINANCEIRAS PELO PIS/COFINS DECRETO 8.426/20015 Pela importância da matéria, tomamos a liberdade de lhe enviar o presente boletim extraordinário (maio de 2015). 1. INTRODUÇÃO O STJ

Leia mais

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S

BRUNO PENA & ADVOGADOS ASSOCIADOS S/S PARECER Interessado: Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás - SINPOL. SERVIDOR PÚBLICO. INGRESSO EM 2004. APOSENTADORIA. PARIDADE. INTEGRALIDADE DE PROVENTOS. RELATÓRIO Trata-se de consulta feita

Leia mais

XI Congresso Brasileiro de Direito Previdenciário Advocacia previdenciária: serviços a serem oferecidos para os clientes do RPPS

XI Congresso Brasileiro de Direito Previdenciário Advocacia previdenciária: serviços a serem oferecidos para os clientes do RPPS XI Congresso Brasileiro de Direito Previdenciário Advocacia previdenciária: serviços a serem oferecidos para os clientes do RPPS MARCELO BARROSO LIMA BRITO DE CAMPOS CLIENTES DO RPPS SERVIDORES PÚBLICOS

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI N o 6.099, DE 12 DE SETEMBRO DE 1974. Dispõe sobre o tratamento tributário das operações de arrendamento mercantil e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o CONGRESSO NACIONAL

Leia mais

Imunidade Tributária e Isenções de Impostos

Imunidade Tributária e Isenções de Impostos Imunidade Tributária e Isenções de Impostos Tomáz de Aquino Resende Procurador de Justiça Coordenador do Centro de Apoio ao Terceiro Setor de Minas Gerais Primeiro, é necessário estabelecermos a diferença

Leia mais

A MP revogou o 5º, porém na sua conversão em lei a revogação não se manteve.

A MP revogou o 5º, porém na sua conversão em lei a revogação não se manteve. 1 DIREITO PREVIDENCIÁRIO PONTO 1: Aposentadoria Especial PONTO 2: Aposentadoria por invalidez, Auxílio-Doença e Auxílio-Acidente PONTO 3: Aposentadoria por Idade PONTO 4: Salário Família PONTO 5: Salário

Leia mais

Informativo diário de dicas para concursos públicos - Nr 05 de 71/07/2011 P R A Z O S

Informativo diário de dicas para concursos públicos - Nr 05 de 71/07/2011 P R A Z O S P R A Z O S Processo/Procedimento Prazo Fundamento Comunicação Disciplinar 05 dias úteis art 56, parág 2º CEDM Entrada em vigor da Lei 14.310 45 dias artigo 98 CEDM Mudança de conceito cada ano sem punição

Leia mais

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 314, DE 2013

SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 314, DE 2013 SENADO FEDERAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 314, DE 2013 Altera o art. 5º da Lei nº 9.717, de 27 de novembro de 1998, para que os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União,

Leia mais

O SENADO FEDERAL resolve:

O SENADO FEDERAL resolve: PROJETO DE RESOLUÇÃO DO SENADO Nº 27, DE 2015 Altera o inciso II do caput do art. 383 do Regimento Interno do Senado Federal para disciplinar, no âmbito das comissões, a arguição pública dos indicados

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04, DE 25 DE MARÇO DE 2015

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04, DE 25 DE MARÇO DE 2015 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04, DE 25 DE MARÇO DE 2015 Disciplina os procedimentos relativos ao reconhecimento de não-incidência, de isenção e de dispensa de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos

Leia mais

A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira

A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira A INCONSTITUCIONALIDADE DA INCIDÊNCIA DO IPI NA IMPORTAÇÃO E NA REVENDA DE PRODUTOS IMPORTADOS. Por Carolina Silveira O IPI é tributo de competência da União Federal, conforme se pode observar da análise

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE AVIAÇÃO CIVIL PORTARIA Nº 602/GC-5, DE 22 DE SETEMBRO DE 2000. Estabelece os procedimentos para a aplicação e para a cobrança das Tarifas

Leia mais

Carência para o recebimento do benefício pensão por morte?

Carência para o recebimento do benefício pensão por morte? 1 Carência para o recebimento do benefício pensão por morte? A MP 664 de dezembro de 2014 previu uma carência de 24 meses para a obtenção do benefício pensão por morte. Depois de muita discussão no Congresso

Leia mais

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: MEDDA PROSÓRA N o 46, DE 25 DE JUNHO 2002. Dispõe sobre a reestruturação da Carreira Auditoria do Tesouro Nacional, que passa a denominar-se - ARF, e sobre a organização da Carreira Auditoria-Fiscal da

Leia mais