APRESENTAÇÃO 03 1 PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL 06

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1 Recife

2 Coordenação Geral Deila do Nascimento Martins Coordenação Adjunta Sonaly Magalhães de C. Vila Nova Equipe Técnica Natuch Pinto de Lira Marília Falcão Campos Cavalcanti Camila Bezerra de Moraes Flávia dos Anjos Galindo Marta Andrea Belchior Nilsa Barbosa de Lira Casé Romero José da Silva Leonardo Rodrigues Rezende Equipe Administrativa e Financeira José Henrique Vieira Toteio Francisco Augusto Luft Adriano Nepomuceno de Cristo Leal Carlos Roberto de Oliveira Elizabete Alexandra Vasconcelos de Freitas Fernando Miranda da Cruz Pesquisa e Elaboração do Texto Deila do Nascimento Martins Contribuições do GT Direito a Convivência Familiar e Comunitária Luciana Almeida Lima, Duergnes Correa Assunção e Lena Lois. Revisão Cristiane Florentino Projeto gráfico e editoração Arthur Miguel Impressão Suassuna Copiadora APRESENTAÇÃO 03 1 PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL 06 2 IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 13 3 DESAFIOS À GARANTIA DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM 19 4 A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 25 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 41 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 45 Tiragem 500 exemplares DADOS GERAIS DA ENTIDADE Nome completo: Movimento Tortura Nunca Mais de Pernambuco. Endereço: Estrada do Bongi, nº 570 casa 03/10, Bongi. Município: Recife Estado: Pernambuco CEP: Telefone: (81) Fax: CGC: / Home Page: IDENTIFICAÇÃO DO DIRIGENTE Representante legal: Fábio José de Vasconcelos Porfírio Cargo: Presidente RG: SSP/PE CPF:

3 Apresentação O Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) foi criado pelo Governo Federal em 2003, como mais uma resposta aos altos índices de homicídios de crianças e adolescente no Brasil. O PPCAAM está implantado em 11 estados da federação, além do Núcleo Técnico Federal, configura um importante canal de interlocução junto a gestores públicos, autoridades locais e sociedade civil, no sentido de chamar à atenção ao problema da violência letal contra crianças e adolescentes. Em Pernambuco, o Programa foi lançado oficialmente no dia 26 de outubro de 2007, através de uma parceria das Secretarias de Direitos Humanos, e de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado de Pernambuco e do Movimento Tortura Nunca Mais. Apresentação O PPCAAM tem como ação primordial a preservação da vida de meninos e meninas ameaçados de morte, bem como, busca assegurar à garantia dos direitos fundamentais, tais como, do direito à convivência familiar, comunitária, educação, saúde, entre outros. Os casos que são incluídos no PPCAAM são aqueles de crianças e adolescentes que necessitam sair do seu local de moradia, por estar sofrendo ameaça de morte, e que precisa ser inserido em uma comunidade segura. Para atender a tal demanda, aquele que está sob este tipo de ameaça, é incluído nesta modalidade de proteção, que se dá com a inclusão dele em outro familiar ou até mesmo a institucional. É de se observar que a convivência familiar e comunitária é imprescindível ao desenvolvimento saudável da criança e do adolescente, logo, todas as ações devem ser pautadas para este fim, entretanto, considerando que os serviços de acolhimento são medidas excepcionais e breves, de modo a evitar a institucionalização daqueles casos que ingressam na proteção sem a retaguarda da família de origem. Em meio à problemática de proteção a crianças e adolescentes desacompanhados de seus familiares e a primazia da garantia do direito a convivência familiar e comunitária, o Movimento Tortura Nunca Mais, participou da seleção pública de projetos do Programa Petrobrás Desenvolvimento & Cidadania na linha programática de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente e no ano de 2010 teve aprovada a proposta de patrocínio de ação do Programa de Proteção às Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte no Estado de PE (PPCAAM/PE), focada na colocação destes, na modalidade inclusão em famílias solidárias de execução do Programa. A proposta de formar Famílias Solidárias para à proteção de crianças e adolescentes ameaçados de morte, em substituição à sua institucionalização, representa uma importante contribuição do PPCAAM/PE, bem como, o seu aperfeiçoamento metodológico na garantia do direito humano fundamental de toda criança e adolescente, à convivência familiar. 4

4 PANORAMA PANORAMA HISTÓRICO HISTÓRICO DE DE ACOLHIMENTO ACOLHIMENTO DE DE CRIANÇAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ADOLESCENTES NO NO BRASIL BRASIL

5 1. PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL 1. PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Para compreender a trajetória dos direitos de crianças e adolescentes no Brasil, torna-se necessário abarcar os contextos históricos, políticos e culturais de cada época, analisando as correlações de forças presentes e seus impactos na sociedade, e particularmente, na situação dos sujeitos em formação. De acordo com Faleiros (2004, p.1)- o espaço público se constrói e desconstrói socialmente pela disputa de poder, de legitimidade, de controle político, de valores éticos e religiosos, de dominação simbólica e de interesses econômicos. No contexto brasileiro, o período colonial foi marcado por uma estrutura econômica de exploração das riquezas local, que utilizava a mão de obra escrava indígena, e posteriormente a africana. Nessa ocasião, o cuidado com as crianças indígenas era realizado através de padres jesuítas que, pelas suas tradições religiosas e culturais, as batizavas sob a égide cristã da época, e as educavas com o escopo de introduzi-las no trabalho escravo. Muitas dessas crianças eram afastadas de suas tribos. Entre 1550 e 1553, foram criadas as Casas de Muchachos protoforma dos abrigos e internatos educacionais que perduram até hoje (SPOSATI, 2004, p.1) Custeadas pela Coroa Portuguesa. A dinâmica da economia exportadora de madeira, ouro, açúcar e de produtos agrícolas que se fundou no trabalho escravocrata, fizeram dos escravos um objeto econômico. De acordo com Faleiros (2004), a criação de crianças escravas era mais cara que a importação de um escravo adulto, considerando que ao final de um ano de trabalho, o escravo pagava seu preço de compra. Segundo Nunes (2007, p. 77-8), as crianças escravas viviam com suas mães até os cinco ou seis anos, quando passavam a serem objetos de uso e abuso das crianças brancas, utilizadas como se fosse um brinquedo, saco de pancadas ou até mesmo, como animais de estimação das sinhás. A estas, cabiam também, os afazeres domésticos, até serem incorporadas ao trabalho nos engenhos. Havia elevado número de mortalidade infantil. As mães eram alugadas como mães de leite. Na prática social e política se produzia a separação dos filhos de suas próprias mães. A criança escrava, mesmo depois da Lei do Ventre Livre, em 1871, podia ser utilizada pelo senhor desde os 08 anos até os 21 anos se, mediante indenização do Estado, não fosse liberada. As relações sexuais entre senhores e escravas ou índias eram uma prática comum, embora fosse considerada imoral e ilegítima, donde decorria, também, grande número de filhos ilegítimos, contrariando a moral do casamento. Os filhos nascidos fora do casamento, com raras execuções, eram fadados ao abandono. A pobreza também era causa de abandono (MARCÍLIO, 2003, p. 55). A política pública se fazia no interesse de proteger a reputação privada. Escondiam - se a ilegitimidade das crianças nascidas na época, com um véu assistencialista e religioso, ao mesmo tempo, facilitador do trabalho doméstico. Em 1726, o vice-rei propos duas medidas: coleta de esmolas na comunidade para o socorro de crianças e sua internação. Para atender à internação foi implantada a Roda dos Expostos vinculada à Santa Casa de Misericórdia da igreja Católica, um verdadeiro depósito humano que se estabelecia no recolhimento de crianças em situação de abandono ou de rua, a partir de um pressuposto conversador de salvar a honra das famílias. Ressalta-se que a última Roda dos expostos utilizada no Brasil, foi extinta na década de cinquenta no século XX (MARCÍLIO, 1998). Após a independência do Brasil em 1822, momento marcado pela ascensão da burguesia industrial, a questão da atenção à infância e adolescência se fundou no cumprimento da ordem pública, na perspectiva do controle e repressão do Estado frente à situação de abandono e pobreza da população. É neste cenário que, segundo Coimbra apud Nunes (2007) começa a se consolidar a associação entre pobreza e criminalidade, isto é, a construção do mito das classes perigosas, sob o parâmetro da absorção do movimento higienista no Brasil, o qual considerava pelo viés da medicina, a absolvição de hábitos de higiene como recurso principal para o desenvolvimento, carregado da perspectiva moralista, individualista e controladora das classes populares, desconsiderando todas as contradições históricas inerentes à sociedade. O arcabouço ideológico higienista predominou o inicio do século XX, difundindo muitas de suas ideias na primeira legislação especifica sobre crianças e adolescentes no Brasil. O Código de Menores de 1927, redigido por Mello Mattos estabelecia ao mesmo tempo a questão dos cuidados com a higiene de crianças e a vigilância pública ao menor, galgando ao Juiz de Menores a suspensão do Pátrio Poder e ações destinadas aos abandonados, delinquentes ou possíveis candidatos a sê-lo. O Código de Menores era caracterizado por sua prática intervencionista e assistencialista, pelo poder arbitrário do juiz e por considerar os menores como objetos, e não como sujeitos de proteção. Adotava-se, então, a doutrina da situação irregular. A carência financeira, por si só, era tida como uma situação irregular, e, em razão disto, crianças e adolescentes que estivessem nestas condições eram tratados como objetos passíveis de tutela do Estado. Para o Código de Menores, a institucionalização de crianças e adolescentes podia ser implementada sem qualquer vinculação com as eventuais causas geradoras das situações de abandono. Nesse cenário, o juiz de menores entendendo ser o detentor do poder e da verdade inquestionáveis, encaminhava os menores em situação irregular para instâncias de tratamento, com o objetivo de reeducar os filhos de famílias desajustadas e desqualificadas (pelo próprio Estado). Pertenciam a esta categoria, por exemplo, as famílias carentes, notadamente de recursos materiais, consideradas geradoras de menores em situação irregular. 7 8

6 1. PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL 1. PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL A filosofia construída pelo sistema assistencialista de proteção de então, permitia que a condição de pobreza enquadrasse unidades familiares no raio da ação da Justiça e da assistência. Sob o argumento de prender para proteger, confinavam-se crianças e adolescentes a grandes instituições totais, sem qualquer consideração dos vínculos familiares existentes. As representações negativas sobre as famílias cujos filhos formavam a clientela da assistência social nasceram junto com a construção da assistência no Brasil. A ideia de proteção à Infância era antes de tudo proteção contra a família. (...) foi, sobretudo na década de 1920, que as famílias das classes populares se tornaram alvo de estudos e formulação de teorias a respeito da incapacidade de seus membros em educar e disciplinar os filhos (RIZZINI, 2004:39) Essas representações negativas sobre as famílias, cujos filhos formavam o público da assistência social e demais políticas sociais, tornaram-se parte estratégica das políticas de atendimento, principalmente da infância e da juventude, com recorrentes acolhimentos prematuros e desnecessários a crianças e adolescentes pobres. Em 1942, no governo de Getúlio Vargas, consolidou-se uma política assistencialista e repressiva à infância e a adolescência. Foi criado o Serviço de Assistência ao Menor SAM, então ligado ao Ministério da Justiça, que era equivalente ao Sistema Penitenciário para a população menor de idade. Nessa mesma época, foi criada a Legião Brasileira de Assistência LBA para dar apoio aos combatentes da II Guerra Mundial e às suas famílias, tendo, depois, se estabelecido como instituição de assistência suplementar para a sociedade civil de modo geral. No ano de 1964, estabeleceu-se pala Lei nº a Política Nacional de Bem-Estar do Menor PNBEM com proposta claramente assistencialista, a ser executada pala Fundação Nacional de Bem-Estar do Menor FUNABEM, com o objetivo de dar caráter nacional à política de bem-estar de crianças e adolescentes (MARCÍLIO, 1998). A partir do final da década de 70, segmentos da sociedade brasileira começam a aderir à luta em prol da garantia de direitos de crianças e adolescentes, quando começa uma mudança de paradígmas no que tange aos direitos da criança e do adolescente, no cenário nacional. Considerando-os sujeitos de sua história, apontavam-se a perversidade e a ineficiência da prática de confinamento de crianças e adolescentes em instituições. A década de 1980 foi caracterizada pelo início da abertura democrática, e em 1986 foi criada a Comissão Nacional Criança e Constituinte. A FUNABEM sai da Previdência Social e passa para o Ministério do Interior, responsável pelas áreas social e de desenvolvimento. Em 1988, a nova Constituição Federal chamada Cidadã, contempla à proteção integral a crianças e adolescentes em seus artigos 227 e 228, além de introduzir no aparato legal brasileiro, o conceito de seguridade social, agrupando as políticas de assistência, previdência social e saúde (BARBETTA, ). A partir de então, o reconhecimento de crianças e adolescentes como pessoas em peculiar estágio de desenvolvimento passa a exigir à proteção integral, especial e prioritária da família, da sociedade e do Estado, atribuindo-lhes responsabilidade pela criação e execução de políticas públicas específicas, para garantia dos direitos fundamentais desses sujeitos de direitos. Os princípios constitucionais se colocam em contraposição à doutrina da situação irregular até então vigente, e provocam a edição do Estatuto da Criança e do Adolescente, que incorporou à legislação brasileira à Convenção Internacional dos Direitos da Criança, além de trazer em si, o arcabouço jurídico da doutrina da Proteção Integral, cuja linha mestra, circunscreve-se a abandonar a vetusta ideia de que crianças e adolescentes são objetos passivos de tutela, assumindo-os como sujeitos de direito, em condição peculiar de desenvolvimento, sem fazer distinção de nenhuma ordem a quem deve ser garantida, de forma efetiva, a proteção integral com absoluta prioridade. Em decorrência da aprovação do ECA, o modelo FUNABEM foi substituído em 1990, pela Fundação Centro Brasileiro para a infância e a adolescência FCBIA, e em 1995 foi transformado, já sob a égide do governo de Fernando Henrique Cardoso, no Departamento da Criança e Adolescente, vinculado ao Ministério da Justiça, passando em 1998 à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, que no ano seguinte recebe status de ministério. Em 2003, já na gestão do ex-presidente Lula, surge a Secretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Importante notar neste processo, a passagem da área da infância e da juventude. Com mudanças de configurações de todas as políticas direcionadas a essa população, para se adequar ou formular ao que dispõe o ECA, incidindo diretamente na concepção de responsabilidade para a família, para a sociedade e para o Estado brasileiro nos últimos anos, assegurando as garantias ali previstas, sendo uma delas, a convivência familiar e comunitária. Neste contexto, destaca-se como uma conquista de garantia de Direitos, a elaboração e publicação do Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito à Convivência Familiar e Comunitária. Vale ressaltar que ainda há muito por fazer para efetivação deste plano. 9 10

7 1. PANORAMA HISTÓRICO DE ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL Neste contexto, destaca-se como uma conquista de garantia de Direitos, a elaboração e publicação do Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito à Convivência Familiar e Comunitária. Vale ressaltar que ainda há muito por fazer para efetivação deste plano. Portanto, a Doutrina da Proteção Integral levou a revisão de paradígmas assistenciais cristalizados na sociedade. Trata-se de uma mudança do olhar e do fazer, não apenas das políticas públicas focalizadas na infância, na adolescência e na juventude, mas, extensivos aos demais atores sociais do chamado Sistema de Garantia de Direitos, implicando na capacidade de ver essas crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, de maneira que os indissociem do seu contexto sócio-familiar e comunitário. Nesse sentido, apesar de uma década e meia de funcionamento do ECA, ainda se estar no início de um processo de transformações de práticas sociais e profissionais em relação à infância e à juventude brasileira. É necessário que todos os integrantes da rede compreendam que seu papel de garantia de direitos não está dado: ele precisa ser (re) construído (OLIVEIRA 58: 2007). Fábula da Convivência Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre estava coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos por não se adaptarem às condições do clima hostil. Foi então que uma grande manada de porcos espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, suportaram-se, resistindo à longa era glacial. SOBREVIVERAM!!! 11 12

8 2. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES A Constituição Brasileira reconhece expressamente, no caput do artigo 226, a família como base da sociedade, conferindo-lhe especial proteção por parte do Estado, não deixando dúvidas de sua importância como primeira unidade social, a qual o sujeito tem contato ao nascer, ou seja, estrutura vital e representante de um lugar essencial à humanização e à socialização deve a família receber tratamento e espaço privilegiados, a fim de garantir o desenvolvimento integral e sadio do indivíduo. Acerca da conceituação da entidade familiar, o artigo 226 da Constituição, em seu parágrafo 4º, a reconhece como a comunidade formada por qualquer um dos pais e seus descendentes. Enquanto o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 25, a define como sendo a comunidade formada pelos pais ou qualquer deles e seus descendentes. O Art. 25 do ECA foi alterado já dentro de uma nova mentalidade pela lei /09 Parágrafo único: Entende-se por família extensa ou ampliada aquela que se estende para além da unidade pais e filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade. Entretanto, segundo o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária: A definição legal não supre a necessidade de se compreender a complexidade e riqueza dos vínculos familiares e comunitários que podem ser mobilizados nas diversas frentes de defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Para tal, torna-se necessário uma definição mais ampla de família, com base sócio-antropológica. A família pode ser pensada como um grupo de pessoas que são unidas por laços de consanguinidade, de aliança e de afinidade. Esses laços são construídos por representações, práticas e relações que implicam obrigações mútuas. Por sua vez, estas obrigações são organizadas de acordo com a faixa etária, as relações de gerações e de gênero, que definem o status da pessoa dentro do sistema de relações familiares (BRASIL, 2006:27) Aqui temos uma importante mudança na definição do que é a família. O reconhecimento da família ampliada, reafirmando que não basta apenas o laço de sangue, mas também, a necessidade de que haja afinidade e afetividade, elementos considerados fundamentais para que seja assegurado o direito à Convivência Familiar e Comunitária. 14

9 2. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES 2. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Em anuência, o Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito à Convivência Familiar e Comunitária chama à atenção à necessidade da desmistificação idealizada de uma dada estrutura familiar como sendo a natural, abrindo-se caminho para o reconhecimento da diversidade das organizações familiares, no contexto histórico, social e cultural. Dentre os princípios que não poderiam ser ignorados, vale destacar o da compreensão acerca das novas modalidades de configurações familiares, e a mudança de uma concepção de família como desestruturada ou incapaz, para uma concepção que põe em relevo a capacidade dessa família em atender às funções de proteção e amparo aos seus membros. Segundo Bruschini (1981), a família não é a soma de indivíduos, mas um conjunto vivo, contraditório e cambiante de pessoas com sua própria individualidade e personalidade (p. 77). Assim, conjuga individual e coletivo, história familiar transgeracional e pessoal. Diante das concepções progressistas acerca da atual Política de Atenção à Infância e a Juventude, alguns itens previstos na legislação e na doutrina da proteção integral dos Direitos da Criança e do Adolescente estão sendo consolidados e ainda construídos, e esbarram, contudo, em uma prática histórica que desqualifica a família em situação de vulnerabilidade social, e ignora um dos direitos constitucionais fundamentais, como o da convivência familiar e comunitária. Conceber, contudo, a família, como capaz de encontrar soluções para suas dificuldades, não significa eximir o Estado e a sociedade de sua responsabilidade do provimento de condições sociais favoráveis ao exercício das funções familiares. A capacidade da família de desempenhar suas funções essenciais, guarda estreita e direta relação com o seu acesso a direitos básicos e universais tais como: habitação, saúde, educação, lazer, etc. Inversamente, é forçoso reconhecer que: condições de vida tais como pobreza, desemprego, exposição à violência urbana, situações não assistidas de dependência química ou de transtorno mental, violência de gênero e outras, embora não possam ser tomadas como causas de violência contra a criança e o adolescente, podem contribuir para a sua emergência no seio das relações familiares (BRASIL. 2006:37). Assegurar á proteção social, integral às famílias em situação de alta vulnerabilidade social significa garantir segurança de sobrevivência, (de rendimento e de autonomia); segurança de acolhida e segurança de convívio ou vivência familiar (PNAS. 2004:25). Destarte, o reconhecimento de que a vulnerabilidade da família no exercício de suas funções pode estar vinculada à vulnerabilidade social em que a família se encontra, exige, previamente, à tomada de decisão pelo afastamento da criança e do adolescente de seu ambiente familiar, devendo ser esgotadas todas as possibilidades de manutenção deste sujeito na sua família, sendo esta responsabilidade de todos os atores do Sistema de Garantia dos Direitos para o acionamento dos serviços socioassistenciais. Segundo as Orientações Técnicas - Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescente, o afastamento de crianças ou adolescentes do ambiente familiar traz profundas implicações. Portanto, deve-se recorrer a esta medida, apenas quando representar o melhor interesse da criança ou do adolescente, e o menor prejuízo ao seu desenvolvimento, tendo sido esgotadas outras possibilidades. Para que este princípio possa ser aplicado, é importante que se promova o fortalecimento, a emancipação e a inclusão social das famílias, por meio do acesso às políticas públicas e às ações comunitárias. Dessa forma, antes de se considerar a hipótese do afastamento, é necessária assegurar à família o acesso à rede de serviços públicos que possam potencializar as condições de oferecer à criança ou ao adolescente um ambiente seguro de convivência (BRASIL. CONANDA/CNAS. 2009:23). Quando a criança necessita ser afastada de sua família, por proteção, não significa que esta não sirva, nem que possa ser desqualificada. Muitas vezes, isto quer dizer que, naquele momento, ela não pode ou não tem condições objetivas e subjetivas de atender as necessidades que seu filho (a) apresenta. (NICORA, 1997:98) Aullos chama à atenção para o fato de que, apesar da família ter competência, muitas vezes, pode se encontrar diante de situações que não saiba resolver, ou, situações nas quais não tenha informações necessárias para executar adequadamente sua função protetiva. ¹ Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes Documento que visa regulamentar a organização e oferta dos serviços de acolhimento para crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por medida de proteção, além disso, é uma ação prevista no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. Representa um compromisso partilhado entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), o CNAS e o CONANDA, para a afirmação, no Estado brasileiro, do direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária

10 2. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA E DA COMUNIDADE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES Vivências de desenraizamento familiar e social, associada à falta de um grupo familiar extenso e de vínculos significativos na comunidade, onde a família possa recorrer para encontrar apoio ao desempenho de suas funções de cuidado e proteção à criança e ao adolescente. Para estas famílias, em especial, o acesso a uma rede de serviços potencializada e integrada é fundamental para a superação de suas vulnerabilidades. Acerca da convivência comunitária, as crianças e adolescentes estabelecem importantes afinidades que podem contribuir para a afirmação das questões de identidade, afetivas e coletivas. Segundo Nascuiti (1996), na relação com a comunidade, as instituições e os espaços sociais, se deparam com o coletivo papéis sociais, regras, leis, valores, cultura, crenças e tradições, transmitidas de geração a geração expressam sua individualidade e encontram importantes recursos para seu desenvolvimento. Além da influência que o contexto exerce sobre o desenvolvimento da criança e do adolescente, as redes sociais de apoio e os vínculos comunitários podem favorecer a preservação e o fortalecimento dos vínculos familiares, bem como, a proteção e o cuidado à criança e ao adolescente. Sluzki (1997) considera que a família pode se movimentar em um contexto de rede que se configura como um sistema de nós, de elos capazes de organizar pessoas e instituições, de forma igualitária e democrática, em torno de um bem comum. Deve-se procurar trabalhar com a família e com a rede de serviços de proteção, criando condições para o envolvimento das mesmas, nas decisões e ações necessárias, durante todo o processo, para que através da reflexão prática, possa ir se apropriando de possíveis soluções dentro de seu universo de possibilidades. Toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a convivência familiar e comunitária (...) ECA, Art. 19 A partir da analise de Fávero, 2001, observa-se que a atuação profissional deve possibilitar à família a responsabilização pelo cuidado de seus filhos. Entretanto, se constata que na prática profissional, ainda não se incorporou a nova mentalidade, a qual está proposta na legislação brasileira e que, não raro, se encontra nos relatórios e pareceres técnicos. Implícita está a indicação da falta de responsabilidade dos pais, sobretudo, das mães, com o cuidado dos filhos e a falta de um ambiente familiar seguro e capaz de oferecer amor e proteção, sendo esses relatos, que acabam por desconsiderar os fatores socioeconômicos e as questões culturais que engendram aquelas situações. É assim que, sucintamente, o direito fundamental à convivência familiar e comunitária está posto nas normas e instrumentos legislativos brasileiros. Todavia, a plena efetivação desse direito, depende do enfrentamento de problemas de ordem prática por todos os integrantes do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, que precisam unir esforços e estar articulados em torno de ações que busquem formas de solução, através da implementação de políticas públicas aptas a garantir, o adequado exercício do direito à convivência familiar e comunitária, sem deixar de observar os princípios que norteiam à matéria, na esfera da doutrina da proteção integral

11 3. DESAFIOS À GARANTIA DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM DESAFIOS DESAFIOS À GARANTIA GARANTIA DA DA CONVIVÊNCIA CONVIVÊNCIA FAMILIAR FAMILIAR E E COMUNITÁRIA COMUNITÁRIA NO NO PPCAAM PPCAAM As ações de proteção desenvolvida pelo PPCAAM, posicionado no Sistema de Garantida de Direitos de Crianças e Adolescentes, demonstram avanços significativos, porém, com muitos desafios, caracterizados pela afirmação de uma política de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte, pautada fundamentalmente no valor aos Direitos Humanos, componente essencial para efetivação do Estado Democrático de Direito do Brasil. É nesse âmbito que se acha o debate sobre o direito à vida, garantido de modo articulado com outros direitos, como o de Convivência Familiar e Comunitária, favorecendo o acesso à educação, saúde, profissionalização, entre outros. Para à garantia do direito à Convivência Familiar e Comunitária, o Decreto 6.231/2007, institui nacionalmente o programa, que por sua vez, estendeu a possibilidade de proteção aos familiares da criança e do adolescente ameaçado de morte, determinando que o seu ingresso ao Programa sem a família está condicionado à autorização judicial. Insta destacar, que a família é vista não apenas na sua condição de modalidade ou estratégia de segurança, mas, como uma estrutura viva que deve interagir diretamente na construção das ações, que permitam o PPCAAM garantir à convivência familiar. A família tampouco é um direito.a convivência das crianças ou adolescentes com ela é que constitui a garantia que deve ser pensada e trabalhada. Percebê-la como uma referência meramente legal é dar a ela uma condição estática que retira a possibilidade de protagonizar o primeiro espaço de proteção nos casos de ameaça de morte. Nesse sentido, podemos dizer que o PPCAAM não trabalha com a ideia de refúgio protetivo, e sim da inserção social com o núcleo familiar, sempre que possível, privilegiando essa modalidade de proteção. (SDH/PR. 2010: 31). O trabalho desenvolvido pela equipe técnica prioriza a inclusão de criança e adolescente ao PPCAAM acompanhados do seu núcleo familiar, ou seja, a modalidade familiar, com objetivo de fortalecer os vínculos afetivos e o exercício dos papéis dos membros dessa família, bem como, articula à sua inserção à rede socioassistencial, que em muitos casos, representa a primeira experiência de garantia de seus direitos. O conjunto de parceiros: Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado da Assistência social (CREAS), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Educação, Saúde, Poder Judiciário, Ministério Público, dentre outros, são acionados, a partir das demandas do caso e das competências de cada setor, os quais têm significativo papel no processo de inserção social dos protegidos, sendo corresponsáveis pela sua proteção. 20

12 3. DESAFIOS À GARANTIA DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM 3. DESAFIOS À GARANTIA DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM O conjunto de parceiros: Conselho Tutelar, Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado da Assistência social (CREAS), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Educação, Saúde, Poder Judiciário, Ministério Público, dentre outros, são acionados, a partir das demandas do caso e das competências de cada setor, os quais têm significativo papel no processo de inserção social dos protegidos, sendo corresponsáveis pela sua proteção. Os compromissos assumidos pelo PPCAAM à garantia da segurança, bem como, a intervenção profissional se estendem a todos os membros familiares, incluídos na proteção. Ademais, ao se deparar com o filho ameaçado de morte, que necessita ser deslocado para outra região, às vezes para outro Estado, muitas famílias têm dificuldade de compreender e aceitar essa realidade, pois significa, da mesma forma ficarem privadas de alguns dos seus direitos. Além disso, há uma tendência natural dos pais de responsabilizarem exclusivamente o adolescente pela situação, eximindo-se de qualquer parcela, no que tange a trajetória que o conduziu até a ameaça de morte. Nesse sentido, há que sensibilizar essa família e tomá-la como aliada na ação de proteção, oportunizando também para ela novas perspectivas de vida. (SDH 2010: 56) O acompanhamento das famílias na proteção requer da equipe técnica muita dedicação e capacidade de dialogo, não se trata de uma construção fácil, pois se pauta no processo de reflexão sobre as relações familiares, que devem ser permeadas pelo respeito mútuo, sem perder de vista as vivências de cada um, seus limites e dificuldades. O trabalho desses profissionais, passa a ser, cada dia mais, pela tentativa de minimizar os impactos da realidade da proteção, buscando diminuir ao máximo a restrição de alguns direitos, para garantir o direito à vida e à convivência familiar, entendendo que a constituição de novos laços (sociais, comunitários, familiares), apesar de difícil pode ser alcançada p o r s u j e i t o s m a i s f o r t a l e c i d o s ( S D H : 5 6 ). Quando o adolescente ou a criança ingressa no Programa sem essa retaguarda familiar, a equipe tem a responsabilidade de investir na possibilidade de inclusão posterior da família, garantindo a manutenção dos vínculos afetivos e facilitação pelo processo de proteção. A ausência da família na proteção pode ocorrer em virtude de muitos fatores, tais como, quando há descrédito por parte da família da gravidade da ameaça, ou por acreditar que foi o próprio indivíduo quem deu causa à situação de risco, ou quando um dos familiares é o ameaçador. Existem também as situações em que não há disposição da família em abandonar a vida construída no local da ameaça, com redes comunitárias consolidadas, atividades laborais minimamente estáveis, e, sobretudo, quando existem outros filhos, que também terão que se adaptar a nova situação, caso ingressem na proteção junto com o ameaçado. Por fim, as equipes locais ainda se deparam com situações em que os vínculos familiares estão absolutamente fragilizados, para não dizer rompidos, e o núcleo familiar deixou de ser, há muito, uma referência de valores, afeto e cuidado para a criança ou adolescente ameaçado de morte. Independentemente das razões da não inclusão da família, o fato é quando a criança ou o adolescente é encaminhado ao PPCAAM sem essa retaguarda, a equipe não dispõe de muitas opções para seu acolhimento, sendo elas o acolhimento institucional, a moradia independente ou Redes solidárias de proteção. Sobre o acolhimento Institucional, muitas entidades não aceitam atender criança ou adolescente ameaçado de morte, sob o argumento de que não dispõem de condições para garantir a segurança dele no local, e que sua presença coloca em risco os demais acolhidos. Entretanto, a resolução conjunta nº 01 do CNAS e CONANDA, que orienta o ordenamento dos Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes, estabelece que, nos casos de ameaça de morte, e que sua manutenção possa representar sério risco à sua segurança, é necessário o encaminhamento para serviços de acolhimento em localidade distinta do município de sua residência habitual. Dessa forma, podem ser firmados acordos formais entre municípios de diferentes regiões, a fim de viabilizar a transferência da criança ou adolescente ameaçado para outro município, de modo a possibilitar seu acolhimento em serviços distantes de sua comunidade de origem e, assim, facilitar a sua proteção. (...) Em todos os casos, recomenda-se que os serviços de acolhimento que atendam crianças e adolescentes ameaçados de morte atuem em articulação com programas específicos de proteção, como Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). (BRASIL. CONANDA/CNAS. 2009: )

13 3. DESAFIOS À GARANTIA DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM A moradia independente, por outro lado, é uma alternativa restrita aos jovens, em situação em que é possível atuar direcionado a partir de um projeto de autonomia para esse sujeito, o que não é uma regra aplicável a grande parte dos casos, posto que, o grande público do programa é composto por adolescentes. O programa família acolhedora, por sua vez, não existe de maneira uniforme em todo o País, e como alternativa diante da fragilidade da Rede de Acolhimento, algumas equipes locais tem se valido de metodologia das redes solidárias de proteção, que são aqui representadas pelas famílias solidárias, a partir de uma articulação do próprio Programa, na busca de soluções para os protegidos que não contam com a retaguarda familiar na proteção. Não sei Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura Enquanto durar. ² Prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente como medida de proteção - Colocação Familiar (Art. 90, Inciso III). Cora Coralina 23

14 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS A primeira experiência de proteção em Família Solidária foi em 2008, no Estado do Pará. Diante da impossibilidade de atender pelos meios convencionais, um adolescente de 13 anos idade desacompanhado de sua família de origem, e em condição de permuta, a equipe técnica do Programa local, buscou junto a Pastoral da Família um grupo familiar que pudesse receber em sua casa, em caráter de urgência, este adolescente, enquanto perdurasse a necessidade de proteção pela ameaça de morte. A EXPERIÊNCIA DO DO PPCAAM/PE COM COM O ACOLHIMENTO DE DE CRIANÇAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM EM FAMÍLIA FAMÍLIA SOLIDÁRIA Foi a partir deste fato, que a equipe PPCAAM/PA buscou estabelecer parceria com famílias que se dispusessem a acolher crianças e adolescentes desacompanhadas e atendidas pelo PPCAAM. Inicialmente estas famílias captadas pelo Programa foram chamadas de Solidárias para que não fossem confundidas com o Programa de Famílias Acolhedoras previsto no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária. Vale ressaltar que o Programa no Pará, só buscou esta estratégia de atendimento em virtude de, no estado ainda não ter sido efetivamente implantado o Programa de Famílias Acolhedoras, conforme preconiza o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária; e a pretensão da equipe era de que após a organização dos grupos de famílias disponíveis a receber Crianças e Adolescentes em situação extrema de violações, pudessem passar à responsabilidade das Secretarias de Assistência Social, órgão legítimo para execução deste trabalho, segundo as legislações vigentes. Posteriormente, no final do ano de 2010, a entidade executora do PPCAAM do Estado de Pernambuco, o Movimento Tortura Nunca Mais/PE, teve aprovado seu projeto PPCAAM Família Solidária em seleção pública do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania. O objetivo geral do projeto é propiciar à convivência familiar e comunitária, de forma segura, a crianças e adolescentes em condição de ameaça de morte, incluídas sem seus familiares no PPCAAM/PE. O acolhimento em Famílias Solidárias de crianças e adolescentes ameaçados de morte configura um trabalho complexo que articula, necessariamente, a ação de diferentes sujeitos, em diversos âmbitos de intervenção. Estado, Sociedade Civil e Família são responsáveis em garantir os Direitos fundamentais de crianças e adolescentes. Na intervenção operada pelo PPCAAM/PE, tem sido valorizada e considerada essencial a participação ativa de todos os envolvidos, sendo criados espaços que possibilitem a reflexão e a tomada de decisões, de forma conjunta, envolvendo não apenas a equipe técnica, mas também as famílias de origem e as solidárias no que tange às questões relacionadas aos cuidados dos atendidos. 26

15 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS Formação da Equipe A equipe técnica do PPCAAM/PE passou por uma capacitação para desenvolver o trabalho com as famílias solidárias, neste sentido, a profissional Janete Aparecida Giorgetti Valente (Assistente Social, Coordenadora do Programa SAPECA e Assessora técnica da Proteção Social Especial de Alta Complexidade do município de Campinas/SP), foi convidada para realizar tal capacitação. As atividades ocorreram nos dias 13 e 12 de julho/2011, com a carga horária de 16h, com discussões em torno do tema acolhimento familiar, a proposta ofereceu subsídios teórico-práticos aos profissionais para atuarem em programas de acolhimento familiar e sua relação com a rede de proteção integral. Nesse sentido, foram tratadas as questões sobre a metodologia de trabalho social com famílias em Programas de Alta Complexidade e a sensibilização dos profissionais para uma prática de valorização das competências das famílias de origem, família extensa e vínculos significativos, garantindo-se à convivência familiar e comunitária, como preconiza a legislação brasileira. Como parte inicial desse encontro, foi oferecida a oportunidade de refletir sobre a história das famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil, para a criação de conceitos coletivos, necessários à assimilação dos conteúdos propostos nos demais encontros. No segundo momento foram trabalhados os aspectos do acolhimento familiar conceituando e percorrendo trajetórias, bem como, a processualidade das ações em programas de acolhimento familiar. Imerso no desafio de garantir à convivência familiar de crianças e adolescentes, faz-se necessário compreender os diversos arranjos das famílias existentes, respeitando a existência dos que fogem ou contestam o padrão estabelecido socialmente. Contudo, qualquer trabalho que realmente pretenda fortalecer a família deverá estar imbuído de uma concepção que fuja de qualquer visão moralista e preconceituosa. Percebeu-se que a aparente desorganização da família é um dos aspectos de reconstrução que ela vem sofrendo, e que, se por um lado pode causar problemas, por outro, pode apresentar soluções. A família tem que ser vista por inteiro, dentro do mundo em que está inserida. Sem esta perspectiva, é impossível trabalhar nesse tipo de programa. A processualidade do trabalho com as Famílias Solidárias Esta ação se caracteriza por uma modalidade de proteção via acolhimento de crianças e adolescentes, na residência de famílias solidárias, cadastradas e capacitadas pelos profissionais do projeto, que visa a oferecer à proteção integral até que seja possível à reintegração ao núcleo familiar de origem. Os parâmetros de atuação têm como perspectiva que as Famílias Solidárias sejam uma alternativa de proteção para os casos que ingressam no PPCAAM desacompanhados de seus familiares de origem, enquanto uma medida de proteção, em caráter excepcional e provisório. Com foco na necessidade fundamental e prioritária do trabalho de reintegração familiar. Desta forma, é claro o propósito em acompanhar a família de origem, para que ela tenha condições de se responsabilizar por sua criança ou adolescente novamente. Cadastramento e estabelecimento de parcerias Para a identificação das Famílias interessadas em participar do Projeto, o PPCAAM/PE conta com o apoio de Instituições, associações da Sociedade Civil, ONGs, grupos religiosos e comunitários, que já atuam na área da Infância e Juventude. O cadastro é realizado na casa da família candidata, com a participação de todos os membros que irão compartilhar diretamente o acolhimento. No formulário de cadastro, há informações necessárias para conhecimento da dinâmica familiar, e da analise das expectativas em relação ao acolhimento. Neste momento, também são esclarecidos os objetivos do PPCAAM e sua dinâmica metodológica. O PPCAAM em Pernambuco cadastrou 40 famílias interessadas na proposta do projeto, as quais concluíram o processo de formação. O cadastramento para novas famílias solidárias está aberto permanentemente. Principais parceiros: Ÿ Secretaria de Direitos Humanos da Presidência de Republica; Ÿ Secretaria Executiva de Justiça e Direitos Humanos de PE; Ÿ Centro de Referência da Assistência Social de Nazaré da Mata; Ÿ Casa da Criança e do Adolescente de Timbaúba; Ÿ Associação de Assistência Social Pão da Vida; Ÿ Conselho Tutelar de Vitória de Santo Antão; Ÿ Rede de Defesa dos Direitos Humanos da Mata Norte Centro; 27 28

16 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS Ÿ Associação Humanitária da Vitória; Ÿ Ministério Público de Vitória de Santo Antão; Ÿ PPVIDA Programa de Proteção a Vida de Jaboatão dos Guararapes; Ÿ SEPP- Sistema Estadual de Proteção à Pessoa; Ÿ Grupos de Religião Matriz Africana; Ÿ Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura do Recife; Ÿ Grupo de Educadoras Mulheres da Paz Jaboatão dos Guararapes. Formação das Famílias Solidárias O processo de preparação e capacitação das famílias cadastradas é dinâmico, participativo e envolvente, realizado em forma de oficinas, com atividades individuais e em grupo, com conteúdos mínimos necessários sobre os direitos da criança e do adolescente; as relações e arranjos familiares; as particularidades do PPCAAM; operacionalização jurídico-administrativa; existência no cenário político local/regional e nacional; metodologia e relato de experiências de famílias. Para a Família Solidária cadastrada receber uma criança ou adolescente incluído no PPCAAM, esta passa por uma avaliação da equipe técnica do Programa, através de um estudo social e psicológico, e com a participação de todo o grupo familiar. O princípio que norteia a prática profissional é o da coparticipação da família solidária, fazendo uma auto-avaliação a partir das questões e reflexões colocadas pelos profissionais. As técnicas utilizadas são: entrevistas (individuais e coletivas), visitas domiciliares e dinâmicas de grupo. Durante a Avaliação da Família Cadastrada, são observados os seguintes elementos: Ÿ Disponibilidade afetiva e emocional; Ÿ Motivação de solidariedade; Ÿ Habilidade em ser cuidador; Ÿ Padrão das relações de apego e desapego; Ÿ As fronteiras de convivência interna e externa; Ÿ As experiências anteriores e recentes de luto; Ÿ As relações de convivência familiar e comunitária; Ÿ Rotina familiar; Ÿ Experiências anteriores de acolhimento informal; Ÿ Aceitação e motivação de todos os membros da família; Ÿ Envolvimento de algum membro da família com dependência química; Ÿ Espaço físico e condições gerais da residência, Ÿ Militância na área social e de trabalhos já realizados na área de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária Os casos encaminhados à modalidade de proteção em família solidária são de crianças ou adolescentes do PPCAAM/PE, desacompanhado dos seus familiares de origem. Na avaliação é levado em consideração o interesse do protegido para esta alternativa de proteção, bem como, se analisa a extensão risco, resguardando a segurança do protegido e da família solidária. O tempo de acolhimento pode variar em função das demandas apresentadas pelo caso. O acolhimento de emergência pode durar uma noite apenas, ou um final de semana. O de média e longa permanência pode durar algumas semanas ou até 6 (seis) meses, podendo ser prorrogado, enquanto houver trabalho da equipe do PPCAAM/PE junto à família de origem, tais como a avaliação diagnóstica e plano de atendimento que venha favorecer a integração da família de origem ao Programa, e/ou identificação de meios convencionais que possam garantir à segurança e à proteção integral da criança e do adolescente. A família solidária atua como voluntária, por isso, recebe subsídios para custeio das despesas direcionados ao acolhimento da criança ou adolescente, como: recurso financeiro para alimentação, vestuário, mobília, entre outros. Legalmente, o acolhimento em famílias solidárias, como modalidade de proteção do Programa PPCAAM, é assegurado através da Ação de Guarda Provisória, em parceria com o Poder Judiciário. Segundo o Plano Nacional de Convivência Familiar e Comunitária (p. 43) Do ponto de vista legal, assim como as Entidades de acolhimento Institucional, os Programas de Famílias Acolhedoras, denominados também de Famílias Guardiãs, Famílias de Apoio, Famílias Cuidadoras, Famílias Solidárias, se sujeitam aos requisitos previstos nos artigos 92 e 93 e Parágrafo Único do art. 101 do ECA. Desta forma, a equipe também se responsabiliza por alguns procedimentos fundamentais para que o programa/projeto seja realizado da melhor forma integrado, ágil e consistente

17 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS Portanto, são enviados relatórios sistemáticos para a Porta de Entrada do caso e para a Vara da Infância e Juventude, na perspectiva de apontar no prazo máximo de 06 meses o prognóstico de reintegração familiar. O processo de acompanhamento do caso pela equipe técnica envolve a família solidária, a família de origem e a criança ou o adolescente acolhido, assim como a rede de apoio comunitário, que se configura num processo evolutivo, que articulam os atores do Sistema de Garantia de Direitos, com maior ou menor intensidade, dependendo do período do acolhimento. Fase inicial O trabalho psicossocial tem início a partir do momento em que a criança ou adolescente é encaminhada para o PPCAAM e após a avaliação e estudo do caso. A equipe PPCAAM decidirá pela proteção em Família Solidária para os casos onde se verifica a impossibilidade de ingresso junto ao núcleo familiar de origem. Durante o procedimento de avaliação do caso, a equipe técnica do PPCAAM, apresenta à criança ou ao adolescente a possibilidade do acolhimento em família solidária. O dialogo se dá de forma clara e objetiva, esclarecendo os termos e regras da proteção. Destacando-se o desejo da criança ou do adolescente de ser protegido ou não na modalidade, em Família Solidária, como fator determinante ao acolhimento. Para a realização do acolhimento, a equipe escolhe a família solidária cadastrada, que resida fora da região de risco do caso, bem como, apresente um perfil favorável para melhor adaptação da criança ou adolescente. Em seguida, a família solidária escolhida é consultada sobre a disponibilidade para o acolhimento, e informada sobr a situação sócio-jurídica da criança ou adolescente e da família, se possível já é pactuada a previsão do tempo de acolhimento. A família é cientificada sobre a entrada da criança ou adolescente no PPCAAM, bem como é esclarecida sobre todos os procedimentos adotados. No momento, já é iniciado o trabalho de preparação da família de origem para a reintegração familiar do caso. Vale destacar que nesta fase, são tomadas providências jurídico-administrativas, de autorização judicial para o ingresso no PPCAAM, documentação para o acolhimento, solicitação do Termo de Guarda e Responsabilidade. Fase intermediária Durante o acompanhamento é construído o Plano Individual de Atendimento (PIA), junto à criança ou o adolescente, à família solidária, à família de origem e a Rede de Atendimento, com foco no processo de reintegração à família de origem. A equipe técnica do PPCAAM realizará visitas domiciliares periódicas, para atendimento individualizado à criança e ao adolescente, bem como em conjunto com a família solidária, na perspectiva de favorecer a adaptação. No local de proteção, a equipe PPCAAM auxilia a família solidária no mapeamento, mobilização e articulação da rede de apoio social e comunitária, favorecendo a inserção dele em equipamentos sociais, como: Escola, saúde, cursos profissionalizantes, atividades de esporte, lazer, etc. No acompanhamento dos casos é exigida dos técnicos do programa, muita capacidade de diálogo e mediação de conflitos, por vezes, estes sujeitos reproduzem comportamentos até então apreendidos nas dinâmicas vivenciadas anteriormente. Porém, a experiência da convivência em uma família que se propõe ao cuidado. A família solidária - representa o estabelecimento de novos vínculos, que passa a ser expressivo na vida de crianças e adolescentes, por representar um ambiente que poderá acolher, tranquilizar, aconchegar, escutar, cuidar e educar, a partir de uma resignificação de valores, com base no repeito e no afeto. Assim, para um desenvolvimento saudável da criança ou do adolescente, desde sua chegada à família solidária, se faz fundamental à preparação das pessoas com as quais o protegido irá conviver, é importante este seja reconhecida e respeitada na sua singularidade no seu ritmo, necessidades, sentimentos e ideias dentro do espaço familiar. Os vínculos estabelecidos com a família solidária não substituem os vínculos com o pai, a mãe, irmão e outras pessoas significativas da família de origem. Para o acompanhamento desta, a equipe PPCAAM conta geralmente com o apoio da Porta de Entrada que encaminhou o caso ao Programa. São agendadas reuniões sistemáticas, construindo o plano de atendimento, que passa pelo levantamento da história familiar e pessoas significativas, buscando compreender a trajetória que o levou à situação de ameaça de morte

18 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS O foco principal dos atendimentos realizados com as famílias de origem é construir alternativas que possam garantir a reintegração familiar de maneira segura. Não se trata de uma construção fácil, pois de modo geral, isto exige a mudança da família do local de origem, que normalmente é o local onde se deu as situações de ameaça, por ser lá o local onde a família já possui redes sociais e de trabalho minimamente estáveis. Nesse contexto, faz-se necessário a articulação com diversos atores da rede (CRAS, CREAS, Conselho Tutelar, etc), no sentido de garantir o acompanhamento e atendimento das demandas da família de origem. Independente dos motivos que levaram o afastamento da criança ou adolescente. É importante olhar para esta família como uma possível instância geradora de cuidados, mas que também, demanda cuidados e atenção por parte do Estado e instituições, em virtude das transformações econômicas e sociais atuais questão da cidadania das famílias. As ações articuladas na Rede de Apoio buscam favorecer a família de origem a responsabilidade pela proteção da criança ou do adolescente, ou seja, o Empoderamento, por meio do desenvolvimento das competências das famílias. Descobrir e valorizar as fortalezas e potencialidades ao invés de diagnosticar o que está errado em relação a um pretenso modelo de saúde e normalidade (PNCFC). Fase Final A saída da criança ou adolescente da família solidária e o retorno ao convívio à família de origem, que se revela num momento delicado, o qual é trabalhado com os envolvidos de forma clara, gradativa e sistemática. A fase do desligamento compreende a preparação da criança ou adolescente, da família solidária e da família de origem. A equipe do Programa deverá acompanhar os efeitos para cada um e do sistema com o todo. A família solidária deverá ser fortalecida para intensificar junto à criança ou ao adolescente a perspectiva de retorno para a família de origem. Paralelamente, para garantir a reintegração familiar da criança ou do adolescente de forma segura, são intensificados os momentos com os familiares de origem, observando a adesão aos encaminhamentos pactuados, possíveis alterações intra e extrafamiliar e especialmente verificar se a família conseguiu pelos meios convencionais mudar do local de perigo, bem como se necessita do suporte do Programa para garantir a acomodação em local seguro. Dado o desligamento, sugere-se que a Família Solidária se afaste por um tempo logo após a reintegração, de modo que a família de origem se perceba como autônoma e responsável na relação com a criança e com o adolescente. A equipe deverá ter a sensibilidade de também oferecer o suporte psicossocial à família solidária após a saída da criança ou do adolescente. A partir da reintegração familiar, a equipe PPCAAM realiza acompanhamento pósdesligamento, pelo período mínimo de 03 meses, no sentido de intensificar a corresponsabilização da rede, identificando e articulando os serviços que a família necessitar. Formação de profissionais e articuladores da Rede O PPCAAM/PE realizou investimento na formação de profissionais da Rede de Atendimento Socioassistencial e do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, sendo estes Conselheiros Tutelares, Conselheiros de Direitos, Técnicos e Educadores Sociais e Gestores de Políticas Públicas. A metodologia adotada foi de oficinas educativas e dinâmicas de grupo. O conteúdo abordado versou sobre os aspectos metodológicos adotados pelo PPCAAM, permitindo que os atores da rede compreendam como acessar e quais são os encaminhamentos possíveis para proteção a vida de crianças e adolescentes ameaçados de morte. O tema do Direito à Convivência Familiar e Comunitária foi abordado demonstrando os desafios que estão postos para garantir o ingresso de familiares na proteção e quando isto não é possível, a modalidade de proteção em Família Solidária apresenta-se com a mais viável evitando desta forma a institucionalização. A equipe PPCAAM/PE, formou no total de 260 profissionais, sendo eles técnicos do IASC (Instituto de Assistência Social e Cidadania), do CREAS (Centro Especializado de Referência da Assistência Social), programa ATITUDE, profissionais de Varas da Infância e Juventude, Agentes da Segurança Pública, gestores municipais, profissionais dos PPCAAM's locais, conselheiros tutelares e de direito

19 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS Seminários O PPCAAM/PE realizou dois seminários, que tiveram por objetivo divulgar a execução do Programa, bem como avaliar a política da criança e do adolescente no Estado de Pernambuco. O primeiro ocorreu no Município de Carpina e o segundo em Vitória de Santo Antão, no total houve a participação de 89 representantes de instituições da sociedade civil e governamental. Nos seminários foi possibilitada a participação de famílias solidárias que compartilharam a experiência do acolhimento de acrianças e adolescentes ameaçados de morte. Também foram realizados, grupos de trabalhos que elaboraram cinco propostas para o aperfeiçoamento da execução do programa e da política de proteção no Estado de Pernambuco. Resumo das Propostas levantadas nos Seminários: 1- Ampliação das ações de Divulgação do Programa; 2- Capacitação sobre o Direito a Convivência Familiar e Comunitária para os profissionais da Rede de Apoio; 3- Maior interação entre a equipe do PPCAAM e as Secretarias Municipais de Assistência Social com vista ao fortalecimento da convivência familiar e comunitária; 4- Fomentar a proposta do acolhimento familiar junto aos Municípios apresentando a proposta da modalidade de proteção em Família Solidária; 5 - Implementação de programa de apoio sócio-familiar em todos os serviços; 9- Estabelecimento de parâmetros para Programa de Acolhimento Familiar. 10-Viabilizar políticas públicas de planejamento familiar nos centros de saúde e assistência psicossocial para os grupos vulneráveis. GT de convivência familiar e comunitária O PPCAAM de Pernambuco está coordenando o Grupo de Trabalho sobre o Direito a Convivência Familiar e Comunitária, criando pela Coordenação Nacional do PPCAAM, e tem por objetivo formular estratégias de intervenção para garantia do direito à convivência familiar e comunitária das crianças e adolescentes protegidas pelo PPCAAM, na perspectiva de assegurar esses direitos no âmbito do Programa de Proteção e contribuir no fortalecimento das políticas de assistência social e do Sistema de Garantia de Direitos. COMPOSIÇÃO DO GT DIREITO A CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA NO PPCAAM Coordenação Nacional: Solange Xavier PPCAAMs locais: BA: Lena Lois PA: Luciana Lima (Relatora do GT) PE: Deila Martins (Coordenadora do GT) ES: Duergnes Correa Assunção 6- Ampliação e Fortalecimento dos programas de prevenção e tratamento das dependências químicas direcionadas ao atendimento de crianças, adolescentes e suas famílias; 7- Implementação e ampliação dos programas de inclusão produtiva da família enquanto estratégia para autonomia, visando o fortalecimento dos vínculos familiares; 8- Assegurar financiamento para reordenamento e qualificação dos programas e serviços de acolhimento assim como elaborar e aprovar parâmetros de qualidade no atendimento; 35 36

20 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS 4. A EXPERIÊNCIA DO PPCAAM/PE COM O ACOLHIMENTO DE CRIANÇAS Como resultado das reuniões deste Grupo de Trabalho, foi realizado um estudo prévio sobre marcos históricos, legais e conceituais a respeito do tema e do Programa. Ainda foi elaborado diagnóstico acerca das demandas de inserção social segura, na perspectiva de garantia de direitos tanto para os protegidos, como aos familiares. Os PPCAAM's locais e o Núcleo Técnico Federal foram consultados através de um questionário com intuito de levantar a forma de acompanhamento dos casos, no sentido de compreender os entraves e reconhecer experiências bem sucedidas em relação à proteção e a garantia da Convivência familiar e comunitária. O questionário foi dividido em quatro eixos: A inclusão de criança e adolescente acompanhado dos seus familiares; Casos incluídos sem familiares; Relação com o Poder Judiciário; Convivência comunitária. A partir de todos os dados coletados o GT pretende analisar o Guia de Procedimentos do PPCAAM no que diz respeito aos aspectos que envolvem a garantia do direito à convivência familiar e comunitária dos protegidos, propondo reformulações e adequações nesse instrumental a partir das próprias fases da inclusão e da proteção, no sentido de oferecer alguns critérios orientadores à ação protetiva, que balizem a garantia do direito à convivência familiar e comunitária, bem como o processo de inserção social, de maneira segura para todos os envolvidos. Olhares e Sentimentos de quem acolhem e de quem é acolhido: Um exemplo de Solidariedade e afeto A experiência das pessoas envolvidas na modalidade Família Solidária, oferecida pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçadas de Morte no Estado de Pernambuco, através do Projeto Petrobras, faz jus a necessidade de registro e de socialização, pela riqueza de expressões dos mais profundos sentimentos, tanto por parte daqueles e daquelas que acolhem, como das crianças e adolescentes que são acolhidos, despontando o lado luminoso das pessoas. Trata-se, na maioria das vezes, de estadas muito pontuais dos protegidos nas mencionadas famílias, uma vez que a reintegração ao contexto familiar é priorizada como garantia de direitos do referido público. Por mais afetuosa e acolhedora que seja tal família, e por mais ausente e negligente que possa parecer à família de origem, se prioriza a reinserção, considerando a possibilidade de ressignificação de valores no contexto intrafamiliar, bem como o acesso aos equipamentos socioassistenciais, requisito para a retomada de uma nova vida. O presente registro se propõe a expor, na íntegra, os relatos de algumas famílias e de crianças e adolescentes que passaram (ou passam) pela vivência em Família Solidária, com a finalidade de conduzir o público leitor a reflexões sobre: o que motiva as famílias acolhedoras a adotar tamanha responsabilidade de forma absolutamente voluntária? O que pensam os protegidos quando apresentam voluntariedade para a mencionada modalidade? O que fica de tudo isto? Quem ganha? O que se ganha? Há perdas? Para muitas pessoas acolher ameaçados de morte não passa de mera utopia, devaneio ou loucura. Acolher já é, para muitas, um grande desafio. Considerando o recorte da ameaça soa, no mínimo, como impossível ou fatal. Enfim... O olhar de quem vive ou viveu na prática a dor e a delícia do acolhimento a partir do seu lugar nesse enigmático espaço: Famílias Solidárias: Com a vinda de A. para a convivência conosco, tem sido para nós um grande presente que a nossa família recebeu neste final de ano. Pois, desde a chegada dele até os dias de hoje, só temos tido alegrias. A troca de experiências tem sido constante e muito rica. Além das práticas compartilhadas em todas as atividades. Por tudo isto, nós só temos a dizer ao PPCAAM o nosso muito obrigado, por essa oportunidade de podermos conhecer e conviver com adolescentes maravilhosos. A. tem muita alegria, percepção clara de si mesmo, boa vontade. Estamos felizes por poder estar neste lugar. As famílias solidárias precisam ser fortalecidas e permanentes. (C.M. Família Solidária) Ao receber a criança adequamos nossa vida a de uma outra pessoa, os limites, as normas e regras básicas de convivência e a oportunidade dela estar numa convivência familiar e comunitária. O que nos fez abraçar essa causa foi a nossa própria história de vida como assentados e militantes na luta pela terra e pelos direitos da coletividade... (R.O.A. Família Solidária) Nunca esqueço quando fui contatada pelo PPCAAM para me cadastrar para a capacitação de família solidária. Eu estava participando de uma reunião do meu trabalho e quando falei do quer se tratava as pessoas disseram que eu era louca, como teria coragem para isto? Então, aí foi que encarei o desafio com maior vigor. Recebi C. e A. em minha casa, precisei expor minhas regras, minha maneira de ser, etc. Acabei me apegando a elas e elas a mim, no ato de amor. No inicio se mostravam receosas com a nova vida, depois se adaptaram bem ao novo lugar; tiveram até um cuidado grande comigo. Como sou muito sozinha, elas preencheram o meu tempo e a minha vida. Só tenho a agradecer ao PPCAAM (D.H.M.S. Família Solidária)

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