EXMO. SR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

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1 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo EXMO. SR. DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI - dos dispositivos da Lei nº de 05/11/2013, publicado no D.O.M. em 06/11/2013, do Município de São Paulo que eleva o IPTU A pretexto de que a última revisão do valor venal ocorreu com a Lei nº /09, conforme justificativa que acompanhou o projeto legislativo, a Lei nº /13 eleva o IPTU para o exercício de 2014 em 20% para imóveis residenciais e em 35% para imóveis não residenciais e imóveis não edificados, projetando aumentos respectivos de 10% e de 15% para exercícios seguintes de forma indeterminada. Esse aumento é injusto e arbitrário ferindo o princípio da razoabilidade, pois o PIB acumulado dos últimos 5 anos (2008 a 2012) é de apenas 16,81% o que, por si só, revela afronta aos princípios da capacidade contributiva e da vedação do efeito confiscatório do imposto. Contrastando com esse aumento abusivo da receita tributária, o Município, em cumprimento ao inciso X, do art. 37 da CF que determina a revisão geral anual da remuneração do servidor público, concedeu, nos últimos 9 anos, um aumento que varia de 0,01% a 1,17% ao ano, totalizando no período de 9 anos um aumento de apenas 3,24%, fato que acentua a falta de razoabilidade da lei impugnada e o efeito confiscatório que ela propicia. 1

2 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - FIE, entidade sindical de grau superior, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista nº º andar, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / ; CENTRO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - CIE, entidade sem fins lucrativos, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Avenida Paulista nº º andar, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMÉRCIO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua Coronel Xavier de Toledo nº 99-3º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAL 2

3 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo ÓPTICO FOTOGRÁFICO E CINEMATOGRÁFICO NO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Avenida 9 de Julho nº 40-11º andar - conjs. 11 d/f, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDAE - SINDICATO DAS EMPRESAS DE ADMINISTRAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Avenida Paulista nº º andar - conj sala 02, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINCAME - SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE DROGAS, MEDICAMENTOS, CORRELATOS, PERFUMARIAS, COSMÉTICOS E ARTIGOS DE TOUCADOR NO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua Barão do Triunfo nº 751, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua Vinte e Quatro de Maio nº 35-13º andar - sala inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DO ESTADO DE SÃO PAULO - SINCOFARMA-, sediado nesta cidade, à Rua Santa Isabel nº 160-6º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS NO ESTADO DE SÃO PAULO - SAGA, sediado nesta cidade, à Avenida Senador Queirós nº º andar - conj. 2312, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO NACIONAL DO COMÉRCIO ATACADISTA DE PAPEL E PAPELÃO - SINAPEL, sediado nesta cidade, à Praça Silvio Romero nº conj. 72, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DOS 3

4 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo CORRETORES DE MERCADORIAS DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua São Bento nº 470-5º andar - conj. Impar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DAS EMPRESAS DE TURISMO NO ESTADO DE SÃO PAULO - SINDETUR-, sediado nesta cidade, à Avenida Dr. Vieira de Carvalho nº º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE CARNES FRESCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Praça da República nº 180-6º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE MADEIRAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua São Bento nº 59-3º andar - conj. 3-B, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA DE TECIDOS, VESTUÁRIOS E ARMARINHO DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Rua Paula Souza nº 79-2º andar - conj. 21, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DAS EMPRESAS DE COMPRA, VENDA, LOCAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS RESIDENCIAIS E COMERCIAIS DE SÃO PAULO - SECOVI-, sediado nesta cidade, à Rua Dr. Bacelar nº 1.403, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE FLORES E PLANTAS ORNAMENTAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO - SINDIFLORES, sediado nesta cidade, à Avenida Francisco Matarazzo nº Prédio do Fazendeiro - 2º andar - sala 20, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA 4

5 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, MAQUINISMOS, FERRAGENS, TINTAS, LOUÇAS E VIDROS DA GRANDE SÃO PAULO - SINCOMAVI, sediado nesta cidade, à Rua Boa Vista nº º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE MATERIAL MÉDICO, HOITALAR E CIENTÍFICO NO ESTADO DE SÃO PAULO - SINCOMED-, sediado nesta cidade, à Rua Senador Feijó nº 40 - conj. 31, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DAS EMPRESAS LOCADORES DE EQUIPAMENTOS E MÁQUINAS DE TERRAPLANAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - SELEMAT, sediado nesta cidade, à Rua Martinho de Campos nº 410, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DAS AGÊNCIAS DE CORREIO FRANQUEADAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Avenida Paulista nº º andar - sala 727, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO INTERMUNICIPAL DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PNEUMÁTICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO, sediado nesta cidade, à Avenida Paulista nº º andar - conj. 709, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DO COMÉRCIO ATACADISTA, IMPORTADOR E EXPORTADOR DE PRODUTOS QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS NO ESTADO DE SÃO PAULO - SINCOQUIM, sediado nesta cidade, à Rua Maranhão nº 598-4º andar, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / , todos os Sindicatos acima são filiados à Federação do Comércio do Estado de São Paulo; e ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO - AC, sediada nesta 5

6 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo cidade, à Rua Boa Vista nº 51, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / ; SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS E DAS EMPRESAS DE ASSESSORAMENTO, PERÍCIAS, INFORMAÇÕES E PESQUISAS NO ESTADO DE SÃO PAULO - SESCON-, sediado nesta cidade, à Avenida Tiradentes nº 960, inscrito no CNPJ/MF sob o nº / ; ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTRIBUIDORES VOLKSWAGEN - ASSOBRAV, sediada nesta cidade, à Av. José Maria Whitaker nº 603, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / ; FEDERAÇÃO DE SERVIÇOS DO ESTADO DE SÃO PAULO - FESE, sediada nesta cidade, à Rua Tabapuã nº º andar, inscrita no CNPJ/MF sob o nº / , por seus advogados ao final assinados (docs. ), vem, respeitosamente, com fundamento nos artigos 125, 2º da Constituição Federal, 74, inciso VI e 90 da Constituição do Estado de São Paulo e 226 e seguintes do RITJ, ajuizar AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE, com pedido de suspensão liminar dos artigos 1º e seus Anexos I e III; 3º; 4º; 5º e 9º da Lei Municipal nº , de 05/11/2013, publicada em 06/11/2013, cópia anexa (doc. ) - que estabeleceu aumento do IPTU - Imposto Sobre a Propriedade Territorial Urbana, em até 20% para imóveis residenciais e até 35% para os demais imóveis, limites válidos para o exercício de 2014, com alterações, a partir do exercício de 2015, que variam, respectivamente, de 10% a 15% -, por violação aos artigos 6

7 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo 111; 160, 1º e 163, II e IV, todos da Constituição do Estado de São Paulo, além de afrontar o art. 144 da mesma Carta Estadual, pelas razões que passam a expor: I - DA LEGITIMIDADE DAS ENTIDADES AUTORAS PARA PROPOR A PRESENTE AÇÃO E DA PERTINÊNCIA TEMÁTICA O art. 90, V da Constituição Estadual dispõe: São partes legítimas para propor ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estaduais ou municipais, contestados em face desta Constituição ou por omissão de medida necessária para tornar efetiva norma ou princípio desta Constituição, no âmbito de seu interesse: (...) V - as entidades sindicais ou de classe, de atuação estadual ou municipal, demonstrando interesse jurídico no caso. Por sua vez, o RITJ, em seu art. 226, prevê: A ação direta de inconstitucionalidade será processada conforme a Constituição do Estado de São Paulo e a legislação (Lei nº 9.868, de 10/11/99), no que couber. Todas as entidades autoras, sindicatos ou entidades de classe, são dotadas de legitimidade constitucional para a propositura desta Ação (art. 90, V, da Constituição do Estado de São Paulo), conforme se constata de sua natureza jurídica e dos respectivos objetivos sociais, expressos em seus estatutos. 7

8 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo Têm, ademais, interesse jurídico para questionar a validade da referida lei, conforme exigido pela parte final do inciso V do art. 90, em face do vínculo da pertinência temática, representado pelo liame entre o objeto da ação e a atividade de representação por ela exercida. Com efeito, esta ação tem por objetivo o reconhecimento da inconstitucionalidade de disposições da Lei /13 pois, a pretexto de que a última revisão do valor venal dos imóveis localizados na cidade de São Paulo ocorreu com a Lei nº /09 - conforme justificativa que acompanhou o projeto legislativo - o diploma ora impugnado eleva o IPTU para o exercício de 2014 em 20% para imóveis residenciais e em 35% para imóveis não residenciais e imóveis não edificados, projetando aumentos respectivos de 10% e de 15% para exercícios seguintes de forma indeterminada. Esse aumento, injusto e arbitrário, atinge os integrantes das categorias representadas pelas entidades Autora, trazendo reflexos negativos aos respectivos setores, que são diretamente atingidos na qualidade de proprietários dos imóveis em que operam ou como locatários dos mesmos, pela majoração abusiva do IPTU, nitidamente maculadora do princípio da razoabilidade. Basta atentar para o fato de que o PIB acumulado dos últimos 5 anos (2008 a 2012) é de apenas 16,81%, o que, por si só, revela que a majoração imposta afronta aos princípios da capacidade contributiva e da vedação do efeito confiscatório do imposto. 8

9 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo Sendo, pois, não só um dos objetivos, mas dever das entidades Autoras, nos termos de seus estatutos, defender os interesses gerais das categorias e das classes que representam, zelar pela adoção de normas que visem beneficiar e aperfeiçoar sua produtividade, além de representar seus interesses perante os poderes públicos, verifica-se que a temática da presente ação está perfeitamente inserida na finalidade institucional das requerentes, ajustando-se ao disposto na parte final do inciso V do art. 90 da Constituição Estadual. II- DO ATO LEGISLATIVO IMPUGNADO A Lei Municipal nº /2013, estabeleceu aumento do IPTU, a partir do exercício de 2014, para os imóveis da Cidade de São Paulo, utilizando-se de critérios para cobrança que, especialmente nos dispositivos abaixo relacionados, violam direitos e garantias do contribuinte consagrados na Carta Paulista: Art. 1º - A Tabela VI - Tipos e Padrões de Construção - Valores Unitários de Metro Quadrado de Construção e a Listagem de Valores Unitários de Metro Quadrado de Terreno, integrantes da Lei nº , de 16 de dezembro de 1986, com as alterações posteriores, utilizadas na apuração do valor venal, para fins de lançamento do Imposto Predial e do Imposto Territorial Urbano - IPTU, passam a vigorar na conformidade dos Anexos I e III, respectivamente, desta lei. Art. 3º - A tabela constante do artigo 7º-A da Lei nº 6.989, de 29 de dezembro de 1966, com as alterações 9

10 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo posteriores, utilizada no cálculo do Imposto Predial para imóveis de uso exclusiva ou predominantemente residencial, passa a vigorar na seguinte conformidade: Faixas de valor venal Desconto/Acréscimo até R$ ,00-0,3% acima de R$ ,00 até R$ ,00-0,1% acima de R$ ,00 até R$ ,00 + 0,1% acima de R$ ,00 até R$ ,00 + 0,3% acima de R$ ,00 + 0,5% Art. 4º - A tabela constante do artigo 8º-A da Lei nº 6.989, de 1966, com as alterações posteriores, utilizada no cálculo do Imposto Predial para imóveis com utilização diversa da referida no artigo 3º desta lei, passa a vigorar na seguinte conformidade: Faixas de valor venal Desconto/Acréscimo até R$ ,00-0,4% acima de R$ ,00 até R$ ,00-0,2% acima de R$ ,00 até R$ ,00 0,0% acima de R$ ,00 até R$ ,00 + 0,2% acima de R$ ,00 + 0,4% 10

11 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo Art. 5º - A tabela constante do artigo 28 da Lei nº 6.989, de 1966, com as alterações posteriores, utilizada no cálculo do Imposto Territorial Urbano, passa a vigorar na seguinte conformidade: Faixas de valor venal Desconto/Acréscimo até R$ ,00-0,4% acima de R$ ,00 até R$ ,00-0,2% acima de R$ ,00 até R$ ,00 0,0% acima de R$ ,00 até R$ ,00 + 0,2% acima de R$ ,00 + 0,4% Art. 9º - A diferença nominal entre o crédito tributário total do IPTU do exercício do lançamento e o do exercício anterior fica limitada: I - no caso de imóveis com utilização exclusiva ou predominantemente residencial, a 20% (vinte por cento) para fatos geradores ocorridos no exercício de 2014 e a 10% (dez por cento) para fatos geradores ocorridos nos demais exercícios; II - nos demais casos, a 35% (trinta e cinco por cento) para fatos geradores ocorridos no exercício de 2014 e a 15% (quinze por cento) para fatos geradores ocorridos nos demais exercícios. III - DO EXAME GENÉRICO DA LEI IMPUGNADA Antes de passar ao exame específico de cada norma impugnada, entendem as Autoras ser importante apresentar uma visão geral 11

12 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo da legislação impugnada, cujos dispositivos, examinados em conjunto, revelam com maior nitidez a violação aos princípios da razoabilidade, da moralidade, da isonomia, da capacidade contributiva e da vedação do efeito confiscatório. (a) A lei impugnada manteve as alíquotas de 1% para os prédios residenciais e de 1,5% para os prédios não residenciais e para os imóveis não edificados, previstos, respectivamente, nos arts. 7º, 8º e 27 da Lei nº 6.989/66 nas redações dadas pela Lei nº /01. (b) Ocorre que, o art. 1º da lei impugnada, mediante alteração dos Valores Unitários do Metro Quadrado da Construção e dos Valores Unitários do Metro Quadrado do Terreno previstos na Tabela VI anexa à Lei nº /86, eleva de forma brutal esses valores unitários. O Anexo II referido nesse art. 1º permite elevar em até 20% o metro quadrado da construção em relação ao prédio residencial e em até 35% em relação ao prédio não residencial, conforme se depreende do inciso I, do art. 9º da lei guerreada. O Anexo III, referido nesse mesmo dispositivo, por sua vez, promove a substituição da listagem dos valores unitários do metro quadrado do terreno, permitindo a elevação em até 35% em relação à situação atual, conforme se infere do inciso II, do art. 9º. (c) O art. 2º da lei impugnada promove outra elevação do IPTU, porém, de forma indireta e sub-reptícia, redefinindo os limites geográficos da primeira e da segunda subdivisões da zona urbana do Município, que passa a abranger as áreas atualmente situadas além da 12

13 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo segunda zona urbana. Como se constata, o valor unitário do metro quadrado da construção e do terreno vai diminuindo à medida que se afasta da zona central (primeira e segunda zonas). (d) Os arts. 3º, 4º e 5º alteram as tabelas constantes dos arts. 7º-A, 8º-A e 28-A da Lei nº 6.989/66 para cálculo do imposto progressivo incidente sobre imóvel residencial, imóvel não residencial, e cálculo do imposto territorial incidente sobre imóvel não edificado, respectivamente. Ocorre que essa progressividade não é aquela autorizada pela Emenda nº 29/00, consistente na aplicação da alíquota progressiva em função da variação do valor venal do imóvel, que expressa a capacidade contributiva de seu proprietário dentro do princípio da transparência tributária previsto no 5º, do art. 150 da CF. No caso da lei impugnada, há regressão e progressão do imposto mediante a nebulosa técnica de descontar ou aumentar o imposto regularmente apurado segundo a faixa de valor venal em que se situa o imóvel. Só que, em relação ao imóvel residencial, o desconto é menor e o aumento é maior, se confrontado com o imóvel não residencial ou com imóvel não edificado de idêntico valor venal. Assim, um imóvel não residencial e um imóvel não edificado que se situem na faixa de valor venal de até R$ recebem um desconto de 0,4% contra os 0,3% concedido a um imóvel residencial. Contudo, o imóvel residencial situado na faixa superior a 13

14 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo R$ ,00 é apenado com acréscimo de 0,5%, ao passo que os imóveis não residenciais e os terrenos situados na mesma faixa de valor venal sofrem um acréscimo menor de 0,4%. Não há, pois, correspondência entre os valores venais apurados e as alíquotas especificadas. Verifica-se que, na fixação de alíquotas, o imóvel residencial é privilegiado, mas na aplicação do fator de Desconto/Acréscimo ele é apenado. Desta forma, essa tributação progressiva prevista na nebulosa e complexa lei impugnada, permite ocultar a anulação do efeito do tratamento benigno dispensado pela redução da alíquota, na forma preconizada pelo inciso II, do 1º, do art. 156 da CF na redação dada pela EC nº 29/00. (e) Após limitar o aumento do IPTU a 20% e a 35% para o exercício de 2014, respectivamente, para imóveis residenciais e imóveis não residenciais e terrenos, para os exercícios seguintes os inciso I e II, do art. 9º preconizam aumentos de 10% e 15%, respectivamente. Assim, no exercício de futurologia a lei previu a partir do exercício de 2015 e seguintes a valorização de 10% e 15% para imóveis residenciais e não residenciais e terrenos, respectivamente, situação inadmissível, porque não há como preestabelecerem-se valores venais, que refletem as oscilações de mercado, ou seja, podem muito bem variar para mais ou para menos, dependendo das condições gerais da economia, sendo absolutamente fantasiosa a ideia (que a Lei absorve), de que a valorização imobiliária continuará e que a capacidade dos contribuintes 14

15 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo de arcar com o imposto será majorada nos mesmos patamares, como se um fato estivesse atrelado ao outro. Ora, todos sabemos do absurdo desta premissa, cuja consequência imediata, para além do incremento exorbitante da tributação, se traduz numa previsão sem fundamento na realidade econômica e desprovida da mais elementar sustentação jurídica. Na verdade, trata-se de tributar a renda futura dos contribuintes, disfarçada e baseada numa correção descabida de valores imobiliários que nada têm a ver com ela. Pesadelo tributário é qualificativo pequeno diante de tal disparate. IV - DA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS PREVISTOS NA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL a) RAZOABILIDADE E MORALIDADE Os dispositivos legais impugnados nesta inicial violam os princípios constitucionais da razoabilidade e da moralidade, previstos no art. 111 da CE que assim prescreve: Art A administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes do Estado, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, finalidade, motivação, interesse público e eficiência. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 21, de 14 de fevereiro de 2006) 15

16 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo O art. 1º da lei impugnada, combinado com o art. 9º, inciso I e II aumenta abruptamente o IPTU em 20% e 35%, respectivamente, para os imóveis residenciais e imóveis não residenciais e terrenos. Para tentar justificar essa majoração, manifestamente não razoável, o Senhor Prefeito, ao encaminhar a proposta legislativa, sustenta que os valores unitários do metro quadrado da construção e do terreno sofreram a sua última revisão geral em 2009, por meio da Lei nº , de 03 de dezembro de E no penúltimo tópico da justificativa, esclarece que o reajuste dos valores de metro quadrado das construções originam-se de valores que foram aprovados no Conselho Municipal de Valores Imobiliários, órgão composto por representantes da sociedade civil. Não se sabe se há peritos na composição desse órgão, nem se descobre, por conta da manobra regimental que antecipou a votação do segundo turno para o dia 29 de outubro, suprimindo a audiência pública prevista para o dia seguinte. Foi assim que o projeto legislativo foi aprovado pelo apertado resultado de 29 votos contra 26. Ocorre que, segundo se verifica de dados extraídos do site do IBGE, a taxa de crescimento do PIB dos últimos cinco anos (de 2008 a 2012) foi de apenas 16,81%: 2008 = 5,2%; 2009 = -0,3%; 2010 = 7,6%; 2011 = 2,7%; 2012 = 0,9% (doc. ). As normas impugnadas não guardam proporção com o aumento do poder aquisitivo dos contribuintes, que pode ser inferido do crescimento do PIB. O aumento do imposto é incompatível, irrazoável e 16

17 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo manifestamente desproporcional com o próprio crescimento econômico do País. Contrastando com esse aumento abusivo do IPTU, o Município de São Paulo, no período de 2005 a 2013, promoveu o aumento da remuneração dos servidores públicos mediante sua revisão geral anual determinada pelo inciso X, do art. 37 da CF no percentual acumulado de apenas 3,38%, conforme instrumentos normativos seguintes: Lei nº /05 = 0,10%; Decreto nº /05 = 1,17%; Decreto nº /06 = 0,97%; Lei nº /07 = 0,10%; Lei nº /08 = 0,01%; Lei nº /11 0,01%; Lei nº /1313 = 0,82% a partir de 1º/11/2011; 0,01% a partir de 1º/5/2012; e de 0,18% a partir de 1º/5/2013 (docs. ) Não houve reajuste em Mas, a falta de razoabilidade vai além. Mediante simples exame das tabelas referidas nos arts. 3º, 4º e 5º transcritas nos itens 1.2, 1.3 e 1.4, pode-se constatar o tratamento gravoso dispensado aos imóveis residenciais na aplicação dos fatores de Desconto/Acréscimo. Tomemos como exemplo um imóvel de valor venal de até R$ ,00. Verifica-se que o imóvel residencial sofre uma redução no valor do imposto de apenas 0,3%, ao passo que os imóveis não residenciais e os não construídos sofrem a redução de 0,4%. No caso de acréscimo, examinemos um imóvel de valor venal superior a R$ ,00. O imóvel residencial sofre um acréscimo de 0,5%, enquanto que os imóveis não residenciais e os não edificados sofrem um acréscimo de apenas 0,4%. 17

18 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo O tratamento conferido ao imóvel residencial é discriminatório, adotando um critério inverso daquele adotado na fixação de alíquotas que privilegia o imóvel de natureza residencial, de conformidade com a EC nº 29/00. É manifesta a inconstitucionalidade das normas apontadas por violação do princípio da razoabilidade. Referido princípio da razoabilidade visa coibir a arbitrariedade da Administração no exercício do poder discricionário. Ele está também ligado ao princípio do devido processo legal em seu sentido material. Um ato, mesmo observando os requisitos legais para a sua formação, pode resultar em inconstitucionalidade, se deixar de guardar proporção com a finalidade a que se destina. A razoabilidade é um limite que a Constituição impõe ao próprio legislador. Segundo Pedro Lenza 1 a razoabilidade e a proporcionalidade das leis e atos do Poder Público são inafastáveis, considerando-se que o Direito tem conteúdo justo. E prossegue: Como parâmetro podemos destacar a necessidade de preenchimento de três importantes requisitos: necessidade: por alguns denominada exigibilidade, a adoção da medida que possa restringir direitos só se legitima se indispensável para o caso concreto e não se puder substituí-la por outra menos gravosa; 1 Direito Constitucional Esquematizado - 14ª ed. - São Paulo - Saraiva pp

19 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo adequação: também denominada pertinência ou idoneidade, quer significar que o meio escolhido deve atingir o objetivo perquerido; proporcionalidade em sentido estrito: em sendo medida necessária e adequada, deve-se investigar se o ato praticado, em termos de realização do objetivo pretendido, supera a restrição a outros valores constitucionalizados. Podemos falar em máxima efetividade e mínima restrição. A cláusula do substantive due processo of law permite que o Poder Judiciário controle os atos do Poder Legislativo, bem como a discricionariedade dos atos do Poder Público, procedendo-se ao exame da razoabilidade e da proporcionalidade das normas jurídicas. Cai como uma luva, no presente caso, o trecho da decisão proferida pelo C. STF na ADI 2667/MC, tendo como Relator o Ministro Celso de Mello, publicada no DJ de , pp , em que se lê: TODOS OS ATOS EMANADOS DO PODER PÚBLICO ESTÃO NECESSARIAMENTE SUJEITOS, PARA EFEITO DE SUA VALIDADE MATERIAL, À INDECLINÁVEL OBSERVÂNCIA DE PADRÕES MÍNIMOS DE RAZOABILIDADE. - As normas legais devem observar, no processo de sua formulação, critérios de razoabilidade que guardem estrita consonância com os padrões fundados no princípio da proporcionalidade, pois todos os atos emanados do Poder Público devem ajustar-se à cláusula que consagra, em sua dimensão material, o princípio do substantive due process of law. Lei Distrital que, no caso, não observa padrões mínimos de razoabilidade. A EXIGÊNCIA DE RAZOABILIDADE QUALIFICA-SE COMO PARÂMETRO DE AFERIÇÃO DA CONSTITUCIONALIDADE 19

20 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo MATERIAL DOS ATOS ESTATAIS. - A exigência de razoabilidade - que visa a inibir e a neutralizar eventuais abusos do Poder Público, notadamente no desempenho de suas funções normativas - atua, enquanto categoria fundamental de limitação dos excessos emanados do Estado, como verdadeiro parâmetro de aferição da constitucionalidade material dos atos estatais. Essa forma de progressividade do imposto utilizada como sucedâneo do critério simples e transparente - consistente na aplicação de alíquotas graduadas segundo a variação crescente do valor venal dos imóveis (edificados ou não), que espelha objetivamente a capacidade contributiva de seu proprietário -, viola, às escâncaras, o princípio da moralidade pública. Na progressividade fiscal somente o valor venal do imóvel poderá ser tomado como parâmetro para a progressão de alíquotas, à medida que apenas ele espelha objetivamente a capacidade contributiva do proprietário-contribuinte. 2 A consideração de outros fatores, como a destinação do imóvel, tem o propósito de ocultar o aumento tributário que recai sobre imóveis residenciais, conferindo-lhes a aparência de tratamento privilegiado pela aplicação da alíquota reduzida de 1% contra a alíquota de 1,5% para os imóveis não residenciais e não edificados. Só que, com essa técnica nebulosa e sub-reptícia, o imposto incidente sobre o imóvel residencial, na prática, supera a alíquota de 1,5%. O artifício utilizado pelo legislador se acentua, quando se constata um aumento indireto e não perceptível, representado pela 2 Cf. - IPTU doutrina e prática - São Paulo - Atlas p

21 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo redefinição dos limites geográficos das primeira e segunda subdivisões da zona urbana do Município, passando a abranger as áreas atualmente situadas além da segunda zona urbana. Como os imóveis situados nessas duas subdivisões da zona urbana têm o valor unitário do metro quadrado da construção e do terreno mais elevado, o legislador ampliou a área de abrangência dessas duas subdivisões, como se constata do exame do art. 2º da lei hostilizada. É certo que o STF, após o advento da EC nº 29/00, passou a admitir a progressividade do IPTU, por meio da introdução do fator de Desconto/Acréscimo do imposto em função do valor venal do imóvel. Tanto é assim, que a Lei nº /01 do Município de São Paulo, com a introdução das tabelas previstas nos arts. 7-A, 8-A e 28-A, na redação dada pela Lei nº /09, foi considerada constitucional (RE nº /, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de ). Ocorre que a Lei nº /01, ao contrário da lei ora impugnada, não havia promovido aumento brutal do imposto mediante alteração arbitrária do valor do metro quadrado da construção e do terreno, nem redesenhado os limites geográficos das subdivisões da zona urbana do Município para agravar a tributação, nem promovido a discriminação do imóvel residencial, para efeito de aplicação do fator Desconto/Acréscimo do imposto, e muito menos calculado o valor venal de imóveis para sucessivos exercícios futuros, como o faz a lei ora impugnada. Trata-se, portanto, de questões ainda não examinadas pela Corte Suprema. 21

22 Cerqueira César São Paulo Pinheiros São Paulo b) PRINCÍPIOS DA ISONOMIA, DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA E DA VEDAÇÃO DOS EFEITOS CONFISCATÓRIOS Esses três princípios, na verdade, encontram-se entrelaçados. O desrespeito ao princípio da isonomia implica, ipso fato, a afronta ao princípio da capacidade contributiva que, por sua vez, provoca a afronta ao princípio que veda o efeito confiscatório do tributo, previstos nos dispositivos constitucionais a seguir transcritos: Art. 160, 1º da CE: 1º - Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. (...) Artigo Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado ao Estado: (...) II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional, ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. (...) IV - utilizar tributo com efeito de confisco. 22

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